Mais classic rock. Um grande lançamento para os fanáticos pelo maravilhoso Deep Purple. "On the Road" é um CD duplo que reúne raridades ao vivo do conjunto. Na verdade, o grande lance desta coletânea é que ela junta em dois CDs versões interessantes de várias músicas e que estavam espalhadas por diversas outras coletâneas e discos ao vivo. Nada é inédito, tudo o que aparece neste novo lançamento já foi editado, mas tem o mérito de juntar tudo em um CD só. Veja a lista de música e mais informações aqui.
Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
quarta-feira, janeiro 02, 2002
Raridades ao vivo do Deep Purple
Mais classic rock. Um grande lançamento para os fanáticos pelo maravilhoso Deep Purple. "On the Road" é um CD duplo que reúne raridades ao vivo do conjunto. Na verdade, o grande lance desta coletânea é que ela junta em dois CDs versões interessantes de várias músicas e que estavam espalhadas por diversas outras coletâneas e discos ao vivo. Nada é inédito, tudo o que aparece neste novo lançamento já foi editado, mas tem o mérito de juntar tudo em um CD só. Veja a lista de música e mais informações aqui.
Mais classic rock. Um grande lançamento para os fanáticos pelo maravilhoso Deep Purple. "On the Road" é um CD duplo que reúne raridades ao vivo do conjunto. Na verdade, o grande lance desta coletânea é que ela junta em dois CDs versões interessantes de várias músicas e que estavam espalhadas por diversas outras coletâneas e discos ao vivo. Nada é inédito, tudo o que aparece neste novo lançamento já foi editado, mas tem o mérito de juntar tudo em um CD só. Veja a lista de música e mais informações aqui.
Brasil elege "Stairway to Heaven" como o melhor rock
Ouvintes brasileiros da Kiss FM, a única classic rock do Brasil, escolheram "Stairway to Heaven", do Led Zeppelin, como a mais importante música do rock em todos os tempos, dentro da votação das 500 mais segundo os ouvintes brasileiros. As 500 foram executadas por três vezes no final do ano passado. A rádio foi inaugurada em julho com a execução das 500 mais de todos os tempos segundo os ouvintes de 20 classic rocks radios dos Estados Unidos e da Inglaterra. Deu "Hey Jude", dos Beatles, na cabeça, enquanto "Stairway to Heaven" ficou entre as dez mais.
Ouvintes brasileiros da Kiss FM, a única classic rock do Brasil, escolheram "Stairway to Heaven", do Led Zeppelin, como a mais importante música do rock em todos os tempos, dentro da votação das 500 mais segundo os ouvintes brasileiros. As 500 foram executadas por três vezes no final do ano passado. A rádio foi inaugurada em julho com a execução das 500 mais de todos os tempos segundo os ouvintes de 20 classic rocks radios dos Estados Unidos e da Inglaterra. Deu "Hey Jude", dos Beatles, na cabeça, enquanto "Stairway to Heaven" ficou entre as dez mais.
Edguy e Tristania no Brasil
Boas novas para o mundo da música pesada. Janeiro traz duas interessantes atrações. Tristania é uma banda de metal gótico da Noruega (na foto a vocalista da banda) que alterna vocais líricos femininos com vocais masculinos de death metal, guturais. Nada de extraordinário, mas faz um heavy metal competente. O sexteto fará uma apresentação única em São Paulo no dia 19 no Via Funchal. Já no dia 31, na mesma casa, a sensação do metal de 2001 na Europa vem ao Brasil. Os alemães do Edguy lançam aqui o novo CD, "Mandrake". Eles fazem um heavy metal melódico que às vezes esbarra em um power metal. Nâo é tão pomposo quanto as bandas italianas Rhapsody ou Vision Divine, mas seus arranjos são eloquentes. A banda tem um leve acento comercial, o que deve ampliar seu público no Brasil. Mesmo assim, merece ser visto, pode ser a grande sensação do metal mundial no futuro.
Boas novas para o mundo da música pesada. Janeiro traz duas interessantes atrações. Tristania é uma banda de metal gótico da Noruega (na foto a vocalista da banda) que alterna vocais líricos femininos com vocais masculinos de death metal, guturais. Nada de extraordinário, mas faz um heavy metal competente. O sexteto fará uma apresentação única em São Paulo no dia 19 no Via Funchal. Já no dia 31, na mesma casa, a sensação do metal de 2001 na Europa vem ao Brasil. Os alemães do Edguy lançam aqui o novo CD, "Mandrake". Eles fazem um heavy metal melódico que às vezes esbarra em um power metal. Nâo é tão pomposo quanto as bandas italianas Rhapsody ou Vision Divine, mas seus arranjos são eloquentes. A banda tem um leve acento comercial, o que deve ampliar seu público no Brasil. Mesmo assim, merece ser visto, pode ser a grande sensação do metal mundial no futuro.
segunda-feira, dezembro 31, 2001
Arbitragem prejudicou, mas Palmeiras foi incompetente
Nas retrospectivas esportivas de fim-de-ano, todos os cronistas esportivos de São Paulo ressaltam, no tópico a respeito da Libertadores 2001, que o Palmeiras foi roubado pelo árbitro paraguaio Ubaldo Aquino na primeira partida das semifinais contra o Boca Juniors, em Buenos Aires (2 a 2). Com isso, fazem crer que a arbitragem tirou a equipe da competição.
