do site Whiplash
"Led levou o Rock a outro nível", diz Roger Daltrey
Roger Daltrey falou sobre a importância de Robert Plant e do LED ZEPPELIN na edição da revista Classic Rock que está nas bancas (nos Estados Unidos).
Lembra Daltrey: "quando o Zeppelin apareceu eu achei que eles eram fantásticos. Um dos primeiros shows deles nos Estados Unidos foi abrindo pra gente, em Maryland. Eu fiquei do lado do palco e assisti o show dos caras e me lembro de achar que eles eram brilhantes... Meio que derivativos do Cream mas com muito mais peso. Robert era um vocalista de Rock'N'Roll. Jack Bruce era na verdade um vocalista de jazz e Blues. Mas Robert sabia como agitar".
Ele continuou a explicar como o Zeppelin acabou por definir as mudanças no Rock que começaram no final dos anos 60: "O Zeppelin pegou o Rock e o levou a outro nível. Havia poder ali. Eis que de repente aquela era uma nova forma de música. A cena musical da época estava começando a ficar um pouco cansada. Mesmo o (Jimi) Hendrix... estava indo por um caminho mais Jazz. O Zeppelin recuperou a cena".
Em 14 de dezembro, Daltrey se apresentou com o TRANS-SIBERIAN ORCHESTRA em Uniondale, Nova York, no Nassau Coliseum. O site Thewho.com informou que Daltrey se apresentou por 15 minutos e cantou os clássicos do THE WHO "Behind Blue Eyes", "Pinball Wizard" e "See Me, Feel Me".
Espera-se que o grupo saia em turnê ainda em 2008, apesar de ainda não haver ocorrido divulgação de datas ou locais. De acordo com informações desencontradas tanto de Daltrey quanto de Pete Townshend, é possível que a banda faça shows no Japão e na Austrália. Townshend, que aparentemente está compondo material para o sucessor do "Endless Wire", de 2006, declarou que espera também se apresentar na Inglaterra.
Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
terça-feira, dezembro 25, 2007
Texto publicado na Folha de S. Paulo de 15 de dezembro de 2007
JOSÉ GERALDO COUTO
Jesus, amor etc.
Kaká, como jogador, é o máximo, mas tomá-lo como modelo para os jovens é anacrônico e conservador
A escolha de Kaká como melhor futebolista do planeta não surpreendeu ninguém, pelo que ele jogou na temporada. O que me assustou um pouco foi ouvir no rádio e na televisão uma porção de gente exaltar o rapaz como "modelo positivo para a juventude". Ora, vamos combinar, Kaká fora de campo, à parte a beleza física evidente, é de uma insipidez espantosa. Mauricinho e carola, sua imagem corresponde a um bom-mocismo que eu julgava há muito superado. Não me entendam mal.
Nada contra ele casar virgem e estampar na camiseta que "pertence a Jesus". Mas daí a tomar isso como exemplo de caráter vai uma grande distância. Kaká, é bom lembrar, foi um dos primeiros a sair em defesa do casal Hernandes, os líderes da igreja evangélica Renascer em Cristo, que foram parar na cadeia por ludibriar a fé dos incautos e sonegar impostos. Apoio no mínimo questionável, a meu ver.
Ainda assim, problema dele. Mas há algo de profundamente regressivo em considerar esse tipo de comportamento como "sadio". Querer restaurar, a esta altura do campeonato, valores como a virgindade e a fé religiosa cega traz um perigoso ranço de TFP (a ultraconservadora Sociedade de Defesa da Tradição, da Família e da Propriedade), ainda que sob as tintas mais estridentes, pragmáticas e mercantilistas das correntes evangélicas. Como contraponto a esse obscurantismo anacrônico, lembro um episódio ocorrido com o grande ex-jogador e ex-treinador Elba de Pádua Lima, o Tim (1915-84), e narrado no recém-publicado "João Saldanha - Uma Vida em Jogo", de André Iki Siqueira.
Tim era técnico de um clube grande do Rio de Janeiro quando, numa peneira, um garoto ansioso por agradá-lo declarou: "Não bebo, não fumo nem farreio". Tim respondeu: "Pois aqui você vai aprender a fazer tudo isso". Claro que ninguém aqui é criança. Sabemos que o álcool, o cigarro e as noites maldormidas podem prejudicar a saúde e o desempenho de qualquer profissional. Mas são, no mais das vezes, experiências que fazem parte do aprendizado de vida de qualquer cidadão saudável.
Millôr Fernandes escreveu uma vez que a mais incompreensível de todas as taras é a abstinência. Ernest Hemingway, por sua vez, quando indagado sobre as coisas que poderiam atrapalhar a atividade do escritor, respondeu: "Mulheres, bebida, dinheiro. E também falta de mulheres, de bebida e de dinheiro". João Saldanha, sábio do futebol e da vida, ajudava seus jogadores a fugir da concentração para se divertir. Só recomendava, de modo meio machista, que não mudassem de mulher às vésperas de um jogo, caso contrário tenderiam a "mostrar serviço" na cama, desgastando-se em excesso.
Kaká entregou a alma a Jesus, o dinheiro à Renascer e a virgindade à noiva. Vágner levou uma mulher para a concentração do time e ganhou o apelido de Love.
O primeiro é muito mais jogador, mas o "exemplo" do segundo me agrada mais.
Por Luis Fernando Correia
Comentarista da CBN
Extraído do Blog de Juca Kfouri
Cientistas da Universidade de Oxford analisaram cientificamente a influência da altitude nos jogos de futebol. Segundo a pesquisa, publicada na última edição da revista "The British Medical Journal", os times do alto das montanhas aumentam as chances de vitória de 53% para 82%, quando enfrentam times que vêm do nível do mar.
Para chegar a essa conclusão, os estatísticos analisaram o banco de dados da Fifa que contém resultados de 1.460 jogos, num período de cem anos. A América do Sul foi a principal fonte de pesquisa, pois aqui se encontram as maiores diferenças de altitude em jogos internacionais. Um bom exemplo é o Rio de Janeiro, que fica ao nível do mar, e La Paz, a 3.650 metros de altitude.
A altitude afeta o funcionamento do corpo dos atletas que viajam para jogar sem períodos de adaptação, a chamada aclimatação. Por causa da menor pressão atmosférica, uma quantidade menor de oxigênio entra no corpo a cada inspiração. Essa redução de oxigênio no organismo provoca dor de cabeça, náuseas, tonteira e fadiga. Além disso, as temperaturas são mais baixas e o ar é mais seco.
Ao comparar os placares dos jogos entre times de altitudes diferentes, ficou comprovado que a vantagem numérica das equipes da Cordilheira dos Andes se traduz numericamente em aumento das chances de marcar gols, e menor número de gols sofridos.
Comparando os principais times da América do Sul –- Brasil, Argentina e Uruguai -–, a países localizados em altitudes mais elevadas, a vantagem de se jogar nas montanhas contra uma equipe de um país ao nível do mar sobe para 82%, contra 53% se os dois times forem de mesma altitude.
A cada 1.000 metros de diferença, o time da casa ganha quase meio gol de vantagem. Portanto, a Bolívia jogando em La Paz, 4.082 metros em seu ponto mais alto, numericamente sai com 1,48 gols de vantagem sobre um time do nível do mar.
Os cientistas foram capazes de determinar que, somente por conta da altitude, existe um aumento da chance do time da casa marcar um gol, e ao mesmo tempo diminui em 50% a chance do goleiro ver a bola no fundo da rede.
Apesar de esclarecida a questão médico-desportiva, o assunto é controverso do ponto de vista político do futebol. Entretanto, a Fifa acaba de aprovar, no último dia 15 de dezembro, em Tóquio, uma determinação para que não ocorram jogos em altitudes acima de 2.750 metros, sem o devido período de aclimatação, estimado em dez dias. Essa resolução passa a fazer parte imediatamente dos regulamentos da entidade e a Fifa recomenda que seja seguida em todos os jogos internacionais.
terça-feira, outubro 30, 2007
A crise que envolve um ex-ícone da esquerda brasileira e dos direitos humanos - padre Júlio Lancellotti - evidencia um problema muito maior, o desvio ddinheiro protagonizado por religiosos, entidades religiosas e seitas.
Ainda é cedo para dizer que o padre é pedófilo, mas ele tem a obrigação moral de explicar de onde tirou o dinheiro que "presenteou" o ex-interno da Febem que diz ser amante de Lancellotti.
Se o padre diz que recebia R$ 1 mil da Igreja e mais R$ 2,5 mil como funcionário da Febem, não poderia jamais dar dinheiro vivo para o ex-interno comprar uma Pajero. A suspeita é de que ele tenha desviado recursos que recbia da Prefeitura de São Paulo para tocar a sua ONG que cuisda de crianças aidéticas - um trabalho louvável, diga-se.
Entretanto, suas benfeitorias não podem mascarar o desvio de dinheiro público, caso ele realmente tenha ocorrido. As seitas e igrejas precisam ser investigadas e devassadas com o mesmo empenho que a Polícia Federal espezinha os "donos" da "igreja" Renascer.
Na verdade, as igrejas e as religiões precisam ser extintas.
Em 2006 o Palmeiras escapou do rebaixamento na penúltima rodada, mesmo perdendo em casa por 4 a 1 para o Internacional, na estréia de Alexandre Pato. Só se salvou porque a Ponte Preta fez o serviço e perdeu para o Goiás.
O Corinthians escapa do rebaixamento neste ano, mas não por méritos próprios. Sport e Goiás estão fazendo uma força danada para cair.
A julgar pela transmissão ufanista da Rede Globo, o país inteiro está comemorando a confirmação da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, como se todo mundo já não soubesse que seria aqui.
Realmente, nem consegui chegar ao trabalho hoje, tamanha a concentração humana mas ruas de São Paulo...
sexta-feira, outubro 05, 2007
Norte-americana foi condenada por tribunal em Minnesota por fazer do download de 24 arquivos Da Efe e AP
WASHINGTON - Um juiz de Minnesota (EUA) multou uma mulher em US$ 222 mil (cerca de R$ 402 mil) por fazer download de 24 músicas na internet, após processo movido pela indústria fonográfica americana. A informação foi publicada nesta sexta-feira, 5, na edição digital do jornal Duluth News Tribune.
Segundo o jornal de Minnesota, o advogado das empresas, Richard Gabriel, diz que a ação não pretende obter dinheiro para seus clientes, mas "enviar uma mensagem à população".
O juiz avaliou que Jammie Thomas, mulher de 30 anos com dois filhos, feriu os direitos autorais ao baixar 24 arquivos digitais pelo software Kazaa.
As empresas Capitol Records, Sony BMG Music Entertainment, Arista Records, Interscope Records, Warner Bros. Records e UMG Recordings acionaram então sua parceira "antipirataria". A Safe Net, por sua vez, encontrou na comunidade do Kazaa um usuário com o nome "tereastarr", que no dia 21 de fevereiro de 2005 disponibilizava 1.702 músicas para download de outros usuários.
Segundo o jornal, a empresa baixou os arquivos, cujos direitos de autor correspondiam às gigantes da indústria fonográfica norte-americana.
O advogado disse a jornalistas na frente do tribunal que "o que mais gostamos nesse processo foi a oportunidade de mostrar claramente as provas que obtivemos".
Acrescentou ainda que a decisão judicial envia a mensagem de que "baixar e distribuir nossas gravações com direitos autorais não é uma conduta legal".
