terça-feira, fevereiro 12, 2002

A versão brasileira de "Live at Leeds", do Who





E o impensável aconteceu. A gravadora brasileira Universal, contra todos os prognósticos, resolveu lançar no Brasil a edição dupla de "Live at Leeds", clássico do grupo inglês The Who gravado em 1970. Essa edição foi lançada nos Estados Unidos e na Inglaterra no ano passado, fato que comentei aqui.
A atitude da Universal é mais do que louvável, mesmo que a edição brasileira não seja a de luxo lançada no resto do mundo (que vem com embalagem de papelão, fotos exclusivas na contracapa e livreto com 32 páginas. No Brasil a edição de luxo custa R$ 85,00, importada, na Galeria do Rock. A edição brasileira, em CD duplo, custa R$ 45,00 em média e pode ser achada em qualquer boa loja de discos do país.
"Live at Leeds" frequenta as listas de dez melhores discos ao vivo de todos os tempos. É um item indispensável para quem gosta de rock. Ali é o auge da banda, com Roger Daltrey cantando como nunca e Keith Moon mostrando que foi o melhor baterista da história do rock ao lado de John Bonham (Led Zeppelin). Pete Townshend mostra ser um estupendo guitarrista no CD 1 e fica mais comedido no CD 2, que é a parte da apresentação da ópera-rock "Tommy" ao vivo. Nesse CD ele deixa Moon e o baixista John Entwistle brilharem, sendo que este transforma seu baixo numa autêntica guitarra-base.
Por questões de custos, a Polydor inglesa editou "Live at Leeds" apenas com seis músicas e pouco mais de 30 minutos em 1970, sendo que ali existem uma versão maravilhosa de "Magic Bus" (a melhor versão desta música, com mais de sete minutos), e uma viagem em "My Generation" (ao final da música os quatro fazem uma jam que dura 14 minutos).


Somente em 1999 é que Pete Townshend, o líder do Who, autorizou o lançamento de toda a discografia da banda com faixas adiconais (ao vivo ou inéditas). "Live at Leeds" ganhou assim outras oito músicas que faziam parte da lista original de músicas da primeira parte do show. Apesar dos pedidos da gravadora, Townshend relutava em permitir o lançamento da segunda parte do show - "Tommy"ao vivo - por dois motivos: achava que a performance deles não fora boa (um absurdo completo) e a sua falta de tempo para supervisionar pessoalmente a mixagem e a remastrização. O guitarrista foi convencido pela gravadora somente em 2001.
Ao contrário do que as reportagens da imprensa brasileira fazem crer, o Who não tocou "Tommy" na íntegra pela primeira vez em "Live at Leeds". Na verdade, a íntegra só foi regsitrada ao vivo de fato na turnê de 1989. Desde o começo da turnê de "Tommy", que começou no fesdtival de Woodstock, em agosto de 1969, a banda tocava apenas parte da ópera-rock.
Em Leeds, o concerto de 14 de fevereiro registrou uma versão rara de "Tommy" ao vivo porque continha mais músicas daquele álbum do que o normal. Entretanto, faltam em "Live at Leeds" músicas-chave para que a obra fosse entendida, como "Cousin Kevin", "Sensation" e "Welcome", enquanto que coutras viraram apenas vinhetas.
Mas isso é apenas um detalhe. Compre já!

