quarta-feira, setembro 09, 2009

Para quem leva a sério o negócio da música



do site Art Rock, uma da smelhores lojas de CD e m´pusica em geral de São Paulo:


Quem conhece a ART ROCK sabe que a grande maioria dos nossos CDs são importados. Para que o preço seja o mais baixo possível, compramos os CDs sem a caixinha, porque ela faz muito volume, o que onera o preço final devido ao frete.

Os CDs chegam à loja apenas com a mídia dentro do encarte. Todo o trabalho de embalagem é feito por nós.

Quem conhece a ART ROCK sabe que nunca negamos abrir um CD e tocá-lo quando o cliente solicita. Sabemos que isso faz parte do nosso negócio.

E mais: temos muito prazer em fazer isso, porque dessa forma agradamos ao nosso cliente, ele tem a oportunidade de fazer a melhor escolha.

No entanto, abrir um CD apenas por abrir, matar a curiosidade de ver a mídia, o encarte, para ver o ano, a formação dos integrantes, etc., isso não concordamos.

Ao abrir o lacre, o saquinho que embala fica danificado (necessitando a troca) O sujeito não se contenta em apenas ver, ele pega o encarte e o folheia, deixando suas indesejadas digitais marcadas. Pega a mídia e a analisa como se fosse uma pedra lapidada (muitos ficam procurando defeitos para pedir mais descontos).

Depois disso tudo, embala o CD a seu modo e o coloca de volta no painel. Como que por aqueles instantes, o CD fosse dele. E é justamente esse mesmo CD que alguém vai pagar por ele!

Pela nossa experiência, o cidadão faz isso porque, geralmente, o CD que ele deseja está custando mais ou menos R$60 na galeria do rock, e quando ele encontra o mesmo CD na ART ROCK por R$35, o camarada pensa que é usado, falsificado, russo... Coisa do tipo que temos de ouvir. O pior é que na maioria das vezes ele nem compra o de 60 nem o de 35...

Não achamos justo alguém manusear um produto que não lhe pertence. Para nós, da loja, é difícil essa relação porque sabemos que alguém vai comprá-lo, e será muito desagradável vender um produto que não esteja com a sua integridade física em ordem.

Fazemos questão de informar quando o CD é usado, ou quando a mídia apresenta ranhuras, por isso, inclusive, nesses casos, vendemos ainda mais barato.

Parece brincadeira, mas esse assunto irrita tanto aos lojistas que gostaríamos de dar uma dica: ao entrar numa loja de CDs, se quiser obter informações, pergunte ao lojista. Se quiser ouvir o CD, entregue-o para o lojista e solicite a ele se é possível tocá-lo. Nunca abra o CD por sua conta. Não peça nem manipule o encarte depois de aberto. Peça para ouvir o CD se realmente tiver interesse em comprá-lo.

Tudo isso é para que o cliente/amigo da ART ROCK tenha a certeza de que nós zelamos pelos CDs que estão à venda. E que ninguém botou o dedão nele antes de você. Antes de qualquer coisa, é uma questão de educação.

quinta-feira, agosto 27, 2009

Comentários esparsos



  • A crise na Receita Federal é mais um sintoma de uma doença gravíssima que avança, de forma explícita, no poder público: o aparelhamento da máquina governamental, com o que de pior existe no corporativismo. As acusações de interferência política no trabalho no órgão teriam combustível para derrubar qualquer governo em países sérios, mas aqui o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ignora tudo. E assim o governo federal continua seu processo de esfarelamento moral.


  • A patética cena em que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) dá cartão vermelho ao senador José Sarney (PMDB-AP) é tudo o que restou aos petistas em Brasília. É o retrato do fracasso da estratégia política de acobertar aliados enrolados e de ignorar delitos para supostamente garantir apoios de bandidos para a campanha eleitoral de 2010. O esfarelamento moral se acentua.


  • O deputado federal José Genoino (PT-SP) defendeu nesse portal por esses dias a manutenção dos aeroportos nacionais nas mãos de uma Infraero falida e corrupta, sujeita a todo tipo de influência política e desmandos de “aliados”. Defende com fervor o estatismo, fonte primordial de corrupção, e investe com argumentos parcos e sofríveis contra as privatizações que ocorreram nos anos 90. Ele já teve meu voto, mas hoje, infelizmente, é um fóssil político. Deve sentir saudades do tempo em que a aquisição de uma linha telefônica custava US$ 10 mil e a instalação demorava dois anos.


  • Como eu imaginava, depois de muito estrebuchar, os ressentidos que adoram bradar contra a imprensa estão se recolhendo à sua insignificância. Perderam a estridência, já que os argumentos eram as porcarias de sempre. Restringiram a sua paranoia “golpista” aos guetos imundos de onde surgiram e praticamente estão restritos a conversinhas entre amiguinhos. Que assim seja. Não que algum dia tenham incomodado alguém - afinal, são irrelevantes -, mas é bom poupar a humanidade de seus dejetos intelectuais.


  • Depois de sete anos é possível que ex-funcionários da extinta Gazeta Mercantil comecem a ver a cor do dinheiro, após longa batalha judicial. Os primeiros beneficiários já receberam a indenização neste mês de agosto. O jornal, que foi dirigido pela família Levy e depois foi arrendado por Nelso Tanure (dono do Jornal do Brasil), sofre mais de mil ações trabalhistas.

    A Associação dos Funcionários e Ex-funcionários da Gazeta Mercantil, que reúne cerca de 350 ex-funcionários, conseguiu arrestar a marca (impedir a venda) e penhorou ações de Nelson Tanure da empresa Intelig, impedindo a sua venda para a TIM. A longa espera deve terminar em 2010.

    A lamentar apenas a total falta de apoio do governo Lula nesta batalha, justamente o governo do PT, Partido dos Trabalhadores, que abandonou a galera ao relento. O na época ministro Jaques Wagner, do Trabalho, chegou a receber por três vezes comissões de jornalistas e funcionários, que lhe relataram casos escabrosos de problemas causados pelos atrasos salários e a recusa em pagar as verbas rescisórias de demitidos - sem falar na aprorpiação indébita do FGTS.

    Wagner “ficou sensibilizado”, mas esqueceu a luta dos lesados - ressalto que tudo isso ocorreu durante um governo de um partido dito dos trabalhadores. Parece que, politicamente, o apoio à causa não era interessante. A associação prefetiu não mais “incomodar” o governo com essa “chateação”. O governo Lula, infelizmente, não apoiou a luta desses trabalhadores. Mas por que é que eu não me surpreendi com isso?
  • quarta-feira, agosto 26, 2009

    Pete Towsend, guitarrista do The Who, escreve novo musical

    MIKE COLLETT-WHITE
    da Reuters, em Londres



    (FOTO: SCOTT OLSON/REUTERS)

    Pete Townsend, guitarrista do The Who e um dos criadores das óperas rock "Tommy" e "Quadrophenia", está escrevendo um novo musical, "Floss", sobre o envelhecimento.

    Scott Olson/Reuters

    O guitarrista Pete Townshend prepara o musical "Floss", sobre envelhecimento
    "Quando tinha 19 anos escrevi 'My Generation', a canção mais explícita do rock sobre envelhecimento", escreveu Townsend no site de sua banda (www.thewho.com). O sucesso de 1965 inclui a frase "Espero morrer antes de envelhecer".

    "Aos 64 anos, quero abordar o envelhecimento e a mortalidade, usando o contexto poderosamente raivoso do rock'n'roll".

    "Floss" será concebido para exibições em espaços abertos e arenas, e Townsend pretende finalizá-lo para uma estreia em 2011, provavelmente em Nova York.

    Algumas das canções mais "convencionais" do musical irão fazer parte de um álbum do The Who programado para o ano que vem, acrescentou ele.

    "'Floss' é um projeto novo ambicioso para mim, no estilo de 'Tommy' e 'Quadrophenia'", escreveu Townsend. "Neste caso, as canções são intercaladas com 'paisagens sonoras' em surround-sound, com efeitos sonoros complexos e montagens musicais".

    A história se concentra em um casal cuja relação passa por dificuldades.

    Walter, um músico de bar, fica rico de repente quando uma de suas músicas é usada em anúncios de uma montadora de veículos, mas as coisas azedam quando ele volta para a música 15 anos mais tarde.

    "Enquanto Roger Daltrey exercita suas cordas vocais envelhecidas embarcando em uma turnê-solo de dois meses intitulada 'Use or Lose it', eu me concentro em 'Floss', que lida com assuntos atuais enfrentados pela geração baby boomer", escreveu Townsend, referindo-se ao cantor do The Who.

    "O musical também trata a relação tensa dos dois com seus pais, filhos e netos".

    segunda-feira, agosto 24, 2009

    UM POUCO DE MÚSICA EXCELENTE





    JEFF BECK - Jeff Beck at Ronnie Scott's Jazz Club 2007 - Goodbye Pork Pie Hat/Brush With The Blues




    IAN GILLAN - When a Blind Man Cries



    PETE TOWNSHEND - Baba O'Riley



    CHICKENFOOT - Oh Yeah!



    CHICKENFOOT - Sexy Little Thing
    Tolerância às vezes também é crime



    "Pirataria é crime, mas é menos crime do que outros", dizem alguns; para estes, não passaria de uma “contravenção”. É isso o que concluo ao ler alguns comentários e ouvir a opinião de amigos sobre o meu artigo anterior, “Seu filme favorito por R$ 1”.

    A tolerância para a quebra da lei no caso de CDs, DVDs, livros e outros objetos de cultura é preocupante, para não dizer nojenta.

    Justificar e apoiar a prática de crimes por conta do alto preço cobrado pela indústria é falsear a verdade e esconder a tibieza moral e a deformação ética de caráter. Não condiz com as regras de uma sociedade civilizada e democrática.

    Tolerar a pirataria é o mesmo que não ligar para os furtos em supermercados, em lojas, em qualquer lugar. É achar normal a corrupção, e acreditar que o “jeitinho” brasileiro é uma arte, que a malandragem é um recurso aceitável na vida cotidiana e que prejudicar os outros faz parte da vida.

    O argumento de que o trabalhador não tem dinheiro pagar R$ 30 por um CD ou um DVD - por isso apela para o produto pirata - não cola. É um argumento rasteiro e sem-vergonha.

    Por esse mesmo raciocínio, o trabalhador também não tem dinheiro para comprar um carro de valor alto, por isso é legítimo que roube ou incentive a construção de uma cópia mais barata, mas de péssima qualidade e que não paga imposto. Se o trabalhador não tem dinheiro para comprar, que não compre. Ou junte dinheiro para comprar.

    O comércio ilegal de cópias de produtos culturais nos centros de São Bernardo, Santo André, São Paulo, Diadema e Mauá é mais do que inaceitável, é ultrajante.

    A consequência da proliferação da pirataria para a indústria e a economia é a mesma dos efeitos da concorrência desleal dos produtos chineses de péssima qualidade: devastação de parte da indústria local e perda de milhares de empregos.

    Pergunte aos calçadistas desempregados de Franca ou aos funcionários sem emprego da indústria têxtil de Americana ou Santa Bárbara o que acham dos produtos chineses...

    Entre os que “defendem” a pirataria estão muitas pessoas que bradam contra a “concorrência desleal” das coisas “made in China”. Ou isso é falta total de informação ou má-fé.
    O seu filme favorito por R$ 1


    Você quer assistir à sétima temporada da série de TV “24 Horas”, que acabou de ser exibida nos Estados Unidos e no canal Fox no Brasil? Então vá à praça Lauro Gomes, no centro de São Bernardo, e adquira a versão pirata, copiada diretamente da TV ou da internet, e legendada em português. Por R$ 1.

