O jabá é uma das coisas mais nojentas que existem na face da Terra. É a prova concreta da promiscuidade nociva da indústria da música e do entretenimento. Todos os jabazeiros, sejam, gravadoras, emissoras de rádio e artistas em geral, têm de ser presos e processados exemplarmente, mesmo que isso signifique o fim do mercado musical como o conhecemos. Só assim é que pdoeremos estabelecer a decência nesse ramo putrefato e malcheiroso.
Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
quinta-feira, abril 17, 2003
Trecho abaixo extraído da coluna de Lúcui Ribeiro, na Folha Online:
"Em uma iniciativa decente de um deputado federal e o apoio do ministro da Cultura, Gilberto Gil, o Congresso nacional colocará em discussão ainda neste semestre a criminalização do esquemão rádios-gravadora mais conhecido como jabá, informa o caderno Ilustrada, da Folha.Todo mundo sabe, mas ninguém nunca mexeu com isso, no Brasil as "músicas mais tocadas" nunca foram "as músicas mais pedidas". E as "mais pedidas" nunca são as que ouvintes realmente pedem. Vai virar crime o ato de tocar músicas em rádios mediante pagamento, o que só facilita a vida de meia dúzia envolvida, mas ajuda a impedir a criação no país de uma indústria musical de verdade. Mas, não é difícil adivinhar, dois grupos se mostram contra o projeto de criminalização do jabá: os empresários de rádio e os de gravadora."
quarta-feira, abril 16, 2003
A CBF está marcando para as 20h30 todos os jogos do Palmeiras aos sábados na série B do Brasileiro. Está claro que é para atender a interesses da TV, apesar de as emisspras SporTV e Record ainda nem terem assinado o contrato. Está claro que o torcedor de arquibancada não existe mais para esses nojentos e safados.
segunda-feira, abril 14, 2003
O regime cubano de Fidel Castro mostra cada vez mais que perdeu a sua razão de existir, se é que algum dia já a teve. A condenação sumária e sem direito a defesa de 75 opositores do regime, a penas que variam de 12 a 20 anos, é uma das coisas mais nojentas e lamentáveis da humanidade. É o fim dos tempos, uma medida que mostra a que ponto de barbárie pode chegar um governo que se diz popular. Fidel Castro fornece cada vez mais argumentos para aqueles que defendem o bloqueio econômico americano contra Cuba.
1) Come Back Alive; 2) Godless; 3) Apes of God; 4) More of The Same; 5) Urge; 6) Corrupted; 7) As It Is; 8) Mind War; 9) Leech; 10) The Rift; 11) Bottomed Out; 12) Activist; 13) Outro; 14) Bullet The Blue Sky*; 15) Bullet The Blue Sky como Video Track* (* Bonus Tracks do EP "Revolusongs")
CD DIGIPACK:
CD 1 - 1) Come Back Alive; 2) Godless; 3) Apes of God; 4) More of The Same; 5) Urge; 6) Corrupted; 7) As It Is; 8) Mind War; 9) Leech; 10) The Rift; 11) Bottomed Out; 12) Activist; 13) Outro
CD 2 - EP "Revolusongs" - 1) Messiah (Hellhammer); 2) Angel (Massive Attack); 3) Black Steel In The Hour Of Chaos (Public Enemy); 4) Mongoloid (Devo); 5) Mountain Song (Jane's Addiction); 6) Bullet The Blue Sky (U2); 7) Piranha (Exodus)
CD 1 - "Hoochie Koochie Lady" (c/ELF); "I'm Coming Back For You" (c/ELF); "Carolina County Ball" (c/ELF); "Man On The Silver Mountain" (c/RITCHIE BLACKMORE'S RAINBOW); "Starstruck" (c/RAINBOW); "Long Live Rock 'N' Roll" (c/RAINBOW); "Neon Knights" (c/BLACK SABBATH), "Children Of The Sea" (c/BLACK SABBATH); "Heaven And Hell" (c/BLACK SABBATH); "Turn Up The Night" (c/BLACK SABBATH); "The Sign Of The Southern Cross" (c/BLACK SABBATH); "The Mob Rules" (c/BLACK SABBATH); "Computer God" (c/BLACK SABBATH); "Voodoo" (ao vivo em 1982 c/BLACK SABBATH); "Sacred Heart" ao vivo em 1985)
CD 2 - "Stand Up And Shout"; "Holy Diver";"Don't Talk To Strangers"; "Straight Through The Heart"; "Rainbow In The Dark"; "We Rock"; "The Last In Line"; "Egypt (The Chains Are On)"; "King Of Rock And Roll"; "Hungry For Heaven"; "Dream Evil"; "All The Fools Sailed Away"; "Lock Up The Wolves"; "Strange Highways".