Isso é um completo absurdo, uma falta de caráter tamanha. É bem verdade que Aquino roubou a equipe paulistana, mas a desclassificação ocorreu por pura incompetência verde, e pior, dentro do Parque Antártica, seu estádio.
Mesmo com o assalto em La Bombonera, o Palmeiras saiu de lá com um empate, quando rezava para perder de pouco antes de o jogo começar (se o árbitro não inventa o pênalti para os argentinos no final do primeiro tempo e marcasse o pênalti claro em Fernando no segundo tempo, o placar poderia ser 2 a 0 ou 3 a 1 para o Palmeiras).
Ou seja, um resultado nada desprezível. Como o Boca mostrou ser um time medíocre (apesar do craque Riquelme), o otimismo tomou conta do time verde, já bastava uma vitória por um gol para ir à final. Só que o time do Palmeiras tinha jogadores muito limitados, ruins mesmo tecnicamente, e que ainda por cima sentiram o peso da responsabilidade (sem falar que os "craques" sumiram, como Alex, Felipe e Lopes). Tremeram.
O resultado: Boca 2 a 0 em 20 minutos de jogo dentro do Parque Antártica... O lateral Felipe deu um carrinho criminoso em seu companheiro de equipe Leonardo, um péssimo zagueiro, e deu o gol para os argentinos aos 4 min. No segundo, o outro zagueiro ruim, Alexandre, apenas assistiu com Galeano ao avanço de Riquelme para a área palmeirense. 2 a 0.
Quando parecia que o time medíocre do Palmeiras iria reagir com o o primeiro gol ainda no primeiro tempo, logo em seguinda o imbecil zagueiro Alexandre agride um adversário na frente do juiz. Foi expulso. Era bom demais para os argentinos acreditarem.
O Palmeiras perdeu a classificação porque quis. Se o Boca fosse um time decente não teria permitido o empate no segundo tempo com um homem a mais. Falaram que Riquelme acabou com o Palmeiras. Se isso tivesse ocorrido realmente, o Boca teria vencido no tempo normal e nao nos pênaltis.
O Palmeiras perdeu porque era um time ruim e ainda por cima mal treinado, com "pseudo-craques" com altos salários que esconderam na partida. A equipe, apesar de enfrentar um Boca medíocre, não merecia ser campeão.
Após a classificação na primeira fase da Libertadores 2001, o Palmeiras jogou seis partidas até as semifinais: derrota por 1 0 e vitória por 1 a 0 contra o São Caetano (vitória nos pênaltis); 3 a 3 e 2 a 2 contra o Cruzeiro (vitória nos pênaltis); e dois empates em 2 a 2 contra o Boca (derrota nos pênaltis). Ou seja, uma vitória, quatro empates e uma derrota, com as vagas nas três fases sempre sendo decididas nos pênaltis. Marcou 10 gols e tomou 10 em seis partidas, sendo que a defesa tomou 9 gols em quatro jogos. Não era para classificar mesmo desse jeito.
Nas retrospectivas esportivas de fim-de-ano, todos os cronistas esportivos de São Paulo ressaltam, no tópico a respeito da Libertadores 2001, que o Palmeiras foi roubado pelo árbitro paraguaio Ubaldo Aquino na primeira partida das semifinais contra o Boca Juniors, em Buenos Aires (2 a 2). Com isso, fazem crer que a arbitragem tirou a equipe da competição.
Isso é um completo absurdo, uma falta de caráter tamanha. É bem verdade que Aquino roubou a equipe paulistana, mas a desclassificação ocorreu por pura incompetência verde, e pior, dentro do Parque Antártica, seu estádio.
Mesmo com o assalto em La Bombonera, o Palmeiras saiu de lá com um empate, quando rezava para perder de pouco antes de o jogo começar (se o árbitro não inventa o pênalti para os argentinos no final do primeiro tempo e marcasse o pênalti claro em Fernando no segundo tempo, o placar poderia ser 2 a 0 ou 3 a 1 para o Palmeiras).