    É possível encontrar a mesma série nas travessas da rua Bernardino de Campos, no centro de Santo André, em diversos quiosques, boxes e bibocas em geral. Ali você encontra todas as séries norte-americanas e também da TV Globo completas, bem gravadas.

    O filme “Operação Valquíria”, de Tom Cruise, mal acabara de sair de cartaz nos cinemas da região, e a sua chegada em DVD às locadoras estava prevista para três meses depois, mas isso não foi impedimento para quem quis assistir em casa. Os mesmos pontos de venda de DVD pirata já tinham o filme em diversos formatos, com qualidade de imagem variada.

    E o mais legal de tudo isso é que a venda desse tipo de produto é feita à luz do dia, sem a menor preocupação com qualquer tipo de fiscalização. Quando perguntados sobre o risco de ser apanhados, os “comerciantes” riem, até gargalham.

    Os boxes e bibocas são montados em anexos de bares e em lojas comuns de pontos de comércio popular, o chamado “camelódromo”. Não são incomodados por ninguém. Não raro passa uma viatura da Polícia Militar pelos arredores e até mesmo na frente dos “comércios” de produtos piratas, mas ninguém é incomodado ou interpelado.

    O Brasil perdeu a batalha para a pirataria desde o começo. Nos anos 80, eram comuns as cópias falsificadas de tênis norte-americanos e alemães, depois vieram as calças imitando marcas italianas famosas, e em seguida todo e qualquer produto “pirateável”, de eletrônicos a cigarros.

    O combate sempre foi tímido, mas a partir dos anos 2000 é quase inexistente. O comércio de músicas em MP3 no centro de São Paulo, próximo à Galeria do Rock, é o maior retrato da desfaçatez dos criminosos.

    Vende-se a discografia completa de um artista, nacional ou estrangeiro, em apenas um único CD de dados de 700 MB por apenas R$ 5. Não há indústria ou comércio legal que resista. Pirataria é crime é precisa ser combatida de modo mais efetivo. A repressão tem de ser mais dura para evitar o caos de “tropeçarmos” em produtos ilegais nas calçadas.
    Burrice não pode ser premiada nem indenizada



    É estarrecedora a quantidade de histórias de gente "ludibirada" pela Igreja Universal do Reino de Deus relatadas pela imprensa nas duas últimas semanas. As melhores estão nas três maiores revistas semanais, embora alguns jornais populares também tenham dado destaque a algumas delas.

    A estupidez humana não tem limites, já dizia um filósofo de botequim dos anos 70 que adorava frequentar teatros alternativos com peças de ótima qualidade, mas péssimas de público. E é comum ouvir por aí um bordão famoso: "Nunca ninguém deixou de lucrar com a burrice humana".

    Está mais do que provado que religião, qualquer uma, é estelionato, e que igrejas e seitas, sejam elas quais forem, são fraudes. Todas se baseiam na tapeação e na insistência de que papai noel existe.

    Se os preceitos filosóficos da doutrina cristã, do islamismo e do budismo - apenas enquanto ideias e conceitos - são interessantes, quando transformados em dogmatismo e religião tornam-se lixo puro.

    As mais novas investigações contra a seita de Edir Macedo só confirmam o que se sabe desde os anos 90 do século passado: há indícios fortes de que o "bispo" comanda uma organização suspeitíssima de cometer crimes variados. Tem de haver punição exemplar.

    Por outro lado, há "fiéis" entrando na Justiça exigindo ser indenizados por terem sido "lesados" pela seita de Edir Macedo. Sou contra. A burrice tem de ser punida, e não indenizada.

    sexta-feira, julho 31, 2009

    Caros associados da Associação dos Funcionários, Ex-funcionários e Credores da Gazeta Mercantil.

    Na última quarta-feira, dia 29 de julho, foram fechados os primeiros três acordos entre associados e os advogados do empresário Nélson Tanure, representando as 12 empresas do Grupo Docas.

    Os acordos, realizados com mediação da Corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho-SP e diante da própria juíza corregedora, prevê o pagamento do valor homolgado nas sentenças com deságio de 15%. O pagamento será feito na próxima segunda-feira, dia 3, à vista.

    O primeiro lote de acordos era composto por dez processos, mas somente três tiveram o acordo referendado na última quarta. Os outros sete acordos estão adiados por pelo menos uma semana porque os sete associados também têm ações judiciais cobrando o pagamento de verbas rescisórias não pagas.

    O problema é que o Tanure agora é representado pelo escritório Estevam Mallet, que é conceituado, mas os advogados pegaram o bonde andando. Desconheciam que existem ações pedindo o pagamento de salários atrasados e ações pedindo as verbas rescisórias. Estavam preparados para fechar os acordos e resolver logo a questão, mas foram surpreendidos com a informação de que existiam outras ações.

    O que os advogados do Tanure querem agora em relação aos sete acordos que ainda estão pendentes do primeiro lote? Que o advogado da associação reúna as duas ações de cada um dos sete associados, faça o cálculo da dívida e que apresente isso na próxima conciliação.

    O que os advogados de Tanure querem é resolver logo as questões dentro das mesmas bases: pagamento pelo valor da sentença estabelecido na data de homologação, sem a atualização, com deságio de 15%.

    Nos sete casos ainda pendentes, a expectativa é de que sejam fechados os acordos o mais rápido possível, com pagamento à vista no máximo em 72 horas, dependendo do caso.

    Otimismo, mas nem tanto

    A intenção da Corregedoria do TRT-SP é de promover dez acordos por semana a partir de agosto ou setembro. Partindo do princípio de que o Tanure quer mesmo pagar e que não haverá discussões mais complicadas sobre as ações, há uma expcetativa de que todo o nosso calvário se encerre no primeiro semestre de 2010. Esse seria o cenário ideal e paradisíaco mas, em se tratando de Nelson Tanure, não contem muito com isso.

    A juíza corregedora, junto com o presidnete do TRT-SP, desmebargador Décio Daidone, recebeu a diretoria da associação, o nosso advgado, Wladimir Durães, mais do doutor Sólon, do Machado, Meyer Associados, no último dia 28 de julho na presidência do TRT.

    Nesse encontro, ela reafirmou que os novos advogados de Tanure estão empenhados em fechar acordos o mais rápido possível. Afinal, o Tanure tem dinheiro penhorado de suas contas correntes em São Paulo e ainda há a penhora das ações da Intelig no valor de R$ 750 milhões.

    A questão é que os peritos que fizeram os cálculos da maioria das nossas ações considerou que nada foi pago em salários para os reclamantes a partir de 2002, quando na verdade a média de salários não pagos entre o final de 2001 e dezembro de 2003 ficou entre sete e dez salários, dependendo da faixa salarial.

    Com isso, os valores de algumas indenizações, com as multas e correções, foram parar nas nuvens. Há casos onde o valor inicial era de R$ 80 mil e na hora da homologação passava de R$ 500 mil.

    A juíza corregedora acatou o pedido dos advogados do escritório Estevam Mallet em relação às ações de valores mais altos. Os advogados do Tanure insistem que querem pagar, mas que paguem o consideram o valor efetivamente devido, e não os supostos exageros cometidos pelos peritos.

    Em algumas ações, haverá um recálculo, mas nada que atrase significamente o fechamento de um acordo. Não abriremos mão de multas e correções já definidas pela Justiça, mas a juíza entende que é necessária a revisão de alguns valores para que efetivamente os acordos saiam.

    Queremos o que nos é devido, nem mais, nem menos

    A posição de nosso advogado e da diretoria da associação é clara: queremos que nos paguem o que nos é devido, com as devidas multas e correções. Se o perito erroneamente considerou que nenhum salário foi pago entre o final de 2001 e o final de 2003, está equivocado. Que se faça a correção rápida e que sejam encaminhados os acordos.

    Além dos dez acordos em questão, existem outros 42 com valores homologados e que podem ser analisados pela corregedoria e encaminhados para acordo em breve. Aguardem o contato do escritório do doutor Wladimir Durães.

    Para isso, é fundamental que os contatos de todos estejam atualizados - telefones, endereços residenciais e e-mails. Por favor, enviem as atualizações para o e-mail do doutor Wladimir - wladimirduraes@gmail.com. Por favor, o façam por e-mail, para ganharmos tempo e por ser mais prático. Lembrando os telefones do escritório do doutor Wladimir: 3285-6934 e 3384-4041.

    Por favor, peço um grande favor a vocês: os e-mails que tenho estão defasados e desatualizados. Repassem essa mensagem para quem vocês lembrarem e que são da associação.

    quinta-feira, julho 30, 2009

    Os melhores álbuns de rock progressivo



    A publicação britânica Classic Rock Magazine listou os 50 maiores discos da história do rock progressivo. A eleição foi baseada em uma votação com os leitores da revista. Destaque para GENESIS e YES com seis álbuns cada entre os 50 primeiros. Depois deles aparecem RUSH e Pink Floyd com quatro álbuns.

    A lista completa da Classic Rock Magazine:

    01. “Selling England by the Pound”(1973) – Genesis
    02. “Close to the Edge”(1972) – Yes
    03. “Dark Side of the Moon” (1973) – Pink Floyd
    04. “The Lamb Lies Down on Broadway”(1974) – Genesis
    05. “Wish You Were Here” (1975) – Pink Floyd
    06. “In the Court of the Crimson King” (1969) – King Crimson
    07. “Foxtrot” (1972) – Genesis
    08. “Relayer” (1974) – Yes
    09. “The Wall” (1979) – Pink Floyd
    10. “In Absentia” (2002) – Porcupine Tree
    11. “Going for the One” (1977) – Yes
    12. “Red” (1974) – King Crimson
    13.“Brain Salad Surgery”(1973) – Emerson, Lake & Palmer
    14. “Brave” (1994) – Marillion
    15. “Pawn Hearts” (1971) – Van Der Graaf Generator
    16. “A Trick of the Tail” (1976) – Genesis
    17. “Misplaced Childhood (1985) – Marillion
    18. “Watershed” (2008) – Opeth
    19. “Music Inspired by the Snow Goose” (1975) – Camel
    20. “Systematic Chaos” (2007) – Dream Theater
    21. “In the Land of Grey and Pink” (1971) – Caravan
    22. “The Yes Album” (1971) – Yes
    23. “Tubular Bells” (1973) – Mike Oldfield
    24. “Tales from Topographic Oceans” (1973) – Yes
    25. “Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory” (1999) – Dream Theater
    26. “Thick as a Brick” (1972) – Jethro Tull
    27. “2112” (1976) – Rush
    28. “The Wake” (1985) – IQ
    29. “Moving Pictures” (1981) – Rush
    30. “Fear of a Blank Planet” (2007) – Porcupine Tree
    31. “Operation: Mindcrime” (1988) – Queensryche
    32. “Snow” (2002) – Spock's Beard
    33. “Subterranea” (1997) – IQ
    34. “Snakes & Arrows” (2007) – Rush
    35. “Moonmadness” (1976) – Camel
    36. “Deadwing” (2005) – Porcupine Tree
    37. “Fugazi”(1984) – Marillion
    38. “Meddle” (1971) – Pink Floyd
    39. “A Farewell to Kings” (1977) – Rush
    40. “Lateralus” (2001) – Tool
    41. “Fragile” (1971) – Yes
    42. “UK” (1978) – UK
    43. “Duke” (1980) – Genesis
    44. “Rock Bottom” (1974) – Robert Wyatt
    45. “Trilogy” (1972) – Emerson, Lake & Palmer
    46. “Seven” (2004) – Magenta
    47. “Nursery Cryme” (1971) – Genesis
    48. “Radio Gnome Invisible Pt 2: Angel's Egg” (1973) – Gong
    49. “Afraid of Sunlight”(1995) – Marillion
    50. “Space Ritual” (1973) – Hawkwind

    quinta-feira, julho 23, 2009

    Algumas decepções da semana


    Semaninha bastante ruim em temos de noticiário geral. Parece que há uma conspiração cósmica para destruir a ética e a moral do bom comportamento no mundo:

  • Não bastasse o presidente Lula continuar defendendo o indefensável José Sarney na crise do Senado e aparecer abraçado ao inominável Fernando Collor na capa de todos os jornais, agora a autoridade máxima do país deu uma estocada desnecessária nos procuradores de Justiça na posse do novo procurador geral da República.


