terça-feira, dezembro 15, 2009

NOVO COMUNICADO DA ASFUNPRECRE



Meus amigos, nada de muito excitante acontece em nosso mudo jurídico em guerra com Tanure. A vida empresarial dele está uma bagunça, e isso, infelizmente, afeta o andamento de nossos processos.



Aqueles acordos iniciais de setembro, onde os advogados da Editora JB haviam concordado e pagar dez processos por mês, para tentar resolver o máximo de pendências possíveis, estão parados – na verdade empacados.


Foram pagos três processos apena da primeira leva. Os sete restantes e os dez da segunda leva foram interrompidos porque a maioria na verdade é composta por dois processos – salários atrasados e verbas rescisórias, sendo que parte do nosso grupo tem um terceiro processo.




Os então novos advogados de Tanure contratados especialmente para esses acordos se surpreenderam com a existência de mais processos e pediram um tempo para estudá-los e propor “nova forma de pagamento”.




Ao mesmo tempo, na surdina, tentaram um recurso no TRT-SP para fazer um recálculo dos valores de todas as ações, já que “não sabiam da existência dos processos além dos salários atrasados”.




Na verdade, foi mais uma manobra protelatória e não deu certo, o recursos não foi acatado. Tentaram mais duas vezes, com diferentes instrumentos jurídicos, e perderam de novo.
Desde então, esses advogados sumiram – isso foi no final de outubro. Soubemos depois que acabaram destituídos que Tanure teria contratado novos advogados em São Paulo, mas isso não foi confirmado e ninguém entrou em contato com o dr. Wladimir Durães. Nem mesmo o chefe do jurídico da holding de Tanure, que também sumiu.




Portanto, infelizmente não depende mais de nós a continuidade do pagamento dos (supostos) acordos de setembro. Teremos de continua nossa batalha nos tribunais superiores para que as ações de Tanure da Intelig paguem a dívida conosco.




Questão TIM-Intelig




A TIM informou hoje, 15 de dezembro, o mercado que está dando sequência à incorporação (compra) da Intelig. Segundo o comunicado, o processo todo deve terminar em março.
Nos nossos embates no TST, uma desembargadora acatou um recurso de Tanure e autorizou o negócio TIM-Intelig, mas mantendo as ações da Intelig do dono do JB arrestadas como garantia do pagamento da dívida conosco.




A decisão é no mínimo esquisita, porque ela é contraditória: permite o negócio, mas mantém as ações presas. Não faz sentido.
Essa decisão contraditória gerou uma série de agravos regimentais de ambas as partes na tentativa de entender o que está acontecendo – e é claro que, quanto mais confusão, melhor para o Tanure.




Durante o anúncio do dia 15, executivos da TIM afirmaram que as dívidas relacionadas com a Intelig (trabalhistas do Tanure) somam R$ 65 milhões, sendo que não informaram a origem dessa informação.




A verdade: só com a associação a dívida é de R$ 173 milhões no mínimo, de acordo com os cálculos já apresentados na Justiça do Trabalho de São Paulo – fora as ações de outros advogados.




O valor de R$ 65 milhões foi citado em um dos recursos apresentados pelo Tanure no TST e aparentemente a desembargadora que deu a decisão contraditória o usaria como garantia de valor para nossas ações, desde que “novos cálculos fossem refeitos”. Entretanto, essa decisão ainda não foi tomada, se é que será tomada.




Situação de momento: a continuidade do negócio TIM-Intelig, apesar da decisão contraditória da desembargadora, é benéfica para nós, porque assim que o Tanure puser as mãos nas ações da TIM destinadas a ele, haverá finalmente possibilidade de liquidez menos demorada.




Portanto, nada que nos preocupe neste caso. As ações do Tanure continuariam bloqueadas à espera de uma solução.




O dr. Wladimir já protocolou em Brasília um agravo regimental de 54 páginas, bem fundamentado, onde questiona as decisões da desembargadora e demole os vários recursos que Tanure está interpondo para atravancar o processo. Não há previsão de quando esse agravo será analisado, até porque estamos às vésperas do recesso judicial.






Diretoria da Associação dos Funcionários e Ex-funcionários da Gazeta Mercantil

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