quarta-feira, maio 26, 2021

ProAc SP: mais 36 editais



A Secretaria de Cultura e Economia Criativa informa que já estão disponíveis os 36 editais dos programas de fomento ProAC Expresso Editais 2021, com o segundo bloco lançado nesta terça-feira 25, de mais 18 editais, e quatro linhas do ProAC Expresso Direto 2021, com duas sendo lançadas no mesmo dia. Os interessados podem acessar o site https://www.proac.sp.gov.br/ para conhecer os regulamentos e eventualmente fazer a inscrição.


As linhas lançadas hoje no ProAC Expresso Editais 2021 são: Literatura; Audiovisual; Museus e Acervos; Cidadania, que engloba Cultura Popular, Caiçara, Indígena, Quilombola, LGBTQIA+, Negra, Urbana e Hip Hop; Ações Locais para Interior - Pontal do Paranapanema, Vale do Ribeira e Baixada Santista; Ações Locais em Favelas e Periferias; Mostras, Festivais e Eventos; Projetos Culturais relacionados aos 100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922 e aos 100 anos da Independência do Brasil e Artistas Iniciantes. Já no ProAC Expresso Direto também estão abertas inscrições para as linhas de Prêmio para Profissionais do Setor Cultural e Criativo e Prêmio para Espaços Culturais e Criativos.


As inscrições para o Juntos pela Cultura, programa de fomento e difusão online e presencial que tem um perfil municipalista, começaram no dia 11 pelos sites https://www.juntospelacultura.org.br ou https://www.amigosdaarte.org.br, e vão até dia 31 de maio.


Investimento recorde


Os recursos para o ProAC Expresso Editais 2021, ProAC Expresso Direto, Proac LAB e Juntos pela Cultura 2021 fazem parte de um investimento recorde de R﹩ 200 milhões que beneficiará 9.340 mil projetos de artistas, produtores culturais e prefeituras. Este valor representa um aumento de 13% em comparação ao liberado no ano passado, de R﹩ 177,2 milhões. O objetivo do Governo de São Paulo é estimular a retomada das atividades culturais e criativas, fortemente impactadas pela crise gerada pela pandemia do coronavírus, e incentivar a geração de renda, emprego e desenvolvimento. A Secretaria estima gerar 138 mil postos de trabalho e um impacto econômico de R﹩ 300 milhões.


São três programas de fomento articulados e complementares com recursos próprios do Governo de São Paulo: ProAC Expresso Editais, ProAC Expresso Direto e Juntos pela Cultura + Difusão Cultural, totalizando um investimento recorde de R﹩ 182 milhões. Formulados a partir de consulta pública; reuniões setoriais com representantes de entidades e associações do setor; regras gerais, linhas, valores e parâmetros aprovados pelo Conselho Estadual de Cultura e Economia Criativa; e comissões de avaliação formadas também a partir de chamada pública, é o maior conjunto de programas de fomento à cultura em nível estadual no país e o maior investimento em produção cultural realizado por um estado brasileiro, que alcança todas as regiões e formas de expressão artística.


"Esses investimentos resultam do compromisso que o governador João Doria tem com a cultura, que encaramos como um front de desenvolvimento, de geração de renda e emprego, de alegria e de felicidade. O Governo de São Paulo reafirma esse comprometimento com a economia criativa e a valorização da arte e da cultura", afirma o Secretário de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão.


ProAC Expresso Editais


O ProAC Expresso Editais tem este ano o valor recorde de R﹩ 60 milhões, sendo R﹩ 49,84 milhões para projetos que serão selecionados em 2021, R﹩ 7,1 milhões para as segundas parcelas dos projetos selecionados em 2020 e R﹩ 2,1 milhões para o pagamento dos 175 profissionais que formarão as comissões de seleção e demais custos administrativos.


São 36 linhas, entre elas três novas: uma voltada para projetos relacionados ao Centenário da Semana de 22, outra para propostas relativas ao Bicentenário da Independência do Brasil e, por fim, uma para primeiras obras de artistas iniciantes. Outro destaque vai para os editais que contemplam ações locais em favelas e periferias, grupos coletivos, espaços culturais, organizações sociais e corpos estáveis de comunidades e os que agraciam os projetos locais no interior e litoral, abrangendo as regiões do Pontal do Parapanema, Baixada Santista e Vale do Ribeira. Essas últimas integram dois programas estratégicos do Governo de São Paulo e envolvem ações de outras Secretarias: Programa Comunidades e Programa Vale do Futuro.


As demais linhas se dirigem a áreas como teatro, dança, audiovisual, literatura, música, além de apresentações online, que serão exibidas por demanda na plataforma de streaming #CulturaEmCasa, criada em 2020 pela Secretaria com o objetivo de ampliar a difusão cultural virtual e que, em um ano de funcionamento, alcançou a marca de 5,4 milhões de visualizações em cerca de 3 mil conteúdos, empregando 7 mil artistas e 6 mil produtores e técnicos. Será contemplado apenas 1 projeto por proponente ou cooperado, observado o objeto do projeto.


ProAC Expresso Direto


O ProAC Expresso Direto, que neste ano substitui o ProAC Expresso ICMS, de incentivo fiscal à cultura, mantém o mesmo valor de investimento R﹩ 100 milhões, e o mesmo perfil do anterior, com parâmetros e ritos semelhantes, mas com o recurso chegando mais rapidamente ao proponente. São quatro linhas: Projetos Aprovados no ProAC ICMS com Recursos Captados em 2020 e 2019; Projetos Sem Captação no ProAC ICMS; Prêmio para Profissionais do Setor Cultural e Criativo e Prêmio para Espaços Culturais e Criativos. Em 2022, o ProAC ICMS voltará, por decisão do governador João Doria.


O Governo de São Paulo também obteve uma liminar que autoriza o uso dos recursos da Lei Aldir Blanc revertidos dos municípios ao Estado. Serão R﹩ 18 milhões para 11 linhas de prêmios nas áreas de teatro, dança circo, literatura, artes visuais, música, audiovisual e Pontos de Cultura. As inscrições começam no dia 29/5 e vale apenas para quem não foi contemplado nas linhas de prêmios do ProAC LAB 2020.


Impactos da pandemia


Segundo pesquisa do Itaú Cultural, a economia criativa perdeu 458 mil postos de trabalho formais e informais entre o quarto trimestre de 2019 e o quarto de 2020, devido aos impactos da pandemia da Covid-19. De outubro a dezembro de 2019, havia 7.137.912 indivíduos trabalhando no segmento. Nos mesmos três últimos meses do ano seguinte, o número havia caído para 6.679.994, uma retração de 6,4%. De acordo com a FGV, em 15 meses de paralisação, a perda é equivalente a 1,7% do PIB estadual.


ProAC Expresso Editais 2021


- Total de R﹩ 60 milhões


- 36 linhas


- R﹩ 7,1 milhões para segundas parcelas de 2020


- R﹩ 49,84 milhões para novas linhas


- R﹩ 2,1 milhões para pagamento de comissões e custos administrativos


- Início das inscrições: 18/05 (bloco 1) e 25/05 (bloco 2)


Linhas


· 1 - Teatro / Produção (presenciais e/ou online)


R﹩ 3,45 milhões


R﹩ 75 mil ou R﹩ 150 mil por projeto


· 2 - Teatro / Circulação


R﹩ 1,05 milhão


R﹩ 75 mil por projeto


· 3 - Teatro / #CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculos para exibição online)


R﹩ 1 milhão


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 4 - Dança / Produção (presenciais e/ou online)


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 5 - Dança / Circulação


R﹩ 525 mil


R﹩ 75 mil por projeto


· 6 - Dança / #CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculo com exibição online)


R﹩ 475 mil


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 7 - Público Infanto-Juvenil / Produção (presenciais e/ou online)


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 8 - Público Infanto-Juvenil / Circulação


R﹩ 525 mil


R﹩ 75 mil por projeto


· 9 - Público Infanto-Juvenil /#CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculos com exibição online)


R﹩ 475 mil


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 10.1 - Circo / Produção / Grupos (presenciais e/ou online)


R﹩ 1 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


· 10.2 - Circo / Produção / Artistas Individuais ou Duplas (presenciais e/ou online)


R﹩ 500 mil


R﹩ 25 mil por projeto


· 11 - Circo / Produção e Manutenção / Lona


R﹩ 750 mil


R﹩ 75 mil por projeto


· 12 - Circo / #CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculos para exibição online)


R﹩ 250 mil


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 13 - Artes Visuais / Produção (presenciais e/ou online)


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 14 - Artes Visuais / Circulação


R﹩ 525 mil


R﹩ 75 mil por projeto


· 15 - Artes Visuais / #CulturaEmCasa (produção e licenciamento sem exclusividade de exposições virtuais)


R﹩ 475 mil


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 16 - Música / Gravação


R﹩ 3,45 milhões


R﹩ 100 mil ou R﹩ 150 mil por projeto


· 17 - Música / Circulação


R﹩ 1,05 milhão


R﹩ 75 mil por projeto


· 18 - Música / #CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculos para exibição online)


R﹩ 1 milhão


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 19.1 - Literatura / Ficção


R﹩ 750 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 19.2 - Literatura / Não-ficção


R﹩ 500 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 19.3 - Literatura / Poesia


R﹩ 250 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 19.4 - Literatura / Teatro


R﹩ 250 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 20 - Literatura / Histórias em Quadrinhos


R﹩ 750 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 21.1 - Incentivo à Leitura


R﹩ 500 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 21.2 - Estudos e Pesquisas Culturais


R﹩ 250 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 22.1 - Audiovisual / Complemento para Produção de Longas e Séries / Ficção e Animação





R﹩ 2 milhões


R﹩ 400 mil por projeto


· 22.2 - Audiovisual / Complemento para Produção de Longas e Séries / Documentário





R﹩ 1 milhão


R﹩ 200 mil por projeto


· 23.1 - Audiovisual / Complemento para Finalização de Longas e Séries / Ficção e Animação





R﹩ 2 milhões


R﹩ 200 mil por projeto


· 23.2 - Audiovisual / Complemento para Finalização de Longas e Séries / Documentário


R﹩ 1 milhão


R﹩ 100 mil por projeto


· 24.1 - Audiovisual / Desenvolvimento de Longas e Séries / Ficção e Animação


R﹩ 2 milhões


R﹩ 200 mil por projeto


· 24.2 - Audiovisual / Desenvolvimento de Longas e Séries / Documentário


R﹩ 1 milhão


R﹩ 100 mil por projeto


· 25 - Audiovisual / Produção de Curtas


R﹩ 1,25 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 26 - Audiovisual / Produção de Games e AR/VR


R﹩ 1,25 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 27.1 - Audiovisual / #CulturaEmCasa (licenciamento sem exclusividade de longas para exibição online)


R﹩ 850 mil


R﹩ 25 mil por projeto


· 27.2 - Audiovisual / #CulturaEmCasa (licenciamento sem exclusividade de curtas para exibição online)


