As gravadoras e a pirataria
A edição deste mês da revista Rock Brigade traz uma entrevista interessante com o vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson. Entre outras coisas, ele faz uma crítica ao mercado fonográfico brasileiro, afirmando que ele não lança mais CDs aqui porque a pirataria inviabiliza o negócio. Ele atira no que viu e acerta no que não viu.
No caso dele a pirataria-clonagem de CDs que estão no mercado não o atinge. No centro de São Paulo há no máximo cinco camelôs que vendem CDs piratas de rock ou heavy metal. Quem mais sofre com isso são as gravadoras e artistas nacionais de ritmos mais populares. Dickinson não está lançando mais seus CDs solo no Brasil devido a problemas contratuais que teve com seus distribuidores por aqui, que não lhe pagaram o que era devido.
No entanto, até mesmo um artista de primeira linha, mas que está distante de nosso mercado, percebeu um enorme problema que vice a indústria fonográfica brasileira. A pirataria cresceu demais, se disseminou por todo o país e as empresas e artistas estão de mãos atadas. O governo não fiscaliza e nem se preocupa com isso. A tendência é que a coisa se agrave.
Entretanto, especificamente no caso dos CDs, não dá para condenar a pirataria-clonagem de lançamentos e obras que estão em catálogo. As gravadoras passaram 40 anos ganhando dinheiro a rodo no Brasil com preços abusivos de seus produtos, sem contar que ludibriavam seus contratados. Agora é a hora da vingança.
Um CD nacional custar acima de R$ 25,00 é um escândalo. Não adianta as gravadoras espernearem afirmando que seus custos são enormes. Esse preço é abusivo e ponto. O camelô vende a R$ 5,00 ou a R$ 10,00, no máximo. O consumidor há muito tempo sabe que está sendo lesado e finalmente agora tem uma alternativa a isso, mesmo que de menor qualidade. As gravadoras parecem que ainda não entenderam o recado e querem manter o status quo atual: punição à pirataria, fim da concorrência "desleal" e manutenção dos preços absurdos, sem falar no investimento em porcarias modistas reconhecidas, como axé music, sertanejos, pagodeiros e quetais.
Se o preço para que o consumidor seja menos lesado em termos de valor do CD e em termos culturais for o fim da indústria brasileira do segmento, que assim seja. Que a pirataria triunfe e empurre essa máfia nojenta para o fundo do poço. Quem sabe assim surja uma nova indústria do setor mais antenada e adequada ao nosso mercado.
Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
segunda-feira, janeiro 14, 2002
Rock in Rio 4 e as especulações
Já se fala em Rock in Rio 4 para janeiro de 2003. As especulações sobre as atrações já começaram e a fonte principal dos boatos nada mais é do que Roberto Medina, o promotor do evento. Segundo ele, em matéria publicada no Globo de ontem, domingo, U2 e Rush já estão certos para tocar, enquanto que Peter Gabriel, Santana e The Who ainda estão em negociações (leia aqui).
Que seja bem-vindo o evento em 2003, mas que cessem as especulações. Que o U2 possa vir é factível, mas não o Rush. O trio canadense só toca em locais fechados e se recusa a participar de festivais. The Who dificilmente se reunirá em 2003 para vir ao Brasil, já que farão uma extensa turnê por Estados Unidos e Inglaterra neste ano. Peter Gabriel e Santana são arroz-de-festa e estarão sempre à disposição. Pelo menos Medina já desistiu de sonhar com o PInk Floyd, já que o guitarrista da banda, David Gilmour, vem dando entrevistas praticamente afirmando que a banda não existe mais.
Já se fala em Rock in Rio 4 para janeiro de 2003. As especulações sobre as atrações já começaram e a fonte principal dos boatos nada mais é do que Roberto Medina, o promotor do evento. Segundo ele, em matéria publicada no Globo de ontem, domingo, U2 e Rush já estão certos para tocar, enquanto que Peter Gabriel, Santana e The Who ainda estão em negociações (leia aqui).
Que seja bem-vindo o evento em 2003, mas que cessem as especulações. Que o U2 possa vir é factível, mas não o Rush. O trio canadense só toca em locais fechados e se recusa a participar de festivais. The Who dificilmente se reunirá em 2003 para vir ao Brasil, já que farão uma extensa turnê por Estados Unidos e Inglaterra neste ano. Peter Gabriel e Santana são arroz-de-festa e estarão sempre à disposição. Pelo menos Medina já desistiu de sonhar com o PInk Floyd, já que o guitarrista da banda, David Gilmour, vem dando entrevistas praticamente afirmando que a banda não existe mais.
A incompetência da Veja
A revista Veja voltou à carga novamente contra o heavy metal. Na edição desta semana o jornalista Sérgio Martins, que acha ser especializado em música e qe é fanático por reggae (aaaaaaargh), destila uma série de informações incorretas e vários preconceitos acerca do subestilo do rock.
Em primeiro lugar a pauta foi "chupada" de uma reportagem da Folha de S. Paulo publicada há uma semana. O que era a pauta da Folha? A reda das bilheterias de shows de artistas nacionais de vários gêneros caiu vertiginosamente a partir do segundo semestre de 2001. Espantosamente, segundo a Folha, as casas de shows que investiram em shows de rock, principalmente no rock pesado, se deram bem, tendo lucros e mais lucros, como o Via Funchal.
A Veja resolveu fazer a mesma matéria, só que espalhando sua incompetência para lidar com o assunto. Chamou o ritmo de "barulhento", o Sepultura de "decadente", os membros do Angra de "até que eles são limpinhos" e chamou os caras do Krisiun de "sujos". Por fim, o dito jornalista não entende como é que o heavy metal consegue manter o público fiel e grande no Brasil, já que é "um gênero decadente".
Francamente a Veja se superou nesse texto. Os preconceitos estãoi todos lá, assim como a falta de informação. Cada vez mais governista e com textos ruins e editorializados, a maior revista do país hoje é um lixo. Nunca tanta gente incompetente escreveu aio mesmo tempo lá como agora.
A revista Veja voltou à carga novamente contra o heavy metal. Na edição desta semana o jornalista Sérgio Martins, que acha ser especializado em música e qe é fanático por reggae (aaaaaaargh), destila uma série de informações incorretas e vários preconceitos acerca do subestilo do rock.
Em primeiro lugar a pauta foi "chupada" de uma reportagem da Folha de S. Paulo publicada há uma semana. O que era a pauta da Folha? A reda das bilheterias de shows de artistas nacionais de vários gêneros caiu vertiginosamente a partir do segundo semestre de 2001. Espantosamente, segundo a Folha, as casas de shows que investiram em shows de rock, principalmente no rock pesado, se deram bem, tendo lucros e mais lucros, como o Via Funchal.
