Rubens Barrichello entrou para a história do automobilismo por ser o primeiro brasileiro a pilotar uma Ferrari na fórmula 1. Entretanto, parou por aí o feito do piloto. Ele jogou a oportunidade fora. Não bastasse mostrar que é medíocre (só ganhou uma corrida com um carro ótimo em dois anos), ainda fica questionando sempre a equipe por privilegiar Michael Schumacher com o melhor material. O que ele esperava quando ele entrou na Ferrari? Que ele competiria em igualdade de condições com o tetracampeão? Que ganharia o mesmo que ele em termos salariais? Será que ele é idiota ao ponto de achar que está no mesmo nível de Schumacher, o melhor piloto da atualidade?
Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
quinta-feira, março 28, 2002
A pedidos, para marcar minha posição: torcedor entende muito pouco de futebol. Se as convocações ao longo dos tempos fossem baseadas nos anseios das torcidas, dificilmente o Brasil seria camoeão mundial. A torcida, sugestionada por boa parte da mídia, mostra cada vez mais que não entende de futebol.
As demonstrações de intolerância de Cuiabá e Fortaleza contra a seleção foram nojentas, com vaias antes mesmo de o jogo começar. Isso é prova de extrema burrice e só comprova o que sempre achei: o torcedor de qualquer parte do mundo sabe muito pouco de futebol, embora o próprio acredite no contrário.
Sem acesso a informações, geralmente por falta de vontade e de interesse de se informar, o torcedor é simplista, imediatista, volúvel e algumas vezes mal intencionado (como em Fortaleza). Por tudo isso, frequentemente erra. Suas conclusões são baseadas apenas naquilo que vê (ou que acha que vê) das arquibancadas e na TV. Não pode ser levado a sério na maioria das vezes.
Para o torcedor, o futebol resume-se a "jogou bem", "jogou mal" e "ganhamos". O futebol já mostrou que não é simplista desse jeito.
A má vontade generalizada para com a seleção brasileira de Scolari é irritante. O time não é brilhante, o técnico não é gênio, mas é competente. Neste momento, o bom futebol da seleção depende mais dos jogadores do que do técnico. Creio que não venceremos a Copa, mas faremos boa figura. Entretanto, para um país onde torcedores, insuflados por uma imensa maioria de jornalistas esportivos imbecis, acham que o vice de 1998 não vale nada...
O desempenho da seleção brasileira na vitória contra a Iugoslávia foi melhor do que o esperado, dadas as circunstâncias de gramado ruim e pouco entrosamento. A defesa até que foi bem, mesmo que pouco incomodada. O meio-campo foi mais ágil mesmo enfrentando uma marcação forte e eficiente. O ataque foi mais efetivo, já que enfrentou uma defesa decente, com um bom goleiro, Enfim, a seleção enfrentou um adversário de respeito e foi bem razoável.
Espanta-me, contudo, a má vontade da imprensa e sobretudo da torcida em relação ao time de Luís Felipe, que não é bom, mas está longe da porcaria que todos acham que ela seja. Émerson jamais será Falcão, Dunga ou Cerezo, mas acertou a maioria dos passes. Cafu é indispensável para a seleção, os ronaldos foram bem, assim como Denílson e Djalminha. Romário, ao contrário, é complemente dispensável, não está justificando a sua presença (há muito tempo ele não merece).
Por fim, a torcida, sugestionada por boa parte da mídia, mostra cada vez mais que não entende de futebol. As demonstrações de intolerância de Cuiabá e Fortaleza foram nojentas, com vaias antes mesmo de o jogo começar. Isso é prova de extrema burrice e só comprova o que sempre achei: o torcedor de qualquer parte do mundo sabe muito pouco de futebol, embora o próprio acredite no contrário. Sem acesso a informações, geralmente por falta de vontade e de interesse de se informar, o torcedor é simplista, imediatista, volúvel e algumas vezes mal intencionado (como em Fortaleza). Por tudo isso, frequentemente erra. Não pode ser levado a sério na maioria das vezes.
quarta-feira, março 27, 2002
O Rush está voltando com material inédito em 2002, depois de seis anos do lançamento de "Test for Echo", o último trabalho da banda. "One Little Victory" é a primeira música do novo trabalho, "Vapour Trails", a estar disponível pela Internet. O CD deve vir bem mais pesado do que os dois anteriores.
segunda-feira, março 25, 2002
No ponto de táxi que existe em frente ao jornal e à Sarjeta, trabalha um casal, marido e mulher, ela com uma Balzer e ele com um Gol atualmente. Alguns anos atrás, o marido tinha um Voyage. Eis que nessa época surgiu um boato de que um dos taxistas estaria "paquerando" a mulher do cidadão do Voyage. O cara foi tirar "satisfações" com o suposto paquerador. Este simplesmente desdenhou da acusação, afirmando que jamais tinha feito aquilo.
