O tiroteio começou bem cedo
Período ruim para o PT e o presidente Lula logo após a apoteótica indicação de Dilma Roussef como candidata petista à Presidência. Quando as turbinas da campanha eleitoral começa a se aquecer, esqueletos saem do armário para espezinhar.
Primeiro foi a morte do dissidente cubano em consequência de greve de fome, bem no momento em que ocorre uma reunião de cúpula com diversos presidentes na ilha de Fidel Castro.
Tão cioso com a ordem pública e a normalidade política em Honduras, Lula falou e falou, mas não disse nada e se esquivou de qualquer comentário sobre direitos humanos e políticos na ditadura cubana.
Pegou muito mal, mesmo que a alfinetada tenha sido involuntária - como adivinhar que o tal dissidente cometeria a insanidade e a “sacanagem” de morrer durante a tal reunião de cúpula?
O fato é que o presidente brasileiro e o partido ainda continuam vulneráveis a críticas por conta de comportamentos precipitados e pensamentos vocalizados de forma não muito bem avaliada, oferecendo de bandeja munição aos críticos e à oposição.
A cada ano que passa ficada cada vez mais e mais impossível justificar qualquer apoio político e diplomático a regimes autoritários e retrógrados como Cuba, Venezuela, Bolívia e Irã.
Não bastasse isso, Lula e o PT ainda fica vulnetáveis ao “fogo amigo” quando aparecem as desnecessárias conexões entre o ex-ministro José Dirceu e empresas com interesses diretos e confessos em programas e projetos públicos de infraestrutura.
E ainda há o fantasma do mensalão, com a publicação pela revista IstoÉ de trechos dos processos que investigam a ocorrência do evento no Congresso Nacional.
O tiroteio já começou e os ataques vão piorar cada vez mais a partir de agora. Não me parece que o PT e sua candidata estejam preparados neste momento para absorver os golpes e contragolpear.
Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
terça-feira, março 09, 2010
segunda-feira, março 08, 2010
Para não restar mais dúvidas
Para que não haja dúvidas a respeito do que o governo federal pensa sobre a liberdade expressão, de imprensa e de opinião, aí vão duas informações pertinentes surgidas no 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, realizado ontem em São Paulo.
De Hélio Costa, ministro das Comunicações do governo Lula, segundo o jornal O Globo:
“Minha posição é rigorosamente contrária (ao controle social da imprensa). Não participei do projeto, e teve algumas questões que foram levantadas pelo próprio governo, e, no caso específico do controle social, absolutamente inadmissível. Essa questão é puramente da alçada do Congresso Nacional. Você pode fazer a sugestão que quiser, mas quem decide sobre esses direitos e concessões no Brasil é o Congresso. Não há a menor possibilidade, pelo menos neste Congresso e no próximo, que isso venha a acontecer no Brasil.”
E fica ainda mais clara a posição na afirmação de Antonio Palocci, deputado federal pelo PT de São Paulo e um dos coordenadores do programa de governo de Dilma Rousseff, candidata petista à Presidência, em declaração ao Globo:
“Nossa Constituição fá fala do respeito aos direitos humanos. Então, não é preciso um órgão para ver se a imprensa está cumprindo as regras. Um jornal ou um jornalista estão (subordinados) às normas da lei. Os governos precisam de uma atuação forte e democrática da imprensa. Governos autoritários tendem a desabar por não permitem o equilíbrio proveniente da crítica. Não digo que a crítica é agradável, mas é necessária. Se houver calúnia, a Justiça está aí.”
Portanto, que a extrema-esquerda brasileira e seus acólitos autoritários que ainda resistem no PT entendam que qualquer tentativa de controle de imprensa e mídia está fora de questão até mesmo para um governo de orientação social e de esquerda (responsável). P.S.: Mesmo assim, ainda tem cidadão que se recusa a entender o que acontece no mundo. Segundo os jornais O Globo e Estado de S. Paulo, ”cerca de 20 manifestantes vestidos de palhaços dançaram, cantaram e reclamaram do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, realizado ontem num hotel na região da Avenida Paulista .
O grupo – formado por entidades sindicais, de gênero e etnia, além do PSOL e do MST – pedia maior democratização dos meios de comunicação e não criminalização dos movimentos sociais.
“Queremos afirmar a liberdade de expressão, que hoje está condicionada ao poder econômico – disse João Brant, do grupo Intervozes, um dos organizadores do ato. Nos cartazes, críticas aos meios de comunicação. Nas palavras de ordem, os manifestantes gritavam contra o ‘circo da mídia burguesa’.”
Mídia burguesa… é para chorar de rir…
Ainda tem gente presa ao século XIX…
Para que não haja dúvidas a respeito do que o governo federal pensa sobre a liberdade expressão, de imprensa e de opinião, aí vão duas informações pertinentes surgidas no 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, realizado ontem em São Paulo.
De Hélio Costa, ministro das Comunicações do governo Lula, segundo o jornal O Globo:
“Minha posição é rigorosamente contrária (ao controle social da imprensa). Não participei do projeto, e teve algumas questões que foram levantadas pelo próprio governo, e, no caso específico do controle social, absolutamente inadmissível. Essa questão é puramente da alçada do Congresso Nacional. Você pode fazer a sugestão que quiser, mas quem decide sobre esses direitos e concessões no Brasil é o Congresso. Não há a menor possibilidade, pelo menos neste Congresso e no próximo, que isso venha a acontecer no Brasil.”
E fica ainda mais clara a posição na afirmação de Antonio Palocci, deputado federal pelo PT de São Paulo e um dos coordenadores do programa de governo de Dilma Rousseff, candidata petista à Presidência, em declaração ao Globo:
“Nossa Constituição fá fala do respeito aos direitos humanos. Então, não é preciso um órgão para ver se a imprensa está cumprindo as regras. Um jornal ou um jornalista estão (subordinados) às normas da lei. Os governos precisam de uma atuação forte e democrática da imprensa. Governos autoritários tendem a desabar por não permitem o equilíbrio proveniente da crítica. Não digo que a crítica é agradável, mas é necessária. Se houver calúnia, a Justiça está aí.”
Portanto, que a extrema-esquerda brasileira e seus acólitos autoritários que ainda resistem no PT entendam que qualquer tentativa de controle de imprensa e mídia está fora de questão até mesmo para um governo de orientação social e de esquerda (responsável). P.S.: Mesmo assim, ainda tem cidadão que se recusa a entender o que acontece no mundo. Segundo os jornais O Globo e Estado de S. Paulo, ”cerca de 20 manifestantes vestidos de palhaços dançaram, cantaram e reclamaram do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, realizado ontem num hotel na região da Avenida Paulista .
O grupo – formado por entidades sindicais, de gênero e etnia, além do PSOL e do MST – pedia maior democratização dos meios de comunicação e não criminalização dos movimentos sociais.
“Queremos afirmar a liberdade de expressão, que hoje está condicionada ao poder econômico – disse João Brant, do grupo Intervozes, um dos organizadores do ato. Nos cartazes, críticas aos meios de comunicação. Nas palavras de ordem, os manifestantes gritavam contra o ‘circo da mídia burguesa’.”
Mídia burguesa… é para chorar de rir…
Ainda tem gente presa ao século XIX…
Resignação e esperança
O clima de desconforto passou. Ficou a resignação e só restou olhar para frente. O grupo analisado é micro, reduzidíssimo, mas reflete o que parte do dos militantes históricos do PT pensa sobre a indicação de Dilma Roussef como candidata do partido à Presidência da República.
O local não poderia ser mais lúdico: um bufê infantil no bairro do Ipiranga, chique, com milhares de atrações para as crianças e comida boa demais para apenas um bufê.
A cerveja estava gelada e o uísque era de ótima qualidade. No entanto, a predominância de petistas e esquerdistas era total, quase todos de tendência moderada.
Só se falou no Congresso do PT do final de semana no final da tarde de domingo. Pelo menos dez dos presentes estiveram no evento.
Por mais que reclamassem, como sempre, da “cobertura da imprensa em geral”, acabaram por concordar com o clima geral: aclamação geral, com pouquíssimo debate e quase nada do que foi a reunião anos atrás.
Mas a resignação não tem nada de melancólica. O pragmatismo dominou a cena e a conclusão do fim das discussões na festinha de criança foi a única possível – e bastante adequada: vamos olhar para frente e ganhar de novo.
É fato que o PT está sofrendo há tempos com a letargia de sua militância histórica. Tudo bem que as expectativas eram gigantes quando o presidente Lula assumiu em janeiro de 2003. A realidade atropelou muita gente, muitos companheiros ficaram pelo caminho.
Sobrou ressentimento para todos os gostos e todas as facções. O arco de alianças não agradou, não houve lugar para todo mundo no governo, práticas políticas outrora abomináveis começaram a ser adotadas e também desagradaram bastante, escândalos pontuais decepcionaram. Por fim, houve o pecado mortal de contratar “militantes pagos” para trabalhar nas eleições.
Tudo isso ainda não foi digerido por parte importante e histórica do PT. Mas ficar remoendo esses ressentimentos é a melhor forma de paralisar a estrutura. Pelo menos para o grupo que estava na festinha infantil, começa tudo de novo, com um novo fôlego – um fôlego diferente, até estranho, mas renovado.
Fiquei surpreendido com o que ouvi. Se a disposição daquele grupo for a mesma do resto do partido – ou ao menos dos que estiveram presentes ao Congresso do PT –, teremos um ambiente diferente na campanha de 2010.
E esta disposição é fundamental para que o PT recupere sua militância histórica e, principalmente, crie uma nova geração de filiados ou simpatizantes comprometidos com o programa do partido e com as mudanças necessárias.
E justamente esse ponto encerrou o debate entre os militantes da festinha, com uma faísca contagiante de esperança: há uma convicção firme e dominante no partido de que é preciso começar já uma campanha pela renovação dos quadros, atraindo novos e jovens militantes.
Todas as facções e tendências, em algum momento durante o evento do final de semana, discutiram a questão entre seus simpatizantes separadamente, sem que houvesse uma discussão geral formal. Ou seja, todo mundo está sintonizado em relação ao futuro.
O congresso petista terminou muito melhor do que começou. Havia ceticismo e revolta silenciosa por causa do trator Lula em favor de Dilma. O pragmatismo falou mais alto e o horizonte passou a ser mais luminoso. E que venham os novos militantes.
O clima de desconforto passou. Ficou a resignação e só restou olhar para frente. O grupo analisado é micro, reduzidíssimo, mas reflete o que parte do dos militantes históricos do PT pensa sobre a indicação de Dilma Roussef como candidata do partido à Presidência da República.
O local não poderia ser mais lúdico: um bufê infantil no bairro do Ipiranga, chique, com milhares de atrações para as crianças e comida boa demais para apenas um bufê.
A cerveja estava gelada e o uísque era de ótima qualidade. No entanto, a predominância de petistas e esquerdistas era total, quase todos de tendência moderada.
Só se falou no Congresso do PT do final de semana no final da tarde de domingo. Pelo menos dez dos presentes estiveram no evento.
Por mais que reclamassem, como sempre, da “cobertura da imprensa em geral”, acabaram por concordar com o clima geral: aclamação geral, com pouquíssimo debate e quase nada do que foi a reunião anos atrás.
Mas a resignação não tem nada de melancólica. O pragmatismo dominou a cena e a conclusão do fim das discussões na festinha de criança foi a única possível – e bastante adequada: vamos olhar para frente e ganhar de novo.
É fato que o PT está sofrendo há tempos com a letargia de sua militância histórica. Tudo bem que as expectativas eram gigantes quando o presidente Lula assumiu em janeiro de 2003. A realidade atropelou muita gente, muitos companheiros ficaram pelo caminho.
Sobrou ressentimento para todos os gostos e todas as facções. O arco de alianças não agradou, não houve lugar para todo mundo no governo, práticas políticas outrora abomináveis começaram a ser adotadas e também desagradaram bastante, escândalos pontuais decepcionaram. Por fim, houve o pecado mortal de contratar “militantes pagos” para trabalhar nas eleições.
Tudo isso ainda não foi digerido por parte importante e histórica do PT. Mas ficar remoendo esses ressentimentos é a melhor forma de paralisar a estrutura. Pelo menos para o grupo que estava na festinha infantil, começa tudo de novo, com um novo fôlego – um fôlego diferente, até estranho, mas renovado.
Fiquei surpreendido com o que ouvi. Se a disposição daquele grupo for a mesma do resto do partido – ou ao menos dos que estiveram presentes ao Congresso do PT –, teremos um ambiente diferente na campanha de 2010.
E esta disposição é fundamental para que o PT recupere sua militância histórica e, principalmente, crie uma nova geração de filiados ou simpatizantes comprometidos com o programa do partido e com as mudanças necessárias.
E justamente esse ponto encerrou o debate entre os militantes da festinha, com uma faísca contagiante de esperança: há uma convicção firme e dominante no partido de que é preciso começar já uma campanha pela renovação dos quadros, atraindo novos e jovens militantes.