A Veja resolveu fazer a mesma matéria, só que espalhando sua incompetência para lidar com o assunto. Chamou o ritmo de "barulhento", o Sepultura de "decadente", os membros do Angra de "até que eles são limpinhos" e chamou os caras do Krisiun de "sujos". Por fim, o dito jornalista não entende como é que o heavy metal consegue manter o público fiel e grande no Brasil, já que é "um gênero decadente".
Francamente a Veja se superou nesse texto. Os preconceitos estãoi todos lá, assim como a falta de informação. Cada vez mais governista e com textos ruins e editorializados, a maior revista do país hoje é um lixo. Nunca tanta gente incompetente escreveu aio mesmo tempo lá como agora.
Bandidos nos programas esportivos
A profusão de programas esportivos nos domingos à noite em São Paulo é grande. Cinco dos sete canais abertos mantêm programas do tipo. O pior deles é, paradozalmente, o que tem mais audiência: Mesa Redonda Futebol Debate, da TV Gazeta (canal 11), comandado pelos caricatos Chico Lang e Roberto Avallone.
O programa é péssimo, não tem análise, não tem informação confiável (só chute e especulação) e faz do circo e da palhaçada o seu trunfo. Desde o ano retrasado tem o lamentável hábito de dar voz para os representantes das torcidas organizadas dos times de Sã Paulo.
Esses seres geralmente são bandidos, membros de quadrilhas que afugentam o verdadeiro torcedor do estádio. Estão mais preocupados em brigar e amedrontar jogadores e dirigentes do que realmente torcer. Esses seres nojentos têm de ser banidos da TV.
A profusão de programas esportivos nos domingos à noite em São Paulo é grande. Cinco dos sete canais abertos mantêm programas do tipo. O pior deles é, paradozalmente, o que tem mais audiência: Mesa Redonda Futebol Debate, da TV Gazeta (canal 11), comandado pelos caricatos Chico Lang e Roberto Avallone.
O programa é péssimo, não tem análise, não tem informação confiável (só chute e especulação) e faz do circo e da palhaçada o seu trunfo. Desde o ano retrasado tem o lamentável hábito de dar voz para os representantes das torcidas organizadas dos times de Sã Paulo.
Esses seres geralmente são bandidos, membros de quadrilhas que afugentam o verdadeiro torcedor do estádio. Estão mais preocupados em brigar e amedrontar jogadores e dirigentes do que realmente torcer. Esses seres nojentos têm de ser banidos da TV.
sexta-feira, janeiro 11, 2002
Guerra civil nas cidades brasileiras
A guerra civil está decretada no Brasil. As classes sociais não escondem mais a situação de caos urbano, social e moral que vivem no Brasil. Está no site do camarada Maurício Gaia, o blog Mauricéia Desvairada: a dona de uma ótica da rua Moreira e Costa, no Ipiranga, zona sul de São Paulo, foi sequestrada ontem. A ótica fica na mesma quadra da casa do Maurício.
É o fim de todos os mundos, o fim da linha para a civilização. Hoje os ricos e milionários estão com um aparato de segurança gigantesco, o que dificulta os sequestros. A classe média alta se vira como pode e consegue se safar. Sobra o resto da população, ond eu me incluo e onde a maioria de vocês está incluída.
Pelo jeito, hoje basta ter um carro, qualquer carro, ou sair de um condomínio, qualquer condomínio, para ser alvo de um sequestro. Antes o medo era de sequestro-relâmpago para saques em caixas eletrônicos. Agora a coisa mudou. Qualquer cidadão que possa aparentar ter algum dinheiro é vítima de um sequestro clássico, mesmo aquele que anda de ônibus, ou mesmo aquele que possui um microcomércio, que lhe custa um aluguel alto e que lhe rende, no máximo, um salário igual ao de seu único empregado.
A pena de morte não é a solução nem nunca será, mas é óbvio que o sequestro tem de ser tratado pela lei e pelo Estado como um crime a ser punido com um rigor muito maior do que normal. Não basta classificá-lo como crime hediondo, tem de tornar a punição hedionda.
Quem sequestra hoje sabe exatamente o que está fazendo, sabe bem a gravidade do que está praticando. Esse tipo de crime não pode ter nenhum tipo de condescendência, quem sequestra não está passando fome, é porque escolheu deliberadamente esse caminho. Como esse crime é de uma covardia enorme, é o caso de não se lamentar muito quando os criminosos dessa prática morrem.
Por sua vez, os governos em todas as esferas precisam dar um basta nessa situação de guerra civil, sob pena de convulsão social pior que aquela que aconteceu na Argentina.
A guerra civil está decretada no Brasil. As classes sociais não escondem mais a situação de caos urbano, social e moral que vivem no Brasil. Está no site do camarada Maurício Gaia, o blog Mauricéia Desvairada: a dona de uma ótica da rua Moreira e Costa, no Ipiranga, zona sul de São Paulo, foi sequestrada ontem. A ótica fica na mesma quadra da casa do Maurício.
É o fim de todos os mundos, o fim da linha para a civilização. Hoje os ricos e milionários estão com um aparato de segurança gigantesco, o que dificulta os sequestros. A classe média alta se vira como pode e consegue se safar. Sobra o resto da população, ond eu me incluo e onde a maioria de vocês está incluída.
Pelo jeito, hoje basta ter um carro, qualquer carro, ou sair de um condomínio, qualquer condomínio, para ser alvo de um sequestro. Antes o medo era de sequestro-relâmpago para saques em caixas eletrônicos. Agora a coisa mudou. Qualquer cidadão que possa aparentar ter algum dinheiro é vítima de um sequestro clássico, mesmo aquele que anda de ônibus, ou mesmo aquele que possui um microcomércio, que lhe custa um aluguel alto e que lhe rende, no máximo, um salário igual ao de seu único empregado.
A pena de morte não é a solução nem nunca será, mas é óbvio que o sequestro tem de ser tratado pela lei e pelo Estado como um crime a ser punido com um rigor muito maior do que normal. Não basta classificá-lo como crime hediondo, tem de tornar a punição hedionda.
Quem sequestra hoje sabe exatamente o que está fazendo, sabe bem a gravidade do que está praticando. Esse tipo de crime não pode ter nenhum tipo de condescendência, quem sequestra não está passando fome, é porque escolheu deliberadamente esse caminho. Como esse crime é de uma covardia enorme, é o caso de não se lamentar muito quando os criminosos dessa prática morrem.
Por sua vez, os governos em todas as esferas precisam dar um basta nessa situação de guerra civil, sob pena de convulsão social pior que aquela que aconteceu na Argentina.
