Esse é o interessante Discoteca Básica, blog de um rapaz chamado Ricardo Schott, carioca e apaizonado por qualquer tipo de música. ele escreve primordialmente no bom jornal/revista International Magazine, do Rio de Janeiro. Ele entende do assunto, apesar de abusar demais dos floreios e dos detalhes. é um porto seguro para quem gosta de rock e música pop.
Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
terça-feira, setembro 02, 2003
terça-feira, agosto 26, 2003
Professores do curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero e seus alunos fizeram entre julho e agosto uma greve em proetsto contra o veto à recontratação de um professor, Marco Antonio Araújo, ex-coordenador do Departamento de Jornalismo, demitido no ano passado. Argumentam os professores e seus alunos baderneiros que havia uma promessa da direção da faculdade de recontratá-lo após seis meses decorridos da demissão, o que não aconteceu.
Em acalorados debates sobre o movimento no site Comunique-se, muitos alunos grevistas defendiam o movimento absurdo argumentando que a direção da faculdade é "fascista", "autroritária", "arbitrária" e outros argumentos semelhantes, numa sucessão de tolices e bobagnes sem tamanho.
A Cásper Líbero é uma faculdade privada e sua direção tem o direito de demitir e recontratar quem quiser. Fazer greve por causa disso? Só se o professor fosse Jesus Cristo, e olhe lá...
Os alunos baderneiros acham que são donos da faculdade, que podem e devem fazer bagunça quando têm seus "interesses" contrariados. Falam muito em "moralidade", "transparência", como se tivessem algum direito sobre o conteúdo pedagógico e sobre a administração da instituição. Esses alunos têm de ser expulsos da faculdade e os professores grevistas demitidos.
Flash mob é mais um monumento à idiotice humana. É uma palhaçada onde um grupo de energúmenos em contato entre si pela internet marcam um encontro em algum lugar e fazem algum tipo de "performance", que se torna uma "manifestação". em São Paulo, neste mês, um grupo de idiotas parou em um cruzamento da avenida Paulista, tirou os sapatos e começaram a bater com eles no chão. Patético.
Preso em Curitiba o primeiro cidadão acusado de venda ilegal de música pela internet no Brasil. Leia mais aqui. O cara baixava músicas pela internet, gravava CDs e vendia por preços que iam de R$ 5,00 a R$ 15,00. Merece a cadeia, é um pirata.
Uma surpreendente defesa da administração de Marta Suplicy em São Paulo foi feita pelo arrogante, azedo mas muito bom jornalista Elio Gaspari em sua coluna na Folha Online. Ele enumera ações pouco visíveis da prefeitura paulistana em áreas pobres da cidade e também projetos importantes para a população de baixa renda que são pouco divulgados. Merece crédito o seu artigo, que conclui que ela vai se reeleger em 2004.
Embora reconheça que a gestão de Marta é anos-luz superior à dos oitos anos de Maluf-Pitta e tão boa quanto a de Erundina (1989-1992), a atual administração cometeu diversos erros políticos graves e ainda patina em questões vitais, como o transporte coletivo (que continua péssimo após três anos de gestão petista) e a saúde municipal (idem). A reeleição será muito difícil.
segunda-feira, agosto 25, 2003
Ao mesmo tempo, será lançado o CD "Jimi Hendrix: Live At Berkeley (The Second Set)", trazendo, como o próprio nome diz, a segunda apresentação realizada no dia 30 de maio de 1970 no Berkeley Community Theatre, que deu origem ao vídeo.
Finalmente o ICED EARTH divulgou a data de lançamento de seu novo trabalho, intitulado "The Glorious Burden": será no dia 27 de outubro (pelo menos na Europa) através da gravadora SPV Records. Vale relembrar que neste CD a banda contou com os vocais de Tim "Ripper" Owens, ex-JUDAS PRIEST, que foi efetivado recentemente no lugar de Matthew Barlow. Uma turnê mundial está prevista para o início de 2004.
Ian Anderson, líder do JETHRO TULL, deu uma declaração afirmando que há alguns lugares no mundo onde a banda não vai mais se apresentar ao vivo, citando explicitamente Israel, justificando sua decisão pelo fato de se tratar de um lugar onde, devido à violência, não há "paz de espírito" suficiente para que o público sente, relaxe e aprecie a música com a calma e tranquilidade necessárias.
