Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Robert Plant vai recriar o grupo THE HONEYDRIPPERS para uma ou duas apresentações em um clube de Dudley, na Inglaterra, em um evento chamado "An Evening Of Rhythm And Blues", cujo objetivo é angariar fundos para o tratamento quimioterápico de uma amiga do vocalista.
Não se sabe ainda quem estará na formação da banda, cujo álbum de 1984 contou com o ex-companheiro de Plant no LED ZEPPELIN, o guitarrista Jimmy Page, além do também guitarrista Jeff Beck.
THE HONEYDRIPPERS foi um projeto criado por Plant nos snos oitenta, que tinha como intenção tocar clássicos do Rhythm & Blues e do Rock`n´Roll, e passou por duas formações distintas, deixando apenas um disco gravado.
do Whiplash
Pete Townshend não se arrepende de continuar com como THE WHO apenas com o vocalista ROGER DALTREY, apesar do fato de metade da banda ter morrido. Townshend sente que prosseguindo a dupla remanescente paga tributo ao ex-baterista Keith Moon e ao baixista John Entwistle, mortos em 1978 e 2002, respectivamente, ambos devido ao uso excessivo de drogas.
Townshend falou ao Minneapolis Star Tribune e explicou que Roger e ele gravando e excursionando como THE WHO é algo diferente do vocalista e os guitarristas do LED ZEPPELIN, Robert Plant e Jimmy Page, respectivamente, se reunindo como uma dupla no anos 90. “O caso deles era diferente. O (baixista) John Paul Jones ainda está vivo, e disponível, e eu acho que nenhum deles queria fazer o Zeppelin voar novamente.”
Pete ainda acrescenta: “Só restamos dois de nós vivos. O nome THE WHO pertence a Roger e a mim como uma marca – ainda que nós chamássemos de algo diferente, as pessoas ainda viriam para ver o WHO, as canções se refeririam ao WHO, e acabaríamos avaliados pelo nosso passado como THE WHO. Vivemos na realidade. John e Keith têm melhor reverência com Roger e eu tocando suas músicas ao invés de ficarmos sentados em um asilo soltando baforadas de cigarro ao ar.”
Diferente de Plant e Page, que de acordo com Plant não pretendem manter contato (no que tange ao LED), Townshend e Daltrey cultivaram uma renovada amizade – algo que eles nunca dividiram durante o line-up original do WHO. Pete dá uma luz quanto ao seu atual relacionamento com Daltrey. “Está melhor. Nenhum de nós jamais esperou voltarmos aos palcos juntos. Nós sempre nos respeitamos e nos amamos, um ao outro. Agora está mudando, realmente gostamos um do outro. Talvez isto exista por uma dependência elevada, mas ainda mais porque hoje nós encaramos tudo de forma mais clara.”
Townshend nos explicou o motivo de acreditar porque Daltrey e ele ainda podem ter uma parceria criativa: “não é só por causa dos grandes números ($), é mais por questão de eficácia. E penso que, você sabe, somos como uma boa equipe de entrega expressa (risos)”
Pete Townshend aparecerá com Steve Winwood, Bill Wyman, Joe Walsh e outros no concerto em meória ao baterista e compositor do TRAFFIC, Jim Capaldi, em 21 de janeiro de 2007, no Roundhouse de London, pelo segundo ano desde o falecimento do baterista.
terça-feira, dezembro 19, 2006
Este texto foi extraído do blog de Bob Fernandes, no site Terra:
Demitido, Rodrigo Vianna, repórter da TV Globo, critica a direção da emissora. Leia íntegra da carta:
LEALDADE
Quando cheguei à TV Globo, em 1995, eu tinha mais cabelo, mais esperança, e também mais ilusões. Perdi boa parte do primeiro e das últimas. A esperança diminuiu, mas sobrevive. Esperança de fazer jornalismo que sirva pra transformar - ainda que de forma modesta e pontual. Infelizmente, está difícil continuar cumprindo esse compromisso aqui na Globo. Por isso, estou indo embora.
Quando entrei na TV Globo, os amigos, os antigos colegas de Faculdade, diziam: "você não vai agüentar nem um ano naquela TV que manipula eleições, fatos, cérebros". Agüentei doze anos. E vou dizer: costumava contar a meus amigos que na Globo fazíamos - sim - bom jornalismo. Havia, ao menos, um esforço nessa direção.
Na última década, em debates nas universidades, ou nas mesas de bar, a cada vez que me perguntavam sobre manipulação e controle político na Globo, eu costumava dizer: "olha, isso é coisa do passado; esse tempo ficou pra trás".
Isso não era só um discurso. Acompanhei de perto a chegada de Evandro Carlos de Andrade ao comando da TV, e a tentativa dele de profissionalizar nosso trabalho. Jornalismo comunitário, cobertura política - da qual participei de 98 a 2006. Matérias didáticas sobre o voto, sobre a democracia. Cobertura factual das eleições, debates. Pode parecer bobagem, mas tive orgulho de participar desse momento de virada no Jornalismo da Globo.
Parecia uma virada. Infelizmente, a cobertura das eleições de 2006 mostrou que eu havia me iludido. O que vivemos aqui entre setembro e outubro de 2006 não foi ficção. Aconteceu.