O motorista do Voyage era chato e continuou insistindo na história, querendo confusão. Depois de dez minutos, o acusado, irritado, solta a pérola: "Você acha que eu ia querer algo com aquela baranga?"
O marido enfurecido, parte para cima do oponente. Separados por outros colegas de trabalho, nao chegam a se agredir. Mas o marido continua enfurecido, irado. Desvencilha-se dos colegas e corre para o seu Voyage. Engata a primeira, mira na porta do carro do acusado, um Kadett, e bate com tudo. Dá ré e parte para nova investida. O "paquerador" assiste àquilo incrédulo, mas ainda tem tempo para entrar no carro e evitar danos maiores na segunda investida, que pegou de raspão na lateral direita traseira do Kadett.
Durante cinco minutos, os dois contendores "brincaram" de bate-bate de parque de diversões e destruíram seus respectivos veículos. Testemunhas garantem que nenhum dos dois estava bêbado. Hoje continuam trabalhando juntos no mesmo ponto de táxi, conversam normalmente e não falam sobre o assunto em questão.
Sarjeta lotada de jornalistas, taxistas e cobradores por volta de 22h, horário em que uma carreta estaciona em frente ao jornal para abastecê-lo de água. Durante uma manobra, em frente à entrada principal do jornal, o caminhão simplesmente passa por cima de um automóvel Gol que insistia em entrar no prédio onde não via espaço. O carro pertencia ao chefe de segurança e era novinho.
Na impaciência, o motorista do carro não quis esperar o fim da manobra da carreta e tentou passar por uma fresta, bem ao lado de um poste. Só que o caminhão inverteu a marcha de ré para a primeira e projetou-se para frente, lentamente, mas o suficiente para pegar o Gol de lado.
O caminhoneiro, sem visão periférica, já que o cavalo mecânico era muito alto, só percebeu o que acontecia após muitas buzinadas do motorista do carro. A lateral do Go ficou destruída. Bem-feito para o imbecil apressado. O episódio serviu para animar a Sarjeta naquela noite fria.
Alta madrugada, um bando de jornalistas bêbados está reunido na Kombi-Sarjeta. Primeiro eles ligam, por celular, para uma piazzaria da região. Pedem três pizzas. Endereço de entrega: Sarjeta Mercantil. O atendente anota e nada mais pergunta. Vinte minutos depois as pizzas chegam.
Saciada a fome, alguém encosta um carro velho próximo à Kombi e liga o som. Todo mundo esperava pagode ou sertanejo ou outra coisa ruim do gênero. Entretanto, entram os primeiros acordes de "Carmina Burana", de Carl Off, uma das mais conhecidas peças eruditas da história. Dois "casais" de jornalistas não se contém e começam a "dançar" valsa para imortaizar aquele episódio. Patético e vergonhoso.
O MST começa a acabar e perder relevância. Ao partir para a provocação pura e invadir a fazenda do presidente Fernando Henrique Cardoso em Minais Gerais, o movimento perde o respeito da sociedade e passa a ser diretamente responsável pela segurança de seus membros. Qualquer confronto com polícia/Exército que resulte e mortos e feridos será de responsabilidade única e exclusiva da direção do movimento.
A atitude contra a propriedade do presidente é nojenta, abjeta, típica de irresponsáveis, baderneiros e vândalos, tudo devidamente posado para as fotos de jornais e revistas do mundo todo. Isso vai, certamente, reverter contra eles, pois o repúdio à ação foi geral. O MST já foi sério e respeitável; hoje é um lixo.
quinta-feira, março 21, 2002
Para nós frequentadores de bar, pouca coisa é novidade. Já frequentamos estabelecimentos de todos os tipos, dos mais sofisticados e caros aos mais nojentos e baratos (como a Sarjeta). Já ficamos até amanhecer nos bares, já fomos sutilmente expulsos com a conta jogada na mesa sem ser solicitada, já tivemos nossos pés lavados pelos garçons, já tivermos a chave do bar deixada conosco enquanto o dono ia embora dormir pela manhã.
