terça-feira, maio 30, 2006

A imprensa menos livre - Como a Justiça ajuda a destruir o Brasil



Não existe Justiça no Brasil faz tempo. Seja por despreparo, seja por corrupção ou por simples convicção de preservar interesses de sua classe social ou de amigos, os juízes brasileiros são de péssimo nível. São ignorantes em relação a quase tudo, são arbitrários ao extremo e são lesivos ao interesse público e privado.

O caso acima é emblemático e transforma a capital do Mato Grosso do Sul em um rincão do fim do mundo, com sua política pequenina, seus privilégios para a "elite branca" local, etc.

Também é emblemática a atuação do Judiciário paulista na questão das obras do rodoanel em torno de São Paulo, em seu trecho sul - embargou a obra por causa de supostos e não comprovados "danos ambientais" a uma "suposta" aldeia indígena" de 30 pessoas que fica a 10 km do local das obras.

Absurdo em todos os níveis. Sem falar nas onstantes "sentenças sociais", que afrontam flagrantemente a lei.

A imprensa menos livre

Luiz Garcia (*)



Fonte:O Globo


O leitor de um jornal de cidade grande provavelmente acredita que existe liberdade de imprensa no país inteiro.

Não é bem assim. Pode ser bastante verdadeiro, num índice próximo de cem por cento, para aquilo que nós mesmos batizamos de “a grande imprensa”. Mas não nos municípios médios e pequenos, Brasil afora. Neles, a lei pode ser manipulada a favor de quem manda. Não é difícil: afinal, a Lei de Imprensa data do tempo do regime militar, e é legislação feita para não incomodar quem manda.

O caso de Ester Gameiro, diretora do “Correio do Estado” há 52 anos, publicado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, é exemplar, no pior sentido. Ela nos conta que insiste em publicar reportagens denunciando um ex-prefeito, hoje pré-candidato do PMDB a governador. Suas informações, diz, têm como fonte investigações do Ministério Público Federal, da Controladoria-Geral da União e notícias de outros jornais.

Mas, segundo Ester, o jornal está perdendo a guerra, esmagado por um aluvião de “direitos de resposta”. Para se ter uma idéia, a contra-ofensiva do ex-prefeito já incluiu pedir à Justiça — e conseguir — direito de resposta até para o registro do adiamento do julgamento de um processo.

A publicação maciça, obrigada por decisão judicial, de respostas extensas e com vaga ou inexistente relação com as notícias publicadas, vai aos poucos estrangulando o jornal. As ordens dos tribunais incluem a ameaça de força policial e prisão caso supostas “respostas” — nas quais mais se ofende o jornal do que se estabelece uma defesa — não sejam publicadas imediatamente. As publicações obrigatórias expulsam das páginas notícias de interesse público. E o público se desinteressa.

Todas as informações aqui relacionadas foram fornecidas por Ester. Ela relaciona 17 processos contra o jornal. Numa das sentenças, o juiz determina que “opiniões desfavoráveis” do jornal “não extrapolem os limites da crítica literária, artística ou científica”. Seria engraçado se não fosse uma agressão, tosca mas contundente, à liberdade de imprensa.

As denúncias do jornal não representam caso isolado. A Associação Nacional de Jornais tem revelado freqüentemente episódios de esmagamento da liberdade de informação sob uma massa de processos judiciários.

Existe liberdade de imprensa para organizações jornalísticas financeiramente saudáveis e estabelecidas em centros de grande população e opinião pública atenta. Mas, no Brasil remoto, por assim dizer, a independência da mídia pode ter preço alto, muitas vezes de pagamento impossível.

Não pode ter vida longa um jornal pequeno, se é a todo momento forçado a gastar fortunas para se defender de processos — e ainda por cima encher seu espaço com mais “direitos de resposta” do que notícias de interesse da comunidade.