CD1:
- "Armed And Ready" (ao vivo) MSG
- "Pilot Of Your Soul" MSG
- "Cry For The Nations" (live) MSG
- "Written In The Sand" MSG
- "On And On" (ao vivo) MSG
- "Reflections Of My Soul" (solo)
- "Lights Out" (ao vivo) UFO
- "Essence" MSG
- "Assault Attack" (ao vivo) MSG
- "Open Gate" (instrumental solo)
- "Save Yourself" (ao vivo) MSG
- "Another Piece Of Meat" (ao vivo) SCORPIONS
CD2:
- "Are You Ready To Rock" (ao vivo) MSG
- "No Turning Back" MSG
- "Into The Arena" (ao vivo) MSG
- "Doctor Doctor" (ao vivo) UFO
- "The Mess I've Made" MSG
- "Captain Nemo" (ao vivo) MSG
- "Positive Forward" (instrumental solo)
- "Rock Bottom" (ao vivo) UFO
- "D" (instrumental solo)
- "All The Way From Memphis" (ao vivo) CONTRABAND
- "Fallen The Love" MSG
- "Attack Of The Mad Axeman" (ao vivo) MSG.
Este é o "Metal Discharge", novo CD do DESTRUCTION, a sair em 22 de setembro na Europa, trazendo as seguintes faixas: "The Ravenous Beast"/ "Metal Discharge"/ "Rippin' The Flesh Apart"/ "Fear Of The Moment"/ "Mortal Remains"/ "Desecrators Of The New Age"/ "Historical Force Feed"/ "Savage Symphony Of Terror"/ "Made To Be Broken" e "Vendetta". Vale relembrar que estará disponível também uma edição limitada com um CD de bônus, trazendo demos, versões de faixas de outras bandas e uma versão inédita de "Bestial Invasion".
CD 1 (1975-1980)
01. Motörhead ("HAWKWIND B-side")
02. Lost Johnny ("On Parole")
03. Leavin' Here ("Stiff single")
04. White Line Fever ("Stiff single")
05. The Watcher ("Motörhead")
06. City Kids ("Motörhead")
07. I'm Your Witchdoctor ("Motörhead")
08. Motörhead ("Motörhead")
09. Louie Louie* ("Peel Session '78")
10. Keep Us On The Road* (Peel Session'78)
11. Tear Ya Down* (Peel Session '78)
12. I'll Be Your Sister* (Peel Session '78)
13. Overkill ("Overkill")
14. Stay Clean ("Overkill")
15. Capricorn ("Overkill")
16. Limb From Limb ("Overkill")
17. Dead Men Tell No Tales ("Bomber")
18. Stone Cold Forever ("Bomber")
19. Step Down ("Bomber")
20. Bomber ("Bomber")
21. Over The Top ("Motordam")
22. Shoot You In The Back ("Ace of Spades")
CD 2 (1980-1986):
01. Ace Of Spades ("Ace of Spades")
02. Bite The Bullet ("Ace of Spades")
03. The Chase Is Better Than The Catch ("Ace of Spades")
04. Live To Win* (BBC Session '80)
05. Like A Nightmare* (BBC Session '80)
06. Please Don't Touch ("Ace of Spades")
07. Iron Fist ("Iron Fist")
08. Heart Of Stone ("Iron Fist")
09. Don't Need Religion ("Iron Fist")
10. Shine ("Another Perfect Day")
11. One Track Mind ("Another Perfect Day")
12. I Got Mine ("Another Perfect Day")
13. Snaggletooth ("No Remorse")
14. Under The Knife (Slow Version) ("No Remorse")
15. Ain't My Crime ("Orgasmatron")
16. Nothing Up My Sleeve ("Orgasmatron")
17. Killed By Death* (BBC Session '86)
18. Deaf Forever* (BBC Session '86)
19. Orgasmatron (Spoken Word)* (BBC Session '86)
20. Orgasmatron* (BBC Session '86)
21. Dr Rock* (BBC Session '86)
CD 3 (1987-1996):
01. Rock 'N' Roll ("Rock 'n' Roll")
02. Eat The Rich ("Rock 'n' Roll")
03. Just Cos You Got The Power ("Rock 'n' Roll")
04. Black Leather Jacket* (Channel 4 TV)
05. No Voices In The Sky ("1916")
06. Going To Brazil ("1916")
07. Love Me Forever ("1916")
08. You Better Run ("March or Die")
09. I Ain't No Nice Guy ("March or Die")
10. Hell On Earth ("Hellraiser III: Hell On Earth" original soundtrack)
11. Burner ("Bastards")
12. I Am The Sword ("Bastards")
13. Bad Woman ("Bastards")
14. Devils ("Bastards")
15. Sacrifice ("Sacrifice")
16. Sex And Death ("Sacrifice")
17. Over Your Shoulder ("Sacrifice")
