Para quem leva a sério o negócio da música
do site Art Rock, uma da smelhores lojas de CD e m´pusica em geral de São Paulo:
Quem conhece a ART ROCK sabe que a grande maioria dos nossos CDs são importados. Para que o preço seja o mais baixo possível, compramos os CDs sem a caixinha, porque ela faz muito volume, o que onera o preço final devido ao frete.
Os CDs chegam à loja apenas com a mídia dentro do encarte. Todo o trabalho de embalagem é feito por nós.
Quem conhece a ART ROCK sabe que nunca negamos abrir um CD e tocá-lo quando o cliente solicita. Sabemos que isso faz parte do nosso negócio.
E mais: temos muito prazer em fazer isso, porque dessa forma agradamos ao nosso cliente, ele tem a oportunidade de fazer a melhor escolha.
No entanto, abrir um CD apenas por abrir, matar a curiosidade de ver a mídia, o encarte, para ver o ano, a formação dos integrantes, etc., isso não concordamos.
Ao abrir o lacre, o saquinho que embala fica danificado (necessitando a troca) O sujeito não se contenta em apenas ver, ele pega o encarte e o folheia, deixando suas indesejadas digitais marcadas. Pega a mídia e a analisa como se fosse uma pedra lapidada (muitos ficam procurando defeitos para pedir mais descontos).
Depois disso tudo, embala o CD a seu modo e o coloca de volta no painel. Como que por aqueles instantes, o CD fosse dele. E é justamente esse mesmo CD que alguém vai pagar por ele!
Pela nossa experiência, o cidadão faz isso porque, geralmente, o CD que ele deseja está custando mais ou menos R$60 na galeria do rock, e quando ele encontra o mesmo CD na ART ROCK por R$35, o camarada pensa que é usado, falsificado, russo... Coisa do tipo que temos de ouvir. O pior é que na maioria das vezes ele nem compra o de 60 nem o de 35...
Não achamos justo alguém manusear um produto que não lhe pertence. Para nós, da loja, é difícil essa relação porque sabemos que alguém vai comprá-lo, e será muito desagradável vender um produto que não esteja com a sua integridade física em ordem.
Fazemos questão de informar quando o CD é usado, ou quando a mídia apresenta ranhuras, por isso, inclusive, nesses casos, vendemos ainda mais barato.
Parece brincadeira, mas esse assunto irrita tanto aos lojistas que gostaríamos de dar uma dica: ao entrar numa loja de CDs, se quiser obter informações, pergunte ao lojista. Se quiser ouvir o CD, entregue-o para o lojista e solicite a ele se é possível tocá-lo. Nunca abra o CD por sua conta. Não peça nem manipule o encarte depois de aberto. Peça para ouvir o CD se realmente tiver interesse em comprá-lo.
Tudo isso é para que o cliente/amigo da ART ROCK tenha a certeza de que nós zelamos pelos CDs que estão à venda. E que ninguém botou o dedão nele antes de você. Antes de qualquer coisa, é uma questão de educação.
Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
quarta-feira, setembro 09, 2009
quinta-feira, agosto 27, 2009
Comentários esparsos
A crise na Receita Federal é mais um sintoma de uma doença gravíssima que avança, de forma explícita, no poder público: o aparelhamento da máquina governamental, com o que de pior existe no corporativismo. As acusações de interferência política no trabalho no órgão teriam combustível para derrubar qualquer governo em países sérios, mas aqui o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ignora tudo. E assim o governo federal continua seu processo de esfarelamento moral.
A patética cena em que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) dá cartão vermelho ao senador José Sarney (PMDB-AP) é tudo o que restou aos petistas em Brasília. É o retrato do fracasso da estratégia política de acobertar aliados enrolados e de ignorar delitos para supostamente garantir apoios de bandidos para a campanha eleitoral de 2010. O esfarelamento moral se acentua.
O deputado federal José Genoino (PT-SP) defendeu nesse portal por esses dias a manutenção dos aeroportos nacionais nas mãos de uma Infraero falida e corrupta, sujeita a todo tipo de influência política e desmandos de “aliados”. Defende com fervor o estatismo, fonte primordial de corrupção, e investe com argumentos parcos e sofríveis contra as privatizações que ocorreram nos anos 90. Ele já teve meu voto, mas hoje, infelizmente, é um fóssil político. Deve sentir saudades do tempo em que a aquisição de uma linha telefônica custava US$ 10 mil e a instalação demorava dois anos.
Como eu imaginava, depois de muito estrebuchar, os ressentidos que adoram bradar contra a imprensa estão se recolhendo à sua insignificância. Perderam a estridência, já que os argumentos eram as porcarias de sempre. Restringiram a sua paranoia “golpista” aos guetos imundos de onde surgiram e praticamente estão restritos a conversinhas entre amiguinhos. Que assim seja. Não que algum dia tenham incomodado alguém - afinal, são irrelevantes -, mas é bom poupar a humanidade de seus dejetos intelectuais.
Depois de sete anos é possível que ex-funcionários da extinta Gazeta Mercantil comecem a ver a cor do dinheiro, após longa batalha judicial. Os primeiros beneficiários já receberam a indenização neste mês de agosto. O jornal, que foi dirigido pela família Levy e depois foi arrendado por Nelso Tanure (dono do Jornal do Brasil), sofre mais de mil ações trabalhistas.
A Associação dos Funcionários e Ex-funcionários da Gazeta Mercantil, que reúne cerca de 350 ex-funcionários, conseguiu arrestar a marca (impedir a venda) e penhorou ações de Nelson Tanure da empresa Intelig, impedindo a sua venda para a TIM. A longa espera deve terminar em 2010.
A lamentar apenas a total falta de apoio do governo Lula nesta batalha, justamente o governo do PT, Partido dos Trabalhadores, que abandonou a galera ao relento. O na época ministro Jaques Wagner, do Trabalho, chegou a receber por três vezes comissões de jornalistas e funcionários, que lhe relataram casos escabrosos de problemas causados pelos atrasos salários e a recusa em pagar as verbas rescisórias de demitidos - sem falar na aprorpiação indébita do FGTS.
Wagner “ficou sensibilizado”, mas esqueceu a luta dos lesados - ressalto que tudo isso ocorreu durante um governo de um partido dito dos trabalhadores. Parece que, politicamente, o apoio à causa não era interessante. A associação prefetiu não mais “incomodar” o governo com essa “chateação”. O governo Lula, infelizmente, não apoiou a luta desses trabalhadores. Mas por que é que eu não me surpreendi com isso?
A Associação dos Funcionários e Ex-funcionários da Gazeta Mercantil, que reúne cerca de 350 ex-funcionários, conseguiu arrestar a marca (impedir a venda) e penhorou ações de Nelson Tanure da empresa Intelig, impedindo a sua venda para a TIM. A longa espera deve terminar em 2010.
A lamentar apenas a total falta de apoio do governo Lula nesta batalha, justamente o governo do PT, Partido dos Trabalhadores, que abandonou a galera ao relento. O na época ministro Jaques Wagner, do Trabalho, chegou a receber por três vezes comissões de jornalistas e funcionários, que lhe relataram casos escabrosos de problemas causados pelos atrasos salários e a recusa em pagar as verbas rescisórias de demitidos - sem falar na aprorpiação indébita do FGTS.
Wagner “ficou sensibilizado”, mas esqueceu a luta dos lesados - ressalto que tudo isso ocorreu durante um governo de um partido dito dos trabalhadores. Parece que, politicamente, o apoio à causa não era interessante. A associação prefetiu não mais “incomodar” o governo com essa “chateação”. O governo Lula, infelizmente, não apoiou a luta desses trabalhadores. Mas por que é que eu não me surpreendi com isso?
quarta-feira, agosto 26, 2009
Pete Towsend, guitarrista do The Who, escreve novo musical
MIKE COLLETT-WHITE
da Reuters, em Londres

(FOTO: SCOTT OLSON/REUTERS)
Pete Townsend, guitarrista do The Who e um dos criadores das óperas rock "Tommy" e "Quadrophenia", está escrevendo um novo musical, "Floss", sobre o envelhecimento.
Scott Olson/Reuters
O guitarrista Pete Townshend prepara o musical "Floss", sobre envelhecimento
"Quando tinha 19 anos escrevi 'My Generation', a canção mais explícita do rock sobre envelhecimento", escreveu Townsend no site de sua banda (www.thewho.com). O sucesso de 1965 inclui a frase "Espero morrer antes de envelhecer".
"Aos 64 anos, quero abordar o envelhecimento e a mortalidade, usando o contexto poderosamente raivoso do rock'n'roll".
"Floss" será concebido para exibições em espaços abertos e arenas, e Townsend pretende finalizá-lo para uma estreia em 2011, provavelmente em Nova York.
Algumas das canções mais "convencionais" do musical irão fazer parte de um álbum do The Who programado para o ano que vem, acrescentou ele.
"'Floss' é um projeto novo ambicioso para mim, no estilo de 'Tommy' e 'Quadrophenia'", escreveu Townsend. "Neste caso, as canções são intercaladas com 'paisagens sonoras' em surround-sound, com efeitos sonoros complexos e montagens musicais".
A história se concentra em um casal cuja relação passa por dificuldades.
Walter, um músico de bar, fica rico de repente quando uma de suas músicas é usada em anúncios de uma montadora de veículos, mas as coisas azedam quando ele volta para a música 15 anos mais tarde.
"Enquanto Roger Daltrey exercita suas cordas vocais envelhecidas embarcando em uma turnê-solo de dois meses intitulada 'Use or Lose it', eu me concentro em 'Floss', que lida com assuntos atuais enfrentados pela geração baby boomer", escreveu Townsend, referindo-se ao cantor do The Who.
"O musical também trata a relação tensa dos dois com seus pais, filhos e netos".
MIKE COLLETT-WHITE
da Reuters, em Londres
(FOTO: SCOTT OLSON/REUTERS)
Pete Townsend, guitarrista do The Who e um dos criadores das óperas rock "Tommy" e "Quadrophenia", está escrevendo um novo musical, "Floss", sobre o envelhecimento.
Scott Olson/Reuters
O guitarrista Pete Townshend prepara o musical "Floss", sobre envelhecimento
"Quando tinha 19 anos escrevi 'My Generation', a canção mais explícita do rock sobre envelhecimento", escreveu Townsend no site de sua banda (www.thewho.com). O sucesso de 1965 inclui a frase "Espero morrer antes de envelhecer".
"Aos 64 anos, quero abordar o envelhecimento e a mortalidade, usando o contexto poderosamente raivoso do rock'n'roll".
"Floss" será concebido para exibições em espaços abertos e arenas, e Townsend pretende finalizá-lo para uma estreia em 2011, provavelmente em Nova York.
Algumas das canções mais "convencionais" do musical irão fazer parte de um álbum do The Who programado para o ano que vem, acrescentou ele.
"'Floss' é um projeto novo ambicioso para mim, no estilo de 'Tommy' e 'Quadrophenia'", escreveu Townsend. "Neste caso, as canções são intercaladas com 'paisagens sonoras' em surround-sound, com efeitos sonoros complexos e montagens musicais".
A história se concentra em um casal cuja relação passa por dificuldades.
