Por que não invadirmos a Bolívia? É um país governado por um mentecapto, e ainda por cima metido a ladrão.
Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
segunda-feira, maio 01, 2006
Criou-se uma polêmica recentemente quando o técnico Emerson Leão, então no Palmeiras, se recusou a conceder uma entrevista a um videorrepórter (ou "abelha")da TV Cultura. Alegou que aquilo tirava empregos de profissionais.
Coisa rara, mas o técnico acertou. Videorreportagem é um retrocesso, até mesmo em casos simples e emergenciais. O videorrepórter não faz bem nem a imagem e muito menos a reportagem em si. São duas funções incompatíveis.
Talvez tenha funcionado, mas de forma precária, no começo da internet. No entanto, revelou-se depois um fiasco. Acho que Leão até tem razão em sua bronca, mas entrou numa seara que desconhece.
Se ele se preocupa tanto com as condições de trabalho dos jornalistas, por que não critica o excesso de estagiários que fazem a função de formados e diplomados? Por que não critica a existência de jornalistas sem diploma que aceitam receber salário mínimo, destruindo ainda mais a profissão?
Evo Morales, Hugo Chávez, Ollanta Humala, Kirchner... A América Latina caminha firme para o retrocesso. A decisão de Morales de restringir e atrapalhar a atuação de empresas estrangeiras na Bolívia só mostra que a incompetência é a marca da esquerdalha no continente. A região não tem futuro. Na verdade, nunca teve.
Greve de fome agora virou o último recurso dos calhordas para chamar a atenção. É o caso de Anthony Garotinho, pré-candidato a presidente pelo PMDB. Supostamente perseguido pela grande imprensa, parou de comer porque se sente "injustiçado". Quer observadores internaiconais para acompanhar a eleição presidencial deste ano e uma "intervenção" na imprensa para que não seja mais atacado. Ridículo é pouco. A revista Veja tem perdido cada vez mais credibilidade por causa de reportagens torats e tendenciosas, mas pelo menos todo mundo está apanhando, de Lula a Alckmin, de Garotinho a pefelistas. Menos mal.
terça-feira, abril 25, 2006
do site Whiplash:
O site Ytsejam Records acaba de disponibilizar as pré-vendas para uma série de “bootlegs oficiais” do DREAM THEATER.
A gravação do show de 25 de outubro de 2005, no Hammersmith Apollo, em Londres, onde a banda tocou o clássico "Dark Side of the Moon", na íntegra, estará disponível em CD — que virá com um disco bônus — e DVD. Outra raridade serão os CDs “Awake Demos” e "Old Bridge, New Jersey - 12/14/96".
Confira as faixas que estarão nos respectivos lançamentos logo abaixo:
"Dark Side of the Moon"
01. Speak to Me / Breathe
02. On the Run
03. Time
04. The Great Gig in the Sky
05. Money
06. Us and Them
07. Any Colour You Like
08. Brain Damage
09. Eclipse
Bonus Disc – "A Saucerful of Floyd":
01. Echoes Pt.1 (Soundcheck Rehearsal - Philadelphia, PA - 4/2/04
02. One of These Days (Live in Rotterdam, Netherlands - 1/18/04)
03. Sheep (Soundcheck Rehearsal - Anaheim, CA - 3/9/06)
04. In the Flesh? (Live in Berlin, Germany - 2/26/95)
05. Run Like Hell (Live in Poughkeepsie, NY - 12/30/98)
06. Hey You (Live in Paris, France - 6/25/98)
07. Comfortably Numb (Featuring QUEENSRŸCHE - Live in Spokane, WA - 7/30/03)
O conteúdo do DVD “Dark Side of the Moon” será diferente do CD. Confira:
01. Speak to Me / Breathe
02. On the Run
03. Time
04. The Great Gig in the Sky
05. Money
06. Us and Them
07. Any Colour You Like
08. Brain Damage
09. Eclipse
+ Special Bonus Features
* Entrevistas, ensaio, e imagens da passagem de som
* Covers adicionais do PINK FLOYD: “Hey You”, “Echoes Pt.1” e "Comfortably Numb", junto aos membros do QUEENSRŸCHE.
