segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Ataque racista e desinformação total


Atirou-se para todos os lados no caso da advogada brasileira que afirma ter sido atacada por skinheads em uma cidadezinha suíça nesta semana. A moça afirma categoricamente que eram skinheads neonazistas.

A polícia suíça, de forma irresponsável e demonstrando desprezo pelos estrangeiros, apressou-se em dizer que a advogada se auto-mutilou, mesmo antes da realização de qualquer exame decente.

Já o governo brasileiro, de forma tosca e atrapalhada - características da éssima olítica exerna brasileira - tratou de tornar o caso um braço-de-ferro diplomático, quando o caso nada mais é do que uma questão policial. O fato é que ainda é cedo para estabelcer qualquer julgamento - é tudo mentira, não houve ataque algum e a garota tem problemas psicológicos? Ou realmente houve um ataque xenófobo contra a moça brasileira?

A reação da imprensa brasileira, diante das circunstâncias e das informações que chegavam de forma picada, até que foram razoavelmente equilibradas, pelo menos em relação aos grandes jornais. Já na Suíça isso não ocorreu, com os jornais tratando a questão como ofensa nacional.

A Folha de S. Paulo teve um comportamento sereno em seu noticiário, mas os seus articulistas perderam a mão. Não gosto do estloo e do tipo de jornalismo que Reinaldo Azevedo, da revista Veja, faz. Mas ele foi feliz na análise que vez em seu blog, hospedado no portal da revista.

A quantidade de bobagem na imprensa brasileira é de assustar. Em um dos artigos que escrevi sobre o caso, afirmei que alguém ainda diria que o episódio foi útil porque serviu para denunciar a xenofobia etc... Batata! Eliane Cantanhede escreveu um texto verdadeiramente imodesto no gênero (em vermelho), destacando que estamos todos envergonhados... Bem, pessoalmente, não estou: não caí na conversa nem linchei o povo suíço. A ela.

Com Alemanha, Reino Unido, Holanda, Portugal, Espanha e Itália em recessão e registrando aumento de desemprego, a xenofobia perde o pudor e emerge. Com ou sem skinheads, a história de Paula toca numa ferida tão real que habitava e explodiu no inconsciente da moça. E no nosso.
Ninguém sabe direito o que aconteceu, mas Eliane sabe: a xenofobia explodiu “no inconsciente da moça e no nosso”... É a primeira vez na história da psicanálise que o inconsciente revela um conteúdo igual ao da consciência. UMA VERDADEIRA REVOLUÇÃO. Se Freud era o Darwin da mente, não é mais. Eliane o substituiu: descobriu a congruência entre o consciente e o inconsciente. Nada mais será como antes.

O Brasil foi do ataque à defensiva, depois de autoridades, imprensa e cidadãos suíços reclamarem retratações. O que, além de constrangedor, enfraquece futuras investidas em defesa de brasileiros agredidos e humilhados no mundo desenvolvido, mas não elimina a essência de toda a discussão: a resistência crescente e agressiva aos imigrantes de países emergentes ou periféricos.
Como se vê, “os brasileiros agredidos e humilhados no mundo desenvolvido” passaram a ser a “essência de toda a discussão”. Assim, conclui-se que o episódio tem seu lado positivo, que é chamar a atenção para a “essência"... Um povo e um país são acusados de xenófobos, de tolerantes com o neonazismo e de racistas e são insultados pelo governo brasileiro, MAS A CULPA É DELES.

Se os cortes em Paula são superficiais, lineares e femininos demais para terem sido feitos por brutais skinheads, eles não eliminam as dores dos brasileiros humilhados em aeroportos espanhóis, sem banho, sem ressarcimentos e até sem dentes, perdidos a socos policiais.
Paula pode ter sido um erro, mas o erro maior está lá. Por que foi tão fácil inventar e acreditar num ataque de skinheads? Porque há quem não creia em xenofobia, mas que ela existe, existe. E tende a piorar.
Com o perdão da palavra, é uma das coisas mais boçais que li sobre o caso. O sentido moral do que escreve Eliane é o seguinte: "Eles podem até ser inocentes nessa, mas são essencialmente culpados". Afinal, pergunta ela, “por que foi tão fácil inventar e acreditar num ataque de skinheads?” Ora, ao longo da história, tem sido fácil inventar e acreditar que judeus são exploradores que só pensam em lucrar com a cobrança de juros; tem sido fácil inventar e acreditar que todos os islâmicos gostam de explodir bombas: tem sido fácil inventar e acreditar que brasileiras na Europa são todas garotas de programa... Eliane demonstra, a partir da própria experiência, como nasce um preconceito. Ela está olhando para os suíços e dizendo: VOCÊS SÃO OS CULPADOS PELA ACUSAÇÃO INJUSTA. Ademais, quem é que não acredita em xenofobia? Xenofobia não é como disco voador. É matéria de fato. Existe em todos os lugares do mundo, inclusiove no Brasil. NO MUNDO CIVILIZADO, ELIANE, NÃO SE ACUSA UMA PESSOA — OU UM PAÍS — DE UM CRIME QUE ELA PODERIA TER COMETIDO. SEI QUE UM EXAGERO DO CONSERVADORISMO, MAS É ASSIM...

Clóvis Rossi também viu “embaraço nosso e deles”. A coisa já começa interessante no título. Enquanto ele aceitou — “precipitadamente”, admite — a versão de Paula, o vexame era só dos suíços. Agora que a versão da moça naufraga, ele decidiu dividir com aquele povo “os embaraços”. Entenderam a lógica? Acho que não.

E ele prossegue:
“Mesmo que tenha se automutilado, não há razões para, ao contrário do que diz certa mídia suíça, o país ficar ofendido pelas críticas à xenofobia. O Partido do Povo Suíço e seu líder, Christoph Blocher, são um embaraço para boa parte do establishment político local, exatamente pela xenofobia. Blocher é da mesmíssima família política de outros líderes da extrema-direita, como o francês Jean-Marie Le Pen e o austríaco Jörg Haider, recentemente morto, para não falar da Liga Norte italiana. O embaraço é tamanho que a União Europeia chegou a impor sanções à Áustria quando o partido de Haider entrou para a coalizão governante. Portanto, a hipótese de um atentado racista era verossímil. Nem seria o primeiro, aliás.”
É a mesma lógica de Eliane: eles não cometeram esse crime, mas o que interessa é que poderiam ter cometido. Logo, o país não tem de se ofender. É verdade, Rossi. Se alguém disser que os brasileiros não dão a menor bola à vida humana e que não passam de um bando de carniceiros — já que se cometem por aqui 50 mil homicídios por ano —, devemos acatar a crítica como justa e decente.

Agora prestem atenção a este parágrafo:
Mas, se a versão da polícia for a verdadeira, só vai reforçar a desconfiança com que os brasileiros são vistos em parte da opinião pública européia. Por mais que a maioria se mate de trabalhar, clandestinos ou não, os escândalos provocados por uma minoria de vigaristas contaminam todos, a ponto de ter ouvido, uma vez, de uma brasileira residente em Portugal, que todas as brasileiras são tratadas como prostitutas.
Rossi acha uma injustiça que imigrantes brasileiros sejam vistos com desconfiança, “embora a maioria se mate de trabalhar etc,” por causa de uma minoria de vigaristas. Mas acha compreensível (e censura os suíços por terem se ofendido) que todo um povo seja visto como xenófobo por causa de uma minoria — E É MINORIA — de racistas. Ou seja: os nossos vigaristas não podem ser tomados pela maioria, mas os racistas deles sim.

Não é por acaso que Celso Amorim fez fama de competente no Brasil.
Retornam as baboseiras do criacionismo


Ainda a questão religiosa: também é inacreditável que se discuta a validade das teorias evolucionistas de Charles Darwin - teorias só no nome, porque já foram eficientemente comprovadas. Na efeméride dos 200 anos do nascimento do cientista inglês que mudou a história da humanidade, ainda existem imbecis defendendo o criacionismo.

Pior: existem imbecis - criminosos, na verdade - que defendem a disseminação do ensino do criacionismo - que nada mais é do que a crença na existência de Deus e a crença de que ele criou tudo e todos - em todos os níveis. Esses imbecis - sempre ligados a algum tipo de "religião" ou seita - agora insistem na contaminação das aulas de ciências nas escolas com essa doutrina nefasta.

Insistir no criacionismo é estelionato, é insistir na existência de Papai Noel. É um crime conra a humanidade.
Eutanásia e o câncer que é a religião


Inacreditável como a religião continua epurando o mundo para as trevas. As reações absurdas à morte da jovem italiana mantida viva por aparelhos por 17 anos mostra a que ponto chega a estupidez humana. Impedir que familiares desliguem os aparelhos de pessoas que tiveram morte cerebral é um crime. A eutanásia é um alívio para a família e para o doente em si, é um ato de grandeza e de generosidade. E os vagabundos que arrotam religião - seja qual lixo for - colocam a sua imbecilidade acima da humanidade para defender conceitos sociais medievais. A religião é um câncer e precisa ser combatida.
PM erra e acerta ao bater em torcedores organizados


Mais uma briga envolvendo torcidas organizadas em clássicos paulistas. Anda bem que desta vez integrantes da Gaviões da Fiel se deram mal e saíram bem machucados. O fato é que a POlícia Militar de São Paulo mais uma vez demonstrou incompetência para gerenciar torcedores no clássico São Palo 1 x 1 Corinthians. Quando precisou enfrentar vândalos e bandidos da Gaviões, no entanto, fez o que tinha de fazer.

O fato é que, ao final do jogo, contrariando as orientações da PM para esperar uma hora para deixar o estádio do Morumbi, os bandidos da Gaviões começaram a depredar instalações do estádio - como sempre. Ao mesmo tempo, resolveu deixar o local onde estava sem auorização da PM. Energúmenos da torcida jogaram uma grade de 100 quilos por cima de um muro.

.A grade caiu sobre dois carros no estacionamento dos sócios do São Paulo. A PM pressentiu o tumulto e tratou de evitar a saída dos corintianos. Uma boma de efeito moral foi usada. O tumulto começou, houve corre-corre de volta para a arquibancada e muita gente se machucou.

Mas um grupo grande de torcedores da organizada Gaviões da Fiel investiu contra a PM e foi devidamente rechaçado. Um desfecho lamentável para um gerenciamento lamentável - incusive do São Pauoo, que colocou os torcedores corintianos em local inadequado no estádio.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Somos todos piratas?



Legislação atual faz a maioria das pessoas conectadas estarem à margem da lei. Mas de quem é o erro: das pessoas ou da lei?

LUCAS PRETTI E RODRIGO MARTINS - CADERNO LINK DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO (E COPIADO DO BLOG LÁGRIMAS PSICODÉLICAS -

A Campus Party, que terminou há uma semana em São Paulo, escancarou uma realidade urgente: os novos hábitos de consumo de cultura, conhecimento e diversão não cabem mais na legislação de direitos autorais e antipirataria em vigor no Brasil e no mundo.

O que 4 mil pessoas fizeram durante uma semana com uma conexão à internet de 10 gigabits por segundo? A resposta é óbvia: trocaram arquivos digitais dos mais diversos tipos – músicas, filmes, seriados e games, entre outros –, tanto “baixando” quanto “subindo” conteúdo em grande quantidade. E grande parte desse conteúdo é, segundo as leis atuais, ilegal.

Quer dizer que os participantes do evento merecem ser punidos? Nada disso: se você ler esta reportagem do Link verá que provavelmente, como quase todos nós, também é pirata.

Numa época em que, de acordo com a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), 95% dos downloads de música na internet são ilegais e a tecnologia permite copiar, subir, baixar e compartilhar arquivos pela rede, as leis continuam as mesmas do século 20: para ter acesso a um disco, filme ou livro você precisa comprar uma cópia. Se copiar ou tiver acesso sem pagar, é criminoso.