De acordo com os advogados da indústria fonográfica, a "pirataria musical" tem causado prejuízo da ordem de milhões de dólares. Nos Estados Unidos, a Associação da Indústria de Gravação moveu pelo menos 26 mil ações contra pessoas físicas com a acusação de baixar e distribuir arquivos digitais protegidos por leis autorais.
A decisão judicial prevê que Jammie Thomas pague US$ 9,25 mil (cerca de R$ 16,7 mil) por cada uma das 24 músicas baixadas.
sexta-feira, setembro 21, 2007
EDUARDO VIEIRA DA COSTA
Editor de Esporte da Folha Online
Na Inglaterra existe um conceito conhecido como Espírito Corintiano (Corinthian Spirit) que diz respeito à maneira como um jogo é encarado. Segundo ele, o importante não é simplesmente vencer, mas sim a maneira como se joga, a postura e o comportamento do atleta.
Tudo começou com o Corinthians Football Club, time lendário de Londres, fundado em 1882, que lutou contra o profissionalismo do esporte e se recusou a integrar a Football League. Preferia disputar apenas amistosos, apesar de ter um timaço na época.
Por conseqüência, o Corintianismo inglês associa-se também a tudo que envolve o fair play, o romantismo no esporte.
Esse Espírito Corintiano esteve presente nos gramados ingleses mais uma vez nesta semana. Leicester City e Nottingham Forest fariam o reinício de um jogo da Copa da Liga Inglesa que havia sido paralisado há cerca de três semanas.
No intervalo do jogo original, o zagueiro do Leicester Clive Clarke sofreu uma parada cardíaca e teve que ser levado ao hospital. Os times decidiram então suspender a partida, temendo pela morte do atleta, o que não ocorreu.
Como Nottingham vencia por 1 a 0, o Leicester decidiu dar um gol logo início da nova partida ao rival, para fazer justiça ao placar anterior. O goleiro Smith correu com a bola, passou pelos adversários parados, cumprimentou seu colega no gol rival e fez o gol.
Apesar da vantagem no placar, o Nottingham acabou derrotado por 3 a 2.
O lance lembrou muito um jogo de 2005 entre o Ajax e o Cambuur Leeuwarden. Ao tentar devolver uma bola ao goleiro rival de muito longe, Jan Vertonghen acabou marcando um golaço por cobertura. Logo em seguida ele pediu desculpas e disse que foi sem querer. Na saída de bola, os jogadores do Ajax ficaram todos parados para o adversário fazer o gol.
Outro exemplo famoso de fair play aconteceu, é claro, na Inglaterra. Em 2001, o atacante Di Canio, que é assumidamente fascista, deu exemplo ao pegar a bola com as mãos e parar uma jogada em que poderia ter marcado para o West Ham com o gol vazio. O goleiro do Everton estava caído no chão, fora da área, contundido. Di Canio recebeu inclusive o prêmio de Fair Play da Fifa naquele ano pelo gesto.
Sempre na Inglaterra. Em 1999, Ray Parlour, do Arsenal, tentou devolver uma bola a um jogador do Sheffield United. Mas o atacante Kanu não quis saber. Interceptou o passe e tocou para Overmars, que mandou para as redes diante de rivais que ficaram parados. O Arsenal venceu por 2 a 1 graças àquele gol, mas o técnico Arsene Wenger resolveu oferecer aos rivais a possibilidade de jogar a partida novamente. Apesar de não ter havido nenhuma irregularidade que justificasse realizar o jogo de novo, a Fifa autorizou os times a jogarem em nome do Fair Play. E o Arsenal venceu de novo.
Mais um caso famoso inglês. Jogando pelo Liverpool contra o Arsenal, em 1997, Robbie Fowler se envolveu em uma jogada com o goleiro David Seaman e caiu dentro da área. O juiz deu pênalti, mas Fowler disse ao árbitro que não havia sido atingido e que não queria a penalidade. Não teve jeito. O juiz manteve a marcação. Na cobrança, Fowler bateu e Seaman pegou. Mas o atacante jurou após o jogo que não perdeu de propósito. Ok.
Agora, uma situação hipotética. Final de Campeonato Paulista entre Corinthians e Palmeiras. Por algum motivo relacionado a Fair Play, os corintianos decidem conceder um gol aos palmeirenses. Na saída de bola no meio-campo, Edmundo carrega a bola sozinho. Todos os jogadores do Corinthians parados. Goleiro parado. Ele chuta e faz o gol.
Praticamente impossível. Inimaginável. Muito provavelmente, o corintianismo brasileiro (leia-se paixão do torcedor) não permitiria uma atitude dessas. Fair Play, aqui, tem limite.
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Um bom exemplo do limite do Fair Play brasileiro é a Copa de 1998. Na decisão contra a França, Rivaldo tocou a bola para fora para que um adversário fosse atendido. Tomou uma bronca de Edmundo: "Isso é aqui é final de Copa do Mundo!".
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O Corinthian Football Club é o time que inspirou o Sport Club Corinthians Paulista a adotar esse nome. Eles viajam ao redor do mundo difundindo o futebol. Em 1939, eles se juntaram ao Casuals e formaram o Corinthian-Casuals Football Club.
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Clique aqui para ver o gol do Nottingham Forest com os jogadores do Leicester parados.
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Veja também o lance de Fair Play do Ajax e o de Di Canio.
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Nem só de Fair Play vive o futebol. Aqui, uma compilação de jogadas violentas e agressões.
quarta-feira, setembro 12, 2007
Alento e otimismo
O novo acordo salarial obtido pelos metalúrgicos da CUT com as montadoras paulistas é um alívio para o ABCD. Não só pelas bases em si, que foram boas e representam ganhos para os trabalhadores, mas também por mostrar um clima de otimismo na economia regional.
Depois de momentos tensos em 2006, com a greve na Volkswagen, em São Bernardo, por conta do anúncio de mais de 3 mil demissões, imagina-se que as próximas negociações salariais de 2007 seriam mais tensas com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Sindipeças (Sindicato das Empresas de Autopeças), Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e outras representações patronais.
O fato é que o setor automotivo - e por tabela quase toda a indústria de metalurgia - vive um excelente momento e nada mais justo do que os trabalhadores exigirem mais do que normalmente o empresariado oferece em termos de reajustes salariais e abonos. Claro que o ideal é sempre aquilo que quase nunca atingimos, mas o acordo firmado pela FEM-CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos) é um indicativo de que podemos esperar por dias mais promissores na economia do ABCD.
Aliás, já é tradição os metalúrgicos da CUT de São Bernardo e Diadema liderarem os processos de negociação em uma região que ainda sofre com problemas originados nos anos 90, com a abertura desenfreada do mercado nacional às importações.
O parque industrial hoje é outro no Brasil, e completamente modificado no ABC, e os trabalhadores e suas lideranças souberam entender o momento e se adapatar a ele. Afora episódios tormentosos, como a demissão na Volks, no ano passado, as conversações dos metalúrgicos, em novas bases, mais uma vez tornaram-se modelo para as relações trabalhistas modernas não só em São Paulo, mas no Brasil inteiro.
Por isso é que chama a atenção a recusa da mesma proposta de reajuste salarial aceita pela CUT pelos sindicatos ligados à Força Sindical e Conlutas - a proposta é reajuste de 7,44%, sendo 4,82% de reposição da inflação e 2,5% de aumento real.
A decisão é um misto de miopia trabalhista com radicalismo despropositado. Esses sindicatos, nodatamente os de São Caetano e de São José dos Campos, cidades que abrigam fábricas da General Motors, apostam arriscadamente em um confronto ao reivindicar reajustes acima de 12%, como se houvesse a possibilidade de a GM descolar sua proposta daquela que foi oficializada pela Anfavea e aceita pela CUT.
Em tempos de estabilidade econômica e negociações maduras realistas, a posição daqueles sindicatos não é recomendável.
segunda-feira, agosto 27, 2007
João Gilberto é um dos maiores embusteiros da música mundial. Nâo sabe cantar, toca mal violão e sempre grava as mesmas cinco músicas há cinquanta anos - sempre toca as mesmas cinco músicas há cinquenya anos - e ainda o chamam de gênio. Risível.
P.S.: Por outro lado, o cara pode ser mesmo gênio. Afinal, mesmo sendo um artista ruim e embusteiro ainda é considerado gênio. Para refletir.
Finalmente alguém teve coragem de dizer em uma publicação de grande circulação e de razoável credibilidade que DJ não é músico. O colunista Marcos Sokol, da Rolling Stone brasileira, desce a lenha nesses farsantes na edição de agosto, com o intragável Caetano Veloso na capa. Sokol critica os músicos decadentes e desempregados(cita Glen Matlock, ex- Sex Pistols, e Andy rourke, ex-Smiths) na Inglaterra que viajam pelo mundo "tocando" como DJs e mordendo cachês de produtores otários. Mesmo os mais famosos, como Fatboy Slim e Marky Mark, são impostores. Qualquer um pode discotecar. Chamar esses caras de músicos é piada.
Cinema: "O Ultimato Bourne", terceiro filme da trilogia, com Matt Damon; "Escorregando para a Glória", com Will Ferrel e Josh Gordon, uma comédia sobre o mundo da patinação artística no gelo.
DVDs - filmes: "Segredos de Berlim" (The Good German, com George Clooney e Cate Blanchett, um thriller de suspense ambientado no final de Segunda Guerra Mundial; "Dresden", filme alemão que mostra a destruição da cidade durante o maciço bombardeio aliado na cidade em 1945; "Brigada Tigre", filme francês com Diane Kruger, que mostra uma divisão de elite da polícia francesa tentando evitar atentados em Paris em 1907 que impediriam a aliança entre Inglaterra, Rússia e França, que entrariam em guerra juntas sete anos depois contra a Alemanha.
DVDs - shows - "Score", DVD triplo do Dream Theater comemorando seus 20 anos de csrreira em Nova York; "Live in Montreux 2003", ótima apresentação do Yes no festival suíço; "Boneshaker", show que comemora 30 anos de existência do Motorhead.
Shows - Juliette and the Licks, grupo de rock da atriz Juliette Lewis, toca no TIM Festival em outubro.
Uma das maiores vergonhas deste país é a elite econômica, parasita e criminosa. O governo Lula merece repúdio total e irrestrito por causa da péssima administração, do caos na infra-estrutura, no caos institucional, dos absurdos e constantes casos de corrupção e abuso de poder, sem falar no aparelhamento do funcionalismo e da fisiologia.
Dito isso, e sempre respeitando o direito de liberdade de expressão, afirmo que o "movimento" chamado "Cansei", liderado pela elite paulista, é nojento e obsceno. É vergonhoso.
Um bando de parasitas que só se beneficiaram da economia lulista até agora resolve fazer "passeatas" com seus cãezinhos porque estão "cansadinhos" de ficar esperando por duas horas em aeroportos.
Onde estavam esses vagabundos quando estouraram os diversos casos de corrupção no governo Lula e nos governos estaduais? Onde estavam quando houve a greve do metrô paulistano, ou quando começaram as greves do funcionalismo em Alagoas, Ceará, Paraíba, Rio? Onde estavam quando começou o caso Renan Calheiros? Cadê esse bando de desqualificados quando o MST empreende invasões de prédios públicos e fazendas?
Todo mundo tem direito de se manifestar e protestar, até os ricos. Mas é muita falta de senso do ridículo esses lixos humanos parasitas reclamarem publicamente por causa de "problemas" em alguns de seus "confortos", justamente quando seus bolsos estão cada vez mais cheios. Gentinha desclassificada.
