Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
quinta-feira, setembro 20, 2001
A paranóia norte-americana não tem limites. Acho que a nota abaixo dispensa maiores comentários...
O Clear Channel, uma das maiores empresas de rádio dos
EUA, com mais de 1.170 retransmissoras em todo o país,
lançou nesta terça (18) uma lista para seus associados
que aconselha a não difusão de 150 músicas, informou o
site Dotmusic.
A empresa considerou as músicas inadequadas ao
"momento" que o país vive desde os atentados
terroristas de terça-feira (11) passada, devido a seu
conteúdo.
A maior parte das canções na lista falam de morte,
aviões e guerra, mas outras, surpreendentemente, falam
de paz.
Dentre os artistas citados estão o ACDC, Metallica,
Simon & Garfunkel, Frank Sinatra, Elvis Presley e até
do pacifista John Lennon.
O grupo Rage Against the Machine teve todas as suas
músicas vetadas na listagem do Clear Channel.
Uma porta-voz da empresa declarou que a lista não
representa uma proibição, mas apenas uma "orientação"
para os programadores das emissoras.
Veja abaixo a lista completa de artistas e músicas
vetadas pelo Clear Channel:
AC/DC, "Shot Down In Flames," "Shoot To Thrill,"
"Dirty Deeds," "Highway To Hell," "Safe In New York
City," "TNT," "Hell's Bells"
Ad Libs, "The Boy From New York City"
Alice In Chains, "Rooster," "Sea Of Sorrow," "Down In
A Hole," "Them Bone"
Alien Ant Farm, "Smooth Criminal"
Animals, "We Gotta Get Out Of This Place"
Louis Armstrong, "What A Wonderful World"
Bangles, "Walk Like An Egyptian"
Barenaked Ladies, "Falling For The First Time"
Fontella Bass, "Rescue Me"
Beastie Boys, "Sure Shot," "Sabotage"
Beatles, "A Day In The Life," "Lucy In The Sky With
Diamonds," "Ticket To Ride," "Obla Di, Obla Da"
Pat Benatar, "Hit Me with Your Best Shot," "Love Is A
Battlefield"
Black Sabbath, "War Pigs," "Sabbath Bloody Sabbath,"
"Suicide Solution"
Blood, Sweat & Tears, "And When I Die"
Blue Oyster Cult, "Burnin' For You"
Boston, "Smokin"
Brooklyn Bridge, "Worst That Could Happen"
Arthur Brown, "Fire"
Jackson Browne, "Doctor My Eyes"
Bush, "Speed Kills"
Chi-Lites, "Have You Seen Her"
Dave Clark Five, "Bits And Pieces"
Petula Clark, "A Sign Of The Times"
The Clash, "Rock The Casbah"
Phil Collins, "In the Air Tonight"
Sam Cooke, "Wonder World"
Creedence Clearwater Revival, "Travelin' Band"
Cult, "Fire Woman"
Bobby Darin, "Mack The Knife"
Skeeter Davis, "End Of The World"
Neil Diamond, "America"
Dio, "Holy Diver"
Doors, "The End"
Drifters, "On Broadway"
Drowning Pool, "Bodies"
Bob Dylan, "Knockin' On Heaven's Door"
Everclear, "Santa Monica"
Shelly Fabares, "Johnny Angel"
Filter, "Hey Man, Nice Shot"
Foo Fighters, "Learn To Fly"
Fuel, "Bad Day"
Peter Gabriel, "When You're Falling"
Gap Band, "You Dropped A Bomb On Me"
Godsmack, "Bad Religion"
Norman Greenbaum, "Spirit In The Sky"
Green Day, "Brain Stew"
Guns 'N' Roses, "Knockin' On Heaven's Door"
Happenings, "See You In September"
Jimi Hendrix, "Hey Joe"
Herman's Hermits, "Wonder World"
Hollies, "He Ain't Heavy, He's My Brother"
Buddy Holly & the Crickets, "That'll Be The Day"
Jan & Dean, "Dead Man's Curve"
Billy Joel, "Only The Good Die Young"
Elton John, "Benny & The Jets," "Daniel," "Rocket Man"
Judas Priest, "Some Heads Are Gonna Roll"
Kansas, "Dust In The Wind"
Carole King, "I Feel The Earth Move"
Korn, "Falling Away From Me"
Lenny Kravitz, "Fly Away";
Led Zeppelin, "Stairway To Heaven"
John Lennon, "Imagine"
Jerry Lee Lewis, "Great Balls Of Fire"
Limp Bizkit, "Break Stuff"
Local H, "Bound For The Floor"
Los Bravos, "Black Is Black"
Lynyrd Skynyrd, "Tuesday's Gone"
Dave Matthews Band, "Crash Into Me"
Paul McCartney & Wings, "Live And Let Die"
Barry McGuire, "Eve Of Destruction"
Don McLean, "American Pie"
Steve Miller, "Jet Airliner"
Megadeth, "Dread And The Fugitive," "Sweating Bullets"
John Mellencamp, "Crumbling Down," "I'm On Fire"
Martha & the Vandellas, "Nowhere To Run," "Dancing In
The Streets"
Metallica, "Seek And Destroy," "Harvester Or Sorrow,"
"Enter Sandman," "Fade To Black"
Alanis Morissette, "Ironic"
Mudvayne, "Death Blooms"
Rick Nelson, "Travelin' Man"
Nena, "99 Luft Balloons/99 Red Balloons"
Nine Inch Nails, "Head Like A Hole"
Oingo Boingo, "Dead Man's Party"
Paper Lace, "The Night Chicago Died"
John Parr, "St. Elmo's Fire"
Peter & Gordon, "I Go To Pieces," "A World Without
Love"
Peter, Paul, & Mary, "Blowin' In The Wind," "Leavin'
On A Jet Plane"
Tom Petty, "Free Fallin'"
Pink Floyd, "Run Like Hell," "Mother"
P.O.D., "Boom"
Elvis Presley, "(You're The) Devil In Disguise"
Pretenders, "My City Was Gone"
Queen, "Another One Bites The Dust," "Killer Queen"
Rage Against The Machine, todas as músicas
Red Hot Chili Peppers, "Aeroplane," "Under The Bridge"
R.E.M., "It's The End Of The World As We Know It"
Rolling Stones, "Ruby Tuesday"
Mitch Ryder & the Detroit Wheels, "Devil With The Blue
Dress"
Saliva, "Click Click Boom"
Santana, "Evil Ways"
Savage Garden, "Crash And Burn"
Simon & Garfunkel, "Bridge Over Troubled Water"
Frank Sinatra, "New York, New York"
Slipknot, "Left Behind," "Wait And Bleed"
Smashing Pumpkins, "Bullet With Butterfly Wings"
Soundgarden, "Blow Up The Outside World," "Fell On
Black Days," "Black Hole Sun"
Bruce Springsteen, "I'm On Fire," "Goin' Down," "War"
Edwin Starr, "War"
Steam, "Na Na Na Na Hey Hey"
Cat Stevens, "Peace Train," "Morning Has Broken"
Stone Temple Pilots, "Big Bang Baby," "Dead And
Bloated"
Sugar Ray, "Fly"
Surfaris, "Wipeout"
System Of A Down, "Chop Suey!"
Talking Heads, "Burning Down the House"
James Taylor, "Fire And Rain"
Temple Of The Dog, "Say Hello To Heaven"
Third Eye Blind, "Jumper"
Three Degrees, "When Will I See You Again"
3 Doors Down, "Duck and Run"
311, "Down"
Tool, "Intolerance"
Tramps, "Disco Inferno"
U2, "Sunday Bloody Sunday"
Van Halen, "Jump," "Dancing In The Streets"
J. Frank Wilson, "Last Kiss"
Yager & Evans, "In The Year 2525"
Youngbloods, "Get Together"
Zombies, "She's Not There."
terça-feira, setembro 18, 2001
O Taleban resolve convocar uma "guerra santa" contra os Estados Unidos, agora que a cada dia ficam mais evidentes os laços do Afeganistão e de Osama bin Laden com os terroristas de Nova York. Pior: o Taleban impõe condições para extraditar Laden, como julgamento do terrorista em país neutro e islâmico e fim das sanções comerciais conra o Afeganistão. Como se essa escória pudesse exigir alguma coisa...
O fundamentalismo islâmico é o lixo da civilização muçulmana. Seus líderes pertencem a uma elite teocrática que baseia seu poder na ignorância e na pobreza do povo. Essa elite tem medo da democracia, da liberdade e da modernidade preconizada pelo Ocidente, já que isso ameaça o seu poder escorado em mentiras, sob o manto da religião.
Esse fundamentalismo islâmico é a manifestação de uma elite que exerce sobre seus povos uma tirania milenar, baseada na religião e nos costumes imutáveis. Se é contra a civilização ocidental é porque não pode conviver com seus princípios básicos, notadamente a liberdade política e individual.
O universo dos fundamentalistas é aquele em que se queimam livros, se proíbem filmes e música. As mulheres são cobertas de véus e devem submissão ao poder masculino. Os fundamentalistas usam Deus como desculpa para todas as coisas – inclusive as mais terríveis atrocidades, como as cometidas em Nova York e Washington.
E o que é pior nesse caso: as ações desses grupelhos fanáticos acaba manchando uma civilização e uma cultura maginifícas, marcadas milenarmente pela tolerância e pela ponderação. Também ha fanáticos nas outras religiões, notadamente no cristianismo, mas estes se constituem em minorias praticamente inofensivas, o que não é o caso dos fundamentalistas islâmicos, que não são tão minoria assim dentro do Islã.
O terrorismo de Estado passa a ser agora a principal doença a ser exterminada no século XXI. Esse foi o caminho escolhido por tiranos muçulmanos para fustigar o Ocidente. Trata-se de uma visão que mistura fundamentalismo religioso, oportunismo doméstico e obscurantismo. Esses fanáticos querem regressar à vida do século XI e praticamente conseguiram isso no Afeganistão e no Irã. Fica cada vez mais claro que o obscurantismo não tem limites.
De vez em quando o mundo do rock vê algum cadáver ressuscitando. Foi assim com bandas que estavam mortinhas como Foghat, Creedence (agora é Revisited, com dois integrantes originais) e alguns outros dos anos 60 e 70. Só que agora é exagero. Os Yardbirds resolveram gravar e lançar discos novamente depois de 33 anos do fim da banda.
Depois de ver em sua formação Jimmy Page, Jeff Beck e Eric Clapton, os Yardbirds acabaram por absoluto esgotamento criativo em 1968 após se tornarem a quata banda mais importante dos anos 60 - depois de Beatles, Stones e Who. Os três guitarristas viraram astros e os demais integrantes foram para o ostracismo.
O baixista Chris Dreja virou fotógrafo, o também baixista Paul Samwell-Smith é produtor musical e o baterista Jim McCarthy desapareceu, tocando em botecos na Grande Londres. O vocalista Keith Relf morreu eletrocutado em 1976.
No começo dos anos 90, depois de uma apresentação-tributo à banda, com vários astros, entre eles Ron Wood e Rod Stewart, Dreja sentiu saudades da estrada e reuniu alguns músics desconhecidos sob o nome Yardbirds para tocar de bricandeira na Inglaterra. Começou a tocar com certa regularidade em clbes de jazz e blues de Londres, mas ninguém nunca levou a banda reformada a sério.
