Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
quinta-feira, janeiro 22, 2004
quarta-feira, janeiro 21, 2004
Roger Daltrey classificou de "dolorosa" a experiência de ver o companheiro de The Who, Pete Townshend, envolvido em um escândalo de pedofilia pela internet - a polícia teria encontrado registros de visitas do artista em sites de crianças nuas.
Os últimos anos têm sido horríveis por causa da morte do baixista John Entwistle e da controvérsia em torno de Townshend, disse o artista.
Mas o cantor, de 59 anos, acredita que o guitarrista cometeu "um erro estúpido" e que o fato fez com que ambos reavaliassem a vida. Daltrey disse ao jornal London's Evening Standard: "Foi tudo muito doloroso. Mas nós reavaliamos diversos aspectos de nossas vidas com isso".
Sobre o baixista Entwistle, morto em junho de 2002, de ataque cardíaco após anos de uso de cocaína, Daltrey diz ter sido uma "grande perda". "Mas a música transcende a vida. Quando tocamos ao vivo, Jonh está lá conosco, assim como Keith (Moon)."
Townshend e Daltrey - o baterista Moon morreu em 1978, vítima de overdose - estão gravando o primeiro disco em 21 anos e devem sair em turnê mundial em breve. (dos sites Terra e Ananova).
Com informações dos sites Whiplash, Rock Brigade e Disconnected.
Vejam a pérola que está no site Estadão.com na manhã de hoje:
A cantora Rita Lee, uma das estrelas da comemoração dos 450 anos de São Paulo, voltou a ironizar a capital paulista anteontem, durante o show Balacobaco, no Canecão, no Rio. Contou que procura apartamento em Copacabana, disse que as paulistas não têm personalidade, criticou a Avenida 23 de Maio e elogiou o Rio. Para os organizadores da festa paulistana, isso faz parte do "estilo Rita Lee". A cantora começou dizendo que não criticaria São Paulo porque será uma das atrações da festa, mas emendou: "Quem sabe fazer festa é carioca. São Paulo não sabe fazer festa. Mas quem disse que São Paulo precisa fazer festa? São Paulo é bom para ganhar dinheiro." E completou, irônica: "Tadinhos, tenho pena dessa gente."
Rita Lee é gentalha da pior espécie, e nem mais original é quando quer aparecer. Pena que a irrelevância dela se aprofunda cada vez mais com o passar dos anos. Ela não merece pena de ninguém. Ela é um nada.
segunda-feira, janeiro 19, 2004
O Iron Maiden fez a pior de suas seis apresentações no Brasil. NO palco até que deram conta, fizeram o que tinham de fazer, mas o som estava muito baixo, oscilante e embolado. As guitarras sumiam com frequência e o baixo de Steve Harris, normalmente um trovão, ficava por baixo das guitarras emboladas. Bruce Dickinson falou demais durante o show, que durou apenas uma hora e cinquenta minutos - em Santiago, no Chile, foram duas horas e no Rio, duas horas e quinze minutos. Decepcionante.
A banda Iron Maiden começou o show às 21h35, com um público de 45 mil pessoas que lotou o estádio do Pacaembu. O grupo de heavy metal inglês não precisou de muito tempo para ver a platéia incendiar. O que se via eram muitos braços estendidos e fãs cantando em coro, com o cantor Bruce Dicknson, um repertório de sucessos.
A agitação era muita e, às vezes, passava dos limites de segurança. Foi quando Dicknson, logo após a canção “Can I Play With Madness”, deu uma bronca no público, sem falar uma palavra em português, pedindo para que parassem com o empurra-empurra na frente do palco.
Antes de entrar na segunda parte do show, o vocalista revelou que, nos bastidores, a banda fora avisada que havia ganhado disco de ouro pelo novo álbum, Dance of Death. (Estado de S. Paulo)
sexta-feira, janeiro 16, 2004
O baixista e vocalista Glenn Hughes realizou uma apresentação intimista e especial em Los Angeles, no dia 11 deste mês, para a gravação de seu primeiro DVD solo, ainda sem título - o lançamento acontecerá no segundo trimestre, via Frontiers Records, e ganhará versão em CD com uma faixa bônus.