Todas as facções e tendências, em algum momento durante o evento do final de semana, discutiram a questão entre seus simpatizantes separadamente, sem que houvesse uma discussão geral formal. Ou seja, todo mundo está sintonizado em relação ao futuro.
O congresso petista terminou muito melhor do que começou. Havia ceticismo e revolta silenciosa por causa do trator Lula em favor de Dilma. O pragmatismo falou mais alto e o horizonte passou a ser mais luminoso. E que venham os novos militantes.
O trator da objetividade subverte a tradição petista
De forma acrítica e totalmente submisso ao trator pesado do presidente Lula, o PT referendou a candidatura de Dilma Roussef à presidência. Não houve a mínima contestação, nem a mínima discussão. Lula mandou, todo mundo abaixou a cabeça e aceitou sem chiar.
O PT completa 30 anos de existência um pouco menor, infelizmente. As tímidas manifestações do ano passado no diretório paulista contra as ordens “de cima para baixo, sem debate e sem prévias”, foram abafadas e caladas sem o menor pudor.
Não se ouvem mais as críticas de que Dilma é uma desconhecida, não tem carisma e currículo para uma disputa tão importante. Nem mesmo o maior dos pecados, o de não ser uma legítima petista, já que passou pelo PDT antes, é citado nas conversas. Lula mandou, todo mundo calou.
Como consolo de subjugados, dirigentes petistas “conseguiram” incluir entre os compromissos da candidata bandeiras históricas e estapafúrdias, que provavelmente a realidade política se encarregará de ignorar e enterrar.
É o caso de estultícies como o apoio incondicional ao atual texto do absurdo (e falecido) Programa Nacional de Direitos Humanos e a bobagem do “combate ao monopólio dos meios de comunicação”.
Há ainda o pedido de apoio à redução da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, uma bandeira histórica mas polêmica, já que sua eficácia é contestada - mas é uma discussão importante que tem de ser qualificada e divulgada.
Por fim, restou o decepcionante discurso de Dilma ao final do encontro petista, recheado de clichês, mesmo que em tom morno, mas temperado com um ranço estatizante inaceitável no século XXI.
Não faz diferença se isso ocorreu para agradar setores do partido mais à esquerda. Pegou muito mal. No dicionário retrógrado de parte da esquerda brasileira - e que Dilma parece, ao menos em público, aderir - estado forte significa intervencionismo na economia e estatização, conceitos sepultados pela história e jogados na lata do lixo pela realidade.
Um PT acuado e subjugado não é conveniente para o Brasil, e muito menos para a candidata do partido. O partido abriu mão de parte de sua história neste final de semana e vai precisar correr para recuperar a porção de estatura que perdeu.
De forma acrítica e totalmente submisso ao trator pesado do presidente Lula, o PT referendou a candidatura de Dilma Roussef à presidência. Não houve a mínima contestação, nem a mínima discussão. Lula mandou, todo mundo abaixou a cabeça e aceitou sem chiar.
O PT completa 30 anos de existência um pouco menor, infelizmente. As tímidas manifestações do ano passado no diretório paulista contra as ordens “de cima para baixo, sem debate e sem prévias”, foram abafadas e caladas sem o menor pudor.
Não se ouvem mais as críticas de que Dilma é uma desconhecida, não tem carisma e currículo para uma disputa tão importante. Nem mesmo o maior dos pecados, o de não ser uma legítima petista, já que passou pelo PDT antes, é citado nas conversas. Lula mandou, todo mundo calou.
Como consolo de subjugados, dirigentes petistas “conseguiram” incluir entre os compromissos da candidata bandeiras históricas e estapafúrdias, que provavelmente a realidade política se encarregará de ignorar e enterrar.
É o caso de estultícies como o apoio incondicional ao atual texto do absurdo (e falecido) Programa Nacional de Direitos Humanos e a bobagem do “combate ao monopólio dos meios de comunicação”.
Há ainda o pedido de apoio à redução da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, uma bandeira histórica mas polêmica, já que sua eficácia é contestada - mas é uma discussão importante que tem de ser qualificada e divulgada.
Por fim, restou o decepcionante discurso de Dilma ao final do encontro petista, recheado de clichês, mesmo que em tom morno, mas temperado com um ranço estatizante inaceitável no século XXI.
Não faz diferença se isso ocorreu para agradar setores do partido mais à esquerda. Pegou muito mal. No dicionário retrógrado de parte da esquerda brasileira - e que Dilma parece, ao menos em público, aderir - estado forte significa intervencionismo na economia e estatização, conceitos sepultados pela história e jogados na lata do lixo pela realidade.
Um PT acuado e subjugado não é conveniente para o Brasil, e muito menos para a candidata do partido. O partido abriu mão de parte de sua história neste final de semana e vai precisar correr para recuperar a porção de estatura que perdeu.
Apesar da ‘marolinha’
A indústria paulista vai bem. E se a indústria vai bem, o resto da economia vai bem. Essa é a tradução do momento em que vivemos em seu estado mais bruto, embora haja quem queira contestar e quem queira exagerar no fato.
A tal da marolinha à qual o presidente Lula se referiu de forma precipitada na verdade foi uma forte tempestade, que desarticulou setores importantes da economia brasileira, mas não o suficiente para destruir a sólida base produtiva e os avanços ocorridos na gestão do atual governo.
De forma discreta, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) comemorou os resultados do nível de atividade de dezembro.
No acumulado do ano, a atividade industrial registrou queda de 8,5%. O INA (Indicador do Nível de Atividade) também declinou 7,6% em dezembro em relação a novembro, sem ajuste sazonal. Já com ajuste, o resultado é positivo, 2,4%.
“Mesmo com queda de 7,6%, este é o melhor dezembro em nove anos. Sem ajuste, a queda de 7,6% – normal para o período – é a menor da série histórica da pesquisa, iniciada em 2001, e mostra que a indústria mantém seu ritmo de recuperação”, informa o boletim da entidade.
Apesar da avaliação, os empresários não perderam a oportunidade de dar uma “choradinha”: os resultados mostram sinais de recuperação, mas ainda estão longe dos níveis do período pré-crise.
Até pode ser verdade, em parte, mas o fato é que a recuperação veio mais cedo do que se supunha, a despeito da alta do dólar registrada nos últimos dias.
E a notícia é excelente para o ABCD, região essencialmente industrial e ainda totalmente dependente do setor.
Dados do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) mostram que o saldo de criação de empregos industriais foi bastante positivo: quase 2 mil empregos foram criados nas fábricas da região entre julho e dezembro do ano passado.
Os metalúrgicos do ABC encerraram o ano da crise com 97.379 trabalhadores. A expectativa é, ainda no primeiro trimestre de 2010, retornar ao patamar dos 100 mil, número atingido em maio de 2008, segundo o presidente do sindicato, Sérgio Nobre.
Os reflexos disso são imediatos. O comércio da região nunca vendeu tanto como no Natal de 2009. Novos empreendimentos não param de surgir em todos os segmentos, especialmente no imobiliário.
Portanto, cada vez alguém comenta que a indústria está acabando no ABCD, é bom sugerir que tal pessoa leia mais antes de falar asneiras.
A dependência excessiva das sete cidades do setor industrial é um problema a médio e longo prazos, mas ainda bem que podem se dar ao luxo de se manterem dependentes dessa forma.
A indústria é e será por muito tempo a maior responsável pela riqueza do ABCD e da Grande São Paulo. Mais do que nunca as prefeituras precisam se conscientizar a respeito e atuar em conjunto para melhorar cada vez mais o ambiente industrial para gerar mais empregos.
A indústria paulista vai bem. E se a indústria vai bem, o resto da economia vai bem. Essa é a tradução do momento em que vivemos em seu estado mais bruto, embora haja quem queira contestar e quem queira exagerar no fato.
A tal da marolinha à qual o presidente Lula se referiu de forma precipitada na verdade foi uma forte tempestade, que desarticulou setores importantes da economia brasileira, mas não o suficiente para destruir a sólida base produtiva e os avanços ocorridos na gestão do atual governo.
De forma discreta, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) comemorou os resultados do nível de atividade de dezembro.
No acumulado do ano, a atividade industrial registrou queda de 8,5%. O INA (Indicador do Nível de Atividade) também declinou 7,6% em dezembro em relação a novembro, sem ajuste sazonal. Já com ajuste, o resultado é positivo, 2,4%.
“Mesmo com queda de 7,6%, este é o melhor dezembro em nove anos. Sem ajuste, a queda de 7,6% – normal para o período – é a menor da série histórica da pesquisa, iniciada em 2001, e mostra que a indústria mantém seu ritmo de recuperação”, informa o boletim da entidade.
Apesar da avaliação, os empresários não perderam a oportunidade de dar uma “choradinha”: os resultados mostram sinais de recuperação, mas ainda estão longe dos níveis do período pré-crise.
Até pode ser verdade, em parte, mas o fato é que a recuperação veio mais cedo do que se supunha, a despeito da alta do dólar registrada nos últimos dias.
E a notícia é excelente para o ABCD, região essencialmente industrial e ainda totalmente dependente do setor.
Dados do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) mostram que o saldo de criação de empregos industriais foi bastante positivo: quase 2 mil empregos foram criados nas fábricas da região entre julho e dezembro do ano passado.
Os metalúrgicos do ABC encerraram o ano da crise com 97.379 trabalhadores. A expectativa é, ainda no primeiro trimestre de 2010, retornar ao patamar dos 100 mil, número atingido em maio de 2008, segundo o presidente do sindicato, Sérgio Nobre.
Os reflexos disso são imediatos. O comércio da região nunca vendeu tanto como no Natal de 2009. Novos empreendimentos não param de surgir em todos os segmentos, especialmente no imobiliário.
Portanto, cada vez alguém comenta que a indústria está acabando no ABCD, é bom sugerir que tal pessoa leia mais antes de falar asneiras.
A dependência excessiva das sete cidades do setor industrial é um problema a médio e longo prazos, mas ainda bem que podem se dar ao luxo de se manterem dependentes dessa forma.
A indústria é e será por muito tempo a maior responsável pela riqueza do ABCD e da Grande São Paulo. Mais do que nunca as prefeituras precisam se conscientizar a respeito e atuar em conjunto para melhorar cada vez mais o ambiente industrial para gerar mais empregos.
Censura, seja lá qual for o motivo
Cada vez mais irrelevante, o Fórum Social de Porto Alegre só teve repercussão por conta da visita do presidente Lula.
Pouca gente bradando as mesmas coisas equivocadas dos últimos 20 anos, período em que a humanidade mudou profundamente e caminhou para o futuro, enterrando todo o entulho autoritário e as falsas ilusões que escondiam trevas do obscurantismo.
É claro que, neste ambiente, na falta de a quem culpar pela inexorável e irreversível irrelevância e insignificância, sobrou para a imprensa e para a mídia em geral. Coisa de gente tosca, que adota dizer o que os outros devem ler, ouvir, pensar e falar. Gente que tem o DNA do autoritarismo.
A quantidade barbaridades proferidas em Porto Alegre em defesa do controle e da censura à imprensa - contidos no tal Programa Nacional de Direitos Humanos - foi enorme para uma quantidade tão reduzida de participantes.
Uma imprensa ruim é preferível a não ter nenhuma imprensa ou ter uma imprensa controlada e censurada, como quer o ditadorzinho de republiqueta de banana Hugo Chávez, da Venezuela. São injustificáveis as perseguições que ele empreende contra a imprensa e contra os opositores, incentivando pupilos como o casal Kirchner, que acha que governa a Argentina.
Esse pessoalzinho é daquele tipo que segue à risca a seguinte máxima: “Quando eu mando em você, é democracia; quando você manda em mim, é autoritarismo e ditadura”.
@@@@@@@@@@@@@
Terminou também em São Paulo a tal da Campus Party, que pretendia ser uma espécie de “reunião de nerds e loucos por informática”. Não passou da maior concentração de retardados por metro quadrado do mundo.
Não passam de um bando de estúpidos fissurados em videogames que mal consegue articular palavras, revelando um nível de indigência intelectual tamanho que envergonharia até mesmo qualquer analfabeto.
Cada vez mais irrelevante, o Fórum Social de Porto Alegre só teve repercussão por conta da visita do presidente Lula.
Pouca gente bradando as mesmas coisas equivocadas dos últimos 20 anos, período em que a humanidade mudou profundamente e caminhou para o futuro, enterrando todo o entulho autoritário e as falsas ilusões que escondiam trevas do obscurantismo.
É claro que, neste ambiente, na falta de a quem culpar pela inexorável e irreversível irrelevância e insignificância, sobrou para a imprensa e para a mídia em geral. Coisa de gente tosca, que adota dizer o que os outros devem ler, ouvir, pensar e falar. Gente que tem o DNA do autoritarismo.
A quantidade barbaridades proferidas em Porto Alegre em defesa do controle e da censura à imprensa - contidos no tal Programa Nacional de Direitos Humanos - foi enorme para uma quantidade tão reduzida de participantes.