Walter, um músico de bar, fica rico de repente quando uma de suas músicas é usada em anúncios de uma montadora de veículos, mas as coisas azedam quando ele volta para a música 15 anos mais tarde.
"Enquanto Roger Daltrey exercita suas cordas vocais envelhecidas embarcando em uma turnê-solo de dois meses intitulada 'Use or Lose it', eu me concentro em 'Floss', que lida com assuntos atuais enfrentados pela geração baby boomer", escreveu Townsend, referindo-se ao cantor do The Who.
"O musical também trata a relação tensa dos dois com seus pais, filhos e netos".
segunda-feira, agosto 24, 2009
Tolerância às vezes também é crime
"Pirataria é crime, mas é menos crime do que outros", dizem alguns; para estes, não passaria de uma “contravenção”. É isso o que concluo ao ler alguns comentários e ouvir a opinião de amigos sobre o meu artigo anterior, “Seu filme favorito por R$ 1”.
A tolerância para a quebra da lei no caso de CDs, DVDs, livros e outros objetos de cultura é preocupante, para não dizer nojenta.
Justificar e apoiar a prática de crimes por conta do alto preço cobrado pela indústria é falsear a verdade e esconder a tibieza moral e a deformação ética de caráter. Não condiz com as regras de uma sociedade civilizada e democrática.
Tolerar a pirataria é o mesmo que não ligar para os furtos em supermercados, em lojas, em qualquer lugar. É achar normal a corrupção, e acreditar que o “jeitinho” brasileiro é uma arte, que a malandragem é um recurso aceitável na vida cotidiana e que prejudicar os outros faz parte da vida.
O argumento de que o trabalhador não tem dinheiro pagar R$ 30 por um CD ou um DVD - por isso apela para o produto pirata - não cola. É um argumento rasteiro e sem-vergonha.
Por esse mesmo raciocínio, o trabalhador também não tem dinheiro para comprar um carro de valor alto, por isso é legítimo que roube ou incentive a construção de uma cópia mais barata, mas de péssima qualidade e que não paga imposto. Se o trabalhador não tem dinheiro para comprar, que não compre. Ou junte dinheiro para comprar.
O comércio ilegal de cópias de produtos culturais nos centros de São Bernardo, Santo André, São Paulo, Diadema e Mauá é mais do que inaceitável, é ultrajante.
A consequência da proliferação da pirataria para a indústria e a economia é a mesma dos efeitos da concorrência desleal dos produtos chineses de péssima qualidade: devastação de parte da indústria local e perda de milhares de empregos.
Pergunte aos calçadistas desempregados de Franca ou aos funcionários sem emprego da indústria têxtil de Americana ou Santa Bárbara o que acham dos produtos chineses...
Entre os que “defendem” a pirataria estão muitas pessoas que bradam contra a “concorrência desleal” das coisas “made in China”. Ou isso é falta total de informação ou má-fé.
"Pirataria é crime, mas é menos crime do que outros", dizem alguns; para estes, não passaria de uma “contravenção”. É isso o que concluo ao ler alguns comentários e ouvir a opinião de amigos sobre o meu artigo anterior, “Seu filme favorito por R$ 1”.
A tolerância para a quebra da lei no caso de CDs, DVDs, livros e outros objetos de cultura é preocupante, para não dizer nojenta.
Justificar e apoiar a prática de crimes por conta do alto preço cobrado pela indústria é falsear a verdade e esconder a tibieza moral e a deformação ética de caráter. Não condiz com as regras de uma sociedade civilizada e democrática.
Tolerar a pirataria é o mesmo que não ligar para os furtos em supermercados, em lojas, em qualquer lugar. É achar normal a corrupção, e acreditar que o “jeitinho” brasileiro é uma arte, que a malandragem é um recurso aceitável na vida cotidiana e que prejudicar os outros faz parte da vida.
O argumento de que o trabalhador não tem dinheiro pagar R$ 30 por um CD ou um DVD - por isso apela para o produto pirata - não cola. É um argumento rasteiro e sem-vergonha.
Por esse mesmo raciocínio, o trabalhador também não tem dinheiro para comprar um carro de valor alto, por isso é legítimo que roube ou incentive a construção de uma cópia mais barata, mas de péssima qualidade e que não paga imposto. Se o trabalhador não tem dinheiro para comprar, que não compre. Ou junte dinheiro para comprar.
O comércio ilegal de cópias de produtos culturais nos centros de São Bernardo, Santo André, São Paulo, Diadema e Mauá é mais do que inaceitável, é ultrajante.
A consequência da proliferação da pirataria para a indústria e a economia é a mesma dos efeitos da concorrência desleal dos produtos chineses de péssima qualidade: devastação de parte da indústria local e perda de milhares de empregos.
Pergunte aos calçadistas desempregados de Franca ou aos funcionários sem emprego da indústria têxtil de Americana ou Santa Bárbara o que acham dos produtos chineses...
Entre os que “defendem” a pirataria estão muitas pessoas que bradam contra a “concorrência desleal” das coisas “made in China”. Ou isso é falta total de informação ou má-fé.
O seu filme favorito por R$ 1
Você quer assistir à sétima temporada da série de TV “24 Horas”, que acabou de ser exibida nos Estados Unidos e no canal Fox no Brasil? Então vá à praça Lauro Gomes, no centro de São Bernardo, e adquira a versão pirata, copiada diretamente da TV ou da internet, e legendada em português. Por R$ 1.
É possível encontrar a mesma série nas travessas da rua Bernardino de Campos, no centro de Santo André, em diversos quiosques, boxes e bibocas em geral. Ali você encontra todas as séries norte-americanas e também da TV Globo completas, bem gravadas.
O filme “Operação Valquíria”, de Tom Cruise, mal acabara de sair de cartaz nos cinemas da região, e a sua chegada em DVD às locadoras estava prevista para três meses depois, mas isso não foi impedimento para quem quis assistir em casa. Os mesmos pontos de venda de DVD pirata já tinham o filme em diversos formatos, com qualidade de imagem variada.
E o mais legal de tudo isso é que a venda desse tipo de produto é feita à luz do dia, sem a menor preocupação com qualquer tipo de fiscalização. Quando perguntados sobre o risco de ser apanhados, os “comerciantes” riem, até gargalham.
Os boxes e bibocas são montados em anexos de bares e em lojas comuns de pontos de comércio popular, o chamado “camelódromo”. Não são incomodados por ninguém. Não raro passa uma viatura da Polícia Militar pelos arredores e até mesmo na frente dos “comércios” de produtos piratas, mas ninguém é incomodado ou interpelado.
O Brasil perdeu a batalha para a pirataria desde o começo. Nos anos 80, eram comuns as cópias falsificadas de tênis norte-americanos e alemães, depois vieram as calças imitando marcas italianas famosas, e em seguida todo e qualquer produto “pirateável”, de eletrônicos a cigarros.
O combate sempre foi tímido, mas a partir dos anos 2000 é quase inexistente. O comércio de músicas em MP3 no centro de São Paulo, próximo à Galeria do Rock, é o maior retrato da desfaçatez dos criminosos.
Vende-se a discografia completa de um artista, nacional ou estrangeiro, em apenas um único CD de dados de 700 MB por apenas R$ 5. Não há indústria ou comércio legal que resista. Pirataria é crime é precisa ser combatida de modo mais efetivo. A repressão tem de ser mais dura para evitar o caos de “tropeçarmos” em produtos ilegais nas calçadas.
Você quer assistir à sétima temporada da série de TV “24 Horas”, que acabou de ser exibida nos Estados Unidos e no canal Fox no Brasil? Então vá à praça Lauro Gomes, no centro de São Bernardo, e adquira a versão pirata, copiada diretamente da TV ou da internet, e legendada em português. Por R$ 1.
É possível encontrar a mesma série nas travessas da rua Bernardino de Campos, no centro de Santo André, em diversos quiosques, boxes e bibocas em geral. Ali você encontra todas as séries norte-americanas e também da TV Globo completas, bem gravadas.
O filme “Operação Valquíria”, de Tom Cruise, mal acabara de sair de cartaz nos cinemas da região, e a sua chegada em DVD às locadoras estava prevista para três meses depois, mas isso não foi impedimento para quem quis assistir em casa. Os mesmos pontos de venda de DVD pirata já tinham o filme em diversos formatos, com qualidade de imagem variada.
E o mais legal de tudo isso é que a venda desse tipo de produto é feita à luz do dia, sem a menor preocupação com qualquer tipo de fiscalização. Quando perguntados sobre o risco de ser apanhados, os “comerciantes” riem, até gargalham.
Os boxes e bibocas são montados em anexos de bares e em lojas comuns de pontos de comércio popular, o chamado “camelódromo”. Não são incomodados por ninguém. Não raro passa uma viatura da Polícia Militar pelos arredores e até mesmo na frente dos “comércios” de produtos piratas, mas ninguém é incomodado ou interpelado.
O Brasil perdeu a batalha para a pirataria desde o começo. Nos anos 80, eram comuns as cópias falsificadas de tênis norte-americanos e alemães, depois vieram as calças imitando marcas italianas famosas, e em seguida todo e qualquer produto “pirateável”, de eletrônicos a cigarros.
O combate sempre foi tímido, mas a partir dos anos 2000 é quase inexistente. O comércio de músicas em MP3 no centro de São Paulo, próximo à Galeria do Rock, é o maior retrato da desfaçatez dos criminosos.
Vende-se a discografia completa de um artista, nacional ou estrangeiro, em apenas um único CD de dados de 700 MB por apenas R$ 5. Não há indústria ou comércio legal que resista. Pirataria é crime é precisa ser combatida de modo mais efetivo. A repressão tem de ser mais dura para evitar o caos de “tropeçarmos” em produtos ilegais nas calçadas.
Burrice não pode ser premiada nem indenizada
É estarrecedora a quantidade de histórias de gente "ludibirada" pela Igreja Universal do Reino de Deus relatadas pela imprensa nas duas últimas semanas. As melhores estão nas três maiores revistas semanais, embora alguns jornais populares também tenham dado destaque a algumas delas.
A estupidez humana não tem limites, já dizia um filósofo de botequim dos anos 70 que adorava frequentar teatros alternativos com peças de ótima qualidade, mas péssimas de público. E é comum ouvir por aí um bordão famoso: "Nunca ninguém deixou de lucrar com a burrice humana".
Está mais do que provado que religião, qualquer uma, é estelionato, e que igrejas e seitas, sejam elas quais forem, são fraudes. Todas se baseiam na tapeação e na insistência de que papai noel existe.
Se os preceitos filosóficos da doutrina cristã, do islamismo e do budismo - apenas enquanto ideias e conceitos - são interessantes, quando transformados em dogmatismo e religião tornam-se lixo puro.
As mais novas investigações contra a seita de Edir Macedo só confirmam o que se sabe desde os anos 90 do século passado: há indícios fortes de que o "bispo" comanda uma organização suspeitíssima de cometer crimes variados. Tem de haver punição exemplar.
Por outro lado, há "fiéis" entrando na Justiça exigindo ser indenizados por terem sido "lesados" pela seita de Edir Macedo. Sou contra. A burrice tem de ser punida, e não indenizada.