A campanha sórdida contra a Kiss FM


A mensagem postada logo abaixo é uma das maiores nojeiras da história do rádio brasileiro. A Kiss FM, umda das melhores FMs de São Paulo, foi retirada do ar entre os dias 5 e 8 de fevereiro últimos pela Anatel, que alegou irregularidades em sua operação. a rádio tem licença de Arujá (Grande São Paulo), mas opera com estúdios e antena em São Paulo. Para legalizar a situação, teria de ter uma autorização especial da Anatel.
A denúncia contra a Kiss partiu da 89 FM, que tem licença de Osasco mas opera com estúdios e antena em São Paulo, sendo que ficou quase dez anos sem a tal "autorização especial" da Anatel. Após um rápido contra-ataque na Justiça, a Kiss voltou a funcionar amparada em liminar. O caso, na verdade, envolve uma disputa comercial entre a rede CBS (dona da Kiss e da Tupi FM, também lacrada pela Anatel) e o proprietário da 89 FM e da Nativa FM (que atua na mesma faixa de público da Tupi). Leia mais detalhes do caso aqui.
A Kiss FM, apostando no segmento classic rock (clássicos das principais bandas da história do rock, respeitando um período que vai de 1960 a 1985, com exceções, chegando até 1990), caiu em cheio no gosto do público roqueiro, maciçamente localizado no estratos A e B da sociedade e com nível mais alto de escolaridade. Esse público fugiu da 89 FM, da Mix (pop rock) e da Brasil 2000 (pop rock caindo mais para o lado alternativo).
A emissora que mais sofreu com isso foi a 89 FM, que já vinha perdendo público para a Mix, que cresceu demais, e para a Brasil 2000, a maior rival em termos de conceito. A chegada da Kiss, segundo especialistas, pode ser o golpe que faltava para a combalida "rádio rock".
O problema da 89 FM é simples. Há alguns anos ela começou a apostar mais no pop rock de péssima qualidade e nos jabás (quando gravadoras e artistas pagam para que tal música toque milhões de vezes por dia) na tentativa de ampliar o seu público. Por algum tempo, essa estratégia suicida deu certo, já que ela começou a brigar pela liderança com emissoras de péssimo nível como Transamérica, Cidade (hoje chamada Sucesso) e Jovem Pan, sem falar na porcaria pagodeira da Transcontinental.
Entretanto, ao abandonar a segmentação de um público mais qualificado em busca do aumento indiscriminado da audiência, deu um tiro no pé. O ouvinte da 89 FM é menos qualificado do que antes no sentido financeiro e de escolaridade, e desqualificado no sentido de fidelidade, já que é o mesmo cara que sintoniza a 89 e em seguida troca para ouvir as porcarias da Jovem Pan e da Transamérica. O ouvinte qualificado fugiu para a Kiss. Desesperada, a 89 apelou para a calhordice e para a sordidez para estancar a sangria e virou a metralhadora contra a Kiss. Pena que não deu certo. Tomara que a 89 suma do dial.
O comunicado oficial da Kiss FM


