segunda-feira, abril 28, 2008

A final do cavalo branco


Por ROBERTO VIEIRA
Publicado no Blog de Juca Kfouri



Há 85 anos o futebol não era o rei dos esportes.

Era o plebeu dos esportes.

Mas o dia 28 de abril de 1923 mudou a história do futebol.

O primeiro jogo oficial em Wembley. Wembley ainda inacabado.

A final da FA Cup entre Bolton Wanderes e West Ham.

Um belo dia de primavera em Londres com a presença do Rei George V.

Quase uma tragédia.

Pra quem imagina as multidões no Maracanã em 1950, surpresa!

Mais de 250 mil pessoas assisitiram o jogo em Wembley.

126.047 pagantes. O restante, invadindo até o campo de jogo.

Mas, os tempos e os ingleses eram outros. A multidão no centro do gramado estava de bom humor.

E o constable George Scorey montado em Billy, seu cavalo branco, conseguiu levar os torcedores até na beira do gramado.

Onde ficaram até o fim do jogo.

Jogo que não precisou de linhas laterais, nem linhas de fundo.

As quatro linhas do gramado eram humanas. Como nas peladas de fim de semana.

Quando a bola batia em um torcedor era lateral, escanteio ou tiro de meta.

O primeiro gol foi marcado por David Jack.

Mas foi o segundo que entrou para a história.

O atacante J.R. Smith do Bolton chutou. A bola entrou no gol e voltou.

Rebatida por torcedores que estavam... dentro da barra.

O Bolton Wanders venceu por 2 x 0.

O Rei voltou plebeu para seu palácio.

E o futebol mostrou quem era o Rei. Do Império Britânico. E do mundo.

Com a ajuda inestimável de Billy.

Pra completar, um tributo recente.

Uma nova ponte para pedestres foi construída nas cercanias do Estádio de Wembley em 2006.

Foi lançada uma votação pela BBC para batizar a ponte.

Adivinhem quem venceu a votação na frente de Alf Ramsey, Bobby Charlton e Geoff Hurst?

Pois é!

Com um terço dos votos, a ponte se chama 'A Ponte do Cavalo Branco'!

Há 85 anos o futebol não era o rei dos esportes.

Era o plebeu dos esportes.

Mas o dia 28 de abril de 1923 mudou a história do futebol.

terça-feira, março 11, 2008

Brasileiros sofrem para entrar na Espanha há anos, diz pesquisadora


GABRIELA MANZINI
da Folha Online


Faz tempo que os brasileiros sofrem para entrar na Espanha, de acordo com a jornalista Dalva Aleixo Dias, que conclui uma tese de doutorado pela Universidade de La Laguna, na Espanha, sobre a imagem dos brasileiros na imprensa espanhola. "Quantas pessoas foram maltratadas antes que essas histórias mais recentes fossem publicadas? Isso só veio à tona porque, agora, há universidades por trás."

Na semana passada, dois mestrandos foram barrados ao passar por Madri (Espanha) com destino a Lisboa (Portugal). O caso detonou um mal-estar entre Brasil e Espanha no que diz respeito à imigração.

Segundo Dias, no período em que ela morou na Espanha, entre 1996 e 1999, a imprensa espanhola publicou casos de uma brasileira estuprada pelos policiais da imigração e de um brasileiro que não agüentou a pressão da investigação para entrar no país --que já durava dois ou três dias-- e se enforcou, no aeroporto.

No mesmo período, Dias afirma que teve a sua permanência no país ameaçada após um bate-boca com um funcionário do setor de imigração --ele mandou que ela voltasse "de vez" para o Brasil-- e teve a filha de 5 anos empurrada escada abaixo por um grupo de colegas de escola que, havia alguns dias, a chamavam de "porca americana".

Ela conta que os espanhóis mantêm um estereótipo de que os brasileiros ou são do mundo do espetáculo (profissionais de capoeira ou samba) ou da prostituição. "Depois de um tempo, convencidos de que eu era diferente, arrumaram uma maneira de me 'espanholar'. Eu passei a ser 'Dalba' e não 'Dalva'; 'Alexio' e não 'Aleixo'; 'Diaz' e não 'Dias'. E se você é branco e tem ascendência européia, não é considerado brasileiro. É um europeu que, por acaso, nasceu no Brasil. Daí, vale a lei do sangue."

Para Dias, o preconceito contra os brasileiros é conseqüência da péssima imagem do país no exterior. "Para eles, nós sempre fomos um destino exótico no qual nós éramos os selvagens e eles, os evoluídos. De repente, na década de 80, eles se tornaram o destino, entraram numa crise financeira e se sentiram invadidos. O imigrante, fragilizado, virou bode expiatório para justificar o que eles não conseguem resolver."

De acordo com a pesquisadora, na análise da imprensa espanhola, ela concluiu que, lá, a vida dos brasileiros "não vale nada". "Se uma brasileira é morta, ela seduziu alguém e foi um crime passional. Se um brasileiro é morto, ou ele era homossexual e seduziu alguém --e foi crime passional-- ou ele era traficante --e foi queima de arquivo."

Dias afirma que a má imagem é fruto, principalmente, de uma propaganda institucional ruim; das histórias de violência que a imprensa brasileira passa à européia; e da vantagem que os espanhóis levam no mercado turístico, quando depreciam o Brasil. "Nas ilhas Canárias, eles patentearam a marca Carnaval e contrataram brasileiros para ensinar a sambar, costurar fantasias e compor sambas-enredo. Eles, agora, dizem que têm o segundo maior Carnaval do mundo, com a vantagem da segurança."

Tratado

Nos últimos dez anos, a situação melhorou, na opinião da pesquisadora. Ela afirma que, cada vez mais, os imigrantes deixam de ser vistos como "ladrões de empregos" para serem vistos como fator de impulso para a economia. "Com a entrada do capital espanhol no Brasil, nós viramos parceiros. E o Brasil tem crescido em questões políticas, diplomáticas."

O primeiro passo para a solução do problema, para a pesquisadora, seria a criação de um tratado de tratamento de imigrantes. "No Brasil, nós fazemos um esforço absurdo para falar no idioma deles, para que eles nos entendam, para que se sintam em casa. Não somos cordiais, somos quase servis. Quando chegamos lá, se você não conhece bem o idioma ou os costumes do país, eles simplesmente nos viram as costas."

Para Dias, os brasileiros não podem continuar sem proteção. "O governo precisa estar mais atento para defender os cidadãos, onde quer que eles estejam."

quarta-feira, março 05, 2008

Será que regrediremos ao século XI?



São raras as entrevistas nas páginas amarelas de Veja que têm sido relevantes nos últimos anoas. Finalmente, nesta semana, a geneticista Mayana Zatz, autoridade mundial no assunto e líder no Brasil em pesquisas com células-tronco, foi definitiva ao tratar do assunto:

Veja – As pesquisas com células-tronco embrionárias encontram-se proibidas no Brasil sob o argumento de que vão contra dois princípios constitucionais: o de que a vida é inviolável e o que garante a dignidade da pessoa. Como a senhora avalia essa proibição?
Mayana – Essa proibição é absurda. Inviolável é a vida de inúmeros pacientes que morrem prematuramente ou estão confinados a uma cadeira de rodas e poderiam se beneficiar dessas pesquisas. É preciso entender que os cientistas brasileiros só querem fazer pesquisa com os embriões congelados que permanecem nas clínicas de fertilização, e sempre com o consentimento do casal que os gerou. Se o casal, por algum motivo religioso ou ético, for contra doar seus embriões, não precisará fazê-lo. Deve-se lembrar que o destino dos embriões que não forem utilizados para pesquisa é ficar congelados até ser descartados. Estamos falando de embriões que nunca estiveram num útero, nem nunca estarão. Não existe nenhuma possibilidade de vida para eles.

Veja – Afinal, quando começa a vida? Do ponto de vista da ciência, o embrião é um ser humano?
Mayana – Não existe um consenso sobre quando começa a vida. Cada pessoa, cada religião tem um entendimento diferente. Mas existe, sim, um consenso de que a vida termina quando cessa a atividade do sistema nervoso. Quando o cérebro pára, a pessoa é declarada morta. Pelo mesmo raciocínio, se não existe vida sem um cérebro funcionando, um embrião de até catorze dias, sem nenhum indício de células nervosas, não pode ser considerado um ser vivo. Pelo menos não da forma que entendemos a vida. Por isso, todos os países que permitem pesquisas com embriões determinam que eles devem ter no máximo catorze dias de desenvolvimento. Os embriões congelados que se quer usar no Brasil têm ainda menos tempo, entre três e cinco dias.

Morre Jeff Healey



O guitarrista canadense JEFF HEALEY morreu no último domingo vítima de um câncer contra o qual batalhava há tempos. Healey tinha apenas 41 anos, e seu mais recente disco, "Among Friends", será lançado esta semana.

Healey perdeu sua visão ainda bebê, graças a um raro tipo de câncer denominado retinoblastoma, e com apenas três anos de idade começou a tocar guitarra. Por ser cego, desenvolveu um estilo peculiar de tocar, com a guitarra apoiada em seu colo. Com sua JEFF HEALEY BAND, gravou discos de enorme sucesso, que chegaram a ser indicados ao Grammy. Tocou e gravou ainda com artistas de renome, como B.B. KING, STEVIE RAY VAUGHAN, GEORGE HARRISON, MARK KNOPFLER e IAN GILLAN, entre muitos outros.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Pergunta que não quer calar do dia



Quando é que vão expulsar o reitor da Universidade de Brasília (UnB) após o escândalo da "decoração" de R$ 500 mil do apartamento funcional do cidadão? Nunca esqueçam o nome do cidadão: Timothy Mullholland.

A perseguição cubana aos roqueiros




Se não bastasse a perseguição política que o governo cubano castrista e pseudocomunista empreendeu contra a oposição, vem à tona agora informações sobre a perseguição cultural que o aparato repressor daquela ditadura bananeira do Caribe moveu contra as bandas de rock. Convenientemente, a mídia internaiconal, como um todo, de forma conivente, ignorou o assunto. Mais informações aqui.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

PARCERIA INACEITÁVEL


Por MARCOS FONSECA


Retirado do Blog de Juca Kfouri e Blog Santista

Se ninguém brecar, vem coisa pior que rebaixamento por aí. E agora, o que será do Peixe? Sinceramente, na situação atual, o que menos me preocupa é o rebaixamento, porque ainda evitável, mesmo com os Betões e Marcinhos Guerreiros que formam esse não-time. Cair é contingência do esporte e já vitimou clubes quase tão grandes quanto o Santos. O Milan italiano, por exemplo. Nos momentos difíceis, quem tem história e tradição junta os cacos, esquece as picuinhas, aposta na união e ressurge ainda mais engrandecido. Faz do tombo um épico, pela elegância com que se levanta.

No Santos, após oito anos de administração oropéia e da ampliação do poder da família Teixeira sobre o clube, o buraco é mais embaixo. Pior do que o time caminhar a passos largos para a segundona é entregar-se ao bando de urubus que voam cheios de apetite no céu da nossa desgraça. Os primeiros passos nessa direção foram dados em 2004, quando o futebol santista passou a ser terceirizado por Vanderlei Luxemburgo. A ida do treinador para o Real Madrid, em 2005, representou unicamente um intervalo, para que nossa brilhante diretoria testasse definitivamente a própria incompetência e para que Cafa Luxa voltasse, no ano seguinte, ainda mais prestigiado, onipotente e voraz.

Nos últimos dois anos, a rapinagem virou coisa de profissionais e ganhou estrutura empresarial. O Santos foi a encubadora que gerou a associação mafiosa e o laboratório em que as ações criminosas foram experimentadas. A rede – inicialmente limitada aos negócios do treinador com fornecedores preferenciais e restrita ao âmbito do clube –, rapidamente cresceu, criou ramificações e ampliou seu campo de atuação. Pelo menos na maior parte do ano passado, Luxemburgo foi pago pelo Santos, mas de fato trabalhou full time pela WL Sports e seus parceiros.