Segundo uma pesquisa da Comscore, 46% dos internautas brasileiros acessam o YouTube. De acordo com a legislação, ter acesso a conteúdo ilegal, mesmo que apenas para assistir, é crime. Então, apenas no YouTube, há muitos potenciais piratas brasileiros. Quem subir conteúdo protegido para o site pode pegar até quatro anos de prisão.

Você tem um MP3 player ou um celular que toca música? De onde vieram as músicas que estão lá? Se foi de programas do tipo P2P ou Torrent, com certeza são piratas. Mas sabia que digitalizar um CD que você mesmo comprou também é crime?

Segundo dados do Ibope/NetRatings, os downloads ilegais eram feitos por 38% dos internautas brasileiros há um ano. Hoje, são 46%. Uma pesquisa da Fecomércio-RJ aponta que apenas 5% da população não recorre à pirataria por medo de ser punida.

Toda essa situação está fazendo surgir um debate: no momento em que a maioria das pessoas está à margem da lei, de quem é o erro: das pessoas ou da lei? “Há um descompasso entre o que as pessoas fazem e o que a lei prevê”, disse ao Link Lawrence Lessig, criador das lincenças Creative Commons (leia entrevista na pág. L8).

Em praticamente todo o mundo a legislação está desatualizada, mas no Brasil a lei de direitos autorais, de 1998, é particularmente rígida. Prevê, por exemplo, que a cópia privada de material entre dispositivos eletrônicos é pirataria.

Também não é o caso de apontar o dedo para a Justiça e o meio jurídico ou os detentores de direitos autorais, sejam eles artistas ou a indústria de cultura e entretenimento. Afinal, eles precisam defender seus direitos e, para tanto, apelam para profissionais afinados com a lei em vigor.

“A pirataria nunca é benéfica, mesmo como uma resposta a um modelo comercial de formato e preço que está em xeque. Não podemos defender uma lei que exclua o direito de autor”, afirma o advogado Luiz Henrique Souza, especialista em direito digital. O consultor jurídico da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), João Carlos Muller, é mais enfático: “As redes P2P são a desgraça dos direitos de autor”.

No meio do tiroteio está o Ministério da Cultura. Desde 2007, comissões debatem novas saídas para a lei de direito autoral brasileira. A ideia mais próxima de ser aprovada é o conceito de cópia privada, em vigor, por exemplo, nos EUA. Não resolve o problema por completo, mas é um avanço.

A questão por trás da discussão é: por que baixar arquivos? As respostas são óbvias: alto preço de CDs e DVDs, praticidade de consumir conteúdo quando quiser e ter acesso a produtos que não estão no mercado brasileiro. “Se fosse pagar por todos os álbuns que ouço, não conheceria 1% das músicas”, diz o DJ carioca Rodrigo, que admite baixar torrents a rodo – e que, como os outros exemplos de “baixadores” desta reportagem, terá o sobrenome preservado.

A realidade é mesmo complexa por ter diversos interesses em jogo. Mas tem saída, seja na lei ou no mercado. Nesta edição, o Link discute, sem hipocrisia e conservadorismo, uma questão ainda sem resposta: quando vamos deixar de ser piratas digitais?
Somos todos piratas?



Legislação atual faz a maioria das pessoas conectadas estarem à margem da lei. Mas de quem é o erro: das pessoas ou da lei?

LUCAS PRETTI E RODRIGO MARTINS

DO CADERNO LINK DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO (E COPIADO DO BLOG LÁGRIMA PSICODÉLICA)

A Campus Party, que terminou há uma semana em São Paulo, escancarou uma realidade urgente: os novos hábitos de consumo de cultura, conhecimento e diversão não cabem mais na legislação de direitos autorais e antipirataria em vigor no Brasil e no mundo.

O que 4 mil pessoas fizeram durante uma semana com uma conexão à internet de 10 gigabits por segundo? A resposta é óbvia: trocaram arquivos digitais dos mais diversos tipos – músicas, filmes, seriados e games, entre outros –, tanto “baixando” quanto “subindo” conteúdo em grande quantidade. E grande parte desse conteúdo é, segundo as leis atuais, ilegal.

Quer dizer que os participantes do evento merecem ser punidos? Nada disso: se você ler esta reportagem do Link verá que provavelmente, como quase todos nós, também é pirata.

Numa época em que, de acordo com a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), 95% dos downloads de música na internet são ilegais e a tecnologia permite copiar, subir, baixar e compartilhar arquivos pela rede, as leis continuam as mesmas do século 20: para ter acesso a um disco, filme ou livro você precisa comprar uma cópia. Se copiar ou tiver acesso sem pagar, é criminoso.

Segundo uma pesquisa da Comscore, 46% dos internautas brasileiros acessam o YouTube. De acordo com a legislação, ter acesso a conteúdo ilegal, mesmo que apenas para assistir, é crime. Então, apenas no YouTube, há muitos potenciais piratas brasileiros. Quem subir conteúdo protegido para o site pode pegar até quatro anos de prisão.

Você tem um MP3 player ou um celular que toca música? De onde vieram as músicas que estão lá? Se foi de programas do tipo P2P ou Torrent, com certeza são piratas. Mas sabia que digitalizar um CD que você mesmo comprou também é crime?

Segundo dados do Ibope/NetRatings, os downloads ilegais eram feitos por 38% dos internautas brasileiros há um ano. Hoje, são 46%. Uma pesquisa da Fecomércio-RJ aponta que apenas 5% da população não recorre à pirataria por medo de ser punida.

Toda essa situação está fazendo surgir um debate: no momento em que a maioria das pessoas está à margem da lei, de quem é o erro: das pessoas ou da lei? “Há um descompasso entre o que as pessoas fazem e o que a lei prevê”, disse ao Link Lawrence Lessig, criador das lincenças Creative Commons (leia entrevista na pág. L8).

Em praticamente todo o mundo a legislação está desatualizada, mas no Brasil a lei de direitos autorais, de 1998, é particularmente rígida. Prevê, por exemplo, que a cópia privada de material entre dispositivos eletrônicos é pirataria.

Também não é o caso de apontar o dedo para a Justiça e o meio jurídico ou os detentores de direitos autorais, sejam eles artistas ou a indústria de cultura e entretenimento. Afinal, eles precisam defender seus direitos e, para tanto, apelam para profissionais afinados com a lei em vigor.

“A pirataria nunca é benéfica, mesmo como uma resposta a um modelo comercial de formato e preço que está em xeque. Não podemos defender uma lei que exclua o direito de autor”, afirma o advogado Luiz Henrique Souza, especialista em direito digital. O consultor jurídico da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), João Carlos Muller, é mais enfático: “As redes P2P são a desgraça dos direitos de autor”.

No meio do tiroteio está o Ministério da Cultura. Desde 2007, comissões debatem novas saídas para a lei de direito autoral brasileira. A ideia mais próxima de ser aprovada é o conceito de cópia privada, em vigor, por exemplo, nos EUA. Não resolve o problema por completo, mas é um avanço.

A questão por trás da discussão é: por que baixar arquivos? As respostas são óbvias: alto preço de CDs e DVDs, praticidade de consumir conteúdo quando quiser e ter acesso a produtos que não estão no mercado brasileiro. “Se fosse pagar por todos os álbuns que ouço, não conheceria 1% das músicas”, diz o DJ carioca Rodrigo, que admite baixar torrents a rodo – e que, como os outros exemplos de “baixadores” desta reportagem, terá o sobrenome preservado.

A realidade é mesmo complexa por ter diversos interesses em jogo. Mas tem saída, seja na lei ou no mercado. Nesta edição, o Link discute, sem hipocrisia e conservadorismo, uma questão ainda sem resposta: quando vamos deixar de ser piratas digitais?

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

A PM tem medo de manifestantes


O governo José Serra e pífio, entre outras coisas, por transformar o caos social e a miséria em política. Sua polícia militar deixou a desejar, mais uma vez, na desordem que atingiu a favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, próximo do bairro nobre do MOrumbi.

Em vez de coibir o vandalismo de bandidos que quebravam carros e depredavam imóveis, deixou tudo correr solto à espera da Tropa de Choque, que demorou uma eternbidade para chegar ao local. Enquanto isso, barricadas eram montadas com pneus e carcaças de veículos em chamas e mais veículos eram depredados.

A atuação da PM foi vergonhosa. Ficou com medo e evitou o confronto. POr quê? POrque os comandantes não confiam mais no governador, ue os largou no fogo no episódio da morte da menina Eloá PImentel, em Santo André, no ano passado. A cúpula da PM tem medo da mídia e não confiam no governador, que faz uso político da corporação e a queima quando algo dá errado.

A PM tem que entrar com tudo, quebrando tudo e passando por cima de manifestates que insistem em bloquear vias importantes. E não pode ter medo de atirar para matar vândalos.
Quem vai salvar os empregos?


Um mês de 2009 e a crise econômica promete não dar tréguas aos prefeitos que assumiram em janeiro. Se por um lado o ABCD teve a menor taxa de desemprego de sua história em dezembro, segundo a Fundação Seade, o horizonte está com nuvens pesadas para uma tempestade que promete ser longa.

Enquanto o governo federal arregaça as mangas e luta para dar incentivos ao consumo e a uma produção industrial em franca desaceleração, o governo do Estado ainda se mostra tímido. O governador José Serra (PSDB) anuncia um pacote de obras de recuperação de estradas que já estava programado - copmo se isso fosse suficiente para compensar a perda progressiva de postos de trabalho na indústria.

Uma questão que surge neste momento: o que os municípios podem fazer para amenizar os estragos da crise e segurar empregos industriais? Por mais que se tente imaginar soluções milagrosas, o fato é que os novos prefeitos terão de conviver com um período de turbulências que vai se refletir rapidamente na arrecadação de impostos.

Alguns economistas radicais neoliberais - sim, eles existem - sugerem até que os municípios retomema política de alívio fiscal, numa postura tão irresponsável quanto esdrúxula. Abrir mão de receitas fixas neste momento é alimentar uma planta carnívora, que nada dá em troca.

Os exemplos macroeconômicos são claros: o governo federal diminuiu o valor compulsório recolhido pelo Banco Central nos bancos e estes ignoraram os apelos de baixar os juros, mesmo em tempos de taxa Seelic - a taxa básisca da economia - em queda.

É o spread bancário (taxa de risco que é cobrada em cada operação de empréstimo), dizem os sabujos da Febraban, a associação dos bancos. O oportunismo nojento é claro: ao afirmar que ainda é alto o risco de calote no Brasil, os banqueiros jogam no lixo todos os avanços monetários e fiscais que o país conseguiu desde a década passada, e mais ainda a partir do governo Lula, em 2003.

Já as indústriais receberam dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e redução de alíquotas de impostos - necessárias, de qualquer forma, com ou sem crise.

Mesmo assim, não tiveram vergonha de acelerar as demissões em todos os ramos. E ainda reclamam de quem sugere condicionar a concessão de crédito e incentivos fiscais à manutenção do nível de emprego.

A lamentar apenas a falta de medidas drásticas e duras do governo federal para conter esse movimento destruidor de empregos mesmo recebendo benefícios. Já o governo estadual simplesmente ignora a questão.

Diante de um quadro desolador e cínico, como sugerir aos municípios que abram mão de receitas futuras para "ajudar" empresas em dificuldades, se estas mesmas se recusam a se comprometer em manter o nível de emprego?

Apesar da dificuldade de encontrar soluções viáveis, ainda assim está faltando debate na região. Onde estão as associações comerciais e os Ciesps (Centros da Indústria do Estado de São Paulo)? E os vereadores, será conitnuam mais preocupados com seus quintais? Será que vão se preocupar somente com as miudezas das intrigas e briguinhas por cargos em comissões ou para mostrar poderzinho em votações de regimento interno?

