sexta-feira, outubro 05, 2001

Uma prece para ninguém - Capítulo 3




A caminhada até a praça central da cidade fora torturante. Em um estado de torpor, contemplava os edifícios e as ruas sem nada entender. Ninguém à vista, como se a cidade inteira tivesse sido evacuada. As pessoas sumiram. Não havia barulho. De vez em vez um aleve brisa batia-lhe no rosto, aliviando o calor do sol forte.
Parou na porta da cafeteria onde almoçava todos os dias. Teve medo de entrar. Apenas entreabriu a porta. Estava escuro. Ninguém lá dentro. Era quase meio-dia e a cafeteria estava vazia em uma sexta-feira. Isso é impossível, não existe. Os lugares ali eram disputados a tapa a partir das 11h. Onde estava a garçonete gorda e asquerosa que atendia a todos com um mau-humor terrível? Cadê o segurança mal encarado? Onde estava a balconista que havia sido sua amante por quatro anos?
O estabelecimento vizinho era uma loja de CDs. Espiou pela vitrine o interior e percebeu a luz acesa. Tomou coragem e entrou. Estava vazia. Viu na estante de lançamentos um título lançado no da anterior, com o melhor de um guitarrista de heavy metal. Colocou o CD no aparelho de demonstração e o escutou no último volume, imóvel, por mais de uma hora. Impulsivamente, colocou outro título de um artista barulhento e iniciou uam espécie de coleta nas prateleiras do que o interessava.
Estaria ele roubando? a cabeça doía novamente. Com quase quarenta CDs em uma sacola, deixou a loja com a música ainda tocando. Parou na esquina. Voltou e colocou a sacola na porta, do lado de dentro. Para que levar os CDs? Se o mundo não existia mais, ele poderia escutar o que quisesse na própria loja quando quisesse.
Será que ainda existiam alimentos? Checou o supermercado da avenida principal e lá havia comida de sobra. Os freezers e geladeiras funcionavam normalmente, abarrotados de produtos, mas não havia sinal de seres humanos. Enquanto comia algumas frutas, tentava imaginar o que estaria acontecendo. Descartou estar sonhando, pois aquela maçã que mordia era bem real. Evacuação em massa? Por quê? E como não percebeu a evacuação? Guerra química ou bacteriológica? Mas não havia mortos em lugar algum. Bomba de nêutrons, aquela que mata os seres vivos e preserva as edificações? Mas onde estavam os mortos?
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O sonho de consumo estava ali, na próxima esquina, na concessionária mais luxuosa da cidade. Era um Porsche Carrera 909. Ele procurou a chave por mais de meia hora em toda a loja até que achou-a no escritório do gerente. Não havia o menor vestígio de seres humanos por lá. Escolheu entre vários modelos e cores um Porsche preto com frisos dourados. Deu sorte, o tanque estava com meio tanque de combustível. Acelerou alto e devagar saiu da concessionária.
Passeou por toda a cidade e nada de seres humanos, ou melhor, nada de seres vivos. Ninguém para incomodá-lo. Ninguém para persegui-lo. Poderia passar à vontade pelos semáforos vermelhos e em alta velocidade sem receio de ter más surpresas.
Em vez de estar chocado, atônito com a situação, estava surpreendentemente alheio. Não se incomodava. e daí que o mundo tinha acabado. O problema não era dele. Sobreviver? Mas sobreviver a quê, com quem e para quê?
Passou no outrora movimentado aeroporto da cidade. Nem vestígio de nada. Ninguém. Nenhum barulho. Todos os aviões nos hangares. Todos os guichês vazios e inoperantes. Tentou mexer em um computador mas não acessava coisa alguma, muito menos internet. Conseguiu chegar a muito custo na torre de controle. Estava vazia. Todos os equipamentos estavam ligados, acesos, mas em nenhum deles via-se qualquer informação. No equipamento que deveria acusar tráfego aéreo na região, apenas uma tela vazia. O rádio estava silencioso. Não havia comunições. Não havia aviões nos céus do mundo. Que mundo?

Derek Sherinian se desculpa


O tecladista norte-americano Derek Sherinian (ex-Dream Theater), que atualmente toca com Yngwie Malmsteen, publicou hoje em seu site pessoal um pedido de desculpas em relação às grosserias que despejou a respeito do Brasil e Porto Alegre e que foram publicadas ontem no mesmo site (www.dereksherinian.com).
O músico estava irado com o comportamento do público gaúcho no bar Opinião por ocasoão do show de Malmsteem no dia 3 em Porto Alegre e acabou desancando a cidade, chamando-a de "terceiromundista e cheia de mendigos e caipiras". O guitarrista sueco tocou um trecho do hino dos Estados Unidos ao final de uma música em homenagem aos mortos no atentado ao World Trade Center. Algumas idiotas na platéia não entenderam ou são mesmo completamente ignorantes e resolveram gritar "Brasil" em protesto quando da execução do hino.
A banda não entendeu nada e Malmsteen ainda tocou o mesmo trecho do hino ao final de outras músicas. O mesmo grupo de energúmenos, achando que estavam sendo provocados, começaram a gritar "Osama" e "Bin Laden", além de outras palavras ofensivas aos Estados Unidos. Inconformados, os músicos da banda resolveram encurtar o show e não voltaram para o bis. Apenas Malmsteen retornou ao palco para tocar uma música apenas com guitarra e, ao final desta, mais um trecho do hino dos Estados Unidos, aproveitando ainda para xingar o público.
Leia a carta de Sherinian se desculpando:

"Esta é uma carta aberta ao Brasil.

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas à cidade de Porto Alegre por meus comentários agressivos.

Apesar de meu desapontamento pela reação do público em apoiar Osama Bin Laden e mostrar ódio ao meu país, meus comentários apenas adicionaram combustível a um incêndio que eu gostaria que nunca houvesse começado.

Eu toquei no Monsters of Rock do Brasil em 1996 com Alice Cooper, e em 1998 com o Dream Theater. EU AMO o Brasil. E EU AMO o povo brasileiro. Quero tocar aqui no futuro.

Peço que levem em conta que este é um momento extremamente delicado para o meu país. Pensem nas crianças e famílias que perderam seus entes queridos na tragédia do World Trade Center. A América NÃO FOI a única vítima. Muitos brasileiros, entre pessoas inocentes de muitos países, foram mortas neste ato inconseqüente de terror.

Eu não sou um político. A única coisa que me preocupa é tocar música e levar música para pessoas ao redor do mundo.

Eu não irei julgar o Brasil e nem mesmo a cidade de Porto Alegre apenas pelas ações daquele público.

Nós somos TODOS parte da raça humana, e a linguagem universal que nos une é a música.

Sinceramente,
Derek Sherinian"

Angra finaliza novo CD




Revigorado e renovado após uma temporada de gravaões na Alemanha, o Angra deve lançãr no começo de novembro seu novo CD, "Rebirth". Será o primeiro sem André Mattos (vocal), Luís Mariutti (baixo) e Ricardo Confessori (bateria), que saíram no ano passado para formar o Shaman. Veja os nomes das músicas abaixo:

1 - In Excelsis (Loureiro)
2 - Nova Era (Falaschi/Loureiro)
3 - Millennium Sun (Loureiro/Bittencourt)
4 - Acid Rain (Bittencourt)
5 - Heroes of Sand (Falaschi)
6 - Unholy Wars (Loureiro/Bittencourt)
Part I - Imperial Crown
Part II - The Forgiven Return
7 - Rebirth (Loureiro/Bittencourt)
8 - Judgement Day (Loureiro/Falaschi/Priester)
9 - Running Alone (Bittencourt)
10 - Visions Prelude (Loureiro, from Chopin, Opus 24 in C minor)

quinta-feira, outubro 04, 2001

Racistas asquerosos e nojentos


Veja só o site Pergaminho, de Santa Catarina, trazendo o tema racismo/nazismo. Eles colocam em debate as mensagens de um site da cidade de São Bento do Sul, de uma agremiação intitulada
Movimento São Bento do Sul Mach die Augen auf! (o termo em alemão significa "abra os olhos"), que instiga a população a se fechar e a hostilizar "forasteiros". O preconceito vai às alturas com o intuito de "preservar a nossa cultura milenar". É óbvio que o site é mantido por nojentos e asquerosos descendentes de alemães. A matéria no site é séria, mas as respostas de um cidadão não-identificado que mantém o site são hilárias...
Aqui você encontra o nojento Manifesto ao Povo de São Bento do Sul. Também é hilário...

Aqui está a página do tal movimento. Lixo total.
Público gaúcho estraga apresentação de Malmsteen


Nota zero para o comportamento do público portoalegrense durante o show do guitarrista sueco Yngwie Malmsteen no bar Opinião no dia 3 de outubro. O guitarrista tocou na segunda parte do show um trecho do hino nacional norte-americano ao final de uma música, evidente homenagem aos mortos do atentado ao World Trade Center, em Nova York (apesar de sueco, Malmsteen mora desde 1983 em Los Angeles).
O público gaúcho não se conformou e começou a gritar "Brasil" em protesto contra a execução do hino ianque. Os músicos, evidentemente, não gostaram. Malmsteen é reconhecidamente arrogante, pedante e egocêntrico e não tolea vaias ou contestações. Ele se acha um Deus (é um esxcelente guitarrista, um dos melhores da história, mas humildade faz bem a qualquer pessoa). Irritado com a manifestação do público, ele repetiu trechos do hino ao final de mais cinco músicas e encerrou o show com o hino inteiro. O público, irado, começou a gritar "Osama", "Bin Laden" e outros impropérios contra os Estados Unidos. Os músicos ficaram horrizados.
Veja um relato anônimo de um espectador do show:

O show do guitarrista sueco Yngwie Malmsteen acabou em um incidente preocupante ontem à noite no Bar Opinião, em Porto Alegre. Faltando seis músicas para o final do que previa o roteiro da apresentação, o músico encerrou um solo com um trecho de "Star Spangled Banner", o hino nacional norte-americano. A citação era parte habitual dos shows do guitarrista, mas foi saudada aos gritos de "Brasil! Brasil!". Incomodado com a reação, Malmsteen, que mora nos EUA, insistiu em repetir frases do hino nas músicas que se seguiram. "Você sabe como o Malmsteen é... Ele não gostou e fez questão de tocar de novo", conta o guitarrista gaúcho Frank Solari, que estava na platéia.
No bis, Yngwie voltou sozinho e avisou que a platéia teria de ouvir o hino mais uma vez. Tocou a música "Black Star" e emendou com o "Star Spangled Banner" novamente, dessa vez na íntegra. Várias pessoas começaram a gritar "Bin Laden! Bin Laden!" e, ao fim da música, Yngwie vociferou contra a platéia: "Açougueiros, assassinos!" Antes de sair, arrematou: "God bless America and fuck you all!"

O trecho a seguir está publicado no site www.dereksherinian.com. É o relato do tecladista Derek Sherinian (ex-Alice Cooper, Dream Theater, enre outros) sobre o acontecimento, ditado ao seu webmaster para publicação em seu site:

"Atualmente sou o único americano na banda de Yngwie Malmsteen. O que aconteceu no show passado em Porto Alegre foi chocante. Lá pelo meio do set, Yngwie terminou seu solo com "Star Spangled Banner".O público presente, cerca de 1.500 pessoas, começou imediatamente a vaiar muito ruidosamente e jogando porcarias no palco.
A multidão começou a cantar "Osama! Osama!" Então, depois do solo de Yngwie, tínhamos cinco outras músicas para tocar ainda. Todo o meu espírito tinha se ido. Terminei o set com desgosto e sem sequer olhar para a platéia durante todo o restante do tempo. Depois da última música, a banda foi para o camarim e eu disse para Yngwie: "Eu me recuso a voltar para o bis sob quaisquer circunstâncias. Foda-se essa gente!" Yngwie voltou ao palco e tocou "Star Spangled Banner" de novo, diante de um coro de vaias. Ele então disse no microfone "God Bless America, and FUCK YOU ALL" e saiu. A platéia começou uma confusão e começou a jogar porcarias no palco. Nós imediatamente voltamos às pressas para o hotel.
Eu gostaria de agradecer Yngwie por nos defender, e por defender os EUA. Para o pessoal de Porto Alegre, vocês deveriam estar envergonhados de si mesmos. Não estou nem aí se nunca mais tocar nessa cidade de terceiro mundo infestada de mendigos! Deus abençoe a América."

