Quando o oportunismo ofusca a necessidade
Em tempos de campanhas eleitorais e polarização exacerbada, são frequentes as confusões entre prioridades e necessidades, entre conveniências efêmeras e convicções reais. A questão que envolve a inauguração do trecho sul do Rodoanel Mário Covas se enquadra das situações descritas anterioremente.
As críticas veementes e exaustivas ao caráter eleitoral da inauguração foram repetidamente comentadas por toda a imprensa paulista, com uma profusão de fotos em priemiras páginas mostrando os problemas da liberação apressada e eleitoreira.
Entretanto, de forma deliberada e abjeta, começam a surgir reclamações e “denúncias” sobre a forma como foi construída e tocada a obra. Mais ainda, começam a aparecer engenheiros de obra pronta questionando a necessidade e a conveniência de termos tal rodovia circundando a capital.
Discutir conveniência ou a necessidade do rodoanel é mais do má-fé, é deformação de caráter. É como questionar a expansão das linhas e estações do metrô, coisa de lunático que é incapaz de pensar e andar ao mesmo tempo.
São vários os projetos de construção de um verdadeiro anel viário na Grande São Paulo elaborados a partir de 1975. A maioria era inviável, mas ao menos alguns tinham sentido e demonstravam a urgência em se construir tal obra.
Desde então, nos últimos 35 anos, o metrô foi deixado de lado enquanto se priorizava a construção de uma nova ligação com Campinas (rodovia dos Bandeirantes) e uma nova rota para facilitar a chegada dos ricos paulistanos ao seu recreio de inverno, Campos de Jordão (rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto).
Criminosamente, o consórcio PMDB-PSDB que governa o Estado de São Paulo há 28 anos decidiu ignorar a expansão do metrô e a construção de um rodoanel para investir em obras eleitoreiras e convenientes.
O Rodoanel Mário Covas está pelo menos 15 anos atrasado. Hoje deveríamos estar rodando em uma estrada moderna no entorno da cidade de São Paulo, interligando as principais rodovias que chegam a São Paulo. Mas só podemos rodar em metade dele. Não há sequer garantias de que haverá rodoanel até 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil.
Só que a obtusidade e a cegueira eleitoral começam a turvar a visão de quem supostamente parece entender alguma coisa. Corjas de oportunistas agora se apegam a supostas violações da leis ambientais para criticar a existência do rodoanel.
Convenientemente ignoram que a construção foi altamente fiscalizada pela Assembleia Legislativa e pelo Ministério Público, que acabaram por chancelar as licenças ambientais e laudos atestando o impacto pequeno do rodoanel ao meio ambiente.
A fiscalização foi tanta que pecou-se pelo excesso extremo, como ocorreu quando o Ministério Público questionou o impacto que as vigas (???) de sustentação de pontes sobre a represa Bilings teria no abastecimento da população…
O mesmo zeloso Ministério Público que empacou o trecho oeste do rodoanel por conta da existência de uma desconhecida tribo indígena - três comunidades guarani mbyá, já realocadas.
Da mesma forma que meia dúzia de índios não poderiam parar as obras do rodoanel, questiúnculas sobre inpactos no fundo de uma represa também não, mas o Ministério Público demonstrou que estava atento à obra.
Portanto, alardear supostos (e mentirosos) danos ambientais na Serra do Mar agora que a obra está pronta é desonestidade intelectual das mais horrendas. Ignorar as modernas técnicas de construção, idem.
A segunda pista da rodovia dos Imigrantes é considerada atualmente um dos grandes marcos da engenharia de obras de públicas do mundo moderno. Bem feita e bem projetada, teve execução elogiada no exterior, especialmente pelo seu impacto quase nulo no meio ambiente. O rodoabel seguiu tais padrões e desafiou a engenharia da mesma maneira.
Denunciar o oportunismo eleitoral de entregar uma obra suja, precária por estar parcialmente inacabada e com sinalização deficiente é dever de quem zela pelo bom uso do dinheiro público. Questionar a necessidade de tal obra, por outro lado, é um absurdo e demonstra indigência e desonestidade intelectual.
Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
sexta-feira, abril 16, 2010
Muito rock dos bons em abril e maio
Música de qualidade nos palcos paulistanos em abril e maio. Os dois meses estão recheados de atrações internacionais de peso e que merecem ser vistas.
O grupo punk norte-americano Social Distortion é a atração em 17 de abril no Via Funchal. Radical e viceral, faz contraponto ao poppy punk de Rancid e Green Day.
O Megadeth, um dos maiores nomes do thrash metal, toca no dia 24 de abril no Credicard Hall, agora com nova formação e divulgando o CD “Endgame”. O guitarrista Ritchie Kotzen, ex-Mr. Big, é a tração do dia anterior, 23 de abril, no Blackmore Rock Bar.
Outro peso pesado do heavy metal que visita São Paulo é o Manowar, banda norte-americana também veterana que mostra as música do ótimo CD “Gods of War”.
O veteraníssimo cantor e guitarrista norte-americano Johnny Rivers toca nos dias 7 e 8 de maio no HSBC Brasil. Outro ícone do rock que toca no mesmo local é Chuck Berry, um dos pais do estilo, que se apresenta no dia 13 de maio.
No dia seguinte, no Via Funchal, Roger Hodgson, ex-cantor e guitarrista do grupo inglês Supertramp, faz a sua terceira turnê pelo Brasil. Sua voz e seu timbre delicado de violão de 12 cordas moldaram o som de sua ex-banda, que praticamente sumiu com a sua saída, em 1985.
Entre os dias 20 e 22 de maio, o Via Funchal recebe dois dos mais esperados shows do primeiro semestre. Os texanos do ZZ Top trazem o seu boogie rock pela primeira vez ao Brasil e tocam nos dias 20 e 21, comemorando 40 anos de carreira.
No dia 22, a atração é o guirarrista Johnny Winter, também texano e ídolo de gente como Stevie Ray Vaughan, Pat Travers, Mike Onesko e muitos outros.
Para fechar o mês, quatro ótimas atrações do hard rock. No dia 23 de maio, Jeff Scott Soto e Eric Martin dividem o palco provavelmente no Carioca Club. O primeiro tem carreira solo consolidada e já foi vocalista do Journey, do Talisman e da banda de Yngwie Malmsteen. O segundo é vocalista do Mr. Big, excelente banda de hard pop dos Estados Unidos.
No dia 26, os ingleses do UFO tocam no Carioca Club como parte das comemoraçõs dos 40 anos de carreira da banda, que já mteve como guitarrista o alemão Michael Schenker.
É uma das atrações mais esperadas do ano, assim como os norte-americanos do Aerosmith, que também comemoram 40 anos de fundação com show no Parque Antártica no dia 29. É pagar para ver, já que o vocalista Steven Tyler esteve internado para se reabilitar por conta do abuso de drogas e quase acabou com o grupo no final do ano passado.
Música de qualidade nos palcos paulistanos em abril e maio. Os dois meses estão recheados de atrações internacionais de peso e que merecem ser vistas.
O grupo punk norte-americano Social Distortion é a atração em 17 de abril no Via Funchal. Radical e viceral, faz contraponto ao poppy punk de Rancid e Green Day.
O Megadeth, um dos maiores nomes do thrash metal, toca no dia 24 de abril no Credicard Hall, agora com nova formação e divulgando o CD “Endgame”. O guitarrista Ritchie Kotzen, ex-Mr. Big, é a tração do dia anterior, 23 de abril, no Blackmore Rock Bar.
Outro peso pesado do heavy metal que visita São Paulo é o Manowar, banda norte-americana também veterana que mostra as música do ótimo CD “Gods of War”.
O veteraníssimo cantor e guitarrista norte-americano Johnny Rivers toca nos dias 7 e 8 de maio no HSBC Brasil. Outro ícone do rock que toca no mesmo local é Chuck Berry, um dos pais do estilo, que se apresenta no dia 13 de maio.
No dia seguinte, no Via Funchal, Roger Hodgson, ex-cantor e guitarrista do grupo inglês Supertramp, faz a sua terceira turnê pelo Brasil. Sua voz e seu timbre delicado de violão de 12 cordas moldaram o som de sua ex-banda, que praticamente sumiu com a sua saída, em 1985.
Entre os dias 20 e 22 de maio, o Via Funchal recebe dois dos mais esperados shows do primeiro semestre. Os texanos do ZZ Top trazem o seu boogie rock pela primeira vez ao Brasil e tocam nos dias 20 e 21, comemorando 40 anos de carreira.
No dia 22, a atração é o guirarrista Johnny Winter, também texano e ídolo de gente como Stevie Ray Vaughan, Pat Travers, Mike Onesko e muitos outros.
Para fechar o mês, quatro ótimas atrações do hard rock. No dia 23 de maio, Jeff Scott Soto e Eric Martin dividem o palco provavelmente no Carioca Club. O primeiro tem carreira solo consolidada e já foi vocalista do Journey, do Talisman e da banda de Yngwie Malmsteen. O segundo é vocalista do Mr. Big, excelente banda de hard pop dos Estados Unidos.
No dia 26, os ingleses do UFO tocam no Carioca Club como parte das comemoraçõs dos 40 anos de carreira da banda, que já mteve como guitarrista o alemão Michael Schenker.
É uma das atrações mais esperadas do ano, assim como os norte-americanos do Aerosmith, que também comemoram 40 anos de fundação com show no Parque Antártica no dia 29. É pagar para ver, já que o vocalista Steven Tyler esteve internado para se reabilitar por conta do abuso de drogas e quase acabou com o grupo no final do ano passado.
sexta-feira, abril 09, 2010
Publicações que se recusam a morrer
Qualquer estudante de jornalismo aprende no primeiro ano de faculdade que um jornal ou revista começa a morrer dez anos antes, seja por fuga de leitores, depreciação de anúncios ou simplesmente por arrogância de quem edita.
Quatro importantes publicações brasileiras morreram faz tempo, embora ainda assombrem as bancas da Grande São Paulo atualmente, sem qualidade, sem respeito por seu passado e pelos seus leitores.
A Folha Metropolitana, de Guarulhos, foi talvez a única publicação de fora da Capital a conseguir ameaçar e ombrear em prestígio os grandes jornais. Teve o seu auge nos 70 e comecinho dos anos 80, quando tinha redação grande e jornalistas talentosos.
Interesses diversos e administrações desastrosas fizeram com que a publicação da segunda cidade mais populosa do Estado naufragasse e flertasse com a irrelevância. De vez em quando dá algum sinal de vida, mas nada que dê alguma esperança de recuperação, infelizmente.
O Diário do Grande ABC fez parte, nos anos 70 e 80, de um grupo importante de jornais regionais de bom nível – chegou mesmo a fazer frente à Folha Metropolitana na Grande São Paulo.
Além dos dois jornais, tiveram bastante importância naquela época o Diário do Povo e o Correio Popular, de Campinas, o Valeparaibano, de São José dos Campos, e a Tribuna, de Santos.
Entretanto, o Diário do Grande ABC entrou em uma espiral descendente assustadora no começo dos nos 2000, misturando jornalismo ruim com brigas societárias e familiares.
À beira do colapso financeiro, acabou nas mãos de gente que não é do ramo, tanto na administração como na parte editorial.
Totalmente sem rumo, a publicação tem sido ridicularizada em redações profissionais e pelo mercado publicitário da Grande São Paulo, sinais plenos de problemas com credibilidade e qualidade.
Intelectuais da região e professores de jornalismos das faculdades do ABCD não hesitam, em qualquer palestra ou conversa informal, em dar a extrema-unção ao diário regional.
Vai pelo mesmo caminho a revista Livre Mercado, agora escrita com grafia separada. Depois de passar das mãos do jornalista e publisher Daniel Lima para a administração do empresário Walter Santos, a revista parou de repercutir.
Sua distribuição é incerta e praticamente desapareceu das bancas de jornal relevantes de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema.
Finalmente, a revista Rock Brigade, que já esteve entre as dez mais influentes do mundo no segmento de heavy metal, entre as publicações musicais. Respeitada mundialmente, entrou em colapso administrativo há três anos, devido a disputas comerciais e problemas familiares dos proprietários.
Sem periodicidade certa, passou a chegar as bancas de forma esparsa. Sua redação sofreu alterações drásticas, com profissionais reconhecidos no mercado sendo trocados por amadores e diletantes.
Sua diagramação hoje ofende quem gosta de música e gosta de ler. O descalabro é tanto que, além de uma diagramação digna de calouros de faculdade, há problemas sérios de texto – são ruins e com informações equivocadas.
Um final triste para quatro publicações que já deram muito prazer aos seus leitores. Já morrera, mas insistem em não deitar. Lamentavelmente, milagres não existem no mercado editorial impresso brasileiro.
Qualquer estudante de jornalismo aprende no primeiro ano de faculdade que um jornal ou revista começa a morrer dez anos antes, seja por fuga de leitores, depreciação de anúncios ou simplesmente por arrogância de quem edita.
Quatro importantes publicações brasileiras morreram faz tempo, embora ainda assombrem as bancas da Grande São Paulo atualmente, sem qualidade, sem respeito por seu passado e pelos seus leitores.
A Folha Metropolitana, de Guarulhos, foi talvez a única publicação de fora da Capital a conseguir ameaçar e ombrear em prestígio os grandes jornais. Teve o seu auge nos 70 e comecinho dos anos 80, quando tinha redação grande e jornalistas talentosos.
Interesses diversos e administrações desastrosas fizeram com que a publicação da segunda cidade mais populosa do Estado naufragasse e flertasse com a irrelevância. De vez em quando dá algum sinal de vida, mas nada que dê alguma esperança de recuperação, infelizmente.
O Diário do Grande ABC fez parte, nos anos 70 e 80, de um grupo importante de jornais regionais de bom nível – chegou mesmo a fazer frente à Folha Metropolitana na Grande São Paulo.
Além dos dois jornais, tiveram bastante importância naquela época o Diário do Povo e o Correio Popular, de Campinas, o Valeparaibano, de São José dos Campos, e a Tribuna, de Santos.
Entretanto, o Diário do Grande ABC entrou em uma espiral descendente assustadora no começo dos nos 2000, misturando jornalismo ruim com brigas societárias e familiares.
À beira do colapso financeiro, acabou nas mãos de gente que não é do ramo, tanto na administração como na parte editorial.
Totalmente sem rumo, a publicação tem sido ridicularizada em redações profissionais e pelo mercado publicitário da Grande São Paulo, sinais plenos de problemas com credibilidade e qualidade.
Intelectuais da região e professores de jornalismos das faculdades do ABCD não hesitam, em qualquer palestra ou conversa informal, em dar a extrema-unção ao diário regional.
Vai pelo mesmo caminho a revista Livre Mercado, agora escrita com grafia separada. Depois de passar das mãos do jornalista e publisher Daniel Lima para a administração do empresário Walter Santos, a revista parou de repercutir.
Sua distribuição é incerta e praticamente desapareceu das bancas de jornal relevantes de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema.
Finalmente, a revista Rock Brigade, que já esteve entre as dez mais influentes do mundo no segmento de heavy metal, entre as publicações musicais. Respeitada mundialmente, entrou em colapso administrativo há três anos, devido a disputas comerciais e problemas familiares dos proprietários.
Sem periodicidade certa, passou a chegar as bancas de forma esparsa. Sua redação sofreu alterações drásticas, com profissionais reconhecidos no mercado sendo trocados por amadores e diletantes.
Sua diagramação hoje ofende quem gosta de música e gosta de ler. O descalabro é tanto que, além de uma diagramação digna de calouros de faculdade, há problemas sérios de texto – são ruins e com informações equivocadas.
Um final triste para quatro publicações que já deram muito prazer aos seus leitores. Já morrera, mas insistem em não deitar. Lamentavelmente, milagres não existem no mercado editorial impresso brasileiro.
Tempos desagradáveis e sombrios
A disseminação da internet, com seu mantra de que qualquer um pode escrever o que bem entender, e a queda temporária da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo transformaram a área de comunicação em terra de ninguém. A quantidade de oportunistas e diletantes amadores que estão empesteando o setor é absurda e preocupante.
A TV Globo dá a sua contibuição para rebaixar ainda mais a profissão de jornalista ao criar um quadro no programa Fantástico chamado Curioso, capitaneado pelo ator Lázaro Ramos. Na chamada de divulgação da atração, Ramos diz que será “uma pessoa que tentou fazer várias c oisas na vida, onde não deu certo em todas mas que, por ser curioso, acabou ‘dando’ uma de jornalista’”.
Ou seja, a visão esteriotipada e equivocada que a própria emissora tem de seus profissionais é a de que o jornalista é um fracassado em várias coisas, mas que serve para o ofício por ser “curioso”.
Ao mesmo tempo, vemos que o público vem tendo um apreço enorme por outra atração diferente, digamos assim.
Depois que os “repórteres” do CQC - Custe o que Custar, da TV Bandeirantes, passou a constranger e ridicularizar políticos e celebridades, virou paradigma de programa “jornalístico” - especialmente depois da vergonhosa aparição do prefeito de Barueri, Rubens Furlán (PMDB), destemperado, na semana retrasada.
Ou seja, um programa formado por atores e comediantes, que se travestem de “repórteres” e fazem humor chulo, totalmente baseado no constrangimento, é considerado o que há de mais inovador na área jornalística.
Tudo isso acontece em tempos em que aumentaa gritaria pela censura e pelo tal do “controle social dos meios de conunicação”, entre outras coisas estapafúrdias contidas no tal Programa Nacional de Direitos Humanos 3.
Tudo isso acontece em um momento em que o presidente Lula não para de vociferar contraz a imprensa, aremetendo contra a liberdade de imprensa e expressão, por amis que diga o contrário quando participa de eventos com donos de meios de comunicação e jornalistas que chefiam redações.
O mesmo Lula que se beneficiou amplamente da imprensa durante a luta do PT para se firmar como partido, na época em que era porta-voz da oposição e que gritava contra a corrupção indecorosa e explícia dos anos Sarney-Collor-FHC.
Então quer dizer que naquela época valia a liberdade imprensa e expressão. Agora não vale mais?
Estes são tempos desagradáveis para a atividade jornalística. A sorte é que isso não dura para sempre. Coisas como o CQC tendem a sumir e o jornalismo enquanto instituição dará a volta por cima.
A disseminação da internet, com seu mantra de que qualquer um pode escrever o que bem entender, e a queda temporária da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo transformaram a área de comunicação em terra de ninguém. A quantidade de oportunistas e diletantes amadores que estão empesteando o setor é absurda e preocupante.
A TV Globo dá a sua contibuição para rebaixar ainda mais a profissão de jornalista ao criar um quadro no programa Fantástico chamado Curioso, capitaneado pelo ator Lázaro Ramos. Na chamada de divulgação da atração, Ramos diz que será “uma pessoa que tentou fazer várias c oisas na vida, onde não deu certo em todas mas que, por ser curioso, acabou ‘dando’ uma de jornalista’”.
Ou seja, a visão esteriotipada e equivocada que a própria emissora tem de seus profissionais é a de que o jornalista é um fracassado em várias coisas, mas que serve para o ofício por ser “curioso”.
Ao mesmo tempo, vemos que o público vem tendo um apreço enorme por outra atração diferente, digamos assim.
Depois que os “repórteres” do CQC - Custe o que Custar, da TV Bandeirantes, passou a constranger e ridicularizar políticos e celebridades, virou paradigma de programa “jornalístico” - especialmente depois da vergonhosa aparição do prefeito de Barueri, Rubens Furlán (PMDB), destemperado, na semana retrasada.
Ou seja, um programa formado por atores e comediantes, que se travestem de “repórteres” e fazem humor chulo, totalmente baseado no constrangimento, é considerado o que há de mais inovador na área jornalística.
Tudo isso acontece em tempos em que aumentaa gritaria pela censura e pelo tal do “controle social dos meios de conunicação”, entre outras coisas estapafúrdias contidas no tal Programa Nacional de Direitos Humanos 3.
Tudo isso acontece em um momento em que o presidente Lula não para de vociferar contraz a imprensa, aremetendo contra a liberdade de imprensa e expressão, por amis que diga o contrário quando participa de eventos com donos de meios de comunicação e jornalistas que chefiam redações.
O mesmo Lula que se beneficiou amplamente da imprensa durante a luta do PT para se firmar como partido, na época em que era porta-voz da oposição e que gritava contra a corrupção indecorosa e explícia dos anos Sarney-Collor-FHC.
Então quer dizer que naquela época valia a liberdade imprensa e expressão. Agora não vale mais?
Estes são tempos desagradáveis para a atividade jornalística. A sorte é que isso não dura para sempre. Coisas como o CQC tendem a sumir e o jornalismo enquanto instituição dará a volta por cima.
terça-feira, abril 06, 2010
A pirataria venceu de novo
A pirataria venceu mais uma no ABCD. A maior e mais importante videolocadora independente do centro de São Bernardo está fechando as portas.
A Video In, que tinha filial na esquina da rua Dr. Fláquer com a avenida Francisco Prestes Maia, decidiu encerrar as atividades no centro da cidade por absoluta incapacidade de competir com a desleal prática da pirataria da praça Lauro Gomes, que fica a pouco mais de 300 metros de distância.
A rede tem atuação nacional, com 14 filiais. No ABCD funcionada em regime de franquias. Três sócios operavam a marca em filiais no centro de São Bernardo, em Rudge Ramos (bairro de São Bernardo) e São Caetano.
“A loja que tinha o maior potencial era a da Dr. Fláquer, justamente por estar em uma região mais populosa e com poder aquisitivo. E foi a nossa maior decepção, porque jamais imaginávamos que seríamos superados pelas péssimas cópias feitas em fundo de quintal”, diz um dos sócios, que pediu para não ter o nome divulgado.
As videolocadoras da região central da cidade morreram justamente por causa da leniência das autoridades em combater o conhecido ponto de venda criminosa de produtos piratas – o camelódromo da praça Lauro Gomes.
É possível, por exemplo, encontrar seriados completos ainda inéditos no Brasil, e que só passam na TV por assinatura, em qualquer box da praça. A qualidade é ruim, geralmente com imagens baixadas da internet e com legendas em português sofrível. Mas aparentemente isso não incomoda o consumidor de São Bernardo.
As filiais da Video In de Rudge Ramos e São Caetano estão indo bem porque não têm nas imediações nada parecido com a criminosa atividade que age escancaradamente no centro de São Bernardo.
Existe pirataria nos dois locais, mais é muito menos ostensiva do que na praça Lauro Gomes. Também aparentemente, há mais rigor na repressão à pirataria escancarada em São Caetano e em Rudge Ramos. Não há camelódromos e poucos se arriscam a vender cópias piratas a pé, de porta em porta, nas casas e nos bares.
Mas o mais intrigante é o comportamento do consumidor. Segundo o empresário da Video In, em São Caetano o fã de cinema e TV faz questão de assistir a programas de boa qualidade, em cópias boas. Gosta de ir à locadora, faz disso um programa. Em Rudge Ramos, há um comportamento parecido, embora mais frio e distante.