Quando um jornal combativo morre, é quase sempre substituído por outro, obediente e medroso. Como os autores da Lei de Imprensa instituída pelo regime militar desejavam que fossem todos os jornais do país.

(*) Colunista de O Globo

André Matos viverá Tommy em Ópera Rock


Andre Matos, vocalista e fundador das bandas SHAAMAN, ANGRA e VIPER, será o solista, interpretando Tommy, protagonista da obra homônima do THE WHO.


O musical, que está sendo organizado pela Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, será apresentado no Memorial da América Latina, em São Paulo/SP, de 16 a 18 do próximo mês, com entrada franca.


“Tommy” foi escrita em 1969 e é uma das duas óperas rock em larga escala do The Who, o primeiro trabalho musical explicitamente chamado desta maneira. A ópera foi composta pelo guitarrista Pete Townshend, com duas faixas do baixista John Entwistle e uma creditada ao baterista Keith Moon, na verdade composta por Townshend. Uma canção antiga de blues do músico Sonny Boy Williamson também foi incorporada à obra.


A historia retrata a biografia fictícia de Tommy Walker (Andre Matos). O pai de Tommy foi considerado perdido em batalha durante a Primeira Guerra Mundial, mas retorna inesperadamente em 1921 e é morto pelo amante de sua esposa enquanto Tommy, então com sete anos de idade, presencia tudo através de um espelho.

A mãe e o amante o forçam a acreditar que ele não viu, ouviu e não irá falar nada a ninguém, e Tommy se torna surdo, cego e mudo como conseqüência. Ele tem uma visão de um estranho vestido dourado, com uma longa barba, provavelmente uma figura paternal, e a visão o leva a uma jornada espiritual.

Durante o resto de sua infância ele sofre abusos por parte de vários familiares, interpretando suas sensações físicas como música. Certo natal ele ganha uma máquina de pinball, logo tornando-se mestre no jogo, com um séquito de fãs.

Tommy finalmente é curado quando um médico o coloca na frente de um espelho e sua mãe, melindrada por perceber que ele enxerga o próprio reflexo, estilhaça o objeto.

Posteriormente Tommy assume o manto de Messias e tenta levar seus seguidores à “luz”, como aconteceu com ele, mas a mão pesada de seu culto e a exploração por parte de seus parentes provoca uma revolta contra ele. A história termina ambigüamente, com o refrão Listening To You de “Go To The Mirror”, sugerindo que Tommy fechou-se novamente ao mundo depois da rebelião, voltando às suas fantasias.


Na sua versão original lançada no álbum, a história não passa de um esboço, com detalhes frequentemente preenchidos por Townshend em entrevistas. Quando outras adaptações do álbum começaram a surgir, alguns detalhes eram acrescentados e outros alterados (por exemplo, o avanço para a época da Segunda Guerra Mundial e 1951 em versões posteriores e na do filme, com o amante matando o pai ao invés do oposto).

O quarto concerto de 2006 da Banda Sinfônica Jovem traz essa orquestra de 70 músicos bolsistas do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim, com regência da Maestrina Mônica Giardini, interpretando esse clássico da história do rock.


Para os fãs de Andre Matos, essa nova adaptação deve mostrar uma nova vertente de seu trabalho.

Confira mais detalhes da remontagem e os serviços!

Ficha Técnica:

"Tommy"
Ópera Rock de Pete Townshend (The Who)
Direção Geral e Regência: Mônica Giardini
Direção Cênica: Mauro Wrona
Orquestração: Julio César de Figueiredo

Participação especial
Coral Jovem do Estado
Regente Nibaldo Araneda

Realização:
Centro de Estudos Musicais Tom Jobim

Elenco:
Tommy: Andre Matos
Pai: Espartaco de Paola
Mãe: Tuca Fernandes
Narrador e doutor: Wilson Medeiros
Rainha do ácido: Ana Suely Nobre / Catarina Resende David
Amante e Pinball Wizzard: Roger Troyjo
Pastor e Primo Kevin: Márcio Leandro Silva
Tio Ernie e recepcionista do campo: Victor Sgarbi
Enfermeira: Nathália Resende Carvalho

