Os limites do discurso radical
O discurso radical tem limites? Essa é uma discussão interessante e pertinente levantada por uma reportagem obrigatória para quem se interessa por política e cultura publicada recentemente no jornal O Estado de S. Paulo, no caderno C2+Música.
O repórter Júlio Maria traça um perfil cuidadoso da decadência do rap na periferia paulistana, e sua substituição pelo intragável funk de inspiração carioca – nada a ver com o maravilhoso ritmo negro surgido nos Estados Unidos e que dominou as grandes cidades daquele país entre 1950 e 1980.
Sem desvios nem elucubrações, o autor vai direto à questão, com base em depoimentos dos próprios rappers: o gênero deixou de ser atrativo aos jovens, as letras de protesto e violência perderam a contundência, e a crítica social tornou-se um discurso vazio e sem penetração nos bairros.
A molecada do Capão Redondo e do Jardim Ângela, na zona sul da Capital, nem pensa duas vezes antes de revelar a sua preferência pela versão local ainda mais paupérrima do funk carioca: “MV Bill e Mano Brown já eram por aqui. A gente tá a fim mesmo de ir atrás da mulherada. Rap espanta as meninas”, diz um garoto de 15 anos chamado Guto, morador do Capão.
A derrocada do rap na periferia mais barra pesada da Grande São Paulo é uma tendência em toda região, menos em Diadema, onde o gênero, aliado ao hip-hop, está totalmente enraizado na cultura da cidade e da comunidade.
Essa situação coincide com o aprofundamento da guetificação do rap, basicamente em razão dos episódios violentos e de depredação verificados em grandes eventos realizados em 2007 e 2008 na Capital.
Os chamados radicais do movimento entraram em conflito com a polícia em um show dos Racionais MCs na Praça da Sé, na Virada Cultural de 2007, o que espantou investidores e organizadores de eventos do rap.
No ano seguinte, um encontro envolvendo rap e grafite terminou com pichação e depredação das instalações, o que provocou o cancelamento de diversos eventos e levou a Prefeitura de São Paulo a praticamente excluir o rap de sua programação cultural.
O texto do Estadão mostra os moderados do gênero admitindo que a situação é ruim e que uma mudança é necessária, tanto em termos de discurso como em atitude. Por outro lado, os “tradicionalistas” resistem e pregam não só a manutenção do radicalismo como o acirramento do discurso.
Enquanto isso a praga do funk prolifera. Como gênero musical e lírico, não atribuo muito valor ao rap, mas o considero uma manifestação cultural urbana muito importante, de inestimável valor sociológico e educacional. É a voz mais poderosa das periferias. Sua crise e seu encolhimento, mesmo que momentâneo, é ruim em todos os sentidos.
Que a consciência da realidade demonstrada pelos moderados do rap ilumine também certos setores da sociedade ainda contaminados com ideias emboloradas, que remetem à época do Muro de Berlim.
Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
sexta-feira, agosto 27, 2010
quarta-feira, agosto 25, 2010
Mais uma lei que precisa "pegar"
O grau de civilização de um povo é medido, entre outras coisas, pela adesão e respeito às leis, qualquer lei. É quase inacreditável que ainda tenhamos de ouvir com muita frequência que no Brasil existem leis que pegam e outras que não pegam. Imagine então o que dizer de um estrangeiro quando ouve tal coisa.
Esse abuso de incentivar leis a “não pegarem” tem uma parcela imensa de responsabilidade das empresas, e falo de grandes multinacionais.
Um dos exemplos recentes é a norma técnica, com força de lei, que o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça editou em junho a respeito dos telefones celulares.
O órgão do Ministério da Justiça considera agora o telefone celular um item essencial da vida moderna, tanto para o trabalho como para o cotidiano de estudantes e donas de casa.
Portanto, a partir de agora quem tiver celular com defeito ainda dentro da garantia pode procurar uma loja do fabricante e exigir a troca imediata do aparelho ou o dinheiro de volta, desde que apresente a nota fiscal.
Por que isso? Porque fabricantes, lojas e assistências técnicas descumpriam sistematicamente o Código de Defesa do Consumidor (CDC), ignorando a lei e enrolando o cliente na hora de consertar o aparelho.
O jogo de empurra criminoso, em alguns casos, fez com que consumidores esperassem seis meses por telefones no conserto.
Evidentemente que os fabricantes chiaram, e muito. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), que representa essas empresas, diz claramente que a norma técnica do governo é apenas uma “recomendação”, e não lei. Mentira absurda e abjeta.
Nesta quinta-feira, por exemplo, o DPDC recusou proposta de “flexibilização” da norma que manda trocar imediatamente celulares com defeito, desde que estejam na garantia.
A proposta, que não foi detalhada pelo órgão, é de autoria das empresas Nokia, Motorola, a – acompanhada de LG, Samsung e Sony Ericsson –, que estiveram reunidas com o DPDC.
As sugestões das empresas, de forma correta, foram descartadas porque contrariavam o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Nem a Abinee e nem os representantes dos fabricantes informaram o teor da proposta feita ao Ministério da Justiça. A nota do DPDC indica que a proposta não atendia a obrigatoriedade de que a troca fosse imediata.
“Embora o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor esteja sempre aberto ao diálogo e ao recebimento de novas iniciativas dos fabricantes que sinalizem o respeito à regra prevista no CDC, entende que os consumidores devem ser respeitados e as trocas devem ocorrer imediatamente”, diz uma nota do DPDC sobre a recusa da proposta.
A Nota Técnica 62/CGSC/DPDC/2010 do Ministério da Justiça, publicada no dia 23 de junho, classificou o celular como “bem essencial” e determinou a obrigatoriedade da troca imediata dos aparelhos defeituosos.
A mudança foi motivada pelo fato de o celular ser o produto que mais registra reclamações nos Procons (24,87% do total de 100 mil reclamações em 21 Procons estaduais e 18 municipais).
Segundo o DPDC, as lojas fogem da responsabilidade e as fabricantes encaminham os casos para as assistências técnicas, que retêm os aparelhos para investigar eventual culpa dos consumidores.
Ou seja, as empresas multinacionais que fabricam e vendem celulares no Brasil insistem em afirmar que o governo apenas “recomendou” a troca imediata. Uma dessas empresas chegou até a recomendar em seu site que suas lojas próprias não seguissem a orientação do DPDC. A repercussão foi péssima, e o texto foi retirado.
Entretanto, nas lojas, repórteres do Jornal da Tarde, se passando por clientes, ouviram claramente de funcionários: “Recebemos orientação para não cumprir tal determinação”.
Em algumas situações, os funcionários simplesmente diziam que tal lei não existia. Numa delas, encontraram um consumidor irado e chato, que chamou a polícia, esfregou na cara do gerente a determinação no Diário Oficial da União e acionou o fabricante no Juizado Especial Cível pedindo indenização por danos morais.
Essa lei vai pegar? Infelizmente, vai depender de nós.
O grau de civilização de um povo é medido, entre outras coisas, pela adesão e respeito às leis, qualquer lei. É quase inacreditável que ainda tenhamos de ouvir com muita frequência que no Brasil existem leis que pegam e outras que não pegam. Imagine então o que dizer de um estrangeiro quando ouve tal coisa.
Esse abuso de incentivar leis a “não pegarem” tem uma parcela imensa de responsabilidade das empresas, e falo de grandes multinacionais.
Um dos exemplos recentes é a norma técnica, com força de lei, que o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça editou em junho a respeito dos telefones celulares.
O órgão do Ministério da Justiça considera agora o telefone celular um item essencial da vida moderna, tanto para o trabalho como para o cotidiano de estudantes e donas de casa.
Portanto, a partir de agora quem tiver celular com defeito ainda dentro da garantia pode procurar uma loja do fabricante e exigir a troca imediata do aparelho ou o dinheiro de volta, desde que apresente a nota fiscal.
Por que isso? Porque fabricantes, lojas e assistências técnicas descumpriam sistematicamente o Código de Defesa do Consumidor (CDC), ignorando a lei e enrolando o cliente na hora de consertar o aparelho.
O jogo de empurra criminoso, em alguns casos, fez com que consumidores esperassem seis meses por telefones no conserto.
Evidentemente que os fabricantes chiaram, e muito. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), que representa essas empresas, diz claramente que a norma técnica do governo é apenas uma “recomendação”, e não lei. Mentira absurda e abjeta.
Nesta quinta-feira, por exemplo, o DPDC recusou proposta de “flexibilização” da norma que manda trocar imediatamente celulares com defeito, desde que estejam na garantia.
A proposta, que não foi detalhada pelo órgão, é de autoria das empresas Nokia, Motorola, a – acompanhada de LG, Samsung e Sony Ericsson –, que estiveram reunidas com o DPDC.
As sugestões das empresas, de forma correta, foram descartadas porque contrariavam o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Nem a Abinee e nem os representantes dos fabricantes informaram o teor da proposta feita ao Ministério da Justiça. A nota do DPDC indica que a proposta não atendia a obrigatoriedade de que a troca fosse imediata.
“Embora o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor esteja sempre aberto ao diálogo e ao recebimento de novas iniciativas dos fabricantes que sinalizem o respeito à regra prevista no CDC, entende que os consumidores devem ser respeitados e as trocas devem ocorrer imediatamente”, diz uma nota do DPDC sobre a recusa da proposta.
A Nota Técnica 62/CGSC/DPDC/2010 do Ministério da Justiça, publicada no dia 23 de junho, classificou o celular como “bem essencial” e determinou a obrigatoriedade da troca imediata dos aparelhos defeituosos.
A mudança foi motivada pelo fato de o celular ser o produto que mais registra reclamações nos Procons (24,87% do total de 100 mil reclamações em 21 Procons estaduais e 18 municipais).
Segundo o DPDC, as lojas fogem da responsabilidade e as fabricantes encaminham os casos para as assistências técnicas, que retêm os aparelhos para investigar eventual culpa dos consumidores.
Ou seja, as empresas multinacionais que fabricam e vendem celulares no Brasil insistem em afirmar que o governo apenas “recomendou” a troca imediata. Uma dessas empresas chegou até a recomendar em seu site que suas lojas próprias não seguissem a orientação do DPDC. A repercussão foi péssima, e o texto foi retirado.
Entretanto, nas lojas, repórteres do Jornal da Tarde, se passando por clientes, ouviram claramente de funcionários: “Recebemos orientação para não cumprir tal determinação”.
Em algumas situações, os funcionários simplesmente diziam que tal lei não existia. Numa delas, encontraram um consumidor irado e chato, que chamou a polícia, esfregou na cara do gerente a determinação no Diário Oficial da União e acionou o fabricante no Juizado Especial Cível pedindo indenização por danos morais.
Essa lei vai pegar? Infelizmente, vai depender de nós.
domingo, agosto 22, 2010
Fuja das compras pela internet
Não compre pela internet. É o que tenho recomendado a amigos e leitores nos últimos tempos. É chato começar o meu primeiro texto para o Laboratório de Temas sugerindo a fuga do comércio virtual, mas o serviço no Brasil não é confiável.
A quantidade de reclamações sobre o descumprimento do negócio por conta de empresas virtuais nacionais é enorme no Procon e no Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DNPC), do Ministério da Justiça. E quem mais descumpre os negócios são as empresas gigantes.
Não se trata apenas de comprar e não receber. E comprar, não receber, ser cobrado e por um valor acima do verdadeiro. Fraude? Má-fé? Não interessa, o fato é que o esquema não funciona.
Não bastasse comprar, não receber e ser cobrado acima do valor combinado tem a fase mais complicada: lidar com o serviço de atendimento das empresas para tentar resolver o problema. São horas ao telefone para tentar reaver o dinheiro ou ao menos receber a promessa de quando receberá o produto comprado. Segundo o Procon-SP, em pelo menos 20% das ocasiões o cliente não consegue resolver.
Casos esdrúxulos como a de uma consumidora que teve um não como resposta à solicitação de reenvio do produto que não chegou. A empresa não só disse que não iria reenviar como duvidou da honestidade da consumidora paulistana. Ela, por sua vez, cancelou as compras no cartão de crédito e acabou tendo o nome enviado ao SPC pela loja virtual. Era o que a consumidora queria: por meio de advogado, entrou com duas ações por danos morais, tanto no Juizado Especial Cível, para causas mais simples e rápidas, como na Justiça comum. A indenização determinada pelo juizado foi de R$ 2 mil, depois que não houve acordo na conciliação. A consumidora considerou o valor muito baixo e exigiu mais na Justiça comum e conseguiu R$ 5 mil. A empresa recorreu, mas a sentença foi mantida. Só depois de tudo isso é que a consumidora foi procurada para negociar – proposta prontamente recusada.
Não é fácil abrir mão das facilidades que a internet supostamente oferece no comércio virtual, e é mais difícil ainda reunir paciência e coragem para acionar as empresas no Procon-SP e na Justiça. Mas só fazendo isso pra exercer a cidadania e garantir os seus direitos.
A generalização aqui é cabível, porque os problemas logísticos e o atendimento péssimo ao consumidor atingem todas as lojas virtuais brasileiras, grandes ou pequenas. Já fui assíduo comprador de CDs e livros pela internet no exterior e tive problema apenas duas vezes com mercadorias que não chegaram. Os sites não questionaram a minha honestidade. Primeiro me pediram para verificar nos Correios o que poderia ter acontecido, com o devido código em mãos; não havendo qualquer registro das mercadorias, prontamente me enviaram os produtos, sem a cobrança de frete.