"Awake Demos":
01. Scarred
02. 6:00
03. The Mirror
04. Caught In A Web
05. Erotomania
06. Voices
07. The Silent Man
08. Lie
09. Lifting Shadows Off a Dream
10. Innocence Faded
11. Space-Dye Vest
"Old Bridge, New Jersey - 12/14/96":
CD 1:
01. A Change of Seasons Pt. I
02. A Change of Seasons Pt. II
03. The Mirror
04. Lie
05. Burning My Soul
06. Another Hand / The Killing Hand
07. Just Let Me Breathe
08. Caught In a Web
09. Peruvian Skies
10. Pull Me Under
CD 2:
01. Lines in the Sand
02. Take Away My Pain
03. A Change of Seasons Pt. IV
04. Ytse Jam
05. Learning to Live
06. A Change of Seasons Pt. VII
07. Metropolis
sexta-feira, abril 14, 2006
A espetacularização da entrevista da assassina confessa Suzane von Richthofen à TV Globo e à Veja rendeu muito mais do que imaginávamos. E as críticas à imprensa estã vindo de onde menos se esperava: os próprios jornalistas.
Os dois principais sites dedicados à discussão do jornalismo no país, frequentado basicamente por jornalistas, o Comunique-se e o Observatório da Imprensa, estão recheados de depoimentos de pessoas da categoria condenando a "falta de ética" da TV Globo ao "invadir" a privacidade da relação cliente-advogado.
Foi a mesma coisa quando do caso das charges européias que mostravam Maomé como terrorista. Em vez de se condenar os terroristas e radicais que fomentavam o ódio contra o Ocidente, criticou-se a "falta de sensibilidade" dos autores e dos jornais que as publicaram, num perigoso incentivo à censura, à autocensura e à ditadura do politicamente correto. Invertaram a coisa e transformaram vítima em vilão.
No caso suzane, ocorre a mesma coisa. Quem errou foram Suzane e seus advogados, que fizeram uma das maiores besteiras da advocacia criminalista brasileira. A TV Globo e a revista Veja nada mais fizeram do que o seu papel. Desvendaram a farsa que foi a entrevista.
Desvio de ética dos veículos? De forma alguma. Suzane portava microfone portátil quando recebeu por três as orientaões de seu advogado e tutor. Uma mistura de burrice, ingenuidade e tremenda cara-de-pau.
Texto extraído da coluna de Ricardo Kotscho, do site NoMinimo: Pode não ser politicamente correto, mas não resisto a partilhar com os leitores uma historinha que me chegou pela internet e acabou com o mau humor em que fico depois de ler os jornais logo cedo: "O Centro Sísmico Nacional enviou à polícia da cidade nordestina de Catolé do Amparo Velho um telegrama que dizia: “Possível movimento sísmico na zona. Ponto. Muito perigoso, superior Richter 7. Ponto. Epicentro a três quilômetros da cidade. Ponto. Tomem medidas. Ponto. Informem resultados com urgência. Ponto.” Esta história me fez lembrar de um episódio de muitos anos atrás quando os jornais resolveram fazer cobertura de enchentes por telefone para economizar nas despesas da redação. O repórter encarregado da “cobertura” desandou a ligar para os prefeitos da região atingida sempre com a mesma pergunta: “Como está o problema das enchentes aí na sua zona?” Até que um deles, candidamente, lhe respondeu: “Na zona, não tem mais nenhum problema porque mandei tirar todas as putas de lá. Mas o resto da cidade ainda tá debaixo d´água...”.