"Caros ouvintes e amigos da KISS-FM,

Antes de mais nada, pedimos desculpas por vir até vocês com uma mensagem desta natureza. Nunca foi nosso objetivo transferir para os ouvintes da KISS-FM questões de ordem técnica, estratégica, legal ou burocrática. Mas, devido à situação que acabamos de enfrentar, não nos resta alternativa que não esclarecer o que vem acontecendo – até por uma questão de respeito, com o qual nossos ouvintes sabem que nunca faltamos.
Das 17 horas de terça-feira, dia 05, até as 21 horas e 20 minutos de sexta-feira, dia 08 de fevereiro de 2002, a KISS-FM permaneceu fora do ar. Nossos transmissores foram lacrados pela ANATEL, a Agencia Nacional de Telecomunicações, atendendo a uma denúncia da Rede Autonomista de Radiodifusão, proprietária da 89-fm, “a rádio rock”. A 89-fm apresentou à ANATEL uma denúncia contra a KISS-FM, e com base nessa denúncia, a gerência regional da ANATEL em São Paulo entendeu que deveria tirar do ar a KISS-FM.
Vale ressaltar que a denúncia da 89-fm contra a KISS-fm não foi um fato isolado. Ao tirar do ar a KISS-FM, a ANATEL fez o mesmo com a Tupi-fm, outra emissora do grupo CBS. A Tupi-fm é concorrente direta da Nativa FM, emissora pertencente aos mesmos donos da 89-fm. Assim como a denúncia contra a KISS-FM veio da 89-fm, a denúncia contra a Tupi FM foi feita pela Nativa-fm.
Tentamos explicar aos cinco fiscais da ANATEL que visitaram a KISS-FM e a Tupi-fm na última terça-feira, que não havia fundamento para a medida extrema que pretendiam tomar. Mas ficou evidente que a equipe de fiscalização não estava aberta a qualquer ponderação. Foram acionados, então, representantes legais em Brasília da KISS-FM e da Tupi-fm, que primeiro, elaboraram uma contra-argumentação e a submeteram à ANATEL. Mesmo acolhendo esses argumentos, a ANATEL preferiu não recuar de sua decisão de tirar do ar a KISS-FM e a Tupi-fm.
Sendo essa a situação, os representantes das emissoras prejudicadas por esse ato arbitrário deram entrada nesta sexta-feira, na Justiça Federal em Brasília, em pedidos de medida cautelar com liminar – um referente a cada emissora. O pedido referente à KISS-FM foi acolhido, e por força dessa decisão, a KISS-FM voltou a transmitir nos 102,1 MHz no início da noite de hoje. Enquanto esteve fora do ar, a KISS-FM transmitiu sua programação normalmente pela Internet, e para os 600 mil assinantes da Tecsat em todo o Brasil.
Estes acontecimentos representam uma ironia fantástica. A 89-fm, cuja licença é de Osasco, foi uma das primeiras emissoras de São Paulo a transferir seu sistema de transmissão para o centro da capital, de forma a conseguir um sinal de melhor qualidade e penetração em toda a região metropolitana. Antes de regularizar essa transferência, a 89-fm passou vários anos funcionando irregularmente. Agora, a 89-fm age como se não fosse admissível que a KISS-FM, cuja licença é de Arujá, persiga exatamente os mesmos objetivos que ela própria achou tão importantes – objetivos que, no caso da KISS-FM, estão sendo encaminhados adequadamente e dentro da lei por representantes da emissora junto à ANATEL em Brasília. O caso da TUPI-FM é similar: a licença da emissora denunciante, a Nativa-fm, é de Diadema, e a da TUPI-FM, de Guarulhos.
O importante agora é frisar que a KISS-FM está de volta, em sua freqüência habitual, e com a posição reforçada contra futuras tentativas similares a essa que acaba de ocorrer. Que não reste qualquer dúvida: A KISS-FM, primeira e única Classic Rock do Brasil, vai continuar oferecendo o melhor rock de todos os tempos. A KISS-FM é um fato consolidado, sustentado por uma audiência que cresce a cada mês, como acaba de mostrar o último relatório do IBOPE, divulgado hoje: a audiência da KISS-FM aumentou, de 25 mil para 28 mil ouvintes minuto a minuto, enquanto a audiência da 89-fm caiu em 17 mil ouvintes, segundo esse mesmo relatório.
O projeto da KISS-FM não é algo descartável, que possa ser varrido do mapa de acordo com a vontade de quem quer que seja. Trata-se, isto sim, de um projeto detalhado e estratégico, que recebeu pesados investimentos. Não há a menor chance de a KISS-FM desaparecer. O mercado publicitário e o público fazem questão de ter a KISS-FM, e nós fazemos absoluta questão de fazê-la – essa é a realidade que ninguém vai obrigar ninguém a desconsiderar.
Continuamos à disposição para prestar esclarecimentos adicionais via internet, através de nosso site: http://www.kissfm.com.br - utilize a seção Fale Conosco. Pedimos, aliás, desculpas pela demora em responder os milhares de e-mails com perguntas sobre a paralisação de nossas transmissões – optamos por aguardar uma definição, para então responder com todos os detalhes.
Para encerrar, um pedido a nossos ouvintes: se você tem amigos e conhecidos, ou participa de listas onde há pessoas que também ouvem a KISS-FM, por favor, repasse esta mensagem para eles – é importante que o maior o número possível de ouvintes da KISS-FM tome conhecimento do que se passou essa semana.
Muito obrigado pela colaboração.
Atenciosamente,
Adhemar Altieri
Diretor Geral - KISS-FM"