Quanta diferença...
Não compre pela internet. É o que tenho recomendado a amigos e leitores nos últimos tempos. É chato começar o meu primeiro texto para o Laboratório de Temas sugerindo a fuga do comércio virtual, mas o serviço no Brasil não é confiável.
A quantidade de reclamações sobre o descumprimento do negócio por conta de empresas virtuais nacionais é enorme no Procon e no Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DNPC), do Ministério da Justiça. E quem mais descumpre os negócios são as empresas gigantes.
Não se trata apenas de comprar e não receber. E comprar, não receber, ser cobrado e por um valor acima do verdadeiro. Fraude? Má-fé? Não interessa, o fato é que o esquema não funciona.
Não bastasse comprar, não receber e ser cobrado acima do valor combinado tem a fase mais complicada: lidar com o serviço de atendimento das empresas para tentar resolver o problema. São horas ao telefone para tentar reaver o dinheiro ou ao menos receber a promessa de quando receberá o produto comprado. Segundo o Procon-SP, em pelo menos 20% das ocasiões o cliente não consegue resolver.
Casos esdrúxulos como a de uma consumidora que teve um não como resposta à solicitação de reenvio do produto que não chegou. A empresa não só disse que não iria reenviar como duvidou da honestidade da consumidora paulistana. Ela, por sua vez, cancelou as compras no cartão de crédito e acabou tendo o nome enviado ao SPC pela loja virtual. Era o que a consumidora queria: por meio de advogado, entrou com duas ações por danos morais, tanto no Juizado Especial Cível, para causas mais simples e rápidas, como na Justiça comum. A indenização determinada pelo juizado foi de R$ 2 mil, depois que não houve acordo na conciliação. A consumidora considerou o valor muito baixo e exigiu mais na Justiça comum e conseguiu R$ 5 mil. A empresa recorreu, mas a sentença foi mantida. Só depois de tudo isso é que a consumidora foi procurada para negociar – proposta prontamente recusada.
Não é fácil abrir mão das facilidades que a internet supostamente oferece no comércio virtual, e é mais difícil ainda reunir paciência e coragem para acionar as empresas no Procon-SP e na Justiça. Mas só fazendo isso pra exercer a cidadania e garantir os seus direitos.
A generalização aqui é cabível, porque os problemas logísticos e o atendimento péssimo ao consumidor atingem todas as lojas virtuais brasileiras, grandes ou pequenas. Já fui assíduo comprador de CDs e livros pela internet no exterior e tive problema apenas duas vezes com mercadorias que não chegaram. Os sites não questionaram a minha honestidade. Primeiro me pediram para verificar nos Correios o que poderia ter acontecido, com o devido código em mãos; não havendo qualquer registro das mercadorias, prontamente me enviaram os produtos, sem a cobrança de frete.
Quanta diferença...
sexta-feira, agosto 20, 2010
Por que filmes ruins têm finais previsíveis?
Uma empresa de engenharia que jamais construiu uma casinha de bonecas foi escolhida pelo governo do Ceará para reformar o Castelão, o estádio de Fortaleza para a copa de 2014. A empresa Marquise apresentou laudos fajutos de um escritório falido para se “habilitar” a reconstruir um estádio.
A Marquise pertence a pessoas muito chegadas a funcionários de altíssimo escalão do governo Cid Gomes. A escolha desta empresa já havia sido antecipada há mais de um mês por pelo menos três veículos de comunicação.
Por que será que não me espanta esse caso de “tráfico de influência”, para não dizer de corrupção? Essa será a tônica nos negócios da Copa.
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Por que será que era previsível a “descoberta” de tráfico de influência e incompetência monumentais nos Correios?
Por que será que a queda drástica na qualidade dos serviços dessa que já foi uma das maiores empresas públicas do Brasil está sendo atribuída ao loteamento político de suas diretorias para apaniguados do PMDB e PTB, partidos conhecidos como fisiológicos e tolerantes com a corrupção?
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Trem-bala inútil e totalmente desncessário, que deverá custar R$ 33 bilhões, dinheiro suficiente para restaurar e ampliar toda a malha ferroviária do Brasil, ou então ampliar ou implantar metrôs em várias regiões metropolitanas do Brasil.
Alguém tem dúvidas a respeito da ocorrência de negociatas e corrupção pura e simples nesta “obra”? A quem interessa a “rapidez” na decisão de realizar essa obra estapafúrdia?
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Em que pé está o tão alardeado projeto de reestruturação viária de São Bernardo, coordenado por Eurico Leite, que foi secretário do governo William Dib (então no PPS)?
Uma empresa de engenharia que jamais construiu uma casinha de bonecas foi escolhida pelo governo do Ceará para reformar o Castelão, o estádio de Fortaleza para a copa de 2014. A empresa Marquise apresentou laudos fajutos de um escritório falido para se “habilitar” a reconstruir um estádio.
A Marquise pertence a pessoas muito chegadas a funcionários de altíssimo escalão do governo Cid Gomes. A escolha desta empresa já havia sido antecipada há mais de um mês por pelo menos três veículos de comunicação.
Por que será que não me espanta esse caso de “tráfico de influência”, para não dizer de corrupção? Essa será a tônica nos negócios da Copa.
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Por que será que era previsível a “descoberta” de tráfico de influência e incompetência monumentais nos Correios?
Por que será que a queda drástica na qualidade dos serviços dessa que já foi uma das maiores empresas públicas do Brasil está sendo atribuída ao loteamento político de suas diretorias para apaniguados do PMDB e PTB, partidos conhecidos como fisiológicos e tolerantes com a corrupção?
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Trem-bala inútil e totalmente desncessário, que deverá custar R$ 33 bilhões, dinheiro suficiente para restaurar e ampliar toda a malha ferroviária do Brasil, ou então ampliar ou implantar metrôs em várias regiões metropolitanas do Brasil.
Alguém tem dúvidas a respeito da ocorrência de negociatas e corrupção pura e simples nesta “obra”? A quem interessa a “rapidez” na decisão de realizar essa obra estapafúrdia?
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Em que pé está o tão alardeado projeto de reestruturação viária de São Bernardo, coordenado por Eurico Leite, que foi secretário do governo William Dib (então no PPS)?
quarta-feira, agosto 18, 2010
Comentários esparsos
Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, foi muito mal no debate da TV Bandeirantes, mas melhorou demais nas entrevistas individuais que deu em seguida, especialmente no Jornal Nacional. Mostrou-se firme, determinada e enfrentou a má postura dos apresentadores.
José Serra, do PSDB, também foi bem no Jornal Nacional, mas ainda não cativa o eleitorado indeciso. É muito professoral e pedante. Não está sendo páreo para Dilma nas entrevistas neste momento.
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Aloízio Mercadante, candidato do PT ao governo do Estado, precisará de muito mais conteúdo do que as batidas críticas ao preço dos pedágios. Não que ele não tenha conteúdo, o problema é que ele está muito atrás de Geraldo Alckmin, do PSDB, nas pesquisas de intenção de voto. Terá de se reinventar para almejar alguma coisa nestas eleições.
Ele é de longe o melhor candidato do pleito. Entretanto, ele luta contra dois problemas complicados: o desconhecimento de sua candidatura por parte do eleitorado e certa rejeição entre os eleitores mais escolarizados e informados por conta de episódios no Congresso em que acabou voltando atrás mesmo tendo suas posições pisoteadas pelo Palácio do Planalto e pelo partido.
Suas chances devem melhorar um pouco com o começo da propaganda política na televisão, mas talvez não seja suficiente para eliminar a enorme distância que o separa de Alckmin. Perde o povo de São Paulo, infelizmente.
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
O desempenho de Mercadante no debate da TV Bandeirantes, aliás, foi bom, mas o candidato precisa ser mais contundente, especialmente em um evento onde Geraldo Alckmin foi o alvo e ficou isolado tentando se defender das patadas (totalmente merecidas).
O petista insistiu bastante nas mesmas teclas e ficou repetitivo. O apoio que recebeu em alguns momentos de Celso Russomano e Paulo Skaf agravou essa questão, ajudando a tornar o debate quase insuportável. Deu dó de Alckmin…
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Quem será o próximo técnico da seleção brasileira? Mano Menezes não resiste até o começo de 2011. Corre o risco de ficar marcado como o técnico que comandou a pior seleção de todos os tempos.
O jogo contra os Estados Unidos não deve ser levado em consideração pela fragilidade extrema do adversário, escolhido a dedo pela CBF e pela emrpesa que organiza os amistosos da seleção.
Uma equipe nacional que joga em casa tendo a torcida majoritariamente contra não pode ser levada a sério. Lembra a Portuguesa e o São Caetano quando jogam em casa contra times grandes de São Paulo e outros como Flamengo, Vasco, Atlético-MG, Bahia, Sport e mais alguns…
@@@@@@@@@@@@@@@
Alguns leitores me provocam por conta das minhas críticas aos excessivos elogios ao mediano tiome do Santos, com seus moleques impertinentes e folgados, que ainda precisam jogar muito, mas muito para merecerem rótulos como “bom jogador”.
As duas partidas das finais da Copa do Brasil só reforçaram o que acho da atual equipe litorânea: é aquele cachorro que é valente e late grosso quando está em seu quintal, protegido pelas paredes e por grades; fora de casa não passa de um pequinês mansinho que aceita a pressão do adversário. Foi assim em Salvador e foi assim na segunda partida decisiva do Paulistão, no Pacaembu.
Mas o chato mesmo é o comportamento de torcedor de time pequeno que os santistas adotam, quando afirmam de cinco em cinco minutos que o time é bom, é o melhor e outras bobagens.
Isso acontece provavelmente porque sabem que o Santos na verdade nunca passou de uma Ponte Preta que teve Pelé e seus 12 anos de glória. Ou será que o time da praia não passa de um Bragantinão?
Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, foi muito mal no debate da TV Bandeirantes, mas melhorou demais nas entrevistas individuais que deu em seguida, especialmente no Jornal Nacional. Mostrou-se firme, determinada e enfrentou a má postura dos apresentadores.
José Serra, do PSDB, também foi bem no Jornal Nacional, mas ainda não cativa o eleitorado indeciso. É muito professoral e pedante. Não está sendo páreo para Dilma nas entrevistas neste momento.
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Aloízio Mercadante, candidato do PT ao governo do Estado, precisará de muito mais conteúdo do que as batidas críticas ao preço dos pedágios. Não que ele não tenha conteúdo, o problema é que ele está muito atrás de Geraldo Alckmin, do PSDB, nas pesquisas de intenção de voto. Terá de se reinventar para almejar alguma coisa nestas eleições.
Ele é de longe o melhor candidato do pleito. Entretanto, ele luta contra dois problemas complicados: o desconhecimento de sua candidatura por parte do eleitorado e certa rejeição entre os eleitores mais escolarizados e informados por conta de episódios no Congresso em que acabou voltando atrás mesmo tendo suas posições pisoteadas pelo Palácio do Planalto e pelo partido.
Suas chances devem melhorar um pouco com o começo da propaganda política na televisão, mas talvez não seja suficiente para eliminar a enorme distância que o separa de Alckmin. Perde o povo de São Paulo, infelizmente.
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O desempenho de Mercadante no debate da TV Bandeirantes, aliás, foi bom, mas o candidato precisa ser mais contundente, especialmente em um evento onde Geraldo Alckmin foi o alvo e ficou isolado tentando se defender das patadas (totalmente merecidas).
O petista insistiu bastante nas mesmas teclas e ficou repetitivo. O apoio que recebeu em alguns momentos de Celso Russomano e Paulo Skaf agravou essa questão, ajudando a tornar o debate quase insuportável. Deu dó de Alckmin…
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Quem será o próximo técnico da seleção brasileira? Mano Menezes não resiste até o começo de 2011. Corre o risco de ficar marcado como o técnico que comandou a pior seleção de todos os tempos.
O jogo contra os Estados Unidos não deve ser levado em consideração pela fragilidade extrema do adversário, escolhido a dedo pela CBF e pela emrpesa que organiza os amistosos da seleção.
Uma equipe nacional que joga em casa tendo a torcida majoritariamente contra não pode ser levada a sério. Lembra a Portuguesa e o São Caetano quando jogam em casa contra times grandes de São Paulo e outros como Flamengo, Vasco, Atlético-MG, Bahia, Sport e mais alguns…
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Alguns leitores me provocam por conta das minhas críticas aos excessivos elogios ao mediano tiome do Santos, com seus moleques impertinentes e folgados, que ainda precisam jogar muito, mas muito para merecerem rótulos como “bom jogador”.
As duas partidas das finais da Copa do Brasil só reforçaram o que acho da atual equipe litorânea: é aquele cachorro que é valente e late grosso quando está em seu quintal, protegido pelas paredes e por grades; fora de casa não passa de um pequinês mansinho que aceita a pressão do adversário. Foi assim em Salvador e foi assim na segunda partida decisiva do Paulistão, no Pacaembu.
Mas o chato mesmo é o comportamento de torcedor de time pequeno que os santistas adotam, quando afirmam de cinco em cinco minutos que o time é bom, é o melhor e outras bobagens.
Isso acontece provavelmente porque sabem que o Santos na verdade nunca passou de uma Ponte Preta que teve Pelé e seus 12 anos de glória. Ou será que o time da praia não passa de um Bragantinão?
A política do bocejo
O primeiro debate entre os presidenciáveis na TV foi vítima de uma grande infelicidade - ou seria falta de atenção/inteligência? Ocorreu simultaneamente ao jogo entre São Paulo e Internacional pela Copa Libertadores, em jogo que valia vaga para a final.