18. Out Of The Sun ("Sacrifice")
19. I Don't Believe A Word ("Overnight Sensation")
CD 4 (1996-2002):
01. Overnight Sensation ("Overnight Sensation")
02. Broken ("Overnight Sensation")
03. Listen To Your Heart ("Overnight Sensation")
04. Love For Sale ("Snakebite Love")
05. Snakebite Love ("Snakebite Love")
06. Take The Blame ("Snakebite Love")
07. Joy Of Labour ("Snakebite Love")
08. Orgasmatron 2000* (Internet download)
09. Stay Out Of Jail ("We Are Motörhead")
10. One More Fucking Time ("We Are Motörhead")
11. We Are Motörhead ("We Are Motörhead")
12. Shoot 'Em Down (TWISTED SISTER tribute)
13. Walk A Crooked Mile ("Hammered")
14. Brave New World ("Hammered")
15. Mine All Mine ("Hammered")
16. Voices From The War ("Hammered")
CD 5 (1975-2002) - somente gravações ao vivo
01. On Parole ("What's Words Worth")
02. Train Kept A Rollin' ("What's Words Worth")
03. Too Late Too Late* (BBC In Concert)
04. (I Won't) Pay Your Price* (BBC In Concert)
05. Iron Horse ("No Sleep 'Til Hammersmith")
06. We Are The Roadcrew ("No Sleep 'Til Hammersmith")
07. Nadine* ("Beware the Dog" - bootleg)
08. Steal Your Face* (BBC In Concert)
09. Mean Machine ("The Birthday Party")
10. No Class ("The Birthday Party")
11. Stone Deaf In The USA ("Live At Brixton")
12. Dogs ("Live at Brixton")
13. Traitor ("No Sleep At All")
14. Built For Speed ("No Sleep At All")
15. Acropolis ("Metropolis")* (Greek 45)
16. Angel City ("Everything Louder")
17. R.A.M.O.N.E.S. ("Everything Louder")
18. Silver Machine* (Bootleg version)
19. On Your Feet Or On Your Knees ("Everything Louder")
20. I'm So Bad, Baby I Don't Care ("Everything Louder")
21. Born To Raise Hell ("Everything Louder").
terça-feira, agosto 19, 2003
De acordo com o site da revista "Rolling Stone", o som da banda no novo CD traz mais elementos eletrônicos adicionados ao hard rock que deu fama ao Living Colour na virada das décadas de 80 e 90. "Nossa meta era escrever canções atuais sobre nós mesmos e sobre o mundo em que vivemos", declarou o vocalista Corey Glover.
"Não mudou muito", disse Glover sobre o som do grupo no novo disco. "Mas acho que evoluímos de onde estávamos". O álbum de inéditas mais recente do Living Colour, "Stain", foi lançado em 1993.
quarta-feira, agosto 13, 2003
A guerra dos camelôs contra a prefeitura nas ruas de São Paulo vai continur por muito tempo. Uma mistura de desemprego, desrespeito à lei e corrupção (prncipalmente nos oito anos de governo da dupla Maluf-Pitta) infestaram as ruas da cidade de banquinhas que vendem tudo quanto é tipo de porcaria, geralmente falsificadas.
Entretanto, ao contrário da questão dos sem-terra/sem-teto, essa não é uma questão política. Não há como não se condoer com a situação de vários pais de família desempregados e que nunca mais voltarão ao mercado sendo espancados pela Guarda Civil Metropolitana e tendo suas mercadorias apreendidas.
É uma situação desesperadora e desalentadora, fruto de uma política neoliberal predatória de dez anos, desde Ferenando Collor de Mello e agravada por Fernando Henrique Cardoso. São milhares de desempregados que se arriscam a vender produtos falsos nas ruas à revelia da lei. E como dizer a eles que estão errados? esse talvez seja o maior dos dilemas urbanos da atualidade.
Os sem-teto da Grande São Paulo aprenderam direitinho com seus irmãos sem-terra e souberam capitalizar bem o espaço que tiveram na mídia. As prefeituras de São Paulo e São Bernardo ficaram acuadas e atarantadas com as invasões de prédios públicos e terrenos privados.