Pérolas do ABC


Duas pérolas recolhidas da edição de hoje, terça de carnaval, da coluna de política do Diário do Grande ABC:

1 - Uma universitária que estuda no 4. ano de direito da Faculdade de Direito de São Bernardo fez um discurso na Câmara da cidade na semana passada acusando a sua faculdade de "práticas mercantilistas". Só que o que ela entende por práticas mercantilistas? Ela deve R$ 5 mil à entidade e teve recusada a sua matrícula para este ano por causa do débito. A dívida equivale a um período que pode ir de 10 meses a um ano e meio de calote (não sei o valor da mensalidade da faculdade, que é particular, nem o jornal dá essa informação). O que ela queria? Formar-se em uma entidade de graça, zombando da cara dos diretores da entidade e dos colegas que pagam em dia? O pior é que ela já havia renegociado a dívida no ano passado e não cumpriu o acordo. É gente sem-vergonha, que não vale nada. Ela nem sequer tentou uma segunda renegociação (não custava nada tentar). Ela preferiu ir à tribuna da Câmara "denunciar" a faculdade. A burrice humana não tem limites e é contagiosa, já que dois vereadores imbecis da esquerdalha se dispuseram a pagar o mico e acompanhá-la a uma reunião de emergência com a faculdade. Lá ficaram sabendo que a faculdade está agindo dentro da legalidade e admitiram isso ao jornal. A aluna vai continuar fora das aulas até pagar o débito.

2 - Um dos vereadores imbecis citados acima, que vou omitir o nome por respeito, deu uma entrevista na mesma coluna acerca de assuntos variados e encerrou assim a matéria: "Neste ano não vou me candidatar, vou apenas continuar o meu trabalho, que é o objetivo de todo trabalhador, ou seja, destruir o capitalismo." Destruir o capitalismo... a burrice humana não tem limites e é contagiosa...
Carnaval heavy metal


O Carnaval é uma coisa maravilhosa somente pelo fato de proporcionar quatro dias de feriado e animação. Mas tudo o que envolve a festa é insuportável, desde os desfiles de escola de samba (intragáveis) até as "modas" musicais, com coisas de qualidade péssima, sem falar nos idiotas (a grande maioria dos "foliões") que bebe e acha que pode fazer tudo.
Como odeio o Carnaval, tinha o hábito de, quando solteiro e quando ficava em casa, fazer os chamados carnavais temáticos. O último que fiz foi dedicado ao hardcore. Foram quatro dias ouvindo Biohazard, Madball, Black Flag, Agent Orange, Agnostic Front, Exploited e outras coisinhas leves para incomodar os vizinhos padodeiros.
Neste ano fiquei apenas um dia em casa e dediquei esse dia ao thrash metal dos 80, também em homenagem a Paul Balloff, vocalista do Exodus que morreu na semana passada. Foi uma dose cavalar de Exodus, Testament, Metallica, Megadeth, Jag Panzer, Artillery, Sodom, Picture e outras coisas bem levinhas... os vizinhos não gostaram...
Pílulas metálicas


  • O Manowar sai da hibernação e lança em 27 de maio "Warriors Of The World", o sucessor de "Louder than Hell", de 1998. Mas os fãs já terão em abril uma prévia do trabalho, através do single "Warriors Of The World", com lançamento previsto para o dia 15 de abril.


  • Os suecos do Hammerfall finalizaram a produção do DVD/VHS "The Templar Renegade Crusades", com lançamento para o dia 13 de maio pela Nuclear Blast, que trará trechos da apresentação do grupo no Wacken Festival em 2001 além de outros shows e cenas dos bastidores.