Malmsteen ainda toca com sua banda no Rio e em São Paulo. Na capital paulista o show ocorrew dia 5 de outubro no via Funchal. Apenas um adendo para fechar. O comportamento dos metaleiros gaúchos foi deplorável, sem a menor justificativa. A banda tem o direito de tocar o hino de quem quiser e ninguém pode reclamar da reação dos músicos.
Malmsteen sempre declarou que adora o público brasileiro (tanto que gravou seu segundo CD ao vivo em São Paulo, em 1998). A banda merece a solidariedade, mas que Sherinian pegou pesado ao final de sua carta, pegou. Ele que suma do Brasil e nunca mais volte aqui. Não precisamos de um tecladista meia-boca, que foi despedido por incompetência do Dream Theater, tocando por aqui. ele que n unca mais toque em cidades de terceiro mundo cheia de mendigos...

quarta-feira, outubro 03, 2001

Torcida em treino da seleção é um absurdo


A seleção brasleira de futebol é a única do mundo que permite torcedores em seus treinos. É antiga essa prática. Abrem-se os portões e se permite que a galera assista aos treinos táticos, aos treinos físicos e aos coletivos. Que graça tem ver Rivaldo fazendo abdominal. Mas o pior é o fato de que a torcida assiste aos coletivos como se fosse uma partida oficial, gritando e vaiando.
Vaiar treino coletivo é o fim da picada. E isso tem acontecido sistematicamente há anos. Será que a CBF nâo percebeu que isso é prejudicial à equipe? Treino é treino, jogo é jogo. É a mesma coisa que o público assistir aos ensaios de ma peça ou de uma novela, podendo se manifestar, gritar e vaiar. É óbvio que isso atrapalha. É legal o França, o Élber, o Rivaldo azerem um simples treino de chutes a gol com 5.000 torcedores e desocupados gritando "Romário", "Edmundo", "Marcelinho Carioca"? É legal o técnico ser chamado de burro durante o coletivo.
Lugar de torcedor é na arquibancada em jogos oficiais. Treinos devem ser fechados para que se realmente treine alguma coisa.
Uma prece para ninguém - Capítulo 2


Ele não se conformava com a sua dificuldade de locomoção. Demorou muito tempo para chegar a sua cama. Deitado, esperava a dor de cabeça passar. Ela diminiui e permitiu que ele tentasse ordenar os pensamentos. O quarto estava escuro. Tinha de ser assim. Qualquer facho de luz o incomodava. Sua sorte é que o silêncio era total. Estranho. Morava no centro da cidade e imaginava que deveria estar agora no meio da manhã.
Quanto mais tentava se lembrar do que teria ocorrido, menos as coisas faziam sentido. Bebera bastante? Sim, como sempre. Ficara bêbado? Sim, como sempre. Drogas? Nunca as usou com frequência. Havia anos que estava limpo. Onde era a festa? Não se lembra. O que tinha bebido? O de sempre.
Logo percebeu que a cama estava encharcada de sangue. Estava com um corte não muito profundo na cabeça, atrás da orelha direita. Percebeu também que o chão do corredor que liga o quarto ao banheiro estava tomado de sangue. No entanto, só agora percebeu que, ao se arrastar nu de volta ao quarto após o banho, tinha mergulhado nas poças de sangue. Estava imundo.
A idéia era tomar outro banho. Tentou se levantar. Não conseguiu. Algum tempo depois (horas, talvez?), fez nova tentativa. A cabea pesa toneladas, mas doía mais. Lentamente levantou-se e, passo a passo, chegou na porta do banheiro. Antes de entrar no box, resolveu olhar no espelho da pia. Não se reconheceu. Tentou fixar a imagem. Era ele mesmo? Passou as mãos no rosto. Foi seu último gesto naquele momento, pois nada mais enxergou. Entretanto, teve ainda a desagradável surpresa de ter ouvido o barulho do choque de seu corpo com o chão.
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A confusão mental parecia estar indo embora. Ele já conseguia andar sem ter de se escorar nas paredes. Ele conseguiu sentar e se levantar diversas vezes de sua poltrona preferida, aquela com manto cinza por cima do estofado barato. Depois da enésima tentativa de entender o que estava acontecendo, percebeu que o silêncio estava insuportável. Nenhum barulho na rua. Nada.
Ligou a TV. nenhum canal sintonizava. Todos estavam fora do ar. Não havia chuviscos na tela, apenas uma imagem azul, como se não houvesse qualquer sintonia. A antena externa estava com defeito, pensou. Foi para a cozinha. A TV de lá era portátil e com antena própria, desvinculada da antena do edifício. O mesmo fenômeno ocorria. Ok, a TV principal não sintonizava nenhuma emissora, mas a portátil também não?
Surpreendeu-se ao praguejar violentamente. Que bom, estava voltando ao normal. Foi ao enorme aparelho de som e tentou sintonizar uma emissora FM, a sua preferida, aquela que tocava heavy metal em suas variações mais extremas o dia inteiro (e que tanto foi motivo de conflitos e confrontos com todos os moradores do edifício. Nada. O aparelho estava ligado mas nao sintonizava nada. Rodou o botão do dial e nada. Nenhuma emissora pegava.
Sem perder muito tempo em buscar explicações, colocou um CD de uma banda de black metal. O barulho agora era uma necessidade. Queria mastigar algo, mas só conseguiu engolir uma maçã.
Pela janela da área de serviço, fechada, observou frestas de sol. Respirou fundo e decidiu encarar o dia. Foi até a sacada da sala e de uma vez abriu as portas inteiriças. Demorou um tempo para se habituar à forte luminosidade. Saiu, pé ante pé, e apoiou-se na mureta. O silêncio era enervante. Olhou para baixo. A rua estava vazia. Ninguém na calçcada, nenhum carro passava. Esperou para observar algum movimento. Passado algum tempo, implorou por algum movimento. Inexplicavelmente, começou a tremer. E viu-se chorando mais uma vez, sem saber o porquê.

Uma prece para ninguém - Capítulo 1



As imagens não estavam muito claras. Muitas luzes, muito barulho. Ele não conseguia levantar a cabeça. Tentava se escorar nas paredes. Tentava falar com os vultos que o assombravam no meio do recinto. Não conseguia emitir som. Tentou andar. Não dava, parecia que sua perna estava presa, pregada ao chão. Tentou esticar a mão. Não alcançava nada. Na verdade, sequer cosenguia distinguir o que queria alcançar, o que queria segurar. No imediato momento seguinte, sentiu vertigem e se preparou para desabar ao chão.
A queda parecia lenta, bem lenta. Esboçou um leve sorriso, ao perceber que estava demorando muito para atingir o solo. Não soube precisar quanto tempo pareceu flutuar, mas o fato é que o chão não chegava. E o curioso é que os vultos que passavam ao seu lado, ou perto dele, pareciam ignorá-lo. Ninguém o fitava. Nem de longe. Ele queria gritar. Não ouvia a própria voz. Só barulhos, só ruídos. Música alta? Não. Gritaria? Não.
Tentou fechar os olhos. As imagens difusas e coloridas continuavam a atormentar-lhe.Teve a impressão de ter cerrado os olhos, mas as luzes e as imagens, agora mais velozes continuaram. Mesmo com os olhos fechados, percebeu que algo, ao longe, à frente, ia muito rápido em sua direção. Ou será que era ele que ia em direção à coisa? Não sabia o que era e nem teve tempo para tentar descobrir. Tudo acabou de imediato.
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Acordou completamente encharcado de suor e algo pastoso. Parecia sangue. Com muito custo, percebeu que estava no corredor que dava acesso ao banheiro. A cabeça explodia de dor. Latejava. Rastejou até a porta do sanitário e tentou mirar o chuveiro. Parecia um esforço sobre-humano. A distância parecia muito longa. Não sabe quanto tempo demorou, mas conseguiu ultrapassar a divisória de vidro. Estava dentro do box. Mais um esforço grande para abrir a torneira. Inútil. Tentou de novo escalar a lisa parece de azulejos. Quase não acreditou quando a água gelada começou a cair na sua testa. Desabou no chão novamente e ficou provavelmente horas caído, recostado na parede, recebendo o jato gelado de água ora no rosto, ora na cabeça. Por um momento, pensou que estivesse chorando. Ele estava chorando.

As músicas do show de Eric Clapton


Uma das coisas mais chatas que existem é ir a um show de rock já com o set list (lista de músicas) na mão. Perde-se um pouco da magia e da expecativa no espetáculo quando isso acontece. Às vezes vamos assistir a um artista que está fazendo uma turnê extensa e o show a que presenciamos é um dos últimos do giro. Aí é natural que os shows sejam semelhants e que as pessoas saibam a maioria das músicas a serem executadas.
No caso do show de Eric Clapton, a empresa que está organizando a vinda, a Mediamania, fez uma coisa inédita: divulgou a lista de músicas, acabando um pouco com o charme do evento. No entanto, como se sabe, nenhum set list é definitivo e é possível que ocorram surpresas.
Para abrir o show, Clapton deverá "Key To The Highway", um dos maiores clássicos do blues norte-americano e já gravada por ele em "Layla and Other Assorted Songs", de 1970. Clapton executou-a algumas vezes nas turnês de 1990-1991 e 1994. Em seguida toca as "Reptile" e "Got You on My Mind", ambas do mais recente álbum do artista.
Em seguida é a hora das babas, como as baladas pop açucaradas e hits como "Tears In Heaven", "Bell Bottom Blues", "Change The World", "Father's Eyes", "Rivers of Tears", "Goin' Down Slow" e "She's Gone". Dessas, a única clássica é "Bell Bottom Blues", também do álbum "Layla".
Depois dessas para agradar aos fãs de ocasião e menos exigentes. começa a parte boa. "Want a Little Girl" é do último CD ("Reptile") e é passável e depois vem a mágica "Badge", do Cream, uma parceria de Clapton com George Harrison, dos Beatles. Os clássicos ganham força em seguida com "Hoochie Coochie Man", clássico de Willie Dixon, e "From The Cradle", um bluezaço do CD de mesmo nome, de 1994. "Cocaine", um dos cinco maiores sucessos da carreira solo de Clapton, não poderia faltar.
Para fechar o show, virão "Wonderful Tonight" e "Layla". No bis, Clapton vai despejar "Sunshine of Your Love", outra do Cream, e a versão blues inédita de "Somewhere Over The Rainbow", do filme "O Mágico de Oz".
E com isso teremos um show com um repertório previsível, nada excepcional. Será que ele vai surpreender, tocando algo como "Ramblin' on My Mind", da época de John Mayall? "I Feel Free", do Cream? "Presence of the Lord" e "Can't Find My Way Home", do Blind Faith?

Música inédita do Pink Floyd



Echoes - The Best of PINK FLOYD", coletânea da banda com lançamento previsto para o dia 6 de novembro, cuja capa mostramos aqui no último dia 30/09, conterá uma música inédita em CD, intitulada "When The Tigers Broke Free", editada somente num compacto no final da década de 70.
A canção se trata de uma composição de Roger Waters, que aparece na atual versão do filme, porém dividida em duas partes, intituladas respectivamente "The Enemy Bridge Was Held" e "The High Command", onde o ex-membro da banda fala sobre a dor da perda de seu pai.
"Echoes - The Best Of Pink Floyd" será um CD duplo de mais de 140 minutos de duração, contendo vinte e sete faixas mixadas continuamente, como se as músicas fossem parte da mesma obra, e trará um livreto de 32 páginas contendo a letra de todas as faixas. E no mesmo dia do seu lançamento, será inaugurado o primeiro website oficial da banda, que ficará no link www.pinkfloyd.co.uk.

terça-feira, outubro 02, 2001

Clube dos Canalhas na Internet



Senhoras e senhores, o Clube dos Canalhas está na Internet desde 30 de setembro de 2001 com informações diversas sobre a irmandade e sobre assuntos relevantes a todos os canalhas e ordinárias. A foto acima reúne os sete fundadores do clube, que existe desde setembro de 1991.
Da esquerda para a direita, Mário, Miranda, Jorge, Gilmar e Paulão. Agachados, Marcelo Moreira e Marcelo Cardoso. Essa foto foi tirada na reunião de abril de 2001.
Longa vida ao Clube dos Canalhas e a seu mentor, o pai Naddeo, o maior dos Canalhas...





Essa é mais uma da festa dos dez anos do Clube dos Canalhas, com as lindas moçoilas oridnárias abrilhantando a celebração...




No lado da parede de nossa imensa mesa no Alemão, da esquerda para a direita, as jovens Ilana, Kelly Ortiz e Andreia, com seus sorrisos radiantes....