É estarrecedora a quantidade de histórias de gente "ludibirada" pela Igreja Universal do Reino de Deus relatadas pela imprensa nas duas últimas semanas. As melhores estão nas três maiores revistas semanais, embora alguns jornais populares também tenham dado destaque a algumas delas.
A estupidez humana não tem limites, já dizia um filósofo de botequim dos anos 70 que adorava frequentar teatros alternativos com peças de ótima qualidade, mas péssimas de público. E é comum ouvir por aí um bordão famoso: "Nunca ninguém deixou de lucrar com a burrice humana".
Está mais do que provado que religião, qualquer uma, é estelionato, e que igrejas e seitas, sejam elas quais forem, são fraudes. Todas se baseiam na tapeação e na insistência de que papai noel existe.
Se os preceitos filosóficos da doutrina cristã, do islamismo e do budismo - apenas enquanto ideias e conceitos - são interessantes, quando transformados em dogmatismo e religião tornam-se lixo puro.
As mais novas investigações contra a seita de Edir Macedo só confirmam o que se sabe desde os anos 90 do século passado: há indícios fortes de que o "bispo" comanda uma organização suspeitíssima de cometer crimes variados. Tem de haver punição exemplar.
Por outro lado, há "fiéis" entrando na Justiça exigindo ser indenizados por terem sido "lesados" pela seita de Edir Macedo. Sou contra. A burrice tem de ser punida, e não indenizada.
sexta-feira, julho 31, 2009
Caros associados da Associação dos Funcionários, Ex-funcionários e Credores da Gazeta Mercantil.
Na última quarta-feira, dia 29 de julho, foram fechados os primeiros três acordos entre associados e os advogados do empresário Nélson Tanure, representando as 12 empresas do Grupo Docas.
Os acordos, realizados com mediação da Corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho-SP e diante da própria juíza corregedora, prevê o pagamento do valor homolgado nas sentenças com deságio de 15%. O pagamento será feito na próxima segunda-feira, dia 3, à vista.
O primeiro lote de acordos era composto por dez processos, mas somente três tiveram o acordo referendado na última quarta. Os outros sete acordos estão adiados por pelo menos uma semana porque os sete associados também têm ações judiciais cobrando o pagamento de verbas rescisórias não pagas.
O problema é que o Tanure agora é representado pelo escritório Estevam Mallet, que é conceituado, mas os advogados pegaram o bonde andando. Desconheciam que existem ações pedindo o pagamento de salários atrasados e ações pedindo as verbas rescisórias. Estavam preparados para fechar os acordos e resolver logo a questão, mas foram surpreendidos com a informação de que existiam outras ações.
O que os advogados do Tanure querem agora em relação aos sete acordos que ainda estão pendentes do primeiro lote? Que o advogado da associação reúna as duas ações de cada um dos sete associados, faça o cálculo da dívida e que apresente isso na próxima conciliação.
O que os advogados de Tanure querem é resolver logo as questões dentro das mesmas bases: pagamento pelo valor da sentença estabelecido na data de homologação, sem a atualização, com deságio de 15%.
Nos sete casos ainda pendentes, a expectativa é de que sejam fechados os acordos o mais rápido possível, com pagamento à vista no máximo em 72 horas, dependendo do caso.
Otimismo, mas nem tanto
A intenção da Corregedoria do TRT-SP é de promover dez acordos por semana a partir de agosto ou setembro. Partindo do princípio de que o Tanure quer mesmo pagar e que não haverá discussões mais complicadas sobre as ações, há uma expcetativa de que todo o nosso calvário se encerre no primeiro semestre de 2010. Esse seria o cenário ideal e paradisíaco mas, em se tratando de Nelson Tanure, não contem muito com isso.
A juíza corregedora, junto com o presidnete do TRT-SP, desmebargador Décio Daidone, recebeu a diretoria da associação, o nosso advgado, Wladimir Durães, mais do doutor Sólon, do Machado, Meyer Associados, no último dia 28 de julho na presidência do TRT.
Nesse encontro, ela reafirmou que os novos advogados de Tanure estão empenhados em fechar acordos o mais rápido possível. Afinal, o Tanure tem dinheiro penhorado de suas contas correntes em São Paulo e ainda há a penhora das ações da Intelig no valor de R$ 750 milhões.
A questão é que os peritos que fizeram os cálculos da maioria das nossas ações considerou que nada foi pago em salários para os reclamantes a partir de 2002, quando na verdade a média de salários não pagos entre o final de 2001 e dezembro de 2003 ficou entre sete e dez salários, dependendo da faixa salarial.
Com isso, os valores de algumas indenizações, com as multas e correções, foram parar nas nuvens. Há casos onde o valor inicial era de R$ 80 mil e na hora da homologação passava de R$ 500 mil.
A juíza corregedora acatou o pedido dos advogados do escritório Estevam Mallet em relação às ações de valores mais altos. Os advogados do Tanure insistem que querem pagar, mas que paguem o consideram o valor efetivamente devido, e não os supostos exageros cometidos pelos peritos.
Em algumas ações, haverá um recálculo, mas nada que atrase significamente o fechamento de um acordo. Não abriremos mão de multas e correções já definidas pela Justiça, mas a juíza entende que é necessária a revisão de alguns valores para que efetivamente os acordos saiam.
Queremos o que nos é devido, nem mais, nem menos
A posição de nosso advogado e da diretoria da associação é clara: queremos que nos paguem o que nos é devido, com as devidas multas e correções. Se o perito erroneamente considerou que nenhum salário foi pago entre o final de 2001 e o final de 2003, está equivocado. Que se faça a correção rápida e que sejam encaminhados os acordos.
Além dos dez acordos em questão, existem outros 42 com valores homologados e que podem ser analisados pela corregedoria e encaminhados para acordo em breve. Aguardem o contato do escritório do doutor Wladimir Durães.
Para isso, é fundamental que os contatos de todos estejam atualizados - telefones, endereços residenciais e e-mails. Por favor, enviem as atualizações para o e-mail do doutor Wladimir - wladimirduraes@gmail.com. Por favor, o façam por e-mail, para ganharmos tempo e por ser mais prático. Lembrando os telefones do escritório do doutor Wladimir: 3285-6934 e 3384-4041.
Por favor, peço um grande favor a vocês: os e-mails que tenho estão defasados e desatualizados. Repassem essa mensagem para quem vocês lembrarem e que são da associação.
Na última quarta-feira, dia 29 de julho, foram fechados os primeiros três acordos entre associados e os advogados do empresário Nélson Tanure, representando as 12 empresas do Grupo Docas.
Os acordos, realizados com mediação da Corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho-SP e diante da própria juíza corregedora, prevê o pagamento do valor homolgado nas sentenças com deságio de 15%. O pagamento será feito na próxima segunda-feira, dia 3, à vista.
O primeiro lote de acordos era composto por dez processos, mas somente três tiveram o acordo referendado na última quarta. Os outros sete acordos estão adiados por pelo menos uma semana porque os sete associados também têm ações judiciais cobrando o pagamento de verbas rescisórias não pagas.
O problema é que o Tanure agora é representado pelo escritório Estevam Mallet, que é conceituado, mas os advogados pegaram o bonde andando. Desconheciam que existem ações pedindo o pagamento de salários atrasados e ações pedindo as verbas rescisórias. Estavam preparados para fechar os acordos e resolver logo a questão, mas foram surpreendidos com a informação de que existiam outras ações.
O que os advogados do Tanure querem agora em relação aos sete acordos que ainda estão pendentes do primeiro lote? Que o advogado da associação reúna as duas ações de cada um dos sete associados, faça o cálculo da dívida e que apresente isso na próxima conciliação.
O que os advogados de Tanure querem é resolver logo as questões dentro das mesmas bases: pagamento pelo valor da sentença estabelecido na data de homologação, sem a atualização, com deságio de 15%.
Nos sete casos ainda pendentes, a expectativa é de que sejam fechados os acordos o mais rápido possível, com pagamento à vista no máximo em 72 horas, dependendo do caso.
Otimismo, mas nem tanto
A intenção da Corregedoria do TRT-SP é de promover dez acordos por semana a partir de agosto ou setembro. Partindo do princípio de que o Tanure quer mesmo pagar e que não haverá discussões mais complicadas sobre as ações, há uma expcetativa de que todo o nosso calvário se encerre no primeiro semestre de 2010. Esse seria o cenário ideal e paradisíaco mas, em se tratando de Nelson Tanure, não contem muito com isso.
A juíza corregedora, junto com o presidnete do TRT-SP, desmebargador Décio Daidone, recebeu a diretoria da associação, o nosso advgado, Wladimir Durães, mais do doutor Sólon, do Machado, Meyer Associados, no último dia 28 de julho na presidência do TRT.
Nesse encontro, ela reafirmou que os novos advogados de Tanure estão empenhados em fechar acordos o mais rápido possível. Afinal, o Tanure tem dinheiro penhorado de suas contas correntes em São Paulo e ainda há a penhora das ações da Intelig no valor de R$ 750 milhões.
A questão é que os peritos que fizeram os cálculos da maioria das nossas ações considerou que nada foi pago em salários para os reclamantes a partir de 2002, quando na verdade a média de salários não pagos entre o final de 2001 e dezembro de 2003 ficou entre sete e dez salários, dependendo da faixa salarial.
Com isso, os valores de algumas indenizações, com as multas e correções, foram parar nas nuvens. Há casos onde o valor inicial era de R$ 80 mil e na hora da homologação passava de R$ 500 mil.
A juíza corregedora acatou o pedido dos advogados do escritório Estevam Mallet em relação às ações de valores mais altos. Os advogados do Tanure insistem que querem pagar, mas que paguem o consideram o valor efetivamente devido, e não os supostos exageros cometidos pelos peritos.
Em algumas ações, haverá um recálculo, mas nada que atrase significamente o fechamento de um acordo. Não abriremos mão de multas e correções já definidas pela Justiça, mas a juíza entende que é necessária a revisão de alguns valores para que efetivamente os acordos saiam.
Queremos o que nos é devido, nem mais, nem menos
A posição de nosso advogado e da diretoria da associação é clara: queremos que nos paguem o que nos é devido, com as devidas multas e correções. Se o perito erroneamente considerou que nenhum salário foi pago entre o final de 2001 e o final de 2003, está equivocado. Que se faça a correção rápida e que sejam encaminhados os acordos.
Além dos dez acordos em questão, existem outros 42 com valores homologados e que podem ser analisados pela corregedoria e encaminhados para acordo em breve. Aguardem o contato do escritório do doutor Wladimir Durães.
Para isso, é fundamental que os contatos de todos estejam atualizados - telefones, endereços residenciais e e-mails. Por favor, enviem as atualizações para o e-mail do doutor Wladimir - wladimirduraes@gmail.com. Por favor, o façam por e-mail, para ganharmos tempo e por ser mais prático. Lembrando os telefones do escritório do doutor Wladimir: 3285-6934 e 3384-4041.