Judas Priest com faixas-bônus
O fã brasileiro do Judas Priest só tem a comemorar. Além da visita da banda ao país em setembro de 2001 durante a turnê de divulgação do CD “Demolition”, chegam ao nosso mercado nada menos do que oito álbuns remasterizados e com faixas-bônus do quinteto inglês.
Esse sistema de relançamento é uma das formas mais cruéis de ganhar dinheiro em cima do fã fervoroso. Geralmente esses produtos são destinados apreciadores que possuem grande parte da obra do artista e acaba forçando-os a uma troca, já que as novas edições são acrescidas de novas músicas, normalmente inéditas.
Por outro lado, é muito interessante que gravações inéditas e material raro venha a público, mostrando de forma mais completa o processo de composição e edição dos álbuns à época de seus lançamentos.
Os álbuns relançados e suas músicas adiconais são os seguintes:
British Steel (1980) – Red, White and Blue (música inédita), Grinder (versão ao vivo)
Point of Entry (1981) – Thunder Road (música inédita ) e Desert Plains (versão ao vivo)
Screaming for Vengeance (1982) – Prisoner of Your Eyes (música inédita) e Devil’s Child (versão ao vivo)
Defender of the Faith (1984) – Turn on Your Light (música inédita) e Heavy Duty/Defenders of the Faith (versão ao vivo)
Sin After Sin (1977) - Race With The Devil e Jawbreaker (versões ao vivo)
Stained Class (1978) - Fire Burns Below e Better By You, Better Than Me (versões ao vivo)
Killing Machine - Fight For Your Life e Riding On The Wind (versões ao vivo)
Unleashed int the East (1979) - Rock Forever, Delivering The Goods, Hell Bent For Leather e Starbreaker (versões ao vivo).
Pela obviedade, o destaque é o ao vivo “Unleashed in the East”, gravado ao vivo no Japão em 1978 e lançado no ano seguinte. É o álbuns com mais bônus. São versões gravadas na época e não aproveitadas. Delas, três são músicas pouco tocadas em shows da banda, como “Delivering the Goods”, “Starbreaker” e “Rock Forever”.
Também merecem destaque os quatro CDs iniciais citados, já que trazem ao menos uma música inédita. “Point of Entry” ainda traz uma excelente versão ao vivo de “Desert Plains”, uma das melhores composições da banda. Um pacote digno do prestígio da banda e um excelente presente de início de ano para os roqueiros brasileiros.
O fã brasileiro do Judas Priest só tem a comemorar. Além da visita da banda ao país em setembro de 2001 durante a turnê de divulgação do CD “Demolition”, chegam ao nosso mercado nada menos do que oito álbuns remasterizados e com faixas-bônus do quinteto inglês.
Esse sistema de relançamento é uma das formas mais cruéis de ganhar dinheiro em cima do fã fervoroso. Geralmente esses produtos são destinados apreciadores que possuem grande parte da obra do artista e acaba forçando-os a uma troca, já que as novas edições são acrescidas de novas músicas, normalmente inéditas.
Por outro lado, é muito interessante que gravações inéditas e material raro venha a público, mostrando de forma mais completa o processo de composição e edição dos álbuns à época de seus lançamentos.
Os álbuns relançados e suas músicas adiconais são os seguintes:
British Steel (1980) – Red, White and Blue (música inédita), Grinder (versão ao vivo)
Point of Entry (1981) – Thunder Road (música inédita ) e Desert Plains (versão ao vivo)
Screaming for Vengeance (1982) – Prisoner of Your Eyes (música inédita) e Devil’s Child (versão ao vivo)
Defender of the Faith (1984) – Turn on Your Light (música inédita) e Heavy Duty/Defenders of the Faith (versão ao vivo)
Sin After Sin (1977) - Race With The Devil e Jawbreaker (versões ao vivo)
Stained Class (1978) - Fire Burns Below e Better By You, Better Than Me (versões ao vivo)
Killing Machine - Fight For Your Life e Riding On The Wind (versões ao vivo)
Unleashed int the East (1979) - Rock Forever, Delivering The Goods, Hell Bent For Leather e Starbreaker (versões ao vivo).
Pela obviedade, o destaque é o ao vivo “Unleashed in the East”, gravado ao vivo no Japão em 1978 e lançado no ano seguinte. É o álbuns com mais bônus. São versões gravadas na época e não aproveitadas. Delas, três são músicas pouco tocadas em shows da banda, como “Delivering the Goods”, “Starbreaker” e “Rock Forever”.
Também merecem destaque os quatro CDs iniciais citados, já que trazem ao menos uma música inédita. “Point of Entry” ainda traz uma excelente versão ao vivo de “Desert Plains”, uma das melhores composições da banda. Um pacote digno do prestígio da banda e um excelente presente de início de ano para os roqueiros brasileiros.
"Lifehouse" sai em vídeo e DVD
Sai em vídeo e DVD erm fevereiro "Pete Townshend Music from Lifehouse", um show do guitarrista do Who gravado em Londres em 2000 somente com as músicas do fracassado projeto de ópera-rock de 1971. Essa apresentação recuperou parte do material esquecido naquela época e também músicas nunca tocadas ao vivo do ãlbum "Who's Next", também de 1971.
Na verdade, o álbum é uma consequência do abortado "Lifehouse". Esse projeto pretendia suceder o maravilhoso "Tommy", de 1969, que foi um estrondoso sucesso. A idéia básica era fazer uma ópera-rock baseada na história de um maníaco por computadores que trabalhava para o governo em um mundo futurístico, onde o totalitarismo prevalecia em uma ditadura mundial. O governo é que regulava totalmente a vida dos cidadãos, inclusive dizendo o que ele devia ouvir.
O maníaco se rebela contra isso e cria músicas próprias em seu computador e escolhe um grupo para executar sua obra, no caso, The Who. Apesar da aparente simplicidade da história, a coisa se complicou na hora de transpor o roteiro criado por Townshend para a parte musical. Ele se perdeu e a história ia ficando cada vez enrolada, fazendo menos sentido. Frustrado, o guitarrista abandonou o projeto.
Entretanto, o produtor Glyn Johns percebeu que as músicas, isoladamente, eram excelentes e covencenu o grupo a reuni-las em um álbum comum, sem conceito nem história. O resultado é que "Who's Next" é considerado o melhor álbum da banda e frequenta as listas de dez mais do rock de todos os tempos.
Em 1999 Townshend resgatou o material que foi engavetado e que não entrou em "Who's Next" e editou-o em um especial para a BBC Radio 1. A partir daí ele criou uma caixa com seis CDs com todo o material arquivado de "Lifehouse" (vendido apenas pelo site do guitarrista) e montou um show solo baseado no material, gravado em meados de 2000 e lançado em CD duplo no final daquele ano (também vendido aoenas no site dele, Pete Townshend.com).