O STF (Supremo Tribunal Federal) sempre foi político e sempre agiu polticamente contra os interesses do país e a favor de seus próprios interesses. Agora os juízes querem posar de vítimas com as denúncias de grampos. Nada foi comprovado até agora e acusações sem provas foram feitas à Polícia Federal. Os ministros do STF precisam ser investigados imediatamente, assim como suas atuações precisam ser avaliadas com cuidado.
Tem gente confundindo por aí preconceito com o fato de gostar ou não. Na essência, dizem filósofos e professores diversos da área de humanas, o ato de gostar ou não já embute um preconceito. Intelectualices e conceituações à parte, na vida real as duas coisas são muito diferentes.
A revista Brasileiros, recém-lançada e em seu primeiro número, há dois meses, traz uma pesquisa inédita e interessante do Ibope sobre preconceito. Só que o autor do texto esbarra perigosamente na fonteira entre o preconceito e o ato de gostar ou não.
Todo preconceito é odioso e merece ser combatido, mas eu tenho o direito de não gostar. Eu exijo esse direito e vou exercê-lo. Tenho o direito de não gostar de árabes, de judeus, de europeus, de nórdicos, de são-paulinos, de corintianos, de flamenguistas, de argentinos, de moradores da Barra Funda. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas é fundamental o respeito aos direitos dos outros.
quinta-feira, agosto 23, 2007
Surgiu na Europa e cresce nos Estados Unidos uma palhaçada travestida de ONG chamada Creative Commons, que não reconhece os direitos autoriais nos meios digitais de comunicação.
Na verdade, é um bando de idiotas anarquistas que quer abolir qualquer pagamento pela propriedade intelectal de qualquer obra de arte, seja na música, na literatura, nas artes plásticas, principalmente se as obras estão ao alcance das mãos na internet.
Ou seja, pregam abertamente a pirataria e a cópia ilegal de obras de arte. São bandidos e precisam ser combatidos e eliminados da internet. E o pior quer a idiotice até cooptou músicos, que adoraram a idéia. Era só o que faltava, oficializar a pirataria.
Por outro lado, o Surpemo Tribunal Federal (STF), supostamente assoberbado de trabalho, senta em cima de questões importantes, como a questão dos bancos ficarem sujeitos ao Código de Defesa do Consumidor. Um ministro simplesmente está há mais de ano com o processo e não julga, favorecendo (involuntariamente? quero crer que sim) os bancos e prejudicando os correntistas.
Qualquer briga de condomínio e de marido e mulher vai parar no STF, que deveria só julgar questões constitucionais e importantes. E o que fazem os ministros, em vez de se rebelarem e exigirem um ordenamento da coisa? Calam-se, já que parece ser conveniente politicamente que as coisas assim permaneçam.
Todos os dias são presas ou estouradas quadrilhas e mais quadrilhas de ladrões, assaltantes, sequestradores e golpistas de todo o tipo no Brasil. Hoje o Jornal Hoje, da TV Globo, noticiou que duas quadrilhas de golpistas foram desbaratadas. Está cada vez mais claro que o crime compensa aqui no Brasil, caso contrário não haveria tanta gente partindo para golpes de todos os tipos. Ética e moralmente o Brasil não existe mais. O brasileiro acostumou-se a delinquir.
da Folha Online
Formada em 1962 e com mais de 300 milhões de discos vendidos em todo o mundo, a banda inglesa Rolling Stones virou alvo de boatos em sites internacionais de música de que poderá anunciar seu fim neste domingo (26). O anúncio seria feito após a última das três apresentações no estádio 02 Arena (ex-Millenium Dome), em Londres. O grupo tem 45 anos de estrada.
A turnê A Bigger Bang seria a última da carreira de Mick Jagger, 64, Keith Richards, 63, Charlie Watts, 66, e Ronnie Wood, 60. Os boatos são atribuídos a fontes próximadas da banda.
Entre os veículos que publicaram a notícia, estão ContactMusic, Digital Spy e "Daily Telegraph". A banda não se manifestou ainda oficialmente sobre os boatos.
Em fevereiro de 2006, a banda se apresentou em show gratuito realizado na praia de Copacabana, no Rio, para mais de 1 milhão de pessoas, encerrado com o hit "Satisfaction", o mais famoso sucesso do grupo.
terça-feira, agosto 07, 2007
O colapso da infra-estrutura do ABCD, especialmente em seu sistema viário, está chegando muito mais rápido do que esperávamos. Se nos miolos das cidades já enfrentamos congestionamentos medonhos – o trajeto entre centro de São Bernardo e o centro de São Caetano (e vice-versa) pode demorar uma hora e meia nos horários de pico, em seus meros oito quilômetros -, agora a coisa está terrivelmente problemática nos principais corredores de acesso à região – vias Anchieta e Imigrantes e avenida dos Estados.
Na Anchieta, era comum haver congestionamento a partir do km 18, em São Bernardo, entre 7h e 9h30, no sentido Capital. No sentido contrário, a lentidão começa já no Sacomã, zona sul de São Paulo a partir das 16h, com parada total no km13, por conta do tráfego nas saídas do km 16 da avenida Lions, em São Bernardo.
Nos dias atuais a raiva só aumenta. No sentido Capital o congestionamento na Anchieta a partir do km 16 ocorre várias vezes ao dia, sem que haja necessariamente uma causa, como um acidente. No sentido contrário, o motorista fica nervoso já a partir das 14h.
Na avenida dos Estados, o teste de paciência é o mesmo. A lentidão não se restringe mais aos horários de pico. Ao meio-dia, sair de Santo André para chegar ao centro de São Paulo pode durar uma hora e quarenta minutos.
O tráfego pára entre a estação Prefeito Saladino e o bairro Santa Terezinha; pára na divisa tríplice entre Santo André, São Caetano e São Paulo, próximo à antiga Tintas Coral; pára em dois trechos da avenida na região de São Caetano.
O prejuízo financeiro e econômico é incalculável. O colapso previsto para 2009 já chegou. Fruto da miopia das administrações municipais e do descaso criminoso do governo estadual, que priorizou a segunda pista da rodovia dos Imigrantes e esqueceu do rodoanel, obra prioritária em qualquer planejamento viário sério na Grande São Paulo.
Some-se isso à demora na implementação do ambicioso projeto de remodelação viária de São Bernardo e temos o caos completo em nossas avenidas com dois anos de antecedência. Qualquer idéia de recuperação econômica regional fica comprometida diante desses gargalos logísticos. E, pelo jeito, em ano pré-eleitoral, continuaremos a perder tempo. E aí vem o desalento: será que só votar bem basta?
Se havia alguma dúvida de que a questão do emprego é crucial no ABCD de hoje, ela não existe mais se observarmos a imensa fila de jovens na frente da Arteb, em São Bernardo, passando a noite em busca de uma vaga de estágio naquela que ainda é uma das principais indústrias de autopeças do país.
O fenômeno não é novo, repete-se todos os anos e rendem boas imagens para os telejornais, com a grande fila de jovens dormindo ao relento na fila para amanhecer com o sonho do primeiro emprego – e o mais duro de admitir, nem emprego é.
O que espanta são dois aspectos que merecem análise e reflexão: a cada ano a fila aumenta mais e mais; e o fenômeno começa a se expandir para outras empresas que mantém programas de estágios e trainees, sobretudo para estudantes que estão em vias de completar o ensino médio (antigo 2º grau).
A obsessão pelo primeiro emprego está levando os filhos da classe média menos abastada a entrar numa roda-viva cada vez mais desesperadora em busca de um futuro, qualquer um.
O estudo começa a se transformarem uma fonte de estresse: os garotos não mais estudam para aprender, estudam para passar e poder trabalhar. É a neurose e a paranóia do vestibular antecipada para a adolescência.
E as famílias do ABCD ainda têm nítida a percepção de que o ensino técnico é mais do que fundamental em um mundo onde a tecnologia é cada vez mais dominante e os empregos industriais são cada vez mais raros e exigentes.
Pode ser um anacronismo, uma coisa fora de moda, mas o ensino técnico ainda é o sonho das famílias que não dispõem – ou que já sabem que não vão dispor – de recursos para colocar (todos) os seus filhos na faculdade. Por isso a oportunidade oferecida pela Arteb é tão concorrida, assim como os cursos do Senai.
Esse aspecto precisa ser levado em consideração pelas administrações municipais e pelo governo do Estado. O ensino técnico pode ser uma forma de amenizar o problema do desemprego na região, hoje em torno de 16% da População Economicamente Ativa – algo em torno de 200 mil pessoas.
E mais, e mais, e mais. Gov't Mule é a única banda de rock que faz música de qualidade hoje em dia. Seus integrantes, que passaram por Allman Brothers e outras bandas de southern rock americanas,já são cinquentões, mas fazem o que as porcarias de bandas como Snow Patrow, Arctic Monkeys, Strokes, White Stripes e lixos parecidos não fazem: tocam bem e fazem música de qualidade.
Nunca um governo federal foi tão incompetente para administrar esse país. Corrupção generalizada, fisiologismo, inapetência administrativa, incompetência geral. Se a ecnomia está bem, herança de um governo quase tão ruim, o resto é um desatre. POliticamente, é um governo suicida, de tantas lambanças que são feitas. Economicamente, corre o risco de jogar fora a estabilidade herdada, graças à petezada pentelha e embolorada. Institucionalmente, jogou a moral e a decência no lixo, com a corrupção geral e incentivada, com o apoarelhamento total do Estado. É o governo mais lamentável da história. Parabéns, Lula.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Robert Plant vai recriar o grupo THE HONEYDRIPPERS para uma ou duas apresentações em um clube de Dudley, na Inglaterra, em um evento chamado "An Evening Of Rhythm And Blues", cujo objetivo é angariar fundos para o tratamento quimioterápico de uma amiga do vocalista.
Não se sabe ainda quem estará na formação da banda, cujo álbum de 1984 contou com o ex-companheiro de Plant no LED ZEPPELIN, o guitarrista Jimmy Page, além do também guitarrista Jeff Beck.
THE HONEYDRIPPERS foi um projeto criado por Plant nos snos oitenta, que tinha como intenção tocar clássicos do Rhythm & Blues e do Rock`n´Roll, e passou por duas formações distintas, deixando apenas um disco gravado.
do Whiplash
Pete Townshend não se arrepende de continuar com como THE WHO apenas com o vocalista ROGER DALTREY, apesar do fato de metade da banda ter morrido. Townshend sente que prosseguindo a dupla remanescente paga tributo ao ex-baterista Keith Moon e ao baixista John Entwistle, mortos em 1978 e 2002, respectivamente, ambos devido ao uso excessivo de drogas.
Townshend falou ao Minneapolis Star Tribune e explicou que Roger e ele gravando e excursionando como THE WHO é algo diferente do vocalista e os guitarristas do LED ZEPPELIN, Robert Plant e Jimmy Page, respectivamente, se reunindo como uma dupla no anos 90. “O caso deles era diferente. O (baixista) John Paul Jones ainda está vivo, e disponível, e eu acho que nenhum deles queria fazer o Zeppelin voar novamente.”
Pete ainda acrescenta: “Só restamos dois de nós vivos. O nome THE WHO pertence a Roger e a mim como uma marca – ainda que nós chamássemos de algo diferente, as pessoas ainda viriam para ver o WHO, as canções se refeririam ao WHO, e acabaríamos avaliados pelo nosso passado como THE WHO. Vivemos na realidade. John e Keith têm melhor reverência com Roger e eu tocando suas músicas ao invés de ficarmos sentados em um asilo soltando baforadas de cigarro ao ar.”