R﹩ 150 mil


R﹩ 3 mil por projeto


· 28 - Museus e Acervos / Reforma, Ampliação e Modernização


R﹩ 2 milhões


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 29 - Cidadania / Cultura Popular, Caiçara, Indígena e Quilombola


R﹩ 1,75 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


· 30 - Cidadania / Cultura LGBTQIA+


R﹩ 1,75 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


· 31 - Cidadania / Cultura Negra, Urbana e Hip Hop


R﹩ 1,75 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


· 32 - Ações Locais / Interior / Pontal do Parapanema, Vale do Ribeira e Baixada Santista


R﹩ 2 milhões


R﹩ 25 mil por projeto


· 33.1 - Ações Locais / Favelas e Periferias / Produção, Difusão, Capacitação e Eventos (presenciais e/ou online)


R﹩ 1 milhão


R﹩ 25 mil por projeto


· 33.2 - Ações Locais / Favelas e Periferias / Manutenção de Corpos Artísticos Estáveis


R﹩ 2 milhões


R﹩ 100 mil por projeto


· 34 - Mostras, Festivais, Mercados e Eventos Culturais e Criativos


(presenciais e/ou online)


R﹩ 5,25 milhões


R﹩ 75 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 35.1 - Projetos Culturais / 100 Anos da Semana de Arte Moderna de 1922


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 35.2 - Projetos Culturais / 200 Anos da Independência do Brasil


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 36 - Primeiras Obras / Artistas Iniciantes


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


ProAC Expresso Direto 2021


- Total de R﹩ 100 milhões


- R﹩ 66 milhões para novos projetos


- R﹩ 17 milhões para profissionais do setor cultural e criativo


- R﹩ 14 milhões para espaços culturais e criativos


- R﹩ 3 milhões para pagamento de comissões e custos administrativos


- Início das inscrições: 18/05 (Linhas 1 e 2) e 25/05 (Linhas 3 e 4)


Linhas


· Linha 1 - Projetos Aprovados no ProAC ICMS com Recursos Captados em 2020 e 2019


Valor Total: R﹩ 33 milhões


Tetos: R﹩ 500 mil / R﹩ 250 mil / R﹩ 125 mil


· Linha 2 - Projetos Sem Captação no ProAC ICMS


Valor Total: R﹩ 33 milhões


Tetos: R﹩ 500 mil / R﹩ 250 mil / R﹩ 125 mil


· Linha 3 - Prêmio para Profissionais do Setor Cultural e Criativo


Valor Total: R﹩ 17 milhões


Valor por prêmio: R﹩ 5 mil


· Linha 4 - Prêmio para Espaços Culturais e Criativos


Valor Total: R﹩ 14 milhões


Valor por prêmio: R﹩ 150 mil ou R﹩ 50 mil

quarta-feira, maio 19, 2021

IN-EDIT BRASIL – FESTIVAL INTERNACIONAL DO DOCUMENTÁRIO MUSICAL DIVULGA SELEÇÃO BRASILEIRA DE SUA 13ª EDIÇÃO

 


** Evento apresenta sua programação nacional com mais de 20 filmes.



**Títulos Nacionais trazem personagens como João Ricardo (Secos & Molhados), Jair Rodrigues, Chico Mário, Alzira Espíndola, José Siqueira, Speedfreaks, Made In Brazil,

Yamandu Costa, Zeca Baleiro, entre outros



** A programação completa, incluindo os títulos internacionais, será anunciada em breve.



** Totalmente online, com acesso em todo território nacional



** de 16 a 27 de junho





O IN-EDIT BRASIL – Festival Internacional do Documentário Musical chega à sua 13ª edição e acontece de 16 a 27 de junho, com mais de 50 filmes nacionais e internacionais inéditos no circuito comercial.



Pelo segundo ano consecutivo, o festival será online, alcançando todo território nacional. Toda a programação estará disponível na plataforma do festival, in-edit-brasil.com, com filmes gratuitos com limite de visualizações. Parte da programação estará disponível também na plataforma do Sesc Digital, sescsp.org.br/cinemaemcasa, com acesso gratuito e na Spcine Play, spcineplay.com.br, também com acesso gratuito.



No Panorama Brasileiro, dividido em Competição Nacional, Mostra Brasil e Curtas Brasileiros, o festival celebra mais um ano com uma boa safra de documentários musicais - apesar da crise no setor - apresentando personagens como João Ricardo (Secos & Molhados), Jair Rodrigues, Chico Mário (irmão de Henfil e Betinho), Alzira Espíndola, o revolucionário maestro e compositor José Siqueira, o rapper Speedfreaks, a banda Made In Brazil, o road movie com Yamandu Costa e o guitarrista argentino Lúcio Yanel, Zeca Baleiro desvendo os sons do Maranhão, entre outros



Além dos filmes, o IN-EDIT BRASIL também está preparando uma mostra especial com um renomado diretor internacional, bate-papos e shows.



O IN-EDIT BRASIL conta com patrocínio máster de Colombo Agroindústria, o patrocínio do Itaú, da Spcine e da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo , o apoio do Itaú Cultural e é uma realização conjunta de Sesc São Paulo, In Brasil Cultural e do Ministério do Turismo, Governo Federal.



Confira abaixo os filmes brasileiros confirmados para o In-Edit Brasil 2021.



Competição Nacional



Alzira E. Aquilo que eu nunca perdi

(Marina Thomé, Brasil, 2021, 84 min)

Alzira Espíndola é uma das artistas mais singulares que o país já produziu. Nascida e criada no Pantanal, cercada por cantos de pássaro (assim como sua irmã, Tetê), ela mudou-se para São Paulo, com cinco filhos a tiracolo e muito talento para marcar seu nome na Vanguarda Paulistana.

Entre ensaios, gravações, shows e a vida em família, Alzira nunca perdeu a força e o talento que lhe move.



Canto de família

(Paula Bessa Braz e Mihai Andrei Leaha, Brasil, 2020, 74 min)

Criados em uma das mais violentas periferias de Fortaleza, os irmãos Cruz tiveram suas vidas moldadas pela música a ponto de seus pais transformarem a casa onde vivem em uma escola.

Filhos e netos de músicos, eles se dedicam a seus instrumentos e buscam na arte uma forma de atingir novos horizontes.

As composições e arranjos incríveis desses jovens encantam quem passa por eles, seja em Fortaleza, Rio de Janeiro ou onde seja onde forem chamados.



Chico Mário - A Melodia da Liberdade

(Silvio Tendler, Brasil, 2020, 100 min)

Francisco Mário de Sousa tinha tudo para ser ofuscado por dois de seus irmãos: o cartunista Henfil e o sociólogo Betinho. Mas foi na música que ele descobriu sua maneira para se expressar e de olhar o mundo.

Inquieto e dedicado, tornou-se um grande violonista e estudou o Brasil a fundo para compor inúmeras canções para violão e orquestra. Sua paixão pela música era tanta que chegou a criar o Método Musical de Cores para Crianças.

O cineasta Silvio Tendler nos traz esta história, com a participação da Orquestra Ouro Preto, Lenine, Bárbara Paz e dos filhos do músico, Marcos e Karina.



Dois tempos

(Pablo Francischelli, Brasil, 2020, 88 min)

O diretor Pablo Francischelli nos traz um roadmovie, tendo como protagonistas os violonistas Yamandu Costa e Lucio Yanel e um velho motorhome.

Mas este encontro não é ao acaso. O argentino Yanel foi mestre de Yamandu e aqui eles se reencontram, muitos anos depois, para viajarem rumo ao sul, em direção a Corrientes, cidade natal de Lúcio, para se apresentarem em um festival.

As conversas, o silêncio, as paisagens, a música e o chimarrão compõem este delicado relato.



Jair Rodrigues - Deixem que Digam

(Rubens Rewald, Brasil, 2020, 100 min.)

O sorriso, a irreverência e a versatilidade transformaram Jair Rodrigues em um dos cantores mais importantes do Brasil.

Jairzão - como era conhecido - deu vida a canções que ficaram marcadas no inconsciente popular e encheu de alegria a casa de milhões de brasileiros por décadas com suas aparições televisivas.

Neste filme dirigido por Rubens Rewald, conhecemos sua história de vida, seus sucessos, sua generosidade e os anos em que foi ignorado mas que seguiu produzindo com os filhos.

Um retrato do Brasil que amamos e que, como noutros tempos, anda esquecido.



Paulo César Pinheiro - Letra e Alma

(Andrea Prates e Cleisson Vidal, Brasil, 2021, 85 min)

A vida de um dos principais letristas do país contada em primeira pessoa. Paulo César Pinheiro abre sua casa para falar sobre suas origens, referências literárias, seu encontro com a poesia e o que lhe deu "régua e compasso".

Com parcerias e intérpretes como Clara Nunes, João Nogueira, Elis Regina, Tom Jobim, entre tantos outros, Paulo César Pinheiro é um pilar fundamental na música brasileira.



Secos & Molhados

(Otávio Juliano, Brasil, 2021, 90 min.)

O grupo musical Secos & Molhados foi um dos principais nomes na década de 70 e vem encantando e influenciando gerações desde então. Durante os anos de chumbo da ditadura, ser pop e ser andrógino, sexual e político era coisa para pouquíssimos e os Secos foram tudo isso.

Neste documentário de Otávio Juliano, temos João Ricardo, o criador da banda, fazendo algo que nunca fez: contar a sua história.

Com o Teatro Municipal de São Paulo vazio a seus pés, ele conta sua infância, a iniciação musical, a criação dos Secos & Molhados, a estreia, o sucesso e as brigas.



Swingueira

(Bruno Xavier, Roger Pires, Yargo Gurjão e Felipe de Paula, Brasil, 2020, 80 min.)

Grupos de jovens vindos da periferia de Fortaleza se reúnem para uma competição de dança: a Swingueira. Inspirado pelo pagode baiano, equipes se formam e, com muito gingado e determinação, buscam sair vitoriosos nos campeonatos.

Para além da vontade de vencer, cada jovem traz sua própria história de vida e aspirações pessoais. Esta dançante e, muitas vezes, comovente história nos é contada pelos componentes das equipes.



Toada de José Siqueira

(Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques, Brasil,2021, 131 min)

José de Lima Siqueira nasceu no alto sertão paraibano e lá teve sua iniciação musical. Anos depois, foi para o Rio de Janeiro, para estudar composição e regência e acabou sendo o fundador da Orquestra Sinfônica Brasileira.

Além de compositor e regente, ele era um pesquisador das raízes musicais do Brasil, tendo registrado e utilizado em suas composições elementos de música dos povos originários assim como dos negros escravizados. Por sua relação com a antiga União Soviética, seu legado foi “esquecido” após o golpe militar de 1964.

Sua história é trazida, através de um extenso e minucioso levantamento de arquivos de registro, pelos diretores Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques.



