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Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
Com informações dos sites Whiplash, Rock Brigade e Disconnected.
Com informações dos sites Whiplash, Rock Brigade e Disconnected.
Cada vez mais fico irritado quando vejo gente que mal sabe o que é música glorificar o guitarrista inglês Syd Barret, fundador do Pink Floyd e principal compositor entre 1965 e 1968, quando esteve na banda. Com isso, elevam-no à categoria de gênio, assim como o primeiro álbum do Floyd, "Piper at the Gates do Dawn", de 1967,é considerado uma obra-prima.
Nem uma coisa nem outra. Barret, assim como Jim Morrison e Kurt Cobain, nunca foi gênio. Todos estiveram bem longe disso. Barret compôs músicas que no máximo podem ser consideradas interessantes, já que ele foi o cara que inaugurou o chamado "estilo psicodélico", apesar de os Beach Boys e os Beatles já enveredarem por essa praia em 1966.
Ele foi um compositor original, o quer não quer dizer que tenha sido um compositor. Suas músicas eram frequentemente incompreensíveis e beiravam a infantilidade. Essa é a tônica de "Piper at the Gates do Dawn". Uma coleção de músicas engraçadas, de certa forma originais, mas que nada mais eram do que razoáveis. Talvez "Astronomy Dominé" mereça algum destaque.
O fato é que o gênio do Pink Floyd era o baixista Roger Waters, o grande compositor e depois o líder da banda. Ele também achava barret o máximo e ficava intimidado por causa da suposta genialidade do amigo, mas a história se encarregou de mostrar quem realmente era o craque naquele time.
Com relação a Cobain, nada mais a acrescentar, já dei muito espaço para esse mau músico aqui. Já Jim Morrison tem a mesma avaliação minha que fiz de Barret. Longe de ser gênio, era um poeta medíocre e um letrista sofrível. Sem voz, teve o mérito de achar um estilo de cantar - assim como Mick Jagger -, mas nunca foi um cantor memorável. Os Doors - que não tinham, baixista, um supremo absurdo - ficaram muito mais famosos pelas presepadas de seus integrantes do que por sua música em si.
Rio, 12 de março (Agência Estado) - O vice-governador e Secretário estadual de Meio-Ambiente, Luiz Paulo Conde anunciou hoje que o governo vai construir um muro em volta da favela da Rocinha para impedir a expansão da comunidade. Também serão cercadas as favelas vizinhas: Vidigal, Chácara do Céu e Parque da Cidade. Cada muro terá três metros de altura. A idéia, segundo informou a assessoria de imprensa do vice-governador à Agência Brasil, é construir uma estrada de acesso ao lado do muro na parte interna de cada favela. À tarde, Conde se reúne com assessores para elaborar estratégias para as obras.
Jogadores do São Caetano pediram ao técnico Muricy Ramalho, após a vitória por 3 a 1 contra o Paulista de Jundiaí, para serem poupados no meio de semana no confronto contra o Strongest, da Bolívia, em La Paz, vital para a continuidade do clube na Libertadores. Eles se dizem "cansados" e que o time deveria priorizar uma competição. Assim, deveriam escolher o Paulistão, no qual têm ampla vantagem, já que na Libertadores precisam vencer na altitude e esperar ainda a derrota do Peñarol em Montevidéu. Ou seja, os jogadores desistiram da Libertadores, o torneio mais importante do continente, pela chance de ganhar um ridículo Campeonato Paulista. Coisa de timinho, de time pequeno que é sempre será. O destino do São Caetano é o mesmo da Inter de LImeira, do Bragantino e do Novorizontino.
Em mensagem publicada no site oficial, o guitarrista Michael Schenker anunciou o primeiro lançamento para comemorar os 25 anos do Michael Schenker Group. O próximo disco será lançado no fim de 2005 e trará como convidados especiais os vocalistas que já passaram pelo grupo.
O CD será disponibilizado pela própria gravadora de Schneker, a Goott Records, e será vendida apenas uma cópia por pessoa. Bem antes disso, provavelmente em maio, o MSG solta um DVD gravado recentemente na Polônia.
Com mais de 20 discos lançados, incluindo coletâneas e álbuns ao vivo, o MSG teve em suas fileiras vários vocalistas. O primeiro tarabalho, The Michael Schenker Group, chegou às lojas em 1980 e trazia Gary Barden nos vocais. Ele ficou na banda por mais dois discos - MSG (1981) e One Night at Budokan (1982) - e deu lugar a Graham Bonnet (ex-Rainbow) no álbum Assault Attack (1982). Barden retornou em Built to Destroy (1983) e Rock Will Never Die (1984), saindo definitivamente em 1987.