Esse é mais um daqueles produtos obrigatórios para quem gosta de música e de rock.
Sai em vídeo e DVD erm fevereiro "Pete Townshend Music from Lifehouse", um show do guitarrista do Who gravado em Londres em 2000 somente com as músicas do fracassado projeto de ópera-rock de 1971. Essa apresentação recuperou parte do material esquecido naquela época e também músicas nunca tocadas ao vivo do ãlbum "Who's Next", também de 1971.
Na verdade, o álbum é uma consequência do abortado "Lifehouse". Esse projeto pretendia suceder o maravilhoso "Tommy", de 1969, que foi um estrondoso sucesso. A idéia básica era fazer uma ópera-rock baseada na história de um maníaco por computadores que trabalhava para o governo em um mundo futurístico, onde o totalitarismo prevalecia em uma ditadura mundial. O governo é que regulava totalmente a vida dos cidadãos, inclusive dizendo o que ele devia ouvir.
O maníaco se rebela contra isso e cria músicas próprias em seu computador e escolhe um grupo para executar sua obra, no caso, The Who. Apesar da aparente simplicidade da história, a coisa se complicou na hora de transpor o roteiro criado por Townshend para a parte musical. Ele se perdeu e a história ia ficando cada vez enrolada, fazendo menos sentido. Frustrado, o guitarrista abandonou o projeto.
Entretanto, o produtor Glyn Johns percebeu que as músicas, isoladamente, eram excelentes e covencenu o grupo a reuni-las em um álbum comum, sem conceito nem história. O resultado é que "Who's Next" é considerado o melhor álbum da banda e frequenta as listas de dez mais do rock de todos os tempos.
Em 1999 Townshend resgatou o material que foi engavetado e que não entrou em "Who's Next" e editou-o em um especial para a BBC Radio 1. A partir daí ele criou uma caixa com seis CDs com todo o material arquivado de "Lifehouse" (vendido apenas pelo site do guitarrista) e montou um show solo baseado no material, gravado em meados de 2000 e lançado em CD duplo no final daquele ano (também vendido aoenas no site dele, Pete Townshend.com).
Esse é mais um daqueles produtos obrigatórios para quem gosta de música e de rock.
O fim do Black Crowes?
Surgiu a notícia após o anúncio da saída do baterista Steve Gorman: o Black Crowes estaria paralisando suas atividades por tempo indeterminado. As especulações começaram e entupiram a internet. As últimas dão conta de que a banda acabou depois que os irmãos Chris e Rich Robinson, os donos do grupo, brigaram. A gota d'água teria sido as constantes intromissões da atriz Kate Hudson, mulher de Chris, nos assuntos da banda. Outras fontes informam que a bandaz não esava se entendendo há tempos e que ninguém aceitou o fato de que Chris Robinson estaria gravando um álbum solo.
Se a notícia se confirmar, será uma enorme perda para o rock verdadeiro, aquele de bom gosto. O Black Crowes é uma das poucas bandas boas surgidas nos anos 90 dentro da música rock-pop, ao lado do Pearl Jam e do Soundgarden. Misturava de forma pesada e contagiante, com muita competência, influências de Led Zeppelin, Faces e Rolling Stones.
Seus integrantes também eram músicos acima da média, como o vocalista Chris Robinson (ótimo cantor, mesmo quando abusava dos tons lamurientos e dos berros), e os guitarristas Rich Robinson e Marc Ford (esse era excelente, um dos grandes nomes do instrumento, mas acabou sendo expulso da banda há quatro anos por abuso nas drogas).
Por conta disso, as melhores bandas acabam e teremos de aguentar lixos como Strokes, Radiohead e porcarias semelhantes.
Surgiu a notícia após o anúncio da saída do baterista Steve Gorman: o Black Crowes estaria paralisando suas atividades por tempo indeterminado. As especulações começaram e entupiram a internet. As últimas dão conta de que a banda acabou depois que os irmãos Chris e Rich Robinson, os donos do grupo, brigaram. A gota d'água teria sido as constantes intromissões da atriz Kate Hudson, mulher de Chris, nos assuntos da banda. Outras fontes informam que a bandaz não esava se entendendo há tempos e que ninguém aceitou o fato de que Chris Robinson estaria gravando um álbum solo.
Se a notícia se confirmar, será uma enorme perda para o rock verdadeiro, aquele de bom gosto. O Black Crowes é uma das poucas bandas boas surgidas nos anos 90 dentro da música rock-pop, ao lado do Pearl Jam e do Soundgarden. Misturava de forma pesada e contagiante, com muita competência, influências de Led Zeppelin, Faces e Rolling Stones.
Seus integrantes também eram músicos acima da média, como o vocalista Chris Robinson (ótimo cantor, mesmo quando abusava dos tons lamurientos e dos berros), e os guitarristas Rich Robinson e Marc Ford (esse era excelente, um dos grandes nomes do instrumento, mas acabou sendo expulso da banda há quatro anos por abuso nas drogas).
Por conta disso, as melhores bandas acabam e teremos de aguentar lixos como Strokes, Radiohead e porcarias semelhantes.
sexta-feira, janeiro 04, 2002
Trechos de músicas e vídeos
A pedidos, coloco abaixo trechos de algumas músicas de artistas/bandas que cito no blog. Muita gente reclamou que ficou curiosa de saber como era o som dos artistas presentes nestas páginas. Pois bem, aí vão alguns trechos que para que as pessoas conheçam um pouco do maravilhoso mundo do rock:
Pain of Salvation – "Ashes"
Theatre of Tragedy - "Cassandra"
Within Temptation – "Ice Queen"
Tristania – "The Shining Path"
Stevie Ray Vaughan – "Pride and Joy"
Edguy – "Tears of a Mandrake"
Deep Purple – "Perfect Strangers"
Yes – "Roundabout"
Emerson, Lake and Palmer – "Hoedown"
Jethro Tull –"Aqualung"
Glenn Hughes – "Coast to Coast"
A pedidos, coloco abaixo trechos de algumas músicas de artistas/bandas que cito no blog. Muita gente reclamou que ficou curiosa de saber como era o som dos artistas presentes nestas páginas. Pois bem, aí vão alguns trechos que para que as pessoas conheçam um pouco do maravilhoso mundo do rock:
Pain of Salvation – "Ashes"
Theatre of Tragedy - "Cassandra"
Within Temptation – "Ice Queen"
Tristania – "The Shining Path"
Stevie Ray Vaughan – "Pride and Joy"
Edguy – "Tears of a Mandrake"
Deep Purple – "Perfect Strangers"
Yes – "Roundabout"
Emerson, Lake and Palmer – "Hoedown"
Jethro Tull –"Aqualung"
Glenn Hughes – "Coast to Coast"
Uma pitada de Glnenn Hughes e Joe Lynn Turner
Um dos projetos mais esperados de 2002 já pode ser ouvido na Internet. Os grandes vocalistas Joe Lynn Turner e Glenn Hughes disponibilizaram um trecho da música "Devil's Road", que deverá estar no CD da dupla "The Hughes Turner Project", a ser lançado em fevereiro no Japão. Escute aqui o trecho da música
Um dos projetos mais esperados de 2002 já pode ser ouvido na Internet. Os grandes vocalistas Joe Lynn Turner e Glenn Hughes disponibilizaram um trecho da música "Devil's Road", que deverá estar no CD da dupla "The Hughes Turner Project", a ser lançado em fevereiro no Japão. Escute aqui o trecho da música
quinta-feira, janeiro 03, 2002
Os Pássaros - Capítulo 2 (final)
Às 5h50 o garoto caminhava por uma trilha que levava ao penhasco. Estava quase na hora do retorno dos “heróis” . a revoada dos pássaros logo surgiria no horizonte, sete horas depois de duros e intensos combates.