As radiantes Kelly, Francine e a recém-chegada ordinária Valéria fazem pose com belos sorrisos, mas sempre tem um bicão para aparecer na foto...

segunda-feira, outubro 01, 2001

Novo tributo ao Aerosmith


Bob Kulick e Bruce Bouillet (ex-Racer X) estão organizando um segundo tributo ao AEROSMITH, intitulado "Let The Tribute Do The Talking". Entre os participantes, já estão confirmados: Joe Lynn Turner, John Corabi, Bobby Kimball, Jeff Scott Soto, Glenn Hughes, Ripper Owens, Doug Pinnick, Jack Russell, Robin McAuley, Steve Lukather, Al Pitrelli, Jeff Pilson, Carmine Appice, Pat Torpey, Reb Beach, Craig Goldy, Jason Scheff, Paul Taylor e David Glenn Eisley.
Eis as músicas que estarão presentes: "Eat The Rich", "Let The Music Do The Talking", "Round And Round", "Cryin'", "Kings And Queens", "Rats In The Cellar", "One Way Street", "Living On The Edge", "What It Takes", "Lord Of The Thighs" e "Angel".
Dream Theater não pára e prepara novo CD


O DREAM THEATER finalizou a mixagem de seu novo álbum de estúdio, intitulado "Six Degrees of Inner Turbulance" (sim, é "Turbulance" e não "Turbulence", assim foi informado no site oficial de Mike Portnoy - http://www.mikeportnoy.com). O trabalho virá em CD duplo, contendo seis músicas, sendo cinco no primeiro disco e apenas uma, com 40 minutos de duração, no segundo. As faixas presentes no primeiro CD são: "The Glass Prison", "Blind Faith", "Misunderstood", "The Great Debate" e "Disappear". No segundo CD estará a faixa título, "Six Degrees Of Inner Turbulance". O lançamento é previsto para janeiro de 2002.
Metal Rules... Up the Metal!



O quarteto acima são os companheiros velhos de guerra do metal. Faltou apenas o Carão Gordo, que no dia referido, 6 de abril, o show do Dio no Credicard Hall, assistia à mulher que estava no quinto mês de gravidez das gêmeas Juliane e Gabrielle. Da esquerda para a direita: Kaneco, Carlão Preto, Gérson Grecco e Marcos Brandi.

"Sabbath Bloody Sabbath", uma porrada na cabeça




Essa eu capturei do meu amigo Maurício Gaia, do Mauricéia Desvairada (link na barra do lado). Não sou nuito afeito a ficar colocando letras de músicas no site, mas "Sabbath Bloody Sabbath", do imortal Black Sabbath, veio a calhar. A letra é ótima e o álbum, de mesmo nome, melhor ainda. Lançado em 1973, obrigou os críticos de rock da época a maneirarem nas pancadas. Quem desprezava o Sabbath parou de fazê-lo com esse álbum, que tem a participação especial de Rick Wakeman (sob o pseudônimo de Spock Wall). O tecladista do Yes era (e ainda é) amicíssimo de Ozzy Osbourne e Tony Iommi, mas nunca escondeu que não gostava das músicas dos amigos...

Sabbath Bloody Sabbath


You see right through distorted eyes, you know you had to learn,
The execution of your mind, you really had to turn.
The race is run, the book is read, the end begins to show.
The truth is out, the lies are old, but you don't want to know.


Nobody will ever let you know,
When you ask the reasons why.
They just tell you that you're on your own,
Fill your head all full of lies.


The people who have crippled you, you wanna see them burn.
The gates of life have closed on you and there's just no return.
You're wishing that the hands of doom could take your mind away.
And you don't care if you don't see again the light of day.


Nobody will ever let you know,
When you ask the reasons why.
They just tell you that you're on your own,
Fill your head all full of lies.
You bastards!


Where can you run to? What more can you do?
No more tomorrow; life is killing you.
Dreams turn to nightmares, heaven turns to hell.
Burns out confusion, nothing more to tell.
Yeah.


Ev'rything around you, what's it coming to?
God knows as your dog knows; (bog/god) blast all of you.
Sabbath, Bloody Sabbath, nothing more to do.
Living just for dying, dying just for you
Yeah.


A força das torcidas organizadas

A revista Placar traz interessante reportagem em seu último número (capas com Luizão e Viola/Marcelinho) sobre a influência das torcidas organizadas nos clubes de futebol. A conclusão não é surpreendente, mas pode chocar alguns. Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde têm um poder intimidatório sobre diretoria e jogadores de Corinthians e Palmeiras. São as torcidas organizadas mais influentes do país. A revista constatou que não existe nada semelhante em outros Estados do país ou mesmo dentro do Estado de São Paulo.
Mais do que respeitados, os integrantes das duas quadrilhas são temidos por uns e manipulados por outros, por mais que digam que tenham independência em relação aos clubes. A Mancha tem até programa de rádio na Imprensa FM. A Gaviões tem um jornal impresso mais importante do que muito jornal de bairro. E, para variar, a influência é maléfica.
Em sua grande maioria, dos diretores das duas torcidas são desocupados e quase sempre bandidos,marginais, que incentivam a violência nos estádios e que mantêm relações amistosas com o mundo do crime. Muitas vezes "gentilmente" pedem dinheiro a diretores, jogadores e comissão técnica para os mais variados fins e são capazes de transformar a vida de atletas em um inferno. A reportagem narra exemplos dessa nefasta influência e, indiretamente, acaba por explicar e revelar muita coisa que ocorre rotineiramente no Corinthians e no Palmeiras.
O surgimento das organizadas na década de 70 foi um fator positivo nos estádios brasileiros, mesmo que surgindo no auge da euforia do tricampeonato mundial. No entanto, em pouco tempo se transformaram em pequenas gangues mafiosas coordenadas por gente desqualificada, cujo interesse apenas era se beneficiar da proximidadede atletas e dirigentes para extorquir dinheiro.
No começo de 1980 começaram a ficar famosas pelas brigas e arruaças que promoviam (Gaviões, TUP, as são-paulinas TUSP e Independente e a santista Força Jovem; a Mancha Verde surgiu somente em 1983 de uma dissidência da TUP, que era considerada "muito mansa" pelos radicais). O resultado disso tudo foram as verdadeiras batalhas que ocorreram por toda a cidade nos anos 80 culminando com assassinatos nos anos 90.
Tive a infelicidade de frequentar por algum tempo os círculos da Mancha Verde nos ano 80 e presenciei cenas lamentáveis de provocação explícita, agressões e vandalismo gratuitos e outras baixarias mais. O intuito era brigar e arrumar confusão. Se o Palmeiras perdesse, tudo isso em dobro. A coisa era tão selvagem que ultrapassava os limites da cidadr. Torcedores de Flamengo e Ponte Preta eram jurados de morte, numa demonstração de rivalidade sem o menor sentido.
As duas agremiações são dirigidas por gente perigosa, amadora e disposta a tudo para não perder o controle e as benesses que conquistaram às custas das mensalidades dos sócios incautos e das contribuições "espontâneas" de jogadores e dirigentes medrosos ou oportunistas.

Ninfetão 2001


O Campeonato Paulista de Futebol Feminino do próximo é uma piada. O Ninfetão-2001/2002 vai ser disputado por meninas que fixeram uma "peneira"observadas por gente como Basílio, Wladimir (ambos ex-Corinthians) e Clodoaldo (ex-Santos). Só que um dos mentores dessa balbúrdia, uma besta chamada Renato Duprat (aquele mesmo, da Unicor, que patrocinou o Santos), andou declarando por aí que a escolha das atletas para os 12 times a serem formados estava recaindo no critério "estético", ou seja, a beleza era o que contava, de acordo com reportagens do Estadão e da Folha de S. Paulo. Muita menina boa de bola, mas feia, foi preterida por menininha de shopping center e que nem correr sabe. Ridículo.
O futebol feminino já tem uma resistência enorme no Brasil e também no exterior. Não pega e nem vai pegar. O esporte é tão desprestigiado que o maior contingente de praticantes é o dos Estados Unidos, país sem a menor tradição em futebol. As mulheres ainda não se adaptaram ao esporte, que cada vez mais se mostra inadequado para elas.
Lamentavelmente, as que mais se adaptam ao esporte têm biótipo masculino. São homens jogando. É o caso de quase toda a seleção da Noruega, da seleção alemã e da seleção chinesa. Na seleção dos Estados Unidos são poucas as que mantêm as feições femininas, o mesmo em relação ao Brasil.
Com tudo contra, ainda vem um empresário disposto a organizar um torneio feminino de futebol e acaba entregando sem cerimônias os critérios estapafúrdios de "escolha" das integrantes das equipes. Não poderia ser pior para a modalidade.

sexta-feira, setembro 28, 2001

Motorhead is the fucking best!!!!!!!



O MOTÖRHEAD completa 25 anos de carreira em plena forma. A Sanctuary Records vai relançar doze álbuns da banda - considerados os mais importantes e influentes - e cada um deles vêm com faixas bônus. Os petardos são: "All The Aces", "No Remorse", "Ace Of Spades", "No Sleep 'Til Hammersmith", "Bomber", "Iron Fist", "Overkill", "Another Perfect Day", "Orgasmatron", "Rock 'N' Roll", "No Sleep At All", "The Chase Is Better Than The Catch" (The Singles A's & B's). A gravadora prepara junto com a banda o lançamento do DVD "Live At The Brighton Academy" que vai contar com participações especiais de Brian May (Queen), Fast Eddie Clark (ex-guitarrista do Motörhead), Whitfield Crane (ex-Ugly Kid Joe) e a cantora Doro Pesch (Doro e Warlock).
Lemmy Kilmister dá sinais de que não pretende se aposentar tão cedo. No dia 24 de setembro o vocalista e algumas pessoas da equipe do Motörhead gravaram uma participação no programa de TV "The Drew Carey Show", exibido no Brasil pelo canal Sony. Além disso, Lemmy e os outros membros da banda estão compondo material para o próximo álbum, que será lançado em 2002.

A nova "Jornada nas Estrelas"



Essa é a nova equipe da Entreprise, na versão 2001/2002 de "Jornada nas Estrelas". A história agora se passa 100 anos antes das aventuras do Capitão Kirk, da série original. Kirk e sua turma viveram no século 23. Já o capitão Archer vai pilotar a "primeira versão" da Enterprise no século 22, quando ainda há desconfiança entre humanos e vulcanos.
O novo elenco é encabeçado por Scott Bakula, um ator mediano que nunca se destacou mesmo como coadjuvante em filmes em Hollywood. Seu papel mais notável foi o de protagonista no filme "NetForce", uma bobagem sobre uma espécie de FBI especializado em crimes por Internet no ano de 2010.
Com a nova série, isso quer dizer o seguinte: estão praticamente sepultadas as chances de vermos um novo longa-metragem com a "Next Generation", aquela do Capitão Picard, intepretado pelo ótimo ator inglês Patrick Stewart. E isso pode atrapalhar a continuidade da série " Voyager", com um elenco de desconhecidos, mas que está no ar há quatro temporadas.
A Voyager tem uma trama confusa. Passa-se no mesmo período histórico da Next Generation, ou seja, final do século 24. Em sua primeira viagem, a nave cai um "buraco de minhoca" e vai parar do outro lado da galáxia, a uma distância do ponto de origem equivalente a 75 anos correntes de viagem. Enquanto buscma uma forma "mais rápida" de voltar para casa, vão explorando a área até então desconhecida. Pelo visto, "Voyager" e "Deep Space 9" correm o risco de acabar.

quinta-feira, setembro 27, 2001

Liga Rio-SP já começa mal


A pretensa LIga Rio-SP de futebol já começa sob o signo da desconfiança e da má conduta. Além dos grandes clubes de São Paulo e do Rio, há ainda Americano, América carioca, Bangu, Guarani, Ponte Preta, POrtuguesa, Botafogo-SP e Etti Jundiaí. e o São Caetano? Foi limado por não ter tradição. E por acaso Botafogo-SP e Etti têm?
Ok, o Botafogo-SP está na primeira divisão do Brasileiro, mas não há justificativa para o Etti estar na liga no lugar do São Caetano. Além do mais, antes do Etti existem clubes como Mogi-Mirim, Rio Branco, Portuguesa Santista, Inter de Limeira e outros da série A-1 paulista, que já estavam nesse patamar antes do Etti, que é patrocinado pela Parmalat. Lamentável sob todos os aspectos. Eduardo Farah, presidente da Federação Paulista do Futebol e cabela da nova liga, é um dos maiores lixos produzidos pelo futebol mundial. Merece ser defenestrado, expulso e expurgado. É uma das desgraças do futebol brasileiro.
Mudança temporária de layout

Fui obrigado a mudar momentaneamente o o layout, mas assim que der retornarei em breve com o anterior, que era bem mais legal.