  • Exodus no Brasil? Pode ser. A banda está em negociações para tocar em um festival em São Paulo, com Judas Priest. O vocalista será Steve Zero. Paul Balloff, o vocalista original, morreu na seman semana passada.




  • sexta-feira, fevereiro 08, 2002

    Morre Zizinho


    Zizinho, um dos maiores jogadores de todos os tempos. Apenas isso. R.I.P.

    Os shows do primeiro semestre


    Ótimos shows internacionais ocorrem neste primeiro semestre no Brasil. Confira aqui.

    quinta-feira, fevereiro 07, 2002

    Rush em DVD


    A Atlantic Records finalmente preparou um grande presente para os fãs do Rush. Está colocando o mercado norte-americano em primeiro lugar os vídeos "Show Of Hands" (1988), "Exit Stage Left" (1981) e "Grace Under Pressure" (1984) em formato DVD. São apresentações antológicas do trio canadense. Ainda não há previsão para a chegada dos três produtos no Brasil.
    Pelo menos um dos vídeos, "Show of Hands", tem qualidade de som e de imagem impecáveis, melhorados ainda mais com as modernas técnicas de mixagem proporcionadas pela tecnologia do DVD. Um dos grandes destaques é o maravilhoso solo de bateria de Neil Peart em "The Rhythm Method", uma verdadeira aula.
    "Exit Stage Left" é o vídeo do álbum duplo homônimo lançado erm 1981. É considerado o melhor dos quatro álbuns ao vivo da carreira do Rush, contendo os hits "Red Barchetta", "Spirit of Radio", "Passage to Bangcok" e "The Trees". É o melhor da fase progressiva da banda.
    Pílulas roqueiras


  • O HUGHES TURNER PROJECT, dos veteranos Glenn Hughes e Joe Lynn Turner, terá o álbum "HTP" lançado na Europa pela gravadora MTM Music, no dia 18 de março. O CD conta com as participações especiais dos guitarristas Paul Gilbert (Racer X e MR. BIG) e John Sykes (Thin Lizzy, ex-Whitesnake). No site Melodic Rock pode-se fazer o download de trechos de todas as faixas do "HTP". Esse deve ser um dos mais importantes lançamentos deste ano.


  • A formação original do grupo Girlschool - Kim AcAuliffe, Denise Dufort, Kelly Johnson e Enid Williams - lançou um novo álbum na Europa para comemorar os 21 anos de carreira. O CD se chama "21st Anniversary - Not So Innocent" e traz as seguintes músicas: "Coming Your Way", "Mad Mad Sister", "A Love Too Far", "Stay Wild", "Knife", "London", "I Told You So", "Have A Nice Day", 'Born To Be", "Hooked", "Little Green Men", "Innocent" e "Everybody Does It". A formação original estava separada havia pelo menos 17 anos, mas nenhuma delas conseguiu ir muito longe em carreiras solo ou em outras bandas.

  • O Marillion lança seu quarto álbum ao vivo no próximo mês. "Anorak In The UK Live” foi gravado no ao passado e traz basicamente músicas gravadas nos quatro últimos álbuns.





  • Paraíso dos bandidos


    Os bandidos estrangeiros estão vindo sequestrar no Brasil pelas inúmeras facilidades que estão encontrando no Brasil: muita gente rica sem proteção, impunidade, leis frágeis e polícia idem. Quem diz isso são os próprios bandidos chilenos, gente lixo, escória da sociedade como todo bandido. Leia mais aqui.

    quarta-feira, fevereiro 06, 2002

    Talking Heads de volta


    O bom grupo pop Talking Heads faz uma apresentação de reunião após dez anos de separação em 18 de março, quando a banda será incluída no Hall of Fame fo Rock and Roll. O quarteto norte-americano surgiu por volta de 1974 e se tornou um ícone do pós- punk por volta de 1980. Muita gente enxerga nessa reunião uma coisa mais duradoura, com a possibilidade de uma turnê e um novo álbum. Se isso ocorrer, será uma oxigenada no pop atual, que nada mais faz do que reciclar os anos 80 e chafurdar na falta de criatividade. Leia mais sobre assunto.
    Os bandidos chilenos