Não é segredo que, por trás da contratação de cinco jogadores do Bragantino pelo Corinthians, em meados do ano passado, esteve o dedo do treinador santista. Também foi o Santos que bancou a montagem da equipe profissional multidisciplinar que hoje Luxemburgo distribui entre os clubes com os quais mantém vínculos formais e informais. Grande parte foi com ele para o Palmeiras, mas há alguns bem situados no Corinthians (o ex-jogador Antonio Carlos Zago e o médico Joaquim Grava), outros menos festejados no Joinville e sabe-se lá quantos mais em outras agremiações.

Quando se juntam os fios que ligam Traffic, Luxemburgo, Juan Figger, Wagner Ribeiro, Sondas, Chedid e outros investidores e agenciadores, têm-se a dimensão da trama. Nela, unificam-se as pontas dos negócios do futebol, com vistas exclusivamente aos interesses do grupo. É uma ameaça e tanto, ainda não percebida pelos clubes, em especial aqueles dirigidos com visão imediatista e em maiores dificuldades. Para estes, a aproximação com esse tipo de gente é encarada como solução para o descalabro administrativo a que estão submetidos.

O Santos parece perto de cair no canto da sereia. Esgotada toda sua capacidade de planejamento – historicamente resumida à entrega alternada do time, ora a Leão ora a Luxemburgo –, Marcelo Teixeira está sendo seduzido pelo ex-inimigo público número 1 Wagner Ribeiro, aquele que se notabilizou pelo assédio despudorado a jovens jogadores e seus familiares. É esse aliciador de menores que está convencendo nosso perspicaz presidente a fechar acordo com a holding da quadrilha.

Na Vila, apenas Leão parece pressentir o perigo. Mas o treinador não enxerga muito além de suas desavenças pessoais com Luxemburgo e determinados empresários de jogador de futebol. Não vê por completo o tamanho da encrenca reservada aos que sucumbirem à tentação de vender a alma ao diabo. Porque é isso mesmo o que vai acontecer com o Santos e com todo clube que cair nessa conversa. Todos se transformarão em meros participantes de um consórcio, sujeitos às regras impostas pelo administrador do negócio e submetidos aos seus desígnios comerciais.

*Marcos Fonseca é jornalista, foi editor do "Fantástico" nos anos 80 e é torcedor santista.

http://www.blogsantista.com.br/marcao/

PARCERIA INACEITÁVEL


*Por MARCOS FONSECA

Retirado do Blog de Juca Kfouri e do Blog Santista

Se ninguém brecar, vem coisa pior que rebaixamento por aí. E agora, o que será do Peixe? Sinceramente, na situação atual, o que menos me preocupa é o rebaixamento, porque ainda evitável, mesmo com os Betões e Marcinhos Guerreiros que formam esse não-time. Cair é contingência do esporte e já vitimou clubes quase tão grandes quanto o Santos. O Milan italiano, por exemplo. Nos momentos difíceis, quem tem história e tradição junta os cacos, esquece as picuinhas, aposta na união e ressurge ainda mais engrandecido. Faz do tombo um épico, pela elegância com que se levanta.

No Santos, após oito anos de administração oropéia e da ampliação do poder da família Teixeira sobre o clube, o buraco é mais embaixo. Pior do que o time caminhar a passos largos para a segundona é entregar-se ao bando de urubus que voam cheios de apetite no céu da nossa desgraça. Os primeiros passos nessa direção foram dados em 2004, quando o futebol santista passou a ser terceirizado por Vanderlei Luxemburgo. A ida do treinador para o Real Madrid, em 2005, representou unicamente um intervalo, para que nossa brilhante diretoria testasse definitivamente a própria incompetência e para que Cafa Luxa voltasse, no ano seguinte, ainda mais prestigiado, onipotente e voraz.

Nos últimos dois anos, a rapinagem virou coisa de profissionais e ganhou estrutura empresarial. O Santos foi a encubadora que gerou a associação mafiosa e o laboratório em que as ações criminosas foram experimentadas. A rede – inicialmente limitada aos negócios do treinador com fornecedores preferenciais e restrita ao âmbito do clube –, rapidamente cresceu, criou ramificações e ampliou seu campo de atuação. Pelo menos na maior parte do ano passado, Luxemburgo foi pago pelo Santos, mas de fato trabalhou full time pela WL Sports e seus parceiros.

Não é segredo que, por trás da contratação de cinco jogadores do Bragantino pelo Corinthians, em meados do ano passado, esteve o dedo do treinador santista. Também foi o Santos que bancou a montagem da equipe profissional multidisciplinar que hoje Luxemburgo distribui entre os clubes com os quais mantém vínculos formais e informais. Grande parte foi com ele para o Palmeiras, mas há alguns bem situados no Corinthians (o ex-jogador Antonio Carlos Zago e o médico Joaquim Grava), outros menos festejados no Joinville e sabe-se lá quantos mais em outras agremiações.

Quando se juntam os fios que ligam Traffic, Luxemburgo, Juan Figger, Wagner Ribeiro, Sondas, Chedid e outros investidores e agenciadores, têm-se a dimensão da trama. Nela, unificam-se as pontas dos negócios do futebol, com vistas exclusivamente aos interesses do grupo. É uma ameaça e tanto, ainda não percebida pelos clubes, em especial aqueles dirigidos com visão imediatista e em maiores dificuldades. Para estes, a aproximação com esse tipo de gente é encarada como solução para o descalabro administrativo a que estão submetidos.

O Santos parece perto de cair no canto da sereia. Esgotada toda sua capacidade de planejamento – historicamente resumida à entrega alternada do time, ora a Leão ora a Luxemburgo –, Marcelo Teixeira está sendo seduzido pelo ex-inimigo público número 1 Wagner Ribeiro, aquele que se notabilizou pelo assédio despudorado a jovens jogadores e seus familiares. É esse aliciador de menores que está convencendo nosso perspicaz presidente a fechar acordo com a holding da quadrilha.

Na Vila, apenas Leão parece pressentir o perigo. Mas o treinador não enxerga muito além de suas desavenças pessoais com Luxemburgo e determinados empresários de jogador de futebol. Não vê por completo o tamanho da encrenca reservada aos que sucumbirem à tentação de vender a alma ao diabo. Porque é isso mesmo o que vai acontecer com o Santos e com todo clube que cair nessa conversa. Todos se transformarão em meros participantes de um consórcio, sujeitos às regras impostas pelo administrador do negócio e submetidos aos seus desígnios comerciais.

*Marcos Fonseca é jornalista, foi editor do "Fantástico" nos anos 80 e é torcedor santista.

http://www.blogsantista.com.br/marcao/

Tempos ruins para a liberdade de expressão



Tristes tempos em que a liberdade de expressão e de opinião fique à mercê de juízes incompetentes e despraparados, bem como de interesses mesquinhos de herdeiros de legados artístico-culturais importantes. As filhas do escritor Guimarães Rosa querem impedir a publicação dos diários do autor quando foi cônsul brasileiro em Hamburgo, Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial. Não bastasse isso, querem retirar de circulação a primeira parte de uma biografia que está ans livrarias em Belo Horizonte. Elas são criminosas, praticam crime contra a humanidade. Do mesmo modo que Roberto Carlos quando vetou e foi à Justiça contra a publicação de sua (elogiosa) biografia. Vergonha total.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Vamso rasgar o Código Civil?




O caso em que a nadadora Joana Maranhão narra um suposto abuso sexual que teria sofrido na infância, quando treinava em Recife, é um dos maiores absurdos ocorridos neste começo deste ano. Abre um precedente muito perigoso, onde reputações podem ser destruídas por uma simples acusação que, no caso específico, é impossível de provar.

E tem gente aplaudindo a atitude irresponsável e criminosa da nadadora e de sua mãe, provavelmente para mascarar seus fracassos cada vez mais frequentes nas piscinas. E o pior é que a a revista Veja e um de seus colunistas parabenizaram a atleta neste ato criminoso de covardia.

É inadmissível que acusações graves de pedofilia como a de Joana Maranhão sejam feitas sem que haja o menor indício de prova. Não se trata de defender o hediondo comportamento criminoso de pedófilos, mas se trata de evitar que a calúnia, a injuria, a difamação e a injustiça ganhem fôlego em nossa sociedade.

Mais qualidade, menos audiência, mais ignorância



O texto abaixo, do editor de Variedades, do Jornal da Tarde, é o fiel retrato da sociedade brasileira. Ninguém quer cultura, ninguém quer educação, só novelas de baixo nível e Big Brothers. Deixei de acreditar faz tempo nessa sociedade medíocre e nojenta. Merece sustentar toda a incompetência e corrupção que cai em sua cabeça.

Pena que não passa no horário nobre

JÚLIO MARIA
do Jornal da Tarde

Quando a Globo quer, a Globo faz. A estréia de Queridos Amigos, na noite de segunda, foi uma mostra da potência dramatúrgica e técnica que a emissora se tornou, mas que, por razões comerciais, prefere ela mesma ignorar.
A história da turma que se conhece na década de 70 e que se reencontra dez anos depois, motivada por Léo (Dan Stulbach), tem tudo para atingir até o telespectador mais crítico. Sensibilidade sem pieguices. Diálogos sem correria. Emoção sem imposição. É a anti-novela das oito, que prende a audiência pela beleza de imagens e diálogos.
E aí vem a ‘maldição’ do Ibope. Queridos Amigos deu 22,6 pontos, bem abaixo da expectativa. Amazônia, de Gloria Perez, estreou com 34 pontos. JK, da mesma Maria Adelaide Amaral de Queridos, abriu com 39. Os jornalistas escrevem bem de Queridos Amigos em um parágrafo e colocam o fracasso de audiência logo abaixo. Estamos em uma enroscada. Assim como não pensamos em fazer jornal para nossos queridos amigos de redação, a Globo não deve pensar em fazer televisão para jornalistas.
Quando a qualidade sobe, a quantidade cai – é a lógica desde sempre. A Globo já aprendeu com fiascos do tipo A Pedra do Reino e criou em sua programação um sistema de cotas de produções de alto nível para agradar a um público que não é exatamente a massa.
Se quiser ver algo realmente bem escrito e bem filmado, o indivíduo terá de ficar acordado até umas 23h30, horário em que acaba o Big Brother Brasil e começa Queridos Amigos. Fazer o mesmo em horário nobre, jamais. A massa, verifica a Globo, não suportaria tanto refinamento.
O equívoco está na forma que vem o tal refinamento. A Pedra do Reino não pode ser usada como parâmetro para sustentar a teoria de que o povo não gosta de beleza. Aquilo foi uma aberração, um radicalismo prepotente que só quis esfregar o veja-o-que-podemos-fazer-na-TV na cara de quem cobra qualidade de uma emissora de televisão.
Queridos Amigos está em outro nível e nada irá resistir sobretudo à história que ela tem para contar. Com um ou 80 milhões de televisores ligados, o fato é que tem tudo para criar daquelas imagens que insistem em ficar na lembrança.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Empresário quer intimidar a imprensa

Editorial - O Estado de S. Paulo - 18 de fevereiro de 2008



Numa ação orquestrada para intimidar jornalistas e empresas de comunicação, fiéis e pastores da Igreja Universal do Reino de Deus ajuizaram dezenas de processos por dano moral contra os jornais Folha de S.Paulo e Extra. O primeiro jornal publicou em dezembro uma extensa reportagem mostrando como o fundador da seita, "bispo" Edir Macedo, usou o dinheiro do dízimo para montar um poderoso grupo empresarial, com o braço financeiro registrado no paraíso fiscal de Jersey. O segundo jornal noticiou a agressão a uma imagem de São Benedito - um santo católico - por um seguidor da Igreja, na Bahia.

Segundo a reportagem da Folha, o complexo empresarial de Edir Macedo é constituído por 23 emissoras de TV e 40 emissoras de rádio, o que o torna o maior proprietário de concessões do País. Além disso, o "bispo" evangélico é proprietário de 19 outras empresas, dentre as quais 2 gráficas, 1 imobiliária, 1 agência de turismo e 1 firma de táxi aéreo, todas registradas em nome de seus "pastores". A reportagem revelou ainda que a Universal arrenda as emissoras que integram a Rede Aleluia, que Macedo detém 99% das ações da TV Capital, geradora da Rede Record, e que ele tem à sua disposição um avião adquirido por US$ 28 milhões.