terça-feira, setembro 25, 2001

A nova capa do CD do Dream Theater



Essa é a nova capa do CD triplo ao vivo "Live Scenes From New York", do Dream Theater. Parte da primeira tiragem do produto foi recolhida porque a capa mostrava um coração circundado por arames farbados e envolto em chamas, tendo ao fundo a estátua da Liberdade e as torres gêmeas do World Trade Center, destruído nos atentados de 11 de setembro. A nova capa mantem o mesmo fundo marrom, mas traz no centro um símbolo dourado da ótima banda norte-americana de rock progressivo. Veja a capa anterior abaixo:

segunda-feira, setembro 24, 2001

Pelo fim de todas as manifestações violentas


Um assunto que tem passado sem a devida atenção ultimamente são os protestos violentos que ocorrem em todo o Brasil, geralmente feitos por grevistas ou sindicalistas (ou ambos). Na semana passada um grupo de estudantes tentou invadir o MInistério da Fazenda em protesto contra a política econômica do ministro Pedro Malan. Eles apoiavam a greve de professores e servidores das universidades federais, que dura mais de um mês.
Como era de se esperar, seguranças do ministério e policiais militares evitaram a invasão e agiram com energia, dispersando os vândalos a golpes de cassetetes. Nesses casos, é lógico, sempre ocorrem excessos por parte da força policial, fato que foi "denunciado" pelas "lideranças" do movimento.
A questão que se coloca é a seguinte: o que os estudantes esperavam? Que os seguranças e PMs os deixassem quebrar tudo, invadir o gabinete de Malan e espancá-lo? Duas portas de vidro foram quebradas pelos estudantes no confronto.
Todo mundo tem direito de se manifestar e protestar, mas de forma pacífica e sem violência. Quando isso ocorre, não há como não apoiar as forças que defendem o patrimônio ou a ordem pública. A pancadaria corre solta e não há como repreender os policiais, por mais que seja excessiva a força empregada na reação. Os estudantes de Brasília mereceram apanhar da polícia porque queriam destruir. E apanharam pouco.
Todo protesto é legítimo desde que não haja violência, vandalismo e impedimento do direito de ir e vir dos outros. Foi o caso do confronto ocorrido na avenida Paulista no ano passado durante um ato de prfessores da rede estadual em greve. A polícia já havia proibido que a avenida fosse invadida, no que fez muito bem. Ninguém ode ser prejudicado por causa de uma manifestação, seja ela qual for e de quem for.
Só que a ordem foi desrespeitada e a avenida foi interditada. A PM reagiu e muita gente se machucou. Pior, teve gente que tentou atacar a PM com pedras. A reação foi muito mais violenta. Depois soube-se que um grupo de punks, anarquistas e desocupados deliberadamente desrespeitou a ordem para criar tumulto. Nada tinham a ver com professores (caso semelhante aconteceu neste ano em Gênova, na Itália, na reunião do G-8, quando a manifestação, que começou pacífica, descambou para o combate nas ruas, terminando com muitos feridos e um morto; a confusão foi causa por um grupo de agitadores que deliberadamente provocou o conflito; a reaão foi a esperada e ocorreu de forma legítima).
Nesse caso, azar dos manifestantes sérios, que permitiram que inúteis se infiltrassem no movimento. A polícia fez em em reprimir os invasores que bloquearam a avenida. E essa deveria ser a orientação para qualquer manifestação que bloqueie ruas e avenidas. Ningém tem esse direito. Quer protestar? Proteste na calçada e não atrapalhe os outros.
Quem frequenta os estádios de futebol no Brasil aprende logo um mandamento importantíssimo em sua "primeira vez": nunca se briga ou se xinga policiais; os caras são despreparados e sanguinários e não hesitam em quebrar o torcedor no meio. Essa máxima vale para toda e qualqer manifestação.
Brasil mereceu perder no sub-17


A seleção brasileira de futebol sub-17 foi eliminada ontem do Campeonato MUndial de Trinidad e Tobago ao perder da França por 2 a 1. Nada a contestar, a derrota foi merecida, o Brasil não jogou nada. Para uma equipe que defendia o tricampeonato (O Brasil venceu no Egito em 1997 e na NOva Zelândia em 1999), o futebol apresentado foi pífio. na primeira fase ganhou os três jogos em um grupo fraco.
Teve imensas dificuldades para vencer por 1 a 0 a péssima Austrália, conseguiu alguns bons momentos na vitória de 3 a 1 contra a Croácia e massacrou Trinidad e Tobago, um adversário inexistente, por 6 a 1, quando os jogadores brasileiros abusaram das firulas e do deboche.
Os franceses entraram para jogar sério, marcaram muito forte o time brasileiro e a suposta individualidade dos nossos jogadores não apareceu. E isso aconteceu pelo simples fato de que os jogadores brasileiros são comuns, medianos e pouco interessados na marcação. Mereceram perder. Os zagueiros são fracos, assim como os laterais. Destaques apenas para o meia Leandro e para os atacantes Caetano, Bruno e Diego.
Briga ao vivo entre Milton Neves e Luxemburgo na Jovem Pan


Um dos momentos mais hilários da história do rádio paulistano. O apresentador Milton Neves, da rádio Jovem Pan, bateu-boca violentamente hoje, 24 de setembro, no programa Jornal de Esportes^, com Wanderley Luxemburgo. A entrevista era sobre a informação de que Zezé Perrela, presidente do Cruzeiro, havia afirmado que, em conversa telefônica com Luxemburgo na semana passada, este garantia estar fora do Corinthians.
No meio da entrevista, Luxemburgo se traiu e falou "as coisas estavam em compasso de espera quando o Palmeiras tentou me contra..." e interrompeu a frase, mudando o direcionamento da resposta. Quando Neves tentou enfatizar a questão, dizendo "Luxemburgo, acho que você se traiu no pensamento. Fale mais sobre essa proposta do Palmeiras."
O técnico do Corinthians virou bicho, afirmando que Neves colocava palavras na sua boca, que era, maldoso, mau profissional, que não gostava dele, tudo isso em altos brados. O apresentador também rebateu a gritaria e até insinuou que Luxemburgo é analfabeto. Resumindo, foi uma comédia. Bem ao nível rasteiro de Luxemburgo Bem nível péssimo de MIlton Neves. Não é a primeira vez que o jornalista protagoniza esse tipo de discussão de baixo nível ao vivo.

sábado, setembro 22, 2001

Judas Priest merece respeito



Tenho ouvido muitos comentários desfavoráveis ao novo CD do Judas Priest (acima, em show no Credicard Hall no último dia 6 de setembro). A maioria dos comentários foi feita por gente que não conhece a fundo a carreira do grupo e sequer se deu ao trabalho de assisti-los no Brasil em recente turnê.
Esse pessoal provavelmente escutou dois ou três CDs dos caras, provavelmente "British Steel" (1980), "Defenders of the Faith" (1984) ou "Painkiller" (1990). Realmente, são grandes álbuns, o primeiro é certamente é o melhor. O que esses caras não entendem é que o vocalista Rob Halford não está mais na banda e dificilmente ele voltará. Sendo assim, não há outro jeito, temos de ouvir no novo Judas Priest, com a voz de Ripper Owens, com outros ouvidos. É quase uma outra banda. "Jugulator", de 1997, foi um gradne álbum e "Demolition" é melhor ainda.
De todas veteranas e grandes bandas de heavy metal que permanecem na ativa, o Judas Priest foi o que melhor conseguiu unir o som pesado do metal tradicional com as ditas "modernidades" da música atual. O Judas Priest de hoje é tudo o que bandas como Korn, Ministry, Limp Bizkit, Linkim Park, Slipknot e outras do gênero imaginaram ser e quiseram ser, mas ficaram pelo caminho. Judas Priest é competência pura e preconceitos não serão suficientes para drrubar Owens e mesmo o próprio Judas.
De gente que fraquejou diante do mercado já chega o Iron Maiden, que defenestrou o bom cantor Blaze Bayley porque os fãs jamais engoliram o fato de que bruce Dickinson havia saído (Bayley não pode ser comparado, nem de longe, a Dickinson, mas foi muito injustiçado pelos fãs e pela própria banda Iron Maiden), e o Van Halen, que abaixou a cabeça diante da exigência de expulsão de Gary Cherone da banda após o fraco desempenho comercial de "Van Halen 3".

O "líder covarde" é o reflexo do futebol brasileiro



O Jornal da Tarde foi muito feliz há duas semanas quando manchetou em seu caderno de esportes a vitória do Palmeiras sobre o BOtafogo-SP por 1 a 0 em Ribeirão Preto: "Um líder covarde". Essa é a melhor definição para o líder co Campeonato Brasileiro. Mesmo com a derrota para a POnte Preta em pleno Parque Antártica por 2 a 0 no sábado (22/09), a equipe permanece na ponta da tabela com 29 pontos.
A questão, no entanto, é o péssimo futebol jogado pela equipe verde. Se o líder joga assim, imagine os outros. O técnico Celso Roth é um dos mais desqualificados técnicos da atualidade. Ele conseguiu perder do São Caetano quando seu time joga com 10 jogadores e o adversário com 9. Contra o Gama, em Brasília, o empate em 1 a 1 se arrastava, com um futebol ridículo de anos os times. O Gama tinha um a menos aos 30 minutos do 2º tempo. O que faz o treinador? Substitui o melhor jogador do time, Lopes, por Taddei, um volante. Foram quatro volantes para "garantir" o empate contra o Gama, mesmo que este estivesse com um jogador a menos. Roth não pode continuar treinando o Palmeiras.
A equipe não tem um padrão de jogo, erra passes demais e faz muitas faltas. O jogo não flui e o time vive mais das jodas de bola parada ára ganhar as partidas. O Palmeiras líder de hoje, com seu futebol péssimo e elenco ruim, tecnicamente muito limitado, é o reflexo do futebol da seleção e do próprio futebol brasileiro.

sexta-feira, setembro 21, 2001

O melhor do blues-rock com Gov't Mule



Blues pesado, virtuosismo e muita competência. Depois da morte de Stevie Ray Vaughan, em 1990, ninguém encanou tão bem a mistura de blues, rhythm'n'blues e rock and roll como o trio Gov't Mule, m dos grandes nomes atuais da música sulista norte-americana. Foi o grupo que mais se aproximou do conceito blues-jazz-improviso-rock pesado do Cream de Eric Clapton.
O trio se prepara para lançar o seu mais ambicioso projeto depois de oito anos de carreira: dois álbuns com músicas inéditas contando com 25 baixistas diferentes nas 25 músicas dos trabalhos. Foi a solução que Warren Haynes (guitarra e vocal) e Matt Abts (bateria) encontraram para tentar substituir Allen Woody, o baixista que morreu no ano passado em Nova York aos 44 anos, vítima de um ataque cardíaco. "The Deep End vol. 1" chega ao mercado em outubro próximo; o segundo volume, em junho de 2002.
O trio é uma das melhores coisas que a música pop produziu na década de 90. Haynes, um guitarrista típico do sul norte-americano (técnica invejável e muito feeling, lembrando o falecido Duanne Allman e o mago do Lynyrd Skynyrd, Gary Rossington). Após perambular por todo o país, conseguiu alcançar o sonho de tocar com os ídolos e amigos do Almann Brothers a partir de 1987, formando uma verdadeira dupla incendiária de guitarras com Dickey Betts.
Apesar da amizade e idolatria, Haynes se encheu do pouco espaço para a criatividade a ele dispensado e não hesita em comunicar a sua saída da banda em 1993. Ele saiu na boa durante as gravações do então novo disco do Allman Brothers, mas pegou mal o fato de que, pouco antes disso, ele já trabalhava no que seria o primeiro CD do Gov't Mule, auto-intulado e lançado em 1995. Pior: não só saiu da banda de Gregg Allmann como levou junto Allen Woody. Enquanto o Allman Brothers só voltou a fazer sucesso em 1999, o Mule já encantava cr´ticos e público desde 1994 (estiveram em 1996 na última edição do Nescafé Blues Festival, em São Paulo).
Além de "Gov't Mule", lançaram ainda "Live at Roseland Ballroom" (1996), "Dose" (1998), "Live... With A Little Help From Our Friends" (1999) e "Life Before Insanity" (2000). Nenhum deles, infelizmente, lançado no Brasil.
V eja a lista das músicas dos dois volumes de "The Deep End" e os baixistas convidados:

"Greasy Granny Gopher Gravy": Les Claypool (Primus)
"Lay of the Sunflower": Phil Lesh;
"What is Hip?": Rocco Prestia;
"Babylon Turnpike": Alphonso Johnson;
"Slow Happy Boys": Jack Casady;
"Sundance": Chris Squire (Chris Squire);
"Sco Mule": Chris Wood (Martin, Medeski & Wood);
"Which Way Do We Run": Dave Schools;
"On The Banks of the Deep End": Mike Gordon;
"Worried Down With the Blues": Oteil Burbridge;
"World of Confusion": Tony Levin (Yes, King Crimson, Peter Gabriel);
"Fool's Moon": Jack Bruce (Cream);
"Catfish Blues": Billy Cox (Jimi Hendrix);
"Same Price": John Entwistle (The Who);
'Maybe I'm a Leo": Roger Glover (Deep Purple);
"Tear Me Down": Bootsy Collins;
"Effigy": Mike Watt;
'Soulshine": Willy Weeks;
"Time to Confess": George Porter Jr;
"Life on the Outside": Larry Graham
"Beautifully Broken": Stefan Lessard;

A trilha sonora desta sexta-feira


Metade metal progressivo, metade bues... A trilha sonora desta sexta-feira com tempo razoavelmente bom:

  • "Change It" -
  • Stevie Ray Vaughan
  • "Life Without You" -
  • Stevie Ray Vaughan
  • "Grinnin' in Your Face/Mother Earth" -
  • Gov't Mule
  • "Wild Dogs"
  • - Glenn Hughes e Craig Ericsson
  • "Friends of America"
  • - Magellan
  • "One Last Time"
  • - Dream Theater
  • "Shadow Gallery"
  • - Shadow Gallery
  • "His Voice"
  • - Mullmuzzler
    Dez anos de "Nevermind": a celebração da música mal tocada



    Comemorou-se nos Estados Unidos nesta semana os dez anos de lançamento de "Nevermind", o álbum mais importante do Nirvana e que desencadeou o grunge em 1991 (e que sucumbiu já em 1995). No mundo inteiro as "viúvas de Kurt Cobain" fizeram da data uma importante efeméride do rock, principalmente os jornalistas de publicações musicais. No Brasil não foi diferente. Teve gente que classificou o "Nevermind" como o mais importante do rock. A babação de ovo entre os principais jornais brasileiros beirou o ridículo.
    O referido álbum do Nirvana é o menos pior da discografia do grupo. Três músicos ruins compondo e tocando músicas ruins. O Nirvana nunca passou de uma banda punk tosca, tecnicamente desprezível. Méritos dos executivos de gravadoras e dos jornalistas que inventaram a tal onda grunge, já o mercado fonográfico vivia uma sinuca de bico, com o esgotamento do hard rock farofa, da pouca criatividade do heavy metal da época e do pop de pior qualidade que sempre predominou nos Estados Unidos.
    Já que o nível estava baixo, entao qualquer porcaria bem incentivada poderia virar moda. Foi o caso do tal grunge, que de movimento não teve coisa nenhuma, carecendo totalmente de padronizaão e de atitude. O Nirvana caracterizou o grunge, mas era a mais fraca da safra. Pearl Jam e Soundgarden eram de longe as melhores bandas, com músicos competentes e composições razoáveis, não um amontoado de microfonias e letras ruins vomitadas por um guitarrista demente.
    O Nirvana fez um rock bem porquinho, da qualidade ruim, pretensamente contestador, pretensamente inovador, pretensamente. A banda não durou muito, menos de três anos após o sucesso de "Nevermind", mostrando as suas imensas deficiências. Nada mais do que um fenômeno de marketing. No mesmo patamar do "fenômeno" Green Day, não mais do que isso. Um dia alguém falou para o Cobain que ele era guitarrista e o cara acreditou.
    Virou ícone de uma geração. Isso mostra o baixo grau de auto-estima e de desilusão de uma juventude acostumada com uma cultura massificada, dominada pela indústria fonográfica-cinematográfica norte-americana, pródiga em empurra e massificar lixos pelo mundo. Chegaram ao cúmulo de incensar uma banda ruim com músicos risíveis, como o Nirvana como "a salvação do rock", como "exemplo de contestação e de inconformismo". Cobain era um músico ruim e nunca passou de um junkie. "Nevermind" não passa de um álbum fraco de rock.

    Rio de Janeiro é o túmulo do rock


    O show de Yngwie Malmsteen corre o risco de não ocorrer no Rio de Janeiro. Com as mudanças de datas, o Garden Hall, local do show, não estará disponível. No bom sote de rock Whiplash, os organizadores publicaram uma carta informando as razões do provável cancelamento e aproveitaram para criticar duramente o público carioca, já que a pouca presença nos mais recentes shows na cidade praticamente inviabilizam a realização de novos espetáculos.
    Para se ter uma idéia, o mesmo organizador do show de Malmsteen narra que teve prejuízo com o show do Judas Priest no ATL Hall, quando o mínimo para o show se pagar eram 2.000 pagantes. Apenas 1.200 pagaram ingresso para ver a grande banda. Em São Paulo, o Judas Priest levou quase 10 mil pessoas em dois dias de show. Savatage e Helloween conseguiram apenas metade da lotação do Garden Hall, quando em São Paulo foram necessárias datas extras devido à lotação. Está comprovado, o Rio de Janeiro é o túmulo do rock.
    Agora é a vez do novo CD de Ozzy Osbourne


    Eis a capa do "Down To Earth" e do "Gets Me Through", novo álbum e single de OZZY OSBOURNE, que serão lançados respectivamente no dia 16 e no dia 1º de outubro. Conforme já antecipamos aqui, o tracklist do álbum será o seguinte: "Gets Me Through," "Something That I Never Had," "Dreamer," "Easy Way Out," "Facing Hell," "You Know", "Junkie," "Running Out Of Time," "Black Illusion," "Alive," e "Can You Hear Them?".

    Novo CD do Queensryche



    Esta é a capa do CD duplo ao vivo "Live Evolution", do Queensryche, a única banda decente de Seattle (exceto Jimi Hendrix, que nao é banda). O grupo andou sendo muito criticado nos dois últimos trabalhos (que teriam ficado mais pop, o que é verdade), além de perder a força criativa de Chris DeGarmo, o grande guitarrista que deixou a banda em 1998. Mesmo assim, o Queensryche ainda é uma rande banda de metal.

    Asia e Annie Haslam podem vir em outubro



    Estou muito progressivo nesta semana. A figura acima é um dos símbolos do Asia, grande banda de rock progressivo dos anos 80. A banda inglesa confirmou que vem ao Brasil em outubro. Toca no dia 9, provavelmente no DirecTV Music Hall, em São Paulo. Será a segunda vez que o grupo se apresenta no Brasil (em 1991, fez uma antológica apresentação no extinto Damaxoc, em Pinheiros, ainda com Carl Palmer na bateria). Da formação original de 1980, aquela que tinha Palmer (Emerson, Lake and Palmer), John Wetton (ex-Uriah Heep, King Crimson e UK) e Steve Howe (Yes), só restou o tecladista Geoff Downes (que saubstitutiu Rick Wakeman no Yes em 1980). O restante dos músicos é formado por desconhecidos. A conferir, mas com um pé atrás.
    No entanto, outro ícone do rock progressivo merece ser visto de qualquer forma e toca também em outubro em São Paulo: Annie Haslam, ex-vocalista do maravilhoso Renaissance. É a terceira vez que ela vem ao Brasil, país que ela adora e ao qual dedicou uma canção, "Under the Brazilian Skies", e um CD ao vivo gravado em Petrópolis, no Rio de Janeiro, "Live Under the Brazilian Skies". Existe uma remota possibilidade de Steve Howe, do Yes, acompanhá-la. Imperdível.

    quinta-feira, setembro 20, 2001

    Gates of Delirium



    Essa é a capa de "Relayer", de 1974, o único ábum do Yes com o tecladista suíço Patrick Moraz. Deixo para amanhã escutar a fantástica faixa "Gates of Delirium", para inspirar bem o dia.

    Mais Yes, mais Roger Dean



    Mais Yes, mais Roger Dean. Hoje a noite promete. A trilha sonora agora é "The Ladder", do Yes, o mais recente álbum do agora quarteto inglês (é de 1999). É meio fraco em comparação com outros da banda, mas tem coisas interessantes. Merece uma audição sem preconceitos.

    O mágico som do Yes


    Essa é a fantástica capa do excelente álbum "Tales From Topographic Oceans", do Yes, original de 1973. Estou escutando o CD neste momento. Maravilhoso... fica aqui uma homenagem a Roger Dean, o mago das capas do Yes, do Asia e de muitos outros...

    Paranóia e censura



    A paranóia norte-americana não tem limites. Acho que a nota abaixo dispensa maiores comentários...


    O Clear Channel, uma das maiores empresas de rádio dos
    EUA, com mais de 1.170 retransmissoras em todo o país,
    lançou nesta terça (18) uma lista para seus associados
    que aconselha a não difusão de 150 músicas, informou o
    site Dotmusic.
    A empresa considerou as músicas inadequadas ao
    "momento" que o país vive desde os atentados
    terroristas de terça-feira (11) passada, devido a seu
    conteúdo.
    A maior parte das canções na lista falam de morte,
    aviões e guerra, mas outras, surpreendentemente, falam
    de paz.
    Dentre os artistas citados estão o ACDC, Metallica,
    Simon & Garfunkel, Frank Sinatra, Elvis Presley e até
    do pacifista John Lennon.
    O grupo Rage Against the Machine teve todas as suas
    músicas vetadas na listagem do Clear Channel.
    Uma porta-voz da empresa declarou que a lista não
    representa uma proibição, mas apenas uma "orientação"
    para os programadores das emissoras.
    Veja abaixo a lista completa de artistas e músicas
    vetadas pelo Clear Channel:

    AC/DC, "Shot Down In Flames," "Shoot To Thrill,"
    "Dirty Deeds," "Highway To Hell," "Safe In New York
    City," "TNT," "Hell's Bells"
    Ad Libs, "The Boy From New York City"
    Alice In Chains, "Rooster," "Sea Of Sorrow," "Down In
    A Hole," "Them Bone"
    Alien Ant Farm, "Smooth Criminal"
    Animals, "We Gotta Get Out Of This Place"
    Louis Armstrong, "What A Wonderful World"
    Bangles, "Walk Like An Egyptian"
    Barenaked Ladies, "Falling For The First Time"
    Fontella Bass, "Rescue Me"
    Beastie Boys, "Sure Shot," "Sabotage"
    Beatles, "A Day In The Life," "Lucy In The Sky With
    Diamonds," "Ticket To Ride," "Obla Di, Obla Da"
    Pat Benatar, "Hit Me with Your Best Shot," "Love Is A
    Battlefield"
    Black Sabbath, "War Pigs," "Sabbath Bloody Sabbath,"
    "Suicide Solution"
    Blood, Sweat & Tears, "And When I Die"
    Blue Oyster Cult, "Burnin' For You"
    Boston, "Smokin"
    Brooklyn Bridge, "Worst That Could Happen"
    Arthur Brown, "Fire"
    Jackson Browne, "Doctor My Eyes"
    Bush, "Speed Kills"
    Chi-Lites, "Have You Seen Her"
    Dave Clark Five, "Bits And Pieces"
    Petula Clark, "A Sign Of The Times"
    The Clash, "Rock The Casbah"
    Phil Collins, "In the Air Tonight"
    Sam Cooke, "Wonder World"
    Creedence Clearwater Revival, "Travelin' Band"
    Cult, "Fire Woman"
    Bobby Darin, "Mack The Knife"
    Skeeter Davis, "End Of The World"
    Neil Diamond, "America"
    Dio, "Holy Diver"
    Doors, "The End"
    Drifters, "On Broadway"
    Drowning Pool, "Bodies"
    Bob Dylan, "Knockin' On Heaven's Door"
    Everclear, "Santa Monica"
    Shelly Fabares, "Johnny Angel"
    Filter, "Hey Man, Nice Shot"
    Foo Fighters, "Learn To Fly"
    Fuel, "Bad Day"
    Peter Gabriel, "When You're Falling"
    Gap Band, "You Dropped A Bomb On Me"
    Godsmack, "Bad Religion"
    Norman Greenbaum, "Spirit In The Sky"
    Green Day, "Brain Stew"
    Guns 'N' Roses, "Knockin' On Heaven's Door"
    Happenings, "See You In September"
    Jimi Hendrix, "Hey Joe"
    Herman's Hermits, "Wonder World"
    Hollies, "He Ain't Heavy, He's My Brother"
    Buddy Holly & the Crickets, "That'll Be The Day"
    Jan & Dean, "Dead Man's Curve"
    Billy Joel, "Only The Good Die Young"
    Elton John, "Benny & The Jets," "Daniel," "Rocket Man"
    Judas Priest, "Some Heads Are Gonna Roll"
    Kansas, "Dust In The Wind"
    Carole King, "I Feel The Earth Move"
    Korn, "Falling Away From Me"
    Lenny Kravitz, "Fly Away";
    Led Zeppelin, "Stairway To Heaven"
    John Lennon, "Imagine"
    Jerry Lee Lewis, "Great Balls Of Fire"
    Limp Bizkit, "Break Stuff"
    Local H, "Bound For The Floor"
    Los Bravos, "Black Is Black"
    Lynyrd Skynyrd, "Tuesday's Gone"
    Dave Matthews Band, "Crash Into Me"
    Paul McCartney & Wings, "Live And Let Die"
    Barry McGuire, "Eve Of Destruction"
    Don McLean, "American Pie"
    Steve Miller, "Jet Airliner"
    Megadeth, "Dread And The Fugitive," "Sweating Bullets"
    John Mellencamp, "Crumbling Down," "I'm On Fire"
    Martha & the Vandellas, "Nowhere To Run," "Dancing In
    The Streets"
    Metallica, "Seek And Destroy," "Harvester Or Sorrow,"
    "Enter Sandman," "Fade To Black"
    Alanis Morissette, "Ironic"
    Mudvayne, "Death Blooms"
    Rick Nelson, "Travelin' Man"
    Nena, "99 Luft Balloons/99 Red Balloons"
    Nine Inch Nails, "Head Like A Hole"
    Oingo Boingo, "Dead Man's Party"
    Paper Lace, "The Night Chicago Died"
    John Parr, "St. Elmo's Fire"
    Peter & Gordon, "I Go To Pieces," "A World Without
    Love"
    Peter, Paul, & Mary, "Blowin' In The Wind," "Leavin'
    On A Jet Plane"
    Tom Petty, "Free Fallin'"
    Pink Floyd, "Run Like Hell," "Mother"
    P.O.D., "Boom"
    Elvis Presley, "(You're The) Devil In Disguise"
    Pretenders, "My City Was Gone"
    Queen, "Another One Bites The Dust," "Killer Queen"
    Rage Against The Machine, todas as músicas
    Red Hot Chili Peppers, "Aeroplane," "Under The Bridge"
    R.E.M., "It's The End Of The World As We Know It"
    Rolling Stones, "Ruby Tuesday"
    Mitch Ryder & the Detroit Wheels, "Devil With The Blue
    Dress"
    Saliva, "Click Click Boom"
    Santana, "Evil Ways"
    Savage Garden, "Crash And Burn"
    Simon & Garfunkel, "Bridge Over Troubled Water"
    Frank Sinatra, "New York, New York"
    Slipknot, "Left Behind," "Wait And Bleed"
    Smashing Pumpkins, "Bullet With Butterfly Wings"
    Soundgarden, "Blow Up The Outside World," "Fell On
    Black Days," "Black Hole Sun"
    Bruce Springsteen, "I'm On Fire," "Goin' Down," "War"
    Edwin Starr, "War"
    Steam, "Na Na Na Na Hey Hey"
    Cat Stevens, "Peace Train," "Morning Has Broken"
    Stone Temple Pilots, "Big Bang Baby," "Dead And
    Bloated"
    Sugar Ray, "Fly"
    Surfaris, "Wipeout"
    System Of A Down, "Chop Suey!"
    Talking Heads, "Burning Down the House"
    James Taylor, "Fire And Rain"
    Temple Of The Dog, "Say Hello To Heaven"
    Third Eye Blind, "Jumper"
    Three Degrees, "When Will I See You Again"
    3 Doors Down, "Duck and Run"
    311, "Down"
    Tool, "Intolerance"
    Tramps, "Disco Inferno"
    U2, "Sunday Bloody Sunday"
    Van Halen, "Jump," "Dancing In The Streets"
    J. Frank Wilson, "Last Kiss"
    Yager & Evans, "In The Year 2525"
    Youngbloods, "Get Together"
    Zombies, "She's Not There."




    terça-feira, setembro 18, 2001

    Guerra Santa e a luta pelo obscurantismo



    O Taleban resolve convocar uma "guerra santa" contra os Estados Unidos, agora que a cada dia ficam mais evidentes os laços do Afeganistão e de Osama bin Laden com os terroristas de Nova York. Pior: o Taleban impõe condições para extraditar Laden, como julgamento do terrorista em país neutro e islâmico e fim das sanções comerciais conra o Afeganistão. Como se essa escória pudesse exigir alguma coisa...
    O fundamentalismo islâmico é o lixo da civilização muçulmana. Seus líderes pertencem a uma elite teocrática que baseia seu poder na ignorância e na pobreza do povo. Essa elite tem medo da democracia, da liberdade e da modernidade preconizada pelo Ocidente, já que isso ameaça o seu poder escorado em mentiras, sob o manto da religião.
    Esse fundamentalismo islâmico é a manifestação de uma elite que exerce sobre seus povos uma tirania milenar, baseada na religião e nos costumes imutáveis. Se é contra a civilização ocidental é porque não pode conviver com seus princípios básicos, notadamente a liberdade política e individual.
    O universo dos fundamentalistas é aquele em que se queimam livros, se proíbem filmes e música. As mulheres são cobertas de véus e devem submissão ao poder masculino. Os fundamentalistas usam Deus como desculpa para todas as coisas – inclusive as mais terríveis atrocidades, como as cometidas em Nova York e Washington.
    E o que é pior nesse caso: as ações desses grupelhos fanáticos acaba manchando uma civilização e uma cultura maginifícas, marcadas milenarmente pela tolerância e pela ponderação. Também ha fanáticos nas outras religiões, notadamente no cristianismo, mas estes se constituem em minorias praticamente inofensivas, o que não é o caso dos fundamentalistas islâmicos, que não são tão minoria assim dentro do Islã.
    O terrorismo de Estado passa a ser agora a principal doença a ser exterminada no século XXI. Esse foi o caminho escolhido por tiranos muçulmanos para fustigar o Ocidente. Trata-se de uma visão que mistura fundamentalismo religioso, oportunismo doméstico e obscurantismo. Esses fanáticos querem regressar à vida do século XI e praticamente conseguiram isso no Afeganistão e no Irã. Fica cada vez mais claro que o obscurantismo não tem limites.



    Yardbirds ressuscitam


    De vez em quando o mundo do rock vê algum cadáver ressuscitando. Foi assim com bandas que estavam mortinhas como Foghat, Creedence (agora é Revisited, com dois integrantes originais) e alguns outros dos anos 60 e 70. Só que agora é exagero. Os Yardbirds resolveram gravar e lançar discos novamente depois de 33 anos do fim da banda.
    Depois de ver em sua formação Jimmy Page, Jeff Beck e Eric Clapton, os Yardbirds acabaram por absoluto esgotamento criativo em 1968 após se tornarem a quata banda mais importante dos anos 60 - depois de Beatles, Stones e Who. Os três guitarristas viraram astros e os demais integrantes foram para o ostracismo.
    O baixista Chris Dreja virou fotógrafo, o também baixista Paul Samwell-Smith é produtor musical e o baterista Jim McCarthy desapareceu, tocando em botecos na Grande Londres. O vocalista Keith Relf morreu eletrocutado em 1976.
    No começo dos anos 90, depois de uma apresentação-tributo à banda, com vários astros, entre eles Ron Wood e Rod Stewart, Dreja sentiu saudades da estrada e reuniu alguns músics desconhecidos sob o nome Yardbirds para tocar de bricandeira na Inglaterra. Começou a tocar com certa regularidade em clbes de jazz e blues de Londres, mas ninguém nunca levou a banda reformada a sério.
    Com a adesão de McCarthy cinco anos atrás, a coisa começou a se tornar um pouco mais profissional e agora desemboca no lançamento até 2002 de um CD duplo ao vivo. Há certos músicos de rock que não têm a mínima noção de decência. Esse parece ser o caso dos "novos" Yardbirds...
    TURNÊ DO MALMSTEEN ADIADA!


    A produção do show informou que, devido aos ataques terroristas aos Estados Unidos na semana passada - que impossibilitaram o embarque de Yngwie Malmsteen e banda para o início da turnê no México - todos os shows da turnê sul-americana, incluindo o Brasil, tiveram que ser adiados. Confira abaixo as novas datas dos shows no Brasil:

    02/10 - TERÇA-FEIRA -PORTO ALEGRE
    INFO.: (0xx51) 3211-2838

    04/10 - QUINTA-FEIRA - CURITIBA
    INFO.: (0xx41) 333-3964

    05/10 - SEXTA-FEIRA - SÃO PAULO
    INFO.: (0xx11) 3846-2300 / 6605-2137

    06/10 - SÁBADO - RIO DE JANEIRO
    INFO.: (0xx21) 2552-2449


    A coletânea de Bruce Dickinson



    A gravadora Metal-Is divulgou a capa do novo CD solo do BRUCE DICKINSON. O álbum "Best Of" será lançado no dia 25 de setembro e inicialmente será um CD duplo trazendo duas composições novas. O segundo disco é uma edição limitada e traz faixas raras e inéditas, inclusive com a primeira composição de Dickinson, "Dracula" – feita quando ele tinha 19 anos - além de uma entrevista com o cantor, na qual ele fala sobre cada canção do "Best Of", explicando quando e porque foram gravadas. Confira o track list: CD 1: Broken (nova) / Tattooed Millionaire / Laughing in the Hiding Bush (ao vivo) / Tears of the Dragon / The Tower / Born in '58 / Accident of Birth / Silver Wings (nova) / Dark Side of Aquarius / Chemical Wedding / Book of Thel (ao vivo). CD 2(edição limitada): Bring Your Daughter to the Slaughter / Darkness Be My Friend / Wicker Man / Real World / Acoustic Song / No Way Out / Midnight Jam / Man of Sorrow / Ballad of Mute / Re-Entry / Jerusalem (gravada ao vivo no Brasil) / I'm in a Band with an Italian Drummer faixa bônus para o mercado japonês) / Dracula.

    segunda-feira, setembro 17, 2001

    Comprar ingressos com taxas?


    Quando fui comprar ingressos para o show do Judas Priest, em São Paulo, em uma das lojas da Riachuelo, uma supresa: um taxa de R$ 6,00 para cada ingresso comprado. Mas taxa do quê? Ninguém soube responder. Agora, para o show de Eric Clapton no Pacaembu, a gravação do número de informações informa os preços: "de R$ 50,00 a R$ 300,00 mais taxas". Taxas do quê? Ou o ingresso custa de R$ 50,00 a R$ 300,00 ou de R$ 56,00 a R$ 306,00. Mas ninguém esclarece o assunto, nem mesmo os grandes jornais. Em comum nos dois shows, a venda de ingressos coordenada pela empresa multinacional Ticketmaster, a mesma que é odiada nso Estados Unidos por bandas como Pearl Jam e Beastie Boys.
    Franco-atirador no Parque Antártica


    Algumas pessoas parecem que não têm o menor bom senso. O caso dos tiros de chumbinho contra torcedores e sócio do Palmeiras neste domingo exemplifica isso. Algum energúmeno fez disparos, provavelmente de alguns dos prédios da rua Turiassu (entrada principal do Parque Antártica), contra pessoas no clube e na fila de entrada para o jogo Palmeiras e Sport Recife.
    Ninguém se feriu com gravidade, mas quatro pessoas foram atingidas, duas dentro do clube, nas quadras poliesportivas, e duas na rua, quando se preparavam para entrar no estádio. Foram encaminhadas ao hospital São Camilo com ferimentos leves e liberadas logo em seguida. A PM ainda não descobriu o autor dos disparos, mas tem certeza de que eles foram feitos de alguns dos prédios da rua Turiassu.
    Um sócio do Palmeiras, um garoto de 10 anos, disse ao Estadão que um mês atrás foi alvejado na quadra de tênis contígua à rua Turiassu. Foi atingido por dois disparos na perna. Não tem a menor idéia da origem dos disparos.
    O energúmeno corre um sério risco de ser descoberto, já que isso não parece sere difícil. E pior, é só a Mancha Alviverde resolver e esse cara está perdido. Dificilmente sobrará algo dele.
    Juiz Darlan ameaça a liberdade de expressão e revive o fantasma da censura