Com a adesão de McCarthy cinco anos atrás, a coisa começou a se tornar um pouco mais profissional e agora desemboca no lançamento até 2002 de um CD duplo ao vivo. Há certos músicos de rock que não têm a mínima noção de decência. Esse parece ser o caso dos "novos" Yardbirds...
A produção do show informou que, devido aos ataques terroristas aos Estados Unidos na semana passada - que impossibilitaram o embarque de Yngwie Malmsteen e banda para o início da turnê no México - todos os shows da turnê sul-americana, incluindo o Brasil, tiveram que ser adiados. Confira abaixo as novas datas dos shows no Brasil:
02/10 - TERÇA-FEIRA -PORTO ALEGRE
INFO.: (0xx51) 3211-2838
04/10 - QUINTA-FEIRA - CURITIBA
INFO.: (0xx41) 333-3964
05/10 - SEXTA-FEIRA - SÃO PAULO
INFO.: (0xx11) 3846-2300 / 6605-2137
06/10 - SÁBADO - RIO DE JANEIRO
INFO.: (0xx21) 2552-2449
A gravadora Metal-Is divulgou a capa do novo CD solo do BRUCE DICKINSON. O álbum "Best Of" será lançado no dia 25 de setembro e inicialmente será um CD duplo trazendo duas composições novas. O segundo disco é uma edição limitada e traz faixas raras e inéditas, inclusive com a primeira composição de Dickinson, "Dracula" – feita quando ele tinha 19 anos - além de uma entrevista com o cantor, na qual ele fala sobre cada canção do "Best Of", explicando quando e porque foram gravadas. Confira o track list: CD 1: Broken (nova) / Tattooed Millionaire / Laughing in the Hiding Bush (ao vivo) / Tears of the Dragon / The Tower / Born in '58 / Accident of Birth / Silver Wings (nova) / Dark Side of Aquarius / Chemical Wedding / Book of Thel (ao vivo). CD 2(edição limitada): Bring Your Daughter to the Slaughter / Darkness Be My Friend / Wicker Man / Real World / Acoustic Song / No Way Out / Midnight Jam / Man of Sorrow / Ballad of Mute / Re-Entry / Jerusalem (gravada ao vivo no Brasil) / I'm in a Band with an Italian Drummer faixa bônus para o mercado japonês) / Dracula.
segunda-feira, setembro 17, 2001
Quando fui comprar ingressos para o show do Judas Priest, em São Paulo, em uma das lojas da Riachuelo, uma supresa: um taxa de R$ 6,00 para cada ingresso comprado. Mas taxa do quê? Ninguém soube responder. Agora, para o show de Eric Clapton no Pacaembu, a gravação do número de informações informa os preços: "de R$ 50,00 a R$ 300,00 mais taxas". Taxas do quê? Ou o ingresso custa de R$ 50,00 a R$ 300,00 ou de R$ 56,00 a R$ 306,00. Mas ninguém esclarece o assunto, nem mesmo os grandes jornais. Em comum nos dois shows, a venda de ingressos coordenada pela empresa multinacional Ticketmaster, a mesma que é odiada nso Estados Unidos por bandas como Pearl Jam e Beastie Boys.
Algumas pessoas parecem que não têm o menor bom senso. O caso dos tiros de chumbinho contra torcedores e sócio do Palmeiras neste domingo exemplifica isso. Algum energúmeno fez disparos, provavelmente de alguns dos prédios da rua Turiassu (entrada principal do Parque Antártica), contra pessoas no clube e na fila de entrada para o jogo Palmeiras e Sport Recife.
Ninguém se feriu com gravidade, mas quatro pessoas foram atingidas, duas dentro do clube, nas quadras poliesportivas, e duas na rua, quando se preparavam para entrar no estádio. Foram encaminhadas ao hospital São Camilo com ferimentos leves e liberadas logo em seguida. A PM ainda não descobriu o autor dos disparos, mas tem certeza de que eles foram feitos de alguns dos prédios da rua Turiassu.
Um sócio do Palmeiras, um garoto de 10 anos, disse ao Estadão que um mês atrás foi alvejado na quadra de tênis contígua à rua Turiassu. Foi atingido por dois disparos na perna. Não tem a menor idéia da origem dos disparos.
O energúmeno corre um sério risco de ser descoberto, já que isso não parece sere difícil. E pior, é só a Mancha Alviverde resolver e esse cara está perdido. Dificilmente sobrará algo dele.
A máxima que em todo extrato e agrupamento social tem elementos bons e maus está bastante batida, mas a Justiça brasileira frequentemente se supera. É o caso do ser que se auto-intitula juiz da Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro, um lixo chamado Siro Darlan. Moralista, preconceituoso e ávido por holofotes, vive censurando a torto e a direito shows e eventos culturais de vários matizes. Adora as câmeras de TV e é chegado a uma censura a tudo o que conserada fora dos padrões de "moral e bons costumes".
No entanto, vive sendo elogiado nas seções de cartas de todos os veículos grandes de comunicação (notadamente os do Rio) por sua "atuação em prol da defesa da criança e do adolescente contra os perigos da vida moderna". A gota d'água foi a exigência de provas de que as mdoelos menores de idade de um importante desfile de moda estudavam regularmente. Pura falta do que fazer, metendo o nariz onde não é chamado e se intrometendo na vida privada das pessoas.
Ninguém tem o direito de ditar o que as pessoas devem fazer, ver, ouvir e onde ir, muito menos um lixo como esse Darlan. Para isso é que existem leis, e não me consta, por exemplo, que as modelos do desfile do Rio estavam violando alguma lei. Esse cidadão tem de ser banido das Justiça.
E finalmente o Kiss vai lançar o seu "Alive 4", o quarto CD ao vivo da carreira de 28 anos. Depois de sucessivos adiamentos e até mesmo um cancelamento, a banda decidiu lançá-lo sem muito alarde neste final de mês. A idéia do CD seria marcar o final do grupo, que está sendo anunciado desde 1997. Porém, masi uma vez o quarteto decidiu que vai continuar na ativa pelo menos até 2002. Com isso, perde força o lançamento. As músicas cobrem praticamente toda a carreira da banda e foram gravcadas durantes as turnês de 1998 a 2000. Aí vai a lista de músicas: "Psycho Circus", "Shout It Out Loud", "Deuce", "Heaven's On Fire", "Into The Void", "Firehouse", "Do You Love Me", "Let Me Go Rock And Roll", "I Love It Loud", "Lick It Up", "100,000 Years", "Love Gun", "Black Diamond", "Beth" e "Rock And Roll All Nite".
sexta-feira, setembro 14, 2001
O glorioso Luiz Alberto Pandini, um dos jornalistas que mais entendem de Fórmula 1 e automobilismo do país, lança o genial site GPTotal, com histórias saborosas sobre o tema e com links para sites que contam tudo sobre corridas. Boa sorte, meu amigo. Acima, uma foto de um GP de F-1 dos anos 60. O Beto Pandini insiste que é ele ali naquela Ferrari. Lamentável...
São Paulo vai tremer com a turnê conjunta de dois gigantes da música extrema internacional. Os norte-americanos do Nevermore e os brasileiros-gaúchos do Krisiun tocam no Brasil entre 18 e 20 de outubro em Curitiba e São Paulo, a preços salgados: R$ 70,00.
Um dos principais nomes do metal na atualidade, o Nevermore vem ao continente no auge da carreira, algo raro de acontecer dentro do estilo na América do Sul. Tocando thrash metal moderno e de impacto, a banda vem crescendo no cenário mundial a cada ano. "Dead Heart In A Dead World", seu trabalho mais recente, foi amplamente elogiado pela imprensa, com notas acima do máximo em várias publicações ao redor do mundo.
Já o Krisiun é o principal nome do death metal sul-americano e mostra que que seu prestígio é gigantesco dentro do meio da música extrema. O trio de irmãos gaúchos gravou e lançou há dois meses o seu melhor trabalho, "Ageless Venomous", lançado mundialmente pela Century Media. Quinto álbum do Krisiun, "Ageless Venomous" também vem recebendo as notas mais altas da crítica especializada. Enquanto o Nevermore toca um thrash metal mais técnico, com letras fortemente voltadas à crítica político-social, o Krisiun destaca-se na música extrema, tocando death metal brutal, rápido e altamente trabalhado.
quinta-feira, setembro 13, 2001
Romário marcou contra o chileno Universidade Católica, mas conseguiu o que parecia impossível. Com os gestos acima, dados à torcida Força Jovem, ele pasou a ser odiado em São Januário. Tudo porque a torcida queria Juninho Paulista para bater um pênalti. romário não ligou para as arquibancadas, pegou a bola e bateu ele mesmo. Gol do Vasco, mas o "Baixinho" estava queimado e fez gestos obscenos. Foi o suficiente para que a torcida tentasse invadir o campo para bater no ex-ídolo. Os chilenos não entenderam nada: o vasco estava ganhando e a torcida queria bater nos jogadores do próprio time. Ao final do jogo, torcedores da Força Jovem tentaram invadir o vestiário. É, a vidas não é fácil...
É definitivo: a revista Showbizz, a mais antiga em atividade a lidar com a música pop (a Rock Brigade, às vésperas dos 20 anos de criação, é especializada em rock pesado), está extinta. Depois de amargar um ano de prejuízos seguidos, a revista, que mudou de cara e de linha editorial nop mínimo cinco vezes, sucumbiu aos ditames do mercado editorial.
É simplesmente lamentável esse fato. Não que a revista faça falta: a Showbizz era muito fraca. A questão é que, mesmo fraca, era a principal revista de música pop do Brasil, dando espaço para o samba, forró, pagode, rock nacional e internacional e até música pesada. Será que o mercado musical-fonográfico brasileiro, o sétimo do mundo, não comporta uma ou mais revistas do gênero, tendo de se contentar com revistas ultra-segmentadas, como a Rock Brigade e a Road Crew (a Dynamite e a Rock Pressm não têm cacife para tanto)?
Uma coisa chocante: a trágica coincidência entre duas realidades. A banda de metal progressivo norte-americana Dream Theater, uma das melhores coisas do rock da atualidade, está pretses a lançar seu novo CD, o álbum trilpo ao vivo "Live Scenes fron New York". A capa do CD da Dream Theather mostra uma maça - símbolo de Nova York - em chamas com a Estátua da Liberdade e as torres do WTC ao fundo.
Nem se cogita a substituição da capa ou o adiamento do lançamento, já que isso envolve prejuízos na certa. O show é baseado no CD "Metropolis - part 2", uma obra conceitual onde o Dream Theater conta a história de um rapaz que passa aser atormentado por pesadelos onde as imagens mostram um assassinato de uma moça. Sem querer, ele fica sabendo do assassinato da garota ocorrido nos anos 30 no apartamento onde mora e fica obcecado pelo assunto. O CD é maravilhoso. Imperdível.
Os analistas políticos internacionais são unânimes em suas teses: o mundo voltou a ser bipolar. A queda do Muro de Berlim em 1989 parecia ter sepultado o socialismo e a Guerra Fria, bem como pulverizando o arsenal nuclear da antiga União Soviética em uma dezena de sub-nações que nasceram com o colapso de Moscou.
