Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
terça-feira, junho 03, 2003
Os militares brasileiros inauguraram na América Latina a modalidade de crime organizado de Estado, com sua ditadura nojenta e assassina. Eles são diretamente responsáveis pelo estado de ingovernabilidade do Rio de Janeiro, sitiado pela violência. O governo militar brasileiro foi sinônimo de corrupção, arbitrariedade e assassinato. Todos os que participaram daquele governo são criminosos e não há anistia que seja suficiente para deixar esses caras em paz.
segunda-feira, junho 02, 2003
O livro de Gaspari apenas peca quando trata os guerrilheiros esquerdistas com excessiva parcimônia, quase com simpatia, dando a entender em, diversos momentos que eles foram vítimas de uma "bestial e brutal ditadura". A ditadura realmente foi bestial e absurda, como qualquer ditadura, mas vítimas de verdade são os opositores que foram calados/torturados/perseguidos apenas por manifestarem suas idéias contrárias. Quem partiu para a luta armada tinha a exata idéia das consequências. Se não tinha, foi muito mais burro do que se imaginava.
Guerrilheiro/terrorista não merece respeito e não merece pena, dó ou qualquer homenagem. Quem parte para esse tipo de atitude tem de estar disposto para matar ou morrer. Dá vontade de vomitar quando escuto o choramingo dessa gentalha que se diz "vítima das torturas da dutadura".
O que essa gentalha esperava? Que um regime burro e troglodita tratasse um bando de idiotas metidos a terroristas como hóspedes de um hotel cinco estrelas? Os guerrilheiros/terroristas brasileiros nunca passaram de uns criminosos de quinta categoria, mers assaltantes de bancos e assassinos frios e cruéis em algusn casos. Careciam de apoio popular e de apoio político em qualquer esfera. Alguns dizem que mereceram cada pancada que levaram. Não chego a tanto, mas não tenho respeito por esse tipo de gente, que ainda hoje é tratada como herói da esquerda. Quando decidiram pela luta armada, sabiam onde estavam se metendo.
O livro "As Ilusões Armadas", do jornalista Elio Gaspari, é uma das mais elucidativas análises sobre a ditadura militar brasileira (1964-1985). Criteriosa e detalhista, a obra reconstitui fielmente aqueles anos de chumbo, um dos períodos mais negros da humanidade. E deixa bastante clara a incompetência dos militares em qualquer esfera fora dos quartéis. Os militares foram (são) burros, estúpidos, incapazes, corruptos, violentos e asquerosos. A revolução de 1964 foi uma sucessão de trapalhadas levada a cabo (e apoiada) por gente da pior espécie. A ditadura foi uma anarquia só dentro dos quartéis e uma confusão fora deles, deixando o país nas mãos de dlinquentes aventureiros e criminosos. O começo do segundo volume, "A Ditadura Escancarada", é um dos melhores compêndios da literatura sobre a nojeira que é a tortura, seus efeitos e suas causas.
O governo federal perpetrou uma farsa ao outorgar o tal Estatuto do Torcedor, uma amálgama de imbecilidades de medidas impraticáveis. Na sanha de prejudicar os dirigentes de futebol, acaba generalizando e impondo sacrifícios aos clubes que não poderão cumprir as medidas exigidas. Não bastasse isso, vai provocar uma torrente de medidas judiciais impetradas por oportunistas e gente sem caráter. O estatuto é um absurdo, assim como absurda é a sua defesa por parte de jornalistas renomados. A ameaça de greve feita pelos dirigentes foi um escândalo, uma coisa absurda, mas mais absurdo é o tal estatuto, uma coletânea de bobagens.
do site Whiplash:
Depois de vários meses fora da estrada, preparando o novo álbum, o DEEP PURPLE voltou à cena no espetáculo "Pavarotti & Friends 2003", no último dia 27, em Modena, Itália. Desta vez o evento, com arrecadação destinada às crianças iraquianas, contou com a presença de Queen (Brian May), Bono, Zucchero, Neil Murray, Eric Clapton e Deep Purple, entre outros (que não valem ser citados aqui, como por exemplo, Rick Martin).
"We Will Rock You" abriu a noite, seguida de "Radio Ga Ga", "Too Much Love Will Kill You" e "We Are The Champions". O Deep Purple tocou duas vezes "SMOKE ON THE WATER" (uma para cobrir a ausência de Lisa Minelli), além do dueto de Gillan e Pavarotti em "NESSUM DORMA" (como há dois anos atrás) e da última canção do espetáculo, onde todos os artistas convidados subiram ao palco para apresentar "La Donna Mobile".
A grande surpresa do Deep Purple está na curta turnê européia que se iniciou após este evento em Modena. Inicialmente, Roger Glover disse que não tocariam nada do novo álbum (misteriosamente chamado de BANANAS! até o momento), porém "novas velhas" músicas deveriam ser esperadas. Em parte, estas palavras se confirmaram no show de 29 de Maio, em Roselare, Bégica.