Uma imprensa ruim é preferível a não ter nenhuma imprensa ou ter uma imprensa controlada e censurada, como quer o ditadorzinho de republiqueta de banana Hugo Chávez, da Venezuela. São injustificáveis as perseguições que ele empreende contra a imprensa e contra os opositores, incentivando pupilos como o casal Kirchner, que acha que governa a Argentina.
Esse pessoalzinho é daquele tipo que segue à risca a seguinte máxima: “Quando eu mando em você, é democracia; quando você manda em mim, é autoritarismo e ditadura”.
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Terminou também em São Paulo a tal da Campus Party, que pretendia ser uma espécie de “reunião de nerds e loucos por informática”. Não passou da maior concentração de retardados por metro quadrado do mundo.
Não passam de um bando de estúpidos fissurados em videogames que mal consegue articular palavras, revelando um nível de indigência intelectual tamanho que envergonharia até mesmo qualquer analfabeto.
PT 30 anos corre atrás da militância
O aniversário de 30 anos do PT traz um desafio dos maiores para o futuro do partido: reconquistar a militância e a relevância de se fazer uma campanha ideológica com substância e conteúdo.
O poder faz bem às pessoas e organizações. Sabendo administrar, a parte ruim pode ser amenizada e eventualmente escondida. No entanto, quando o poder faz mal expõe o que de pior existe nas relações políticas humanas.
O PT viveu os dois lados desde sempre, desde a primeira campanha eleitoral estadual de Lula, em 1982, desde a eleição de seu primeiro prefeito - Gilson Menezes, em Diadema, no mesmo ano -, desde a eleição de sua primeira prefeita de capital - Maria Luíza Fontenelle, em Fortaleza, em 1985 - e por aí segue.
Ao contrário dos partidos fisiológicos, como PMDB, PFL-DEM e PSDB, só para ficar nos mais gritantes, o PT sempre teve o que aprender e o que ensinar. Virou referência de conteúdo político sério, apesar de barulhento. Não poderia ser de outro jeito em um cenário político dominado por elites e oligopólios mais interessados em seus próprios negócios.
O partido caminhou com referência da ética e da moralidade, mesmo com os pecadilhos denunciados aqui e ali por uma imprensa hostil e frequentemente inquisidora - não necessáriamente mentirosa, embora as mentiras representem parte da história impressa dos principais jornais em relação ao partido.
O PT que chega aos 30 anos é um partido que se modernizou e que se livrou, ao menos por enquanto, do ranço radical que permeou seu discurso por anos. Conseguiu agregar muito mais do que desagregar.
A depuração foi necessária para que o partido sobrevivesse como unidade e como projeto, coisa que nem PSOL nem PSTU são e jamais serão. O PT tem estofo, tem grife e tem estatura para garantir a presença de parte expressiva da população no discurso político do Brasil.
O PT conseguiu mostrar que havia outro caminho ao Brasil sem necessariamente romper com a ordem econômica - correria o risco de inviabilizar qualquer projeto de governo. O PT ganhou muito mais do que perdeu em 30 anos. Aprendeu bastante, mas ensinou muito mais.
O partido que completa três décadas às vésperas de sua segunda eleição mais importante - a primeira sem Lula como cabeça de chapa para presidente - tem o desafio de sobreviver sem o grande líder no Palácio do Planalto e de dar suporte a uma candidata presidencial ainda sem estofo e sem carisma.
Para chamar a militância de volta e evitar o que se viu nas últimas eleições municipais e estaduais - gente paga tremulando bandeiras e distribuindo propaganda, coisa inimaginável nos anos 80 -, será preciso muito mais do que o apelo de Lula.
Será necessário melhorar o discurso, melhorar a qualidade das lideranças do partido e aprofundar as raízes trabalhadoras do partido, cada vez mais dominado por uma casta de líderes que há muito tempo estão na política e que asfixiam gente nova que quer fazer parte da cúpula.
Mais do que isso, o partido terá de se virar sem Lula e encontrar uma maneira de amenizar ou encerrar a dependência que tem da imagem esmagadora que o atual presidente construiu e que colou à do partido.
Por isso é fundamental a volta da ideologização da campanha sem cair na armadilha do radicalismo do discurso radical, cujas ideias já estão sepultadas desde a queda do Muro de Berlim. Só assim será capaz de novamente mobilizar uma militância jovem e capaz de carregar o partido nas costas, como sempre aconteceu.
O aniversário de 30 anos do PT traz um desafio dos maiores para o futuro do partido: reconquistar a militância e a relevância de se fazer uma campanha ideológica com substância e conteúdo.
O poder faz bem às pessoas e organizações. Sabendo administrar, a parte ruim pode ser amenizada e eventualmente escondida. No entanto, quando o poder faz mal expõe o que de pior existe nas relações políticas humanas.
O PT viveu os dois lados desde sempre, desde a primeira campanha eleitoral estadual de Lula, em 1982, desde a eleição de seu primeiro prefeito - Gilson Menezes, em Diadema, no mesmo ano -, desde a eleição de sua primeira prefeita de capital - Maria Luíza Fontenelle, em Fortaleza, em 1985 - e por aí segue.
Ao contrário dos partidos fisiológicos, como PMDB, PFL-DEM e PSDB, só para ficar nos mais gritantes, o PT sempre teve o que aprender e o que ensinar. Virou referência de conteúdo político sério, apesar de barulhento. Não poderia ser de outro jeito em um cenário político dominado por elites e oligopólios mais interessados em seus próprios negócios.
O partido caminhou com referência da ética e da moralidade, mesmo com os pecadilhos denunciados aqui e ali por uma imprensa hostil e frequentemente inquisidora - não necessáriamente mentirosa, embora as mentiras representem parte da história impressa dos principais jornais em relação ao partido.
O PT que chega aos 30 anos é um partido que se modernizou e que se livrou, ao menos por enquanto, do ranço radical que permeou seu discurso por anos. Conseguiu agregar muito mais do que desagregar.
A depuração foi necessária para que o partido sobrevivesse como unidade e como projeto, coisa que nem PSOL nem PSTU são e jamais serão. O PT tem estofo, tem grife e tem estatura para garantir a presença de parte expressiva da população no discurso político do Brasil.
O PT conseguiu mostrar que havia outro caminho ao Brasil sem necessariamente romper com a ordem econômica - correria o risco de inviabilizar qualquer projeto de governo. O PT ganhou muito mais do que perdeu em 30 anos. Aprendeu bastante, mas ensinou muito mais.
O partido que completa três décadas às vésperas de sua segunda eleição mais importante - a primeira sem Lula como cabeça de chapa para presidente - tem o desafio de sobreviver sem o grande líder no Palácio do Planalto e de dar suporte a uma candidata presidencial ainda sem estofo e sem carisma.
Para chamar a militância de volta e evitar o que se viu nas últimas eleições municipais e estaduais - gente paga tremulando bandeiras e distribuindo propaganda, coisa inimaginável nos anos 80 -, será preciso muito mais do que o apelo de Lula.
Será necessário melhorar o discurso, melhorar a qualidade das lideranças do partido e aprofundar as raízes trabalhadoras do partido, cada vez mais dominado por uma casta de líderes que há muito tempo estão na política e que asfixiam gente nova que quer fazer parte da cúpula.
Mais do que isso, o partido terá de se virar sem Lula e encontrar uma maneira de amenizar ou encerrar a dependência que tem da imagem esmagadora que o atual presidente construiu e que colou à do partido.
Por isso é fundamental a volta da ideologização da campanha sem cair na armadilha do radicalismo do discurso radical, cujas ideias já estão sepultadas desde a queda do Muro de Berlim. Só assim será capaz de novamente mobilizar uma militância jovem e capaz de carregar o partido nas costas, como sempre aconteceu.
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Inteligência como política de Estado
Fazia tempo que o cinema internacional não produzia uma verdadeira aula de política internacional e diplomacia. “Invictus”, já nas telas brasileiras, concorre a três Oscars este ano e mostra como um político revolucionário e combativo pode se tornar um mestre da conciliação e da solidariedade.
Dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Morgan Freeman e Matt Damon, “Invictus” é baseado no livro “Conquistando o Inimigo”, de John Carlin, e mostra como Nelson Mandela, então com um ano no cargo de presidente da África do Sul, avançou milhares de anos-luz na luta para soterrar o odioso apartheid.
Com habilidade, tolerância e paciência, Mandela aproveitou a Copa do Mundo de Rúgbi de 1995 em seu país para estimular campanhas de união nacional e consturar um dificílimo pacto social como forma de iniciar a busca de uma identidade nacional para negros e brancos, sem revanchismo e olhando semprepara frente.
Mesmo sendo uma potência no esporte, a África do Sul era zebra, mas o autêntico clima de Copa do Mundo, coisa rara no rúgbi mas absolutamente fundamental no futebol no mundo todo, contagiou um país racialmente dividido e ferido.
Mandela e sua equipe de governo levaram seis meses para desarmar espíritos e garantir um apoio nacional nunca visto para a seleção sul-africana de rúgbi, considerada um dos maiores símbolos da política do apartheid, pois era formada somente por brancos a maior parte do tempo - mesmo com o clima favorável, apenas um negro integrou o time naquela copa.
Mandela havia consguido algo improvável, tido como o impossível por muitos: praticamente pacificou o país por meio do esporte.
Tamanha façanha tinha de ser coroada com um final condizente: a conquista do título batendo a favoritíssima Nova Zelândia por 15 a 12, no sufoco, na prorrogação. Os jogadores viraram ídolos e heróis; Mandela já era um mito, e virou deus.
Livro e filme são imperdíveis para ajudar a entender a questão sul-africana pós-apartheid sem viés ideológico. São uma aula de política internacional.
E pensar que houve gente da esquerda à época que considerou Mandela um vendido, um traidor da “causa”…
Fazia tempo que o cinema internacional não produzia uma verdadeira aula de política internacional e diplomacia. “Invictus”, já nas telas brasileiras, concorre a três Oscars este ano e mostra como um político revolucionário e combativo pode se tornar um mestre da conciliação e da solidariedade.
Dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Morgan Freeman e Matt Damon, “Invictus” é baseado no livro “Conquistando o Inimigo”, de John Carlin, e mostra como Nelson Mandela, então com um ano no cargo de presidente da África do Sul, avançou milhares de anos-luz na luta para soterrar o odioso apartheid.
Com habilidade, tolerância e paciência, Mandela aproveitou a Copa do Mundo de Rúgbi de 1995 em seu país para estimular campanhas de união nacional e consturar um dificílimo pacto social como forma de iniciar a busca de uma identidade nacional para negros e brancos, sem revanchismo e olhando semprepara frente.
Mesmo sendo uma potência no esporte, a África do Sul era zebra, mas o autêntico clima de Copa do Mundo, coisa rara no rúgbi mas absolutamente fundamental no futebol no mundo todo, contagiou um país racialmente dividido e ferido.
Mandela e sua equipe de governo levaram seis meses para desarmar espíritos e garantir um apoio nacional nunca visto para a seleção sul-africana de rúgbi, considerada um dos maiores símbolos da política do apartheid, pois era formada somente por brancos a maior parte do tempo - mesmo com o clima favorável, apenas um negro integrou o time naquela copa.
Mandela havia consguido algo improvável, tido como o impossível por muitos: praticamente pacificou o país por meio do esporte.
Tamanha façanha tinha de ser coroada com um final condizente: a conquista do título batendo a favoritíssima Nova Zelândia por 15 a 12, no sufoco, na prorrogação. Os jogadores viraram ídolos e heróis; Mandela já era um mito, e virou deus.
Livro e filme são imperdíveis para ajudar a entender a questão sul-africana pós-apartheid sem viés ideológico. São uma aula de política internacional.
E pensar que houve gente da esquerda à época que considerou Mandela um vendido, um traidor da “causa”…
Cemitério na porta de sua casa
Os moradores de São Bernardo podem ficar mais felizes em 2010. Ganharam de presente a volta das enchentes que destroem casas, ruas e comércios e a ampliação do “cemitério” de automóveis apreendidos e abandonados nas delegacias de polícia.
Mesmo os moradores de áreas mais altas da cidade, como o bairro Baeta Neves, viram verdadeiras cachoeiras em algumas ruas por conta das fortes chuvas e simplesmente não conseguiram chegar em casa em pelo menos três nas últimas duas semanas por conta da cidade ilhada pelos alagamentos.
Enquanto isso, nas imediações do 1º Distrito Policial, na avenida Armando Italo Setti, já não há mais espaço para alocar automóveis apreendidos e batidos ao longo de 400 metros, nos dois lados.
Sem a menor preocupação, guinchos despejam o restou de carros nas travessas próximas. São veículos despedaçados que viram abrigos para mendigos e animais.
As denúncias sobre essa prática nefasta levada a cabo pelos delegados da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) local são antigas. Há pelo menos 20 anos jornais da região e da Capital denunciam esse descumprimento da lei em São Bernardo e em Santo André. E ninguém toma providência.