  • "Um dia vai aparecer alguém que vai achar que vocês (procuradores) são demais e propor mudanças no Congresso Nacional. Sabemso que a mudança nunca será por mais liberdade e sim por mais castramento", diz o presidente na solenidade, de forma absurda e abilolada. É inaceitável que um presidente democrata e que defende (como sempre defendeu) a democracia pronuncie tamanha barbaridade.


  • O presidnete do Senado, José Sarney, surge em uma série de gravações, reproduzidas fielmente pelos jornais, participando ativamente dos "atos secretos" de nomeações de parentes que não trabalham (por que será que eu não me surpreendo com isso?). Ninguém fala em defenestração desse ser humano infeliz do Senado. Pior, só se fala na operação de salvamento capitaneada pelo Palácio do Planalto.

  • Não param de surgir em colunas políticas em jornais e na internet informações de que Dilma Roussef, eventual candidata do PT a presidente em 2010, trocaria o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, se pudesse. Logo ela, uma mulher inteligente, capaz e determinada, com esse pensamento jurássico e retógrado - se isso for realmente verdade, claro. Quero crer que ela seja inteligente o suficiente para não investir contra o que há de melhor e mais responsável no governo Lula.


  • Mais dez carros apreendidos pelo Ciretran de São Bernardo foram despejados ao longo da avenida Armando Italo Setti, nas proximidades do 1º Distrito Policial. É vergonhosa a transformação do local em um cemitério de carcaças de carros. E é vergonhoso que ninguém tome providência em relação a isso. Não vejo vereadores protestando, não vejo manifestação da prefeitura.


  • Caetano Veloso, cada vez mais irrelevante artisticamente, insiste em defender que tenha dinheiro público no financiamento de suas turnês, em entrevista na Folha de S. Paulo. Ele acha normal um artista de grande aceitação de público (infelizmente, porque sua obra é pífia) receber incentivo fiscal do governo, benefício esse que deveria ser estendido a artistas sem condições de financiamento. E o assunto repercutiu pouco, tanto que o Ministério da Cultura - cujo ministro é amigo do cantor - nem cogita revisar tal medida. Deplorável.


  • A Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a liderança tucana de José Serra, e a prefeitura de São Paulo, do tucanado Gilberto Kassab, só se mexeram depois que o Jornal da Tarde e depois da TV Globo fizeram uma série de denúncias sobre o tráfico e o consumo de drogas a céu aberto e de dia na Cracolândia, no Centro da Capital. É o cúmulo da ineficiência e da incompetência.


  • Como incompetência pouca não chama a atenção, a PM tucanada continua não fazendo o seu trabalho ao não desobstruir ruas e avenidas bloequadas por manifestantes em toda a Grande São Paulo, prejudicando milhões de pessoas.
  • quinta-feira, julho 02, 2009

    Fifa repreende comemoração religiosa do Brasil

    Festa após título, com orações em campo e mensagens na camiseta, provoca polêmica

    Jamil Chade
    O Estado de S. Paulo - edição de 2 de julho de 2009


    A comemoração da seleção pelo título da Copa das Confederações e o comportamento dos jogadores brasileiros após a vitória sobre os Estados Unidos causam polêmica na Europa.

    A queixa é de que o time brasileiro estaria usando o futebol como palco para a religião.

    A Fifa confirmou ao Estado que mandou um alerta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

    Ao virar o jogo contra os EUA, os jogadores da seleção fizeram uma roda no centro do campo e rezaram.

    A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme.

    Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

    Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes europeus hoje.

    Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo.

    Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir a seleção brasileira.

    "A religião não tem lugar no futebol", afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa.

    Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi "exagerada". "Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora", disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca.

    Ao Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome "providências" e que busca apoio de outras associações.

    As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo.

    A entidade prevê punições em casos de descumprimento.

    Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida.

    Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica.

    Ao fim da Copa de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.

    A Fifa mostrou seu desagrado na época.

    Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira.

    A entidade diz que está "monitorando" a situação.

    E confirma que "alertou a CBF sobre os procedimentos referentes ao assunto".

    A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final.

    E as leis apenas falam da situação em jogo.

    Por meio de sua assessoria de imprensa, a CBF informou que não recebeu nenhuma queixa da Fifa e, por isso, não vai comentar o assunto.

    TEMA RECORRENTE

    Nos últimos anos, o tema da religião no futebol ganhou uma nova dimensão.

    Frank Ribery, artilheiro francês, provocou polêmica há poucas semanas ao ser flagrado por uma câmera rezando pelos costumes muçulmanos.

    Recentemente, dois jogadores bósnios do time norueguês Sandefjord comemoraram um gol se ajoelhando e rezando da forma tradicional muçulmana.

    Um outro jogador do mesmo time não se conteve e fez gestos vulgares aos dois atletas.

    segunda-feira, junho 22, 2009

    Três anos de vida inteligente no ABCD


    O ABCD Maior é a maior novidade da imprensa do ABCD desde o surgimento da revista LivreMercado, em 1990. Com projeto consistente e conteúdo de qualidade, conseguiu chacoalhar um mercado ainda (não por muito tempo) dominado por um fóssil chamado Diário do Grande ABC e por meia dúzia de panfletos semanais que não passam de arremedo de jornais, a maioria atrelado ao poder público, a verbas públicas ou a grupos políticos.

    A visão progressista estabelecida desde o momento de criação do conceito e do jornal - depois estendido aos demais veículos do grupo, como internet, programas de TV e de rádio - tinha bem clara uma questão da qual não se pode abrir mão: a prioridade era oferecer um produto bom, com bom jornalismo e notícias corretas. O viés progressista iria predominar naturalmente, até porque foi a gênese do projeto.

    E a maior prova de que o projeto é sério e bom é o seu crescimento, contínuo e frequente. São três anos completados agora em junho, praticando o melhor jornalismo do ABCD e até mesmo das cidades da Grande São Paulo. É o grupo que mais repercute, é o que tem conteúdo mais consistente e o que tem o melhor suporte para novos empreendimentos.

    O curioso é que o projeto acaba atraindo, em alguns momentos, gente que é pouco afeita ao debate, à discussão, à troca de idéias. Justamente o contrário do conceito ABCD Maior, que é o da pluralidade de idéias, da inclusão social, digital e intelectual.

    É um conceito que integra e oferece espaço para uma parcela experessiva da população regional se expressar, mesmo que alguns argumentos possam "ofender" ou "desagradar" grupinhos que acham que o projeto tem de ser exclusivo de um pensamento político ou de determinada corrente ideológica.

    O projeto é muito bem-sucedido porque é plural e aceita o contraditório, aceita idéias contrárias, divergentes e até mesmo acintosas. Coisa que raramente existiu no ABCD. Por isso mesmo é bastante estranho ver manifestações de pessoas radicais por aqui, que desqualificam em vez de argumentar. Sorte nossa que esse povo é minoria bem ínfima no ABCD Maior.

    Loga vida ao ABCD Maior e parabéns pelos três anos de vida inteligente e séria nas sete cidades.
    Cidadania x democracia


    Exigir respeito à cidadania requer uma boa dose de indignação - coisa rara em determinadas circunstâncias em nossa sociedade, coisa em excesso e de forma desproporcional em outras áreas. Tenho feito deste espaço com frequência uma ponta de lança em defesa dos bons costumes e da defesa do bom senso e do discernimento, mesmo que para isso use o excesso para dar vazão à indignação.

    E os atentados à cidadania e ao bom senso são diários, desde as flagrantes violações das mais básicas regras de trânsito até a supressão do direito de ir e vir de qualquer cidadão que deseja passar ao largo de qualquer manifestação, seja lá qual for o motivo do protesto.

    Alguns leitores e até mesmo o timoneiro deste ABCD Maior, Celso Horta – uma das pessoas que mais respeito – sugeriram um interessante debate a partir dos recentes acontecimentos na Grande São Paulo: até onde a defesa de certa forma intransigente da cidadania se choca com os direitos democráticos de manifestação, protesto e reivindicação de setores organizados da sociedade?

    A menção aos métodos recentes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em recente artigo não foi fortuito. Um dos movimentos sociais mais importantes do mundo surgido nos últimos 25 anos ganhou legitimidade na base do tranco a partir do momento em que teve seus pleitos tratados com leniência pelo Estado.

    Os ataques que o MST sempre sofreu por parte de governos e de elites rurais criminosas só fortaleceu a crença da importância de seu surgimento e da legitimidade de suas reivindicações – mesmo que, para isso, fosse necessário (e justificável) apelar para a força nos anos mais duros de enfrentamento com os agentes do Estado dominado por políticos conservadores.

    Neste século XXI, no entanto, métodos que envolvem ações violentas contra empresas e mesmo contra a propriedade, em pleno governo Lula, significam, na imensa maioria dos casos, um retrocesso na disputa por espaço político.

    A defesa da cidadania ganhou visibilidade no governo federal petista, o que tornam anacrônicos algumas atitudes do MST, especialmente aquelas que ferem a própria cidadania. O que era legítimo e justificável na década passada pode se reverter contra o próprio movimento, que cresceu e se tornou indissociável da vida brasileira.

    Se o MST penou bastante para finalmente conseguir um lugar decente na sociedade brasileira, o mesmo aconteceu com o avanço da cidadania.

    O processo democrático que possibilitou as necessárias vitórias do MST é o mesmo que não tolera que os direitos básicos dos cidadãos sejam cerceados e torpedeados, ainda mais em tempos de governo Luiz Inácio Lula da Silva – e não se faz aqui juízo de valor entre a importância ou a distância entre as ações de movimentos organizados e o que ocorre no dia a dia.

    Também não se trata de relativizar os motivos que levam manifestantes e grevistas a bloquearem rodovias, avenidas ou a ocupar prédios públicos. O direito de manifestação e protesto é sagrado e não pode ser violado.

    Assim como não pode ser violada o direito de ir e vir dos cidadãos, e assim como a manifestação de grupos não pode prejudicar milhões de pessoas. Ninguém pode ser refém da raiva de ninguém.

    Por isso bloquear rodovias e avenidas e impedir à força quem quer trabalhar são violações da cidadania, independente das razões que originaram as manifestações.

    E o mínimo que se espera de um Estado responsável é que garanta a preservação da cidadania – coisa que o atual governo do Estado de São Paulo, nas mãos do PSDB, não faz. E não se trata de defender o uso da força e da ações da Polícia Militar. É uma questão de defender os direitos do cidadão.
    Quando o passado evidencia as tolices do presente


    O mais comum que tenho ouvido ultimamente, tanto nos e-mails que recebo, como nas seções de cartas de jornais, são comparações inadvertidas e descabidas entre as manifestações de estudantes vândalos da USP e sindicalistas despreparados com os protestos dos anos 70, notadamente as greves de trabalhadores entre os anos 1978 e 1980.

    Na falta de argumento melhor, tem gente que resgata as greves de metalúrgicos daquela época, justas e legítimas em todos os sentidos, com as manifestações arbitrárias e violentas de funcionários grevistas e estudantes que não tem o que fazer na USP.

    Estamos hoje em pleno regime democrático, com um metalúrgico na Presidência da República, e ainda assim representantes do que há de pior na esquerda - esquerda que mesmo com seus erros graves, está melhorando o Brasil - insistem em fazem comparações com uma época que havia ditadura e repressão política das mais violentas.