No centro de São Bernardo, em uma área nobre, com comércio de boa qualidade e condomínios de alto padrão, os moradores não se importam em estimular a pirataria. Adotam a mesma atitude leniente que as autoridades municipais e policiais da cidade diante do descalabro da praça Lauro Gomes.
Mais do que uma questão de ética, é uma questão de impunidade generalizada. O habitante do centro de São Bernardo e do chique bairro Nova Petrópolis dá um recado claro: levar vantagem sempre que possível. A Video In faz bem de abandonar a cidade.
A pirataria venceu mais uma no ABCD. A maior e mais importante videolocadora independente do centro de São Bernardo está fechando as portas.
A Video In, que tinha filial na esquina da rua Dr. Fláquer com a avenida Francisco Prestes Maia, decidiu encerrar as atividades no centro da cidade por absoluta incapacidade de competir com a desleal prática da pirataria da praça Lauro Gomes, que fica a pouco mais de 300 metros de distância.
A rede tem atuação nacional, com 14 filiais. No ABCD funcionada em regime de franquias. Três sócios operavam a marca em filiais no centro de São Bernardo, em Rudge Ramos (bairro de São Bernardo) e São Caetano.
“A loja que tinha o maior potencial era a da Dr. Fláquer, justamente por estar em uma região mais populosa e com poder aquisitivo. E foi a nossa maior decepção, porque jamais imaginávamos que seríamos superados pelas péssimas cópias feitas em fundo de quintal”, diz um dos sócios, que pediu para não ter o nome divulgado.
As videolocadoras da região central da cidade morreram justamente por causa da leniência das autoridades em combater o conhecido ponto de venda criminosa de produtos piratas – o camelódromo da praça Lauro Gomes.
É possível, por exemplo, encontrar seriados completos ainda inéditos no Brasil, e que só passam na TV por assinatura, em qualquer box da praça. A qualidade é ruim, geralmente com imagens baixadas da internet e com legendas em português sofrível. Mas aparentemente isso não incomoda o consumidor de São Bernardo.
As filiais da Video In de Rudge Ramos e São Caetano estão indo bem porque não têm nas imediações nada parecido com a criminosa atividade que age escancaradamente no centro de São Bernardo.
Existe pirataria nos dois locais, mais é muito menos ostensiva do que na praça Lauro Gomes. Também aparentemente, há mais rigor na repressão à pirataria escancarada em São Caetano e em Rudge Ramos. Não há camelódromos e poucos se arriscam a vender cópias piratas a pé, de porta em porta, nas casas e nos bares.
Mas o mais intrigante é o comportamento do consumidor. Segundo o empresário da Video In, em São Caetano o fã de cinema e TV faz questão de assistir a programas de boa qualidade, em cópias boas. Gosta de ir à locadora, faz disso um programa. Em Rudge Ramos, há um comportamento parecido, embora mais frio e distante.
No centro de São Bernardo, em uma área nobre, com comércio de boa qualidade e condomínios de alto padrão, os moradores não se importam em estimular a pirataria. Adotam a mesma atitude leniente que as autoridades municipais e policiais da cidade diante do descalabro da praça Lauro Gomes.
Mais do que uma questão de ética, é uma questão de impunidade generalizada. O habitante do centro de São Bernardo e do chique bairro Nova Petrópolis dá um recado claro: levar vantagem sempre que possível. A Video In faz bem de abandonar a cidade.
A arte de inaugurar o que ainda não existe
Inaugurar obra inacabada ou até mesmo inexistente virou moda no Brasil atualmente, em todas as instâncias de poder. Nem mesmo o governo federal escapou da tentação. Entretanto, nada supera o escandaloso governo paulista.
O péssimo José Serra e sua gestão incompetente fizeram festa ao liberar as obras da Marginal do Rio Tietê, sendo que ainda existem trechos ainda com terra bruta no solo. Mais do que eleitoreira, a atitude é criminosa.
Nâo bastasse isso, Serra “ainaugura” o trecho sul do Rodoanel Mário Covas, mas as pistas continuam interditadas por conta de “obras” que ainda estão sendo realizadas.
Prometeu liberar a estrada na manhã desta quarta-feira, dois dias antes de um feriado prolongado, mas passou o vexame de adiar a liberação devido a “ajustes que ainda estavam sendo feitos”. Ou seja, inaugurou uma obra inacabada com fins eleitoreiros.
Agora a previsão de liberação das pistas do trecho sul do rodoanel é a tarde desta quinta-feita. Mas atenção, é apenas uma PREVISÃO. Pode ser que haja novo adiamento.
Imaginemos como seria legal haver novo adiamento justamente na véspera do feriado de Páscoa, com milhares de veículos retidos ao fim do trecho oeste, esperando para chegar à praia…
A incompetência tucana à frente do Palácio dos Bandeirantes não tem limites. E esse cidadão Serra ainda quer se presidente…
@@@@@@@@@@@@@
Falta de competência também pode ser verificada na atual greve dos professores e seu declarado objetivo eminentemente político, como foi escancarado várias vezes por diretores da Apeoesp desde a semana passada.
Enquanto avenidas importantes continuam bloqueadas p0r grevistas, atrapalhando milhões de pessoas alheias à “manifestação política”, os tucanos que há 16 anos depredam a gestão pública paulista caminham para conseguir o quinto mandato seguido, a julgar pelas pesquisas atuais de de opinião.
Era só uma questão de tempo que os demos e tucanos capitalizassem a insatisfação causa pela “greve política” dos professores.
Os primeiros resultados começam a aparecer. É bom as lideranças petistas na capital e no Estado começarem a se mobilizar para evitar fiascos como a greve dos professores atual e focar em uma campanha eleitoral séria e decente, em vez de se preocupar em espezinhar o senador Eduardo Suplicy nas prévias e reuniões do partido.
Inaugurar obra inacabada ou até mesmo inexistente virou moda no Brasil atualmente, em todas as instâncias de poder. Nem mesmo o governo federal escapou da tentação. Entretanto, nada supera o escandaloso governo paulista.
O péssimo José Serra e sua gestão incompetente fizeram festa ao liberar as obras da Marginal do Rio Tietê, sendo que ainda existem trechos ainda com terra bruta no solo. Mais do que eleitoreira, a atitude é criminosa.
Nâo bastasse isso, Serra “ainaugura” o trecho sul do Rodoanel Mário Covas, mas as pistas continuam interditadas por conta de “obras” que ainda estão sendo realizadas.
Prometeu liberar a estrada na manhã desta quarta-feira, dois dias antes de um feriado prolongado, mas passou o vexame de adiar a liberação devido a “ajustes que ainda estavam sendo feitos”. Ou seja, inaugurou uma obra inacabada com fins eleitoreiros.
Agora a previsão de liberação das pistas do trecho sul do rodoanel é a tarde desta quinta-feita. Mas atenção, é apenas uma PREVISÃO. Pode ser que haja novo adiamento.
Imaginemos como seria legal haver novo adiamento justamente na véspera do feriado de Páscoa, com milhares de veículos retidos ao fim do trecho oeste, esperando para chegar à praia…
A incompetência tucana à frente do Palácio dos Bandeirantes não tem limites. E esse cidadão Serra ainda quer se presidente…
@@@@@@@@@@@@@
Falta de competência também pode ser verificada na atual greve dos professores e seu declarado objetivo eminentemente político, como foi escancarado várias vezes por diretores da Apeoesp desde a semana passada.
Enquanto avenidas importantes continuam bloqueadas p0r grevistas, atrapalhando milhões de pessoas alheias à “manifestação política”, os tucanos que há 16 anos depredam a gestão pública paulista caminham para conseguir o quinto mandato seguido, a julgar pelas pesquisas atuais de de opinião.
Era só uma questão de tempo que os demos e tucanos capitalizassem a insatisfação causa pela “greve política” dos professores.
Os primeiros resultados começam a aparecer. É bom as lideranças petistas na capital e no Estado começarem a se mobilizar para evitar fiascos como a greve dos professores atual e focar em uma campanha eleitoral séria e decente, em vez de se preocupar em espezinhar o senador Eduardo Suplicy nas prévias e reuniões do partido.
A farsa do ‘meio diploma’
A propaganda na televisão e nos jornais de grande circulação não deixa dúvida: a picaretagem é explícita. Universidades e neo-universidades de qualidade sofrível oferecem “diplomas profissionais” a partir do segundo ano de curso.
Mas como assim? Diplomas parciais? Meios diplomas? É assim que a imprensa está chamando os “cursos oferecidos” por várias instituições de ensino superior, parte delas com forte atuação no ABCD. A situação é estarrecedora.
Funciona mais ou menos assim: no curso de jornalismo, por exemplo, se o aluno quiser tentar uma vaga no mercado de trabalho a partir do segundo ano, recebe um “certificado” que o habilita a se tornar um “pesquisador jornalístico” e “assistente de comunicação empresarial”, funções que não existem.
No caso de odontologia, há faculdades que oferecem “certificação em instrumentação odontológica”, coisa que o mercado ignora o que seja. Na prática, o que essas faculdades vagabundas fazem é enganar o estudante, que é um consumidor.
Há situações em que o aluno é levado a acreditar que, mesmo se resolver parar de estudar após o concluir o primeiro ano, poderá ganhar um “diploma” que o habilitará a trabalhar, por exemplo, como “agente comunitário de saúde”, no caso de quem faz o curso de enfermagem. Essa função não é reconhecida pelo mercado.
Há uma “função” muito engraçada em direito: um certificado que habilita o trouxa que acredita nessa farsa a procurar emprego como “especialista em redação normativa e técnicas legislativas”.
O que está acontecendo é que a irresponsabilidade ultrapassa todos os limites da decência quando uma faculdade diz ao aluno que ele pode abandonar o curso no primeiro ou no segundo ano e terá diplomas reconhecidos para que desempenhem funções.
O mercado ri dessas situações. Profissionais que recebem solicitações de emprego de alunos portadores do meio diploma – ou diploma intermediário, como alguns preferem chamar esse estelionato – ficam sem entender o que significa o papel que teoricamente habilita as pessoas a “trabalhar”.
No entanto, a coisa mais absurda na situação é o posicionamento de quem deveria zelar pela qualidade dos cursos oferecidos no país.
Amparadas por resoluções conflitantes e confusas do Conselho Nacional de Educação – órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC) –, as universidades distribuem aos montes os certificados ao longo do curso.
De acordo com a Sesu (Secretaria de Ensino Superior), as universidades e centros universitários têm autonomia para criar cursos independente de autorização do MEC, exceto nas áreas de medicina, psicologia, direito e odontologia.
Diante da péssima repercussão sobre o escancaramento da prática do meio deploma, o MEC saiu da letargia e resolveu agir, após a imensa maioria das associações de classes profissionais repudiarem tal expediente.
O ministério, que não reconhecia nenhum destes “certificados”, já prepara medidas judiciais contra universidades particulares que prejudicaram o currículo pedagógico de seus alunos por juntar cursos de graduação com sequenciais e por antecipar a pós-graduação lato sensu para antes do fim da formação regular de quatro ou cinco anos, segundo o Jornal da Tarde.
Para a Secretaria de Ensino Superior (Sesu), órgão ligado ao MEC, essas instituições estão reduzindo o tempo de estudo dos universitários e lesando a formação superior.
E fica a pergunta: como ficam os estudantes lesados pela propaganda enganosa e que largaram a faculdade acreditando que conseguiram emprego com esses diplomas pela metade?
A propaganda na televisão e nos jornais de grande circulação não deixa dúvida: a picaretagem é explícita. Universidades e neo-universidades de qualidade sofrível oferecem “diplomas profissionais” a partir do segundo ano de curso.
Mas como assim? Diplomas parciais? Meios diplomas? É assim que a imprensa está chamando os “cursos oferecidos” por várias instituições de ensino superior, parte delas com forte atuação no ABCD. A situação é estarrecedora.
Funciona mais ou menos assim: no curso de jornalismo, por exemplo, se o aluno quiser tentar uma vaga no mercado de trabalho a partir do segundo ano, recebe um “certificado” que o habilita a se tornar um “pesquisador jornalístico” e “assistente de comunicação empresarial”, funções que não existem.
No caso de odontologia, há faculdades que oferecem “certificação em instrumentação odontológica”, coisa que o mercado ignora o que seja. Na prática, o que essas faculdades vagabundas fazem é enganar o estudante, que é um consumidor.
Há situações em que o aluno é levado a acreditar que, mesmo se resolver parar de estudar após o concluir o primeiro ano, poderá ganhar um “diploma” que o habilitará a trabalhar, por exemplo, como “agente comunitário de saúde”, no caso de quem faz o curso de enfermagem. Essa função não é reconhecida pelo mercado.
Há uma “função” muito engraçada em direito: um certificado que habilita o trouxa que acredita nessa farsa a procurar emprego como “especialista em redação normativa e técnicas legislativas”.
O que está acontecendo é que a irresponsabilidade ultrapassa todos os limites da decência quando uma faculdade diz ao aluno que ele pode abandonar o curso no primeiro ou no segundo ano e terá diplomas reconhecidos para que desempenhem funções.
O mercado ri dessas situações. Profissionais que recebem solicitações de emprego de alunos portadores do meio diploma – ou diploma intermediário, como alguns preferem chamar esse estelionato – ficam sem entender o que significa o papel que teoricamente habilita as pessoas a “trabalhar”.
No entanto, a coisa mais absurda na situação é o posicionamento de quem deveria zelar pela qualidade dos cursos oferecidos no país.
Amparadas por resoluções conflitantes e confusas do Conselho Nacional de Educação – órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC) –, as universidades distribuem aos montes os certificados ao longo do curso.
De acordo com a Sesu (Secretaria de Ensino Superior), as universidades e centros universitários têm autonomia para criar cursos independente de autorização do MEC, exceto nas áreas de medicina, psicologia, direito e odontologia.
Diante da péssima repercussão sobre o escancaramento da prática do meio deploma, o MEC saiu da letargia e resolveu agir, após a imensa maioria das associações de classes profissionais repudiarem tal expediente.
O ministério, que não reconhecia nenhum destes “certificados”, já prepara medidas judiciais contra universidades particulares que prejudicaram o currículo pedagógico de seus alunos por juntar cursos de graduação com sequenciais e por antecipar a pós-graduação lato sensu para antes do fim da formação regular de quatro ou cinco anos, segundo o Jornal da Tarde.
Para a Secretaria de Ensino Superior (Sesu), órgão ligado ao MEC, essas instituições estão reduzindo o tempo de estudo dos universitários e lesando a formação superior.
E fica a pergunta: como ficam os estudantes lesados pela propaganda enganosa e que largaram a faculdade acreditando que conseguiram emprego com esses diplomas pela metade?
A ética da malandragem
Viver sem a internet parece ser impossível hoje, assim como as pessoas ficam desesperadas sem um celular por perto. A rede mundial de computadores revolucionou o cotidiano em todas as áreas e ampliou as oportunidades de entretenimento, lazer, trabalho, estudo e conhecimento. Pena que esse avanço não se estendeu à ética.
A geração que nasceu e cresceu junto com a internet é mais “antenada”, mas esperta, mas comunicativa, mais expansiva e mais dinâmica, porém tem menos (ou não tem) limite, menos respeito, menos humildade, menos educação familiar. Não tem modos e suas referências, frequentemente, são as piores possíveis.
É cada vez mais comum vermos em cadernos de informática de jornais, ou de adolescentes, ou até de economia, um bando de pessoas que não tem vergonha de afirmar que se recusa a pagar por música ou livro ou qualquer texto exclusivo.
É uma geração acostumada ao pior jeitinho brasileiro, e que admite praticar atos ilícitos sem o menor sentimento de culpa e sem a menor preocupação em ser punido.
Uma revista de circulação nacional publicou um apequena entrevista com um estudante universitário que se gabou de nunca ter comprado um CD de música na vida, “já que consegue encontrar tudo o que quer na internet, e de graça”. Admite candidamente a prática da pirataria, e parece que não foi incomodado pela prática deste crime.
A geração da internet acha que é a coisa mais normal do mundo pegar de graça, “baixar” e não pagar. Se existe algum tipo de conteúdo fechado em algum site, não se constrangem em encontrar meios de burlar as restrições.
Essa ética grosseira e criminosa foi transposta sem a menor cerimônia para as salas de aula. É cada vez mais comum alunos copiarem conteúdos inteiros na web para fazer trabalhos escolares e não têm a menor preocupação em serem apanhados ou descobertos. Para esse tipo de gente, é a coisa mais normal do mundo em tempos de internet.
Os exemplos de atos ilícitos e de falta de ética são numerosos e se estendem por todas as atividades da rede. E é mais do que óbvio que esse comportamento é o mesmo também na “vida real”.
A exigência de privilégios é o principal item da pauta da garotada. Ninguém mais se conforma em encontrar “dificuldades” para atingir seus objetivos. Qualquer obstáculo é motivo de reclamações. Qualquer voz contrária aos seus desejos é vista como insulto.
A falta de limites é tamanha que aumentam mês a mês os casos de agressões a meninas em casas noturnas ou mesmo em matinês em clubes sociais. Garotos simplesmente não admitem que as garotas recusem beijá-los.
Quando isso ocorre, os adolescentes agarram as garotas no meio da pista de dança e tentam beijá-las à força. Isso acontece no baile funk da periferia, nas favelas, e nas pistas das casas noturnas mais caras dos bairros chiques.
Assustados, especialistas em educação apontam a falta de imposição de limite e o ambiente de absoluta permissividade na internet, onde comportamentos libertinos, insanos, extravagantes, egoístas, egocêntricos e altamente possessivos são estimulados.
A internet talvez seja o principal instrumento já inventado para expandir o conhecimento e a inteligência. É uma ferramenta que ajuda e estimula as pessoas a pensar. Pena que a juventude esteja se recusando a pensar.
Viver sem a internet parece ser impossível hoje, assim como as pessoas ficam desesperadas sem um celular por perto. A rede mundial de computadores revolucionou o cotidiano em todas as áreas e ampliou as oportunidades de entretenimento, lazer, trabalho, estudo e conhecimento. Pena que esse avanço não se estendeu à ética.
A geração que nasceu e cresceu junto com a internet é mais “antenada”, mas esperta, mas comunicativa, mais expansiva e mais dinâmica, porém tem menos (ou não tem) limite, menos respeito, menos humildade, menos educação familiar. Não tem modos e suas referências, frequentemente, são as piores possíveis.
É cada vez mais comum vermos em cadernos de informática de jornais, ou de adolescentes, ou até de economia, um bando de pessoas que não tem vergonha de afirmar que se recusa a pagar por música ou livro ou qualquer texto exclusivo.
É uma geração acostumada ao pior jeitinho brasileiro, e que admite praticar atos ilícitos sem o menor sentimento de culpa e sem a menor preocupação em ser punido.
Uma revista de circulação nacional publicou um apequena entrevista com um estudante universitário que se gabou de nunca ter comprado um CD de música na vida, “já que consegue encontrar tudo o que quer na internet, e de graça”. Admite candidamente a prática da pirataria, e parece que não foi incomodado pela prática deste crime.
A geração da internet acha que é a coisa mais normal do mundo pegar de graça, “baixar” e não pagar. Se existe algum tipo de conteúdo fechado em algum site, não se constrangem em encontrar meios de burlar as restrições.
Essa ética grosseira e criminosa foi transposta sem a menor cerimônia para as salas de aula. É cada vez mais comum alunos copiarem conteúdos inteiros na web para fazer trabalhos escolares e não têm a menor preocupação em serem apanhados ou descobertos. Para esse tipo de gente, é a coisa mais normal do mundo em tempos de internet.
Os exemplos de atos ilícitos e de falta de ética são numerosos e se estendem por todas as atividades da rede. E é mais do que óbvio que esse comportamento é o mesmo também na “vida real”.
A exigência de privilégios é o principal item da pauta da garotada. Ninguém mais se conforma em encontrar “dificuldades” para atingir seus objetivos. Qualquer obstáculo é motivo de reclamações. Qualquer voz contrária aos seus desejos é vista como insulto.
A falta de limites é tamanha que aumentam mês a mês os casos de agressões a meninas em casas noturnas ou mesmo em matinês em clubes sociais. Garotos simplesmente não admitem que as garotas recusem beijá-los.
Quando isso ocorre, os adolescentes agarram as garotas no meio da pista de dança e tentam beijá-las à força. Isso acontece no baile funk da periferia, nas favelas, e nas pistas das casas noturnas mais caras dos bairros chiques.
Assustados, especialistas em educação apontam a falta de imposição de limite e o ambiente de absoluta permissividade na internet, onde comportamentos libertinos, insanos, extravagantes, egoístas, egocêntricos e altamente possessivos são estimulados.
A internet talvez seja o principal instrumento já inventado para expandir o conhecimento e a inteligência. É uma ferramenta que ajuda e estimula as pessoas a pensar. Pena que a juventude esteja se recusando a pensar.
O ‘loteamento’ do rodoanel
Os piores temores dos ambientalistas do ABCD e da Grande São Paulo começam a se materializar. Uma série de “agenciadores” e “estimuladores” estão agindo com muita desenvoltura nas periferias de São Bernardo e Santo André, nas proximidades do trecho sul do Rodoanel Mário Covas.
Esses seres abjetos estão cadastrando “interessados” em “lotes” que serão “negociados” assim que a obra estiver pronta - se é que já não estão sendo “negociados”. Ou seja, é a suposta “legalização” das invasões e da favelização à beira do rodoanel, que deve ficar pronto ainda neste ano.
Essas informações foram passadas por moradores do Jardim Sabesp e do Parque Baraldi, em São Bernardo. Muitos até já se ”cadastraram” em busca de lotes para construir qualquer coisa à beira do rodoanel.
”Essas áreas vão valorizar muito”, diz um dono de um botequim, animado com a informação de que ocorreu o mesmo quando da inauguração do trecho oeste, em Osasco e Carapicuíba anos atrás - o que aconteceu de verdade, infelizmente.
E, como não poderia deixar de ser, existem os fortíssimos boatos de que muitos dos “agenciadores” de terrenos estão fortemente ligados a lideranças comunitárias regionais muito ligadas, por sua vez, a lideranças políticas das cidades envolvidas, não raros direitamente a vereadores.
Ou seja, o mesmo de sempre. Será que as administrações municipais ndo ABCD terão vontade política para evitar mais esse crime socioambiental?
Os piores temores dos ambientalistas do ABCD e da Grande São Paulo começam a se materializar. Uma série de “agenciadores” e “estimuladores” estão agindo com muita desenvoltura nas periferias de São Bernardo e Santo André, nas proximidades do trecho sul do Rodoanel Mário Covas.
Esses seres abjetos estão cadastrando “interessados” em “lotes” que serão “negociados” assim que a obra estiver pronta - se é que já não estão sendo “negociados”. Ou seja, é a suposta “legalização” das invasões e da favelização à beira do rodoanel, que deve ficar pronto ainda neste ano.