Não é à toa que a segurança pública do governo estadual tucano é uma calamidade. E faz sentido que centenas de delegados estejam sendo investigados pela Corregedoria da Polícia Civil, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.
Com o descumprimento flagrante da lei ao abandonar veículos apreendidos nas ruas, não é de se surpreender o volume abissal de funcionários públicos que estão sendo investigados e que certamente serão punidos. Se são esses cidadãos que violam a lei que zelam pela nossa segurança, o que esperar?
Não bastasse a ampliação do “cemitério” para as ruas paralelas e travessas, há outra novidade no 1º DP: caminhões apreendidos e largados no que deveria ser o estacionamento da Ciretran para vistorias.
Recente reportagem deste ABCD Maior, em outubro passado, já alertava para o problema e denunciava o descaso das autoridades estaduais.
No texto, a delegada assistente do 1º Distrito Policial, Tereza Alves de Mesquita, dizia que os carros e motos só estão no local porque não existe área apropriada para deixá-los. “Já chegamos a colocar esses veículos em um pátio do município, mas eles não estão recebendo mais e nós nem sabemos o motivo.”
O jornal Diário do Grande ABC, há duas semanas, informava que eram 80 os carros em situação lastimável ao longo da avenida Armando Italo Setti. Hoje são quase 100.
Há problemas também nas imediações do 2º DP, em Rudge Ramos, onde o problema é crônico desde 1990.
Na maioria das vezes, a desculpa é a mesma de sempre: o pátio fica lotado, o volume de apreensões cresce a cada dia e a lei não permite que se dê fim logo aos carros apreendidos e abandonados .
O delegado seccional da cidade, Rafael Rabinovich, afirmou à imprensa da região que o problema está relacionado ao contrato com a empresa Octágono Serviço Ltda, responsável pela administração do pátio de retenção de veículos, no bairro dos Casa, desde março de 2007.
Maravilha, mas e daí? Então quer dizer enquanto o contrato estiver sendo “analisado” e “avaliado”, as ruas da cidade de São Bernardo continuarão sendo um depositário de veículos avariados?
Os moradores de São Bernardo podem ficar mais felizes em 2010. Ganharam de presente a volta das enchentes que destroem casas, ruas e comércios e a ampliação do “cemitério” de automóveis apreendidos e abandonados nas delegacias de polícia.
Mesmo os moradores de áreas mais altas da cidade, como o bairro Baeta Neves, viram verdadeiras cachoeiras em algumas ruas por conta das fortes chuvas e simplesmente não conseguiram chegar em casa em pelo menos três nas últimas duas semanas por conta da cidade ilhada pelos alagamentos.
Enquanto isso, nas imediações do 1º Distrito Policial, na avenida Armando Italo Setti, já não há mais espaço para alocar automóveis apreendidos e batidos ao longo de 400 metros, nos dois lados.
Sem a menor preocupação, guinchos despejam o restou de carros nas travessas próximas. São veículos despedaçados que viram abrigos para mendigos e animais.
As denúncias sobre essa prática nefasta levada a cabo pelos delegados da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) local são antigas. Há pelo menos 20 anos jornais da região e da Capital denunciam esse descumprimento da lei em São Bernardo e em Santo André. E ninguém toma providência.
Não é à toa que a segurança pública do governo estadual tucano é uma calamidade. E faz sentido que centenas de delegados estejam sendo investigados pela Corregedoria da Polícia Civil, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.
Com o descumprimento flagrante da lei ao abandonar veículos apreendidos nas ruas, não é de se surpreender o volume abissal de funcionários públicos que estão sendo investigados e que certamente serão punidos. Se são esses cidadãos que violam a lei que zelam pela nossa segurança, o que esperar?
Não bastasse a ampliação do “cemitério” para as ruas paralelas e travessas, há outra novidade no 1º DP: caminhões apreendidos e largados no que deveria ser o estacionamento da Ciretran para vistorias.
Recente reportagem deste ABCD Maior, em outubro passado, já alertava para o problema e denunciava o descaso das autoridades estaduais.
No texto, a delegada assistente do 1º Distrito Policial, Tereza Alves de Mesquita, dizia que os carros e motos só estão no local porque não existe área apropriada para deixá-los. “Já chegamos a colocar esses veículos em um pátio do município, mas eles não estão recebendo mais e nós nem sabemos o motivo.”
O jornal Diário do Grande ABC, há duas semanas, informava que eram 80 os carros em situação lastimável ao longo da avenida Armando Italo Setti. Hoje são quase 100.
Há problemas também nas imediações do 2º DP, em Rudge Ramos, onde o problema é crônico desde 1990.
Na maioria das vezes, a desculpa é a mesma de sempre: o pátio fica lotado, o volume de apreensões cresce a cada dia e a lei não permite que se dê fim logo aos carros apreendidos e abandonados .
O delegado seccional da cidade, Rafael Rabinovich, afirmou à imprensa da região que o problema está relacionado ao contrato com a empresa Octágono Serviço Ltda, responsável pela administração do pátio de retenção de veículos, no bairro dos Casa, desde março de 2007.
Maravilha, mas e daí? Então quer dizer enquanto o contrato estiver sendo “analisado” e “avaliado”, as ruas da cidade de São Bernardo continuarão sendo um depositário de veículos avariados?
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Crônicas bolivarianas
Esgarçamento social. Esse foi o termo que um microempresário brasileiro usou para descrever o que acontece hoje na Venezuela. “Uma sucessão de crises está destruindo o país. Primeiro foi a política, depois a econômica, em seguida a social e agora a moral. Ninguém mais respeita ninguém. Os debates sobre qualquer assunto foram reduzidos a embates entre torcidas organizadas em confronto.”
Especialista na área de automação empresarial e bancária, o jovem empresário que retornou de Maracaibo, uma das grandes cidade de lá na semana passada, sabe do que está falando.
Morou duas vezes em Caracas. Nos anos 90 jogou basquete por uma universidade local durante um ano. Quase dez anos depois, passou mais oito meses no país estudando economia latino-americana na mesma universidade, em nível de mestrado.
Esquerdista convicto, mas com faro enorme para bons negócios, saudou a chega a ao poder de Hugo Chávez, e conseguiu bons contratos em empresas locais. Sua pequena empresa de automação conseguiu implantar cinco grandes sistemas em Caracas Maracaibo e dois em La Paz, na Bolívia.
Sua viagem mais recente, no entanto, deve ser a última durante muito tempo. Ao final de seu último contrato de suporte técnico em vigor, foi pessoaolmente ao cliente dizer que não renovaria o compromisso e que estava deixando a Venezuela por tempo indeterminado, talvez para sempre.
“Falta o básico nos supermercados. Tudo é muito caro. Não mais opção, o mercado paralelo cresce, paga-se propina para tudo. Caracas virou uma cidade completamente vigiada, há policiais por todos os lados, há gangues chavistas que ameaçam e achacam de forma explícita”, diz desolado. “Não há mais solidariedade, só confronto. Ninguém mais conversa. O clima é tenso até mesmo em botecos de esquina.”
A recente crise política é só o reflexo de falta de rumo do país, em sua opinião. Falta inteligência, falta discernimento, falta método, falta informação.
“Hugo Chávez acha que é possível governar por decreto, que não é necessário dialogar e debater e que todo mundo lhe deve favores. Com isso destruiu a economia do país e está destruindo a sociedade. Não foi para isso que o apoiamos e o elegemos, para viver numa sociedade fechada e censurada, com perseguições políticas e econômicas. Encerrei meus negócios por lá”, concluiu o microempresário.
Um jornalista amigo conseguiu entrevistar um técnico de vôlei paulista que até dezembro trabalhava nas categorias de base de um importante clube de Caracas. Com poucas variações, o relato dele é muito parecido com o do microempresário.
“Há quase dois anos a economia está em queda livre, o dinheiro não vale nada, o mercado negro floresceu e dominou tudo. Os problemas políticos só agravaram a violência urbana. Para sair à rua hoje temos de nos preocupar não só com os assaltos, coisa comum há tempos, mas com as ‘blitz’ de gangues chavistas que odeiam estrangeiros e perseguem comerciantes e ‘ricos’. Não dá mais”, disse o treinador.
A diplomacia brasileira foi bastante rápida ao se envolver na questão política de Honduras, mas estranhamente mantém o silêncio sobre a crise venezuelana. É bom começar a se movimentar, pois os brasileiros que lá residem com certeza vão precisar de ajuda.
Esgarçamento social. Esse foi o termo que um microempresário brasileiro usou para descrever o que acontece hoje na Venezuela. “Uma sucessão de crises está destruindo o país. Primeiro foi a política, depois a econômica, em seguida a social e agora a moral. Ninguém mais respeita ninguém. Os debates sobre qualquer assunto foram reduzidos a embates entre torcidas organizadas em confronto.”
Especialista na área de automação empresarial e bancária, o jovem empresário que retornou de Maracaibo, uma das grandes cidade de lá na semana passada, sabe do que está falando.
Morou duas vezes em Caracas. Nos anos 90 jogou basquete por uma universidade local durante um ano. Quase dez anos depois, passou mais oito meses no país estudando economia latino-americana na mesma universidade, em nível de mestrado.
Esquerdista convicto, mas com faro enorme para bons negócios, saudou a chega a ao poder de Hugo Chávez, e conseguiu bons contratos em empresas locais. Sua pequena empresa de automação conseguiu implantar cinco grandes sistemas em Caracas Maracaibo e dois em La Paz, na Bolívia.
Sua viagem mais recente, no entanto, deve ser a última durante muito tempo. Ao final de seu último contrato de suporte técnico em vigor, foi pessoaolmente ao cliente dizer que não renovaria o compromisso e que estava deixando a Venezuela por tempo indeterminado, talvez para sempre.
“Falta o básico nos supermercados. Tudo é muito caro. Não mais opção, o mercado paralelo cresce, paga-se propina para tudo. Caracas virou uma cidade completamente vigiada, há policiais por todos os lados, há gangues chavistas que ameaçam e achacam de forma explícita”, diz desolado. “Não há mais solidariedade, só confronto. Ninguém mais conversa. O clima é tenso até mesmo em botecos de esquina.”
A recente crise política é só o reflexo de falta de rumo do país, em sua opinião. Falta inteligência, falta discernimento, falta método, falta informação.
“Hugo Chávez acha que é possível governar por decreto, que não é necessário dialogar e debater e que todo mundo lhe deve favores. Com isso destruiu a economia do país e está destruindo a sociedade. Não foi para isso que o apoiamos e o elegemos, para viver numa sociedade fechada e censurada, com perseguições políticas e econômicas. Encerrei meus negócios por lá”, concluiu o microempresário.
Um jornalista amigo conseguiu entrevistar um técnico de vôlei paulista que até dezembro trabalhava nas categorias de base de um importante clube de Caracas. Com poucas variações, o relato dele é muito parecido com o do microempresário.
“Há quase dois anos a economia está em queda livre, o dinheiro não vale nada, o mercado negro floresceu e dominou tudo. Os problemas políticos só agravaram a violência urbana. Para sair à rua hoje temos de nos preocupar não só com os assaltos, coisa comum há tempos, mas com as ‘blitz’ de gangues chavistas que odeiam estrangeiros e perseguem comerciantes e ‘ricos’. Não dá mais”, disse o treinador.
A diplomacia brasileira foi bastante rápida ao se envolver na questão política de Honduras, mas estranhamente mantém o silêncio sobre a crise venezuelana. É bom começar a se movimentar, pois os brasileiros que lá residem com certeza vão precisar de ajuda.
Crônicas marcianas e bolivarianas
A situação na Venezuela há muito tempo deixou de ser uma questão ideológica. Virou caso de (in)sanidade mental. Ministros se demitem, há desabastecimento generalizado, a economia esfarela e a população se enfrenta nas ruas. Mas o presidente Hugo Chávez está mais preocupado em cassar concessões de TV e tentar desesperadamente gritar que ainda manda no país.
Como é possível um país se deteriorar de forma tão explícita e rápida e mesmo assim ninguém na comunidade se manifestar a respeito?
Mais do que uma ditadura ideológica, o regime bolivariano se transformou em um monstrengo esquizofrênio desordenado, sem liderança e totalmente corrupto.
As consequências para os vizinhos logo serão sentidas, com a ampliação dos tentáculos do crime organizado e a fuga de refugiados.
@@@@@@@@
E a perseguição aos meios de comunicação e à liberdade de imprensa continua no Brasil. A única alteração no estapafúrdio Programa de Direitos Humanos do governo federal foi semântica, apenas para agradar aos militares.
Permanecem no texto, de forma inconstitucional, os atentados ao direito de propriedade - com sinal verde para as invasões de terra - e as tentativas de controle e censura da mídia e da imprensa. E quase ninguém fala nada, achando tudo muito normal.
@@@@@@@@@
Enquanto se fala em um tal “Plano Lula” de ajuda financeira ao Haiti, gente continua morrendo em enchentes e deslizamentos de terra no Brasil - sem falar nos que morrem de fome e de doenças tropicais de países subdesenvolvidos, há muito erradicadas, mas que voltaram à cena justamente por desleixo e incompetência. Tem gente em Brasília que vive em Marte.