sexta-feira, abril 11, 2003
Tristes eras do tempo do famigerado e nojento "Aqui e Agora", do SBT, que fez escola com as baixarias do mundo cão, inspirado por programas semelhantes norte-americanos. O show de horrores protagonizado pelo execrável Milton Neves foi de doer, mas ao mesmo tempo é perfeitamente compreensível os altos ídncies de audiência.
O telespectador/população brasileiro(a) é de baixíssimo nível, quase analfabeto funcional. Não se trata apenas de falta de educação, é uma questão de bom senso, que ultrapassa a questão da educação formal. Não é preciso ser letrado para saber o distinguir o bom do ruim, o bem do mal.
A população gosta de porcaria, gosta de lixo, e gosta por convicção. E não adianta oferecer coisa melhor para esse tipo de população, não adianta elevar o nível da programação, porque o grosso da população gosta mesmo é de baixaria. é uma questão de opção. É gentalha que gosta de Big Brother, Zorra Total, Cidade Alerta, de novelas mexicanas, da programação inteira lixo do SBT.
Faz parte da índole da população brasileira, um povo sem ética, que gosta de levar vantagem, que mesmo tendo informação e acesso, mesmo que precário, á educação, prefere jogar lixo na rua. O brasileiro é o tipo de gente que depreda os trens e os ônibus e acha isso normal, é o tipo de gente que acha engraçado um moleque pichar um muro ou canivetar o vidro de um trem, acha engraçado um suicídio mostrado ao vivo na TV, acha normal subornar funcionários públicos e policiais. Acha normal defender as viradas de mesa nos campeonatos esportivos.
Se o povo quer lixo, tem opções de sobra atualmente na televisão.
Reproduzo mensagem que recebi, com texto da jornalista Neusa Pereira, conhecida no meio televisivo, a respeito da repugnante exibição do suicídio do PM ocorrido ontem, 10 de abril, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, que foi fartamente explorado pelo programa Cidade Alerta, da TV Record, um monumento à baixaria, ao sensacionalismo e ao mau jornalismo:
"Nós, jornalistas,fotógrafos, artistas, pessoas enfim que, de alguma forma, lidam com a comunicação de massa neste país, não podemos deixar passar impune "o verdadeiro show de baixo jornalismo" exibido pela TV RECORD, nesta quarta-feira, 10 de abril.
Apoiada na imagem de um ser humano verdadeiramente desequilibrado - um policial fardado com uma arma amarrada na mão - a emissora mostrou até a exaustão toda a trajetória dramática que o levaria a morte. No estúdio, em off, o apresentador quase que aos berros instigava o telespectador a permanecer ligado para as cenas que veria logo adiante - aquele ser humano se matando diante das câmeras. Em "slow motion" explorou todos os ângulos de expressão do suicida.
Fez do jornalismo um palco de horrores. Quando comecei na tv globo (tempos de Mercadante, Woile, Eurico) havia um rígido código de ética que impedia que se explorasse 'coisas desse tipo'.