Essas informações foram passadas por moradores do Jardim Sabesp e do Parque Baraldi, em São Bernardo. Muitos até já se ”cadastraram” em busca de lotes para construir qualquer coisa à beira do rodoanel.
”Essas áreas vão valorizar muito”, diz um dono de um botequim, animado com a informação de que ocorreu o mesmo quando da inauguração do trecho oeste, em Osasco e Carapicuíba anos atrás - o que aconteceu de verdade, infelizmente.
E, como não poderia deixar de ser, existem os fortíssimos boatos de que muitos dos “agenciadores” de terrenos estão fortemente ligados a lideranças comunitárias regionais muito ligadas, por sua vez, a lideranças políticas das cidades envolvidas, não raros direitamente a vereadores.
Ou seja, o mesmo de sempre. Será que as administrações municipais ndo ABCD terão vontade política para evitar mais esse crime socioambiental?
O melhor da música em 2009
No ano em que finalmente as gravadoras resolveram enfrentar a nova era, recheada de downloads gratuitos (e ilegais) e a proliferação dos CDs e DVDs piratas, a criatividade parece ter dado novamente as caras.
Pena que isso ocorra no exterior, e não no mercado brasileiro, ainda dependente da figura cada vez mais patética de Roberto Carlos, do lixo baiano chamado axé, das porcarias denominadas música sertaneja (que de sertaneja nada tem) e principalmente dos dejetos sonoros de todo o tipo de música religiosa.
E o que dizer das novas pseudo-cantoras da MPB? Agora é moda nas rádios e nos cadernos de cultura de qualquer jornal valorizar qualquer mocinha bonitinha sem voz que canta mal, maz adora fazer pose de intelectual. É tanto lixo que não vale a pena citar nenhuma delas.
Assim sendo, sobrou apenas o blues e o rock em 2009 para tentar salvar a qualidade em um mundo que cada vez menos valoriza o bom produto artístico, em qualquer área.
O que de melhor rolou em 2009:
Gov't Mule - Filhote do Allman Brothers nascido em 1994 no sul dos Estados Unidos, lançou o melhor álbum do ano, "By a Thread", bluesda melhor qualidade misturado a rock pesado do calibre de Cream e Foghat. "Inside Ouside Woman Blues" é um blues pesado que remonta aos melhores momentos dos anos 70.
Dream Theater - O Queensryche inventou, mas o Dream Theater deu forma e aperfeiçoou o metal progressivo. "Black Clouds and Silver Lining" tem apenas seis músicas, mas que são verdadeiras aulas de técnica e melodia aliadas a um peso extraordinário. A banda de Nova York comemora 25 anos de carreira com mais versatilidade e peso. Ouça "Wither", "Rites of Passage" e "Night to Remember".
Judas Priest - Depois do incompreendido "Nostradamus", de 2008, o grupo inglês lançou "A Touch of Evil -Live", registrado ao vivo durante a turnê do CD. A diferença é que o trabalho traz 11 músicas que raramente são tocadas pela banda. Muito bem gravado e com a banda afiada, tem como destaques "Painkiller" e "A Touch of Evil".
Iron Maiden - "Flight 666" é a trilha sonora do documentário que registra a turnê de 2008-2009 e que chegou aos cinemas em meados do ano passado. Imperdível para quem gosta do bom heavy metal.
Kiss - Para quem esperava a farofa de sempre, "Sonic Boom", o primeiro trabalhocom músicas inéditas do Kiss em 11 anos surpreende por ser pesado, rápido e muito bem produzido. A veia pop permanece, mas há menos concessões. As guitarras estão mais limpas e na "cara", em sintonia com as melhores produções do rock atual. Procure a versão tripla, que contém o original, um DVD com um show e um CD extra com clássicos da banda regravados e lançados somente no Japão em 2008.
Saxon - Tudo o que banda produz é clássico e da melhor qualidade. Heavy metal tradicional em "Into the Labyrinth", mas com produção impecável e músicas mais inspiradas que as do último álbum "Inner Sanctum", de 2007. Porada do começo ao fim, com muita velocidade, técnica e melodia. "Batallions of Steel", que abre o álbum, é uma das melhores músicas da década.
Shadowland - Depois que o movimento punk pretensamente matou o rock progressivo em 1980, uma nova leva de bandas inglesas surgiu para ressuscitar o estilo, batizado de neo-progressivo e tendo como principais nomes Marillion, IQ, Pendragon, Oliver Wakeman, Pallas e Arena. O punk morreu - para nossa sorte, talvez? - mas o rock progressivo renasceu e continua vivo graçasa bandas como o Shadowland, um dos vários projetos paralelos de Clive Nolan, do Pendragon. "A Matter of Perspective" e "Edge of Night-Live" são dois lançamentos que sintetizam o que melhoro rock progressivo produziu nos anos 2000.
Chickenfoot - Superbanda que reúne dois ex-Van Halen (Sammy Hagar e Michael Anthony), o gênio da guitarra Joe Satriani e o baterista Chad Smith, do Red Hot Chili Peppers. Hard rock da melhor qualidade, direto na cara, mas com músicas bem elaboradas graças a Satriani. O álbum "Chickenfoot" foi um dos dez mais mais vendido no primeiro semestre nos Estados Unidos.
Slayer - Maestria no thrash metal, o melhor CD da banda norte-americana em dez anos. Brutalidade e peso misturados com muita técnica. "World Painted Blood" ainda mostra os letristas Kerry King e Jeff Hanneman mais inspirados e furiosos.
Shadow Gallery - Segundo nome mais importante do metal progressivo norte americano, ao lado do Fates Warning e do Symphony X. "Digital Ghosts" é o sexto CD da banda e está mais pesado que os anteriores e traz como novo vocalista, Brian Ashland - que substitui Mike Baker, que morreu de ataque cardáico em 2008. Com influências claras de Dream Theater e Queensryche, tem como destaques as músicas "Strong" e "Venom".
Them Crooked Vultures - Mais um supergrupo. O ex-Led Zeppelin John Paul Jones, no baixo, recebe a companhia de Josh Homme (guitarrista do Queens of the Stone Age) e Dave Grohl (guitarrista do bom Foo Fighters e ex-baterista do péssimo Nirvana). Surpreendentemente pesado e rápido, faz uma mistura de heavy metal, harcore e hard rock, soando no mínimo inusitado. O álbum auto-intitulado vendeu muito neste fim de ano.
Nashville Pussy - O que era para ser uma piada se tornou uma excelente banda de hard rock. O casal de guitarristas (casados fora do palco também) Blaine Cartwright e Ruyter Sys só queriam fazer covers do Motorhead e tomar muita cerveja, mas cometeram uma série de canções da melhor tradição do rock pesado: som cru, reto, com guitarras ultra-distorcidas e letras sacanas. Uma mistura de Motorhead, AC-DC e Lynyrd Skynyrd. "From Hell to Texas", o CD deste ano, é obrigatório.
Muse - O britpop é aquele mesmo movimento que de vez em quando ressurge do limbo para despejar porcarias nos rádios como Radiohead, Coldplay, Oasis, Blur, Suede, Keane, Smiths, Echo and the Bunnymen, The Cure, Depeche Mode e mais uma infinidade de porcarias. De vez em quando algo se salva. É o caso do Muse, que temnídas influências do rock progressivo e do heavy metal. "Resistance", de 2009, vale a audição.
The Clash - "Live at Shea Stadium" traz um histórico concerto do quarteto inglês em Nova York em outubro de 1982, abrindo para The Who, então em turnê de despedida. Única banda egressado movimento punk que prestou, já havia deixado o sectarismo de suas origens e abraçado novas tendências e influências. Tirando as músicas influenciadas pelo reggae (outra porcaria), o Clash tocou rápido e pesado. Registro histórico importante.
Lynyrd Skynyrd - Ora country, ora southern rock, o ícone do rock sulista norte-americano comemora 40 anos de fundação com o mais puro hard rock, beirando o heavy metal. Duelos mortais de guitarra, baixo gordo e pesado e bateria esmurrada, o grupo mostra a vitalidade que os Allman Brothers perderam nos anos 90. A música de abertura do CD "God & Guns", de 2009, é "Still Unbroken" e define o que é a obra.
Evile - "Infected Nations" é a maior novidade no heavy metal em 2009. O Evile é diretamente influenciado por Metallica, Testament e Exodus e hoje é a mais pesada e visceral banda de thrash metal da atualidade. CD obrigatório para quem gosta de som pesado.
Lamb of God - Depois de uma década de chamado "new metal" - música pseudo-pesada ruim misturada a elementos eletrônicos detestáveis - eis que a surge a redenção do heavy metal. Saem coisas horrorosas como Korn, Limp Bizkit, Linkin Park e Slipknot e entram bandas furiosas, mas tecnicamente excelentes, como as norte-americanas Cage, High on Fire, Black Tide e o mais importante, Lamb of God. O último CD, "Wrath", é uma porrada sonora, juntando o melhor do thrash metal oitentista com o peso do heavy europeu dos anos 90.
Mastodon - Melhor banda de heavy metal dos anos 2000, ao lado do Lamb of God. O último trabalho, "Crack the Skye", aprofunda a aliança entre o peso à la Black Sabbath e o metal progressivo. Também norte-americana, é que mais se aproxima do que se produz hoje na vanguarda do rock pesado europeu, especialmente o sueco.
Porcupine Tree - Banda integrante da segunda onda do neo-progressivo inglês, é praticamente a resposta britânica ao Dream Theater, juntamente com o Threshold. "The Incident" abusa do experimentalismo e dos ruídos extraídos da guitarra, lembrando o Sonic Youth, só que com muito mais inteligência e qualidade. Indispensável para quem gosta de vanguardismo e surpresas sonoras.
Dr. Sin - É regravação do primeiro CD, de 1993, mas merece a menção. O trio paulistano chamou de "The Original Dr. Sin" o bom trabalho do ano passado. Com uma produção um mulhão de vezes melhor e com vocais mais maduros e experientes, o trabalho é uma pérola diante da mediocridade do mercado nacional atual. E o melhor, cantado em inglês, como tem de ser o verdadeiro rock.
Shaman -A nova formação dos paulistanos do Shaman produziu o que de melhor se fez no heavy metal feito no Brasil. "Immortal" é pesadíssimo, com guitarras estonteantes e muito bem produzidas, além de um fenomenal trabalho de bateria. O novo vocalista, Thiago Bianchi, substituiu André Matos à altura. A edição 2009 de "Immortal" traz um CD bonus, "Anime Alive", gravado no festival de mesmo nome.
André Matos - Logo após sair do Shaman, lançou o melhor CD brasileiro de heavy metal, "Time to Be Free". Em 2009, o cantor paulistano subiu a qualidade e lançou "Mentalize", bem mais pesado e mais experimental, com letras mais densas e sonoridade européia. Uma aula de música pesada bem feita.
Kavla - "Surreal" é a prova de que, de onde se menos espera, de vezem quando surge coisa ótima. Catorze anos depois do CD de estreia e de muita letargia, o sexteto paulistano lança o melhor trabalho do underground nacional em 2009. Muito pesado e com duelos de guitarras em todas as músicas, consegue dosar de forma equilibrada o metal progressivo com a veia tradicional do estilo. Ouça "Impersonal World".
No ano em que finalmente as gravadoras resolveram enfrentar a nova era, recheada de downloads gratuitos (e ilegais) e a proliferação dos CDs e DVDs piratas, a criatividade parece ter dado novamente as caras.
Pena que isso ocorra no exterior, e não no mercado brasileiro, ainda dependente da figura cada vez mais patética de Roberto Carlos, do lixo baiano chamado axé, das porcarias denominadas música sertaneja (que de sertaneja nada tem) e principalmente dos dejetos sonoros de todo o tipo de música religiosa.
E o que dizer das novas pseudo-cantoras da MPB? Agora é moda nas rádios e nos cadernos de cultura de qualquer jornal valorizar qualquer mocinha bonitinha sem voz que canta mal, maz adora fazer pose de intelectual. É tanto lixo que não vale a pena citar nenhuma delas.
Assim sendo, sobrou apenas o blues e o rock em 2009 para tentar salvar a qualidade em um mundo que cada vez menos valoriza o bom produto artístico, em qualquer área.
O que de melhor rolou em 2009:
Gov't Mule - Filhote do Allman Brothers nascido em 1994 no sul dos Estados Unidos, lançou o melhor álbum do ano, "By a Thread", bluesda melhor qualidade misturado a rock pesado do calibre de Cream e Foghat. "Inside Ouside Woman Blues" é um blues pesado que remonta aos melhores momentos dos anos 70.
Dream Theater - O Queensryche inventou, mas o Dream Theater deu forma e aperfeiçoou o metal progressivo. "Black Clouds and Silver Lining" tem apenas seis músicas, mas que são verdadeiras aulas de técnica e melodia aliadas a um peso extraordinário. A banda de Nova York comemora 25 anos de carreira com mais versatilidade e peso. Ouça "Wither", "Rites of Passage" e "Night to Remember".
Judas Priest - Depois do incompreendido "Nostradamus", de 2008, o grupo inglês lançou "A Touch of Evil -Live", registrado ao vivo durante a turnê do CD. A diferença é que o trabalho traz 11 músicas que raramente são tocadas pela banda. Muito bem gravado e com a banda afiada, tem como destaques "Painkiller" e "A Touch of Evil".
Iron Maiden - "Flight 666" é a trilha sonora do documentário que registra a turnê de 2008-2009 e que chegou aos cinemas em meados do ano passado. Imperdível para quem gosta do bom heavy metal.
Kiss - Para quem esperava a farofa de sempre, "Sonic Boom", o primeiro trabalhocom músicas inéditas do Kiss em 11 anos surpreende por ser pesado, rápido e muito bem produzido. A veia pop permanece, mas há menos concessões. As guitarras estão mais limpas e na "cara", em sintonia com as melhores produções do rock atual. Procure a versão tripla, que contém o original, um DVD com um show e um CD extra com clássicos da banda regravados e lançados somente no Japão em 2008.
Saxon - Tudo o que banda produz é clássico e da melhor qualidade. Heavy metal tradicional em "Into the Labyrinth", mas com produção impecável e músicas mais inspiradas que as do último álbum "Inner Sanctum", de 2007. Porada do começo ao fim, com muita velocidade, técnica e melodia. "Batallions of Steel", que abre o álbum, é uma das melhores músicas da década.
Shadowland - Depois que o movimento punk pretensamente matou o rock progressivo em 1980, uma nova leva de bandas inglesas surgiu para ressuscitar o estilo, batizado de neo-progressivo e tendo como principais nomes Marillion, IQ, Pendragon, Oliver Wakeman, Pallas e Arena. O punk morreu - para nossa sorte, talvez? - mas o rock progressivo renasceu e continua vivo graçasa bandas como o Shadowland, um dos vários projetos paralelos de Clive Nolan, do Pendragon. "A Matter of Perspective" e "Edge of Night-Live" são dois lançamentos que sintetizam o que melhoro rock progressivo produziu nos anos 2000.
Chickenfoot - Superbanda que reúne dois ex-Van Halen (Sammy Hagar e Michael Anthony), o gênio da guitarra Joe Satriani e o baterista Chad Smith, do Red Hot Chili Peppers. Hard rock da melhor qualidade, direto na cara, mas com músicas bem elaboradas graças a Satriani. O álbum "Chickenfoot" foi um dos dez mais mais vendido no primeiro semestre nos Estados Unidos.
Slayer - Maestria no thrash metal, o melhor CD da banda norte-americana em dez anos. Brutalidade e peso misturados com muita técnica. "World Painted Blood" ainda mostra os letristas Kerry King e Jeff Hanneman mais inspirados e furiosos.
Shadow Gallery - Segundo nome mais importante do metal progressivo norte americano, ao lado do Fates Warning e do Symphony X. "Digital Ghosts" é o sexto CD da banda e está mais pesado que os anteriores e traz como novo vocalista, Brian Ashland - que substitui Mike Baker, que morreu de ataque cardáico em 2008. Com influências claras de Dream Theater e Queensryche, tem como destaques as músicas "Strong" e "Venom".
Them Crooked Vultures - Mais um supergrupo. O ex-Led Zeppelin John Paul Jones, no baixo, recebe a companhia de Josh Homme (guitarrista do Queens of the Stone Age) e Dave Grohl (guitarrista do bom Foo Fighters e ex-baterista do péssimo Nirvana). Surpreendentemente pesado e rápido, faz uma mistura de heavy metal, harcore e hard rock, soando no mínimo inusitado. O álbum auto-intitulado vendeu muito neste fim de ano.
Nashville Pussy - O que era para ser uma piada se tornou uma excelente banda de hard rock. O casal de guitarristas (casados fora do palco também) Blaine Cartwright e Ruyter Sys só queriam fazer covers do Motorhead e tomar muita cerveja, mas cometeram uma série de canções da melhor tradição do rock pesado: som cru, reto, com guitarras ultra-distorcidas e letras sacanas. Uma mistura de Motorhead, AC-DC e Lynyrd Skynyrd. "From Hell to Texas", o CD deste ano, é obrigatório.
Muse - O britpop é aquele mesmo movimento que de vez em quando ressurge do limbo para despejar porcarias nos rádios como Radiohead, Coldplay, Oasis, Blur, Suede, Keane, Smiths, Echo and the Bunnymen, The Cure, Depeche Mode e mais uma infinidade de porcarias. De vez em quando algo se salva. É o caso do Muse, que temnídas influências do rock progressivo e do heavy metal. "Resistance", de 2009, vale a audição.
The Clash - "Live at Shea Stadium" traz um histórico concerto do quarteto inglês em Nova York em outubro de 1982, abrindo para The Who, então em turnê de despedida. Única banda egressado movimento punk que prestou, já havia deixado o sectarismo de suas origens e abraçado novas tendências e influências. Tirando as músicas influenciadas pelo reggae (outra porcaria), o Clash tocou rápido e pesado. Registro histórico importante.
Lynyrd Skynyrd - Ora country, ora southern rock, o ícone do rock sulista norte-americano comemora 40 anos de fundação com o mais puro hard rock, beirando o heavy metal. Duelos mortais de guitarra, baixo gordo e pesado e bateria esmurrada, o grupo mostra a vitalidade que os Allman Brothers perderam nos anos 90. A música de abertura do CD "God & Guns", de 2009, é "Still Unbroken" e define o que é a obra.
Evile - "Infected Nations" é a maior novidade no heavy metal em 2009. O Evile é diretamente influenciado por Metallica, Testament e Exodus e hoje é a mais pesada e visceral banda de thrash metal da atualidade. CD obrigatório para quem gosta de som pesado.
Lamb of God - Depois de uma década de chamado "new metal" - música pseudo-pesada ruim misturada a elementos eletrônicos detestáveis - eis que a surge a redenção do heavy metal. Saem coisas horrorosas como Korn, Limp Bizkit, Linkin Park e Slipknot e entram bandas furiosas, mas tecnicamente excelentes, como as norte-americanas Cage, High on Fire, Black Tide e o mais importante, Lamb of God. O último CD, "Wrath", é uma porrada sonora, juntando o melhor do thrash metal oitentista com o peso do heavy europeu dos anos 90.
Mastodon - Melhor banda de heavy metal dos anos 2000, ao lado do Lamb of God. O último trabalho, "Crack the Skye", aprofunda a aliança entre o peso à la Black Sabbath e o metal progressivo. Também norte-americana, é que mais se aproxima do que se produz hoje na vanguarda do rock pesado europeu, especialmente o sueco.
Porcupine Tree - Banda integrante da segunda onda do neo-progressivo inglês, é praticamente a resposta britânica ao Dream Theater, juntamente com o Threshold. "The Incident" abusa do experimentalismo e dos ruídos extraídos da guitarra, lembrando o Sonic Youth, só que com muito mais inteligência e qualidade. Indispensável para quem gosta de vanguardismo e surpresas sonoras.
Dr. Sin - É regravação do primeiro CD, de 1993, mas merece a menção. O trio paulistano chamou de "The Original Dr. Sin" o bom trabalho do ano passado. Com uma produção um mulhão de vezes melhor e com vocais mais maduros e experientes, o trabalho é uma pérola diante da mediocridade do mercado nacional atual. E o melhor, cantado em inglês, como tem de ser o verdadeiro rock.
Shaman -A nova formação dos paulistanos do Shaman produziu o que de melhor se fez no heavy metal feito no Brasil. "Immortal" é pesadíssimo, com guitarras estonteantes e muito bem produzidas, além de um fenomenal trabalho de bateria. O novo vocalista, Thiago Bianchi, substituiu André Matos à altura. A edição 2009 de "Immortal" traz um CD bonus, "Anime Alive", gravado no festival de mesmo nome.
André Matos - Logo após sair do Shaman, lançou o melhor CD brasileiro de heavy metal, "Time to Be Free". Em 2009, o cantor paulistano subiu a qualidade e lançou "Mentalize", bem mais pesado e mais experimental, com letras mais densas e sonoridade européia. Uma aula de música pesada bem feita.
Kavla - "Surreal" é a prova de que, de onde se menos espera, de vezem quando surge coisa ótima. Catorze anos depois do CD de estreia e de muita letargia, o sexteto paulistano lança o melhor trabalho do underground nacional em 2009. Muito pesado e com duelos de guitarras em todas as músicas, consegue dosar de forma equilibrada o metal progressivo com a veia tradicional do estilo. Ouça "Impersonal World".
terça-feira, março 09, 2010
O tiroteio começou bem cedo
Período ruim para o PT e o presidente Lula logo após a apoteótica indicação de Dilma Roussef como candidata petista à Presidência. Quando as turbinas da campanha eleitoral começa a se aquecer, esqueletos saem do armário para espezinhar.
Primeiro foi a morte do dissidente cubano em consequência de greve de fome, bem no momento em que ocorre uma reunião de cúpula com diversos presidentes na ilha de Fidel Castro.
Tão cioso com a ordem pública e a normalidade política em Honduras, Lula falou e falou, mas não disse nada e se esquivou de qualquer comentário sobre direitos humanos e políticos na ditadura cubana.
Pegou muito mal, mesmo que a alfinetada tenha sido involuntária - como adivinhar que o tal dissidente cometeria a insanidade e a “sacanagem” de morrer durante a tal reunião de cúpula?
O fato é que o presidente brasileiro e o partido ainda continuam vulneráveis a críticas por conta de comportamentos precipitados e pensamentos vocalizados de forma não muito bem avaliada, oferecendo de bandeja munição aos críticos e à oposição.
A cada ano que passa ficada cada vez mais e mais impossível justificar qualquer apoio político e diplomático a regimes autoritários e retrógrados como Cuba, Venezuela, Bolívia e Irã.
Não bastasse isso, Lula e o PT ainda fica vulnetáveis ao “fogo amigo” quando aparecem as desnecessárias conexões entre o ex-ministro José Dirceu e empresas com interesses diretos e confessos em programas e projetos públicos de infraestrutura.