No entanto, o tão criticado historiador e filósofo norte-americano Francis Fukushima (que sumiu, por sinal), já alertava: apesar do triunfo do capitalismo e da democracia ocidental, o mundo estaria longe da paz com o alargamento do fosso entre ricos e pobres e com o crescente avanço do nacionalismo e do fanatismo religioso, notadamente o islâmico.
Fukushima avisava que, dentro de 20 anos, a contar de 1994, uma crise global originada do mundo islâmico poderia fazer o mundo mergulhar em nova era de tensão e confronto. Pois parece que o historiador acertou nesse quesito.
O avanço do islamismo no mundo - cvresce a população de árabes muçulmanos na França e na Espanha e de turcos na Alemanha - e, como consequência, o aumento da influência do fundamentalismo xiita, já era visto com bastante preocupação pela Otan em meados dos anos 90 e agora asume ares de desespero.
O mundo muçulmano já ultrapassa 2 bilhões de habitantes e camihha rápido para os 3 bilhões, ou seja metade da população mundial. Em função de diversas circunstâncias econômicas, sociais e políticas, é um mundo ainda frágil, pobre e culturalmente mais atrasado (muito em função das interpretações extremistas e enviezadas do Alcorão e das regras sociais islâmicas).
Cultura notável -É bom deixar claro que a cultura islâmica é simplesmente fantástica, uma das mais ricas e apaixonantes, responsável por grande parte do desenvolvimento intelectual e tecnológico da humanidade. No entanto, assim como no cristianismo, o extremismo e o fundamentalismo foram responsáveis por uma grande e cavalar dose de obscurantismo (de certa forma, os ideais libertários do Renascentismo conseguiram, em parte, evitar os excessos do cristianismo).
Portanto, é natural que o mundo islâmico, do alto de seus rígidos e deturpados dogmas religiosos, e de sua notória falta de disposição ao diálogo, encare o próspero e "libertário" ocidente como uma ameaça, não só econômica e política, mas sobretudo filosófica.
A prosperidade indiscutível do mundo ocidental - Estados Unidos e Europa - cada vez mais deixa clara a sua pujança e a pretensa superioridade de seus princípios (não vamos entrar aqui na discussão sobre os motivos que fizeram a história desembocar nessa sinuca). Para os xiitas fundamentalistas islâmicos (tão obtusos, cretinos, ignorantes e cegos quanto os ultraconservadores católicos e judeus) o simples fato de haver algum tipo de contestação ou de oposição de qualquer natureza é motivo para medidas extremas no sentido de eliminar esse tipo de barreiras.
Traições e manipulações - Para completar, fatos históricos empurram árabes para o confronto. Após o período áureo da civilização árabe, que dominou todo o Oriente Médio, norte da África e Ásia Menor até meados da idade média, houve uma dispersão natural entre os milhares de clãs devido ao nomadismo. Na falta de poder central e de união entre as famílias, acabaram subjugados pelos turcos otomanos por mais de 400 anos, período no qual parte do brilhantismo e sabedoria da cultura islâmica ficou oculto.
Desde então, os árabes fopram manipulados no jogo das grandes potências desde o final do século XIX. Depois dos otomanos vieram os ingleses, depois os franceses, depois os dois juntos, depois os dois juntos mais os norte-americanos e finalmente somente os norte-americanos, que colocaram os israelenes como testas-de-ferro no Oriente Médio.
Ainda hoje não se chegou a uma conclusão: os Estados Unidos e o mundo ocidental em geral erraram ao apostar suas fichas em Israel para manter a influência em uma região historicamente hostil e agressiva? Os direitistas afirmam que não, já que a política norte-americana para a região se baseou na experiência não muito alentadora dos ingleses no período 1900-1945.
A política dúbia de Londres (zilhões de promessas feitas aos árabes) e o crescente movimento sionista comprando terras no Líbano e na Palestina fizeram com que o Ocidente fosse considerado o verdadeiro inimigo dos árabes, finalmente organizados em várias nações (ainda que incipientes e em algumas vezes inimigas entre si, mas que demonstraram alto espírito de solidariedade quando se tratou de atacar o Ocidente) .
Resultado: para a direita dos Estados Unidos, seria improdutivo e desgastante tentar atrair a simpatia e a confiança dos povos árabes após as várias traições inglesas e francesas. Além do mais, rapidamente os norte-americanos perceberam que o discurso comunista tinha mais ibope na região, pois, diferentemente dos ingleses, os soviéticos prometiam e cumpriam. Assim sendo, o apoio a Israel e o endurecimento com os países árabes foi correto.
Já os democratas e os esquerdistas nunca souberam com tratar o Oriente Médio, culminando com a desastrosa gestão dos reféns da embaixada dos Estados Unidos em Teerã, em 1979.
Tudo isso para voltar a Fukuyama e sua previsão: o Islã é o novo inimigo do Ocidente, do mundo livre, para deleite dos russos e chineses, que vão ficar de fora vendo o circo pegar fogo, mas jamais servirão de fiéis da balança.
Enquanto aquecemos as baterias para ver o Deus da guitarra no Pacaembu, o simplesmente maravilhoso Eric Clapton, teremos como aperitivo outro deus das seis cordas, o sueco Yngwie Malmsteen. Ele é considerado como o guitarrista mais influente do rock nos anos 80, ao lado de Eddie Van Halen. A paretir de seus trabalhos com a banda Alcatrazz e de sua carreira solo, iniciada em 1984 com o belo "Rising Force", Malmsteen estabeleceu um novo padrão técnico para se tocar guitarra, abrindo passagem para a consolidação do heavy metal melódico, do speed metal e do power metal. Descontando os milhares de clones, o trabalho do sueco permitiu que surgissem grandes ases da guitarra que seguiam a sua "escola", como Jason Becker, Tony Macalpine, Greg Howe, Alex Skolnik, Vinnie Moore, Axel Rudi Pell e muitos outros. Também é imperdível.• 26/9 (nova data) - Porto Alegre (Opinião). Info: (51) 3211-2858
• 28/9 - Curitiba (Studio 1250). Info: (41) 323-5576
• 29/9 - São Paulo (Via Funchal). Info: (11) 6693-2137
• 30/9 - Rio de Janeiro. Info: (21) 2552-2449
Informações gerais sobre a turnê do Malmsteen: (11) 6605-2137
quarta-feira, setembro 12, 2001
Li uma ponderação de um cidadão chamado Cristiano Dias no site amigo Mauricéia Desvairada merece algumas considerações. Ele lamenta e deplora a desinformação do público americano médio a respeito da destruição em Nova York. Para ele, o público americano engole com muita facilidade e sem questionamento a indicação dos "vilões" de plantão como responsáveis pelo atentado.
Ou seja, o governo norte-americano acusa e vai atrás dos suspeitos de sempre, cidadãos de origem árabe, aumentando o preconceito contra a população de países dessa origem. De certa forma, é exatamente isso o que acontece. Corre-se o risco de os Estados Unidos se transformarem naquilo que NOva York se transformou no filme "Nova York Sitiada", estrelado por Denzel Washington e Bruce Willis.
Na fita, uma série de atentados na cidade é cometida por terroristas árabes, que são perseguidos até a exaustão. Com a piora nos atentados, o Exército toma conta de Nova York e estabelece o estado de sítio, criando campos de concentração onde é confinada quase toda a população árabe da cidade. Triste, mas uma hipótese, mesmo que remota, assustadora.
No entanto, Dias faz uma leve defesa de países considerados culpados de acobertar o terrorismo, afirmando que "Afeganistão, Irã, Iraque, Paquistão, Líbia e outros países são vítimas históricas da política econômica e internacional norte-americana".
Discordo totalmente dessa última premissa. Seria a mesma coisa que ficar o tempo todo culpando Portugal por nossos problemas econômicos e nosso subdesenvolvimento. É uma visão esquerdizante e anti-americana completamente equivocada. Os países citados têm os problemas que têm devido a uma conjuntura internacional histórico-econômica bem específicos. Sofrem consequências econômicas do mundo globalizado como todas as outras nações e, com isso, têm seus problemas econômicos agravados devido a seus próprios problemas estruturais e, por que não, culturais.
Atraíram a ira do Ocidente exatamente por patrocinarem "práticas diplomáticas" baseadas no militarismo, no obscurantismo e no terrorismo. Diplomacia é uma coisa que não existe para essas nações. Prova disso é que viverm às turras com os próprios vizinhos. Não são indicadas à toa como financiadoras de terroristas. Elegeram os mais poderosos como inimigos a serem aniquilados. É bem verdade que os norte-americanos carregam nas costas muitas culpas por males (ou por contribuir para eles) do mundo moderno, mas certamente não são culpados pela imensa maioria das razões apontadas pelas "nações terroristas".
Para encerrar esse tópico, uma interessante ponderação feita pelo jornalista Hélio Schwartzmann, da Folha de S. Paulo:
"Como que a lembrar que não estamos falando de ficção, já ouvi comentaristas na CNN dizendo que os direitos e garantias fundamentais são importantes, mas que não são o único valor, que os direitos civis não podem se tornar um 'pacote suicida'. Reconheço que o analista tem um ponto: para gozar de direitos é preciso logicamente antes estar vivo. A questão é que existem certos direitos, entre os quais incluo os civis, que são inegociáveis. Não é possível, em termos teóricos, aceitar que se torture 'ligeiramente, em casos especiais'.
De certo modo, isso equivaleria a decretar que os fins justificam os meios, e todos conhecemos as aberrações éticas em que esse tipo de raciocínio costuma resultar. Para conservar-se o 'cara bom' de que Bush falou é preciso aferrar-se solidamente aos princípios que acreditamos que fazem o bem diferir do mal, ou estaremos agindo como os terroristas, para os quais não existiriam barreiras morais capazes de fazê-los recuar de seus objetivos. (Usinas nucleares e represas são, em princípio, construídas para suportar o impacto da queda de um avião).
É claro que abordei a questão apenas do ponto de vista teórico. Na vida prática, é compreensível que os norte-americanos demonstrem reações emocionais. Os cidadãos de origem árabe enfrentarão alguns dias difíceis, durante os quais o racismo estará em alta. Acredito, porém, que os EUA sejam uma democracia robusta e, passado o choque inicial, a situação se normalize e pessoas razoáveis parem de falar em 'relativização' dos direitos civis."
Não há mais o que falar sobre os atos terroristas nos Estados Unidos. É evidente que o ato é mais chocante por ter ocorrido na "capital" do mundo, por envolver americanos brancos, em sua grande maioria, e por envolver a maior economia do mundo. Muito diferente seria se tivesse ocorrido em Nova Delhi ou Xangai, mesmo que o número de mortos chegasse a 500 mil. O mundo não se comoveria da mesma forma.
O atentado assustou porque gente como nós foi atingida. Nós poderíamos estar passeando pela Quinta Avenida e sermos surpreendidos pelas explosões. Poderíamos estar nos aviões viajando em férias de Boston a Nova York ou a Los Angeles. Por isso foi mais chocante.