Mais uma vez será a imprensa a estimular e criar um debate de alto nível sobre o futuro do emprego no ABCD. E quando digo imprensa me refiro aos veículos comprometidos com a região, como o ABCD Maior, desde o primeiro dia de sua existência. Já outros, com décadas de existência, ignoram deliberadamente o assunto - comportamento histórico, diga-se de passagem.
Todos os problemas do mundo acabaram



Todos os problemas do mundo acabaram. Barack Obama assumiu a presidência dos Estados Unidos e o Copom (Comitê de Política Monetária) cortou os juros em um ponto porcentual. Tudo vai ficar bem, a crise econômica deixou de existir e os empregos voltarão a surgir em profusão neste primeiro trimestre.

A sociedade brasileira tem a tendência perigosa e extremamente arrogante de simplificar ao máximo os problemas e suas pretensas soluções como forma de mascarar a realidade e fugir da responsabilidade.

O resultado imediato desse comportamento suicida é a criação de factoides e mais factoides. O mais nojento deles nesta semana foi a ameaça de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, deputado federal pelo PTB paulista e presidente da Força Sindical, de ameaçar invadir o Banco Central caso não houvesse redução da taxa básica de juros da economia, a Selic, na última quarta-feira. Além de inútil, pueril e mentirosa, a ameaça do sindicalista foi de uma irresponsabilidade imensa.

O fato é que ninguém se atreve a atacar os pontos que têm de ser atacados. Reduzir a taxa de juros é apenas um paliativo no combate à crise, que está engolindo a economia brasileira com uma voracidade impressionante. Afinal de contas, 654 mil demissões em dezembro último é muito mais do que indigesto, é perturbador.

Enquanto o governo federal se distrai com polêmicas inúteis – como a concessão de refúgio e asilo político a um terrorista italiano, por exemplo –, as supostas medidas de punição para empresas que estão demitindo mesmo após receber ajuda com dinheiro público ficam pelo caminho.

São meras palavras ao vento, assim como a suposta indignação de autoridades do Ministério da Fazenda e do Banco Central com os altos spreads bancários – espécie de comissões que os bancos cobram pelo risco de emprestar dinheiro. Afinal, como disse o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, baixar juros somente não resolve, “o problema são os spreads”. Os banqueiros ficam irritadinhos, dizem que as “coisas não são bem assim” e ignoram solenemente o Banco Central.

Os debates estéreis continuam em ritmo de marola, enquanto a realidade atropela todo mundo. E o imobilismo já contamina parte das entidades que representam os trabalhadores.
Em Jacareí, no Vale do Paraíba, em decisão extremamente preocupante que revela falta de democracia -, um sindicato filiado à central Conlutas, ligado ao radical PSTU, impede o acordo de redução de jornada de trabalho e salário numa empresa. O detalhe é que o acordo foi aprovado pelos próprios funcionários, diante do dilema monstruoso: sem a redução, a empresa fecha.

A ideologização da discussão sobre as formas de combater o desemprego teve o seu valor no início da crise. Foi importante para marcar posição e recolocar as centrais sindicais no debate.

O problema é que a realidade insistiu em passar por cima de tudo. As opções oferecidas até agora pelos trabalhadores foram rechaçadas ou ignoradas pelas empresas, tudo diante da passividade e da lentidão do governo federal e da omissão do governo estadual.

Rejeitar redução de jornada de trabalho com redução de salário é uma bandeira histórica dos sindicatos. Mas quando a base começa a entender que emprego é mais importante do que tudo e que salário de desempregado é zero, é sinal de que é preciso forçosamente perceber o que está em jogo.

Credibilidade e coerência são virtudes desejáveis, mas, dependendo do ponto de vista, podem se chocar com a realidade, emperrando a vida. E a realidade insiste em corroer conceitos históricos. Como lidar com isso?
A soliedariedade sumiu e não volta tão cedo


Em algum momento, a solidariedade desapareceu das grandes cidades brasileiras. Alguns dizem que foi no final dos anos 70 do século passado, quando as sucessivas crises econômicas brasileiras começaram a época dos índices de desemprego de dois dígitos. Outros dirão que foi no começo dos ano 80, ainda no bojo das mesmas crises, quando as favelas explodiram de vez em São Paulo e no Rio de Janeiro, inaugurando o pesadelo da violência urbana nos anos pós-ditadra militar.

Alguns esquerditas mais apressados dirão que a solidariedade desapareceu de vez nos anos 90, quando a abertura indiscriminada dos governos Fernando Collor de Mello, Itamar Franco e Fernando Hnrique Cardoso devastaram parques industriais e jogaram milhares de trabalhadores na informalidade e no desemprego prolongado.

O fato é que a cordialidade e a boa receptividade que os estrangeiros que nos visitam sempre elogiam nunca existiu de fato. Caso contrário, jamais permitiríamos o aumento indecoroso de mendigos na cidade de São Paulo. O endurecimento das relações pessoais nas metrópoles e nas cidades de porte médio ultrapassa qualquer sintoma de crise econômica, de pobreza ou mesmo de abjeta desigualdade de distribuição de renda.

A falta de solidariedade é sintoma de ausência de Estado, como observamos na batalha entre vândalos da comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, e a Polícia Militar. O que era uma manifestação nada legítima - já que execrava a PM por ter abordado e revidado a uma agressão de um ladrão - se transformou no grito de uma população maltratada e abandonada pela prefeitura de José Serra/Gilberto Kassab.

A baderna promovida por uma turma de vândalos ensandecidos é um sintoma de sociedade que já não está mais doente: está anestesiada. A paralisia atinge desde a PM, instrumento politiqueiro do governo estadual, que titubeou na repressão aos verdadeiros bandidos de Paraisópolis; atinge a população, que não tem para onde correr; e atinge a imprensa, onde apresentadores de TV falastrões e irresponsáveis berram por sague.

Saindo do macro e aterrissando no nosso microcosmo do ABCD, a solidariedade sumiu quando deixamos de olhar para o lado, para fora do carro. O embrutecimento atingiu níveis inimagináveis até mesmo para quem sempre participou de atividades filantrópicas. É cada vez mais comum observarmos nos semáforos de nossas sete cidades toda a sorte de pedintes e oportunistas.

Como discernir entre o que é verdade é o que é golpe? Como identificar naquela criança rota e miserável um instrumento absurdo de pais inescrupulosos? Como não desconfiar daquele rapaz forte que afirma jamais conseguir emprego e pedir dinheiro dentro dos ônibus - e que em seguida vai para o botquim tomar pinga?

No último sábado à noite, chuvoso e mal iluminado, um homem com uma criança no colo, com guarda-chuva e acompanhado por uma mulher, pedia dinheiro no semáforo do Paço Municipal de São Bernardo, em frente ao Teatro Cacilda Becker. A história o denunciava: "acabei de sair do hospital com minha filha e não tenho dinheiro para ir paracasa..."

A mesma história de sempre. Recusei o pedido de dinheiro e tive de escutar: "Tá vendo a crianã na chuva e ainda recusa ajuda. Deus tá vendo..."

Não tenho a obrigação de dar esmola - sou totalmente contra isso. Além do mais, se realmente ele estava no hospital com a filha e sem dinheiro, deveria ter procurado a assistência social da instituição - todo hospital tem uma.

Entretanto, pelo inusitado da reação, creio ter sido um sinal de alerta para que procuremos entender, de alguma forma, o temo em que vivemos em nossa cidade. A solidariedade sumiu e nada indica que nós, habitantes da metrópole, consigamos encontrá-la no médio prazo.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Desafio sindical para 2009



Época de crise econômica é época propicia para a choradeira de empresários em busca de salvação para seus problemas de gestão. Foi essa a impressão que ficou depois da reunião entre o ministro Guido Mantega e vários empresários de peso em Brasília, na última quarta-feira.

Enquanto isso, continuam céleres as demissões e as soluções mirabolantes para “evitar” os cortes, como suspensão de contratos de trabalho e extensão de férias coletivas.

A última agora é a exigência dos empresários de se implantar, de alguma forma, a redução da jornada de trabalho com a redução de salários, uma medida sempre e historicamente rechaçada pelos sindicatos de todas das categorias.

Entretanto, já existem líderes sindicais, que de forma moderada e sensata, até admitem discutir a questão para preservar empregos.

Mais uma vez a realidade acaba por suplantar ideologias e decisões de cúpula. E mais uma vez o mundo sindical se vê diante de um dilema que desafia a sua própria existência, como ocorreu bem no comecinho dos anos 90: largar, ainda que temporariamente, a luta pelos melhores condições de trabalho em favor da preservação dos empregos, ou insistir na ideologização das relações trabalhistas e rejeitar qualquer flexibilização dos benefícios conquistados?

Há muito tempo se discute entre os líderes dos trabalhadores o papel que os sindicatos devem assumir no século XXI, em tempos onde a globalização avança muito rápido e o sistema capitalista, mesmo com as suas crises cíclicas, se consolida cada vez mais.

Afinal, qual é o papel do sindicato nos anos 2000? Como enfrentar uma sociedade em que a competição é cada vez mais acirrada e onde a busca incessante por maior eficiência com custos cada vez menores é uma “lei” praticamente inviolável – o que incentiva cada vez mais a informalidade e a terceirização, ainda que ilegal?

Coube a Luiz Marinho, atual prefeito petista de São Bernardo e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABCD, lançar uma ideia bastante interessante quando assumiu a presidência da CUT nacional.

“Os novos desafios sociais do século XXI vão levar a uma reformulação no pensamento sindical. quem não se adaptar às novas demandas da sociedade ficará para trás. Acredito que os sindicatos, de alguma forma, deverão cada vez mais se comportar como verdadeiras ONGs (organizações não-governamentais), expandido seu campo de atuação além das negociações salariais e de benefícios trabalhistas”, disse Marinho.
Não é por outro motivo que Marinho é fruto de uma entidade que sempre foi considerada a vanguarda sindical do País. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC sempre foi um laboratório, onde o pensamento e análise são requisitos fundamentais para que seu líderes sindicais desempenhem suas funções.

E é justamente da entidade que se esperam novas ideias para que o trabalhador consiga entender e trafegar pelos próximos anos de crise econômica.

***************

Ano novo, guerra nova. Mesmo em tempos de crise econômica severa, a guerra parece ser um motor forte para movimentar a economia, mesmo que isso signifique sacrifícios financeiros para parte da sociedade. Isso não é problema para Israel, que empreende uma ofensiva avassaladora contra os palestinos do Hamas na Faixa de Gaza.

Israel está à beira de uma severa recessão, com inflação em alta e déficits fiscal e comercial. Ainda assim, responde de maneira desproporcional ás provocações do Hamas, uma facção terrorista dos palestinos que administra Gaza.

Não se discute o direito dos israelenses de responder militarmente às agressões palestinas – militantes do Hamas lançaram mais 100 foguetes contra a parte sul de Israel em dezembro passado, o que motivou a invasão como contra-ataque.

A questão, no entanto, é outra: ninguém quer uma solução para a crise, pois politicamente ela é interessante: na possibilidade de extinguir Israel, os palestinos se tornam uma importante “arma política” para os árabes. Esperemos a próxima guerra.
A tempestade chegou


A marolinha está virando furacão. Aquilo que todo mundo temia aconteceu em janeiro: uma grande montadora inicia demissões e provavelmente puxará a fila de outras, que só esperavam o momento em que alguém cortasse na folha para colocar a tesoura em ação.

As quase 800 demissões realizadas pela General Motors em São José dos Campos, na verdade, apenas escancarou o que acontecia sem que o país percebesse – ou fingia não acontecer: a queda progressiva no nível de emprego industrial, vitais para a manutenção da economia girando.

Em dezembro, por exemplo, estima-se que 600 mil trabalhadores foram dispensados. No setor de máquinas, foram 1,3 mil demissões no mês passado. No setor de autopeças, há risco iminente de perda do emprego para pelo menos 3 mil trabalhadores na Capital.

