Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
- O cantor e compositor Ameslari acaba de liberar o clipe de "Start", faixa presente em seu álbum "City Stories", já disponível nas plataformas digitais. Com todas as medidas de segurança e respeitando o distanciamento social, o vídeo foi gravado pelo próprio cantor, com a câmera do celular durante a quarentena. Assista aqui: https://youtu.be/AG4NiNztbIA. Editado por Rafael Vilas Boas, o vídeo bem-humorado mostra o artista no dia a dia dentro de casa na quarentena, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. O artista dança, come um hambúrguer, joga videogame e toca piano, entre outras atividades.
- A banda Vinhos & Flores acaba de lançar em todas as plataformas digitais, seu primeiro álbum de estúdio. “A Vida é um Jogo” conta com seis faixas autorais.O trabalho que marca a estreia oficial da banda no Brasil, pode ser conferido nas plataformas Spotify (link abaixo), Deezer, Apple Music, Tidal, Google Play, Napster, Music Amazon e vários outros. Confira: https://open.spotify.com/album/2q5oJT4sFKBeiIrmYhuMm2?si=Trf7ibTxT1iJBfE77Ruiyw
- A banda LS Jack e o cantor Vinny lançam o clipe de ‘No que depender de mim’ (https://youtu.be/fGTbRCoHM0M). Em março eles lançaram o primeiro single em parceria “Esquece a solidão e sai”. Depois de muita troca de ideias – e músicas -, ‘No que depender de mim’, composta por Vinny, chamou a atenção do baterista Bicudo, que fez um arranjo mais pesado, dando forma à canção. A nova música, com essa pegada mais roqueira do que a anterior, surge de um processo de composição no qual, em tempos de isolamento social, a banda se utilizou de redes sociais (WhatsApp etc.), como ferramenta para conectar os músicos e desenvolver a criação das canções.
Nesta edição do Combate Rock abrimos o programa homenageando o guitarrista de blues Bryan Lee, o baterista Frankie Banali (Quiet Riot) e Jack Sherman (Red Hot Chilli Peppers), todos mortos na semana passada.
Nos demais blocos, falamos sobre produtores brasileiros com grandes álbuns de responsa em seus currículos: Pena Schmidt, Liminha, Carlos Eduardo Miranda, Tom Capone, Rafael Ramos e Marcello Pompeu.
Vidas negras importam e devemos lutar encarniçadamente como cidadãos. Não poderia ser mais explícita a mensagem que os atletas negros do basquete norte-americano a respeito das ações assassinas da polícia racista de quase todos os Estados que compõem os Estados Unidos da América.
O atletas se recusaram a jogar nesta quarta-feira (26) por conta de mais uma tentativa de assassinato de cidadão negro inocente e desarmado, desta vez no Estado de Wisconsin.
É um protesto sem precedentes na história dos Estados Unidos. A milionária NBA, a liga norte-americana de basquete masculino, com ampla predominância de atletas negros, é um soco no estômago da América racista, supremacista, religiosa (no pior sentido) e dominada pela cultura branca.
Nos últimos dias, explodiram as procuras, nos meios digitais e virtuais, por músicas identificadas com o protesto negro e de afirmação das comunidades afro-americanas, indo desde os viscerais discursos dos nomes mais importantes do rap até artistas importantes desde sempre, como James Brown, Isaac Hayes, Otis Redding, Sly and Family Stone e muitos outros.
Surpreendentemente, uma canção polêmica foi resgatada para acirrar ainda mais os ânimos: "Cop Killer", o manifesto antirracista e violento da banda de heavy metal Body Count, um combo de músicos negros liderado pelo rapper e ator Ice-T.
A canção, lançada lá em 1992, coincidiu na época com os protestos violentos que assolaram Los Angeles por conta da agressão sofrida por um caminhoneiro negro chamado Rodney King.
Álbum de estreia do Body Count, uma banda formada por músicos engajados de rap mas que amam o heavy metal sob a liderança do ator e cantor Ice-T
Flagrados por câmeras, os policiais agressores foram temporariamente afastados, mas, inacreditavelmente, foram absolvidos em julgamento espúrio onde o júri era majoritariamente branco. A cidade ardeu em chamas por dias, assim como outras cidades norte-americanas.
Mais do que um manifesto, "Cop Killer" foi uma declaração de guerra diante de um morticínio deliberado e injustificado da população negra e pobre nas periferias miseráveis das metrópoles americanas.
A canção foi banida das rádios e das lojas, e a própria gravadora da banda sinalizou que enterraria o single. Nada disso, no entanto, foi o suficiente para estancar a disseminação da canção, que até hoje é um hino antivolência policial e antiestablishment.
O resgate da música belicista, mas que na verdade é um grande grito de basta à violência que parte dos agentes repressivos do Estado, é tudo o que o racista e mentiroso Donald Trump não queria em plena campanha eleitoral pela reeleição.
O atual presidente está bem atrás na corrida eleitoral, segundo as pesquisas. O democrata Joe Biden é o favorito para vencer as eleições de novembro.
Mesmo diante de um cenário pavoroso de distúrbios sociais e civis por conta dos seguidos casso de violência policial contra negros, Trump mantém seu estímulo a discursos racistas e intolerantes por parte de seus apoiadores, alguns deles negros.
Foi o caso de um deputado federal republicado e trumpista que, durante a convenção de seu partido, repudiou os protestos contra mais uma agressão policial.
Afirmou em discurso que os distúrbios são impulsionados por "comunistas", que os manifestantes são "terroristas e criminosos" e que querem "manchar o passado e enlamear as glórias americanas ao destruir símbolos da nação", referindo-se aos casos de de estátuas de escravocratas e líderes racistas. O detalhe é que tal deputado é negro.
Para os esquerdistas, as manifestações são um grito contra a violência e as constantes violações de direitos humanos. Para os direitistas extremados, os distúrbios são crimes que têm objetivos políticos e eleitorais, ignorando que há pessoas mortas no meio da crise.
A questão é que o lamentável governo Trump está esfarelando nesta eleição e guarda muitas semelhanças, em termos de aberrações e incompetência, com a administração do brasileiro Jair Bolsonaro.
São duas figuras nefastas e estúpidas, que apostam no ódio e nas divisões sociais e políticas para garantir punhados de votos e destruir anos de construções democráticas em todos os sentidos.
"Coincidentemente", são dois presidentes que repudiam "manifestações antifascistas", com constantes acenos a grupelhos extremistas e supremacistas que agem como milícias físicas e digitais cometendo toda a sorte de crimes.
Desafortunadamente, "Cop Killer" é uma música perfeita para ilustrar as diárias violações dos direitos civis de brasileiros que moram em periferias de grandes cidades e que, na esmagadora maioria, são negros.
Já debilitada e com uma perna quebrada, foi vítima da violência e do escárnio desse ser nojento que representa o que há de mais odioso no aparato repressivo oficial de inspiração autoritária e fascista.
Não há dúvidas de que "Cop Killer" é uma canção muito forte e com um conteúdo que certamente incita a violência - ou, dependendo do ponto de vista, a reação a uma violência sistemática e sistêmica do Estado dominado por uma elite branca contra a população periférica, pobre e negra.
Se tivesse sido composta por brasileiros, de qualquer gênero musical, teria sido banida mesmo em tempos democráticos e por determinação judicial.
Entretanto, a censura e a perseguição não mudariam a realidade: é um relato cru e pesado de um cotidiano que permeia as vidas de brasileiros e norte-americanos negros pobres há mais de um século.
Considero que é uma reação, violenta e dramática, ao permanente estado de tensão que vigora nas áreas mais pobres , como bem expressou um imigrante jamaicano agredo e preso legalmente em Londres em 2001 durante uma manifestação.
Em declaração à agência Reuters, reproduzida por sites de música, o músico e artesão Jimmy foi detido e espancado durante uma manifestação contra policiais que investiram contra manifestantes negros e indianos que reivindicavam, de forma pacífica, a regularização de seus vistos de permanência.
"Se alguém tinha dificuldades na Inglaterra de entender sobre o que 'Cop Killer' denunciava, então agora não restam dúvidas do que se trata e de como o poder trata minorias e os mais desfavorecidos", reclamou dias depois de ser preso.
A canção é bastante pertinente para servir de trilha sonora para uma juventude negra perseguida em São Paulo e no Rio de Janeiro.
O que não quer dizer que devamos estimular o que a letra prega. É consenso nos Estados Unidos que, se o lançamento da música ocorreu em um "timing perfeito", por outro lado não ajudou me nada no combate à violência policial.
Em vez de apaziguar, acirrou os ânimos em todo o país, especialmente em Nova York, onde começava a vigorar diversas diretrizes do que se convencionou, tempos depois, no que veio a ser a política de "tolerância zero", implantada pelo prefeito Rudolph Giuliani, que visou principalmente a população negra, hispânica e pobre, identificada como "umbilicalmente ligada" aos pequenos delitos que, supostamente, levavam ao cometimento de crimes mais graves.