E ainda há o fantasma do mensalão, com a publicação pela revista IstoÉ de trechos dos processos que investigam a ocorrência do evento no Congresso Nacional.
O tiroteio já começou e os ataques vão piorar cada vez mais a partir de agora. Não me parece que o PT e sua candidata estejam preparados neste momento para absorver os golpes e contragolpear.
Período ruim para o PT e o presidente Lula logo após a apoteótica indicação de Dilma Roussef como candidata petista à Presidência. Quando as turbinas da campanha eleitoral começa a se aquecer, esqueletos saem do armário para espezinhar.
Primeiro foi a morte do dissidente cubano em consequência de greve de fome, bem no momento em que ocorre uma reunião de cúpula com diversos presidentes na ilha de Fidel Castro.
Tão cioso com a ordem pública e a normalidade política em Honduras, Lula falou e falou, mas não disse nada e se esquivou de qualquer comentário sobre direitos humanos e políticos na ditadura cubana.
Pegou muito mal, mesmo que a alfinetada tenha sido involuntária - como adivinhar que o tal dissidente cometeria a insanidade e a “sacanagem” de morrer durante a tal reunião de cúpula?
O fato é que o presidente brasileiro e o partido ainda continuam vulneráveis a críticas por conta de comportamentos precipitados e pensamentos vocalizados de forma não muito bem avaliada, oferecendo de bandeja munição aos críticos e à oposição.
A cada ano que passa ficada cada vez mais e mais impossível justificar qualquer apoio político e diplomático a regimes autoritários e retrógrados como Cuba, Venezuela, Bolívia e Irã.
Não bastasse isso, Lula e o PT ainda fica vulnetáveis ao “fogo amigo” quando aparecem as desnecessárias conexões entre o ex-ministro José Dirceu e empresas com interesses diretos e confessos em programas e projetos públicos de infraestrutura.
E ainda há o fantasma do mensalão, com a publicação pela revista IstoÉ de trechos dos processos que investigam a ocorrência do evento no Congresso Nacional.
O tiroteio já começou e os ataques vão piorar cada vez mais a partir de agora. Não me parece que o PT e sua candidata estejam preparados neste momento para absorver os golpes e contragolpear.
segunda-feira, março 08, 2010
Para não restar mais dúvidas
Para que não haja dúvidas a respeito do que o governo federal pensa sobre a liberdade expressão, de imprensa e de opinião, aí vão duas informações pertinentes surgidas no 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, realizado ontem em São Paulo.
De Hélio Costa, ministro das Comunicações do governo Lula, segundo o jornal O Globo:
“Minha posição é rigorosamente contrária (ao controle social da imprensa). Não participei do projeto, e teve algumas questões que foram levantadas pelo próprio governo, e, no caso específico do controle social, absolutamente inadmissível. Essa questão é puramente da alçada do Congresso Nacional. Você pode fazer a sugestão que quiser, mas quem decide sobre esses direitos e concessões no Brasil é o Congresso. Não há a menor possibilidade, pelo menos neste Congresso e no próximo, que isso venha a acontecer no Brasil.”
E fica ainda mais clara a posição na afirmação de Antonio Palocci, deputado federal pelo PT de São Paulo e um dos coordenadores do programa de governo de Dilma Rousseff, candidata petista à Presidência, em declaração ao Globo:
“Nossa Constituição fá fala do respeito aos direitos humanos. Então, não é preciso um órgão para ver se a imprensa está cumprindo as regras. Um jornal ou um jornalista estão (subordinados) às normas da lei. Os governos precisam de uma atuação forte e democrática da imprensa. Governos autoritários tendem a desabar por não permitem o equilíbrio proveniente da crítica. Não digo que a crítica é agradável, mas é necessária. Se houver calúnia, a Justiça está aí.”
Portanto, que a extrema-esquerda brasileira e seus acólitos autoritários que ainda resistem no PT entendam que qualquer tentativa de controle de imprensa e mídia está fora de questão até mesmo para um governo de orientação social e de esquerda (responsável). P.S.: Mesmo assim, ainda tem cidadão que se recusa a entender o que acontece no mundo. Segundo os jornais O Globo e Estado de S. Paulo, ”cerca de 20 manifestantes vestidos de palhaços dançaram, cantaram e reclamaram do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, realizado ontem num hotel na região da Avenida Paulista .
O grupo – formado por entidades sindicais, de gênero e etnia, além do PSOL e do MST – pedia maior democratização dos meios de comunicação e não criminalização dos movimentos sociais.
“Queremos afirmar a liberdade de expressão, que hoje está condicionada ao poder econômico – disse João Brant, do grupo Intervozes, um dos organizadores do ato. Nos cartazes, críticas aos meios de comunicação. Nas palavras de ordem, os manifestantes gritavam contra o ‘circo da mídia burguesa’.”
Mídia burguesa… é para chorar de rir…
Ainda tem gente presa ao século XIX…
Para que não haja dúvidas a respeito do que o governo federal pensa sobre a liberdade expressão, de imprensa e de opinião, aí vão duas informações pertinentes surgidas no 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, realizado ontem em São Paulo.
De Hélio Costa, ministro das Comunicações do governo Lula, segundo o jornal O Globo:
“Minha posição é rigorosamente contrária (ao controle social da imprensa). Não participei do projeto, e teve algumas questões que foram levantadas pelo próprio governo, e, no caso específico do controle social, absolutamente inadmissível. Essa questão é puramente da alçada do Congresso Nacional. Você pode fazer a sugestão que quiser, mas quem decide sobre esses direitos e concessões no Brasil é o Congresso. Não há a menor possibilidade, pelo menos neste Congresso e no próximo, que isso venha a acontecer no Brasil.”
E fica ainda mais clara a posição na afirmação de Antonio Palocci, deputado federal pelo PT de São Paulo e um dos coordenadores do programa de governo de Dilma Rousseff, candidata petista à Presidência, em declaração ao Globo:
“Nossa Constituição fá fala do respeito aos direitos humanos. Então, não é preciso um órgão para ver se a imprensa está cumprindo as regras. Um jornal ou um jornalista estão (subordinados) às normas da lei. Os governos precisam de uma atuação forte e democrática da imprensa. Governos autoritários tendem a desabar por não permitem o equilíbrio proveniente da crítica. Não digo que a crítica é agradável, mas é necessária. Se houver calúnia, a Justiça está aí.”
Portanto, que a extrema-esquerda brasileira e seus acólitos autoritários que ainda resistem no PT entendam que qualquer tentativa de controle de imprensa e mídia está fora de questão até mesmo para um governo de orientação social e de esquerda (responsável). P.S.: Mesmo assim, ainda tem cidadão que se recusa a entender o que acontece no mundo. Segundo os jornais O Globo e Estado de S. Paulo, ”cerca de 20 manifestantes vestidos de palhaços dançaram, cantaram e reclamaram do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, realizado ontem num hotel na região da Avenida Paulista .
O grupo – formado por entidades sindicais, de gênero e etnia, além do PSOL e do MST – pedia maior democratização dos meios de comunicação e não criminalização dos movimentos sociais.
“Queremos afirmar a liberdade de expressão, que hoje está condicionada ao poder econômico – disse João Brant, do grupo Intervozes, um dos organizadores do ato. Nos cartazes, críticas aos meios de comunicação. Nas palavras de ordem, os manifestantes gritavam contra o ‘circo da mídia burguesa’.”
Mídia burguesa… é para chorar de rir…
Ainda tem gente presa ao século XIX…
Resignação e esperança
O clima de desconforto passou. Ficou a resignação e só restou olhar para frente. O grupo analisado é micro, reduzidíssimo, mas reflete o que parte do dos militantes históricos do PT pensa sobre a indicação de Dilma Roussef como candidata do partido à Presidência da República.
O local não poderia ser mais lúdico: um bufê infantil no bairro do Ipiranga, chique, com milhares de atrações para as crianças e comida boa demais para apenas um bufê.
A cerveja estava gelada e o uísque era de ótima qualidade. No entanto, a predominância de petistas e esquerdistas era total, quase todos de tendência moderada.
Só se falou no Congresso do PT do final de semana no final da tarde de domingo. Pelo menos dez dos presentes estiveram no evento.
Por mais que reclamassem, como sempre, da “cobertura da imprensa em geral”, acabaram por concordar com o clima geral: aclamação geral, com pouquíssimo debate e quase nada do que foi a reunião anos atrás.
Mas a resignação não tem nada de melancólica. O pragmatismo dominou a cena e a conclusão do fim das discussões na festinha de criança foi a única possível – e bastante adequada: vamos olhar para frente e ganhar de novo.
É fato que o PT está sofrendo há tempos com a letargia de sua militância histórica. Tudo bem que as expectativas eram gigantes quando o presidente Lula assumiu em janeiro de 2003. A realidade atropelou muita gente, muitos companheiros ficaram pelo caminho.
Sobrou ressentimento para todos os gostos e todas as facções. O arco de alianças não agradou, não houve lugar para todo mundo no governo, práticas políticas outrora abomináveis começaram a ser adotadas e também desagradaram bastante, escândalos pontuais decepcionaram. Por fim, houve o pecado mortal de contratar “militantes pagos” para trabalhar nas eleições.
Tudo isso ainda não foi digerido por parte importante e histórica do PT. Mas ficar remoendo esses ressentimentos é a melhor forma de paralisar a estrutura. Pelo menos para o grupo que estava na festinha infantil, começa tudo de novo, com um novo fôlego – um fôlego diferente, até estranho, mas renovado.
Fiquei surpreendido com o que ouvi. Se a disposição daquele grupo for a mesma do resto do partido – ou ao menos dos que estiveram presentes ao Congresso do PT –, teremos um ambiente diferente na campanha de 2010.
E esta disposição é fundamental para que o PT recupere sua militância histórica e, principalmente, crie uma nova geração de filiados ou simpatizantes comprometidos com o programa do partido e com as mudanças necessárias.
E justamente esse ponto encerrou o debate entre os militantes da festinha, com uma faísca contagiante de esperança: há uma convicção firme e dominante no partido de que é preciso começar já uma campanha pela renovação dos quadros, atraindo novos e jovens militantes.
Todas as facções e tendências, em algum momento durante o evento do final de semana, discutiram a questão entre seus simpatizantes separadamente, sem que houvesse uma discussão geral formal. Ou seja, todo mundo está sintonizado em relação ao futuro.
O congresso petista terminou muito melhor do que começou. Havia ceticismo e revolta silenciosa por causa do trator Lula em favor de Dilma. O pragmatismo falou mais alto e o horizonte passou a ser mais luminoso. E que venham os novos militantes.
O clima de desconforto passou. Ficou a resignação e só restou olhar para frente. O grupo analisado é micro, reduzidíssimo, mas reflete o que parte do dos militantes históricos do PT pensa sobre a indicação de Dilma Roussef como candidata do partido à Presidência da República.
O local não poderia ser mais lúdico: um bufê infantil no bairro do Ipiranga, chique, com milhares de atrações para as crianças e comida boa demais para apenas um bufê.
A cerveja estava gelada e o uísque era de ótima qualidade. No entanto, a predominância de petistas e esquerdistas era total, quase todos de tendência moderada.
Só se falou no Congresso do PT do final de semana no final da tarde de domingo. Pelo menos dez dos presentes estiveram no evento.
Por mais que reclamassem, como sempre, da “cobertura da imprensa em geral”, acabaram por concordar com o clima geral: aclamação geral, com pouquíssimo debate e quase nada do que foi a reunião anos atrás.
Mas a resignação não tem nada de melancólica. O pragmatismo dominou a cena e a conclusão do fim das discussões na festinha de criança foi a única possível – e bastante adequada: vamos olhar para frente e ganhar de novo.
É fato que o PT está sofrendo há tempos com a letargia de sua militância histórica. Tudo bem que as expectativas eram gigantes quando o presidente Lula assumiu em janeiro de 2003. A realidade atropelou muita gente, muitos companheiros ficaram pelo caminho.
Sobrou ressentimento para todos os gostos e todas as facções. O arco de alianças não agradou, não houve lugar para todo mundo no governo, práticas políticas outrora abomináveis começaram a ser adotadas e também desagradaram bastante, escândalos pontuais decepcionaram. Por fim, houve o pecado mortal de contratar “militantes pagos” para trabalhar nas eleições.
Tudo isso ainda não foi digerido por parte importante e histórica do PT. Mas ficar remoendo esses ressentimentos é a melhor forma de paralisar a estrutura. Pelo menos para o grupo que estava na festinha infantil, começa tudo de novo, com um novo fôlego – um fôlego diferente, até estranho, mas renovado.
Fiquei surpreendido com o que ouvi. Se a disposição daquele grupo for a mesma do resto do partido – ou ao menos dos que estiveram presentes ao Congresso do PT –, teremos um ambiente diferente na campanha de 2010.
E esta disposição é fundamental para que o PT recupere sua militância histórica e, principalmente, crie uma nova geração de filiados ou simpatizantes comprometidos com o programa do partido e com as mudanças necessárias.
E justamente esse ponto encerrou o debate entre os militantes da festinha, com uma faísca contagiante de esperança: há uma convicção firme e dominante no partido de que é preciso começar já uma campanha pela renovação dos quadros, atraindo novos e jovens militantes.
Todas as facções e tendências, em algum momento durante o evento do final de semana, discutiram a questão entre seus simpatizantes separadamente, sem que houvesse uma discussão geral formal. Ou seja, todo mundo está sintonizado em relação ao futuro.
O congresso petista terminou muito melhor do que começou. Havia ceticismo e revolta silenciosa por causa do trator Lula em favor de Dilma. O pragmatismo falou mais alto e o horizonte passou a ser mais luminoso. E que venham os novos militantes.
O trator da objetividade subverte a tradição petista
De forma acrítica e totalmente submisso ao trator pesado do presidente Lula, o PT referendou a candidatura de Dilma Roussef à presidência. Não houve a mínima contestação, nem a mínima discussão. Lula mandou, todo mundo abaixou a cabeça e aceitou sem chiar.
O PT completa 30 anos de existência um pouco menor, infelizmente. As tímidas manifestações do ano passado no diretório paulista contra as ordens “de cima para baixo, sem debate e sem prévias”, foram abafadas e caladas sem o menor pudor.
Não se ouvem mais as críticas de que Dilma é uma desconhecida, não tem carisma e currículo para uma disputa tão importante. Nem mesmo o maior dos pecados, o de não ser uma legítima petista, já que passou pelo PDT antes, é citado nas conversas. Lula mandou, todo mundo calou.
Como consolo de subjugados, dirigentes petistas “conseguiram” incluir entre os compromissos da candidata bandeiras históricas e estapafúrdias, que provavelmente a realidade política se encarregará de ignorar e enterrar.
É o caso de estultícies como o apoio incondicional ao atual texto do absurdo (e falecido) Programa Nacional de Direitos Humanos e a bobagem do “combate ao monopólio dos meios de comunicação”.
Há ainda o pedido de apoio à redução da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, uma bandeira histórica mas polêmica, já que sua eficácia é contestada - mas é uma discussão importante que tem de ser qualificada e divulgada.
Por fim, restou o decepcionante discurso de Dilma ao final do encontro petista, recheado de clichês, mesmo que em tom morno, mas temperado com um ranço estatizante inaceitável no século XXI.
Não faz diferença se isso ocorreu para agradar setores do partido mais à esquerda. Pegou muito mal. No dicionário retrógrado de parte da esquerda brasileira - e que Dilma parece, ao menos em público, aderir - estado forte significa intervencionismo na economia e estatização, conceitos sepultados pela história e jogados na lata do lixo pela realidade.
Um PT acuado e subjugado não é conveniente para o Brasil, e muito menos para a candidata do partido. O partido abriu mão de parte de sua história neste final de semana e vai precisar correr para recuperar a porção de estatura que perdeu.
De forma acrítica e totalmente submisso ao trator pesado do presidente Lula, o PT referendou a candidatura de Dilma Roussef à presidência. Não houve a mínima contestação, nem a mínima discussão. Lula mandou, todo mundo abaixou a cabeça e aceitou sem chiar.
O PT completa 30 anos de existência um pouco menor, infelizmente. As tímidas manifestações do ano passado no diretório paulista contra as ordens “de cima para baixo, sem debate e sem prévias”, foram abafadas e caladas sem o menor pudor.
Não se ouvem mais as críticas de que Dilma é uma desconhecida, não tem carisma e currículo para uma disputa tão importante. Nem mesmo o maior dos pecados, o de não ser uma legítima petista, já que passou pelo PDT antes, é citado nas conversas. Lula mandou, todo mundo calou.
Como consolo de subjugados, dirigentes petistas “conseguiram” incluir entre os compromissos da candidata bandeiras históricas e estapafúrdias, que provavelmente a realidade política se encarregará de ignorar e enterrar.
É o caso de estultícies como o apoio incondicional ao atual texto do absurdo (e falecido) Programa Nacional de Direitos Humanos e a bobagem do “combate ao monopólio dos meios de comunicação”.
Há ainda o pedido de apoio à redução da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, uma bandeira histórica mas polêmica, já que sua eficácia é contestada - mas é uma discussão importante que tem de ser qualificada e divulgada.
Por fim, restou o decepcionante discurso de Dilma ao final do encontro petista, recheado de clichês, mesmo que em tom morno, mas temperado com um ranço estatizante inaceitável no século XXI.
Não faz diferença se isso ocorreu para agradar setores do partido mais à esquerda. Pegou muito mal. No dicionário retrógrado de parte da esquerda brasileira - e que Dilma parece, ao menos em público, aderir - estado forte significa intervencionismo na economia e estatização, conceitos sepultados pela história e jogados na lata do lixo pela realidade.
Um PT acuado e subjugado não é conveniente para o Brasil, e muito menos para a candidata do partido. O partido abriu mão de parte de sua história neste final de semana e vai precisar correr para recuperar a porção de estatura que perdeu.
Apesar da ‘marolinha’
A indústria paulista vai bem. E se a indústria vai bem, o resto da economia vai bem. Essa é a tradução do momento em que vivemos em seu estado mais bruto, embora haja quem queira contestar e quem queira exagerar no fato.
A tal da marolinha à qual o presidente Lula se referiu de forma precipitada na verdade foi uma forte tempestade, que desarticulou setores importantes da economia brasileira, mas não o suficiente para destruir a sólida base produtiva e os avanços ocorridos na gestão do atual governo.
De forma discreta, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) comemorou os resultados do nível de atividade de dezembro.
No acumulado do ano, a atividade industrial registrou queda de 8,5%. O INA (Indicador do Nível de Atividade) também declinou 7,6% em dezembro em relação a novembro, sem ajuste sazonal. Já com ajuste, o resultado é positivo, 2,4%.
“Mesmo com queda de 7,6%, este é o melhor dezembro em nove anos. Sem ajuste, a queda de 7,6% – normal para o período – é a menor da série histórica da pesquisa, iniciada em 2001, e mostra que a indústria mantém seu ritmo de recuperação”, informa o boletim da entidade.
Apesar da avaliação, os empresários não perderam a oportunidade de dar uma “choradinha”: os resultados mostram sinais de recuperação, mas ainda estão longe dos níveis do período pré-crise.
Até pode ser verdade, em parte, mas o fato é que a recuperação veio mais cedo do que se supunha, a despeito da alta do dólar registrada nos últimos dias.
E a notícia é excelente para o ABCD, região essencialmente industrial e ainda totalmente dependente do setor.
Dados do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) mostram que o saldo de criação de empregos industriais foi bastante positivo: quase 2 mil empregos foram criados nas fábricas da região entre julho e dezembro do ano passado.
Os metalúrgicos do ABC encerraram o ano da crise com 97.379 trabalhadores. A expectativa é, ainda no primeiro trimestre de 2010, retornar ao patamar dos 100 mil, número atingido em maio de 2008, segundo o presidente do sindicato, Sérgio Nobre.
Os reflexos disso são imediatos. O comércio da região nunca vendeu tanto como no Natal de 2009. Novos empreendimentos não param de surgir em todos os segmentos, especialmente no imobiliário.
Portanto, cada vez alguém comenta que a indústria está acabando no ABCD, é bom sugerir que tal pessoa leia mais antes de falar asneiras.
A dependência excessiva das sete cidades do setor industrial é um problema a médio e longo prazos, mas ainda bem que podem se dar ao luxo de se manterem dependentes dessa forma.
A indústria é e será por muito tempo a maior responsável pela riqueza do ABCD e da Grande São Paulo. Mais do que nunca as prefeituras precisam se conscientizar a respeito e atuar em conjunto para melhorar cada vez mais o ambiente industrial para gerar mais empregos.
A indústria paulista vai bem. E se a indústria vai bem, o resto da economia vai bem. Essa é a tradução do momento em que vivemos em seu estado mais bruto, embora haja quem queira contestar e quem queira exagerar no fato.
A tal da marolinha à qual o presidente Lula se referiu de forma precipitada na verdade foi uma forte tempestade, que desarticulou setores importantes da economia brasileira, mas não o suficiente para destruir a sólida base produtiva e os avanços ocorridos na gestão do atual governo.
De forma discreta, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) comemorou os resultados do nível de atividade de dezembro.
No acumulado do ano, a atividade industrial registrou queda de 8,5%. O INA (Indicador do Nível de Atividade) também declinou 7,6% em dezembro em relação a novembro, sem ajuste sazonal. Já com ajuste, o resultado é positivo, 2,4%.
“Mesmo com queda de 7,6%, este é o melhor dezembro em nove anos. Sem ajuste, a queda de 7,6% – normal para o período – é a menor da série histórica da pesquisa, iniciada em 2001, e mostra que a indústria mantém seu ritmo de recuperação”, informa o boletim da entidade.
Apesar da avaliação, os empresários não perderam a oportunidade de dar uma “choradinha”: os resultados mostram sinais de recuperação, mas ainda estão longe dos níveis do período pré-crise.
Até pode ser verdade, em parte, mas o fato é que a recuperação veio mais cedo do que se supunha, a despeito da alta do dólar registrada nos últimos dias.
E a notícia é excelente para o ABCD, região essencialmente industrial e ainda totalmente dependente do setor.
Dados do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) mostram que o saldo de criação de empregos industriais foi bastante positivo: quase 2 mil empregos foram criados nas fábricas da região entre julho e dezembro do ano passado.
Os metalúrgicos do ABC encerraram o ano da crise com 97.379 trabalhadores. A expectativa é, ainda no primeiro trimestre de 2010, retornar ao patamar dos 100 mil, número atingido em maio de 2008, segundo o presidente do sindicato, Sérgio Nobre.
Os reflexos disso são imediatos. O comércio da região nunca vendeu tanto como no Natal de 2009. Novos empreendimentos não param de surgir em todos os segmentos, especialmente no imobiliário.
Portanto, cada vez alguém comenta que a indústria está acabando no ABCD, é bom sugerir que tal pessoa leia mais antes de falar asneiras.