Sem censura mas, com diretrizes bastante claras, aprendi desde cedo que suicídio não é 'notícia'. Não é notícia para quem leva o jornalismo a sério. Não é assunto para bons profissionais. Suicídio é pauta pobre. É pauta prá quem não quer ter trabalho com a notícia. Não exige nada, exige apenas que a câmera, usada como arma dessa imprensa marrom, se direcione para a infeliz vítima. Éé jornalismo covarde!
É jornalismo que nós não podemos aceitar! É preciso desmascarar essas pessoas que nem chamo de colegas porque não o são. E aqui é preciso dar nome aos bois. Llamento muito que Luís Gonzaga Mineiro, companheiro das lutas estudantis, parceiro de discussões que ajudaram a mudar este país, contemporâneo de boa safra de jornalistas - julio, valfrido, helena, carmem e outros - tenha descambado pela rota dos miseráveis do jornalismo sem pauta. Que tenha estabelecido como princípio, a ótica da exploração da ignorância humana, que tenha optado por esse jornalismo maneta que insufla o desatino.
Que tenha optado por um jornalismo 'de beiradas'. Jornalismo 'café com leite', de 'fritar bolinhos' , um tipo de jornalismo que desrespeita, dá tapa na cara, cospe sobre todos os princípios éticos e morais construídos ao longo do tempo por gente séria, honesta, batalhadora, que é desrespeitoso...
É coisa de direita que ainda alimenta a ignorância e alienação no país. O que a TV RECORD mostrou ofende princípios.
Ofende pessoas. Amassa e joga no lixo a 'ética editorial'. Mas como falar de ética prá ouvidos mercantilistas? Como discutir seriedade, quando a direção de jornalismo dessa emissora há muito vendeu os princípios que um dia amealhou aí pelos caminhos da vida?
Quem pode pensar em consistência de trabalho quando é a reverência que manda? Quando quem manda mesmo é um 'sim senhor' na ponta da língua?
Continuo com meus princípios e não abro mão deles e é por isso que não posso deixar de desabafar. A cena do infeliz policial que a TV RECORD exibiu hoje foi vista por muita gente. Pelo menos era disso que o apresentador se vangloriava e agradecia.
em muitas casas, ali na tv, o insólito...
.Ali, em frente a tv, a família, os amigos...os filhos desse homem viam na tela transformado em "circo" o drama de um ente querido.Viram de um jeito que o sr luiz gonzaga mineiro , chefe do departamento de jornalismo da tv record, jamais verá...
se acostumou a cegueira profissional.
Hoje é apenas um homem atrás de uma mesa correndo atrás de números - de salário e ibope, os do ibope, com a saída do datena, felizmente já começam faltar. Está instalado o 'salve-se quem puder'.
Pensam que é fácil fazer bom jornalismo? Jornalismo de categoria exige pauta, pesquisa, produção. Requer investimento em pessoas, equipamentos...
Exige responsabilidade, tempo e maturidade para saber se posicionar. Exige critério e cultura. Exige coração e alma.
Exige sentimento fundamentalmente. E isso o jornalismo da tv record não tem. Ela faz jornalismo inconsequente, fraco, sem conteúdo, sem referências, sem credibilidade. É jornalismo pautado apenas na desgraça humana. Jornalismo 'casca de ovo',
irresponsável....
Que o nosso o sindicato atue contra isso, afinal, prá fazer jornalismo assim ninguém precisa ir a faculdade, nem ter diploma.
Como arma, basta uma pequena câmera; como cena, um infeliz suicida. E está feito o jornalismo dessa gente."
quinta-feira, abril 10, 2003
Agora que a guerra acabou, fica patente uma das maiores evidências que o bando de imbecis que se intitulam pacifistas, ambientalistas, ecologistas e otários parecidos se recusam a aceitar. Não adianta protestar nas ruas, boicotar empresas americanas, pichar muros e ficar irritantemente falando de paz nas TV e emissoras de rádio. Nunca uma manifestação pacifista conseguiu alguma coisa de útil.