Para azar dos organizadores e dos presidenciáveis, o jogo foi excelente em todos os quesitos, como deve ser uma semifinal de torneio continental.
Nâo bastasse isso, o debate provocou sono. Nenhum dos quatro candidatos presentes se mostrou digno de dirigir o país. Sobrou retórica vazia, faltaram argumentos e propostas sérias. Uma palestra de física quântica para crianças com certeza seria muito mais interessante.
José Serra (PSDB) se mostrou perdido e sem foco, buscando o ataque sem sucesso. Dilma Rousseff (PT) ficou na defesa o tempo todo. Não comprometeu, mas se mostrou muito fraca na TV e extremamente dependente de um roteiro pré-estabelecido. Em algumas passagens demonstrou ter problemas para encontrar conteúdo em suas respostas.
Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) eram apenas figurantes, sendo que este não foi levado a sério por ninguém - provavelmente nem por ele mesmo.
Era visível que os dois principais candidatos estavam mais contidos e que houve nervosismo no começo do debate. A tendência é que haja uma melhora nos próximos debates, ainda que tenhamos de aguentar algumas piadinhas e a total irrelevância de Sampaio.
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Plínio de Arruda Sampaio é uma excrescência em pssoa, uma piada em si mesmo. Não teve a menor vergonha ao pregar o crime durante o debate - a invasão de terras e a supressão de propriedade privada. Ainda prega a luta de classes, nada mais absurdo e fora de moda.
A plataforma política retrógrada de seu partideco é o que há de mais estapafúrdio no espectro político brasileiro. Está pelo menos 130 anos atrasada.
Mas o pior mesmo é defender o crime, ao dizer que vai incentivar as invasões de terra. Não bastasse, ainda prega o calote na dívida pública e na dívida interna. Prega a irresponsabilidade. Como ele e seu partido são irrelevantes em todos os sentidos, apenas faz rir.
Já Marina Silva pelo menos tem vergonha e bom senso e foge dessa tralha ideológica execrável e embolorada. Como candidata, ela representa o retrocesso em todas as áreas, entre outras coisas porque é ambientalista e evangélica, mas ao menos demonstra tino político ao defender a democracia e o diálogo.
O primeiro debate entre os presidenciáveis na TV foi vítima de uma grande infelicidade - ou seria falta de atenção/inteligência? Ocorreu simultaneamente ao jogo entre São Paulo e Internacional pela Copa Libertadores, em jogo que valia vaga para a final.
Para azar dos organizadores e dos presidenciáveis, o jogo foi excelente em todos os quesitos, como deve ser uma semifinal de torneio continental.
Nâo bastasse isso, o debate provocou sono. Nenhum dos quatro candidatos presentes se mostrou digno de dirigir o país. Sobrou retórica vazia, faltaram argumentos e propostas sérias. Uma palestra de física quântica para crianças com certeza seria muito mais interessante.
José Serra (PSDB) se mostrou perdido e sem foco, buscando o ataque sem sucesso. Dilma Rousseff (PT) ficou na defesa o tempo todo. Não comprometeu, mas se mostrou muito fraca na TV e extremamente dependente de um roteiro pré-estabelecido. Em algumas passagens demonstrou ter problemas para encontrar conteúdo em suas respostas.
Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) eram apenas figurantes, sendo que este não foi levado a sério por ninguém - provavelmente nem por ele mesmo.
Era visível que os dois principais candidatos estavam mais contidos e que houve nervosismo no começo do debate. A tendência é que haja uma melhora nos próximos debates, ainda que tenhamos de aguentar algumas piadinhas e a total irrelevância de Sampaio.
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Plínio de Arruda Sampaio é uma excrescência em pssoa, uma piada em si mesmo. Não teve a menor vergonha ao pregar o crime durante o debate - a invasão de terras e a supressão de propriedade privada. Ainda prega a luta de classes, nada mais absurdo e fora de moda.
A plataforma política retrógrada de seu partideco é o que há de mais estapafúrdio no espectro político brasileiro. Está pelo menos 130 anos atrasada.
Mas o pior mesmo é defender o crime, ao dizer que vai incentivar as invasões de terra. Não bastasse, ainda prega o calote na dívida pública e na dívida interna. Prega a irresponsabilidade. Como ele e seu partido são irrelevantes em todos os sentidos, apenas faz rir.
Já Marina Silva pelo menos tem vergonha e bom senso e foge dessa tralha ideológica execrável e embolorada. Como candidata, ela representa o retrocesso em todas as áreas, entre outras coisas porque é ambientalista e evangélica, mas ao menos demonstra tino político ao defender a democracia e o diálogo.
sábado, agosto 14, 2010
Caos aéreo de volta, torcidas em festa e insanidades variadas
uita gente desandou a tratar a questão dos problemas dos aeroportos do país como se fosse mera briga política entre o presidente Lula e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que criticou (com razão) a lentidão nas obras para a Copa de 2014.
Mas eis que nesta segunda-feira os passageiros da Gol enfrentaram uma onda de atrasos e cancelamentos de voos pelos País. Os problemas, diz a empresa, foram provocados por uma pane no sistema que define a escala de trabalho das tripulações, além de sobrecarga na malha área gerada pelo fim das férias.
Mas, segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a decisão de cancelar voos partiu da companhia, para evitar que funcionários voassem mais do que a legislação permite.
Dos 711 voos programados pela Gol entre meia-noite e às 20 horas de ontem, 373 (52,5%) registravam atrasos iguais ou superiores a 30 minutos e 90 (12,7%) haviam sido cancelados, conforme balanço da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
Ignorar as deficiências do sistema aeroportuário e seu criminoso atraso nas obras é desonestidade intelectual. Defender a Copa de 2014 no Brasil é irresponsabilidade.
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Fórmula 1 é esporte? Já foi, hoje não é mais. O episódio Felipe Massa-Fernando Alonso no Grande Prêmio da Alemanha só explicitou pela segunda vez o que é corriqueiro na categoria: as vitórias são definidas e decidas nos escritórios e boxes.
Nos três episódios recentes de manipulação de resultados, três pilotos estavam envolvidos, e sempre fazendo o pior papel, o do covarde e subserviente.
Rubens Barrichello, Nelsinho Piquet e Felipe Massa são gente da pior espécie, capachos e moleques de recado, sempre dispostos a lamber as botas dos chefes de equipe. Merecem a lata de lixo da história.
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Como já era esperado, a polêmica levantada pelo bonequinho de ventríloquo que é o vice da chapa de José Serra morreu de inanição.
As estapafúrdias acusações e alegações agora abraçadas pelos tucanos de que o PT é aliado dos criminosos colombianos das Farc não se sustentou nem por uma semana, mesmo com revistas semanais “pilhando” o assunto.
Deste episódio insano e ridículo, restaram duas lições. A primeira é que o PT e a cúpula da campanha de Dilma Rousseff estão demorando a reagir a esse lixo político despejado pelos desqualificados da camarilha PSDB-DEM – eu esperava muito mais dos petistas na resposta a essa insanidade.
A segunda coisa é que ficou claro que, por mais baixaria que a campanha venha a envolver, todo cuidado é pouco nas hostes petistas. A distância das Farc tem de ser de anos-luz, assim como de qualquer tipo de encrenca.
Quanto mais longe de Morales e Chávez da vida, melhor. Não agregam votos, mas são capazes de afugentá-los.
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
E por falar em insanidades, o novo “Estatuto do Torcedor” nasce morto e enterrado, como as torcidas organizadas de Palmeiras e Corinthians trataram de mostrar no último final de semana.
Proibir xingamentos a juízes e adversários e só uma das bobagens contidas no texto, sem falar na proibição dos “cânticos ofensivos”.
A lei já existe, sempre existiu, é só cumpri-la. Que os vândalos e bandidos seja presos, encarcerados e processados, e que a polícia não tenha dó de espancá-los quando for preciso, nos casos de batalhas campais dentro e fora dos estádios. O resto é firula.
O novo texto é mais uma desmoralização do governo e do poder estatal.
uita gente desandou a tratar a questão dos problemas dos aeroportos do país como se fosse mera briga política entre o presidente Lula e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que criticou (com razão) a lentidão nas obras para a Copa de 2014.
Mas eis que nesta segunda-feira os passageiros da Gol enfrentaram uma onda de atrasos e cancelamentos de voos pelos País. Os problemas, diz a empresa, foram provocados por uma pane no sistema que define a escala de trabalho das tripulações, além de sobrecarga na malha área gerada pelo fim das férias.
Mas, segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a decisão de cancelar voos partiu da companhia, para evitar que funcionários voassem mais do que a legislação permite.
Dos 711 voos programados pela Gol entre meia-noite e às 20 horas de ontem, 373 (52,5%) registravam atrasos iguais ou superiores a 30 minutos e 90 (12,7%) haviam sido cancelados, conforme balanço da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
Ignorar as deficiências do sistema aeroportuário e seu criminoso atraso nas obras é desonestidade intelectual. Defender a Copa de 2014 no Brasil é irresponsabilidade.
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Fórmula 1 é esporte? Já foi, hoje não é mais. O episódio Felipe Massa-Fernando Alonso no Grande Prêmio da Alemanha só explicitou pela segunda vez o que é corriqueiro na categoria: as vitórias são definidas e decidas nos escritórios e boxes.
Nos três episódios recentes de manipulação de resultados, três pilotos estavam envolvidos, e sempre fazendo o pior papel, o do covarde e subserviente.
Rubens Barrichello, Nelsinho Piquet e Felipe Massa são gente da pior espécie, capachos e moleques de recado, sempre dispostos a lamber as botas dos chefes de equipe. Merecem a lata de lixo da história.
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Como já era esperado, a polêmica levantada pelo bonequinho de ventríloquo que é o vice da chapa de José Serra morreu de inanição.
As estapafúrdias acusações e alegações agora abraçadas pelos tucanos de que o PT é aliado dos criminosos colombianos das Farc não se sustentou nem por uma semana, mesmo com revistas semanais “pilhando” o assunto.
Deste episódio insano e ridículo, restaram duas lições. A primeira é que o PT e a cúpula da campanha de Dilma Rousseff estão demorando a reagir a esse lixo político despejado pelos desqualificados da camarilha PSDB-DEM – eu esperava muito mais dos petistas na resposta a essa insanidade.
A segunda coisa é que ficou claro que, por mais baixaria que a campanha venha a envolver, todo cuidado é pouco nas hostes petistas. A distância das Farc tem de ser de anos-luz, assim como de qualquer tipo de encrenca.
Quanto mais longe de Morales e Chávez da vida, melhor. Não agregam votos, mas são capazes de afugentá-los.
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E por falar em insanidades, o novo “Estatuto do Torcedor” nasce morto e enterrado, como as torcidas organizadas de Palmeiras e Corinthians trataram de mostrar no último final de semana.
Proibir xingamentos a juízes e adversários e só uma das bobagens contidas no texto, sem falar na proibição dos “cânticos ofensivos”.
A lei já existe, sempre existiu, é só cumpri-la. Que os vândalos e bandidos seja presos, encarcerados e processados, e que a polícia não tenha dó de espancá-los quando for preciso, nos casos de batalhas campais dentro e fora dos estádios. O resto é firula.
O novo texto é mais uma desmoralização do governo e do poder estatal.
quinta-feira, agosto 12, 2010
Por que perder é uma tragédia?
O Brasil é um país pitoresco em diversos aspectos. Seu povo, por exemplo, não aceita derrotas esportivas. Perder em Copa do Mundo vira sempre uma tragédia – para nós, é simplesmente inaceitável que não ganhemos TODAS as Copas, com um futebol no mínimo tão bom quando o de Pelé.
Não interessa que o futebol, o mais popular de todos os esportes, seja também o mais equilibrado e o mais diversificado, aquele onde o erro muitas vezes é acerto e que partidas sejam decididas por decisões de árbitros (leia-se erros).
E daí que o Brasil seja o maior vencedor de todos neste difícil e competitivo esporte?
Desde quando perder no futebol é tragédia? Desde quando perder é motivo para execração pública? Desde quando perder Copa Libertadores é motivo para bater em jogadores e técnicos, quebrar sedes de clubes?
O brasileiro decidiu copiar o que de pior a cultura norte-americana produziu, a competição acima de tudo, a divisão nojenta do mundo entre perdedores e ganhadores.
Pena que esse “rigor” não seja aplicado na vida cotidiana, na escolha dos políticos e na fiscalização das administrações públicas.
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
O time de futebol mais subversivo do mundo voltou ao mundos dos vivos. Após anos amargando as divisões inferiores, o St. Pauli, de Hamburgo, está de volta à primeira divisão do Campeonato Alemão.
O time é pequeno e curioso. Não passa de uma mistura de Portuguesa e Juventus, mas tem uma história divertida, assim como sua torcida. O presidente é um artista transformista, que hora se diz homossexual, depois muda e diz que é bissexual para depois negar tudo.
Localizado na região de St. Pauli, na zona portuária de Hamburgo, sempre teve a simpatia dos intelectuais do norte alemão por sua aura de clube liberal e pela postura libertária de suas várias diretorias. É o queridinho da esquerda alemã desde os anos 60 e foi adotado por políticos liberais e artistas modernosos.
Um dos slogans da torcida é “liberdade, tolerância e democracia” acima de tudo. Seus torcedores e diretores conseguiram banir os execráveis neonazistas de suas arquibancadas (o Millerntor Stadium) e o time entra em campo ao som ensurdecedor de “Hells Bells”, hino da banda australiana AC/DC e clássico máximo do rock. Deve ser divertido assistir a uma partida do time.