A dependência excessiva das sete cidades do setor industrial é um problema a médio e longo prazos, mas ainda bem que podem se dar ao luxo de se manterem dependentes dessa forma.
A indústria é e será por muito tempo a maior responsável pela riqueza do ABCD e da Grande São Paulo. Mais do que nunca as prefeituras precisam se conscientizar a respeito e atuar em conjunto para melhorar cada vez mais o ambiente industrial para gerar mais empregos.
Censura, seja lá qual for o motivo
Cada vez mais irrelevante, o Fórum Social de Porto Alegre só teve repercussão por conta da visita do presidente Lula.
Pouca gente bradando as mesmas coisas equivocadas dos últimos 20 anos, período em que a humanidade mudou profundamente e caminhou para o futuro, enterrando todo o entulho autoritário e as falsas ilusões que escondiam trevas do obscurantismo.
É claro que, neste ambiente, na falta de a quem culpar pela inexorável e irreversível irrelevância e insignificância, sobrou para a imprensa e para a mídia em geral. Coisa de gente tosca, que adota dizer o que os outros devem ler, ouvir, pensar e falar. Gente que tem o DNA do autoritarismo.
A quantidade barbaridades proferidas em Porto Alegre em defesa do controle e da censura à imprensa - contidos no tal Programa Nacional de Direitos Humanos - foi enorme para uma quantidade tão reduzida de participantes.
Uma imprensa ruim é preferível a não ter nenhuma imprensa ou ter uma imprensa controlada e censurada, como quer o ditadorzinho de republiqueta de banana Hugo Chávez, da Venezuela. São injustificáveis as perseguições que ele empreende contra a imprensa e contra os opositores, incentivando pupilos como o casal Kirchner, que acha que governa a Argentina.
Esse pessoalzinho é daquele tipo que segue à risca a seguinte máxima: “Quando eu mando em você, é democracia; quando você manda em mim, é autoritarismo e ditadura”.
@@@@@@@@@@@@@
Terminou também em São Paulo a tal da Campus Party, que pretendia ser uma espécie de “reunião de nerds e loucos por informática”. Não passou da maior concentração de retardados por metro quadrado do mundo.
Não passam de um bando de estúpidos fissurados em videogames que mal consegue articular palavras, revelando um nível de indigência intelectual tamanho que envergonharia até mesmo qualquer analfabeto.
Cada vez mais irrelevante, o Fórum Social de Porto Alegre só teve repercussão por conta da visita do presidente Lula.
Pouca gente bradando as mesmas coisas equivocadas dos últimos 20 anos, período em que a humanidade mudou profundamente e caminhou para o futuro, enterrando todo o entulho autoritário e as falsas ilusões que escondiam trevas do obscurantismo.
É claro que, neste ambiente, na falta de a quem culpar pela inexorável e irreversível irrelevância e insignificância, sobrou para a imprensa e para a mídia em geral. Coisa de gente tosca, que adota dizer o que os outros devem ler, ouvir, pensar e falar. Gente que tem o DNA do autoritarismo.
A quantidade barbaridades proferidas em Porto Alegre em defesa do controle e da censura à imprensa - contidos no tal Programa Nacional de Direitos Humanos - foi enorme para uma quantidade tão reduzida de participantes.
Uma imprensa ruim é preferível a não ter nenhuma imprensa ou ter uma imprensa controlada e censurada, como quer o ditadorzinho de republiqueta de banana Hugo Chávez, da Venezuela. São injustificáveis as perseguições que ele empreende contra a imprensa e contra os opositores, incentivando pupilos como o casal Kirchner, que acha que governa a Argentina.
Esse pessoalzinho é daquele tipo que segue à risca a seguinte máxima: “Quando eu mando em você, é democracia; quando você manda em mim, é autoritarismo e ditadura”.
@@@@@@@@@@@@@
Terminou também em São Paulo a tal da Campus Party, que pretendia ser uma espécie de “reunião de nerds e loucos por informática”. Não passou da maior concentração de retardados por metro quadrado do mundo.
Não passam de um bando de estúpidos fissurados em videogames que mal consegue articular palavras, revelando um nível de indigência intelectual tamanho que envergonharia até mesmo qualquer analfabeto.
PT 30 anos corre atrás da militância
O aniversário de 30 anos do PT traz um desafio dos maiores para o futuro do partido: reconquistar a militância e a relevância de se fazer uma campanha ideológica com substância e conteúdo.
O poder faz bem às pessoas e organizações. Sabendo administrar, a parte ruim pode ser amenizada e eventualmente escondida. No entanto, quando o poder faz mal expõe o que de pior existe nas relações políticas humanas.
O PT viveu os dois lados desde sempre, desde a primeira campanha eleitoral estadual de Lula, em 1982, desde a eleição de seu primeiro prefeito - Gilson Menezes, em Diadema, no mesmo ano -, desde a eleição de sua primeira prefeita de capital - Maria Luíza Fontenelle, em Fortaleza, em 1985 - e por aí segue.
Ao contrário dos partidos fisiológicos, como PMDB, PFL-DEM e PSDB, só para ficar nos mais gritantes, o PT sempre teve o que aprender e o que ensinar. Virou referência de conteúdo político sério, apesar de barulhento. Não poderia ser de outro jeito em um cenário político dominado por elites e oligopólios mais interessados em seus próprios negócios.
O partido caminhou com referência da ética e da moralidade, mesmo com os pecadilhos denunciados aqui e ali por uma imprensa hostil e frequentemente inquisidora - não necessáriamente mentirosa, embora as mentiras representem parte da história impressa dos principais jornais em relação ao partido.
O PT que chega aos 30 anos é um partido que se modernizou e que se livrou, ao menos por enquanto, do ranço radical que permeou seu discurso por anos. Conseguiu agregar muito mais do que desagregar.
A depuração foi necessária para que o partido sobrevivesse como unidade e como projeto, coisa que nem PSOL nem PSTU são e jamais serão. O PT tem estofo, tem grife e tem estatura para garantir a presença de parte expressiva da população no discurso político do Brasil.
O PT conseguiu mostrar que havia outro caminho ao Brasil sem necessariamente romper com a ordem econômica - correria o risco de inviabilizar qualquer projeto de governo. O PT ganhou muito mais do que perdeu em 30 anos. Aprendeu bastante, mas ensinou muito mais.
O partido que completa três décadas às vésperas de sua segunda eleição mais importante - a primeira sem Lula como cabeça de chapa para presidente - tem o desafio de sobreviver sem o grande líder no Palácio do Planalto e de dar suporte a uma candidata presidencial ainda sem estofo e sem carisma.
Para chamar a militância de volta e evitar o que se viu nas últimas eleições municipais e estaduais - gente paga tremulando bandeiras e distribuindo propaganda, coisa inimaginável nos anos 80 -, será preciso muito mais do que o apelo de Lula.
Será necessário melhorar o discurso, melhorar a qualidade das lideranças do partido e aprofundar as raízes trabalhadoras do partido, cada vez mais dominado por uma casta de líderes que há muito tempo estão na política e que asfixiam gente nova que quer fazer parte da cúpula.
Mais do que isso, o partido terá de se virar sem Lula e encontrar uma maneira de amenizar ou encerrar a dependência que tem da imagem esmagadora que o atual presidente construiu e que colou à do partido.
Por isso é fundamental a volta da ideologização da campanha sem cair na armadilha do radicalismo do discurso radical, cujas ideias já estão sepultadas desde a queda do Muro de Berlim. Só assim será capaz de novamente mobilizar uma militância jovem e capaz de carregar o partido nas costas, como sempre aconteceu.
O aniversário de 30 anos do PT traz um desafio dos maiores para o futuro do partido: reconquistar a militância e a relevância de se fazer uma campanha ideológica com substância e conteúdo.
O poder faz bem às pessoas e organizações. Sabendo administrar, a parte ruim pode ser amenizada e eventualmente escondida. No entanto, quando o poder faz mal expõe o que de pior existe nas relações políticas humanas.
O PT viveu os dois lados desde sempre, desde a primeira campanha eleitoral estadual de Lula, em 1982, desde a eleição de seu primeiro prefeito - Gilson Menezes, em Diadema, no mesmo ano -, desde a eleição de sua primeira prefeita de capital - Maria Luíza Fontenelle, em Fortaleza, em 1985 - e por aí segue.
Ao contrário dos partidos fisiológicos, como PMDB, PFL-DEM e PSDB, só para ficar nos mais gritantes, o PT sempre teve o que aprender e o que ensinar. Virou referência de conteúdo político sério, apesar de barulhento. Não poderia ser de outro jeito em um cenário político dominado por elites e oligopólios mais interessados em seus próprios negócios.
O partido caminhou com referência da ética e da moralidade, mesmo com os pecadilhos denunciados aqui e ali por uma imprensa hostil e frequentemente inquisidora - não necessáriamente mentirosa, embora as mentiras representem parte da história impressa dos principais jornais em relação ao partido.
O PT que chega aos 30 anos é um partido que se modernizou e que se livrou, ao menos por enquanto, do ranço radical que permeou seu discurso por anos. Conseguiu agregar muito mais do que desagregar.
A depuração foi necessária para que o partido sobrevivesse como unidade e como projeto, coisa que nem PSOL nem PSTU são e jamais serão. O PT tem estofo, tem grife e tem estatura para garantir a presença de parte expressiva da população no discurso político do Brasil.
O PT conseguiu mostrar que havia outro caminho ao Brasil sem necessariamente romper com a ordem econômica - correria o risco de inviabilizar qualquer projeto de governo. O PT ganhou muito mais do que perdeu em 30 anos. Aprendeu bastante, mas ensinou muito mais.
O partido que completa três décadas às vésperas de sua segunda eleição mais importante - a primeira sem Lula como cabeça de chapa para presidente - tem o desafio de sobreviver sem o grande líder no Palácio do Planalto e de dar suporte a uma candidata presidencial ainda sem estofo e sem carisma.
Para chamar a militância de volta e evitar o que se viu nas últimas eleições municipais e estaduais - gente paga tremulando bandeiras e distribuindo propaganda, coisa inimaginável nos anos 80 -, será preciso muito mais do que o apelo de Lula.
Será necessário melhorar o discurso, melhorar a qualidade das lideranças do partido e aprofundar as raízes trabalhadoras do partido, cada vez mais dominado por uma casta de líderes que há muito tempo estão na política e que asfixiam gente nova que quer fazer parte da cúpula.
Mais do que isso, o partido terá de se virar sem Lula e encontrar uma maneira de amenizar ou encerrar a dependência que tem da imagem esmagadora que o atual presidente construiu e que colou à do partido.
Por isso é fundamental a volta da ideologização da campanha sem cair na armadilha do radicalismo do discurso radical, cujas ideias já estão sepultadas desde a queda do Muro de Berlim. Só assim será capaz de novamente mobilizar uma militância jovem e capaz de carregar o partido nas costas, como sempre aconteceu.
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Inteligência como política de Estado
Fazia tempo que o cinema internacional não produzia uma verdadeira aula de política internacional e diplomacia. “Invictus”, já nas telas brasileiras, concorre a três Oscars este ano e mostra como um político revolucionário e combativo pode se tornar um mestre da conciliação e da solidariedade.
Dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Morgan Freeman e Matt Damon, “Invictus” é baseado no livro “Conquistando o Inimigo”, de John Carlin, e mostra como Nelson Mandela, então com um ano no cargo de presidente da África do Sul, avançou milhares de anos-luz na luta para soterrar o odioso apartheid.
Com habilidade, tolerância e paciência, Mandela aproveitou a Copa do Mundo de Rúgbi de 1995 em seu país para estimular campanhas de união nacional e consturar um dificílimo pacto social como forma de iniciar a busca de uma identidade nacional para negros e brancos, sem revanchismo e olhando semprepara frente.
Mesmo sendo uma potência no esporte, a África do Sul era zebra, mas o autêntico clima de Copa do Mundo, coisa rara no rúgbi mas absolutamente fundamental no futebol no mundo todo, contagiou um país racialmente dividido e ferido.
Mandela e sua equipe de governo levaram seis meses para desarmar espíritos e garantir um apoio nacional nunca visto para a seleção sul-africana de rúgbi, considerada um dos maiores símbolos da política do apartheid, pois era formada somente por brancos a maior parte do tempo - mesmo com o clima favorável, apenas um negro integrou o time naquela copa.
Mandela havia consguido algo improvável, tido como o impossível por muitos: praticamente pacificou o país por meio do esporte.
Tamanha façanha tinha de ser coroada com um final condizente: a conquista do título batendo a favoritíssima Nova Zelândia por 15 a 12, no sufoco, na prorrogação. Os jogadores viraram ídolos e heróis; Mandela já era um mito, e virou deus.
Livro e filme são imperdíveis para ajudar a entender a questão sul-africana pós-apartheid sem viés ideológico. São uma aula de política internacional.
E pensar que houve gente da esquerda à época que considerou Mandela um vendido, um traidor da “causa”…
Fazia tempo que o cinema internacional não produzia uma verdadeira aula de política internacional e diplomacia. “Invictus”, já nas telas brasileiras, concorre a três Oscars este ano e mostra como um político revolucionário e combativo pode se tornar um mestre da conciliação e da solidariedade.
Dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Morgan Freeman e Matt Damon, “Invictus” é baseado no livro “Conquistando o Inimigo”, de John Carlin, e mostra como Nelson Mandela, então com um ano no cargo de presidente da África do Sul, avançou milhares de anos-luz na luta para soterrar o odioso apartheid.
Com habilidade, tolerância e paciência, Mandela aproveitou a Copa do Mundo de Rúgbi de 1995 em seu país para estimular campanhas de união nacional e consturar um dificílimo pacto social como forma de iniciar a busca de uma identidade nacional para negros e brancos, sem revanchismo e olhando semprepara frente.
Mesmo sendo uma potência no esporte, a África do Sul era zebra, mas o autêntico clima de Copa do Mundo, coisa rara no rúgbi mas absolutamente fundamental no futebol no mundo todo, contagiou um país racialmente dividido e ferido.
Mandela e sua equipe de governo levaram seis meses para desarmar espíritos e garantir um apoio nacional nunca visto para a seleção sul-africana de rúgbi, considerada um dos maiores símbolos da política do apartheid, pois era formada somente por brancos a maior parte do tempo - mesmo com o clima favorável, apenas um negro integrou o time naquela copa.
Mandela havia consguido algo improvável, tido como o impossível por muitos: praticamente pacificou o país por meio do esporte.
Tamanha façanha tinha de ser coroada com um final condizente: a conquista do título batendo a favoritíssima Nova Zelândia por 15 a 12, no sufoco, na prorrogação. Os jogadores viraram ídolos e heróis; Mandela já era um mito, e virou deus.
Livro e filme são imperdíveis para ajudar a entender a questão sul-africana pós-apartheid sem viés ideológico. São uma aula de política internacional.
E pensar que houve gente da esquerda à época que considerou Mandela um vendido, um traidor da “causa”…
Cemitério na porta de sua casa
Os moradores de São Bernardo podem ficar mais felizes em 2010. Ganharam de presente a volta das enchentes que destroem casas, ruas e comércios e a ampliação do “cemitério” de automóveis apreendidos e abandonados nas delegacias de polícia.
Mesmo os moradores de áreas mais altas da cidade, como o bairro Baeta Neves, viram verdadeiras cachoeiras em algumas ruas por conta das fortes chuvas e simplesmente não conseguiram chegar em casa em pelo menos três nas últimas duas semanas por conta da cidade ilhada pelos alagamentos.
Enquanto isso, nas imediações do 1º Distrito Policial, na avenida Armando Italo Setti, já não há mais espaço para alocar automóveis apreendidos e batidos ao longo de 400 metros, nos dois lados.
Sem a menor preocupação, guinchos despejam o restou de carros nas travessas próximas. São veículos despedaçados que viram abrigos para mendigos e animais.
As denúncias sobre essa prática nefasta levada a cabo pelos delegados da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) local são antigas. Há pelo menos 20 anos jornais da região e da Capital denunciam esse descumprimento da lei em São Bernardo e em Santo André. E ninguém toma providência.
Não é à toa que a segurança pública do governo estadual tucano é uma calamidade. E faz sentido que centenas de delegados estejam sendo investigados pela Corregedoria da Polícia Civil, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.
Com o descumprimento flagrante da lei ao abandonar veículos apreendidos nas ruas, não é de se surpreender o volume abissal de funcionários públicos que estão sendo investigados e que certamente serão punidos. Se são esses cidadãos que violam a lei que zelam pela nossa segurança, o que esperar?
Não bastasse a ampliação do “cemitério” para as ruas paralelas e travessas, há outra novidade no 1º DP: caminhões apreendidos e largados no que deveria ser o estacionamento da Ciretran para vistorias.
Recente reportagem deste ABCD Maior, em outubro passado, já alertava para o problema e denunciava o descaso das autoridades estaduais.
No texto, a delegada assistente do 1º Distrito Policial, Tereza Alves de Mesquita, dizia que os carros e motos só estão no local porque não existe área apropriada para deixá-los. “Já chegamos a colocar esses veículos em um pátio do município, mas eles não estão recebendo mais e nós nem sabemos o motivo.”
O jornal Diário do Grande ABC, há duas semanas, informava que eram 80 os carros em situação lastimável ao longo da avenida Armando Italo Setti. Hoje são quase 100.
Há problemas também nas imediações do 2º DP, em Rudge Ramos, onde o problema é crônico desde 1990.
Na maioria das vezes, a desculpa é a mesma de sempre: o pátio fica lotado, o volume de apreensões cresce a cada dia e a lei não permite que se dê fim logo aos carros apreendidos e abandonados .
O delegado seccional da cidade, Rafael Rabinovich, afirmou à imprensa da região que o problema está relacionado ao contrato com a empresa Octágono Serviço Ltda, responsável pela administração do pátio de retenção de veículos, no bairro dos Casa, desde março de 2007.
Maravilha, mas e daí? Então quer dizer enquanto o contrato estiver sendo “analisado” e “avaliado”, as ruas da cidade de São Bernardo continuarão sendo um depositário de veículos avariados?
Os moradores de São Bernardo podem ficar mais felizes em 2010. Ganharam de presente a volta das enchentes que destroem casas, ruas e comércios e a ampliação do “cemitério” de automóveis apreendidos e abandonados nas delegacias de polícia.
Mesmo os moradores de áreas mais altas da cidade, como o bairro Baeta Neves, viram verdadeiras cachoeiras em algumas ruas por conta das fortes chuvas e simplesmente não conseguiram chegar em casa em pelo menos três nas últimas duas semanas por conta da cidade ilhada pelos alagamentos.
Enquanto isso, nas imediações do 1º Distrito Policial, na avenida Armando Italo Setti, já não há mais espaço para alocar automóveis apreendidos e batidos ao longo de 400 metros, nos dois lados.
Sem a menor preocupação, guinchos despejam o restou de carros nas travessas próximas. São veículos despedaçados que viram abrigos para mendigos e animais.
As denúncias sobre essa prática nefasta levada a cabo pelos delegados da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) local são antigas. Há pelo menos 20 anos jornais da região e da Capital denunciam esse descumprimento da lei em São Bernardo e em Santo André. E ninguém toma providência.
Não é à toa que a segurança pública do governo estadual tucano é uma calamidade. E faz sentido que centenas de delegados estejam sendo investigados pela Corregedoria da Polícia Civil, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.
Com o descumprimento flagrante da lei ao abandonar veículos apreendidos nas ruas, não é de se surpreender o volume abissal de funcionários públicos que estão sendo investigados e que certamente serão punidos. Se são esses cidadãos que violam a lei que zelam pela nossa segurança, o que esperar?
Não bastasse a ampliação do “cemitério” para as ruas paralelas e travessas, há outra novidade no 1º DP: caminhões apreendidos e largados no que deveria ser o estacionamento da Ciretran para vistorias.
Recente reportagem deste ABCD Maior, em outubro passado, já alertava para o problema e denunciava o descaso das autoridades estaduais.
No texto, a delegada assistente do 1º Distrito Policial, Tereza Alves de Mesquita, dizia que os carros e motos só estão no local porque não existe área apropriada para deixá-los. “Já chegamos a colocar esses veículos em um pátio do município, mas eles não estão recebendo mais e nós nem sabemos o motivo.”
O jornal Diário do Grande ABC, há duas semanas, informava que eram 80 os carros em situação lastimável ao longo da avenida Armando Italo Setti. Hoje são quase 100.
Há problemas também nas imediações do 2º DP, em Rudge Ramos, onde o problema é crônico desde 1990.
Na maioria das vezes, a desculpa é a mesma de sempre: o pátio fica lotado, o volume de apreensões cresce a cada dia e a lei não permite que se dê fim logo aos carros apreendidos e abandonados .
O delegado seccional da cidade, Rafael Rabinovich, afirmou à imprensa da região que o problema está relacionado ao contrato com a empresa Octágono Serviço Ltda, responsável pela administração do pátio de retenção de veículos, no bairro dos Casa, desde março de 2007.
Maravilha, mas e daí? Então quer dizer enquanto o contrato estiver sendo “analisado” e “avaliado”, as ruas da cidade de São Bernardo continuarão sendo um depositário de veículos avariados?
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Crônicas bolivarianas
Esgarçamento social. Esse foi o termo que um microempresário brasileiro usou para descrever o que acontece hoje na Venezuela. “Uma sucessão de crises está destruindo o país. Primeiro foi a política, depois a econômica, em seguida a social e agora a moral. Ninguém mais respeita ninguém. Os debates sobre qualquer assunto foram reduzidos a embates entre torcidas organizadas em confronto.”
Especialista na área de automação empresarial e bancária, o jovem empresário que retornou de Maracaibo, uma das grandes cidade de lá na semana passada, sabe do que está falando.
Morou duas vezes em Caracas. Nos anos 90 jogou basquete por uma universidade local durante um ano. Quase dez anos depois, passou mais oito meses no país estudando economia latino-americana na mesma universidade, em nível de mestrado.
Esquerdista convicto, mas com faro enorme para bons negócios, saudou a chega a ao poder de Hugo Chávez, e conseguiu bons contratos em empresas locais. Sua pequena empresa de automação conseguiu implantar cinco grandes sistemas em Caracas Maracaibo e dois em La Paz, na Bolívia.
Sua viagem mais recente, no entanto, deve ser a última durante muito tempo. Ao final de seu último contrato de suporte técnico em vigor, foi pessoaolmente ao cliente dizer que não renovaria o compromisso e que estava deixando a Venezuela por tempo indeterminado, talvez para sempre.
“Falta o básico nos supermercados. Tudo é muito caro. Não mais opção, o mercado paralelo cresce, paga-se propina para tudo. Caracas virou uma cidade completamente vigiada, há policiais por todos os lados, há gangues chavistas que ameaçam e achacam de forma explícita”, diz desolado. “Não há mais solidariedade, só confronto. Ninguém mais conversa. O clima é tenso até mesmo em botecos de esquina.”