O acirramento das tensões, geralmente, ou desembocam em revoluções violentas e revanchistas ou em endurecimento do cotidiano das vidas precárias de sempre. Muitos pacifistas e teóricos da não violência acreditam que "Cop Killer" não só não ajudou como piorou as coisas em muitas circunstâncias.
Uma das formações do Body Count, com Ice-T à frente e no centro (FOTO:DIVULGAÇÃO)
É bem possível que isso tenha acontecido, mas não é possível e aceitável não reconhecer que a música foi um grito reativo necessário contra as constantes violações de direitos nos Estados Unidos. foi uma reação esperada e necessária.
Os gritos pacifistas contra essa letra e as mais duras ainda que forma lançadas no rap e no hip hop nos últimos 30 anos soam deslocados do mesmo modo que as declarações que condenaram as ações terroristas dos diversos grupos de resistência na Europa Ocidental e na Rússia na Segunda Guerra Mundial.
Os atos de sabotagem e de violência contra as tropas nazistas eram seguidos imediatamente de represálias, sempre com o fuzilamento de população civil inocente. Só que são cada vez menos os estudiosos que não reconhecem a importância dos grupos de resistência para a vitória contra os nazistas, dos franceses aos iugoslavos, dos gregos os noruegueses.
Com o tempo consegui perceber as nuances e o contexto da criação e divulgação da canção. Aqui no Brasil sempre houve algo semelhante desde sempre, no rap, mas de forma mais velada e dissimulada.
A contundência e a incitação escancarada incomodavam, o que me fez escutar a música com muitas reservas, assim como em relação a certas canções de Racionais MCs e Pavilhão 9. Quem não se lembra do título do CD "Se Deus Vier, Que Venha Armado", do Pavilhão, que tanto chocou incautos e fez a festa dos engajados?
Se percebi a importância e a necessidade de "Cop Killer" ao longo dos anos, isso não quer dizer que eu endosse a mensagem explícita, mesmo reconhecendo todo o contexto.
Portanto, por mais que reconheçamos a incitação à violência e a provocação temerária, que esbarra em contravenções e estímulos ao crime - passíveis até de punição, dependendo da legislação -, o fato é que "Cop Killer" se tornou um clássico do metal e do rock de protesto, queiram ou não os agentes da lei.
E estes estão cada vez mais em dificuldades para reverter esse ódio por conta dos tantos e tantos assassinatos e agressões policiais contra negros e pessoas pobres inocentes em vários locais do mundo, mas principalmente no Brasil e nos Estados Unidos.
Cop Killer Yeah! I got my black shirt on I got my black gloves on I got my ski mask on This shit's been too long I got my twelve guage sawed off I got my headlights turned off I'm 'bout to bust some shots off I'm 'bout to dust some cops off I'm a Cop killer, better you than me Cop killer, fuck police brutality! Cop killer, I know your family's grievin'... Fuck 'em! Cop killer, but tonight we get even I got my brain on hype Tonight'll be your night I got this long-assed knife And your neck looks just right My adrenaline's pumpin' I got my stereo bumpin' I'm 'bout to kill me somethin' A pig stopped me for nuthin'! Cop killer, it's better you than me Cop killer, fuck police brutality! Cop killer, I know your family's grievin'... Fuck 'em! Cop killer, but tonight we get even Die, die, die, pig, die! Fuck the police! Cop killer, it's better you than me Cop killer, fuck police brutality! Cop killer, I know your family's grievin'... Fuck 'em! Cop killer, but tonight we get even Fuck the police! Fuck the police, for daryl gates Fuck the police, for rodney king Fuck the police, for my dead homies Fuck the police, for your freedom Fuck the police, don't be a pussy Fuck the police, have some mothafuckin' courage Fuck the police, sing along! Cop killer! I'm a motherfucker cop killer! Cop killer! Matador de Polícia Yeah! Eu ponho minha camisa preta Eu ponho minhas luvas pretas Eu ponho minha toca preta Essa merda já durou demais Eu pego minha doze de cano serrado Eu desligo os faróis do carro Estou prestes a dar uns tiros Estou prestes a mandar uns tiras para a vala Eu sou um Matador de polícia, antes você do que eu Matador de polícia, foda-se a brutalidade policial! Matador de polícia, eu sei que a sua família está sofrendo... Fodam-se eles! Matador de polícia, mas essa noite vamos acertar as contas Eu estou loucão Hoje à noite será sua noite Eu tenho essa faca de cabo comprido E seu pescoço parece no ponto certo Minha adrenalina está aumentando Meu som está estourando Estou prestes a matar alguém Um porco me parou por nada! Matador de polícia, antes você do que eu Matador de polícia, foda-se a brutalidade policial! Matador de polícia, eu sei do luto da tua família... Foda-se eles! Matador de polícia, mas hoje vamos acertar as contas Morre, morre, morre, porco, morre! Foda-se a polícia! Matador de polícia, antes você do que eu Matador de polícia, foda-se a brutalidade policial! Matador de polícia, eu sei que a sua família está sofrendo... Fodam-se eles! Matador de polícia, mas essa noite vamos acertar as contas Foda-se a polícia! Foda-se a polícia, em nome de Darryl Gates Foda-se a polícia, em nome de Rodney King Foda-se a polícia, em nome de todos os meus manos Foda-se a polícia, em nome da sua liberdade Foda-se a polícia, não seja uma bicha Foda-se a polícia, tenha um pouco de coragem, porra Foda-se a polícia, cante junto! Matador de polícia! Eu sou um puta de um assassino de policiais! Matador de polícia! (Reprodução do site Letras - https://www.letras.mus.br/)
- "Cycle Of Disaster", novo álbum dos paulistas do Válvera, está prestes a ser oficialmente no dia 28 de agosto via Brutal Records (EUA e Canadá), Proper Music (Europa) e Voice Music (Brasil), e nada mais oportuno do que lançar mais um single antes dessa data. O primeiro lançado foi "Glow Of Death" e agora a banda solta "Born In A Dead Planet". Confira Lyric Video de "Born In A Dead Planet" em https://youtu.be/j9a0Vm5Pz54 - A segunda edição do festival LVNA FEST vai acontecer online, dia 29 de agosto (sábado), no canal do YouTube do LVNA Art. O cast do evento reúne grandes nomes da música pesada nacional e a atração internacional BloodHunter, da Espanha. A vocalista do grupo é Diva Satanica, atual frontwoman da Nervosa. Todas as bandas participantes desta edição contam com mulheres na sua formação. Online - YouTube LVNA Art - www.youtube.com/lvnaartfest
- Na quinta-feira (27), pela primeira vez no Brasil, serão sorteados 10 pares de ingressos vitalícios, um benefício exclusivo para os membros do Rock in Rio Club, da categoria Rock Star. O sorteio será exibido ao vivo da Cidade do Rock, e comandado pelo CEO do festival, Luis Justo, que também responderá a perguntas previamente enviadas pelos membros do Rock in Rio Club Rock Star. O evento acontecerá a partir das 17h30 e, para assistir, basta acessar club.rockinrio.com.br/rockstar.
- Neste sábado, dia 29 de agosto, acontece a segunda edição online do Lvna Fest, a partir das 20h. O Final Disaster estará entre as 22 bandas que compõem o cast do festival.
Para mais informações, acesse a página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1556475684557400/
O evento reúne bandas de várias vertentes do rock e metal e o destaque nesta edição é que todas as bandas participantes contam com mulheres na sua formação com o objetivo de mostrar a força e união femininas na cena. Também por esse motivo, o evento será beneficente, em prol da ONG Mulheres da Luz, um coletivo que busca promover cidadania e garantia de direitos humanos para mulheres em situação de prostituição na cidade de São Paulo. As bandas que farão parte do festival, são Able to Return, Abstracted, Anama, BloodHunter, BrightStorm, Dark Valley, Divine Pain, Endigna, Fenrir's Scar, Final Disaster, FlowerLeaf, Flowers to the Ground, Hamen, Inanimalia, INRAZA, Lasting Maze, Lia Kapp, No One Spoke, Quantum, Sacrificed, Sinaya, Voccatus. A transmissão do festival será realizada no canal do festival no YouTube: www.youtube.com/lvnaartfest
O vocalista do Slipknot, Corey Taylor, lançou nesta quarta-feira, 19 de agosto, o clipe da música “Black Eyes Blue”. É uma amostra do primeiro álbum solo que chegará aos fãs no último trimestre de 2020.
“CMFT”, que é uma abreviação de “Corey Mother Fucking Taylor”, é o nome do disco, que será lançado mundialmente em 2 de outubro pela Roadrunner Records.
Taylor, que também é vocalista do Stone Sour, finalmente se arriscou com um trabalho solo, sem deixar as bandas de longa data de lado.
O clipe de “Black Eyes Blue” contou com direção de DJay Brawner.
A música vem num estilo muito mais para Stone Sour do que para o sempre pesado Slipknot.
O primeiro clipe ligado ao disco de Taylor foi o da música “CMFT Must Be Stopped”, que contou com várias participações especiais, como as de Marilyn Manson, Lars Ulrich (Metallica), Rob Halford (Judas Priest) e Scott Ian (Anthrax), entre outros.