Diferente de Plant e Page, que de acordo com Plant não pretendem manter contato (no que tange ao LED), Townshend e Daltrey cultivaram uma renovada amizade – algo que eles nunca dividiram durante o line-up original do WHO. Pete dá uma luz quanto ao seu atual relacionamento com Daltrey. “Está melhor. Nenhum de nós jamais esperou voltarmos aos palcos juntos. Nós sempre nos respeitamos e nos amamos, um ao outro. Agora está mudando, realmente gostamos um do outro. Talvez isto exista por uma dependência elevada, mas ainda mais porque hoje nós encaramos tudo de forma mais clara.”
Townshend nos explicou o motivo de acreditar porque Daltrey e ele ainda podem ter uma parceria criativa: “não é só por causa dos grandes números ($), é mais por questão de eficácia. E penso que, você sabe, somos como uma boa equipe de entrega expressa (risos)”
Pete Townshend aparecerá com Steve Winwood, Bill Wyman, Joe Walsh e outros no concerto em meória ao baterista e compositor do TRAFFIC, Jim Capaldi, em 21 de janeiro de 2007, no Roundhouse de London, pelo segundo ano desde o falecimento do baterista.
terça-feira, dezembro 19, 2006
Este texto foi extraído do blog de Bob Fernandes, no site Terra:
Demitido, Rodrigo Vianna, repórter da TV Globo, critica a direção da emissora. Leia íntegra da carta:
LEALDADE
Quando cheguei à TV Globo, em 1995, eu tinha mais cabelo, mais esperança, e também mais ilusões. Perdi boa parte do primeiro e das últimas. A esperança diminuiu, mas sobrevive. Esperança de fazer jornalismo que sirva pra transformar - ainda que de forma modesta e pontual. Infelizmente, está difícil continuar cumprindo esse compromisso aqui na Globo. Por isso, estou indo embora.
Quando entrei na TV Globo, os amigos, os antigos colegas de Faculdade, diziam: "você não vai agüentar nem um ano naquela TV que manipula eleições, fatos, cérebros". Agüentei doze anos. E vou dizer: costumava contar a meus amigos que na Globo fazíamos - sim - bom jornalismo. Havia, ao menos, um esforço nessa direção.
Na última década, em debates nas universidades, ou nas mesas de bar, a cada vez que me perguntavam sobre manipulação e controle político na Globo, eu costumava dizer: "olha, isso é coisa do passado; esse tempo ficou pra trás".
Isso não era só um discurso. Acompanhei de perto a chegada de Evandro Carlos de Andrade ao comando da TV, e a tentativa dele de profissionalizar nosso trabalho. Jornalismo comunitário, cobertura política - da qual participei de 98 a 2006. Matérias didáticas sobre o voto, sobre a democracia. Cobertura factual das eleições, debates. Pode parecer bobagem, mas tive orgulho de participar desse momento de virada no Jornalismo da Globo.
Parecia uma virada. Infelizmente, a cobertura das eleições de 2006 mostrou que eu havia me iludido. O que vivemos aqui entre setembro e outubro de 2006 não foi ficção. Aconteceu.
Pode ser que algum chefe queira fazer abaixo-assinado para provar que não aconteceu. Mas, é ruim, hem!
Intervenção minuciosa em nossos textos, trocas de palavras a mando de chefes, entrevistas de candidatos (gravadas na rua) escolhidas a dedo, à distância, por um personagem quase mítico que paira sobre a Redação: "o fulano (e vocês sabem de quem estou falando) quer esse trecho; o fulano quer que mude essa palavra no texto".
Tudo isso aconteceu. E nem foi o pior.
Na reta final do primeiro turno, os "aloprados do PT" aprontaram; e aloprados na chefia do jornalismo global botaram por terra anos de esforço para construir um novo tipo de trabalho aqui.
Ao lado de um grupo de colegas, entrei na sala de nosso chefe em São Paulo, no dia 18 de setembro, para reclamar da cobertura e pedir equilíbrio nas matérias: "por que não vamos repercutir a matéria da "Istoé", mostrando que a gênese dos sanguessugas ocorreu sob os tucanos? Por que não vamos a Piracicaba, contar quem é Abel Pereira?"
Por que isso, por que aquilo... Nenhuma resposta convincente. E uma cobertura desastrosa. Será que acharam que ninguém ia perceber?
Quando, no JN, chamavam Gedimar e Valdebran de "petistas" e, ao mesmo tempo, falavam de Abel Pereira como empresário ligado a um ex-ministro do "governo anterior", acharam que ninguém ia achar estranho?
Faltando seis dias para o primeiro turno, o "petista" Humberto Costa foi indiciado pela PF. No caso dos vampiros. O fato foi parar em manchete no JN, e isso era normal. O anormal é que, no mesmo dia, esconderam o nome de Platão, ex-assessor do ministério na época de Serra/Barjas Negri. Os chefes sabiam da existência de Platão, pediram a produtores pra checar tudo sobre ele, mas preferiram não dar. Que jornalismo é esse, que poupa e defende Platão, mas detesta Freud! Deve haver uma explicação psicanalítica para jornalismo tão seletivo!
Ah, sim, Freud. Elio Gaspari chegou a pedir desculpas em nome dos jornalistas ao tal Freud Godoy. O cara pode ter muitos pecados. Mas, o que fizemos na véspera da eleição foi incrível: matéria mostrando as "suspeitas", e apontando o dedo para a sala onde ele trabalhava, bem próximo à sala do presidente... A mensagem era clara. Mas, quando a PF concluiu que não havia nada contra ele, o principal telejornal da Globo silenciou antes da eleição.
Não vi matérias mostrando as conexões de Platão com Serra, com os tucanos.
Também não vi (antes do primeiro turno) reportagens mostrando quem era Abel Pereira, quem era Barjas Negri, e quais eram as conexões deles com PSDB. Mas vi várias matérias ressaltando os personagens petistas do escândalo. E, vejam: ninguém na Redação queria poupar os petistas (eu cobri durante meses o caso Santo André; eram matérias desfavoráveis a Lula e ao PT, nunca achei que não devêssemos fazer; seria o fim da picada...).
O que pedíamos era isonomia. Durante duas semanas, às vésperas do primeiro turno, a Globo de São Paulo designou dois repórteres para acompanhar o caso dossiê: um em São Paulo, outro em Cuiabá. Mas, nada de Piracicaba, nada de Barjas.!
Um colega nosso chegou a produzir, de forma precária, por telefone (vejam, bem, por telefone! Uma TV como a Globo fazer reportagem por telefone), reportagem com perfil do Abel. Foi editada, gerada para o Rio. Nunca foi ao ar!
Os telespectadores da Globo nunca viram Serra e os tucanos entregando ambulâncias cercados pelos deputados sanguessugas. Era o que estava na tal fita do "dossiê". Outras TVs mostraram o vídeo, a internet mostrou. A Globo, não. Provava alguma coisa contra Serra? Não. Ele não era obrigado a saber das falcatruas de deputados do baixo clero. Mas, por que demos o gabinete de Freud pertinho de Lula, e não demos Serra com sanguessugas?
E o caso gravíssimo das perguntas para o Serra? Ouvi, de pelo menos 3 pessoas diretamente envolvidas com o SP-TV Segunda Edição, que as perguntas para o Serra, na entrevista ao vivo no jornal, às vésperas do primeiro turno, foram rigorosamente selecionadas. Aquele diretor (aquele, vocês sabem quem) teria mandado cortar todas as perguntas "desagradáveis". A equipe do jornal ficou atônita. Entrevistas com os outros candidatos tinham sido duras, feitas com liberdade. Com o Serra, teria havido, deliberadamente, a intenção de amaciar.
E isso era um segredo de polichinelo. Muita gente ouviu essa história pelos corredores...
E as fotos da grana dos aloprados? Tínhamos que publicar? Claro. Mas, porque não demos a história completa? Os colegas que estavam na PF naquele dia (15 de setembro), tinham a gravação, mostrando as circunstâncias em que o delegado vazara as fotos. Justiça seja feita: sei que eles (repórter e produtor) queriam dar a matéria completa - as fotos, e as circunstâncias do vazamento. Podiam até proteger a fonte, mas escancarando o que são os bastidores de uma campanha no Brasil. Isso seria fazer jornalismo, expor as entranhas do poder.
Mais uma vez, fomos seletivos: as fotos mostradas com estardalhaço. A fita do delegado, essa sumiu!
Aquele diretor, aquele que controla cada palavra dos textos de política, disse que só tomou conhecimento do conteúdo da fita no dia seguinte. Quer que a gente acredite?
Por que nunca mostraram o conteúdo da fita do delegado no JN?
O JN levou um furo, foi isso?
Um colega nosso, aqui da Globo ouviu a fita e botou no site pessoal dele... Mas, a Globo não pôs no ar... O portal "G-1" botou na íntegra a fita do delegado, dias depois de a "CartaCapital" ter dado o caso. Era noticia? Para o portal das Organizações Globo, era.
Por que o JN não deu no dia 29 de setembro? Levou um furo?
Não. Furada foi a cobertura da eleição. Infelizmente.
E, pra terminar, aquele episódio lamentável do abaixo-assinado, depois das matérias da "CartaCapital". Respeito os colegas que assinaram. Alguns assinaram por medo, outros por convicção. Mas, o fato é que foi um abaixo-assinado em defesa da Globo, apresentado por chefes!
Pensem bem. Imaginem a seguinte hipótese: a revista "Quatro Rodas" dá matéria falando mal da suspensão de um carro da Volkswagen, acusando a empresa de deliberadamente não tomar conhecimento dos problemas. Aí, como resposta, os diretores da Volks têm a brilhante idéia de pedir aos metalúrgicos pra assinar um manifesto em defesa da empresa! O que vocês acham? Os metalúrgicos mandariam a direção da fábrica catar coquinho em Berlim!
Aqui, na Globo, muitos preferiram assinar. Por isso, talvez, tenhamos um metalúrgico na Presidência da República, enquanto os jornalistas ficaram falando sozinhos nessa eleição...
De resto, está difícil continuar fazendo jornalismo numa emissora que obriga repórteres a chamarem negros de "pretos e pardos". Vocês já viram isso no ar? Sinto vergonha...
A justificativa: IBGE (e, portanto, o Estado brasileiro) usa essa nomenclatura. Problema do IBGE. Eu me recuso a entrar nessa. Delegados de policia (representantes do Estado) costumavam (até bem pouco tempo) tratar companheiras (mesmo em relações estáveis) como "concubinas" ou "amásias". Nunca usamos esses termos!
Árabes que chegaram ao Brasil no início do século passado eram chamados de "turcos" pelas autoridades (o passaporte era do Império Turco Otomano, por isso a nomenclatura). Por causa disso, jornalistas deviam chamar libaneses de turcos?
Daqui a pouco, a Globo vai pedir para que chamemos a Parada Gay de "Parada dos Pederastas". Francamente, não tenho mais estômago.
Mas, também, o que esperar de uma Redação que é dirigida por alguém que defende a cobertura feita pela Globo na época das Diretas?
Respeito a imensa maioria dos colegas que ficam aqui. Tenho certeza que vão continuar se esforçando pra fazer bom Jornalismo. Não será fácil a tarefa de vocês.
Olhem no ar. Ouçam os comentaristas. As poucas vozes dissonantes sumiram. Franklin Martins foi afastado. Do Bom dia Brasil ao JG, temos um desfile de gente que está do mesmo lado.
Mas sabem o que me deixou preocupado mesmo? O texto do João Roberto Marinho depois das eleições.