Toda uma vida estava em xeque naquele penhasco. Ali estavam todas as angústias, apreensões e esperanças de um ser que só tinha olhos para um único aparelho. O garoto sentara em uma pedra como os olhos fizos no horizonte. A dúvida martelava a cabeça: ele voltaria desta vez?
Os primeiros do bando de pássaros começavam a aparecer, sob o brilho do sol ainda incipiente da manhã. Da massa compacta que partira sete horas antes, voltavam apenas pássaros sozinhos, debilitados, desgarrados e soltos. Os intervalos são longos. Quando um aparece, vem com os motores falhando e fazendo aterrissagens lamentáveis. Os bombeiros ficam a postos na pista, esperando pelo pior.
Foram duas horas de apreensão e estômago contraído de medo. Foram poucos os aviões que retornaram. De todas as vezes em que foi esperar o pai retornar, aquela mostrava que algo estava errado. Premonição?
Depois que o último avião pousou em condições péssimas, ele permanceu ainda por três horas naquele penhasco. Depois, levantou-se e seguiu de cabeça baixa pela trilha de volta à pequena aldeia onde morava. Na sua cabeça, apenas o desejo de ter um bom dia.
Ao entardecer o garoto passeava pela praia. Cabeça baixa, nem se incomodava com o vento frio do oceano. Estava bem próximo de uma pequena baía na ponta da enseada. Ali estavam os destroços de um avião trazidos pelo mar.
Com lágrimas no olhos, o garoto arrastou um pedaço grande de uma asa do aparelho destruído para perto do paredão do rochedo. Pacientemente, começou a enterrar pelas próximas três horas o pedaço de asa. Era apenas uma simplória cerimônia fúnebre. Seu pai não havia retornado. Agora havia mais um lugar vago no ninho.
Às 5h50 o garoto caminhava por uma trilha que levava ao penhasco. Estava quase na hora do retorno dos “heróis” . a revoada dos pássaros logo surgiria no horizonte, sete horas depois de duros e intensos combates.
Toda uma vida estava em xeque naquele penhasco. Ali estavam todas as angústias, apreensões e esperanças de um ser que só tinha olhos para um único aparelho. O garoto sentara em uma pedra como os olhos fizos no horizonte. A dúvida martelava a cabeça: ele voltaria desta vez?
Os primeiros do bando de pássaros começavam a aparecer, sob o brilho do sol ainda incipiente da manhã. Da massa compacta que partira sete horas antes, voltavam apenas pássaros sozinhos, debilitados, desgarrados e soltos. Os intervalos são longos. Quando um aparece, vem com os motores falhando e fazendo aterrissagens lamentáveis. Os bombeiros ficam a postos na pista, esperando pelo pior.
Foram duas horas de apreensão e estômago contraído de medo. Foram poucos os aviões que retornaram. De todas as vezes em que foi esperar o pai retornar, aquela mostrava que algo estava errado. Premonição?
Depois que o último avião pousou em condições péssimas, ele permanceu ainda por três horas naquele penhasco. Depois, levantou-se e seguiu de cabeça baixa pela trilha de volta à pequena aldeia onde morava. Na sua cabeça, apenas o desejo de ter um bom dia.
Ao entardecer o garoto passeava pela praia. Cabeça baixa, nem se incomodava com o vento frio do oceano. Estava bem próximo de uma pequena baía na ponta da enseada. Ali estavam os destroços de um avião trazidos pelo mar.
Com lágrimas no olhos, o garoto arrastou um pedaço grande de uma asa do aparelho destruído para perto do paredão do rochedo. Pacientemente, começou a enterrar pelas próximas três horas o pedaço de asa. Era apenas uma simplória cerimônia fúnebre. Seu pai não havia retornado. Agora havia mais um lugar vago no ninho.
Os Pássaros - Capítulo 1
“Daqui a duas horas sairemos novamente. Os ataques estão se intensificando. Dois, três dias. Não suporto mais isso. O céu já não existe mais, aquilo é apenas um enorme vazio. A noite é o fim de tudo. Ou o começo. Daqui a duas horas as hélices começarão a funcionar. Não dá mais. Ontemo esquadrão 18 não voltou. Dos 50 e tantos aviões que saíram, nenhum apontou novamente no horizonte para pousar. Meu irmão era um deles. Acho que estou ficando louco.”
**********************************************
O alarme soou exatamente às 23h30. Os aparelhos começaram o ronco dos motores imediatamente, que ecoaram por toda a região. Ele foram em direção ao mar. O farol da barra estava apagado (medidas de seguraça). Os caças partiram logo em seguida.
Euquanto os aparelhos cruzavam a noite rumo ao infinito, ao desconhecido, , alguém, lá embaixo, em um penhasco, observava atentamente o enxame de bombardeiros e caças. Foram mais de 50 minutos até que o último desaparecesse no horizonte escuro.
Eram os olhos de um garoto fascinado, que tentava em vão contar os pássaros do apocalipse. Os olhos estavam vidrados naquela que era mais uma missão de morte. Os olhos do garoto acompanhavam a morte voadora, seguindo a triste sina de toda uma geração calcinada entre ferros retorcidos de aviões destruídos. Os olhos de um garoto tentavam descobrir naquele enxame o avião do pai, na esperança de que voltasse mais uma vez.