“CMFT Must Be Stopped” traz mais peso do que “Black Eyes Blue”, mas também caminha por um lado mais ligado ao hip hop, sem deixar o rock de lado.
O álbum “”CMFT” foi gravado no Hideout Studio em Las Vegas, com o produtor Jay Ruston.
A banda que acompanha Taylor traz Christian Martucci (guitarra), Zach Throne (guitarra), Jason Christopher (baixo) e Dustin Robert (bateria).
- A banda grega Black Fate acaba de lançar o single “Savior Machine”, de seu novo álbum “Ithaca”, que será lançado no próximo dia 23 de outubro pela gravadora italiana Rockshots Records.
Escute “Savior Machine”: YouTube - https://youtu.be/UPLtmcqVtDM. Formada por Vasilis Georgiou (vocal), Gus Drax (guitarra), Vasilis Liakos (baixo) e Tsintzilonis Nikos (bateria), o Black Fate tem como influência bandas como Dream Theater, Fates Warning, Kamelot, Nightwish, Iron Maiden, Dio e outros. Os músicos esperam apresentar sua mistura de power metal progressivo no próximo álbum e que agrade os fãs ao redor do mundo.
- Os mineiros do Sepulchral Voice, junto com outras grandes bandas nacionais e internacionais, confirmou a presença na 3º Edição do Metal com Batata Stay Home Festival. Esse evento online será realizado dia 21 de agosto, das 21h às 23h, no canal oficial do programa Metal com Batata no YouTube (https://www.youtube.com/c/METALCOMBATATA) e terá transmissão simultânea da web rádio Rádio Baixada Santista, de Santos/SP.
- Na sexta-feira, 21 de agosto, será oficialmente lançado o EP de estreia da banda Resist, “Existencial”. De forma diferente da grande maioria, os dois músicos do projeto, apresentam o novo registro de estúdio ao vivo via live de YouTube. O EP contará com quatro músicas autorais, onde muita técnica, destreza, versatilidade desta dupla, poderão ser conferidas nas canções criadas por Paulo Chiguara (Baixo/Voz) e Lucas Medeiros (bateria). Assista pelo link https://www.youtube.com/channel/UCkKQh3RWrclP7a2Vi1pfc7w
O Samson é uma banda daquelas que deveriam ter estourado e influenciado milhões de seguidores. Na onda do renascimento do heavy metal britânico, estava destinada a brilhar e a liderar aquele novo movimento, mas acabou sucumbindo ao maior radicalismo e peso do Iron Maiden. Como punição maior, perderia para os rivais até mesmo o seu segundo maior trunfo, o vocalista.
Liderada por um ótimo guitarrista, Paul Samson, mas não carismático, a banda estava mais próxima, em termos sonoros e estéticos, do Judas Priest.
Samson resistiu a chamar um segundo guitarrista e assistiu atordoado o atropelamento do próprio Priest, do Maiden e do Def Leppard, todos com duas guitarras, gêmeas ou não.
É essa banda controversa que terá seus três primeiros CDs lançados no Brasil pela primeira vez pela Hellion Records, selo paulistano que já foi uma importante loja de CDs na Galeria do Rock.
"Survivors", "Head On" e "Shock Tactics" mostram um grupo vigoroso em seu hard'n'heavy temperado por solos furiosos e bons riffs baseados no blues e no classic rock, lembrando levemente alguns momentos do Whitesnake daquela época.
Paul Samson já chamava a atenção no circuito mais pesado de Londres, mas era muito mais cultuado pelos músicos do que propriamente pelo público em si, tanto que "Survivors", o primeiro álbum, de 1979, não chamou a atenção, embora já trouxesse, em algumas músicas , um novato de voz poderosa, Bruce Dickinson. A versão brasileira, remasterizada, terá nove faixas bônus.
Um vocalista bom de garganta e de palco era o que faltava para a banda, diziam amigos e jornalistas ao guitarrista que se sentia desconfortável como líder e dono.
Dickinson caiu perfeitamente no cargo e a banda deu um salto de qualidade. As letras melhoraram um pouco e o som ficou mais pesado.
"Head On", o segundo álbum, de 1980, apresenta algumas canções importantes e colocam o Samson entre as principais bandas novas da Inglaterra.
Observando hoje, 40 anos depois, fica claro que faltava alguma coisa para o quarteto, que demorou a descobrir o que faltava, mesmo com um cantor ótimo. A demora foi fatal, e contribuiu para isso a relutância de Samson de entender o momento e abraçar o tal do heavy metal. Ficou para trás.
O segundo álbum era melhor do que o primeiro, mas oscilava na indecisão entre o hard rock setentista e os timbres mais pesados necessários que a concorrência impunha.
Quando a NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal), a nova onda do metal britânico, chegou de forma avassaladora, o Samson ainda estava indeciso, mesmo com o bom "Head On" para divulgar.
Indecisão que não ocorreu com o Saxon, que fazia sucesso no norte do país com seu primeiro álbum e com um som mais encorpado e pesado, com duas guitarras rugindo. Era uma banda de hard, assim como o Def Leppard, e as duas não hesitaram em mergulhar no heavy.
Quando entraram no estúdio para gravar "Shock Tactics", em 1981, havia tensão no ar e insatisfação artística. O Iron Maiden, desprezado pelos integrantes do grupo, e o Saxon já estavam voando, carregando consigo gente como Tygers of Pan Tang, Angel Witch e Raven. Precisariam ralar para a aproveitar a onda.
O terceiro álbum é o melhor e mais consistente dos três, mas já era tarde para mergulhar na nova onda. Samson ainda relutava em adicionar peso e mais guitarras e a falta de canções memoráveis, coisa que nunca faltou ao Judas Priest, ajudaram a pregar o rótulo de cult ao Samson. A edição brasileira terá três bônus e uma remasterização que vai ressaltar a boa guitarra de Paul, ainda agarrado ao som hard da década anterior.
O som quase punk do Iron Maiden desagradava a muitos músicos das "antigas" na cena e não encantava Bruce Dickinson, mas o vocalista não pestanejou quando, surpreendentemente, foi abordado por Steve Harris, o baixista do Iron Maiden, e o empresário Rod Smallwood ao final de um festival com o convite para assumir s vocais do Iron.
Semanas depois, o Samson, com a perda irreparável, quase implodiu e entrou em um período sabático. Prosseguiu por alguns anos, meio cambaleante, mas conseguindo se segurar com a aura cult, mas nunca explodiu, infelizmente. O guitarrista morreu em agosto de 2002, aos 49 anos, em consequência de um câncer.
Em um ano pavoroso para o mea em arcado musical, em todos os sentidos, é uma boa notícia a chegada em CD, pela primeira vez no Brasil, dos mais importantes trabalhos do Samson.
O grupo The Killers liberou no dia 14 de agosto mais uma amostra do novo álbum que lançará ainda em 2020. A bola da vez é a música “Dying Breed”.
O novo disco “Imploding the Mirage” deveria ter chegado ao público no dia 29 de maio, mas teve lançamento adiado por causa da pandemia de covid-19 que afetou o planeta.
A data exata agora é o dia 21 de agosto.
Antes da faixa “Dying Breed”, a banda havia lançado as faixas “My Own Soul’s Warning”, que contou com clipe, além das músicas “Fire In Bone” e boa “Caution”, esta também com o lançamento de um clipe.
“Imploding the Mirage” será o sexto álbum de estúdio do grupo.
O disco sucederá “Wonderful Wonderful”, que foi lançado em 2017.