Mostra Brasil



Brincando com Maracatu

(Mike Felipov, Canadá, Brasil, 2021, 72 min)

O diretor canadense Mike Felipov nos traz a história de Aline Morales. Mineira, vivendo no Canadá, ela é uma das principais difusoras do Maracatu em Toronto.

Uma viagem a Recife, encontrando membros do Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife, leva Aline e suas companheiras de viagem a uma profunda reflexão sobre os diversos aspectos deste gênero, para além da música.



Filme Hõkrepöj

(Carlos Nacimbeni, Brasil 2021, 93 min.)

Um mergulho profundo na música contemporânea brasileira. Tendo como guias a compositora, antropóloga e etnomusicóloga Kilza Setti e o núcleo Hésperides Música das Américas, o diretor Carlos Nascimbeni nos leva a um mundo onde a música contemporânea e os índios guaranis e timbiras se encontram.



Gritando!

(Alexandre Mapa, Brasil, 2021, 54 min.)

Há muita gente que diz que um bom filme tem que ter drama, morte e brigas. Pois bem, Gritando! nos traz tudo isso.

Gritando HC! é uma das principais referências do hardcore brasileiro. Surgida na zona norte de São Paulo em 1995, a banda sobreviveu à morte de seu fundador, Donald, e até hoje carrega a bandeira HC.



Histórias e rimas - O Filme

(Rodrigo Giannetto, Brasil, 2019, 84 min)

Ao longo de mais de uma década, o diretor Rodrigo Giannetto colheu depoimentos dos principais nomes do hip hop brasileiro.

Com depoimentos de Thaide, DJ Hum, Mano Brown, Karol Conká, MC Sophia, Dexter, Emicida, Marcelo D2, Projota e muitos outros, o filme é mais do que um encontro entre gerações, é um mapa de onde veio e para onde vai o gênero no Brasil.



Esta é uma banda Made in Brazil

(Egler Cordeiro, Brasil, 2017, 93 min)

A banda paulistana Made in Brazil está no Guinness: é o grupo com o maior número de formações na história do rock mundial. Também, não é à toa, desde o final dos anos 1960, os irmãos Oswaldo e Celso Vecchioni já dividiram palcos e estúdios com mais de 200 agrupamentos de músicos diferentes.

Uma história recheada de rock’n’roll, um pouco de drogas e muito amor à música.



Speedfreak$: Psicopata Camarada

(Rafa Porto, Brasil, 2021, 45 min.)

A história de um dos principais rappers do país é contada através de entrevistas exclusivas e materiais raros e inéditos. O documentário mergulha, a partir de fragmentos da vida e obra de Cláudio Márcio de Sousa Santos, o Speedfreak$, nos oferecendo uma experiência visual e musical de sua memória.



Ventos que Sopram Maranhão

(Neto Borges, Brasil, 2020, 80 min.)

Zeca Baleiro nos guia nesta viagem musical a seu estado natal. Com depoimentos e performances de artistas locais de diversos gêneros musicais, descobrimos um painel sonoro pulsante e pouco explorado.

Entre localizações emblemáticas e parcerias musicais inéditas, o filme nos leva ao cálido som do Maranhão.





Curta um Som



Anti-corpos -pieces of queer tour

(Brunella Martina, Brasil, 2020, 20 min.)

A banda Anti-corpos volta de Berlim para fazer uma excursão pelo Brasil com um objetivo claro: posicionar-se politicamente em tempos que o país flerta com ideais reacionários.



Esse é o meu corre

(Arcelino Batista dos Santos, Brasil, 2019, 23 min.)

Naelson sonha em viver de rap, mas para alcançar seu objetivo, vende balas em ônibus no Distrito Federal, corta cabelos na garagem de sua mãe e ainda trabalha à noite em uma distribuidora de bebidas



João Bosco e Aldir Blanc. Parceria é isso aí.

(Pedro Pontes, Brasil, 2021, 18 min.)

João Bosco e Aldir Blanc construíram uma das mais sólidas parcerias musicais do país. Neste curta metragem, vemos João visitando a casa de Aldir para apresentar uma nova canção. Juntos, eles relembram sua trajetória de 40 anos repletas de canções que estão na memória dos brasileiros.



Noite de seresta

(Sávio Fernandes e Muniz Filho, Brasil, 2019, 19 min.)

Katia Blander tem um trabalho importante nas noites de sexta-feira: ela é responsável por animar os karaokês da cidade, quebrando o gelo e incentivando os frequentadores a assumir o microfone.



Raízes - Um Piano na Amazônia

(Carla Ruaro, João Santos e Tatiana Cobbett, Brasil, 2018, 29 min.)

A pianista Carla Ruaro e sua equipe partem em uma missão: içar um piano em um barco e atravessar a Amazônia, para visitar comunidades ribeirinhas e proporcionar a seus moradores um primeiro contato com o instrumento.



Shirá

(Ary Diesendruck, Brasil, 2021, 27 min)

O ano é 1812. Em uma pequena cidade no interior da Ucrânia, o rabino Nachman de Breslav pede, em seu leito de morte, que seus seguidores se reúnam no Ano Novo Judaico para celebrar a alegria pois “o judaísmo só é pleno com alegria”. Aqui acompanhamos uma dessas reuniões, onde milhares de judeus se reúnem em festa e muita música.



Tambor ou Bola

(Sérgio Onofre, Brasil, 2019, 24 min.)

O percussionista quilombola, Wilson Santos é fundador da Orquestra de Tambores e dedica parte de sua vida à música e ao trabalho de difusão da percussão popular como ferramenta para inserção social de jovens da periferia.



Texas Carlos Massacre

(Gurcius Gewdner, Brasil, 2021, 35 min.)

Orientado por seu médico (ou seria por vozes em sua cabeça?) um jovem diretor recebe uma missão: ir até o Texas para fazer um roadmovie abstrato (“Filma sem foco! Foco é coisa de recalcado!”) sobre o Housecore Horror Festival of Film and Music, festival que reúne cinema e música extrema.



A Viagem de Ebrima

(Iago Seoane, Rudá Rosa, Portugal, 2019, 14 min.)

Mbye Ebrima nasceu na Gâmbia e vive em Lisboa. Membro de uma dinastia griô, ele usa seu instrumento, a kora, para transmitir o conhecimento adquirido através de gerações e gerações de griôs. Para cumprir sua missão, ele cria um festival para difundir o instrumento e também reflete sobre a condição de imigrante.



Serviço:

In-Edit Brasil - 13º Festival Internacional do Documentário Musical

De 16 a 27 de junho.

www.in-edit-brasil.com

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terça-feira, maio 18, 2021

Utilidade pública: PROAC Expresso Direto 2021



A Secretaria de Cultura e Economia Criativa informa que já estão disponíveis os 18 primeiros editais dos programas de fomento ProAC Expresso Editais 2021 e as duas primeiras linhas do ProAC Expresso Direto 2021. Os dois são voltados tanto para pessoa física quanto jurídica. A partir do dia 25 estarão disponíveis os demais editais destes dois programas. Os interessados podem acessar o site http://www.proac.sp.gov.br/ para conhecer os regulamentos e eventualmente fazer a inscrição.


Teatro, Dança, Conteúdo Infanto-Juvenil, Circo, Artes Visuais e Música estão no bloco do ProAC Expresso Editais lançado hoje, 18. Já no ProAC Expresso Direto estão abertas inscrições para as duas primeiras linhas, de projetos aprovados no ProAC ICMS com recursos captados em 2020 e 2019; e projetos do ProAC ICMS sem captação. Já as inscrições para o Juntos pela Cultura, programa de fomento e difusão online e presencial que tem um perfil municipalista, começaram no dia 11 pelos sites http://www.juntospelacultura.org.br ou http://www.amigosdaarte.org.br


Investimento recorde


Os recursos para o ProAC Expresso Editais 2021, ProAC Expresso Direto, Proac LAB e Juntos pela Cultura 2021 fazem parte de um investimento recorde de R﹩ 200 milhões que beneficiará cerca de 9.340 mil projetos de artistas, produtores culturais e prefeituras. Este valor representa um aumento de 13% em comparação ao liberado no ano passado, de R﹩ 177,2 milhões. O objetivo do Governo de São Paulo é estimular a retomada das atividades culturais e criativas, fortemente impactadas pela crise gerada pela pandemia do coronavírus, e incentivar a geração de renda, emprego e desenvolvimento. A Secretaria estima gerar 138 mil postos de trabalho e um impacto econômico de R﹩ 300 milhões.


São três programas de fomento articulados e complementares com recursos próprios do Governo de São Paulo: ProAC Expresso Editais, ProAC Expresso Direto e Juntos pela Cultura + Difusão Cultural, totalizando um investimento recorde de R﹩ 182 milhões. Formulados a partir de consulta pública; reuniões setoriais com representantes de entidades e associações do setor; regras gerais, linhas, valores e parâmetros aprovados pelo Conselho Estadual de Cultura e Economia Criativa; e comissões de avaliação formadas também a partir de chamada pública, é o maior conjunto de programas de fomento à cultura em nível estadual no país e o maior investimento em produção cultural realizado por um estado brasileiro, que alcança todas as regiões e formas de expressão artística.


"Esses investimentos resultam do compromisso que o governador João Doria tem com a cultura, que encaramos como um front de desenvolvimento, de geração de renda e emprego, de alegria, de felicidade. O Governo de São Paulo reafirma esse comprometimento com a economia criativa e a valorização da arte e da cultura", afirma o Secretário de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão.


ProAC Expresso Editais


O ProAC Expresso Editais tem este ano o valor recorde de R﹩ 60 milhões, sendo R﹩ 49,84 milhões para projetos que serão selecionados em 2021, R﹩ 7,1 milhões para as segundas parcelas dos projetos selecionados em 2020 e R﹩ 2,1 milhões para o pagamento dos 175 profissionais que formarão as comissões de seleção e demais custos administrativos.


São 36 linhas, entre elas três novas: uma voltada para projetos relacionados ao Centenário da Semana de 22, outra para propostas relativas ao Bicentenário da Independência do Brasil e, por fim, uma para primeiras obras de artistas iniciantes. Outro destaque vai para os editais que contemplam ações locais em favelas e periferias, grupos coletivos, espaços culturais, organizações sociais e corpos estáveis de comunidades e os que agraciam os projetos locais no interior e litoral, abrangendo as regiões do Pontal do Parapanema, Baixada Santista e Vale do Ribeira. Essas últimas integram dois programas estratégicos do Governo de São Paulo e envolvem ações de outras Secretarias: Programa Comunidades e Programa Vale do Futuro.


As demais linhas se dirigem a áreas como teatro, dança, audiovisual, literatura, música, além de apresentações online, que serão exibidas por demanda na plataforma de streaming #CulturaEmCasa, criada em 2020 pela Secretaria com o objetivo de ampliar a difusão cultural virtual e que, em um ano de funcionamento, alcançou a marca de 5,4 milhões de visualizações em cerca de 3 mil conteúdos, empregando 7 mil artistas e 6 mil produtores e técnicos. Será contemplado apenas 1 projeto por proponente ou cooperado, observado o objeto do projeto.