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“O alvo não está longe. Pedi dispensa no último minuto, mas foi recusada. Estou nervoso. Depois de tanto tempo despejando morte, estou incomodado no banco de co-piloto, que ocupo há tanto tempo. Isso é mau sinal. Olho pela janela e vejo toda a esquadrilha em formação. Era um autêntico balé aéreo, pronto para entrar em ação. Em nosso avião bombardeiro, silêncio. O oficial de comunicações não tira os olhos do radar. O artilheiro da traseira está debruçado em sua metralhadora, concentrado. Dolorosa impaciência. Não suporto mais isso. Quero saltar agora...
O líder da esquadrilha comunica: dez minutos para o ataque. Os caças inimigos logo iriam aparecer. O comandante estava calado desde a partida. Ele também não estava bem. Vejo que será uma longa noite.”
“Daqui a duas horas sairemos novamente. Os ataques estão se intensificando. Dois, três dias. Não suporto mais isso. O céu já não existe mais, aquilo é apenas um enorme vazio. A noite é o fim de tudo. Ou o começo. Daqui a duas horas as hélices começarão a funcionar. Não dá mais. Ontemo esquadrão 18 não voltou. Dos 50 e tantos aviões que saíram, nenhum apontou novamente no horizonte para pousar. Meu irmão era um deles. Acho que estou ficando louco.”
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O alarme soou exatamente às 23h30. Os aparelhos começaram o ronco dos motores imediatamente, que ecoaram por toda a região. Ele foram em direção ao mar. O farol da barra estava apagado (medidas de seguraça). Os caças partiram logo em seguida.
Euquanto os aparelhos cruzavam a noite rumo ao infinito, ao desconhecido, , alguém, lá embaixo, em um penhasco, observava atentamente o enxame de bombardeiros e caças. Foram mais de 50 minutos até que o último desaparecesse no horizonte escuro.
Eram os olhos de um garoto fascinado, que tentava em vão contar os pássaros do apocalipse. Os olhos estavam vidrados naquela que era mais uma missão de morte. Os olhos do garoto acompanhavam a morte voadora, seguindo a triste sina de toda uma geração calcinada entre ferros retorcidos de aviões destruídos. Os olhos de um garoto tentavam descobrir naquele enxame o avião do pai, na esperança de que voltasse mais uma vez.
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“O alvo não está longe. Pedi dispensa no último minuto, mas foi recusada. Estou nervoso. Depois de tanto tempo despejando morte, estou incomodado no banco de co-piloto, que ocupo há tanto tempo. Isso é mau sinal. Olho pela janela e vejo toda a esquadrilha em formação. Era um autêntico balé aéreo, pronto para entrar em ação. Em nosso avião bombardeiro, silêncio. O oficial de comunicações não tira os olhos do radar. O artilheiro da traseira está debruçado em sua metralhadora, concentrado. Dolorosa impaciência. Não suporto mais isso. Quero saltar agora...
O líder da esquadrilha comunica: dez minutos para o ataque. Os caças inimigos logo iriam aparecer. O comandante estava calado desde a partida. Ele também não estava bem. Vejo que será uma longa noite.”
quarta-feira, janeiro 02, 2002
A democracia permite cada coisa...
A consolidação da democracia é uma necessidade em todos os lugares do mundo e está provado que a democracia é o pior dos regimes, só que ainda não inventaram nada melhor. Entretanto, a democracia, justamente por ser democrática, permite que qualquer um fale e/ou escreva o que quiser, mesmo que seja a maior bobagem (como a existência de gente que louva o nazismo e a pena de morte). Que assim seja para sempre.
E tem gente que abusa do direito de falar e escrever os maiores absurdos, como o jornalista Célio Franco, que até há pouco era um dos editores executivos do Diário do Grande ABC. Escrevendo para um site local, o Clique ABC, destila seu ódio contra o PT por causa do IPTU progressivo implantado pelas prefeituras do ABC e de São Paulo, acusa Lula de ser um "milionário fascinado por Cuba e que deve se mudar para lá", desanca sem elementos Cuba por todo e qualquer motivo e, para arrematar, suplica pela volta de Maluf ao governo do Estado de São Paulo ("ninguém provou que ele rouba") e de Erasmo Dias à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (para quem não se lembra, Dias foi secretrário de Segurança do Estado de São Paulo ao final dos anos 70 e início dos anos 80, bem na época da ditadura militar e abusava dos ideais e métodos fascistas).
Não dá para deixar de admitir: é uma das coisas mais hilárias que li nos últimos tempos. Para quem quiser rolar de rir, leia aqui.
A consolidação da democracia é uma necessidade em todos os lugares do mundo e está provado que a democracia é o pior dos regimes, só que ainda não inventaram nada melhor. Entretanto, a democracia, justamente por ser democrática, permite que qualquer um fale e/ou escreva o que quiser, mesmo que seja a maior bobagem (como a existência de gente que louva o nazismo e a pena de morte). Que assim seja para sempre.
E tem gente que abusa do direito de falar e escrever os maiores absurdos, como o jornalista Célio Franco, que até há pouco era um dos editores executivos do Diário do Grande ABC. Escrevendo para um site local, o Clique ABC, destila seu ódio contra o PT por causa do IPTU progressivo implantado pelas prefeituras do ABC e de São Paulo, acusa Lula de ser um "milionário fascinado por Cuba e que deve se mudar para lá", desanca sem elementos Cuba por todo e qualquer motivo e, para arrematar, suplica pela volta de Maluf ao governo do Estado de São Paulo ("ninguém provou que ele rouba") e de Erasmo Dias à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (para quem não se lembra, Dias foi secretrário de Segurança do Estado de São Paulo ao final dos anos 70 e início dos anos 80, bem na época da ditadura militar e abusava dos ideais e métodos fascistas).
Não dá para deixar de admitir: é uma das coisas mais hilárias que li nos últimos tempos. Para quem quiser rolar de rir, leia aqui.
Raridades ao vivo do Deep Purple
Mais classic rock. Um grande lançamento para os fanáticos pelo maravilhoso Deep Purple. "On the Road" é um CD duplo que reúne raridades ao vivo do conjunto. Na verdade, o grande lance desta coletânea é que ela junta em dois CDs versões interessantes de várias músicas e que estavam espalhadas por diversas outras coletâneas e discos ao vivo. Nada é inédito, tudo o que aparece neste novo lançamento já foi editado, mas tem o mérito de juntar tudo em um CD só. Veja a lista de música e mais informações aqui.