- Depois de o lyric video de 'Fútil' ter ido ao ar pelo YouTube no dia 31 de julho, a faixa chega às plataformas digitais e é uma prévia do álbum 'Lies Inside Delusion', que a banda Broken & Boned produz desde 2019. 'Fútil' é um death metal melódico criado por Carlos Nava (guitarrista e vocalista), Marcelo "Marshall" Alencar (guitarrista), Lúcio de Paula (baixista) e André Cecim (baterista). A canção ainda conta com o ex-vocalista Rômulo Portela, que deixou a banda recentemente para cuidar de projetos pessoais. O single foi gravado e produzido pela própria banda no Legacy Studio, em Belém/PA, onde os músicos produzem o próximo full length. A riqueza de climas e o groove sempre presente na música do Broken & Boned, ganharam uma pegada mais agressiva, neste que é o primeiro registro de André no grupo. Confira a canção pelo Spotify em https://spoti.fi/2PLRbKt
- Acaba de ser lançado o primeiro vídeo clipe oficial da banda gaúcha Evilcult para a faixa "At the Darkest Night". Presente no CD “At the Darkest Night”, a música foi escolhida por ser empolgante e que demonstra as diversas influências de Lucas “From Hell” (guitarra/vocal) e Mateus “Blasphemer” (bateria). O vídeo foi produzido por Maicon Benato da Nitro Sound & Vision, com o apoio do estúdio Cosmic Music e do bar Ferrovia Live. Assista ao vídeo clipe de “Drunk by Goat's Blood”: https://www.youtube.com/watch?v=x8GP5_VbP7s
- O Mississippi Delta Blues Festival (MDBF) chega à sua 13ª edição em 2020 com novidades. Além da confirmação do evento presencial, previsto para ocorrer entre os dias 19 e 22 de novembro, o maior festival de blues da América Latina agora também terá uma nova casa - o Parque de Eventos da Festa da Uva. Com cerca de 35 mil m² de área, a remodelação do MDBF ocupará os espaços das Réplicas, Som e Luz e Espaço Multicultural do complexo, em Caxias do Sul (RS). A mudança de local já vinha sendo analisada desde a última edição do MDBF e foi baseada em requisitos como acessos, transporte, estacionamento, possibilidade de remodelação do evento, entre outros (ver lista completa abaixo). Além disso, o Parque de Eventos da Festa da Uva também representa o berço da colonização italiana na cidade, servindo como homenagem à cidade que acolheu o festival de blues há 12 anos. A mudança de local também vai de encontro às necessidades requeridas para o atual momento, segundo os organizadores: serão cerca de 16m² por pessoa, haverá ampliação do número de palcos, demarcação de lugares nas arquibancadas e a realização de um evento totalmente ao ar livre. Em caso da não realização do festival em novembro, os ingressos já adquiridos continuarão válidos para o evento, independentemente da data a ocorrer. Os ingressos para a 13ª edição do Mississippi Delta Blues Festival seguem à venda, com preços promocionais. Interessados em adquirir seu passe para podem fazê-lo pelo link bit.ly/mdbf2020. Em 2020, o MDBF promove a Clarksdale Edition, em homenagem à cidade considerada berço do Blues. Clarksdale é uma localidade cercada por plantações de algodão, e está localizada no Delta do Mississippi. Conhecida como terra natal de muitos músicos do Blues, Clarksdale é famosa pelo cruzamento da Highway 61 com a Highway 49. Essa encruzilhada supostamente seria a "Crossroads", conhecida pela lenda que envolve Robert Johnson — no local Johnson teria vendido sua alma em troca do dom para tocar violão.
Detonautas em ação no Rock in Rio (FOTO: DIVULGAÇÃO/ROCK IN RIO)
Tristeza, melancolia e nem um pouco de esperança. As tradicionais canções da banda Detonautas Roque Clube, repletas de críticas sociais e de questionamentos, mas sempre com um fundinho de otimismo, ao menos, parecem guardadas em uma gaveta à espera de dias melhores.
"Carta ao Futuro", o mais recente single da banda, é uma animação funesta e sombria, com zumbis vestidos com camisas da seleção brasileira dominando a paisagem e muito pouco a esperar em relação a dias melhores. Provavelmente, é o libelo mais contundente do rock nacional sobre os preocupantes tempos em que vivemos.
A letra é do vocalista Tico Santa Cruz, um dos artistas brasileiros mais engajados na luta pelos direitos humanos e pela preservação de avanços sociais.
Formado em ciências sociais, é um músico que tem uma visão bem abrangente sobre os graves problemas econômicos brasileiros e é um incansável defensor da democracia, por mais que, paradoxalmente, seja uma "vítima" dela, pois e alvo constante de discursos de ódio e de ameaças diversas, inclusive da esquerda, campo ideológico onde costuma ser incluído.
Com produção do vocalista, de Phil e Renato Rocha, "Carta ao Futuro" tem participação especial do
multi-instrumentista e produtor Marcelo Sussekind, que toca guitarra na faixa e assina a mixagem.
O clipe de animação é simples e bem feito e transmite alguns sentimentos manifestados por parte da população que não compactua com os desmandos do presidente nefasto Jair Bolsonaro e sua trágica gestão que minimiza a pandemia do coronavírus e endossa a destruição do meio ambiente, entre outros "crimes".
Em resumo, está tudo lá, na canção e no vídeo: o desastre na gestão da saúde, em plena pandemia, as alegorias fascistas e as tentativas de golpear e enfraquecer a democracia.. As trevas que caem sobre nossa sociedade são retratadas e simbolizadas por meio de zumbis que aterrorizam Brasília, acompanhados de um forte aparato repressivo e seitas obscurantistas.
"Desejamos que a música seja uma carta em defesa da democracia e do social do nosso país", diz Tico Santa Cruz de uma forma um pouco pretensiosa, mas necessária. Será que terá a força necessária para provocar algum tipo de reflexão?
Uma banda brasileira com aspirações internacionais, com instabilidade na formação e três CDs na bagagem, decide gravar um show no exterior para virar um DVD. Muita ousadia para um grupo que não é Sepultura, Angra ou Krisiun?
Até pode ser, mas não poderíamos esperar nada diferente do Noturnall, uma banda que filmou o seu primeiro show da carreira e o transformou em um poderoso DVD, passando por cima do nervosismo e do desentrosamento.
"Made in Russia" é um trabalho requintado e de qualidade ótima gravado durante a turnê russa de 2019 ao lado dos americanos do Disturbed. Uma estratégia arriscada, já que os russos estavam ali para ver os americanos.
O grupo fez shows em Moscou, Yekaterineburgo e São Petesburgo. A receptividade surpreendente reforçou a convicção de que era uma boa ideia lançar comercialmente as filmagens.
"A situação inteira foi um verdadeiro sonho pra gente! Excursionar com uma das maiores bandas do mundo, num país com uma cultura tão diferente e sermos recepcionados pelo público daquela forma incrível, como se estivéssemos em casa? Foi um dos momentos mais mágicos de nossas carreiras!", relembra o vocalista Thiago Bianchi.
A plateia estava na expectativa de saber do que se tratava aquele quarteto brasileiro que, de antemão, sabia-se que fazia um som completamente diferente do que o Disturbed faz. Mistura de power metal com som extremo mais moderno, quase metalcore. Pode dar certo em uma turnê?
Foi um batismo de fogo para uma banda quase que totalmente reformulada e contando definitivamente com o norte-americano Mike Orlando como guitarrista, um músico tarimbado e veterano que também integra o Adrenaline Mob, por enquanto em férias prolongadas.
Com Henrique Pucci na baterial e Saulo Xakol no baixo, o grupo fica mais pesado e cru sem os teclados de Junior Carelli, que saiu em 2018 junto com o fundador Fernando Quesada, que é baixista.
"É um som diferente, com nova pegada e outro horizonte. E devo dizer que sou abençoado, porque a nova formação se entrosou de tal forma que ampliou as nossas possibilidades", comenta Bianchi bastante animado.
O Noturnall nunca teve medo de arriscar, e a ideia de abrir para os americanos deu certo. Os russos aparentemente se entusiasmaram com a música agressiva, mas melódica, dos brasileiros e curtiram bastante.
Sempre em busca da inovação, a decisão de liberar o DVD na íntegra na internet surpreendeu de certa forma, mas tem a ver com o grave momento em que vivemos, com a pandemia incontrolável de coronavírus que castiga o Brasil. São quase 110 mil mortos e 3,3 milhões de infectados.
"Com tudo parado, tivemos de repensar uma série de estratégias e adiar planos. Pareceu-nos necessário criar alternativa para manter o nome em evidência e mostrar que as coisas estão acontecendo e que podem acontecer. De certa forma, foi uma necessidade", diz Bianchi.
Reclamar é algo que não passa pela cabeça do vocalista, que é um especialista em enfrentar desafios e questões delicadas. Venceu duas graves doenças e evitou o fim do Noturnall três vezes quando do desmantelamento das formações - isso para não falar na rápida decisão de mudar tudo quando houve a cisão da segunda formação do Shaman, entre 2011 e 2012, dando origem ao Shaman.
Com a preciosa ajuda de Mike Portnoy (ex-baterista do Dream Theather), Bianchi formatou vários projetos em 2019, que incluíram uma turnê de sucesso pelo Brasil tendo-o como convidado especial e lançando um single/clipe - "Scream! For!! Me!!!", que estará no próximo CD, "Cosmic Redemption" - em que ele participa de forma magistral.
"Todos aprendemos demais com Portnoy, que virou quase que um produtor de nossos shows, um mentor mesmo. Ao fim de cada apresentação, ele reunia todo mundo e fazia uma reunião de avaliação. O cara tinha filmado o show e, na boa, dizia onde poderíamos melhorar e onde tínhamos detonado. É de um profissionalismo extraordinário. Ele faz parte, de forma integral, de nosso universo", finaliza Bianchi.
- O quarteto hardcore Escombro lança "Cicatrizes", EP de cinco músicas já nas principais plataformas de streaming via Canil Records. Com sonoridade encorpada, moderna e letras desafiadoras, mas também contestadoras e otimistas, a banda de São Paulo eleva o gênero a outro patamar e, claro, com muitos riffs, coros, breakdowns e linhas vocais faladas. Ouça aqui: https://bit.ly/CicatrizesEP. O título é a síntese do debate que o Escombro sempre propõe. “Não deixe que as dores, feridas e cicatrizes tomem conta de você, elas têm que servir de aprendizado, te construir como pessoa. São marcas que te fazem crescer e chegar ao lugar onde se encontra hoje”, fala o vocalista Jota. Como em lançamentos anteriores (o single ‘O Peso de Sobreviver’ e o EP ‘Eutanásia Social, além do álbum homônimo, de 2017), o Escombro em Cicatrizes é um rolo compresso político, crítico da censura e do cerceamento de qualquer liberdade, da violência, da desigualdade social e da corrupção, mas é também uma banda que propõe reflexões pessoais em cima de temas atuais.