Nas dezenas de processos ajuizados contra a Folha, "pastores e fiéis" da Universal reivindicam indenizações de R$ 1 mil a R$ 10 mil, sob a justificativa de que a reportagem lhes causou prejuízos morais. Nas ações contra o Extra, os autores alegam que o objetivo do jornal não foi informar, mas provocar a "ira" dos católicos e criar um clima de "perseguição religiosa", submetendo os seguidores da seita ao "risco diário de sofrer agressões físicas e discriminações".

O que chama a atenção nessas ações de dano moral não é o baixo valor das indenizações pleiteadas nem a falta de fundamento nas justificativas, mas, sim, a estratégia utilizada pelo empresário para intimidar jornais e jornalistas. As ações contra o Extra foram ajuizadas não na cidade onde está a sede da empresa, mas em distintas comarcas no interior do Estado do Rio de Janeiro. Os processos contra a Folha foram protocolados em lugares ainda mais distantes - quase todos situados a cerca de 200 quilômetros da capital de diferentes unidades da Federação. E, embora as ações sejam individuais, quase todas as petições apresentam textos idênticos, deixando clara a existência de uma ação orquestrada.

Como os dois jornais têm de se defender em cada uma dessas comarcas, o expediente da Igreja os obrigou a contratar advogados nas cinco regiões do País, elevando significativamente os gastos das empresas que os editam. Além disso, como várias audiências foram marcadas no mesmo dia e em algumas cidades da Região Norte, cujo acesso somente se faz por barco, o departamento jurídico da Folha teve de montar uma logística especial para defender a empresa e a jornalista que assinou a reportagem. Muitos processos foram abertos em juizados especiais cíveis, o que, por lei, exige a presença do réu e aumenta os gastos das empresas com viagens e deslocamentos de advogados e jornalistas. E em vários processos os autores citam não somente os repórteres, mas também os diretores de redação - e todos são obrigados a comparecer às audiências, sob o risco de serem condenados à revelia.

Em nota de protesto, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) qualificou a estratégia da Universal como "intimidação ao livre exercício do jornalismo". Para a entidade, os "pastores" e fiéis que acionaram a Folha e o Extra não têm por objetivo "restabelecer a honra ou a verdade, mas apenas constranger empresas jornalísticas no seu dever de livremente informar a sociedade". "É uma tentativa espúria de usar o Poder Judiciário contra a imprensa e privar o cidadão do direito de ser informado", conclui a nota.

Felizmente, os magistrados encarregados de julgar esses processos já perceberam a má-fé dos reclamantes. Alguns juízes nem sequer acolheram as ações. E pelo menos um deles, Alessandro Pereira, da comarca de Bataguaçu, Mato Grosso do Sul, não só rejeitou sumariamente o pedido de indenização, como condenou o autor por litigância de má-fé. Com decisões como essa, a Justiça está tratando o querelante como o que ele realmente é - um ganancioso empresário bem-sucedido - e não como o pastor evangélico caluniado pelos inimigos da sua igreja, que é como ele se apresenta.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Rush prepara CD ao vivo "Snakes & Arrow Live"




De acordo com o site RushIsABand, o "Snake & Arrow Live", álbum duplo ao vivo do RUSH, previsto para sair em 8 de abril, conterá as seguintes faixas:

Disc 1:

01 - Limelight
02 - Digital Man
03 - Entre Nous
04 - Mission
05 - Freewill
06 - Monkey Business
07 - Larger Bowl
08 - Secret Touch
09 - Circumstances
10 - Between The Wheels
11 - Dreamline
12 - Far Cry
13 - Workin' Them Angels
14 - Armor And Sword

Disc 2:

01 - Spindrift
02 - The Way The Wind Blows
03 - Subdivisions
04 - Natural Science
05 - Witch Hunt
06 - Malignant Narcissism (Drum Solo)
07 - Hope
08 - Distant Early Warning
09 - The Spirit Of Radio
10 - Tom Sawyer
11 - Encore
12 - One Little Victory
13 - A Passage To Bangkok
14 - YYZ.
The Who prepara novo CD e deve lançar DVDs com shows antigos


do Whiplash e da Billboard




Parece que o "Endless Wire" primeiro álbum de inéditas do THE WHO após 24 anos, empolgou os dois membros remanescentes - o vocalista Roger Daltrey e o guitarrista Pete Townshend, já que este último afirma que eles estão trabalhando as idéias para um novo disco, que deve contar com o apoio do produtor T-Bone Burnett.

"Espero trazer canções num formato mais convencional para o novo álbum do The Who. Possivelmente faremos alguns shows na temporada de festivais do segundo semestre. Quero fazer isso apenas por diversão, não quero que isto se transforme em uma grande turnê, pois é necessário me manter focado no processo de composição", disse Pete.

E ainda este ano devem sair dois DVDs trazendo material registrado em 14 de dezembro de 1969 no London Coliseum - incluindo uma performance completa do "Tommy" - e outro filmado profissionalmente em 15 de dezembro de 1977 no Kilburn State Gaumont, para ser utilizado no documentário "The Kids Are Alright", mas que nunca foi lançado oficialmente até agora.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Um gênio falando dos gênios


do site Whiplash


"Led levou o Rock a outro nível", diz Roger Daltrey


Roger Daltrey falou sobre a importância de Robert Plant e do LED ZEPPELIN na edição da revista Classic Rock que está nas bancas (nos Estados Unidos).

Lembra Daltrey: "quando o Zeppelin apareceu eu achei que eles eram fantásticos. Um dos primeiros shows deles nos Estados Unidos foi abrindo pra gente, em Maryland. Eu fiquei do lado do palco e assisti o show dos caras e me lembro de achar que eles eram brilhantes... Meio que derivativos do Cream mas com muito mais peso. Robert era um vocalista de Rock'N'Roll. Jack Bruce era na verdade um vocalista de jazz e Blues. Mas Robert sabia como agitar".

Ele continuou a explicar como o Zeppelin acabou por definir as mudanças no Rock que começaram no final dos anos 60: "O Zeppelin pegou o Rock e o levou a outro nível. Havia poder ali. Eis que de repente aquela era uma nova forma de música. A cena musical da época estava começando a ficar um pouco cansada. Mesmo o (Jimi) Hendrix... estava indo por um caminho mais Jazz. O Zeppelin recuperou a cena".

Em 14 de dezembro, Daltrey se apresentou com o TRANS-SIBERIAN ORCHESTRA em Uniondale, Nova York, no Nassau Coliseum. O site Thewho.com informou que Daltrey se apresentou por 15 minutos e cantou os clássicos do THE WHO "Behind Blue Eyes", "Pinball Wizard" e "See Me, Feel Me".

Espera-se que o grupo saia em turnê ainda em 2008, apesar de ainda não haver ocorrido divulgação de datas ou locais. De acordo com informações desencontradas tanto de Daltrey quanto de Pete Townshend, é possível que a banda faça shows no Japão e na Austrália. Townshend, que aparentemente está compondo material para o sucessor do "Endless Wire", de 2006, declarou que espera também se apresentar na Inglaterra.

terça-feira, dezembro 25, 2007

A farsa chamada kaká e seu exemplo nesfato para a juventude


Texto publicado na Folha de S. Paulo de 15 de dezembro de 2007


JOSÉ GERALDO COUTO

Jesus, amor etc.

Kaká, como jogador, é o máximo, mas tomá-lo como modelo para os jovens é anacrônico e conservador

A escolha de Kaká como melhor futebolista do planeta não surpreendeu ninguém, pelo que ele jogou na temporada. O que me assustou um pouco foi ouvir no rádio e na televisão uma porção de gente exaltar o rapaz como "modelo positivo para a juventude". Ora, vamos combinar, Kaká fora de campo, à parte a beleza física evidente, é de uma insipidez espantosa. Mauricinho e carola, sua imagem corresponde a um bom-mocismo que eu julgava há muito superado. Não me entendam mal.

Nada contra ele casar virgem e estampar na camiseta que "pertence a Jesus". Mas daí a tomar isso como exemplo de caráter vai uma grande distância. Kaká, é bom lembrar, foi um dos primeiros a sair em defesa do casal Hernandes, os líderes da igreja evangélica Renascer em Cristo, que foram parar na cadeia por ludibriar a fé dos incautos e sonegar impostos. Apoio no mínimo questionável, a meu ver.

Ainda assim, problema dele. Mas há algo de profundamente regressivo em considerar esse tipo de comportamento como "sadio". Querer restaurar, a esta altura do campeonato, valores como a virgindade e a fé religiosa cega traz um perigoso ranço de TFP (a ultraconservadora Sociedade de Defesa da Tradição, da Família e da Propriedade), ainda que sob as tintas mais estridentes, pragmáticas e mercantilistas das correntes evangélicas. Como contraponto a esse obscurantismo anacrônico, lembro um episódio ocorrido com o grande ex-jogador e ex-treinador Elba de Pádua Lima, o Tim (1915-84), e narrado no recém-publicado "João Saldanha - Uma Vida em Jogo", de André Iki Siqueira.

Tim era técnico de um clube grande do Rio de Janeiro quando, numa peneira, um garoto ansioso por agradá-lo declarou: "Não bebo, não fumo nem farreio". Tim respondeu: "Pois aqui você vai aprender a fazer tudo isso". Claro que ninguém aqui é criança. Sabemos que o álcool, o cigarro e as noites maldormidas podem prejudicar a saúde e o desempenho de qualquer profissional. Mas são, no mais das vezes, experiências que fazem parte do aprendizado de vida de qualquer cidadão saudável.

Millôr Fernandes escreveu uma vez que a mais incompreensível de todas as taras é a abstinência. Ernest Hemingway, por sua vez, quando indagado sobre as coisas que poderiam atrapalhar a atividade do escritor, respondeu: "Mulheres, bebida, dinheiro. E também falta de mulheres, de bebida e de dinheiro". João Saldanha, sábio do futebol e da vida, ajudava seus jogadores a fugir da concentração para se divertir. Só recomendava, de modo meio machista, que não mudassem de mulher às vésperas de um jogo, caso contrário tenderiam a "mostrar serviço" na cama, desgastando-se em excesso.
Kaká entregou a alma a Jesus, o dinheiro à Renascer e a virgindade à noiva. Vágner levou uma mulher para a concentração do time e ganhou o apelido de Love.

O primeiro é muito mais jogador, mas o "exemplo" do segundo me agrada mais.


Altitude é 'frescura'


Por Luis Fernando Correia

Comentarista da CBN

Extraído do Blog de Juca Kfouri


Cientistas da Universidade de Oxford analisaram cientificamente a influência da altitude nos jogos de futebol. Segundo a pesquisa, publicada na última edição da revista "The British Medical Journal", os times do alto das montanhas aumentam as chances de vitória de 53% para 82%, quando enfrentam times que vêm do nível do mar.



Para chegar a essa conclusão, os estatísticos analisaram o banco de dados da Fifa que contém resultados de 1.460 jogos, num período de cem anos. A América do Sul foi a principal fonte de pesquisa, pois aqui se encontram as maiores diferenças de altitude em jogos internacionais. Um bom exemplo é o Rio de Janeiro, que fica ao nível do mar, e La Paz, a 3.650 metros de altitude.

A altitude afeta o funcionamento do corpo dos atletas que viajam para jogar sem períodos de adaptação, a chamada aclimatação. Por causa da menor pressão atmosférica, uma quantidade menor de oxigênio entra no corpo a cada inspiração. Essa redução de oxigênio no organismo provoca dor de cabeça, náuseas, tonteira e fadiga. Além disso, as temperaturas são mais baixas e o ar é mais seco.

Ao comparar os placares dos jogos entre times de altitudes diferentes, ficou comprovado que a vantagem numérica das equipes da Cordilheira dos Andes se traduz numericamente em aumento das chances de marcar gols, e menor número de gols sofridos.

Comparando os principais times da América do Sul –- Brasil, Argentina e Uruguai -–, a países localizados em altitudes mais elevadas, a vantagem de se jogar nas montanhas contra uma equipe de um país ao nível do mar sobe para 82%, contra 53% se os dois times forem de mesma altitude.