Ele comemorou a reação (dando a entender que foi absolutamente espontânea; será que disseram isso pra ele? Será que não contaram a ele do mal-estar na Redação de São Paulo?) de jornalistas em defesa da cobertura da Globo:
"(...)diante de calúnias e infâmias, reagem, não com dúvidas ou incertezas, mas com repúdio e indignação. Chamo isso de lealdade e confiança".
Entendi. Ele comemora que não haja dúvidas e incertezas... Faz sentido. Incerteza atrapalha fechamento de jornal. Incerteza e dúvida são palavras terríveis. Devem ser banidas. Como qualquer um que diga que há racismo - sim - no Brasil.
E vejam o vocabulário: "lealdade e confiança". Organizações ainda hoje bem populares na Itália costumam usar esse jargão da "lealdade".
Caro João, você talvez nem saiba direito quem eu sou.
Mas, gostaria de dizer a você que lealdade devemos ter com princípios, e com a sociedade. A Globo, infelizmente, não foi "leal" com o público. Nem com os jornalistas.Vai pagar o preço por isso. É saudável que pague. Em nome da democracia!
João, da família Marinho, disse mais no brilhante comunicado interno:
"Pude ter certeza absoluta de que os colaboradores da Rede Globo sabem que podem e devem discordar das decisões editoriais no trabalho cotidiano que levam à feitura de nossos telejornais, porque o bom jornalismo é sempre resultado de muitas cabeças pensando".
Caro João, em que planeta você vive? Várias cabeças? Nunca, nem na ditadura (dizem-me os companheiros mais antigos) tivemos na Globo um jornalismo tão centralizado, a tal ponto que os repórteres trabalham mais como bonecos de ventríloquos, especialmente na cobertura política!
Cumpro agora um dever de lealdade: informo-lhe que, passadas as eleições, quem discordou da linha editorial da casa foi posto na "geladeira". Foi lamentável, caro João. Você devia saber como anda o ânimo da Redação - especialmente em São Paulo.
Boa parte dos seus "colaboradores" (você, João, aprendeu direitinho o vocabulário ideológico dos consultores e tecnocratas - "colaboradores", essa é boa... Eu não sou colaborador, coisa nenhuma! Sou jornalista!) está triste e ressabiada com o que se passou.
Mas, isso tudo tem pouca importância.
Grave mesmo é a tela da Globo - no Jornalismo, especialmente - não refletir a diversidade social e política brasileira. Nos anos 90, houve um ensaio, um movimento em direção à pluralidade. Já abortado. Será que a opção é consciente?
Isso me lembra a Igreja Católica, que sob Ratzinger preferiu expurgar o braço progressista. Fez uma opção deliberada: preferiram ficar menores, porém mais coesos ideologicamente. Foi essa a opção de Ratzinger. Será essa a opção dos Marinho?
Depois, não sabem porque os protestantes crescem...
Eu, que não sou católico nem protestante, fico apenas preocupado por ver uma concessão pública ser usada dessa maneira!
Mas, essa é também uma carta de despedida, sentimental.
Por isso, peço licença pra falar de lembranças pessoais.
Foram quase doze anos de Globo.
Quando entrei na TV, em 95, lá na antiga sede da praça Marechal, havia a Toninha - nossa mendiga de estimação, debaixo do viaduto. Os berros que ela dava em frente à entrada da TV traziam uma dimensão humana ao ambiente, lembravam-nos da fragilidade de todos nós, de como nossa razão pode ser frágil.
Havia o João Paulada - o faz-tudo da Redação.
Havia a moça do cafezinho (feito no coador, e entregue em garrafas térmicas), a tia dos doces...
Era um ambiente mais caseiro, menos pomposo. Hoje, na hora de dizer tchau, sinto saudade de tudo aquilo.
Havia bares sujos, pessoas simples circulando em volta de todos nós - nas ruas, no Metrô, na padaria.
Todos, do apresentador ao contínuo, tinham que entrar a pé na Redação. Estacionamentos eram externos (não havia "vallet park", nem catraca eletrônica). A caminhada pelas calçadas do centro da cidade obrigava-nos a um salutar contato com a desigualdade brasileira.
Hoje, quando olho pra nossa Redação aqui na Berrini, tenho a impressão que estou numa agência de publicidade. Ambiente asséptico, higienizado. Confortável, é verdade. Mas triste, quase desumano.
Mas, há as pessoas. Essas valem a pena.
Pra quem conseguiu chegar até o fim dessa longa carta, preciso dizer duas coisas...
1) Sinto-me aliviado por ficar longe de determinados personagens, pretensiosos e arrogantes, que exigem "lealdade"; parecem "poderosos chefões" falando com seus seguidores... Se depender de mim, como aconteceu na eleição, vão ficar falando sozinhos.
2) Mas, de meus colegas, da imensa maioria, vou sentir saudades.
Saudades das equipes na rua - UPJs que foram professores; cinegrafistas que foram companheiros; esses sim (todos) leais ao Jornalismo.
Saudades dos editores - que tiveram paciência com esse repórter aflito e procuraram ser leais às minúcias factuais.
Saudades dos produtores e dos chefes de reportagem - acho que fui leal com as pautas de vocês e (bem menos) com os horários!
Saudades de cada companheiro do apoio e da técnica - sempre leais.
Saudades especialmente, das grandes matérias no Globo Repórter - com aquela equipe de mestres (no Rio e em São Paulo) que aos poucos vai se desmontando, sem lealdade nem respeito com quem fez história (mas há bravos resistentes ainda).
Bem, pelo tom um tanto ácido dessa carta pode não parecer. Mas levo muita coisa boa daqui.
Perdi cabelos e ilusões. Mas, não a esperança.
Um beijo a todos.
Rodrigo Vianna.
Terra Magazine
sexta-feira, dezembro 01, 2006
da Ansa, em Santiago, e da Folha Online
O grupo britânico The Who visitará a América do Sul pela primeira vez em março de 2007, em um giro que incluirá shows no Chile, Argentina e, provavelmente, também no Brasil (ainda sem confirmação oficial).
O show em Santiago será realizado em 21 de março no Estádio Nacional e o da Argentina, três dias depois, no estádio do clube River Plate, indicaram promotores locais.
No entanto, o site "Thewhotour" confirma shows apenas até o dia 17 de março, no México. Neste giro, o conjunto britânico divulga "Endless wire", seu primeiro álbum em 24 anos.
O disco de 19 canções inclui uma seção chamada "Wire & glass", na qual o grupo retoma o conceito de ópera rock, formato em que o The Who foi pioneiro com sua obra "Tommy" (1969).
A banda ícone dos anos 60, como parte do movimento conhecido como "invasão britânica", alcançou impacto mundial com sucessos como "My generation", "Baba O'Riley", e "I can't explain".
Após a morte do baterista Keith Moon em 1978 e do baixista John Entwistle em 2002, o The Who é formado hoje por dois de seus membros originais: o guitarrista Pete Townshend (compositor da maioria das músicas) e o vocalista Roger Daltrey.
Entre os músicos que os acompanham neste giro, está o baterista de Zark Starkey, filho de Ringo Starr.
No começo deste mês, foi divulgado que a Planmusic, responsável por shows como os do U2 no Brasil, traria o The Who ao Brasil em março de 2007.Mas a empresa ainda não se manifestou oficialmente sobre rumores de que a vinda do grupo ao Brasil tinha sido cancelada.
Uma comissão independente creditou a autenticidade das leis que determinam a expiração dos direitos autorais sobre uma música após 50 anos de seu lançamento. Sendo assim, duas maiores bandas do rock da história deverão perder, nos próximos sete anos, os direitos sobre suas músicas lançadas em 1963.
Porém, o veredicto ainda será dado pelo governo britânico. Mas ao que tudo indica, a partir do anos de 2013, não será mais preciso pagar royalties aos Beatles pela utilização de clássicos como "Love Me Do", de 1963 ou "Can I Get A Witness", do primeiro álbum dos Stones, "The Rolling Stones", de 1964. Sendo assim, a cada ano seguinte outras músicas ficariam livres.
Alguns músicos já protestaram contra a decisão, como foi o caso de Cliff Richards, que pediu para que a validade dos direitos autorais fosse estendida para 95 anos, como acontece nos EUA.
segunda-feira, novembro 27, 2006
Brian Kehew, roadie do THE WHO, assumiu os teclados da banda no lugar de John "Rabbitt" Bundrick , ausente devido a problemas de saúde de sua mulher. "Roadies muitas vezes assumem os lugares dos músicos nas passagens de som, e quando a banda ouviu Brian ficou impressionada" disse o manager Robert Rosenberg.
Na realidade, as habilidades de Kehew já são bem conhecidas principalmente dos beatlemaníacos, já que ele é co-autor do "Recording the Beatles", livro que disseca os meandros técnicos das gravações do Fab Four.
do Whiplash
Confirmando o que já foi publicado há alguns dias, o baterista Bill Ward postou uma mensagem em seu site oficial afirmando que não fará parte do HEAVEN & HELL.
"Em resposta às especulações sobre minha participação no projeto Heaven And Hell, gostaria de confirmar que não estou envolvido nas gravações tampouco nos shows que serão realizados. Quero desejar aos garotos - Tony, Geezer, Ronnie e Vinny - muito sucesso no próximo ano", disse Bill.
As gravações ao qual se refere são de duas faixas inéditas que estarão presentes na compilação "Black Sabbath: The Dio Years", coletânea de faixas registradas na época em que Ronnie James Dio era o vocalista.
Por Cleyton Lutz
As entradas das apresentações que vão ser realizadas nos estádios Old Trafford e Twickenham, nos dias 7 e 8 de julho, as primeiras do GENESIS em solo inglês nos últimos quinze anos, se esgotaram em uma hora e meia.
Os músicos estão bastante empolgados com a reunião. “Esta turnê será divertida”, afirmou Mike Rutherford à revista britânica Mojo. “Nós ainda estamos excitados por tocarmos novamente” completou Tony Banks.
A turnê do GENESIS ocorrerá nos meses de junho e julho do próximo ano. Ao todo já foram agendados 21 shows, mas a banda ainda avalia a possibilidade de incluir outras apresentações.
<P>Por Leonardo Sousa, do Whiplash
HEAVEN AND HELL — a nova banda composta pelo lendário vocalista Ronnie James Dio (DIO, BLACK SABBATH, RAINBOW) junto com os outros membros originais do BLACK SABBATH, Tony Iommi e Geezer Butler — foi entrevistada no começo dessa semana na Inglaterra pelo VJ Eddie Trunk do VH1 Classic para um programa que deve ir ao ar em janeiro.
Durante seu programa de rádio semanal, "Friday Night Rocks", que foi ao ar pela Q104.3 FM em Nova York no dia 24 de novembro, Trunk deu o seguinte comentário a respeito de sua entrevista com o HEAVEN AND HELL sobre o próximo CD e a turnê (OBS.: transcrição feita pelo Blabbermouth.net):
"Houve muita especulação sobre o fato da banda se chamar HEAVEN AND HELL e não BLACK SABBATH por causa de alguns fatores legais, ou devido a Sharon Osbourne ou alguma coisa do gênero. Este NÃO é o caso. Tony Iommi detém os direitos do nome BLACK SABBATH, e tanto ele como Ronnie James Dio decidiram que seria melhor chamar essa formação com outro nome pois acham que depois que o BLACK SABBATH com o Ozzy entrou para o Rock and Roll Hall of Fame, seria um pouco desrespeitoso e também confuso se chamar a reunião com o Dio de BLACK SABBATH novamente. Então eles decidiram — e foi uma decisão só deles - dar um outro nome a banda. Está é a razão dos shows estarem sendo agendados como HEAVEN AND HELL. Mas isso é um pouco confuso, pois o novo CD que vai ser lançado se chamará 'Black Sabbath: The Dio Years'.
