Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
sexta-feira, agosto 23, 2002
quinta-feira, agosto 22, 2002
Genebra, 22 - Não bastasse ter chamado um eleitor de "burro", o candidato à presidência, Ciro Gomes, errou ao dizer que a Suíça tem primeiro-ministro, e não presidente. Em entrevista a um programa de rádio de Salvador, Ciro chamou de "burro" um ouvinte-eleitor, que fazia pergunta a ele.
O ouvinte disse que dava a impressão de que o candidato presidiria a Suíça, se vencesse as eleições."A Suíça não tem presidente da República, mas primeiro-ministro", respondeu Ciro, que ainda completou: "São estes petistas furibundos. Isso é para você deixar de ser burro".
O problema, porém, é que o ouvinte tinha razão: a Suíça tem presidente. Segundo o regime suíço, em vigor desde o século XIX, o presidente da Confederação tem um mandato de apenas um ano e toma posse todo o dia 1 de janeiro. O presidente é escolhido entre os sete membros do Conselho Federal, que são eleitos a cada sete anos.
Desde o início de 2002, o presidente suíço é Kaspar Villiger, que tem a função de presidir o Conselho de Ministros e representar o país até o final do ano. Villiger, portanto, acumula a função de chefe de estado e de governo. Já um primeiro-ministro apenas tem a função de chefe de governo, como é o caso da Inglaterra.
A fórmula usada no Executivo federal se repete nas cidades suíças. Os prefeitos ficam no poder por apenas um ano e são escolhidos entre os membros do conselho cantonal. Formada por 20 cantões e seis subcantões, com quatro línguas oficiais e pouco mais de sete milhões de habitantes, a Suíça ainda consegue que o Conselho sempre represente a totalidade do país, e não apenas um grupo político.
A comunidade blogger ganha masi uma adepta de peso. Com o singelo de nome de Hora da Estrela, a competente jornalista Clarice Brandão estréia na internet destilando seus venenos e recheado as páginas com divinas bobagens. Seja bem-vinda à comunidade, minha cara.
Primeira Parte:
"Tom Sawyer", "Distant Early Warning", "New World Man", "Roll The Bones", "Earthshine", "YYZ", "The Pass", "Bravado", "Big Money", "Between Sun & Moon", "Vital Signs", "Natural Science".
Segunda Parte:
"One Little Victory", "Ceiling Unlimited", "Ghost Rider", "Secret Touch", "Dreamline", "Red Sector A", "Leave That Thing Alone", "Drums Solo/Neil Peart", "Resist", "Overture", "The Temple Of Syrinx", "Limelight", "La Villa Strangiato", "The Spirit Of Radio".
Parte Final:
"By-Tor & The Snow Dog", "Cygnus X-1" e "Working Man".
O meia Neil Lennon, que desistiu de participar de uma partida da Irlanda do Norte após ter sido ameaçado de morte, disse que nunca mais defenderá a seleção de futebol seu país. Lennon, católico, desistiu de enfrentar a seleção do Chipre em uma partida amistosa disputada em Belfast, ontem, pouco tempo depois de ter recebido uma ameaça de morte de um grupo radical paramilitar protestante.
"Foi o suficiente. É lamentável que tudo tenha que terminar dessa maneira. Minha família está muito perturbada. Obviamente eu não posso colocá-los sempre em situações como essa", disse ele.
O jogador de 31 anos, que defende o Celtic da Escócia, já foi vaiado por fanáticos protestantes por defender uma equipe de torcedores predominantemente católicos.
A Federação Inglesa de Futebol determinou hoje que será respeitado um minuto de silêncio antes de cada jogo da rodada do campeonato nacional neste final de semana, em memória das meninas Holly Wells e Jessica Chapman. As duas crianças, ambas de dez anos, estavam desaparecidas desde o dia 4 de agosto. Ontem, a polícia local confirmou que que os corpos encontrados numa floresta no leste da Inglaterra eram delas.
Holly e Jessica usavam camisetas do Manchester United, com o número sete, do astro David Beckham, quando desapareceram.
O ídolo das meninas, Beckham, chegou a fazer um apelo para que elas fossem devolvidas em segurança.
Na sexta (16), a polícia britânica prendeu o inspetor escolar Ian Huntley, 28, e sua namorada, Maxine Carr, 25, professora-assistente da escola onde as meninas estudavam.