A situação na Venezuela há muito tempo deixou de ser uma questão ideológica. Virou caso de (in)sanidade mental. Ministros se demitem, há desabastecimento generalizado, a economia esfarela e a população se enfrenta nas ruas. Mas o presidente Hugo Chávez está mais preocupado em cassar concessões de TV e tentar desesperadamente gritar que ainda manda no país.
Como é possível um país se deteriorar de forma tão explícita e rápida e mesmo assim ninguém na comunidade se manifestar a respeito?
Mais do que uma ditadura ideológica, o regime bolivariano se transformou em um monstrengo esquizofrênio desordenado, sem liderança e totalmente corrupto.
As consequências para os vizinhos logo serão sentidas, com a ampliação dos tentáculos do crime organizado e a fuga de refugiados.
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E a perseguição aos meios de comunicação e à liberdade de imprensa continua no Brasil. A única alteração no estapafúrdio Programa de Direitos Humanos do governo federal foi semântica, apenas para agradar aos militares.
Permanecem no texto, de forma inconstitucional, os atentados ao direito de propriedade - com sinal verde para as invasões de terra - e as tentativas de controle e censura da mídia e da imprensa. E quase ninguém fala nada, achando tudo muito normal.
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Enquanto se fala em um tal “Plano Lula” de ajuda financeira ao Haiti, gente continua morrendo em enchentes e deslizamentos de terra no Brasil - sem falar nos que morrem de fome e de doenças tropicais de países subdesenvolvidos, há muito erradicadas, mas que voltaram à cena justamente por desleixo e incompetência. Tem gente em Brasília que vive em Marte.
Fracassados e perdedores
Fracasso é a palavra que define alguns dos “grandes craques” do futebol brasileiro que enganam torcedores neste começo de 2010. O fracasso é tamanho e tão retumbante que já faltam argumentos para “justificar” a volta deles ao país, tudo devidamente calibrado por um ufanismo abjeto.
O mais recente símbolo da falência e do fracasso do futebol brasileiro é Robinho, o maior salário do futebol inglês mas que diz não conseguir viver “sem ser feliz”. Praticamente acertou o seu retornoao Santos, para enganar trouxas na baixada Santista.
Na verdade Robinho não conseguiu ser profissional. Nunca quisser profissional. Achou que bastavam algumas pedaladas para que um bando de espanhóis e ingleses imbecis engolissem seus malabarismos inúteis. Durou pouco o engodo.
Robinho é mais um parasita do futebol, assim como tantosoutros. É uma foca amestrada que repete os mesmos truques de sempre, tal qual Denílson, ex-São Paulo, que enganou os espanhóis do Bétis, os franceses do Bordeaux e o Flamengo. Até campeãso do mundo foi em 2002, na reserva. Mas nunca passou de um enganador.
Robinho fracassou na Europa porque não gosta de trabalhar. Tem um talento fantástico, mas é pouco afeito ao trabalho. Acha que sabe tudo.
No Santos até poderia ser que esse comportamento funcionasse, já que o clube sempre pensou pequeno - só foi grande enquanto Pelé jogou, antes e depois nunca passou de uma Ponte Preta com mais torcida.
Em um ambiente amador destes, é claro que robinho seria rei e faria o que quisesse - como sempre fez entre 2002 e 2005, quando era odono do clube e do time ao lado do igualmente talentoso e igualmente irresponsável Diego.
Robinho é mais uma promessa que não se cumpre. Repete a decepção e falta de profissionalismo já demonstrada por gente como Adriano, hoje no Flamengo, e Fred, hoje no Fluminense, dois seres que não merecem respeito porque achou que deveriam ser reverenciados na Europa antes mesmo de mostrar serviço.
O rompimento de Adriano com a Internazionale, da Itália, é um dos episódios mais vergonhosos e nojentos da história do futebol.
Moleque mimado e doente, quebrou sem cerimônias seu milionário contrato, como se estivesse lidando com a diretoria de um clube de bairro. Perdeu credibilidade e é mais um símbolo do fracasso que são os “pseudo-craques” brasileiros tipo exportação, mais preocupados em badalar do que em jogar.
Fred não quis ser profissionale se irritou com as cobranças no Oympique de Lyon. Preferiu assumir seu fracasso e pessoal e se divertir em um Fluminense falido que se contenta em fugir de rebaixamentos e ser humilhado por equatorianos em competições continentais.
E quebra de contrato parece ser a tônica dessa estirpe de perdedores e fracassados. Vágner Love ficou cinco anos escondido na Rússia até ser repatriado pelo Palmeiras, time que o revelou.
Não só não jogou nada como mostrou total falta de comprometimento e profissionalismo, ao praticamente exigir a sua saída do Palmeiras para jogar no seu Flamengo de coração - seu desejo explícito antes mesmo de assinar novamente com os paulistas.
A sua falta de profissionalismo acabou sendo ofuscada pela agressão que sofreu em uma agência bancária, coisa de bandidos geralmente vinculados a torcidas-gangues organizadas.
Esse fato acabou servindo de desculpa para sua fuga para o Rio de Janeiro. Mas que ninguém se engane: Vágner Love chegou ao Palmeiras querendo sair, só pensando em seleção brasileira e Copa do Mundo. Ainda bem que perdeu as duas coisas. Tomara que esse seja o mesmo destino deRobinho, Fred e Adriano.
Roberto Carlos e Ronaldo no Corinthians? Aparentemente são dois bons exemplos de comprometimento, mesmo em fim de carreira. Costumam cumprir seus contratos e entregam o que prometem.
Mas que ninguém se iluda: as lembranças da Copa de 2006 na Alemanha ainda estão vivas e o marketing está dominando e suplantando cada vez mais o futebol no Corinthians. Se houver decepção grande, seja ela qual for, não espere muita solidariedade dos dois jogadores.
Fracasso é a palavra que define alguns dos “grandes craques” do futebol brasileiro que enganam torcedores neste começo de 2010. O fracasso é tamanho e tão retumbante que já faltam argumentos para “justificar” a volta deles ao país, tudo devidamente calibrado por um ufanismo abjeto.
O mais recente símbolo da falência e do fracasso do futebol brasileiro é Robinho, o maior salário do futebol inglês mas que diz não conseguir viver “sem ser feliz”. Praticamente acertou o seu retornoao Santos, para enganar trouxas na baixada Santista.
Na verdade Robinho não conseguiu ser profissional. Nunca quisser profissional. Achou que bastavam algumas pedaladas para que um bando de espanhóis e ingleses imbecis engolissem seus malabarismos inúteis. Durou pouco o engodo.
Robinho é mais um parasita do futebol, assim como tantosoutros. É uma foca amestrada que repete os mesmos truques de sempre, tal qual Denílson, ex-São Paulo, que enganou os espanhóis do Bétis, os franceses do Bordeaux e o Flamengo. Até campeãso do mundo foi em 2002, na reserva. Mas nunca passou de um enganador.
Robinho fracassou na Europa porque não gosta de trabalhar. Tem um talento fantástico, mas é pouco afeito ao trabalho. Acha que sabe tudo.
No Santos até poderia ser que esse comportamento funcionasse, já que o clube sempre pensou pequeno - só foi grande enquanto Pelé jogou, antes e depois nunca passou de uma Ponte Preta com mais torcida.
Em um ambiente amador destes, é claro que robinho seria rei e faria o que quisesse - como sempre fez entre 2002 e 2005, quando era odono do clube e do time ao lado do igualmente talentoso e igualmente irresponsável Diego.
Robinho é mais uma promessa que não se cumpre. Repete a decepção e falta de profissionalismo já demonstrada por gente como Adriano, hoje no Flamengo, e Fred, hoje no Fluminense, dois seres que não merecem respeito porque achou que deveriam ser reverenciados na Europa antes mesmo de mostrar serviço.
O rompimento de Adriano com a Internazionale, da Itália, é um dos episódios mais vergonhosos e nojentos da história do futebol.
Moleque mimado e doente, quebrou sem cerimônias seu milionário contrato, como se estivesse lidando com a diretoria de um clube de bairro. Perdeu credibilidade e é mais um símbolo do fracasso que são os “pseudo-craques” brasileiros tipo exportação, mais preocupados em badalar do que em jogar.
Fred não quis ser profissionale se irritou com as cobranças no Oympique de Lyon. Preferiu assumir seu fracasso e pessoal e se divertir em um Fluminense falido que se contenta em fugir de rebaixamentos e ser humilhado por equatorianos em competições continentais.
E quebra de contrato parece ser a tônica dessa estirpe de perdedores e fracassados. Vágner Love ficou cinco anos escondido na Rússia até ser repatriado pelo Palmeiras, time que o revelou.
Não só não jogou nada como mostrou total falta de comprometimento e profissionalismo, ao praticamente exigir a sua saída do Palmeiras para jogar no seu Flamengo de coração - seu desejo explícito antes mesmo de assinar novamente com os paulistas.
A sua falta de profissionalismo acabou sendo ofuscada pela agressão que sofreu em uma agência bancária, coisa de bandidos geralmente vinculados a torcidas-gangues organizadas.
Esse fato acabou servindo de desculpa para sua fuga para o Rio de Janeiro. Mas que ninguém se engane: Vágner Love chegou ao Palmeiras querendo sair, só pensando em seleção brasileira e Copa do Mundo. Ainda bem que perdeu as duas coisas. Tomara que esse seja o mesmo destino deRobinho, Fred e Adriano.
Roberto Carlos e Ronaldo no Corinthians? Aparentemente são dois bons exemplos de comprometimento, mesmo em fim de carreira. Costumam cumprir seus contratos e entregam o que prometem.
Mas que ninguém se iluda: as lembranças da Copa de 2006 na Alemanha ainda estão vivas e o marketing está dominando e suplantando cada vez mais o futebol no Corinthians. Se houver decepção grande, seja ela qual for, não espere muita solidariedade dos dois jogadores.
sábado, janeiro 09, 2010
Rara unanimidade
A série de cretinices cometidas pela tal Secretaria de Direitos Humanos do governo federal conseguiu uma rara unanimidade: desagradou a militares, igreja católica, aliados, imprensa e oposição.
Além de todas as bobagens que foram divulgadas sobre o estapafúrdio decreto que o presidente Lula assinou sem ler - quem entre outras coisa, propõe revisão e revogação (na prática) a leio da Anistia -, o texto avança contra a liberdade de imprensa, expressão e opinião.
Tudo aquilo que setores sectários incrustrados no governo federal não conseguiram, como controlar imprensa e conteúdo para cinema TV por meio de conselhos federais e agências reguladoras de cunho marcadamente ideológico, a tal secretaria inútil quase conseguiu.
No corpo do texto, bem escondido, sugere que a imprensa seja “monitorada” e até mesmo “fiscalizada” para que “respeite” os direitos humanos, seja lá o que quiseram dizer os malcos que redigiram o texto.
É a imprensa que desrespeita os direitos humanos? De que forma? E o que dizer de parlamentares envolvidos em diversos mensalões e casos de corrupção? Não ferem os direitos humanos?
E os Poderes Executivos, que ignoram a segurança ública, como os do Rio de Janeiro, ou direito de viver sem enchentes, como os de São Paulo?
E os direitos humanos permanentemente desrespeitados pelo governo federal com a falta de investimento na conservação de estradas e na prevenção de apagões, por exemplo? Não ferem os direitos humanos?
Os cretinos e imbecis sectários e ideológicos que envergonham o governo Lula, como os integrantes da tal Secretaria de Direitos Humanos, têm de abandonar a ideia de “cubanizar” a mídia, a imprensa e o entretenimento e se preocupar com coisas mais importantes.
Chega de tentativas nojentas de interferir na vida privada dos cidadãos e de tentar restringir susa liberdades. Chega de revirar o passado com objetivos meramente ideológicos, oportunitas e revanchistas.
A série de cretinices cometidas pela tal Secretaria de Direitos Humanos do governo federal conseguiu uma rara unanimidade: desagradou a militares, igreja católica, aliados, imprensa e oposição.
Além de todas as bobagens que foram divulgadas sobre o estapafúrdio decreto que o presidente Lula assinou sem ler - quem entre outras coisa, propõe revisão e revogação (na prática) a leio da Anistia -, o texto avança contra a liberdade de imprensa, expressão e opinião.
Tudo aquilo que setores sectários incrustrados no governo federal não conseguiram, como controlar imprensa e conteúdo para cinema TV por meio de conselhos federais e agências reguladoras de cunho marcadamente ideológico, a tal secretaria inútil quase conseguiu.
No corpo do texto, bem escondido, sugere que a imprensa seja “monitorada” e até mesmo “fiscalizada” para que “respeite” os direitos humanos, seja lá o que quiseram dizer os malcos que redigiram o texto.
É a imprensa que desrespeita os direitos humanos? De que forma? E o que dizer de parlamentares envolvidos em diversos mensalões e casos de corrupção? Não ferem os direitos humanos?