Pode ser que algum chefe queira fazer abaixo-assinado para provar que não aconteceu. Mas, é ruim, hem!
Intervenção minuciosa em nossos textos, trocas de palavras a mando de chefes, entrevistas de candidatos (gravadas na rua) escolhidas a dedo, à distância, por um personagem quase mítico que paira sobre a Redação: "o fulano (e vocês sabem de quem estou falando) quer esse trecho; o fulano quer que mude essa palavra no texto".
Tudo isso aconteceu. E nem foi o pior.
Na reta final do primeiro turno, os "aloprados do PT" aprontaram; e aloprados na chefia do jornalismo global botaram por terra anos de esforço para construir um novo tipo de trabalho aqui.
Ao lado de um grupo de colegas, entrei na sala de nosso chefe em São Paulo, no dia 18 de setembro, para reclamar da cobertura e pedir equilíbrio nas matérias: "por que não vamos repercutir a matéria da "Istoé", mostrando que a gênese dos sanguessugas ocorreu sob os tucanos? Por que não vamos a Piracicaba, contar quem é Abel Pereira?"
Por que isso, por que aquilo... Nenhuma resposta convincente. E uma cobertura desastrosa. Será que acharam que ninguém ia perceber?
Quando, no JN, chamavam Gedimar e Valdebran de "petistas" e, ao mesmo tempo, falavam de Abel Pereira como empresário ligado a um ex-ministro do "governo anterior", acharam que ninguém ia achar estranho?
Faltando seis dias para o primeiro turno, o "petista" Humberto Costa foi indiciado pela PF. No caso dos vampiros. O fato foi parar em manchete no JN, e isso era normal. O anormal é que, no mesmo dia, esconderam o nome de Platão, ex-assessor do ministério na época de Serra/Barjas Negri. Os chefes sabiam da existência de Platão, pediram a produtores pra checar tudo sobre ele, mas preferiram não dar. Que jornalismo é esse, que poupa e defende Platão, mas detesta Freud! Deve haver uma explicação psicanalítica para jornalismo tão seletivo!
Ah, sim, Freud. Elio Gaspari chegou a pedir desculpas em nome dos jornalistas ao tal Freud Godoy. O cara pode ter muitos pecados. Mas, o que fizemos na véspera da eleição foi incrível: matéria mostrando as "suspeitas", e apontando o dedo para a sala onde ele trabalhava, bem próximo à sala do presidente... A mensagem era clara. Mas, quando a PF concluiu que não havia nada contra ele, o principal telejornal da Globo silenciou antes da eleição.
Não vi matérias mostrando as conexões de Platão com Serra, com os tucanos.
Também não vi (antes do primeiro turno) reportagens mostrando quem era Abel Pereira, quem era Barjas Negri, e quais eram as conexões deles com PSDB. Mas vi várias matérias ressaltando os personagens petistas do escândalo. E, vejam: ninguém na Redação queria poupar os petistas (eu cobri durante meses o caso Santo André; eram matérias desfavoráveis a Lula e ao PT, nunca achei que não devêssemos fazer; seria o fim da picada...).
O que pedíamos era isonomia. Durante duas semanas, às vésperas do primeiro turno, a Globo de São Paulo designou dois repórteres para acompanhar o caso dossiê: um em São Paulo, outro em Cuiabá. Mas, nada de Piracicaba, nada de Barjas.!
Um colega nosso chegou a produzir, de forma precária, por telefone (vejam, bem, por telefone! Uma TV como a Globo fazer reportagem por telefone), reportagem com perfil do Abel. Foi editada, gerada para o Rio. Nunca foi ao ar!
Os telespectadores da Globo nunca viram Serra e os tucanos entregando ambulâncias cercados pelos deputados sanguessugas. Era o que estava na tal fita do "dossiê". Outras TVs mostraram o vídeo, a internet mostrou. A Globo, não. Provava alguma coisa contra Serra? Não. Ele não era obrigado a saber das falcatruas de deputados do baixo clero. Mas, por que demos o gabinete de Freud pertinho de Lula, e não demos Serra com sanguessugas?
E o caso gravíssimo das perguntas para o Serra? Ouvi, de pelo menos 3 pessoas diretamente envolvidas com o SP-TV Segunda Edição, que as perguntas para o Serra, na entrevista ao vivo no jornal, às vésperas do primeiro turno, foram rigorosamente selecionadas. Aquele diretor (aquele, vocês sabem quem) teria mandado cortar todas as perguntas "desagradáveis". A equipe do jornal ficou atônita. Entrevistas com os outros candidatos tinham sido duras, feitas com liberdade. Com o Serra, teria havido, deliberadamente, a intenção de amaciar.
E isso era um segredo de polichinelo. Muita gente ouviu essa história pelos corredores...
E as fotos da grana dos aloprados? Tínhamos que publicar? Claro. Mas, porque não demos a história completa? Os colegas que estavam na PF naquele dia (15 de setembro), tinham a gravação, mostrando as circunstâncias em que o delegado vazara as fotos. Justiça seja feita: sei que eles (repórter e produtor) queriam dar a matéria completa - as fotos, e as circunstâncias do vazamento. Podiam até proteger a fonte, mas escancarando o que são os bastidores de uma campanha no Brasil. Isso seria fazer jornalismo, expor as entranhas do poder.