Ou seja, um resultado nada desprezível. Como o Boca mostrou ser um time medíocre (apesar do craque Riquelme), o otimismo tomou conta do time verde, já bastava uma vitória por um gol para ir à final. Só que o time do Palmeiras tinha jogadores muito limitados, ruins mesmo tecnicamente, e que ainda por cima sentiram o peso da responsabilidade (sem falar que os "craques" sumiram, como Alex, Felipe e Lopes). Tremeram.
O resultado: Boca 2 a 0 em 20 minutos de jogo dentro do Parque Antártica... O lateral Felipe deu um carrinho criminoso em seu companheiro de equipe Leonardo, um péssimo zagueiro, e deu o gol para os argentinos aos 4 min. No segundo, o outro zagueiro ruim, Alexandre, apenas assistiu com Galeano ao avanço de Riquelme para a área palmeirense. 2 a 0.
Quando parecia que o time medíocre do Palmeiras iria reagir com o o primeiro gol ainda no primeiro tempo, logo em seguinda o imbecil zagueiro Alexandre agride um adversário na frente do juiz. Foi expulso. Era bom demais para os argentinos acreditarem.
O Palmeiras perdeu a classificação porque quis. Se o Boca fosse um time decente não teria permitido o empate no segundo tempo com um homem a mais. Falaram que Riquelme acabou com o Palmeiras. Se isso tivesse ocorrido realmente, o Boca teria vencido no tempo normal e nao nos pênaltis.
O Palmeiras perdeu porque era um time ruim e ainda por cima mal treinado, com "pseudo-craques" com altos salários que esconderam na partida. A equipe, apesar de enfrentar um Boca medíocre, não merecia ser campeão.
Após a classificação na primeira fase da Libertadores 2001, o Palmeiras jogou seis partidas até as semifinais: derrota por 1 0 e vitória por 1 a 0 contra o São Caetano (vitória nos pênaltis); 3 a 3 e 2 a 2 contra o Cruzeiro (vitória nos pênaltis); e dois empates em 2 a 2 contra o Boca (derrota nos pênaltis). Ou seja, uma vitória, quatro empates e uma derrota, com as vagas nas três fases sempre sendo decididas nos pênaltis. Marcou 10 gols e tomou 10 em seis partidas, sendo que a defesa tomou 9 gols em quatro jogos. Não era para classificar mesmo desse jeito.
Cássia Eller era um pouco acima da média, nada mais
Claro que é sempre uma coisa chata quando um artista morre, ainda mais jovem, como foi o caso de Cássia Eller no dia 29 de dezembro (e como foi Marcelo Fromer, dos Titãs, no meio do ano). E é natural que se exagere na importância dele, mesmo quando ela é apenas mediana.
Cássia Eller não era a melhor das cantoras da geração dos anos 90. Marisa Monte e Zélia Duncan têm mais voz e sabem cantar, no sentido de interpretação. Já a diva roqueira era exatamente isso, uma roqueira que descambou para a podreira punk-hard rock, com voz poderosa mas não-educada (justamente por isso abusava dos berros e da voz rasgada meio blues, meio Janis Joplin). E aproveitou justamente a carência de vozes femininas no rock brasileiro propriamente dito, já que não dava para competir com as duas já citadas mais Adriana Calcanhoto e Ana Carolina, mais próximas do público comercial.
Os críticos dos grandes jornais e outros bicões ressaltam a "atitude" como a grande característica a ser louvada em Cássia Eller. Fazem crer que apenas ela tinha a chamada "atitude" (como se declarar homossexualidade e mostrar seios em públicos fosse grande novidade...)
Apesar desses gêneros dispensáveis de comportamento, musicalmente ela era relevante dentro da atual música brasileira, mas nada de excepcional. Era versátil e dedicada, nada mais, mas não dá para deixar de reconhecer que ela era um símbolo de uma geração de cantoras dos ano 90 com um público fiel.
R.I.P., girl.
Claro que é sempre uma coisa chata quando um artista morre, ainda mais jovem, como foi o caso de Cássia Eller no dia 29 de dezembro (e como foi Marcelo Fromer, dos Titãs, no meio do ano). E é natural que se exagere na importância dele, mesmo quando ela é apenas mediana.
Cássia Eller não era a melhor das cantoras da geração dos anos 90. Marisa Monte e Zélia Duncan têm mais voz e sabem cantar, no sentido de interpretação. Já a diva roqueira era exatamente isso, uma roqueira que descambou para a podreira punk-hard rock, com voz poderosa mas não-educada (justamente por isso abusava dos berros e da voz rasgada meio blues, meio Janis Joplin). E aproveitou justamente a carência de vozes femininas no rock brasileiro propriamente dito, já que não dava para competir com as duas já citadas mais Adriana Calcanhoto e Ana Carolina, mais próximas do público comercial.