O crime foi um dos casos de maior repercussão da história do país, principalmente pelas questões que permanecem sem respostas, como as causas e circunstâncias dos assassinatos.
quarta-feira, agosto 21, 2002
Para quem quer voltar a sentir o gosto original dos Ramones, chega às lojas uma nova leva com quatro relançamentos (os primeiros discos já haviam sido reeditados há poucos meses): End of the Century, Pleasant Dreams, Subterranean Jungle e Too Tough to Die.
Lançado em 1980, End of the Century foi o mais vendido disco dos Ramones e marcou a última vez em que o lendário Phil Spector produziu um álbum completo. O trabalho inclui músicas como Baby, I Love You, Danny Says e Do You Remember Rock ´N´ Roll Radio?. O relançamento traz seis faixas-bônus, como as inéditas versões-demo de All The Way, I´m Affected e Please Don´t Leave.
No ano seguinte, a banda lançou Pleasant Dreams, de influência mais pop, que trouxe os hits We Want The Airwaves e The KKK Took My Baby Away. A nova versão tem sete faixas extra, incluindo uma inédita gravação de Chop Suey, com Cindy Wilson, Kate Pierson, do B-52´s, e Debbie Harry, do Blondie, nos backing vocals.
Subterranean Jungle, de 1983, trouxe as pesadas Psycho Therapy, Outsider e Everytime I Eat Vegetables It Makes Me Think Of You. Em 2002, o disco ganha sete novas faixas. O último do pacote é Too Tough to Die, de 1984, que marcou a volta da banda a sua sonoridade original, em produção do baterista Tommy Ramone. O relançamento traz 12 faixas-bônus. Fazem parte dos "presentes" um cover de Street Fighting Man, dos Rolling Stones, e Danger Zone, em que Dee Dee Ramone assume os vocais.
terça-feira, agosto 20, 2002
Os Rolling Stones fizeram, na última sexta-feira (16), uma apresentação surpresa em um clube, em Toronto, Canadá. O show serviu como aquecimento para o início da nova turnê mundial da banda, "Licks", que começa no dia 3 de setembro, em Boston, EUA, e passará também pela Europa e Australia. Segundo o site do fã-clube oficial da banda, é possivel que em 2003 o Rolling Stones toque pela primeira vez na China.
Entre as canções apresentadas no show canadense, estão clássicos como "Brown Sugar", "Jumpin' Jack Flash", "Wild Horses e a inédita "Don't Stop". Imagens da apresentação já estão disponibilizadas na Internet.
segunda-feira, agosto 19, 2002
Os Rolling Stones esquentam os motores para sua nova turnê mundial, que começa em 3 de setembro em Boston e percorre 40 cidades norte-americanas, antes de seguir para Europa, Ásia e Oceania. A banda fez uma apresentação-surpresa para apenas mil pessoas em Toronto, cidade em que eles ensaiam todos os seus shows. Todos os ingressos para o show da noite de sábado foram vendidos em poucos minutos na sexta-feira.
Quando anunciaram a nova turnê, os Stones disseram que queriam incluir no repertório músicas que nunca foram interpretadas ao vivo ou que não estiveram em set lists recentes. Se o show de aquecimento for indicação, os fãs podem se preparar para relembrar a fase anos 70 do grupo: eles mostraram versões de Hot Stuff, do disco Black and Blue, de 1976, e Can´t You Hear Me Knocking, do álbum Sticky Fingers, de 1971.
Também apareceram um cover de I Can´t Turn You Loose, de Otis Redding, e a nova Don´t Stop, uma das quatro inéditas que serão incluídas na compilação dupla Forty Licks, que chega ao mercado internacional também em setembro. O lançamento é o primeiro a reunir sucessos de toda a fase da carreira dos Stones, como os hits Gimme Shelter, (I Can´t Get No) Satisfaction e Brown Sugar.
O grupo em geral ensaia para turnês e faz temporadas de entrevistas promocionais no Canadá para driblar leis trabalhistas e impostos da Inglaterra, onde os músicos mantêm residência, e os Estados Unidos, onde passam a maior parte do tempo em épocas de shows. Desde que tiveram problemas com a justiça inglesa, eles dividem o tempo de trabalho entre diferentes países para pagar menos taxas.
Esta vai ser a mais ambiciosa turnê da história dos Rolling Stones. A banda resolveu voltar um pouco às origens, fazendo três tipos de shows diferentes, em estádios, ginásios e clubes. Algumas cidades, como Nova York, vão ter as três versões da apresentação, com cenários e set lists distintos. "Queremos dar opções para os fãs", disse Jagger na coletiva que anunciou o evento, em maio, em Nova York.