Por favor, peço um grande favor a vocês: os e-mails que tenho estão defasados e desatualizados. Repassem essa mensagem para quem vocês lembrarem e que são da associação.
quinta-feira, julho 30, 2009
Os melhores álbuns de rock progressivo
A publicação britânica Classic Rock Magazine listou os 50 maiores discos da história do rock progressivo. A eleição foi baseada em uma votação com os leitores da revista. Destaque para GENESIS e YES com seis álbuns cada entre os 50 primeiros. Depois deles aparecem RUSH e Pink Floyd com quatro álbuns.
A lista completa da Classic Rock Magazine:
01. “Selling England by the Pound”(1973) – Genesis
02. “Close to the Edge”(1972) – Yes
03. “Dark Side of the Moon” (1973) – Pink Floyd
04. “The Lamb Lies Down on Broadway”(1974) – Genesis
05. “Wish You Were Here” (1975) – Pink Floyd
06. “In the Court of the Crimson King” (1969) – King Crimson
07. “Foxtrot” (1972) – Genesis
08. “Relayer” (1974) – Yes
09. “The Wall” (1979) – Pink Floyd
10. “In Absentia” (2002) – Porcupine Tree
11. “Going for the One” (1977) – Yes
12. “Red” (1974) – King Crimson
13.“Brain Salad Surgery”(1973) – Emerson, Lake & Palmer
14. “Brave” (1994) – Marillion
15. “Pawn Hearts” (1971) – Van Der Graaf Generator
16. “A Trick of the Tail” (1976) – Genesis
17. “Misplaced Childhood (1985) – Marillion
18. “Watershed” (2008) – Opeth
19. “Music Inspired by the Snow Goose” (1975) – Camel
20. “Systematic Chaos” (2007) – Dream Theater
21. “In the Land of Grey and Pink” (1971) – Caravan
22. “The Yes Album” (1971) – Yes
23. “Tubular Bells” (1973) – Mike Oldfield
24. “Tales from Topographic Oceans” (1973) – Yes
25. “Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory” (1999) – Dream Theater
26. “Thick as a Brick” (1972) – Jethro Tull
27. “2112” (1976) – Rush
28. “The Wake” (1985) – IQ
29. “Moving Pictures” (1981) – Rush
30. “Fear of a Blank Planet” (2007) – Porcupine Tree
31. “Operation: Mindcrime” (1988) – Queensryche
32. “Snow” (2002) – Spock's Beard
33. “Subterranea” (1997) – IQ
34. “Snakes & Arrows” (2007) – Rush
35. “Moonmadness” (1976) – Camel
36. “Deadwing” (2005) – Porcupine Tree
37. “Fugazi”(1984) – Marillion
38. “Meddle” (1971) – Pink Floyd
39. “A Farewell to Kings” (1977) – Rush
40. “Lateralus” (2001) – Tool
41. “Fragile” (1971) – Yes
42. “UK” (1978) – UK
43. “Duke” (1980) – Genesis
44. “Rock Bottom” (1974) – Robert Wyatt
45. “Trilogy” (1972) – Emerson, Lake & Palmer
46. “Seven” (2004) – Magenta
47. “Nursery Cryme” (1971) – Genesis
48. “Radio Gnome Invisible Pt 2: Angel's Egg” (1973) – Gong
49. “Afraid of Sunlight”(1995) – Marillion
50. “Space Ritual” (1973) – Hawkwind
A publicação britânica Classic Rock Magazine listou os 50 maiores discos da história do rock progressivo. A eleição foi baseada em uma votação com os leitores da revista. Destaque para GENESIS e YES com seis álbuns cada entre os 50 primeiros. Depois deles aparecem RUSH e Pink Floyd com quatro álbuns.
A lista completa da Classic Rock Magazine:
01. “Selling England by the Pound”(1973) – Genesis
02. “Close to the Edge”(1972) – Yes
03. “Dark Side of the Moon” (1973) – Pink Floyd
04. “The Lamb Lies Down on Broadway”(1974) – Genesis
05. “Wish You Were Here” (1975) – Pink Floyd
06. “In the Court of the Crimson King” (1969) – King Crimson
07. “Foxtrot” (1972) – Genesis
08. “Relayer” (1974) – Yes
09. “The Wall” (1979) – Pink Floyd
10. “In Absentia” (2002) – Porcupine Tree
11. “Going for the One” (1977) – Yes
12. “Red” (1974) – King Crimson
13.“Brain Salad Surgery”(1973) – Emerson, Lake & Palmer
14. “Brave” (1994) – Marillion
15. “Pawn Hearts” (1971) – Van Der Graaf Generator
16. “A Trick of the Tail” (1976) – Genesis
17. “Misplaced Childhood (1985) – Marillion
18. “Watershed” (2008) – Opeth
19. “Music Inspired by the Snow Goose” (1975) – Camel
20. “Systematic Chaos” (2007) – Dream Theater
21. “In the Land of Grey and Pink” (1971) – Caravan
22. “The Yes Album” (1971) – Yes
23. “Tubular Bells” (1973) – Mike Oldfield
24. “Tales from Topographic Oceans” (1973) – Yes
25. “Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory” (1999) – Dream Theater
26. “Thick as a Brick” (1972) – Jethro Tull
27. “2112” (1976) – Rush
28. “The Wake” (1985) – IQ
29. “Moving Pictures” (1981) – Rush
30. “Fear of a Blank Planet” (2007) – Porcupine Tree
31. “Operation: Mindcrime” (1988) – Queensryche
32. “Snow” (2002) – Spock's Beard
33. “Subterranea” (1997) – IQ
34. “Snakes & Arrows” (2007) – Rush
35. “Moonmadness” (1976) – Camel
36. “Deadwing” (2005) – Porcupine Tree
37. “Fugazi”(1984) – Marillion
38. “Meddle” (1971) – Pink Floyd
39. “A Farewell to Kings” (1977) – Rush
40. “Lateralus” (2001) – Tool
41. “Fragile” (1971) – Yes
42. “UK” (1978) – UK
43. “Duke” (1980) – Genesis
44. “Rock Bottom” (1974) – Robert Wyatt
45. “Trilogy” (1972) – Emerson, Lake & Palmer
46. “Seven” (2004) – Magenta
47. “Nursery Cryme” (1971) – Genesis
48. “Radio Gnome Invisible Pt 2: Angel's Egg” (1973) – Gong
49. “Afraid of Sunlight”(1995) – Marillion
50. “Space Ritual” (1973) – Hawkwind
quinta-feira, julho 23, 2009
Algumas decepções da semana
Semaninha bastante ruim em temos de noticiário geral. Parece que há uma conspiração cósmica para destruir a ética e a moral do bom comportamento no mundo:
Não bastasse o presidente Lula continuar defendendo o indefensável José Sarney na crise do Senado e aparecer abraçado ao inominável Fernando Collor na capa de todos os jornais, agora a autoridade máxima do país deu uma estocada desnecessária nos procuradores de Justiça na posse do novo procurador geral da República.
"Um dia vai aparecer alguém que vai achar que vocês (procuradores) são demais e propor mudanças no Congresso Nacional. Sabemso que a mudança nunca será por mais liberdade e sim por mais castramento", diz o presidente na solenidade, de forma absurda e abilolada. É inaceitável que um presidente democrata e que defende (como sempre defendeu) a democracia pronuncie tamanha barbaridade.
O presidnete do Senado, José Sarney, surge em uma série de gravações, reproduzidas fielmente pelos jornais, participando ativamente dos "atos secretos" de nomeações de parentes que não trabalham (por que será que eu não me surpreendo com isso?). Ninguém fala em defenestração desse ser humano infeliz do Senado. Pior, só se fala na operação de salvamento capitaneada pelo Palácio do Planalto.
Não param de surgir em colunas políticas em jornais e na internet informações de que Dilma Roussef, eventual candidata do PT a presidente em 2010, trocaria o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, se pudesse. Logo ela, uma mulher inteligente, capaz e determinada, com esse pensamento jurássico e retógrado - se isso for realmente verdade, claro. Quero crer que ela seja inteligente o suficiente para não investir contra o que há de melhor e mais responsável no governo Lula.
Mais dez carros apreendidos pelo Ciretran de São Bernardo foram despejados ao longo da avenida Armando Italo Setti, nas proximidades do 1º Distrito Policial. É vergonhosa a transformação do local em um cemitério de carcaças de carros. E é vergonhoso que ninguém tome providência em relação a isso. Não vejo vereadores protestando, não vejo manifestação da prefeitura.
Caetano Veloso, cada vez mais irrelevante artisticamente, insiste em defender que tenha dinheiro público no financiamento de suas turnês, em entrevista na Folha de S. Paulo. Ele acha normal um artista de grande aceitação de público (infelizmente, porque sua obra é pífia) receber incentivo fiscal do governo, benefício esse que deveria ser estendido a artistas sem condições de financiamento. E o assunto repercutiu pouco, tanto que o Ministério da Cultura - cujo ministro é amigo do cantor - nem cogita revisar tal medida. Deplorável.
A Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a liderança tucana de José Serra, e a prefeitura de São Paulo, do tucanado Gilberto Kassab, só se mexeram depois que o Jornal da Tarde e depois da TV Globo fizeram uma série de denúncias sobre o tráfico e o consumo de drogas a céu aberto e de dia na Cracolândia, no Centro da Capital. É o cúmulo da ineficiência e da incompetência.
Como incompetência pouca não chama a atenção, a PM tucanada continua não fazendo o seu trabalho ao não desobstruir ruas e avenidas bloequadas por manifestantes em toda a Grande São Paulo, prejudicando milhões de pessoas.
Semaninha bastante ruim em temos de noticiário geral. Parece que há uma conspiração cósmica para destruir a ética e a moral do bom comportamento no mundo:
quinta-feira, julho 02, 2009
Fifa repreende comemoração religiosa do Brasil
Festa após título, com orações em campo e mensagens na camiseta, provoca polêmica
Jamil Chade
O Estado de S. Paulo - edição de 2 de julho de 2009
A comemoração da seleção pelo título da Copa das Confederações e o comportamento dos jogadores brasileiros após a vitória sobre os Estados Unidos causam polêmica na Europa.
A queixa é de que o time brasileiro estaria usando o futebol como palco para a religião.
A Fifa confirmou ao Estado que mandou um alerta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.
Ao virar o jogo contra os EUA, os jogadores da seleção fizeram uma roda no centro do campo e rezaram.
A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme.
Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.
Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes europeus hoje.
Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo.
Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir a seleção brasileira.
"A religião não tem lugar no futebol", afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa.
Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi "exagerada". "Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora", disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca.
Ao Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome "providências" e que busca apoio de outras associações.
As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo.
A entidade prevê punições em casos de descumprimento.
Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida.
Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica.
Ao fim da Copa de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.
A Fifa mostrou seu desagrado na época.
Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira.
A entidade diz que está "monitorando" a situação.
E confirma que "alertou a CBF sobre os procedimentos referentes ao assunto".
A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final.
E as leis apenas falam da situação em jogo.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a CBF informou que não recebeu nenhuma queixa da Fifa e, por isso, não vai comentar o assunto.
TEMA RECORRENTE
Nos últimos anos, o tema da religião no futebol ganhou uma nova dimensão.
Frank Ribery, artilheiro francês, provocou polêmica há poucas semanas ao ser flagrado por uma câmera rezando pelos costumes muçulmanos.