    Justificar os atentados à cidadania frequentes, como bloquear vias sob qualquer pretexto e protesto, ocupar prédios públicos e impedir as pessoas de ir, vir e trabalhar, é deprezar as noções básicas de civilidade e convivência em sociedade democrática.

    Mas, pior do que isso, é ter de aturar argumentos rasos como um pires, digno de estudantes equivocados e desinformados que sempre infestaram os centros acadêmicos a partir dos ano 90 achando que ser de “esquerda” é usar camiseta com a foto de Che Guevara e jogar pedra na polícia após prejudicarem a cidade inteira com seus atos de vandalismo.

    Também é duro aturar papo de boteco de quinta categoria sobre como o mundo é injusto e como temos de “lutar contra todo mundo que está contra nós”. Esse papinho colava nos anos 60. Hoje, causa gargalhadas.

    Não é por outro motivo, por exemplo, que a esquerda responsável e que respeita a cidadania está na Presidência da República e nas prefeituras de São Bernardo e Diadema - ao mesmo tempo em que os radicais de boteco estão cada vez mais no ostracismo.

    Na minha turma de faculdade, o orgulho era conseguir se formar, ter diploma (porque isso significava que o cidadão fez por merecer) e fazer bom jornalismo, seja onde for. Orgulho maior ainda é saber que a maioria da minha turma conseguiu tudo isso e foi além, para desespero dos ressentidos e fracassados de plantão que mal arrumaram um empreguinho em assessorias de órgãos públicos.
    Reféns da raiva alheia


    Os abusos contra a cidadania verificados na semana passada no rodoanel Mário Covas em Embu, e no campus da USP, durante a greve dos funcionários, ainda rendem bate-bocas e posturas claramente anti-democráticas.

    As cenas de selvageria dos estudantes, por exemplo, contra os policiais, parece que não foram suficientes, já que os alunos ainda acreditam que têm razão no episódio.

    A justificativa dos “estudantes” para apoiar os funcionários e “combater” a PM é a de que protestam contra a implantação às pressas do ensino superior à distância e contra a presença dos policiais no campus.

    Então quer dizer que eles podem depredar e sustar os direitos individuais dos cidadãos que querem trabalhar e não podem ser incomodados por isso?

    Então quer dizer que a retórica apoiada no que de pior a esquerda produziu serve de justificativa para a violação da cidadania e a depredação do patrimônio público?
    Esses comportamentos só acontecem porque o governo estadual atual é omisso e incompetente, quando não criminoso, ao não coibir e reprimir tais manifestações de violência.

    Prender apenas um sindicalista na questão da USP não resolve a questão. É pouco.
    Mas o governo estadual atual é omisso e incompetente, tem medo das urnas e da opinião pública se “descer a borracha” em manifestantes vândalos e em estudantes vagabundos.

    Mas será que alguém da equipe de primeiro escalão do Palácio dos Bandeirantes se deu ao trabalho de perguntar nas ruas o que acha desse tipo de omissão?

    Agora virou política de Estado ignorar os flagrantes atentados à cidadania e à violação dos direitos de quem quer trabalhar e de quem quer ir e vir na Grande São Paulo.

    Não se trata de defender a castração dos direitos de manifestação e de protestar da população. Trata-se apenas de garantir o direito de a população da Grande São Paulo de ir e vir, e de não ser obrigada a ficar refém das reivindicações de quem quer que seja, seja qual for o pretexto ou a motivação.

    É por essas e outras que uma facção criminosa domina os presídios do Estado e traficantes e bandidos tomam conta das favelas paulistas. Não existe política de segurança pública em São Paulo. Esse é o legado do PSDB após 15 anos de governo.
    Omissão rima com falta de repressão


    Cenas cada vez mais comuns na Grande São Paulo: vias importantes bloqueadas sob qualquer pretexto com pneus fumegantes, móveis incendiados, pretensos manifestantes brandindo paus e apedrejando policiais, prédios públicos invadidos e ocupados por grevistas, tudo isso diante de uma passividade alarmante do Estado, sem poder e autonomia.

    Está se aceitando cada vez mais nestes tempos a violência como método de reivindicação e como meio de “conquistas”, sejam elas quais forem, mesmo que para isso a cidadania, o respeito e a educação sejam atropelados.

    Parece que o pior das atitudes de organizações como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) torna-se o modelo de comportamento e “ação” para uma gama enorme de vagabundos e vândalos, de todas as cores, tribos e vertentes políticas.

    É fato que não dá mais para tolerar esse tipo de desrespeito. É inaceitável que baderneiros tomem conta da avenida Paulista, um dos três corredores hospitalares mais importantes da Capital, paralisando a cidade inteira. As motivações e os motivos são irrelevantes: é inaceitável que quase 11 milhões de paulistanos fiquem reféns de meia dúzia de manifestantes.

    O bloqueio de trecho do Rodoanel Mário Covas em Embu, na parte oeste da Grande São Paulo, nesta semana, faz parte do que há de mais absurdo e mais nojento no comportamento dos “cidadãos” que habitam a região metropolitana da Capital.

    Para protestar contra a falta de uma passarela, simplesmente impediram mais de 100 mil veículos de circular, provocando congestionamentos em pelo menos três estradas importantes.

    Nenhuma reivindicação, por mais importante e justa que seja, justifica esse ato bárbaro e primitivo de impedir a livre circulação de quem nada ter a ver com o assunto - sem falar que se trata de burrice, pois esse tipo de baderna só aumenta a raiva em relação ao “movimento”.

    Outro aspecto da ausência do Estado, ainda mais grave, é o tratamento que o governo estadual dispensa aos grevistas da USP e seus “aliados”, um grupo de estudantes baderneiros e vândalos, verdadeiros criminosos que se escondem sob bandeiras “sindicais” e “educacionais”.

    Funcionários em greve e estudantes vagabundos cometem crime ao impedir que não aderiu de trabalhar. E cometem crime ao enfrentar com violência a Polícia Militar. E também cometem crime ao invadir e ocupar prédios públicos.

    O direito de greve é sagrado e um pilar da democracia. Mas depredar e impedir alguém de trabalhar é abusivo e inaceitável. E estudantes têm todo o direito de protestar, mas desde que não atrapalhem ninguém e que não violem direitos.

    quarta-feira, junho 10, 2009

    Jornais declaram guerra contra blog da Petrobras

    do site Comunique-se


    Reproduzo abaixo, para encerrar esse tópico, texto do site Comunique-se sobre a reação da grande imprensa contra a iniciativa da Petrobras, manifestações que contam com o meu apoio:

    A iniciativa da Petrobras de criar o blog Fatos e Dados, onde a estatal expõe os questionamentos da imprensa e as repostas dadas aos veículos, gerou uma situação de conflito entre a empresa e os principais órgãos de imprensa do País. O jornal O Globo, por exemplo, dedicou, na edição desta terça-feira (09/06), sete matérias e um editorial ao tema, além de chamada na primeira página.

    “A estatal alega praticar a ‘transparência’ ao cometer o erro de divulgar material de propriedade de profissionais e veículos de imprensa. Ser cada vez mais transparente é um objetivo correto para a estatal, caso ela não o use como justificativa para agir deslealmente com os meios de comunicação. A Petrobras errou, e espera-se que volte atrás nos procedimentos nada éticos que adotou no atendimento à imprensa”, afirma O Globo no editorial "Ataque à imprensa".

    A Folha de S. Paulo de hoje traz dois artigos sobre o blog, ambos contrários à iniciativa da estatal. Além disso, cinco matérias foram publicadas sobre o tema, sendo que a de maior destaque foi sobre o comunicado da Associação Nacional de Jornais, que considera a atitude da Petrobras antiética.

    O artigo “A transparência dos brucutus”, do jornalista da Folha Igor Gielow, considera o blog uma tentativa de “esvaziar a bola das denúncias que inevitavelmente chegarão ao seu balcão, contrainformação pura”. Já Plínio Fraga, em “Lodo não é petróleo”, trata o blog como uma “estratégia intimidatória”.

    “A traquinagem do blog da Petrobras mostra a opção da empresa pelo lodo, como se este fosse também petróleo”, afirma Fraga em seu artigo.


    Abaixo, para quem quiser conferir, o ataque certeiro do jornal "O Globo", em editorial, contra a iniciativa da Petrobras.
    ABI apoia a sabotagem da Petrobras contra a imprensa



    Olhem só a pérola que a ABI - Associação Brasileira de Imprensa -, que já foi respeitável, produziu em apoio à iniciativa esdrúxula da Petrobras:


    “A ABI considera legítima a decisão da Petrobras de criar um blog para divulgação das informações que presta à imprensa e especialmente aos veículos impressos, uma vez que as questões relativas ao seu funcionamento e aos seus atos de gestão interessam ao conjunto da sociedade, que não pode ficar exposta ao risco de filtragem das informações típica e inseparável do processo de edição jornalística. A empresa tem o direito de se acautelar, através das informações que difunde no blog, contra as distorções em que os meios de comunicação têm incorrido, como a própria ABI registrou em matéria publicada da edição de 31 de maio de um dos jornais que agora se insurgem contra o blog da empresa.

    A criação do blog constituiu-se em instrumento de autodefesa da empresa, que se encontra sob uma barragem de fogo crítico disparado por vários veículos impressos. Não se poderá alegar que é assegurado à empresa o direito de resposta, uma vez que quando este for exercido a informação nociva já terá produzido afeitos adversos. Ademais, é conhecido principalmente dos jornalistas o tratamento que a imprensa concede tradicionalmente ao direito de resposta, se e quando o reconhece e o acata: a informação imprecisa ou inidônea é divulgada com um destaque e uma dimensão que não se confere à resposta postulada e concedida.

    O presente confronto entre a empresa e alguns veículos de comunicação tem inegável cunho político, com favorecimento de segmentos partidários que se opõem ao Governo Lula. A Petrobras encontra-se, infelizmente, na linha de tiro do canhoneio contra ela assestado. Atacá-la com a virulência que se anota agora não faz bem ao País.

    Rio de Janeiro, 9 de junho de 2009
    Maurício Azêdo, Presidente”
    A sabotagem da Petrobras ao bom jornalismo


    A Petrobras resolveu criar um blog para se "defender" dos ataques da imprensa e tornar mais "transparente" o processo de divulgação de informações da estatal.

    Vai publicar todas as perguntas que forem enviadas à assessoria de imprensa da empresa e as respectivas respostas, tanto em coletivas como em iniciativas pessoais de repórteres.

    Ou seja, se eu tiver um furo de reportagem na mão, exclusivo, e quiser apenas esclarecer alguns pontos - ouvir o outro lado, como manda o o bom jornalismo -, corro o risco de perder o meu assunto exclusivo. OU seja, a assessoria de imprensa da Petrobras deliberadamente vai sabotar reportagens, numa clara tentativa de intimidar a grande imprensa.

    A estatal está dominada por gente desqualificada, capazes de uma suprema estupidez de propor um blçog cujo objetivo é sabotar reportagens. Coisa asquerosa, como é de costume no governo lulo-petista e seus aliados fisiológicos e defensores da corrupção e do aliciamento como política de Estado.

    A coleção de escândalos e imbecilidades perpetradas pelo atual "governo" seria suficiente para derrubá-lo há muito tempo, assim como a instauração de inquéritos e processos contra "dirigentes" e "ministros", como no neste caso abjeto do blog da Petrobras.
    Omissão rima com falta de repressão


    Cenas cada vez mais comuns na Grande São Paulo: vias importantes bloqueadas sob qualquer pretexto com pneus fumegantes, móveis incendiados, pretensos manifestantes brandindo paus e apedrejando policiais, prédios públicos invadidos e ocupados por grevistas, tudo isso diante de uma passividade alarmante do Estado, sem poder e autonomia.