Na banda que acompanhou estavam o fiel escudeiro JJ Marsch e George Nastos nas guitarras, Ed Roth nos teclados e Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) na bateria. Como convidados especias em alguns backing vocals estavam Alex Ligertwood (Santana) e Kevin Dubrow (ex-Quiet Riot).
O set list incluiu músicas da carreira solo de Hughes e clássicos do Deep Purple e Trapeze. Algumas das canções foram In My Blood, First Step of Love, Medusa, Seafull, Higher Places, Written All Over Your Face, Can't Stop the Flood, Coast to Coast, Wherever You Go, Mistreated, Blue Jade, Getting Tighter e You Keep On Moving.
O soci?logo franc?s Alain Touraine, profundo conhecedor do Brasil, mais uma vez foi certeiro sobre os principais problemas econ?micos e sociais do Brasil, em entrevista ? revista Carta Capital:
CC-- Por qu?? (sobre a preocupa??o do entrevistado com a declara??o do ministro Tarso Genro, de Cidades, com o MST):
AT-- O Brasil ?, h? muito tempo, um pa?s urbano, 80% da popula??o vive nas cidades. A mis?ria, quantitativamente, n?o est? mais no Piau?, mas em S?o Paulo. O grande projeto social urgente ? reconstruir as metr?poles, Rio e S?o Paulo. Prioritariamente S?o Paulo, pelos milh?es de habitantes que vivem l? e n?o t?m nem habita??o, nem sa?de, nem educa??o.
CC-- Isso ? mais importante que a reforma agr?ria?
AT-- Dez vezes mais importante! Atinge dez vezes mais gente. Se o governo quer agir nesse n?vel, isto ?, reestruturar, no Rio e em S?o Paulo, a vida de 10 milh?es de pessoas, precisa de enormes recursos. Esses recursos podem vir do crescimento econ?mico, mas isso pode demorar.
CC-- Qual seria a outra fonte?
AT-- Num pa?s como o Brasil, as pessoas ricas pagam impostos, mas as muito ricas n?o pagam. Os 5% ou 10% mais ricos representam a evas?o de impostos. N?o se pode fazer transforma??o social, reestruturar as grandes cidades, sem distribui??o de riqueza, isto ?, pegar o dinheiro aqui para investir l?. E n?o se pode fazer essas coisas, mantendo plenamente a democracia, sem mobiliza??o popular. O objetivo social urgente ? a reestrutura??o das metr?poles, que sup?e ir em busca do dinheiro da evas?o dos capitais, com uma forte mobiliza??o popular. E n?o estou vendo nada disso. Acho que isso deveria ser definido em pouqu?ssimo tempo. N?o sou sect?rio, sei que h? dificuldades, sou totalmente pela defesa da democracia, mas n?o se pode governar o Brasil sem um grande projeto social, com mobiliza??o humana e de recursos.
CC-- Para um estrangeiro, qual ? o lado mais chocante da desigualdade no Brasil: a grande dist?ncia entre ricos e pobres ou a resigna??o das massas populares?
AT-- O que choca, porque ? o mais vis?vel, ? a dist?ncia entre os ricos e os pobres. E nisso o Brasil ? um dos campe?es do mundo. Mas o que me preocupa, e isso ? profundamente latino-americano, ? a incapacidade de agir, de protestar. S?o pa?ses sem base pol?tica, sem sindicato. Ao mesmo tempo, o grande problema da Am?rica Latina n?o ? que haja muita gente embaixo, n?o ? esse o problema. O problema ? que h? muita gente fora. Quando voc? est? embaixo, reclama e esperneia contra os de cima, cria um sindicato, toma um pal?cio. Quando voc? est? fora, est? exclu?do. Estamos numa ?poca em que o fen?meno mais importante n?o ? a desigualdade, mas a exclus?o. O que est? abaixo protesta, mas o exclu?do perdeu a consci?ncia coletiva, ele n?o tem mais refer?ncias.