No entanto, nunca tinha visto o bar ir embora e deixar os bebuns na mão. O decano de nosso grupo conta (e tem testemunhas) que um dia optou pela Kombi-Sarjeta em vez da Sarjeta original (ou fixa, como queiram). Após horas de bebedeira, sobraram três cidadãos. Bêbados. Um deles inclusive perde uma camisa toda a sexta-feira quando se esfrega, de costas, na parede áspera e cheia de "chapiscos".
O decano está de costas para a Kombi. Não percebe que o pequeno toldo e minúsculo balcão haviam sido retirados. No meio daquela conversa mole de bêbados, o dono do "estabelecimento" fica esperando e esperando. O decano acaba de beber a sua 48ª lata de cerveja. Amassa-a, vazia, e joga-a no chão. Vira-se para pedir mais uma. Estranha. O bar não estava lá. Após cinco minutos de reflexão, ele entendeu o que aconteceu. O bar tinha ido embora. O dono cansou de esperar os três bêbados e foi embora sem cobrar. E ainda foi xingado por conta dessa "desfaçatez".
Desde que comecei a frequentar a Sarjeta a Patricinha do Cerrado acompanha o nosso grupo de beberrões. Bonita, morena e goiana, aspira os píncaros da glória no jornalismo, mas tem de se contentar com as nossas conversas moles e com os papos absurdos dos motoristas e cobradores. Bebe cerveja, mas exige sentar em um dos poucos bancos que o local oferece. Sempre ficamso de pé e os bancos servem de mesa para garrafas e copos. A Patricinha do Cerrado nos obriga a segurá-los para que ela possa, toda faceira, sentar-se e observar aquela fauna maldita do jornalismo e do cotidiano da vida em geral. Patético.
Um belo dia, parei o meu carro em frente à Sarjeta, correndo o risco de ter a lateral destroçadapelos ônibus assassinos que passam pela rua. Como trilha sonora no toca-fitas para aquele lugar absurdo, um pouco de jazz instrumental. Jazz tradicional, big bands, Wes Montgomery, Buddy Rich. Acompanhando o nosso grupo de beberrões, um editor de caderno do jornal que fica em frente. O cara acertou todos intérpretes da fita, coisa que eu mesmo não lembrava de cabeça.
Após uma interessante conversa sobre os grandes nomes do jazz, com destaque para Art Blakey, MIles Davis, Billy Cobham e até mesmo o roqueiro Jeff Beck, todos enveredam para a literatura e o new journalism de Gay Talese, Gore Vidal, Truman Capote e outros. Sarjeta também é cultura.
A Sarjeta, assim mesmo, com maiúscula, é um dos melhores bares de São Paulo. Não passa de uma cabine de fiscal de ônibus estendida, localizada em frente ao prédio de um grande jornal na zona sul de São Paulo. A frequência é dominada por motoristas e cobradores de ônibus do Largo 13 de Maio, em Santo Amaro, que fica muito próximo. Também aparecem por lá alguns jornalistas e figuras. Existe, no período noturno, um concorrente da Sarjeta, que é a Kombi-Sarjeta, um veículo transformado em bar quando enconsta na calçada. Mas a Kombi-Sarjeta não tem o charme da Sarjeta: é mais limpa e mais organizada, não tem moscas, os lanches não são ensebados. A Sarjeta é um absurdo de ruim. Mas é barata. E é um dos melhores bares de São Paulo.
Protestos de rua deveriam ser proibidos terminantemente no Brasil e reprimidos severamente, mesmo que custasse a vida de "manifestante". Todo mundo tem o direito de protestar e de se manifestar, mas desde que esse protesto não prejudique outros que nada tem a ver com o assunto ou que não concordam com tais posições.
Hoje a CUT realizou manifestações em São Paulo contra a flexibilização da CLT. Eu desaprovo a felixibilização proposta pelo governo e encampada pela Força Sindical, mas desaprovo ainda mais o bloqueio de ruas e avenidas para quem um bando de "foliões" mate o trabalho e provoque caos maior ainda no trânsito. Um bando de safados e nojentos da CUT fechou o acesso ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Isso é um absurdo, uma omissão total dos líderes da CUT, da PM e do governo do estado. A PM devia ter massacrado os bandidos que fechara o acesso ao aeroporto.