Será que é possível manter a cabeça fria diante do derretimento do emprego industrial neste janeiro tenebroso? Será que os fantasmas da década de 90 vão nos assombrar em 2009? E como isso afeta os prefeitos recém-empossados na Grande São Paulo, especialmente no ABCD?

O sinais da crise estavam escancarados desde meados do ano passado, mas infelizmente a maioria dos agentes econômicos se recusou a admitir que a tempestade estava próxima.

Executivos públicos, líderes setoriais do empresariado e até mesmo sindicalistas ficaram inebriados com quase três anos de conquistas e bom desempenho econômico e aparentemente ficaram paralisados diante do tempo ruim que se aproximava – ou então, o que é criminoso, simplesmente fingiram que nada acontecia.

Sem guarda-chuva ou abrigo decente para passar pela tormenta, sobraram ressentimentos e rosnados, além de muita incompetência na condução da reação à crise. Desde a “simples marolinha” até a “passagem suave pela crise”, todo o Brasil assistiu de forma passiva à chegada, muito rápida, dos efeitos da crise financeira mundial.

Os juros continuam extremamente altos, as medidas de desoneração tributária em vários patamares demorou – e quando veio, foi insuficiente para estancar a enxurrada de pessimismo.

Por fim, a facilitação de acesso a crédito por parte das empresas não atingiu o objetivo primordial, que era manter o nível de emprego industrial. Grandes empresas que esbravejaram pedindo ajuda financeira e redução de impostos – coisas que efetivamente ocorreram – simplesmente debocharam do governo federal e demitiram sem a menor cerimônia, numa provocação sem precedentes na história econômica brasileira.

O fato é que uma sucessão de erros e omissões ocorridas a partir do segundo semestre de 2008 colocam em xeque os bons resultados que o país obteve desde 2006. A onda de pessimismo é justificada, e nada indica que poderá ser debelada antes de julho.

As consequências desabaram sobre os trabalhadores, que neste momento são reféns das “condições do mercado”. Os sindicatos estão em clara desvantagem. Pouco fizeram para recuperar o prestígio e a importância que tinham nos anos 80 e começo dos anos 90.

Hoje essas entidades precisam não só recuperar o prestígio, mas se mostrar relevantes para os desafios trabalhistas do século XXI. Enquanto isso, resistem como podem às investidas empresariais contra direitos e benefícios dos trabalhadores.

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, não tem vergonha de afirmar que exige dinheiro público para salvar empresas sem ter de dar satisfações e sem dar a mínima garantia de emprego. Insiste na flexibilização de direitos, como redução de jornada de trabalho com redução salarial e suspensão de contratos de trabalho.

E os sindicatos estão com dificuldades para enfrentar os adversários. apostar no pragmatismo e flexibilizar direitos para eventualmente garantir empregos? Ou radicalizar e tentar impedir qualquer mexida nos salários e benefícios? Tempos difíceis...
Mais chororô de músico roqueiro brasileiro contra os gringos


Tenho ouvido cada vez mais lamentos de músicos de rock brasleiros a respeito da preferência do público nacional por bandas estrangeiras, em vez de apoiar que batalha pelos botecos da vida divulgando material próprio.

O mais recente ressentido é Eduardo Ardanuy, guitarrista do Dr. Sin, um dos melhores que já vi ao vivo. O estupendo músico concedeu uam entrevista na edição de janeiro da revista Roadie Crew, onde fala do lançamento de seu CD solo, "Electric Nightmare".

No meio do texto, reclama de novo da falta de apoio aos músicos nacionais. "O público brasileiro continua 'paga-pau' de gringo, prefere gastar R$ 300 para ver o Judas Priest do que R$ 20 ou R$ 30 para assistir a uma boa banda nacional", diz o músico, cheio de rancor.

Essa é uma batalha perdida e esse tipo de lamento já encheu a paciência. Se o Dr. Sin dele - banda maravilhosa - não faz tantos shows quanto ele gostaria, não adianta culpar o público de shows internacionais. Por mais que o Dr. Sin seja bom - e, repito, é excelente - qual banda você veria se os shows fossem simultâneos? A citada Dr. Sin ou o AC/DC? Dr. Sin ou Black Sabbath? Dr. Sin ou Iron Maiden?

Parece que falta um pouco de bom senso a Edu Ardanuy. Não é simplesmmente uma questão de qualidade - as bandas de rock citadas e milhares de outras são melhores do que o Dr. Sin: é uma questão de oportunidade.

O AC/DC, por exemplo, já tocou mais de 30 vezes na cidade de Saint Louis, nos Estados Unidos, uma espécie de Belo Horizonte americana. E só vieram duas vezes ao Brasil, para somente dois shows.

A América do Sul não é rota assídua de shows internacionais. Então é natural que quando uma banda estrangeira aporte por aqui, mesmo que de porte médio, ganhe a atenção do público.

É o caso dos alemães do Grave Digger, metal tradicional dos melhores, mas que nunca passou de uma banda mediana em termos de público nos 27 aos de carreira. Entretanto, quando vem ao Brasil - e já veio cinco vezes - lota seus shows.

Por outro lado, é cada vez mais comum vermos shows do Dr. Sin no Brasil, assim como os do Angra, da banda de André Matos, do Almah de Edu Falaschi (Angra) e até mesmo do Krisiun. Todas essas bandas tocam com bastante regularidade e lotam seus shows. Por que elas tocam bastante e lotam seus shows e o Dr. Sin, que é tão bom quanto, não consegue?
Ciclistas ainda acham que têm direitos



A morte de uma ciclista na semana passada na avenida Paulista, abalroada por um ônibus, gerou uma onda de protestos contra o "trânsito selvagem da metrópole", ainda mais porque a vítima era uma ativista pela disseminação do uso da bicicleta como principal meio de transporte na Grande São Paulo.

É louvável o esforço realizado por gente como Arturo Alcorta e Renata Falzoni, jornalistas da rádio Eldorado que percorrem as ruas de bicicleta para falar de trânsito e sobre as belezas de pedalar por São Paulo em locais inusitados. Infelizmente, eles são incompreendidos e ainda têm pouco respeito por sua causa.

Entretanto, existe um fato: andar de bicicleta em São Paulo em vias movimentadas é um suicídio. Nem tanto pela "maldade" dos motoristas - ela existe e é responsável por grande parte dos acidentes com mortes entre os ciclistas -, mas a questão é que não dá para exigir cuidado extremo com os pedaladores sendo que eles mesmo não se respeitam.

O que dizer de alguém que resolve pedalar no corredor de ônibus da avenida Paulista em uma terça-feira, dia útil, às 10h, numa manhã comum? Gente assim está assumindo deliberadamente um risco de ser atropelado, sendo experiente ou não.

O que dizer de alguém que resolve pedalar na Marginal Pinheiros às 16h numa quarta-feira, em pleno trânsito pesado? É inteligente o cara que faz isso? Foi o que fez o irmão do ex-tenista Cássio Mota há 15 anos. Foi abalroado por um automóvel perto da raia da USP, na Marginal Pinheiros, caiu e morreu.

Não se discute a necessidade de se ampliar as ciclovias em São Paulo. Isso tem de acontecer. Mas não dá para ter dó de gente que morre depois de andar de bicicleta na avenida Paulista em horários de pico. No mínimo, é burrice.

terça-feira, janeiro 13, 2009

Os melhores shows no Brasil em 2008



Judas Priest
Ozzy Osbourne
Queen + Paul Rodgers
Iron Maiden
Grave Digger
Queensryche
Os melhores DVDs de 2008


Rush - Snakes and Arrows Live
David Gilmour - Live in Gdansk
Paul Stanley - One Live Kiss
Dream Theater - Chaos in Motion
The Who - Live at Kilburn 1977
Rolling Stones - Shine a Light
ZZ Top - Live in Texas
Os melhores CDs de 2008



Um ano ótimo de lançamentos, com o retorno de quem há muito tempo hibernava, como o AC/DC, o Metallica e até o Guns N'Roses. Sem essa de dez mais, os melhores foram esses:

INTERNACIONAL

AC/DC - Black Ice
Metallica - Death Magnetic
Testament - The Formation of Damnation
Rolling Stones - Shine a Light
Alice Cooper - Along Came a Spider
Whitesnake - Good to Be Bad
Rage - Carved in Stone
Motorhead - Motorizer
Uriah Heep - Wake the Sleeper
Judas Priest - Nostradamus
Death Amgel - Killing Season
Exodus - Let There Be Blood
Yngwie Malmsteen - Perpetual Flame
Jeff Beck - Performing This Week
Rush - Snake and Arrows Live
Uli Jon Roth - Under a Dark Sky
Glenn Hughes - F.U.N.K.(First Underground Nuclear Kitchen)
David Gilmour - Live in Gdansk

NACIONAL

Kavla - Surreal
Torture Squad - Hellbound
Almah - Fragile Equality
Cavalera Conspiracy - Inflikted
Mindflow - Destructive Device
Krisiun - Southern Storm
King Bird - Sunshine
Apocalypse - Bridge of Light

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Robert Plant é eleito a melhor voz do rock


O cantor Robert Plant, vocalista do grupo Led Zeppelin, foi eleito a melhor voz do rock de acordo com uma lista organizada pela "Planet Rock". A informação é do site especializado em música "NME".



O vocalista desbancou outros roqueiros como Freddie Mercury, Paul Rogers e Ian Gillan.
Outros cantores, como Roger Daltrey, David Coverdale e Axl Rose, também entraram para a relação das 20 maiores vozes do rock.



Confira a lista com os vinte primeiros colocados:



01. Robert Plant (Led Zeppelin)
02. Freddie Mercury (Queen)
03. Paul Rodgers (Free/Bad Company)
04. Ian Gillan (Deep Purple)
05. Roger Daltrey (The Who)
06. David Coverdale (Whitesnake)
07. Axl Rose (Guns N' Roses)
08. Bruce Dickinson (Iron Maiden)
09. Mick Jagger (The Rolling Stones)
10. Bon Scott (AC/DC)
11. David Bowie
12. Jon Bon Jovi (Bon Jovi)
13. Steven Tyler (Aerosmith)
14. Jon Anderson (Yes)
15. Bruce Springsteen
16. Joe Cocker
17. Ozzy Osbourne (Black Sabbath)
18. Bono (U2)
19. Peter Gabriel
20. James Hetfield (Metallica)

segunda-feira, dezembro 22, 2008

A era da buzina assassina



O caos do trânsito da Grande São Paulo está transformando um instrumento fundamental do automóvel em uma vilã das ruas paulistas e paulistanas. A criminalização da buzina chegou a um ponto que ela passou a ser uma arma contra o "buzinador" e uma "justificativa" para que atrocidades seja cometidas por quem se sentiu "ofendido".

As conseqüências do uso da buzina do trânsito, quase sempre trágicas, mostram a que ponto chegou o nível de falta de educação e desfaçatez do povo que vive nas grandes cidades. Buzinar virou um ato obsceno, uma agressão, que merece ser punida com a morte.

A buzina, se pudesse, seria proscrita pela maioria dos motoristas, justamente os mesmos que trocam de faixa e fazem conversões sem sinalizar com a seta; são os mesmo que param em fila dupla; os mesmos que andam, na contramão; que fazem conversões proibidas; estacionam em local proibido; param em cima da faixa de pedestres; e que andam a 120 km/h por hora em ruas que admitem no máximo 60 km/h de velocidade; são os mesmos que bebem antes de dirigire que não ligam que os filhos menores façam o mesmo, dirigindo sem autorização; e são os mesmo motoristas que compram carteiras de habilitação e pagam propinas para evitarem multas.

Há tempos os barsileiros estão no desvio ético. Conseqüência, em grande parte, dos desmandos do lixo autoritário do regime militar ditatorial que dominou a vida política nacional entre 1964 e 1985.