    Está se aceitando cada vez mais nestes tempos a violência como método de reivindicação e como meio de "conquistas", sejam elas quais forem, mesmo que para isso a cidadania, o respeito e a educação sejam atropelados. Parece que o pior das atitudes de organizações como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) torna-se o modelo de comportamento e "ação" para uma gama enorme de vagabundos e vândalos, de todas as cores, tribos e vertentes políticas.

    É fato que não dá mais para tolerar esse tipo de desrespeito. É inaceitável que baderneiros tomem conta da avenida Paulista, um dos três corredores hospitalares mais importantes da Capital, paralisando a cidade inteira. As motivações e os motivos são irrelevantes: é inaceitável que quase 11 milhões de paulistanos fiquem reféns de meia dúzia de manifestantes.

    O bloqueio de trecho do Rodoanel Mário Covas em Embu, na parte oeste da Grande São Paulo, nesta semana, faz parte do que há de mais absurdo e mais nojento no comportamento dos "cidadãos" que habitam a região metropolitana da Capital.

    Para protestar contra a falta de uma passarela, simplesmente impediram mais de 100 mil veículos de circular, provocando congestionamentos em pelo menos três estradas importantes. Nenhuma reivindicação, por mais importante e justa que seja, justifica esse ato bárbaro e primitivo de impedir a livre circulação de quem nada ter a ver com o assunto - sem falar que se trata de burrice, pois esse tipo de baderna só aumenta a raiva em relação ao "movimento".

    Outro aspecto da ausência do Estado, ainda mais grave, é o tratamento que o governo estadual dispensa aos grevistas da USP e seus "aliados", um grupo de estudantes baderneiros e vândalos, verdadeiros criminosos que se escondem sob bandeiras "sindicais" e "educacionais".

    Funcionários em greve e estudantes vagabundos cometem crime ao impedir que não aderiu de trabalhar. E cometem crime ao enfrentar com violência a Polícia Militar. E também cometem crime ao invadir e ocupar prédios públicos.

    A justificativa dos "estudantes" para apoiar os funcionários e "combater" a PM é a de que protestam contra a implantação às pressas do ensino superior à distância e contra a presença dos policiais no campus. Então quer dizer que eles podem depredar e sustar os direitos individuais dos cidadãos que querem trabalhar e não podem ser incomodados por isso? Então quer dizer que a retórica esquerdista ultrapassada e canhestra serve de justificativa para a violação da cidadania e a depredação do patrimônio público?

    Esses comportamentos só acontecem porque o governo estadual atual é omisso e incompetente, quando não criminoso, ao não coibir e reprimir tais manifestações de violência. Prender apenas um sindicalista na questão da USP não resolve a questão. É pouco.

    Mas o governo estadual atual é omisso e incompetente, tem medo das urnas e da opinião pública se "descer a borracha" em manifestantes vândalos e em estudantes vagabundos. Mas será que alguém da equipe de primeiro escalão do Palácio dos Bandeirantes se deu ao trabalho de perguntar nas ruas o que acha desse tipo de omissão?

    Agora virou política de Estado ignorar os flagrantes atentados à cidadania e à violação dos direitos de quem quer trabalhar e de quem quer ir e vir na Grande São Paulo. É por essas e outras que uma facção criminosa domina os presídios do Estado e traficantes e bandidos tomam conta das favelas paulistas. Não existe política de segurança pública em São Paulo. Esse é o legado do PSDB após 15 anos de governo.

    domingo, maio 31, 2009

    Lição para o futuro


    O fim de um jornal melhor que os seus donos



    por Thales Guaracy

    A imprensa anda de luto pela Gazeta Mercantil, o jornal que estertorou nas mãos da CBM, Companhia Brasileira de Multimídia, de Nelson Tanure. Seu fim não se dá pela crise da imprensa, que vai abalando grandes jornais do mundo, a começar pelo New York Times, nos Estados Unidos, com a prevalência crescente da internet sobre a mídia impressa. É apenas um caso de má administração e incompreensão da natureza de um negócio. Com a Gazeta, vai se encerrando parte da história do jornalismo brasileiro, mas ela ainda nos dá uma lição, sua última contribuição para o futuro.


    Comecei a trabalhar na Gazeta em 1986, recém-saído da faculdade, depois de rápido estágio na TV Bandeirantes. Instalada num edifício da rua Major Quedinho, a Gazeta era um jornal venerável, considerado leitura obrigatória no mundo profissional. Sua circulação era menor que a da Folha de S. Paulo e de O Estado de S. Paulo, porém seu público era mais qualificado.

    Possuía também um braço na TV, o programa Crítica e Autocrítica, capitaneado pelo seu diretor editorial, Roberto Muller, que ia ao ar no domingo à noite. Era uma alternativa para o público que queria ver uma conversa mais séria, ainda que às vezes meio sonolenta, em lugar das mesas redondas de futebol.

    Na redação do jornal, havia uma constelação de estrelas do jornalismo, a começar pelo seu diretor, Matias Molina, o secretário de redação, Alexandre Gambirasio, e um time de repórteres tratados como primas-donas: Celso Pinto, José Casado, Getúlio Bittencourt, entre outros - todos premiados e com vasta folha de serviços prestados ao jornalismo brasileiro.

    A Gazeta era não apenas um grande jornal de negócios, como uma escola de jornalismo. Isso incluía princípios como a imparcialidade e a honestidade absolutas; a obsessão pela informação correta, segundo elemento essencial para a credibilidade; a busca incansável pela notícia exclusiva, que fazia a diferença.

    A disputa aberta e estimulada entre os repórteres pelo espaço da primeira página era uma forma de garantir a perseguição permanente pela qualidade, num mercado em que ainda não havia concorrentes importantes. A Gazeta valorizava o jornalista, que assinava todas as suas reportagens e era tratado como patrimônio da casa, a própria essência do negócio.

    Parecia uma fortaleza inexpugnável, e teria sido, não fossem os seus proprietários: a familia Levy, cujo patrono, o deputado federal Herbert Levy, deixara a administração do jornal ao filho Luiz Fernando para cuidar de suas atividades políticas. A gestão fez da Gazeta Mercantil o único órgão de imprensa em que trabalhei a atrasar salário. Porto seguro para a publicidade de bancos e outras empresas que tinham no jornal um veículo perfeito, o uso dos recursos fazia com que volta e meia a empresa entrasse em dificuldades.

    Por sorte, naquela época, havia um grupo de empresários que, nos momentos mais difíceis, socorriam o jornal. Sabiam que ele era melhor que os seus donos. Agiam não por amizade, compromisso, ou mesmo medo, mas pelo entendimento de que o serviço prestado pela Gazeta era importante e insubstituível para a comunidade de negócios e o país.

    Assim, o jornal prosseguiu não por causa de seus criadores, mas apesar deles; pertencia não a uma família, mas à sociedade. Sempre foi respeitado muito graças ao espírito de corpo dos jornalistas que nele trabalhavam, enquanto seus proprietários eram tratados com reserva.
    Lembro de certa tarde em que eu, ainda um repórter principiante, fui fazer uma entrevista com o então diretor do Banco Central, Wadico Bucchi, em São Paulo. Encontrei Luiz Fernando Levy já na ante-sala, à espera de uma audiência. Levy continuou esperando, enquanto eu entrei na sua frente, atendido primeiro.

    Para Bucchi, o repórter principiante merecia preferência em relação ao dono do próprio jornal onde trabalhava. Ele sabia que eu estava ali em busca de notícia, fazendo meu serviço para uma publicação de prestígio. Levy estava lá para pedir alguma coisa.

    Quando o mercado se torna mais difícil, uma má gestão fica mais evidente e faz a diferença, sempre para pior. Surgiu o Valor Econômico, um concorrente que tomou da Gazeta boa parte de seu principal ativo: os jornalistas. A empresa mergulhou em dívidas e mesmo os seus mais antigos defensores desistiram de salvá-la. Acossado pelos credores, Levy entregou o título a Nelson Tanure, empresário do ramo de transportes, que resolveu investir em comunicação e cobriu-lhe dívidas.

    Tanure não tem a mesma familiaridade com as qualidades que fizeram da Gazeta um grande veículo e poderiam recuperá-la. E anunciou que fecharia o jornal por conta da cobrança na Justiça de dívidas trabalhistas anteriores à sua gestão e que, segundo explicou no próprio jornal, não lhe dizem respeito.

    Há hoje uma onda de empresários que arriscam tornar-se editores sem compreender a dependência desse negócio de sua matéria-prima essencial – gente. A Gazeta teve seus quadros reduzidos, os salários aviltados. A qualidade do jornal era até miraculosa, dadas as condições de trabalho.

    O que assusta hoje na imprensa não é a mudança da mídia impressa para a digital. A verdadeira ameaça ao negócio é a entrada de gente com dinheiro e ousadia, mas sem conhecimento do riscado – sobretudo, da importância da separação entre Igreja e Estado. Para mercadores vindos de outras áreas, é difícil aceitar que não se barganha conteúdo jornalístico por dinheiro, e que a credibilidade, que exige o sacrifício do ganho fácil, é a fonte do sucesso duradouro nesse tipo de negócio.

    A Gazeta virará agora uma embrulhada jurídica para que se saiba quem pagará as contas, se Levy ou se Tanure – um tipo de disputa à qual ambos, por sinal, estão habituados. Esse, porém, não é o verdadeiro fim da história. Jornal que sempre analisou em suas reportagens as causas do sucesso e do fracasso empresarial, a Gazeta fez de sua própria trajetória uma parábola do assunto que explorava.

    Em sua agonia, a Gazeta deixa como ensinamento o que é capaz de levantar e também derrubar um negócio de comunicação, não importa qual seja sua plataforma – o papel, a TV ou o mundo virtual. E, nesses tempos tão cheios de dúvidas sobre o futuro do negócio da informação, reafirma a convicção de que, enquanto os bons princípios do jornalismo forem praticados, sempre haverá uma imprensa livre e economicamente forte para proteger a sua e a nossa liberdade.
    Ozzy Osbourne processa Tony Iommi por direitos de uso do nome Black Sabbath


    do site Whiplash


    OZZY OSBOURNE está processando seu companheiro de Black Sabbath Tony Iommi, alegando que ele teria ilegalmente reivindicado ser o único proprietário da marca Black Sabbath junto ao U.S. Patent and Trademark Office (Escritório de patentes dos EUA).

    Ozzy decidiu tomar esta atitude para ter 50% da marca "Black Sabbath", igualmente com uma porção dos lucros de Iommi com o nome.

    A corte federal da Manhattan alega também que os "vocais característicos" de Osbourne são em grande parte responsáveis pelo "extraordinário sucesso" da banda, notando a queda livre de popularidade do grupo no período entre 1980 e 1996, na ausência de Ozzy.

    Em uma declaração lançada na tarde do dia 29 de maio, Ozzy falou sobre sua decisão de processar Iommi: "É com grande pesar que tive que recorrer à essa ação legal contra meu companheiro de longa data Tony Iommi, mas depois de três anos tentando resolver esse problema amigavelmente não tive outra escolha".

    "No meio da década de 90, depois de constantes e numerosas mudanças na formação do grupo, a marca Black Sabbath estava literalmente no fosso, e Iommi (fazendo turnês com o nome BLACK SABBATH) foi reduzido à tocar em clubes. Desde 1997, quando Geezer (Butler, baixo), Bill (Ward, bateria) e eu nos juntamos novamente à banda, o SABBATH retornou à sua antiga glória e nós tocamos em arenas e anfiteatros lotados para mais de 50 mil pessoas em show por todo o mundo. Trabalhamos coletivamente para restaurar a credibilidade e trazer dignidade novamente ao nome Black Sabbath, o que levou a banda a conquistar uma posição no Rock and Roll Hall of Fame do Reino Unido em 2005 e dos EUA em 2006".