    A irmã do tal comandante Ferdinando, o chileno que sequestrou o Washington Olivetto, desembarcou agora em São Paulo afirmando que o irmão é "um revolucionário internacional" e teme pela segurança dele no Brasil. Engraçado. O irmão dessa cidadã sequestra, espanca e até mata, mas a desginação dele é "revolucionário".
    Esse vagabundo, assim como os outros que faziam parte de seu bando, não passa de um criminoso comum, um bandidinho que merece ficar trancafiado por anos, isolado da sociedade. Além de sequestrador, é assassinado. Tem três sentenças de prisão perpétua nas costas no Chile. Não merece qualquer consideração ou respeito, apenas e tão somente ser tratado como bandido.
    "Anna Júlia" em inglês com George Harrison chega ao Brasil


    Um dos momentos mais constrangedores da história da música pop deve chegar em breve ao Brasil. A versão em inglês de "Anna Júlia", péssima música do péssimo Los Hermanos, deve começar a ser tocada maciçamente nesta semana nas emissoras de rádio.
    Quem cometeu o sacrilégio foi Jim Capaldi, excelente baterista inglês que tocou com mnaravilhoso Traffic nos anos 60 e 70. Apaixonado por uma brasileira, mudou-se para o Brasil em 1975 logo após ter lançado seu primeiro álbum solo. Morou no Rio de Janeiro e em São Paulo e fez muitos amigos por aqui. Dizem até que ele foi o responsável pelo casamento de Steve Hackett (ex-Genesis) com uma brasileira (será?). Em meados dos anos 80 voltou para a Inglaterra mas manteve a sua casa do Rio, onde passa férias regulares.
    Pois bem, esse distinto baterista que está com o nome na história do rock (e que cometeu discos solo ruins) resolveu descer fundo e gravar uma versão da péssima "Anna Júlia". E o pior é que contou com amigos de peso nesse "projeto": George Harrison, Steve Winwood (ex-companheiro do Traffic), Jon Lord e Ian Paice (Deep Purple), Paul Weller (ex-Jam e Style Council) e outros.
    A coisa ganha mais dramaticidade porque provavelmente deve ter sido a última participação de Harrison em uma gravação, ele que morreu no final de novembro passado. Harrison não merecia isso.
    Leia aqui a boa entrevista que Capaldi deu à Agência Estado e escute aqui a versão dele para "Anna Júlia".

    terça-feira, fevereiro 05, 2002

    Ingressos promocionais para Roger Waters até 1º de março



    Começa amanhã a venda de ingressos para os shows de Roger Waters, ex-baixista do grupo inglês Pink Floyd. A cervejaria Kaiser, que patrocina o show, anunciou preços promocionais até o dia 1.º de março,
    O Kaiser Music começa com a turnê já anunciada de Roger Waters, que traz In the Flash ao Rio de Janeiro (Praça da Apoteose, 9 de março), Porto Alegre (Estádio Olímpico, 12 de março) e São Paulo (Pacaembu, dia 14 de março). Além de São Paulo, Porto Alegre e Rio, o Kaiser Music prevê shows também em Curitiba, Belo Horizonte e a cidade paulista de Jaguariúna.
    As apresentações de Roger Waters têm duração prevista de três horas e o repertório inclui grandes clássicos do Pink Floyd, banda de space rock que Waters ajudou a fundar em 1965 com Syd Barrett, Richard Wright e Nick Mason. Ele brigou com os parceiros e saiu em 1984. Seu primeiro disco solo foi The Pros and Cons of Hitchhicking. Seu álbum mais recente, o duplo In the Flash, foi lançado em 2000. O som, a cenografia e a iluminação do show que Waters traz ao Brasil são os mesmos dos shows realizados pelo mundo há 4 anos.
    Rio de Janeiro - Data: 09/03
    Horário: 21h
    Local: Praça da Apoteose
    Ingressos : Pista: R$ 70,00 (até 01/03, preço promocional de R$ 50,00) Ingressos para estudantes : R$ 35,00 Pontos de venda : Lojas Redley ( Rio Sul, Barra Shopping, Fashion Mall e Iguatemi). Ou pela Internet em www.ingressofacil.com.br