A cada 1.000 metros de diferença, o time da casa ganha quase meio gol de vantagem. Portanto, a Bolívia jogando em La Paz, 4.082 metros em seu ponto mais alto, numericamente sai com 1,48 gols de vantagem sobre um time do nível do mar.

Os cientistas foram capazes de determinar que, somente por conta da altitude, existe um aumento da chance do time da casa marcar um gol, e ao mesmo tempo diminui em 50% a chance do goleiro ver a bola no fundo da rede.

Apesar de esclarecida a questão médico-desportiva, o assunto é controverso do ponto de vista político do futebol. Entretanto, a Fifa acaba de aprovar, no último dia 15 de dezembro, em Tóquio, uma determinação para que não ocorram jogos em altitudes acima de 2.750 metros, sem o devido período de aclimatação, estimado em dez dias. Essa resolução passa a fazer parte imediatamente dos regulamentos da entidade e a Fifa recomenda que seja seguida em todos os jogos internacionais.

terça-feira, outubro 30, 2007

Que tal abrir a caixa preta da Igreja Católica?



A crise que envolve um ex-ícone da esquerda brasileira e dos direitos humanos - padre Júlio Lancellotti - evidencia um problema muito maior, o desvio ddinheiro protagonizado por religiosos, entidades religiosas e seitas.

Ainda é cedo para dizer que o padre é pedófilo, mas ele tem a obrigação moral de explicar de onde tirou o dinheiro que "presenteou" o ex-interno da Febem que diz ser amante de Lancellotti.

Se o padre diz que recebia R$ 1 mil da Igreja e mais R$ 2,5 mil como funcionário da Febem, não poderia jamais dar dinheiro vivo para o ex-interno comprar uma Pajero. A suspeita é de que ele tenha desviado recursos que recbia da Prefeitura de São Paulo para tocar a sua ONG que cuisda de crianças aidéticas - um trabalho louvável, diga-se.

Entretanto, suas benfeitorias não podem mascarar o desvio de dinheiro público, caso ele realmente tenha ocorrido. As seitas e igrejas precisam ser investigadas e devassadas com o mesmo empenho que a Polícia Federal espezinha os "donos" da "igreja" Renascer.

Na verdade, as igrejas e as religiões precisam ser extintas.

Corinthians repete o Palmeiras

Em 2006 o Palmeiras escapou do rebaixamento na penúltima rodada, mesmo perdendo em casa por 4 a 1 para o Internacional, na estréia de Alexandre Pato. Só se salvou porque a Ponte Preta fez o serviço e perdeu para o Goiás.

O Corinthians escapa do rebaixamento neste ano, mas não por méritos próprios. Sport e Goiás estão fazendo uma força danada para cair.

Que maravilhosa festa nas ruas...


A julgar pela transmissão ufanista da Rede Globo, o país inteiro está comemorando a confirmação da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, como se todo mundo já não soubesse que seria aqui.

Realmente, nem consegui chegar ao trabalho hoje, tamanha a concentração humana mas ruas de São Paulo...

sexta-feira, outubro 05, 2007

Mulher vai pagar R$ 400 mil por baixar músicas na internet


Norte-americana foi condenada por tribunal em Minnesota por fazer do download de 24 arquivos


Da Efe e AP


WASHINGTON - Um juiz de Minnesota (EUA) multou uma mulher em US$ 222 mil (cerca de R$ 402 mil) por fazer download de 24 músicas na internet, após processo movido pela indústria fonográfica americana. A informação foi publicada nesta sexta-feira, 5, na edição digital do jornal Duluth News Tribune.


Segundo o jornal de Minnesota, o advogado das empresas, Richard Gabriel, diz que a ação não pretende obter dinheiro para seus clientes, mas "enviar uma mensagem à população".



O juiz avaliou que Jammie Thomas, mulher de 30 anos com dois filhos, feriu os direitos autorais ao baixar 24 arquivos digitais pelo software Kazaa.



As empresas Capitol Records, Sony BMG Music Entertainment, Arista Records, Interscope Records, Warner Bros. Records e UMG Recordings acionaram então sua parceira "antipirataria". A Safe Net, por sua vez, encontrou na comunidade do Kazaa um usuário com o nome "tereastarr", que no dia 21 de fevereiro de 2005 disponibilizava 1.702 músicas para download de outros usuários.



Segundo o jornal, a empresa baixou os arquivos, cujos direitos de autor correspondiam às gigantes da indústria fonográfica norte-americana.



O advogado disse a jornalistas na frente do tribunal que "o que mais gostamos nesse processo foi a oportunidade de mostrar claramente as provas que obtivemos".



Acrescentou ainda que a decisão judicial envia a mensagem de que "baixar e distribuir nossas gravações com direitos autorais não é uma conduta legal".



De acordo com os advogados da indústria fonográfica, a "pirataria musical" tem causado prejuízo da ordem de milhões de dólares. Nos Estados Unidos, a Associação da Indústria de Gravação moveu pelo menos 26 mil ações contra pessoas físicas com a acusação de baixar e distribuir arquivos digitais protegidos por leis autorais.



A decisão judicial prevê que Jammie Thomas pague US$ 9,25 mil (cerca de R$ 16,7 mil) por cada uma das 24 músicas baixadas.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Corintianismo inglês, corintianismo brasileiro

EDUARDO VIEIRA DA COSTA
Editor de Esporte da Folha Online


Na Inglaterra existe um conceito conhecido como Espírito Corintiano (Corinthian Spirit) que diz respeito à maneira como um jogo é encarado. Segundo ele, o importante não é simplesmente vencer, mas sim a maneira como se joga, a postura e o comportamento do atleta.

Tudo começou com o Corinthians Football Club, time lendário de Londres, fundado em 1882, que lutou contra o profissionalismo do esporte e se recusou a integrar a Football League. Preferia disputar apenas amistosos, apesar de ter um timaço na época.

Por conseqüência, o Corintianismo inglês associa-se também a tudo que envolve o fair play, o romantismo no esporte.

Esse Espírito Corintiano esteve presente nos gramados ingleses mais uma vez nesta semana. Leicester City e Nottingham Forest fariam o reinício de um jogo da Copa da Liga Inglesa que havia sido paralisado há cerca de três semanas.

No intervalo do jogo original, o zagueiro do Leicester Clive Clarke sofreu uma parada cardíaca e teve que ser levado ao hospital. Os times decidiram então suspender a partida, temendo pela morte do atleta, o que não ocorreu.

Como Nottingham vencia por 1 a 0, o Leicester decidiu dar um gol logo início da nova partida ao rival, para fazer justiça ao placar anterior. O goleiro Smith correu com a bola, passou pelos adversários parados, cumprimentou seu colega no gol rival e fez o gol.

Apesar da vantagem no placar, o Nottingham acabou derrotado por 3 a 2.

O lance lembrou muito um jogo de 2005 entre o Ajax e o Cambuur Leeuwarden. Ao tentar devolver uma bola ao goleiro rival de muito longe, Jan Vertonghen acabou marcando um golaço por cobertura. Logo em seguida ele pediu desculpas e disse que foi sem querer. Na saída de bola, os jogadores do Ajax ficaram todos parados para o adversário fazer o gol.

Outro exemplo famoso de fair play aconteceu, é claro, na Inglaterra. Em 2001, o atacante Di Canio, que é assumidamente fascista, deu exemplo ao pegar a bola com as mãos e parar uma jogada em que poderia ter marcado para o West Ham com o gol vazio. O goleiro do Everton estava caído no chão, fora da área, contundido. Di Canio recebeu inclusive o prêmio de Fair Play da Fifa naquele ano pelo gesto.

Sempre na Inglaterra. Em 1999, Ray Parlour, do Arsenal, tentou devolver uma bola a um jogador do Sheffield United. Mas o atacante Kanu não quis saber. Interceptou o passe e tocou para Overmars, que mandou para as redes diante de rivais que ficaram parados. O Arsenal venceu por 2 a 1 graças àquele gol, mas o técnico Arsene Wenger resolveu oferecer aos rivais a possibilidade de jogar a partida novamente. Apesar de não ter havido nenhuma irregularidade que justificasse realizar o jogo de novo, a Fifa autorizou os times a jogarem em nome do Fair Play. E o Arsenal venceu de novo.

Mais um caso famoso inglês. Jogando pelo Liverpool contra o Arsenal, em 1997, Robbie Fowler se envolveu em uma jogada com o goleiro David Seaman e caiu dentro da área. O juiz deu pênalti, mas Fowler disse ao árbitro que não havia sido atingido e que não queria a penalidade. Não teve jeito. O juiz manteve a marcação. Na cobrança, Fowler bateu e Seaman pegou. Mas o atacante jurou após o jogo que não perdeu de propósito. Ok.

Agora, uma situação hipotética. Final de Campeonato Paulista entre Corinthians e Palmeiras. Por algum motivo relacionado a Fair Play, os corintianos decidem conceder um gol aos palmeirenses. Na saída de bola no meio-campo, Edmundo carrega a bola sozinho. Todos os jogadores do Corinthians parados. Goleiro parado. Ele chuta e faz o gol.

Praticamente impossível. Inimaginável. Muito provavelmente, o corintianismo brasileiro (leia-se paixão do torcedor) não permitiria uma atitude dessas. Fair Play, aqui, tem limite.

*
Um bom exemplo do limite do Fair Play brasileiro é a Copa de 1998. Na decisão contra a França, Rivaldo tocou a bola para fora para que um adversário fosse atendido. Tomou uma bronca de Edmundo: "Isso é aqui é final de Copa do Mundo!".

*
O Corinthian Football Club é o time que inspirou o Sport Club Corinthians Paulista a adotar esse nome. Eles viajam ao redor do mundo difundindo o futebol. Em 1939, eles se juntaram ao Casuals e formaram o Corinthian-Casuals Football Club.

*
Clique aqui para ver o gol do Nottingham Forest com os jogadores do Leicester parados.

*
Veja também o lance de Fair Play do Ajax e o de Di Canio.

*
Nem só de Fair Play vive o futebol. Aqui, uma compilação de jogadas violentas e agressões.

quarta-feira, setembro 12, 2007


Alento e otimismo




O novo acordo salarial obtido pelos metalúrgicos da CUT com as montadoras paulistas é um alívio para o ABCD. Não só pelas bases em si, que foram boas e representam ganhos para os trabalhadores, mas também por mostrar um clima de otimismo na economia regional.

Depois de momentos tensos em 2006, com a greve na Volkswagen, em São Bernardo, por conta do anúncio de mais de 3 mil demissões, imagina-se que as próximas negociações salariais de 2007 seriam mais tensas com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Sindipeças (Sindicato das Empresas de Autopeças), Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e outras representações patronais.

O fato é que o setor automotivo - e por tabela quase toda a indústria de metalurgia - vive um excelente momento e nada mais justo do que os trabalhadores exigirem mais do que normalmente o empresariado oferece em termos de reajustes salariais e abonos. Claro que o ideal é sempre aquilo que quase nunca atingimos, mas o acordo firmado pela FEM-CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos) é um indicativo de que podemos esperar por dias mais promissores na economia do ABCD.

Aliás, já é tradição os metalúrgicos da CUT de São Bernardo e Diadema liderarem os processos de negociação em uma região que ainda sofre com problemas originados nos anos 90, com a abertura desenfreada do mercado nacional às importações.

O parque industrial hoje é outro no Brasil, e completamente modificado no ABC, e os trabalhadores e suas lideranças souberam entender o momento e se adapatar a ele. Afora episódios tormentosos, como a demissão na Volks, no ano passado, as conversações dos metalúrgicos, em novas bases, mais uma vez tornaram-se modelo para as relações trabalhistas modernas não só em São Paulo, mas no Brasil inteiro.

Por isso é que chama a atenção a recusa da mesma proposta de reajuste salarial aceita pela CUT pelos sindicatos ligados à Força Sindical e Conlutas - a proposta é reajuste de 7,44%, sendo 4,82% de reposição da inflação e 2,5% de aumento real.