Mais uma vez, fomos seletivos: as fotos mostradas com estardalhaço. A fita do delegado, essa sumiu!
Aquele diretor, aquele que controla cada palavra dos textos de política, disse que só tomou conhecimento do conteúdo da fita no dia seguinte. Quer que a gente acredite?
Por que nunca mostraram o conteúdo da fita do delegado no JN?
O JN levou um furo, foi isso?
Um colega nosso, aqui da Globo ouviu a fita e botou no site pessoal dele... Mas, a Globo não pôs no ar... O portal "G-1" botou na íntegra a fita do delegado, dias depois de a "CartaCapital" ter dado o caso. Era noticia? Para o portal das Organizações Globo, era.
Por que o JN não deu no dia 29 de setembro? Levou um furo?
Não. Furada foi a cobertura da eleição. Infelizmente.
E, pra terminar, aquele episódio lamentável do abaixo-assinado, depois das matérias da "CartaCapital". Respeito os colegas que assinaram. Alguns assinaram por medo, outros por convicção. Mas, o fato é que foi um abaixo-assinado em defesa da Globo, apresentado por chefes!
Pensem bem. Imaginem a seguinte hipótese: a revista "Quatro Rodas" dá matéria falando mal da suspensão de um carro da Volkswagen, acusando a empresa de deliberadamente não tomar conhecimento dos problemas. Aí, como resposta, os diretores da Volks têm a brilhante idéia de pedir aos metalúrgicos pra assinar um manifesto em defesa da empresa! O que vocês acham? Os metalúrgicos mandariam a direção da fábrica catar coquinho em Berlim!
Aqui, na Globo, muitos preferiram assinar. Por isso, talvez, tenhamos um metalúrgico na Presidência da República, enquanto os jornalistas ficaram falando sozinhos nessa eleição...
De resto, está difícil continuar fazendo jornalismo numa emissora que obriga repórteres a chamarem negros de "pretos e pardos". Vocês já viram isso no ar? Sinto vergonha...
A justificativa: IBGE (e, portanto, o Estado brasileiro) usa essa nomenclatura. Problema do IBGE. Eu me recuso a entrar nessa. Delegados de policia (representantes do Estado) costumavam (até bem pouco tempo) tratar companheiras (mesmo em relações estáveis) como "concubinas" ou "amásias". Nunca usamos esses termos!
Árabes que chegaram ao Brasil no início do século passado eram chamados de "turcos" pelas autoridades (o passaporte era do Império Turco Otomano, por isso a nomenclatura). Por causa disso, jornalistas deviam chamar libaneses de turcos?
Daqui a pouco, a Globo vai pedir para que chamemos a Parada Gay de "Parada dos Pederastas". Francamente, não tenho mais estômago.
Mas, também, o que esperar de uma Redação que é dirigida por alguém que defende a cobertura feita pela Globo na época das Diretas?
Respeito a imensa maioria dos colegas que ficam aqui. Tenho certeza que vão continuar se esforçando pra fazer bom Jornalismo. Não será fácil a tarefa de vocês.
Olhem no ar. Ouçam os comentaristas. As poucas vozes dissonantes sumiram. Franklin Martins foi afastado. Do Bom dia Brasil ao JG, temos um desfile de gente que está do mesmo lado.
Mas sabem o que me deixou preocupado mesmo? O texto do João Roberto Marinho depois das eleições.
Ele comemorou a reação (dando a entender que foi absolutamente espontânea; será que disseram isso pra ele? Será que não contaram a ele do mal-estar na Redação de São Paulo?) de jornalistas em defesa da cobertura da Globo:
"(...)diante de calúnias e infâmias, reagem, não com dúvidas ou incertezas, mas com repúdio e indignação. Chamo isso de lealdade e confiança".
Entendi. Ele comemora que não haja dúvidas e incertezas... Faz sentido. Incerteza atrapalha fechamento de jornal. Incerteza e dúvida são palavras terríveis. Devem ser banidas. Como qualquer um que diga que há racismo - sim - no Brasil.
E vejam o vocabulário: "lealdade e confiança". Organizações ainda hoje bem populares na Itália costumam usar esse jargão da "lealdade".
Caro João, você talvez nem saiba direito quem eu sou.
Mas, gostaria de dizer a você que lealdade devemos ter com princípios, e com a sociedade. A Globo, infelizmente, não foi "leal" com o público. Nem com os jornalistas.Vai pagar o preço por isso. É saudável que pague. Em nome da democracia!
João, da família Marinho, disse mais no brilhante comunicado interno:
"Pude ter certeza absoluta de que os colaboradores da Rede Globo sabem que podem e devem discordar das decisões editoriais no trabalho cotidiano que levam à feitura de nossos telejornais, porque o bom jornalismo é sempre resultado de muitas cabeças pensando".
Caro João, em que planeta você vive? Várias cabeças? Nunca, nem na ditadura (dizem-me os companheiros mais antigos) tivemos na Globo um jornalismo tão centralizado, a tal ponto que os repórteres trabalham mais como bonecos de ventríloquos, especialmente na cobertura política!
Cumpro agora um dever de lealdade: informo-lhe que, passadas as eleições, quem discordou da linha editorial da casa foi posto na "geladeira". Foi lamentável, caro João. Você devia saber como anda o ânimo da Redação - especialmente em São Paulo.