O Brasil é um país pitoresco em diversos aspectos. Seu povo, por exemplo, não aceita derrotas esportivas. Perder em Copa do Mundo vira sempre uma tragédia – para nós, é simplesmente inaceitável que não ganhemos TODAS as Copas, com um futebol no mínimo tão bom quando o de Pelé.
Não interessa que o futebol, o mais popular de todos os esportes, seja também o mais equilibrado e o mais diversificado, aquele onde o erro muitas vezes é acerto e que partidas sejam decididas por decisões de árbitros (leia-se erros).
E daí que o Brasil seja o maior vencedor de todos neste difícil e competitivo esporte?
Desde quando perder no futebol é tragédia? Desde quando perder é motivo para execração pública? Desde quando perder Copa Libertadores é motivo para bater em jogadores e técnicos, quebrar sedes de clubes?
O brasileiro decidiu copiar o que de pior a cultura norte-americana produziu, a competição acima de tudo, a divisão nojenta do mundo entre perdedores e ganhadores.
Pena que esse “rigor” não seja aplicado na vida cotidiana, na escolha dos políticos e na fiscalização das administrações públicas.
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O time de futebol mais subversivo do mundo voltou ao mundos dos vivos. Após anos amargando as divisões inferiores, o St. Pauli, de Hamburgo, está de volta à primeira divisão do Campeonato Alemão.
O time é pequeno e curioso. Não passa de uma mistura de Portuguesa e Juventus, mas tem uma história divertida, assim como sua torcida. O presidente é um artista transformista, que hora se diz homossexual, depois muda e diz que é bissexual para depois negar tudo.
Localizado na região de St. Pauli, na zona portuária de Hamburgo, sempre teve a simpatia dos intelectuais do norte alemão por sua aura de clube liberal e pela postura libertária de suas várias diretorias. É o queridinho da esquerda alemã desde os anos 60 e foi adotado por políticos liberais e artistas modernosos.
Um dos slogans da torcida é “liberdade, tolerância e democracia” acima de tudo. Seus torcedores e diretores conseguiram banir os execráveis neonazistas de suas arquibancadas (o Millerntor Stadium) e o time entra em campo ao som ensurdecedor de “Hells Bells”, hino da banda australiana AC/DC e clássico máximo do rock. Deve ser divertido assistir a uma partida do time.
terça-feira, agosto 10, 2010
Sem segurança e com censura
Se havia alguma dúvida sobre a falência do governo tucano em São Paulo, os ataques à Rota, um dos batalhões de elite da Polícia Militar e o mais temido, trataram de dissolver qualquer que existisse.
São 24 anos de farsa administrativa e omissão criminosa por parte do consórcio PMDB-PSDB. A educação é uma piada e o Estado está ausente tanto em infraestrutura como na segurança pública.
O crime organizado sente-se à vontade para bravatear e ameaçar o aparato de segurança estatal, acuado dentro de seus quartéis e vítima do populismo e demagogia dos seres execráveis que ocupam a administração pública nas esferas estadual e municipal.
Só que o pianista incompetente que ocupa o Palácio dos Bandeirantes acha que está tudo bem. Será que essa é a opinião do coronel Paulo Telhada, o comandante da Rota?
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
E o que dizer então das várias associações empresariais e entidades sindicais que recomendam aos seus motoristas de caminhão que evitem o trecho sul do Rodoanel Mário Covas? O motivo? Falta de segurança.
Quadrilhas especializadas em roubos de carga, muitas vezes com a devida cobertura de policiais corruptos, agem de ser incomodadas naquele trecho de 80 quilômetros sem iluminação e praticamente deserto, no meio da mata que compõe o começo da Serra do Mar, em alguns trechos.
Não bastasse isso, em quase todo o trecho o sinal de telefone celular falha, seja qual for a operadora. Não é uma beleza esse governo tucano pífio?
Gasta-se zilhões em uma obra que deverá ficar ociosa por conta da falta de segurança e infraestrutura mínima que dê segurança aos motoristas.
E as operadoras de telefonia celular, com seu serviço imundo realizado no Estado de São Paulo? Alguém vê alguma autoridade cobrando solução para as zonas de sombra no rodoanel?
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
A censura ao jornal Estado de S. Paulo completa um ano. O jornal e portal e o Estadão.com.br foram proibidos de publicar notícias sobre as apurações da Operação Boi Barrica, conduzida pela Polícia Federal.
O pedido de censura foi feito a pedido de Fernando Sarney, filho de José Sarney, senador do PMDB-AP envolvido em denúncias de nepotismo, atos secretos e desvio de verbas.
Fernando Sarney desistiu da ação, mas o Grupo Estado não acatou a desistência e prefere que a Justiça julgue o mérito da questão. Há seis meses a empresa aguarda a Justiça se pronunciar.
Esse caso é polêmico, pois fere a liberdade de imprensa e o direito à informação. Mas parece que ninguém se importa na sociedade brasileira. Nunca a liberdade de opinião e de expressão esteve tão em baixa.
Por isso não é de se espantar que seres deploráveis que sentem saudades do Muro de Berlim tentem, de vez em quando, tentar tolher ainda mais essas liberdades com propostas abjetas, seja no Congresso, seja nos programas de governo de candidatos a presidente ou até mesmo dentro do governo federal.
Não só falta educação à sociedade brasileira. Falta discernimento, bom senso e atitude. Mas como cobrar isso de um eleitorado que continua votando em mensaleiros, em construtores de castelos e criminosos dos mais variados quilates?
Se havia alguma dúvida sobre a falência do governo tucano em São Paulo, os ataques à Rota, um dos batalhões de elite da Polícia Militar e o mais temido, trataram de dissolver qualquer que existisse.
São 24 anos de farsa administrativa e omissão criminosa por parte do consórcio PMDB-PSDB. A educação é uma piada e o Estado está ausente tanto em infraestrutura como na segurança pública.
O crime organizado sente-se à vontade para bravatear e ameaçar o aparato de segurança estatal, acuado dentro de seus quartéis e vítima do populismo e demagogia dos seres execráveis que ocupam a administração pública nas esferas estadual e municipal.
Só que o pianista incompetente que ocupa o Palácio dos Bandeirantes acha que está tudo bem. Será que essa é a opinião do coronel Paulo Telhada, o comandante da Rota?
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E o que dizer então das várias associações empresariais e entidades sindicais que recomendam aos seus motoristas de caminhão que evitem o trecho sul do Rodoanel Mário Covas? O motivo? Falta de segurança.
Quadrilhas especializadas em roubos de carga, muitas vezes com a devida cobertura de policiais corruptos, agem de ser incomodadas naquele trecho de 80 quilômetros sem iluminação e praticamente deserto, no meio da mata que compõe o começo da Serra do Mar, em alguns trechos.
Não bastasse isso, em quase todo o trecho o sinal de telefone celular falha, seja qual for a operadora. Não é uma beleza esse governo tucano pífio?
Gasta-se zilhões em uma obra que deverá ficar ociosa por conta da falta de segurança e infraestrutura mínima que dê segurança aos motoristas.
E as operadoras de telefonia celular, com seu serviço imundo realizado no Estado de São Paulo? Alguém vê alguma autoridade cobrando solução para as zonas de sombra no rodoanel?
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A censura ao jornal Estado de S. Paulo completa um ano. O jornal e portal e o Estadão.com.br foram proibidos de publicar notícias sobre as apurações da Operação Boi Barrica, conduzida pela Polícia Federal.
O pedido de censura foi feito a pedido de Fernando Sarney, filho de José Sarney, senador do PMDB-AP envolvido em denúncias de nepotismo, atos secretos e desvio de verbas.
Fernando Sarney desistiu da ação, mas o Grupo Estado não acatou a desistência e prefere que a Justiça julgue o mérito da questão. Há seis meses a empresa aguarda a Justiça se pronunciar.
Esse caso é polêmico, pois fere a liberdade de imprensa e o direito à informação. Mas parece que ninguém se importa na sociedade brasileira. Nunca a liberdade de opinião e de expressão esteve tão em baixa.
Por isso não é de se espantar que seres deploráveis que sentem saudades do Muro de Berlim tentem, de vez em quando, tentar tolher ainda mais essas liberdades com propostas abjetas, seja no Congresso, seja nos programas de governo de candidatos a presidente ou até mesmo dentro do governo federal.
Não só falta educação à sociedade brasileira. Falta discernimento, bom senso e atitude. Mas como cobrar isso de um eleitorado que continua votando em mensaleiros, em construtores de castelos e criminosos dos mais variados quilates?
Retratos do fracasso de um povo
A omissão criminosa do Estado em relação à educação é deliberada? Para o presidente do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral), Nametala Jorge, se não for isso, é quase.
Em diversas entrevistas a emissoras de rádio cariocas e a revistas semanais (Veja e Época), o juiz não mede palavras ao criticar o baixo nível do eleitorado brasileiro, que, aliado à ausência do Estado em locais pobres, condenam o país a viver como uma eterna república de bananas (grifo meu, já que a expressão dele é mais amena).
O brasileiro não sabe votar? Sabe, mas deliberadamente vota errado, vota no pior, vota nos sacanas e nos safados.
Se nas favelas cariocas o voto é dado aos indicados por criminosos por medo, em outros lugares o voto concedido a mensaleiros, corruptos, bandidos e enrolados na Justiça é consciente - mas não menos desprovido de inteligência e connhecimento.
Esse voto sem qualidade é dado por único exclusivo interesse pessoal, pela vã promessa de uma vantagenzinha, um empreguinho ou um bico qualquer. Isso não é falta de educação?
O presidente do TRE_RJ acha que é. E eu também acho. Só isso justifica que alguém vote ou pense em votar em seres nocivos como José Serra e Geraldo Alckmin.
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Outra prova de que o povo brasileiro tem baixo nível educacional é uma pesquisa realizada pelo Datafolha sobre a qualidade do trabalho do técnico Dunga nos seus quatro anos à frente da seleção brasileira.
Em 1º de julho de 2010, duas semanas antes da estreia brasileira na Copa do Mundo da África do Sul, a aprovação de Dunga era de 69%. Em 22 de julho, 50 dias depois e duas semanas após a eliminação contra a Holanda, o índice de aprovação caiu para 29%.
Antes da Copa, apenas 3% achavam que o trabalho tinha sido ruim ou péssimo, número que saltou para 36% após a Copa. Como pode isso? Apenas uma derrota foi suficiente para que se criasse tal fosso?
O brasileiro é um povo que não pode ser levado a sério. Ou o Estado investe pesadamente em educação, ou jamais o Brasil deixará o terceiro mundo.
A omissão criminosa do Estado em relação à educação é deliberada? Para o presidente do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral), Nametala Jorge, se não for isso, é quase.
Em diversas entrevistas a emissoras de rádio cariocas e a revistas semanais (Veja e Época), o juiz não mede palavras ao criticar o baixo nível do eleitorado brasileiro, que, aliado à ausência do Estado em locais pobres, condenam o país a viver como uma eterna república de bananas (grifo meu, já que a expressão dele é mais amena).
O brasileiro não sabe votar? Sabe, mas deliberadamente vota errado, vota no pior, vota nos sacanas e nos safados.
Se nas favelas cariocas o voto é dado aos indicados por criminosos por medo, em outros lugares o voto concedido a mensaleiros, corruptos, bandidos e enrolados na Justiça é consciente - mas não menos desprovido de inteligência e connhecimento.
Esse voto sem qualidade é dado por único exclusivo interesse pessoal, pela vã promessa de uma vantagenzinha, um empreguinho ou um bico qualquer. Isso não é falta de educação?
O presidente do TRE_RJ acha que é. E eu também acho. Só isso justifica que alguém vote ou pense em votar em seres nocivos como José Serra e Geraldo Alckmin.
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Outra prova de que o povo brasileiro tem baixo nível educacional é uma pesquisa realizada pelo Datafolha sobre a qualidade do trabalho do técnico Dunga nos seus quatro anos à frente da seleção brasileira.
Em 1º de julho de 2010, duas semanas antes da estreia brasileira na Copa do Mundo da África do Sul, a aprovação de Dunga era de 69%. Em 22 de julho, 50 dias depois e duas semanas após a eliminação contra a Holanda, o índice de aprovação caiu para 29%.
Antes da Copa, apenas 3% achavam que o trabalho tinha sido ruim ou péssimo, número que saltou para 36% após a Copa. Como pode isso? Apenas uma derrota foi suficiente para que se criasse tal fosso?
O brasileiro é um povo que não pode ser levado a sério. Ou o Estado investe pesadamente em educação, ou jamais o Brasil deixará o terceiro mundo.
sábado, julho 31, 2010
Exército de incapazes e a estatização da Copa
Os resultados recém-divulgados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) comprovam ano a ano que o Brasil é um país sem futuro, por mais que o bom momento da economia do presente nos dê algum conforto. Cerca de 90% das piores escolas são estaduais ou municipais. Das 20 melhores, apenas duas são públicas.
A escola pública simplesmente não existe. É incapaz de dar o mínimo de base educacional para crianças e adolescentes. A desqualificação dos professores não é a origem, mas apenas um sintoma de uma política criminosa e indecente de sucateamento das escolas.