Entre as atrações de abertura, estão a banda californiana No Doubt, os ingleses Pretenders, a cantora Sheryl Crow e o jovem guitarrista Jonny Lang.
domingo, agosto 18, 2002
Duas notícias chamam a atenção nesta semana a respeito do eterno confronto entre brancos e negros. Vamos a eles:
Foi divulgada a capa do novo álbum do Symphony X, "The Odyssey", O álbum incluirá 9 músicas, sendo que a última apresentará uma faixa de 18 minutos. Os temas são baseados em lendas mitológicas e históricas como a Guerra de Tróia. Segundo Michael Romeo, esse novo trabalho do grupo soará muito mais pesado que os álbuns anteriores. A previsão de lançamento nacional é em outubro. Esse pode ser o último trabalho de Russell Allen, o vocalista, com a banda.
sexta-feira, agosto 16, 2002
O inglês Bill Bruford, um dos melhores bateristas da história do rock progressivo (e de toda a história do rock) toca em São Paulo no dia 26 de setembro no DirecTV. Ex-membro do Yes e do King Crimson (do qual ainda participa exporadicamente), virá a São Paulo para apresentar um show intimista e quase acústico, mais para o lado do jazz experimental, com sua banda, o Earthworks. Ele tocará ainda em Motevidéu, Santiago e Buenos Aires.
De formação erudita, mas apaixonado por jazz, começou a tocar profissionalmente em 1967 em Londres, após passagem pela Royal Philarmonic Orchestra. Sua maestria logo o levou ao Yes naquele mesmo ano, sendo que ele se considera umd os fundadores da banda. Ficou por lá até sair mundialmente reconhecido em 1972. Optou por tocar no King Crimson, um dos rivais do grupo anterior no rock progressivo (ao lado de Pink Floyd, Jethro Tull, Genesis e Emerson Lake and Palmer).
Na banda de Robert Fripp, encontrou amis satisfação musical, ao explorar seu lado mais experimental. Com fim desta banda, em 1975, faz apresentações solo e toca o Genesis no ano seguinte, substituindo temporariamente Phil Collins, que virara vocalista, por sua vez, com a saída de Peter Gabriel.
Ao final desta turnê, monta em 1977 o supergrupo UK, com Allan Holdworth (guitarra), Eddie Jobson (violino e teclados) e John Wetton (baixo e vocais). Grava dois discos e depois encara uma carreira solo a partir de 1979.
Paralelamente, em 1981, participa da volta do King Crimson, que dura até 1984. Após vários projetos e trilhas sonoras para cinema, ele monta o Earthworks, seu projeto de jazz experimental, que´já lançou nove CDs. Desde 1994 participa regulamente dos encontros do King Crimson, em sua terceira volta.
quarta-feira, agosto 14, 2002
Da coluna de Juca Kfouri na internet:
Vanderlei Luxemburgo da Silva trocou o Palmeiras pelo Cruzeiro antes da segunda rodada do Campeonato Brasileiro.
Não faz muito tempo, ele fez exatamente a mesma coisa com o Santos, ao ir para o Corinthians.
Luxemburgo diz que não foi por dinheiro, mas, principalmente quando o assunto é dinheiro, o que ele diz não se escreve nem se repete.
Que o digam as CPIs, a da CBF e a do Futebol.
A possibilidade de Luxemburgo dar certo no Cruzeiro é remota. Até porque se começar a acertar ele faz alguma coisa para atrapalhar.
Mas, justiça seja feita, o maior culpado não se chama Vanderlei Luxemburgo da Silva.
O maior culpado é de quem chama Vanderlei Luxemburgo da Silva.
O Palmeiras, por exemplo, já o conhecia bem e, mesmo assim, repetiu a dose.
Errar uma vez, todos sabemos, é humano. Insistir no erro tem outro nome.
E será cômico, e trágico, se acontecer com Luxemburgo o que aconteceu com Felipão.
Do Palmeiras para o Cruzeiro, do Cruzeiro para a Seleção.
Só
que há uma diferença essencial entre Luxemburgo e Felipão.
Felipão, goste-se ou não dele, despoluiu o ar da Seleção.
Luxemburgo é a própria poluição.
São Paulo (Agência Estado) - Pesquisas indicando que o consumo de cerveja pode trazer alguns benefícios para a saúde levaram a Associação Nacional dos Varejistas de Cerveja dos EUA e a AmBev, no Brasil, a adotar um novo lema: cerveja é saúde. A entidade norte-americana chegou a organizar um seminário e a divulgar comunicado dizendo: "Tenha alimentação equilibrada, faça exercícios e beba uma cerveja por dia para evitar doenças." O alvo é a fama do vinho tinto de ser um protetor do coração.