ProAC Expresso Direto


O ProAC Expresso Direto, que neste ano substitui o ProAC Expresso ICMS, de incentivo fiscal à cultura, mantém o mesmo valor de investimento R﹩ 100 milhões, e o mesmo perfil do anterior, com parâmetros e ritos semelhantes, mas com o recurso chegando mais rapidamente ao proponente. São quatro linhas: Projetos Aprovados no ProAC ICMS com Recursos Captados em 2020 e 2019; Projetos Sem Captação no ProAC ICMS; Prêmio para Profissionais do Setor Cultural e Criativo e Prêmio para Espaços Culturais e Criativos. Em 2022, o ProAC ICMS voltará, por decisão do governador João Doria.


O Governo de São Paulo também obteve uma liminar que autoriza o uso dos recursos da Lei Aldir Blanc revertidos dos municípios ao Estado. Serão R﹩ 18 milhões para 11 linhas de prêmios nas áreas de teatro, dança circo, literatura, artes visuais, música, audiovisual e Pontos de Cultura. As inscrições começam no dia 29/5 e vale apenas para quem não foi contemplado nas linhas de prêmios do ProAC LAB 2020.


Impactos da pandemia


Segundo pesquisa do Itaú Cultural, a economia criativa perdeu 458 mil postos de trabalho formais e informais entre o quarto trimestre de 2019 e o quarto de 2020, devido aos impactos da pandemia da Covid-19. De outubro a dezembro de 2019, havia 7.137.912 indivíduos trabalhando no segmento. Nos mesmos três últimos meses do ano seguinte, o número havia caído para 6.679.994, uma retração de 6,4%. De acordo com a FGV, em 15 meses de paralisação, a perda é equivalente a 1,7% do PIB estadual.


ProAC Expresso Editais 2021


- Total de R﹩ 60 milhões


- 36 linhas


- R﹩ 7,1 milhões para segundas parcelas de 2020


- R﹩ 49,84 milhões para novas linhas


- R﹩ 2,1 milhões para pagamento de comissões e custos administrativos


- Início das inscrições: 18/05 (bloco 1) e 25/05 (bloco 2)


Linhas


· 1 - Teatro / Produção (presenciais e/ou online)


R﹩ 3,45 milhões


R﹩ 75 mil ou R﹩ 150 mil por projeto


· 2 - Teatro / Circulação


R﹩ 1,05 milhão


R﹩ 75 mil por projeto


· 3 - Teatro / #CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculos para exibição online)


R﹩ 1 milhão


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 4 - Dança / Produção (presenciais e/ou online)


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 5 - Dança / Circulação


R﹩ 525 mil


R﹩ 75 mil por projeto


· 6 - Dança / #CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculo com exibição online)


R﹩ 475 mil


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 7 - Público Infanto-Juvenil / Produção (presenciais e/ou online)


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 8 - Público Infanto-Juvenil / Circulação


R﹩ 525 mil


R﹩ 75 mil por projeto


· 9 - Público Infanto-Juvenil /#CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculos com exibição online)


R﹩ 475 mil


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 10.1 - Circo / Produção / Grupos (presenciais e/ou online)


R﹩ 1 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


· 10.2 - Circo / Produção / Artistas Individuais ou Duplas (presenciais e/ou online)


R﹩ 500 mil


R﹩ 25 mil por projeto


· 11 - Circo / Produção e Manutenção / Lona


R﹩ 750 mil


R﹩ 75 mil por projeto


· 12 - Circo / #CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculos para exibição online)


R﹩ 250 mil


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 13 - Artes Visuais / Produção (presenciais e/ou online)


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 14 - Artes Visuais / Circulação


R﹩ 525 mil


R﹩ 75 mil por projeto


· 15 - Artes Visuais / #CulturaEmCasa (produção e licenciamento sem exclusividade de exposições virtuais)


R﹩ 475 mil


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 16 - Música / Gravação


R﹩ 3,45 milhões


R﹩ 100 mil ou R﹩ 150 mil por projeto


· 17 - Música / Circulação


R﹩ 1,05 milhão


R﹩ 75 mil por projeto


· 18 - Música / #CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculos para exibição online)


R﹩ 1 milhão


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 19.1 - Literatura / Ficção


R﹩ 750 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 19.2 - Literatura / Não-ficção


R﹩ 500 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 19.3 - Literatura / Poesia


R﹩ 250 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 19.4 - Literatura / Teatro


R﹩ 250 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 20 - Literatura / Histórias em Quadrinhos


R﹩ 750 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 21.1 - Incentivo à Leitura


R﹩ 500 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 21.2 - Estudos e Pesquisas Culturais


R﹩ 250 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 22.1 - Audiovisual / Complemento para Produção de Longas e Séries / Ficção e Animação


R﹩ 2 milhões


R﹩ 400 mil por projeto


· 22.2 - Audiovisual / Complemento para Produção de Longas e Séries / Documentário


R﹩ 1 milhão


R﹩ 200 mil por projeto


· 23.1 - Audiovisual / Complemento para Finalização de Longas e Séries / Ficção e Animação


R﹩ 2 milhões


R﹩ 200 mil por projeto


· 23.2 - Audiovisual / Complemento para Finalização de Longas e Séries / Documentário


R﹩ 1 milhão


R﹩ 100 mil por projeto


· 24.1 - Audiovisual / Desenvolvimento de Longas e Séries / Ficção e Animação


R﹩ 2 milhões


R﹩ 200 mil por projeto


· 24.2 - Audiovisual / Desenvolvimento de Longas e Séries / Documentário


R﹩ 1 milhão


R﹩ 100 mil por projeto


· 25 - Audiovisual / Produção de Curtas


R﹩ 1,25 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 26 - Audiovisual / Produção de Games e AR/VR


R﹩ 1,25 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 27.1 - Audiovisual / #CulturaEmCasa (licenciamento sem exclusividade de longas para exibição online)


R﹩ 850 mil


R﹩ 25 mil por projeto


· 27.2 - Audiovisual / #CulturaEmCasa (licenciamento sem exclusividade de curtas para exibição online)


R﹩ 150 mil


R﹩ 3 mil por projeto


· 28 - Museus e Acervos / Reforma, Ampliação e Modernização


R﹩ 2 milhões


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 29 - Cidadania / Cultura Popular, Caiçara, Indígena e Quilombola


R﹩ 1,75 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


· 30 - Cidadania / Cultura LGBTQIA+


R﹩ 1,75 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


· 31 - Cidadania / Cultura Negra, Urbana e Hip Hop


R﹩ 1,75 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


· 32 - Ações Locais / Interior / Pontal do Parapanema, Vale do Ribeira e Baixada Santista


R﹩ 2 milhões


R﹩ 25 mil por projeto


· 33.1 - Ações Locais / Favelas e Periferias / Produção, Difusão, Capacitação e Eventos (presenciais e/ou online)


R﹩ 1 milhão


R﹩ 25 mil por projeto


· 33.2 - Ações Locais / Favelas e Periferias / Manutenção de Corpos Artísticos Estáveis


R﹩ 2 milhões


R﹩ 100 mil por projeto


· 34 - Mostras, Festivais, Mercados e Eventos Culturais e Criativos


(presenciais e/ou online)


R﹩ 5,25 milhões


R﹩ 75 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 35.1 - Projetos Culturais / 100 Anos da Semana de Arte Moderna de 1922


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 35.2 - Projetos Culturais / 200 Anos da Independência do Brasil


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 36 - Primeiras Obras / Artistas Iniciantes


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


ProAC Expresso Direto 2021


- Total de R﹩ 100 milhões


- R﹩ 66 milhões para novos projetos


- R﹩ 17 milhões para profissionais do setor cultural e criativo


- R﹩ 14 milhões para espaços culturais e criativos


- R﹩ 3 milhões para pagamento de comissões e custos administrativos


- Início das inscrições: 18/05 (Linhas 1 e 2) e 25/05 (Linhas 3 e 4)


Linhas


· Linha 1 - Projetos Aprovados no ProAC ICMS com Recursos Captados em 2020 e 2019


Valor Total: R﹩ 33 milhões


Tetos: R﹩ 500 mil / R﹩ 250 mil / R﹩ 125 mil


· Linha 2 - Projetos Sem Captação no ProAC ICMS


Valor Total: R﹩ 33 milhões


Tetos: R﹩ 500 mil / R﹩ 250 mil / R﹩ 125 mil


· Linha 3 - Prêmio para Profissionais do Setor Cultural e Criativo


Valor Total: R﹩ 17 milhões


Valor por prêmio: R﹩ 5 mil


· Linha 4 - Prêmio para Espaços Culturais e Criativos


Valor Total: R﹩ 14 milhões


Valor por prêmio: R﹩ 150 mil ou R﹩ 50 mil

quinta-feira, maio 13, 2021

Utilidade pública: Governo de São Paulo anuncia investimento de R﹩ 200 milhões em projetos culturais



A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo anunciou um investimento recorde de R﹩ 200 milhões para cerca de 9.340 projetos de artistas, produtores culturais e prefeituras, que serão selecionados por chamadas públicas e curadorias independentes. Um aumento de 13% em comparação com o valor liberado no ano passado, de R﹩ 177,2 milhões. O objetivo é estimular a retomada das atividades culturais e criativas, fortemente impactadas pela crise gerada pela pandemia do coronavírus, e incentivar a geração de renda, emprego e desenvolvimento. A Secretaria estima gerar 138 mil postos de trabalho e um impacto econômico de R﹩ 300 milhões.


São três programas de fomento articulados e complementares: ProAC Expresso Editais, ProAC Expresso Direto e Juntos pela Cultura + Difusão Cultural, com investimento recorde de R﹩ 182 milhões em recursos próprios do Governo de São Paulo. Formulados a partir de consulta pública realizada em fevereiro, com mais de 450 propostas recebidas e analisadas; reuniões setoriais com a participação de cerca de 500 representantes de entidades e associações do setor; regras gerais, linhas, valores e parâmetros aprovados pelo Conselho Estadual de Cultura e Economia Criativa; e comissões de avaliação formadas também a partir de chamada pública para indicação de especialistas por entidades e associações do setor (aberta até 13/05), é o maior conjunto de programas de fomento à cultura em nível estadual no país e o maior investimento em produção cultural realizado por um estado brasileiro, que alcança todas as regiões e formas de expressão artística.


Além disso, o Governo de São Paulo obteve uma liminar que autoriza o uso dos recursos da Lei Aldir Blanc revertidos dos municípios ao Estado. Serão R﹩ 18 milhões para 11 linhas de prêmios nas áreas de teatro, dança circo, literatura, artes visuais, música, audiovisual e Pontos de Cultura. As inscrições começam no dia 29/5 e vale apenas para quem não foi contemplado nas linhas de prêmios do ProAC LAB 2020.