Observando por outro lado, essa mesma política está sendo muito eficiente na criação de uma futura mão-de-obra incapaz, incompetente e ineficiente. E tem gente que ainda tenta comparar o Brasil com a China…
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
O intervencionismo estatal ganha força nestes tempos de Brasil do crescimento chinês, mesmo que isso tenha sido apenas um suspiro trimestral.
Primeiro li aqui neste ABCD Maior sugestão do professor Luiz Roberto Alves clamando a estatização da Copa do Mundo de 2014 - como se o governo federal não tivesse mais nada para se preocupar, como se o Brasil fosse bem resolvido como a Alemanha ou a Suécia.
Logo em seguida vejo nesta segunda-feira que o presidente Lula vociferou contra os governos estadual e municipal de São Paulo por conta dos entraves que ainda existem na escolha do estádio que abrigará os jogos do evento.
Sem o menor pudor, Lula afirma que o governo federal poderá intervir em São Paulo para que a cidade tenha jogos da Copa. Ou seja, joga no lixo o federalismo e a própria Constituição.
Enquanto isso os aeroportos continuam sobrecarregados e sem a menor perspectiva de que os gargalos sejam resolvidos. Não há plano de ação, não há projeto.
Enquanto todo mundo pula de alegria com o lançamento de um mero edital de uma obra faraônica, o tal do trem-bala, as estradas de todo o país esfarelam e desaparecem. E ainda querem fazer Copa do Mundo em um país sem estradas.
Os governos estadual e municipal de São Paulo, por seu turno, resolveram entrar em uma disputa política perdida ao tentar peitar a Fifa e a CBF bancando o estádio do Morumbi.
Que a incompetência é a marca registrada de tucanos e demos é sabido desde sempre, mas burrice não era uma característica desse “agrupamento político.”
O Morumbi está fora e isso já está decidido. A questão é que falta competência para elaborar um projeto minimamente consistente. Se a maior cidade do País tem dificuldades para se tornar sede de jogos da Copa, imagine o resto.
Não bastasse isso, os tucanos e demos passam pelo vexame de serem cobrados publicamente pelo presidente da República e de serem “ameaçados” por uma intervenção federal no comitê paulista.
A Copa de 2014 está cada vez mais perto da Inglaterra.
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
E continuam as tentativas cada vez mais escusas e patéticas de certos grupos políticos de tentar, de alguma forma, controlar a imprensa, seja qual for o eufemismo sorrateiramente incluído em qualquer documento.
Em pleno século XXI, a veia autoritária e totalitária de alguns ressurge do limbo para assombrar as sociedades democráticas. Ainda bem que isso não é sério e é passageiro.
Os resultados recém-divulgados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) comprovam ano a ano que o Brasil é um país sem futuro, por mais que o bom momento da economia do presente nos dê algum conforto. Cerca de 90% das piores escolas são estaduais ou municipais. Das 20 melhores, apenas duas são públicas.
A escola pública simplesmente não existe. É incapaz de dar o mínimo de base educacional para crianças e adolescentes. A desqualificação dos professores não é a origem, mas apenas um sintoma de uma política criminosa e indecente de sucateamento das escolas.
Observando por outro lado, essa mesma política está sendo muito eficiente na criação de uma futura mão-de-obra incapaz, incompetente e ineficiente. E tem gente que ainda tenta comparar o Brasil com a China…
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O intervencionismo estatal ganha força nestes tempos de Brasil do crescimento chinês, mesmo que isso tenha sido apenas um suspiro trimestral.
Primeiro li aqui neste ABCD Maior sugestão do professor Luiz Roberto Alves clamando a estatização da Copa do Mundo de 2014 - como se o governo federal não tivesse mais nada para se preocupar, como se o Brasil fosse bem resolvido como a Alemanha ou a Suécia.
Logo em seguida vejo nesta segunda-feira que o presidente Lula vociferou contra os governos estadual e municipal de São Paulo por conta dos entraves que ainda existem na escolha do estádio que abrigará os jogos do evento.
Sem o menor pudor, Lula afirma que o governo federal poderá intervir em São Paulo para que a cidade tenha jogos da Copa. Ou seja, joga no lixo o federalismo e a própria Constituição.
Enquanto isso os aeroportos continuam sobrecarregados e sem a menor perspectiva de que os gargalos sejam resolvidos. Não há plano de ação, não há projeto.
Enquanto todo mundo pula de alegria com o lançamento de um mero edital de uma obra faraônica, o tal do trem-bala, as estradas de todo o país esfarelam e desaparecem. E ainda querem fazer Copa do Mundo em um país sem estradas.
Os governos estadual e municipal de São Paulo, por seu turno, resolveram entrar em uma disputa política perdida ao tentar peitar a Fifa e a CBF bancando o estádio do Morumbi.
Que a incompetência é a marca registrada de tucanos e demos é sabido desde sempre, mas burrice não era uma característica desse “agrupamento político.”
O Morumbi está fora e isso já está decidido. A questão é que falta competência para elaborar um projeto minimamente consistente. Se a maior cidade do País tem dificuldades para se tornar sede de jogos da Copa, imagine o resto.
Não bastasse isso, os tucanos e demos passam pelo vexame de serem cobrados publicamente pelo presidente da República e de serem “ameaçados” por uma intervenção federal no comitê paulista.
A Copa de 2014 está cada vez mais perto da Inglaterra.
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E continuam as tentativas cada vez mais escusas e patéticas de certos grupos políticos de tentar, de alguma forma, controlar a imprensa, seja qual for o eufemismo sorrateiramente incluído em qualquer documento.
Em pleno século XXI, a veia autoritária e totalitária de alguns ressurge do limbo para assombrar as sociedades democráticas. Ainda bem que isso não é sério e é passageiro.
quarta-feira, julho 28, 2010
O fracasso de um povo explícito nas paredes
Vários veículos divulgaram na semana passada, com maior ou menor grau, com mais ou menos espaço, a existência de um documentário chamado “Pixo”, dos diretores João Wainer e João T. Oliveira, que são irmãos.
Wainer é neto de Danuza Leão e do jornalista Samuel Wainer. Ex-fotógrafo da Folha de S. Paulo, é um profissonal da imagem com grande sensibilidade e apuro estético, sem falar no olhar jornalístico.
Seu documentário retrata aquele que considero o maior fracassado do povo e da sociedade brasileira: a educação que praticamente não existe nste país.
O roteiro até é simplório e basicamente mostra em pílulas um pouco da trajetória de William, um garoto de periferia de 18 anos, casado e com um filho, que, apesar de dizer fez até a 8ª série, na verdade é analfabeto.
Ele realmente chegou até a 8ª série do ensimo médio, mas é incapaz de ler a frase “um novo nome” pichada em uma parede de Osasco, onde mora.
A imagem é chocante. William tenta, mas não consegue ler. “Uma… renova…” Ele para e desiste.
A reprodução literal do diálogo, digamos assim, foi publicada pelo jornalista Fernando Barros e Silva em sua coluna na Folha de S. Paulo. ”
“Letra de fôrma, né, mano. Mas eu não entendo, truta. Passei oito anos na escola, tipo oitava série, e tipo nessas aí eu não entendo. Eu só consigo ler ‘pixo’. Agora essa letra aí eu não entendo. Sou meio analfabeto, mas pichação dá para entender.”
Mais do que qualquer governo, nós todos fracassamos. A sociedade atual legou o fracasso e o analfabetismo para as próximas gerações. Na verdade, desde os anos 70 o Brasil condena sua juventude à ignorância.
Mas nunca essa situação ficou tão explícita como no documentário “Pixo”. A fita é um exemplo eloquente, acabado e cru da ytragédia educacional brasileira e do atraso monstruoso que afeta o Brasil. É um retrato fiel da falta de perspectiva, qualquer uma, da nossa noção.
Fracassamos rendondamente na vida e na construção de um futuro. Com toda a Justiça seremos condenados à apodrecer na lata de lixo da história. Parabéns para todos nós.
Vários veículos divulgaram na semana passada, com maior ou menor grau, com mais ou menos espaço, a existência de um documentário chamado “Pixo”, dos diretores João Wainer e João T. Oliveira, que são irmãos.
Wainer é neto de Danuza Leão e do jornalista Samuel Wainer. Ex-fotógrafo da Folha de S. Paulo, é um profissonal da imagem com grande sensibilidade e apuro estético, sem falar no olhar jornalístico.
Seu documentário retrata aquele que considero o maior fracassado do povo e da sociedade brasileira: a educação que praticamente não existe nste país.
O roteiro até é simplório e basicamente mostra em pílulas um pouco da trajetória de William, um garoto de periferia de 18 anos, casado e com um filho, que, apesar de dizer fez até a 8ª série, na verdade é analfabeto.
Ele realmente chegou até a 8ª série do ensimo médio, mas é incapaz de ler a frase “um novo nome” pichada em uma parede de Osasco, onde mora.
A imagem é chocante. William tenta, mas não consegue ler. “Uma… renova…” Ele para e desiste.
A reprodução literal do diálogo, digamos assim, foi publicada pelo jornalista Fernando Barros e Silva em sua coluna na Folha de S. Paulo. ”
“Letra de fôrma, né, mano. Mas eu não entendo, truta. Passei oito anos na escola, tipo oitava série, e tipo nessas aí eu não entendo. Eu só consigo ler ‘pixo’. Agora essa letra aí eu não entendo. Sou meio analfabeto, mas pichação dá para entender.”
Mais do que qualquer governo, nós todos fracassamos. A sociedade atual legou o fracasso e o analfabetismo para as próximas gerações. Na verdade, desde os anos 70 o Brasil condena sua juventude à ignorância.
Mas nunca essa situação ficou tão explícita como no documentário “Pixo”. A fita é um exemplo eloquente, acabado e cru da ytragédia educacional brasileira e do atraso monstruoso que afeta o Brasil. É um retrato fiel da falta de perspectiva, qualquer uma, da nossa noção.
Fracassamos rendondamente na vida e na construção de um futuro. Com toda a Justiça seremos condenados à apodrecer na lata de lixo da história. Parabéns para todos nós.
segunda-feira, julho 26, 2010
Copa de 2014 na Inglaterra? Tomara
A Copa de 2014 começará no dia 10 de junho, com a anfitriã, a Inglaterra, enfrentando a Austrália no está de Wembley cada vez mais moderno e tecnológico. O Brasil, depois de penar nas eliminatórias, jogará no moderníssimo Warthouse Stadium, a moderníssima arena que substituiu Anfield Road, casa do Liverpool.
O cenário poderá ter algumas mudanças de personagens, mas não será muito diferente, já que o plano B da Fifa para a próxima Copa do Mundo já está pronto e com certeza será implementado.
As informações a respeito dos “progressos” da organização da Copa de 2014 no Brasil, não deixam dúvidas, segundo preocupante reportagem de Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo, publicada na última terça-feira.
Segundo os dirigentes da Fifa, “falta tudo” em relação a obras e garantias. O governo brasileiro nada fez e os governos estaduais muito menos, assim como o comitê organizador brasileiro – se é que ele existe.
O texto informa que o Tribunal de Contas da União (TCU) vê riscos enormes de descumprimento de prazos e que as obras brasileiras estão “impressionantemente atrasadas”.
Não bastasse isso, nos bastidores, dirigentes da Fifa dizem que “o evento no Brasil está se mostrando muitas vezes mais problemático e preocupante do que o africano, que teve problemas”.
Chade é correspondente do Estadão na Suíça e cobriu a Copa na África do Sul. Entra na sede da Fifa, em Zurique, sem ser anunciado e é cumprimentado por todos. Sabe muito bem o que escreve.
Já era uma tragédia anunciada a tal da Copa 2014, que agora virou bordão e moda na TV Globo, como se fosse a coisa mais importante de todos os tempos. A leniência, a desfaçatez, a incompetência e a corrupção estão dando a tônica de como será nos próximos meses discussão sobre essa questão.
De forma irresponsável, o país embarcou no insano projeto privado de meia dúzia de dirigentes brasileiros da pior espécie. Serão despesas bilionárias deixadas de forma deliberada pelo tal comitê. E ainda assim perderá a Copa.
É imperativo que o Brasil passe pelo supremo vexame de perder a Copa por incompetência e corrupção. Seria uma pequena esperança de que talvez algo mudasse em nosso país.
A Copa de 2014 começará no dia 10 de junho, com a anfitriã, a Inglaterra, enfrentando a Austrália no está de Wembley cada vez mais moderno e tecnológico. O Brasil, depois de penar nas eliminatórias, jogará no moderníssimo Warthouse Stadium, a moderníssima arena que substituiu Anfield Road, casa do Liverpool.
O cenário poderá ter algumas mudanças de personagens, mas não será muito diferente, já que o plano B da Fifa para a próxima Copa do Mundo já está pronto e com certeza será implementado.
As informações a respeito dos “progressos” da organização da Copa de 2014 no Brasil, não deixam dúvidas, segundo preocupante reportagem de Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo, publicada na última terça-feira.
Segundo os dirigentes da Fifa, “falta tudo” em relação a obras e garantias. O governo brasileiro nada fez e os governos estaduais muito menos, assim como o comitê organizador brasileiro – se é que ele existe.
O texto informa que o Tribunal de Contas da União (TCU) vê riscos enormes de descumprimento de prazos e que as obras brasileiras estão “impressionantemente atrasadas”.
Não bastasse isso, nos bastidores, dirigentes da Fifa dizem que “o evento no Brasil está se mostrando muitas vezes mais problemático e preocupante do que o africano, que teve problemas”.