E os Poderes Executivos, que ignoram a segurança ública, como os do Rio de Janeiro, ou direito de viver sem enchentes, como os de São Paulo?
E os direitos humanos permanentemente desrespeitados pelo governo federal com a falta de investimento na conservação de estradas e na prevenção de apagões, por exemplo? Não ferem os direitos humanos?
Os cretinos e imbecis sectários e ideológicos que envergonham o governo Lula, como os integrantes da tal Secretaria de Direitos Humanos, têm de abandonar a ideia de “cubanizar” a mídia, a imprensa e o entretenimento e se preocupar com coisas mais importantes.
Chega de tentativas nojentas de interferir na vida privada dos cidadãos e de tentar restringir susa liberdades. Chega de revirar o passado com objetivos meramente ideológicos, oportunitas e revanchistas.
Invisíveis, mas nem tanto
A cena é mais uma entre tantas tragédias que ocorrem em dias de tempestades na Grande São Paulo. Trânsito parado na avenida Juntas Provisórias, na parte que divide o Ipiranga da Vila Carioca (zona sul da Capital), um Vectra tenta ultrapassar, em velocidade moderada, um ônibus que insiste em tomar duas faixas.
Mal humorado, o motorista do ônibus faz questão de atrapalhar todo mundo. Quando o Vectra consegue brecha pela direita e tenta ultrapassar o veículo maior, para dobrar uma rua à direita e fugir do congestionamento, o condutor do ônibus, de propósito, joga o veículo sobre o automóvel, para impedir manobra.
O Vectra tenta desviar, perde o controle e colide em cheio com a carrocinha de um catador de papel, perto de uma esquina. A carrocinha se desmancha, o carroceiro é jogado na calçada, e o automóvel se espatifa contra um muro.
O motorista do ônibus e o cobrador nem tiveram tempo de ver o que aconteceu: foram rapidamente retirados do veículos e brutalmente espancados, sendo salvos graças à intervenção de seguranças de uma fábrica.
O motorista do Vectra quebrou o braço apenas, mas o carroceiro teve fraturas múltiplas. Estava inconsciente, e foi poupado de ter de ouvir que “se esse vagabundo não existisse, não teria havido acidente e não atrapalharia o trânsito”.
Essa é apenas uma das facetas dos “combatentes da miséria”: seria melhor que esses seres que incomodam não existissem. Transparentes e ignorados, os carroceiros só são lembrados quando atrapalham o trânsito em grandes avenidas. Ou quando morrem atropelados quando estão “atrapalhando o fluxo de veículos”.
É impressionante a incapacidade de uma das maiores prefeituras do mundo e de uma sociedade como a paulistana para lidar com a miséria em termos civilizados.
A invisibilidade da miséria é uma forma de lidar com o “problema” sem ter de passar por “constrangimentos”. Esse é o estilo tucano de administrar cidades grandes.
Não acho que ser carroceiro é uma alternativa de renda para quem quer que seja. E abomino as ONGs que apoiam e tentam “incentivar” e “humanizar” a atividade dos carroceiros – é mais uma forma de perpetuar a miséria, em vez de realmente se discutir uma alternativa viável e digna de vida para essas pessoas.
Seja como for, está na hora de parar de achar que os carroceiros são invisíveis ou apenas “incômodos no trânsito”.
A cena é mais uma entre tantas tragédias que ocorrem em dias de tempestades na Grande São Paulo. Trânsito parado na avenida Juntas Provisórias, na parte que divide o Ipiranga da Vila Carioca (zona sul da Capital), um Vectra tenta ultrapassar, em velocidade moderada, um ônibus que insiste em tomar duas faixas.
Mal humorado, o motorista do ônibus faz questão de atrapalhar todo mundo. Quando o Vectra consegue brecha pela direita e tenta ultrapassar o veículo maior, para dobrar uma rua à direita e fugir do congestionamento, o condutor do ônibus, de propósito, joga o veículo sobre o automóvel, para impedir manobra.
O Vectra tenta desviar, perde o controle e colide em cheio com a carrocinha de um catador de papel, perto de uma esquina. A carrocinha se desmancha, o carroceiro é jogado na calçada, e o automóvel se espatifa contra um muro.
O motorista do ônibus e o cobrador nem tiveram tempo de ver o que aconteceu: foram rapidamente retirados do veículos e brutalmente espancados, sendo salvos graças à intervenção de seguranças de uma fábrica.
O motorista do Vectra quebrou o braço apenas, mas o carroceiro teve fraturas múltiplas. Estava inconsciente, e foi poupado de ter de ouvir que “se esse vagabundo não existisse, não teria havido acidente e não atrapalharia o trânsito”.
Essa é apenas uma das facetas dos “combatentes da miséria”: seria melhor que esses seres que incomodam não existissem. Transparentes e ignorados, os carroceiros só são lembrados quando atrapalham o trânsito em grandes avenidas. Ou quando morrem atropelados quando estão “atrapalhando o fluxo de veículos”.
É impressionante a incapacidade de uma das maiores prefeituras do mundo e de uma sociedade como a paulistana para lidar com a miséria em termos civilizados.
A invisibilidade da miséria é uma forma de lidar com o “problema” sem ter de passar por “constrangimentos”. Esse é o estilo tucano de administrar cidades grandes.
Não acho que ser carroceiro é uma alternativa de renda para quem quer que seja. E abomino as ONGs que apoiam e tentam “incentivar” e “humanizar” a atividade dos carroceiros – é mais uma forma de perpetuar a miséria, em vez de realmente se discutir uma alternativa viável e digna de vida para essas pessoas.
Seja como for, está na hora de parar de achar que os carroceiros são invisíveis ou apenas “incômodos no trânsito”.
O direito de protestar - e de apanhar
Virou moda na atualidade, não só no Brasil, mas em várias partes do mundo, protestar com violência contra qualquer coisa, relevante ou não. Até mesmo que protesta exigindo paz se manifesta violentamente - e apanha devidamente e merecidamente.
Dia desses um bando de baderneiros decidiu protestar contra o aumento de ônibus previsto na cidade de São Paulo.
Não só não querem o aumento como querem mais: catracas liberadas para estudantes - não sabe se a estultície seria apenas para estudantes carentes ou para todo qualquer aluno de qualquer coisa.
Até então, naquele comecinho de tarde no centro de São Paulo, a manifestação era pacífica. A passagem subiu de R$ 2,30 para R$ 2,70, como estava previsto e como ocorre com frequência em quase todos os lugares do mundo.
Mas, como sempre em manfestações deste tipo, há sempre meia dúzia de vagabundos e marginais que querem confusão, querem agredir, depredar e vandalizar.
Uma parte dos manisfestantes decidiu pular as catracas do terminal do Parque Dom Pedro e embarcar sem pagar e quebrar alguns ônibus. Foram devidamente rechaçados e repelidos peloa polícia, que mais uma vez bateu pouco nos vândalos.
Será que é impossível para quem organiza a baderna ao menos isolar os dejetos humanos que querem apenas confusão e comprometer a causa - seja ela justa ou não? Será que é tão difícil se manifestar de forma pacífica?
Esse tipo de coisa só vai acabar quando manifestantes morrerem ou forem presos e processados criminalmente.
Coincidentemente, chega às locadoras o filme "Batalha de Seattle (Battle in Seattle)", de 2007, de Stuart Townsend.
Apesar da dramatização de alguns personagens atrapalhar um pouco o foco, o filme é relativamente fiel ao relatar o caos e confusão que cercou a 3ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio ocorrida em 1999 em Seattle, nos Estados Unidos.
O argumento central é acompanhar os preparativos para os protestos anti-globalização, anti-capitalismo e anti-qualquer coisa preparados por um grupo de ambientalistas e ecologistas radicais, que não conseguiram ter a dimensão do evento, mesmo com a chega sistemática à cidade de toda sorte de vagabundos, vândalos e criminosos que se aproveitaram da situação de caos não prevista pelas autoridades.
O resultado é o já tradicional confronto entre policiais e manifestantes - estes que sempre apanham muito, mas nunca o suficiente.
De forma torta, o filme mostra como objetivos nobres e até elogiáveis vão para lata de lixo por conta de organização ruim, ideologização exacerbada, radicalismo burro e total falta de inteligência, além do oportunismo de grupelhos radicais de qualquer espécie e sua predileção pelo tumulto.
A obra, em muitos aspectos, coincide com um interessante relato que encontrei na internet sobre os dez anos dos protestos de Seattle, "Dez Anos da Batalha de Seattle: Lições Sobre os Perdedores no Comércio internacional", de Gustavo Resende Mendonça, publicado no site Mundorama. Alguns trechos:
Dezenas de milhares de manifestantes anti-globalização se reuniram na cidade norte-americana para protestar contra o capitalismo irresponsável e selvagem promovido pela OMC.
As estimativas mais conservadoras indicam que mais quarenta mil protestantes tomaram as ruas de Seattle, escala sem precedente em um protesto voltado contra uma negociação comercial técnica.
À medida que as manifestações avançaram, pequenos grupos anarquistas recorreram à violência (FRIEDEN, 2008: 484). No terceiro dia dos protestos, lojas foram saqueadas e o distrito policial de Seattle foi sitiado por cerca de mil agressores (BERNSTEIN, 2009: 301).
A guarda nacional norte-americana foi acionada, enquanto os policiais de Seattle usavam balas de borracha e bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. A situação foi controlada apenas no dia primeiro de dezembro, quando a Conferência finalmente foi iniciada.
As negociações, no entanto, foram um fracasso e a Conferência foi rapidamente encerrada. A nova rodada de negociações multilaterais seria lançada apenas na convenientemente remota Doha (Catar) em 2001.
Os eventos ocorridos no Conferência Ministerial no final de novembro de 1999 rapidamente ganhariam a alcunha de “a batalha de Seattle” (BERNSTEIN, 2009: 301).
A maior parte dos manifestantes era composta por ambientalistas radicais, sindicalistas protecionistas, advogados dos direitos humanos e ultra-conservadores isolacionistas norte-americanos (GILPIN, 2001: 229).
Os manifestantes acusavam a OMC de violar a soberania norte-americana, de ser pouco democrática e representar os interesses das corporações globais, de promover o desrespeito aos direitos trabalhistas básicos e de incentivar práticas comerciais ambientalmente irresponsáveis. S
egundo um dos líderes dos protestos, a OMC enxerga as leis nacionais de proteção do meio ambiente, dos direitos trabalhistas, da democracia, da soberania e dos pequenos negócios como “impedimentos para o livre-comércio” e “obriga os países a aceitar suas regras para não enfrentar pesadas sanções” (FRIEDEN, 2008: 485).
Por outro lado, o presidente da AFL-CIO, poderosa federação de sindicatos norte-americanos, declarou que “a economia global achatou o padrão de vida dos trabalhadores e enriqueceu ainda mais os ricos” e acrescentou que “(…) enquanto a OMC não tratar dessas questões (relativas aos padrões trabalhistas) não podemos permitir que nosso país participe de novas negociações comerciais”(FRIEDEN, 2008: ).
Virou moda na atualidade, não só no Brasil, mas em várias partes do mundo, protestar com violência contra qualquer coisa, relevante ou não. Até mesmo que protesta exigindo paz se manifesta violentamente - e apanha devidamente e merecidamente.
Dia desses um bando de baderneiros decidiu protestar contra o aumento de ônibus previsto na cidade de São Paulo.
Não só não querem o aumento como querem mais: catracas liberadas para estudantes - não sabe se a estultície seria apenas para estudantes carentes ou para todo qualquer aluno de qualquer coisa.
Até então, naquele comecinho de tarde no centro de São Paulo, a manifestação era pacífica. A passagem subiu de R$ 2,30 para R$ 2,70, como estava previsto e como ocorre com frequência em quase todos os lugares do mundo.
Mas, como sempre em manfestações deste tipo, há sempre meia dúzia de vagabundos e marginais que querem confusão, querem agredir, depredar e vandalizar.
Uma parte dos manisfestantes decidiu pular as catracas do terminal do Parque Dom Pedro e embarcar sem pagar e quebrar alguns ônibus. Foram devidamente rechaçados e repelidos peloa polícia, que mais uma vez bateu pouco nos vândalos.
Será que é impossível para quem organiza a baderna ao menos isolar os dejetos humanos que querem apenas confusão e comprometer a causa - seja ela justa ou não? Será que é tão difícil se manifestar de forma pacífica?
Esse tipo de coisa só vai acabar quando manifestantes morrerem ou forem presos e processados criminalmente.
Coincidentemente, chega às locadoras o filme "Batalha de Seattle (Battle in Seattle)", de 2007, de Stuart Townsend.
Apesar da dramatização de alguns personagens atrapalhar um pouco o foco, o filme é relativamente fiel ao relatar o caos e confusão que cercou a 3ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio ocorrida em 1999 em Seattle, nos Estados Unidos.