Boa parte dos seus "colaboradores" (você, João, aprendeu direitinho o vocabulário ideológico dos consultores e tecnocratas - "colaboradores", essa é boa... Eu não sou colaborador, coisa nenhuma! Sou jornalista!) está triste e ressabiada com o que se passou.
Mas, isso tudo tem pouca importância.
Grave mesmo é a tela da Globo - no Jornalismo, especialmente - não refletir a diversidade social e política brasileira. Nos anos 90, houve um ensaio, um movimento em direção à pluralidade. Já abortado. Será que a opção é consciente?
Isso me lembra a Igreja Católica, que sob Ratzinger preferiu expurgar o braço progressista. Fez uma opção deliberada: preferiram ficar menores, porém mais coesos ideologicamente. Foi essa a opção de Ratzinger. Será essa a opção dos Marinho?
Depois, não sabem porque os protestantes crescem...
Eu, que não sou católico nem protestante, fico apenas preocupado por ver uma concessão pública ser usada dessa maneira!
Mas, essa é também uma carta de despedida, sentimental.
Por isso, peço licença pra falar de lembranças pessoais.
Foram quase doze anos de Globo.
Quando entrei na TV, em 95, lá na antiga sede da praça Marechal, havia a Toninha - nossa mendiga de estimação, debaixo do viaduto. Os berros que ela dava em frente à entrada da TV traziam uma dimensão humana ao ambiente, lembravam-nos da fragilidade de todos nós, de como nossa razão pode ser frágil.
Havia o João Paulada - o faz-tudo da Redação.
Havia a moça do cafezinho (feito no coador, e entregue em garrafas térmicas), a tia dos doces...
Era um ambiente mais caseiro, menos pomposo. Hoje, na hora de dizer tchau, sinto saudade de tudo aquilo.
Havia bares sujos, pessoas simples circulando em volta de todos nós - nas ruas, no Metrô, na padaria.
Todos, do apresentador ao contínuo, tinham que entrar a pé na Redação. Estacionamentos eram externos (não havia "vallet park", nem catraca eletrônica). A caminhada pelas calçadas do centro da cidade obrigava-nos a um salutar contato com a desigualdade brasileira.
Hoje, quando olho pra nossa Redação aqui na Berrini, tenho a impressão que estou numa agência de publicidade. Ambiente asséptico, higienizado. Confortável, é verdade. Mas triste, quase desumano.
Mas, há as pessoas. Essas valem a pena.
Pra quem conseguiu chegar até o fim dessa longa carta, preciso dizer duas coisas...
1) Sinto-me aliviado por ficar longe de determinados personagens, pretensiosos e arrogantes, que exigem "lealdade"; parecem "poderosos chefões" falando com seus seguidores... Se depender de mim, como aconteceu na eleição, vão ficar falando sozinhos.
2) Mas, de meus colegas, da imensa maioria, vou sentir saudades.
Saudades das equipes na rua - UPJs que foram professores; cinegrafistas que foram companheiros; esses sim (todos) leais ao Jornalismo.
Saudades dos editores - que tiveram paciência com esse repórter aflito e procuraram ser leais às minúcias factuais.
Saudades dos produtores e dos chefes de reportagem - acho que fui leal com as pautas de vocês e (bem menos) com os horários!
Saudades de cada companheiro do apoio e da técnica - sempre leais.
Saudades especialmente, das grandes matérias no Globo Repórter - com aquela equipe de mestres (no Rio e em São Paulo) que aos poucos vai se desmontando, sem lealdade nem respeito com quem fez história (mas há bravos resistentes ainda).
Bem, pelo tom um tanto ácido dessa carta pode não parecer. Mas levo muita coisa boa daqui.
Perdi cabelos e ilusões. Mas, não a esperança.
Um beijo a todos.
Rodrigo Vianna.
Terra Magazine
sexta-feira, dezembro 01, 2006
da Ansa, em Santiago, e da Folha Online
O grupo britânico The Who visitará a América do Sul pela primeira vez em março de 2007, em um giro que incluirá shows no Chile, Argentina e, provavelmente, também no Brasil (ainda sem confirmação oficial).
O show em Santiago será realizado em 21 de março no Estádio Nacional e o da Argentina, três dias depois, no estádio do clube River Plate, indicaram promotores locais.
No entanto, o site "Thewhotour" confirma shows apenas até o dia 17 de março, no México. Neste giro, o conjunto britânico divulga "Endless wire", seu primeiro álbum em 24 anos.
O disco de 19 canções inclui uma seção chamada "Wire & glass", na qual o grupo retoma o conceito de ópera rock, formato em que o The Who foi pioneiro com sua obra "Tommy" (1969).
A banda ícone dos anos 60, como parte do movimento conhecido como "invasão britânica", alcançou impacto mundial com sucessos como "My generation", "Baba O'Riley", e "I can't explain".
Após a morte do baterista Keith Moon em 1978 e do baixista John Entwistle em 2002, o The Who é formado hoje por dois de seus membros originais: o guitarrista Pete Townshend (compositor da maioria das músicas) e o vocalista Roger Daltrey.
Entre os músicos que os acompanham neste giro, está o baterista de Zark Starkey, filho de Ringo Starr.