"Esses investimentos resultam do compromisso que o governador João Doria e o nosso governo tem com a cultura, que encaramos como um front de desenvolvimento, de geração de renda e emprego, de alegria, de felicidade. Reafirma esse comprometimento com a economia criativa e a valorização da arte e da cultura", disse o Secretário de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão.


O ProAC Expresso Editais tem este ano o valor recorde de R﹩ 60 milhões, sendo R﹩ 49,84 milhões para projetos que serão selecionados em 2021, R﹩ 7,1 milhões para as segundas parcelas dos projetos selecionados em 2020 e R﹩ 2,1 milhões para o pagamento dos 175 profissionais que formarão as comissões de seleção e demais custos administrativos.


São 36 linhas, entre elas três novas: uma voltada para projetos culturais relacionados ao Centenário da Semana de 22, outra para propostas relativas ao Bicentenário da Independência do Brasil e a última para primeiras obras de artistas iniciantes. Destaque também para os editais que contemplam ações locais em favelas e periferias para projetos de artistas, grupos coletivos, espaços culturais, organizações sociais e corpos estáveis de comunidades e os que agraciam os projetos culturais locais no interior e litoral, abrangendo as regiões do Pontal do Parapanema, Baixada Santista e Vale do Ribeira. Essas últimas integram dois programas estratégicos do Governo de São Paulo e envolvem ações de outras Secretarias: Programa Comunidades e Programa Vale do Futuro.


As demais linhas se dirigem a áreas como teatro, dança, audiovisual, literatura, música, espetáculos para o público infanto-juvenil e outras, contemplando espetáculos e produtos físicos, além de apresentações online, que serão exibidas por demanda na plataforma de streaming #CulturaEmCasa, criada em 2020 pela Secretaria com o objetivo de ampliar a difusão cultural virtual e que, em um ano de funcionamento, alcançou a marca de 5,4 milhões de visualizações em cerca de 3 mil conteúdos, empregando 7 mil artistas e 6 mil produtores e técnicos. Será contemplado apenas 1 projeto por proponente ou cooperado, observado o objeto do projeto.


Há ainda novo sistema online para inscrição, avaliação e seleção. Os regulamentos serão publicados no dia 11/05 no site da Secretaria (http://www.proac.sp.gov.br/proac-editais-editais-e-resultados/) e os prazos de inscrição serão abertos ainda este mês, em duas etapas. A primeira começa no dia 18/05 (bloco 1) e a segunda em 25/05 (bloco 2).


O ProAC Expresso Direto, que neste ano substitui o ProAC Expresso ICMS, de incentivo fiscal à cultura, mantém o mesmo valor de investimento de R﹩ 100 milhões e o mesmo perfil do anterior, com parâmetros e ritos semelhantes, mas com o recurso chegando mais rapidamente ao proponente, reafirmando assim o compromisso do Governo estadual com a valorização da cultura e o estímulo ao desenvolvimento do setor cultural e criativo. São quatro linhas: Projetos Aprovados no ProAC ICMS com Recursos Captados em 2020 e 2019; Projetos Sem Captação no ProAC ICMS; Prêmio para Profissionais do Setor Cultural e Criativo e Prêmio para Espaços Culturais e Criativos, com início das inscrições no dia 18/5 (Linhas 1 e 2) e 25/5 (Linhas 3 e 4). Não será contemplado mais de um projeto com o mesmo objeto. Em 2022, o ProAC ICMS voltará, por decisão do governador João Doria.


A Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo também anunciou a edição 2021 do Juntos pela Cultura + Difusão Cultural, programa de fomento e difusão cultural online e presencial que tem um perfil municipalista e envolve parcerias com prefeituras. Este programa, realizado com a Secretaria de Desenvolvimento Regional e gestão e produção da Organização Social Amigos da Arte, inclui iniciativas como Virada SP, Circuito SP, Tradição SP e Revelando SP e este ano vem com quatro novas linhas, entre elas a #ArteUrbanaSP, dirigida a municípios para apoio à realização de murais de arte urbana e composição de galerias a céu aberto, e o #MaisGestãoSP, de capacitação em póliticas públicas para a economia criativa voltado a gestores públicos municipais. Boa parte das chamadas públicas são para prefeituras do interior e do litoral. Há também um conjunto de ações relacionadas à plataforma de streaming #CulturaEmCasa, com transmissão gratuita para o público.


São 12 linhas, sendo sete para municípios, quatro para artistas e uma para organizações, com um valor total de R﹩ 20 milhões, sendo R﹩ 10,6 milhões para chamadas públicas e R﹩ 9,4 milhões para ações de difusão cultural. A estimativa é beneficiar mais de 4 mil artistas, 2 mil técnicos e 164 municípios em 962 propostas artísticas. As inscrições podem ser feitas entre os dias 11 e 31 de maio, de forma gratuita pelos sites http://www.juntospelacultura.org.br ou http://www.amigosdaarte.org.br


Impactos da pandemia


Segundo pesquisa do Itaú Cultural, a economia criativa perdeu 458 mil postos de trabalho formais e informais entre o quarto trimestre de 2019 e o quarto de 2020, devido aos impactos da pandemia da Covid-19. De outubro a dezembro de 2019, havia 7.137.912 indivíduos trabalhando no segmento. Nos mesmos três últimos meses do ano seguinte, o número havia caído para 6.679.994, uma retração de 6,4%. De acordo com a FGV, em 15 meses de paralisação, a perda é equivalente a 1,7% do PIB estadual.


Antes da pandemia, o Estado de São Paulo, vinha gerando anualmente 3.9% do PIB estadual, 1,5 milhão de postos de trabalho e crescendo a uma taxa média anual de 4.6%. Um dos 10 maiores setores da economia de São Paulo, com R﹩ 78,35 bilhões gerados por ano. Em 2019, São Paulo gerou 47% do PIB da economia criativa em todo o Brasil. Segundo estudo feito pela Secretaria em parceria com a FGV e SEBRAE, levando em consideração dados de mais de 500 empresas do segmento, estima-se que esse setor no Brasil terá uma perda de R﹩ 69,2 bilhões (queda de 18,2% no período) e só retomará o patamar de geração de PIB e de empregos de 2019 em 2022.


ProAC Expresso Editais 2021


- Total de R﹩ 60 milhões


- 36 linhas


- R﹩ 7,1 milhões para segundas parcelas de 2020


- R﹩ 49,84 milhões para novas linhas


- R﹩ 2,1 milhões para pagamento de comissões e custos administrativos


- Início das inscrições: 18/05 (bloco 1) e 25/05 (bloco 2)


Linhas


· 1 - Teatro / Produção (presenciais e/ou online)


R﹩ 3,45 milhões


R﹩ 75 mil ou R﹩ 150 mil por projeto


· 2 - Teatro / Circulação


R﹩ 1,05 milhão


R﹩ 75 mil por projeto


· 3 - Teatro / #CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculos para exibição online)


R﹩ 1 milhão


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 4 - Dança / Produção (presenciais e/ou online)


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 5 - Dança / Circulação


R﹩ 525 mil


R﹩ 75 mil por projeto


· 6 - Dança / #CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculo com exibição online)


R﹩ 475 mil


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 7 - Público Infanto-Juvenil / Produção (presenciais e/ou online)


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 8 - Público Infanto-Juvenil / Circulação


R﹩ 525 mil


R﹩ 75 mil por projeto


· 9 - Público Infanto-Juvenil /#CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculos com exibição online)


R﹩ 475 mil


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 10.1 - Circo / Produção / Grupos (presenciais e/ou online)


R﹩ 1 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


· 10.2 - Circo / Produção / Artistas Individuais ou Duplas (presenciais e/ou online)


R﹩ 500 mil


R﹩ 25 mil por projeto


· 11 - Circo / Produção e Manutenção / Lona


R﹩ 750 mil


R﹩ 75 mil por projeto


· 12 - Circo / #CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculos para exibição online)


R﹩ 250 mil


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 13 - Artes Visuais / Produção (presenciais e/ou online)


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 14 - Artes Visuais / Circulação


R﹩ 525 mil


R﹩ 75 mil por projeto


· 15 - Artes Visuais / #CulturaEmCasa (produção e licenciamento sem exclusividade de exposições virtuais)


R﹩ 475 mil


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 16 - Música / Gravação


R﹩ 3,45 milhões


R﹩ 100 mil ou R﹩ 150 mil por projeto


· 17 - Música / Circulação


R﹩ 1,05 milhão


R﹩ 75 mil por projeto


· 18 - Música / #CulturaEmCasa (filmagem e licenciamento sem exclusividade de espetáculos para exibição online)


R﹩ 1 milhão


R﹩ 25 mil ou R﹩ 50 mil por projeto


· 19.1 - Literatura / Ficção


R﹩ 750 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 19.2 - Literatura / Não-ficção


R﹩ 500 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 19.3 - Literatura / Poesia


R﹩ 250 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 19.4 - Literatura / Teatro


R﹩ 250 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 20 - Literatura / Histórias em Quadrinhos


R﹩ 750 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 21.1 - Incentivo à Leitura


R﹩ 500 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 21.2 - Estudos e Pesquisas Culturais


R﹩ 250 mil


R﹩ 50 mil por projeto


· 22.1 - Audiovisual / Complemento para Produção de Longas e Séries / Ficção e Animação


R﹩ 2 milhões


R﹩ 400 mil por projeto


· 22.2 - Audiovisual / Complemento para Produção de Longas e Séries / Documentário


R﹩ 1 milhão


R﹩ 200 mil por projeto


· 23.1 - Audiovisual / Complemento para Finalização de Longas e Séries / Ficção e Animação


R﹩ 2 milhões


R﹩ 200 mil por projeto


· 23.2 - Audiovisual / Complemento para Finalização de Longas e Séries / Documentário


R﹩ 1 milhão


R﹩ 100 mil por projeto


· 24.1 - Audiovisual / Desenvolvimento de Longas e Séries / Ficção e Animação


R﹩ 2 milhões


R﹩ 200 mil por projeto


· 24.2 - Audiovisual / Desenvolvimento de Longas e Séries / Documentário


R﹩ 1 milhão


R﹩ 100 mil por projeto


· 25 - Audiovisual / Produção de Curtas


R﹩ 1,25 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 26 - Audiovisual / Produção de Games e AR/VR


R﹩ 1,25 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 27.1 - Audiovisual / #CulturaEmCasa (licenciamento sem exclusividade de longas para exibição online)


R﹩ 850 mil


R﹩ 25 mil por projeto


· 27.2 - Audiovisual / #CulturaEmCasa (licenciamento sem exclusividade de curtas para exibição online)


R﹩ 150 mil


R﹩ 3 mil por projeto


· 28 - Museus e Acervos / Reforma, Ampliação e Modernização


R﹩ 2 milhões


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 29 - Cidadania / Cultura Popular, Caiçara, Indígena e Quilombola