Passeatas das mães da Plaza de Mayo, de espanhóis contra o terrorismo do ETA, de paulistanos cariocas e colombianos contra a violência, de negors americanos contra o racismo, de pacifistas contra a as guerras do Vietnã e do Golfo, de pacifistas contra as armas nucleares, de sem-terra contra os latifundiários, todas essas ações não passam de tentativas patéticas, ridículas e inúteis.
Elas nunca produziram resultado algum. As guerras continuam ocorrendo, e cada vez mais ferozes; a violência urbana aumenta a cada dia; o ambiente continua sendo degradado; os atentados terroristas conitnuam sendo praticados; o racismo persiste. Assim sendo, concluo que passeatas e manifestações são realizadas por gente que não tem o que fazer, gente mais interessada em tumultuar do que contribuir realmente para a causa em si. É gente burra, que não sabe o que faz.
A única forma de influir nos desígnios do mundo é votando e elegendo gente séria, é pressionando no congresso e nso parlamentos. Se os ecologistas querem acabar com a degradaão ambiental, precisam eleger parlamentares ou convencer políticos de outros matizes de aus convicções. Só assim é possível alterar, mudar o mundo.
É muito mais eficaz do que parar um barco na frente de barcos baleeiros noruegueses e japoneses, arriscando-se a ser morto a tiros. Quinze dias de lobby no parlamento é muito mais útil do que uma megamanifestação em qualquer lugar ou pífias e idiotas campanhas pacifistas na TV.
A cada dia fica patente a máxima de que torcedor não entende nada ou muito pouco de futebol. As vaias contra o bom técnico Oswaldo de OLiveira, do São Paulo, mesmo com o time ganhando de 5 a 1 contra o Gama pela Copa do Brasil, é a maior prova disso. Ou o torcedor nada sabe de futebol, ou está a serviço de interesses escusos, como frequentemente acontece.
O Rio de Janeiro é uma cidade sitiada, governada por gente indecente e incompetente, para não dizer corrupta. Rosinha Matheus precisa ser deposta do governo estadual, e a União precisa intervir e decretar lei marcial para combater a criminalidade. Os cidadãos são reféns da criminalidade. Não há mais o que conversar, nem medidas inovadoras a serem implantadas. Infelizmente, só o uso da força bruta e total poderá diminuir a insegurança na cidade. Os bandidos perderam o respeito pela ordem pública, pelo governo e por todas as instituições. Não merecem outro destino que não seja a morte ou a prisão incodicional, mesmo com as graves implicações que isso poderá causar no estado democrático.
Não há explicação que possa convencer o mundo a respeito dos motivos das mortes dos três jornalistas no hotel Palestina, no centro de Bagdá, onde a imprensa internacional se instalou para cobrir a guerra. É bem verdade que os jornalistas sabiam o perigo que corriam, já que estavam ao lado do Ministério da Informação do Iraque. O hotel Palestina era um alvo potencial. Considero uma insanidade a permanência dos jornalistas lá e, em tese, não há muito o que lamentar o ocorrido.
Entretanto, as informações de como ocorreu o ataque mostram que houve assassinato. O líder do tanque que atirou contra o hotel afirma que tiros foram disparados de lá, embora nenhuma outra testemunha tenha ouvido os tais tiros de "franco-atiradores". Não conseguindo identificar o local onde estavam os inimigos, o tanque decidiu, memso assim, revidar os "tiros", atirando contra o 15º andar, "coincidentemente" aquele onde estavam os jornalistas da Al-Jazeera e da Reuters, dois dos veículos mais críticos em relação à guerra.