Recentemente, dois jogadores bósnios do time norueguês Sandefjord comemoraram um gol se ajoelhando e rezando da forma tradicional muçulmana.
Um outro jogador do mesmo time não se conteve e fez gestos vulgares aos dois atletas.
Festa após título, com orações em campo e mensagens na camiseta, provoca polêmica
Jamil Chade
O Estado de S. Paulo - edição de 2 de julho de 2009
A comemoração da seleção pelo título da Copa das Confederações e o comportamento dos jogadores brasileiros após a vitória sobre os Estados Unidos causam polêmica na Europa.
A queixa é de que o time brasileiro estaria usando o futebol como palco para a religião.
A Fifa confirmou ao Estado que mandou um alerta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.
Ao virar o jogo contra os EUA, os jogadores da seleção fizeram uma roda no centro do campo e rezaram.
A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme.
Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.
Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes europeus hoje.
Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo.
Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir a seleção brasileira.
"A religião não tem lugar no futebol", afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa.
Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi "exagerada". "Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora", disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca.
Ao Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome "providências" e que busca apoio de outras associações.
As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo.
A entidade prevê punições em casos de descumprimento.
Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida.
Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica.
Ao fim da Copa de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.
A Fifa mostrou seu desagrado na época.
Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira.
A entidade diz que está "monitorando" a situação.
E confirma que "alertou a CBF sobre os procedimentos referentes ao assunto".
A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final.
E as leis apenas falam da situação em jogo.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a CBF informou que não recebeu nenhuma queixa da Fifa e, por isso, não vai comentar o assunto.
TEMA RECORRENTE
Nos últimos anos, o tema da religião no futebol ganhou uma nova dimensão.
Frank Ribery, artilheiro francês, provocou polêmica há poucas semanas ao ser flagrado por uma câmera rezando pelos costumes muçulmanos.
Recentemente, dois jogadores bósnios do time norueguês Sandefjord comemoraram um gol se ajoelhando e rezando da forma tradicional muçulmana.
Um outro jogador do mesmo time não se conteve e fez gestos vulgares aos dois atletas.
segunda-feira, junho 22, 2009
Três anos de vida inteligente no ABCD
O ABCD Maior é a maior novidade da imprensa do ABCD desde o surgimento da revista LivreMercado, em 1990. Com projeto consistente e conteúdo de qualidade, conseguiu chacoalhar um mercado ainda (não por muito tempo) dominado por um fóssil chamado Diário do Grande ABC e por meia dúzia de panfletos semanais que não passam de arremedo de jornais, a maioria atrelado ao poder público, a verbas públicas ou a grupos políticos.
A visão progressista estabelecida desde o momento de criação do conceito e do jornal - depois estendido aos demais veículos do grupo, como internet, programas de TV e de rádio - tinha bem clara uma questão da qual não se pode abrir mão: a prioridade era oferecer um produto bom, com bom jornalismo e notícias corretas. O viés progressista iria predominar naturalmente, até porque foi a gênese do projeto.
E a maior prova de que o projeto é sério e bom é o seu crescimento, contínuo e frequente. São três anos completados agora em junho, praticando o melhor jornalismo do ABCD e até mesmo das cidades da Grande São Paulo. É o grupo que mais repercute, é o que tem conteúdo mais consistente e o que tem o melhor suporte para novos empreendimentos.
O curioso é que o projeto acaba atraindo, em alguns momentos, gente que é pouco afeita ao debate, à discussão, à troca de idéias. Justamente o contrário do conceito ABCD Maior, que é o da pluralidade de idéias, da inclusão social, digital e intelectual.
É um conceito que integra e oferece espaço para uma parcela experessiva da população regional se expressar, mesmo que alguns argumentos possam "ofender" ou "desagradar" grupinhos que acham que o projeto tem de ser exclusivo de um pensamento político ou de determinada corrente ideológica.
O projeto é muito bem-sucedido porque é plural e aceita o contraditório, aceita idéias contrárias, divergentes e até mesmo acintosas. Coisa que raramente existiu no ABCD. Por isso mesmo é bastante estranho ver manifestações de pessoas radicais por aqui, que desqualificam em vez de argumentar. Sorte nossa que esse povo é minoria bem ínfima no ABCD Maior.
Loga vida ao ABCD Maior e parabéns pelos três anos de vida inteligente e séria nas sete cidades.
O ABCD Maior é a maior novidade da imprensa do ABCD desde o surgimento da revista LivreMercado, em 1990. Com projeto consistente e conteúdo de qualidade, conseguiu chacoalhar um mercado ainda (não por muito tempo) dominado por um fóssil chamado Diário do Grande ABC e por meia dúzia de panfletos semanais que não passam de arremedo de jornais, a maioria atrelado ao poder público, a verbas públicas ou a grupos políticos.
A visão progressista estabelecida desde o momento de criação do conceito e do jornal - depois estendido aos demais veículos do grupo, como internet, programas de TV e de rádio - tinha bem clara uma questão da qual não se pode abrir mão: a prioridade era oferecer um produto bom, com bom jornalismo e notícias corretas. O viés progressista iria predominar naturalmente, até porque foi a gênese do projeto.
E a maior prova de que o projeto é sério e bom é o seu crescimento, contínuo e frequente. São três anos completados agora em junho, praticando o melhor jornalismo do ABCD e até mesmo das cidades da Grande São Paulo. É o grupo que mais repercute, é o que tem conteúdo mais consistente e o que tem o melhor suporte para novos empreendimentos.
O curioso é que o projeto acaba atraindo, em alguns momentos, gente que é pouco afeita ao debate, à discussão, à troca de idéias. Justamente o contrário do conceito ABCD Maior, que é o da pluralidade de idéias, da inclusão social, digital e intelectual.
É um conceito que integra e oferece espaço para uma parcela experessiva da população regional se expressar, mesmo que alguns argumentos possam "ofender" ou "desagradar" grupinhos que acham que o projeto tem de ser exclusivo de um pensamento político ou de determinada corrente ideológica.
O projeto é muito bem-sucedido porque é plural e aceita o contraditório, aceita idéias contrárias, divergentes e até mesmo acintosas. Coisa que raramente existiu no ABCD. Por isso mesmo é bastante estranho ver manifestações de pessoas radicais por aqui, que desqualificam em vez de argumentar. Sorte nossa que esse povo é minoria bem ínfima no ABCD Maior.
Loga vida ao ABCD Maior e parabéns pelos três anos de vida inteligente e séria nas sete cidades.
Cidadania x democracia
Exigir respeito à cidadania requer uma boa dose de indignação - coisa rara em determinadas circunstâncias em nossa sociedade, coisa em excesso e de forma desproporcional em outras áreas. Tenho feito deste espaço com frequência uma ponta de lança em defesa dos bons costumes e da defesa do bom senso e do discernimento, mesmo que para isso use o excesso para dar vazão à indignação.
E os atentados à cidadania e ao bom senso são diários, desde as flagrantes violações das mais básicas regras de trânsito até a supressão do direito de ir e vir de qualquer cidadão que deseja passar ao largo de qualquer manifestação, seja lá qual for o motivo do protesto.
Alguns leitores e até mesmo o timoneiro deste ABCD Maior, Celso Horta – uma das pessoas que mais respeito – sugeriram um interessante debate a partir dos recentes acontecimentos na Grande São Paulo: até onde a defesa de certa forma intransigente da cidadania se choca com os direitos democráticos de manifestação, protesto e reivindicação de setores organizados da sociedade?
A menção aos métodos recentes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em recente artigo não foi fortuito. Um dos movimentos sociais mais importantes do mundo surgido nos últimos 25 anos ganhou legitimidade na base do tranco a partir do momento em que teve seus pleitos tratados com leniência pelo Estado.
Os ataques que o MST sempre sofreu por parte de governos e de elites rurais criminosas só fortaleceu a crença da importância de seu surgimento e da legitimidade de suas reivindicações – mesmo que, para isso, fosse necessário (e justificável) apelar para a força nos anos mais duros de enfrentamento com os agentes do Estado dominado por políticos conservadores.
Neste século XXI, no entanto, métodos que envolvem ações violentas contra empresas e mesmo contra a propriedade, em pleno governo Lula, significam, na imensa maioria dos casos, um retrocesso na disputa por espaço político.
A defesa da cidadania ganhou visibilidade no governo federal petista, o que tornam anacrônicos algumas atitudes do MST, especialmente aquelas que ferem a própria cidadania. O que era legítimo e justificável na década passada pode se reverter contra o próprio movimento, que cresceu e se tornou indissociável da vida brasileira.
Se o MST penou bastante para finalmente conseguir um lugar decente na sociedade brasileira, o mesmo aconteceu com o avanço da cidadania.
O processo democrático que possibilitou as necessárias vitórias do MST é o mesmo que não tolera que os direitos básicos dos cidadãos sejam cerceados e torpedeados, ainda mais em tempos de governo Luiz Inácio Lula da Silva – e não se faz aqui juízo de valor entre a importância ou a distância entre as ações de movimentos organizados e o que ocorre no dia a dia.
Também não se trata de relativizar os motivos que levam manifestantes e grevistas a bloquearem rodovias, avenidas ou a ocupar prédios públicos. O direito de manifestação e protesto é sagrado e não pode ser violado.
Assim como não pode ser violada o direito de ir e vir dos cidadãos, e assim como a manifestação de grupos não pode prejudicar milhões de pessoas. Ninguém pode ser refém da raiva de ninguém.
Por isso bloquear rodovias e avenidas e impedir à força quem quer trabalhar são violações da cidadania, independente das razões que originaram as manifestações.
E o mínimo que se espera de um Estado responsável é que garanta a preservação da cidadania – coisa que o atual governo do Estado de São Paulo, nas mãos do PSDB, não faz. E não se trata de defender o uso da força e da ações da Polícia Militar. É uma questão de defender os direitos do cidadão.
Exigir respeito à cidadania requer uma boa dose de indignação - coisa rara em determinadas circunstâncias em nossa sociedade, coisa em excesso e de forma desproporcional em outras áreas. Tenho feito deste espaço com frequência uma ponta de lança em defesa dos bons costumes e da defesa do bom senso e do discernimento, mesmo que para isso use o excesso para dar vazão à indignação.
E os atentados à cidadania e ao bom senso são diários, desde as flagrantes violações das mais básicas regras de trânsito até a supressão do direito de ir e vir de qualquer cidadão que deseja passar ao largo de qualquer manifestação, seja lá qual for o motivo do protesto.
Alguns leitores e até mesmo o timoneiro deste ABCD Maior, Celso Horta – uma das pessoas que mais respeito – sugeriram um interessante debate a partir dos recentes acontecimentos na Grande São Paulo: até onde a defesa de certa forma intransigente da cidadania se choca com os direitos democráticos de manifestação, protesto e reivindicação de setores organizados da sociedade?
A menção aos métodos recentes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em recente artigo não foi fortuito. Um dos movimentos sociais mais importantes do mundo surgido nos últimos 25 anos ganhou legitimidade na base do tranco a partir do momento em que teve seus pleitos tratados com leniência pelo Estado.