No começo deste mês, foi divulgado que a Planmusic, responsável por shows como os do U2 no Brasil, traria o The Who ao Brasil em março de 2007.Mas a empresa ainda não se manifestou oficialmente sobre rumores de que a vinda do grupo ao Brasil tinha sido cancelada.
Uma comissão independente creditou a autenticidade das leis que determinam a expiração dos direitos autorais sobre uma música após 50 anos de seu lançamento. Sendo assim, duas maiores bandas do rock da história deverão perder, nos próximos sete anos, os direitos sobre suas músicas lançadas em 1963.
Porém, o veredicto ainda será dado pelo governo britânico. Mas ao que tudo indica, a partir do anos de 2013, não será mais preciso pagar royalties aos Beatles pela utilização de clássicos como "Love Me Do", de 1963 ou "Can I Get A Witness", do primeiro álbum dos Stones, "The Rolling Stones", de 1964. Sendo assim, a cada ano seguinte outras músicas ficariam livres.
Alguns músicos já protestaram contra a decisão, como foi o caso de Cliff Richards, que pediu para que a validade dos direitos autorais fosse estendida para 95 anos, como acontece nos EUA.
segunda-feira, novembro 27, 2006
Brian Kehew, roadie do THE WHO, assumiu os teclados da banda no lugar de John "Rabbitt" Bundrick , ausente devido a problemas de saúde de sua mulher. "Roadies muitas vezes assumem os lugares dos músicos nas passagens de som, e quando a banda ouviu Brian ficou impressionada" disse o manager Robert Rosenberg.
Na realidade, as habilidades de Kehew já são bem conhecidas principalmente dos beatlemaníacos, já que ele é co-autor do "Recording the Beatles", livro que disseca os meandros técnicos das gravações do Fab Four.
do Whiplash
Confirmando o que já foi publicado há alguns dias, o baterista Bill Ward postou uma mensagem em seu site oficial afirmando que não fará parte do HEAVEN & HELL.
"Em resposta às especulações sobre minha participação no projeto Heaven And Hell, gostaria de confirmar que não estou envolvido nas gravações tampouco nos shows que serão realizados. Quero desejar aos garotos - Tony, Geezer, Ronnie e Vinny - muito sucesso no próximo ano", disse Bill.
As gravações ao qual se refere são de duas faixas inéditas que estarão presentes na compilação "Black Sabbath: The Dio Years", coletânea de faixas registradas na época em que Ronnie James Dio era o vocalista.
Por Cleyton Lutz
As entradas das apresentações que vão ser realizadas nos estádios Old Trafford e Twickenham, nos dias 7 e 8 de julho, as primeiras do GENESIS em solo inglês nos últimos quinze anos, se esgotaram em uma hora e meia.
Os músicos estão bastante empolgados com a reunião. “Esta turnê será divertida”, afirmou Mike Rutherford à revista britânica Mojo. “Nós ainda estamos excitados por tocarmos novamente” completou Tony Banks.
A turnê do GENESIS ocorrerá nos meses de junho e julho do próximo ano. Ao todo já foram agendados 21 shows, mas a banda ainda avalia a possibilidade de incluir outras apresentações.
<P>Por Leonardo Sousa, do Whiplash
HEAVEN AND HELL — a nova banda composta pelo lendário vocalista Ronnie James Dio (DIO, BLACK SABBATH, RAINBOW) junto com os outros membros originais do BLACK SABBATH, Tony Iommi e Geezer Butler — foi entrevistada no começo dessa semana na Inglaterra pelo VJ Eddie Trunk do VH1 Classic para um programa que deve ir ao ar em janeiro.
Durante seu programa de rádio semanal, "Friday Night Rocks", que foi ao ar pela Q104.3 FM em Nova York no dia 24 de novembro, Trunk deu o seguinte comentário a respeito de sua entrevista com o HEAVEN AND HELL sobre o próximo CD e a turnê (OBS.: transcrição feita pelo Blabbermouth.net):
"Houve muita especulação sobre o fato da banda se chamar HEAVEN AND HELL e não BLACK SABBATH por causa de alguns fatores legais, ou devido a Sharon Osbourne ou alguma coisa do gênero. Este NÃO é o caso. Tony Iommi detém os direitos do nome BLACK SABBATH, e tanto ele como Ronnie James Dio decidiram que seria melhor chamar essa formação com outro nome pois acham que depois que o BLACK SABBATH com o Ozzy entrou para o Rock and Roll Hall of Fame, seria um pouco desrespeitoso e também confuso se chamar a reunião com o Dio de BLACK SABBATH novamente. Então eles decidiram — e foi uma decisão só deles - dar um outro nome a banda. Está é a razão dos shows estarem sendo agendados como HEAVEN AND HELL. Mas isso é um pouco confuso, pois o novo CD que vai ser lançado se chamará 'Black Sabbath: The Dio Years'.
Dois gigantes do futebol europeu do século passado estão penando para manter-se minimamente competitivos em relação aos concorrentes e rivais. O Atlético de Madri, que já teve Luís Pereira e Leivinha, foi por muitos anos a terceira força espanhola, mas, depois de seu nono título nacional, em 1996, entrou em crise, caiu para a segunda divisão em 2000 e só retornou à elite em 2003.