R﹩ 1,75 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


· 30 - Cidadania / Cultura LGBTQIA+


R﹩ 1,75 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


· 31 - Cidadania / Cultura Negra, Urbana e Hip Hop


R﹩ 1,75 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


· 32 - Ações Locais / Interior / Pontal do Parapanema, Vale do Ribeira e Baixada Santista


R﹩ 2 milhões


R﹩ 25 mil por projeto


· 33.1 - Ações Locais / Favelas e Periferias / Produção, Difusão, Capacitação e Eventos (presenciais e/ou online)


R﹩ 1 milhão


R﹩ 25 mil por projeto


· 33.2 - Ações Locais / Favelas e Periferias / Manutenção de Corpos Artísticos Estáveis


R﹩ 2 milhões


R﹩ 100 mil por projeto


· 34 - Mostras, Festivais, Mercados e Eventos Culturais e Criativos


(presenciais e/ou online)


R﹩ 5,25 milhões


R﹩ 75 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 35.1 - Projetos Culturais / 100 Anos da Semana de Arte Moderna de 1922


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 35.2 - Projetos Culturais / 200 Anos da Independência do Brasil


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil ou R﹩ 100 mil por projeto


· 36 - Primeiras Obras / Artistas Iniciantes


R﹩ 1,5 milhão


R﹩ 50 mil por projeto


ProAC Expresso Direto 2021


- Total de R﹩ 100 milhões


- R﹩ 66 milhões para novos projetos


- R﹩ 17 milhões para profissionais do setor cultural e criativo


- R﹩ 14 milhões para espaços culturais e criativos


- R﹩ 3 milhões para pagamento de comissões e custos administrativos


- Início das inscrições: 18/05 (Linhas 1 e 2) e 25/05 (Linhas 3 e 4)


Linhas


· Linha 1 - Projetos Aprovados no ProAC ICMS com Recursos Captados em 2020 e 2019


Valor Total: R﹩ 33 milhões


Tetos: R﹩ 500 mil / R﹩ 250 mil / R﹩ 125 mil


· Linha 2 - Projetos Sem Captação no ProAC ICMS


Valor Total: R﹩ 33 milhões


Tetos: R﹩ 500 mil / R﹩ 250 mil / R﹩ 125 mil


· Linha 3 - Prêmio para Profissionais do Setor Cultural e Criativo


Valor Total: R﹩ 17 milhões


Valor por prêmio: R﹩ 5 mil


· Linha 4 - Prêmio para Espaços Culturais e Criativos


Valor Total: R﹩ 14 milhões


Valor por prêmio: R﹩ 150 mil ou R﹩ 50 mil


Juntos pela Cultura 2021


- Total de R﹩ 20 milhões


- R﹩ 10,6 milhões em chamadas públicas


- R﹩ 9,4 milhões em difusão cultural


Municípios:


• #ArteUrbanaSP (R﹩ 300 mil)


chamada pública para prefeituras / 10 grafites / 10 municípios / região metropolitana (exceto capital) / interior e litoral


• #ViradaSP Online (R﹩ 4 milhões)


chamada pública para prefeituras / região metropolitana interior e litoral / 20 municípios (exceto capital e municípios que já participaram da #ViradaSP Online em 2020 e 2021).


• #RevelandoSP Online (R﹩ 1,4 milhão)


chamada pública para prefeituras / região metropolitana (exceto capital) / interior e litoral / 325 ações da cultura tradicional - artesãos / culinaristas / manifestações tradicionais


• Capacitação #RevelandoSP (R﹩ 150 mil)


chamada pública para prefeituras / região metropolitana (exceto capital) / interior e litoral / até 60 municípios / 60 artesãos e culinaristas / até 60 gestores


• #TradiçãoSP Online (R﹩ 1,05 milhão


chamada pública para prefeituras / região metropolitana (exceto capital) / interior e litoral / 40 municípios e 40 eventos


• #CircuitoSP Online (R﹩ 1 milhão)


chamada pública para prefeituras / região metropolitana (exceto capital) / interior e litoral / 40 municípios e 80 atrações, sendo direcionadas até 2 atrações da programação para cada cidade.


• #Mais Gestão SP (R﹩ 130 mil)


chamada pública para prefeituras / região metropolitana (exceto capital) / interior e litoral / 40 municípios e 40 gestores


Artistas e Organizações:


• #MaisOrgulhoSP (R﹩ 500 mil)


chamada pública para seleção de organizações que atuem na promoção de cultura e direitos LGBTQIA+/ 25 contemplados


• Concurso de Piano Guiomar Novaes (R﹩ 250 mil)


chamada pública para seleção de 20 pianistas: 10 pianistas na categoria erudito e 10 na categoria popular


• Festival de Circo Online de São Paulo (R﹩ 1,2 milhão)


chamada pública para 200 atrações circenses online: 20 espetáculos de circo itinerante, 30 espetáculos de grupos e companhias de repertório e 150 números circenses


• Concurso de Viola Caipira #RevelandoSP (R﹩ 300 mil)


chamada pública para 50 violeiros


• Concurso de Batalha de Rimas de São Paulo (R﹩ 330 mil)


chamada pública para artistas / 32 rimadores / 32 batalhas

sexta-feira, outubro 16, 2020

Nuno Mindelis no Bourbon Street

 Julio Maria - O Estado de S. Paulo


E Nuno Mindelis estava no palco, sete meses depois. Entre medo, saudade e protocolos, estar em uma plateia de pessoas que não assistiram a nenhum show desde que o mundo passou a sofrer a devastação provocada pelo vírus da incerteza se tornou uma experiência para a história. Histórica para a vida de cada um. Muitos dos que estavam em uma das mesas distanciadas na plateia do Bourbon Street na noite de quinta, 15, poderão não se lembrar do primeiro show que viram na vida mas todos se lembrarão do primeiro show que viram depois da quarentena.

Antes de sair de casa, algumas perguntas são e devem ser feitas por quem resolveu se cuidar e levar a pandemia a sério. Afinal, é hora de voltar a uma casa de show? Mesmo que eu me cuide, as pessoas que estarão a meu redor terão a mesma consciência? Vale a pena sair de casa para não tocar no outro e não cumprimentá-lo? 

A resposta mais honesta a cada uma delas talvez seja não, mas a reabertura traz um novo item no serviço para uma parcela da população à qual retomar alguma atividade cultural se tornou uma questão de sobrevivência: qual o nível de segurança essa casa pode me proporcionar?

A segurança. Não adianta mais ter uma boa cozinha, uma boa programação e garçons excelentes. Se o público não se sentir seguro, ele não voltará. Os empresários que quiserem retomar o faturamento que tinham antes da pandemia irão naufragar na ambição. Não é hora de ganhar, por mais necessário que o dinheiro seja para preencher o rombo dos últimos meses. 

É hora de reconquistar as plateias, convencê-las de que seu estabelecimento tem condições de recebê-las e de que elas não se sentirão agoniadas ao se virem trancadas em um ambiente insalubre. E uma dica: existe nesse momento uma plateia enorme, que por enquanto não pode ser enorme ao mesmo tempo e no mesmo lugar, querendo uma casa de shows para chamar de sua.

O Bourbon Street foi reformulado para reabrir suas portas com um show de Nuno Mindelis. Apesar de ter um espetáculo novo na manga, Angola Blues, aceitou o convite de Radesca para fazer uma noite em homenagem a BB King. Por uma razão justa. Foi BB King o homem que inaugurou a casa há 27 anos antes de voltar a ela por outras dez vezes. Havia um componente emocional extra a quem queria ouvir uma boa banda de blues ao vivo: ela iria orbitar, com a ajuda do guitarrista Tuco Marcondes, o repertório de BB King.

A entrada. Se antes era um ponto de passagem, ela se tornou um lugar de convencimento. É na entrada que nos convencemos a seguir adiante em nossos riscos ou darmos meia volta. Depois de passarem por um medidor de temperatura e pela estação de álcool gel, os clientes aguardam até que os anteriores sejam encaminhados às mesas. Por isso, é preciso chegar pelo menos meia hora antes do show.
O teto alto ajuda na sensação de respiro e o novo distanciamento das mesas são os primeiros sinais de boas vindas. Se até ali os clientes devem usar as máscaras, agora eles podem tirá-las, e aí está um momento em que entra o bom senso que não está em nenhum protocolo.

A máscara é o objeto com o qual o público precisa aprender a lidar. Ela não é desconfortável apenas quando se usa, mas também quando se tira em locais nos quais deverão ser recolocadas para falar com um garçom, receber um amigo na mesa, ir ao banheiro. As casas precisam pensar em um porta máscaras para, assim como o álcool gel, deixar em cada mesa. Um porta máscaras, como um mini cabide, evitaria que as pessoas tocassem nos tecidos ao guardá-los nas bolsas ou tentassem pendurá-las nas cadeiras, como fez esse repórter, deixando-a cair no chão. Ou isso ou oferecer máscaras descartáveis ao público.

A noite ficou mais curta, e isso também muda uma conduta. Para aproveitá-la, não dá mais para o público chegar atrasado nem o show não começar na hora. O de Nuno Mindelis começou antes das 20h30, um bom horário para que o palco estivesse vazio, como manda a lei, às 22h. Mas todos sabem o que se passa no final de um show de blues, com o dono da casa desesperado contra uma banda e uma plateia que não pretendem sair nunca mais dali. E isso piorou com a pandemia. Um fiscal pode arruinar um estabelecimento.

Quando a plateia está seguramente sentada, Nuno aparece. Ele confessa estar pegando no tranco depois de sete meses parado e talvez não consiga dimensionar a importância que terá, ele e sua banda, nos quase 120 minutos que seguirão. Cada solo, cada refrão, tudo pega como se as sensações estivessem sendo descobertas ali, pela primeira vez. 

Depois de sete meses à frente de lives frias e realmente distantes, estar a poucos metros do centro de um tornado criativo, com músicos se comunicando com os olhares e sorrindo uns aos outros, vale cada preço pago em cada pedágio de pandemia. Seu blues passa por cima dos medos e tem força para, pela primeira vez em sete meses, tirar as pessoas de um mundo contaminado por vírus visíveis e invisíveis e colocá-las em um lugar onde vale muito a pena estar vivo.

quinta-feira, setembro 03, 2020

Enquanto o novo site Combate Rock não vem...




No mês em que o Combate Rock, blog e programa de web rádio, completa dez anos de existência, a iniciativa informativa sobre música, reconhecida e respeitada no Brasil, prepara a transição para um novo ambiente depois de sete anos de produtiva parceria com o portal UOL.

O que era para ser um espaço pra discussões e "pancadarias diversas" sobre o mundo do rock evoluiu e cresceu. Tornou-se uma marca importante e um ambiente informativo relevante sobre o rock, além de muita opinião e reflexão.

Neste período de transição, desde o dia 10 de julho, o site www.mmoreirasp.blogspot.com serviu como apoio para a continuidade dos trabalhos do Combate Rock até que o novo site/ambiente ficasse pronto.

A criação desse blog no Blogger é uma maneira de resgatar a marca/domínio Combate Rock enquanto os trabalhos de elaboração do novo site não terminam.