Mais classic rock. Um grande lançamento para os fanáticos pelo maravilhoso Deep Purple. "On the Road" é um CD duplo que reúne raridades ao vivo do conjunto. Na verdade, o grande lance desta coletânea é que ela junta em dois CDs versões interessantes de várias músicas e que estavam espalhadas por diversas outras coletâneas e discos ao vivo. Nada é inédito, tudo o que aparece neste novo lançamento já foi editado, mas tem o mérito de juntar tudo em um CD só. Veja a lista de música e mais informações aqui.
Brasil elege "Stairway to Heaven" como o melhor rock
Ouvintes brasileiros da Kiss FM, a única classic rock do Brasil, escolheram "Stairway to Heaven", do Led Zeppelin, como a mais importante música do rock em todos os tempos, dentro da votação das 500 mais segundo os ouvintes brasileiros. As 500 foram executadas por três vezes no final do ano passado. A rádio foi inaugurada em julho com a execução das 500 mais de todos os tempos segundo os ouvintes de 20 classic rocks radios dos Estados Unidos e da Inglaterra. Deu "Hey Jude", dos Beatles, na cabeça, enquanto "Stairway to Heaven" ficou entre as dez mais.
Ouvintes brasileiros da Kiss FM, a única classic rock do Brasil, escolheram "Stairway to Heaven", do Led Zeppelin, como a mais importante música do rock em todos os tempos, dentro da votação das 500 mais segundo os ouvintes brasileiros. As 500 foram executadas por três vezes no final do ano passado. A rádio foi inaugurada em julho com a execução das 500 mais de todos os tempos segundo os ouvintes de 20 classic rocks radios dos Estados Unidos e da Inglaterra. Deu "Hey Jude", dos Beatles, na cabeça, enquanto "Stairway to Heaven" ficou entre as dez mais.
Edguy e Tristania no Brasil
Boas novas para o mundo da música pesada. Janeiro traz duas interessantes atrações. Tristania é uma banda de metal gótico da Noruega (na foto a vocalista da banda) que alterna vocais líricos femininos com vocais masculinos de death metal, guturais. Nada de extraordinário, mas faz um heavy metal competente. O sexteto fará uma apresentação única em São Paulo no dia 19 no Via Funchal. Já no dia 31, na mesma casa, a sensação do metal de 2001 na Europa vem ao Brasil. Os alemães do Edguy lançam aqui o novo CD, "Mandrake". Eles fazem um heavy metal melódico que às vezes esbarra em um power metal. Nâo é tão pomposo quanto as bandas italianas Rhapsody ou Vision Divine, mas seus arranjos são eloquentes. A banda tem um leve acento comercial, o que deve ampliar seu público no Brasil. Mesmo assim, merece ser visto, pode ser a grande sensação do metal mundial no futuro.
Boas novas para o mundo da música pesada. Janeiro traz duas interessantes atrações. Tristania é uma banda de metal gótico da Noruega (na foto a vocalista da banda) que alterna vocais líricos femininos com vocais masculinos de death metal, guturais. Nada de extraordinário, mas faz um heavy metal competente. O sexteto fará uma apresentação única em São Paulo no dia 19 no Via Funchal. Já no dia 31, na mesma casa, a sensação do metal de 2001 na Europa vem ao Brasil. Os alemães do Edguy lançam aqui o novo CD, "Mandrake". Eles fazem um heavy metal melódico que às vezes esbarra em um power metal. Nâo é tão pomposo quanto as bandas italianas Rhapsody ou Vision Divine, mas seus arranjos são eloquentes. A banda tem um leve acento comercial, o que deve ampliar seu público no Brasil. Mesmo assim, merece ser visto, pode ser a grande sensação do metal mundial no futuro.
segunda-feira, dezembro 31, 2001
Arbitragem prejudicou, mas Palmeiras foi incompetente
Nas retrospectivas esportivas de fim-de-ano, todos os cronistas esportivos de São Paulo ressaltam, no tópico a respeito da Libertadores 2001, que o Palmeiras foi roubado pelo árbitro paraguaio Ubaldo Aquino na primeira partida das semifinais contra o Boca Juniors, em Buenos Aires (2 a 2). Com isso, fazem crer que a arbitragem tirou a equipe da competição.
Isso é um completo absurdo, uma falta de caráter tamanha. É bem verdade que Aquino roubou a equipe paulistana, mas a desclassificação ocorreu por pura incompetência verde, e pior, dentro do Parque Antártica, seu estádio.
Mesmo com o assalto em La Bombonera, o Palmeiras saiu de lá com um empate, quando rezava para perder de pouco antes de o jogo começar (se o árbitro não inventa o pênalti para os argentinos no final do primeiro tempo e marcasse o pênalti claro em Fernando no segundo tempo, o placar poderia ser 2 a 0 ou 3 a 1 para o Palmeiras).
Ou seja, um resultado nada desprezível. Como o Boca mostrou ser um time medíocre (apesar do craque Riquelme), o otimismo tomou conta do time verde, já bastava uma vitória por um gol para ir à final. Só que o time do Palmeiras tinha jogadores muito limitados, ruins mesmo tecnicamente, e que ainda por cima sentiram o peso da responsabilidade (sem falar que os "craques" sumiram, como Alex, Felipe e Lopes). Tremeram.
O resultado: Boca 2 a 0 em 20 minutos de jogo dentro do Parque Antártica... O lateral Felipe deu um carrinho criminoso em seu companheiro de equipe Leonardo, um péssimo zagueiro, e deu o gol para os argentinos aos 4 min. No segundo, o outro zagueiro ruim, Alexandre, apenas assistiu com Galeano ao avanço de Riquelme para a área palmeirense. 2 a 0.
Quando parecia que o time medíocre do Palmeiras iria reagir com o o primeiro gol ainda no primeiro tempo, logo em seguinda o imbecil zagueiro Alexandre agride um adversário na frente do juiz. Foi expulso. Era bom demais para os argentinos acreditarem.
O Palmeiras perdeu a classificação porque quis. Se o Boca fosse um time decente não teria permitido o empate no segundo tempo com um homem a mais. Falaram que Riquelme acabou com o Palmeiras. Se isso tivesse ocorrido realmente, o Boca teria vencido no tempo normal e nao nos pênaltis.
O Palmeiras perdeu porque era um time ruim e ainda por cima mal treinado, com "pseudo-craques" com altos salários que esconderam na partida. A equipe, apesar de enfrentar um Boca medíocre, não merecia ser campeão.
Após a classificação na primeira fase da Libertadores 2001, o Palmeiras jogou seis partidas até as semifinais: derrota por 1 0 e vitória por 1 a 0 contra o São Caetano (vitória nos pênaltis); 3 a 3 e 2 a 2 contra o Cruzeiro (vitória nos pênaltis); e dois empates em 2 a 2 contra o Boca (derrota nos pênaltis). Ou seja, uma vitória, quatro empates e uma derrota, com as vagas nas três fases sempre sendo decididas nos pênaltis. Marcou 10 gols e tomou 10 em seis partidas, sendo que a defesa tomou 9 gols em quatro jogos. Não era para classificar mesmo desse jeito.