Hoje Sevilla, Valencia, Villarreal e Deportivo La Coruña o ultrapassaram em importância. Pelo menos ainda mantém resquício de um passado glorioso e tenta sair do atoleiro.
Já o italiano Torino, provavelmente o melhor time europeu entre 1945 e 1949, base da seleção italiana da época, é um caso mais dramático.
Sete vezes campeão nacional e frequentador assíduo de finais de competições européias, mergulhou em crise gigantesca no início dos anos 90, quando subiu e desceu várias vezes entre as séries A e B do Campeonato Italiano até finalmente falir em 2005, dando lugar a uma nova agremiação - deixou de ser o AC Torino para virar Torino FC. Hoje está de volta à Série A, mas logo voltará à B.
O Palmeiras é bem maior que os dois times acima. Tem a quarta maior torcida do Brasil e é considerado por muitos rankings o campeão do século XX no Brasil. O Torino é só a oitava torcida italiana e o Atlético de Madri com dificuldade situa-se entre as cinco maiores torcidas espanholas. E, no entanto, parece que os diretores palmeirenses estão muito empenhados em transformar o time no Torino, para depois seguir a passos largos em direção à situação da Lusa.
De clube modelo e com o caixa em dia, que passou mais de 30 anos sem atrasar um dia sequer os salários de funcionários e jogadores, rivalizando em termos de gestão administrativa (incluindo a parte social) com o São Paulo, passou a uma filial de clubes cariocas.
Os atrasos ainda são dias, e não escandalosos como no futebol do Rio de Janeiro, mas mostra que caminho fantático está trilhando o time verde paulistano. As dívidas se acumulam - R$ 37 milhões de déficit até setembro de 2006, segundo Dallmo Pessoa, no programa Mesa Redonda da TV Gazeta.
A campanha ridícula de 2006 era prevista, pois deveria ter acontecido já em 2004. Milagrosamente, Estevam Soares conduziu uma eqipe de segunda divisão dentro e fora de campo à Taça Libertadores. Em 2005, mesmo caos e mesma qualidade ruim de elenco e diretoria, mas Emerson Leão fez outro milagre e levou novamente o time à Libertadores. Só que os problemas continuaram e continuam.
Fala-se muito em choque de gestão, em modernização de departamento de futebol, administração profissional e outras palavras belas do jargão de gurus de marketing e auto-ajuda. Mas como implantar conceitos modernos como esses em um lugar onde conselheiro se vende por um cafezinho na sala da presidência, ou por um carguinho de diretor de bocha?
Como pedir empenho e profissionalismo em um lugar que até então pagava em dia, mas onde predominava a omissão, a vaidade e o clientelismo? É exatamente assim que funciona o departamento de futebol do Palmeiras, loteado e ocupados por incompetentes, interesseiros e oportunistas.
Como é que o omisso presidente permitiu a fritura e demissão de um técnico reconhecidamente competente como Leão? Como ele permitiu que a vaidade de um diretor desconhecido e incompetente predominasse em plena disputa da Libertadores?
E como é que o mesmo omisso permitiu que o diretor de futebol, muito mais incompetente, conseguisse xingar em público o técnico do time, que era um oásis de competência, e assim provocar sua saída, somente porque havia sido contratado pelo vaidoso diretor anterior responsável pela saída de Leão?
Diante de um quadro desolador desses, como exigir comprometimento de um elenco reconhecidamente ruim e desinteressado, com problemas internos visíveis, principalmente de caráter?
Como é que um monstro sagrado como o goleiro Marcos pode impor sua liderança se jogadores mais novos como Ilsinho e Francis simplesmente cospem na instituição, como se o Palmeiras fosse um clube qualquer? Logo Francis, que ficou exilado no Palmeiras B - de onde não deveria ter saído - falando grosso e ignorando a sabedoria de Marcos, Sérgio e Edmundo...
Esse roteiro é exatamente o mesmo que foi seguido pelo Torino nos anos 90, a julgar pelas informações publicadas pelo sério Gazzetta Dello Sport. Se o objetivo é esse, então com certeza é a única ação competente da diretoria do clube nos últimos anos. é o projeto Série B 2008 by Della Monica/Mustafá.
P.S.: Com as devidas adaptações, esse texto também pode servir para ilustrar a crise corintiana.
terça-feira, novembro 21, 2006
Nota publicada no O Globo, de autoria de Bernardo Araújo, afirma que os shows do THE WHO que seriam realizados em fevereiro foram cancelados.
O motivo teria sido a desistência de última hora do FOO FIGHTERS, que supostamente estava escalado para abrir os shows, e com isto o empresário Luiz Oscar Niemeyer teria desistido da empreitada, já que o investimento seria muito arriscado.
Por hora não há confirmação oficial da banda, tampouco do empresário.
A pergunta que fica: como é que podem cancelar um show se el nem ao menos foi CONFIRMADO pela banda?
sexta-feira, novembro 03, 2006
Por Thiago Coutinho, do Whiplash
De acordo com a Launch Radio Networks, Robert Plant, vocalista do LED ZEPPELIN, esteve recentemente em Nashville trabalhando em um álbum com o cantor de música country e bluegrass Alison Krauss.
Nenhuma informação oficial acerca do projeto foi disponibilizada até o momento. O jornal norte-americano Tenneseean, no entanto, afirma que o álbum pode ser um dos fortes candidatos ao Grammy Awards de 2008.