- O Me Chama de Zé segue firme fazendo a divulgação de seu EP autointitulado, e nessa tarefa, acaba de anunciar que disponibilizou para audição completa em seu canal no YouTube, o single da faixa “São Paulo”. Você pode fazer a audição da música no link https://youtu.be/xE9VC1brYY8
- A 3ª edição do Armageddon Metal Fest acaba de confirmar a banda argentina Climatic Terra no line-up do evento que está agendado para o dia 29 de maio, no Joinville Square Garden. Formada em 2003, os hermanos estão promovendo o seu quarto elogiado álbum "Anatomy of Despise". No entanto, por conta da pandemia, o grupo está aproveitando este momento para produzir um novo disco, ou seja, existe uma grande possibilidade de eles mostrarem material inédito durante a performance no festival. Com Leonardo Báez (baixo), Lisandro Elzegbe (bateria), James Crowley (vocal), Nahuel Soto (guitarra) e Leonel Di Stefano (guitarra), o Climatic Terra traz uma sonoridade bastante atual, apostando em um thrash metal moderno com boas influências do death metal sueco.
O relato que fiz no último final de semana a respeito do "cancelamento" de artistas negros no rock por uma gama de fãs brasileiros e até estrangeiros chamou a atenção para vários casos corriqueiros que ainda ocorrem.
O texto repercutiu, e um dos leitores, que é negro e um dos comandantes deste Combate Rock temporariamente hospedado no Superball Express, nos alertou a respeito de Derrick Green, o vocalista do Sepultura.
Mauricio Gaia jogou luz sobre uma lamentável omissão de minha parte ao "vomitar" minha indignação com uma série de "cases" que insistem em tentar mostrar que o rock não é um ambiente agregador para artistas negros.
Se, de forma surpreendente, o Body Count, banda de metal liderada pelo ator e rapper Ice-T, tem grande aceitação entre o público branco no Brasil e nos Estados Unidos - graças, em grande parte, ao endosso de grandes nomes do rock pesado que adoram banda de músicos negros -, Green ainda continua penando em alguns ambientes para mostrar o seu valor.
Integrante oficial do Sepultura há 22 anos, Derrick Green, ex-cantor underground nos Estados Unidos e ex-segurança de casas noturnas, enfrentou esperadas resistências por substituir o que era considerado o líder da banda brasileira, o vocalista e guitarrista Max Cavalera. Sofreu o mesmo tipo de rejeição que Blaze Bayley teve no Iron Maiden e Tim "Ripper" Owens no Judas Priest.
As críticas sempre foram diretas - cantava mal, não tinha postura de palco, a voz era muito diferente e inadequada, não morava no Brasil, nunca aprendeu o português direito, torce para o Palmeiras porque puxava o saco do amigo Iggor Cavalera, ex-baterista da banda...
No fim do rosário, vinha, de forma velada, a restrição de ser negro cantando heavy metal, um feudo considerado branco até a medula até na Europa.
Saem os descendentes de italianos Cavalera, brancos e quatrocentões paulistanos (apesar de os irmãos terem nascido em Belo Horizonte, em Minas Gerais) e entra um "gigante de ébano" de dois metros de altura que "mais grita do que canta", que não toca instrumentos e que (supostamente) não compõe.
Felizmente, fui poupado diretamente dos comentários racistas explícitos a respeito da chegada de Derrick ao Sepultura. Tentei puxar pela memória, mas lembro apenas de amigos comentarem, horrorizados, que escutaram e leram declarações de "amigos" criticando a escolha de um "negro" para ser a voz da maior banda brasileira.
"De quem banda nojenta de rap resgataram esse cara?", me disse nesta semana um bom amigo, que ouviu isso daquele que o ensinou tudo sobre rock, o seu mentor, um dos irmãos mais velhos.
Derrick Green (extrema esquerda) com o Sepultura (FOTO: DIVULGAÇÃO)
Nos grupos que frequento nas redes sociais tentei vasculhar alguma referência racista a Derrice k Green, mas não encontrei. Já houve tempo suficiente para uma acomodação e o público nacional já se acostumou com o "negrão" deu nova vida ao Sepultura.
Mas foi só perguntar a alguns amigos mais velhos e conhecedores da banda para que histórias de racismo contra o cantor do Sepultura ressurgissem.
Dou o devido desconto por conta do tempo e de eventuais falhas de memória, mas dos seis caras com quem falei nestes dias, todos se lembram de ter lido ou presenciado, ao menos uma vez, referências racistas a Derrick Green nos primeiros anos de sua trajetória no Sepultura.
Muitas vezes, os comentários eram feitos em tom de indignação mesmo sem que os autores tivessem ouvido o cara cantar. Ser negro incomodava, e as referências estéticas risíveis - "não combina com a banda, negro não tem nada a ver com heavy metal", ouviram esses amigos nos primórdios da internet e nos primeiros shows com a nova formação.
O vocalista do Sepultura é um cara muito inteligente, gentil e boa gente. Tem uma casca duríssima por ter sofrido na pele o racismo nojento norte-americano e ter um jogo de cintura admirável por suportar o conservadorismo e os preconceitos inerentes a um gênero musical que se fossilizou com o tempo. E sabia exatamente o que iria encontrar quando aceitou cantar mo Sepultura.
Não deve ter sido agradável ter que lidar com um racismo originado de um ressentimento esdrúxulo de fãs inconformados, mas sua firmeza de caráter e sua resistência foram recompensadas pelos 22 anos de carreira ao lado dos brasileiros.
Curiosamente, abordando um outro espectro do rock nacional, nunca ouvi nada racista contra Clemente Nascimento, dos Inocentes e da Plebe Rude.
Nome fundamental do punk brasileiro, até onde ouvi e sei, sempre foi respeitadíssimo no rock, apesar de sua origem punk e na periferia, ambientes onde onde os negros roqueiros circulavam sem grandes problemas e podiam desfrutar, de certa forma, de uma maior fraternidade e solidariedade.
* Axe of God é um pseudônimo esdrúxulo escolhido pelo executivo de uma empresa de tecnologia da informação que trabalha em São Paulo. Pediu para não ser identificado por temer represálias nos grupos físicos de que participa e também nas redes sociais. Apesar de repudiar o que lê e o tipo de conversa que rola nestes ambientes, pretende continuar participando até para que possa estudar o comportamento dessa gente e constatar, de forma triste e abjeta, como o rock no Brasil está se tornando cada vez mais preconceituoso, cheio de ódio e racista. De forma relutante, concordou em dar esse depoimento ao Combate Rock/Superball Express por considerar importante explicitar os rumos que nossos ambientes estão tomando.
- A banda The Secret Society lançará, no próximo dia 9 de setembro, o álbum “Rites Of Fire” via Red Records Music. Com músicos experientes e um background impressionante, o grupo, formado das cinzas da banda cult Primal, traz toda a escuridão do death rock, o brilho das guitarras do hard rock mesclando perfeitamente elementos do pós-punk, com as vibrações niilistas do gothic e o peso do heavy metal. “Rites Of Fire” foi gravado nos estúdios Nico’s e The Secret Bunker, em Curitiba (PR). A produção tem a assinatura do músico e arranjador Luciano Nunes em conjunto com a banda. A mixagem e masterização ficou a cargo do renomado Adriano Daga. A arte da capa foi desenvolvida por Alysson Pugas e as fotografias são de Daniele Durães.
- “Predatory”, novo álbum dos gigantes thrashers do Scars foi oficialmente lançado via Brutal Records (EUA/Canadá), Proper Music (Europa) e Voice Music (Brasil), e para comemorar esse feito a banda soltou o novíssimo vídeo/single para a emblemática faixa "Sad Darkness Of The Soul", cuja temática é uma das mais fortes que o ser humano vem sofrendo atualmente, o mal da depressão. Repleta de mensagens positivas, apoio e ajuda, esse vídeo foi todo dirigido por Ronaldo Del Vecchio (Na Lupa Produções) e editado por Ulisses Simionato (Santo Filme Produções). Confira o vídeo de "Sad Darkness Of The Soul" em: https://youtu.be/Lk2rqAEIxx0
- A suspensão dos shows, causada pela covid-19, afetou diretamente a todos os envolvidos com o mercado do entretenimento. Os profissionais das áreas de produção técnica, produção executiva e comunicação trabalham, na maioria dos casos, de maneira independente e atendem a diferentes produtoras. Entre as pessoas que mais trabalharam com a Overload nos últimos anos (um grupo de 14 profissionais), uma parte está com dificuldades financeiras decorrentes da falta de eventos. Por isso, criamos a campanha SOS Crew, uma série de ações e produtos com lucro repassado diretamente à equipe:
- Rifa com sorteio de ingressos para shows e brindes;
- Opção de doação direta;
- Venda de itens colecionáveis e merchandising oficial.