Os críticos dos grandes jornais e outros bicões ressaltam a "atitude" como a grande característica a ser louvada em Cássia Eller. Fazem crer que apenas ela tinha a chamada "atitude" (como se declarar homossexualidade e mostrar seios em públicos fosse grande novidade...)
Apesar desses gêneros dispensáveis de comportamento, musicalmente ela era relevante dentro da atual música brasileira, mas nada de excepcional. Era versátil e dedicada, nada mais, mas não dá para deixar de reconhecer que ela era um símbolo de uma geração de cantoras dos ano 90 com um público fiel.
R.I.P., girl.
sexta-feira, dezembro 28, 2001
Saudação ao Cabide D'Ashkalsa
Aqui vai um abraço a mais um cidadão da comunidade blogueira que tem coisas a dizer. Marcelo Soares é um jornalista gaúcho fanático por cinema e Deep Purple e que esteve por breve período no caderno Brasil da Folha de S. Paulo. Seu blog é o Cabide D'Ashkalsa é bem feito e bem escrito. Já está nos recomendados da coluna da esquerda.
Aqui vai um abraço a mais um cidadão da comunidade blogueira que tem coisas a dizer. Marcelo Soares é um jornalista gaúcho fanático por cinema e Deep Purple e que esteve por breve período no caderno Brasil da Folha de S. Paulo. Seu blog é o Cabide D'Ashkalsa é bem feito e bem escrito. Já está nos recomendados da coluna da esquerda.
Repercussão do ódio a São Caetano
Audiência qualificada é isso aí. O meu glorioso amigo Maurício Gaia, o piloto do blog Mauricéia Desvairada e inspirador deste Superball Express, reproduziu minhas considerações a respeito da cidade de São Caetano do Sul e de sua equipe de futebol, a A.D. São Caetano, vice-campeã brasileira de 2001.
Apesar da estranheza dele quanto ao tom cáustico e duro do texto "Porque odeio São Caetano", ele concordou comigo ao finalizar o comentário a respeito de meu texto: em sua época de ginásio, moradores de São Caetano se orgulhavam de morar lá devido ao fato de não haver favelas (e os milhares de cortiços?). Ou seja, preconceito puro de gente nojenta.
E, só para provocar, encontrei-o em uma festa de um amigo comum em Santo André. Fui devidamente fantasiado com uma camisa do E.C. São Bernardo, "rival"do São Caetano, assim como o E.C. Santo André (agora de volta à primeira divisão do Paulistão) e do Palestra de São Bernardo (série B-1 do Paulistão).
Tudo bem que o São Bernardo atualmente é um dos piores do mundo (neste ano, na série B-2 do Paulistão, que é a 5.a divisão, a equipe teve quatro vitórias, dois empates e 26 derrotas, sendo que 19 consecutivas...), mas valeu a provocação.
Audiência qualificada é isso aí. O meu glorioso amigo Maurício Gaia, o piloto do blog Mauricéia Desvairada e inspirador deste Superball Express, reproduziu minhas considerações a respeito da cidade de São Caetano do Sul e de sua equipe de futebol, a A.D. São Caetano, vice-campeã brasileira de 2001.
Apesar da estranheza dele quanto ao tom cáustico e duro do texto "Porque odeio São Caetano", ele concordou comigo ao finalizar o comentário a respeito de meu texto: em sua época de ginásio, moradores de São Caetano se orgulhavam de morar lá devido ao fato de não haver favelas (e os milhares de cortiços?). Ou seja, preconceito puro de gente nojenta.
E, só para provocar, encontrei-o em uma festa de um amigo comum em Santo André. Fui devidamente fantasiado com uma camisa do E.C. São Bernardo, "rival"do São Caetano, assim como o E.C. Santo André (agora de volta à primeira divisão do Paulistão) e do Palestra de São Bernardo (série B-1 do Paulistão).
Tudo bem que o São Bernardo atualmente é um dos piores do mundo (neste ano, na série B-2 do Paulistão, que é a 5.a divisão, a equipe teve quatro vitórias, dois empates e 26 derrotas, sendo que 19 consecutivas...), mas valeu a provocação.
Stevie Ray Vaughan incendeia Montreux
O mito Stevie Ray Vaughan caminha a largos passos para o mesmo destino de outro mito (e seu mestre), Jimi Hendrix. Morto em um acidente de helicóptero após um show em agosto de 1990, o baú daquele que é considerado o maior bluesman dos anos 80 parece não ter fundo. Ano sim ano não aparece uma nova obra no mercado: a inédita gravação de um show, uma caixa com raridades nunca antes editadas e muito mais.