A decisão é um misto de miopia trabalhista com radicalismo despropositado. Esses sindicatos, nodatamente os de São Caetano e de São José dos Campos, cidades que abrigam fábricas da General Motors, apostam arriscadamente em um confronto ao reivindicar reajustes acima de 12%, como se houvesse a possibilidade de a GM descolar sua proposta daquela que foi oficializada pela Anfavea e aceita pela CUT.

Em tempos de estabilidade econômica e negociações maduras realistas, a posição daqueles sindicatos não é recomendável.

segunda-feira, agosto 27, 2007

O embusteiro


João Gilberto é um dos maiores embusteiros da música mundial. Nâo sabe cantar, toca mal violão e sempre grava as mesmas cinco músicas há cinquanta anos - sempre toca as mesmas cinco músicas há cinquenya anos - e ainda o chamam de gênio. Risível.

P.S.: Por outro lado, o cara pode ser mesmo gênio. Afinal, mesmo sendo um artista ruim e embusteiro ainda é considerado gênio. Para refletir.

DJ não é músico, não é nada


Finalmente alguém teve coragem de dizer em uma publicação de grande circulação e de razoável credibilidade que DJ não é músico. O colunista Marcos Sokol, da Rolling Stone brasileira, desce a lenha nesses farsantes na edição de agosto, com o intragável Caetano Veloso na capa. Sokol critica os músicos decadentes e desempregados(cita Glen Matlock, ex- Sex Pistols, e Andy rourke, ex-Smiths) na Inglaterra que viajam pelo mundo "tocando" como DJs e mordendo cachês de produtores otários. Mesmo os mais famosos, como Fatboy Slim e Marky Mark, são impostores. Qualquer um pode discotecar. Chamar esses caras de músicos é piada.

Dicas culturais rápidas


Cinema: "O Ultimato Bourne", terceiro filme da trilogia, com Matt Damon; "Escorregando para a Glória", com Will Ferrel e Josh Gordon, uma comédia sobre o mundo da patinação artística no gelo.

DVDs - filmes: "Segredos de Berlim" (The Good German, com George Clooney e Cate Blanchett, um thriller de suspense ambientado no final de Segunda Guerra Mundial; "Dresden", filme alemão que mostra a destruição da cidade durante o maciço bombardeio aliado na cidade em 1945; "Brigada Tigre", filme francês com Diane Kruger, que mostra uma divisão de elite da polícia francesa tentando evitar atentados em Paris em 1907 que impediriam a aliança entre Inglaterra, Rússia e França, que entrariam em guerra juntas sete anos depois contra a Alemanha.

DVDs - shows - "Score", DVD triplo do Dream Theater comemorando seus 20 anos de csrreira em Nova York; "Live in Montreux 2003", ótima apresentação do Yes no festival suíço; "Boneshaker", show que comemora 30 anos de existência do Motorhead.

Shows - Juliette and the Licks, grupo de rock da atriz Juliette Lewis, toca no TIM Festival em outubro.

Elite desmoralizada


Uma das maiores vergonhas deste país é a elite econômica, parasita e criminosa. O governo Lula merece repúdio total e irrestrito por causa da péssima administração, do caos na infra-estrutura, no caos institucional, dos absurdos e constantes casos de corrupção e abuso de poder, sem falar no aparelhamento do funcionalismo e da fisiologia.

Dito isso, e sempre respeitando o direito de liberdade de expressão, afirmo que o "movimento" chamado "Cansei", liderado pela elite paulista, é nojento e obsceno. É vergonhoso.

Um bando de parasitas que só se beneficiaram da economia lulista até agora resolve fazer "passeatas" com seus cãezinhos porque estão "cansadinhos" de ficar esperando por duas horas em aeroportos.

Onde estavam esses vagabundos quando estouraram os diversos casos de corrupção no governo Lula e nos governos estaduais? Onde estavam quando houve a greve do metrô paulistano, ou quando começaram as greves do funcionalismo em Alagoas, Ceará, Paraíba, Rio? Onde estavam quando começou o caso Renan Calheiros? Cadê esse bando de desqualificados quando o MST empreende invasões de prédios públicos e fazendas?

Todo mundo tem direito de se manifestar e protestar, até os ricos. Mas é muita falta de senso do ridículo esses lixos humanos parasitas reclamarem publicamente por causa de "problemas" em alguns de seus "confortos", justamente quando seus bolsos estão cada vez mais cheios. Gentinha desclassificada.

Politicagem


O STF (Supremo Tribunal Federal) sempre foi político e sempre agiu polticamente contra os interesses do país e a favor de seus próprios interesses. Agora os juízes querem posar de vítimas com as denúncias de grampos. Nada foi comprovado até agora e acusações sem provas foram feitas à Polícia Federal. Os ministros do STF precisam ser investigados imediatamente, assim como suas atuações precisam ser avaliadas com cuidado.

Pelo direito de não gostar



Tem gente confundindo por aí preconceito com o fato de gostar ou não. Na essência, dizem filósofos e professores diversos da área de humanas, o ato de gostar ou não já embute um preconceito. Intelectualices e conceituações à parte, na vida real as duas coisas são muito diferentes.

A revista Brasileiros, recém-lançada e em seu primeiro número, há dois meses, traz uma pesquisa inédita e interessante do Ibope sobre preconceito. Só que o autor do texto esbarra perigosamente na fonteira entre o preconceito e o ato de gostar ou não.

Todo preconceito é odioso e merece ser combatido, mas eu tenho o direito de não gostar. Eu exijo esse direito e vou exercê-lo. Tenho o direito de não gostar de árabes, de judeus, de europeus, de nórdicos, de são-paulinos, de corintianos, de flamenguistas, de argentinos, de moradores da Barra Funda. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas é fundamental o respeito aos direitos dos outros.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Creative Commons, uma patifaria em forma de ONG



Surgiu na Europa e cresce nos Estados Unidos uma palhaçada travestida de ONG chamada Creative Commons, que não reconhece os direitos autoriais nos meios digitais de comunicação.

Na verdade, é um bando de idiotas anarquistas que quer abolir qualquer pagamento pela propriedade intelectal de qualquer obra de arte, seja na música, na literatura, nas artes plásticas, principalmente se as obras estão ao alcance das mãos na internet.

Ou seja, pregam abertamente a pirataria e a cópia ilegal de obras de arte. São bandidos e precisam ser combatidos e eliminados da internet. E o pior quer a idiotice até cooptou músicos, que adoraram a idéia. Era só o que faltava, oficializar a pirataria.

E o STF senta em cima dos processos...



Por outro lado, o Surpemo Tribunal Federal (STF), supostamente assoberbado de trabalho, senta em cima de questões importantes, como a questão dos bancos ficarem sujeitos ao Código de Defesa do Consumidor. Um ministro simplesmente está há mais de ano com o processo e não julga, favorecendo (involuntariamente? quero crer que sim) os bancos e prejudicando os correntistas.

Qualquer briga de condomínio e de marido e mulher vai parar no STF, que deveria só julgar questões constitucionais e importantes. E o que fazem os ministros, em vez de se rebelarem e exigirem um ordenamento da coisa? Calam-se, já que parece ser conveniente politicamente que as coisas assim permaneçam.

Bonitinha mas ladra


Universitária de 19 anos dava golpes em empresários e incautos em geral nos Jardins, em São Paulo. Seduzia os imbecis e roubava talões de cheque, dinheiro e até gravuras de artistas famosos, como Joan Miró. É fácil dar golpes no Brasil.

País corrupto por natureza?


Todos os dias são presas ou estouradas quadrilhas e mais quadrilhas de ladrões, assaltantes, sequestradores e golpistas de todo o tipo no Brasil. Hoje o Jornal Hoje, da TV Globo, noticiou que duas quadrilhas de golpistas foram desbaratadas. Está cada vez mais claro que o crime compensa aqui no Brasil, caso contrário não haveria tanta gente partindo para golpes de todos os tipos. Ética e moralmente o Brasil não existe mais. O brasileiro acostumou-se a delinquir.

Sites especulam sobre o fim da banda Rolling Stones

da Folha Online



Formada em 1962 e com mais de 300 milhões de discos vendidos em todo o mundo, a banda inglesa Rolling Stones virou alvo de boatos em sites internacionais de música de que poderá anunciar seu fim neste domingo (26). O anúncio seria feito após a última das três apresentações no estádio 02 Arena (ex-Millenium Dome), em Londres. O grupo tem 45 anos de estrada.


A turnê A Bigger Bang seria a última da carreira de Mick Jagger, 64, Keith Richards, 63, Charlie Watts, 66, e Ronnie Wood, 60. Os boatos são atribuídos a fontes próximadas da banda.


Entre os veículos que publicaram a notícia, estão ContactMusic, Digital Spy e "Daily Telegraph". A banda não se manifestou ainda oficialmente sobre os boatos.


Em fevereiro de 2006, a banda se apresentou em show gratuito realizado na praia de Copacabana, no Rio, para mais de 1 milhão de pessoas, encerrado com o hit "Satisfaction", o mais famoso sucesso do grupo.

terça-feira, agosto 07, 2007

Colapso dentro de casa


O colapso da infra-estrutura do ABCD, especialmente em seu sistema viário, está chegando muito mais rápido do que esperávamos. Se nos miolos das cidades já enfrentamos congestionamentos medonhos – o trajeto entre centro de São Bernardo e o centro de São Caetano (e vice-versa) pode demorar uma hora e meia nos horários de pico, em seus meros oito quilômetros -, agora a coisa está terrivelmente problemática nos principais corredores de acesso à região – vias Anchieta e Imigrantes e avenida dos Estados.

Na Anchieta, era comum haver congestionamento a partir do km 18, em São Bernardo, entre 7h e 9h30, no sentido Capital. No sentido contrário, a lentidão começa já no Sacomã, zona sul de São Paulo a partir das 16h, com parada total no km13, por conta do tráfego nas saídas do km 16 da avenida Lions, em São Bernardo.

Nos dias atuais a raiva só aumenta. No sentido Capital o congestionamento na Anchieta a partir do km 16 ocorre várias vezes ao dia, sem que haja necessariamente uma causa, como um acidente. No sentido contrário, o motorista fica nervoso já a partir das 14h.

Na avenida dos Estados, o teste de paciência é o mesmo. A lentidão não se restringe mais aos horários de pico. Ao meio-dia, sair de Santo André para chegar ao centro de São Paulo pode durar uma hora e quarenta minutos.

O tráfego pára entre a estação Prefeito Saladino e o bairro Santa Terezinha; pára na divisa tríplice entre Santo André, São Caetano e São Paulo, próximo à antiga Tintas Coral; pára em dois trechos da avenida na região de São Caetano.

O prejuízo financeiro e econômico é incalculável. O colapso previsto para 2009 já chegou. Fruto da miopia das administrações municipais e do descaso criminoso do governo estadual, que priorizou a segunda pista da rodovia dos Imigrantes e esqueceu do rodoanel, obra prioritária em qualquer planejamento viário sério na Grande São Paulo.

Some-se isso à demora na implementação do ambicioso projeto de remodelação viária de São Bernardo e temos o caos completo em nossas avenidas com dois anos de antecedência. Qualquer idéia de recuperação econômica regional fica comprometida diante desses gargalos logísticos. E, pelo jeito, em ano pré-eleitoral, continuaremos a perder tempo. E aí vem o desalento: será que só votar bem basta?

Adolescência pela metade

Se havia alguma dúvida de que a questão do emprego é crucial no ABCD de hoje, ela não existe mais se observarmos a imensa fila de jovens na frente da Arteb, em São Bernardo, passando a noite em busca de uma vaga de estágio naquela que ainda é uma das principais indústrias de autopeças do país.

O fenômeno não é novo, repete-se todos os anos e rendem boas imagens para os telejornais, com a grande fila de jovens dormindo ao relento na fila para amanhecer com o sonho do primeiro emprego – e o mais duro de admitir, nem emprego é.

O que espanta são dois aspectos que merecem análise e reflexão: a cada ano a fila aumenta mais e mais; e o fenômeno começa a se expandir para outras empresas que mantém programas de estágios e trainees, sobretudo para estudantes que estão em vias de completar o ensino médio (antigo 2º grau).

A obsessão pelo primeiro emprego está levando os filhos da classe média menos abastada a entrar numa roda-viva cada vez mais desesperadora em busca de um futuro, qualquer um.