Primeiro foram os policiais e agentes de segurança que ameaçaram toda a sociedade assim que as urnas confirmaram a vitória do nefasto: "Agora as coisas vão mudar, tudo mundo vai ter de seguir a cartilha, senão o pau vai comer".
Depois vieram as ameaças e intimidações físicas e psicológicas nas escolas, nos clubes, nas filas de ônibus e nas mesas de bares e restaurantes.
Os agressores escolheram suas cores e trataram de empestear todos os ambientes.
Ninguém estava a salvo das garras dos beligerantes, que patrulhavam tudo e espalhavam sua moral duvidosa e seu comportamento delirante, insano e criminoso, tudo sob a aprovação de grande parte da população depois de apenas três meses de governo totalitário.
Esse é o resumo do que os alemães viveram entre janeiro e maio de 1933, os primeiros atos do governo nazista liderado por Adolf Hitler, que assume após nova crise política em que nenhum partido consegue formar a maioria parlamentar. Hitler resolveu isso implantando um ditadura com amplo apelo popular e destrói a democracia em menos de 40 dias.
O resuminho, com certa parcimônia, pode ser aplicado aos primeiros meses do governo Jair Bolsonaro, de inspiração fascista e tendências altamente autoritárias. E lendo o livro "As Primeiras Vítimas de Hitler - Em Busca de Justiça", de Timothy Wybeck, as semelhanças e "coincidências" assustam.
Mesmo frágil, a democracia brasileira mostra vitalidade e resistência, ainda que tenha de enfrentar a indiferença burra de grande parte da população brasileira.
Diante da resistência, o fascismo insidioso tenta outros caminhos. Bolsonaristas, em todos os níveis de governo, buscam intimidar adversários e todo opositor com os famigerados dossiês, coisa típica de ditaduras da pior espécie.
E parte do Ministério da Justiça aparelhado por tipinhos dos mais espúrios os ataques à democracia, seja com a produção de dossiês pra perseguir funcionários públicos "dissidentes", seja para usar a Polícia Federal para intimidar jornalistas que criticam o incompetente presidente.
Infringindo a lei, o ministro lamentável da Justiça negou a responsabilidade pelo dossiê, foi desmentido e simplesmente ignorou uma convocação do Congresso para se explicar, o que muitos juristas consideram crime.
O mesmo tempo, o ser deplorável, que se chama André Mendonça, coloca a Polícia Federal para intimidar jornalistas, Hélio Schvartsman, colunista da Folha de S. Paulo, por ter feito fortes críticas ao presidente nefasto e por escrever que poderia ser bom para o país e para o combate à pandemia a morte de Bolsonaro, então contaminado pela covid-19.
O tese é estapafúrdia e o texto ruim - coisa raríssima, pois o jornalista é culto, bom profissional e escreve muito bem. Para ele, a eventual morte de Bolsonaro seria um boa notícia, já que, como negacionista e sabotador dos esforços contra o vírus, só atrapalhava na crise sanitária.
A Polícia Federal, a mando de Mendonça, o intimou a depor em um inquérito constrangedor, ao qual ele provavelmente deve ignorar e não comparecer. E faz muito bem diante da escalada de ataques contr a imprensa.
Os dois fatos - o dossiê e o ataque ao jornalista - infelizmente estão sendo normalizados pela própria imprensa e pelos setores mais combativos e esclarecidos da sociedade. São dois fatos gravíssimos que, em países sérios, teriam derrubado facilmente o governo.
Escancaradamente fascista, neste momento, o governo Bolsonaro, inexistente em todos sentidos e sob qualquer tipo de ponto de vista, acirra o confronto na tentativa de controlar a narrativa política que lhe dê algum fôlego para a corrida eleitoral de 2022. Só a sua base fiel de eleitores estúpidos não será suficiente para a sua reeleição.
E é aterrador constatar que muitos setores importantes da sociedade chafurdam momentaneamente na indigência intelectual ao relativizarem os perigos e ameaças à democracia e á liberdade de expressão.
São muitos os artistas e intelectuais que menosprezam o episódio do dossiê contra antifascistas e a ridícula intimação do jornalista pela Polícia Federal.
Dependendo das consequências e desdobramentos dos dois fatos, é possível que tenhamos o acirramento dos ânimos a "subida das apostas" por parte do governo federal.
No caso de Schvartsman, é necessário que todas as instituições civis importantes do país se manifestem contra o arbítrio e a perseguição e se unam em torno da liberdade de expressão para colocar o governo podre de Bolsonaro e sua Polícia Federal em seus devidos lugares.
Normalizar mais esses atentados aos direitos fundamentais de nossa sociedade (ainda) livre é conceder preciosa munição aos fascistas que esperam por brechas para minar a democracia e atacar seus adversários.
Esse governo genocida e que depreda direitos humanos, civis e trabalhistas está sendo pouco acossado pela sociedade que pensa e que exige o respeito à Constituição e às leis. Está muito reativa e pouco ofensiva.
É necessário um clamor mais forte para forçar o governo a abandonar as tendências autoritárias e encerrar qualquer iniciativa de perseguição a adversários.
Dossiês e "listas de inimigos" são tudo o que as milícias extremistas de direita querem para "neutralizar" os supostos inimigos. Para esses lixos humanos, inimigos são todos os que criticam esse governo ridículo, ou seja, todos os seres que pensam em nossa sociedade.
Quando a cerveja é mais importante o que a educação de nossos filhos, quando a praia é mais atrativa do que a preservação da saúde coletiva e quando as pessoas acham normal acusar uma criança de dez anos grávida de assassina por querer abortar após um estupro é sinal de que falhamos totalmente.
A família miliciana que empesteia o o governo, em meio ao desespero e à incompetência, escancarou as portas para todo tipo de fundamentalismo político e religioso e decidiu que armas devem ter isenção de impostos, enquanto que livros têm de ser ainda mais taxados.
Diante da maior crise sanitária da história da humanidade, ministros incapazes e insensíveis parecem viver em outro planeta, defendendo cortes nos orçamentos da saúde e da educação para agradar militares omissos, ociosos e preguiçosos, que devem ser aquinhoados com aumento de verba em 2021 - uma verba que torna a área militar mais beneficiada do que a educação, como se o país ostentasse resultados maravilhosos em todos os patamares de ensino.
Com o mundo pegando fogo e a sociedade se deteriorando em todos os níveis, vemos artistas vomitando a favor de políticas que depredam direitos e que sabotam auxílios emergenciais para profissionais da cultura e do entretenimento.
O mesmo artista conservador que clama por ajuda e reivindica o mais do que necessário auxílio apoia um governo nefasto e com tendência fascista, o mesmo que sabota a concessão do dinheiro emergencial para a classe artística, que só verá, se é que verá, a verba em 2021
O que impede essa camada da população de enxergar os perigos e as armadilhas que a extrema direita espalha para aparelhar e contaminar a sociedade com suas ideias medievais?
Como é possível que gente que vive de arte, de cultura, e que deveria privilegiar a informação de qualidade endosse a inquisição contra uma criança que precisa desesperadamente de auxílio para abortar uma gravidez resultado de abuso?
Em que momento essa gente abandonou os preceitos da humanidade e da solidariedade em favor de um fundamentalismo desprovido de inteligência e decência?
Como pode músico que se diz libertário e roqueiro abraçar causas indefensáveis de cunho religioso e ideológico dos mais atrasados que, em última instância, lhe prejudicará pessoalmente, seja com o fim da democracia, com a instauração da censura ou mesmo com perseguição política meramente por conta de sua atividade profissional?
A cegueira ideológica aliada à profunda indigência intelectual que contaminou o meio musical brasileiro, especificamente, produz cenas lamentáveis e declarações deploráveis, que vão da defesa pura e simples da censura a quem é contra Jair Bolsonaro, o presidente nefasto, até a proposição de criar critérios políticos para a concessão dos benefícios emergenciais propostos pela Lei Aldyr Blanc.
Em que ponto da história essa gente foi contaminada pela burrice ou sofreu deformação irreversível de caráter?
Houve músico de certo prestígio que não viu nada de errado na proposta de taxar os livros, que é coisa de "elite", como dizem os integrantes do Ministério da Economia. "Antes os livros do que os instrumentos musicais", brincou o tal cidadão, que apagou logo depois o comentário esdrúxulo - como se instrumentos musicais, com preços inacessíveis para a maioria da população, não fossem coisa de "elite" e, portanto, passíveis de aumento de impostos em uma segunda etapa.
Essa gente jamais vai admitir que votou em um governo incapaz, incompetente, covarde, corrupto e mentiroso, por mais que alguns tentem se distanciar de certos extremismos e fundamentalismos.
Entretanto, escorregam sempre quando tentam se desculpar e relativizar reproduzindo o mesmo rol de mentiras e desonestidades intelectuais, como se, dentro de sua deformação de caráter, as justificativas de apoiar um conservadorismo predatório e lesivo a qualquer interesse social e nacional pudessem compensar eventuais danos à vida de milhões. A gestão catastrófica da pandemia é o maior exemplo de como o bolsonarismo é destrutivo.