Mas a questão não é essa. Qualquer forma de terrorismo é nojenta, é abjeta, é absurda. É a forma mais covarde de pressão. É a versão macro dos sequestros que campeiam por aí. Assim como o sequestrador, o terrorista é frio, calculista, fanático e crê piamente que nada tem a perder. Como o sequestrador, o terrorista não tem direito a nada. Tem de ser caçado impiedosamente e exterminado da pior forma possível, seja ele palestino, colombiano, irlandês, basco, corso, curdo, ucraniano, azerbaijano, cazaque, checheno, afegão...
Parece-me claro, mas não o é para a gentalha que apóia e pratica terrorismo: um ato terrorista é capaz de reverter ou fazer sumir qualquer sentimento de simpatia ou piedade por qualquer movimento. Foi o caso daquela gente nojenta que saiu comemorando na Faixa de Gaza e na Cisjordânia o atentado em Nova York.
Aquele lixo humano palestino merece cada bomba israelense que cai na sua cabeça. Aquela comemoração foi ofensiva e aterrorizante, são fanáticos religiosos que não merecem o mínimo de consideração. Toda a simpatia que muita gente tinha pela causa palestina, muito justa na maioria de suas reivindicações, desapareceu diante daquelas cenas lamentáveis transmitidas pela CNN. Isso só mostra o seguinte: não há a menor possibilidade de paz na região e no mundo para essa geração.
Ofuscado pela vinda de Eric Clapton, o cantor escocês Fish, ex-vocalista do Marillion, visita o Brasil pela segunda vez. Serão quatro shows no país, onde o cantor vai poder mostrar um pouco de sua carreira solo composta por nove CDs e tocar as indefectíveis "Kayleigh" e "Lavender", sucessos de sua ex-banda. Na primeira vez que ele esteve em São Paulo ele tocou para um Olympia vazio, há mais ou menos cinco anos. Vergonhoso. É um artista respeitável, cantou em uma das bandas mais importantes dos anos 80 e produziu algumas pérolas do rock progressivo dos anos 90, como "Fortunes of War", "Just Good Friends" e "Time and a Word" (regravação de uma música do Yes, com Steve Howe na guitarra). Merece ser visto.
09/10 - Rio de Janeiro (Canecão)
11/10 - Sao Paulo (Direct TV Hall)
12/10 - Curitiba (Teatro Guaira)
13/10 - Porto Alegre (Teatro do Fergs)
Deus estará entre nós no Pacaembu no dia 11 de outubro, uma quarta-feira. Está confirmadíssimo. Onze anos após as tumultuadas apresentações no Olympia, minúsculo para tanto público, Eric Clapton retorna a São Paulo para mostrar como se toca guitarra no rock. Não adianta falarem que suas músicas são baba (muitas delas são mesmo, principalmente as mais recentes), não adianta falarem de magos do heavy metal como Vai, Satriani e Van Halen (esses são deuses, mas Clapton é supremo). A presença do guitarrista inglês no Brasil é um daqueles eventos imperdíveis no Brasil, comparável aos shows de Sinatra no Maracanã em 1980, aos shows de Paul McCartney no mesmo local, aos shows do Kiss mascarado em Interlagos, ao show AC/DC no Pacaembu, aos shows do U2 e dos Rolling Stones...
Já estão sendo vendidos os ingressos para o show. Os preços variam de R$300,00 a R$50,00. Na pista, os ingressos da frente (vão existir cadeiras numeradas) custam R$300,00 e vão diminuindo conforme a distância. O mais barato custa R$50,00 e é na arquibancada do fundo. Os ingressos estão sendo vendidos nas lojas Riachuelo (em alguns shoppings da capital) e na FNAC (Pinheiros), pela internet para assinantes Terra e pelo telefone (11) 3191-0011 da ticketmaster.
O punk rock acabou há quase 20 anos, mas tem banda que se recusa a acreditar nisso. Já passaram pelo Brasil nos últimos dois anos verdadeiras lendas do punk inglês, como Exploited, GBH, Stiff Little Fingers, Varukers e alguns outros que foram importantes entre 1977 e 1980, mas que estão no completo ostracismo em Londres. Agora é a vez de São Paulo receber o bom UK Subs. O grupo inglês cancelou o show do dia 14 de setembro, mas toca no dia 15 no Hangar 110, no Bom Retiro.
Ingressos:
ESTRONDO: Rua 24 de Maio, 62 - 2º andar - Loja 340 - Fone: (11) 3361.8961
LONDON CALLING: Rua 24 de Maio, 116 Sobreloja 15 - Fone: (11) 223.5300
DECONTROL: Rua 24 de Maio, 62 - 1º andar - Loja 242 - Fone: (11) 223.3214
Ingressos na porta com desconto menor: R$ 27,00; Meia entrada estará à venda somente nos dias dos shows no local por R$ 20,00.
terça-feira, setembro 11, 2001
"Na Cidade de Deus haverá um grande trovão. Dois
> irmãos serão rasgados pelo caos, enquanto a
> fortaleza sofre, o grande líder sucumbirá". "A
> Terceira Grande Guerra começará quando a cidade
> estiver em chamas"
> Nostradamus, o véio (1654).
Recebi essa bobagem a respeito dos atentados em Nova York na manhã deste dia 11 de setembro. Agora é hora dos fatalistas se divertirem com bobagens como essas. Era só que faltava.
segunda-feira, setembro 10, 2001
Mais um blog amigo do Superball Express. Trata-se do Mauriworld, do nobre colega Maurício Villegas, também de São Bernardo do Campo. Com aspirações literárias e muitas relexões sobre o cotidiano, o rapaz promete acontecer.
O Saxon, uma das grandes bandas da NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal), está de CD novo comemorando os seus 25 anos de criação. A banda repete a mesma formação do CD anterior, de 1999 (foto ao lado), "Metalhead": Byff Byfford (vocais), Doug Scarrat e Paul Quinn (guitarras), Tim Carter (baixo) e Fritz Randow (bateria).
O novo CD, "Killing Ground", já está nas lojas da Europa e chega aqui no final do mês. Quem quiser ouvir a primeira faixa do trabalho liberada para as rádios, "Dragon's Lair", pode ir a página oficial da banda e escutá-la. Há uma edição limitada a 10 mil cópias circulando na Europa com dois CDs, o normal com o novo trabalho e um extra com oito faixas, todas regravações de grandes clássicos da banda inglesa, como "Princess of the Nighr", "Crusader", "Wheels of Steel", "Denim and Leather"e outras. A capa do novo CD está aí ao lado.
quarta-feira, setembro 05, 2001
A luta na Irlanda sempre foi chocante pelos seus extremismos, quase tão chocante quando a dos palestinos. No entato, os últimos eventos ocorridos em Belfast são abomináveis, de causar revolta e náuseas a defuntos. Crianças católicas que frequentam escolas primárias na capital da Irlanda do Norte estão sendo alvo de bombas caseiras pelo simples fato de terem de utilizar uma rua em biarro protestante para chegar a sua escola.
As imagens de TV são chocantes. Crianças correndo e berrando desesperadas em frente às câmeras de TV enquanto marmanjos protegidos por muros lançam coquetéis molotov contra a polícia e contra os católicos. Uma das coisas mais nojentas dos últimos anos.
A crise irlandesa, sobretudo na Irlanda do Norte, é mais aterrorizante e absurda do que a dos palestinos porque envolve vizinhos. Uma coisa é acompanhar uma guerra ou um conflito entre dois povos distintos, como é o caso de isarelenses e palestionos. Um não vê de onde vem a bomba que mata e mutila, os atentados terroristas são sempre atribuídos a grupos que não têm identificação definida. Seus membros não têm rostos.
Em Belfast e na cidade interiorana de Londonderry a coisa é arrepiante porque aquele que um dia vai te assassinar é o cara que mora na casa vizinha ou na fazenda vizinha. Provavelmente as pessoas se conhecem, elas se curzam todos os dias nas ruas e nos botecos das cidades, e no dia seguinte uma delas vai praticar um crime hediondo contra um vizinho. Pior, os irlandeses, católicos ou protestantes, não poupam crianças de suas chacinas e de suas briguinhas paroquiais.
Parece que 500 anos de sofrimento e mortes não foram suficientes para aplacar a ira dos irlandeses, uma dos povos com história das mais belas e cultura das mais magníficas do mundo. que belo retrato para aqueles que acham que a religião e seus dogmas justificam tudo.
Para os nostágicos, a notícia é ruim. O Nazareth cancelou o show do dia 8 de setembro em São Paulo, segundo a rádio Mix. Os motivos não foram divulgados. Baixa venda de ingressos, provavelmente. O show do grupo escocês acontece no dia seguinte ao de duas apresentações do Judas Priest a preços médios de R$ 50,00. Aí ficou difícil.
terça-feira, setembro 04, 2001
A Rádio Jovem Pan de São Paulo está investindo novamente em sua campanha ultradireitista e fascista contra a violência. Segundo as chamadas da emissora, são Paulo há muito tempo vive um clima de guerra civil, de guerrilha urbana, e o governo do Estado nada faz para "aumentar a segurança dos cidadãos de bem".
Para a emissora, "os cidadãos de bem estão trancafiados em suas próprias casas, apavorados com a escalada de violência que assola a cidade, a mais violenta do mundo".
A campanha é ultrajante, nojenta, asquerosa. O que vem a ser um cidadão de bem? provavelmente, aquele que anuncia na emissora, aquele mora no quadrilátero avenidas Brigadeiro Luiz Antonio, Paulista, Faria Lima e Rebouças. A rádio fica esbravejando que quer mais polícia para que os bacanas possam andar com seus carros importados pelos Jardins sem serem incomodados pelos vendedores de semáforos.
Há 15 anos é a mesma coisa, é o mesmo tom, o mesmo tempo, o mesmo locutor. Nem mesmo criatividade a rádio tem para tentar "modernizar" e "aperfeiçoar" seu discurso. Nojento, absolutamente nojento. Não gostaria de me arreepender de ter trabalhado lá por três anos.
segunda-feira, setembro 03, 2001
Um filme surpreendente está dando sopa nas locadoras da cidade. "Dirty Pictures" (Fotos Proibidas) é um filme feito para a TV no ano passado, dirigido por um desconhecido estrelado pelo ótimo James Woods, tendo como coadjuvante o eficiente Craig T. Nelson. É um dos debates mais lúcidos sobre liberdade de expressão dos últimos anos. E mais uma porrada nos conservadores e na crentaiada nojenta.
A fita narra um fato verídico ocorrido em 1990. O diretor do Centro de Artes Contemporâneas de Cincinnati (Ohio), Dennis Barrie, resolve programar uma mostra de fotos do polêmico fotógrafo Robert Mapplethorpe (1946-1989). Especialista em retratar o submundo e comportamentos anômalos, mapplethorpe tinha prazer em chocar e "mostrar aquilo que ninguém mostra, aberrações que todos praticam no privado e temem ver expostos em público".
Suas fotos mostravam sexo homossexual interracial, comportamentos sexuais heterodoxos e relacionamentos diversos do mundo homossexual em geral, entre outras coisas. Gostava também de fazer fotos de crianças nuas, "para fazer comparações com o imaginário sexual dos adultos em determinados campos da arte".