Dois gigantes do futebol europeu do século passado estão penando para manter-se minimamente competitivos em relação aos concorrentes e rivais. O Atlético de Madri, que já teve Luís Pereira e Leivinha, foi por muitos anos a terceira força espanhola, mas, depois de seu nono título nacional, em 1996, entrou em crise, caiu para a segunda divisão em 2000 e só retornou à elite em 2003.
Hoje Sevilla, Valencia, Villarreal e Deportivo La Coruña o ultrapassaram em importância. Pelo menos ainda mantém resquício de um passado glorioso e tenta sair do atoleiro.
Já o italiano Torino, provavelmente o melhor time europeu entre 1945 e 1949, base da seleção italiana da época, é um caso mais dramático.
Sete vezes campeão nacional e frequentador assíduo de finais de competições européias, mergulhou em crise gigantesca no início dos anos 90, quando subiu e desceu várias vezes entre as séries A e B do Campeonato Italiano até finalmente falir em 2005, dando lugar a uma nova agremiação - deixou de ser o AC Torino para virar Torino FC. Hoje está de volta à Série A, mas logo voltará à B.
O Palmeiras é bem maior que os dois times acima. Tem a quarta maior torcida do Brasil e é considerado por muitos rankings o campeão do século XX no Brasil. O Torino é só a oitava torcida italiana e o Atlético de Madri com dificuldade situa-se entre as cinco maiores torcidas espanholas. E, no entanto, parece que os diretores palmeirenses estão muito empenhados em transformar o time no Torino, para depois seguir a passos largos em direção à situação da Lusa.
De clube modelo e com o caixa em dia, que passou mais de 30 anos sem atrasar um dia sequer os salários de funcionários e jogadores, rivalizando em termos de gestão administrativa (incluindo a parte social) com o São Paulo, passou a uma filial de clubes cariocas.
Os atrasos ainda são dias, e não escandalosos como no futebol do Rio de Janeiro, mas mostra que caminho fantático está trilhando o time verde paulistano. As dívidas se acumulam - R$ 37 milhões de déficit até setembro de 2006, segundo Dallmo Pessoa, no programa Mesa Redonda da TV Gazeta.
A campanha ridícula de 2006 era prevista, pois deveria ter acontecido já em 2004. Milagrosamente, Estevam Soares conduziu uma eqipe de segunda divisão dentro e fora de campo à Taça Libertadores. Em 2005, mesmo caos e mesma qualidade ruim de elenco e diretoria, mas Emerson Leão fez outro milagre e levou novamente o time à Libertadores. Só que os problemas continuaram e continuam.
Fala-se muito em choque de gestão, em modernização de departamento de futebol, administração profissional e outras palavras belas do jargão de gurus de marketing e auto-ajuda. Mas como implantar conceitos modernos como esses em um lugar onde conselheiro se vende por um cafezinho na sala da presidência, ou por um carguinho de diretor de bocha?
Como pedir empenho e profissionalismo em um lugar que até então pagava em dia, mas onde predominava a omissão, a vaidade e o clientelismo? É exatamente assim que funciona o departamento de futebol do Palmeiras, loteado e ocupados por incompetentes, interesseiros e oportunistas.
Como é que o omisso presidente permitiu a fritura e demissão de um técnico reconhecidamente competente como Leão? Como ele permitiu que a vaidade de um diretor desconhecido e incompetente predominasse em plena disputa da Libertadores?
E como é que o mesmo omisso permitiu que o diretor de futebol, muito mais incompetente, conseguisse xingar em público o técnico do time, que era um oásis de competência, e assim provocar sua saída, somente porque havia sido contratado pelo vaidoso diretor anterior responsável pela saída de Leão?
Diante de um quadro desolador desses, como exigir comprometimento de um elenco reconhecidamente ruim e desinteressado, com problemas internos visíveis, principalmente de caráter?
Como é que um monstro sagrado como o goleiro Marcos pode impor sua liderança se jogadores mais novos como Ilsinho e Francis simplesmente cospem na instituição, como se o Palmeiras fosse um clube qualquer? Logo Francis, que ficou exilado no Palmeiras B - de onde não deveria ter saído - falando grosso e ignorando a sabedoria de Marcos, Sérgio e Edmundo...
Esse roteiro é exatamente o mesmo que foi seguido pelo Torino nos anos 90, a julgar pelas informações publicadas pelo sério Gazzetta Dello Sport. Se o objetivo é esse, então com certeza é a única ação competente da diretoria do clube nos últimos anos. é o projeto Série B 2008 by Della Monica/Mustafá.
P.S.: Com as devidas adaptações, esse texto também pode servir para ilustrar a crise corintiana.
terça-feira, novembro 21, 2006
Nota publicada no O Globo, de autoria de Bernardo Araújo, afirma que os shows do THE WHO que seriam realizados em fevereiro foram cancelados.
O motivo teria sido a desistência de última hora do FOO FIGHTERS, que supostamente estava escalado para abrir os shows, e com isto o empresário Luiz Oscar Niemeyer teria desistido da empreitada, já que o investimento seria muito arriscado.
Por hora não há confirmação oficial da banda, tampouco do empresário.
A pergunta que fica: como é que podem cancelar um show se el nem ao menos foi CONFIRMADO pela banda?
sexta-feira, novembro 03, 2006
Por Thiago Coutinho, do Whiplash
De acordo com a Launch Radio Networks, Robert Plant, vocalista do LED ZEPPELIN, esteve recentemente em Nashville trabalhando em um álbum com o cantor de música country e bluegrass Alison Krauss.
Nenhuma informação oficial acerca do projeto foi disponibilizada até o momento. O jornal norte-americano Tenneseean, no entanto, afirma que o álbum pode ser um dos fortes candidatos ao Grammy Awards de 2008.
Corre na internet a notícia de que o filho do guitarrista Eddie Van Halen, Wolfgang Van Halen, é o novo baixista do VAN HALEN. Entretanto, não houve anúncio oficial de que o atual baixista, Michael Anthony, tenha saído. Aliás, não há anúncio oficial sequer sobre a existência da banda, ou mesmo se ela terminou. O noato fala que o O jovem de 15 anos substitui, que teria saído no início deste ano. No entanto a banda continuaria sem vocalista, apesar dos rumores da volta de David Lee Roth. Na minha opinião, é mais um boato infundado.
da Ansa, em Madri
"Baixar" música da internet não é um crime se essa ação não tiver fins lucrativos. Esta foi a sentença de uma juíza de Santander, Espanha, ao absolver um usuário de 48 anos acusado de ter descarregado álbuns musicais que seriam movimentados entre seus amigos.
No veredicto, a juíza Paz Aldecoa rejeitou os argumentos da acusação, que havia pedido há dois anos multas e indenização e afirmou que os fatos denunciados não merecem uma sanção penal.
Um crime contra a propriedade intelectual, disse a juíza, tem que estar determinado por fins lucrativos e este não é o caso.
sexta-feira, outubro 20, 2006
LOS ANGELES (Reuters) - Você não tem certeza se vai assistir ao The Who em sua turnê mais recente? Se quiser um conselho do líder da banda de rock britânica, Pete Townshend, não se dê a esse trabalho.
Em entrevista à revista Rolling Stone, o compositor célebre por sua loquacidade disse que não gosta de assistir "roqueiros velhos em clima autocongratulatório".
O Who acaba de encerrar a primeira parte de sua turnê norte-americana, que vai retomar em Los Angeles em 4 de novembro. No dia 31 deste mês, a banda vai lançar seu primeiro álbum gravado em estúdio em 24 anos, "Endless Wire".
"Não quero sair para assistir a Bob Dylan. Não quero sair para ver um show dos Stones. Eu não pagaria para assistir ao The Who, nem mesmo com as canções novas", disse na entrevista Townshend, que tem 61 anos.
Falando de autocongratulação, o discriminador confesso contra os mais velhos declarou que está no auge de sua forma artística. Ele contou que, quando o The Who fez um show recente na Espanha, sentiu-se "como um gigante libertador triunfal vindo para resgatar um milhão de crianças cativas". "Talvez eu nunca fique melhor do que estou hoje", disse ele. "Mas posso tentar.
terça-feira, outubro 17, 2006
17 de outubro de 2006 - 14:22
Gravadoras processarão usuários que pirateiam músicas pela Web
Entidade processará usuários em 17 países, incluindo no Brasil; foco são internautas que compartilham músicas pelas redes de trocas de arquivos do tipo P2P
João Caminoto, da Agência Estado
LONDRES - A IFPI, entidade que reúne a indústria fonográfica mundial, anunciou nesta terça o lançamento de 8 mil ações judiciais em 17 países - e pela primeira vez no Brasil - contra pessoas que baixaram música ilegalmente pela internet.
Segundo a entidade, mais de 1 bilhão de músicas foram ilegalmente baixadas no Brasil no ano passado através de redes de compartilhamento de arquivos, ou "file-sharing´.
O faturamento das gravadoras no Brasil, que é o maior mercado da América Latina, declinou de US$ 724,7 milhões em 2000 para US$ 394,2 milhões no ano passado. "Boa parte dessa queda foi causada pelo crescimento fenomenal do compartilhamento de arquivo no país", disse a entidade.
As ações judiciais no Brasil estão sendo promovidas pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), que fornecerá mais detalhes sobre os casos numa coletiva de imprensa que acontecerá também nesta terça no Rio de Janeiro.
No total, a IFPI já promoveu mais de 13 mil ações legais fora dos Estados Unidos. Cerca de 2 300 pessoas já foram condenadas ."Elas todas pensavam que não seriam apanhadas, mas professores, carteiros, gerentes de tecnologia de informação, cientistas e profissionais de várias outras áreas acabaram tendo prejuízo", disse John Kennedy, presidente da IFPI.
Em média, cada uma foi obrigada a arcar com custos legais de 2420 euros. "Muitos que estão sendo obrigados a responder na Justiça são pais cujas crianças têm compartilhado arquivos ilegalmente", disse Kennedy. "Eles estão descobrindo que em muitos países eles são responsáveis por qualquer atividade promovidas por terceiros em suas conexões na internet."
As ações, compostas de casos criminais e civis, estão concentradas naquelas pessoas que colocaram centenas ou milhares de músicas protegidas por copyright dentro das redes de compartilhamento (`uploaders´), oferecendo-as para milhões de indivíduos ao redor do mundo sem permissão.
A indústria fonográfica está mirando principalmente `uploaders´ que utilizam os grandes serviços P2P não autorizados, incluindo o BitTorrent, eDonkey, DirectConnect, Gnutella, Limewire, SoulSeek e WinMX.
"Hoje em dia os consumidores podem obter músicas ilegalmente através de maneiras que eram inimagináveis há apenas alguns anos", disse Kennedy. Ele observou que existem hoje mais de três milhões de faixas sonoras em 400 websites em todo o mundo, além de diversas plataformas móveis. "Mesmo assim, muita gente insiste em consumir de uma maneira ilegal." Além do Brasil, a IFPI também está promovendo as primeiras ações legais deste tipo no México e Polônia.
A novela "Páginas da Vida", da TV Globo, expõe o drama de uma mãe que tenta colocar sua filha de 5 anos, portadora de Síndrome de Down, em uma escola particular "normal", e reclama do que considera discriminação no tratamento da criança, justamehte por causa da doença. As escolas, para indignação da mãe, alegam que não estão preparadas para receber esse tipo de criança, e as que recebem dizem que não podem oferecer um tratamento além daquele que é oferececido.