Por enquanto o que está vindo à tona 11 anos após a sua morte é de qualidade. Até quando? Com Hendrix aconteceu o oposto: o guitarrista norte-americano, o melhor de todos, morreu em 1970 e já no ano seguinte o mercado era inundado por milhares de lançamentos (piratas ou não), muitos de qualidade duvidosa, tudo isso fruto das encrencadas negociações de contratos e royalties levadas a cabo por empresários inescrupulosos e oportunistas (assim como Pelé, Hendrix era péssimo nos negícios e confiava nas pessoas erradas).
O baú do texano Vaughan nos brinda com mais uma pérola: “Live at Montreux 1982-1985” ém CD duplo recém-lançado que traz quase na íntegra os dois shows que ele realizou no famoso festival suíco de jazz. A produção é excelente e traz a assinatura do irmão Jimmie Vaughan, o responsável pelo legado.
Assim como “Live at the Carnegie Hall 1984”, lançado há três anos, o novo lançamento é primoroso, além de ser um registro histórico importantíssimo, já que pega Stevie Ray Vaughan em dois momentos distintos: em 1982, prestes a se tornar uma estrela de primeira grandeza do blues, e 1985, o auge de sua carreira, antes dos tratamentos para se livrar das drogas e do álcool.
As gravações dos dois shows mostram exatamente isso. O primeiro CD traz o show de 1982. Ainda uma atração de médio porte, Stevie Ray Vaughan e a Double Trouble (com Tommy Shannon no baixo e Chris Layton na bateria) tocaram menos de uma hora no bar principal do festival.
É verdade que o bar estava lotado, mas mesmo assim era um bar. Só que aquela apresentação foi tão marcante que emocionou uma então estrela da música pop, o guitarrista Jackson Browne, que fez questão de subir ao palco para uma jam.
Havia outra estrela da música pop na platéia, esta de muito maior grandeza e que não ficou nada emocionada. O inglês David Bowie ficou paralisado com a perfomance de Stevie e anteviu lucros se atraísse o texano. Dito e feito: o guitarrista participou do álbum de Bowie “Let’s Dance”, de 1983, e da turnê do disco no mesmo ano. A experiência desagradou a Stevie, mas foi fundamental para abrir as portas do estrelato.
Os principais destaques do CD 1 são “Pride and Joy”, “Texas Flood” e “Love Struck Baby”.
Já o segundo CD mostra Stevie Ray Vaughan e a Double Trouble (agora acrescida do tecladista Reese Wynans) sendo tratados como astros de primeira ordem, tocando no palco principal com uma platéia imensa que ali estava para vê-los. E o show foi fantástico (com três músicas registradas no álbum “Live Alive”, de 1986). Em sua plena forma e endiabrado, o guitarrista arrasa em “Voodoo Child”, de Hendrix, “Life Without You”, “Ain’t Gone N’ Give Up on Love”, “Texas Flood” e a magnífica “Tin Pan Alley”, que teve a participação do ótimo Johnny Copeland, guitarrista norte-americano.
Esse é um registro essencial para quem quer entender a evolução do blues nos ano 80. Agora é torcer para que o irmão Jimmie Vaughan não raspe o tacho e passe a colocar coisas indevidas de Stevie no mercado.
O mito Stevie Ray Vaughan caminha a largos passos para o mesmo destino de outro mito (e seu mestre), Jimi Hendrix. Morto em um acidente de helicóptero após um show em agosto de 1990, o baú daquele que é considerado o maior bluesman dos anos 80 parece não ter fundo. Ano sim ano não aparece uma nova obra no mercado: a inédita gravação de um show, uma caixa com raridades nunca antes editadas e muito mais.
Por enquanto o que está vindo à tona 11 anos após a sua morte é de qualidade. Até quando? Com Hendrix aconteceu o oposto: o guitarrista norte-americano, o melhor de todos, morreu em 1970 e já no ano seguinte o mercado era inundado por milhares de lançamentos (piratas ou não), muitos de qualidade duvidosa, tudo isso fruto das encrencadas negociações de contratos e royalties levadas a cabo por empresários inescrupulosos e oportunistas (assim como Pelé, Hendrix era péssimo nos negícios e confiava nas pessoas erradas).
O baú do texano Vaughan nos brinda com mais uma pérola: “Live at Montreux 1982-1985” ém CD duplo recém-lançado que traz quase na íntegra os dois shows que ele realizou no famoso festival suíco de jazz. A produção é excelente e traz a assinatura do irmão Jimmie Vaughan, o responsável pelo legado.
Assim como “Live at the Carnegie Hall 1984”, lançado há três anos, o novo lançamento é primoroso, além de ser um registro histórico importantíssimo, já que pega Stevie Ray Vaughan em dois momentos distintos: em 1982, prestes a se tornar uma estrela de primeira grandeza do blues, e 1985, o auge de sua carreira, antes dos tratamentos para se livrar das drogas e do álcool.