Agradecemos imensamente a paciência e o apoio de sempre. Esperamos que seja muito breve a existência deste blog. Portanto, por enquanto, os textos do Combate Rock estarão sendo publicados aqui, em www.combaterock.blogspot.com.

Para os textos mais antigos, acesse www.combaterock.blogosfera.uol.com.br e www.mmoreirasp.blogspot.com.

terça-feira, setembro 01, 2020

Liberado trailer de documentário sobre a vida de Phil Lynott, do Thin Lizzy

Do site Roque Reverso




O canal oficial da Eagle Rock Entertainment liberou nesta quinta-feira, 20 de agosto, o trailer do documentário sobre a vida e a obra musical de Phil Lynott. O filme do saudoso líder, vocalista e baixista do lendário grupo Thin Lizzy está previsto para chegar aos cinemas entre setembro e dezembro de 2020.

O trailer foi liberado na data de aniversário de Lynott, que faria 71 anos em 2020, se não tivesse morrido precocemente, em 1986, anos 36 anos.

Com direção de Emer Reynolds, o documentário “Phil Lynott: Songs For While I’m Away” traz a história de como um jovem negro irlandês da classe trabalhadora de Dublin dos anos 1950 se transformou numa estrela do rock no seu país e no mundo.

Além de depoimentos de parceiros da banda, o documentário traz os de outras figuras importantes do rock, como James Hetfield, do Metallica, Adam Clayton, do U2, Huey Lewis e Suzi Quatro.

“Como vocalista do Thin Lizzy, Phil Lynott era um compositor, um poeta, um sonhador, um homem selvagem. Contado extensivamente por meio das palavras do próprio Phil e com foco em algumas de suas canções icônicas, o filme chega ao coração de Philip, o pai, o marido, o amigo, o filho, o ícone do rock, o poeta e o sonhador”, diz a sinopse do filme apresentada pela Eagle Rock Entertainment.

Até o momento, não há informação sobre quando e se o documentário estará nos filmes brasileiros, mas a importância de Lynott não deve deixar a película passar batida por aqui.

Notas roqueiras: Föxx Salema, Overdose Nuclear, The Cribs...




- A vocalista Föxx Salema confirmou participação na primeira edição do festival online “O Rock de Equinócio”, que será realizado no dia 19/09 no canal do Youtube do apresentador Willba Dissidente. A ideia do evento é levantar recursos para ajudar os animais em situação de rua da cidade de Varginha/MG, e quem fizer doações durante o evento, participará de um sorteio de brindes cedidos pelo comércio da cidade. Serão nove bandas brasileiras e uma estrangeira, com apresentações pré-gravadas. Cada banda participará com até quatro composições próprias, e durante o evento serão pedidas doações para a 3ª Proteção Animal. Ao lado de Föxx Salema estarão as bandas Violator, Gueppardo, Hellway Patrol, Corpse Grinder, Carro Bomba, Comando Etílico, Gore War, New Democracy e o Blind Illusion, dos EUA. Para assistir o evento, que terá início às 21:30h, basta acessar o canal https://www.youtube.com/user/willbadissidente.

A banda Overdose Nuclear, de Ubatuba (SP), será a única banda brasileira presente na segunda edição do festival online “Pandemic Terror Fest”, que será realizado no dia 29 de agosto, a partir das 22h. Organizado pela Living Metal Producciones, o evento contará ainda com as seguintes bandas (confirmadas até o momento): Evilution (Colômbia), Next (México), War Kabinett (México), 4Estigma (Chile), GuerraSanta (Argetina), Savanth (México), Derian (Venezuela), Halcón 7 (México) e Atavi (Colômbia). Será a terceira aparição em festivais online da banda, que já participou do Roadie Crew Online Festival e do Metal com Batata Stay Home Festival. 
Para mais informações sobre o festival, acesse https://www.facebook.com/LivingMetal

The Cribs estão de volta em grande forma, anunciando seu oitavo álbum, Night Network. Previsto para ser lançado via Sonic Blew / [PIAS] na sexta-feira, 13 de novembro de 2020, o álbum de 12 faixas auto-produzido foi gravado no Foo Fighters Studio 606 em Los Angeles na primavera / verão de 2019. O anúncio do álbum é comemorado com o lançamento do clipe da faixa principal "Running Into You" - co-dirigido por Andy Knowles e Nick Scott e apresentando o aclamado ator Sam Riley.
Assista aqui

The Jam, um corpo estranho dentro do tumulto punk dos anos 70

Marcelo Moreira

Bem no meio do caminho entre a podreira dos Sex Pistols, a virulência do Clash e da nostalgia veloz dos Ramones havia uma banda que celebrava a cultura mod e, de certa forma, o modo de vida típico da Inglaterra, em plena era punk.

The Jam era o trio londrino que queria fazer barulho, mas mesclando as influências sessentistas que rescendiam a The Who, Small Faces e Kinks. E os três moleques decidiram que confrontariam a violência sonora e comportamental resgatando a cultura mod. Essa ousadia está completando 45 anos da guinada definitiva para o mundo do rock profissional.

Foi um tiro certeiro e que deu muito certo logo logo, com uma chuva de convites para gravar o primeiro álbum já em 1977.

E o mundo mod ressurgiu das cinzas, chegando a inspirar a produção de um filme, "Quadrophenia", em 1979, baseado na obra homônima do Who, de 1973 - dependendo do humor do dia, o guitarrista do Who, Pete Townshend, admite que isso realmente ajudou na decisão de fazer e continuar o filme após a morte do baterista Keith Moon.

A mente brilhante que impulsionou o trio é o guitarrista e vocalista Paul Weller, um garoto nostálgico metido a intelectual que tinha muito talento para compor e para (re)criar fraseados que eram puro "Swinging London" (Londres fervilhante e moderninha, como a capital inglesa ficou conhecida nos anos 60 por conta da efervescência cultural).

Em 1975, The Jam já parecia uma boa ideia, ainda que os Ramones possam ter jogando um pouco de água fria com seu som acelerado, veloz e cheirando a nostalgia sessentista pura.

Quando os punks tomaram conta da vida e das paradas, o trio de moleques de 20 anos já tinha muita coisa para mostrar, soando completamente diferente do que Siouxsie and the Banshees, Buzzcocks, Sham 69 e toda uma série de bandas importantes, mas eminentemente punks.

As composições eram diferentes, os temas diferentes e as guitarras eram diferentes. Mas, sobretudo, a atitude era diferente, o que irritava muito os punks raiz, digamos assim.

Weller e seus colegas assumiam claramente que queriam ser pop, mas tinham audácia e peito para navegar dentro do maremoto punk. Mais ainda: ofereciam um caminho que só mais tarde o Clash e outras bandas britânicas enxergariam para além do movimento punk.

A história da formação do grupo, aliás, guarda pouca semelhança com o surgimento de outros nomes fortes da cena punk britânica. Se o "do it yourself" (faça você mesmo) imperava, com muitos moleques sem saber tocar direito, no caso de The Jam era diferente.

Inicialmente um quarteto no colégio, o grupo não tinha cara definida no alto dos 14 anos, em média, de seus integrantes, em 1972. Weller era apenas o vocalista que se aventurava no violão ao lado de Bruce Foxton (baixo), Rick Buckller (bateria) e Steve Brookes (guitarra).

Não houve muito progresso no início e as expectativas continuaram baixas até que Brookes foi cuidar da vida, perdendo o interesse. Nem houve tempo para procurar um guitarrista, já que Weller se apresentou e surpreendeu a todos com sua pegada á la Pete Townshend.

Já era 1975, quando o trio finalmente decidiu abraçar o rock e se tornar um ícone do punkl sem ser realmente punk.

Em 1977 o Jam assinou um contrato com a Polydor Records e lançou seu primeiro compacto, "In The City", seguido por um álbum homônimo, que misturava influências mod e punk com as composições de Weller e versões de clássicos do R&B.

O álbum seguinte, do mesmo ano, foi "This Is a Modern World", que divide com "Setting Sons", o quarto álbum, de 1979, a primazia de ser o melhor dos seis discos de estúdio.

Havia a urgência do punk, mas a canção era privilegiada, assim como os arranjos de guitarra e de cordas, tudo sob a regência de Paul Weller

Gigantes na Inglaterra, a ponto de escorregarem para fora do punk, The Jam foi menosprezado nos Estados Unidos, em um processo parecido com o que ocorreu com os Kinks, amados na Europa e quase ignorados na América.

Com a idolatria, o hoje sempre sereno Weller ganhou fama de temperamental e de metido a intelectual. Com o punk morrendo em 1980 e as bandas procurando alternativas para sobreviver, o líder do Jam mostrava o caminho em entrevistas ousadas e, de certa forma, proféticas.

Tudo indicava que The Jam daria o seu grande salto em 1982 para liderar a nascente new wave, surgida dos escombros do punk. Só que Weller queria mais e se julgava um artista que estava limitado ao rock no seu trio.

Era o auge da banda em seus cinco anos de sucesso, ninguém entendeu quando o guitarrista decidiu que bastava: saiu da banda, deu um jeito de evitar que fosse substituído e enterrou The Jam para sempre - nunca houve uma reunião, nem festiva, entre os integrantes.

As ambições intelectuais de Weller o levaram para o jazz e para a formação de um duo, Style Council, em 1984, ao lado do baterista Mick Talbot, uma iniciativa das mais felizes, liderando um movimento que tinha artistas como Matt Bianco, Cocteau Twins (no começo), Everything But the Girl, entre outros.

O jazz pop da dupla deu certo e conquistou um público enorme na Europa, mas o sucesso mesmo nos Estados Unidos só viria a partir de 1992, com Weller em carreira solo. Seu último trabalho é deste ano, "On Sunset", uma coleção de canções sofisticadas e elegantes que variam do folk ao pop melódico.

Bruce Foxton, desnorteado, tento desistiu depois de contendas com Wellerasu manter o Jam, mas desistiu depois de contendas com Weller.

Trabalhou com vários artistas underground nos anos 80 e ensaiou uma banda com Simon Townshend, irmão de Pete, o Casbah Club que fracassou.

Hoje se dedica ao From the Jam, uma espécie de banda tributo ao jam (ou a ele mesmo), nos moldes do Call the Police, que Andy Summers, do Police fez com músicos brasileiros para tocar as canções de sua ex-banda.

Já Rick Buckler atuou por algum tempo no underground, mas sem sucesso, optando por se retirar da vida pública há muitos anos.



segunda-feira, agosto 31, 2020

Bon Jovi retrata a pandemia e conforta fãs em clipe da música ‘Do What You Can’

Do site Roque Reverso

Jon Bon Jovi (FOTO: DIVULGAÇÃO)
O Bon Jovi é mais uma banda que retratou a pandemia de covid-19 no planeta em canção e clipe. O grupo norte-americano liberou o clipe da faixa “Do What You Can”, que estará no novo álbum da banda previsto para o dia 2 de outubro.