Banda de Rock
Sintetizadores: Abelita Brandão
Guitarra: Vinícius Gomes
Baixo: Fábio dos Santos Vieira
Bateria: Ricardo Nascimento

Serviço:
Banda Sinfônica Jovem apresenta "Tommy" - Ópera Rock
Apresentações:
• 16 de junho às 21h00;
• 17 de junho às 21h00;
• 18 de junho às 19h00.
Local: Memorial da América Latina
Endereço: Rua Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda
Info: 11 3823-4600
Ingresso: Gratuito

Batera do Dream Theater em tributo ao The Who


AMAZING JOURNEY, o tributo ao THE WHO composto de Mike Portnoy (DREAM THEATER) na bateria, Paul Gilbert (MR. BIG, RACER X) na guitarra, Billy Sheehan (MR. BIG) no baixo e Gary Cherone (EXTREME, VAN HALEN) no vocal, começou sua mini turnê no último sábado (27 de maio) em Whittier, CA.


Com um setlist enorme (confira abaixo), a banda impressionou e agradou o público com sua performance impecável, que tal qual ocorreu nos projetos YELLOW MATTER CUSTARD e HAMMER OF THE GODS, que prestavam homenagem aos BEATLES e LED ZEPPELIN, respectivamente, serão lançados em DVD.

1º Set

01. Baba O'Riley
02. Sister Disco
03. Substitute
04. Pictures of Lily
05. I Can See for Miles
06. Young Man Blues
07. A Quick One While He's Away
08. Bargain
09. Behind Blue Eyes
10. The Real Me
11. Love Reign O'er Me

Intervalo

2º Set

01. Overture
02. It's a Boy
03. 1921
04. Amazing Journey
05. Sparks
06. Eyesight to the Blind (The Hawker)
07. Christmas
08. The Acid Queen
09. Pinball Wizard Tommy, Can You Hear Me?
10. There's A Doctor
11. Go to the Mirror
12. Smash the Mirror
13. I'm Free
14. Tommy's Holiday Camp
15. We're Not Gonna Take It

Encore:

01. Who are You
02. Won't get Fooled Again
03. My Generation.

Partido criado na Holanda defende drogas e pornografia infantil
Publicidade



da Ansa, em Bruxelas


O primeiro partido declaradamente pedófilo, que "nasce" nesta terça-feira na Holanda com o objetivo de liberar a pornografia infantil e as relações sexuais entre adultos e crianças, se chamará NVD (Amor ao próximo, Liberdade e Diversidade).


"Educar as crianças significa também acostumá-las ao sexo. Proibir deixa as crianças mais curiosas", afirmou Ad van den Berg, 62, fundador do partido, em entrevista ao jornal holandês "Algemeen Dagblad".


Segundo Van den Berg, a imagem dos pedófilos foi desonrada pelo escândalo do assassino de crianças belga Marc Dutroux, mas, segundo ele, o lançamento do partido político pode reverter esse quadro.


No programa do NVD não há apenas pornografia infantil: o partido propõe a extinção do Senado e das funções do primeiro-ministro, a legalização de todas as drogas, leves e pesadas, e prisão perpétua para assassinos reincidentes.


O partido, em seu site na internet, afirma que qualquer pessoa que tiver completado 16 anos deveria poder interpretar filmes pornôs e que a maioridade sexual deveria ser abaixada para 12 anos.

Guitarrista do Pink Floyd critica os Rolling Stones



da agência ANSA



O vocalista e guitarrista da banda britânica Pink Floyd, Dave Gilmour, pediu aos Rolling Stones que deixem de fazer turnês internacionais e "se dediquem a ter uma vida". Gilmour, de 60 anos, afirmou que o grupo veterano liderado por Mick Jagger não está interessado na música, mas que está obcecado com a adoração recebida de seus fãs.