Uma semana depois, foi recebido no Centro Sísmico Nacional este telegrama:“Aqui é da Polícia de Catolé do Amparo Velho. Ponto. Movimento sísmico totalmente desarticulado. Ponto. O tal Richter tentou fugir, mas foi abatido a tiros. Ponto. Desativamos as zonas. Ponto. As putas estão todas presas. Ponto. Epicentro e três cupinchas detidos. Ponto. Não respondemos antes porque aqui teve um terremoto do c******. Ponto."
quarta-feira, abril 12, 2006
Londres, 10 abr (EFE).- Um novo CD dos Beatles está em fase avançada de produção e será lançado junto ao primeiro espetáculo teatral autorizado sobre a história do grupo de Liverpool, informa o jornal "The Daily Telegraph".
Segundo Neil Aspinall, presidente da Apple Corps, a companhia fonográfica dos Beatles, o evento, em que os acrobatas do "Cirque du Soleil" darão vida às canções da banda, exige novas versões das músicas gravadas pelo grupo e incluirá canções inéditas.
Todo esse material fará parte de um espetáculo de 90 minutos de duração que estreará em meados do ano no hotel Mirage de Las Vegas, nos EUA.
Os produtores receberam autorização para ter acesso aos catálogos dos Beatles e a 200 horas de conversas entre seus integrantes no estúdio de gravação.
Paul McCartney e Ringo Starr contribuíram para a produção do espetáculo, mas não aparecerão no palco.
O produtor dos discos dos Beatles, George Martin, encarregado de supervisionar a parte musical, fala de "uma experiência única e mágica" para alguém que dedicou 40 anos de sua vida ao grupo.
O projeto em andamento era uma idéia de George Harrison, que morreu de câncer em 2001. Harrison conheceu Guy Laliberte, fundador do "Cirque du Soleil", em uma festa e, após uma sessão de rock improvisada, eles se tornaram amigos.
O ex-Beatle viu um espetáculo do circo, ficou encantado e propôs a Laliberte uma produção cênica conjunta. Segundo Laliberte, os Beatles "fizeram com palavras o que os membros do 'Cirque du Soleil' fazem com imagens".
terça-feira, abril 11, 2006
da Folha Online
Para os fãs do The Who, 2006 será um prato cheio. Além do prometido álbum de inéditas (o primeiro em quase 25 anos) e da turnê mundial já anunciada, a banda britânica irá lançar uma miniópera de 11 minutos em um EP (extended play) de edição limitada.
O formato não é novidade para o grupo, que se tornou célebre pela ópera-rock "Tommy", de 1969. "Roger e eu terminamos a miniópera de 11 minutos e a tocamos para o pessoal da [gravadora] Polydor", avisa em seu site o guitarrista Pete Townshend, referindo-se ao vocalista Roger Daltrey. Eles são os únicos remanescentes da formação original --o baterista Keith Moon morreu de overdose em 1978 e o baixista John Entwistle morreu de ataque cardíaco em 2002.
"Está tudo pronto para o lançamento [da miniópera], provavelmente em edição limitada, em junho, antes do lançamento do álbum em setembro", completa Townshend. O grupo batizou esse trabalho "The Glass Household".
Os planos da banda para a turnê e para o álbum convencional foram adiados em alguns meses devido a problemas de agenda do baterista Zak Starkey, filho do ex-Beatle Ringo Starr. Ele assumiu compromisso com o Oasis, com quem saiu em turnê --no EP da miniópera quem toca é Peter Huntington. O baixista Pino Palladino toca tanto no álbum como no EP.