O estudo começa a se transformarem uma fonte de estresse: os garotos não mais estudam para aprender, estudam para passar e poder trabalhar. É a neurose e a paranóia do vestibular antecipada para a adolescência.

E as famílias do ABCD ainda têm nítida a percepção de que o ensino técnico é mais do que fundamental em um mundo onde a tecnologia é cada vez mais dominante e os empregos industriais são cada vez mais raros e exigentes.

Pode ser um anacronismo, uma coisa fora de moda, mas o ensino técnico ainda é o sonho das famílias que não dispõem – ou que já sabem que não vão dispor – de recursos para colocar (todos) os seus filhos na faculdade. Por isso a oportunidade oferecida pela Arteb é tão concorrida, assim como os cursos do Senai.

Esse aspecto precisa ser levado em consideração pelas administrações municipais e pelo governo do Estado. O ensino técnico pode ser uma forma de amenizar o problema do desemprego na região, hoje em torno de 16% da População Economicamente Ativa – algo em torno de 200 mil pessoas.

Ouça Gov't Mule


E mais, e mais, e mais. Gov't Mule é a única banda de rock que faz música de qualidade hoje em dia. Seus integrantes, que passaram por Allman Brothers e outras bandas de southern rock americanas,já são cinquentões, mas fazem o que as porcarias de bandas como Snow Patrow, Arctic Monkeys, Strokes, White Stripes e lixos parecidos não fazem: tocam bem e fazem música de qualidade.

Descanse em paz



O futebol de Campinas morreu. Não sobrou nada. Que vergonha...

Cavalo paraguaio


O Barueri é o São Caetano de hoje. Cavalo paraguaio, anabolizado com dinheiro público da prefeitura, vai desabar assim que os primeiros problemas acontecerem.

Fantasma 2


Cadê o São Caetano?

Fantasma 1


A Portuguesa ainda existe?

Herança maldita


A herança de Vanderlei Luxemburgo no Santos será nefasta. As estrelas foram embora, ficaram jogadores medícocres que logo vão sair porque seus salários são altos e o clube voltará à péssima situação dos anos 80 e 90. Isso se não cair para a segunda divisão. Parabéns, Luxemburgo.

Ódio profundo


A coisa mais odiosa da atualidade é ver o São Paulo mal daspernas e assim líder de campeonato, a léguas de distância em relação aos seus rivais provinciais. É duro admitir, mas os dirigentes do Morumbi são relativamente competentes.

Caso de polícia


A situação do Corinthians é vergonhosa. Roubo, apropriação indébita, golpes, uma série de dribles nos estatutos... É de longe muito pior do que a do Flamengo, que deve R$ 200 milhões mas nunca paga e sempre se safa, graças a influências políticas. Será o começo do fim do Corinthians?

Fora Caio Júnior


Técnico bonzinho, de fala mansa e de idéias supostamente boas. E resultados péssimos. O Palmeiras é uma piada. Está em sexto hoje no Brasileirão, mas corre risco de rebaixamento por falta de qualidade e comando.

Crise sem fim


Nunca um governo federal foi tão incompetente para administrar esse país. Corrupção generalizada, fisiologismo, inapetência administrativa, incompetência geral. Se a ecnomia está bem, herança de um governo quase tão ruim, o resto é um desatre. POliticamente, é um governo suicida, de tantas lambanças que são feitas. Economicamente, corre o risco de jogar fora a estabilidade herdada, graças à petezada pentelha e embolorada. Institucionalmente, jogou a moral e a decência no lixo, com a corrupção geral e incentivada, com o apoarelhamento total do Estado. É o governo mais lamentável da história. Parabéns, Lula.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Robert Plant recriará The Honeydrippers



Robert Plant vai recriar o grupo THE HONEYDRIPPERS para uma ou duas apresentações em um clube de Dudley, na Inglaterra, em um evento chamado "An Evening Of Rhythm And Blues", cujo objetivo é angariar fundos para o tratamento quimioterápico de uma amiga do vocalista.

Não se sabe ainda quem estará na formação da banda, cujo álbum de 1984 contou com o ex-companheiro de Plant no LED ZEPPELIN, o guitarrista Jimmy Page, além do também guitarrista Jeff Beck.

THE HONEYDRIPPERS foi um projeto criado por Plant nos snos oitenta, que tinha como intenção tocar clássicos do Rhythm & Blues e do Rock`n´Roll, e passou por duas formações distintas, deixando apenas um disco gravado.
The Who continua, em memória aos ex-integrantes



do Whiplash


Pete Townshend não se arrepende de continuar com como THE WHO apenas com o vocalista ROGER DALTREY, apesar do fato de metade da banda ter morrido. Townshend sente que prosseguindo a dupla remanescente paga tributo ao ex-baterista Keith Moon e ao baixista John Entwistle, mortos em 1978 e 2002, respectivamente, ambos devido ao uso excessivo de drogas.

Townshend falou ao Minneapolis Star Tribune e explicou que Roger e ele gravando e excursionando como THE WHO é algo diferente do vocalista e os guitarristas do LED ZEPPELIN, Robert Plant e Jimmy Page, respectivamente, se reunindo como uma dupla no anos 90. “O caso deles era diferente. O (baixista) John Paul Jones ainda está vivo, e disponível, e eu acho que nenhum deles queria fazer o Zeppelin voar novamente.”

Pete ainda acrescenta: “Só restamos dois de nós vivos. O nome THE WHO pertence a Roger e a mim como uma marca – ainda que nós chamássemos de algo diferente, as pessoas ainda viriam para ver o WHO, as canções se refeririam ao WHO, e acabaríamos avaliados pelo nosso passado como THE WHO. Vivemos na realidade. John e Keith têm melhor reverência com Roger e eu tocando suas músicas ao invés de ficarmos sentados em um asilo soltando baforadas de cigarro ao ar.”

Diferente de Plant e Page, que de acordo com Plant não pretendem manter contato (no que tange ao LED), Townshend e Daltrey cultivaram uma renovada amizade – algo que eles nunca dividiram durante o line-up original do WHO. Pete dá uma luz quanto ao seu atual relacionamento com Daltrey. “Está melhor. Nenhum de nós jamais esperou voltarmos aos palcos juntos. Nós sempre nos respeitamos e nos amamos, um ao outro. Agora está mudando, realmente gostamos um do outro. Talvez isto exista por uma dependência elevada, mas ainda mais porque hoje nós encaramos tudo de forma mais clara.”

Townshend nos explicou o motivo de acreditar porque Daltrey e ele ainda podem ter uma parceria criativa: “não é só por causa dos grandes números ($), é mais por questão de eficácia. E penso que, você sabe, somos como uma boa equipe de entrega expressa (risos)”

Pete Townshend aparecerá com Steve Winwood, Bill Wyman, Joe Walsh e outros no concerto em meória ao baterista e compositor do TRAFFIC, Jim Capaldi, em 21 de janeiro de 2007, no Roundhouse de London, pelo segundo ano desde o falecimento do baterista.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Demitido, repórter da Globo critica direção


Este texto foi extraído do blog de Bob Fernandes, no site Terra:

Demitido, Rodrigo Vianna, repórter da TV Globo, critica a direção da emissora. Leia íntegra da carta:


LEALDADE

Quando cheguei à TV Globo, em 1995, eu tinha mais cabelo, mais esperança, e também mais ilusões. Perdi boa parte do primeiro e das últimas. A esperança diminuiu, mas sobrevive. Esperança de fazer jornalismo que sirva pra transformar - ainda que de forma modesta e pontual. Infelizmente, está difícil continuar cumprindo esse compromisso aqui na Globo. Por isso, estou indo embora.

Quando entrei na TV Globo, os amigos, os antigos colegas de Faculdade, diziam: "você não vai agüentar nem um ano naquela TV que manipula eleições, fatos, cérebros". Agüentei doze anos. E vou dizer: costumava contar a meus amigos que na Globo fazíamos - sim - bom jornalismo. Havia, ao menos, um esforço nessa direção.

Na última década, em debates nas universidades, ou nas mesas de bar, a cada vez que me perguntavam sobre manipulação e controle político na Globo, eu costumava dizer: "olha, isso é coisa do passado; esse tempo ficou pra trás".

Isso não era só um discurso. Acompanhei de perto a chegada de Evandro Carlos de Andrade ao comando da TV, e a tentativa dele de profissionalizar nosso trabalho. Jornalismo comunitário, cobertura política - da qual participei de 98 a 2006. Matérias didáticas sobre o voto, sobre a democracia. Cobertura factual das eleições, debates. Pode parecer bobagem, mas tive orgulho de participar desse momento de virada no Jornalismo da Globo.

Parecia uma virada. Infelizmente, a cobertura das eleições de 2006 mostrou que eu havia me iludido. O que vivemos aqui entre setembro e outubro de 2006 não foi ficção. Aconteceu.

Pode ser que algum chefe queira fazer abaixo-assinado para provar que não aconteceu. Mas, é ruim, hem!

Intervenção minuciosa em nossos textos, trocas de palavras a mando de chefes, entrevistas de candidatos (gravadas na rua) escolhidas a dedo, à distância, por um personagem quase mítico que paira sobre a Redação: "o fulano (e vocês sabem de quem estou falando) quer esse trecho; o fulano quer que mude essa palavra no texto".

Tudo isso aconteceu. E nem foi o pior.

Na reta final do primeiro turno, os "aloprados do PT" aprontaram; e aloprados na chefia do jornalismo global botaram por terra anos de esforço para construir um novo tipo de trabalho aqui.

Ao lado de um grupo de colegas, entrei na sala de nosso chefe em São Paulo, no dia 18 de setembro, para reclamar da cobertura e pedir equilíbrio nas matérias: "por que não vamos repercutir a matéria da "Istoé", mostrando que a gênese dos sanguessugas ocorreu sob os tucanos? Por que não vamos a Piracicaba, contar quem é Abel Pereira?"

Por que isso, por que aquilo... Nenhuma resposta convincente. E uma cobertura desastrosa. Será que acharam que ninguém ia perceber?

Quando, no JN, chamavam Gedimar e Valdebran de "petistas" e, ao mesmo tempo, falavam de Abel Pereira como empresário ligado a um ex-ministro do "governo anterior", acharam que ninguém ia achar estranho?

Faltando seis dias para o primeiro turno, o "petista" Humberto Costa foi indiciado pela PF. No caso dos vampiros. O fato foi parar em manchete no JN, e isso era normal. O anormal é que, no mesmo dia, esconderam o nome de Platão, ex-assessor do ministério na época de Serra/Barjas Negri. Os chefes sabiam da existência de Platão, pediram a produtores pra checar tudo sobre ele, mas preferiram não dar. Que jornalismo é esse, que poupa e defende Platão, mas detesta Freud! Deve haver uma explicação psicanalítica para jornalismo tão seletivo!

Ah, sim, Freud. Elio Gaspari chegou a pedir desculpas em nome dos jornalistas ao tal Freud Godoy. O cara pode ter muitos pecados. Mas, o que fizemos na véspera da eleição foi incrível: matéria mostrando as "suspeitas", e apontando o dedo para a sala onde ele trabalhava, bem próximo à sala do presidente... A mensagem era clara. Mas, quando a PF concluiu que não havia nada contra ele, o principal telejornal da Globo silenciou antes da eleição.

Não vi matérias mostrando as conexões de Platão com Serra, com os tucanos.

Também não vi (antes do primeiro turno) reportagens mostrando quem era Abel Pereira, quem era Barjas Negri, e quais eram as conexões deles com PSDB. Mas vi várias matérias ressaltando os personagens petistas do escândalo. E, vejam: ninguém na Redação queria poupar os petistas (eu cobri durante meses o caso Santo André; eram matérias desfavoráveis a Lula e ao PT, nunca achei que não devêssemos fazer; seria o fim da picada...).

O que pedíamos era isonomia. Durante duas semanas, às vésperas do primeiro turno, a Globo de São Paulo designou dois repórteres para acompanhar o caso dossiê: um em São Paulo, outro em Cuiabá. Mas, nada de Piracicaba, nada de Barjas.!