As fotos foram recusadas pelas principais galerias e museus dos Estados Unidos e Barrie resolveu bancar a mostra, provocando a ira da polícia, da Justiça e e das organizações direitistas que "zelavam" pela boa moral e bons costumes, sejá lá o que isso signifique. Por conta disso, Barrie e seu museu foram processados e linchados moralmente em Cincinnati. A vida do diretor virou um inferno, afetando sua mulher e filhos da escola.
O legal do filme é que o roteiro entremeia entrevistas de personalidades que estiveram envolvidas diretamente no caso, como deputados federais e senadores pró e contra a exposição, a atriz Susan Sarandon (amiga de Mapplethorpe) e o escritor indiano Salman Rushdie (vítima de uma perseguição em escala mundial de muçulmanos, que se julgaram ofendidos por um livro que ele escreveu, "Versos Satânicos").
Enfim, "Dirty Pictures" é uma grande discussão sobre liberdade de expressão e de censura nas artes e espetáculos, o que, em última análise, pode se estender para toda a sociedade.
A revista Veja insiste em falar de rock. sua editoria de Artes e Espetáculos não tem competência nem conhecimento para tal; Seus jornalistas são maldosos e preconceituosos, tanto na Veja como na Vejinha. O rock é desprezado, ou melhor, menosprezado. Por isso, seus jornalistas, quando se aventuram a escrever sobre o tema, derrapam feio (vide a cobertura ridícula da revista do Rock in Rio 3).
Os mais assíduos escribas sobre o tema são Marcos Gabriel e Sérgio Martins (este passou por várias revistas especializadas, como a Bizz/Showbizz, mas não sabe nada, só escreve sobre reggae). Os dois são uns poços de preconceito e desinformação. Na Vejinha acontece o mesmo. Eles insistem em bater na tecla de que bandas de rock pesados só vêm ao Brasil depois que entram em decadência e deixam de vender no exterior ( a respeito das vindas de Judas Priest e Nazareth nesta semana). Ou seja, aqui só vem resto.
A afirmação é mentirosa, já que o Judas Priest veio ao Brasil pela primeira vez há dez anos na turnê de promoção de seu segundo melhor disco da carreira (Painkiller), de 1990. Agora retorna de novo no auge, vendendo demais na Europa e, pasmem, no Japão. O Nazareth até dou o braço a torcer, os caras acabaram na realidade em 1982 ou 1983 com os bons álbuns "Malice in Wonderland" e "Sound Elixir". Desde então são fantasmas, caricaturas de si mesmos. Mas no caso do Judas não, é sacrilégio. A Veja e a Vejinha precisam parar de escrever sobre rock. Já basta o texto enviesado e mentiroso sobre a saída do Sepultura da Roadrunner.
sexta-feira, agosto 31, 2001
Tentei resistir mas não deu. O caso Sílvio Santos foi uma sucessão de barbáries. Desde a absurda entrevista de Patrícia Abravanel na sacada de seu quarto até a invasão absurda e lunática da casa do empresário pelo sequestrador. Bizarro, tudo muito bizarro. A polícia paulista mostrou tanta incompetência que deu até dó. Já Patrícia mostrou que é umas pessoas mais imbecis que vi na vida. Trauma de sequestro? ela é apenas uma idiota descerebrada que acha que a vida não passa de um dos quadros do programa de seu pai. É de morrer de riri
Já o sequestrador não passa de um aspirante a bandido e um pseudo-psicopata. Conseguiu sem muito esforço a sua condenação à morte ao matar dois policiais ineptos. Não deve chegar vivo a 2002, mas mostrou como a polícia paulista é ruim, despreparada e vulnerável.
Nessa história, o único que realmente sofreu foi Sílvio Santos, que até agora não deve estar acreditando nas encrencas em que foi envolvido. O homem que mais paga impostos no Brasil refém em sua própria casa. Lamentável.
O texto abaixo é de Clóvis Rossi e foi publicado na edição de 31 de agosto da Folha. Como sempre, Rossi foi cirúrgico e preciso:
Banalizou-se de tal forma a violência, especialmente em São Paulo, que era inevitável a sua transformação em um grande espetáculo, como ocorreu nos episódios que envolveram a família Abravanel.
Já há o suficiente para lamentar nessa "espetacularização" do crime. Por isso tornava-se perfeitamente dispensável a grotesca participação das mais altas autoridades do Estado, a começar pelo governador Geraldo Alckmin, no show .
Não há uma só explicação aceitável para que um governante se rebaixe ao diálogo com um sequestrador e assassino. Com a agravante de que com ele estavam o secretário de Segurança Pública e o comandante da Polícia Militar.
Ou Alckmin assume que é governador apenas dos ricos e famosos como Sílvio Santos ou vai ser obrigado a participar das negociações para resolver todos os demais sequestros, que ocorrem com espantosa frequência no Estado que ele governa.
A começar pelos cinco casos que permaneciam não resolvidos até ontem, enquanto a cúpula da polícia e o próprio chefe do governo se dedicavam a participar do espetáculo em que se transformou o sequestro de Sílvio Santos.
A partir de agora, está dado um recado a todos os que querem uma audiência com Geraldo Alckmin: basta sequestrar alguém famoso (nem precisa ser rico) e exigir a presença do governador. Se houver câmeras de televisão nas imediações, a audiência estará garantida.
Só faltou, para completar o absurdo, que o governador e o criminoso dessem entrevista coletiva um ao lado do outro, como é da praxe em "visitas de Estado".
Tudo somado, o espetáculo dos últimos dias não passa de repetição do cotidiano do Brasil: como é de costume, morreram apenas os atores coadjuvantes, no caso os policiais assassinados pelo interlocutor de Alckmin. Não eram ricos nem famosos. O governador não foi ao enterro.
terça-feira, agosto 28, 2001
Stevie Ray Vaughan foi o grande guitarrista dos anos 80. Rivalizando com ele, somente Eddie Van Halen e Yngwie Malmsteen, outros dois gênios.Ele foi muito mais além na fusão do blues com o rock do que Eric Clapton e Gary Moore, e ninguém conseguiu captar e se apoderar do espírito de Jimi Hendrix, somente ele, o mestre da Stratocaster.
Morto aos 36 anos em 1990, em um acidente de helicóptero após um show nos Estados Unidos (a aeronave deveria transportar ainda Eric clapton e Robert Cray no vôo fatídico), Vaughan continua sendo uma fonte inesgotável de lançamentos póstumos, todos a cargo de Jimmie Vaughan, irmão mais velho e também bom guitarrista.
Muitos o acusam de oportunista. Pode ser, mas pelo menos ele coloca produtos de alta qualidade no mercado. Jimmie Vaughan tem critério e seleciona o que de melhor o irmão produziu para colocar no mercado. Foi assim com "Live at the Carnegie Hall", "The Sky is Crying", "In The Beggining" e a maravilhosa caixa com quatro CDs "SRV". Tudo ao contrário do fizeram e fazem empresários detentores de direitos sobre a obra de Hendrix (a família dele também...). Tudo o que é gravação encontrada com as performances do mago de Seattle é jogada no mercado. Com isso, muita porcaria mancha a memória dele.
A nova tramóia de Jimmie Vaughan é "Live at Montreux 1982 and 1985", apresentação de Stevie e dua Double Trouble realizada em 17 de julho de 1982 no Montreaux Casino, Suíça, e que sai em novembro como CD duplo.
Stevie considerou o show de 1982 fraco e sem graça. Só que quem escutou os CDs piratas da apresentação discorda: a performance foi estupenda, tanto que David Vowie e Jackson Browne, que assistiam in loco, ficaram maravilhados. Enquanto o primeiro viria a requisitar o guitarrista para atuar no álbum "Let's Dance" e participar de algumas apresentações, o segundo abriria as portas de seu estúdio de Los Angeles, onde os rapazes registrariam seu primeiro álbum, "Texas Flood", e logo em seguida assinariam com a Epic Records por intermédio do lendário John Hammond, apresentado à banda por Browne.
O segundo show é de 1985 e esse Stevie adorou, assim como o público. É esse material, que será lançado oficialmente, que vai trazer ainda mais qualidade à obra vasta de o guitarrista texano. Não é necessário dizer que o lançamento é impedível.
O glorioso Maurício Gaia manda-me outra colaboração para irritar os crentes e fanáticos religiosos. Ele achou o site da ABCC - Associação Brasileira de Católicos Conservadores -, de Recife (PE). É simplesmente hilário, mas ridículo que o da Frente Lepanto e dos outros crentes imbecis que mencionei dias atrás. Leiam e se divirtam.
ABCC.
segunda-feira, agosto 27, 2001
Confirmados mais shows internacionais de porte no Brasil neste segundo semestre. Anote aí:
sexta-feira, agosto 24, 2001
A whomania atingiu a meca do cinema. Hollywood entrou na onda britânica de redescobrimento da maravilhosa obra do Who (o quarteto britânico está em alta na Inglaterra desde 1999) e redescobriu grandes pérolas de seu repertório, que estão recheando seus filmes e suas trilhas sonoras.
Fundado em 1964 pelo guitarrista Pete Townshend e pelo vocalista Roger Daltrey (John Entwistle, o baixista, entrou um pouquinho depois), o Who frequentemente é listado ( com justiça ) como uma das cinco bandas mais importantes de todos os tempos ao lado de Beatles, Rolling Stones. Led Zeppelin e Pink Floyd. O grupo encerrou as atividades em 1982, mas reuniu-se em 1985 para a apresentação do Live Aid e em 1989 para uma turnê norte-americana de comemoração de 25º aniversário. Em 1996, Townshend, Daltrey e Entwistle (o baterista original, Keith Moon, morreu em 1978) decidiram voltar à ativa para intermináveis turnês nostálgicas e ainda permanecem tocando por aí.
Quem ressuscitou o Who para as trilhas foi "Austin Powers", produção de 1999 sucesso de bilheteria com Mike Myers. A trilha trazia uma versão do clássico "My Generation" gravada nos estúdios da BBC londrina em 1965. Desde então as músicas do grupo apareceram em diversas produções premiadas e estouradas nas bilheterias.
"Beleza Americana", que ganhou Oscars de melhor filme, melhor diretor e melhor ator (Kevin Spacey), toca na íntegra "The Seeker', canção do Who que virou single em 1970. A mesma música serve com trilha de abertura para "The Limey" (no Brasil, "O Estranho"), produção alternativa do ano passado mas que foi um surpeendente sucesso de público. O ator principal é o veterano inglês Terence Stamp, excelente. Ele provavelmente foi o responsável pela inclusãp da canção no filme. Seu irmão é Chris Stamp, empresário do Who até 1970. Ele mesmo é amicíssimo de Townshend e Daltrey.
"Almost Famous" ("Quase Famosos"), de 2000, e que concorreu a vários Oscars neste ano, conta a história de um garoto que vira repórter e tem a missão de contar uma turnê de um afamosa banda de rock (história real baeeada na vida do diretor do filme, Cameron Crowe, que acompanhou a turnê do Led Zeppelin aos 16 anos em 1973). Em sua iniciação no mundo do rock, o personagem principal é apresentado na infância aos mestres do gênero por sua irmã mais velha e ganha de presente o álbum "Tommy". A cena tem como trilha "Sparks", uma das canções instrumentais do disco.