A turnê deste ano será a primeira em 27 anos que inclui participações em festivais. A banda havia vetado esse tipo de evento após 1979, quando 11 fãs morreram em um festival em Cincinnati (EUA). A última vez que a banda entrou em estúdio foi em 1982, ano de lançamento de "It's Hard".
sexta-feira, março 31, 2006
Depois de vários adiamentos, finalmente o DEF LEPPARD "fechou" o tracklist do "Yeah!", disco de releituras que sairá em 23 de maio, trazendo as seguintes faixas (em ordem alfabética):
- "10538 Overture" (ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA)
- "20th Century Boy" (T.REX)
- "Don't Believe A Word" (THIN LIZZY)
- "Drive-In Saturday" (DAVID BOWIE)
- "Hanging On The Telephone" (NERVES e BLONDIE)
- "He's Gonna Step On You Again" (JOHN KONGOS)
- "Hell Raiser" (SWEET)
- "Little Bit Of Love" (FREE)
- "No Matter What" (BADFINGER)
- "Rock On" (DAVID ESSEX)
- "Stay With Me" (FACES)
- "Street Life" (ROXY MUSIC)
- "The Golden Age Of Rock & Roll" (MOTT THE HOOPLE)
- "Waterloo Sunset" (THE KINKS)
Outras faixas que supostamente teriam sido registradas pela banda ficaram de fora, a saber: "American Girl" (TOM PETTY & THE HEARTBREAKERS), "Heartbeat" (JOBRIATH), "How Does It Feel" (SLADE), "Kick Out the Jams" (MC5), "Roxanne" (THE POLICE), "Dear Friends" (QUEEN), "When I'm Dead and Gone" (MCGUINNESS FLINT) e "Winter Song" (LINDISFARNE).
"The Eagle Has Landed Pt. III" é o título do novo trabalho ao vivo do SAXON, agendado para sair nos EUA em 6 de junho na Europa e 27 de junho nos EUA, trazendo faixas registradas com o baterista Jörg Michael e seu substituto, Nigel Glockler, além de Biff Byford no vocal, Paul Quinn e Doug Scarratt nas guitarras e Nibbs Carter no baixo.
Segue a relação das faixas do CD duplo:
Disco 1:
01. This Town Rocks (Stockholm 2005)
02. Backs To The Wall (Nuremberg 2005)
03. Redline (Hamburg 2005)
04. Stand Up And Be Counted (Berlin 2005)
05. Never Surrender (Berlin 2005)
06. Frozen Rainbow (Fulda 2005)
07. Suzie Hold On (Nuremberg 2005)
08. Play It Loud (Nuremberg 2005)
09. Warrior (Nuremberg 2005)
10. See The Lights Shining (Hamburg 2005)
11. To Hell And Back Again (Hamburg 2005)
12. Stallions Of The Highway (Fulda 2005)
13. Wheels Of Steel (Nuremberg 2005)
14. And The Bands Played On (Wacken 2004)
15. Crusader (Wacken 2004)
Disco 2:
01. The Return (Paris 2004)
02. Lionheart (Paris 2004)
03. Man & Machine (London 2004)
04. Beyond The Grave (London 2004)
05. Searching For Atlantis (London 2004)
06. To Live By The Sword Pt. I (London 2004)
07. Unleash The Beast (London 2004)
08. To Live By The Sword Pt. II (London 2004)
09. Flying On The Edge (Paris 2004)
10. Jack Tars (Kiel 2004)
11. English Man 'O' War (Kiel 2004)
12. Court Of The Crimson King (Kiel 2004)
13. Broken Heroes (Kiel 2004)
14. Dragon's Lair (Kiel 2004)
15. Rock Is Our Live (Wacken 2004)
16. Travellers Time (Wacken 2004)
17. Solid Ball Of Rock (Wacken 2004).
Relembrando que a banda participará do festival "Live 'N' Louder 2006" em outubro, que passará pela Cidade do Mexico no dia 7, Buenos Aires (Argentina) no dia 12 e São Paulo no dia 14.
quarta-feira, março 29, 2006
Degeneração ética, cultural e educacional. Essas três pragas assolam a nação brasileira e vão impedi-la de ser um país civilizado e rico. O desenvolvimento está emperrado por conta das fragilidades de caráter do nosso povo. herança maldita da colonização portuguesa? Elite predatória típica de países colonizados que tinham muita riqueza qur foi parar nos cofres europeus?