    "Ao longo dos últimos 12 anos, foram meus representantes que supervisionaram o marketing e o controle de qualidade da marca Black Sabbath durante a Ozzfest, turnês, merchandising e re-lançamentos de álbuns. O nome Black Sabbath hoje tem prestigio no mundo inteiro e um valor de mercado que não teria se continuasse na estrada antes da turnê de reunião em 1997".

    "Tony, estou muito triste que isso tenha chegado neste ponto, de tomar esta ação contra você. Eu não tenho o direito de falar por Geezer e Bill, mas eu sinto que moralmente e eticamente a marca deveria pertencer a nós quatro de maneira igual. Eu espero que este primeiro passo termine de uma vez por todas com isto. Nós todos trabalhamos muito em nossas carreiras para deixar que você venda merchandise que apresenta a cara de todos nós, capas de álbuns antigos do Black Sabbath e logotipos da banda, e então você nos diz que os direitos autorais lhe pertencem".

    "Estamos todos nós com mais de 60 anos agora, o legado do Black Sabbath irá viver depois que todos nós tivermos ido, por favor, faça a coisa certa".

    Osbourne adicionou em um outro post em separado: "Estou muito triste que eu tenha que tomar ações legais contra Tony. Isto é algo que eu tentei desviar por anos. Não sou a voz de Geezer ou Bill, porém, até o dia que eu morrer não irei mudar de ideia sobre isto. A marca Black Sabbath deveria pertencer igualmente à Geezer, Bill, Tony e eu, pois a formação verdadeira do Black Sabbath é Tony, Geezer, Bill e eu. Somos todos companheiros desde a escola, eu sempre disse que havia uma linha invisível que nos mantinha juntos".

    "Tony, vamos deixar este negócio ridículo de lado e continuar com nossas vidas. Você tem 61, eu tenho 60. Eu espero que ainda tenhamos uns bons 20 anos pela frente. Mas se não, Deus me livre que aconteça algo contigo, o que irá acontecer com a marca BLACK SABBATH? Quem irá olhar por ela? Você não acha que depois que nós formos deste mundo os direitos devam ficar com sua família, a minha, de Bill e Geezer?"

    O processo de Ozzy se segue a outro arquivado por Iommi em dezembro de 2008 contra a Live Nation. Neste arquivo, Iommi alega que a gigante vendia merchandises com o logotipo da banda, mesmo após o contrato ter expirado em 2006, em algo que valia em torno de 80 milhões de dólares. Depois deste acordo ser concluído, Iommi requisitou os direitos da banda.

    quinta-feira, maio 28, 2009

    Pela manutenção da obrigatoriedade do diploma para jornalistas


    Informação é poder e comunicação está na base da criação de qualquer sociedade. São conceitos fundamentais que são ensinados em diversos cursos superiores, tanto no Brasil como no mundo. E geralmente a frase inicial deste texto abre as aulas magnas dos cursos de jornalismo.

    Acredito com fé na frase e é com ela que louvo a minha profissão, jornalista, e falo de sua importância para candidatos a jornalistas, estudantes de jornalismo e recém-formados.

    E as três “categorias” sempre me perguntam a respeito da eventual queda, na Justiça, da proibição de pessoas exercerem o jornalismo sem ter o diploma. É bom lembrar que temos importantes faculdades do curso no ABCD, como a Metodista, a Unimes e Uniban, entre outras.

    O STF (Supremo Tribunal Federal) acabou com a Lei de Imprensa, entulho do tempo da ditadura e deve julgar em definitivo a questão da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.

    Sou favorável à obrigatoriedade, pois ela está diretamente ligada à regulamentação da profissão. Sem regulamentação, vira terra de ninguém, com modelos virando “jornalistas” e aventureiros diversos querendo o registro apenas para se beneficiar eventualmente de algumas “benesses” que as carteiras supostamente oferecem.

    Infelizmente, muita gente que eventualmente não tem diploma mas que poderia se tornar jornalista é prejudicada. Paciência, mas as exceções não podem prevalecer, senão não existe mais regra. A exigência do diploma disciplina e regula uma profissão que é frequentemente objeto de cobiça e vilipêndio.

    Pode até não proteger e nem garantir qualidade, mas é o mínimo que a categoria conseguiu para obter um mínimo de respeito e benefícios. Se com a profissão regulamentada os salários caíram e os calotes aumentaram, imaginemos como seria sem a regulamentação.

    A profissão tem uma regulamentação, ainda que esteja sendo atacada e precarizada. Sem a regulamentação, as empresas substituirão com mais voracidade mão de obra qualificada por trabalhadores precários em todos os sentidos - intelectual, cultural e legalmente.

    Defendo a exigência do diploma e a importância das faculdades de jornalismo, por pior que sejam. É uma forma de garantir (um pouco de) dignidade à profissão e, em tese, mais qualidade na difusão da informação. Da mesma forma que não existe advogado sem diploma e sem OAB, defendo que não exista jornalista sem diploma e, no futuro, sem “OAJ” ou CFJ.

    sábado, maio 02, 2009

    No 'Estadão' de hoje, sábado, 2 de maio



    Carioca ignora visita do COI





    População não vai às ruas de verde e amarelo, apesar dos apelos feitos pelos dirigentes

    Bruno Lousada, RIO

    Foi em vão a campanha para os cariocas irem às ruas de verde e amarelo e pendurar bandeiras do País na varanda de suas casas para sensibilizar a Comissão de Avaliação do Comitê Olímpico Internacional (COI), que transitou ontem pela cidade para inspecionar várias instalações esportivas. O número de pessoas que aderiu à convocação, feita à exaustão em rádio e televisão, foi inexpressivo.

    Na Avenida Atlântica, área nobre de Copacabana muito frequentada por turistas e cariocas, foi raro ver alguém, durante boa parte do dia, com as cores pedidas pelos defensores da candidatura carioca. O Rio disputa com Madri, Tóquio e Chicago o direito de ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

    "Eu não estava junto da comissão (internacional), mas o relatório que tive de quem estava com eles diz que houve bastante apoio popular durante a passagem (da comitiva)", disse Leonardo Gryner, diretor de marketing do comitê Rio-2016.

    A equipe do COI visitou o Forte de Copacabana, o Parque Maria Lenk, a Arena Olímpica, o Estádio João Havelange, o Maracanã, a Marina da Glória, o Complexo de Deodoro e seguiu de metrô da Glória a Copacabana, bairros da zona sul.

    Todas as instalações ganharam banho de loja e foram repaginadas. Estavam limpas e bem decoradas para receber os 13 membros do COI, sete deles com poder de voto. Até estrelas do esporte brasileiro foram escaladas para recepcionar os delegados internacionais nos principais equipamentos da cidade.

    A campeão olímpica Maurren Maggi deu as boas vindas à comitiva na pista de atletismo do Engenhão. Pelé fez o mesmo no Maracanã e disse ter ficado emocionado com a visita.

    "Tenho de agradecer a Deus. Eles ficaram surpresos com tanta coisa bonita, tanta coisa boa. O pior é que meu inglês não é dos melhores e eu tive de explicar para eles que não tremi no milésimo gol (feito no estádio)", declarou, com largo sorriso. "Foi uma alegria geral e eles se sentiram à vontade. Quem sabe não ganhamos a batalha".

    De acordo com Pelé, a comitiva deixou o Maracanã impressionada com o que viu. "Senti tanto entusiasmo neles que eu tenho três cartões dos membros (do COI), incluindo o da presidente (da comissão, a marroquina Nawal El Moutawakel)", contou. "Ela disse que quer vir para cá sem trabalhar."


    Truculência no vagão especial do metrô




    Seguranças agridem e ameaçam repórter do Estado


    Pedro Dantas, RIO



    Seguranças à paisana isolaram a comitiva do Comitê Olímpico Internacional (COI) no último vagão do Metrô da Glória à estação Cantagalo, em Copacabana (zona sul), uma das etapas finais da vistoria de ontem. Os demais passageiros foram orientados a "dispersar" por homens em trajes civis, que impediam a entrada do público comum. O repórter do Estado também foi barrado: teve de obedecer à ordem de seguir em outro vagão, acompanhado por dois seguranças à paisana.

    No fim da viagem, três homens, identificando-se como policiais, mas sem exibir documentos, o empurraram para um banheiro, torceram-lhe o braço e o ameaçaram. "O procedimento é este", disse um deles.

    Durante a viagem, o jornalista se identificou para um dos agentes que ostensivamente o seguiam. O homem pediu desculpas e se disse aliviado, mas afirmou que seria obrigado a desmontar "todo um esquema" já pronto para abordar o repórter. Pediu que não citasse nada no jornal, pois poderia "desclassificar a candidatura do Brasil". Em tom de ameaça, disse que sabia "muito bem" como encontrá-lo.

    O constrangimento começou perto da escada rolante da estação Cantagalo. Um homem de camisa preta e boné mandou o profissional "desenrolar" e "seguir em frente sem olhar pra trás". O repórter se identificou e perguntou quem era o estranho. "Polícia", respondeu, ríspido. O jornalista tentou seguir em direção à escada rolante. Outro homem se aproximou e o repórter foi empurrado para um banheiro. Seu braço foi torcido e o rosto mantido junto ao azulejo. Outras pessoas que estavam no banheiro saíram, assustadas.

    Após verificar o crachá do repórter, o agressor sumiu. Um deles telefonou para a sucursal do Estado, sem se identificar, e perguntou se o jornalista trabalhava lá. Outro agente, de cavanhaque, que estava na estação Glória, então reapareceu e repreendeu o jornalista, dizendo que a viagem era apenas para credenciados. A informação, contudo, não era verdadeira. Não houve credenciamento para acompanhar a viagem de metrô. Os homens interrogaram o repórter: queriam saber onde mora, se é "experiente" na profissão. Diante da alegação de que a truculência não era necessária, um deles afirmou que o "procedimento" era normal.

    Antes da viagem, desde cedo, o bairro da Glória, que recebeu os integrantes do COI para o embarque, amanheceu sem os habituais ambulantes e mendigos, que deixam pouco espaço para pedestres na Rua da Glória. Uma hora antes da chegada da comitiva, ônibus da Guarda Municipal, garis, carros de reboque da Secretaria Municipal de Trânsito e viaturas da Polícia Militar deram os últimos retoques.

    A Secretaria de Segurança do Rio alegou não ter participação na segurança dos eventos ligados à Rio-2016, que são de responsabilidade de agentes privados, contratados pelo CO-Rio, e da Polícia Federal. O CO-Rio disse que não usou segurança para a visita ao metrô e que sequer foi informado sobre o episódio. O Estado procurou a PF, sem sucesso.

    sexta-feira, maio 01, 2009

    A farra das passagens aéreas chegou ao presidente


    Que o escândalo do abuso das passagens aéreas pelos congressistas brasileiros é repugnante e asqueroso já está mais do que dito e sacramentado. Mas quando o presidente da República, que pertence a um partido outrora conhecido pela sua defesa da ética, vem a público para defender os parlamentares que debocham dos eleitores, aí não dá! É revoltante, para dizer o mínimo.

    Sites de notícias reproduzem neste 1º de maio os comentários do presidente Lula dizendo que não acha “nada demais os parlamentares usarem as passagens para transportar parentes e sindicalistas e que considera hipocrisia a gritaria contra essas práticas”.

    O presidente não parou por aí. “Não acho correto, mas não acho crime dar passagem para outra pessoa. O problema do Brasil não é esse. Isso pode ser corrigido por decisão da Mesa Diretora da Câmara. Esse não é o mal do Brasil. Se o mal do Brasil fosse esse, o país não teria mal”, segundo publicou a Folha Online.