As gravações dos dois shows mostram exatamente isso. O primeiro CD traz o show de 1982. Ainda uma atração de médio porte, Stevie Ray Vaughan e a Double Trouble (com Tommy Shannon no baixo e Chris Layton na bateria) tocaram menos de uma hora no bar principal do festival.
É verdade que o bar estava lotado, mas mesmo assim era um bar. Só que aquela apresentação foi tão marcante que emocionou uma então estrela da música pop, o guitarrista Jackson Browne, que fez questão de subir ao palco para uma jam.
Havia outra estrela da música pop na platéia, esta de muito maior grandeza e que não ficou nada emocionada. O inglês David Bowie ficou paralisado com a perfomance de Stevie e anteviu lucros se atraísse o texano. Dito e feito: o guitarrista participou do álbum de Bowie “Let’s Dance”, de 1983, e da turnê do disco no mesmo ano. A experiência desagradou a Stevie, mas foi fundamental para abrir as portas do estrelato.
Os principais destaques do CD 1 são “Pride and Joy”, “Texas Flood” e “Love Struck Baby”.
Já o segundo CD mostra Stevie Ray Vaughan e a Double Trouble (agora acrescida do tecladista Reese Wynans) sendo tratados como astros de primeira ordem, tocando no palco principal com uma platéia imensa que ali estava para vê-los. E o show foi fantástico (com três músicas registradas no álbum “Live Alive”, de 1986). Em sua plena forma e endiabrado, o guitarrista arrasa em “Voodoo Child”, de Hendrix, “Life Without You”, “Ain’t Gone N’ Give Up on Love”, “Texas Flood” e a magnífica “Tin Pan Alley”, que teve a participação do ótimo Johnny Copeland, guitarrista norte-americano.
Esse é um registro essencial para quem quer entender a evolução do blues nos ano 80. Agora é torcer para que o irmão Jimmie Vaughan não raspe o tacho e passe a colocar coisas indevidas de Stevie no mercado.
"Blow Up" vale pelos Yardbirds
Boa música não tem hora. Na madrugada de 28 de dezembro a TV Bandeirantes exibiu "Blow Up", filme cult de o italiano MIchelangelo Antonioni realizou em Londres em 1966 (com boas atuações de David Hemmings e Vanessa Redgrave). Esse filme é considerado como um dos cults mais importantes da história do cinema. Pessoalmente não acho nada de mágico nesse filme. Ele é bem chato, como todo filme cabeçudo europeu (só faltou Godard para dar palpites).
Entretanto, o filme é histórico por um motivo muito simples: é o único registro em imagem de uma apresentação do grupo de rock Yardbirds tendo em sua formação os guitarristas Jimmy Page e Jeff Beck. No filme o protagonista, David Hemmings, que interpreta um fotógrafo de moda, aparece em uma cena procurando a musa da foro onde ele teria flagrado um assassinato em um show de rock.
A cena foi gravada no lendário Marquee e a banda que toca é o Yardbirds. Em um dado momento, a guitarra e o amplificados de Beck começa a dar problema. Depois de vários chutes no amplificados, Beck, irado, destrói a sua guitarra e joga os pedaços para a platéia, até então comportada. Imediatamente um tumulto é iniciado, todos querendo um pedaço da guitarra, que acaba nas mão do fotógrafo, que foge do local.
A cena estava inicialmente reservada para o Who, já que Pete Townshend era mestre em quebrar os instrumentos em cena, mas dois fatos conspiraram contra a banda: a agenda do grupo estava carregada em 1966 e não havia tempo disponível para as filmagens; além disso, assessores de Antonioni o convenceram de que, como a destruição da guitarra era uma marca de Townshend, a presença do Who filme não seria "natural".
O fato é que é delicioso ver os Yardbirds tocando "Stroll On" (uma variação de "Train Kept a Rollin'") tendo Beck e Page nas guitarras. É a única imagem existente dos dois dividindo o palco na banda.
Para quem não sabe, rapidamente: Eric Clapton, cansado do comercialismo dos Yardbirds, sai da banda em 1965. O grupo rapidamente convida Jimmy Page para o lugar, que na época era importante músico de estúdio.
Page recusa por três motivos: ganhava mais no estúdio, era muito amigo de Clapton e tinha saúde debilitada para enfrentar turnês. Acaba indicando um amigo de escola, Jeff Beck, que fica com o posto e se torna o guitarrista da época de maior sucesso do grupo.
No ano seguinte. Page se enche de ficar enfurnado no estúdio e começa a procurar uma banda para tocar. Coincidentemente, Paul Samwell-Smith, baixista dos Yardbirds, briga com a banda e é demitido. Page se oferece para o lugar e fica com o emprego de baixista. Dois meses depois, ele troca de instrumento com o então guitarra-base Chris Dreja, formando uma dupla incendiária de guitarras com Beck.