Pode ser, pode não ser, mas o fato é que os países subdesenvolvidos, sobretudo os da América Latina, sofrem com a corrupção gereralizada, a pouca atenção à educação e com a cultura do individualismo extremo, que aumenta a distribução de desigual de renda. O trecho a seguir foi retirado da edição desta semana de Veja e resume bem o beco sem saída em que nos metemos:
"Na semana passada, o Ibope divulgou os resultados de um estudo intitulado "Corrupção na política: eleitor vítima ou cúmplice?". Duas mil pessoas foram entrevistadas ao longo do mês de janeiro, e as conclusões são incômodas. Quase 90% dos entrevistados declararam que os políticos brasileiros agem pensando apenas em seu próprio benefício, e 82% dizem que a classe política brasileira em geral é corrupta.
Para 95% dos entrevistados, superfaturar obras públicas ou desviar recursos do governo para fins próprios são práticas inaceitáveis, e 89% consideram o caixa dois igualmente inadmissível. As coisas se confundem na segunda parte do levantamento. De maneira abstrata, o brasileiro se acha melhor do que os políticos que o representam: 64% consideram que o povo, em geral, é honesto.
Ao mesmo tempo, 75% dos entrevistados admitiram que, se eleitos para um cargo público, poderiam "cair na tentação" de se locupletar. E 98% afirmaram que pessoas de suas relações já praticaram pelo menos um ato condenável – como pagar suborno para escapar de uma multa, apresentar atestados médicos falsos ou consumir produtos piratas. Os resultados da pesquisa revelam uma dicotomia: a população repudia firmemente a corrupção, mas comete e tolera desonestidades.
Constatações desse tipo não são propriamente uma novidade. As ciências sociais brasileiras têm uma longa tradição de análise desse paradoxo. No clássico Raízes do Brasil, de 1936, Sérgio Buarque de Holanda usou a expressão "homem cordial" para designar a tendência do brasileiro de se guiar sempre por princípios familiares e afetivos, mesmo no trato de questões que deveriam exigir uma postura distanciada e abstrata.
O antropólogo Roberto DaMatta retoma e atualiza esse raciocínio ao falar de uma "ética da casa", que coloca os interesses privados à frente de tudo o mais e só reconhece direitos a quem é parente, amigo ou companheiro. A implicação mais evidente dessa tendência a tratar o Estado como se fosse uma extensão da própria casa é o nepotismo.
Mas, em certa medida, a corrupção também é determinada por ela. O escritor argentino Jorge Luis Borges, em um ensaio irônico sobre seus compatriotas, deixou uma nota que poderia valer para o Brasil: "O Estado é impessoal; o argentino só concebe uma relação pessoal. Por isso, para ele, roubar dinheiro público não é crime".
A pesquisa do Ibope e argumentos desse tipo parecem dar razão aos que pensam que o público e o privado estão numa relação inextricavelmente doentia no Brasil. O antídoto contra o pessimismo é a história recente de conquistas institucionais do país. Contrariando o que disse Sérgio Buarque de Holanda numa das passagens mais amargas de Raízes do Brasil, a democracia já deixou de ser um mero "mal-entendido" no país.
Até as tradições do homem cordial vão sendo, aos poucos, derrotadas – o fim do nepotismo no Judiciário é um bom exemplo disso. Numa democracia, além disso, a idéia de que sociedade e governo são a mesma coisa não se sustenta. Ela pertence a outras realidades.