Os ataques que o MST sempre sofreu por parte de governos e de elites rurais criminosas só fortaleceu a crença da importância de seu surgimento e da legitimidade de suas reivindicações – mesmo que, para isso, fosse necessário (e justificável) apelar para a força nos anos mais duros de enfrentamento com os agentes do Estado dominado por políticos conservadores.
Neste século XXI, no entanto, métodos que envolvem ações violentas contra empresas e mesmo contra a propriedade, em pleno governo Lula, significam, na imensa maioria dos casos, um retrocesso na disputa por espaço político.
A defesa da cidadania ganhou visibilidade no governo federal petista, o que tornam anacrônicos algumas atitudes do MST, especialmente aquelas que ferem a própria cidadania. O que era legítimo e justificável na década passada pode se reverter contra o próprio movimento, que cresceu e se tornou indissociável da vida brasileira.
Se o MST penou bastante para finalmente conseguir um lugar decente na sociedade brasileira, o mesmo aconteceu com o avanço da cidadania.
O processo democrático que possibilitou as necessárias vitórias do MST é o mesmo que não tolera que os direitos básicos dos cidadãos sejam cerceados e torpedeados, ainda mais em tempos de governo Luiz Inácio Lula da Silva – e não se faz aqui juízo de valor entre a importância ou a distância entre as ações de movimentos organizados e o que ocorre no dia a dia.
Também não se trata de relativizar os motivos que levam manifestantes e grevistas a bloquearem rodovias, avenidas ou a ocupar prédios públicos. O direito de manifestação e protesto é sagrado e não pode ser violado.
Assim como não pode ser violada o direito de ir e vir dos cidadãos, e assim como a manifestação de grupos não pode prejudicar milhões de pessoas. Ninguém pode ser refém da raiva de ninguém.
Por isso bloquear rodovias e avenidas e impedir à força quem quer trabalhar são violações da cidadania, independente das razões que originaram as manifestações.
E o mínimo que se espera de um Estado responsável é que garanta a preservação da cidadania – coisa que o atual governo do Estado de São Paulo, nas mãos do PSDB, não faz. E não se trata de defender o uso da força e da ações da Polícia Militar. É uma questão de defender os direitos do cidadão.
Quando o passado evidencia as tolices do presente
O mais comum que tenho ouvido ultimamente, tanto nos e-mails que recebo, como nas seções de cartas de jornais, são comparações inadvertidas e descabidas entre as manifestações de estudantes vândalos da USP e sindicalistas despreparados com os protestos dos anos 70, notadamente as greves de trabalhadores entre os anos 1978 e 1980.
Na falta de argumento melhor, tem gente que resgata as greves de metalúrgicos daquela época, justas e legítimas em todos os sentidos, com as manifestações arbitrárias e violentas de funcionários grevistas e estudantes que não tem o que fazer na USP.
Estamos hoje em pleno regime democrático, com um metalúrgico na Presidência da República, e ainda assim representantes do que há de pior na esquerda - esquerda que mesmo com seus erros graves, está melhorando o Brasil - insistem em fazem comparações com uma época que havia ditadura e repressão política das mais violentas.
Justificar os atentados à cidadania frequentes, como bloquear vias sob qualquer pretexto e protesto, ocupar prédios públicos e impedir as pessoas de ir, vir e trabalhar, é deprezar as noções básicas de civilidade e convivência em sociedade democrática.
Mas, pior do que isso, é ter de aturar argumentos rasos como um pires, digno de estudantes equivocados e desinformados que sempre infestaram os centros acadêmicos a partir dos ano 90 achando que ser de “esquerda” é usar camiseta com a foto de Che Guevara e jogar pedra na polícia após prejudicarem a cidade inteira com seus atos de vandalismo.
Também é duro aturar papo de boteco de quinta categoria sobre como o mundo é injusto e como temos de “lutar contra todo mundo que está contra nós”. Esse papinho colava nos anos 60. Hoje, causa gargalhadas.
Não é por outro motivo, por exemplo, que a esquerda responsável e que respeita a cidadania está na Presidência da República e nas prefeituras de São Bernardo e Diadema - ao mesmo tempo em que os radicais de boteco estão cada vez mais no ostracismo.
Na minha turma de faculdade, o orgulho era conseguir se formar, ter diploma (porque isso significava que o cidadão fez por merecer) e fazer bom jornalismo, seja onde for. Orgulho maior ainda é saber que a maioria da minha turma conseguiu tudo isso e foi além, para desespero dos ressentidos e fracassados de plantão que mal arrumaram um empreguinho em assessorias de órgãos públicos.
O mais comum que tenho ouvido ultimamente, tanto nos e-mails que recebo, como nas seções de cartas de jornais, são comparações inadvertidas e descabidas entre as manifestações de estudantes vândalos da USP e sindicalistas despreparados com os protestos dos anos 70, notadamente as greves de trabalhadores entre os anos 1978 e 1980.
Na falta de argumento melhor, tem gente que resgata as greves de metalúrgicos daquela época, justas e legítimas em todos os sentidos, com as manifestações arbitrárias e violentas de funcionários grevistas e estudantes que não tem o que fazer na USP.
Estamos hoje em pleno regime democrático, com um metalúrgico na Presidência da República, e ainda assim representantes do que há de pior na esquerda - esquerda que mesmo com seus erros graves, está melhorando o Brasil - insistem em fazem comparações com uma época que havia ditadura e repressão política das mais violentas.
Justificar os atentados à cidadania frequentes, como bloquear vias sob qualquer pretexto e protesto, ocupar prédios públicos e impedir as pessoas de ir, vir e trabalhar, é deprezar as noções básicas de civilidade e convivência em sociedade democrática.
Mas, pior do que isso, é ter de aturar argumentos rasos como um pires, digno de estudantes equivocados e desinformados que sempre infestaram os centros acadêmicos a partir dos ano 90 achando que ser de “esquerda” é usar camiseta com a foto de Che Guevara e jogar pedra na polícia após prejudicarem a cidade inteira com seus atos de vandalismo.
Também é duro aturar papo de boteco de quinta categoria sobre como o mundo é injusto e como temos de “lutar contra todo mundo que está contra nós”. Esse papinho colava nos anos 60. Hoje, causa gargalhadas.
Não é por outro motivo, por exemplo, que a esquerda responsável e que respeita a cidadania está na Presidência da República e nas prefeituras de São Bernardo e Diadema - ao mesmo tempo em que os radicais de boteco estão cada vez mais no ostracismo.
Na minha turma de faculdade, o orgulho era conseguir se formar, ter diploma (porque isso significava que o cidadão fez por merecer) e fazer bom jornalismo, seja onde for. Orgulho maior ainda é saber que a maioria da minha turma conseguiu tudo isso e foi além, para desespero dos ressentidos e fracassados de plantão que mal arrumaram um empreguinho em assessorias de órgãos públicos.
Reféns da raiva alheia
Os abusos contra a cidadania verificados na semana passada no rodoanel Mário Covas em Embu, e no campus da USP, durante a greve dos funcionários, ainda rendem bate-bocas e posturas claramente anti-democráticas.
As cenas de selvageria dos estudantes, por exemplo, contra os policiais, parece que não foram suficientes, já que os alunos ainda acreditam que têm razão no episódio.
A justificativa dos “estudantes” para apoiar os funcionários e “combater” a PM é a de que protestam contra a implantação às pressas do ensino superior à distância e contra a presença dos policiais no campus.
Então quer dizer que eles podem depredar e sustar os direitos individuais dos cidadãos que querem trabalhar e não podem ser incomodados por isso?
Então quer dizer que a retórica apoiada no que de pior a esquerda produziu serve de justificativa para a violação da cidadania e a depredação do patrimônio público?
Esses comportamentos só acontecem porque o governo estadual atual é omisso e incompetente, quando não criminoso, ao não coibir e reprimir tais manifestações de violência.
Prender apenas um sindicalista na questão da USP não resolve a questão. É pouco.
Mas o governo estadual atual é omisso e incompetente, tem medo das urnas e da opinião pública se “descer a borracha” em manifestantes vândalos e em estudantes vagabundos.
Mas será que alguém da equipe de primeiro escalão do Palácio dos Bandeirantes se deu ao trabalho de perguntar nas ruas o que acha desse tipo de omissão?
Agora virou política de Estado ignorar os flagrantes atentados à cidadania e à violação dos direitos de quem quer trabalhar e de quem quer ir e vir na Grande São Paulo.
Não se trata de defender a castração dos direitos de manifestação e de protestar da população. Trata-se apenas de garantir o direito de a população da Grande São Paulo de ir e vir, e de não ser obrigada a ficar refém das reivindicações de quem quer que seja, seja qual for o pretexto ou a motivação.
É por essas e outras que uma facção criminosa domina os presídios do Estado e traficantes e bandidos tomam conta das favelas paulistas. Não existe política de segurança pública em São Paulo. Esse é o legado do PSDB após 15 anos de governo.
Os abusos contra a cidadania verificados na semana passada no rodoanel Mário Covas em Embu, e no campus da USP, durante a greve dos funcionários, ainda rendem bate-bocas e posturas claramente anti-democráticas.
As cenas de selvageria dos estudantes, por exemplo, contra os policiais, parece que não foram suficientes, já que os alunos ainda acreditam que têm razão no episódio.
A justificativa dos “estudantes” para apoiar os funcionários e “combater” a PM é a de que protestam contra a implantação às pressas do ensino superior à distância e contra a presença dos policiais no campus.
Então quer dizer que eles podem depredar e sustar os direitos individuais dos cidadãos que querem trabalhar e não podem ser incomodados por isso?
Então quer dizer que a retórica apoiada no que de pior a esquerda produziu serve de justificativa para a violação da cidadania e a depredação do patrimônio público?
Esses comportamentos só acontecem porque o governo estadual atual é omisso e incompetente, quando não criminoso, ao não coibir e reprimir tais manifestações de violência.
Prender apenas um sindicalista na questão da USP não resolve a questão. É pouco.
Mas o governo estadual atual é omisso e incompetente, tem medo das urnas e da opinião pública se “descer a borracha” em manifestantes vândalos e em estudantes vagabundos.
Mas será que alguém da equipe de primeiro escalão do Palácio dos Bandeirantes se deu ao trabalho de perguntar nas ruas o que acha desse tipo de omissão?
Agora virou política de Estado ignorar os flagrantes atentados à cidadania e à violação dos direitos de quem quer trabalhar e de quem quer ir e vir na Grande São Paulo.
Não se trata de defender a castração dos direitos de manifestação e de protestar da população. Trata-se apenas de garantir o direito de a população da Grande São Paulo de ir e vir, e de não ser obrigada a ficar refém das reivindicações de quem quer que seja, seja qual for o pretexto ou a motivação.
É por essas e outras que uma facção criminosa domina os presídios do Estado e traficantes e bandidos tomam conta das favelas paulistas. Não existe política de segurança pública em São Paulo. Esse é o legado do PSDB após 15 anos de governo.
Omissão rima com falta de repressão
Cenas cada vez mais comuns na Grande São Paulo: vias importantes bloqueadas sob qualquer pretexto com pneus fumegantes, móveis incendiados, pretensos manifestantes brandindo paus e apedrejando policiais, prédios públicos invadidos e ocupados por grevistas, tudo isso diante de uma passividade alarmante do Estado, sem poder e autonomia.