"Acho isso ridículo. Mick (Jagger) e Keith (Richards) deveriam ter algum tipo de vida. É como uma compulsão estranha, sexual", acrescentou o músico. "De quanto dinheiro mais precisam? Acho que o que mais buscam é o aplauso", completou.


Para o vocalista do Pink Floyd, o aplauso é uma droga poderosa. "Eu sou um grande fã dos Stones, mas eles não fizeram nada em anos que superasse suas primeiras criações", finalizou.


Os Rolling Stones, que passaram pelo Brasil em fevereiro deste ano em show histórico para mais de um milhão de pessoas na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, cancelaram recentemente seus 15 primeiros shows da turnê A Bigger Bang européia, que deveria ter começado em Barcelona no dia 27 de maio. A

As apresentações foram postergadas em função da recuperação do guitarrista da banda, Keith Richards, que foi submetido, no último dia 8, a uma cirurgia cerebral, em Auckland, na Nova Zelândia, depois de cair de um coqueiro nas ilhas Fiji, em 27 de abril.

segunda-feira, maio 29, 2006

Guerra à Bolívia na mídia?



A reação da imprensa à crise do gás pode ter sido exagerada em alguns aspectos e em alguns veículos, mas o fato, que muitos simpatizantes da esquerda fingem ignorar, é claro e cristalino: expropriação, nacionalização ou qualquer outro eufemismo que se dê ao termo é roubo.

A Petrobras foi lesada, investiu US$ 1,5 bilhão em pesquisa, extração, instalãção de equipamentos e usinas e não será ressarcida por isso.

É normal isso nas relações internacionais? E como afirmar que esse é um caso menor? Roubo internacional é um caso menor? Afronta à soberania é um caso menor? Só porque as consequências financeiras à Petrobras foram bem menores do que o esperado por conta de uma conjuntura internacional favorável, como o próprio artigo diz?

O episódio mostra claramente que o governo Lula não política externa, não tem política energética, não tem política para quase nada. Teve uma reação pífia e passou a imagem de que não está à altura de um debate comercial internacional.

Quanto à diplomacia brasileira, sem comentários, é péssima, em todos os sentidos e países. E, como bem salientou o artigo, méritos à Petrobras, que fez um trabalho de mídia e informação e realmente desarmou algumas bombas. Mas fez isso devido à leniência e incompetência do governo federal em lidar com o assunto.

quinta-feira, maio 18, 2006

Estamos a um passo do Carandiru - 2


Era previsível, infelizmente, que o número de "suspeitos" mortos em "confronto" com a polícia fosse alto após os ataques do PCC nesta semana. Não há nomes, nem detalhes das circunstâncias em que os "suspeitos" foram mortos. Ou seja, se alguns queriam motivos para ressuscitar os esquadrões da morte, agora têm. É impressionante a incompetência e o mau-caratismo que dominam as nossas polícias. Acuadas, saem epla periferia atirando contra tudo e contra todos. Será que teremos que dar razão a quem diz que é um confronto de bandidos contra bandidos? Não existe mais Estado, mais governo, mais nada. Anarquia total.

Estamos a um passo de um novo Carandiru


A mensagem abaixo foi tirada do blog do escritor Ferréz, conhecido por seu trabalho retratando a periferia de São Paulo e pelos textos na revista Caros Amigos:

"Atenção a todos os amigos. apelo a todos que acompanham esse blog, que nos ajude a dizimar o que está acontecendo. a Policia Militar e a Policia Civil afetados com a onde de matança, estão fazendo da nossa periferia um estado prá lá de nazista, já são mais de 100 "suspeitos"assassinados, e nenhum deles é PCC . Só de colegas, foram mortos 4, isso pra não contar os que estão no hospital. nenhum deles tinha passagem, por isso apelo para que divulguem a real de que o acordo não foi feito com o povo, o povo tá morrendo, sendo baleado pelas costas, ao entregar pizza, ao voltar para casa. a policia covarde, treme perante o olhar do ladrão, mas mata sem dó quem está simplismente voltando para casa. isso é uma vergonha, e se é o trabalho deles, tá na hora dagente fazer o nosso, reagir com cidadania, mostrando que não queremos essa matança. LEI MARCIAL PARA POBRES INOCENTES FOI DECRETADA. Ferréz"

quarta-feira, maio 17, 2006

E os advogados do PCC?