A recente crise política é só o reflexo de falta de rumo do país, em sua opinião. Falta inteligência, falta discernimento, falta método, falta informação.
“Hugo Chávez acha que é possível governar por decreto, que não é necessário dialogar e debater e que todo mundo lhe deve favores. Com isso destruiu a economia do país e está destruindo a sociedade. Não foi para isso que o apoiamos e o elegemos, para viver numa sociedade fechada e censurada, com perseguições políticas e econômicas. Encerrei meus negócios por lá”, concluiu o microempresário.
Um jornalista amigo conseguiu entrevistar um técnico de vôlei paulista que até dezembro trabalhava nas categorias de base de um importante clube de Caracas. Com poucas variações, o relato dele é muito parecido com o do microempresário.
“Há quase dois anos a economia está em queda livre, o dinheiro não vale nada, o mercado negro floresceu e dominou tudo. Os problemas políticos só agravaram a violência urbana. Para sair à rua hoje temos de nos preocupar não só com os assaltos, coisa comum há tempos, mas com as ‘blitz’ de gangues chavistas que odeiam estrangeiros e perseguem comerciantes e ‘ricos’. Não dá mais”, disse o treinador.
A diplomacia brasileira foi bastante rápida ao se envolver na questão política de Honduras, mas estranhamente mantém o silêncio sobre a crise venezuelana. É bom começar a se movimentar, pois os brasileiros que lá residem com certeza vão precisar de ajuda.
Esgarçamento social. Esse foi o termo que um microempresário brasileiro usou para descrever o que acontece hoje na Venezuela. “Uma sucessão de crises está destruindo o país. Primeiro foi a política, depois a econômica, em seguida a social e agora a moral. Ninguém mais respeita ninguém. Os debates sobre qualquer assunto foram reduzidos a embates entre torcidas organizadas em confronto.”
Especialista na área de automação empresarial e bancária, o jovem empresário que retornou de Maracaibo, uma das grandes cidade de lá na semana passada, sabe do que está falando.
Morou duas vezes em Caracas. Nos anos 90 jogou basquete por uma universidade local durante um ano. Quase dez anos depois, passou mais oito meses no país estudando economia latino-americana na mesma universidade, em nível de mestrado.
Esquerdista convicto, mas com faro enorme para bons negócios, saudou a chega a ao poder de Hugo Chávez, e conseguiu bons contratos em empresas locais. Sua pequena empresa de automação conseguiu implantar cinco grandes sistemas em Caracas Maracaibo e dois em La Paz, na Bolívia.
Sua viagem mais recente, no entanto, deve ser a última durante muito tempo. Ao final de seu último contrato de suporte técnico em vigor, foi pessoaolmente ao cliente dizer que não renovaria o compromisso e que estava deixando a Venezuela por tempo indeterminado, talvez para sempre.
“Falta o básico nos supermercados. Tudo é muito caro. Não mais opção, o mercado paralelo cresce, paga-se propina para tudo. Caracas virou uma cidade completamente vigiada, há policiais por todos os lados, há gangues chavistas que ameaçam e achacam de forma explícita”, diz desolado. “Não há mais solidariedade, só confronto. Ninguém mais conversa. O clima é tenso até mesmo em botecos de esquina.”
A recente crise política é só o reflexo de falta de rumo do país, em sua opinião. Falta inteligência, falta discernimento, falta método, falta informação.
“Hugo Chávez acha que é possível governar por decreto, que não é necessário dialogar e debater e que todo mundo lhe deve favores. Com isso destruiu a economia do país e está destruindo a sociedade. Não foi para isso que o apoiamos e o elegemos, para viver numa sociedade fechada e censurada, com perseguições políticas e econômicas. Encerrei meus negócios por lá”, concluiu o microempresário.
Um jornalista amigo conseguiu entrevistar um técnico de vôlei paulista que até dezembro trabalhava nas categorias de base de um importante clube de Caracas. Com poucas variações, o relato dele é muito parecido com o do microempresário.
“Há quase dois anos a economia está em queda livre, o dinheiro não vale nada, o mercado negro floresceu e dominou tudo. Os problemas políticos só agravaram a violência urbana. Para sair à rua hoje temos de nos preocupar não só com os assaltos, coisa comum há tempos, mas com as ‘blitz’ de gangues chavistas que odeiam estrangeiros e perseguem comerciantes e ‘ricos’. Não dá mais”, disse o treinador.
A diplomacia brasileira foi bastante rápida ao se envolver na questão política de Honduras, mas estranhamente mantém o silêncio sobre a crise venezuelana. É bom começar a se movimentar, pois os brasileiros que lá residem com certeza vão precisar de ajuda.
Crônicas marcianas e bolivarianas
A situação na Venezuela há muito tempo deixou de ser uma questão ideológica. Virou caso de (in)sanidade mental. Ministros se demitem, há desabastecimento generalizado, a economia esfarela e a população se enfrenta nas ruas. Mas o presidente Hugo Chávez está mais preocupado em cassar concessões de TV e tentar desesperadamente gritar que ainda manda no país.
Como é possível um país se deteriorar de forma tão explícita e rápida e mesmo assim ninguém na comunidade se manifestar a respeito?
Mais do que uma ditadura ideológica, o regime bolivariano se transformou em um monstrengo esquizofrênio desordenado, sem liderança e totalmente corrupto.
As consequências para os vizinhos logo serão sentidas, com a ampliação dos tentáculos do crime organizado e a fuga de refugiados.
@@@@@@@@
E a perseguição aos meios de comunicação e à liberdade de imprensa continua no Brasil. A única alteração no estapafúrdio Programa de Direitos Humanos do governo federal foi semântica, apenas para agradar aos militares.
Permanecem no texto, de forma inconstitucional, os atentados ao direito de propriedade - com sinal verde para as invasões de terra - e as tentativas de controle e censura da mídia e da imprensa. E quase ninguém fala nada, achando tudo muito normal.
@@@@@@@@@
Enquanto se fala em um tal “Plano Lula” de ajuda financeira ao Haiti, gente continua morrendo em enchentes e deslizamentos de terra no Brasil - sem falar nos que morrem de fome e de doenças tropicais de países subdesenvolvidos, há muito erradicadas, mas que voltaram à cena justamente por desleixo e incompetência. Tem gente em Brasília que vive em Marte.
A situação na Venezuela há muito tempo deixou de ser uma questão ideológica. Virou caso de (in)sanidade mental. Ministros se demitem, há desabastecimento generalizado, a economia esfarela e a população se enfrenta nas ruas. Mas o presidente Hugo Chávez está mais preocupado em cassar concessões de TV e tentar desesperadamente gritar que ainda manda no país.
Como é possível um país se deteriorar de forma tão explícita e rápida e mesmo assim ninguém na comunidade se manifestar a respeito?
Mais do que uma ditadura ideológica, o regime bolivariano se transformou em um monstrengo esquizofrênio desordenado, sem liderança e totalmente corrupto.
As consequências para os vizinhos logo serão sentidas, com a ampliação dos tentáculos do crime organizado e a fuga de refugiados.
@@@@@@@@
E a perseguição aos meios de comunicação e à liberdade de imprensa continua no Brasil. A única alteração no estapafúrdio Programa de Direitos Humanos do governo federal foi semântica, apenas para agradar aos militares.
Permanecem no texto, de forma inconstitucional, os atentados ao direito de propriedade - com sinal verde para as invasões de terra - e as tentativas de controle e censura da mídia e da imprensa. E quase ninguém fala nada, achando tudo muito normal.
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Enquanto se fala em um tal “Plano Lula” de ajuda financeira ao Haiti, gente continua morrendo em enchentes e deslizamentos de terra no Brasil - sem falar nos que morrem de fome e de doenças tropicais de países subdesenvolvidos, há muito erradicadas, mas que voltaram à cena justamente por desleixo e incompetência. Tem gente em Brasília que vive em Marte.
Fracassados e perdedores
Fracasso é a palavra que define alguns dos “grandes craques” do futebol brasileiro que enganam torcedores neste começo de 2010. O fracasso é tamanho e tão retumbante que já faltam argumentos para “justificar” a volta deles ao país, tudo devidamente calibrado por um ufanismo abjeto.
O mais recente símbolo da falência e do fracasso do futebol brasileiro é Robinho, o maior salário do futebol inglês mas que diz não conseguir viver “sem ser feliz”. Praticamente acertou o seu retornoao Santos, para enganar trouxas na baixada Santista.
Na verdade Robinho não conseguiu ser profissional. Nunca quisser profissional. Achou que bastavam algumas pedaladas para que um bando de espanhóis e ingleses imbecis engolissem seus malabarismos inúteis. Durou pouco o engodo.
Robinho é mais um parasita do futebol, assim como tantosoutros. É uma foca amestrada que repete os mesmos truques de sempre, tal qual Denílson, ex-São Paulo, que enganou os espanhóis do Bétis, os franceses do Bordeaux e o Flamengo. Até campeãso do mundo foi em 2002, na reserva. Mas nunca passou de um enganador.
Robinho fracassou na Europa porque não gosta de trabalhar. Tem um talento fantástico, mas é pouco afeito ao trabalho. Acha que sabe tudo.
No Santos até poderia ser que esse comportamento funcionasse, já que o clube sempre pensou pequeno - só foi grande enquanto Pelé jogou, antes e depois nunca passou de uma Ponte Preta com mais torcida.
Em um ambiente amador destes, é claro que robinho seria rei e faria o que quisesse - como sempre fez entre 2002 e 2005, quando era odono do clube e do time ao lado do igualmente talentoso e igualmente irresponsável Diego.
Robinho é mais uma promessa que não se cumpre. Repete a decepção e falta de profissionalismo já demonstrada por gente como Adriano, hoje no Flamengo, e Fred, hoje no Fluminense, dois seres que não merecem respeito porque achou que deveriam ser reverenciados na Europa antes mesmo de mostrar serviço.
O rompimento de Adriano com a Internazionale, da Itália, é um dos episódios mais vergonhosos e nojentos da história do futebol.
Moleque mimado e doente, quebrou sem cerimônias seu milionário contrato, como se estivesse lidando com a diretoria de um clube de bairro. Perdeu credibilidade e é mais um símbolo do fracasso que são os “pseudo-craques” brasileiros tipo exportação, mais preocupados em badalar do que em jogar.
Fred não quis ser profissionale se irritou com as cobranças no Oympique de Lyon. Preferiu assumir seu fracasso e pessoal e se divertir em um Fluminense falido que se contenta em fugir de rebaixamentos e ser humilhado por equatorianos em competições continentais.
E quebra de contrato parece ser a tônica dessa estirpe de perdedores e fracassados. Vágner Love ficou cinco anos escondido na Rússia até ser repatriado pelo Palmeiras, time que o revelou.
Não só não jogou nada como mostrou total falta de comprometimento e profissionalismo, ao praticamente exigir a sua saída do Palmeiras para jogar no seu Flamengo de coração - seu desejo explícito antes mesmo de assinar novamente com os paulistas.
A sua falta de profissionalismo acabou sendo ofuscada pela agressão que sofreu em uma agência bancária, coisa de bandidos geralmente vinculados a torcidas-gangues organizadas.
Esse fato acabou servindo de desculpa para sua fuga para o Rio de Janeiro. Mas que ninguém se engane: Vágner Love chegou ao Palmeiras querendo sair, só pensando em seleção brasileira e Copa do Mundo. Ainda bem que perdeu as duas coisas. Tomara que esse seja o mesmo destino deRobinho, Fred e Adriano.
Roberto Carlos e Ronaldo no Corinthians? Aparentemente são dois bons exemplos de comprometimento, mesmo em fim de carreira. Costumam cumprir seus contratos e entregam o que prometem.
Mas que ninguém se iluda: as lembranças da Copa de 2006 na Alemanha ainda estão vivas e o marketing está dominando e suplantando cada vez mais o futebol no Corinthians. Se houver decepção grande, seja ela qual for, não espere muita solidariedade dos dois jogadores.
Fracasso é a palavra que define alguns dos “grandes craques” do futebol brasileiro que enganam torcedores neste começo de 2010. O fracasso é tamanho e tão retumbante que já faltam argumentos para “justificar” a volta deles ao país, tudo devidamente calibrado por um ufanismo abjeto.
O mais recente símbolo da falência e do fracasso do futebol brasileiro é Robinho, o maior salário do futebol inglês mas que diz não conseguir viver “sem ser feliz”. Praticamente acertou o seu retornoao Santos, para enganar trouxas na baixada Santista.
Na verdade Robinho não conseguiu ser profissional. Nunca quisser profissional. Achou que bastavam algumas pedaladas para que um bando de espanhóis e ingleses imbecis engolissem seus malabarismos inúteis. Durou pouco o engodo.
Robinho é mais um parasita do futebol, assim como tantosoutros. É uma foca amestrada que repete os mesmos truques de sempre, tal qual Denílson, ex-São Paulo, que enganou os espanhóis do Bétis, os franceses do Bordeaux e o Flamengo. Até campeãso do mundo foi em 2002, na reserva. Mas nunca passou de um enganador.
Robinho fracassou na Europa porque não gosta de trabalhar. Tem um talento fantástico, mas é pouco afeito ao trabalho. Acha que sabe tudo.
No Santos até poderia ser que esse comportamento funcionasse, já que o clube sempre pensou pequeno - só foi grande enquanto Pelé jogou, antes e depois nunca passou de uma Ponte Preta com mais torcida.
Em um ambiente amador destes, é claro que robinho seria rei e faria o que quisesse - como sempre fez entre 2002 e 2005, quando era odono do clube e do time ao lado do igualmente talentoso e igualmente irresponsável Diego.
Robinho é mais uma promessa que não se cumpre. Repete a decepção e falta de profissionalismo já demonstrada por gente como Adriano, hoje no Flamengo, e Fred, hoje no Fluminense, dois seres que não merecem respeito porque achou que deveriam ser reverenciados na Europa antes mesmo de mostrar serviço.
O rompimento de Adriano com a Internazionale, da Itália, é um dos episódios mais vergonhosos e nojentos da história do futebol.
Moleque mimado e doente, quebrou sem cerimônias seu milionário contrato, como se estivesse lidando com a diretoria de um clube de bairro. Perdeu credibilidade e é mais um símbolo do fracasso que são os “pseudo-craques” brasileiros tipo exportação, mais preocupados em badalar do que em jogar.
Fred não quis ser profissionale se irritou com as cobranças no Oympique de Lyon. Preferiu assumir seu fracasso e pessoal e se divertir em um Fluminense falido que se contenta em fugir de rebaixamentos e ser humilhado por equatorianos em competições continentais.
E quebra de contrato parece ser a tônica dessa estirpe de perdedores e fracassados. Vágner Love ficou cinco anos escondido na Rússia até ser repatriado pelo Palmeiras, time que o revelou.
Não só não jogou nada como mostrou total falta de comprometimento e profissionalismo, ao praticamente exigir a sua saída do Palmeiras para jogar no seu Flamengo de coração - seu desejo explícito antes mesmo de assinar novamente com os paulistas.
A sua falta de profissionalismo acabou sendo ofuscada pela agressão que sofreu em uma agência bancária, coisa de bandidos geralmente vinculados a torcidas-gangues organizadas.
Esse fato acabou servindo de desculpa para sua fuga para o Rio de Janeiro. Mas que ninguém se engane: Vágner Love chegou ao Palmeiras querendo sair, só pensando em seleção brasileira e Copa do Mundo. Ainda bem que perdeu as duas coisas. Tomara que esse seja o mesmo destino deRobinho, Fred e Adriano.
Roberto Carlos e Ronaldo no Corinthians? Aparentemente são dois bons exemplos de comprometimento, mesmo em fim de carreira. Costumam cumprir seus contratos e entregam o que prometem.
Mas que ninguém se iluda: as lembranças da Copa de 2006 na Alemanha ainda estão vivas e o marketing está dominando e suplantando cada vez mais o futebol no Corinthians. Se houver decepção grande, seja ela qual for, não espere muita solidariedade dos dois jogadores.
sábado, janeiro 09, 2010
Rara unanimidade
A série de cretinices cometidas pela tal Secretaria de Direitos Humanos do governo federal conseguiu uma rara unanimidade: desagradou a militares, igreja católica, aliados, imprensa e oposição.
Além de todas as bobagens que foram divulgadas sobre o estapafúrdio decreto que o presidente Lula assinou sem ler - quem entre outras coisa, propõe revisão e revogação (na prática) a leio da Anistia -, o texto avança contra a liberdade de imprensa, expressão e opinião.
Tudo aquilo que setores sectários incrustrados no governo federal não conseguiram, como controlar imprensa e conteúdo para cinema TV por meio de conselhos federais e agências reguladoras de cunho marcadamente ideológico, a tal secretaria inútil quase conseguiu.
No corpo do texto, bem escondido, sugere que a imprensa seja “monitorada” e até mesmo “fiscalizada” para que “respeite” os direitos humanos, seja lá o que quiseram dizer os malcos que redigiram o texto.
É a imprensa que desrespeita os direitos humanos? De que forma? E o que dizer de parlamentares envolvidos em diversos mensalões e casos de corrupção? Não ferem os direitos humanos?
E os Poderes Executivos, que ignoram a segurança ública, como os do Rio de Janeiro, ou direito de viver sem enchentes, como os de São Paulo?
E os direitos humanos permanentemente desrespeitados pelo governo federal com a falta de investimento na conservação de estradas e na prevenção de apagões, por exemplo? Não ferem os direitos humanos?
Os cretinos e imbecis sectários e ideológicos que envergonham o governo Lula, como os integrantes da tal Secretaria de Direitos Humanos, têm de abandonar a ideia de “cubanizar” a mídia, a imprensa e o entretenimento e se preocupar com coisas mais importantes.
Chega de tentativas nojentas de interferir na vida privada dos cidadãos e de tentar restringir susa liberdades. Chega de revirar o passado com objetivos meramente ideológicos, oportunitas e revanchistas.
A série de cretinices cometidas pela tal Secretaria de Direitos Humanos do governo federal conseguiu uma rara unanimidade: desagradou a militares, igreja católica, aliados, imprensa e oposição.
Além de todas as bobagens que foram divulgadas sobre o estapafúrdio decreto que o presidente Lula assinou sem ler - quem entre outras coisa, propõe revisão e revogação (na prática) a leio da Anistia -, o texto avança contra a liberdade de imprensa, expressão e opinião.
Tudo aquilo que setores sectários incrustrados no governo federal não conseguiram, como controlar imprensa e conteúdo para cinema TV por meio de conselhos federais e agências reguladoras de cunho marcadamente ideológico, a tal secretaria inútil quase conseguiu.
No corpo do texto, bem escondido, sugere que a imprensa seja “monitorada” e até mesmo “fiscalizada” para que “respeite” os direitos humanos, seja lá o que quiseram dizer os malcos que redigiram o texto.
É a imprensa que desrespeita os direitos humanos? De que forma? E o que dizer de parlamentares envolvidos em diversos mensalões e casos de corrupção? Não ferem os direitos humanos?
E os Poderes Executivos, que ignoram a segurança ública, como os do Rio de Janeiro, ou direito de viver sem enchentes, como os de São Paulo?
E os direitos humanos permanentemente desrespeitados pelo governo federal com a falta de investimento na conservação de estradas e na prevenção de apagões, por exemplo? Não ferem os direitos humanos?
Os cretinos e imbecis sectários e ideológicos que envergonham o governo Lula, como os integrantes da tal Secretaria de Direitos Humanos, têm de abandonar a ideia de “cubanizar” a mídia, a imprensa e o entretenimento e se preocupar com coisas mais importantes.
Chega de tentativas nojentas de interferir na vida privada dos cidadãos e de tentar restringir susa liberdades. Chega de revirar o passado com objetivos meramente ideológicos, oportunitas e revanchistas.
Invisíveis, mas nem tanto
A cena é mais uma entre tantas tragédias que ocorrem em dias de tempestades na Grande São Paulo. Trânsito parado na avenida Juntas Provisórias, na parte que divide o Ipiranga da Vila Carioca (zona sul da Capital), um Vectra tenta ultrapassar, em velocidade moderada, um ônibus que insiste em tomar duas faixas.
Mal humorado, o motorista do ônibus faz questão de atrapalhar todo mundo. Quando o Vectra consegue brecha pela direita e tenta ultrapassar o veículo maior, para dobrar uma rua à direita e fugir do congestionamento, o condutor do ônibus, de propósito, joga o veículo sobre o automóvel, para impedir manobra.
O Vectra tenta desviar, perde o controle e colide em cheio com a carrocinha de um catador de papel, perto de uma esquina. A carrocinha se desmancha, o carroceiro é jogado na calçada, e o automóvel se espatifa contra um muro.
O motorista do ônibus e o cobrador nem tiveram tempo de ver o que aconteceu: foram rapidamente retirados do veículos e brutalmente espancados, sendo salvos graças à intervenção de seguranças de uma fábrica.
O motorista do Vectra quebrou o braço apenas, mas o carroceiro teve fraturas múltiplas. Estava inconsciente, e foi poupado de ter de ouvir que “se esse vagabundo não existisse, não teria havido acidente e não atrapalharia o trânsito”.
Essa é apenas uma das facetas dos “combatentes da miséria”: seria melhor que esses seres que incomodam não existissem. Transparentes e ignorados, os carroceiros só são lembrados quando atrapalham o trânsito em grandes avenidas. Ou quando morrem atropelados quando estão “atrapalhando o fluxo de veículos”.
É impressionante a incapacidade de uma das maiores prefeituras do mundo e de uma sociedade como a paulistana para lidar com a miséria em termos civilizados.
A invisibilidade da miséria é uma forma de lidar com o “problema” sem ter de passar por “constrangimentos”. Esse é o estilo tucano de administrar cidades grandes.
Não acho que ser carroceiro é uma alternativa de renda para quem quer que seja. E abomino as ONGs que apoiam e tentam “incentivar” e “humanizar” a atividade dos carroceiros – é mais uma forma de perpetuar a miséria, em vez de realmente se discutir uma alternativa viável e digna de vida para essas pessoas.
Seja como for, está na hora de parar de achar que os carroceiros são invisíveis ou apenas “incômodos no trânsito”.
A cena é mais uma entre tantas tragédias que ocorrem em dias de tempestades na Grande São Paulo. Trânsito parado na avenida Juntas Provisórias, na parte que divide o Ipiranga da Vila Carioca (zona sul da Capital), um Vectra tenta ultrapassar, em velocidade moderada, um ônibus que insiste em tomar duas faixas.
Mal humorado, o motorista do ônibus faz questão de atrapalhar todo mundo. Quando o Vectra consegue brecha pela direita e tenta ultrapassar o veículo maior, para dobrar uma rua à direita e fugir do congestionamento, o condutor do ônibus, de propósito, joga o veículo sobre o automóvel, para impedir manobra.
O Vectra tenta desviar, perde o controle e colide em cheio com a carrocinha de um catador de papel, perto de uma esquina. A carrocinha se desmancha, o carroceiro é jogado na calçada, e o automóvel se espatifa contra um muro.