Foi na Ditadura Militar que o jeitinho brasileiro foi alçado a instituição. O mundo era dos espertos, daqueles que tinham conexões, conhecidos em lugares estratégicos, daqueles que sabiam os atalhos para se "dar bem", roubando dinheiro público ou simplesmente furar a fila do ingresso no jogo de futebol.

A ética na vida cotidiana primeiro foi escanteada, para depois ser soterrada e, por fim, ignorada. Já h0uve dirigente de futebol que disse que ética é coisa de e para filósofos. Ele resumiu bem o pensamento nojento que a classe média adotou no "vale tudo" do fim dos anos 70 e começo dos anos 80.

Ninguém vota mais no melhor candidato, mas naquele que pode favorecer ou não "prejudicar". Não é por outro motivo que políticos carregados de denúncias, como Paulo Maluf e Jáder Barbalho, por exemplo, ainda conseguem se eleger deputados federais e obtêm considerável número de votos em eleições majoritárias.

Em pleno século XXI, existem eleitores que não acham nada de errado na máxima "rouba, mas faz", atribuída ao político paulista Adhemar de Barros, um trator eleitoral nos 50 e 60 do século passado.

É justamente essa falta de ética, ou a ética do jeitinho totalmente exacerbado, que pesa contra a buzina, instrumento importante de alerta em um automóvel. Uma buzinada pode ser uma sentença de morte no trânsito enlouquecedor da Grande São Paulo.

Em um trajeto de menos de três quilômetros, da avenida Kennedy, a rua dos bares de São Bernardo, à avenida Pereira Barreto, próximo ao falido hospital Baeta Neves, duas buzinadas que dei foram motivos suficientes para xingamentos e início de brigas, no último domingo, dia 21 de dezembro.

Na avenida Lucas Nogueira Garcez, um Megane, da Renault, atravessou dois semáforos vermelhos e trocou de faixa sem sinalizar duas vezes, quase atropelando uma família e colidindo com dois carros, um deles o meu. Os dois buzinaram.

O motorista do Megane, um cidadão gordo com olhar feroz, típico representante da classe média que se acha melhor do que a patuléia, destilou todos os palavrões que sabia e ficou provocando o motorista do Vectra que havia buzinado. Chegou a jogar o carro em cima do Vectra, quase provocando o que seria nova colisão.

Na avenida Pereira Barreto, um Gol cheio de garotos de não mais de 18 anos, com latas de bebida nas mãos, saiu de uma travessa e entrou na movimentada avenida, o que fez com que um outro Gol tivesse de desviar em cima, jogando o carro para outra faixa, e que um Corsa freasse bruscamente para evitar a colisão. Inevitavelmente, as buzinas soaram. Novos xingamentos e ameaças e uma lata foi arremessada contra o Corsa.

No intuito de perseguir o motorista do Corsa, o Gol baderneiro, dirigido por um animal, me fechou, quase batendo no meu carro e em outro Gol, que estava a minha direita. Outras duas buzinas soaram e a ira dos jovens aparentemente bêbados se voltou contra mim, com xingamentos e manobras provocativas.

Isso é comum todos os dias, nas ruas da Grande São Paulo. Se a classe média abandonou de vez a ética, como exigir um comportamento decente de pessoas de classes mais populares, sem acesso a uma educação de qualidade mínima e oprimida por um modelo econômico às vezes injusto - ainda que esse seja bem melhor do que os outros?
Oportunismo agora é explícito


A pressão está dando certo. A conversa agora sobre a crise, e que parte principalmente da Fiesp (Federação das Indústrias doEstado de São Paulo), é a do chamado Pacto Social. Não passa de mais um eufemismo para cortar direitos trabalhistas e jogar para as costas do governo federal uma massa de trabalhadores desempregados que teriam de sobreviver com o seguro-desemprego.

Oportunistmo e casuísmo é pouco para definir a falta de discernimento do empresariado nacional para enfrentar esses tempos de crise. Durante quatro anos todo mundo ganhou dinheiro a rodo com a boa conjuntura internacional e a condução responsável e inteligente da política econômica brasileira.

Entretanto, com dois meses de crise financeira mundial, muitas empresas começam a falar em demissões e pactos para reduzir custos - leia-se redução de salários e benefícios trabalhistas.

É claro que já está mais do que na hora de se discutir novas formas de organização e legislação trabalhistas, até porque muito do que foi criado para proteger nos anos 70 e 80 hoje se voltam contra o trabalhador, muitas obrigado a cair na informalidade se quiser trabalhar - é a famigerada "pessoa jurídica", uma afronta total à legislação, onde a empresa terceiriza os encargos trabalhistas.

Só que querer discutir agora alterações e alternativas à lei vigente é nojento, é um oportunismo mais do que vil. Há pelo menos 14 anos que se debate a necessidade de uma lei do trabalho mais adequada ao século XXI, mas sempre alguém empurra a discussão - invariavelmente, empresários e governo.

Para as empresas, a única reforma trabalhista aceitável é aquela que acaba com benefícios trabahistas. Não sendo assim, preferem burlar a lei, como fazer a maioria dos empresários. É o maldito pensamento que prega a extinção do 13º salário, das férias, da licença-maternidade, do aviso prévio e de outras conquistas do trabalhador.

O curioso é que ninguém fala em rever a tributação sobre os salários. E nem mesmo os impostos pesados sobre outros aspectos da vida econômica nacional. E o momento está passando.

Afinal, se um governo do PT, o partido dos trabalhadores, chefiados por um ex-metalúrgico, não abre a discussão, após seis anos no Palácio do Planalto, o que esperar de um eventual governo de outro partido, que certamente estará pouco ou nada comprometido com os trabalhadores?

O novo "Pacto Social" proposto pela Fiesp é um colosso de desfaçatez. E entidade quer propor um acordo para minimizar os efeitos da crise sobre o nível de emprego com base em duas medidas: a redução de salários e jornada de trabalho e a flexibilização do pagamento de direitos como férias, 13º salário e participação nos lucros.

Roberto Della Manna, vice-presidente da Fiesp, explicou que a instituição tem propostas para evitar as dispensas de funcionários, que serão detalhadas no início de 2009. Segundo Della Manna, uma das alternativas é a redução da jornada de trabalho com a conseqüente diminuição dos salários. “A lei permite que isso seja feito até 20% do salário mediante acordo com os sindicatos.”
A outra alternativa, diz Della Manna, é fazer um acordo para novas formas de divisão de pagamento de benefícios como adicional de férias de 30%, 13º salário e participação nos lucros.

E o interessante é que até agora nenhuma liderança sindical se manifestou sobre tais abusos sugeridos por entidades empresariais - ou, se houve manifestação, ninguém percebeu. Os empresários tomaram a dianteria na discussão. O que é que os sindicatos estão esperando?
Terrorismo econômico é inaceitável


Não há dúvidas de que a crise financeira já chegou ao Brasil. São vários os setores que sentem e diminuição das vendas e das encomendas. Entretanto, já há setores gritando antes da hora e se pendurando na gorda aba da União.

As montadoras reduziram a produção com a queda nas vendas de até 20%, dependendo do indicador e do índice econômico analisado. Quase todas ou já concedera ou vão conceder férias coletivas aos funcionários, por períodos maiores do que os usuais.

Para completar, eis o que o setor de autopeças prevê para a primeira semana de janeiro, em texto publicado em 3 de dezembro, no jornal O Estado de S. Paulo:

Diante da queda das encomendas das montadoras, que viram as vendas de carros despencarem, e da redução das exportações, por causa da crise internacional, o setor de autopeças prevê 7,5 mil demissões até o fim do ano. As empresas também vão suspender toda a produção pelo menos durante 16 dias neste mês e dar férias coletivas. Várias planejam reduzir os investimentos.

Sondagem feita pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos (Sindipeças) com 95 empresas, responsáveis por 41% do faturamento do setor, aponta para incertezas em 2009. “O primeiro trimestre será muito difícil”, afirmou o presidente da entidade, Paulo Butori, em nota.


Não se trata de ignorar a crise e seus efeitos, longe disso. Neste mesmo espaço já avia comentado que em breve teríamos que conviver com o fantasma dos problemas retração econômica. O que não se pode admitir é o terrorismo que começa a pipocar na imprensa.

Ameaçar demitir 7,5 mil trabalhadores é terrorismo puro, inaceitável em um momento de ajustes e de análises mais detalhadas sobre o efeito da crise. Esse tipo de terrorismo é o estopim para mais uma onda de pânico financeiro.

Quando a economia cresceu e a indústria bateu seguidos recordes de vendas e produção por quase três anos foi uma festa, todo mundo aproveitou e se esbaldou de ganhar dinheiro. Agora, aos primeitros sinais de problemas, o setor de autopeças resolve, como primeira medida, demitir. Inaceitável sobre todos os aspectos.

Não bastam somente medidas "sindicais" para conter e protestar, é preciso que o poder público, que está acenando com ajudas bilionárias à indústria em âmbitos estadual e federal, tome providências e puna quem resolver demitir.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Mais uma aula de Jeff Beck




Depois de muito tempo sem lançar nada, Jeff Beck, um dos maiores guitarristas da história, retorna com novo álbum ao vivo, já à venda pela internet e também na livraria Saraiva. "Jeff Beck Live Performing at Ronnie Scott's Jazz Club" traz uma apresentação realizada em novembro de 2007 na famosa casa noturna de Londres - apesar do nome, até nomes como Dream Theater já tocaram por lá.

É tão bom quando o lançamento anterior, "Live at the BB King's Club", gravado em 2004 em Nova York. O novo CD, que também tem lançamento em DVD, é estupendo, com uma sonoridade inigualável e uma banda mais enxuta, porém estrelada.

Na bateria, o mestre norte-americano Vinnie Colaiuta. No baixo, uma menina franzina de 22 anos, uma virtuose norte-americana chamada Tal Wilkenfeld, que fez bonito com Beck no Crossroads Festival, em agosto de 2007, um festival de blues organizado por Eric Clapton no interior dos Estados Unidos.

O detalhe é que os show registrado no novo CD é o do dia 29 de novembro - Beck ficou o mês inteiro tocando na casa (na internet existe o áudio dos dosi shows, mas com qualidade apenas razoável, sob o nome de "Exhaust Notes").

Os dois últimos, dos dias 29 e 30, foram gravados e tiveram a participação de Eric Clapton nas três últimas músicas, infelizmente não editadas na obra por questões contratuais. Compre já!


Track Listing
1. Beck's Bolero
2. Eternity's Breath
3. Stratus
4. Cause We've Ended As Lovers
5. Behind The Veil
6. You Never Know
7. Nadia
8. Blast From The East
9. Led Boots
10. Angels (Footsteps)
11. Scatterbrain
12. Goodbye Pork Pie Hat / Bush With The Blues
13. Space Boogie
14. Big Block
15. A Day In The Life
16. Where Were You

sábado, dezembro 06, 2008

Simples assim



Do blog 'Trivela'


Mata-mata? Tô fora!
Postado em 05/12/2008 às 16:59 por Caio Maia

Se o Brasileirão deste ano ainda utilizasse a fórmula de mata-mata, haveria neste momento duas torcidas interessadas no campeonato.

Mais: se imaginarmos que a tabela que vai se definir no domingo pode acabar com o Botafogo em oitavo - por mais que isso seja improvável -, não se pode eliminar a possibilidade de que a torcida do Botafogo fosse uma delas.

O que, por si só, já desmoraliza qualquer defesa do sistema.

Brincadeiras com o Botafogo à parte, nem o mais fanático alvinegro carioca pode achar que sua equipe mereceria disputar o título deste ano.

Assim como o Coritiba, o Goiás e até mesmo Palmeiras e Cruzeiro.

Não fizeram por merecer o ano todo, não seria justo que, em uma partida ruim, São Paulo ou Grêmio pudessem ver detonado tudo o que construíram o ano todo.

Vai haver, claro, anos em que as coisas vão se definir mais cedo, e a graça vai ser menor.