À época, o guitarrista rendeu-se ao hard rock farofa e desapontou os fãs ao chamar o vocalista Robin McAuley, mais ainda ao mudar o nome da banda para McAuley Schenker Group. Assim foram gravados cinco álbuns: Perfect Timing (1987), Save Yourself (1989), M.S.G. (1992), Nightmare (1992) e Unplugged Live (1992). Depois disso, Schenker voltou ao UFO para o disco Walk on Water (1995), que marcou a reunião da formação clássica, e colocou o MSG num breve hiato.
No ano seguinte, retomou as atividades como Michael Schenker Group e lançou Written in the Sand, com Leif Sundin ao microfone. A turnê rendeu o duplo ao vivo The Michael Schenker Story Live, que celebrou os 25 anos de carreira do guitarrista e trouxe dois vocalistas: Sundin e David Van Landing. Em The Unforgiven (1999) quem cantou foi Kelly Keeling, que fez apenas uma participação na turnê que culminou em novo duplo ao vivo. The Unforgiven World Tour: Live (1999) contava também com Keith Slack nos vocais. Nos últimos dois discos de estúdio, Be Aware of Scorpions (2001) e Arachnophobiac (2003), o vocalista foi Chris Logan. (do site Disconnected)
Com informações dos sites Whiplash, Rock Brigade e Disconnected.
da BBC
Segundo informações anunciadas hoje pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (FIIF), que representa as maiores gravadoras, o total de US$ 32 bilhões arrecadados no ano passado representou uma queda de 7,6% em relação a 2002. As vendas vêm caindo há quatro anos, o que a FIIF atribui à pirataria, à crise econômica global e à competição com videogames e DVDs.
Mas, apesar da tendência de queda, houve uma recuperação nas vendas nos Estados Unidos, na Austrália e na Grã-Bretanha na segunda metade de 2003, impulsionada por nomes como OutKast e Beyoncé Knowles. "Creio que esse longo declínio vai chegar ao fim logo, mas não sei dizer se já acabou", disse o diretor da FIIF, Jay Berman, em um comunicado.
Segundo a entidade, o mercado europeu foi o que apresentou maior queda. Na Alemanha, o índice foi de 19%, enquanto países como Bélgica, Grécia, Portugal e Suíça sofreram uma queda de pouco mais de 10%. Para o mercado global em 2004, Berman prevê um declínio em torno de 4%.
Segundo a agência de notícias financeiras Bloomberg, as principais gravadoras do mercado – EMI, BMG, Sony e Warner – pretendem cortar um total mais de 2,5 mil empregos e reduzir o número de artistas em seu portfolio para tentar compensar a queda nas vendas.
Um instituto de pesquisas chileno constatou que somente 53% dos latino-americanos crêem que a democracia seja o regime ideal para os países da região e que seja realmente o sistema ideal para levar ao crescimento econômico e facilitar/acelerar o bem-estar social. Há cinco anos o percentual era de 63%. Ou seja, os latino-americanos estão perdendo a fé na democracia, afirmando que ela não é o melhor veículo para o crescimento econômico. É por isso que a América Latina é a porcaria que é e nunca vai sair disso.
Nos últimos anos conecionou-se aplicar os termos da chamada "política correta" em relaão à produção cultural e artística do Terceiro Mundo e de autores que têm origem em camadas mais pobres da população. Resolveu-se, então, fechar os olhos á qualidade e loucar a produção de tais "artistas", atribuindo uma importância cultural que não têm.
É evidente que manifestações culturais de pessoas que vivem em áreas pobres e miseráveis merece respeito e têm de ser incentivadas, mas daí a atribuir qualidade a essa produção, vai um longo caminho, uma distância de anos-luz. É caso do rap, tanto o norte-americano quano to brasileiro, o francês, o cubano, qualquer um. É uma manifestação cultural e social respeitável e, de certa forma, importante, que não pode ser ignorada. Entretanto, a qualidade musical do rap - qualquer rap - é sofrível e das letras, então, é terrível.
É o caso também de um escritor da zona sul de São Paulo, chamado Ferrez (já vi grafado Ferrés em algumas reportagens). É estimulante saber que o bairro pobre e violento do Capão Redondo pode produzir também gente interessada em escrever, em narrar o cotidiano daquele gente sofirda e ignorada pelo Estado. Ferrez é um filhote deste meio e deve ser incentivado. Mas, verdade seja dita, seu texto é pobre, é muito fraco. Uma coisa é louvar a iniciativa de apoiar gente como Ferrez a investir na arte. Outra coisa, bem diferente, é considerar o produto de boa qualidade. A prosa de Ferrez ainda não é boa qualidade. Não é porque é literatura marginal que o produto deva ser sinônimo de boa coisa.