O motorista do ônibus e o cobrador nem tiveram tempo de ver o que aconteceu: foram rapidamente retirados do veículos e brutalmente espancados, sendo salvos graças à intervenção de seguranças de uma fábrica.
O motorista do Vectra quebrou o braço apenas, mas o carroceiro teve fraturas múltiplas. Estava inconsciente, e foi poupado de ter de ouvir que “se esse vagabundo não existisse, não teria havido acidente e não atrapalharia o trânsito”.
Essa é apenas uma das facetas dos “combatentes da miséria”: seria melhor que esses seres que incomodam não existissem. Transparentes e ignorados, os carroceiros só são lembrados quando atrapalham o trânsito em grandes avenidas. Ou quando morrem atropelados quando estão “atrapalhando o fluxo de veículos”.
É impressionante a incapacidade de uma das maiores prefeituras do mundo e de uma sociedade como a paulistana para lidar com a miséria em termos civilizados.
A invisibilidade da miséria é uma forma de lidar com o “problema” sem ter de passar por “constrangimentos”. Esse é o estilo tucano de administrar cidades grandes.
Não acho que ser carroceiro é uma alternativa de renda para quem quer que seja. E abomino as ONGs que apoiam e tentam “incentivar” e “humanizar” a atividade dos carroceiros – é mais uma forma de perpetuar a miséria, em vez de realmente se discutir uma alternativa viável e digna de vida para essas pessoas.
Seja como for, está na hora de parar de achar que os carroceiros são invisíveis ou apenas “incômodos no trânsito”.
O direito de protestar - e de apanhar
Virou moda na atualidade, não só no Brasil, mas em várias partes do mundo, protestar com violência contra qualquer coisa, relevante ou não. Até mesmo que protesta exigindo paz se manifesta violentamente - e apanha devidamente e merecidamente.
Dia desses um bando de baderneiros decidiu protestar contra o aumento de ônibus previsto na cidade de São Paulo.
Não só não querem o aumento como querem mais: catracas liberadas para estudantes - não sabe se a estultície seria apenas para estudantes carentes ou para todo qualquer aluno de qualquer coisa.
Até então, naquele comecinho de tarde no centro de São Paulo, a manifestação era pacífica. A passagem subiu de R$ 2,30 para R$ 2,70, como estava previsto e como ocorre com frequência em quase todos os lugares do mundo.
Mas, como sempre em manfestações deste tipo, há sempre meia dúzia de vagabundos e marginais que querem confusão, querem agredir, depredar e vandalizar.
Uma parte dos manisfestantes decidiu pular as catracas do terminal do Parque Dom Pedro e embarcar sem pagar e quebrar alguns ônibus. Foram devidamente rechaçados e repelidos peloa polícia, que mais uma vez bateu pouco nos vândalos.
Será que é impossível para quem organiza a baderna ao menos isolar os dejetos humanos que querem apenas confusão e comprometer a causa - seja ela justa ou não? Será que é tão difícil se manifestar de forma pacífica?
Esse tipo de coisa só vai acabar quando manifestantes morrerem ou forem presos e processados criminalmente.
Coincidentemente, chega às locadoras o filme "Batalha de Seattle (Battle in Seattle)", de 2007, de Stuart Townsend.
Apesar da dramatização de alguns personagens atrapalhar um pouco o foco, o filme é relativamente fiel ao relatar o caos e confusão que cercou a 3ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio ocorrida em 1999 em Seattle, nos Estados Unidos.
O argumento central é acompanhar os preparativos para os protestos anti-globalização, anti-capitalismo e anti-qualquer coisa preparados por um grupo de ambientalistas e ecologistas radicais, que não conseguiram ter a dimensão do evento, mesmo com a chega sistemática à cidade de toda sorte de vagabundos, vândalos e criminosos que se aproveitaram da situação de caos não prevista pelas autoridades.
O resultado é o já tradicional confronto entre policiais e manifestantes - estes que sempre apanham muito, mas nunca o suficiente.
De forma torta, o filme mostra como objetivos nobres e até elogiáveis vão para lata de lixo por conta de organização ruim, ideologização exacerbada, radicalismo burro e total falta de inteligência, além do oportunismo de grupelhos radicais de qualquer espécie e sua predileção pelo tumulto.
A obra, em muitos aspectos, coincide com um interessante relato que encontrei na internet sobre os dez anos dos protestos de Seattle, "Dez Anos da Batalha de Seattle: Lições Sobre os Perdedores no Comércio internacional", de Gustavo Resende Mendonça, publicado no site Mundorama. Alguns trechos:
Dezenas de milhares de manifestantes anti-globalização se reuniram na cidade norte-americana para protestar contra o capitalismo irresponsável e selvagem promovido pela OMC.
As estimativas mais conservadoras indicam que mais quarenta mil protestantes tomaram as ruas de Seattle, escala sem precedente em um protesto voltado contra uma negociação comercial técnica.
À medida que as manifestações avançaram, pequenos grupos anarquistas recorreram à violência (FRIEDEN, 2008: 484). No terceiro dia dos protestos, lojas foram saqueadas e o distrito policial de Seattle foi sitiado por cerca de mil agressores (BERNSTEIN, 2009: 301).
A guarda nacional norte-americana foi acionada, enquanto os policiais de Seattle usavam balas de borracha e bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. A situação foi controlada apenas no dia primeiro de dezembro, quando a Conferência finalmente foi iniciada.
As negociações, no entanto, foram um fracasso e a Conferência foi rapidamente encerrada. A nova rodada de negociações multilaterais seria lançada apenas na convenientemente remota Doha (Catar) em 2001.
Os eventos ocorridos no Conferência Ministerial no final de novembro de 1999 rapidamente ganhariam a alcunha de “a batalha de Seattle” (BERNSTEIN, 2009: 301).
A maior parte dos manifestantes era composta por ambientalistas radicais, sindicalistas protecionistas, advogados dos direitos humanos e ultra-conservadores isolacionistas norte-americanos (GILPIN, 2001: 229).
Os manifestantes acusavam a OMC de violar a soberania norte-americana, de ser pouco democrática e representar os interesses das corporações globais, de promover o desrespeito aos direitos trabalhistas básicos e de incentivar práticas comerciais ambientalmente irresponsáveis. S
egundo um dos líderes dos protestos, a OMC enxerga as leis nacionais de proteção do meio ambiente, dos direitos trabalhistas, da democracia, da soberania e dos pequenos negócios como “impedimentos para o livre-comércio” e “obriga os países a aceitar suas regras para não enfrentar pesadas sanções” (FRIEDEN, 2008: 485).
Por outro lado, o presidente da AFL-CIO, poderosa federação de sindicatos norte-americanos, declarou que “a economia global achatou o padrão de vida dos trabalhadores e enriqueceu ainda mais os ricos” e acrescentou que “(…) enquanto a OMC não tratar dessas questões (relativas aos padrões trabalhistas) não podemos permitir que nosso país participe de novas negociações comerciais”(FRIEDEN, 2008: ).
Virou moda na atualidade, não só no Brasil, mas em várias partes do mundo, protestar com violência contra qualquer coisa, relevante ou não. Até mesmo que protesta exigindo paz se manifesta violentamente - e apanha devidamente e merecidamente.
Dia desses um bando de baderneiros decidiu protestar contra o aumento de ônibus previsto na cidade de São Paulo.
Não só não querem o aumento como querem mais: catracas liberadas para estudantes - não sabe se a estultície seria apenas para estudantes carentes ou para todo qualquer aluno de qualquer coisa.
Até então, naquele comecinho de tarde no centro de São Paulo, a manifestação era pacífica. A passagem subiu de R$ 2,30 para R$ 2,70, como estava previsto e como ocorre com frequência em quase todos os lugares do mundo.
Mas, como sempre em manfestações deste tipo, há sempre meia dúzia de vagabundos e marginais que querem confusão, querem agredir, depredar e vandalizar.
Uma parte dos manisfestantes decidiu pular as catracas do terminal do Parque Dom Pedro e embarcar sem pagar e quebrar alguns ônibus. Foram devidamente rechaçados e repelidos peloa polícia, que mais uma vez bateu pouco nos vândalos.
Será que é impossível para quem organiza a baderna ao menos isolar os dejetos humanos que querem apenas confusão e comprometer a causa - seja ela justa ou não? Será que é tão difícil se manifestar de forma pacífica?
Esse tipo de coisa só vai acabar quando manifestantes morrerem ou forem presos e processados criminalmente.
Coincidentemente, chega às locadoras o filme "Batalha de Seattle (Battle in Seattle)", de 2007, de Stuart Townsend.
Apesar da dramatização de alguns personagens atrapalhar um pouco o foco, o filme é relativamente fiel ao relatar o caos e confusão que cercou a 3ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio ocorrida em 1999 em Seattle, nos Estados Unidos.
O argumento central é acompanhar os preparativos para os protestos anti-globalização, anti-capitalismo e anti-qualquer coisa preparados por um grupo de ambientalistas e ecologistas radicais, que não conseguiram ter a dimensão do evento, mesmo com a chega sistemática à cidade de toda sorte de vagabundos, vândalos e criminosos que se aproveitaram da situação de caos não prevista pelas autoridades.
O resultado é o já tradicional confronto entre policiais e manifestantes - estes que sempre apanham muito, mas nunca o suficiente.
De forma torta, o filme mostra como objetivos nobres e até elogiáveis vão para lata de lixo por conta de organização ruim, ideologização exacerbada, radicalismo burro e total falta de inteligência, além do oportunismo de grupelhos radicais de qualquer espécie e sua predileção pelo tumulto.
A obra, em muitos aspectos, coincide com um interessante relato que encontrei na internet sobre os dez anos dos protestos de Seattle, "Dez Anos da Batalha de Seattle: Lições Sobre os Perdedores no Comércio internacional", de Gustavo Resende Mendonça, publicado no site Mundorama. Alguns trechos:
Dezenas de milhares de manifestantes anti-globalização se reuniram na cidade norte-americana para protestar contra o capitalismo irresponsável e selvagem promovido pela OMC.
As estimativas mais conservadoras indicam que mais quarenta mil protestantes tomaram as ruas de Seattle, escala sem precedente em um protesto voltado contra uma negociação comercial técnica.
À medida que as manifestações avançaram, pequenos grupos anarquistas recorreram à violência (FRIEDEN, 2008: 484). No terceiro dia dos protestos, lojas foram saqueadas e o distrito policial de Seattle foi sitiado por cerca de mil agressores (BERNSTEIN, 2009: 301).
A guarda nacional norte-americana foi acionada, enquanto os policiais de Seattle usavam balas de borracha e bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. A situação foi controlada apenas no dia primeiro de dezembro, quando a Conferência finalmente foi iniciada.
As negociações, no entanto, foram um fracasso e a Conferência foi rapidamente encerrada. A nova rodada de negociações multilaterais seria lançada apenas na convenientemente remota Doha (Catar) em 2001.
Os eventos ocorridos no Conferência Ministerial no final de novembro de 1999 rapidamente ganhariam a alcunha de “a batalha de Seattle” (BERNSTEIN, 2009: 301).
A maior parte dos manifestantes era composta por ambientalistas radicais, sindicalistas protecionistas, advogados dos direitos humanos e ultra-conservadores isolacionistas norte-americanos (GILPIN, 2001: 229).
Os manifestantes acusavam a OMC de violar a soberania norte-americana, de ser pouco democrática e representar os interesses das corporações globais, de promover o desrespeito aos direitos trabalhistas básicos e de incentivar práticas comerciais ambientalmente irresponsáveis. S
egundo um dos líderes dos protestos, a OMC enxerga as leis nacionais de proteção do meio ambiente, dos direitos trabalhistas, da democracia, da soberania e dos pequenos negócios como “impedimentos para o livre-comércio” e “obriga os países a aceitar suas regras para não enfrentar pesadas sanções” (FRIEDEN, 2008: 485).
Por outro lado, o presidente da AFL-CIO, poderosa federação de sindicatos norte-americanos, declarou que “a economia global achatou o padrão de vida dos trabalhadores e enriqueceu ainda mais os ricos” e acrescentou que “(…) enquanto a OMC não tratar dessas questões (relativas aos padrões trabalhistas) não podemos permitir que nosso país participe de novas negociações comerciais”(FRIEDEN, 2008: ).
terça-feira, janeiro 05, 2010
Confusão deliberada e perigosa
Rádio comunitária não é rádio pirata. Parece óbvio, mas tem gente que não sabe, ou finge não saber desta diferenciação.
E o pior, entre os que ignoram essa diferenciação, estão advogados a soldo de gente da pior espécie, que podem ser empresários de radiofusão, vereadores incomodados com o surgimento de novas lideranças de bairro e até mesmo gente invejosa.
Infelizmente a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) recebe inúmeras denúncias sobre emissoras clandestinas e parece fazer questão de ignorar a legalidade de algumas rádios comunitárias. Primeiro multa, autua e cala, para depois analisar a questão.
As emissoras comunitárias são legais e têm registro no governo federal, no Ministério das Comunicações. Elas têm deveres e direitos, e uma legislação específica. Prestam um serviço inestimável de comunicação e interatividade. Difundem cultura. Estimulam a busca por direitos.
Entretanto, uma rádio comunitária incomoda muito mais que uma rádio pirata. Não é clandestina, o que lhe permite acesso a um equipamento um pouco melhor e alcance maior.
Por ter de obedecer a uma legislação mais restrita, não pode andar fora da linha. Mas também oferece liberdades e oportunidades nunca antes vivenciadas por populações isoladas, pobres e com quase nenhum acesso à informação e à cultura.
E é nesse contexto que a rádio comunitária incomoda. Atrapalha os negócios de quem eventualmente ganhava a vida com rádio sem concorrência. Atrapalha a vida do vereador cara-de-pau que só pede votos em época de eleição.
Atrapalha até mesmo a vida do crime organizado, pois começa a levar informação – e indignação e inconformismo – a uma população desamparada e subjugada por traficantes e bandidos comuns.
Incomoda também o poder público, já que começa a estimular o espírito reivindicatório de quem nunca teve nada, de quem sempre se contentou com pouco e com migalhas.
Por essas e outras é que é conveniente para certa parcela da sociedade que as comunitárias sejam tratadas como piratas, mesmo que fiquem caladas por pouco tempo.
Informação é poder e uma emissora de rádios nas mãos de uma comunidade pode se tornar um “perigo” para quem sempre ganhou com a miséria alheia.
Rádio comunitária não é rádio pirata. Parece óbvio, mas tem gente que não sabe, ou finge não saber desta diferenciação.
E o pior, entre os que ignoram essa diferenciação, estão advogados a soldo de gente da pior espécie, que podem ser empresários de radiofusão, vereadores incomodados com o surgimento de novas lideranças de bairro e até mesmo gente invejosa.
Infelizmente a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) recebe inúmeras denúncias sobre emissoras clandestinas e parece fazer questão de ignorar a legalidade de algumas rádios comunitárias. Primeiro multa, autua e cala, para depois analisar a questão.
As emissoras comunitárias são legais e têm registro no governo federal, no Ministério das Comunicações. Elas têm deveres e direitos, e uma legislação específica. Prestam um serviço inestimável de comunicação e interatividade. Difundem cultura. Estimulam a busca por direitos.
Entretanto, uma rádio comunitária incomoda muito mais que uma rádio pirata. Não é clandestina, o que lhe permite acesso a um equipamento um pouco melhor e alcance maior.
Por ter de obedecer a uma legislação mais restrita, não pode andar fora da linha. Mas também oferece liberdades e oportunidades nunca antes vivenciadas por populações isoladas, pobres e com quase nenhum acesso à informação e à cultura.
E é nesse contexto que a rádio comunitária incomoda. Atrapalha os negócios de quem eventualmente ganhava a vida com rádio sem concorrência. Atrapalha a vida do vereador cara-de-pau que só pede votos em época de eleição.
Atrapalha até mesmo a vida do crime organizado, pois começa a levar informação – e indignação e inconformismo – a uma população desamparada e subjugada por traficantes e bandidos comuns.
Incomoda também o poder público, já que começa a estimular o espírito reivindicatório de quem nunca teve nada, de quem sempre se contentou com pouco e com migalhas.
Por essas e outras é que é conveniente para certa parcela da sociedade que as comunitárias sejam tratadas como piratas, mesmo que fiquem caladas por pouco tempo.
Informação é poder e uma emissora de rádios nas mãos de uma comunidade pode se tornar um “perigo” para quem sempre ganhou com a miséria alheia.
Criminosos no seu rádio
Para quem gosta de rock, a única opção decente na Grande São Paulo é a Kiss FM (102,1 Mhz). Especializada ao extremo, abriu o leque antes restrito ao classic rock (músicas de artistas que gravaram entre 1960 e 1995) e passou a tocar canções mais recentes.
Quem gosta de ouvir a emissora em São Bernardo e, inadvertidamente, esbarra no botão de mudança de estação, é surpreendido por uma série de zumbidos e gritos.
Se por curiosidade o ouvinte tentar sintonizar antes dos 102,1 Mhz, vai se deparar com uma espécie de culto evangélico de uma tal de Igreja do Nosso Senhor das Almas, aparentemente radicada no Jardim Detroit.
É uma rádio pirata, chamada Deus é Tudo – ou algo assim, já que não tive paciência de me estender, seja pelo conteúdo, que desagradou profundamente, seja pela sintonia, que era bem ruim.
Se o ouvinte esbarrasse o botão para frente dos 102,1 Mhz, imediatamente cairia na Bandeira Branca FM, ou algo parecido. Um contador de causos do bairro, que supus ser o Montanhão ou Sabesp, em São Bernardo, contava piadas e narrava acontecimentos da vizinhança, com um pagode de fundo musical. A sintonia era igualmente ruim.
Um pouco mais à frente, antes dos 102,5 Mhz, um rap estridente, no que eu supus ser a Total Hip Hop FM. Não deu para saber de qual bairro era. A sintonia era melhorzinha, só tocava música, e da pior qualidade.
Na casa de um amigo em Santo André, em um churrasco de tarde de sábado, fiz a mesma experiência. E sintonizei a Tangará FM, especializada em música evangélica e, ao que tudo indicava, estava irradiando da Vila Luzita. Todas rádios piratas.
A tecnologia atual permite que se faça uma emissora de rádio pela internet apenas com um notebook. Mas as emissoras clandestinas têm mais apelo, até porque é nas regiões mais pobres que está o público-alvo desse tipo de empreendimento. Infelizmente, na periferia e nas favelas, o acesso à internet é um sonho ainda.
O fato é que a evolução e o barateamento de equipamentos proporcionados pela tecnologia facilitam a clandestinidade das “emissoras”. Com pouco dinheiro, é possível comprar aparelhos e fazer transmissões do quarto de casa.
A questão é que rádio pirata é crime. Os dials de AM e FM estão superlotados e as emissoras piratas buscam espaços e acabam interferindo na comunicação das polícias, do Corpo de Bombeiros e no tráfego aéreo. Rádio pirata é crime e temd e ser combatida.
Para quem gosta de rock, a única opção decente na Grande São Paulo é a Kiss FM (102,1 Mhz). Especializada ao extremo, abriu o leque antes restrito ao classic rock (músicas de artistas que gravaram entre 1960 e 1995) e passou a tocar canções mais recentes.
Quem gosta de ouvir a emissora em São Bernardo e, inadvertidamente, esbarra no botão de mudança de estação, é surpreendido por uma série de zumbidos e gritos.
Se por curiosidade o ouvinte tentar sintonizar antes dos 102,1 Mhz, vai se deparar com uma espécie de culto evangélico de uma tal de Igreja do Nosso Senhor das Almas, aparentemente radicada no Jardim Detroit.
É uma rádio pirata, chamada Deus é Tudo – ou algo assim, já que não tive paciência de me estender, seja pelo conteúdo, que desagradou profundamente, seja pela sintonia, que era bem ruim.
Se o ouvinte esbarrasse o botão para frente dos 102,1 Mhz, imediatamente cairia na Bandeira Branca FM, ou algo parecido. Um contador de causos do bairro, que supus ser o Montanhão ou Sabesp, em São Bernardo, contava piadas e narrava acontecimentos da vizinhança, com um pagode de fundo musical. A sintonia era igualmente ruim.
Um pouco mais à frente, antes dos 102,5 Mhz, um rap estridente, no que eu supus ser a Total Hip Hop FM. Não deu para saber de qual bairro era. A sintonia era melhorzinha, só tocava música, e da pior qualidade.
Na casa de um amigo em Santo André, em um churrasco de tarde de sábado, fiz a mesma experiência. E sintonizei a Tangará FM, especializada em música evangélica e, ao que tudo indicava, estava irradiando da Vila Luzita. Todas rádios piratas.
A tecnologia atual permite que se faça uma emissora de rádio pela internet apenas com um notebook. Mas as emissoras clandestinas têm mais apelo, até porque é nas regiões mais pobres que está o público-alvo desse tipo de empreendimento. Infelizmente, na periferia e nas favelas, o acesso à internet é um sonho ainda.
O fato é que a evolução e o barateamento de equipamentos proporcionados pela tecnologia facilitam a clandestinidade das “emissoras”. Com pouco dinheiro, é possível comprar aparelhos e fazer transmissões do quarto de casa.
A questão é que rádio pirata é crime. Os dials de AM e FM estão superlotados e as emissoras piratas buscam espaços e acabam interferindo na comunicação das polícias, do Corpo de Bombeiros e no tráfego aéreo. Rádio pirata é crime e temd e ser combatida.
Chega de revisionismo
Das duas uma: ou o presidente Lula não lê o que assina - ou nenhum assessor lê e o informa - ou então foi enganado deliberadamente por assessores graduados, o que é crime.
A crise do decreto da revisão das regras da anistia 30 anos depois é de uma estupidez colossal, totalmente desnecessária e de m oportunismo atroz.
É mais do que sabido que a qalidade do ministério de Lula é muito ruim, desde o primeiro mandato. Idem nos escalões inferiores.
É o caso de Tarso Genro, ministro da Justiça e maior causador de encrencas e constrangimentos do govero. É o caso de Paulo Vannuchi, secretário dos Direitos Humanos. É o caso de Marco Aurélio Garcia, assessor especial para nada, e de todo o Itamaraty.
Se quisermos listar os que saíram, a ruindade fica patente: Marina Silva, Benedita da Silva, Antonio Palocci…
Nelson Jobim, politiqueiro e ministro da Defesa, jamais poderia ser ministro em um governo petista. Entretanto, só fez uma coisa certa na sua atual gestão: entregar o cargo por causa da crise da lei da anistia.
Usar letras miúdas para enganar o presidente e a nação para rever anistia e penas para apenas um lado é muito mais do que oportunismo, é má-fé e mau-caratismo.
Da mesma forma que fazer qualquer comparação com os casos de Chile e África do Sul é desonestidade intelectual.