Da coluna de Ricardo A. Setti, do site No Mínimo:

"O que vai acontecer com os advogados do PCC que subornaram um funcionário da Câmara dos Deputados e, por 200 reais, compraram dois CDs contendo a íntegra dos depoimentos sigilosos de dois importantes delegados da Polícia Civil de São Paulo à CPI do Narcotráfico? Nada se falou a respeito. O silêncio inclui a OAB."

Mais perto de Bagdá



Descontando a série de exageros na questão dos ataques do PCC - como bancos, shoppings e lojas fechando no meio tarde, gente dispensada do trabalho ao meio-dia e coisas parecidas -, o episódio mostra a falência total do Estado brasleiro como instituição, e a falência do Estado de São Paulo após 12 anos de PSDB no governo. Já ultrapassamos o estágio de Colômbia, aqui é Iraque e a coisa vai ficar muito pior. a guerra civil virou guerra urbana declarada e vai forçar nós, cidadãos comuns, a tomar um partido. Eu ainda fico do lado institucional e apóio medidas de força, mesmo que extrema, contra a máfia do PCC e outras existentes por aí. Vencidos os marginais, deverão ter o mesmo tratamento policiais, juízes e politicos corruptos.

A internet como meio de destruição pessoal



A situação não é nova. Todo dia alguém é flagrado em fotos comprometedoras na internet. Entretanto, é chocante a dimensão que alcançou o caso da universitária de Pompéia, cidadezinha da região de Marília (SP), que supostamente aparece em fotos fazendo sexo com dois homens an internet.

O caso estourou em abril e a garota quase foi linchada na universidade onde estuda direito por um bando de nojentos asquerosos que aspiram ser advogados (não são humanos, são vermes).

A vida garota e da família foi destruída. Assim como a vida dos dosi idiotas que aparecem nas fotos. A melhor reportagem sobre o assunto foi feita pela jornalista Eliane Brum, da revista Época. Leia o texto aqui.

É evidente que a situação constrangedora que foram submetidos os personagens tem, em princpipio, um caráter privado, ou seja, a privacidade da menina e dos dois homens foi violada. Só que houve imprudência e burrice no episódio. Como os três concordaram que um deles fizesse foto da festinha? Por mais confiança que tivessem entre eles, o risco de essas fotos caírem na internet era gigantesco. E foi o que aconteceu.

A menina argumenta que as fotos são montagem. Tem argumentos para isso. Os dois idiotas se contradizem constantemente em depoimentos na polícia, ora dizendo que são verdadeiras, ora reafirmando que são falsas e montadas.

O fato é que as fotos forqam para a rede, num crime flagrante - ético, moral e penal. Quem divulgou as fotos merece cadeia pesada. Mas, para a história, o caso passou como "a universitária de Pompéia que transou com dois caras".

Esse mundo é novo demais para lidarmos com segurança em todos os aspectos. As possibilidades quea internet permite são infinitas. Todo cuidado é muito pouco para evitar barbaridades como essa e outrras, como a divulgação de conteúdo racista e discriminatório. A internet tem limites?

Sobre o caso em si, creio que as fotos são verdadeiras. O site NoMinimo traz um artigo sobre o caso nesta semana e nos comentários de internautas há especialistas dando detalhes sobre a veracidade das fotos (não vou divulgar o link das imagens).