Não há argumento que permita desculpar as contravenções que os brasileiros cometem no dia-a-dia – muito menos o de que o mau exemplo vem de cima. Assim como os desmandos petistas, as sonegações, as trapaças e mesmo aqueles gestos que não são contra a lei, mas quebram a civilidade, são um atraso para o país. Mas imaginar que em algum momento futuro os dilemas éticos vão sumir é irreal. "
O Saxon lançará em junho seu novo trabalho duplo ao vivo, que vai se chamar The Eagle Has Landed Pt. III. A terceira parte do ao vivo do grupo britânico chega para os fãs 24 anos depois da primeira parte e exatamente 10 anos após a segunda.
The Eagle Has Landed Pt. III foi gravado com dois bateristas distintos: a gravação da turnê de 2004 é com Jörg Michael (Stratovarius) e a de 2005 com Nigel Glockler. O primeiro CD tem material mais antigo, do início dos anos 80, como as clássicas Stand Up And Be Counted, Never Surrender, Suzie Hold On, Wheels Of Steel e Crusader, entre outros. Já o segundo CD terá material dos anos 90 até hoje, com exceção de Broken Heroes, do álbum Innocence Is No Excuse (85).
segunda-feira, março 27, 2006
LONDRES (Reuters) - A música Stairway to Heaven, da banda britânica de rock Led Zeppelin, foi eleita o melhor solo de guitarra de todos os tempos, segundo uma enquete da revista Total Guitar.
A música, do quarto álbum do grupo, Led Zeppelin IV (1971), é considerada um dos melhores temas de rock já compostos, e é uma das mais pedidas nas emissoras de rádio britânicas e norte-americanas.
Stairway to Heaven superou na pesquisa canções muito famosas, como Eruption, do Van Halen, que ficou em segundo; Paradise City, do Guns n´Roses; e Hotel California, do The Eagles.
A enquete, que será publicada no próximo número da revista - nas bancas no dia 29 - contou com a participação de dois mil leitores, entre eles professores de música e guitarristas profissionais.
O diretor da revista, Stephen Lawson, assegurou que não ficou surpreso com o resultado, já que o solo de Jimmy Page "está estruturado de uma forma brilhante". Também ficaram entre os dez primeiros Enter Sandman, do Metallica; Crossroads, do Cream; Voodoo Child, de Jimi Hendrix; e Bohemian Rhapsody, do Queen.
James Patrick Page, conhecido como Jimmy Page, foi membro fundador dos Led Zeppelin e é considerado um dos maiores guitarristas do rock, junto com Eric Clapton, Jeff Beck e Jimi Hendrix.
sexta-feira, março 17, 2006
O episódio das mulhers da Via Campesina, formada por mulheres do MST, destruindo laboratórios de pesquisa da empresa Aracruz no Rio Grande do Sul, mostra o seguinte: que o MST é hoje um grupo terrorista e precisa ser tratado como tal. De relevante movimento social nos 80 tornou-se um arremedo de partideco político vinculado à esquerdalha.
É anacrônico, atrasado, violento, antidemocrático, medieval e totalmente equivocado. Sem falar dos métodos "pouco ortodoxos" de arrecadação de fundos, que podem ser confundidos com ações ilegais; sem falar nos métodos "criativos" que usam para inflar o movimento, com desempregados urbanos e baderneiros desocupados. O MST é uma completa decepção e tem de ser combatido enquanto não aprfender a conviver pacífica, democrática e civilizadamente.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Cada vez mais fica claro que as religiões só atrapalham a vida do ser humano. Qualificar uma charge de ataque à fé é demais. Os ofendidos que tomem as providências cabíveis. E se tomarem providências que firam as leis, que arquem com as conseqüências. Isso é liberdade de imprensa e de expressão. Fazer jornalismo se preocupando em não melindrar as pessoas não é jornalismo, não é nada. Viver se preocupando em só agradar aos outros e em não melindrar as pessoas é medíocre e inútil.