?
A rádio britânica BBC vai executar hoje a peça "4'33", de John Cage, uma obra com quatro minutos e trinta e três segundos de silêncio absoluto. A rara transmissão faz parte do concerto da BBC Symphony Orchestra, dedicado ao compositor americano de vanguarda.
Roger Wright, controlador da estação de música clássica da BBC, disse que o trabalho é um clássico americano que é "mais falado do que executado". Para a transmissão da peça foi necessário o desligamento de um sistema de emergência criado para encobrir grandes espaços de silêncio na programação da rádio.
A composição de Cage levou o público a abandonar a sala quando foi executada pela primeira vez, em 1952, e tem dividido a audiência por mais de meio século. Ele morreu em 1992, aos 79 anos de idade. (AFP)
Meu comentário: será mesmo que necessita de um conentário? A partir de agora eu também sou compositor, dentro de meu silêncio total e irrestrito. E tem gente que ainda leva John Cage a sério.
O músico americano Lou Reed deve lançar em março um disco ao vivo com canções de toda sua carreira. "Animal Serenade" foi gravado no Wiltern Theatre, em Los Angeles (EUA), como parte da turnê mundial do compositor no ano passado.
As músicas incluídas no disco vão de clássicos do Velvet Underground, como "Heroin", "All Tomorrow's Parties" e "Venus In Furs", até faixas do disco "The Raven", lançado em 2003. O álbum, mixado por Nick Launay, está sendo considerado como uma espécie de continuação do aclamado "Rock 'n' Roll Animal" (1974). A turnê mundial de Lou Reed teve mais de 60 shows por América, Europa, Canadá, Austrália e Japão. )do site Ananova).
Enquanto se discute se o Titanic deve ou não ser içado do fundo do mar, os uruguaios já tomaram uma decisão: vão resgatar o navio de guerra alemão Graf von Spee, que afundou ao largo de Montevidéu no início da Segunda Guerra Mundial. Leia mais aqui, no Deustche Welle.
quinta-feira, janeiro 15, 2004
Essa é preocupante: degundo levantamento feito pela revista esportiva alemã "Kicker", a situação financeira dos clubes profissionais da Europa está em péssimas condições. Juntos, acumulam uma dívida de 7 bilhões de euros (R$ 25,9 bilhões). Para o presidente da Liga Profissional Italiana, Adriano Galliani, "todo o sistema está podre".
A Folha de S. Paulo me surpreendeu ao fazer uma cobertura razoável da chegada do Iron Maiden ao Brasil na manhã de hoje. Uma exclusiva com o vocalista Bruce Dickinson por telefone foi um gol contra a concorrência. A primeira parte pode ser lida aqui.. A segunda parte, no formato pingue-pongue, aqui. O terceiro txto é um relato da entrevista coletiva no Rio, Leia aqui.
quarta-feira, janeiro 14, 2004
E o Disconnected também faz um grande favor aos amantes do Iron Maiden, que toca no Rio e em São Paulo nos dias 16 e 17 de janeiro próximos: resenhas detalhadas de toda a discografia do grupo, desde o longínquo "Soundhouse Tapes", de 1979. Para quem conhece pouco sobre o sexteto inglês, não há nada melhor do que isso. Leia mais aqui.
Um dos mais interessantes sites de música da atualidade, o Disconnected, publicou recentemente um artigo sobre o novo álbum de Glenn Hughes, o mestre do baixo e da voz, texto esse muito bom e claro, direto e objetivo. Foi a melhor resenha que eu já li a respeito do trabalho citado, "Songs of the Key of Rock". O texto , na verdade, foi publicado originalmente pela revista carioca International Magazine. Leia o texto aqui.