O fato é que os três foram irresponsáveis - partindo do perssuposto de que as fotos são verdadeiras, o que eu acredito. Fizeram sua festinha e resolveram registrar, só que não contavam com a sacanagem e a falta de escrúpulos de um deles.

Está claro que foi um dos dois homens que divulgou as fotos, na minha opinião. Ou, no mínimo, um dos dois repassou as fotos a algum safado que resolveu sacanear. De qualquer forma, todos, mas principalmente a garota, estão pagando por serem imprudentes e, sobretudo, burros.

sábado, maio 13, 2006

Andre Matos poderá cantar em Tommy, do The Who



Está sendo organizada pela Banda Sinfônica Jovem de São Paulo uma série de apresentações da Ópera-Rock "Tommy", do THE WHO, que seriam realizadas no mês de junho no Memorial da América Latina.


O musical contará com uma banda de Rock, um coro de 88 vozes e diversos cantores, sendo que um deles poderá ser o vocalista Andre Matos (SHAAMAN, ex-ANGRA), que supostamente atuaria em um dos papéis principais.

Robert Plant e Roger Daltrey juntos em causa beneficente




Os vocalistas Robert Plant, do Led Zeppelin, e Roger Daltrey, do The Who, uniram sua forças nesta semana para uma causa beneficente. Eles se apresentaram juntos no London’s Old Billingsgate Fish Market sob o nome de RD Crusaders.

A idéia era ajudar o hospital infantil The Evelina Chindren’s Hospital Appeal e eles conseguiram cerca de US$ 3,5 milhões. Isso porque na platéia estavam apenas figurões do mundo dos negócios e celebridades como Kevin Spacey e Mohamed Al Fayed. “My Generation” e “Shout” foram algumas das canções executadas.

O Shaaman estaria encerrando atividades?


do site Whiplash

Desde o início do mês de abril a imprensa vem sendo questionada sobre o destino da banda Shaaman. Embora ainda na ativa e com vários shows marcados, os rumores de uma crise interna com ruptura entre os integrantes se tornaram cada vez mais intensos.

A Whiplash!, assim como outros meios de informação especializados, vem continuamente tentando obter informações mais concretas sobre o caso, sem sucesso. O que se sabe até o momento é que diversas fontes (internas e externas) dão como certa a saída do baterista Ricardo Confessori, e até mesmo o fim da banda, por motivos de divergências entre os músicos. O nome de um suposto baterista substituto teria sido divulgado, mas não oficialmente.

O mais recente rumor seria o de que os próximos shows, já marcados, seriam os últimos da banda, com um comunicado oficial saindo nos dias seguintes.

O Whiplash! divulga estas informações por estarem sendo amplamente comentadas e debatidas, já não sendo novidades para boa parte do público, muito menos para a imprensa. Por outro lado deixamos claro que se tratam até o momento de informações NÃO CONFIRMADAS, e ficamos no aguardo de pronunciamentos oficiais.

Guerra total



A guerra civil prevista aqui neste blog há alguns meses está a pleno vapor no Brasil, notadamente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os ataques que o PCC perpetrou contra as polícias paulistas em 12 de maio mostra o grau de crise em que nossa sociedade está afundada. O Estado virou refém. O crime organizado domina amplamente as nossas vidas e rege o comportamento das autoridades, que estão acuadas. E nós, paulistanos, que nos gabávamos de ficar à distância da "barbárie" carioca...

E agora, o que fazer? Temos um governo Lembo-alckmin fraquíssimo, leniente com a violência, inexistente sob todos os pontos de vista. Temos um governo federal atolado em corrupção e inerte, que mal consegue conter um índio analfabeto boliviano que insiste em humilhar nosso presidente aos olhos do mundo.

A resposta do Estado paulista - e por que não do Estado brasileiro? - tem de ser brutal e definitiva, para enterrar de vez, mesmo que seja no sentido literal da palavra, o crime organizado do PCC.