Massas de excluídos foram manipuladas por lideranças repulsivas e repugnantes, que nada mais fazem do que atuar na grilagem de terrenos ociosos. E quem mais sofre é a população mais pobre, que vira fantoche nas mãos dessas lideranças inescrupulosas. Só que, enquanto a inerte prefetura paulistana assistia a tudo, esperando pela Justiça, a vizinha São Bernardo desde cedo evitou dar qualquer apoio aos sem-teto, inclusive com o prefeito William Dib (PSB) vindo a público para exigir a reintegração de posse e a saída imediata do terreno da Volkswagen.
Chega de leniência e tolerância contra esses movimentos oportunistas e fora-da-lei.
A reforma da Previdência expôs bem qual é o dilema do governo Lula. A quem ele serve? Diante das pancadas vindas de todos os lados, o presidente peca pela falta de pulso. Juízes safados pressionam por privilégios, assim como minorias nojentas de servidores públicos, e o governo cede. Governadores falidos e predadores gritam e ameaçam, e o governo cede. Até onde isso vai?
Gustavo Kuerten nunca passou de um tenista apenas razoável. Por ser brasileiro e tenista, ganhou destaque, já que o país nunca brulhou neste esporte no masculino. Ele ganhou três Roland Garros e mais nada. MUito pouco para quem tem seis anos de carreira e se considera top ten. Nunca passou de um engodo. Agora está em franca decadência.
O guitarrista GARY MOORE vai lançar em 1º de setembro um CD gravado ao vivo durante sua última turnê, intitulado "Live At The Monsters Of Rock", quando contou com Cass Lewis (SKUNK ANANSIE) no baixo e Darrin Mooney (PRIMAL SCREAM) na bateria. Eis o tracklist: "Shapes Of Things"/ "Wishing Well"/ "Rectify"/ "Guitar Intro (intro: "End Of The World")"/ "Stand Up"/ "Just Can't Let You Go"/ "Walking By Myself"/ "Don't Believe A Word"/ "Out In The Fields" e "Parisienne Walkways".
Um supergrupo ainda sem nome, formado por Lee Kerslake e Bob Daisley (URIAH HEEP), Jon Lord, Don Airey e Steve Morse (DEEP PURPLE), juntamente com Jimmy Barnes (COLD CHISEL) já finalizou um álbum que está em processo de mixagem, e vai trazer ao menos cinco faixas inéditas, cujo lançamento deverá ocorrer entre o final de 2003/início de 2004.
Antero Greco, do Estado de S. Paulo
São Paulo - O time do Palmeiras estará vivendo momento histórico, na noite desta quarta-feira, quando entrar no campo do Parque Antártica. Não por conta do clássico com o Cruzeiro, pela Copa Sul-Americana, da qual se encontra a um passo da desclassificação. Mas por causa do próprio estádio, inaugurado 70 anos atrás, numa tarde de 13 de agosto, com goleada de 6 a 0 sobre o Bangu, na primeira edição do Torneio Rio-S. Paulo.
Naquele domingo de inverno, a festa de 30 mil torcedores do clube fundado por imigrantes italianos e seus descendentes foi o coroamento de sonho iniciado na década de 20. Poucos anos após a criação do Palestra Itália (em 24 de agosto de 1914), seus dirigentes chegaram à conclusão de que seria necessária “casa própria” para as apresentações do time.
Uma pesquisa indicou que o local adequado era o campo da Companhia Antartica, no bairro de Perdizes, zona oeste da cidade. Uma comissão presidida por Vasco Stella Farinello foi incumbida de negociar a cessão do local com os alemães Zerrener e Büllow, donos da fábrica de bebidas e do Parque Antarctica.
Os sócios toparam a transação, pediram 500 mil contos de réis – uma fortuna para aqueles tempos –, mas impuseram como condição para selar o acordo que os palestrinos tivessem o consentimento da diretoria do América, time que havia arrendado o estádio.
A missão diplomática foi atrás de Belfort Duarte, antigo zagueiro do clube rival e seu presidente na época. O cartola entendeu a argumentação dos italianos e, com a mesma lisura que apresentou na fase em que corria atrás da bola, abriu mão do contrato de aluguel. Belfort virou símbolo de cavalheirismo no futebol, tanto que até hoje empresta seu nome ao troféu oferecido a jogador jamais expulso na carreira.