Um colega nosso chegou a produzir, de forma precária, por telefone (vejam, bem, por telefone! Uma TV como a Globo fazer reportagem por telefone), reportagem com perfil do Abel. Foi editada, gerada para o Rio. Nunca foi ao ar!

Os telespectadores da Globo nunca viram Serra e os tucanos entregando ambulâncias cercados pelos deputados sanguessugas. Era o que estava na tal fita do "dossiê". Outras TVs mostraram o vídeo, a internet mostrou. A Globo, não. Provava alguma coisa contra Serra? Não. Ele não era obrigado a saber das falcatruas de deputados do baixo clero. Mas, por que demos o gabinete de Freud pertinho de Lula, e não demos Serra com sanguessugas?

E o caso gravíssimo das perguntas para o Serra? Ouvi, de pelo menos 3 pessoas diretamente envolvidas com o SP-TV Segunda Edição, que as perguntas para o Serra, na entrevista ao vivo no jornal, às vésperas do primeiro turno, foram rigorosamente selecionadas. Aquele diretor (aquele, vocês sabem quem) teria mandado cortar todas as perguntas "desagradáveis". A equipe do jornal ficou atônita. Entrevistas com os outros candidatos tinham sido duras, feitas com liberdade. Com o Serra, teria havido, deliberadamente, a intenção de amaciar.

E isso era um segredo de polichinelo. Muita gente ouviu essa história pelos corredores...

E as fotos da grana dos aloprados? Tínhamos que publicar? Claro. Mas, porque não demos a história completa? Os colegas que estavam na PF naquele dia (15 de setembro), tinham a gravação, mostrando as circunstâncias em que o delegado vazara as fotos. Justiça seja feita: sei que eles (repórter e produtor) queriam dar a matéria completa - as fotos, e as circunstâncias do vazamento. Podiam até proteger a fonte, mas escancarando o que são os bastidores de uma campanha no Brasil. Isso seria fazer jornalismo, expor as entranhas do poder.

Mais uma vez, fomos seletivos: as fotos mostradas com estardalhaço. A fita do delegado, essa sumiu!

Aquele diretor, aquele que controla cada palavra dos textos de política, disse que só tomou conhecimento do conteúdo da fita no dia seguinte. Quer que a gente acredite?

Por que nunca mostraram o conteúdo da fita do delegado no JN?

O JN levou um furo, foi isso?

Um colega nosso, aqui da Globo ouviu a fita e botou no site pessoal dele... Mas, a Globo não pôs no ar... O portal "G-1" botou na íntegra a fita do delegado, dias depois de a "CartaCapital" ter dado o caso. Era noticia? Para o portal das Organizações Globo, era.

Por que o JN não deu no dia 29 de setembro? Levou um furo?

Não. Furada foi a cobertura da eleição. Infelizmente.

E, pra terminar, aquele episódio lamentável do abaixo-assinado, depois das matérias da "CartaCapital". Respeito os colegas que assinaram. Alguns assinaram por medo, outros por convicção. Mas, o fato é que foi um abaixo-assinado em defesa da Globo, apresentado por chefes!

Pensem bem. Imaginem a seguinte hipótese: a revista "Quatro Rodas" dá matéria falando mal da suspensão de um carro da Volkswagen, acusando a empresa de deliberadamente não tomar conhecimento dos problemas. Aí, como resposta, os diretores da Volks têm a brilhante idéia de pedir aos metalúrgicos pra assinar um manifesto em defesa da empresa! O que vocês acham? Os metalúrgicos mandariam a direção da fábrica catar coquinho em Berlim!

Aqui, na Globo, muitos preferiram assinar. Por isso, talvez, tenhamos um metalúrgico na Presidência da República, enquanto os jornalistas ficaram falando sozinhos nessa eleição...

De resto, está difícil continuar fazendo jornalismo numa emissora que obriga repórteres a chamarem negros de "pretos e pardos". Vocês já viram isso no ar? Sinto vergonha...

A justificativa: IBGE (e, portanto, o Estado brasileiro) usa essa nomenclatura. Problema do IBGE. Eu me recuso a entrar nessa. Delegados de policia (representantes do Estado) costumavam (até bem pouco tempo) tratar companheiras (mesmo em relações estáveis) como "concubinas" ou "amásias". Nunca usamos esses termos!

Árabes que chegaram ao Brasil no início do século passado eram chamados de "turcos" pelas autoridades (o passaporte era do Império Turco Otomano, por isso a nomenclatura). Por causa disso, jornalistas deviam chamar libaneses de turcos?

Daqui a pouco, a Globo vai pedir para que chamemos a Parada Gay de "Parada dos Pederastas". Francamente, não tenho mais estômago.

Mas, também, o que esperar de uma Redação que é dirigida por alguém que defende a cobertura feita pela Globo na época das Diretas?

Respeito a imensa maioria dos colegas que ficam aqui. Tenho certeza que vão continuar se esforçando pra fazer bom Jornalismo. Não será fácil a tarefa de vocês.

Olhem no ar. Ouçam os comentaristas. As poucas vozes dissonantes sumiram. Franklin Martins foi afastado. Do Bom dia Brasil ao JG, temos um desfile de gente que está do mesmo lado.

Mas sabem o que me deixou preocupado mesmo? O texto do João Roberto Marinho depois das eleições.

Ele comemorou a reação (dando a entender que foi absolutamente espontânea; será que disseram isso pra ele? Será que não contaram a ele do mal-estar na Redação de São Paulo?) de jornalistas em defesa da cobertura da Globo:

"(...)diante de calúnias e infâmias, reagem, não com dúvidas ou incertezas, mas com repúdio e indignação. Chamo isso de lealdade e confiança".

Entendi. Ele comemora que não haja dúvidas e incertezas... Faz sentido. Incerteza atrapalha fechamento de jornal. Incerteza e dúvida são palavras terríveis. Devem ser banidas. Como qualquer um que diga que há racismo - sim - no Brasil.

E vejam o vocabulário: "lealdade e confiança". Organizações ainda hoje bem populares na Itália costumam usar esse jargão da "lealdade".

Caro João, você talvez nem saiba direito quem eu sou.

Mas, gostaria de dizer a você que lealdade devemos ter com princípios, e com a sociedade. A Globo, infelizmente, não foi "leal" com o público. Nem com os jornalistas.Vai pagar o preço por isso. É saudável que pague. Em nome da democracia!

João, da família Marinho, disse mais no brilhante comunicado interno:

"Pude ter certeza absoluta de que os colaboradores da Rede Globo sabem que podem e devem discordar das decisões editoriais no trabalho cotidiano que levam à feitura de nossos telejornais, porque o bom jornalismo é sempre resultado de muitas cabeças pensando".

Caro João, em que planeta você vive? Várias cabeças? Nunca, nem na ditadura (dizem-me os companheiros mais antigos) tivemos na Globo um jornalismo tão centralizado, a tal ponto que os repórteres trabalham mais como bonecos de ventríloquos, especialmente na cobertura política!

Cumpro agora um dever de lealdade: informo-lhe que, passadas as eleições, quem discordou da linha editorial da casa foi posto na "geladeira". Foi lamentável, caro João. Você devia saber como anda o ânimo da Redação - especialmente em São Paulo.

Boa parte dos seus "colaboradores" (você, João, aprendeu direitinho o vocabulário ideológico dos consultores e tecnocratas - "colaboradores", essa é boa... Eu não sou colaborador, coisa nenhuma! Sou jornalista!) está triste e ressabiada com o que se passou.

Mas, isso tudo tem pouca importância.

Grave mesmo é a tela da Globo - no Jornalismo, especialmente - não refletir a diversidade social e política brasileira. Nos anos 90, houve um ensaio, um movimento em direção à pluralidade. Já abortado. Será que a opção é consciente?

Isso me lembra a Igreja Católica, que sob Ratzinger preferiu expurgar o braço progressista. Fez uma opção deliberada: preferiram ficar menores, porém mais coesos ideologicamente. Foi essa a opção de Ratzinger. Será essa a opção dos Marinho?

Depois, não sabem porque os protestantes crescem...

Eu, que não sou católico nem protestante, fico apenas preocupado por ver uma concessão pública ser usada dessa maneira!

Mas, essa é também uma carta de despedida, sentimental.

Por isso, peço licença pra falar de lembranças pessoais.

Foram quase doze anos de Globo.

Quando entrei na TV, em 95, lá na antiga sede da praça Marechal, havia a Toninha - nossa mendiga de estimação, debaixo do viaduto. Os berros que ela dava em frente à entrada da TV traziam uma dimensão humana ao ambiente, lembravam-nos da fragilidade de todos nós, de como nossa razão pode ser frágil.

Havia o João Paulada - o faz-tudo da Redação.

Havia a moça do cafezinho (feito no coador, e entregue em garrafas térmicas), a tia dos doces...

Era um ambiente mais caseiro, menos pomposo. Hoje, na hora de dizer tchau, sinto saudade de tudo aquilo.

Havia bares sujos, pessoas simples circulando em volta de todos nós - nas ruas, no Metrô, na padaria.

Todos, do apresentador ao contínuo, tinham que entrar a pé na Redação. Estacionamentos eram externos (não havia "vallet park", nem catraca eletrônica). A caminhada pelas calçadas do centro da cidade obrigava-nos a um salutar contato com a desigualdade brasileira.

Hoje, quando olho pra nossa Redação aqui na Berrini, tenho a impressão que estou numa agência de publicidade. Ambiente asséptico, higienizado. Confortável, é verdade. Mas triste, quase desumano.

Mas, há as pessoas. Essas valem a pena.

Pra quem conseguiu chegar até o fim dessa longa carta, preciso dizer duas coisas...

1) Sinto-me aliviado por ficar longe de determinados personagens, pretensiosos e arrogantes, que exigem "lealdade"; parecem "poderosos chefões" falando com seus seguidores... Se depender de mim, como aconteceu na eleição, vão ficar falando sozinhos.

2) Mas, de meus colegas, da imensa maioria, vou sentir saudades.

Saudades das equipes na rua - UPJs que foram professores; cinegrafistas que foram companheiros; esses sim (todos) leais ao Jornalismo.

Saudades dos editores - que tiveram paciência com esse repórter aflito e procuraram ser leais às minúcias factuais.

Saudades dos produtores e dos chefes de reportagem - acho que fui leal com as pautas de vocês e (bem menos) com os horários!

Saudades de cada companheiro do apoio e da técnica - sempre leais.

Saudades especialmente, das grandes matérias no Globo Repórter - com aquela equipe de mestres (no Rio e em São Paulo) que aos poucos vai se desmontando, sem lealdade nem respeito com quem fez história (mas há bravos resistentes ainda).

Bem, pelo tom um tanto ácido dessa carta pode não parecer. Mas levo muita coisa boa daqui.

Perdi cabelos e ilusões. Mas, não a esperança.

Um beijo a todos.

Rodrigo Vianna.

Terra Magazine

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Visita do The Who pela América do Sul começa em março

da Ansa, em Santiago, e da Folha Online


O grupo britânico The Who visitará a América do Sul pela primeira vez em março de 2007, em um giro que incluirá shows no Chile, Argentina e, provavelmente, também no Brasil (ainda sem confirmação oficial).

O show em Santiago será realizado em 21 de março no Estádio Nacional e o da Argentina, três dias depois, no estádio do clube River Plate, indicaram promotores locais.

No entanto, o site "Thewhotour" confirma shows apenas até o dia 17 de março, no México. Neste giro, o conjunto britânico divulga "Endless wire", seu primeiro álbum em 24 anos.

O disco de 19 canções inclui uma seção chamada "Wire & glass", na qual o grupo retoma o conceito de ópera rock, formato em que o The Who foi pioneiro com sua obra "Tommy" (1969).

A banda ícone dos anos 60, como parte do movimento conhecido como "invasão britânica", alcançou impacto mundial com sucessos como "My generation", "Baba O'Riley", e "I can't explain".

Após a morte do baterista Keith Moon em 1978 e do baixista John Entwistle em 2002, o The Who é formado hoje por dois de seus membros originais: o guitarrista Pete Townshend (compositor da maioria das músicas) e o vocalista Roger Daltrey.

Entre os músicos que os acompanham neste giro, está o baterista de Zark Starkey, filho de Ringo Starr.