A guerra civil está instalada, então o Estado tem de agir como se estivesse ocorrendo uma guerra. Em épocas de colombização, ataque macio e violento é necessário, mesmo que haja conseqüências funestas em termos institucionais e mesmo que envolva inocentes e civis na parada.

sexta-feira, maio 12, 2006

Beco quase sem saída


A questão que se coloca depois de quase dez dias do vandalismo ao final da partida Corinthians e River Plate é a seguinte: teremos punições? As torcidas organizadas merecem ser banidas dos estádios? Ou melhor, adianta bani-las, pelo menos de forma oficial?


Quando se necessita cada vez mais de um número maior de policiais para uma partida de futebol é sinal de que o caminho está errado, de 1que tudo pelo qual lutamos sumiu.


Por mais que queiramos que o poder público, clubes e federações organizem de forma perfeita o espetáculo, este está fadado ao fracasso se o público não estiver de acordo com a organização. E frequentemente o público não está de acordo. O público não se interessa em colaborar, só quer "desfrutar" e "curtir", seja já lá o que a maior parte da turba entende por isso.


Por mais que a organização do espetáculo seja perfeita - e não é no Brasil -, a maior parte dos torcedores estraga o evento. É o torcedor que fura a fila do ingresso, da entrada e do banheiro; é o torcedor que incentiva o filho criança a burlar as regras e fingir que tem menos de cinco anos quando tem muito mais; é o torcedor que frauda a carteira do estudante para lesar o clube do coração e pagar menos; é o otorcedor que urina na parede ou no canto, para não ir ao banheiro; é o torcedor que compra produtos pirata; é o torcedor que atira amendoim e copo de plástico no outro torcedor na arquibancada.


Quando esse é o perfil do torcedor que frequenta os estádios brasileiros, chego a conclusão de que esse torcedor-consumidor não tem direito a nada. Merece ser roubado pelos assaltantes, pelos cambistas, pelo flanelinha e pelo dono do boteco.


Merece apanhar da polícia mesmo quando nada fez. Merece ser espancado até a inconsciência quando resolve destruir o patrimônio só porque seu time perdeu. Merece que seja ignorado pelo ídolo quando este se recusa a dar autógrafo.


Tudo isso é reflexo direto da falta de cidadania, de civilidade, de educação. e não me refiro à educação formal, tão citada quando o assunto é violência e desesperança da população. Não dá para sociologizar uma situação que é apenas fruto da péssimo caráter e do vandalismo de grande parte dos torcedores brasileiros.


Nada justifica as cenas absurdas do final do jogo Corinthians e River Plate. nada justifica a destruição dos banheiros do Parque Antártica pelos são-paulinos e das cadeiras de madeira do Morumbi pelos palmeirenses.


Nada justifica a tentativa de invasão de campo do Pacaembu pelos palmeirenses na final da Copa São Paulo de Juniores de 2003.


Nenhuma frustração justifica atos desse tipo. Se falta de dinheiro fosse motivo para descontar as tristezas da vida, nenhuma cidade brasileira, indiana, boliviana, venezuelana ou de qualquer país pobre permaneceria de pé. Não creio nisso.


As cenas de violência que presenciamos em todos os jogos, sobretudo nos clássicos, é consequência direta do caráter obtuso e deformado do torcedor (povo) brasileiro.


Entre os gaviões que quiseram invadir o gramado do Pacaembu estavam estudantes de classe média que moram bem em um sobrado ou em um apartamento amplo, que ficam irados quando a empregada ou "mulher da limpeza" inadvertidamente quebra um mouse de computador ou tira uma lasca de móvel. É o cara que vai no banheiro limpo de sua casa e urina direitinho no vaso sanitário.


A situação acima é a mesma de um torcedor que mora em um barraco na favela, mas que é ajeitadinho. Duvido que ele tome cerveja e a atire no chão de sua residência. Duvido que o cara da classe média e o favelado descritos aqui arranquem as torneiras dos banheiros de suas casas quando seus times perdem.