O Pentágono nao conseguiu explicar e convencer o incidente e terminou dizendo apenas que "Bagdá é um lugar perigoso". Os jornalistas foram assassinados, assim como a liberdade de imprensa está sendo assassinada pelo governo Bush e pela maioria dos jornais e TVs norte-americanos. A demissão de jornalistas que se opõem ou criticam as atitudes militares e governamentais é a maior prova disso.
Final da guerra, resultado esperado, mundo pelo avesso e o "bastião da liberdade" tornando-se o vilão da humanidade. O mundo passará por tempos difíceis neste início de século 21. O fundamentalismo cristão e ultradireitista quer domina o govenro norte-americano - que provavelmente será reeleito - está sendo responsável por algumas das tragédias recentes, como o rompimento do tratado de mísseis balísticos e a recusa em aceitar o Protocolo Ambiental de Kyoto.
Bush e seu governo ultradireitista, ultraliberal na economia e extremamente restrititvo aos direitos humanos e civis, espera que o mundo diga amém a todas as iniciativas norte-americanas. Bush quer o mundo obedecendo e implantando as políticas norte-americanas, assim como os fundamentalistas islâmicos sonham com um mundo inteiro muçulmano mergulhado na Idade Média.
As atitudes agressivas do governo Bush escondem fragilidades e a falta de um programa claro de governo que satisfaça o cidadão. É um governo que esconde a corrupção e o conflito de interesses que domina a sua cúpula. Os Estados Unidos envergonham a humanidade.
quarta-feira, abril 09, 2003
A nova compilação de sucessos da banda americana R.E.M. trará duas canções inéditas. Uma das novas faixas será "Bad Day". Ainda não foi divulgado o título da segunda música."The Best of R.E.M." cobrirá a carreira do grupo desde o disco "Green", de 1988, até hoje. O disco chega às lojas americanas no dia 28 de setembro.
Em entrevista ao site Launch, Michael Stipe falou sobre o novo disco da banda, que deverá ser lançado apenas em 2004. O cantor declarou que o grupo já gravou 15 novas músicas e está trabalhando em outras 10.
"Nós já completamos um bom disco, mas queremos mais", disse Stipe. "Nós ainda pensamos em termos de álbuns completos, e não em uma coleção com um ou dois hits e outras canções menos interessantes para completar o CD".
Barry Fox
New Scientist
A indústria fonográfica condenou o lançamento de dois sistemas de gravação que permitirão que as pessoas gravem entre 320 e 100 horas de música em um único disco. Os lançamentos, oferecidos pelas gigantes da eletrônica Sony e Philips, vêm sendo encarados como um potencial paraíso para os piratas.
"É uma idéia óbvia. Qualquer coisa que permita que as pessoas pirateiem ainda mais música, como esses lançamentos, certamente é uma péssima notícia para a indústria fonográfica", disse um porta-voz da BPI, a organização setorial das gravadoras britânicas. Os lançamentos surgem em um momento da mais grave crise para a indústria fonográfica desde o lançamento dos CDs. O download online gratuito e os sistemas de cópia de discos têm sido apontados generalizadamente como responsáveis pela queda de vendas do setor.
O sistema da Sony empregará o método de compressão de dados ultra-eficiente já usado nos MiniDiscs para acumular 30 horas de música em formato MP3 em um único CD virgem. Os discos poderão ser executados em uma nova geração de aparelhos de som pessoais, com custo inferior a 100 libras. O sistema proposto pela Philips emprega um gravador de DVDs acoplado a um computador, e permite a gravação de até 100 horas de música em formato MP3 em um DVD virgem, que poderá ser tocado em um player de DVDs portátil.
Que a Sony se interesse por lançar um gravador que pode tornar a pirataria mais fácil talvez pareça surpreendente, já que sua divisão Sony Music produz e vende CDs. Embora a Sony Music tenha optado por não comentar a respeito do lançamento de sua empresa irmã, Mike Tsurumi, presidente da Sony Consumer Electronics em Berlim, insiste em que a idéia faz sentido. "As empresas do setor de música precisam alterar seu modelo de negócios", alega ele.