Corre na internet a notícia de que o filho do guitarrista Eddie Van Halen, Wolfgang Van Halen, é o novo baixista do VAN HALEN. Entretanto, não houve anúncio oficial de que o atual baixista, Michael Anthony, tenha saído. Aliás, não há anúncio oficial sequer sobre a existência da banda, ou mesmo se ela terminou. O noato fala que o O jovem de 15 anos substitui, que teria saído no início deste ano. No entanto a banda continuaria sem vocalista, apesar dos rumores da volta de David Lee Roth. Na minha opinião, é mais um boato infundado.
da Ansa, em Madri
"Baixar" música da internet não é um crime se essa ação não tiver fins lucrativos. Esta foi a sentença de uma juíza de Santander, Espanha, ao absolver um usuário de 48 anos acusado de ter descarregado álbuns musicais que seriam movimentados entre seus amigos.
No veredicto, a juíza Paz Aldecoa rejeitou os argumentos da acusação, que havia pedido há dois anos multas e indenização e afirmou que os fatos denunciados não merecem uma sanção penal.
Um crime contra a propriedade intelectual, disse a juíza, tem que estar determinado por fins lucrativos e este não é o caso.
sexta-feira, outubro 20, 2006
LOS ANGELES (Reuters) - Você não tem certeza se vai assistir ao The Who em sua turnê mais recente? Se quiser um conselho do líder da banda de rock britânica, Pete Townshend, não se dê a esse trabalho.
Em entrevista à revista Rolling Stone, o compositor célebre por sua loquacidade disse que não gosta de assistir "roqueiros velhos em clima autocongratulatório".
O Who acaba de encerrar a primeira parte de sua turnê norte-americana, que vai retomar em Los Angeles em 4 de novembro. No dia 31 deste mês, a banda vai lançar seu primeiro álbum gravado em estúdio em 24 anos, "Endless Wire".
"Não quero sair para assistir a Bob Dylan. Não quero sair para ver um show dos Stones. Eu não pagaria para assistir ao The Who, nem mesmo com as canções novas", disse na entrevista Townshend, que tem 61 anos.
Falando de autocongratulação, o discriminador confesso contra os mais velhos declarou que está no auge de sua forma artística. Ele contou que, quando o The Who fez um show recente na Espanha, sentiu-se "como um gigante libertador triunfal vindo para resgatar um milhão de crianças cativas". "Talvez eu nunca fique melhor do que estou hoje", disse ele. "Mas posso tentar.
terça-feira, outubro 17, 2006
17 de outubro de 2006 - 14:22
Gravadoras processarão usuários que pirateiam músicas pela Web
Entidade processará usuários em 17 países, incluindo no Brasil; foco são internautas que compartilham músicas pelas redes de trocas de arquivos do tipo P2P
João Caminoto, da Agência Estado
LONDRES - A IFPI, entidade que reúne a indústria fonográfica mundial, anunciou nesta terça o lançamento de 8 mil ações judiciais em 17 países - e pela primeira vez no Brasil - contra pessoas que baixaram música ilegalmente pela internet.
Segundo a entidade, mais de 1 bilhão de músicas foram ilegalmente baixadas no Brasil no ano passado através de redes de compartilhamento de arquivos, ou "file-sharing´.
O faturamento das gravadoras no Brasil, que é o maior mercado da América Latina, declinou de US$ 724,7 milhões em 2000 para US$ 394,2 milhões no ano passado. "Boa parte dessa queda foi causada pelo crescimento fenomenal do compartilhamento de arquivo no país", disse a entidade.
As ações judiciais no Brasil estão sendo promovidas pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), que fornecerá mais detalhes sobre os casos numa coletiva de imprensa que acontecerá também nesta terça no Rio de Janeiro.
No total, a IFPI já promoveu mais de 13 mil ações legais fora dos Estados Unidos. Cerca de 2 300 pessoas já foram condenadas ."Elas todas pensavam que não seriam apanhadas, mas professores, carteiros, gerentes de tecnologia de informação, cientistas e profissionais de várias outras áreas acabaram tendo prejuízo", disse John Kennedy, presidente da IFPI.
Em média, cada uma foi obrigada a arcar com custos legais de 2420 euros. "Muitos que estão sendo obrigados a responder na Justiça são pais cujas crianças têm compartilhado arquivos ilegalmente", disse Kennedy. "Eles estão descobrindo que em muitos países eles são responsáveis por qualquer atividade promovidas por terceiros em suas conexões na internet."
As ações, compostas de casos criminais e civis, estão concentradas naquelas pessoas que colocaram centenas ou milhares de músicas protegidas por copyright dentro das redes de compartilhamento (`uploaders´), oferecendo-as para milhões de indivíduos ao redor do mundo sem permissão.
A indústria fonográfica está mirando principalmente `uploaders´ que utilizam os grandes serviços P2P não autorizados, incluindo o BitTorrent, eDonkey, DirectConnect, Gnutella, Limewire, SoulSeek e WinMX.