A presença do time catarinense Figueirense na primeira divisão do Campoenato Brasileiro é um acinte, é uma vergonha. A torcida invadiu o campo antes do término da partida com o Caxias no ano passado, quando os catarinenses venciam por 1 a 0. Esse fato é suficiente para que a equipe mandante perdesse os pontos e tivesse o estádio interditado. Entretanto, o corrupto, inepto e asqueroso tribunla da CBF absolveu o Figueirense, afirmando que ele não tinha culpa no ocorrido. Lamentável.
domingo, março 17, 2002
Apesar de já esperada, uma triste notícia: o tecladista Jon Lord deixou o Deep Purple. Aos 61 anos de idade, ele comunicou há duas semanas os quatro colegas - Ian Gillan (vocais), Roger Glover (baixo), Steve Morse (guitarra) e Ian Paice (bateria) - que tinha decidido se aposentar. Segundo um comunicado oficial assinado por Glover no site oficial da banda, a decisão foi amigável e um substituto já foi anunciado: Don Airey, também inglês e veterano dos anos 70,com passagens por Rainbow, Whitesnake, Yngwie Malmsteen, Ozzy Osbourne e uma colaboração com o Black Sabbath.
Lord fundou o Deep Purple em 1967 ao lado de Paice e de Ritchie Blackmore. Até então, era, ao lado de Paice, o único membro que havia participado de todas as formações da banda. Ele e o baterista fundaram o Deep Purple em 1967 e ficaram até 1976, quando o grupo acabou. Em 1984, os dois foram os principais articuladores da volta da formação clássica - Gillan, Blackmore, Glover, paice e Lord. Desde então, Gillan saiu em 1989 e voltou em 1993, enquanto que Blackmore saiu definitivamente no final de 1993.
Tudo muito bonito e civilizado, mas vamos aos bastidores, contados por gente que conhece a banda como ninguém. No ano passado houve algumas desavenças entre os membros da banda a respeito da turnê mundial que começou em 2000. Gillan e Lord não estavam dispostos a continuar tocando pelo mundo até o final de 2001. Após conversa, os dois foram convencidos, sendo que Gillan com mais facilidade.
No meio de 2001, entretanto, Lord enfrentou alguns problemas de saúde e acabou se afastando por cerca de um mês (dez shows) da turnê, sendo substituído às pressas por Don Airey. Nesse período, decidiu marcar uma cirurgia em um dos joelhos, coisa que estava adiando havia algum tempo. O tempo de afastamento aumentou, o que irritou muito Gillan,Glover e Paice. Segundo um acordo entre a banda, Lord deixaria para fazer a operação após a turnê, já que não era urgente. Lord marcou e fez a cirurgia sem avisar com antecedência os colegas. O mal-estar foi enorme e já no final do ano passado já se comentava que Lord tinha sido praticamente demitido da banda.
Seja como for, Airey é o novo tecladista do Deep Purple (na foto acima, o último à esquerda, já em foto da formação). Ele é bom, mas não é gênio como Lord. O Purple perde, mas pelo menos continua na ativa.
"Treasure Chest" é o novo lançamento da banda alemã Helloween, ícone do heavy metal tradicional. Não é um lançamento inédito, é uma caixa com três CDs e será lançado na Europa no dia 1º de abril, pela Sanctuary Music. Dois CDs são colet6anea dos melhroes momentos da carreira do grupo e o terceiro contém raridades. Veja a lista das músicas:
CD 1: Mr. Torture/ I Can/ Power/ Where The Rain Grows/ Eagle Fly Free/ Future World/ Metal Invaders/ Murderer/ Starlight/ How Many Tears/ Ride The Sky/ Halloween/ A Little Time/ A Tale That Wasn't Right/ I Want Out.
CD 2: Keeper of The Seven Keys/ Dr. Stein/ The Chance/ Windmill/ Sole Survivor/ Perfect Gentleman/ In The Middle of a Heartbeat/ Kings Will Be Kings/ Time Of The Oath/ Forever & One/ Midnight Sun/ Mr. Ego/ Immortal/ Mirror Mirror.
CD 3: Shit & Lobster/ Oriental Journey/ I Don't Care, You Don't Care/ Ain't Got Nothin' Better/ Moshi Moshi-Shiki No Uta/ Can't Fight Your Desire/ Star Invasion/ Silicon Dreams/ Grapowski's Malmsuite 1001/ Electric Eye/ A Game We Shouldn't Play.