Um colega de Tsurumi, Simon Mori, espera que as pessoas passem a realizar o download de música em sites oficiais, pagos, das gravadoras. Um desses sites foi lançado na semana passada pelo grupo de telefonia britânico BT e 30 gravadoras (www.dotmusic.com), ainda que o preço de 1,49 libra por faixa dificilmente torne barata a compra de música sob esse sistema.
A International Federation for the Phonographic Industry, organização setorial incansável em sua perseguição aos piratas de música em todo o mundo , ainda não anunciou de que maneira pretende reagir aos novos sistemas de gravação.
segunda-feira, abril 07, 2003
quarta-feira, abril 02, 2003
segunda-feira, março 31, 2003
O Rio de Janeiro está em estado de sítio. A cidade é refém dos traficantes e de bandidos comuns, que fazem o que querem, riem da Polícia e do governo do Estado e dominam totalmente a vida de seus cidadãos. É o fim da civilização, é a "colombização" em estado bruto e definitivo. Com as coisas chegando nesse estágio, não há outra alternativa: o uso da força total por parte do Estado é necessário. Guerra total contra o crime organizado, mesmo que isso, infelizmente, sacrifique as noções elementares de direitos humanos. Não como pregar uma "solução negociada" nesse caso.
Dificilmente a 2ª Guerra do Golfo se transformará no segundo Vietnã norte-americano. Os EUA e seus aliados vencerão de forma categórica e até mesmo esmagadora, mas não será tão fácil como era esperado. Pelo contrário, a coisa vai ser bem dura e vai cobrar um preço altíssimo. O conflito traz à tona problemas bastante complexos e iminentes a Bush e sua corja.
1 - Imagem e perspectivas - a vitória norte-americana precisará ser implacável e incontestável no campo de batalha e no campo político. Se a campanha for muito demorada ou, num catacisma de proporções universais, os EUA não vencerem, o mundo coidental correrá perigo, pois todos os inimigos dos norte-americanos vão se julgar fortes o suficiente para enfrentá-los. A perda de respeito e de temor poderá transformar a vida na Terra em um conflito permanente. Os valores ocidentais, os quais os norte-americanos são os maiores defensores, põderão ser soterrados;
2 - Democracia x Islã - Os EUA sonham com um Oriente Médio democrático. Sonham em fazer do Iraque um modelo para os demais países da região, tanto política como economicamente. Só que se esquecem que a democracia nos países árabes e islâmicos é o caminho mais fácil para o domínio do fundamentalismo e para os radicalismos de todos os tipos. O exemplo da Argélia nos anos 90 é claro. O país saiu de 35 anos de ditadura militar em emados da década passada para a primeira eleição democrática de sua história. os fundamentalistas islâmicos venceram de forma esmagadora e preparavam o país para ser um novo Irã. O Exército foi obrigado a intervir, a anular a eleição e manter a ditadura militar pró-ocidental, ao custo de nova guerra civil. Resumindo: os muçulmanos não fazem questão de democracia, não querem liberdade e têm raiva de quem a tem; preferem o obscurantismo do fundametalismo teocrático, autocrático e totalitário. Já que querem assim, tudo bem, desde que os fundamentalistas e radicais sejam isolados ou mesmo eliminados. Infelizmente, democracia e liberdade são incompatíveis com o Islã.
3 - O fim da diplomacia - Bush inaugura nova fase na história da humanidade. Ele resgata a política do "big stick" (o grande porrete), que foi implantada por Theodore Roosevelt na primeira década do século 20 para manter os países das Américas "na linha", segundo as doutrinas norte-americanas. A diplomacia foi para a lata do lixo; vale agora somente a máxima "ou estão com a gente ou contra a gente". Coisa de ginásio, infantilóide. O mundo é cada vez mais um lugar impróprio para se viver.