Das duas uma: ou o presidente Lula não lê o que assina - ou nenhum assessor lê e o informa - ou então foi enganado deliberadamente por assessores graduados, o que é crime.
A crise do decreto da revisão das regras da anistia 30 anos depois é de uma estupidez colossal, totalmente desnecessária e de m oportunismo atroz.
É mais do que sabido que a qalidade do ministério de Lula é muito ruim, desde o primeiro mandato. Idem nos escalões inferiores.
É o caso de Tarso Genro, ministro da Justiça e maior causador de encrencas e constrangimentos do govero. É o caso de Paulo Vannuchi, secretário dos Direitos Humanos. É o caso de Marco Aurélio Garcia, assessor especial para nada, e de todo o Itamaraty.
Se quisermos listar os que saíram, a ruindade fica patente: Marina Silva, Benedita da Silva, Antonio Palocci…
Nelson Jobim, politiqueiro e ministro da Defesa, jamais poderia ser ministro em um governo petista. Entretanto, só fez uma coisa certa na sua atual gestão: entregar o cargo por causa da crise da lei da anistia.
Usar letras miúdas para enganar o presidente e a nação para rever anistia e penas para apenas um lado é muito mais do que oportunismo, é má-fé e mau-caratismo.
Da mesma forma que fazer qualquer comparação com os casos de Chile e África do Sul é desonestidade intelectual.
Respeitar contratos é coisa rara no Brasil
O futebol frequentemente é uma metáfora da sociedade, da vida real. Dois casos recentes ilustram bem o que é a (má) índole do povo brasileiro.
Oscar, jovem revelação do São Paulo, com contrato de cinco anos, simplesmente decidiu que não quer mais jogar no clube, estimulado por empresários que não merecem nenhum respeito; Vágner Love, trazido pelo Palmeiras a peso de ouro da Rússia, força de todas as maneiras a barra para jogar no Flamengo, de seu Rio de Janeiro natal (sabe como é, o Carnaval está chegando, a praia é logo ali…).
E quem não se lembra de Adriano, que simplesmente se recusou a voltar à Itália para cunprir seu longo contrato coma Internazionale, alegando que queria ficar empinando pipa com seus “amigos” em uma favela.
Respeitar contratos sempre foi uma característica de sociedades civilizadas. No Brasil, é o oposto. Contratos foram feitos jusntamente para serem desrespeitados neste país. Em todos os ramos, em todas as áreas. O que vale é realmente levar vantagem em tudo sempre. Não pode mesmo dar certo.
Quando a revista Veja acerta , é porque existe algo de muito, muito errado acontecendo no mundo.
Os brilhantes intelectuais que produziram a enorme quantidade de bobagens na tal da Confecon (Conferência Nacional de Comunicação) deram um arsenal de munição para a asquerosa revista semanal continuar sua campanha difamatória contra os setores progressistas da sociedade.
Mas o duro mesmo é constatar que desta vez eles acertaram ao criticar duramente a tal da confererência, dominada pelo que de pior o PT e a esquerda como um todo produziu.
Portanto, repito o mantra: nenhum tipo de controle sobre a imprensa é aceitável, liberdade total de imprensa, opinião e expressão.
Por falar com coisas ridículas, nada mais pavoroso e horroroso do que a primeira página de um certo veículo impresso regional de comunicação, péssimo por sinal.
Outra decente, o tal pasquim, que já foi o principal do ABCD, cometeu o desatino de colocar como manchete um enorme Feliz Natal e uma foto estapafúrdia de seus funcionários em frente à sede da empresa.
Que a incompetência domina aquela lugar é sabido há tempos. Entretanto, evidenciar na capa do jornal a total incapacidade em produzir notícias no feriado é algo inédito na imprensa mundial.
Se a intenção é enterrar o jornal o mais rápido possível, então acho que encontraram uma infalível. Nem o mais modesto jornal de bairro de uma cidade isolada do mundo faria tamanha bobagem e nem teria tanta desfaçatez em desrespeitar o leitor. Pois o tal jornal fez exatamente isso.
Decadência é pouco para resumir a situação.
O futebol frequentemente é uma metáfora da sociedade, da vida real. Dois casos recentes ilustram bem o que é a (má) índole do povo brasileiro.
Oscar, jovem revelação do São Paulo, com contrato de cinco anos, simplesmente decidiu que não quer mais jogar no clube, estimulado por empresários que não merecem nenhum respeito; Vágner Love, trazido pelo Palmeiras a peso de ouro da Rússia, força de todas as maneiras a barra para jogar no Flamengo, de seu Rio de Janeiro natal (sabe como é, o Carnaval está chegando, a praia é logo ali…).
E quem não se lembra de Adriano, que simplesmente se recusou a voltar à Itália para cunprir seu longo contrato coma Internazionale, alegando que queria ficar empinando pipa com seus “amigos” em uma favela.
Respeitar contratos sempre foi uma característica de sociedades civilizadas. No Brasil, é o oposto. Contratos foram feitos jusntamente para serem desrespeitados neste país. Em todos os ramos, em todas as áreas. O que vale é realmente levar vantagem em tudo sempre. Não pode mesmo dar certo.
Quando a revista Veja acerta , é porque existe algo de muito, muito errado acontecendo no mundo.
Os brilhantes intelectuais que produziram a enorme quantidade de bobagens na tal da Confecon (Conferência Nacional de Comunicação) deram um arsenal de munição para a asquerosa revista semanal continuar sua campanha difamatória contra os setores progressistas da sociedade.
Mas o duro mesmo é constatar que desta vez eles acertaram ao criticar duramente a tal da confererência, dominada pelo que de pior o PT e a esquerda como um todo produziu.
Portanto, repito o mantra: nenhum tipo de controle sobre a imprensa é aceitável, liberdade total de imprensa, opinião e expressão.
Por falar com coisas ridículas, nada mais pavoroso e horroroso do que a primeira página de um certo veículo impresso regional de comunicação, péssimo por sinal.
Outra decente, o tal pasquim, que já foi o principal do ABCD, cometeu o desatino de colocar como manchete um enorme Feliz Natal e uma foto estapafúrdia de seus funcionários em frente à sede da empresa.
Que a incompetência domina aquela lugar é sabido há tempos. Entretanto, evidenciar na capa do jornal a total incapacidade em produzir notícias no feriado é algo inédito na imprensa mundial.
Se a intenção é enterrar o jornal o mais rápido possível, então acho que encontraram uma infalível. Nem o mais modesto jornal de bairro de uma cidade isolada do mundo faria tamanha bobagem e nem teria tanta desfaçatez em desrespeitar o leitor. Pois o tal jornal fez exatamente isso.
Decadência é pouco para resumir a situação.
Respeitar contratos é coisa rara no Brasil
O futebol frequentemente é uma metáfora da sociedade, da vida real. Dois casos recentes ilustram bem o que é a (má) índole do povo brasileiro.
Oscar, jovem revelação do São Paulo, com contrato de cinco anos, simplesmente decidiu que não quer mais jogar no clube, estimulado por empresários que não merecem nenhum respeito; Vágner Love, trazido pelo Palmeiras a peso de ouro da Rússia, força de todas as maneiras a barra para jogar no Flamengo, de seu Rio de Janeiro natal (sabe como é, o Carnaval está chegando, a praia é logo ali…).
E quem não se lembra de Adriano, que simplesmente se recusou a voltar à Itália para cunprir seu longo contrato coma Internazionale, alegando que queria ficar empinando pipa com seus “amigos” em uma favela.
Respeitar contratos sempre foi uma característica de sociedades civilizadas. No Brasil, é o oposto. Contratos foram feitos jusntamente para serem desrespeitados neste país. Em todos os ramos, em todas as áreas. O que vale é realmente levar vantagem em tudo sempre. Não pode mesmo dar certo.
Quando a revista Veja acerta , é porque existe algo de muito, muito errado acontecendo no mundo.
Os brilhantes intelectuais que produziram a enorme quantidade de bobagens na tal da Confecon (Conferência Nacional de Comunicação) deram um arsenal de munição para a asquerosa revista semanal continuar sua campanha difamatória contra os setores progressistas da sociedade.
Mas o duro mesmo é constatar que desta vez eles acertaram ao criticar duramente a tal da confererência, dominada pelo que de pior o PT e a esquerda como um todo produziu.
Portanto, repito o mantra: nenhum tipo de controle sobre a imprensa é aceitável, liberdade total de imprensa, opinião e expressão.
Por falar com coisas ridículas, nada mais pavoroso e horroroso do que a primeira página de um certo veículo impresso regional de comunicação, péssimo por sinal.
Outra decente, o tal pasquim, que já foi o principal do ABCD, cometeu o desatino de colocar como manchete um enorme Feliz Natal e uma foto estapafúrdia de seus funcionários em frente à sede da empresa.
Que a incompetência domina aquela lugar é sabido há tempos. Entretanto, evidenciar na capa do jornal a total incapacidade em produzir notícias no feriado é algo inédito na imprensa mundial.
Se a intenção é enterrar o jornal o mais rápido possível, então acho que encontraram uma infalível. Nem o mais modesto jornal de bairro de uma cidade isolada do mundo faria tamanha bobagem e nem teria tanta desfaçatez em desrespeitar o leitor. Pois o tal jornal fez exatamente isso.
Decadência é pouco para resumir a situação.
O futebol frequentemente é uma metáfora da sociedade, da vida real. Dois casos recentes ilustram bem o que é a (má) índole do povo brasileiro.
Oscar, jovem revelação do São Paulo, com contrato de cinco anos, simplesmente decidiu que não quer mais jogar no clube, estimulado por empresários que não merecem nenhum respeito; Vágner Love, trazido pelo Palmeiras a peso de ouro da Rússia, força de todas as maneiras a barra para jogar no Flamengo, de seu Rio de Janeiro natal (sabe como é, o Carnaval está chegando, a praia é logo ali…).
E quem não se lembra de Adriano, que simplesmente se recusou a voltar à Itália para cunprir seu longo contrato coma Internazionale, alegando que queria ficar empinando pipa com seus “amigos” em uma favela.
Respeitar contratos sempre foi uma característica de sociedades civilizadas. No Brasil, é o oposto. Contratos foram feitos jusntamente para serem desrespeitados neste país. Em todos os ramos, em todas as áreas. O que vale é realmente levar vantagem em tudo sempre. Não pode mesmo dar certo.
Quando a revista Veja acerta , é porque existe algo de muito, muito errado acontecendo no mundo.
Os brilhantes intelectuais que produziram a enorme quantidade de bobagens na tal da Confecon (Conferência Nacional de Comunicação) deram um arsenal de munição para a asquerosa revista semanal continuar sua campanha difamatória contra os setores progressistas da sociedade.
Mas o duro mesmo é constatar que desta vez eles acertaram ao criticar duramente a tal da confererência, dominada pelo que de pior o PT e a esquerda como um todo produziu.
Portanto, repito o mantra: nenhum tipo de controle sobre a imprensa é aceitável, liberdade total de imprensa, opinião e expressão.
Por falar com coisas ridículas, nada mais pavoroso e horroroso do que a primeira página de um certo veículo impresso regional de comunicação, péssimo por sinal.
Outra decente, o tal pasquim, que já foi o principal do ABCD, cometeu o desatino de colocar como manchete um enorme Feliz Natal e uma foto estapafúrdia de seus funcionários em frente à sede da empresa.
Que a incompetência domina aquela lugar é sabido há tempos. Entretanto, evidenciar na capa do jornal a total incapacidade em produzir notícias no feriado é algo inédito na imprensa mundial.
Se a intenção é enterrar o jornal o mais rápido possível, então acho que encontraram uma infalível. Nem o mais modesto jornal de bairro de uma cidade isolada do mundo faria tamanha bobagem e nem teria tanta desfaçatez em desrespeitar o leitor. Pois o tal jornal fez exatamente isso.
Decadência é pouco para resumir a situação.
Oportunidade desperdiçada
A 1ª Confecom (Conferência Nacional de Comunicação) terminou da forma como eu previa: uma sucessão de ideias equivocadas. Temo que tnha sido desperdício de tempo. Parte do grupo que se reuniu para discutir “propostas” não passava de um coletivo de celerados que pouco ou nada entende de comunicação.
Minha opinião sobre a questão diverge totalmente da posição de Celso Horta, que dirige o conglomerado ABCD Maior e que é um entusiasta da Confecom. Seu artigo recente neste portal expõe com clareza seus pontos de vista. Entretanto, os considero otimistas demais e, de certa forma, enviezados.
Predominaram as propostas sem nexo e ideologizadas, claramente incentivadas por setores obscuros da política brasileira e do governo dominados por néscios querendo agradar ao chefe e ao partido.
Entre outras pérolas, a sociedade civil (grifo meu) aprovou regras “contestadas pelo setor empresarial, entre elas destacam-se a criação de um código de ética para o jornalismo brasileiro, controle social da radiodifusão, marco regulatório para relações trabalhistas de profissionais de mídia autônomos e inclusão da ‘cláusula de consciência’ na nova lei de imprensa”, segundo relata o site Comunique-se.
Além disso, de acordo com texto do site, os civis derrubaram a proposta em que o setor empresarial exigia a multiprogramação na TV digital aberta. A sociedade civil defendeu que a aprovação dessa sugestão aumentaria o monopólio e rejeitou a proposta.
Ou seja, predominaram as teses intervencionistas, defensoras da censura, de regulamentação geral, do amordaçamento, do açodamento, da omissão, do aparelhamento geral e irrestrito, da falcatrua, da corrupção.
Um retrocesso típico de mentes atrasadas, estacionadas no século XX pré-queda do Muro de Berlim. A conferência já nasceu contaminada pela ideologização e pela veia autoritária.
Não dá para admitir nada que não seja liberdade total e irrestrita de imprensa, opinião e expressão.
A 1ª Confecom (Conferência Nacional de Comunicação) terminou da forma como eu previa: uma sucessão de ideias equivocadas. Temo que tnha sido desperdício de tempo. Parte do grupo que se reuniu para discutir “propostas” não passava de um coletivo de celerados que pouco ou nada entende de comunicação.
Minha opinião sobre a questão diverge totalmente da posição de Celso Horta, que dirige o conglomerado ABCD Maior e que é um entusiasta da Confecom. Seu artigo recente neste portal expõe com clareza seus pontos de vista. Entretanto, os considero otimistas demais e, de certa forma, enviezados.
Predominaram as propostas sem nexo e ideologizadas, claramente incentivadas por setores obscuros da política brasileira e do governo dominados por néscios querendo agradar ao chefe e ao partido.
Entre outras pérolas, a sociedade civil (grifo meu) aprovou regras “contestadas pelo setor empresarial, entre elas destacam-se a criação de um código de ética para o jornalismo brasileiro, controle social da radiodifusão, marco regulatório para relações trabalhistas de profissionais de mídia autônomos e inclusão da ‘cláusula de consciência’ na nova lei de imprensa”, segundo relata o site Comunique-se.
Além disso, de acordo com texto do site, os civis derrubaram a proposta em que o setor empresarial exigia a multiprogramação na TV digital aberta. A sociedade civil defendeu que a aprovação dessa sugestão aumentaria o monopólio e rejeitou a proposta.
Ou seja, predominaram as teses intervencionistas, defensoras da censura, de regulamentação geral, do amordaçamento, do açodamento, da omissão, do aparelhamento geral e irrestrito, da falcatrua, da corrupção.
Um retrocesso típico de mentes atrasadas, estacionadas no século XX pré-queda do Muro de Berlim. A conferência já nasceu contaminada pela ideologização e pela veia autoritária.
Não dá para admitir nada que não seja liberdade total e irrestrita de imprensa, opinião e expressão.
Vandalismo como meio de expressão
“Não sei o que quero, mas sei como conseguir: destruindo.” O lema punk do final dos anos 70 surgiu de uma letra de música de um conjunto obscuro da região metropolitana de Londres. Logo foi pichado em várias cidades do mundo e acabou se tornando o bordão preferido de pelo menos três gangues de moleques briguentos, aspirantes a bandidos, na Grande São Paulo.
O lema está cada vez mais presente na atual sociedade ocidental. É seguido à risca por torcedores de futebol, professores, em greve, ecomanifestantes, estudantes indignados com a corrupção e por mais uma malta enorme de desocupados mundo afora.
Não vem ao caso as reivindicações, sejam elas quais forem. Tornam-se insignificantes quando o protesto é violento, quando o vandalismo e a depredação se tornam “meios de expressão”.
Qualquer causa - pode ser a mais justa de todas -, perde qualquer relevância e importância quando seus defensores partem para o quebra-quebra.
O que se viu em Curitiba na semana retrasada e nas imagens nojentas vindas de Copenhague nesta seman, na conferência sobre o clima, só reforçam essas teses.
Torcedor tem que apanhar, e muito. É regra básica de quem frequenta estádios, seja onde for, seja de qual torcida: jamais enfrente a polícia, a possibilidade de sucesso é nula.
A polícia curitibana bateu pouco nos torcedores do rebaixado Coritiba. Esse tipo de comportamento só vai acabar quando houver mortes, de preferência entre os torcedores-vândalos.
O mesmo vale para os desocupados de Copenhague. Enquanto os protestos era pacíficos, foram válidos e relevantes. Quando os manifestantes decidiram partir para cima da polícia, se tornaram o que há de mais abjeto em uma sociedade. Pena que apanharam pouco.
“Não sei o que quero, mas sei como conseguir: destruindo.” O lema punk do final dos anos 70 surgiu de uma letra de música de um conjunto obscuro da região metropolitana de Londres. Logo foi pichado em várias cidades do mundo e acabou se tornando o bordão preferido de pelo menos três gangues de moleques briguentos, aspirantes a bandidos, na Grande São Paulo.
O lema está cada vez mais presente na atual sociedade ocidental. É seguido à risca por torcedores de futebol, professores, em greve, ecomanifestantes, estudantes indignados com a corrupção e por mais uma malta enorme de desocupados mundo afora.
Não vem ao caso as reivindicações, sejam elas quais forem. Tornam-se insignificantes quando o protesto é violento, quando o vandalismo e a depredação se tornam “meios de expressão”.
Qualquer causa - pode ser a mais justa de todas -, perde qualquer relevância e importância quando seus defensores partem para o quebra-quebra.
O que se viu em Curitiba na semana retrasada e nas imagens nojentas vindas de Copenhague nesta seman, na conferência sobre o clima, só reforçam essas teses.
Torcedor tem que apanhar, e muito. É regra básica de quem frequenta estádios, seja onde for, seja de qual torcida: jamais enfrente a polícia, a possibilidade de sucesso é nula.
A polícia curitibana bateu pouco nos torcedores do rebaixado Coritiba. Esse tipo de comportamento só vai acabar quando houver mortes, de preferência entre os torcedores-vândalos.
O mesmo vale para os desocupados de Copenhague. Enquanto os protestos era pacíficos, foram válidos e relevantes. Quando os manifestantes decidiram partir para cima da polícia, se tornaram o que há de mais abjeto em uma sociedade. Pena que apanharam pouco.
Obsessão por regulamentação
Conversei longamente hoje pela manhã com dois amigos que estão participando da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que acontece até amanhã (17/12) em Brasília. Eles não se conhecem e têm opiniões totalmente divergentes sobre o tema. Um é jornalista, outro é sociólogo com pretensão de ser jornalista - não é e dificilmente será.
Não gostei do que ouvi. Descontadas as zilhões de bobagens de gente que nada entende de comunicação e que está passeando em Brasília - bobagens que fazem a festa de gente desqualificada, como certos colunistas de revistas semanais -, o que sobra são tentativas toscas de colocar limites à atuação da mídia.
Só se fala em regulamentação e regras. Qualidade da informação e liberdade de imprensa, por exemplo, parecem coisas de outro mundo. Praticamente ninguém aborda o tema. E o mais perigoso: muita gente na conferência não só não condena a censura ao jornal O Estado de S. Paulo como a apoia.
E depois vem o presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Celso Schroder, reclamar que a grande imprensa ignora o evento.
Mas é óbvio que tem de ignorar: a conferência já nasceu contaminada pela ideologização e pela veia autoritária da censura e da “regulamentação”, eufemismo para restrições à atividade jornalística.
Sou jornalista sindicalizado e associado da Fenaj, tendo votado na atual diretoria e também na diretoria atual do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
O fato de apoiá-los e de ter amizade com a maioria dos diretores de ambas as entidades não me impede de criticá-los com veemência diante de alguns descalabros defendidos pelas entidades.
Não dá para admitir nada que não seja liberdade total e irrestrita de imprensa, opinião e expressão.
Conversei longamente hoje pela manhã com dois amigos que estão participando da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que acontece até amanhã (17/12) em Brasília. Eles não se conhecem e têm opiniões totalmente divergentes sobre o tema. Um é jornalista, outro é sociólogo com pretensão de ser jornalista - não é e dificilmente será.
Não gostei do que ouvi. Descontadas as zilhões de bobagens de gente que nada entende de comunicação e que está passeando em Brasília - bobagens que fazem a festa de gente desqualificada, como certos colunistas de revistas semanais -, o que sobra são tentativas toscas de colocar limites à atuação da mídia.
Só se fala em regulamentação e regras. Qualidade da informação e liberdade de imprensa, por exemplo, parecem coisas de outro mundo. Praticamente ninguém aborda o tema. E o mais perigoso: muita gente na conferência não só não condena a censura ao jornal O Estado de S. Paulo como a apoia.
E depois vem o presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Celso Schroder, reclamar que a grande imprensa ignora o evento.
Mas é óbvio que tem de ignorar: a conferência já nasceu contaminada pela ideologização e pela veia autoritária da censura e da “regulamentação”, eufemismo para restrições à atividade jornalística.
Sou jornalista sindicalizado e associado da Fenaj, tendo votado na atual diretoria e também na diretoria atual do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
O fato de apoiá-los e de ter amizade com a maioria dos diretores de ambas as entidades não me impede de criticá-los com veemência diante de alguns descalabros defendidos pelas entidades.
Não dá para admitir nada que não seja liberdade total e irrestrita de imprensa, opinião e expressão.
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Glenn Hughes arrasa em show acústico na TV
Glenn Hughes é um cantor e baixista britânico, que já integrou as bandas Deep Pruple e Black Sabbath, além de uma extensa e maravilhosa carreira solo. Ele está em turnê pelo BRasil e no dia 15 de dezembro fez uma aparição no programa Todo Seu, de Ronie Von, na TV Gazeta de São Paulo. O programa é péssimo, mas Hughes destruiu, em duas inspiradas canções. Aula magna de rock'n roll.
Glenn Hughes é um cantor e baixista britânico, que já integrou as bandas Deep Pruple e Black Sabbath, além de uma extensa e maravilhosa carreira solo. Ele está em turnê pelo BRasil e no dia 15 de dezembro fez uma aparição no programa Todo Seu, de Ronie Von, na TV Gazeta de São Paulo. O programa é péssimo, mas Hughes destruiu, em duas inspiradas canções. Aula magna de rock'n roll.
You Keep ON Movin'
Mistreated