Nas retrospectivas esportivas de fim-de-ano, todos os cronistas esportivos de São Paulo ressaltam, no tópico a respeito da Libertadores 2001, que o Palmeiras foi roubado pelo árbitro paraguaio Ubaldo Aquino na primeira partida das semifinais contra o Boca Juniors, em Buenos Aires (2 a 2). Com isso, fazem crer que a arbitragem tirou a equipe da competição.
Isso é um completo absurdo, uma falta de caráter tamanha. É bem verdade que Aquino roubou a equipe paulistana, mas a desclassificação ocorreu por pura incompetência verde, e pior, dentro do Parque Antártica, seu estádio.
Mesmo com o assalto em La Bombonera, o Palmeiras saiu de lá com um empate, quando rezava para perder de pouco antes de o jogo começar (se o árbitro não inventa o pênalti para os argentinos no final do primeiro tempo e marcasse o pênalti claro em Fernando no segundo tempo, o placar poderia ser 2 a 0 ou 3 a 1 para o Palmeiras).
Ou seja, um resultado nada desprezível. Como o Boca mostrou ser um time medíocre (apesar do craque Riquelme), o otimismo tomou conta do time verde, já bastava uma vitória por um gol para ir à final. Só que o time do Palmeiras tinha jogadores muito limitados, ruins mesmo tecnicamente, e que ainda por cima sentiram o peso da responsabilidade (sem falar que os "craques" sumiram, como Alex, Felipe e Lopes). Tremeram.
O resultado: Boca 2 a 0 em 20 minutos de jogo dentro do Parque Antártica... O lateral Felipe deu um carrinho criminoso em seu companheiro de equipe Leonardo, um péssimo zagueiro, e deu o gol para os argentinos aos 4 min. No segundo, o outro zagueiro ruim, Alexandre, apenas assistiu com Galeano ao avanço de Riquelme para a área palmeirense. 2 a 0.
Quando parecia que o time medíocre do Palmeiras iria reagir com o o primeiro gol ainda no primeiro tempo, logo em seguinda o imbecil zagueiro Alexandre agride um adversário na frente do juiz. Foi expulso. Era bom demais para os argentinos acreditarem.
O Palmeiras perdeu a classificação porque quis. Se o Boca fosse um time decente não teria permitido o empate no segundo tempo com um homem a mais. Falaram que Riquelme acabou com o Palmeiras. Se isso tivesse ocorrido realmente, o Boca teria vencido no tempo normal e nao nos pênaltis.
O Palmeiras perdeu porque era um time ruim e ainda por cima mal treinado, com "pseudo-craques" com altos salários que esconderam na partida. A equipe, apesar de enfrentar um Boca medíocre, não merecia ser campeão.
Após a classificação na primeira fase da Libertadores 2001, o Palmeiras jogou seis partidas até as semifinais: derrota por 1 0 e vitória por 1 a 0 contra o São Caetano (vitória nos pênaltis); 3 a 3 e 2 a 2 contra o Cruzeiro (vitória nos pênaltis); e dois empates em 2 a 2 contra o Boca (derrota nos pênaltis). Ou seja, uma vitória, quatro empates e uma derrota, com as vagas nas três fases sempre sendo decididas nos pênaltis. Marcou 10 gols e tomou 10 em seis partidas, sendo que a defesa tomou 9 gols em quatro jogos. Não era para classificar mesmo desse jeito.
Cássia Eller era um pouco acima da média, nada mais
Claro que é sempre uma coisa chata quando um artista morre, ainda mais jovem, como foi o caso de Cássia Eller no dia 29 de dezembro (e como foi Marcelo Fromer, dos Titãs, no meio do ano). E é natural que se exagere na importância dele, mesmo quando ela é apenas mediana.
Cássia Eller não era a melhor das cantoras da geração dos anos 90. Marisa Monte e Zélia Duncan têm mais voz e sabem cantar, no sentido de interpretação. Já a diva roqueira era exatamente isso, uma roqueira que descambou para a podreira punk-hard rock, com voz poderosa mas não-educada (justamente por isso abusava dos berros e da voz rasgada meio blues, meio Janis Joplin). E aproveitou justamente a carência de vozes femininas no rock brasileiro propriamente dito, já que não dava para competir com as duas já citadas mais Adriana Calcanhoto e Ana Carolina, mais próximas do público comercial.
Os críticos dos grandes jornais e outros bicões ressaltam a "atitude" como a grande característica a ser louvada em Cássia Eller. Fazem crer que apenas ela tinha a chamada "atitude" (como se declarar homossexualidade e mostrar seios em públicos fosse grande novidade...)
Apesar desses gêneros dispensáveis de comportamento, musicalmente ela era relevante dentro da atual música brasileira, mas nada de excepcional. Era versátil e dedicada, nada mais, mas não dá para deixar de reconhecer que ela era um símbolo de uma geração de cantoras dos ano 90 com um público fiel.
R.I.P., girl.
Claro que é sempre uma coisa chata quando um artista morre, ainda mais jovem, como foi o caso de Cássia Eller no dia 29 de dezembro (e como foi Marcelo Fromer, dos Titãs, no meio do ano). E é natural que se exagere na importância dele, mesmo quando ela é apenas mediana.
Cássia Eller não era a melhor das cantoras da geração dos anos 90. Marisa Monte e Zélia Duncan têm mais voz e sabem cantar, no sentido de interpretação. Já a diva roqueira era exatamente isso, uma roqueira que descambou para a podreira punk-hard rock, com voz poderosa mas não-educada (justamente por isso abusava dos berros e da voz rasgada meio blues, meio Janis Joplin). E aproveitou justamente a carência de vozes femininas no rock brasileiro propriamente dito, já que não dava para competir com as duas já citadas mais Adriana Calcanhoto e Ana Carolina, mais próximas do público comercial.
Os críticos dos grandes jornais e outros bicões ressaltam a "atitude" como a grande característica a ser louvada em Cássia Eller. Fazem crer que apenas ela tinha a chamada "atitude" (como se declarar homossexualidade e mostrar seios em públicos fosse grande novidade...)
Apesar desses gêneros dispensáveis de comportamento, musicalmente ela era relevante dentro da atual música brasileira, mas nada de excepcional. Era versátil e dedicada, nada mais, mas não dá para deixar de reconhecer que ela era um símbolo de uma geração de cantoras dos ano 90 com um público fiel.
R.I.P., girl.