O argumento central é acompanhar os preparativos para os protestos anti-globalização, anti-capitalismo e anti-qualquer coisa preparados por um grupo de ambientalistas e ecologistas radicais, que não conseguiram ter a dimensão do evento, mesmo com a chega sistemática à cidade de toda sorte de vagabundos, vândalos e criminosos que se aproveitaram da situação de caos não prevista pelas autoridades.
O resultado é o já tradicional confronto entre policiais e manifestantes - estes que sempre apanham muito, mas nunca o suficiente.
De forma torta, o filme mostra como objetivos nobres e até elogiáveis vão para lata de lixo por conta de organização ruim, ideologização exacerbada, radicalismo burro e total falta de inteligência, além do oportunismo de grupelhos radicais de qualquer espécie e sua predileção pelo tumulto.
A obra, em muitos aspectos, coincide com um interessante relato que encontrei na internet sobre os dez anos dos protestos de Seattle, "Dez Anos da Batalha de Seattle: Lições Sobre os Perdedores no Comércio internacional", de Gustavo Resende Mendonça, publicado no site Mundorama. Alguns trechos:
Dezenas de milhares de manifestantes anti-globalização se reuniram na cidade norte-americana para protestar contra o capitalismo irresponsável e selvagem promovido pela OMC.
As estimativas mais conservadoras indicam que mais quarenta mil protestantes tomaram as ruas de Seattle, escala sem precedente em um protesto voltado contra uma negociação comercial técnica.
À medida que as manifestações avançaram, pequenos grupos anarquistas recorreram à violência (FRIEDEN, 2008: 484). No terceiro dia dos protestos, lojas foram saqueadas e o distrito policial de Seattle foi sitiado por cerca de mil agressores (BERNSTEIN, 2009: 301).
A guarda nacional norte-americana foi acionada, enquanto os policiais de Seattle usavam balas de borracha e bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. A situação foi controlada apenas no dia primeiro de dezembro, quando a Conferência finalmente foi iniciada.
As negociações, no entanto, foram um fracasso e a Conferência foi rapidamente encerrada. A nova rodada de negociações multilaterais seria lançada apenas na convenientemente remota Doha (Catar) em 2001.
Os eventos ocorridos no Conferência Ministerial no final de novembro de 1999 rapidamente ganhariam a alcunha de “a batalha de Seattle” (BERNSTEIN, 2009: 301).
A maior parte dos manifestantes era composta por ambientalistas radicais, sindicalistas protecionistas, advogados dos direitos humanos e ultra-conservadores isolacionistas norte-americanos (GILPIN, 2001: 229).
Os manifestantes acusavam a OMC de violar a soberania norte-americana, de ser pouco democrática e representar os interesses das corporações globais, de promover o desrespeito aos direitos trabalhistas básicos e de incentivar práticas comerciais ambientalmente irresponsáveis. S
egundo um dos líderes dos protestos, a OMC enxerga as leis nacionais de proteção do meio ambiente, dos direitos trabalhistas, da democracia, da soberania e dos pequenos negócios como “impedimentos para o livre-comércio” e “obriga os países a aceitar suas regras para não enfrentar pesadas sanções” (FRIEDEN, 2008: 485).
Por outro lado, o presidente da AFL-CIO, poderosa federação de sindicatos norte-americanos, declarou que “a economia global achatou o padrão de vida dos trabalhadores e enriqueceu ainda mais os ricos” e acrescentou que “(…) enquanto a OMC não tratar dessas questões (relativas aos padrões trabalhistas) não podemos permitir que nosso país participe de novas negociações comerciais”(FRIEDEN, 2008: ).
terça-feira, janeiro 05, 2010
Confusão deliberada e perigosa
Rádio comunitária não é rádio pirata. Parece óbvio, mas tem gente que não sabe, ou finge não saber desta diferenciação.
E o pior, entre os que ignoram essa diferenciação, estão advogados a soldo de gente da pior espécie, que podem ser empresários de radiofusão, vereadores incomodados com o surgimento de novas lideranças de bairro e até mesmo gente invejosa.
Infelizmente a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) recebe inúmeras denúncias sobre emissoras clandestinas e parece fazer questão de ignorar a legalidade de algumas rádios comunitárias. Primeiro multa, autua e cala, para depois analisar a questão.
As emissoras comunitárias são legais e têm registro no governo federal, no Ministério das Comunicações. Elas têm deveres e direitos, e uma legislação específica. Prestam um serviço inestimável de comunicação e interatividade. Difundem cultura. Estimulam a busca por direitos.
Entretanto, uma rádio comunitária incomoda muito mais que uma rádio pirata. Não é clandestina, o que lhe permite acesso a um equipamento um pouco melhor e alcance maior.
Por ter de obedecer a uma legislação mais restrita, não pode andar fora da linha. Mas também oferece liberdades e oportunidades nunca antes vivenciadas por populações isoladas, pobres e com quase nenhum acesso à informação e à cultura.
E é nesse contexto que a rádio comunitária incomoda. Atrapalha os negócios de quem eventualmente ganhava a vida com rádio sem concorrência. Atrapalha a vida do vereador cara-de-pau que só pede votos em época de eleição.
Atrapalha até mesmo a vida do crime organizado, pois começa a levar informação – e indignação e inconformismo – a uma população desamparada e subjugada por traficantes e bandidos comuns.
Incomoda também o poder público, já que começa a estimular o espírito reivindicatório de quem nunca teve nada, de quem sempre se contentou com pouco e com migalhas.
Por essas e outras é que é conveniente para certa parcela da sociedade que as comunitárias sejam tratadas como piratas, mesmo que fiquem caladas por pouco tempo.
Informação é poder e uma emissora de rádios nas mãos de uma comunidade pode se tornar um “perigo” para quem sempre ganhou com a miséria alheia.
Rádio comunitária não é rádio pirata. Parece óbvio, mas tem gente que não sabe, ou finge não saber desta diferenciação.
E o pior, entre os que ignoram essa diferenciação, estão advogados a soldo de gente da pior espécie, que podem ser empresários de radiofusão, vereadores incomodados com o surgimento de novas lideranças de bairro e até mesmo gente invejosa.
Infelizmente a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) recebe inúmeras denúncias sobre emissoras clandestinas e parece fazer questão de ignorar a legalidade de algumas rádios comunitárias. Primeiro multa, autua e cala, para depois analisar a questão.
As emissoras comunitárias são legais e têm registro no governo federal, no Ministério das Comunicações. Elas têm deveres e direitos, e uma legislação específica. Prestam um serviço inestimável de comunicação e interatividade. Difundem cultura. Estimulam a busca por direitos.
Entretanto, uma rádio comunitária incomoda muito mais que uma rádio pirata. Não é clandestina, o que lhe permite acesso a um equipamento um pouco melhor e alcance maior.
Por ter de obedecer a uma legislação mais restrita, não pode andar fora da linha. Mas também oferece liberdades e oportunidades nunca antes vivenciadas por populações isoladas, pobres e com quase nenhum acesso à informação e à cultura.
E é nesse contexto que a rádio comunitária incomoda. Atrapalha os negócios de quem eventualmente ganhava a vida com rádio sem concorrência. Atrapalha a vida do vereador cara-de-pau que só pede votos em época de eleição.
Atrapalha até mesmo a vida do crime organizado, pois começa a levar informação – e indignação e inconformismo – a uma população desamparada e subjugada por traficantes e bandidos comuns.
Incomoda também o poder público, já que começa a estimular o espírito reivindicatório de quem nunca teve nada, de quem sempre se contentou com pouco e com migalhas.
Por essas e outras é que é conveniente para certa parcela da sociedade que as comunitárias sejam tratadas como piratas, mesmo que fiquem caladas por pouco tempo.
Informação é poder e uma emissora de rádios nas mãos de uma comunidade pode se tornar um “perigo” para quem sempre ganhou com a miséria alheia.
Criminosos no seu rádio
Para quem gosta de rock, a única opção decente na Grande São Paulo é a Kiss FM (102,1 Mhz). Especializada ao extremo, abriu o leque antes restrito ao classic rock (músicas de artistas que gravaram entre 1960 e 1995) e passou a tocar canções mais recentes.
Quem gosta de ouvir a emissora em São Bernardo e, inadvertidamente, esbarra no botão de mudança de estação, é surpreendido por uma série de zumbidos e gritos.
Se por curiosidade o ouvinte tentar sintonizar antes dos 102,1 Mhz, vai se deparar com uma espécie de culto evangélico de uma tal de Igreja do Nosso Senhor das Almas, aparentemente radicada no Jardim Detroit.
É uma rádio pirata, chamada Deus é Tudo – ou algo assim, já que não tive paciência de me estender, seja pelo conteúdo, que desagradou profundamente, seja pela sintonia, que era bem ruim.
Se o ouvinte esbarrasse o botão para frente dos 102,1 Mhz, imediatamente cairia na Bandeira Branca FM, ou algo parecido. Um contador de causos do bairro, que supus ser o Montanhão ou Sabesp, em São Bernardo, contava piadas e narrava acontecimentos da vizinhança, com um pagode de fundo musical. A sintonia era igualmente ruim.
Um pouco mais à frente, antes dos 102,5 Mhz, um rap estridente, no que eu supus ser a Total Hip Hop FM. Não deu para saber de qual bairro era. A sintonia era melhorzinha, só tocava música, e da pior qualidade.
Na casa de um amigo em Santo André, em um churrasco de tarde de sábado, fiz a mesma experiência. E sintonizei a Tangará FM, especializada em música evangélica e, ao que tudo indicava, estava irradiando da Vila Luzita. Todas rádios piratas.
A tecnologia atual permite que se faça uma emissora de rádio pela internet apenas com um notebook. Mas as emissoras clandestinas têm mais apelo, até porque é nas regiões mais pobres que está o público-alvo desse tipo de empreendimento. Infelizmente, na periferia e nas favelas, o acesso à internet é um sonho ainda.
O fato é que a evolução e o barateamento de equipamentos proporcionados pela tecnologia facilitam a clandestinidade das “emissoras”. Com pouco dinheiro, é possível comprar aparelhos e fazer transmissões do quarto de casa.
A questão é que rádio pirata é crime. Os dials de AM e FM estão superlotados e as emissoras piratas buscam espaços e acabam interferindo na comunicação das polícias, do Corpo de Bombeiros e no tráfego aéreo. Rádio pirata é crime e temd e ser combatida.
Para quem gosta de rock, a única opção decente na Grande São Paulo é a Kiss FM (102,1 Mhz). Especializada ao extremo, abriu o leque antes restrito ao classic rock (músicas de artistas que gravaram entre 1960 e 1995) e passou a tocar canções mais recentes.
Quem gosta de ouvir a emissora em São Bernardo e, inadvertidamente, esbarra no botão de mudança de estação, é surpreendido por uma série de zumbidos e gritos.
Se por curiosidade o ouvinte tentar sintonizar antes dos 102,1 Mhz, vai se deparar com uma espécie de culto evangélico de uma tal de Igreja do Nosso Senhor das Almas, aparentemente radicada no Jardim Detroit.
É uma rádio pirata, chamada Deus é Tudo – ou algo assim, já que não tive paciência de me estender, seja pelo conteúdo, que desagradou profundamente, seja pela sintonia, que era bem ruim.
Se o ouvinte esbarrasse o botão para frente dos 102,1 Mhz, imediatamente cairia na Bandeira Branca FM, ou algo parecido. Um contador de causos do bairro, que supus ser o Montanhão ou Sabesp, em São Bernardo, contava piadas e narrava acontecimentos da vizinhança, com um pagode de fundo musical. A sintonia era igualmente ruim.
Um pouco mais à frente, antes dos 102,5 Mhz, um rap estridente, no que eu supus ser a Total Hip Hop FM. Não deu para saber de qual bairro era. A sintonia era melhorzinha, só tocava música, e da pior qualidade.
Na casa de um amigo em Santo André, em um churrasco de tarde de sábado, fiz a mesma experiência. E sintonizei a Tangará FM, especializada em música evangélica e, ao que tudo indicava, estava irradiando da Vila Luzita. Todas rádios piratas.
A tecnologia atual permite que se faça uma emissora de rádio pela internet apenas com um notebook. Mas as emissoras clandestinas têm mais apelo, até porque é nas regiões mais pobres que está o público-alvo desse tipo de empreendimento. Infelizmente, na periferia e nas favelas, o acesso à internet é um sonho ainda.
O fato é que a evolução e o barateamento de equipamentos proporcionados pela tecnologia facilitam a clandestinidade das “emissoras”. Com pouco dinheiro, é possível comprar aparelhos e fazer transmissões do quarto de casa.
A questão é que rádio pirata é crime. Os dials de AM e FM estão superlotados e as emissoras piratas buscam espaços e acabam interferindo na comunicação das polícias, do Corpo de Bombeiros e no tráfego aéreo. Rádio pirata é crime e temd e ser combatida.
Chega de revisionismo
Das duas uma: ou o presidente Lula não lê o que assina - ou nenhum assessor lê e o informa - ou então foi enganado deliberadamente por assessores graduados, o que é crime.