    A máxima que em todo extrato e agrupamento social tem elementos bons e maus está bastante batida, mas a Justiça brasileira frequentemente se supera. É o caso do ser que se auto-intitula juiz da Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro, um lixo chamado Siro Darlan. Moralista, preconceituoso e ávido por holofotes, vive censurando a torto e a direito shows e eventos culturais de vários matizes. Adora as câmeras de TV e é chegado a uma censura a tudo o que conserada fora dos padrões de "moral e bons costumes".
    No entanto, vive sendo elogiado nas seções de cartas de todos os veículos grandes de comunicação (notadamente os do Rio) por sua "atuação em prol da defesa da criança e do adolescente contra os perigos da vida moderna". A gota d'água foi a exigência de provas de que as mdoelos menores de idade de um importante desfile de moda estudavam regularmente. Pura falta do que fazer, metendo o nariz onde não é chamado e se intrometendo na vida privada das pessoas.
    Ninguém tem o direito de ditar o que as pessoas devem fazer, ver, ouvir e onde ir, muito menos um lixo como esse Darlan. Para isso é que existem leis, e não me consta, por exemplo, que as modelos do desfile do Rio estavam violando alguma lei. Esse cidadão tem de ser banido das Justiça.
    Kiss lança "Alive 4"



    E finalmente o Kiss vai lançar o seu "Alive 4", o quarto CD ao vivo da carreira de 28 anos. Depois de sucessivos adiamentos e até mesmo um cancelamento, a banda decidiu lançá-lo sem muito alarde neste final de mês. A idéia do CD seria marcar o final do grupo, que está sendo anunciado desde 1997. Porém, masi uma vez o quarteto decidiu que vai continuar na ativa pelo menos até 2002. Com isso, perde força o lançamento. As músicas cobrem praticamente toda a carreira da banda e foram gravcadas durantes as turnês de 1998 a 2000. Aí vai a lista de músicas: "Psycho Circus", "Shout It Out Loud", "Deuce", "Heaven's On Fire", "Into The Void", "Firehouse", "Do You Love Me", "Let Me Go Rock And Roll", "I Love It Loud", "Lick It Up", "100,000 Years", "Love Gun", "Black Diamond", "Beth" e "Rock And Roll All Nite".



    sexta-feira, setembro 14, 2001

    O melhor da F-1



    O glorioso Luiz Alberto Pandini, um dos jornalistas que mais entendem de Fórmula 1 e automobilismo do país, lança o genial site GPTotal, com histórias saborosas sobre o tema e com links para sites que contam tudo sobre corridas. Boa sorte, meu amigo. Acima, uma foto de um GP de F-1 dos anos 60. O Beto Pandini insiste que é ele ali naquela Ferrari. Lamentável...

    Tremor em São Paulo


    São Paulo vai tremer com a turnê conjunta de dois gigantes da música extrema internacional. Os norte-americanos do Nevermore e os brasileiros-gaúchos do Krisiun tocam no Brasil entre 18 e 20 de outubro em Curitiba e São Paulo, a preços salgados: R$ 70,00.
    Um dos principais nomes do metal na atualidade, o Nevermore vem ao continente no auge da carreira, algo raro de acontecer dentro do estilo na América do Sul. Tocando thrash metal moderno e de impacto, a banda vem crescendo no cenário mundial a cada ano. "Dead Heart In A Dead World", seu trabalho mais recente, foi amplamente elogiado pela imprensa, com notas acima do máximo em várias publicações ao redor do mundo.
    Já o Krisiun é o principal nome do death metal sul-americano e mostra que que seu prestígio é gigantesco dentro do meio da música extrema. O trio de irmãos gaúchos gravou e lançou há dois meses o seu melhor trabalho, "Ageless Venomous", lançado mundialmente pela Century Media. Quinto álbum do Krisiun, "Ageless Venomous" também vem recebendo as notas mais altas da crítica especializada. Enquanto o Nevermore toca um thrash metal mais técnico, com letras fortemente voltadas à crítica político-social, o Krisiun destaca-se na música extrema, tocando death metal brutal, rápido e altamente trabalhado.

    quinta-feira, setembro 13, 2001

    Torcida quer trucidar Romário



    Romário marcou contra o chileno Universidade Católica, mas conseguiu o que parecia impossível. Com os gestos acima, dados à torcida Força Jovem, ele pasou a ser odiado em São Januário. Tudo porque a torcida queria Juninho Paulista para bater um pênalti. romário não ligou para as arquibancadas, pegou a bola e bateu ele mesmo. Gol do Vasco, mas o "Baixinho" estava queimado e fez gestos obscenos. Foi o suficiente para que a torcida tentasse invadir o campo para bater no ex-ídolo. Os chilenos não entenderam nada: o vasco estava ganhando e a torcida queria bater nos jogadores do próprio time. Ao final do jogo, torcedores da Força Jovem tentaram invadir o vestiário. É, a vidas não é fácil...

    Mais destruição de NY em capa de CD



    Que coisa macabra, não é só o Dream Theater que fez uma capa de CD premonitória. Um tal de Coup (nunca ouvi falar), banda de soul-funk norte-amiercana, foi mais explícita na premonição. O nome do CD? "Partu Music" (Música para Festa)...

    A morte da Showbizz


    É definitivo: a revista Showbizz, a mais antiga em atividade a lidar com a música pop (a Rock Brigade, às vésperas dos 20 anos de criação, é especializada em rock pesado), está extinta. Depois de amargar um ano de prejuízos seguidos, a revista, que mudou de cara e de linha editorial nop mínimo cinco vezes, sucumbiu aos ditames do mercado editorial.
    É simplesmente lamentável esse fato. Não que a revista faça falta: a Showbizz era muito fraca. A questão é que, mesmo fraca, era a principal revista de música pop do Brasil, dando espaço para o samba, forró, pagode, rock nacional e internacional e até música pesada. Será que o mercado musical-fonográfico brasileiro, o sétimo do mundo, não comporta uma ou mais revistas do gênero, tendo de se contentar com revistas ultra-segmentadas, como a Rock Brigade e a Road Crew (a Dynamite e a Rock Pressm não têm cacife para tanto)?
    Capa de novo CD do Dream Theater mostra NY em chamas



    Uma coisa chocante: a trágica coincidência entre duas realidades. A banda de metal progressivo norte-americana Dream Theater, uma das melhores coisas do rock da atualidade, está pretses a lançar seu novo CD, o álbum trilpo ao vivo "Live Scenes fron New York". A capa do CD da Dream Theather mostra uma maça - símbolo de Nova York - em chamas com a Estátua da Liberdade e as torres do WTC ao fundo.
    Nem se cogita a substituição da capa ou o adiamento do lançamento, já que isso envolve prejuízos na certa. O show é baseado no CD "Metropolis - part 2", uma obra conceitual onde o Dream Theater conta a história de um rapaz que passa aser atormentado por pesadelos onde as imagens mostram um assassinato de uma moça. Sem querer, ele fica sabendo do assassinato da garota ocorrido nos anos 30 no apartamento onde mora e fica obcecado pelo assunto. O CD é maravilhoso. Imperdível.

    A volta da Guerra Fria?



    Os analistas políticos internacionais são unânimes em suas teses: o mundo voltou a ser bipolar. A queda do Muro de Berlim em 1989 parecia ter sepultado o socialismo e a Guerra Fria, bem como pulverizando o arsenal nuclear da antiga União Soviética em uma dezena de sub-nações que nasceram com o colapso de Moscou.
    No entanto, o tão criticado historiador e filósofo norte-americano Francis Fukushima (que sumiu, por sinal), já alertava: apesar do triunfo do capitalismo e da democracia ocidental, o mundo estaria longe da paz com o alargamento do fosso entre ricos e pobres e com o crescente avanço do nacionalismo e do fanatismo religioso, notadamente o islâmico.
    Fukushima avisava que, dentro de 20 anos, a contar de 1994, uma crise global originada do mundo islâmico poderia fazer o mundo mergulhar em nova era de tensão e confronto. Pois parece que o historiador acertou nesse quesito.
    O avanço do islamismo no mundo - cvresce a população de árabes muçulmanos na França e na Espanha e de turcos na Alemanha - e, como consequência, o aumento da influência do fundamentalismo xiita, já era visto com bastante preocupação pela Otan em meados dos anos 90 e agora asume ares de desespero.
    O mundo muçulmano já ultrapassa 2 bilhões de habitantes e camihha rápido para os 3 bilhões, ou seja metade da população mundial. Em função de diversas circunstâncias econômicas, sociais e políticas, é um mundo ainda frágil, pobre e culturalmente mais atrasado (muito em função das interpretações extremistas e enviezadas do Alcorão e das regras sociais islâmicas).
    Cultura notável -É bom deixar claro que a cultura islâmica é simplesmente fantástica, uma das mais ricas e apaixonantes, responsável por grande parte do desenvolvimento intelectual e tecnológico da humanidade. No entanto, assim como no cristianismo, o extremismo e o fundamentalismo foram responsáveis por uma grande e cavalar dose de obscurantismo (de certa forma, os ideais libertários do Renascentismo conseguiram, em parte, evitar os excessos do cristianismo).
    Portanto, é natural que o mundo islâmico, do alto de seus rígidos e deturpados dogmas religiosos, e de sua notória falta de disposição ao diálogo, encare o próspero e "libertário" ocidente como uma ameaça, não só econômica e política, mas sobretudo filosófica.
    A prosperidade indiscutível do mundo ocidental - Estados Unidos e Europa - cada vez mais deixa clara a sua pujança e a pretensa superioridade de seus princípios (não vamos entrar aqui na discussão sobre os motivos que fizeram a história desembocar nessa sinuca). Para os xiitas fundamentalistas islâmicos (tão obtusos, cretinos, ignorantes e cegos quanto os ultraconservadores católicos e judeus) o simples fato de haver algum tipo de contestação ou de oposição de qualquer natureza é motivo para medidas extremas no sentido de eliminar esse tipo de barreiras.
    Traições e manipulações - Para completar, fatos históricos empurram árabes para o confronto. Após o período áureo da civilização árabe, que dominou todo o Oriente Médio, norte da África e Ásia Menor até meados da idade média, houve uma dispersão natural entre os milhares de clãs devido ao nomadismo. Na falta de poder central e de união entre as famílias, acabaram subjugados pelos turcos otomanos por mais de 400 anos, período no qual parte do brilhantismo e sabedoria da cultura islâmica ficou oculto.
    Desde então, os árabes fopram manipulados no jogo das grandes potências desde o final do século XIX. Depois dos otomanos vieram os ingleses, depois os franceses, depois os dois juntos, depois os dois juntos mais os norte-americanos e finalmente somente os norte-americanos, que colocaram os israelenes como testas-de-ferro no Oriente Médio.
    Ainda hoje não se chegou a uma conclusão: os Estados Unidos e o mundo ocidental em geral erraram ao apostar suas fichas em Israel para manter a influência em uma região historicamente hostil e agressiva? Os direitistas afirmam que não, já que a política norte-americana para a região se baseou na experiência não muito alentadora dos ingleses no período 1900-1945.
    A política dúbia de Londres (zilhões de promessas feitas aos árabes) e o crescente movimento sionista comprando terras no Líbano e na Palestina fizeram com que o Ocidente fosse considerado o verdadeiro inimigo dos árabes, finalmente organizados em várias nações (ainda que incipientes e em algumas vezes inimigas entre si, mas que demonstraram alto espírito de solidariedade quando se tratou de atacar o Ocidente) .
    Resultado: para a direita dos Estados Unidos, seria improdutivo e desgastante tentar atrair a simpatia e a confiança dos povos árabes após as várias traições inglesas e francesas. Além do mais, rapidamente os norte-americanos perceberam que o discurso comunista tinha mais ibope na região, pois, diferentemente dos ingleses, os soviéticos prometiam e cumpriam. Assim sendo, o apoio a Israel e o endurecimento com os países árabes foi correto.
    Já os democratas e os esquerdistas nunca souberam com tratar o Oriente Médio, culminando com a desastrosa gestão dos reféns da embaixada dos Estados Unidos em Teerã, em 1979.
    Tudo isso para voltar a Fukuyama e sua previsão: o Islã é o novo inimigo do Ocidente, do mundo livre, para deleite dos russos e chineses, que vão ficar de fora vendo o circo pegar fogo, mas jamais servirão de fiéis da balança.