Filmado nas ruas de Nova York, o clipe traz o líder e vocalista da banda, Jon Bon Jovi, passando por vários locais da cidade, que foi uma das que mais sofreu com a pandemia em todo o planeta.

Em vários momentos, de máscara, Jon Bon Jovi participa de várias cenas que são bastante familiares para pessoas do mundo inteiro: de locais importantes fechados, de pessoas isoladas e distantes de parentes e amigos amados, de regiões paradas e também de trabalhadores que continuam seus serviços imprescindíveis para que outras pessoas permaneçam mantendo suas vidas.

É um clipe que traz, ao mesmo tempo, a inevitável tristeza pelo período que só os insensíveis e negacionistas não enxergam, mas também uma mensagem de conforto e força aos fãs.

Denominado “Bon Jovi 2020”, o disco novo do Bon Jovi seria lançado oficialmente no dia 15 de maio. Entretanto, a pandemia do novo coronavírus atrasou o lançamento.

A produção do álbum é da dupla John Shanks e Jon Bon Jovi, que vem sendo a responsável pelos discos mais recentes da banda.

O novo trabalho é 15º disco de estúdio do Bon Jovi e ainda o segundo sem qualquer contribuição do guitarrista Richie Sambora, que saiu do grupo em 2013.

“Bon Jovi 2020” sucederá o álbum “This House Is Not For Sale”, que foi lançado em 2016, gerou vários clipes e contou com boa repercussão dos fãs.

O disco novo terá 10 músicas e já está disponível para venda nos formatos digital, vinil e CD.

Outra amostra do disco foi a música “Limitless”, que ganhou clipe no fim de fevereiro. A faixa “American Reckoning” também ganhou um lyric video.

Especificamente em relação à letra da música, ela foi feita por Jon Bon Jovi, mas contou com a colaboração de fãs, por meio de ação em redes sociais. Ele pediu para que os fãs escrevessem algum verso e contassem as suas histórias.

Por meio da hashtag #DoWhatYouCan, a banda foi recebendo milhares de trechos dos fãs.

“A letra de ‘Do What You Can’ conta uma história comovente”, diz o texto que acompanha a apresentação do vídeo no site da banda. “Enquanto a pandemia fechava a cidade de Nova York, Jon saiu às ruas com uma máscara nas mãos para o relato de uma testemunha ocular da resiliência e força das pessoas comuns que enfrentam uma crise que o mundo nunca viu em nossas vidas.”

Lista extensa

A bela ação do Bon Jovi incrementa uma extensa lista de representantes do rock com músicas e clipes ligados ou influenciados pela pandemia. Bono, do U2, foi um dos primeiros, com a música “Let Your Love Be Known”.

Depois dele, os Rolling Stones trouxeram um clipe para a música “Living In A Ghost Town”. A faixa também veio acompanhada de um clipe que mostra cidades vazias do planeta.

Na sequência, foi a vez do Evanescence, com a música “Wasted on You”, que ganhou um clipe emocionante, retratando os músicos em suas respectivas casas, durante o isolamento social imposto pelo cenário de pandemia.

Ainda na lista, o Ministry lançou a música “Alert Level”, na qual a banda pediu para que os fãs respondesse sobre o atual nível de preocupação.

O Scorpions também lançou no dia 28 de abril o clipe da música “Sign of Hope”. A bela e inédita balada traz uma mensagem de conforto aos fãs em época de isolamento social motivado pela pandemia do novo coronavírus.

No caso do Metallica, a banda liberou uma versão acústica da música “Blackened”, clássico do heavy metal.

O Weezer, por sua vez, lançou no dia 6 de maio o clipe da música inédita “Hero” com um clipe no qual o grupo faz uma homenagem aos profissionais essenciais na pandemia.

Também o lendário Alice Cooper ressurgiu com o lançamento de uma música. “Don’t Give Up” também é mais uma mensagem de apoio e conforto a fãs.

Aqui no Brasil, a cantora Pitty também contribuiu com o lançamento do clipe da música “Submersa”, no qual ela concebeu e filmou todo material com objetos cotidianos que se relacionam com a letra da canção.

Emoção

Reconhecido por vários trabalhos de filantrópicos e famoso por ter se empenhado na ajuda a várias pessoas nesta pandemia, Jon Bon Jovi relatou sua emoção com o clipe.

“Gravar um vídeo em ruas quase vazias de Manhattan em meio a uma crise global realmente contou a história de “Faça o que puder” do lugar onde eu o vivi. E eu sei que aquelas ruas vazias se parecem com tantas partes da América lutando contra esta pandemia”, destacou Jon. “Mas a história dos heróis do dia-a-dia mostrando uma coragem incrível foi inspiradora de ver e o vídeo, assim como a música, tem muita esperança também.”

Notas roqueiras: Apokrisis, Thiago Bianchi, Fighter...




- A banda de progressive death/thrash metal paulistana Aprokrisis lançou hoje o single "Absinthe From The Gods", primeiro single extraído do vindouro álbum de estreia, "Misanthropy", com data prevista de lançamento para o final desse ano. Confira "Absinthe From The Gods" em:
https://youtu.be/UI6zKla5NLs. "Absinthe From The Gods" foi composta por Rodrigo Sanner, Evandro Bezerra, Emerson Soares, Alexandre Tamarossi e Thiago Schulze, com letras por Rodrigo Sanner e capa por Emerson Soares.

- O próximo programa do respeitado talk show “Bom dia! Com Rock e Filosofia!” será muito especial. No dia 19 de agosto, às 10h, no YouTube da rádio Kiss FM, o apresentador Thiago Bianchi (Noturnall/ex-Shaman) convida o historiador Leandro Karnal e o guitarrista Rafael Bittencourt (Angra). O programa é apresentado no canal do YouTube da Kiss FM, no formato LIVE, todas as quartas-feiras, à partir das 10h, com presença ao vivo de vários convidados. Em São Paulo, a Kiss FM está em 92,5 FM. Acompanhe o talk show em https://www.youtube.com/user/RadioKissFMoficial. Até aqui já passaram convidado scomo Mário Sérgio Cortella (Historiador), Kiko Loureiro (Megadeth), Henrique Fogaça (Cheff de Cozinha e Músico), Luís Mariutti (Shaman), Edu Falaschi (Ex-Angra) e Eduardo Marinho (Artista de Rua).

- A banda gaúcha Fighter está lançando um vídeo clipe para o single “Arte da Guerra”, também disponível nas plataformas digitais. O lançamento da faixa inédita em diversos formatos complementa uma divulgação paralela aos vídeos do álbum ao vivo "VII (Live Session)”, onde a banda lança, a cada mês, um vídeo com uma música diferente, presente no registro em formato “Live Session”.

Black Sabbath em ritmo de jazz, uma ideia que deu certo

Marcelo Moreira

A campanha de marketing foi ridícula, mas não afetou o produto final. E então as músicas do Black Sabbath, considerado o inventor do heavy metal, viraram jazz ao comando do excelente pianista e tecladista Adam Wakeman.

Integrante mais novo do clã britânico especializado nas teclas, Wakeman, filho de Rick (ex-Yes) e irmão de Oliver, acompanhou a banda e também Ozzy Osbourne em sua carreira solo por muitos anos. Mais do que familiarizado, tem verdadeira obsessão pelo repertório do quarteto de Birmingham.

"Jazz Sabbath", o nome do CD lançado recentemente e, aparentemente, nome do projeto, tinha tudo para dar errado. O próprio Ozzy reclamou bastante, certa vez, de várias passagens jazzísticas no álbum "Never Say Die", de 1978, o seu último com a banda antes da volta, em 1996.

Entretanto, o álbum funciona se for encarado estritamente como um álbum de jazz. Esqueça que são músicas do Black Sabbath, já que ops arranjos da banda que o gravou quase que eliminam as similaridades, digamos assim. Conservaram as bases, mas os arranjos são muito interessantes.




É antiga ainda é a tradição de pegar clássicos roqueiros e transformá-los em jazz. Vem dos anos 70 essa "mania", especialmente, com canções dos Beatles e Rolling Stones.

Neste século, temos os magistrais trabalhos de Alx Skolnick Trio (projeto do guitarrista do Testament) e do Crimson Jazz Trio (que recria temas do King Crimson), para não falar em trabalhos maravilhosos no Brasil, como o Moda de Rock (clássicos transpostos para a viola caipira) e o último álbum do pianista e tecladista Ari Borger.

O marketing ruim quase estraga a boa iniciativa. No texto distribuído à imprensa, acompanhado de um pequeno vídeo supostamente sério, com entrevistas com músicos importantes, os "produtores" falam de um músico genial que teria composto um álbum em 1968 e 1969, mas que teria sido engavetado pela gravadora enquanto se recuperava de uma doença prolongada.

Recuperado, descobriu que sua gravadora não existia mais, que o dono da empresa estava preso e que o depósito onde as fitas das gravações estava pegou foto, queimando tudo.

No final do ano passado, as tais fitas teriam sido achadas num canto em um porão qualquer e o músico autor, Milton Keanes, um pianista, teria conseguido apoio para editar o material e finalmente "desmascarar" os charlatões que teriam roubado suas músicas e as transformado em rock pesado. Tudo piada, mas sem muita graça.

"Iron Man", clássico dos clássicos, tem uma performance excelente de Adam Wakeman, que fez arranjos criativos ao lado de uma banda de apoio, na segunda parte da música, afiadíssima e mostrando um jogo de cintura contagiante. É outra música.

"Rat Salad", tema instrumental por natureza, foi a música que mais se adaptou ao projeto e ganhou "novos riffs", digamos assim, onde piano e instrumentos de sopros fazem duelos memoráveis.

Assombrosa, no entanto, é a versão de "Children of the Grave", uma daquelas canões que simbolizam o peso o do heavy metal, com os riffs do baixo tenebrosos e uma guitarra que costuma demolir as paredes. 

Em "Jazz Sabbath" ela se transforma um uma verdadeira suíte, com passagens intrincadas e uma miríade de riffs sobrepostos executados no piano e com um acompanhamento soberbo de metais. Outro exemplo de música completamente transformada. 

Ouvindo-a sem saber que se trata de uma canção do Black Sabbath e sem conhecer a original, pouquíssimas pessoas teriam, condições de de cravar de que se trata de uma versão de "Children of the Grave". O mesmo pode ser dito de "Fairies Wear Boots".

Wakeman e os produtores foram felizes em escolher sete músicas dos primeiros álbuns, sendo que três hits estrondosos - "Changes", "Iron Man" e "Children of the Grave". 

Optando por músicas como "Rat Salad" e "Evil Woman" (quem nem foi composta pelo Black Sabbath), os instrumentistas tiveram um pouco mais de liberdade para ousar e criar arranjos inusitados.

A empreitada era arriscada e tinha tudo para dar errado, mas deu bastante certo. Que Wakeman e os produtores mantenham o projeto e realizem novas versões para as músicas do Black Sabbath.