Mas o filme que realmente apostou firme nas músicas da banda inglesa foi "Summer of Sam" ("Verão de Sam"), produção do aclamado Spike Lee de 1999 (com ótima interpretação de John Leguizamo e Mira Sorvino). Em duas cenas cruciais do filme, dois clássicos do Who são executados na íntegra: "Baba O'Riley" e "Won't Get Fooled Again", sendo que esta última tem oito minutos de duração. Hollywood atestou que o Who está mais vivo do que nunca.
Este texto foi publicado no Plantão Info. Querem acabar com a nossa festa...
"Saiu no SiliconValley.com, a versão virtual do noticiário sobre tecnologia do Mercury News: as principais gravadoras já começaram a vender, por baixo dos panos, CDs protegidos contra a cópia digital de suas músicas.
A tecnologia contida nesses CDs impede que um usuário consiga copiar seus arquivos para o computador, em formato MP3, ou para um CD virgem. De acordo com a matéria, atribuída à agência Associated Press, os primeiros CDs estão sendo vendidos na Europa, mas as gravadoras se recusaram a dizer quais são os artistas que já estão digitalmente protegidos.
Para a AP, estariam envolvidas na operação Warner Music, EMI, Universal, BMG e Sony Music. Diz a matéria que apenas a Sony e a BMG confirmaram ter colocado CDs protegidos à venda nas lojas européias.
A maioria dos fãs de música gostam de fazer cópias pessoais de suas músicas favoritas, e esta atividade nunca foi considerada ilegal. Mas a indústria acredita que continuar dando a seus consumidores esta facilidade seria escancarar a porta para que os mesmos começassem a trocar as músicas em serviços online, como o Napster e o Audiogalaxy. Em sua defesa, as gravadoras costumas dizer que não querem manter os arquivos musicais longe dos computadores, mas sim ter um maior controle de como eles chegam aos equipamentos.
Os analistas de mercado, segundo o SiliconValley, duvidam da eficácia da estratégia: "A música precisa ser portátil. Precisa estar no carro e em seu dispositivo portátil, e o que a indústria vai encontrar é uma batalha perdida, a menos que liberem as cópias", afirmou o analista de mídia digital Phil Leigh, da Raymond James and Associates, à AP."
A UNE (União nacional dos Estudantes) cada vez mais se revela como uma das entidades mais dispensáveis do atual cenário social brasileiro. A organização simplesmente não existe. Está tomada por agitadores e grupelhos da esquerdalha que ficam lutando por privilégios indefensáveis. O lucrativo mercado das carteiras de desconto para estudantes em eventos culturais serviu para engordar o combalido caixa da entidade, mas não foi suficiente para retirá-la do ostracismo e do obscurantismo em que está mergulhada desde os anos 70.
A UNE não defende os estudantes. Não tem representatividade para isso. Passou a ser um refúgio de "estudantes" profissionais que nunca saem da faculdade e que usam a entidade para fins pessoais e políticos. Não se vê a UNE em debates relevantes, não se vê seus representantes lutando por melhoria do ensino, ela não propõe nada, não sugere nada, só promove arruaças.
Foi o caso desta sexta-feira, dia 24 de agosto. Cerca de 200 estudantes que apóiam a entidade apedrejaram a casa do professor da Unicamp Marcelo Souza em Campinas pela manhã. O professor é irmão do ministro da Educação, Paulo Renato Souza (também professor da Unicamp).
Há uma semana alguns estudantes acamparam em frente à casa de Marcelo Souza com o objetivo de "pressioná-lo" a pressionar o irmão ministro a rever a decisão do ministério de acabar com o monopólio da UNE na expedição de carteiras de estudante a serem apresentadas para descontos em eventos culturais. A entidade estudantil cobrava para emitir o documento. O ministério agora vai autorizar cada estabelecimento de ensino, particular ou privado, a emitir a carteira. Melhor, sem cobrar nada.
Pois então os dinossauros da esquerdalha totalitários resolveram protestar contra a iniciativa do ministério, que merece o nosso aplauso. Estão aterrorizando parentes do ministro. Táticas terroristas para evitar a perda de privilégios. A UNE se reduziu a isso. Lamentável.
Pensei que ia ser engraçado, mas foi altamente constrangedor. Num dos zaps na TV ontem à noite caí no horrível Superpop, da Rede TV!, da imbecil Luciana Gimenez (1,20 m de pernas, zero de cérebro), eis que me deparo com um trio vestido de metaleiros, com roupas pretas e maquiagem à la Kiss, dublando uma música de péssima qualidade e com uma baixinha muito gostosa e roupas mínimas também dublando.
Depois de algum tempo consegui identificar aquela pessoinha rebolando: era Tiazinha, lançando sua "nova música". O nome artístico do grupo: Tiazinha e os Cavaleiros Mascarados. Grotesco, nojento, escroto, não há qualificativos para designar a coisa. Péssimo sobre todos os aspectos. Pretensamente rock pesado, não passada de popzinho da pior qualidade. Ainda bem que ela vai desaparecer logo.
Nota surpreendente nos sites de música: Roland Grapow (guitarra) e Uli Kusch (bateria) foram "convidados" a sair da banda alemã Helloween, um dos ícones do heavy metal melódico. Há pouco mais de um mês a banda passou por aqui para divulgar seu novo trabalho "The Dark Ride", um bom disco. Tudo parecia ir bem bem e a apresentação no abarrotado Via Funchal foi muito boa.
Os membros remanescentes _ Michael Weikath, Markus Grosskopf e Andi Deris _ começaram a entrevistar candidatos para as vagas deixadas por Roland Grapow e Uli Kusch.
Um porta-voz do grupo revelou que "foi um consenso geral que Roland e Uli deixariam a banda. Vocês podem dizer que foi por causa das diferenças musicais, mas na verdade foi mais uma questão de prioridade. Percebeu-se que eles estavam prestando mais atenção às suas respectivas carreiras solo. Depois da bem sucedida turnê do álbum 'Dark Ride', Markus e Andi perceberam que os membros do Helloween precisam dedicar-se 100% à banda. Como isso não estava acontecendo, notou-se que a criatividade do grupo estava sendo afetada e agora as coisas podem entrar nos eixos novamente. Roland e Uli estavam conosco há muito tempo e obviamente é muito triste quando este tipo de coisa acontece, mas não havia outra alternativa. Todos desejam aos dois muita sorte nessa nova aventura".
O guitarrista Michael Weikath acrescentou: "Nós esperamos anunciar logo nossa formação nova. Existem vários músicos talentosos a serem descobertos e nós estamos bastante animados com as futuras possibilidades para a banda. Uma vez que a formação nova esteja completa, nós começaremos escrever material para um novo álbum de estúdio, que deve ser lançado no próximo ano. Será uma nova era para o HELLOWEEN e vai nos inspirar a dar aos fãs o nosso melhor!".
quinta-feira, agosto 23, 2001
Mais uma para irritar os fanáticos religiosos e crentes. Esse texto está circulando há um mês na Internet e foi uma das melhores respostas que eu vi até hoje aos crentes fanáticos e dogmáticos de todas as espécies. É hilário. Divirtam-se... (agradecimentos ao grande José Mauro Capp).
"Laura Schlessinger é uma personalidade da rádio americana que distribui conselhos para pessoas que ligam para o seu show.
Recentemente ela disse que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levíticos 18:22 (Antigo Testamento) e não pode ser perdoado em qualquer circunstância. O texto abaixo é uma carta aberta para Dra. Laura, escrita por um cidadão americano e também disponibilizada na Internet.
"Cara Dra. Laura:
Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas no que diz respeito à Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu show, e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quantas posso.
Quando alguem tenta defender a homossexualidade, por exemplo, eu simplesmente lembro que Levíticos 18:22 claramente afirma que isso é uma abominação. Fim do debate.
Mas eu preciso da sua ajuda, entretanto, no que diz respeito a algumas leis específicas e como segui-las:
a) Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levíticos 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia?
b) Eu gostaria de vender a minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época atual, qual você acha que seria um preço justo por ela?
c) Eu sei que não é permitido ter contato com uma mulher enquanto ela está em seu período de impureza menstrual (Levíticos 15:19-24). O problema é: como é que eu digo isso a ela ? Eu tenho tentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa.
d) Levíticos 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode esclarecer isso? Por que eu não posso possuir canadenses?
e) Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser morto. Eu sou moralmente obrigado a matá-lo eu mesmo?
f) Um amigo meu acha que mesmo que comer moluscos seja uma abominação (Levíticos 11:10), é uma abominação menor que a homossexualidade. Eu não concordo. Você pode esclacer esse ponto?
g) Levíticos 21:20 afirma que eu não me posso aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100%, ou pode-se dar um jeitinho?
h) A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos19:27. Como devem eles morrer?
i) Eu sei que tocar a pele de um porco morto me faz impuro (Levíticos11:6-8), mas eu posso jogar futebol americano se usar luvas? (as bolas de futebol americano são feitas com pele de porco)
j) O meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levíticos 19:19 plantando dois tipos diferentes de vegetais no mesmo campo. Sua esposa também viola Levíticos 19:19, porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão e poliester). Ele também tende a xingar e blasfemar muito. É realmente necessário que eu chame toda a cidade para apedrejá-los (Levíticos 24:10-16)? Nós não poderíamos simplesmente queimá-los numa cerimônia privada, como deve ser feito com as pessoas que mantêm relações sexuais com seus sogros (Levíticos 20:14)?
Eu sei que você estudou essas coisas a fundo e então estou confiante de que me possa ajudar. Obrigado novamente por nos lembrar que a palavra de Deus é eterna e imutável.
Seu discípulo e fã ardoroso. "
Essa aqui é para o meu amigo Maurício Gaia, que reclama da minha indicação do show do Nazareth no DirecTV no dia 8 de setembro. Ele despreza o quarteto escocês dos anos 70 e os chama de geriátricos. Está tudo lá no blog Mauricéia Desvairada.
O cidadão até que tem certo bom gosto, anda ouvindo B.B. King, Rolling Stones, gosta de Eric Clapton antigo, até mesmo Led Zeppelin, se bem me lembro. No entanto, tudo cai por terra, já que também aprecia procarias modernosas que vêm da Inglaterra e outras tantas porcarias da MPB. Nesse quesito, caro amigo corintiano, você não deve ser levado a sério... (risos) Mas isso é papo para ser regado a cerveja gelada em boteco aprazível.
Quanto à questão do desvio de identidade da Gaviões da Fiel, concordo com você. Seus dirigentes e integrantes são bandidos que pregam arruaças e se locupletam da associação. Igualzinho na Mancha, na Independente, na Torcida Jovem, na Leões da Fabulosa (essa eu desenterrei)...
Por fim, caro Maurício, quanto à suposta intolerância apontada por você na questão rock x religião x satanistmo x crentes idiotas, tenho a dizer o seguinte:
1 - se eles propagam essas imbecilidades por aí, destilando preconceitos, também tenho os meus em relação a esse assunto e acho interessante que eles saibam disso. Se é para manter algum tipo de debate aceso, é bom desancá-los um pouco. Eles são imbecis mas não sabem, e alguém precisa mostrar isso a eles;
2 - eu me divirto a valer provocando esses tontos, eu me divirto ao ler suas idiotices e me divirto mais ainda aom colocá-los em seu devido lugar.