    Que o presidente da República demonstrou ter imensos problemas na distinção entre o que é ético e o que não é desde que assumiu o posto, em 2003, não é novidade, mas, no caso presente, é um acinte que a maior autoridade do país defenda as práticas condenadáveis e nojentas realizadas por deputados e senadores de todos os partidos.

    Lula sai bem menor das comemorações deste 1º de Maio.
    Os muros necessários


    Um dos passeios mais bonitos que o morador do ABCD ou o turista podem fazer é percorrer os cerca de 30 quilômetros que separam São Bernardo e Suzano pela rodovia SP-31, a Índio Tibiriçá. Embora o governo do Estado esteja realizando obras de melhorias e de pavimentação, especialmente no acostamento em alguns trechos, a estrada ainda permanece um pouco descuidada, e deve mais abandonada com a entrada em operação do Rodoanel Mário Covas em seu trecho sul.

    O passeio é gostoso porque é feito bem no meio de um trecho que é o início da Serra do Mar, com grandes braços da represa Billings sendo cortados, e com bonitas propriedades e clubes nas suas beiras.

    Alguns trechos à margem da rodovia SP-31 são exemplos de preservação do meio ambiente, mas outros são exatamente o contrário. E é justamente por conta desses trechos que os administradores da região precisam ficar preocupados, aliás muito preocupados.

    O ponto é que os núcleos habitacionais estão crescendo demais ao longo da estrada, e os que já se tornaram bairros e distritos estão inchando, a ponto de causar congestionamentos constantes.

    O trecho do distrito de Ouro Fino Paulista, em Ribeirão Pires, é desolador. O vairro cresceu muito e desordenadamente, sem qualquer controle e à mercê de oportunistas e vigaristas de toda a espécie, que ainda incentivam a ocupação criminosa – e o pode público municipal, no mínimo, está sendo omisso há anos.

    Ou seja, em tempos de debates acalorados sobre os muros erguidos nas favelas cariocas pela prefeitura do Rio de Janeiro, parece que a discussão é convenientemente ignorada pelos agentes públicos do ABCD. Não só do ABCD, mas também de Suzano e Mogi das Cruzes, para ficar apenas nas cidades mais próximas das sete cidades.

    Aliás, fica em Suzano outro trecho preocupante à beira da Índio Tibiriçá, com ocupações desordenadas (quando não criminosas). Fica na Estrada do Koyama, que leva à rodovia Mogi-Bertioga ao parque de diversões Magic City.

    O começo da estrada é no km 58,5, pouco depois da divisa entre Suzano e Ribeirão Pires. Essa região de divisa de municípios praticamente virou uma extensão de Ouro Fino Paulista, o bairro de Ribeirão. Do outro lado da divisa, o núcleo habitacional e comercial surge emendado e já espalha para morro adentro, na Serra do Mar.

    E ninguém percebe, ninguém reclama. Os moradores do local não estão nem aí. E parece que as prefeituras também não, assim como os promotores públicos do meio ambiente.

    Com essa situação totalmente favorável, é claro que o comércio informal e ilegal prolifera. E cada vez mais fica difícil organizar o caos urbano em mais um núcleo em área de manancial (área localizada nas imediações de nascentes de rios).

    Avançando serra adentro, logo aparecem vereadores sedentos por votos e loucos para “legalizar” a irregularidade levando infraestrutura completa, com transporte, energia elétrica e ligações de água e esgoto.

    O Ministério Público Estadual precisa se manifestar com urgência sobre a questão, antes que Ouro Fino Paulista e a Ipelândia (bairro de Suzano vizinho) se transformem na Vila São Pedro e no Montanhão, favelas que viraram bairros em São Bernardo.
    Os muros da inclusão


    A discussão sobre os muros nas favelas cariocas amainou, e parece que a serenidade começa a tomar conta do debate sobre a viabilidade ou não de se fazer a contenção nos morros do Rio de Janeiro.

    A ideologização do tema prejudicou a compreensão da iniciativa da prefeitura do Rio, e acabou por gerar um festival de sandices, inclusive de um prêmio Nobel de literatura, o português José Saramago. Houve de tudo, de acusações de discriminação social e racial a aplicação de supostas teorias “nazistas”.

    O fato é que a questão dos muros em favelas no Rio de Janeiro está voltando ao foco original, que é a aplicação de medidas para conter a expansão dos barracos.

    E isso tem tudo a ver com o ABCD. É hora de os gestores públicos da região olharem para o que está sendo feito na capital fluminense e iniciar o mais rápido possível o debate sobre o avanço indiscriminado e criminoso das favelas nas cidades – exceto em São Caetano.

    Não se trata de estigmatizar as favelas do ABCD e seus moradores. Os crimes contra a sociedade e contra as administrações públicas foram gestados e incentivados durante 30 anos pro políticos inescrupulosos e bandidos de toda a espécie, com as invasões de morros e de áreas de manancial (áreas que ficam nas imediações de nascentes de rios).

    Desde o crescimento da indústria automotiva em São Bernardo e em Santo André que o processo de favelização na região é contínuo, contando com a cobertura criminosa de vereadores e “grileiros” desde o final dos anos 70 do século passado, com o tácito apoio das fábricas – afinal, era melhor ter os trabalhadores morando perto das linhas de montagem, mesmo que em favelas nos morros da Vila São Pedro, no Montanhão e no bairro Battistini, todos em São Bernardo.

    Para completar, o acabamento: a legalização das lotes irregulares e invadidos pelas prefeituras, que se encarregaram de levar energia elétrica, asfalto, ligações de água e esgoto, legitimando na marra os “novos bairros”.

    O resultado é um inchaço indecoroso na população dos sete municípios, com a precarização dos serviços básicos de saúde, educação e transportes. Na esteira da favelização, vieram os crimes e a violência – em parte como grito de socorro de um população acuada, indefesa e abandonada pelo poder público, após o apoio inicial oportunista na hora da “legalização”.

    A situação piora ano a ano, com novas áreas invadidas e com a chega de novas modalidades de crimes. Tudo isso sem que haja qualquer reação do poder público. Enquanto a discussão avançou no rio de Janeiro e alguma medida foi tomada, aqui nas sete cidades nem mesmo se fala no assunto.

    E vai piorar, não resta dúvida. O trecho Sul do Rodoanel Mário Covas deve ficar pronto até o primeiro trimestre de 2010. Absolutamente necessária e indutora de desenvolvimento, a obra também trará o ônus do aumento de bolsões de miséria, a exemplo do que ocorreu no trecho oeste, nas cidades de Barueri, Carapicuíba e Osasco.

    Várias favelas surgiram às margens das pistas naquela cidades, numa tentativa desesperada de uma parte do povo que fugia desesperadamente da pobreza, para encontrar não mais do que miséria, só que um pouco mais perto da Capital.

    A vida dos prefeitos do ABCD está cheia de desafios neste ano, e a contenção da expansão das favelas em São Bernardo, Santo André, Mauá e Ribeirão Pires talvez seja o principal deles, justamente por conter custos políticos altos, mas necessários. Neste quesito, Diadema é o modelo a ser seguido.
    Perdemos mais uma vez


    Sintomas de crises financeiras e econômicas costumam aparecer primeiro em relação aos níveis de emprego. A queda dos postos de trabalho está mais do que documentada em qualquer índice que se consulte desde novembro do ano passado em todo o país, em quase todos os setores.

    Passados seis meses da eclosão da crise, nota-se a parte de agora um crescimento do número de mendigos e pedintes nas cidades da Grande São Paulo. Não é mera coincidência. Afinal, há tempos não se viam as degradantes e chocantes cenas de pessoas dormindo ao relento, sob o Minhocão, na avenida Amaral Gurgel, no centro de São Paulo.

    As políticas de assistência social das prefeituras sempre foram pífias na região metropolitana de São Paulo, mesmo naquelas identificadas com a chamada “responsabilidade social”, notadamente administradas por partidos de esquerda.

    O bom momento da economia vivido pelo Brasil a partir de 2004 ajudou a diminuir o caos social nas metrópoles, assim como o incremento de programas como o Bolsa-Família. O número de miseráveis nas ruas diminuiu, até porque aumentou também a demanda por serviços temporários informais.

    A realidade mudou e os mendigos reapareceram. Mais do que ultrajante, a existência desse nível de miséria representa a maior derrota que uma sociedade pode registrar. Mostra a incapacidade da mesma sociedade de amparar qualquer necessidade dos mais pobres e mostra a incompetência da administração pública como um todo não questão da redução da atividade econômica e da assistência social.

    Não que isso seja novidade na prefeitura de São Paulo. A assistência social é possivelmente uma das últimas preocupações da administração José Serra-Gilberto Kassab, iniciada em 2004. Como também não tinha espaço na administração William Dib, em São Bernardo.

    É inconcebível que uma administração pública não tenha meios de amparar mendigos e lhes oferecer algo mais do que abrigos no inverno. Não é possível que cidades com arrecadações das maiores do Brasil, como São Paulo, Osasco, São Bernardo, Santo André, Guarulhos e Barueri sejam incapazes de formular políticas públicas de inclusão e assistência a pessoas que não só são mendigos, mas possivelmente portadores de doenças mentais, entre outras.

    A Páscoa foi triste em São Paulo e em algumas regiões de Guarulhos e ABCD por conta do aumento do número de mendigos nas ruas. Isso significa que perdemos de novo.
    A marolinha virou tsunami


    O fechamento de mais uma empresa no ABCD, agora em Diadema, não apenas revolta, como assusta. Não se trata mais de ficar discutindo se estamos sendo atingidos ou não por marolinhas, mas de saber se conseguiremos atravessar a tempestade mais ou menos inteiros.

    A fabricante de máquinas Cross Hueller, pertencente ao grupo americano Maxcor, fechou sua fábrica de Diadema e não pagou os direitos trabalhistas dos 130 funcionários que foram demitidos.

    Segundo sindicalistas, a empresa, cuja administração vinha cambaleando nos últimos meses, não teria resistido ao cancelamento de uma encomenda da General Motors para entrega de máquinas no valor de R$ 46 milhões que seriam utilizadas na nova fábrica de motores da montadora em Joinville (SC).

    O caso da Cross Hueller não é o único e, infelizmente, não será o último. Empregos industriais estão sendo exterminados e não há no horizonte luz que possa iluminar o caminho da economia da região.

    Se ainda há dúvidas sobre o tamanho da crise, é só verificar o que está acontecendo fora de nosso mundinho. A General Motors anunciou nesta quinta-feira, 23, que planeja fechar temporariamente 13 fábricas na América do Norte durante o segundo e o terceiro trimestres deste ano, o que vai gerar um corte de produção de 190 mil veículos, enquanto a companhia tenta reduzir seus estoques.

    A GM disse que a paralisação das fábricas também vai ajudar a proteger a montadora contra uma eventual suspensão nos trabalhos da fabricante de peças Delphi, que está em concordata. Nada se falou sobre a fábrica de São Caetano, que, em princípio, estaria fora das medidas de extermínio de empregos e fábricas.

    O Estado de São Paulo, por sua vez, perdeu mais de 300 mil empregos formais no período de dezembro de 2008 a março deste ano, de acordo com o secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos.

    Segundo ele, embora haja sinais que indicam uma recuperação da economia brasileira, esses efeitos ainda são pouco perceptíveis no emprego.

    Por fim, o número de cheques devolvidos em pagamentos à vista e a prazo atingiu em março o maior nível dos últimos 18 anos, mostra o indicador da empresa de análise de crédito Serasa Experian.