A crise do decreto da revisão das regras da anistia 30 anos depois é de uma estupidez colossal, totalmente desnecessária e de m oportunismo atroz.
É mais do que sabido que a qalidade do ministério de Lula é muito ruim, desde o primeiro mandato. Idem nos escalões inferiores.
É o caso de Tarso Genro, ministro da Justiça e maior causador de encrencas e constrangimentos do govero. É o caso de Paulo Vannuchi, secretário dos Direitos Humanos. É o caso de Marco Aurélio Garcia, assessor especial para nada, e de todo o Itamaraty.
Se quisermos listar os que saíram, a ruindade fica patente: Marina Silva, Benedita da Silva, Antonio Palocci…
Nelson Jobim, politiqueiro e ministro da Defesa, jamais poderia ser ministro em um governo petista. Entretanto, só fez uma coisa certa na sua atual gestão: entregar o cargo por causa da crise da lei da anistia.
Usar letras miúdas para enganar o presidente e a nação para rever anistia e penas para apenas um lado é muito mais do que oportunismo, é má-fé e mau-caratismo.
Da mesma forma que fazer qualquer comparação com os casos de Chile e África do Sul é desonestidade intelectual.
Das duas uma: ou o presidente Lula não lê o que assina - ou nenhum assessor lê e o informa - ou então foi enganado deliberadamente por assessores graduados, o que é crime.
A crise do decreto da revisão das regras da anistia 30 anos depois é de uma estupidez colossal, totalmente desnecessária e de m oportunismo atroz.
É mais do que sabido que a qalidade do ministério de Lula é muito ruim, desde o primeiro mandato. Idem nos escalões inferiores.
É o caso de Tarso Genro, ministro da Justiça e maior causador de encrencas e constrangimentos do govero. É o caso de Paulo Vannuchi, secretário dos Direitos Humanos. É o caso de Marco Aurélio Garcia, assessor especial para nada, e de todo o Itamaraty.
Se quisermos listar os que saíram, a ruindade fica patente: Marina Silva, Benedita da Silva, Antonio Palocci…
Nelson Jobim, politiqueiro e ministro da Defesa, jamais poderia ser ministro em um governo petista. Entretanto, só fez uma coisa certa na sua atual gestão: entregar o cargo por causa da crise da lei da anistia.
Usar letras miúdas para enganar o presidente e a nação para rever anistia e penas para apenas um lado é muito mais do que oportunismo, é má-fé e mau-caratismo.
Da mesma forma que fazer qualquer comparação com os casos de Chile e África do Sul é desonestidade intelectual.
Respeitar contratos é coisa rara no Brasil
O futebol frequentemente é uma metáfora da sociedade, da vida real. Dois casos recentes ilustram bem o que é a (má) índole do povo brasileiro.
Oscar, jovem revelação do São Paulo, com contrato de cinco anos, simplesmente decidiu que não quer mais jogar no clube, estimulado por empresários que não merecem nenhum respeito; Vágner Love, trazido pelo Palmeiras a peso de ouro da Rússia, força de todas as maneiras a barra para jogar no Flamengo, de seu Rio de Janeiro natal (sabe como é, o Carnaval está chegando, a praia é logo ali…).
E quem não se lembra de Adriano, que simplesmente se recusou a voltar à Itália para cunprir seu longo contrato coma Internazionale, alegando que queria ficar empinando pipa com seus “amigos” em uma favela.
Respeitar contratos sempre foi uma característica de sociedades civilizadas. No Brasil, é o oposto. Contratos foram feitos jusntamente para serem desrespeitados neste país. Em todos os ramos, em todas as áreas. O que vale é realmente levar vantagem em tudo sempre. Não pode mesmo dar certo.
Quando a revista Veja acerta , é porque existe algo de muito, muito errado acontecendo no mundo.
Os brilhantes intelectuais que produziram a enorme quantidade de bobagens na tal da Confecon (Conferência Nacional de Comunicação) deram um arsenal de munição para a asquerosa revista semanal continuar sua campanha difamatória contra os setores progressistas da sociedade.
Mas o duro mesmo é constatar que desta vez eles acertaram ao criticar duramente a tal da confererência, dominada pelo que de pior o PT e a esquerda como um todo produziu.
Portanto, repito o mantra: nenhum tipo de controle sobre a imprensa é aceitável, liberdade total de imprensa, opinião e expressão.
Por falar com coisas ridículas, nada mais pavoroso e horroroso do que a primeira página de um certo veículo impresso regional de comunicação, péssimo por sinal.
Outra decente, o tal pasquim, que já foi o principal do ABCD, cometeu o desatino de colocar como manchete um enorme Feliz Natal e uma foto estapafúrdia de seus funcionários em frente à sede da empresa.
Que a incompetência domina aquela lugar é sabido há tempos. Entretanto, evidenciar na capa do jornal a total incapacidade em produzir notícias no feriado é algo inédito na imprensa mundial.
Se a intenção é enterrar o jornal o mais rápido possível, então acho que encontraram uma infalível. Nem o mais modesto jornal de bairro de uma cidade isolada do mundo faria tamanha bobagem e nem teria tanta desfaçatez em desrespeitar o leitor. Pois o tal jornal fez exatamente isso.
Decadência é pouco para resumir a situação.
O futebol frequentemente é uma metáfora da sociedade, da vida real. Dois casos recentes ilustram bem o que é a (má) índole do povo brasileiro.
Oscar, jovem revelação do São Paulo, com contrato de cinco anos, simplesmente decidiu que não quer mais jogar no clube, estimulado por empresários que não merecem nenhum respeito; Vágner Love, trazido pelo Palmeiras a peso de ouro da Rússia, força de todas as maneiras a barra para jogar no Flamengo, de seu Rio de Janeiro natal (sabe como é, o Carnaval está chegando, a praia é logo ali…).
E quem não se lembra de Adriano, que simplesmente se recusou a voltar à Itália para cunprir seu longo contrato coma Internazionale, alegando que queria ficar empinando pipa com seus “amigos” em uma favela.
Respeitar contratos sempre foi uma característica de sociedades civilizadas. No Brasil, é o oposto. Contratos foram feitos jusntamente para serem desrespeitados neste país. Em todos os ramos, em todas as áreas. O que vale é realmente levar vantagem em tudo sempre. Não pode mesmo dar certo.
Quando a revista Veja acerta , é porque existe algo de muito, muito errado acontecendo no mundo.
Os brilhantes intelectuais que produziram a enorme quantidade de bobagens na tal da Confecon (Conferência Nacional de Comunicação) deram um arsenal de munição para a asquerosa revista semanal continuar sua campanha difamatória contra os setores progressistas da sociedade.
Mas o duro mesmo é constatar que desta vez eles acertaram ao criticar duramente a tal da confererência, dominada pelo que de pior o PT e a esquerda como um todo produziu.
Portanto, repito o mantra: nenhum tipo de controle sobre a imprensa é aceitável, liberdade total de imprensa, opinião e expressão.
Por falar com coisas ridículas, nada mais pavoroso e horroroso do que a primeira página de um certo veículo impresso regional de comunicação, péssimo por sinal.
Outra decente, o tal pasquim, que já foi o principal do ABCD, cometeu o desatino de colocar como manchete um enorme Feliz Natal e uma foto estapafúrdia de seus funcionários em frente à sede da empresa.
Que a incompetência domina aquela lugar é sabido há tempos. Entretanto, evidenciar na capa do jornal a total incapacidade em produzir notícias no feriado é algo inédito na imprensa mundial.
Se a intenção é enterrar o jornal o mais rápido possível, então acho que encontraram uma infalível. Nem o mais modesto jornal de bairro de uma cidade isolada do mundo faria tamanha bobagem e nem teria tanta desfaçatez em desrespeitar o leitor. Pois o tal jornal fez exatamente isso.
Decadência é pouco para resumir a situação.
Respeitar contratos é coisa rara no Brasil
O futebol frequentemente é uma metáfora da sociedade, da vida real. Dois casos recentes ilustram bem o que é a (má) índole do povo brasileiro.
Oscar, jovem revelação do São Paulo, com contrato de cinco anos, simplesmente decidiu que não quer mais jogar no clube, estimulado por empresários que não merecem nenhum respeito; Vágner Love, trazido pelo Palmeiras a peso de ouro da Rússia, força de todas as maneiras a barra para jogar no Flamengo, de seu Rio de Janeiro natal (sabe como é, o Carnaval está chegando, a praia é logo ali…).
E quem não se lembra de Adriano, que simplesmente se recusou a voltar à Itália para cunprir seu longo contrato coma Internazionale, alegando que queria ficar empinando pipa com seus “amigos” em uma favela.
Respeitar contratos sempre foi uma característica de sociedades civilizadas. No Brasil, é o oposto. Contratos foram feitos jusntamente para serem desrespeitados neste país. Em todos os ramos, em todas as áreas. O que vale é realmente levar vantagem em tudo sempre. Não pode mesmo dar certo.
Quando a revista Veja acerta , é porque existe algo de muito, muito errado acontecendo no mundo.
Os brilhantes intelectuais que produziram a enorme quantidade de bobagens na tal da Confecon (Conferência Nacional de Comunicação) deram um arsenal de munição para a asquerosa revista semanal continuar sua campanha difamatória contra os setores progressistas da sociedade.
Mas o duro mesmo é constatar que desta vez eles acertaram ao criticar duramente a tal da confererência, dominada pelo que de pior o PT e a esquerda como um todo produziu.
Portanto, repito o mantra: nenhum tipo de controle sobre a imprensa é aceitável, liberdade total de imprensa, opinião e expressão.
Por falar com coisas ridículas, nada mais pavoroso e horroroso do que a primeira página de um certo veículo impresso regional de comunicação, péssimo por sinal.
Outra decente, o tal pasquim, que já foi o principal do ABCD, cometeu o desatino de colocar como manchete um enorme Feliz Natal e uma foto estapafúrdia de seus funcionários em frente à sede da empresa.
Que a incompetência domina aquela lugar é sabido há tempos. Entretanto, evidenciar na capa do jornal a total incapacidade em produzir notícias no feriado é algo inédito na imprensa mundial.
Se a intenção é enterrar o jornal o mais rápido possível, então acho que encontraram uma infalível. Nem o mais modesto jornal de bairro de uma cidade isolada do mundo faria tamanha bobagem e nem teria tanta desfaçatez em desrespeitar o leitor. Pois o tal jornal fez exatamente isso.
Decadência é pouco para resumir a situação.
O futebol frequentemente é uma metáfora da sociedade, da vida real. Dois casos recentes ilustram bem o que é a (má) índole do povo brasileiro.
Oscar, jovem revelação do São Paulo, com contrato de cinco anos, simplesmente decidiu que não quer mais jogar no clube, estimulado por empresários que não merecem nenhum respeito; Vágner Love, trazido pelo Palmeiras a peso de ouro da Rússia, força de todas as maneiras a barra para jogar no Flamengo, de seu Rio de Janeiro natal (sabe como é, o Carnaval está chegando, a praia é logo ali…).
E quem não se lembra de Adriano, que simplesmente se recusou a voltar à Itália para cunprir seu longo contrato coma Internazionale, alegando que queria ficar empinando pipa com seus “amigos” em uma favela.
Respeitar contratos sempre foi uma característica de sociedades civilizadas. No Brasil, é o oposto. Contratos foram feitos jusntamente para serem desrespeitados neste país. Em todos os ramos, em todas as áreas. O que vale é realmente levar vantagem em tudo sempre. Não pode mesmo dar certo.
Quando a revista Veja acerta , é porque existe algo de muito, muito errado acontecendo no mundo.
Os brilhantes intelectuais que produziram a enorme quantidade de bobagens na tal da Confecon (Conferência Nacional de Comunicação) deram um arsenal de munição para a asquerosa revista semanal continuar sua campanha difamatória contra os setores progressistas da sociedade.
Mas o duro mesmo é constatar que desta vez eles acertaram ao criticar duramente a tal da confererência, dominada pelo que de pior o PT e a esquerda como um todo produziu.
Portanto, repito o mantra: nenhum tipo de controle sobre a imprensa é aceitável, liberdade total de imprensa, opinião e expressão.
Por falar com coisas ridículas, nada mais pavoroso e horroroso do que a primeira página de um certo veículo impresso regional de comunicação, péssimo por sinal.
Outra decente, o tal pasquim, que já foi o principal do ABCD, cometeu o desatino de colocar como manchete um enorme Feliz Natal e uma foto estapafúrdia de seus funcionários em frente à sede da empresa.
Que a incompetência domina aquela lugar é sabido há tempos. Entretanto, evidenciar na capa do jornal a total incapacidade em produzir notícias no feriado é algo inédito na imprensa mundial.
Se a intenção é enterrar o jornal o mais rápido possível, então acho que encontraram uma infalível. Nem o mais modesto jornal de bairro de uma cidade isolada do mundo faria tamanha bobagem e nem teria tanta desfaçatez em desrespeitar o leitor. Pois o tal jornal fez exatamente isso.
Decadência é pouco para resumir a situação.