O Palestra Itália ofereceu 250 mil contos de réis para a Cia. Antarctica e ficou de pagar mais duas cotas anuais de 125 mil. Além disso, se comprometeu a só utilizar os produtos da empresa em seu campo. No vencimento da primeira parcela adicional, faltou dinheiro e a saída dos dirigentes foi vender parte do terreno do estádio para o conde Francesco Matarazzo, o mais próspero imigrante italiano do início do século 20.
O clube passou mais de uma década para reformar o Parque Antártica. As obras ficaram prontas apenas em agosto de 1933, mas valeu a pena a espera. O estádio tinha arquibancadas de cimento (parte delas cobertas), alambrado (novidade, em termos de segurança), pista de atletismo e estavam sendo construídas quadras de tênis, piscinas e stand de tiro. “As instalações obedecem aos mais recentes preceitos técnicos internacionais”, atestava reportagem de o “Estado de S. Paulo”.
O Palestra queria mostrar, no ano 1 da era do profissionalismo do futebol, que tinha estádio à altura de sua torcida. Por isso, organizou grande festa para a inauguração. O time, em campo, fez sua parte e goleou o Bangu por 6 a 0. Gabardo marcou o primeiro gol do novo estádio e Avellino fez o segundo. Na etapa final, Avellino, Romeu, Gabardo e Romeu de novo completaram a surra. O Bangu jogou tão mal que o goleiro Nascimento “rapou um frio quisilento por não ter tido nada o que fazer”, segundo o ‘Estado’.
Naquele mesmo ano, o Palmeiras ganhou o Rio-S. Paulo, o título paulista e ainda obteve proeza histórica. Em clássico com o Corinthians, já o seu maior adversário, fez 8 a 0 (4 gols de Romeu, 3 de Imparato e 1 de Gabardo). Até hoje, essa é a maior derrota do Timão.
O Palestra Itália mudou de nome por causa da Segunda Grande Guerra, virou Palmeiras em 44, mas nunca mais abriu mão do seu estádio, que leva oficialmente o nome original do clube, mas também nunca deixou de ser conhecido como Parque Antártica. Uma grande reforma ocorreu três décadas mais tarde, quando o gramado foi elevado e surgiu o “Jardim Suspenso” (1964).
No ‘Palestra Itália’, com capacidade para 32 mil torcedores, o Palmeiras festejou vários títulos paulistas, além da Taça Libertadores da América e a Copa Mercosul de 1999. Mas também perdeu a própria Mercosul em 2000 e em 2001, uma Copa do Brasil (para o Cruzeiro, em 96) e foi desclassificado pelo Boca Juniors na semifinal da Libertadores de 2001. E é lá que o time manda seus jogos na Segunda Divisão do Brasileiro.
O Palestra Itália precisa de nova e profunda cirurgia plástica – há anos prometida pela atual diretoria. Mas, mesmo com projeto arquitetônico hoje ultrapassado, é um dos símbolos de São Paulo. Acima de tudo, se trata de um dos muitos marcos da forte presença italiana na cidade. Orgulho de tantos ‘nonnos’ que freqüentaram suas arquibancadas e vibraram com ídolos – de Romeu a César Maluco, de Oberdan Catani e Leão, de Junqueira a Ademir da Guia, de Valdir de Moraes a Rivaldo, Evair, Marcos.
Do Estadão.com
Uma revista americana fez uma compilação dos 50 piores nomes da música e não poupou os heróis do pop. Para a Blender, o líder dos Stones não é páreo para um "garoto de seis anos sem tino musical"
São Paulo - Listas dos piores e melhores da música são comuns. O que não é tão comum é ver os chamados "ícones sagrados" do rock dividindo um desconfortável lugar entre os piores. Mas foi isso que uma revista americana de música fez: a Blender listou os 50 piores nomes da música e colocou Mick Jagger, The Doors e David Bowie entre eles.
A lista foi feita exclusivamente pelos editores da revista, sem a participação do público. O líder dos Rolling Stones está no 13º lugar. Para justificar sua suposta má qualidade musical, a revista afirma que o disco solo de Jagger, Goddes In The Doorway é pior do que a música feita "por um garoto de seis anos sem tino musical".
A acidez das críticas resvalou também para a banda de Jim Morrison. Segundo os editores da Blender, o The Doors ocupa o 37º lugar na lista e o seu mítico cantor é criticado por expressar suas "visões definitivamente adolescentes do mundo". Já David Bowie, que ficou em 12º entre os piores da música pop, "é muito muito ruim", conforme os editores da Blender.