Chade é correspondente do Estadão na Suíça e cobriu a Copa na África do Sul. Entra na sede da Fifa, em Zurique, sem ser anunciado e é cumprimentado por todos. Sabe muito bem o que escreve.
Já era uma tragédia anunciada a tal da Copa 2014, que agora virou bordão e moda na TV Globo, como se fosse a coisa mais importante de todos os tempos. A leniência, a desfaçatez, a incompetência e a corrupção estão dando a tônica de como será nos próximos meses discussão sobre essa questão.
De forma irresponsável, o país embarcou no insano projeto privado de meia dúzia de dirigentes brasileiros da pior espécie. Serão despesas bilionárias deixadas de forma deliberada pelo tal comitê. E ainda assim perderá a Copa.
É imperativo que o Brasil passe pelo supremo vexame de perder a Copa por incompetência e corrupção. Seria uma pequena esperança de que talvez algo mudasse em nosso país.
sábado, julho 24, 2010
Rock’n Roll All Day
O Dia Internacional de Rock, hojem 13 de julho, começou bem. Chuvam, trânsito caótico, centros de São Bernardo e Santo André intransitábeis pela manhã, eis que a rádio Kiss FM(102,1 MHZ), a única dedicada ao gênero na Grande São Paulo, mandou uma sequência matadora para aliviar a irritação:
- “Never Before” - Deep Purple
- “Sympton of the Universe”, - Black Sabbath
- “Salisbury, Uriah Heep
- “The Rover”, Led Zeppelin
- “Won’t Get Fooled Again”, The Who
- “Soul Survidor”, Roling Stones
- “Maybe I’m Amazed”, The Faces
O humor ficou bem melhor. Em minha lembrança pessoal, minha singela homenagem à data com alguns vídeos interessantes do YouTube do que de melhor se fez até agora em 2010 no rock:
Dream Theater - “Wither” - http://www.youtube.com/watch?v=-boKk8uhmcY
Gov’t Mule - “Broke Down on the Brazos” - http://www.youtube.com/watch?v=ofwJw64ohWA
Joe Bonamassa - “Mountai Time” - http://www.youtube.com/watch?v=YemxMvCGFb8&feature=related
Jeff Beck e Joss Stone - “People Get Ready” - http://www.youtube.com/watch?v=P7ECdYboOVA
Grand Funk Railroad - “Closer to Home” - http://www.youtube.com/watch?v=fyF5J7au1jE
Uriah Heep - “The Wizard” - http://www.youtube.com/watch?v=u0iuaxvkXv4&feature=related
Jorn Lande - “Song from Ronnie James” - http://www.youtube.com/watch?v=dEtyaC6ltQg
Ronnie James Dio - “All the Fools Sailes Away” - http://www.youtube.com/watch?v=K8AkUtGgLVA
The Who - “Old Red Wine” - http://www.youtube.com/watch?v=5lf_VxfZZ_Y&feature=related
O Dia Internacional de Rock, hojem 13 de julho, começou bem. Chuvam, trânsito caótico, centros de São Bernardo e Santo André intransitábeis pela manhã, eis que a rádio Kiss FM(102,1 MHZ), a única dedicada ao gênero na Grande São Paulo, mandou uma sequência matadora para aliviar a irritação:
- “Never Before” - Deep Purple
- “Sympton of the Universe”, - Black Sabbath
- “Salisbury, Uriah Heep
- “The Rover”, Led Zeppelin
- “Won’t Get Fooled Again”, The Who
- “Soul Survidor”, Roling Stones
- “Maybe I’m Amazed”, The Faces
O humor ficou bem melhor. Em minha lembrança pessoal, minha singela homenagem à data com alguns vídeos interessantes do YouTube do que de melhor se fez até agora em 2010 no rock:
Dream Theater - “Wither” - http://www.youtube.com/watch?v=-boKk8uhmcY
Gov’t Mule - “Broke Down on the Brazos” - http://www.youtube.com/watch?v=ofwJw64ohWA
Joe Bonamassa - “Mountai Time” - http://www.youtube.com/watch?v=YemxMvCGFb8&feature=related
Jeff Beck e Joss Stone - “People Get Ready” - http://www.youtube.com/watch?v=P7ECdYboOVA
Grand Funk Railroad - “Closer to Home” - http://www.youtube.com/watch?v=fyF5J7au1jE
Uriah Heep - “The Wizard” - http://www.youtube.com/watch?v=u0iuaxvkXv4&feature=related
Jorn Lande - “Song from Ronnie James” - http://www.youtube.com/watch?v=dEtyaC6ltQg
Ronnie James Dio - “All the Fools Sailes Away” - http://www.youtube.com/watch?v=K8AkUtGgLVA
The Who - “Old Red Wine” - http://www.youtube.com/watch?v=5lf_VxfZZ_Y&feature=related
quinta-feira, julho 22, 2010
Tempos de nostalgia
Nostalgia é um termo que normalmente remete a lembranças positivas. E lembranças positivas geralmente provocam sensação de bem-estar. Nostalgia faz bem, portanto.
Alguns nostálgicos adoram relembrar os tempos em que a música caipira era sinônimo de qualidade e pureza cultural, e não um pastiche colonizado do pior que a música country norte-americana produziu.
Outros adoram ressaltar as duvidosas qualidades musicais de ícones hippies do rock, como The Doors, Grateful Dead, Jefferson Airplane, Flying Burrito Brothers e outras coisas uns semelhantes da virada dos anos 60-70, em detrimento da música de qualidade de Led Zeppelin, The Who, Pink Floyd, The Kinks, Black Sabbath, Deep Purple, Yes e muitos outros.
Claro, há ainda aqueles que não cansam de choramingar como era bom ver jogos do Santos de Pelé no Pacaembu, do Palmeiras de Ademir da Guia e da Academia no Parque Antártica, do São Paulo de Gérson no Morumbi, do Corinthians de Rivellino, do Cruzeiro de Tostão e Dirceu Lopes…
E por incrível que pareça, ainda tem gente que gosta de lembrar como era bom o tempo em que existia o milagre econômico dos anos 70, de como era boa a vida no Brasil comandado com “autoridade” pelos militares, mesmo que fosse numa abjeta ditadura.
Nostalgia é um saco grande e generoso que aceita uma enormidade de conceitos e lembranças. E por mais esquisito que pareça, ainda há aqueles nostálgicos que gostam do tempo em que frequentavam centros acadêmicos infestados de estudantes pouco chegados aos livros e aos estudos, mas muito mais interessados em bordões de protesto ouvidos pela metade ou lidos em alguma orelha de livro ruim.
Esse pessoal leu pouco - na verdade, creio que não leu nada -, mas adora falar em ditadura do proletariado, em apropriação dos meios de produção, em abolição da propriedade privada, em controle da mídia, da imprensa e em restrição das liberdades política, de opinião e expressão, tudo em favor do combate “às elites, à burguesia e em favor do povo”.
É o mesmo pessoal que gosta de eventualmente discursar e reverberar ideias enterradas e sepultadas com a queda do Muro de Berlim. Por mais estranho que pareça, essas ideias ainda causam bem-estar, em alguns, por mais deslocadas que estejam. Que assim seja.
O que não se admite em pleno século XXI é que a nostalgia guie e influencie comportamentos, procedimentos e debates sobre assuntos relevantes na política e na economia - e até mesmo na vida cotidiana.
O PT é um exemplo de adaptação rápida e modernização de discurso após as mudanças de ventos dos últimos 20 anos. Mudou para melhor, tanto em termos práticos e pragmáticos como em conteúdo.
Libertou-se das algemas e das correntes ideológicas do passado e usou o que melhor existe na ideologia socialista e o que de melhor a esquerda produziu em termos de ideias e práticas administrativas para finalmente chegar ao poder no Brasil em 2002 - e fazer um governo incomparavelmente melhor e mais responsável do que qualquer outro anterior.
Portanto, a nostalgia política que resgata lembranças esfumaçadas de alguns conceitos, para a sorte da população brasileira, está restrita a guetos como PSOL, PCO e PSTU, enquanto que a moderna esquerda hoje é representada pelo PT, mesmo com tropeços políticos nos últimos anos.
Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo, e Mário Reali, de Diadema, são representantes dessa modernidade, assim como Elói Pietá, ex-prefeito de Guarulhos, Emídio de Souza, ex-prefeito de Osasco, Aloizio Mercadante, candidato a governador de São Paulo pelo PT, José Eduardo Martins Cardozo, que é deputado federal, e muitos outros.
É uma nova geração de políticos comprometidos com ideais e conteúdos que fazem parte do que há de mais avançado no pensamento político-administrativo atual. É evidente que esse grupo de líderes políticos não tem a menor saudade do Muro de Berlim, ao contrário do que se observa no Itamaraty e em algumas assessorias no Palácio do Planalto.
Para mim, nostalgia é um sentimento que normalmente fica confinado nas primeiras páginas e só. De vez em quando é interessante rever as reprises da final da Copa de 1970, dos jogos do Brasil em 1982 e até mesmo da Copa de 1994.
No começo é nostalgia, mas depois a coisa se enquadra em seu devido lugar, vira mera curiosidade. Em vez de Pelé, Maradona e Zico, hoje temos Kaká, Robinho, Messi, Ozil, Villa, Rooney, Sneijder e Robben. É o que temos e não está ruim.
Quanto ao futebol de várzea, aplico a ele o mesmo conceito que está disseminado em relação ao futsal: é muito melhor praticar do que assistir. Em um campo de várzea, prefiro ficar no boteco tomando cerveja e jogando dominó. É bem mais divertido.
Nostalgia é um termo que normalmente remete a lembranças positivas. E lembranças positivas geralmente provocam sensação de bem-estar. Nostalgia faz bem, portanto.
Alguns nostálgicos adoram relembrar os tempos em que a música caipira era sinônimo de qualidade e pureza cultural, e não um pastiche colonizado do pior que a música country norte-americana produziu.
Outros adoram ressaltar as duvidosas qualidades musicais de ícones hippies do rock, como The Doors, Grateful Dead, Jefferson Airplane, Flying Burrito Brothers e outras coisas uns semelhantes da virada dos anos 60-70, em detrimento da música de qualidade de Led Zeppelin, The Who, Pink Floyd, The Kinks, Black Sabbath, Deep Purple, Yes e muitos outros.
Claro, há ainda aqueles que não cansam de choramingar como era bom ver jogos do Santos de Pelé no Pacaembu, do Palmeiras de Ademir da Guia e da Academia no Parque Antártica, do São Paulo de Gérson no Morumbi, do Corinthians de Rivellino, do Cruzeiro de Tostão e Dirceu Lopes…
E por incrível que pareça, ainda tem gente que gosta de lembrar como era bom o tempo em que existia o milagre econômico dos anos 70, de como era boa a vida no Brasil comandado com “autoridade” pelos militares, mesmo que fosse numa abjeta ditadura.
Nostalgia é um saco grande e generoso que aceita uma enormidade de conceitos e lembranças. E por mais esquisito que pareça, ainda há aqueles nostálgicos que gostam do tempo em que frequentavam centros acadêmicos infestados de estudantes pouco chegados aos livros e aos estudos, mas muito mais interessados em bordões de protesto ouvidos pela metade ou lidos em alguma orelha de livro ruim.
Esse pessoal leu pouco - na verdade, creio que não leu nada -, mas adora falar em ditadura do proletariado, em apropriação dos meios de produção, em abolição da propriedade privada, em controle da mídia, da imprensa e em restrição das liberdades política, de opinião e expressão, tudo em favor do combate “às elites, à burguesia e em favor do povo”.
É o mesmo pessoal que gosta de eventualmente discursar e reverberar ideias enterradas e sepultadas com a queda do Muro de Berlim. Por mais estranho que pareça, essas ideias ainda causam bem-estar, em alguns, por mais deslocadas que estejam. Que assim seja.
O que não se admite em pleno século XXI é que a nostalgia guie e influencie comportamentos, procedimentos e debates sobre assuntos relevantes na política e na economia - e até mesmo na vida cotidiana.
O PT é um exemplo de adaptação rápida e modernização de discurso após as mudanças de ventos dos últimos 20 anos. Mudou para melhor, tanto em termos práticos e pragmáticos como em conteúdo.
Libertou-se das algemas e das correntes ideológicas do passado e usou o que melhor existe na ideologia socialista e o que de melhor a esquerda produziu em termos de ideias e práticas administrativas para finalmente chegar ao poder no Brasil em 2002 - e fazer um governo incomparavelmente melhor e mais responsável do que qualquer outro anterior.
Portanto, a nostalgia política que resgata lembranças esfumaçadas de alguns conceitos, para a sorte da população brasileira, está restrita a guetos como PSOL, PCO e PSTU, enquanto que a moderna esquerda hoje é representada pelo PT, mesmo com tropeços políticos nos últimos anos.
Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo, e Mário Reali, de Diadema, são representantes dessa modernidade, assim como Elói Pietá, ex-prefeito de Guarulhos, Emídio de Souza, ex-prefeito de Osasco, Aloizio Mercadante, candidato a governador de São Paulo pelo PT, José Eduardo Martins Cardozo, que é deputado federal, e muitos outros.
É uma nova geração de políticos comprometidos com ideais e conteúdos que fazem parte do que há de mais avançado no pensamento político-administrativo atual. É evidente que esse grupo de líderes políticos não tem a menor saudade do Muro de Berlim, ao contrário do que se observa no Itamaraty e em algumas assessorias no Palácio do Planalto.