Está cada vez mais provado que as forças armadas dos Estados Unidos não sabem como agir em caso de combates urbanos contra guerrilheiros e grupos não-organizados. As mortes de soldados em Bagdá, Falujja, Mogadíscio (Somália) mostram despreparo e falta de comando. Está na hora de as forças norte-americanas de ocupação no Iraque agirem com mais firmeza e brutalidade contra um bando de vagabundos que anseiam pela anarquia total. Já que os EUA insistiram em invadir e ocupar, então que o façam direito e destruam as milícias que se opõem e arrase com as cidades onde estão sendo mais atacados.
do Terra
Chega às lojas no próximo dia 13 o álbum "My Secret Life", do cantor Eric Burdon, ex-vocalista da mítica banda The Animals. Quebrando um silêncio de mais de dez anos sem lançar material inédito, My Secret Life conta com três composições do brasileiro Marcelo Nova, vocalista da banda Camisa de Vênus (que recentemente voltou à ativa para gravar um DVD).
O brasileiro verteu para o inglês as letras das canções A Garota da Motocicleta (Motorcycle Girl) e Coração Satânico (Devilside), duas músicas de seu disco solo "A Sessão Sem Fim" (1994). A terceira canção de Nova no álbum é uma parceria inédita assinada com Burdon, "Black And White World".
Marcelo Nova já cantou com Burdon em estúdio. Quando gravava o último disco com o Camisa de Vênus, Quem é Você? (1996), Burdon fez uma participação dividindo os vocais na versão de Nova para o clássico do The Animals, "Don't Let Me Be Misunderstood". Desde então, o relacionamento dos dois músicos aumentou e eles se viram conversando e compondo, muitas vezes à distância, outras em encontros (Marcelo já viajou algumas vezes aos EUA para se encontrar com Burdon).
Enquanto o disco de Burdon chega às lojas, Marcelo Nova entra em estúdio. O roqueiro começa a gravar seu primeiro álbum inteiramente inédito desde 1994 a partir do dia 18 de abril. No repertório, apenas canções próprias como a Balada do Perdedor, que conta a história de pessoas que "chegam à porta do paraiso, mas não tem vontade de entrar".
Enquanto isso, a reunião do Camisa de Vênus permanece como um reencontro de amigos. A banda se reuniu para gravar o DVD em um show no Festival de Salvador e já fez algumas apresentações pelo país, mas nada de material novo. O DVD ainda não tem previsão de lançamento.
da Folha de S.Paulo
Prepare seu protetor de ouvidos, porque o que vem pela frente neste semestre será ensurdecedor. Os grupos de metal Destruction, Dimmu Borgir, Napalm Death, Cannibal Corpse e Morbid Angel vão baixar por aqui para shows em várias cidades do Brasil.
Quem inicia a jornada do barulho são os alemães do Destruction, na quarta-feira, em Porto Alegre. Formada em 1983 por integrantes do Knight of Demon, a banda é ainda um dos principais expoentes do thrash metal.
No final dos anos 90, o Destruction entrou em profunda decadência e chegou a pendurar as chuteiras, mas, para a alegria dos fãs, voltou na virada do milênio com a mesma simplicidade do início. É essa fase que a gente vai ouvir.
A cena norueguesa vem bem representada pelo grupo Dimmu Borgir, que pisa pela primeira vez no Brasil. Eles se apresentam em São Paulo, Rio e Belo Horizonte. A banda mistura metal com influências de ópera e de som industrial. Será também uma boa oportunidade de ouvir um som cantado numa língua estranha para os brasileiros, o norueguês, mas vale lembrar que o Dimmu Borgir também tem composições em inglês.
Mas os tímpanos podem estourar mesmo em maio, quando o Brasil recebe mais uma visita da banda inglesa Napalm Death. Classificar o som do grupo é quase impossível: rápido, pesado, intenso, curto e grosso é pouco para traduzir a barulheira que é uma apresentação dos caras.
O death metal americano do Cannibal Corpse será derramado no Brasil em junho. A banda chegou a participar, em 1994, do filme "Ace Ventura - Um Detetive Diferente", numa apresentação em uma casa de shows. Quem assistiu ao filme já sabe o que esperar da turnê brasileira.
Para finalizar a barulheira, em julho, vem da Flórida (EUA) a banda Morbid Angel. Por enquanto está agendado apenas um show em São Paulo, no dia 10, mas talvez a turnê se estenda para outras cidades do Brasil. Só resta torcer.