Está se aceitando cada vez mais nestes tempos a violência como método de reivindicação e como meio de “conquistas”, sejam elas quais forem, mesmo que para isso a cidadania, o respeito e a educação sejam atropelados.
Parece que o pior das atitudes de organizações como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) torna-se o modelo de comportamento e “ação” para uma gama enorme de vagabundos e vândalos, de todas as cores, tribos e vertentes políticas.
É fato que não dá mais para tolerar esse tipo de desrespeito. É inaceitável que baderneiros tomem conta da avenida Paulista, um dos três corredores hospitalares mais importantes da Capital, paralisando a cidade inteira. As motivações e os motivos são irrelevantes: é inaceitável que quase 11 milhões de paulistanos fiquem reféns de meia dúzia de manifestantes.
O bloqueio de trecho do Rodoanel Mário Covas em Embu, na parte oeste da Grande São Paulo, nesta semana, faz parte do que há de mais absurdo e mais nojento no comportamento dos “cidadãos” que habitam a região metropolitana da Capital.
Para protestar contra a falta de uma passarela, simplesmente impediram mais de 100 mil veículos de circular, provocando congestionamentos em pelo menos três estradas importantes.
Nenhuma reivindicação, por mais importante e justa que seja, justifica esse ato bárbaro e primitivo de impedir a livre circulação de quem nada ter a ver com o assunto - sem falar que se trata de burrice, pois esse tipo de baderna só aumenta a raiva em relação ao “movimento”.
Outro aspecto da ausência do Estado, ainda mais grave, é o tratamento que o governo estadual dispensa aos grevistas da USP e seus “aliados”, um grupo de estudantes baderneiros e vândalos, verdadeiros criminosos que se escondem sob bandeiras “sindicais” e “educacionais”.
Funcionários em greve e estudantes vagabundos cometem crime ao impedir que não aderiu de trabalhar. E cometem crime ao enfrentar com violência a Polícia Militar. E também cometem crime ao invadir e ocupar prédios públicos.
O direito de greve é sagrado e um pilar da democracia. Mas depredar e impedir alguém de trabalhar é abusivo e inaceitável. E estudantes têm todo o direito de protestar, mas desde que não atrapalhem ninguém e que não violem direitos.
Cenas cada vez mais comuns na Grande São Paulo: vias importantes bloqueadas sob qualquer pretexto com pneus fumegantes, móveis incendiados, pretensos manifestantes brandindo paus e apedrejando policiais, prédios públicos invadidos e ocupados por grevistas, tudo isso diante de uma passividade alarmante do Estado, sem poder e autonomia.
Está se aceitando cada vez mais nestes tempos a violência como método de reivindicação e como meio de “conquistas”, sejam elas quais forem, mesmo que para isso a cidadania, o respeito e a educação sejam atropelados.
Parece que o pior das atitudes de organizações como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) torna-se o modelo de comportamento e “ação” para uma gama enorme de vagabundos e vândalos, de todas as cores, tribos e vertentes políticas.
É fato que não dá mais para tolerar esse tipo de desrespeito. É inaceitável que baderneiros tomem conta da avenida Paulista, um dos três corredores hospitalares mais importantes da Capital, paralisando a cidade inteira. As motivações e os motivos são irrelevantes: é inaceitável que quase 11 milhões de paulistanos fiquem reféns de meia dúzia de manifestantes.
O bloqueio de trecho do Rodoanel Mário Covas em Embu, na parte oeste da Grande São Paulo, nesta semana, faz parte do que há de mais absurdo e mais nojento no comportamento dos “cidadãos” que habitam a região metropolitana da Capital.
Para protestar contra a falta de uma passarela, simplesmente impediram mais de 100 mil veículos de circular, provocando congestionamentos em pelo menos três estradas importantes.
Nenhuma reivindicação, por mais importante e justa que seja, justifica esse ato bárbaro e primitivo de impedir a livre circulação de quem nada ter a ver com o assunto - sem falar que se trata de burrice, pois esse tipo de baderna só aumenta a raiva em relação ao “movimento”.
Outro aspecto da ausência do Estado, ainda mais grave, é o tratamento que o governo estadual dispensa aos grevistas da USP e seus “aliados”, um grupo de estudantes baderneiros e vândalos, verdadeiros criminosos que se escondem sob bandeiras “sindicais” e “educacionais”.
Funcionários em greve e estudantes vagabundos cometem crime ao impedir que não aderiu de trabalhar. E cometem crime ao enfrentar com violência a Polícia Militar. E também cometem crime ao invadir e ocupar prédios públicos.
O direito de greve é sagrado e um pilar da democracia. Mas depredar e impedir alguém de trabalhar é abusivo e inaceitável. E estudantes têm todo o direito de protestar, mas desde que não atrapalhem ninguém e que não violem direitos.
quarta-feira, junho 10, 2009
Jornais declaram guerra contra blog da Petrobras
do site Comunique-se
Reproduzo abaixo, para encerrar esse tópico, texto do site Comunique-se sobre a reação da grande imprensa contra a iniciativa da Petrobras, manifestações que contam com o meu apoio:
A iniciativa da Petrobras de criar o blog Fatos e Dados, onde a estatal expõe os questionamentos da imprensa e as repostas dadas aos veículos, gerou uma situação de conflito entre a empresa e os principais órgãos de imprensa do País. O jornal O Globo, por exemplo, dedicou, na edição desta terça-feira (09/06), sete matérias e um editorial ao tema, além de chamada na primeira página.
“A estatal alega praticar a ‘transparência’ ao cometer o erro de divulgar material de propriedade de profissionais e veículos de imprensa. Ser cada vez mais transparente é um objetivo correto para a estatal, caso ela não o use como justificativa para agir deslealmente com os meios de comunicação. A Petrobras errou, e espera-se que volte atrás nos procedimentos nada éticos que adotou no atendimento à imprensa”, afirma O Globo no editorial "Ataque à imprensa".
A Folha de S. Paulo de hoje traz dois artigos sobre o blog, ambos contrários à iniciativa da estatal. Além disso, cinco matérias foram publicadas sobre o tema, sendo que a de maior destaque foi sobre o comunicado da Associação Nacional de Jornais, que considera a atitude da Petrobras antiética.
O artigo “A transparência dos brucutus”, do jornalista da Folha Igor Gielow, considera o blog uma tentativa de “esvaziar a bola das denúncias que inevitavelmente chegarão ao seu balcão, contrainformação pura”. Já Plínio Fraga, em “Lodo não é petróleo”, trata o blog como uma “estratégia intimidatória”.
“A traquinagem do blog da Petrobras mostra a opção da empresa pelo lodo, como se este fosse também petróleo”, afirma Fraga em seu artigo.
Abaixo, para quem quiser conferir, o ataque certeiro do jornal "O Globo", em editorial, contra a iniciativa da Petrobras.
do site Comunique-se
Reproduzo abaixo, para encerrar esse tópico, texto do site Comunique-se sobre a reação da grande imprensa contra a iniciativa da Petrobras, manifestações que contam com o meu apoio:
A iniciativa da Petrobras de criar o blog Fatos e Dados, onde a estatal expõe os questionamentos da imprensa e as repostas dadas aos veículos, gerou uma situação de conflito entre a empresa e os principais órgãos de imprensa do País. O jornal O Globo, por exemplo, dedicou, na edição desta terça-feira (09/06), sete matérias e um editorial ao tema, além de chamada na primeira página.
“A estatal alega praticar a ‘transparência’ ao cometer o erro de divulgar material de propriedade de profissionais e veículos de imprensa. Ser cada vez mais transparente é um objetivo correto para a estatal, caso ela não o use como justificativa para agir deslealmente com os meios de comunicação. A Petrobras errou, e espera-se que volte atrás nos procedimentos nada éticos que adotou no atendimento à imprensa”, afirma O Globo no editorial "Ataque à imprensa".
A Folha de S. Paulo de hoje traz dois artigos sobre o blog, ambos contrários à iniciativa da estatal. Além disso, cinco matérias foram publicadas sobre o tema, sendo que a de maior destaque foi sobre o comunicado da Associação Nacional de Jornais, que considera a atitude da Petrobras antiética.
O artigo “A transparência dos brucutus”, do jornalista da Folha Igor Gielow, considera o blog uma tentativa de “esvaziar a bola das denúncias que inevitavelmente chegarão ao seu balcão, contrainformação pura”. Já Plínio Fraga, em “Lodo não é petróleo”, trata o blog como uma “estratégia intimidatória”.
“A traquinagem do blog da Petrobras mostra a opção da empresa pelo lodo, como se este fosse também petróleo”, afirma Fraga em seu artigo.
Abaixo, para quem quiser conferir, o ataque certeiro do jornal "O Globo", em editorial, contra a iniciativa da Petrobras.
ABI apoia a sabotagem da Petrobras contra a imprensa
Olhem só a pérola que a ABI - Associação Brasileira de Imprensa -, que já foi respeitável, produziu em apoio à iniciativa esdrúxula da Petrobras:
“A ABI considera legítima a decisão da Petrobras de criar um blog para divulgação das informações que presta à imprensa e especialmente aos veículos impressos, uma vez que as questões relativas ao seu funcionamento e aos seus atos de gestão interessam ao conjunto da sociedade, que não pode ficar exposta ao risco de filtragem das informações típica e inseparável do processo de edição jornalística. A empresa tem o direito de se acautelar, através das informações que difunde no blog, contra as distorções em que os meios de comunicação têm incorrido, como a própria ABI registrou em matéria publicada da edição de 31 de maio de um dos jornais que agora se insurgem contra o blog da empresa.
A criação do blog constituiu-se em instrumento de autodefesa da empresa, que se encontra sob uma barragem de fogo crítico disparado por vários veículos impressos. Não se poderá alegar que é assegurado à empresa o direito de resposta, uma vez que quando este for exercido a informação nociva já terá produzido afeitos adversos. Ademais, é conhecido principalmente dos jornalistas o tratamento que a imprensa concede tradicionalmente ao direito de resposta, se e quando o reconhece e o acata: a informação imprecisa ou inidônea é divulgada com um destaque e uma dimensão que não se confere à resposta postulada e concedida.
O presente confronto entre a empresa e alguns veículos de comunicação tem inegável cunho político, com favorecimento de segmentos partidários que se opõem ao Governo Lula. A Petrobras encontra-se, infelizmente, na linha de tiro do canhoneio contra ela assestado. Atacá-la com a virulência que se anota agora não faz bem ao País.
Rio de Janeiro, 9 de junho de 2009
Maurício Azêdo, Presidente”
Olhem só a pérola que a ABI - Associação Brasileira de Imprensa -, que já foi respeitável, produziu em apoio à iniciativa esdrúxula da Petrobras:
“A ABI considera legítima a decisão da Petrobras de criar um blog para divulgação das informações que presta à imprensa e especialmente aos veículos impressos, uma vez que as questões relativas ao seu funcionamento e aos seus atos de gestão interessam ao conjunto da sociedade, que não pode ficar exposta ao risco de filtragem das informações típica e inseparável do processo de edição jornalística. A empresa tem o direito de se acautelar, através das informações que difunde no blog, contra as distorções em que os meios de comunicação têm incorrido, como a própria ABI registrou em matéria publicada da edição de 31 de maio de um dos jornais que agora se insurgem contra o blog da empresa.