Para mim, nostalgia é um sentimento que normalmente fica confinado nas primeiras páginas e só. De vez em quando é interessante rever as reprises da final da Copa de 1970, dos jogos do Brasil em 1982 e até mesmo da Copa de 1994.
No começo é nostalgia, mas depois a coisa se enquadra em seu devido lugar, vira mera curiosidade. Em vez de Pelé, Maradona e Zico, hoje temos Kaká, Robinho, Messi, Ozil, Villa, Rooney, Sneijder e Robben. É o que temos e não está ruim.
Quanto ao futebol de várzea, aplico a ele o mesmo conceito que está disseminado em relação ao futsal: é muito melhor praticar do que assistir. Em um campo de várzea, prefiro ficar no boteco tomando cerveja e jogando dominó. É bem mais divertido.
segunda-feira, julho 19, 2010
Contas públicas, contas de ninguém
Quem esperava um feriado morno em termos de notícias errou estrondosamente. Além da avalanche de narrações e supostas novidades sobre o caso que envolve o goleiro Bruno, do Flamengo – acusado de mandar matar a ex-amante –, eis que o Congresso Nacional divulga um estudo preocupante, que revela até que ponto chega a irresponsabilidade de parlamentares “bem intencionados” com as contas públicas.
O estudo revela que o rombo na Previdência Social pode aumentar mais com a aprovação da emenda do senador Paulo Paim (PT-RS) que indexa os reajustes dos benefícios previdenciários ao aumento do salário mínimo.
Se a emenda estivesse valendo de 1998 a 2008, o déficit saltaria de R$ 48,5 bilhões – valor próximo ao estimado para este ano – para R$ 117,9 bilhões, aponta estudo do próprio Congresso Nacional.
De acordo com o texto, em 2008 as despesas com os benefícios (urbanos e rurais, sem considerar os assistenciais com idosos e deficientes), que foram de R$ 199,5 bilhões, chegariam à cifra de R$ 269 bilhões.
Os dados são do estudo “Salário mínimo e reajustes dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social- RGPS”, da consultora legislativa Sandra Cristina Filgueiras de Almeida.
Essa emenda é só mais um exemplo do desatino que domina o Congresso Nacional em ano de eleição, a julgar pela grande quantidade de projetos estapafúrdios que elevam absurdamente os gastos do governo central do Brasil, entre eles muitos que determinam reajustes salariais fora da realidade para servidores públicos.
Irresponsabilidade é pouco para qualificar esses “atos legislativos”.
@@@@@@@@@@@@@@
É cada vez mais deprimente os espetáculos em torno de casos policiais que provocam grande comoção pública, como foi o caso Isabela Nardoni e agora o caso que envolve o goleiro Bruno, do Flamengo.
Nada contra a cobertura da mídia, por mais que ela seja exagerada, mesmo que seja possível separar jornalismo, sensacionalismo e espetáculo. Faz parte da vida desde que o mundo é mundo. Quem não quiser ver/ler/ouvir, que mude de canal, desligue o aparelho ou deixe de comprar jornal.
Mas o que realmente incomoda é a malta de inúteis e vagabundos que adora comparecer à frente de delegacias e fóruns para xingar e atirar objetos em viaturas policiais como “protesto” contra os “monstros assassinos”.
E o pior é que pouca providência é tomada pelas autoridades para isolar os locais que abrigam, mesmo que temporariamente, os acusados. Policiais e presos são obrigados a atravessar um mar de gente sem nada para fazer para chegar a algum lugar.
Mas seria esperar muito de uma polícia que não usa a força para desbloquear ruas e vias tomadas por manifestantes. Pancada, só em gente que não merece, como sempre.
@@@@@@@@@@@@@@@
Se alguém tinha dúvidas a respeito do fim cada vez mais próximo daquele que foi o principal jornal do ABCD, é só ler o detalhadíssimo estudo feito pelo jornalista Daniel Lima acerca da “política editorial” do veículo nos últimos seis meses. É nojento saber que tal publicação ainda circula nas bancas das sete cidades. Quem quiser ler o texto de Lima pode clicar aqui .
Quem esperava um feriado morno em termos de notícias errou estrondosamente. Além da avalanche de narrações e supostas novidades sobre o caso que envolve o goleiro Bruno, do Flamengo – acusado de mandar matar a ex-amante –, eis que o Congresso Nacional divulga um estudo preocupante, que revela até que ponto chega a irresponsabilidade de parlamentares “bem intencionados” com as contas públicas.
O estudo revela que o rombo na Previdência Social pode aumentar mais com a aprovação da emenda do senador Paulo Paim (PT-RS) que indexa os reajustes dos benefícios previdenciários ao aumento do salário mínimo.
Se a emenda estivesse valendo de 1998 a 2008, o déficit saltaria de R$ 48,5 bilhões – valor próximo ao estimado para este ano – para R$ 117,9 bilhões, aponta estudo do próprio Congresso Nacional.
De acordo com o texto, em 2008 as despesas com os benefícios (urbanos e rurais, sem considerar os assistenciais com idosos e deficientes), que foram de R$ 199,5 bilhões, chegariam à cifra de R$ 269 bilhões.
Os dados são do estudo “Salário mínimo e reajustes dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social- RGPS”, da consultora legislativa Sandra Cristina Filgueiras de Almeida.
Essa emenda é só mais um exemplo do desatino que domina o Congresso Nacional em ano de eleição, a julgar pela grande quantidade de projetos estapafúrdios que elevam absurdamente os gastos do governo central do Brasil, entre eles muitos que determinam reajustes salariais fora da realidade para servidores públicos.
Irresponsabilidade é pouco para qualificar esses “atos legislativos”.
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É cada vez mais deprimente os espetáculos em torno de casos policiais que provocam grande comoção pública, como foi o caso Isabela Nardoni e agora o caso que envolve o goleiro Bruno, do Flamengo.
Nada contra a cobertura da mídia, por mais que ela seja exagerada, mesmo que seja possível separar jornalismo, sensacionalismo e espetáculo. Faz parte da vida desde que o mundo é mundo. Quem não quiser ver/ler/ouvir, que mude de canal, desligue o aparelho ou deixe de comprar jornal.
Mas o que realmente incomoda é a malta de inúteis e vagabundos que adora comparecer à frente de delegacias e fóruns para xingar e atirar objetos em viaturas policiais como “protesto” contra os “monstros assassinos”.
E o pior é que pouca providência é tomada pelas autoridades para isolar os locais que abrigam, mesmo que temporariamente, os acusados. Policiais e presos são obrigados a atravessar um mar de gente sem nada para fazer para chegar a algum lugar.
Mas seria esperar muito de uma polícia que não usa a força para desbloquear ruas e vias tomadas por manifestantes. Pancada, só em gente que não merece, como sempre.
@@@@@@@@@@@@@@@
Se alguém tinha dúvidas a respeito do fim cada vez mais próximo daquele que foi o principal jornal do ABCD, é só ler o detalhadíssimo estudo feito pelo jornalista Daniel Lima acerca da “política editorial” do veículo nos últimos seis meses. É nojento saber que tal publicação ainda circula nas bancas das sete cidades. Quem quiser ler o texto de Lima pode clicar aqui .
domingo, julho 18, 2010
A glorificação do fracasso
Glorificar o fracasso está em moda faz tempo por essas terras. É a eterna mania de valorizar cada vez mais os perdedores e ficar choramingando um passado remoto - e cada vez mais remoto.
O discursinho é cansativo e carregado de ressentimento, e ficva cada vez mais chato e rancoroso em tempos de Copa do Mundo.
Atinge gente importante, jonalistas respeitados, cronistas esportivos medíocres e gente comum cada vez mais incapaz de ler, interpretar e concluir por seus próprios cérebros.
A praga se reproduz rapidamente, com o louvor insuportável ao chamado futebol bonito - Copa do Mundo ruim é fértil em produzir esse fenômeno. E tome glorificação de fracassados, como as seleções da Hungria de 1954, da Holanda de 1974 e do Brasil de 1982.
Esse tipo de louvor seja necessário para preencher buracos em programações vazias de TV ou dar algum assunto para conversas chatas de bar. Até resistem ao tempo, mas não à realidade.
Desde sempre foi assim, futebol bonito é o que ganha. Jogo bonito, mas derrotado, serve apenas de rodapé nos livros de história. É mero apêndice histórico.
Jogo bonito é reflexo de um saudosismo doentio que refuta a modernidade e a evolução. É a reverência a um tempo romântico onde o futebol era jogado em câmera lenta, em preto e branco e com bola de couro que pesava três quilos.
Glorificar esse tempo romântico e criticar por criticar - ou melhor, apenas reproduzir esse discurso tosco - é fazer apologia do fracasso e ignorar as mudanças que ocorreram nos últimos 30 ou 40 anos.
É o mesmo fenômeno que ainda é verificado em gente que tem saudade do Muro de Berlim e do comunismo. É a apologia do fracasso.
Glorificar o fracasso está em moda faz tempo por essas terras. É a eterna mania de valorizar cada vez mais os perdedores e ficar choramingando um passado remoto - e cada vez mais remoto.
O discursinho é cansativo e carregado de ressentimento, e ficva cada vez mais chato e rancoroso em tempos de Copa do Mundo.
Atinge gente importante, jonalistas respeitados, cronistas esportivos medíocres e gente comum cada vez mais incapaz de ler, interpretar e concluir por seus próprios cérebros.
A praga se reproduz rapidamente, com o louvor insuportável ao chamado futebol bonito - Copa do Mundo ruim é fértil em produzir esse fenômeno. E tome glorificação de fracassados, como as seleções da Hungria de 1954, da Holanda de 1974 e do Brasil de 1982.
Esse tipo de louvor seja necessário para preencher buracos em programações vazias de TV ou dar algum assunto para conversas chatas de bar. Até resistem ao tempo, mas não à realidade.
Desde sempre foi assim, futebol bonito é o que ganha. Jogo bonito, mas derrotado, serve apenas de rodapé nos livros de história. É mero apêndice histórico.
Jogo bonito é reflexo de um saudosismo doentio que refuta a modernidade e a evolução. É a reverência a um tempo romântico onde o futebol era jogado em câmera lenta, em preto e branco e com bola de couro que pesava três quilos.
Glorificar esse tempo romântico e criticar por criticar - ou melhor, apenas reproduzir esse discurso tosco - é fazer apologia do fracasso e ignorar as mudanças que ocorreram nos últimos 30 ou 40 anos.
É o mesmo fenômeno que ainda é verificado em gente que tem saudade do Muro de Berlim e do comunismo. É a apologia do fracasso.
sexta-feira, julho 16, 2010
A força da comunicação, intacta e influente
O mundo das pesquisas é fascinante para quem gosta de investigar e tentar enxergar aquilo que poucos conseguem ou se esforçam. Entretanto, na maioria dos casos as pesquisas servem tão e somente como braços para análises mais amplas, nunca podem ser tomadas pelo todo, sob risco de, mesmo corretas, induzirem a equívocos perigosos.
Entretanto, vejo com alegria e competência a análise de levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Meta, sob encomenda da Secom da Presidência da República, a respeito dos hábitos de comunicação do país.
A televisão é o mais abrangente meio de comunicação do País, visto por 96,6% da população brasileira. Supera, até com certa folga, o rádio, que vem a seguir com 80,3% de estimada presença nacional.
Os jornais atingem 46,1% dos brasileiros (mas apenas 24,7% deles são leitores diários) e as revistas, 34,9% – jogando por terra a falácia dos futuristas e dos detratores de que a imprensa acabou e que a mídia impressa não tem mais relevância.
A internet já é utilizada por 46,1% da população, com média de 16,4 horas semanais de utilização (o lazer é a principal finalidade de acesso para 46,3% dos internautas, enquanto 24,8% a utilizam principalmente para buscar informações, sendo que cerca de 47,7% deles costumam ler jornais, blogs ou notícias pela internet).
A pesquisa foi realizada no final de 2009 e início de 2010 junto a 12 mil pessoas, em 924 pontos amostrais. Mais informações por meio deste atalho – http://migre.me/T7vY.
E esta é para quem adora xingar jornalistas em fóruns desqualificados na internet. Estudo do grupo alemão GfK, uma das maiores empresas de pesquisa do mundo e que há 23 anos atua no Brasil, mostrou que os brasileiros confiam mais nos jornalistas e publicitários em comparação com populações de outros países.
No Brasil, com 76% do índice de confiança dos cidadãos, os jornalistas conquistaram a 6ª posição; na avaliação mundial, os profissionais estão na 11ª colocação, com 41%.
O ranking nacional também foi melhor para os publicitários, que garantiram o 7º lugar, com 71%; internacionalmente, a categoria ficou na 15ª colocação, com 30%.
No cômputo geral, os bombeiros são apontados como os profissionais mais confiáveis, com 98% das menções entre os brasileiros e 94% entre as populações do resto do mundo.
No Brasil, eles são seguidos por carteiros (92%), professores do Ensino Fundamental e Médio (87%), médicos (87%), Exército (84%), organizações de proteção ao meio ambiente (80%) e pesquisadores de mercado (80%). A categoria com pior avaliação é a dos políticos, com 11% do índice de confiança no Brasil e 14% internacionalmente.
O estudo foi realizado no Brasil, em 15 países da Europa, nos EUA, na Colômbia e na Índia. Foram ouvidas 18.800 pessoas (1.000 no Brasil), com idades acima de 18 anos, entre os dias 1º e 29 de março de 2010.