    Malmsteen de novo no Brasil



    Enquanto aquecemos as baterias para ver o Deus da guitarra no Pacaembu, o simplesmente maravilhoso Eric Clapton, teremos como aperitivo outro deus das seis cordas, o sueco Yngwie Malmsteen. Ele é considerado como o guitarrista mais influente do rock nos anos 80, ao lado de Eddie Van Halen. A paretir de seus trabalhos com a banda Alcatrazz e de sua carreira solo, iniciada em 1984 com o belo "Rising Force", Malmsteen estabeleceu um novo padrão técnico para se tocar guitarra, abrindo passagem para a consolidação do heavy metal melódico, do speed metal e do power metal. Descontando os milhares de clones, o trabalho do sueco permitiu que surgissem grandes ases da guitarra que seguiam a sua "escola", como Jason Becker, Tony Macalpine, Greg Howe, Alex Skolnik, Vinnie Moore, Axel Rudi Pell e muitos outros. Também é imperdível.• 26/9 (nova data) - Porto Alegre (Opinião). Info: (51) 3211-2858
    • 28/9 - Curitiba (Studio 1250). Info: (41) 323-5576
    • 29/9 - São Paulo (Via Funchal). Info: (11) 6693-2137
    • 30/9 - Rio de Janeiro. Info: (21) 2552-2449
    Informações gerais sobre a turnê do Malmsteen: (11) 6605-2137

    quarta-feira, setembro 12, 2001

    Terrorismo 2


    Li uma ponderação de um cidadão chamado Cristiano Dias no site amigo Mauricéia Desvairada merece algumas considerações. Ele lamenta e deplora a desinformação do público americano médio a respeito da destruição em Nova York. Para ele, o público americano engole com muita facilidade e sem questionamento a indicação dos "vilões" de plantão como responsáveis pelo atentado.
    Ou seja, o governo norte-americano acusa e vai atrás dos suspeitos de sempre, cidadãos de origem árabe, aumentando o preconceito contra a população de países dessa origem. De certa forma, é exatamente isso o que acontece. Corre-se o risco de os Estados Unidos se transformarem naquilo que NOva York se transformou no filme "Nova York Sitiada", estrelado por Denzel Washington e Bruce Willis.
    Na fita, uma série de atentados na cidade é cometida por terroristas árabes, que são perseguidos até a exaustão. Com a piora nos atentados, o Exército toma conta de Nova York e estabelece o estado de sítio, criando campos de concentração onde é confinada quase toda a população árabe da cidade. Triste, mas uma hipótese, mesmo que remota, assustadora.
    No entanto, Dias faz uma leve defesa de países considerados culpados de acobertar o terrorismo, afirmando que "Afeganistão, Irã, Iraque, Paquistão, Líbia e outros países são vítimas históricas da política econômica e internacional norte-americana".
    Discordo totalmente dessa última premissa. Seria a mesma coisa que ficar o tempo todo culpando Portugal por nossos problemas econômicos e nosso subdesenvolvimento. É uma visão esquerdizante e anti-americana completamente equivocada. Os países citados têm os problemas que têm devido a uma conjuntura internacional histórico-econômica bem específicos. Sofrem consequências econômicas do mundo globalizado como todas as outras nações e, com isso, têm seus problemas econômicos agravados devido a seus próprios problemas estruturais e, por que não, culturais.
    Atraíram a ira do Ocidente exatamente por patrocinarem "práticas diplomáticas" baseadas no militarismo, no obscurantismo e no terrorismo. Diplomacia é uma coisa que não existe para essas nações. Prova disso é que viverm às turras com os próprios vizinhos. Não são indicadas à toa como financiadoras de terroristas. Elegeram os mais poderosos como inimigos a serem aniquilados. É bem verdade que os norte-americanos carregam nas costas muitas culpas por males (ou por contribuir para eles) do mundo moderno, mas certamente não são culpados pela imensa maioria das razões apontadas pelas "nações terroristas".
    Para encerrar esse tópico, uma interessante ponderação feita pelo jornalista Hélio Schwartzmann, da Folha de S. Paulo:
    "Como que a lembrar que não estamos falando de ficção, já ouvi comentaristas na CNN dizendo que os direitos e garantias fundamentais são importantes, mas que não são o único valor, que os direitos civis não podem se tornar um 'pacote suicida'. Reconheço que o analista tem um ponto: para gozar de direitos é preciso logicamente antes estar vivo. A questão é que existem certos direitos, entre os quais incluo os civis, que são inegociáveis. Não é possível, em termos teóricos, aceitar que se torture 'ligeiramente, em casos especiais'.
    De certo modo, isso equivaleria a decretar que os fins justificam os meios, e todos conhecemos as aberrações éticas em que esse tipo de raciocínio costuma resultar. Para conservar-se o 'cara bom' de que Bush falou é preciso aferrar-se solidamente aos princípios que acreditamos que fazem o bem diferir do mal, ou estaremos agindo como os terroristas, para os quais não existiriam barreiras morais capazes de fazê-los recuar de seus objetivos. (Usinas nucleares e represas são, em princípio, construídas para suportar o impacto da queda de um avião).
    É claro que abordei a questão apenas do ponto de vista teórico. Na vida prática, é compreensível que os norte-americanos demonstrem reações emocionais. Os cidadãos de origem árabe enfrentarão alguns dias difíceis, durante os quais o racismo estará em alta. Acredito, porém, que os EUA sejam uma democracia robusta e, passado o choque inicial, a situação se normalize e pessoas razoáveis parem de falar em 'relativização' dos direitos civis."



    Terrorismo



    Não há mais o que falar sobre os atos terroristas nos Estados Unidos. É evidente que o ato é mais chocante por ter ocorrido na "capital" do mundo, por envolver americanos brancos, em sua grande maioria, e por envolver a maior economia do mundo. Muito diferente seria se tivesse ocorrido em Nova Delhi ou Xangai, mesmo que o número de mortos chegasse a 500 mil. O mundo não se comoveria da mesma forma.
    O atentado assustou porque gente como nós foi atingida. Nós poderíamos estar passeando pela Quinta Avenida e sermos surpreendidos pelas explosões. Poderíamos estar nos aviões viajando em férias de Boston a Nova York ou a Los Angeles. Por isso foi mais chocante.
    Mas a questão não é essa. Qualquer forma de terrorismo é nojenta, é abjeta, é absurda. É a forma mais covarde de pressão. É a versão macro dos sequestros que campeiam por aí. Assim como o sequestrador, o terrorista é frio, calculista, fanático e crê piamente que nada tem a perder. Como o sequestrador, o terrorista não tem direito a nada. Tem de ser caçado impiedosamente e exterminado da pior forma possível, seja ele palestino, colombiano, irlandês, basco, corso, curdo, ucraniano, azerbaijano, cazaque, checheno, afegão...
    Parece-me claro, mas não o é para a gentalha que apóia e pratica terrorismo: um ato terrorista é capaz de reverter ou fazer sumir qualquer sentimento de simpatia ou piedade por qualquer movimento. Foi o caso daquela gente nojenta que saiu comemorando na Faixa de Gaza e na Cisjordânia o atentado em Nova York.
    Aquele lixo humano palestino merece cada bomba israelense que cai na sua cabeça. Aquela comemoração foi ofensiva e aterrorizante, são fanáticos religiosos que não merecem o mínimo de consideração. Toda a simpatia que muita gente tinha pela causa palestina, muito justa na maioria de suas reivindicações, desapareceu diante daquelas cenas lamentáveis transmitidas pela CNN. Isso só mostra o seguinte: não há a menor possibilidade de paz na região e no mundo para essa geração.

    Fish, a voz do Marillion, merece ser visto




    Ofuscado pela vinda de Eric Clapton, o cantor escocês Fish, ex-vocalista do Marillion, visita o Brasil pela segunda vez. Serão quatro shows no país, onde o cantor vai poder mostrar um pouco de sua carreira solo composta por nove CDs e tocar as indefectíveis "Kayleigh" e "Lavender", sucessos de sua ex-banda. Na primeira vez que ele esteve em São Paulo ele tocou para um Olympia vazio, há mais ou menos cinco anos. Vergonhoso. É um artista respeitável, cantou em uma das bandas mais importantes dos anos 80 e produziu algumas pérolas do rock progressivo dos anos 90, como "Fortunes of War", "Just Good Friends" e "Time and a Word" (regravação de uma música do Yes, com Steve Howe na guitarra). Merece ser visto.
    09/10 - Rio de Janeiro (Canecão)
    11/10 - Sao Paulo (Direct TV Hall)
    12/10 - Curitiba (Teatro Guaira)
    13/10 - Porto Alegre (Teatro do Fergs)

    Deus da guitarra estará entre nós





    Deus estará entre nós no Pacaembu no dia 11 de outubro, uma quarta-feira. Está confirmadíssimo. Onze anos após as tumultuadas apresentações no Olympia, minúsculo para tanto público, Eric Clapton retorna a São Paulo para mostrar como se toca guitarra no rock. Não adianta falarem que suas músicas são baba (muitas delas são mesmo, principalmente as mais recentes), não adianta falarem de magos do heavy metal como Vai, Satriani e Van Halen (esses são deuses, mas Clapton é supremo). A presença do guitarrista inglês no Brasil é um daqueles eventos imperdíveis no Brasil, comparável aos shows de Sinatra no Maracanã em 1980, aos shows de Paul McCartney no mesmo local, aos shows do Kiss mascarado em Interlagos, ao show AC/DC no Pacaembu, aos shows do U2 e dos Rolling Stones...
    Já estão sendo vendidos os ingressos para o show. Os preços variam de R$300,00 a R$50,00. Na pista, os ingressos da frente (vão existir cadeiras numeradas) custam R$300,00 e vão diminuindo conforme a distância. O mais barato custa R$50,00 e é na arquibancada do fundo. Os ingressos estão sendo vendidos nas lojas Riachuelo (em alguns shoppings da capital) e na FNAC (Pinheiros), pela internet para assinantes Terra e pelo telefone (11) 3191-0011 da ticketmaster.

    Mais uma lenda punk no Brasil


    O punk rock acabou há quase 20 anos, mas tem banda que se recusa a acreditar nisso. Já passaram pelo Brasil nos últimos dois anos verdadeiras lendas do punk inglês, como Exploited, GBH, Stiff Little Fingers, Varukers e alguns outros que foram importantes entre 1977 e 1980, mas que estão no completo ostracismo em Londres. Agora é a vez de São Paulo receber o bom UK Subs. O grupo inglês cancelou o show do dia 14 de setembro, mas toca no dia 15 no Hangar 110, no Bom Retiro.
    Ingressos:

    ESTRONDO: Rua 24 de Maio, 62 - 2º andar - Loja 340 - Fone: (11) 3361.8961
    LONDON CALLING: Rua 24 de Maio, 116 Sobreloja 15 - Fone: (11) 223.5300
    DECONTROL: Rua 24 de Maio, 62 - 1º andar - Loja 242 - Fone: (11) 223.3214
    Ingressos na porta com desconto menor: R$ 27,00; Meia entrada estará à venda somente nos dias dos shows no local por R$ 20,00.

    terça-feira, setembro 11, 2001

    Nostradamus está de volta


    "Na Cidade de Deus haverá um grande trovão. Dois
    > irmãos serão rasgados pelo caos, enquanto a
    > fortaleza sofre, o grande líder sucumbirá". "A
    > Terceira Grande Guerra começará quando a cidade
    > estiver em chamas"
    > Nostradamus, o véio (1654).

    Recebi essa bobagem a respeito dos atentados em Nova York na manhã deste dia 11 de setembro. Agora é hora dos fatalistas se divertirem com bobagens como essas. Era só que faltava.

    segunda-feira, setembro 10, 2001

    Isso é Maluf



    Vejam que figura exemplar para as futuras gerações do país. Dando risada, rindo de nossa cara, com US$ 200 milhões em Jersey. Paulo Maluf deve estar mesmo muito feliz. Nem se preocupa com o fato de que passou de testemunha a investigado na CPI da Câmara de São Paulo....

    Bem-vindo Mauriworld


    Mais um blog amigo do Superball Express. Trata-se do Mauriworld, do nobre colega Maurício Villegas, também de São Bernardo do Campo. Com aspirações literárias e muitas relexões sobre o cotidiano, o rapaz promete acontecer.
    O Saxon volta com "Killing Ground"


    O Saxon, uma das grandes bandas da NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal), está de CD novo comemorando os seus 25 anos de criação. A banda repete a mesma formação do CD anterior, de 1999 (foto ao lado), "Metalhead": Byff Byfford (vocais), Doug Scarrat e Paul Quinn (guitarras), Tim Carter (baixo) e Fritz Randow (bateria).
    O novo CD, "Killing Ground", já está nas lojas da Europa e chega aqui no final do mês. Quem quiser ouvir a primeira faixa do trabalho liberada para as rádios, "Dragon's Lair", pode ir a página oficial da banda e escutá-la. Há uma edição limitada a 10 mil cópias circulando na Europa com dois CDs, o normal com o novo trabalho e um extra com oito faixas, todas regravações de grandes clássicos da banda inglesa, como "Princess of the Nighr", "Crusader", "Wheels of Steel", "Denim and Leather"e outras. A capa do novo CD está aí ao lado.