A criação do blog constituiu-se em instrumento de autodefesa da empresa, que se encontra sob uma barragem de fogo crítico disparado por vários veículos impressos. Não se poderá alegar que é assegurado à empresa o direito de resposta, uma vez que quando este for exercido a informação nociva já terá produzido afeitos adversos. Ademais, é conhecido principalmente dos jornalistas o tratamento que a imprensa concede tradicionalmente ao direito de resposta, se e quando o reconhece e o acata: a informação imprecisa ou inidônea é divulgada com um destaque e uma dimensão que não se confere à resposta postulada e concedida.
O presente confronto entre a empresa e alguns veículos de comunicação tem inegável cunho político, com favorecimento de segmentos partidários que se opõem ao Governo Lula. A Petrobras encontra-se, infelizmente, na linha de tiro do canhoneio contra ela assestado. Atacá-la com a virulência que se anota agora não faz bem ao País.
Rio de Janeiro, 9 de junho de 2009
Maurício Azêdo, Presidente”
A sabotagem da Petrobras ao bom jornalismo
A Petrobras resolveu criar um blog para se "defender" dos ataques da imprensa e tornar mais "transparente" o processo de divulgação de informações da estatal.
Vai publicar todas as perguntas que forem enviadas à assessoria de imprensa da empresa e as respectivas respostas, tanto em coletivas como em iniciativas pessoais de repórteres.
Ou seja, se eu tiver um furo de reportagem na mão, exclusivo, e quiser apenas esclarecer alguns pontos - ouvir o outro lado, como manda o o bom jornalismo -, corro o risco de perder o meu assunto exclusivo. OU seja, a assessoria de imprensa da Petrobras deliberadamente vai sabotar reportagens, numa clara tentativa de intimidar a grande imprensa.
A estatal está dominada por gente desqualificada, capazes de uma suprema estupidez de propor um blçog cujo objetivo é sabotar reportagens. Coisa asquerosa, como é de costume no governo lulo-petista e seus aliados fisiológicos e defensores da corrupção e do aliciamento como política de Estado.
A coleção de escândalos e imbecilidades perpetradas pelo atual "governo" seria suficiente para derrubá-lo há muito tempo, assim como a instauração de inquéritos e processos contra "dirigentes" e "ministros", como no neste caso abjeto do blog da Petrobras.
A Petrobras resolveu criar um blog para se "defender" dos ataques da imprensa e tornar mais "transparente" o processo de divulgação de informações da estatal.
Vai publicar todas as perguntas que forem enviadas à assessoria de imprensa da empresa e as respectivas respostas, tanto em coletivas como em iniciativas pessoais de repórteres.
Ou seja, se eu tiver um furo de reportagem na mão, exclusivo, e quiser apenas esclarecer alguns pontos - ouvir o outro lado, como manda o o bom jornalismo -, corro o risco de perder o meu assunto exclusivo. OU seja, a assessoria de imprensa da Petrobras deliberadamente vai sabotar reportagens, numa clara tentativa de intimidar a grande imprensa.
A estatal está dominada por gente desqualificada, capazes de uma suprema estupidez de propor um blçog cujo objetivo é sabotar reportagens. Coisa asquerosa, como é de costume no governo lulo-petista e seus aliados fisiológicos e defensores da corrupção e do aliciamento como política de Estado.
A coleção de escândalos e imbecilidades perpetradas pelo atual "governo" seria suficiente para derrubá-lo há muito tempo, assim como a instauração de inquéritos e processos contra "dirigentes" e "ministros", como no neste caso abjeto do blog da Petrobras.
Omissão rima com falta de repressão
Cenas cada vez mais comuns na Grande São Paulo: vias importantes bloqueadas sob qualquer pretexto com pneus fumegantes, móveis incendiados, pretensos manifestantes brandindo paus e apedrejando policiais, prédios públicos invadidos e ocupados por grevistas, tudo isso diante de uma passividade alarmante do Estado, sem poder e autonomia.
Está se aceitando cada vez mais nestes tempos a violência como método de reivindicação e como meio de "conquistas", sejam elas quais forem, mesmo que para isso a cidadania, o respeito e a educação sejam atropelados. Parece que o pior das atitudes de organizações como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) torna-se o modelo de comportamento e "ação" para uma gama enorme de vagabundos e vândalos, de todas as cores, tribos e vertentes políticas.
É fato que não dá mais para tolerar esse tipo de desrespeito. É inaceitável que baderneiros tomem conta da avenida Paulista, um dos três corredores hospitalares mais importantes da Capital, paralisando a cidade inteira. As motivações e os motivos são irrelevantes: é inaceitável que quase 11 milhões de paulistanos fiquem reféns de meia dúzia de manifestantes.
O bloqueio de trecho do Rodoanel Mário Covas em Embu, na parte oeste da Grande São Paulo, nesta semana, faz parte do que há de mais absurdo e mais nojento no comportamento dos "cidadãos" que habitam a região metropolitana da Capital.
Para protestar contra a falta de uma passarela, simplesmente impediram mais de 100 mil veículos de circular, provocando congestionamentos em pelo menos três estradas importantes. Nenhuma reivindicação, por mais importante e justa que seja, justifica esse ato bárbaro e primitivo de impedir a livre circulação de quem nada ter a ver com o assunto - sem falar que se trata de burrice, pois esse tipo de baderna só aumenta a raiva em relação ao "movimento".
Outro aspecto da ausência do Estado, ainda mais grave, é o tratamento que o governo estadual dispensa aos grevistas da USP e seus "aliados", um grupo de estudantes baderneiros e vândalos, verdadeiros criminosos que se escondem sob bandeiras "sindicais" e "educacionais".
Funcionários em greve e estudantes vagabundos cometem crime ao impedir que não aderiu de trabalhar. E cometem crime ao enfrentar com violência a Polícia Militar. E também cometem crime ao invadir e ocupar prédios públicos.
A justificativa dos "estudantes" para apoiar os funcionários e "combater" a PM é a de que protestam contra a implantação às pressas do ensino superior à distância e contra a presença dos policiais no campus. Então quer dizer que eles podem depredar e sustar os direitos individuais dos cidadãos que querem trabalhar e não podem ser incomodados por isso? Então quer dizer que a retórica esquerdista ultrapassada e canhestra serve de justificativa para a violação da cidadania e a depredação do patrimônio público?
Esses comportamentos só acontecem porque o governo estadual atual é omisso e incompetente, quando não criminoso, ao não coibir e reprimir tais manifestações de violência. Prender apenas um sindicalista na questão da USP não resolve a questão. É pouco.
Mas o governo estadual atual é omisso e incompetente, tem medo das urnas e da opinião pública se "descer a borracha" em manifestantes vândalos e em estudantes vagabundos. Mas será que alguém da equipe de primeiro escalão do Palácio dos Bandeirantes se deu ao trabalho de perguntar nas ruas o que acha desse tipo de omissão?
Agora virou política de Estado ignorar os flagrantes atentados à cidadania e à violação dos direitos de quem quer trabalhar e de quem quer ir e vir na Grande São Paulo. É por essas e outras que uma facção criminosa domina os presídios do Estado e traficantes e bandidos tomam conta das favelas paulistas. Não existe política de segurança pública em São Paulo. Esse é o legado do PSDB após 15 anos de governo.
Cenas cada vez mais comuns na Grande São Paulo: vias importantes bloqueadas sob qualquer pretexto com pneus fumegantes, móveis incendiados, pretensos manifestantes brandindo paus e apedrejando policiais, prédios públicos invadidos e ocupados por grevistas, tudo isso diante de uma passividade alarmante do Estado, sem poder e autonomia.
Está se aceitando cada vez mais nestes tempos a violência como método de reivindicação e como meio de "conquistas", sejam elas quais forem, mesmo que para isso a cidadania, o respeito e a educação sejam atropelados. Parece que o pior das atitudes de organizações como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) torna-se o modelo de comportamento e "ação" para uma gama enorme de vagabundos e vândalos, de todas as cores, tribos e vertentes políticas.
É fato que não dá mais para tolerar esse tipo de desrespeito. É inaceitável que baderneiros tomem conta da avenida Paulista, um dos três corredores hospitalares mais importantes da Capital, paralisando a cidade inteira. As motivações e os motivos são irrelevantes: é inaceitável que quase 11 milhões de paulistanos fiquem reféns de meia dúzia de manifestantes.
O bloqueio de trecho do Rodoanel Mário Covas em Embu, na parte oeste da Grande São Paulo, nesta semana, faz parte do que há de mais absurdo e mais nojento no comportamento dos "cidadãos" que habitam a região metropolitana da Capital.
Para protestar contra a falta de uma passarela, simplesmente impediram mais de 100 mil veículos de circular, provocando congestionamentos em pelo menos três estradas importantes. Nenhuma reivindicação, por mais importante e justa que seja, justifica esse ato bárbaro e primitivo de impedir a livre circulação de quem nada ter a ver com o assunto - sem falar que se trata de burrice, pois esse tipo de baderna só aumenta a raiva em relação ao "movimento".
Outro aspecto da ausência do Estado, ainda mais grave, é o tratamento que o governo estadual dispensa aos grevistas da USP e seus "aliados", um grupo de estudantes baderneiros e vândalos, verdadeiros criminosos que se escondem sob bandeiras "sindicais" e "educacionais".
Funcionários em greve e estudantes vagabundos cometem crime ao impedir que não aderiu de trabalhar. E cometem crime ao enfrentar com violência a Polícia Militar. E também cometem crime ao invadir e ocupar prédios públicos.
A justificativa dos "estudantes" para apoiar os funcionários e "combater" a PM é a de que protestam contra a implantação às pressas do ensino superior à distância e contra a presença dos policiais no campus. Então quer dizer que eles podem depredar e sustar os direitos individuais dos cidadãos que querem trabalhar e não podem ser incomodados por isso? Então quer dizer que a retórica esquerdista ultrapassada e canhestra serve de justificativa para a violação da cidadania e a depredação do patrimônio público?
Esses comportamentos só acontecem porque o governo estadual atual é omisso e incompetente, quando não criminoso, ao não coibir e reprimir tais manifestações de violência. Prender apenas um sindicalista na questão da USP não resolve a questão. É pouco.
Mas o governo estadual atual é omisso e incompetente, tem medo das urnas e da opinião pública se "descer a borracha" em manifestantes vândalos e em estudantes vagabundos. Mas será que alguém da equipe de primeiro escalão do Palácio dos Bandeirantes se deu ao trabalho de perguntar nas ruas o que acha desse tipo de omissão?
Agora virou política de Estado ignorar os flagrantes atentados à cidadania e à violação dos direitos de quem quer trabalhar e de quem quer ir e vir na Grande São Paulo. É por essas e outras que uma facção criminosa domina os presídios do Estado e traficantes e bandidos tomam conta das favelas paulistas. Não existe política de segurança pública em São Paulo. Esse é o legado do PSDB após 15 anos de governo.