A tendência, porém, como estamos vendo ano a ano, é que as pessoas entendam cada vez melhor o sistema, que os clubes também o façam, e a que a graça só aumente.

A se lamentar, apenas o fato de que demoramos tanto tempo para implantar esta fórmula.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Vida de Bon Scott, do AC/DC, vai virar filme


Da Folha Online

A vida de Bon Scott, o segundo e principal vocalista do AC/DC, morto em 1980, vai virar filme. A informação é do site especializado "Undercover".



Scott foi encontrado morto no banco de trás de um carro sufocado no próprio vômito
De acordo com o site, foi o cineasta Eddie Martin quem afirmou que está trabalhando em um filme sobre Scott.

O cineasta disse que o projeto vem sendo desenvolvido há dois meses. No momento, ele está empenhado em escrever o roteiro. O elenco e o nome do filme ainda não foram escolhidos.



Scott foi encontrado morto em 1980 no banco de trás de um carro sufocado em seu próprio vômito depois do consumo excessivo de álcool. Naquele mesmo ano, ele foi substituído por Brian Johnson, que gravou com a banda seu principal disco: "Back in Black".

Neste ano, a banda lançou um novo álbum depois de oito anos: "Black Ice", que chegou a liderar as vendas em mais de 29 países.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Coerência não se compra na farmácia



O economista Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda do governo José Sarney, é muito melhor articulista do que executivo, embora seja um consultor requisitado. Seus textos, bem escritos, geralmente são um amontoado de obviedades. Entretanto, na última edição da revista Veja, ele acertou ao relembrar coisas que geralmente são esquecidas de forma proposital, especialmente pela mídia simpática ao governo lulo-petista:


No governo Collor, a abertura da economia se acelerou; no de Itamar, veio o Plano Real. O período FHC foi rico em novas mudanças: saneamento do sistema financeiro (Proer), Lei de Responsabilidade Fiscal, Comitê de Política Monetária (Copom), câmbio flutuante, metas de inflação e superávits primários. A política econômica modernizou-se.

O PT se opôs a tudo isso. Mudar a política econômica era sua obsessão. O título de seu programa de governo nas eleições de 2002 era inequívoco: "A ruptura necessária". Incorporava erros grosseiros de diagnóstico, dirigismo econômico infantil, reavaliação e revisão da privatização, corte voluntarista nos juros, controle de capitais e denúncia do acordo com o FMI. Propunha até um cartel internacional contra os credores externos. Daí por que os mercados azedaram quando perceberam que Lula poderia ser eleito.

Felizmente, Lula manteve e reforçou a política econômica (para horror dos petistas e dos que até hoje professam as mesmas idéias). Fomos salvos pela excepcional intuição do presidente e graças aos conselhos de pessoas sensatas como Antonio Palocci e Henrique Meirelles. O Brasil pôde se beneficiar da prosperidade mundial do período 2003-2007. O acúmulo de reservas internacionais permitiu antecipar o término do acordo com o FMI, como ocorreu em muitos outros países.

Lula tem reivindicado as glórias dessas realizações. Nunca antes teria havido nada igual. Dá a entender que o pagamento antecipado ao FMI foi um fato isolado e uma decisão pessoal. Coisas da política. Mesmo assim, cabe reconhecer sua coragem em jogar no lixo o programa do PT e outras más idéias sobre a política econômica. Sem isso, em vez do swap com o Fed estaríamos nos preparando para pedir ajuda ao FMI. Mudamos de patamar.

Religião infecciosa e moral mortal


Em que pese todas as restrições que pesem sobre a revista Veja entre os jornalistas em geral - a maioria bossais de esquerda que enxergam na revista a mão de uma suposta direita escabrosa e extremamente liberal -, o veículo é o único que toca na ferida em questões polêmicas.

É o caso das células-tronco e do aborto, assuntos normalmente contaminados pela visão obtusa e nojenta da religião e da "moral", seja ela qual for. O colunista André Petry coloca as coisas em seus devidos lugares:

"Obama prometeu em campanha, e reafirmou depois da eleição, que vai revogar as restrições impostas por Bush às pesquisas com células-tronco embrionárias, nas quais repousam as melhores esperanças de alívio e até de cura de doenças como diabetes, Alz-heimer e Parkinson. Bush proibiu o uso de dinheiro público para financiar essas pesquisas sob o argumento de que, ao destruir embriões, elas matam seres humanos. Bush é da opinião que óvulo e gente se equivalem."

"Nos Estados Unidos, quem melhor representa essa corrente são os radicais da direita cristã. Eles defendem o absolutismo moral, religião infecciosa segundo a qual a moral não comporta exceção. Se eles são contra o aborto, o serão em qualquer situação, mesmo no caso da menina de 13 anos que engravida ao ser estuprada pelo próprio pai. O absolutismo moral é o que leva, como no caso das pesquisas com embriões, à defesa da moral que mata. Mata portadores de doenças incuráveis e fatais. Mata gente para preservar óvulo. Eles chamam essa obtusidade de firmeza."

"A eleição de Obama é um sinal de que as coisas podem mudar. Os eleitores do estado do Colorado, além de escolher o presidente, votaram a Proposição 48, que previa incluir na Constituição estadual que um óvulo fertilizado é igual a uma pessoa – o que implicaria enormes restrições ao aborto e às pesquisas com embriões. Resultado: 73,3% rejeitaram a idéia. No estado de Michigan, a Proposição 2 removia restrições às pesquisas com células-tronco de embriões. A proposta passou por 52,6% contra 47,4%, placar mais apertado que a aprovação do uso medicinal da maconha (62,6% a 37,4%)."

quinta-feira, novembro 13, 2008

Morre Mitch Mitchell, baterista de Hendrix


Do site Último Segundo (IG)


"O baterista britânico Mitch Mitchell, o último sobrevivente da lendária banda dos anos 60 'The Jimi Hendrix Experience', foi encontrado morto na quarta-feira em um quarto de hotel no Oregon, Estados Unidos.
O músico tinha 62 anos.

O corpo de Mitchell, cujo estilo inovador de tocar bateria o tornou peça crucial no grupo liderado por Hendrix, foi encontrado no quarto do hotel em que estava hospedado, confirmou um legista à imprensa.

A causa da morte não foi divulgada pelas autoridades, mas um comunicado oficial publicado em um site em memória a Jimi Hendrix afirma que Mitchell faleceu por causas naturais.

"Estamos todos devastados ao saber que Mitch morreu", destaca no comunicado Janie Hendrix, diretora executiva do 'Experience Hendrix'.

"Foi um homem maravilhoso, um músico brilhante e um verdadeiro amigo. Seu papel na formação do som da 'Jimi Hendrix Experience' não pode ser subestimado", acrescenta.

Mitchell acabara de encerrar uma turnê por 18 cidades dos Estados Unidos com a 'Experience Hendrix', uma série de apresentações em tributo àquele que é considerado por muitos o melhor guitarrista de todos os tempos.

Jimi Hendrix faleceu em Londres em 1970, aos 27 anos, o que encerrou uma curta mas intensa carreira de um gênio do rock, que redefiniu o som da guitarra em álbuns como "Are you experienced" e "Electric Ladyland".

O terceiro membro do grupo, o baixista inglês Noel Redding, morreu em 2003, aos 57 anos."

segunda-feira, novembro 10, 2008

Vela ruim para um defunto bem pior



É inacreditável que Larry Rohter, ex-correspondente do New York Times no Brasil, ainda seja levado em consideração por aqui. A revista Veja da semana passada dedicou oito páginas ao lançamento do livro "Deu no New York Times", de autoria do repórter norte-americano que quase foi expulso do país por ter mencionado a preocupação de "certos políticos" com o suposto excesso de consumo de álcool do presidente Lula.

É fato que o governo federal errou, e feio, na tentativa de expulsá-lo. Ouso dizer que talvez tenha sido um dos três maiores erros do governo Lula. Liberdade de imprensa e expressão são sagradas em qualquer lugar que se diga civilizado e moderno. A reação da cúpula petista e do Palácio do Planalto foi desproporcional, até porque foi um desgaste inútil com um persoagem tão pequeno e inexpressivo.

Além do mais, a reportagem à época sobre o consumo de bebida por Lula era estapafúrdia, malfeita, cheia de erros de procedimento e com fontes pra lá de duvidosas.

Já o livro é um amontoado de besteiras. Parece que ele tentou fazer uma compilação de suas "melhores" reportagens acrescentando comentários posteriores. O que era ruim ficou pior, especialmente no trecho transcrito por Veja a respeito do episódio da morte de Celso Daniel, em 2002.

O trechinho publicado pela revista sobre o assunto mostra erros factuais e concentuais, com uma visão deturpada e tendenciosa, tentando envolver o Palácio do Planalto e o PT com o crime, o que já ficou comprovado que não ocorreu.

E a revista Veja conseguiu desperdiçar oito páginas com esse lixo. Exagerou na editorialização e na parcialidade de seus textos. Simplesmemte nojento.
Os fantasmas estão voltando


O passado está assombrando o ABCD. Enquanto a General Motors decide se pede ou não concordata nos Estados Unidos, metalúrgicos da GM de São Caetano e de São José dos Campos passam os dias atuais pescando ou contando as horas para o fim das férias coletivas. O mesmo ocorre em outras montadoras e autopeças com a desaceleração da economia. O fantasma das demissões voltou com força neste final de ano.


O crédito farto para a compra de automóveis não existe mais. A inadimplência deve aumentar até fevereiro, o que encarecerá o valor do pouco dinheiro que ficará disponível no mercado. A pergunta, então, é a seguinte: para onde correr?


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promete crédito mais acessível para o setor automotivo e para a construção civil, mas a questão é que o mundo real funciona em uma dimensão diferente do mundo financeiro. Se a internet acelerou à velocidade da luz o volume das transações financeiras, o mundo real ainda fica angustiado com a demora para ver o dinheiro na conta. Ainda é mais vantajoso deixar o dinheiro parado no banco: por que liberá-lo se os títulos do governo brasileiro rendem mais?


Enquanto não houver pressão da sociedade sobre o governo federal para que haja punição aos bancos que segurarem o dinheiro destinado ao incentivo à produção, nada mudará nos próximos 90 dias. A redução do volume de recursos que os bancos têm de deixar ao final do dia no Banco Central, o chamado compulsório, foi reduzido pela instituição para que houvesse mais crédito na praça e que o Natal de 2008 não fosse o último lance de bonança antes de uma eventual recessão.


Só que o dinheiro a mais que os bancos passaram a controlar não foram acompanhados de contrapartidas. Ou seja, o governo federal aliviou o torniquete e deu mais oxigênio aos bancos, mas nada exigiu em troca. Os bancos não se sentiram obrigados a liberar os recursos.
Passaram a perna? Do ponto de vista legal, não. Do ponto de vista ético, talvez.

O fato é que o governo federal e o Banco Central ainda estão complacentes com o mercado diante das incertezas que a crise financeira mundial. As estratégias estão sendo traçadas em relação à macroeconomia, e o mundo real está sendo negligenciado. É hora de agir. Ou então ficar novamente refém do mundo virtual e veloz das finanças.


Enquanto isso, as fábricas do ABCD continuam paradas, com seus funcionários, pescando, jogando futebol, empinando pipas com os filhos ou simplesmente contando as horas para bater o cartão. E cada vez mais temerosos de ficar sem emprego se as vendas continuarem caindo de forma acelerada.

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Os bancos estão empurrando com a barriga a liberação do crédito, mas é inquestionável que as medidas adotadas pelo Banco Central, com o aval do governo federal, de irrigar o mercado com mais dinheiro e eventual mente salvar instituições “penduradas” são corretas.

É comum observarmos jornalistas e especialistas de várias áreas criticarem o governo americano pelo socorro aos bancos e ao mercado em geral, denominado agora pejorativamente de Wall Street.