Respeitar os outros não significa somente ignorar os problemas ou críticas, ou até mesmo escondê-los. Respeitar quem quer que seja também significa ter pesonalidade para criticar, seja qual for a contundência. O problema é parte do mundo islâmico, assim como parte do cristão europeu e norte-americano, é fundamentalista e não admite diversidade de opiniões. Não admitem que haja gente no mundo que despreze e ignore seus preceitos religiosos.
Muita gente aqui fala aqui em respeito às religiões e crenças. O significa isso? Significa que religiões e crenças estão acima do bem e do mal? Que não podem ser criticadas? Será que nós, jornalistas, vamos perpetuar tabus, preconceitos e censura? é o poste urinando no cachorro, é a vítima de estupro sendo condenada e responsabilizada pelo crime. Será que tem gente aqui que concorda e aplaude a palhaçada cometida pela cúpula dos muçulmanos iranianos contra o escritor Salman Rushdie. Charge é opinião, é humor, é deboche, é crítica, é jornalismo.
Toda a discussão sobre as charges de Maomé é absurda. A liberdade de imprensa é sagrada, embora eu odeie essa palavra. Os jornais têm o direito sim de publicar charges de quem for, de "provocar" e "criticar" quem quer que seja. Os incomodados que procurem seus direitos e vão à Justiça. Aqueles que cometerem atos criminosos e terroristas estarão sujeitos a punições variadas. Simples assim.
Não existe entidade ou criatura que esteja acima do bem e do mal neste planeta, muito menos as religiões. Acredito firmemente que ninguém ofende ninguém, as pessoas é que sentem ofendidas, o que é muito diferente. Frequentemente divirjo dos comentários do Thomaz, desagrada-me seu estilo e seus posicionamentos, mas as opiniões postadas hoje por ele aqui são definitivas sobre a questão. É o fim do mundo a autocensura que órgãos do mundo ocidental estão adotando, como a CNN.
Na verdade, a questão que envolve os protestos sobre as charges são as mesmas de sempre. A parte fundamentalista do Islã, que vive sob preceitos da época da Idade Média - e quer espalhá-los pelo resto do mundo -, não suporta a idéia de democracia, liberdade e modernidade que impera no mundo desenvolvido. é o choque do moderno contra o atrasado, do avançado contra o obscuro.
Esses fundamentalistas - que nada diferem de fundamentalistas cristãos, sejam envagélicos, judeus ou católicos - não suportam a idéia da diversidade de opiniões, tem ojeriza a qualquer divergência e rechaçam o diálogo. Infelizmente as opiniões e reações desse tipo de gente estão predominando predominando no mundo muçulmano, enquanto a maioria do Islã, composta por pessoas normais e civilizadas, silencia, favorecendo o radicalismo interno dos fundamentalismo e o ódio do Ocidente aos povos muçulmanos. Entre o século XXI e a Idade Média, ficou com a primeira opção.
David Gilmour , guitarrista e vocalista do Pink Floyd, deu uma entrevista para o respeitado jornal italiano La Repubblica em que fala a respeito do futuro do Pink Floyd. Sem mais delongas, abrimos aspas.
"A banda? Acabou. Foi reunida por uma boa causa, acima dos relacionamentos conturbados e não para ter mágoas. Eu acho que já tive o bastante. Tenho 60 anos. Eu não quero mais trabalhar tanto assim. É uma parte importante da minha vida, eu tive satisfação enorme, mas agora chega. É muito mais confortável agora trabalhar por conta própria. A questão a respeito de Roger (Waters, ex-baxista e fundador) é irrelevante porque, mesmo sem ele, eu não quero voltar a ser parte do Pink Floyd. Estou feliz com minha vida. Tocar com o Pink Floyd é um negócio grande demais pra mim agora. Quando você lida com uma coisa com uma banda, tudo é gigantesco, as expectativas são enormes e as pressões são muito altas. Vieram me pedir para tocar CEM shows! Eu estou bem com a minha vida agora. Foi fantástico, mas eu não me sinto mais tão bem assim", disse ele.