Portanto, podemos dizer que a questão é de mau comportamento, consequência de falta de educação, caráter deformado e ausência de qualquer sentido de solidariedade e civilização.


Essas características são encontradas principalmente nas torcidas organizadas, que reúnem o que há de pior na sociedade, ofuscando os verdadeiros torcedores que tentam se juntar em um grupo organziado para torcer. Os vagabundos, vândalos e bandidos predominam nas torcidas organizadas há muitos anos, infelizmente. E acabam exercendo fascínio em grande parte dos chamados "torcedores comuns".


Sou um feroz crítico das torcidas organizadas e anseio por seu banimento e extinção. Mas elas não são as principais culpadas pelo vandalismo e violência que estamos presenciando no futebol nos últimos tempos - afinal, enquanto as organziadas assistiam à final da Libertadores de 2005 no Morumbi, milhares de vãndalos comuns sçao-paulinos destruíam a avenida Paulista.


Todo o sofrimento que o torcedor é submetido quando vai ao estádio é reflexo de seu comportamento. É um torcedor que não s eimporta de ser maltratado, que fura filas e frauda documentos. Não pode reclamar das péssimas condições oferecidas e das borrachadas da polícia.

quinta-feira, maio 11, 2006

Keith Richards pode parar de tocar, diz jornal




O jornal inglês The Sun publicou que o guitarrista Keith Richards, dos Rolling Stones, teve de se submeter a uma segunda operação no cérebro e os médicos alertaram para que ele nunca mais toque ao vivo. As informações foram negadas pela produção da banda.

O porta-vioz do músico chegou a divulgar uma nota oficial sobre o caso. "Ao contrário do publicado em jornais da Nova Zelândia e da Inglaterra, Keith Richards não passou por uma segunda operação. A primeira e única operação foi realizada na segunda-feira, dia 8, e teve 100% de sucesso", escreveu o assessor.


Apesar da negativa, os boatos ganharam força porque, inicialmente, a produção dos Stones negou tanto o acidente sofrido por Richards quando a necessidade de cirurgia. Depois de cair de uma árvore, enquanto passava férias nas Ilhas Fiji, Richards ficou internado na Nova Zelândia. Os médicos detectaram uma leve hemorragia cerebral e realizaram a intervenção para drenar o sangue.


Por conta disso, a temporada européia de A Bigger Bang, que começaria em Barcelona no dia 27 de maio, foi adiada.

terça-feira, maio 09, 2006

Pink Floyd bate recorde na parada da Billboard


da Reuters



A obra mais conhecida da banda Pink Floyd (foto), o disco "The Dark Side of the Moon", lançado em 1973, acaba de atingir a marca de 1,5 mil semanas na parada da Billboard - um feito inédito neste ranking musical norte-americano.


Com mais de 40 milhões de cópias vendidas, o disco praticamente nunca deixou a lista dos 200 mais vendidos nas lojas dos Estados Unidos.


Mesmo depois de mais de 30 anos, todas as faixas do álbum ainda são tocadas em emissoras de rádio do mundo todo e pelo menos 8 mil unidades do álbum saem das prateleiras semanalmente.


O disco "Legend", de Bob Marley, é segundo colocado nesse ranking de permanência, porém ficou três vezes menos presente na parada da Billboard.

Tempos perigosos


Quando o Palmeiras foi rebaixado em 2002, a torcida protestou, esperneou e até ameaçou dirigentes e jogadores. Surpreendente, no entanto, que ninguém tenha sido agredido. também surpreende que que todos tenham ficado vivos.

Temo, entretanto, que dirigentes e jogadores do Palmeiras não tenham a mesma sorte em 2006, caso haja novo rebaixamento. Afinal, como prega uma parte significativa dos torcedores, alguma coisa precisa acontecer no Parque Antártica.