O mundo em que vivemos, desde os anos 80 do século passado, é movido basicamente por duas palavras (ou atitudes, como queiram): credibilidade e confiança. Sem isso, a sociedade como conhecemos desaba, independentemente das crenças e das ideologias.

A crise financeira mundial é reflexo da falta de credibilidade e de confiança do mercado financeiro global como um todo. E por que falta credibilidade e confiança? Porque houve excesso das duas coisas durante o início do século XXI, com as garantias inexistentes para ativos que sólidos como bolhas de ar.

Quando os bancos sofrem com a falta de credibilidade, a economia se esfarela. Uma corrida aos caixas de todos os correntistas é capaz de quebrar um país. Assim, a questão não é devemos salvar os bancos, mas como salvá-los sem afrontar os limites da decência.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Notícias da F-1



Do blog PandiniGP, do especialista Luiz Alberto Pandini:

Camarada Bruno Vicaria, que ficou a meu lado no camarote da Porsche nos últimos três dias, relembra algo que ele publicou há umas três semanas: pela primeira vez na história da F1, todos os pilotos que iniciaram a temporada a terminaram. Nenhum piloto se acidentou com gravidade, nenhuma equipe trocou de piloto durante o ano. Inédito.

Meu comentário: a temporada 2008 foi bastante interessante e quase teve um brasileiro como campeão. Mas que ninguém se iluda: o nível é apenas mediano. Lewis hamilton está sendo considerado gênio, mas ele só conseguiu o título com um ponto de vantagem sobre Felipe Massa, mesmo a Ferrari cometendo pelo menos seis erros grosseiros e inadmissíveis. Vai demorar para a F-1 empolgar pela qualidade, como nos tempos de Piquet, Senna, Prost e no comecinho da era Schumacher.

Mais magia nas seis cordas


Stanley Jordan é um dos responsáveis pelo ressurgimento da guitarra no jazz nos anos 80 nos Estados Unidos, ao lado de George Benson. O timbre é cristalino e suave, mas as palhetadas são precisas e cirúrgicas, com muito feeling. A idéia veio do grande amigo e camarada Valter Mendes Júnior, guitarrista da banda Código 13 e brilhante advogado, titular do blog Bends Up - Guitarras, Café, Jack Daniel´s & outros que tais....


STAIRWAY TO HEAVEN



ELEANOR RIGBY

União mágica dos ases da guitarra


Em 1983, o cantor e baixista inglês Ronnie Lane (ex-Faces e Small Faces) reuniu um time de estrelas do rock para uma série de shows nos Estados Unidos e na Inglaterra com renda revertida para uma entidade chamada A.R.M.S., que recolhia dinheiro pelo mundo para investir em pesquisas na busca da cura da esclerose múltipla, uma doença degenerativa até então incurável.

Lane foi diagnosticado com portador da doença no final dos anos 70, o que o obrigou a reduzir drasticamente as atrividades de sua carreira solo - ele viria a morrer na Inglaterra em 1998 em conseqüência da esclerose múltipla aos 51 anos de diade.

Entre os amigos que participaram do show estavam Eric Clapton, Steve Winwood, Jimmy Page, Jeff Beck, Bill Wyman, Charlie Watts, Ray Cooper, Phil Collins (em alguns shows) e muitos outros. Abaixo dois trechos de algumas apresentações. São raridades, porque reúnem pela primeira e única vez Jimmy Page, Jeff Beck e Eric Clapton no mesmo palco.

Os três sempre foram amigos desde a juventude, mas também eram rivais. Divirtam-se com a versão instrumental de "Stairway to Heaven", clássico do Led Zeppelin, e "Layla", de Eric Clapton (lançada em 1970 por seu grupo na época, Derek and the Dominos).

STAIRWAY TO HEAVEN



LAYLA

Mais um engodo via internet



Da série "pocarias da internet". Mallu Magalhães não passava de uma simples tocadora de violão aos 15 anos de gostava de Bob Dylan e alguma coisa folk de baixa qualidade dos Estados Unidos. Achou que poderia ser compositora e colocou algumas de suas músicas no MySpace.

Algum repórter desavisado do caderno Folhateen, da Folha de S. Paulo, achou o trabalho fantástico e assim meia dúzia de trouxas elegeram a adolescente como o "hype" do momento.

E o pior é que até gente que se diz profissional, como Marcelo Camelo, do Los Hermanos, caiu no engodo e passou a apadrinhar a garota. Hoje ela aparece em programas de TV "jovens" e está sendo incensada como fenômeno da música pop.

Só que não pegou. Ninguém conhece a menina, ninguém ouve suas músicas (ela acabou de fazer 16 anos e lançar um CD, a maioria das músicas com letras em inglês). O trabalho de Mallu é constrangedor, até mesmo para uma adolescente esperta e inteligente.

Por mais que sua produção tenha contratado produtores caros e renomados, o resultado é ruim, bem ruim. Ela é uma prova de que a internet é um excelente veículo para a divulgação de porcarias.

Vergonha ao vivo



Não bastasse o caráter duvidoso, assim como o comportamento em várias circunstâncias no futebol, o técnico do Vanderlei Luxemburgo agora debochou de toda a torcida do Palmeiras ao não viajar para um jogo na Argentina e ainda comentar o mesmo jogo pela TV que transmitiu a partida. Falta de profissionalismo é pouco para descrever essa palhaçada. Esse cara não merece treinar times de ponta, muito menos a seleção brasileira.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Mais uma obra de encher os ouvidos, David Gilmour...



O Pink Floyd não existe mais e nunca mais vai existir, mas David Gilmour, o guitarrista da banda, não vai jamais nos deixar esquecer do legado da banda de rock progressivo que simboliza o estilo. "Live in Gdánsk" foi gravado em 2006 na cidade polonesa de mesmo nome, em concerto que comemorava os 25 anos de criação do sindicato Solidariedade, liderado por Lech Walesa e ajudou a minar o comunismo no Leste Europeu.

O CD/DVD traz o melhor de Gimour, sua guitarra limpa, econômica, precisa e maravilhosa, com temas do Floyd e de seu álbum mais recente, "On a Island". O CD/DVD ao vivo também é histórico por ser o último registro sonoro de Rock Wright, tecladista do Pink Floyd, que morreu neste ano, aos 65 anos, de câncer. Indispensável.


E por falar em mestres, Motorhead...



Álbum poderoso, "Motörizer" é mais do mesmo, com qualidade estupenda. O novo do Motorhead traz uma produção mais limpa, com guitarras mais à frente e mais solos de Phil Campbell, um guitarrista discreto mas subestimado. Não há nenhuma música memorável, mas o conjunto é poderoso. As músicas são mais pesadas que as de "Kiss of Death", o álbum anterior, e tem um toque de modernidade que vai agradar aos metaleiros mais jovens. Compre já!!!!!!!



A volta dos mestres do AC/DC, em grande estilo



Não poderia ser melhor a volta ao mercado AC/DC, a maior e melhor banda de rock australiana de todos os tempos e uma das melhores de todos os tempos. E voltou quebrando recordes, em tempos de downloads gratuitos e quebradeira de gravadoras. O álbum "Black Ice" já vendeu quase 2 milhões de cópias pelo mundo, a imensa maioria em CDs físicos.

E o material é de ótima qualidade, com as canções "Rock'n'Roll Train" e "War Machine" valendo o CD. Compre já!!!!!!


Pensar conservadoramente


Merece uma reflexão a interessante análise que o jornalista Daniel Lima, diretor da revista Livre Mercado e um dos principais do ABC, fez sobre o comportamento da classe média nas eleições municipais de outubro último. A íntegra dos textos pode ser encontrada em http://www.blogdaniellima.com.br.

Em larga escala, a classe média de Santo André pensa conservadoramente. Pensar conservadoramente é detestar desembolso para pagamento de impostos municipais da moradia urbana e esquecer que a moradia litorânea ou de campo é muito mais onerosa. Pensar conservadoramente é considerar o IPTU reajustado um acinte contra o bolso do contribuinte e aceitar bovinamente o IPVA extorsivo. Pensar conservadoramente é imaginar todo empresário ponte de enriquecimento da sociedade. Pensar conservadoramente é fechar-se em copas, restringindo relacionamentos aos bem-nascidos, em torno dos quais erguem-se barricadas preconceituosas.

Em larga escala, a classe média de São Bernardo pensa menos conservadoramente. Pensar menos conservadoramente é não acreditar piamente que esquerdistas comem criancinhas, que trabalhadores engajados sejam perniciosos ao capitalismo, é desconfiar de correlação imediata entre empresário e solidariedade.

Estava demorando...


A eleição de Barack Obama para a presidência dso Estados Unidos abre uma nova era na história do Ocidente, para o bem e para o mal. Acredito que a mudança será benéfica e há uma pequena esperança de que tenhamos mais responsabilidade na Casa Branca. Entretanto, a eleição de um negro não ficaria impune... veja abaixo:

DIÓGENES MUNIZ
editor de Informática da Folha Online

O pastor protestante e diretor da Ku Klux Klan, Thomas Robb, declarou após a vitória democrata na corrida à Casa Branca que o presidente eleito dos EUA é "só metade negro". A KKK é a associação racista mais famosa do planeta, identificada historicamente por seus capuzes brancos, cruzes incandescentes e crimes raciais.

Em um texto publicado no site do grupo supremacista branco, Robb afirma que "Barack Obama se tornou o primeiro presidente mulato dos Estados Unidos", e não negro, já que "ele não foi criado em um ambiente negro". "Ele foi criado por sua mãe [branca]", argumenta, na nota intitulada "América, nossa nação está sob julgamento de Deus!".

Robb interpreta que, com a eleição de Obama, o "povo branco" dos EUA vai perceber que é hora de se unir contra aqueles que odeiam seu modo de vida --estrangeiros e negros, de acordo com a KKK. "Essa eleição de Obama nos chocou? Nem um pouco! Nós vinhamos avisando ao nosso povo que, ao menos que os brancos se juntassem, seria exatamente isso que aconteceria", incitou.

Para ele, a votação do última terça-feira (4) não foi uma disputa entre liberais e conservadores, mas "uma guerra racial e cultural, travada contra o povo branco".

Embora já tenha passado por várias "refundações", a KKK foi criada originalmente na segunda metade do século 19, após a Guerra Civil Americana (1861-1865), que pôs fim à escravidão no país. A facção foi erguida com fins de, entre outros, impedir a integração social dos negros recém-libertos.

Durante a campanha eleitoral deste ano, a polícia de Michigan chegou a abrir investigação para apurar a autoria de pichações em um outdoor da campanha de Obama. As ofensas, com suásticas e símbolos da KKK, foram feitas no mês passado.

The Kinks anuncia retorno da formação original



A banda britânica The Kinks se prepara para voltar à ativa, segundo declaração do próprio vocalista, Ray Davies, em entrevista à "BBC". Ele também afirmou que um novo álbum já está em produção.

Depois de 12 anos separados, The Kinks marcam reunião e já produzem novo álbum
"Começamos a fazer um pouco disso, um pouco daquilo. Vai depender da qualidade final. Queremos fazer boas músicas novas", afirmou Davies. A banda está longe dos palcos há doze anos.



Diferentemente de algumas bandas que anunciam retorno depois de um longo período, os Kinks preservam os quatro membros originais - os guitarristas e vocalistas Ray e Dave Davies, que são irmãos, o baterista Mick Avory e o baixista Pete Quaiffe. A reunião da banda dependia da evolução do estado de saúde de Davies, que sofreu um derrame em 2004.

A banda, formada em 1963, lançou seu primeiro álbum --homônimo-- em outubro de 1964. Ao lado de Beatles, Rolling Stones, The Who e The Zombies, ela fez parte da primeira "invasão britânica" às rádios norte-americanas, ocorrida em meados da década de 60.