Ao contrário do que disse Glover, a banda apresentou duas músicas novas:"HAUNTED" (estilo lento, como "When a Blind Man Cries") e "I'VE GOT YOUR NUMBER" (estilo classic rock, como "Smoke On The Water"), as duas muito bem recebidas pela audiência. E de acordo com que disse o baixista da banda em seu website, um "nova velha" música foi incluída no set list: "I'M ALONE", de 1971, nunca antes tocada ao vivo.
O curto set list (85 minutos de show) também contou com surpresas na ordem das músicas apresentadas em relação ao que vinha acontecendo nos últimos anos, como por exemplo, "HIGHWAY STAR" voltando a abrir a no ite.
Agora nos resta esperar se "novas velhas" músicas serão incluídas a cada show e se o novo álbum será realmente chamado de BANANAS! Set list em Schwung Hallen, Roselare, Bégica (29 de Maio de 2003): "Highway Star"/ "Mary Long"/ "I'm Alone"/ "Pictures Of Home"/ "Haunted" (nova)/ "Speed King"/ "Lazy"/ "I've Got Your Number" (nova)/ "Perfect Strangers"/ "Smoke On The Water"/ "Space Truckin'"/ "Hush" e "Black Night".
Emerald Lies (Wino).
sexta-feira, maio 30, 2003
É insidiosa e nojenata a campnha que a a Folha de S. Paulo e alguns de seus mais renomados colunistas estão fazendo contra o governo Luiz Inacio Lula da Silva. Que o jornal faça as críticas, tudo bem, é uma empresa privada que clama contra a carga tributária alta e contra os juros altos, que elevam suas dívidas. Agora, que jornalistas como Clóvis Rossi e Jânio de Freitas façam campanha sistemática contra as reformas e a favor dos vaganundos radicais petistas, não dá. Esses dois sujeitos clama contra o que considera "mudança" de Lula e de seu partido em relação ao programa de governo. Ora, o governo Lula apenas entra no sexto mês e esses dois sujeitos clamam por resultados e pelo abandono de uma cautelosa política econômica (que está sendo conduzida graças ao desastroso governo FHC). É a velha política de ser sempre "do contra". Aliás, pior ainda: para se livrar da pecha de petistas e de simpáticos à esquerda, a Folha e seus jornalistas excageram deliberadamente no tom das críticas a Lula e à esquerda. Foi assim nas campnhas eleitorais de 1989, 1994 e 1998. Esse jornaleco perde a cada dia mais o (pouco) respeito que ainda tem.
Rock Productions.
Fazia tempo que eu não lia um texto tão contundente contra o MST na imprensa brasileira. O Estado de S. Paulo, bastião do conservadorismo rural e da direita brasileira, voltou à carga com reportagens especiais acerca das novas invasões de terra promovidas pelo movimento, sem falar nos editoriais violentos. Na edição de hoje, traz um artigo de um ser abominável, João Mellão Neto, que diz jornalista e oucpa a secretaria de Comunicações do governo de São Paulo. Ele é o que de pior a "imprensa" e a direita burra produziram. Entretanto, após anos chafurdando na lama, ele conseguiu acertar uma, ao defender o porquê de o MST ter perdido a razão de existir, quando praticamente não há mais terras improdutivas e ociosas no Brasil. Leia aqui.
A decisão da BBC de Londres de lançar uma gravadora, cujos artistas serão divulgados através de suas rádios e emissoras de televisão, provocou queixas e críticas na capital britânica. A primeira produção da nova etiqueta musical que tem o nome de Inversion Records será um álbum do guitarrista acústico Dominic Miller, com contribuição de Sting e Placido Domingo. "É inapropriado que a BBC entre em um mercado tão competitivo e comercial como o musical", disse John Whittingdale, ministro da Cultura. "Nos opomos fortemente a que a BBC dê tratamento privilegiado a seus álbuns", acrescentou.
A BBC dosse que mão vai abusar de sua própria rede de informação. "Dominic Miller será incluído nos programas da BBC somente se os produtrores considerarem que é necessário. Não gozará de nenhum tratamento especial", sublinhou Allan Taylor, chefe de marketing musical da BBC. (Agência Ansa)
O pop-trash-brega dos 80 está de volta, segundo deliciosa reportagem do Estado de S. Paulo/Estadão.com (Leia aqui). Porcarias como Gengis Khan, Ovelha, Gilliard, Trio Los Angeles estão em alta depois de receberem homenagens do igualmente porciaria programa "Joverns Tardes", da TV Globo, apresentado por seres nojentos como Wanessa Camargo, pedro e Thiago e mais uma fauna execrável. Essa "volta" é o supra-sumo do lixo que impresa hoje nas artes brasileiras. O que esperar de um país que tem com ministro da Cultura uma figura execrável como Gilberto Gil?
quarta-feira, maio 14, 2003
O contrabaixo cor-de-rosa do lendário baixista do The Who John Entwistle foi arrematado por quase dez vezes o preço previsto, anunciou hoje a casa de leilões Sotheby's. A previsão era que o baixo Fender Precision, conhecido pelo apelido de Frankenstein, renderia até 7.000 libras (13 mil dólares), mas o instrumento foi vendido por 62.400 libras (100.400 dólares) no leilão da coleção de baixos, peixes exóticos, retratos desenhados de celebridades e discos de ouro de Entwistle.