    Porto Alegre -
    Data: 12/03
    Horário: 21h
    Local : Estádio Olímpico
    Ingressos : Pista: R$ 50,00 (estudantes, R$ 25,00) Social: R$ 60,00 (estudantes, R$ 30,00) Geral/Arquibancada: R$ 40,00 (estudantes, R$ 20,00) Pontos de venda : Estádio Olímpico Pela Internet em www.ingressofacil.com.br

    São Paulo - Data : 14/03
    Horário : 21h30
    Local : Estádio do Pacaembu
    Ingressos : Camarote (pista): R$ 250,00 Cadeira especial (pista): R$ 100,00 Cadeira azul: R$ 80,00 (preço promocional até 01/03, R$ 60,00; estudantes, R$ 40,00) Arquibancada especial (laranja): R$ 80,00 (preço promocional até 01/03, R$ 60,00; estudantes, R$ 40,00) Arquibancadas (amarela e verde): R$ 40,00 (preço promocional até 01/03, R$ 30,00; estudantes, R$ 20,00) Pontos de venda : Estádio do Pacaembu e Estádio do Morumbi Pela Internet em www.ingressofacil.com.br
    O ocaso da Hicks & Muse no futebol brasileiro


    Matéria interessante na edição de hoje do Jornal da Tarde a respeito de uma reunião do conselho deliberativo do Corinthians ocorrida recentemente. O texto informa que o presidente do clube, Alberto Dualib, relatou as dificuldades para renovar o contrato com a Pepsi e que a Hicks & Muse está prestes a deixar o clube e o futebol brasileiro. É um retrato dramático da crise do futebol brasileiro.
    No caso do Corinthians, a coisa é mais preocupante porque a empresa fez tudo errado. Meteu-se com dirigentes incompetentes e amadores (ninguém se salva no Corinthians e no Cruzeiro) e em um negócio do qual nada entende (futebol). Junte-se a isso a mais pura incompetência administrativa, na figura do esquisito Dick Law, e temos um caldeirão onde tudo poderia dar errado.
    O modelo de parceria proposto pela Hicks desde o começo foi criticado por especialistas, que previram o fracasso a médio prazo da empreitada (embora desde 1999 o Corinthians tenha conseguido títulos importantes, sendo que os méritos são muito mais dos jogadores do que da parceira e da diretoria).
    Talvez o único clube brasileiro que pudesse evitar o naufrágio da Hicks no Brasil fosse o São Paulo, justamente por uma questão de cultura empresarial-admnistrativa que ali existe que remonta os áureos tempos de Telê Santana. A Hicks fracassaria com certeza no Palmeiras, no Corinthians, no Flamengo, no Vasco, no Grêmio e em todos os outros times brasileiros.
    É fato que a lei Pelé atrapalhou os planos da empresa (proibição de parceria com mais de um clube), assim como as dificuldades de entrar no mercado de TV (com a falida PSN). Mas também é fato que a empresa é incompetente e se envolveu com quem não devia.