"Hoje em dia os consumidores podem obter músicas ilegalmente através de maneiras que eram inimagináveis há apenas alguns anos", disse Kennedy. Ele observou que existem hoje mais de três milhões de faixas sonoras em 400 websites em todo o mundo, além de diversas plataformas móveis. "Mesmo assim, muita gente insiste em consumir de uma maneira ilegal." Além do Brasil, a IFPI também está promovendo as primeiras ações legais deste tipo no México e Polônia.
A novela "Páginas da Vida", da TV Globo, expõe o drama de uma mãe que tenta colocar sua filha de 5 anos, portadora de Síndrome de Down, em uma escola particular "normal", e reclama do que considera discriminação no tratamento da criança, justamehte por causa da doença. As escolas, para indignação da mãe, alegam que não estão preparadas para receber esse tipo de criança, e as que recebem dizem que não podem oferecer um tratamento além daquele que é oferececido.
Na vida real a coisa é igualzinha, de acordo com essa notícia, que saiu na Folha Online. A Justiça deu ganho de causa, em primeira instância, a uma escola que estava sendo processada por uma família devido à recusa em aceitar uma criança portadora de Síndrome de Down. O juiz disse que é dever do Estado oferecer tratamento para essas crianças, e que a rede particular não pode ser obrigada a aceitar as crianças doentes.
Por mais dura que seja essa medida, e por mais que a novela force a barra contra as escolas, reforçando que há discriminação, a decisão judicial está correta. Nenhuma escola é obrigada a aceitar crianças com Down. Aliás, nenhuma escola particular é obrigada a aceitar quem quer que seja. Se eu sou dono de escola, estuda nela quem que quiser, se eu quiser.
A rede particular não é obrigada a estar preparada para receber essas crianças especiais. Aliás, existem escolas especializadas nisso. É um absurdo pais de crianças com Down forçarem a barra e exigirem que suas crianças sejam aceitas em escolas privadas e que estas aceitem as crianaçs normalmente. Essa postura só prejudica todos: criança, pais, escola. Rotular o direito de recusa como "discriminação" é absurdo.
Muitos já vão se armar dizendo que a decisão abre caminho para que as escolas possa recusar quem quiser, de cor da pele á cor do cabelo, passado pela nacionalidade ou naturalidade. Outra imbecilidade. É distorcer a realidade. Discriminação por cor de pele é racismo, e racismo é crime. Uma escola particular recusar a matrícula de uma criança com Down não é crime, é um direito.
segunda-feira, outubro 16, 2006
do site Whiplash
O vocalista do NAZARETH, Dan McCafferty, completa 60 anos de idade. Dan comemorará seu aniversário fazendo o que mais gosta: estará no palco, na cidade de Vancouver, em mais um show dos escoceses no Canadá. Esta cidade, aliás, traz ótimas recordações para o grupo, pois foi lá que o Nazareth gravou o famoso álbum ao vivo "Snaz", em 1981.
Dan McCafferty está no Nazareth desde 1965, quando a banda ainda se chamava "The Shadettes" e participou de todos os álbuns do Nazareth, além de gravar os álbuns solo "Dan McCafferty", em 1975, e "Into The Ring", em 1986. Para alegria dos fãs, o escocês sessentão continua na ativa, mantendo seu potencial vocal e sendo sempre lembrado como um dos melhores vocalistas da história do rock.
O Live and Louder se tornou o maior festival de rock da América Latina, substituindo os finados Philips Monsters of Rock e Hollywood rock. Traz os mais importantes artistas do gênero do mundo, principalmente os de heavy metal, e coloca o conintente no mapa da música mundial.
Isso não impede que seus promotores, a Top Link do empresário e insano Paulo Baron, tome calotes e sofra com o descaso de artistas sem nenhum escrúpulo. No ano passado, o festival teve o cancelamento em cima da hora do Testament. Neste ano, Zakk Wylde resolveu não vir para pode ficar "perto" de seu "papai" Ozzy Osbourne. Não deu nenhuma satisfação.
Mas pior fez o Saxon, uma das maiores bandas de heavy metal de todos os tempos. Leia mais aqui, em entrevista de Baron ao site Whiplash.
Adoro o Saxon, tenho todos os CDs, mas o que a banda inglesa fez, ao dar o cano mesmo recebendo as passagens e de ter recebido o cachê adiantado - e até agora não devolvido - não se faz. Não devo mais assistir a nenhuma apresentação desses caras.
quarta-feira, outubro 04, 2006
Por Humberto Domiciano de Paula, do Whiplash
O WHITESNAKE lançará em novembro um novo álbum ao vivo. "Live in the Shadow of Blues" terá 4 faixas inéditas gravadas em estúdio. Eis o set-list do álbum:
CD 01
01. Bad Boys
02. Slide It In
03. Slow An Easy
04. Love Aint No Stranger
05. Judgement Day
06. Is This Love
07. Blues For Mylene
08. Snake Dance
09. Crying In The Rain
10. Aint No Love In The Heart Of The City
11. Fool For Your Loving
12. Here I Go Again
13. Still Of The Night
CD02
01. Burn
02. Give Me All Your Love Tonight
03. Walking In The Shadow Of The Blues
04. The Deeper The Love
05. Ready An Willing
06. Dont Break My Heart Again
07. Take Me With You
08. Ready To Rock (inédita)
09. If You Want Me I’ll Come Running (inédita)
10. All I Want Is You (inédita)
11. Dog (inédita)