Mas a maturidade musical do quarteto só chegou em 1966, com o lançamento de "Face to Face". Em 1967, o grupo lança outro clássico: "Something Else by the Kinks". É deste álbum o single "Waterloo Sunset", considerada a 42ª melhor música de todos os tempos segundo uma lista com 500 músicas elaborada pela revista americana "Rolling Stone".

A maior vitória e a pior derrota do PT



A periferia decidiu as eleições no segundo do turno das cidades do ABCD. Enquanto alguns candidatos esperaram que as pesquisas lhes dessem a vitória por inércia, outros trabalharam incansavelmente e obtiveram o prêmio maior. Mais do que em outra eleição na Grande São Paulo, a periferia mostrou em São Bernardo, Santo André e Mauá que decide e tem poder.

Luiz Marinho, a maior vitória do PT, andou mais do que ninguém por São Bernardo. Percorreu todos os bairros pelo menos três vezes e mostrou que tinha projeto de governo. Fez a lição de casa e se mostrou muito bem informado sobre os principais problemas de cada uma das regiões. Méritos de uma equipe de campanha muito bem entrosada e bastante próxima dos líderes comunitários.

Orlando Morando, do PSDB, apostou pesado nas áreas de classe média e acreditou que o fato de ser um empresário conhecido nas áreas mais distantes, onde possui uma rede de supermercados, poderia ser suficiente para lhe render os votos que o distanciavam de Marinho. Perdeu terreno na periferia não porque não a visitou, mas porque não a visitou o suficiente.

O PT e sua coligação soube explorar de forma magistral as contradições do programa de governo tucano, e atacou cirurgicamente as falhas da atual administração, que apoiava Morando. As divisões internas do grupo governista, que perdeu o ex-prefeito Maurício Soares e Alex Manente, se encarregaram de alargar a já enorme distâncias nas pesquisas.

De forma simplista, pode-se dizer que Marinho venceu pela competência de sua campanha em fazer política, em agregar apoios e em escancarar os problemas administrativos da gestão William Dib (PSDB).

Ao adversário restou insistir nas velhas denúncias contra o PT – mensalão, dólares na cueca e outras coisas –, fazer terrorismo a respeito da suposta revogação de benefícios tributários para a classe média caso o PT ganhasse e promessas desesperadas e irresponsáveis, como a redução do preço da passagem de ônibus para R$ 2. Vitória do PT e grande vitória – por que não? – do presidente Lula.
Em Mauá, nenhuma surpresa. Após a caótica administração Diniz Lopes-Leonel Damo, pouco sobrou da prefeitura que pudesse ser aproveitada de forma positiva em qualquer campanha.

Não bastasse isso, o PT colocou o peso pesado Oswaldo Dias, duas vezes prefeito, para soterrar qualquer pretensão dos chamados grupos políticos tradicionais da cidade. A periferia mais uma vez decidiu, embora a realização do segundo turno tenha, de certa forma, surpreendido. A vitória petista era mais do que esperada.

Já em Santo André, a maior derrota petista no país, exatamente na cidade-modelo de gestão experimental bem-sucedida e berço de um dos maiores administradores públicos do Brasil nos últimos anos (Celso Daniel).

Para muitos, surpreendente. Para outros, temerosos com o rumo da campanha de Vanderlei Siraque, não tão surpreendente.

Em que pese a guerra de guerrilha que se transformou a disputa andreense, com lances de bastidores de arrepiar, o fato é que o PT de Siraque perdeu a eleição dentro de casa. A militância, o grande trunfo do PT, desapareceu. Mais do que isso, se recusou a votar em certo sentido.

Siraque encolheu em termos de votos na comparação entre os dois turnos. A altíssima abstenção (16%), mais os votos brancos e nulos, jogaram contra o PT, que desta vez não contou com a militância – exatamente como em 1992, quando os grupos internos se digladiaram e implodiram a candidatura de José Cicote, derrotado por Newton Brandão.

Desta vez, o racha interno foi pior, pois envolveu o não cumprimento de acordos políticos, afastamento de colaboradores históricos e até mesmo a suspeita de sabotagem interna. Sem capacidade de mobilização e de agregação, é de se espantar, na verdade, que Siraque quase tenha ganho no primeiro turno, também com altíssima abstenção.

O fato é que Aidan Ravin (PTB) ganhou a eleição facilmente. A prefeitura caiu-lhe no colo, já que o adversário ajudou, e muito. A periferia aqui também decidiu, mas rejeitando o pleito e sumindo das zonas eleitorais. Rejeitou os candidatos, e decidiu não ir votar. Azar de quem mais dependia dela.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Gloriosa Folha de S. Paulo ABCD


Um pouco de história... a foto abaixo é da redação da Folha ACBD, suplemento da Folha de S. Paulo que circulou na região do ABC entre 1990 e 1995. A foto é do final de 1994. O autor deste blog é o último à direita, de barba.

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Título merecido e festa


Depois de 12 anos, o Palmeiras venceu novamente o Campeonato Paulista em 2008, após duas vitórias contra a Ponte Preta. Como manda a tradição na redação do Jornal Tarde, todo time que ganha um título merece uma foto de todos os torcedores que ali trabalham. Aí está a galera palmeirense da redação.

Clique na foto para ampliá-la.


Um pouco de blues


O autor do blog insiste em perturbar o sossego dos amigos que tentam tocar alguma coisa. Aqui, em meados de outubro, durante uma megafesta de aniversariantes da redação do Jornal da Tarde, no Johnny's Bar, o autor do blog (à direita) tenta fazer um solo de gaita durante a execução de "Black Night", do Deep Purple. Abismado, o vocalista e guitarrista Júlio Maria (esquerda) tenta disfarçar o constrangimento...

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"Polícia", dos Titãs, em versão death metal



Em meados de setembro, o autor deste blog deixou o constrangimento de lado e resolveu fazer uma versão death metal da música "Polícia", dso Titãs, em um karaokê montado especialmente para uma festa no Johnny's Bar, ao lado do prédio do jornal Estado de S. Paulo. Se não houve constrangimento na hora de cantar, o resultado foi totalmente constrangedor, mas valeu pela farra.

Correção tem de vir de cima


Os bancos voltaram a ser os vilões da sociedade, algo que não se via há uns bons sete ou oito anos. Talvez nunca deixem sê-los, mas neste período o ódio ao símbolo máximo do capitalismo foi amainado por um surto de crescimento que começou após o vexaminoso apagão energético de 2001 e foi potencializado a partir de 2003 no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

É certo que a conjuntura internacional favoreceu, e muito, a melhora econômica de nosso país, e que a política econômico-financeira responsável do governo Lula tratou de manter nos trilhos uma nação castigada por mais de 20 anos de estagnação e crises.

No entanto, na mais recente quebradeira mundial, os bancos voltaram a ficar em evidência. E não está adiantando nada o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, alardearem que o nosso sistema bancário é sólido e que não há risco de quebra ou de falta de crédito. Os bancos voltaram ser vilões, mais uma vez.

Esse pensamento é extremamente perigoso, pois traz de volta o perigo da ideologização das discussões econômicas em um momento delicado, que requer sangue frio, calma, cautela e muito rigor técnico.

O bordão “Bancos, deixem o país crescer”, é bonito e sonoro enquanto peça de marketing de uma época que já passou há muito tempo. É um bordão que soa datado em tempos de sindicatos e centrais sindicais buscando alternativas de financiamentos, novos discursos para atrair mais associados e principalmente novas idéias para ajudar a manter o ritmo crescente do nível de emprego.

Culpar os bancos pela falta de dinheiro no mercado é algo que pode ser injusto dependendo do ponto de vista.

A crise é global e a falta de crédito é generalizada.
Se o governo permite que haja mais dinheiro com os bancos – seja por conta da redução do compulsório que é necessário apresentar ao Banco Central ou por conta de qualquer outra medida de desoneração dos custos do dinheiro –, é claro que os bancos vão se preocupar em capitalizar suas operações antes de que o dinheiro chegue às empresas e aos consumidores.

Afinal, quando não há segurança institucional no mercado, o perigo do “efeito manada” – uma corrida de correntistas as bancos para retirar dinheiro, por exemplo – pode jogar no lixo qualquer tentativa de conter a crise. Afinal, nunca é bom esquecer, estamos lidando com bancos, instituições especialistas em sobrevivência e em ganhar dinheiro. E é bom que se diga, os bancos nada fizeram de ilegal até o momento.

A questão é mais complexa. Se o governo acertou ao permitir mais crédito à sociedade, por meio das ações do Banco Central, ainda peca pela falta de exigências para a sua concessão. As regras ainda estão frouxas, afinal, não bastam apenas discursos indignados do presidente da República sobre o dinheiro empacado nos guichês bancários.

A pressão tem de ser feita é nas ante-salas do Palácio do Planalto e nos corredores do Banco Central. Lula ameaçou rever a as medidas que foram tomadas para que houvesse mais crédito.

Em outras palavras, ameaçou retomar o dinheiro que deixou de ser recolhido ao Banco Central. Não surtiu efeito. Os bancos precisam ser efetivamente cobrados e fiscalizados, e não é o que está acontecendo.

Enquanto todo mundo fica embasbacado com a fusão entre o Itaú e o Unibanco, criando a maior instituição bancária do Hemisfério Sul, o crédito continua represado. Chutar porta de agência bancária não adianta nada.

A sociedade precisa cobrar uma ação mais efetiva dos deputados federais e dos senadores para que o dinheiro saia da toca. Infelizmente, os bancos não estão cometendo nenhuma ilegalidade na letra da lei, por isso eles precisam ser pressionados de forma mais incisiva pelo poder público.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Richard Wright, fundador do Pink Floyd, morre aos 65 anos


da AP e estadão.com.br

LONDRES - O fundador da banda Pink Floyd, Richard Wright, morreu nesta segunda-feira, 15, aos 65 anos, segundo informou o porta-voz do grupo. O músico lutava contra um câncer e morreu em sua casa, na Inglaterra. Segundo o porta-voz, a família não quer dar mais detalhes sobre a perda.


Wright conheceu os também membros do Pink Floyd Roger Waters e Nick Mason durante a faculdade e, juntos, eles formaram a banda Sigma 6, que se tornaria o Pink Floyd. Wright escreveu e cantou alguns dos maiores sucessos do grupo, como The Great Gig In The Sky e Us And Them, do disco The Dark Side Of The Moon, de 1973.


Pink Floyd em 1988; Wright é o da direita

Durante a gravação de The Wall (1979), Wright teve que abandonar a banda por suas diferenças irreconciliáveis com Waters. No entanto, Wright, seguiu tocando com o conjunto como músico contratado durante shows de promoção do The Wall em 1980 e 1981.



Autor de dois discos solos, Wet Dream (1978) e Broken China (1996), o músico continuou colaborando com o Pink Floyd, sobretudo após a saída de Waters da banda, em 1985.



Em 2005, o grupo formado por David Gilmour, Nick Mason, Roger Waters e Richard Wright voltou a se reunir, pela primeira vez desde 1981, para participar do show Live 8, em Londres.

sábado, setembro 13, 2008

Yes fará turnê de 40 anos de aniversários com novos vocalista e tecladista


do Whiplash


Foi divulgado no site oficial do YES o que já corria por fortes boatos. A banda (Steve Howe, Chris Squire e Alan White) fará a turnê em comemoração aos 40 anos de formação com o tecladista Oliver Wakeman (filho de Rick Wakeman) e o vocalista Benoit David, encontrado pela banda na internet.

Benoit, que atualmente está na banda de Rock Progressivo MISTERY, atuava também em uma banda cover-tributo ao YES chamada "Close To The Edge" e sua voz e timbre lembram muito Jon Anderson, o vocalista original. Jon Anderson não poderá participar da turnê devido a um severo ataque asmático que sofreu e comprometeu seu sistema respiratório.

A turnê, intitulada "In the Present", começa em 4 de novembro, em Hamilton, Ontario.