O mundo das pesquisas é fascinante para quem gosta de investigar e tentar enxergar aquilo que poucos conseguem ou se esforçam. Entretanto, na maioria dos casos as pesquisas servem tão e somente como braços para análises mais amplas, nunca podem ser tomadas pelo todo, sob risco de, mesmo corretas, induzirem a equívocos perigosos.
Entretanto, vejo com alegria e competência a análise de levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Meta, sob encomenda da Secom da Presidência da República, a respeito dos hábitos de comunicação do país.
A televisão é o mais abrangente meio de comunicação do País, visto por 96,6% da população brasileira. Supera, até com certa folga, o rádio, que vem a seguir com 80,3% de estimada presença nacional.
Os jornais atingem 46,1% dos brasileiros (mas apenas 24,7% deles são leitores diários) e as revistas, 34,9% – jogando por terra a falácia dos futuristas e dos detratores de que a imprensa acabou e que a mídia impressa não tem mais relevância.
A internet já é utilizada por 46,1% da população, com média de 16,4 horas semanais de utilização (o lazer é a principal finalidade de acesso para 46,3% dos internautas, enquanto 24,8% a utilizam principalmente para buscar informações, sendo que cerca de 47,7% deles costumam ler jornais, blogs ou notícias pela internet).
A pesquisa foi realizada no final de 2009 e início de 2010 junto a 12 mil pessoas, em 924 pontos amostrais. Mais informações por meio deste atalho – http://migre.me/T7vY.
E esta é para quem adora xingar jornalistas em fóruns desqualificados na internet. Estudo do grupo alemão GfK, uma das maiores empresas de pesquisa do mundo e que há 23 anos atua no Brasil, mostrou que os brasileiros confiam mais nos jornalistas e publicitários em comparação com populações de outros países.
No Brasil, com 76% do índice de confiança dos cidadãos, os jornalistas conquistaram a 6ª posição; na avaliação mundial, os profissionais estão na 11ª colocação, com 41%.
O ranking nacional também foi melhor para os publicitários, que garantiram o 7º lugar, com 71%; internacionalmente, a categoria ficou na 15ª colocação, com 30%.
No cômputo geral, os bombeiros são apontados como os profissionais mais confiáveis, com 98% das menções entre os brasileiros e 94% entre as populações do resto do mundo.
No Brasil, eles são seguidos por carteiros (92%), professores do Ensino Fundamental e Médio (87%), médicos (87%), Exército (84%), organizações de proteção ao meio ambiente (80%) e pesquisadores de mercado (80%). A categoria com pior avaliação é a dos políticos, com 11% do índice de confiança no Brasil e 14% internacionalmente.
O estudo foi realizado no Brasil, em 15 países da Europa, nos EUA, na Colômbia e na Índia. Foram ouvidas 18.800 pessoas (1.000 no Brasil), com idades acima de 18 anos, entre os dias 1º e 29 de março de 2010.
terça-feira, julho 13, 2010
Coadjuvante não pode ganhar Copa (e nem os fracassados)
Copa do Mundo é coisa séria. Não é coisa para amadores. Times sem tradição são apenas coadjuvantes, quando muito cometem alguma zebra para que possamos dar algumas risadas, mas não podem ganhar o título. É contra as leis da natureza.
Por isso fiquei muito feliz com a eliminação de Gana. Time sem história, time sem qualidade, apenas correria e pontapés, como é típico do futebol africano. Saiu tarde da Copa do Mundo.
E também foi o destino do Paraguai, com certeza uma das três maiores porcarias do torneio. Cinco jogos, uma vitória, uma derrota e três empates. Não merece jamais disputar uma Copa do Mundo. Fora com os timinhos sem tradição. Copa do Mundo é coisa para time grande.
@@@@@@@@@@@@@@@@@
O dunguismo morreu da pior forma possível, com uma derrota para lá de esquisita e com falha do melhor goleiro do mundo.
Ao contrário de 2006, quando jornalistas chegaram à beira do choro após a derrota contra a França, e exageraram na dimensão da tragédia, desta vez a eliminação nos campos da África foi recebida com mais serenidade.
Não existiu clima de tragédia – ainda bem –, mas a consternação ficou visível nos rostos dos torcedores. A seleção de Dunga era a melhor da Copa, mas sua superioridade não era tão grande.
Seus principais atores resolveram sumir e se esconder no torneio, enquanto que quem não falhava e não poderia falhar errou feio, como aquele que supostamente seria o melhor goleiro do mundo.
Não faltou garra, não faltou vontade. O que não existiu foi inteligência, futebol e comprometimento em jogar bem. Robinho, Kaká e Luís Fabiano não jogaram nada, transbordaram arrogância, empáfia e soberba. Só pensaram em si mesmos. Não passam de fracassados.
Dunga teve seus erros, muitos méritos, mas acabou traído pelos seus “craques”, que preferiram se esconder. A tal da união simplesmente era uma falácia. Egoístas e falastrões, jogaram para a plateia e deram vexame.
Perder faz parte, mas ter dignidade também. Os fracassados Robinho, Kaká e Luís Fabiano e o descerebrado e desequilibrado Felipe Melo não tiveram.
Copa do Mundo é coisa séria. Não é coisa para amadores. Times sem tradição são apenas coadjuvantes, quando muito cometem alguma zebra para que possamos dar algumas risadas, mas não podem ganhar o título. É contra as leis da natureza.
Por isso fiquei muito feliz com a eliminação de Gana. Time sem história, time sem qualidade, apenas correria e pontapés, como é típico do futebol africano. Saiu tarde da Copa do Mundo.
E também foi o destino do Paraguai, com certeza uma das três maiores porcarias do torneio. Cinco jogos, uma vitória, uma derrota e três empates. Não merece jamais disputar uma Copa do Mundo. Fora com os timinhos sem tradição. Copa do Mundo é coisa para time grande.
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O dunguismo morreu da pior forma possível, com uma derrota para lá de esquisita e com falha do melhor goleiro do mundo.
Ao contrário de 2006, quando jornalistas chegaram à beira do choro após a derrota contra a França, e exageraram na dimensão da tragédia, desta vez a eliminação nos campos da África foi recebida com mais serenidade.
Não existiu clima de tragédia – ainda bem –, mas a consternação ficou visível nos rostos dos torcedores. A seleção de Dunga era a melhor da Copa, mas sua superioridade não era tão grande.
Seus principais atores resolveram sumir e se esconder no torneio, enquanto que quem não falhava e não poderia falhar errou feio, como aquele que supostamente seria o melhor goleiro do mundo.
Não faltou garra, não faltou vontade. O que não existiu foi inteligência, futebol e comprometimento em jogar bem. Robinho, Kaká e Luís Fabiano não jogaram nada, transbordaram arrogância, empáfia e soberba. Só pensaram em si mesmos. Não passam de fracassados.
Dunga teve seus erros, muitos méritos, mas acabou traído pelos seus “craques”, que preferiram se esconder. A tal da união simplesmente era uma falácia. Egoístas e falastrões, jogaram para a plateia e deram vexame.
Perder faz parte, mas ter dignidade também. Os fracassados Robinho, Kaká e Luís Fabiano e o descerebrado e desequilibrado Felipe Melo não tiveram.
segunda-feira, julho 12, 2010
Insanidade tributária
De tempos em tempos emergem na imprensa alternativa expoentes da extrema esquerda resgatando conceitos há muito em desuso, esquecidas das páginas dos principais veículos.
Nada contra o ressurgimento desses personagens, até porque quanto mais debate, melhor. O que me espanta e me preocupa é a disseminação de conceitos equivocados e erros cometidos em excesso ao longo da história, mas que, para alguns desavisados, acabam se tornando “verdade histórica”. São conceitos, em sua maioria, fora de moda e enterrados pela história.
Na atual edição impressa do ABCD Maior temos na página 2 um artigo assinado pelo jornalista Altamiro Borges, que é filiado ao PCdoB e editor de vários veículos de esquerda.
Não o conheço pessoalmente, mas sei que é um profissional capaz e inteligente, mas é evidente que a ideologia e a militância contaminam seus textos - o que não os invalida.
Ele defende em seu artigo que a carga tributária brasileira não é excessiva e defende com veemência a implantação imediata do Imposto sobre Grandes Fortunas, em especial nos termos observados no projeto da deputada federal Luciana Genro (PSOL-RS).
O texto é equivocado do começo ao fim, e custo a crer que Borges seja desinformado ao ponto de querer fazer o leitor crer que o brasileiro paga pouco imposto e que o esquema atual em vigor é injusto porque não taxa como deveria taxar parte da sociedade. Sim, por incrível que pareça, o jornalista do PCdoB escreveu isso.
Não há tese, texto, estudo ou numeralha com alguma credibilidade que sustente o que prega Altamiro Borges. E a realidade é a primeira a derrubá-lo.
É só fazer uma rápida consulta a qualquer dono de boteco que circunde a casa do jornalista, ou o seu trabalho, para saber o peso da carga tributária brasileira. Se ele preferir, olhe o próprio contracheque, se for assalariado, e observe a quantidade de descontos nos seus vencimentos.
Ignorar a carga tributária monstruosa que recai na cabeça da sociedade não só é insano, como irresponsável. E não adianta usar os adjetivos antiquados de sempre contra os supostos inimigos de sempre - a mídia, a poderosíssima entidade capaz de transformar a realidade no que quiser e de eleger quem quiser…
Carga tributária chegando a 40% e descontrole eterno das contas públicas, em todos os níveis - mais a criação de inúmeros gastos novos por parlamentares igualmente irresponsáveis - são uma receita infalível para o retorno da inflação alta e para jogar uma âncora no crescimento do país.
Ironias à parte, defender carga tributária na estratosfera é demonstrar praticamente nenhum conhecimento de economia e contas públicas. É fechar aos olhos para a arrecadação voraz de um Estado que não sabe, não se esforça e se recusa a controlar gastos - e que gasta pessimamente o que arrecada, seja comando pela esquerda ou pela direita.
E nem entro no mérito no imposto para as fortunas, sobre a sua conveniência atualmente. A questão não é essa. Mais imposto numa carga tributária indecente como a brasileira, é ruim para ricos e péssimo para pobres.
Em vez de discutir uma reforma tributária adequada ao século XXI e que não esfole pobres, ricos, classe média, trabalhadores e empresários, parte do pensamento político brasileiro atual defende o indefensável. Continuamos perdendo cada vez mais tempo com isso.
De tempos em tempos emergem na imprensa alternativa expoentes da extrema esquerda resgatando conceitos há muito em desuso, esquecidas das páginas dos principais veículos.
Nada contra o ressurgimento desses personagens, até porque quanto mais debate, melhor. O que me espanta e me preocupa é a disseminação de conceitos equivocados e erros cometidos em excesso ao longo da história, mas que, para alguns desavisados, acabam se tornando “verdade histórica”. São conceitos, em sua maioria, fora de moda e enterrados pela história.
Na atual edição impressa do ABCD Maior temos na página 2 um artigo assinado pelo jornalista Altamiro Borges, que é filiado ao PCdoB e editor de vários veículos de esquerda.
Não o conheço pessoalmente, mas sei que é um profissional capaz e inteligente, mas é evidente que a ideologia e a militância contaminam seus textos - o que não os invalida.
Ele defende em seu artigo que a carga tributária brasileira não é excessiva e defende com veemência a implantação imediata do Imposto sobre Grandes Fortunas, em especial nos termos observados no projeto da deputada federal Luciana Genro (PSOL-RS).
O texto é equivocado do começo ao fim, e custo a crer que Borges seja desinformado ao ponto de querer fazer o leitor crer que o brasileiro paga pouco imposto e que o esquema atual em vigor é injusto porque não taxa como deveria taxar parte da sociedade. Sim, por incrível que pareça, o jornalista do PCdoB escreveu isso.
Não há tese, texto, estudo ou numeralha com alguma credibilidade que sustente o que prega Altamiro Borges. E a realidade é a primeira a derrubá-lo.
É só fazer uma rápida consulta a qualquer dono de boteco que circunde a casa do jornalista, ou o seu trabalho, para saber o peso da carga tributária brasileira. Se ele preferir, olhe o próprio contracheque, se for assalariado, e observe a quantidade de descontos nos seus vencimentos.
Ignorar a carga tributária monstruosa que recai na cabeça da sociedade não só é insano, como irresponsável. E não adianta usar os adjetivos antiquados de sempre contra os supostos inimigos de sempre - a mídia, a poderosíssima entidade capaz de transformar a realidade no que quiser e de eleger quem quiser…
Carga tributária chegando a 40% e descontrole eterno das contas públicas, em todos os níveis - mais a criação de inúmeros gastos novos por parlamentares igualmente irresponsáveis - são uma receita infalível para o retorno da inflação alta e para jogar uma âncora no crescimento do país.
Ironias à parte, defender carga tributária na estratosfera é demonstrar praticamente nenhum conhecimento de economia e contas públicas. É fechar aos olhos para a arrecadação voraz de um Estado que não sabe, não se esforça e se recusa a controlar gastos - e que gasta pessimamente o que arrecada, seja comando pela esquerda ou pela direita.
E nem entro no mérito no imposto para as fortunas, sobre a sua conveniência atualmente. A questão não é essa. Mais imposto numa carga tributária indecente como a brasileira, é ruim para ricos e péssimo para pobres.
Em vez de discutir uma reforma tributária adequada ao século XXI e que não esfole pobres, ricos, classe média, trabalhadores e empresários, parte do pensamento político brasileiro atual defende o indefensável. Continuamos perdendo cada vez mais tempo com isso.