Mas a alegria durou pouco. Beck era muito estrelinha e estava de saco cheio da banda e do fato de ter um guitarrista do mesmo nível para dividir as atenções com ele (mesmo que esse guitarrista fosse o muito amigo Page). Pouco mais de três meses depois da troca entre Dreja e Page, Jeff Beck anuncia sua saída do grupo para formar o Jeff Beck Group, com Rod Stewart e Ron Wood, no final de 1966. Assim sendo, existem pouquíssimas gravações onde os dois guitarristas participam e apenas uma imagem desse encontro histórico.
Boa música não tem hora. Na madrugada de 28 de dezembro a TV Bandeirantes exibiu "Blow Up", filme cult de o italiano MIchelangelo Antonioni realizou em Londres em 1966 (com boas atuações de David Hemmings e Vanessa Redgrave). Esse filme é considerado como um dos cults mais importantes da história do cinema. Pessoalmente não acho nada de mágico nesse filme. Ele é bem chato, como todo filme cabeçudo europeu (só faltou Godard para dar palpites).
Entretanto, o filme é histórico por um motivo muito simples: é o único registro em imagem de uma apresentação do grupo de rock Yardbirds tendo em sua formação os guitarristas Jimmy Page e Jeff Beck. No filme o protagonista, David Hemmings, que interpreta um fotógrafo de moda, aparece em uma cena procurando a musa da foro onde ele teria flagrado um assassinato em um show de rock.
A cena foi gravada no lendário Marquee e a banda que toca é o Yardbirds. Em um dado momento, a guitarra e o amplificados de Beck começa a dar problema. Depois de vários chutes no amplificados, Beck, irado, destrói a sua guitarra e joga os pedaços para a platéia, até então comportada. Imediatamente um tumulto é iniciado, todos querendo um pedaço da guitarra, que acaba nas mão do fotógrafo, que foge do local.
A cena estava inicialmente reservada para o Who, já que Pete Townshend era mestre em quebrar os instrumentos em cena, mas dois fatos conspiraram contra a banda: a agenda do grupo estava carregada em 1966 e não havia tempo disponível para as filmagens; além disso, assessores de Antonioni o convenceram de que, como a destruição da guitarra era uma marca de Townshend, a presença do Who filme não seria "natural".
O fato é que é delicioso ver os Yardbirds tocando "Stroll On" (uma variação de "Train Kept a Rollin'") tendo Beck e Page nas guitarras. É a única imagem existente dos dois dividindo o palco na banda.
Para quem não sabe, rapidamente: Eric Clapton, cansado do comercialismo dos Yardbirds, sai da banda em 1965. O grupo rapidamente convida Jimmy Page para o lugar, que na época era importante músico de estúdio.
Page recusa por três motivos: ganhava mais no estúdio, era muito amigo de Clapton e tinha saúde debilitada para enfrentar turnês. Acaba indicando um amigo de escola, Jeff Beck, que fica com o posto e se torna o guitarrista da época de maior sucesso do grupo.
No ano seguinte. Page se enche de ficar enfurnado no estúdio e começa a procurar uma banda para tocar. Coincidentemente, Paul Samwell-Smith, baixista dos Yardbirds, briga com a banda e é demitido. Page se oferece para o lugar e fica com o emprego de baixista. Dois meses depois, ele troca de instrumento com o então guitarra-base Chris Dreja, formando uma dupla incendiária de guitarras com Beck.
Mas a alegria durou pouco. Beck era muito estrelinha e estava de saco cheio da banda e do fato de ter um guitarrista do mesmo nível para dividir as atenções com ele (mesmo que esse guitarrista fosse o muito amigo Page). Pouco mais de três meses depois da troca entre Dreja e Page, Jeff Beck anuncia sua saída do grupo para formar o Jeff Beck Group, com Rod Stewart e Ron Wood, no final de 1966. Assim sendo, existem pouquíssimas gravações onde os dois guitarristas participam e apenas uma imagem desse encontro histórico.
quarta-feira, dezembro 19, 2001
Racista é condenado no STJ
Até que enfim o STJ deu uma dentro. Condenou o editor gaúcho Siegfried Ellwanger Castan por racismo devido à publicação de livros e artigos anti-semitas. Leia aqui . Esse safado merece muito mais, com certeza. Ele é um revisionista, corrente de "historiadores" que contestam a ocorrência das atrocidades cometidas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Esses seres, por exemplo, dizem que os massacres contra judeus e outros povos nunca existiu, são fruto da "propaganda judaico-norte-americana" Para eles, os campos de concentração são "ficção", "invenção" e "mentiras puras". É para rir...