A eleição de 2018 afrontou o bom senso, mas evidenciou de forma clara que a polarização e a divisão social profunda só beneficiam a extrema direita, a mesma que mentiu descaradamente em suas propostas e que segue a passos firmes na imposição de uma agenda medieval de costumes e práticas políticas corruptas com base religiosa e no estelionato eleitoral.
A divisão social ganha ares de guerra civil no momento em que a desumanidade e a perversidade entram em campo. Só isso explica o "resgate" de ideias arcaicas e posturas antidemocráticas
em pleno século XXI, com flertes diários com o totalitarismo e com o estelionato religioso praticado por muitos políticos e pastores.
Assim como a imensa maioria da população alemã abraçou o nazismo por medo, mas também por pragmatismo e pela ojeriza a qualquer tipo de democracia, no Brasil de 2020 ficaram raízes profundas a desfaçatez e o cinismo de imensa parcela da sociedade que sempre cultivou o ódio, o preconceito e o racismo. Isso sempre fez parte de nossa vida cotidiana, mas parecia estar perdendo terreno nos últimos anos.
Bolsonaro nos fez o favor de explicitar que isso nunca ocorreu. Adormecidas, a perversidade e a desumanidade se tornaram a base de uma ideologia canhestra baseada no ódio, no preconceito e no moralismo mais abjeto com base religiosa.
Somos uma sociedade perversa e intolerante, que é descrente na igualdade e que abraça sem pudor o capitalismo predatório fundado no oportunismo sórdido do lema "o que eu ganho com isso?".
Não há chance de conciliação no Brasil no médio prazo. A sociedade cindida vai continuar erguendo barreiras enquanto a intolerância extremista e fundamentalista de direita mantiver pelo menos um dos pés no poder.
E perceber que pate expressiva da classe artística compactua com esse clima beligerante e apoia um programa de destruição de direitos, que certamente se voltará contra eles próprios, é apenas o sintoma mais explícito de que intolerância, mais do que um instrumento ideológico, é uma política de Estado.
E então percebemos que a perversidade e a desumanidade se tornaram elementos indispensáveis para erodir os fundamentos da sociedade democrática e depredar reputações e biografias.
Esse clima sombrio explica e justifica a existência de um dossiê antifascista produzido dentro do Ministério da Justiça. E então chega o momento em que devemos tomar cuidado ao dobrar cada esquina ao sair de casa. Perdeu quem apostou que esse dia nunca chegaria.
- Quinze anos após seu lançamento, a música “Anacrônico”, da Pitty, ganha uma versão muito especial num dueto dela com a cantora e compositora baiana Josyara. Tudo começou quando Pitty viu, na internet , um vídeo de Josyara cantando e tocando “Anacrônico” no violão. Ela gostou tanto que teve a ideia de fazerem uma versão juntas. Assim, a cantora enviou sua gravação para Pitty, que inseriu percussão, piano e fez alguns vocais. “Algumas músicas atravessam o tempo e em cada escuta surge um novo sentir; ideias, vontade de realizar qualquer coisa: o movimento. Para mim ‘Anacrônico’ é tudo isso. Quando ouvi tive coragem, levei para o repertório do meu primeiro show aos 14 anos. Recentemente tive desejo de cantar de um jeito diferente mas com o mesmo despertar de antes. Alegria maior ainda é poder compartilhar com Pitty, grande influência que me trouxe para tantos lugares de sons e delírio de ser artista” – contou Josyara.
- A banda paulistana Apokrisis lançará dia 14 de agosto, em todas plataformas digitais, o single "Absinthe From The Gods", faixa que estará presente no tão aguardado novo álbum do quarteto, "Misanthropy", com previsão de lançamento para o final de 2020. "Absinthe From The Gods" foi composta por Rodrigo Sanner, Evandro Bezerra, Emerson Soares, Alexandre Tamarossi e Thiago Schulze, com letras por Rodrigo Sanner e capa por Emerson Soares.
- O baterista, Ângelo Petterson assume as baquetas da banda Mortifer Rage. É considerado um dos melhores instrumentistas de metal extremo de Minas Gerais.
Nelson Souza Lima - especial para o Combate Rock/Superball Express
Rebelde por natureza o punk surgiu objetivando derrubar os muros da desigualdade. Com discursos, letras, riffs furiosos e muita atitude em prol de uma sociedade equânime as bandas punks (normalmente, já que tá tudo tão louco) são contrárias a governos totalitários.
Seguindo esta linha a recém-criada O Preço mostra no álbum de estreia seu inconformismo, marcando terreno contra o atual ocupante da cadeira presidencial.
"Acho o Bolsonaro um pateta incompetente, tiozão do chinelo Rider, mas essa é a minha opinião", diz o líder da banda, Christian Targa.
Mais conhecido como Gordo o cara empunha a guitarra e vocifera versos que escancaram as mazelas sociais sendo figura carimbada na cena punk rock. Por mais de 20 anos esteve à frente do Blind Pigs, grupo emblemático da época no underground brasuca.
Com "O Preço", o cara volta ao street punk, mostrando pros "nutellas" de plantão, como se faz punk roots. Riffs e solos cortantes de guitarra, bateria reta e baixo com linhas envolventes dão o alicerce para o vocalista evidenciar sua postura contestatória, botando a contumaz rebeldia pra fora.
"Ainda sofremos os mesmos problemas e dificuldades, nesse ponto nada mudou. Porém muitas coisas mudaram pra pior, é praxe usar as letras para protestar, montar linhas de raciocínio, conclusões, mas eu gosto de tentar escrever de uma forma que a pessoa tenha uma identificação imediata, independente de pra qual time ela torce, afinal os problemas são de todos, todo mundo no mesmo Titanic, mas também tento deixar claro de que lado estamos, o lado do bom senso, lado do povo, lado dos mais necessitados, lutar contra o racismo e contra as injustiças do mundo é uma obrigação de todos nós, independente da sua crença em A ou B", atesta Targa.
Completam o grupo Luccas (guitarra/vocal), Marcos Rolando (baixo/vocal) e Mário Rolim (bateria) , sendo este responsável pela identidade visual e todo material de divulgação dos caras. Abaixo a entrevista na íntegra que Christian Targa concedeu por e-mail, falando de punk, roqueiros reaça, governo sem direção e, claro, o álbum estreante D'O Preço. Confira:
O Preço (FOTO: DIVULGAÇÃO)
Superball Express- Começando pelo básico e direto. Como surgiu a ideia da banda e por que O Preço? Christian Targa - O Preço começou a ser trabalhado logo após a minha saída do Blind Pigs, passamos por algumas formações até chegar na formação que gravou o disco, mas logo após o lançamento nós chamamos o Luccas para compor a segunda guitarra e dividir alguns vocais comigo.
SBE - Você já tá na estrada há um bom tempo. Esteve à frente da Blind Pigs por mais de 20 anos. Como analisa a cena punk? O movimento está em qual momento? Uma vez que com o passar do tempo houve uma mudança no cenário com bandas novas surgindo e mostrando postura mais branda em relação ao sistema?
CT - Acho que o discurso ainda é o mesmo, lutar contra tudo que é errado no mundo, botar toda rebeldia pra fora, sobre tudo o que nos incomoda na vida, politicamente, psicologicamente, ideologicamente, já diziam os Garotos Podres, "eu não gosto do governo, não confio no presidente, eu não acredito na ordem e progresso", é incrível como essa frase e tantas outras do punk são atemporais, Ainda sofremos os mesmos problemas e dificuldades, nesse ponto nada mudou. A cena punk teve um boom nos fim de 98, 99 em São Paulo, com a abertura do Hangar 110, que fortaleceu muito todas as bandas do estilo, hoje em dia tem menos público nos shows, mas foi uma queda gradual ao longo dos anos, mas ainda existem pessoas de bom gosto musical por ai, ufa.
SBE- No caso d'O Preço a sonoridade é bem roots. Com riffs e solos diretos, baixo marcado e batera reta. As letras falam das mazelas sociais atirando contra políticos corruptos, irracionalidade humana, instituições bancárias e desigualdade. No atual momento fazem mais sentido que nunca. Fale sobre isso.
CT - Sim, como te disse acima, muita coisa no mundão não mudou, e muitas mudaram pra pior, é praxe usar as letras para protestar, montar linhas de raciocínio, conclusões, mas eu gosto de tentar escrever de uma forma que a pessoa tenha uma identificação imediata, independente de pra qual time ela torce, afinal os problemas são de todos, todo mundo no mesmo "Titanic", mas também tento deixar claro de que lado estamos, o lado do bom senso, lado do povo, lado dos mais necessitados, lutar contra o racismo e contra as injustiças do mundo é uma obrigação de todos nós, independente da sua crença em A ou B. SBE - A ascensão de Jair Bolsonaro ao poder produziu uma situação esquisita entre os roqueiros. Muitos que "estavam escondidos no esgoto do autoritarismo" fizeram emergir seu discurso de ódio. O que pensa disso?