Dois estudos recentes serviram de estopim para a onda da cerveja saudável. Um deles acompanhou 70 mil enfermeiras e mostrou que as que bebiam cerveja eram menos hipertensas do que as que consumiam vinho e destilados. A outra avaliou mais de 120 mil homens e concluiu que os consumidores de cerveja apresentavam risco menor de doença coronariana que os bebedores de vinho e destilados. Tudo isso em termos de consumo moderado, uma cerveja por dia.
Boa notícia para os fabricantes, num mercado que só nos Estados Unidos movimenta US$ 55 bilhões por ano. Como não podem pôr nos rótulos que cerveja faz bem, as associações partiram para um marketing diferente, com apelo à saúde. A maioria das pesquisas compara cerveja e vinho. Nenhuma compara quem bebe e quem não bebe. Até mesmo Julie Bradford, editora da revista "All About Beer" ("Tudo sobre Cerveja"), com 25 mil assinantes, mostra uma certa cautela. "A gente não está dizendo que a cerveja é uma droga milagrosa nem sugerindo que as pessoas bebam duas latinhas por dia para ter saúde", diz.
Há questionamentos sobre as virtudes que a cerveja teria para a saúde, entre elas o fato de conter vitaminas do complexo B e de reduzir os níveis de homocisteína, uma proteína que, em grandes quantidades, está associada ao risco de enfarte. Mas o professor Eric Rimm, da Escola de Medicina de Harvard, diz que os efeitos benéficos do álcool e qualquer outra bebida são decorrentes do etanol, que é um anticoagulante como o ácido acetil-salicílico.
Etanol
O problema é que a cerveja tem baixo teor de etanol e precisaria ser consumida em grandes quantidades - que são prejudiciais - para causar esse efeito.
Mas mesmo os especialistas que endossam esses trabalhos reconhecem que nos EUA e por aqui o consumo está longe de ser moderado: basta um jogo de futebol, americano ou não, para o número de garrafinhas ou latas disparar para uma média de meia dúzia por partida. E isso põe o consumidor em maior risco para obesidade - que pode causar enfarte, diabetes e outros problemas.
"É preciso tomar muito cuidado com associações estatísticas, porque estatisticamente pode-se provar até que TV a cabo aumenta o risco de enfarte", diz o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Juarez Ortiz. Sabe-se, por exemplo, que fumar faz mal para o coração porque há um número bem maior de enfartados fumantes do que não fumantes. Mas há uma enorme distância entre constatar que um número maior de enfartados usava camisa azul-clara quando sofreu um ataque e concluir que camisas azuis causam enfarte.
"Não existem evidências científicas de que cerveja faça bem para o coração, tanto que nenhuma sociedade de cardiologia do planeta recomenda o consumo da bebida como forma de prevenção", garante. De acordo com ele, é até possível que pessoas que consumam cerveja tenham menos risco, não por causa da cerveja, mas do estilo de vida mais relaxado, com menos estresse.
Ele recomenda cautela diante dessas alegações. Ortiz lembra que a crença muito difundida de que suco de berinjela com laranja baixava colesterol foi motivo de pesquisa da entidade, que descartou como puro mito. "A única forma de obter informação correta é recorrer às associações, que têm dados especialmente organizados para leigos", diz. O site da sociedade é www.cardiol.br.
terça-feira, agosto 13, 2002
Há tempos eu defendo a saída/destituição/demissão de Luxemburgo. sua passagem pelo Palmeiras foi pífia, ele só arrumou confusão - uma pordia, como dizia Citadini, aquele imbecil do Corinthians. Tinha um time ruim nas mãos, é verdade, mas não conseguiu dar um mínimo que se exige de um técnico do nível dele: padrão de jogo.
O Palmeiras, em suas mãos parecia um amontoado de jogadores, sem coordenação e sem noção de nada. As derrotas para Paysandu e ASA foram humilhantes. Já vai tarde. E, como sempre, sai sempre pela porta dos fundos, sempre deixando alguém na mão.
É a sua terceira saída do Palmeiras, as três de forma nojenta, mostrando que é mau caráter: no final de 1994, jurava que dizia que permaneceria no time, para depois certar com Flamengo; ao final de 1996, ele garantia que ficaria, mas já estava acertado com o Santos (no ano seguinte sacanearia o Santos, da mesma form, para assumir o Corinthians); agora, a mesma coisa. Cidadão desqualificado esse...