    segunda-feira, fevereiro 04, 2002

    Fora Nike na coluna Papo de Esporte



    Uma grata surpresa entre os colunistas de esporte da nova geração é Alec Duarte, ex-editor de esportes do Diário do Grande ABC, ex-chefe de redação da extinta Gazeta Esportiva e atual colaborador da Folha Online. Sua coluna, a Papo de Esporte, está na internet no site Diário Online. A coluna tem cerca de dois emses já coleciona furos (notícias exclusivas, no jargão de jornalista) atrás de futos. Na coluna de hoje ele narra a força que a Nike está fazendo para sair da CBF e da seleção brasileira. O valor do contrato já foi reduzido em 25%.
    Pessoalmente, sou favorável à saída da Nike. O contrato assinado em 1996 é um absurdo em todos os sentidos e dava um poder desproporcional à empresa. Além do mais, a imagem da Nike é ruim no mundo e nunca combinou com a seleção brasileira. Americano não entende nada de futebol e mostra isso cada vez mais. A Nike não fará falta, embora a culpa de tudo isso tenha sido mesmo da CBF.
    Jardel choraminga e diz que pára se não for à Copa


    Uma das notícias mais constrangedoras foi divulgada hoje. O atacante brasileiro Jardel, do Sporting, de Portugal, anunciou que pensa em abandonar a carreira caso não seja convocado para a Copa 2002 por Luís Felipe Scolari. Ele tem 28 anos, mas não se conforma por estar permanentemente esquecido por Felipão, que foi seu técnico no Grêmio supercampeão de 1994-1996.
    Essa notícia é nojenta, ultrajante e totalmente absurda. Que Jardel pare já de jogar, é um favor que ele faz à humanidade. A presença dele em seleções anteriores foi uma das excrescências e excentricidades cometidas por técnicos delirantes, entre eles o próprio Felipão. Jardel foi um dos piores jogadores a vestir a camsia da seleção em todos os tempos. Se ele alega que faz muitos gols em Portugal, a resposta é óbvia: também, em Portugal qualquer zémané marca tantos gols como ele. Essa forma de pressão sme nenhuma sutileza, à la Romário, só queima o jogador. Tomara que ele cumpra a promessa de parar mesmo de jogar.
    Jovem Pan lesa ouvintes e desiste da Copa


    A rádio Jovem Pan de São Paulo decidiu não comprar os direitos de transmissão da Copa 2002. Será a primeira vez na história que a emissora deixará de transmitir os jogos da seleção em uma Copa do Mundo. É bastante provável que mande apenas um repórter para a Coréia e para o Japão apenas para dizer que foi.
    Isso mostra a crise de credibilidade do futebol brasileiro e também a miopia pelos responsáveis pela área comercial da rádio. A desculpa de que o faturamento publicitário seria bem menor por a copa ser disputada na madrugada para os brasileiros não cola. Todo mundo vai assistir aos jogos da seleção brasileira e é provável que outros jogos a serem transmitidos pela TV Globo tenham até um bom público. Ainda se a desculpa fosse que a TV Globo estaria vendendo os direitos a preços exorbitantes...
    A decisão da Jovem Pan é uma das mais burras da história do radiojornalismo.
    Morre Paul Balloff, do Exodus


    Morreu na manhã do último sábado, dia 2 de fevereiro, Paul Balloff, 41 anos, vocalista do legendário grupo thrash metal Exodus. Baloff estava internado desde o dia 31 de janeiro em um hospital de Oakland, Califórnia, depois de sofrer um derrame cerebral fulminante que o deixou em coma profundo.
    Como havia perdido o contato com sua família há muito tempo, — ele chegou a se tornar um andarilho por alguns anos —, todas as decisões cruciais tomadas no hospital foram feitas pelos outros músicos do Exodus, segundo o bom site da Rock Brigade.
    Baloff foi um dos fundadores da banda, em 1981, e sua voz esganiçada era uma das marcas registradas da banda, especialmente no clássico dos clássicos, "Bonded By Blood". O guitarrista Gary Holt divulgou um comunicado oficial lamentando muito a morte do amigo, onde afirma que "palavras não podem descrever a dor que sinto com a premature perda de Paul. Ele era meu irmão, meu espírito, minha alma (...), ele era o Exodus."
    Ao lado de Testament e Metallica, o Exodus formava a "santíssima trindade" do thrash metal de Bay Area, de San Francisco, e transformou o subgênero ao qual se encaixavam em música respeitada dentro do rock.