Abraços ao valoroso Guilherme e à batalhadora Patrícia, que se esforça por aguentá-lo...
Um cidadão me mandou uma url de uma pagina hilária, muito mais engraçada do que aquela da Frente Lepanto, que associava o rock ao satanismo. Esses crentes imbecis da Zeukela ultrapassaram o limite da sanidade mental. A igorância é tanta e o fanatismo é tão exagerado que se torna patético. Ali estão algumas das coisas mais engraçadas que eu li nos últimos tempos...
O Rock in Rio 3 é a "sinagoga de satanás"... Essa foi a melhor... leiam e se divirtam...
A União Européia de Futebol (UEFA) definiu hoje a composição dos oito grupos da Liga dos Campeões 2001/2002, em sorteio realizado nesta quinta-feira em Montecarlo. Nesta primeira fase, as equipes jogam entre si, dentro de cada grupo, em dois turnos. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam à fase seguinte. A primeira rodada será realizada nos dias 11 e 12 de setembro. Veja como ficaram os grupos:
Grupo A:
Real Madrid (Espanha) Roma (Itália) Lokomotiv de Moscou (Rússia) Anderlecht (Bélgica)
Grupo B:
Liverpool (Inglaterra) Borussia de Dortmund (Alemanha) Dínamo de Kiev (Ucrania) Boavista (Portugal)
Grupo C:
Arsenal (Inglaterra) Real Mallorca (Espanha) Schalke 04 (Alemanha) Panathinaikos (Grécia)
Grupo D:
Lazio (Itália) Galatasaray (Turquía) PSV Eindhoven (Holanda) Nantes (França)
Grupo E: Juventus (Itália) Porto (Portugal) Rosenborg (Noruega) Celtic (Escócia)
Grupo F:
Barcelona (Espanha) Olympique Lyon (França) Bayer Leverkusen (Alemanha) Fenerbahce (Turquía)
Grupo G:
Manchester United (Inglaterra) Deportivo La Coruña (Espanha) Olympiakos (Grécia) Lille (França)
Grupo H:
Bayern Munich (Alemanha) Spartak de Moscou (Rússia) Feyenoord (Holanda) Sparta de Praga (República Checa)
A banda carioca Catedral, de pop rock, é uma das mais fracas que surgiram no cenário nacional nos últimos anos. suas letras são risíveis e e musicalmente deixa muito a desejar, mesmo estrando na estrada há 13 anos. Mesmo assim, está conseguindo algum sucesso por aí com execuções maciças em rádios FMs populares e também com clipes repetidos exaustivamente na MTV. Esse fato fez com que assinassem um belo contrato com a gravadora Continental.
Mesmo ruim, a banda merece ser ouvida por um fato simples: o quarteto sempre tocou música gospel e seus integrantes são evangélicos. Bastou eles afastarem a temática gospel de suas letras para que antigos fãs iniciassem uma cruzada inquistorial contra o grupo, afirmando que ele "traíram" seus ideais.
Quem tem esse tipo de comportamento é gente lixo, gente escrota que não merece a menor consideração. para a sorte dos nossos ouvidos eles abandonaram a temática religiosa, que é ridícula e insuportável (principalmente as de cunho evangélico). Chega de dogmas, chega de inquisição, chega de censura, chega de evangélicos nojentos.
quarta-feira, agosto 22, 2001
Alemanha e Espanha têm o maior número de representantes classificados para a primeira fase da Copa dos Campeões. Os dois países terão quatro times após os resultados de hoje pela terceira rodada preliminar, que definiu os 32 participantes.
A Alemanha, além do Bayern de Munique _atual campeão do torneio_, contará com a presença de Schalke 04, Bayer Leverkusen, Schalke 04 e Borussia Dortmund. Já os esponhóis entram na disputa com Real Madrid, Deportivo La Coruña, Mallorca e Barcelona.
A Itália, que também poderia ter quatro participantes, terá apenas três _Roma, Juventus e Lazio_ após a eliminação do Parma pelo Lille, da França. Os franceses estarão representados ainda pelo Nantes e Olympique de Lyon.
Inglaterra é o outro país com três times garantidos. Manchester United, Arsenal e Liverpool estão na briga pelo título do mais importante torneio de clubes da Europa.
Confira os participantes:
Alemanha: Bayern Munique, Schalke 04, Bayer Leverkusen e Borussia ortmund
Espanha: Real Madrid, Deportivo La Coruña, Mallorca e Barcelona
Inglaterra: Manchester United, Arsenal e Liverpool
França: Nantes, Olympique de Lyon e Lille
Itália: Roma, Juventus e Lazio
Grécia: Olympiakos e Panathinaikos
Holanda: PSV Eindhoven e Feyenoord
Portugal: Boavista e Oporto
Rússia: Spartak Moscou e Lokomotiv Moscou
Turquia: Galatasaray e FenerbahÐe
Bélgica: Anderlecht
Escócia: Celtic Glasgow
Noruega: Rosenborg
República Tcheca: Sparta Praga
Ucrânia: Dynamo Kiev
Nunca se filmou tanto o rock como nos últimos tempos. São várias produções retratando o mundo da música pop e seu estilo de vida. Quase todas já estão disponíveis em VHS nas principais locadoras do país. O assunto rende e é atraente, pois todo espectador algum dia já se imaginou em cima de um palco soltando a voz ou tem muita curiosidade em saber como vivem os rock stars e seu modo de vida repleto de excessos.
O filme mais bem-sucedido dessa leva foi "Almost Famous" (Quase Famosos), de 2000, dirigido por Cameron Crowe baseado em sua própria autobiografia. A fita consagrou as atrizes Kate Hudson (filha da atriz Goldie Hawn) e deu mais prestígio para Frances McDormand (Oscar de melhor atriz por "Fargo", em 1997). As duas concorreram ao Oscar 2001 como melhores atrizes coadjuvantes (perderam para Marcia Gay Hayden, que atuou em "Pollock").
O filme conta a história de um garoto de 15 anos que subitamente vê-se contratado pela revista Rolling Stone para acompanhar por dois meses a turnê de uma banda fictícia de rock em ascensão, a Stillwater, que acaba na capa da revista. O filme retrata com fidelidade todo o tipo de excessso que ocorriam nas verdadeiras turnês. Todos os fatos narrados são baseados em fatos que ocorream com artistas como Led Zeppelin, The Who, Allman Brothers, Rolling Stones, Free e muitas outras.
O roteiro também é de Camerom Crowe, baseado na sua própria experiência. Em 1973, aos 16 anos, ele escrevia textos sobre música para um jornalzinho de uma cidade pequena da Califórnia. Um de seus textos caiu nas mãos dos editores regionais da Rolling Stone (a mais importante revista de música e cinema dos Estados Unidos), que sugeriram enviar o garoto para acompanhar a turnê do Led Zeppelin daquele ano. A reportagem virou capa da revista e Crowe até hoje é amigo do guitarrista Jimmy Page.
Veja outros filmes recentes que têm o rock como tema:
Está comprovado: Paulo Maluf mentiu em seu depoimento na Câmara de São Paulo, já que o Ministério Público confirmou que ele tem mesmo contas no paraíso fiscal de Jersey, uma ilha do canal da Mancha pertencente à Inglaterra. Sendo assim, o ex-governador e ex-prefeito pode ser processado por crimes fiscais e remessa ilegal de divisas para o exterior, entre outros crimes. Se condenado, pode pegar até 10 anos de reclusão.
Segundo texto da Folha de S. Paulo de hoje, "Documento oficial do governo da Suíça informa que o ex-governador e ex-prefeito Paulo Maluf abriu uma conta no Citibank daquele país em julho de 1985 (logo depois de perder a eleição presidencial indireta para Tancredo Neves) e, em 1997, a transferiu para o mesmo banco em Jersey, paraíso fiscal no canal da Mancha.
A conta foi aberta originalmente em nome da empresa Blue Diamond Ltd, constituída nas Ilhas Cayman, paraíso fiscal do Caribe. Essa empresa, cujo beneficiário era Paulo Maluf, mudou de nome mais tarde para Red Ruby Ltd.
Em 9 de janeiro de 1997, oito dias depois que Maluf deixou a Prefeitura de São Paulo, a conta da empresa no Citibank da Suíça foi fechada, e todas as suas aplicações transferidas para o Citibank da ilha de Jersey.
O documento oficial suíço foi enviado pelo Bundesamt Für Polizeiwsen, órgão de inteligência financeira daquele país. O destinatário foi o seu congênere no Brasil, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), presidido por Adrienne Senna e ligado ao Ministério da Fazenda".
Maluf é acusado de ter em seu nome e de seus familiares contas com US$ 200 milhões em Jersey. De onde saiu tanto dinheiro? Ele não explica, aliás, não consegue explicar.
Que ele é uma das figuras políticas mais nojentas desse país não há dúvida. Maluf e o malufismo representa o que de pior existe dentro do povo brasileiro e do pensamento político do ser humano. Não bastasse as sucessivas derrotas eleitorais em toda a sua carreira, sempre teve associada à sua figura centenas de denúncias de corrupção, malversação de verbas e superfatuamentos mil.
Maluf é sinônimo de do que de pior existe na política, é sinônimo de roubalheira, de corrupção, de comissões ilegais, de administração em prol de si mesmo e de seu grupo político, é sinônimo de administração desastrosa e péssima. CAdeia para Maluf e para toda a sua família, que faz parte da quadrlha do malufismo.
Uma aula de como destruir um país. Assim vai ficar na história a série interminável de pacotes e trapalhadas que os governos argentinos estão praticando desde a década 90. Toda a empáfia e a arrogância dos vizinhos estã afundando junto com a economia. Aquela velha anedota de que os argentinos não passam de "italianos que falam espanhol e pensam que são ingleses ou suíços" já perdeu a graça. Mais adequado seria afirmar, na atual pindaíba, que hoje o argentino se sente como um "boliviano que pensa que é nivaraguense ou hondurenho".
Tanto lá como aqui, pensa-se que o fim da inflação foi também o fim da penúria e da falta de dinheiro. O fim da inflação foi apenas um pré-requisito para colocar o país nos eixos. Essa frase é muito óbvioa para uam criança, mas não parece oas olhos dos sucessivos governos e ministros da Economia da Argentina e do Brasil. Reformas? Para quê? Está bem assim sem inflação. Assim garantiremos nossos cargos, nossos salários, nossas comissões e nossas reeleições.
A Argentina foi destruída por uma elite burguesa burra, sem caráter e espoliadora. Essa elite se acomodou na prosperidade do fom dos século 19 e do crescimento dos 30 primeiros anos do século passado. Toda a base industrial estabelecida até meados dos anos 50 passou a servir aos interesses políticos de gente desclassificada como Perón e sua quadrilha, que inauguraram uma era de pilhagem sobre a economia nacional. Getúlio Vargas, que fazia parte da mesma escória, pelo menos estabeleceu uma política de base industrial que possibilitou a megalomania de Juscelino e dos governos militares. Os peronistas, ao contrário, se locupletaram à base do então moderno e poderoso parque industrial argentino e nunca se preocuparam com o progresso. Progresso para a elite burguesa argentina, somente de suas contas bancárias.