CT - É uma pena, o radicalismo, independente do lado, não leva a lugar nenhum. Eu até me esforço pra entender o porquê algumas pessoas votaram no presidente, mas não consigo entender por que ainda o apoiam, depois de tanta presepada, tanto descaso com a pandemia e com a própria cultura, da qual esses músicos fazem parte, mas, cada um acredita no que quer, desde que não afete ou acerte o próximo, desde que haja respeito, eu acho o Bolsonaro um pateta incompetente tiozão do chinelo Rider, mas essa é a minha opinião.
SBE - Como foi o processo de produção do disco? Você é o letrista principal. Como foi chegar a estas quatorze músicas?
CT - Foi um processo longo de uns dois anos, fazendo muita letra, muita música, aos poucos elas foram criando forma e passando por algumas "peneiras", aproveitando os arranjos de cada formação, ate chegar o momento de gravar, fiz todas as músicas e letras com exceção de "Unidos Somos Reis" na qual foi feita pelo batera Mário Rolim , ai fiz algumas adaptações em letra e melodia, assinamos a música juntos, e com certeza virão mais dessas parcerias com os caras, é fundamental a participação de todos nos próximos processos de composição. SBE- O disco foi lançado em 2019 e neste ano vocês divulgariam, principalmente em shows, contudo a pandemia paralisou todos os eventos. Como estão divulgando?
CT - Nós fizemos todo um planejamento de shows para 2020, mas quando a pandemia começou nós tivemos que cancelar mais de 14 shows só no primeiro semestre, SP, interior de SP e em outros estados, outras datas marcadas para o segundo semestre ainda serão adiadas, mas sem previsão. A banda no momento está cumprindo a risca a quarentena, apenas lançando produtos como bonés, camisetas, patches, também divulgando o disco nas plataformas digitais e os nossos dois clipes.
SBE - Uma vez que rádios comerciais dão pouco (ou nenhum espaço) pra divulgar o trabalho das bandas que buscam alternativas nas plataformas digitais. Vocês trabalham muito isso?
CT - Sim, temos alguns conhecidos que tocam nossos sons na rádio aberta, caso do mestre Clemente e o Thiago DJ, mas somos mais tocados em rádios independentes, Antena Zero, Mutante Rádio, Real Punk Rádio entre outras. Mas o nosso disco está disponível em todas as plataformas digitais, incluindo o Bandcamp, muito usado fora do Brasil. O disco foi lançado em uma parceria com a Detona Records e a Vertigem discos no Brasil, nos EUA pela Otitis Media Records do Texas, e na Europa pela Comandante Records, todos os selos fazem um belo trabalho conjunto de divulgação e distribuição, tive muita sorte em achar parceiros especiais para esse lançamento.
SBE - No texto de apresentação é citada questão de liberdade e recomeço. Você tem no Preço toda a liberdade que não teve em outras bandas/projetos? O Preço tem a cara do Gordo?
CT - Eu sempre tive muita sorte também em trabalhar com pessoas que me deram total liberdade artística, gravei só o que eu quis gravar, como eu quis, foi assim a vida inteira, n'O Preço não seria diferente, 100% minha cara! Eu me considero um sortudo em ter essa liberdade, o aval dos selos, investidores, carta branca, me considero um afortunado por isso.
Comemorar os 20 anos de um lançamento importante repetindo a dose? É o que o Metallica decidiu fazer em 2020 em meio à pandemia e também diante das crônicas épocas de estiagem criativa.
"S&M 2" é uma espécie de reprise da megabanda de heavy metal para celebrar o platinado "S&M winth San Francisco Symphonic Orchestra, de 1999, provavelmente o lançamento de rock com orquestra mais bem-sucedido da história.
Sem a presença do espertíssimo e competente maestro Michael Kamen, já falecido, restou à banda repetir a ideia com a mesma orquestra, na mesma cidade e tentando ousar no repertório. Nada original - aliás, passando bem longe da inovação.
A crise sanitária mundial enfraqueceu o impacto do novo CD duplo, que estava sendo esperado desde o ano passado, quando foi gravado. Diante da escassez de produtos novos, os fãs se apegaram a esse repeteco.
Sem muito alarde, o trabalho chegou às plataformas digitais e tem ares de superprodução, tanto em áudio com em vídeo, como era esperado no padrão Metallica.
A banda continua poderosa e deu mais espaço para a orquestra, que finalmente bastante coisa ao som pesado dos thrashers, ao contrário do primeiro volume, de 1999.
Quando ao repertório, como já sabido, poucas surpresas. Aliás, quase nenhuma, o que causou certa frustração. Nem mesmo algumas das boas canções de "Death Magnetic" e "Hardwire..." marcam presença.
A aposta foi nos clássicos certeiros, incluindo coisas dos contestados discos dos anos 90, como "Load" - a banda realmente adora a música "Memory Remains".
O fim do CD 2 traz um sopro de coisas diferentes, com a sequência "Moth Into Flame", "The Outlaw Torn", "No Leaf Clover" e "Halo On Fire", canções mais recentes e menos óbvias.
É um trabalho legal e supre a falta de coisas inéditas ou novas, mas na realidade pouco acrescenta à discografia do grupo. É mais do mesmo, o que não quer dizer que seja ruim. No entanto, em rela~~ao a bandas do tamanho do Metallica, sempre esperamos mais e o melhor.
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Confira todos os formatos disponíveis:
CD 1
1 – The Ecstasy Of Gold
2 – The Call of Ktulu
3 – For Whom the Bell Tolls
4 – The Day That Never Comes
5 – The Memory Remains
6 – Confusion
7 – Moth Into Flame
8 – The Outlaw Torn
9 – No Leaf Clover
10 – Halo On Fire
CD 2
1 – Intro to Scythian Suite
2 – Schythian Suite, Opus 20 II: The Enemy God and the Dance of the Dark Spirits
3 – Intro to The Iron Foundry
4 – The Iron Foundry, Opus 19
5 – The Unforgiven III
6 – All Withing My Hands
7 – (Anesthesia) – Pulling Teeth
8 – Wherever I May Roam
9 – One
10 – Master of Puppets
11 – Nothing Else Matters
12 – Enter Sandman
DVD / BLU-RAY
1 – Menu (com “Moth Into Flame”)
2 – Intro (com “Wherever I May Roam” e “All Within My Hands”)
3 – The Ecstasy Of Gold
4 – The Call of Ktulu
5 – For Whom the Bell Tolls
6 – The Day That Never Comes
7 – The Memory Remains
8 – Confusion
9 – Moth Into Flame
10 – The Outlaw Torn
11 – No Leaf Clover
12 – Halo On Fire
13 – Intro to Scythian Suite
14 – Schythian Suite, Opus 20 II: The Enemy God and the Dance of the Dark Spirits
15 – Intro to The Iron Foundry
16 – The Iron Foundry, Opus 19
17 – The Unforgiven III
18 – All Withing My Hands
19 – (Anesthesia) – Pulling Teeth
20 – Wherever I May Roam
21 – One
22 – Master of Puppets
23 – Nothing Else Matters
24 – Enter Sandman
25 – Credits
26 – Behing the Scenes: Making of the Show
26 – All Within My Hands Promo
FILME DIGITAL
1 – Intro (com “Wherever I May Roam” e “All Within My Hands”)
2 – The Ecstasy Of Gold
3 – The Call of Ktulu
4 – For Whom the Bell Tolls
5 – The Day That Never Comes
6 – The Memory Remains
7 – Confusion
8 – Moth Into Flame
9 – The Outlaw Torn
10 – No Leaf Clover
11 – Halo On Fire
12 – Intro to Scythian Suite
13 – Schythian Suite, Opus 20 II: The Enemy God and the Dance of the Dark Spirits
14 – Intro to The Iron Foundry
15 – The Iron Foundry, Opus 19
16 – The Unforgiven III
17 – All Withing My Hands
18 – (Anesthesia) – Pulling Teeth
19 – Wherever I May Roam
20 – One
21 – Master of Puppets
22 – Nothing Else Matters
23 – Enter Sandman
24 – Credits
LP 1 / LADO UM
1 – The Ecstasy Of Gold
2 – The Call of Ktulu
3 – For Whom the Bell Tolls
LP 1 / LADO DOIS
1 – The Day That Never Comes
2 – The Memory Remains
3 – Confusion
LP 2 / LADO TRÊS
1 – Moth Into Flame
2 – The Outlaw Torn
LP 3 / LADO QUATRO
1 – No Leaf Clover
2 – Halo On Fire
LP 3 / LADO CINCO
1 – Intro to Scythian Suite
2 – Schythian Suite, Opus 20 II: The Enemy God and the Dance of the Dark Spirits
3 – Intro to The Iron Foundry
4 – The Iron Foundry, Opus 19
5 – The Unforgiven III
LP 3 / LADO SEIS
1 – All Withing My Hands
2 – (Anesthesia) – Pulling Teeth
3 – Wherever I May Roam
LP 4 – / LADO SETE
1 – One
2 – Master of Puppets
LP 4 / LADO OITO
1 – Nothing Else Matters
2 – Enter Sandman