Gilmour, recentemente divulgou qual será a banda que vai acompanhá-lo na turnê "On Na Island", que divulga seu novo trabalho, com data de lançamento marcada para o dia 6 de março. Esta será a primeira vez que ele sai em turnê desde a Division Bell Tour, de 1994, com o Floyd. A banda que vai tocar com ele é a seguinte: Richard Wright (tecladista), Guy Pratt (baixo), Phil Manzanera (guitarra e vocais - Roxy Music), Jon Carin (tecladista) e Steve DiStanislao (bateria - Crosby & Nash).
Último disco do Deep Purple em edição dupla - O último álbum lançado pelo DEEP PURPLE, "Rapture Of The Deep", que está nas lojas desde outubro de 2005, teve edições diferentes ao redor do mundo, como por exemplo a prensagem brasileira, idêntica à alemã, trazendo dez faixas; já a edição inglesa vêm com uma faixa extra chamada "MTV", onde o grupo tece críticas aos meios de divulgação musical, especialmente ao canal de TV "homenageado" no título; sem contar a prensagem japonesa, que apesar de não trazer a tal "MTV", conta com uma faixa exclusiva chamada "Things I Never Said".
Facilitando o serviço para os fãs que gostam de ter tudo que o artista grava, foi lançada uma prensagem especial que é vendida nos shows ao vivo e pode ser encontrada em alguns sites, que está disponível em formato digipack e em versão enlatada, trazendo nada menos que dois CDs, sendo o álbum original, todos os bônus lançados nas diferentes prensagens, faixas inéditas e outras registradas ao vivo durante uma apresentação realizada em 10 de outubro do ano passado em Londres.
Confira o conteúdo desta versão:
CD 1
01 - Money Talks
02 - Girl Like That
03 - Wrong Man
04 - Rapture of the deep
05 - Clearly Quite Absurd
06 - Don't Let Go
07 - Back to Back
08 - Kiss Tomorrow Goodbye
09 - MTV (bônus edição inglesa)
10 - Junkyard Blues
11 - Before Time Began
CD 2 (Bonus Disk)
01 - Clearly Quite Absurd (nova versão)
02 - Things I Never Said (bônus edição japonesa)
03 - The Well Dressed Guitar (inédita)
04 - Rapture Of The Deep (ao vivo)
05 - Wrong Man (ao vivo)
06 - Highway Star (ao vivo)
07 - Smoke On The Water (ao vivo)
08 - Perfect Strangers (ao vivo).
DVD de Ian Gillan será lançado em abril - O vocalista Ian Gillan (DEEP PURPLE, BLACK SABBATH), terá um DVD de sua banda solo, a GILLAN, lançado em abril. Gravado na Escócia, "Live In Edinburgh 1980", fez parte da turnê do álbum "Glory Road". No DVD, fará parte como extras, entrevistas com ex-membros da banda como o guitarrista Bernie Thorme, o baixista John McCoy e o baterista Mick Underwood.
O track list do DVD está abaixo:
01. Unchain Your Brain
02. Trouble
03. If You Believe Me
04. Mutually Assured Destruction (M.A.D.)
05. No Easy Way
Faixas extras de arquivo
06. Vengeance
07. Smoke On The Water
08. Sleeping On The Job.
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
da BBC
As bandas Rolling Stones e U2 lideram o faturamento no setor musical em 2005 segundo o ranking da revista norte-americana Forbes. A revista, em artigo publicado em sua edição na internet na terça-feira, afirma que os Stones geraram US$ 168 milhões (cerca de R$ 370 milhões) em vendas de álbuns e ingressos para seus concertos nos Estados Unidos. Em segundo lugar ficou a banda irlandesa U2, que gerou US$ 150 milhões em vendas de álbuns e ingressos. Fechando a lista, em décimo lugar, sem sequer ter lançado um novo trabalho em 2005, ficou Elton John, com US$ 66 milhões.