No começo deste mês, foi divulgado que a Planmusic, responsável por shows como os do U2 no Brasil, traria o The Who ao Brasil em março de 2007.Mas a empresa ainda não se manifestou oficialmente sobre rumores de que a vinda do grupo ao Brasil tinha sido cancelada.
Beatles e Stones ficarão mais pobresAções do documento


Uma comissão independente creditou a autenticidade das leis que determinam a expiração dos direitos autorais sobre uma música após 50 anos de seu lançamento. Sendo assim, duas maiores bandas do rock da história deverão perder, nos próximos sete anos, os direitos sobre suas músicas lançadas em 1963.

Porém, o veredicto ainda será dado pelo governo britânico. Mas ao que tudo indica, a partir do anos de 2013, não será mais preciso pagar royalties aos Beatles pela utilização de clássicos como "Love Me Do", de 1963 ou "Can I Get A Witness", do primeiro álbum dos Stones, "The Rolling Stones", de 1964. Sendo assim, a cada ano seguinte outras músicas ficariam livres.

Alguns músicos já protestaram contra a decisão, como foi o caso de Cliff Richards, que pediu para que a validade dos direitos autorais fosse estendida para 95 anos, como acontece nos EUA.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Roadie assume teclados em shows do The Who



Brian Kehew, roadie do THE WHO, assumiu os teclados da banda no lugar de John "Rabbitt" Bundrick , ausente devido a problemas de saúde de sua mulher. "Roadies muitas vezes assumem os lugares dos músicos nas passagens de som, e quando a banda ouviu Brian ficou impressionada" disse o manager Robert Rosenberg.


Na realidade, as habilidades de Kehew já são bem conhecidas principalmente dos beatlemaníacos, já que ele é co-autor do "Recording the Beatles", livro que disseca os meandros técnicos das gravações do Fab Four.

Bill Ward realmente está fora do Heaven & Hell


do Whiplash


Confirmando o que já foi publicado há alguns dias, o baterista Bill Ward postou uma mensagem em seu site oficial afirmando que não fará parte do HEAVEN & HELL.

"Em resposta às especulações sobre minha participação no projeto Heaven And Hell, gostaria de confirmar que não estou envolvido nas gravações tampouco nos shows que serão realizados. Quero desejar aos garotos - Tony, Geezer, Ronnie e Vinny - muito sucesso no próximo ano", disse Bill.

As gravações ao qual se refere são de duas faixas inéditas que estarão presentes na compilação "Black Sabbath: The Dio Years", coletânea de faixas registradas na época em que Ronnie James Dio era o vocalista.

Genesis: ingressos já esgotados em alguns shows



Por Cleyton Lutz

As entradas das apresentações que vão ser realizadas nos estádios Old Trafford e Twickenham, nos dias 7 e 8 de julho, as primeiras do GENESIS em solo inglês nos últimos quinze anos, se esgotaram em uma hora e meia.

Os músicos estão bastante empolgados com a reunião. “Esta turnê será divertida”, afirmou Mike Rutherford à revista britânica Mojo. “Nós ainda estamos excitados por tocarmos novamente” completou Tony Banks.

A turnê do GENESIS ocorrerá nos meses de junho e julho do próximo ano. Ao todo já foram agendados 21 shows, mas a banda ainda avalia a possibilidade de incluir outras apresentações.

Iommi esclarece a razão do nome Heaven & Hell



<P>Por Leonardo Sousa, do Whiplash


HEAVEN AND HELL — a nova banda composta pelo lendário vocalista Ronnie James Dio (DIO, BLACK SABBATH, RAINBOW) junto com os outros membros originais do BLACK SABBATH, Tony Iommi e Geezer Butler — foi entrevistada no começo dessa semana na Inglaterra pelo VJ Eddie Trunk do VH1 Classic para um programa que deve ir ao ar em janeiro.

Durante seu programa de rádio semanal, "Friday Night Rocks", que foi ao ar pela Q104.3 FM em Nova York no dia 24 de novembro, Trunk deu o seguinte comentário a respeito de sua entrevista com o HEAVEN AND HELL sobre o próximo CD e a turnê (OBS.: transcrição feita pelo Blabbermouth.net):

"Houve muita especulação sobre o fato da banda se chamar HEAVEN AND HELL e não BLACK SABBATH por causa de alguns fatores legais, ou devido a Sharon Osbourne ou alguma coisa do gênero. Este NÃO é o caso. Tony Iommi detém os direitos do nome BLACK SABBATH, e tanto ele como Ronnie James Dio decidiram que seria melhor chamar essa formação com outro nome pois acham que depois que o BLACK SABBATH com o Ozzy entrou para o Rock and Roll Hall of Fame, seria um pouco desrespeitoso e também confuso se chamar a reunião com o Dio de BLACK SABBATH novamente. Então eles decidiram — e foi uma decisão só deles - dar um outro nome a banda. Está é a razão dos shows estarem sendo agendados como HEAVEN AND HELL. Mas isso é um pouco confuso, pois o novo CD que vai ser lançado se chamará 'Black Sabbath: The Dio Years'.

O DESTINO DO PALMEIRAS É SE TORNAR UM TORINO


Dois gigantes do futebol europeu do século passado estão penando para manter-se minimamente competitivos em relação aos concorrentes e rivais. O Atlético de Madri, que já teve Luís Pereira e Leivinha, foi por muitos anos a terceira força espanhola, mas, depois de seu nono título nacional, em 1996, entrou em crise, caiu para a segunda divisão em 2000 e só retornou à elite em 2003.

Hoje Sevilla, Valencia, Villarreal e Deportivo La Coruña o ultrapassaram em importância. Pelo menos ainda mantém resquício de um passado glorioso e tenta sair do atoleiro.

Já o italiano Torino, provavelmente o melhor time europeu entre 1945 e 1949, base da seleção italiana da época, é um caso mais dramático.

Sete vezes campeão nacional e frequentador assíduo de finais de competições européias, mergulhou em crise gigantesca no início dos anos 90, quando subiu e desceu várias vezes entre as séries A e B do Campeonato Italiano até finalmente falir em 2005, dando lugar a uma nova agremiação - deixou de ser o AC Torino para virar Torino FC. Hoje está de volta à Série A, mas logo voltará à B.

O Palmeiras é bem maior que os dois times acima. Tem a quarta maior torcida do Brasil e é considerado por muitos rankings o campeão do século XX no Brasil. O Torino é só a oitava torcida italiana e o Atlético de Madri com dificuldade situa-se entre as cinco maiores torcidas espanholas. E, no entanto, parece que os diretores palmeirenses estão muito empenhados em transformar o time no Torino, para depois seguir a passos largos em direção à situação da Lusa.

De clube modelo e com o caixa em dia, que passou mais de 30 anos sem atrasar um dia sequer os salários de funcionários e jogadores, rivalizando em termos de gestão administrativa (incluindo a parte social) com o São Paulo, passou a uma filial de clubes cariocas.

Os atrasos ainda são dias, e não escandalosos como no futebol do Rio de Janeiro, mas mostra que caminho fantático está trilhando o time verde paulistano. As dívidas se acumulam - R$ 37 milhões de déficit até setembro de 2006, segundo Dallmo Pessoa, no programa Mesa Redonda da TV Gazeta.

A campanha ridícula de 2006 era prevista, pois deveria ter acontecido já em 2004. Milagrosamente, Estevam Soares conduziu uma eqipe de segunda divisão dentro e fora de campo à Taça Libertadores. Em 2005, mesmo caos e mesma qualidade ruim de elenco e diretoria, mas Emerson Leão fez outro milagre e levou novamente o time à Libertadores. Só que os problemas continuaram e continuam.

Fala-se muito em choque de gestão, em modernização de departamento de futebol, administração profissional e outras palavras belas do jargão de gurus de marketing e auto-ajuda. Mas como implantar conceitos modernos como esses em um lugar onde conselheiro se vende por um cafezinho na sala da presidência, ou por um carguinho de diretor de bocha?

Como pedir empenho e profissionalismo em um lugar que até então pagava em dia, mas onde predominava a omissão, a vaidade e o clientelismo? É exatamente assim que funciona o departamento de futebol do Palmeiras, loteado e ocupados por incompetentes, interesseiros e oportunistas.

Como é que o omisso presidente permitiu a fritura e demissão de um técnico reconhecidamente competente como Leão? Como ele permitiu que a vaidade de um diretor desconhecido e incompetente predominasse em plena disputa da Libertadores?

E como é que o mesmo omisso permitiu que o diretor de futebol, muito mais incompetente, conseguisse xingar em público o técnico do time, que era um oásis de competência, e assim provocar sua saída, somente porque havia sido contratado pelo vaidoso diretor anterior responsável pela saída de Leão?

Diante de um quadro desolador desses, como exigir comprometimento de um elenco reconhecidamente ruim e desinteressado, com problemas internos visíveis, principalmente de caráter?

Como é que um monstro sagrado como o goleiro Marcos pode impor sua liderança se jogadores mais novos como Ilsinho e Francis simplesmente cospem na instituição, como se o Palmeiras fosse um clube qualquer? Logo Francis, que ficou exilado no Palmeiras B - de onde não deveria ter saído - falando grosso e ignorando a sabedoria de Marcos, Sérgio e Edmundo...

Esse roteiro é exatamente o mesmo que foi seguido pelo Torino nos anos 90, a julgar pelas informações publicadas pelo sério Gazzetta Dello Sport. Se o objetivo é esse, então com certeza é a única ação competente da diretoria do clube nos últimos anos. é o projeto Série B 2008 by Della Monica/Mustafá.

P.S.: Com as devidas adaptações, esse texto também pode servir para ilustrar a crise corintiana.

terça-feira, novembro 21, 2006

Shows do Who no Brasil teriam sido cancelados?


Nota publicada no O Globo, de autoria de Bernardo Araújo, afirma que os shows do THE WHO que seriam realizados em fevereiro foram cancelados.

O motivo teria sido a desistência de última hora do FOO FIGHTERS, que supostamente estava escalado para abrir os shows, e com isto o empresário Luiz Oscar Niemeyer teria desistido da empreitada, já que o investimento seria muito arriscado.
Por hora não há confirmação oficial da banda, tampouco do empresário.

A pergunta que fica: como é que podem cancelar um show se el nem ao menos foi CONFIRMADO pela banda?

sexta-feira, novembro 03, 2006

Robert Plant trabalhando em álbum Country



Por Thiago Coutinho, do Whiplash

De acordo com a Launch Radio Networks, Robert Plant, vocalista do LED ZEPPELIN, esteve recentemente em Nashville trabalhando em um álbum com o cantor de música country e bluegrass Alison Krauss.

Nenhuma informação oficial acerca do projeto foi disponibilizada até o momento. O jornal norte-americano Tenneseean, no entanto, afirma que o álbum pode ser um dos fortes candidatos ao Grammy Awards de 2008.

Filho de Eddie é novo baixista do Van Halen?




Corre na internet a notícia de que o filho do guitarrista Eddie Van Halen, Wolfgang Van Halen, é o novo baixista do VAN HALEN. Entretanto, não houve anúncio oficial de que o atual baixista, Michael Anthony, tenha saído. Aliás, não há anúncio oficial sequer sobre a existência da banda, ou mesmo se ela terminou. O noato fala que o O jovem de 15 anos substitui, que teria saído no início deste ano. No entanto a banda continuaria sem vocalista, apesar dos rumores da volta de David Lee Roth. Na minha opinião, é mais um boato infundado.

Juíza nega que baixar música na internet seja crime


da Ansa, em Madri

"Baixar" música da internet não é um crime se essa ação não tiver fins lucrativos. Esta foi a sentença de uma juíza de Santander, Espanha, ao absolver um usuário de 48 anos acusado de ter descarregado álbuns musicais que seriam movimentados entre seus amigos.

No veredicto, a juíza Paz Aldecoa rejeitou os argumentos da acusação, que havia pedido há dois anos multas e indenização e afirmou que os fatos denunciados não merecem uma sanção penal.

Um crime contra a propriedade intelectual, disse a juíza, tem que estar determinado por fins lucrativos e este não é o caso.