O país vizinho está à beira da bancarrota pela enésima vez. Para brasileiros acostumados com as favelas de nossas grandes cidades, abarrotadas de nordestinos em sua maioria, e de pele escura, é um choque observar as favelas de Buenos Aires coalhadas de garotinhos e garotinhas de pele e olhos claros É, de certa forma, ultrajante verificar que um economista com mestrado ganha a vida nas ruas do elegante bairro de Palermo engraxando sapatos nos cafés.
A Argentina foi destruída aos poucos, entre 1950 e 1982, ano da Guerra das Malvinas. Esse evento histórico foi a gota d'água que jogou o vizinho no inferno. Sem base industrial confiável, sem reservas cambiais suficientes e com equipamentos obsoletos, o governo militar argentino perdeu em dois meses de conflito o pouco que o país conseguiu economizar nos 12 anos anteriores.
Alfonsín e sua UCR só fizeram agravar a situação, com um apolítica suicida de subsídios fartos a uma indústria em frangalhos, apesar de fortemente protegida. Os juros foram parar em Marte para tentar conter a hiperinflação, as exportações caíam ano a ano e o funcionalismo público foi sendo gradativamente arrochado. Como resgatar um país de um buraco desses?
Para completar, um falastrão messiânico do porte de Ménem cai no conto da paridade fixa do peso com o dólar elaborado pelo equino Cavallo. A estratégia de transformar a paridade em lei, para evitar que a inflação voltasse ao sabor do mercado do dólar, serviu para dar um pouco de ordem à economia. No entanto, o que deveria ser o primeiro passo de uma série de importantes e profundas medidas moralizadoras e modernizadoras acabou se transformando na base de um modelo econômico frágil e manco. A paridade peso-dólar era a solução de todos os problemas.
Com isso, a elite burguesa burra da Argentina sentiu-se segura para manter o status quo e continuar o butim nas contas do Estado. Reformas? Para quê? Mantemos nossos privilégios e assunto encerrado. O mundo vai melhorar...
Bastou o Mercosul engrenar e os produtos brasileiros invadirem o vizinho para que todo o atraso e a obsolescência da infra-estrutura argentina ficarem evidentes. As dificuldades aumentaram, as exportações ficaram mais caras e a competitividade desabou. Sem o truque mágico da desvalorização do peso, proibido por lei, a economia do vizinho foi sendo asfixiada aos poucos. A arrecadação despencou e as reservas também. A solução? Cortar salário de funcionários públicos. É o fundo do poço.
A conclusão: nenhum dos exemplos da destruição da Argentina parecem estar sendo assimilados no Brasil. O governo FHC não está comprometido com o futuro nem com a modernidade, está comprometido em manter o poder e os privilégios da atual elite nacional. O destino da Argentina é o nosso destino.
terça-feira, agosto 21, 2001
Essa é para quem é das antigas. O Nazareth, grande banda de hard rock escocesa dos anos 70, vai realizar uma segunda apresentação em São Paulo. A primeira está marcada para 7 de setembro na Festa do Peão de Limeira (?!?!?). A segunda é no dia 8 de setembro no DirecTV (ex-Palace).
Fundado em 1970, a banda nunca interrompeu suas atividades e vem ao Brasil pela terceira vez com dois integrantes originais: o vocalista Dan McCafferty e o baixista Pete Agnew. O baterista Darrell Sweet morreu no ano passado em pleno palco, em show em Nova York. O guitarrista original, Manny Charlton, está aposentado desde 1993 e foi bem substituído por Billy Rankin.
Muita gente torce o nariz para os dinossauros que tocam por aqui em fim de carreira. Melhor isso do que nada. Melhor o nazareth decadente do que coisas como Oasis, Blur, Belle and Sebastian, Strokes, Linkim Park, Korn, Limp Bizkit e outras porcarias atuais no auge de sua forma. Vai ser interessante ouvir novamente ao vivo "Love Hurts", "Hair of the Dog", "My White Bycicle" e tantas outras...
Duas notas atrás eu citei uma frase do colega Décio Trujillo, editor-chefe da Gazeta Mercantil Tempo Real. Pois o referido cidadão possui um interessante coluna dedidcada à literatura no site Jornal da Gazeta, a página do telejornal que vai ao ar de segunda a sábado das 18:50 às 19:50 na TV Gazeta, canal 11 de São Paulo, com conteúdo produzido pela Gazeta Mercantil. Clique em colunistas e divirta-se.
O meu glorioso colega Marcos Brandi, agora prestando seus importantes serviços para a empresa Ka Solution, está voltando à carga com seu Rockpedia, uma ambiciosa enciclopédia do rock and roll. Como fanático pelo gênero, em particular pelo maravilhoso Deep Purple, criou um site dos mais interessantes, ainda em construção e em constante mutação. Tenho a honra de ser um dos colaboradores, embora tenha me faltado tempo para dar uma atenção mais adequada ao projeto. De qualquer forma, fica aqui a dica de um importante site para qquem gosta de música. Caro Marcos, em breve estaremos no mesmo nível do Whiplash, Rock Online e Rock Connection.
Por diversos motivos devemos pesar e relevar muitas das notícias que saem na Veja. Os textos editorializados muitas vezes ddoem na alma. No entanto, as críticas à prefeita Marta Suplicy (PT) a respeito do imbróglio envolvendo os recursos do Bolsa-Escola são merecidas. Por questões político-ideológicas, ela e outros prefeitos petistas criticaram o governo por causa do baixo valor das bolsas e acusaram o Planalto de utilizar a questão de forma "eleitoreira".
Ora, a prefeita sempre defendeu o programa, que praticamente foi criado pelo PT. Agora que a coisa é encampada pelo governo federal, adversário político, o programa não serve. Com isso várias famílias deixaram de receber o auxílio. Lamentável.
Aliás, quase oito meses depois de sua posse, o governo Marta Suplicy patina e de forma decepcionante.Poucas realizações, cabeçadas mil e factóides que nada alteram a vida da cidade.
O desempenho de dona Marta foi pífio na questão do lixo. Ela prefetiu apoiar aliados que visivelmente estavam implicados na questão dos problemas dos contratos de lixo, muitos inclusive estavam roubando.
Em seguida, comom disse meu colega Décio Trujillo, da Gazeta Mercantil Tempo Real, simplesmente assinou um acordo de tarifas de ônibus com as empresas que nem Paulo Maluf ou Celso Pitta assinariam, ou seja, um absurdo reajuste de R$ 1,15 para R$ 1,40.
Buracos? Para a prefeitura paulistana não existem. Saúde pública? Também não existe. Para quê? O PAS era um antro de corrupção e irregularidades, mas pelo menos funcionava de alguma forma, mal mas funcionava, atendia a população. Marta acabou com o PAS. E o que colocou no seu lugar? Nada. Ela ainda vai acabar elegendo Maluf e absolvendo Pitta...
Se interessar à nossa alcaide, o exemplo está aqui do lado, em Santo André. Celso Daniel (PT) está voando como prefeito. Esse recado vale também para Elói Pietá (PT), de Guarulhos, que também patina.
O Corinthians a cada dia mais mostra-se amador como qualquer time de várzea. É o único time do mundo onde a torcida apita diretamente na condução dos destinos do clube. É nefasta a excessiva influência que muita gente _diretores do Corinthians e imprensa _ enxerga nos torcedores.
Massa de manobra ou não, os torcedores do Corinthians frequentemente tumultuam o ambiente e contribuem para o amadorismo que sempre dominou o Parque São Jorge. Foram os torcedores que expulsaram Edílson do clube. Ridículo. O Corinthians tem uma diretoria ruim e que é altamente influenciável pela torcida, que é passional, manipulável e que não possui informações do que realmente acontece no clube e no elenco.
A excessiva ingerência da torcida no dia-a-dia é prejudicial a qualquer clube de futebol. O plebiscito da Gaviões é válido, pois somente essa torcida no Brasil tem cacife e organização para realizar tal evento, mas sua relevância deve ser mantida em seu devido lugar, na arquibancada, e não deve ser levada em consideração pela diretoria e pela comissão técnica. O caso Marcelinho é muito grave para tratado da forma simplista e reducionista, como vem fazendo a Gaviões da Fiel.
Lugar de torcedor é na arquibancada. Lugar de dirigente amador e incompetente também é na arquibancada. Se todo presidente de clube e todo técnico tiverem de dar satisfação de seus atos a cada torcedor, o futebol acaba.
A notícia abaixo saiu na Reuters hoje, dia 21. Peter gabriel parece estar inaugurando uam verdadeira e duradoura tendência no comércio de músicas pela Internet.
"A Real World Records, gravadora de Peter Gabriel, lançou ontem um serviço que disponibiliza música pela internet por meio de assinatura.
O serviço, "Womad Digital Channel", vai oferecer um pacote mensal de 40 faixas por US$ 7,21 e ultrapassa as grandes empresas na corrida pelo acesso pago aos arquivos digitais de música.
"Sempre fico feliz de ver David vencer Golias", disse o ex-integrante do grupo Genesis, em comunicado. "Isso permitirá às pessoas mais acesso a músicas novas".
Gabriel embarcou na empreitada com a Womad, empresa conhecida por promover world music em festivais, e com o serviço de distribuição de música digital OD2, criado pelo roqueiro em 1999.
Também fará parte do projeto a Telstar, dos artistas de R&B Craig David e Mis-teeq, além da alemã Edel, cujo catálogo inclui músicas de rock, pop, jazz, clássico e alternativo. A Association of Independent Music está negociando com o serviço.
Os usuários poderão escolher 40 faixas do catálogo da Real World ou receber 40 canções escolhidas pela Womad, incluindo músicas antigas e lançamentos."
segunda-feira, agosto 20, 2001
Boas novas no mundo do rock nacional. A boa banda Kavla, da zona norte de São Paulo, retoma as suas atividades depois de quase quatro anos de separação. A banda liderada pelo vocalista Gerson Grecco e pelos irmãos guitarristas Sandro e Fábio Silva gravou um excelente CD em 1995, "Dream or Reality", que infelizmente teve pouca repercussão em razão de falta de recursos para maior divulgação.
Desanimados, cada um de seus integrantes interromperar os ensaios e foram tocar seus projetos pessoais (Sandro, Fábio e Gersdon são empresários). No retorno, que ocorreu no começo deste ano, eles perderam o ótimo baterista Marcos Vinny, músico profissional que arrebentou nas baquetas no único CD do grupo. Marcão, como é conhedido, não pôde conciliar sua agenda lotada de compromissos com os ensaios do Kavla.
De qualquer forma, um retorno promissor, que já rendeu seis músicas novas e inéditas. O hard rock competente do Kavla comprova que o cenário musical roqueiro da cidade está se expandindo e voltando aos bons tempos do início dos anos 90, quando tínhamos uma infinidade de grupos excelentes: Angra, Viper, o poróprio Kavla, o Dr. Sin e muitos outros.
P.S: Rock progressivo é maravilhoso...