O músico, que morreu de ataque cardíaco em Las Vegas no ano passado, montou a coleção durante os 40 anos em que foi baixista do The Who, mais conhecida por destruir seus instrumentos no palco. "Frankenstein" recebeu esse apelido porque foi feito das partes remanescentes de cinco baixos destruídos.
Um baixo Gibson Flying V foi vendido por 38.400 libras, e um raro Gibson Explorer acabou sendo arrematado por 95.200 libras, superando a estimativa inicial de entre 50 e 70 mil libras.
Entre os objetos mais incomuns oferecidos no leilão havia moldes em tamanho natural de 30 peixes, incluindo um tubarão-martelo que Entwistle pescou no Caribe. Os peixes foram arrematados por pouco mais de 19 mil libras.
Também foram leiloados desenhos feitos pelo baixista de seus amigos famosos, entre eles o Rolling Stone Bill Wyman, Jimi Hendrix e Eric Clapton. Entwistle foi membro fundador do The Who, uma das maiores bandas britânicas dos anos 1960 e 1970.
Uma autópsia revelou que o ataque cardíaco que o matou foi provocado, em parte, pelo consumo de cocaína.
Defitivamente o mito de que The New York Times era o melhor jornal do mundo caiu. Não passa de um pasquim pessimamente administrado e com profisisonais da pior espécie. Um jornal que permite que um animal publique mais 600 textos inventados ou com informações deliberadamente erradas não pode ser sério. O NYT é uma vergonha para a humanidade e merece ser fechado.
Em reação às revelações de fraudes praticadas por seu ex-repóter Jayson Blair, The New York Times divulgou aos funcionários novos procedimentos adotados para evitar que o episódio se repita. Em e-mail enviado na segunda-feira ao pessoal da redação, o publisher Arthur Sulzberger Jr, o editor executivo Gerald Boyd e o editor Howell Raines informam que um comitê está sendo formado para apurar o que ocorreu. Inclui pessoas de fora do NYT. O jornal avisou que vai verificar se o sistema que confere despesas dos reporteres precisa ser melhorado. O editores também vao acompanhar mais de perto a localizaçao dos jornalistas. Entre as fraudes de Blair estao materias que pareciam ter sido realizadas em outras cidades quando o reporter estava, na verdade, em Nova York.
O governador Geraldo Alckmin é um criminoso por estar permitindo a deterioração da única TV com programação decente deste País. Ele é um irresponsável e deve ser responsabilizado criminalmente por isso. Está lesando o povo paulista e o povo brasileiro, que assiste a sua programação através das TVs educativas.
O governador Geraldo Alckmin é um criminoso por estar permitindo a deterioração da única TV com programação decente deste País. Ele é um irresponsável e deve ser responsabilizado criminalmente por isso. Está lesando o povo paulista e o povo brasileiro, que assiste a sua programação através das TVs educativas.
Sete deputados visitam hoje a TV Cultura para tomar pé da situação, que consideram "vergonhosa". Em Brasília, o deputado Jamil Murad (PC do B) entra hoje com pedido de audiência pública para analisar o "sucateamento" da TV. Ontem, a secretária de Estado da Cultura, Cláudia Costin, informou que o governo liberou em caráter de emergência R$ 185.168,00 para a TV Cultura proceder a reparos na caixa d´água de sua sede. A caixa, de 240 mil litros, ameaça desabar, segundo o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O valor é parte do montante (10% da verba de custeio) contingenciado pelo governo em fevereiro, corte que atingiu de forma linear toda a máquina do Estado. O resto do valor contingenciado não tem previsão de ser liberado. "O orçamento é uma estimativa de arrecadação e quando a arrecação enfrenta problemas ele é revisto", disse.
terça-feira, maio 13, 2003
O baixista Noel Redding, que tocou com Jimi Hendrix, morreu na Irlanda, aos 57 anos. O corpo foi encontrado no domingo em sua casa, na cidade de Cork. O anúncio foi feito hoje por seu empresário Ian Grant, na internet (em sua própria página e no site oficial de Hendrix). "Noel se encontra com Jimi e sua mãe Margaret, que morreu há poucas semanas", diz o comunicado, sem esclarecer as causas de sua morte. No site do guitarrista, a "família Hendrix" despede-se do baixista ressaltando sua contribuição para a fundação da The Jimi Hendrix Experience, no final dos anos 60.
Noel era britânico, nascido no Natal de 1945. Jimi o conheceu durante uma audição e o convenceu a se juntar a ele - e a trocar a guitarra pelo baixo. Além de Jimi e Noel, a banda contou também com o baterista Mitch Mitchell. Foi ao lado deles que um dos mais influentes guitarristas de todos os tempos lançou as seminais Hey Joe e Purple Haze, entre outros hits. Depois de três discos lançados, The Jimi Hendrix Experience foi desmanchada em 1969, um ano antes de o guitarrista morrer, em um hotel em Londres.
segunda-feira, maio 12, 2003