Na vida real a coisa é igualzinha, de acordo com essa notícia, que saiu na Folha Online. A Justiça deu ganho de causa, em primeira instância, a uma escola que estava sendo processada por uma família devido à recusa em aceitar uma criança portadora de Síndrome de Down. O juiz disse que é dever do Estado oferecer tratamento para essas crianças, e que a rede particular não pode ser obrigada a aceitar as crianças doentes.
Por mais dura que seja essa medida, e por mais que a novela force a barra contra as escolas, reforçando que há discriminação, a decisão judicial está correta. Nenhuma escola é obrigada a aceitar crianças com Down. Aliás, nenhuma escola particular é obrigada a aceitar quem quer que seja. Se eu sou dono de escola, estuda nela quem que quiser, se eu quiser.
A rede particular não é obrigada a estar preparada para receber essas crianças especiais. Aliás, existem escolas especializadas nisso. É um absurdo pais de crianças com Down forçarem a barra e exigirem que suas crianças sejam aceitas em escolas privadas e que estas aceitem as crianaçs normalmente. Essa postura só prejudica todos: criança, pais, escola. Rotular o direito de recusa como "discriminação" é absurdo.
Muitos já vão se armar dizendo que a decisão abre caminho para que as escolas possa recusar quem quiser, de cor da pele á cor do cabelo, passado pela nacionalidade ou naturalidade. Outra imbecilidade. É distorcer a realidade. Discriminação por cor de pele é racismo, e racismo é crime. Uma escola particular recusar a matrícula de uma criança com Down não é crime, é um direito.
segunda-feira, outubro 16, 2006
do site Whiplash
O vocalista do NAZARETH, Dan McCafferty, completa 60 anos de idade. Dan comemorará seu aniversário fazendo o que mais gosta: estará no palco, na cidade de Vancouver, em mais um show dos escoceses no Canadá. Esta cidade, aliás, traz ótimas recordações para o grupo, pois foi lá que o Nazareth gravou o famoso álbum ao vivo "Snaz", em 1981.
Dan McCafferty está no Nazareth desde 1965, quando a banda ainda se chamava "The Shadettes" e participou de todos os álbuns do Nazareth, além de gravar os álbuns solo "Dan McCafferty", em 1975, e "Into The Ring", em 1986. Para alegria dos fãs, o escocês sessentão continua na ativa, mantendo seu potencial vocal e sendo sempre lembrado como um dos melhores vocalistas da história do rock.
O Live and Louder se tornou o maior festival de rock da América Latina, substituindo os finados Philips Monsters of Rock e Hollywood rock. Traz os mais importantes artistas do gênero do mundo, principalmente os de heavy metal, e coloca o conintente no mapa da música mundial.
Isso não impede que seus promotores, a Top Link do empresário e insano Paulo Baron, tome calotes e sofra com o descaso de artistas sem nenhum escrúpulo. No ano passado, o festival teve o cancelamento em cima da hora do Testament. Neste ano, Zakk Wylde resolveu não vir para pode ficar "perto" de seu "papai" Ozzy Osbourne. Não deu nenhuma satisfação.
Mas pior fez o Saxon, uma das maiores bandas de heavy metal de todos os tempos. Leia mais aqui, em entrevista de Baron ao site Whiplash.
Adoro o Saxon, tenho todos os CDs, mas o que a banda inglesa fez, ao dar o cano mesmo recebendo as passagens e de ter recebido o cachê adiantado - e até agora não devolvido - não se faz. Não devo mais assistir a nenhuma apresentação desses caras.
quarta-feira, outubro 04, 2006
Por Humberto Domiciano de Paula, do Whiplash
O WHITESNAKE lançará em novembro um novo álbum ao vivo. "Live in the Shadow of Blues" terá 4 faixas inéditas gravadas em estúdio. Eis o set-list do álbum:
CD 01
01. Bad Boys
02. Slide It In
03. Slow An Easy
04. Love Aint No Stranger
05. Judgement Day
06. Is This Love
07. Blues For Mylene
08. Snake Dance
09. Crying In The Rain
10. Aint No Love In The Heart Of The City
11. Fool For Your Loving
12. Here I Go Again
13. Still Of The Night
CD02
01. Burn
02. Give Me All Your Love Tonight
03. Walking In The Shadow Of The Blues
04. The Deeper The Love
05. Ready An Willing
06. Dont Break My Heart Again
07. Take Me With You
08. Ready To Rock (inédita)
09. If You Want Me I’ll Come Running (inédita)
10. All I Want Is You (inédita)
11. Dog (inédita)
Por Tiago Faria, do Whiplash
Sir Paul McCartney certamente ganhará de volta os direitos autorais dos sucessos dos BEATLES em cerca de uma década, pois de acordo com as leis de direitos autorais após este prazo ele terá de volta o que é seu de direito.
McCartney, 64, teve sua oferta coberta pelo ex-amigo Michael Jackson pelos direitos autorais das músicas em 1985. Michael vendeu os direitos para a Sony Records recentemente, em sua luta para sair das dívidas. Com isto, Paul tem que pagar para terceiros toda vez que ele quer cantar músicas dos BEATLES que ele mesmo escreveu com o ex-parceiro de banda John Lennon.
“Em cerca de 10 anos, muito disso retornará a mim, legalmente. Alguns direitos importantes estão prestes a retornar, o que eu não tinha percebido. Vocês sabem que não é nem um pouco legal sair em turnê e ter que pagar para tocar minhas músicas. Toda vez que canto 'Hey Jude', tenho que pagar a alguém”, disse Paul.
segunda-feira, outubro 02, 2006
Por mais que seja desesperadora a situação de pessoas que perdem parentes em acidentes aéreos, nada justifica á histeria e o comportamento asqueroso de alguns deles em aeroportos, exigindo e protestando contra a "falta" de informações. Protestar contra o quê, já que, no caso acidente do vôo 1907, da Gol, nem mesmo a Aeronáutica tinha como obter informaçoes sobre o acidente? Cenas absurdas foram registradas nos balcões da Gol nos aeroportos de Manaus, Brasília e Rio de Janeiro, de gente exigindo informações sobre uma situação em que não havia nenhuma disponível. Nenhuma tragédia justifica essa falta de bom senso e mau comportamento.
Quando alguém vota em e, gente como Paulo Maluf, Clodovil, Collor e outras porcarias (para ser gentil), é sinal que a civilização não tem futuro. Brasileiro não sabe votar. Os resultados da eleição deste 1º de outunro mostram bem o caráter do povo do Brasil: corrupto até a medula. Merecemos o subdesenvolvimento.
sábado, setembro 23, 2006
O governo Lula repetiu os piores erros do governo anterior e nos proporcionou, para ser elegante, situações tão constrangedoras quanto às dos tucanato. Portanto, é suspreendente que apenas 51% das matérias sejam negativas a Lula e ao governo.
O governo petista é uma vergonha sem precedentes na história do Brasil, pois jogou no lixo uma história de luta política digna, de comprometimento com ideais de justiça e de uma sociedade um pouco menos desigual.
No poder, a preocupação dos petistas foi apenas se locupletar, de usar meios escusos para se perpetuar no poder. Traição total. Decepção total. Por isso as críticas são maiores.
A gente só cobra mais e muito mais do craque porque sabemos que ele pode resolver o jogo. Todos pensaram que Lula fosse o craque, mas não passa de um cabeça de bagre.
O governo Lula é indefensável porque traiu os seus eleitores. Cansados de escândalos como o do Sivam, das privatizações escusas e não transparentes, da compra de votos pela reeleição, dos dólares do caso Lunus e de tantos outros escândalos - que foram sim cobertos pela grande imprensa, e com destaque -, decidiram mudar e enxotar o tucanismo.
FHC deixou o governo em baixa e governadores tucanos eleitos 2002 o consieguram com dificuldade. Portanto, houve ansieo por mudanças, e o eleito foi alguém que sempre pregou a ética na política e comportamentos louváveis e dignos? E o que o governo desse sujeito fez?
Mensalão, escândalos do lixo em várias cidades adminustradas pelo PT, escândalo no Ibama, dólares na cueca, mentiras à exaustão, fabricação de dossiês espúrios... e a administração do país? Crescimento pífio, distribuição farta de assistencialismo eleitoral, nenhuma visão estratégica ou planejamento futuro, investimento pífio em infra-estrutura.
Estamos no país do achismo. A maioria das decisões dos brasileiros, pessoais ou até mesmo institucionais, tem o achismo como sustentação, sem base científica ou um mínimo de informação.
É o caso do jornaleiro gaúcho, corajoso mas estúpido, que decidiu boicotar Veja e época e não mais vendê-las, por considerar que fazem jornalismo ruim e tendencioso. E provavelmente incoerente, já que está "ideologizando" o negócio: será que é a favor ou contra a venda de material pornográfico?
Se é contra, será que ele assim mesmo comercializa? Será que é esquerdista? Se for, será que vende jornais norte-americanos ou jornais brasileiros de "direita", como Zero Hora, O Globo, Folha e Estadão?
O negócio é dele e sua decisão não prejudica ninguém, a não ser ele próprio, e merece ser respeitada, apesar de ser uma tolice. Esse cidadão está mais preocupado com a postura do que com a veracidade e qualidade das informações da duas revistas. Ou é muito ingênuo ou muito burro.
Por Luciana Maria Sanches, do site Omelete
Ninguém avisou e o disco já está sendo prensado! O lendário guitarrista do Who, Pete Towshend, cometeu uma gafe tenebrosa. A música "Mirror Door", que estará no álbum Endless Wire, com lançamento previsto para final de outubro, presta uma homenagem a várias pessoas mortas e entre elas está a atriz Doris Day. Só que Doris Day está viva e vai muito bem, obrigada.
Depois que contaram para Townshend que a atriz e cantora passa bem, tem 82 anos e vive na Califórnia, ele pediu desculpas e disse que tinha certeza de que ela estava morta.
Acontece... Por exemplo, você pode confirmar se o Walmor Chagas já morreu sem consultar o google? Endless Wire é o primeiro álbum de inéditas do Who desde 1982.
Por Paulo Borges, do Whiplash
O vocalista Roger Daltrey do THE WHO afirmou que o antigo membro da banda, John Entwistle morreu de acordo com o modo de vida de um verdadeiro roqueiro. John Entwistle morreu em 2002 em Las Vegas devido a um ataque cardíaco induzido pelo consumo de cocaína. E Daltrey insiste que a morte do baixista aos 57 anos de idade foi preferível a morrer lentamente de velhice.
O vocalista declarou: "O John era o John - nada poderia mudá-lo, uma verdadeira personalidade do rock n' roll e que viveu sempre do modo roqueiro de ser. Quero dizer, importa mesmo ele ter morrido drogado com uma prostituta em Las Vegas? É tão ruim assim ele tendo 57 anos? “Qual é a alternativa”? A alternativa pode ser lenta e fedida demais como George Orwell disse. Tudo que sei é que sinto muito a falta dele."
Por Paulo Borges, do Whiplash
Pete Townshend diz ter se sentido como se tivesse "sobrevivido a um câncer" quando a polícia britânica decidiu não ir adiante sob uma acusação de pornografia infantil em 2003 - e insiste que a experiência o mudou para melhor.
O guitarrista do WHO foi questionado devido a uma investigação contra pornografia infantil após ter usado seu cartão de crédito para acessar um site de conteúdo pornográfico contendo imagens de crianças. Nenhuma acusação foi levantada após Townshend alegar ter acessado a site meramente como pesquisa para o lançamento de sua autobiografia, já que acreditava ter sofrido abusos sexuais quando criança.