Outros nomes dentre os piores da música são o dublê de rapper Vanilla Ice, a cantora Celine Dion e o saxofonista Kenny G. Os campeões da música ruim, no entanto, são os integrantes do duo de rap-rock Insane Clown Posse. Eles são mais conhecidos por uma rixa com Eminem e por terem dito obscenidades a Sharon Osbourne ao vivo em um programa de rádio.
Um editor da revista Blender explicou a lista que publicou, e não economizou dureza nos comentários. Andy Pemberton disse que "se eu fosse de um destes grupos, ficaria com raiva de estar na lista, mas eles deveriam ser melhores. É culpa deles mesmos que estejam na lista". As informações são do site Ananova.
domingo, agosto 10, 2003
Finalmente o eterno Roberto Marinho foi descansar em outras plagas, depois de espalhar seu veneno por este planeta. Ele conseguiu a façanha de ser odiado e amado, mas ninca ser ignorado. Com certeza ele tem muita culpa no estado de coisas que atualmente dominam o Brasil. Uns o vêem como um dos inimigos do povo, tese com a qual concordo em parte. Tem o grande mérito de ter construído um grande império de comunicação e uma emissora de TV de primeiro mundo, além de ser um bom patrão. Justamente por conta disso, sua influência na vida brasileira foi quase total e sempre nefasta. Ele fez parte de uma elite nojentamente conservadora, burra, gananciosa e predatória. Para mim, nao deixará saudades.
Boa literatura para quem gosta de música. "Rock and Roll, uma História social", de Paul Friodlander, lançado pela editora Record. Friedlander foi cantor nos anos 50 e 60 e depois virou diretor musical de conservatórios e escolas de música nos Estados Unidos. Ele mistura análise musical e social em um texto seco mas bastante informativo, entremeando suas teses com a história das carreiras dos principais artistas do rock. Uma obra diferente e inteligente sobre música.
Este é o "Heretic", novo álbum do MORBID ANGEL, a sair em 23 de setembro nos EUA, contendo as seguintes faixas: "Cleansed In Pestilence (Blade Of Elohim)"/ "Enshrined By Grace"/ "Beneath The Hollow"/ "Curse The Flesh"/ "Praise The Strength"/ "Stricken Arise"/ "Place Of Many Death"/ "Abyssous"/ "God Of Our Own Divinity"/ "Within Thy Enemy"/ "Memories Of The Past"/ "Victorious March Of Reign The Conqueror"/ "Drum Check" e "Born Again". Clique aqui para conferir o MP3 de "Enshrined By Grace".
Retorna a polêmica na Internet sobre a questão levantada pelo jornalista Sérgio Martins, na revista Veja: solo de guitarra é coisa de gente (músico ou fã) velha? Essa tese foi proposta pelo jornalista por conta do novo CD do Metallica, "St. Anger", que simplesmente não tem solos de guitarra, apesar do excelente guitarrista Kirk Hammet. O chamado new metal, de porcarias como Korn, Limp Biskit e outros lixos parecidos também não contam com solos de guitarras ou de qualquer instrumento.
A resposta é basicamente simples sobre essa questão. Solos (principalmente de guitarra) não é coisa de gente velha, é coisa de gente que tem bom gosto. É sinal de que essas pessoas gostam de boa música, de músicos que sabem tocar. OU seja, é a prova de que o Metallica decidiu abandonar seus fãs e apostar no imenso mercado dominado por gente que gosta de música ruim, mal tocada. É pena. E vai aqui mais um apelo para que Sérgio Martins pare de escrecer sobre rock, principalmente o pesado. A especialidade dele é o reggae. Então ele que fique com o lixo regueiro.
"St. Anger", o novo CD do Metallica, é tudo aquilo que os fãs poderiam esperar de pior: músicas ruins, produção ruim, execução desleixada deliberadamente. Ou seja, o mercado dita as novas orientações musicais do quarteto e o verdadeiro rock/heavy metal vai para o espaço.
O novo CD irrita o ouvinte. Nenhum solo de guitarra, produção suja e guitarrasa gordas e saturadas, bem ao gosto do nefasto nu-metal. A bateria ressoa como lata, como se fosse uma fita demo. Nojento. O Metallica conseguiu descer ao nível de porcarias como Korn, Limp Biskit, Linkin Park e outras.