    Portanto, marolinhas à parte, é hora de enfrentar a tormenta e tomar medidas radicais na defesa do emprego, mas parece que essa não vem sendo uma preocupação no Palácio dos Bandeirantes e no palácio do Planalto.

    sexta-feira, abril 03, 2009

    As várias distorções provocadas pela lei da meia entrada


    Uma fonte constante de reclamações, de todos os lados, é a venda de ingressos para espetáculos artísticos e esportivos, seja pelos preços altos, seja pela existência da nefasta figura do cambista, que lucra de forma nojenta com o excesso de procura.

    Entretanto, já faz pelo menos dez anos que a meia entrada para estudante também causa uma série de constrangimentos por conta da indiscriminada emissão pelas entidades responsáveis isso, entre elas a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), entre outros.

    A farra na distribuição de carteiras e as incontáveis fraudes cometidas são responsáveis diretas pela absurda explosão dos preços dos espetáculos no Brasil, já que fica inviável para qualquer artista ou empresário do ramo investir em uma produção se houver risco de ter toda a plateia pagando meia entrada, respaldada pela lei.

    A distorção da aplicação da lei da meia estrada também provoca situações esdrúxulas, como a do leitor do blog Advogado de Defesa (do portal Estadão.com) Claudio Ribeiro, de Curitiba. Leiam o seu relato:

    “Uma pessoa foi comprar um ingresso para um show, que estava sendo vendido por um valor X, mas que se a pessoa trouxesse 1 kg de alimento não perecível, pagaria meia-entrada.

    Acontece que esse rapaz é um estudante e pleiteou pagar meia entrada, sobre o valor (de meia-entrada) calculado sobre o desconto dado. A funcionaria se negou a conceder o desconto, já que o rapaz pagaria 25% apenas do valor original da entrada para o show.

    Ofendido, o rapaz chamou a policia e foram todos para a delegacia, onde após um acordo, os organizadores aceitaram que o rapaz pagasse os 25%.

    Quem estaria correto nessa situação, o rapaz, que sendo estudante teria direito a desconto de 50% sobre o valor da entrada que era de 50% por ter levado o quilo de alimento, ou a empresa/funcionária, que achou que aquilo seria abuso?”


    São excessos como esse que fazem aumentar diariamente os protestos contra a lei da meia entrada. E aumenta cada vez mais o número de pessoas que pedem a revisão de lei, justamente para não inviabilizar a produção de espetáculos e para não penalizar quem não é estudante.

    No caso descrito por Ribeiro, em meu entendimento, a empresa estava correra ao não permitir um desconto sobre o desconto.

    O espírito da lei da meia entrada é válido, mas foi corrompido. A medida foi elaborada com a melhor das intenções, como uma forma de facilitar o acesso à cultura aos estudantes carentes e estimulá-los a procurar os espetáculos e ir a museus, por exemplo.

    Só que faltou cuidado na elaboração da lei, em todas as suas versões pelo país afora. Em nome de uma oportunista "igualdade", o mesmo estudante carente que sempre esteve excluído do acesso à cultura é equiparado ao aluno abonado de colégios e faculdades particulares, que pagam mensalidades superiores a R$ 1 mil - e parte deles provavelmente gasta R$ 500 em qualquer balada por aí.

    Sou favorável a, no mínimo, uma revisão urgente das leis da meia entrada em todo país, com a consequente redução da emissão de carteiras e do estabelecimento de critérios muito mais rígidos sobre quem tem direito e quem não tem, levando-se em conta a situação financeira do estudante.

    Do jeito que é aplicada hoje, de forma equivocada, torna-se inaceitável. Na verdade, acho que a meia entrada deve ser banida em razão das distorções observadas em qualquer espetáculo cultural no Brasil.

    quinta-feira, março 26, 2009

    A ajuda vem a cavalo


    Depois das águas de março, uma boa notícia para o ABCD. Um dos programas terapêuticos mais bem-sucedidos do Estado de São Paulo, a equoterapia da ONG (organização não-governamental) Voo da Liberdade se prepara para ampliar os atendimentos a pessoas portadoras de necessidades especiais a partir de abril.

    O trabalho é realizado na Pousada dos Pescadores, que fica no km 36 da Estrada Velha de Santos, em São Bernardo. São 14 atendimentos realizados às terças-feiras e aos sábados, com resultados fantásticos. O trabalho é tão bem feito que os profissionais envolvidos são obrigados a recusar pacientes por conta da falta de tempo.

    A Voo de Liberdade é um sonho dois profissionais dedicados, Danielle Mialich Rodrigues e Fabiano Tiezzi. Numa parceria com a Pousada dos Pescadores, que é uma das iniciativas de turismo mais importantes da região, consegue prestar um atendimento imprescindível a pacientes e aos familiares.

    De acordo com o site www.equoabc.com.br, a equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo como instrumento de trabalho, objetivando a habilitação ou reabilitação de pessoas com comprometimentos físicos, mentais ou comportamentais auxiliando em seu desenvolvimento motor, psíquico e social.

    As primeiras referências que se tem do uso da Equoterapia podem ser encontradas em 458-370 a.C. no livro “Das Dietas” de Hipócrates.

    A ampliação dos trabalhos da ONG depende de acertos jurídicos e de estatuto, situação que será finalizada em abril. Entretanto, como a maioria das ONGs que presta serviços de assistência superespecializada, a Voo da Liberdade tem as dificuldades normais que instituições do tipo enfrentam no Brasil.

    A capacidade de atendimento está no limite, mesmo com a ampliação prevista para abril. Com patrocinadores, públicos ou privados, individuais ou empresariais, o ganho de qualidade – que já é muito alta – seria inestimável, assim como o apoio oficial da prefeitura de São Bernardo. Luiz Marinho, o prefeito que assumiu em janeiro, sempre foi atento a esse tipo de serviço.

    Danielle Rodrigues, que coordena o programa ao lado de Fabiano Tiezzi, afirma que os interessados em conhecer a equoterapia na Pousada dos Pescadores podem entrar em contato por meio dos telefones 3423-8896, 7602-3862 e 9237-4406 . Esse serviço tem de ser ampliado e qualquer ajuda ou incentivo é mias do que bem-vindo.
    O pacote principal ainda não veio


    Pacotes habitacionais e financeiros têm efeitos limitados e demorados sobre mercados em crise. A burocracia costuma devorar tempo precioso na concessão do crédito e agentes econômicos, especialmente os bancos, são extremamente conservadores na análise do risco quando a sociedade é a avalista.

    Não seria diferente agora, com o mundo do dinheiro farto virtual para a casa própria. E a tendência é de que o dinheiro seja cada vez mais virtual, em razão da falta de arrojo na fiscalização do mercado financeiro pelo governo – qualquer governo, em qualquer país.

    A grande pergunta que fica após o pomposo anúncio do pacote da habitação feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva anteontem, quarta-feira, é a seguinte: como é que as pessoas vão poder comprar se o emprego está diminuindo? Sem emprego não se compra casa; não se compra quase nada.

    Até agora não se ouviu nada a respeito de um pacotão de emprego. A arrecadação de impostos logo vai cair e o número de empresas quebradas vai explodir. De que adianta liberar dinheiro para comprar casa se o trabalhador estiver desempregado?

    Enquanto o governo federal fica refém de discussões intermináveis a respeito da prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) menor para a indústria automotiva, as demissões continuam, e em ritmo acelerado.

    Por mais que as empresas estejam sendo pressionadas pela Justiça, como são os casos da Embraer e de muitas outras, o fato é que essas demissões vão ocorrer. E não medidas decentes sendo estudadas a curto prazo, nem mesmo paliativas.
    O grande nó da questão ainda é a carga tributária asfixiante que pesa sobre os contribuintes de todas as categorias no Brasil.

    Carga de impostos alta aliada a falta de crédito crônica é uma bomba permanente no colo da sociedade – um governo muito endividado tem de pagar juros altos para conseguir rolar dívidas, fazendo com que bancos e agentes financeiros tenham mais interesse em comprar os títulos desse mesmo governo do que em emprestar ao setor produtivo.

    E é quase inacreditável que não consigamos observar sequer um grande economista ou mesmo um executivo público defendendo um pacote generalizado de criação de empregos, que envolva redução de impostos e a criação de contrapartidas do setor produtivo de manutenção de empregos.

    Toda a gritaria promovida pelas centrais sindicais e pelos sindicatos em outubro passado surtiu pouco ou nenhum efeito. O dinheiro público que está sendo usado para tentar debelar os efeitos da crise no Brasil está irrigando setores que ainda têm fôlego. Ações pontuais e direcionadas, mas com pouco efeito prático no contexto geral da crise.

    É claro que as medidas do pacote habitacional terão efeito sobre a questão do emprego, mas não agora. E o epicentro da crise do emprego é a indústria descapitalizada. Medidas para estimular o consumo de bens duráveis ainda são tímidas, enquanto o nível de emprego continua diminuindo.

    É sempre bom lembrar que o emprego industrial é um emprego de mais qualidade, de mais valor agregado, com salários maiores e mais capacidade de consumo. Logo, qualquer impacto da crise sobre a grande indústria é muito mais delicado e danoso.

    Os setores de comércio e serviços não têm condições de segurar a onda da desaceleração econômica. Então, volto a perguntar: com o desemprego aumentando, vamos financiar casas para quem?
    A verdade sobre a internet


    A revista Veja desta semana, 25 de março, traz uma interessante reportagem sobre o livro O Culto do Amador, de Andrew Keen. Ele conseguiu fazer o melhor resumo que é a internet hoje:

    Terra arrasada

    A internet está destruindo a cultura, diz Andrew Keen, autor de O Culto do Amador – livro que acusa a rede de pecados graves

    Anonimato

    É fácil assumir identidades falsas na rede. Pedófilos, fraudadores de cartão de crédito e propagandistas políticos podem esconder suas verdadeiras (e más) intenções

    Ignorância
    Em um meio em que todos podem escrever – e até contribuir com verbetes para enciclopédias como a Wikipedia –, o conhecimento dos especialistas tem menos valor que os equívocos da massa

    Pirataria

    A noção de direito autoral foi posta em xeque pelo download de músicas, filmes e livros na rede, causando prejuízos a empresas e artistas


    Impunidade

    Na imprensa tradicional, os jornalistas podem responder judicialmente pelo que escrevem. A internet, ao contrário, é anônima e irresponsável – um território livre para caluniadores
    Roqueiro Iggy Pop canta Tom Jobim em novo álbum

    da Folha Online

    Uma das faixas do novo álbum de Iggy Pop, "Preliminaires" (preliminares), será "How Insensitive", versão em inglês de "Insensatez", de Antônio Carlos Jobim. O CD chegará ao Brasil no dia 18 de maio pela EMI. Nesse trabalho, Iggy se afasta do punk rock e se volta para o jazz.

    "É um álbum mais tranquilo com alguns harmônicos de jazz", disse Iggy em um vídeo. "Isso é porque chegou um certo momento em que simplesmente fiquei enjoado de ouvir brutamontes idiotas com suas guitarras, tocando música ruim."

    Para compor esse disco, o músico se inspirou em Louis Armstrong e jazz no estilo de Jelly Roll Morton, e no romancista francês Michel Houellebecq, autor de "A Possibilidade de uma Ilha".

    "Ele [o livro] fala sobre morte, sexo, o fim da raça humana e também sobre outras coisas bastante engraçadas (...). Li o livro de forma verdadeiramente prazerosa, assim que ele foi lançado, e, na minha cabeça, estava compondo as músicas que seriam a trilha sonora da minha alma ao ler aquela história", explica.

    Outro título que constará no álbum é "King of the Dogs", em que conta a história de um cachorro chamado Fox, que explica "como é mais legal ser um cachorro".

    A arte do novo álbum será criada pela iraniana Marjane Satrapi, autora do quadrinho "Persépolis", que também virou uma animação para os cinemas.

    Satrapi conheceu Iggy em 2007, quando ela o convidou para emprestar sua voz a um dos personagens do seu filme.