O músico disse “Eu analiso o ocorrido como sobreviver a um câncer. Uma experiência positiva que mudou minha vida. Eu me olhei no espelho e pensei ' Mas que inferno Pete, o que você pensou que ia acontecer? Deus, como você é arrogante!'. “Depois de um tempo percebi que isso não se tornaria o escândalo que eu tanto temia. Mas meu maior medo era de ser considerado culpado”.
“Na base da evidência e de minha admissão imediata - eu havia dito de prontidão que tinha usado o cartão de crédito para acessar ao site como parte de minha pesquisa - eu teria então assumido a culpa ' Ah, nós temos o seu número ' eles diriam.”. “Então se sentiriam aptos a me enquadrar.”. “A polícia levou meus 14 computadores, todos os meus CDs e todos os meus DVDs enquanto eu não estava em casa, então nem pude me perguntar ‘será que tenho algum DVD pornô debaixo da cama? ’. “Nos 4 meses seguintes só pude cruzar os dedos e torcer”. “Eu estava com medo e quando viram que não havia nenhuma evidência contra mim, tudo acabou.”
sexta-feira, setembro 15, 2006
terça-feira, setembro 12, 2006
O clássico São Paulo e Corinthians foi emcocionante, teve de tudo, menos o gol. O Corinthians foi valente, mas não teve mérito nenhum na obteñção do resultado, a manutenção do empate em 0 a 0 com dois a menos em campo. Por mais raça e garra que um time tenha, por mais que corra muito, o resultado só reflete uma coisa: a extrema incompetência de quem tinha dois jogadores a mais e não conseguiu vencer. O São Paulo tinha obrigação de vencer. O resultado só foi o empate por pura incompetência tricolor. É bom os corintianos pararem de comemorar.
Clássico fantástico pela Copa FPF, da Federação Pualista de Futebol. O Atlético Sorocaba vence o Santacruzente, de Santa Cruz do Rio Pardo, nesta cidade por 1 a 0. Aos 44 minutos do segundo tempo, ataque do Santacruzense, mas o atacante chuta para fora, rende a uma das traves.
Sorrateiramente, um gandula entra no gramado e devagarinho coloca uma bola dentro do gol do Sorocaba. Mesmo após o lance concluído, o auxiliar (banderinha) Marco Antônio de Motta Júnior correu para o meio de campo, validando um gol que não existiu.
Mais surpreendente ainda foi a árbitra (árbitra?????) Sílvia Regina, que já apitou até clássico paulista, que validou a cena bizarra e decretou o empate do time da casa. O azar do trio de arbitragem é que o jogo foi filmado por uma TV de Sorocaba. Veja o lance absurdo aqui.
O Sorocaba disse que vai recorrer à FPF para anular o gol irregular ou até mesmo anular o jogo. Já a FPF disse que não há a mínima hipótese de isso ocorrer: a súmula do jogo é definitiva e consta o empate - posição inaceitável de uma FPF que tenta ser séria, mas nunca foi.
Será que alguém ainda acha que essa juíza cretina pode apitar alguma coisa que não seja futebol de botão? Será que alguém ainda vai apoiar que mulheres apitem jogos de futebol masculino?
do Estadão.com
Nas 32 equipes participantes do torneio, que começa nesta terça-feira, atuam 87 jogadores do Brasil
LONDRES - A Liga dos Campeões da Europa, o principal torneio de clubes do mundo, conta com uma verdadeira legião de brasileiros. A partir desta terça-feira, as 32 equipes participantes começam a disputa da competição, que terá a presença de 87 atletas do Brasil.
Alguns dos brasileiros que disputam o torneio já são consagrados, como é o caso de Ronaldinho Gaúcho, um dos grandes responsáveis pelo título do Barcelona na edição passada do torneio.
Outros têm menos expressão, como o lateral-esquerdo Michel Bastos, que no ano passado se destacou no Figueirense, no Campeonato Brasileiro, e hoje está no francês Lille.
Há ainda aqueles pouco conhecidos dos torcedores brasileiros, como o atacante Gustavo Manduca, do AEK, da Grécia. E outros que prometem brilhar, como o meia Anderson, ex-Grêmio, um dos grandes destaques do Porto, time que conta com mais brasileiros no torneio: 10.
Além de Ronaldinho Gaúcho, outros brasileiros lutam para manter a boa imagem na Europa. O Milan aposta em Kaká, enquanto Juninho Pernambucano segue como destaque do Lyon. Já o Real Madrid conta com 5 atletas do Brasil no elenco: Roberto Carlos, Cicinho, Emerson, Robinho e Ronaldo.
Assim, somente 9 dos 32 clubes participantes não têm jogadores brasileiros: Anderlecht, Celtic, Chelsea, Galatasaray, Hamburgo, Copenhague, Levski Sofia, Manchester United e Steaua Bucareste.
Confira todos os brasileiros na Liga dos Campeões: AEK (Grécia) Arsenal (Inglaterra) Barcelona (Espanha) Bayern de Munique (Alemanha) Benfica (Portugal) Bordeaux (França)
Emerson (meia)
Gustavo Manduca (atacante)
Júlio César (atacante)
Denílson (volante)
Gilberto Silva (volante)
Júlio Baptista (meia)
Belletti (lateral-direito)
Edmílson (volante)
Ronaldinho Gaúcho (meia)
Sylvinho (lateral-esquerdo)
Thiago Motta (volante)
Lúcio (zagueiro)
Alcides (zagueiro)
Anderson (zagueiro)
Beto (meia)
Diego Souza (volante)
Léo (lateral-esquerdo)
Luisão (zagueiro)
Moretto (goleiro)
Fernando (zagueiro)
Henrique (zagueiro)
Wendell (volante)
CSKA (Rússia) Dínamo de Kiev (Ucrânia) Internazionale (Itália) Lille (França) Liverpool (Inglaterra) Lyon (França) Milan (Itália) Olympiakos (Grécia) Porto (Portugal) PSV (Holanda) Real Madrid (Espanha) Roma (Itália) Shakhtar Donetsk (Ucrânia) Spartak Moscou (Rússia) Sporting (Portugal) Valencia (Espanha) Werder Bremen (Alemanha)
Dudu Cearense (volante)
Daniel Carvalho (meia)
Jô (atacante)
Vágner Love (atacante)
Corrêa (volante)
Diogo Rincón (atacante)
Kléber (atacante)
Rodolfo (zagueiro)
Rodrigo (zagueiro)
Adriano (atacante)
Júlio César (goleiro)
Maicon (lateral-direito)
Maxwell (lateral-esquerdo)
Michel Bastos (meia/lateral-esquerdo)
Rafael Schmitz (zagueiro)
Fábio Aurélio (lateral-esquerdo)
Cláudio Caçapa (zagueiro)
Cris (zagueiro)
Fred (atacante)
Juninho (meia)
Cafu (lateral-direito)
Dida (goleiro)
Kaká (meia)
Ricardo Oliveira (atacante)
Serginho (lateral-esquerdo)
Rivaldo (meia)
Júlio César (zagueiro)
Adriano Louzada (atacante)
Alan (meia)
Anderson (meia)
Bruno Moraes (atacante)
Ezequias (zagueiro)
Ibson (volante)
Helton (goleiro)
Jorginho (atacante)
Paulo Assunção (volante)
Pepe (zagueiro)
Alex (zagueiro)
Diego Tardelli (atacante)
Gomes (goleiro)
Cicinho (lateral-direito)
Emerson (volante)
Roberto Carlos (lateral-esquerdo)
Robinho (atacante)
Ronaldo (atacante)
Doni (goleiro)
Julio Sergio (goleiro)
Mancini (atacante)
Rodrigo Defendi (zagueiro)
Taddei (meia)
Brandão (atacante)
Elano (meia)
Fernandinho (meia)
Jadson (meia)
Leonardo (zagueiro)
Matuzalem (volante)
Geder (zagueiro)
Mozart (volante)
Alecsandro (atacante)
Anderson Polga (zagueiro)
Liedson (atacante)
Ronny (lateral-esquerdo)
Edu (volante)
Diego (meia)
Naldo (zagueiro)
quinta-feira, setembro 07, 2006
Assim como a indústria fonográfica, as instituições governamentais brasileiras, incluindo forças de segurança, ainda não conseguiram e não se esforçam nem um pouco para se adaptar ao mundo moderno da internet.
A Justiça brasileira, então, nem se fala, coalhada de fósseis que desrespeitam flagrantemente a Constituição e que permanecem aferrados aos seus privilégios e subservientes ao poder.
Portanto, é muito mais fácil e "rápido" censurar, bloquear e acabar com veículos do que realmebnte investigar e criar ferramentas para coibir crimes em ambientes virtuais.
O que o Ministério Público está fazendo com o Google/Orkut no Brasil é o violento ataque à liberdade de expressão e aos direitos individuais de privacidade. E, por tabela, deixando explícita sua incompetência em realizar o próprio trabalho e de lidar com a tecnologia.
Há crimes no orkut? Que sejam investigados e, eventualmente, que se processe o Google. Censurar o site e obrigá-lo a quebrar sigilo de identidade é muito perigoso.
Se alguém ainda tem dúvidas a respeito da frase acima, que elia a edição de hoje, dia 7 de setembro, do jornal carioca O Globo, a respeito do acidente de automóvel que matou cinco jovens - entre 17 e 22 anos de idade - na Lagoa Rodrigo de Freitas, no começo desta semana.
O pai da jovem Ana Clara, vítima do desastre, descreve em uma carta enviada ao jornal a tragédia pessoal que viveu desde que foi acordado às 6h pelo telefonema de uma amiga da filha relatando o acidentem até o momento em que encontrou o corpo da filha no local, envolto em um saco preto.
Por mais que eu tente,- e não tenho filhos, ainda - é impossível descrever os sentimentos de tristeza e revolta ao ler o relato do pai de outros três fihos. Por mais que tentemos criar os filhos e incutir-lhes as noções de certo e erradp, do bom e do ruim, não há como evitar que o mundo os engula de forma a triturá-los. Será que é tão difícil entender que não se deve entrar no carro de um pós-adolescente idiota e bêbado após a balada?
Eis um trecho da carta do pai da garota morta: "Por mais que se cuide, que tentemos vigiar, os filhos escorrem por entre os dedos como água nas mãos em forma de concha."
Do site de Pete Townshend:
"Após 24 anos, a espera está quase terminando e 31/10 verá o lançamento de Endless Wire, o muito aguardado álbum de estúdio do The Who; o primeiro desde It's Hard, de 1982.
O álbum apresenta versões extendidas das variadas seções que formam a miniópera Wire & Glass, mas também explorando
outros temas da história de Pete, The Boy Who Heard Music.
A faixa de abertura, Fragments, utiliza o pioneiro software de música Method, produzido por Pete junto com o matemático/compositor Lawrence Ball e o software-designer Dave Snowdon.
Mais detalhes logo, mas abaixo está a lista de músicas do disco:
1. Fragments
2. Man In A Purple Dress
3. Mike Post Theme
4. In The Ether
5. Black Widow Eyes
6. Two Thousand Years
7. God Speaks To Marty Robbins
8. It's Not Enough
9. You Stand By Me
10. Sound Round
11. Pick Up The Peace
12. Unholy Trinity
13. Trilby's Piano
14. Out On The Endless Wire
15. Fragments Of Fragments
16. We Got A Hit
17. They Made My Dreams Come True
18. Mirror Door
19. Tea & Theatre"