Até que enfim o STJ deu uma dentro. Condenou o editor gaúcho Siegfried Ellwanger Castan por racismo devido à publicação de livros e artigos anti-semitas. Leia aqui . Esse safado merece muito mais, com certeza. Ele é um revisionista, corrente de "historiadores" que contestam a ocorrência das atrocidades cometidas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Esses seres, por exemplo, dizem que os massacres contra judeus e outros povos nunca existiu, são fruto da "propaganda judaico-norte-americana" Para eles, os campos de concentração são "ficção", "invenção" e "mentiras puras". É para rir...
Felipão zomba de nós
A mediocridade da seleção de Felipão recebe uma dura crítica do colunista político Villas-Boas Correa, que escreve no No. Com o título "Não Zombe de Nós, Felipão", ele arrasa a tática e o modo de jogar do técnico gaúcho. Resume muito bem o meu pensamento a respeito...
A mediocridade da seleção de Felipão recebe uma dura crítica do colunista político Villas-Boas Correa, que escreve no No. Com o título "Não Zombe de Nós, Felipão", ele arrasa a tática e o modo de jogar do técnico gaúcho. Resume muito bem o meu pensamento a respeito...
terça-feira, dezembro 18, 2001
Hastings - Por uma Segunda Chance - Capítulo 4
Foram duas horas de procura em Warthingham. Gandalf ficara na retaguarda para se proteger e preparar um possível contra-ataque ou algum tipo de defesa. Só que meu medo revelou-se verdadeiro. Ele não estava na aldeia, que parecia ter sido evacuada às pressas. Exatamente o contrário das minhas ordens e das do rei Haroldo. Aquele batalhão de guerreiros ligados a Sinfeld... eram eles os responsáveis. Sequestraram Gandalf e provavelmente saquearam os nossos suprimentos.
Numa das poucas cabanas que restaram de pé havia fumaça. Entrei com cuidado. Era o fim de uma fogueira que destruía diversos objetos. Em um canto achei uma espada de má qualidade e um escudo retorcido. Por hora serviriam.
Na cabana de Gandalf nada havia. Tudo destruído. Do lado de fora, mais temor. O colar de pedras de Stonehenge de nosso líder estava perto de um arbusto, como se tivesse sido arrancado. As marcas no solo denunciam algum tipo de movimentação, prtovavelmente luta. Não havia sangue, mas Gandalf não poderia resistir muito tempo, já que tinha mais de 70 anos.
Sem comida, com armas ruins e sem cavalo. Só me restava caminhar até Londres depois da feroz batalha de Hastings. Era o que me restava diante da derrota. Já começo a admitir que seria interessante encontrar uma coluna de normandos pelo caminho e lutar até a morte. Eu me recuso a ver o fim do reino, não poderia suportar a entrada triunfante de William em Londres. Pior, não suportaria as boas vindas que o Conselho lhe daria, com certeza.
Ainda havia uma chance: eu tinha de chegar até Cundrum para alcançar os lanceiros de Sussex, que ficaram encarregados de criar uma segunda linha de defesa no caminho para Londres. Talvez fosse possível construir algum tipo de resistência, já que muito provavelmente a notícia da derrota já corria pelo reino. O problema: resistência sem Gandalf... impossível de se imaginar. Eu preciso encontrá-lo, mas é vital que eu chegue a Cundrum.
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Foram dois dias de caminhada até que eu pusesse um alimento em meu estômago. Parei à beira de um riacho, com uma queda d'água para tentar descansar. Acabei desmaiando e acordei horas depois. Aquele me parecia o rio Rostil. Se eu seguisse para o norte, beirado o rio, talvez contornasse a planície de Murdon e chegasse a Cundrum mais rápido, ao anoitecer do dia seguinte.
Saí ileso da batalha, mas meu cansaço era enorme. Caminhei com muita dificuldade por uma espécie de trilha natural na beira do rio. Ultrapassei algumas elevações e alguns montes pedregosos. O que deveria durar mais um dia de viagem durou dois.
Cundrum também estava deserta. O acampamento dos lanceiros estava vazio, com as tendas abandonadas e alguns sinaisn de lta. Esranhamente, não havia cadáveres. Ou tinham sido recolhidos, ou queimados. Entretanto, eram poucos os pedaços de espada, lança e escudo. Se houve luta, ela foi bastante rápida. Vasculhando o campo, não havia vestígio de sangue. Não posso crer que os lanceiros tenham nos traído.
Os rastros dos cavalos em debandada apontavam para a face norte de Cundrum, na estrada que levava a Wickermouth. Eu teria de caminhar novamente e por muito tempo. NUnca pensei que isso aconteceria comigo, mas comecei a achar que era hora de desistir.
Foram duas horas de procura em Warthingham. Gandalf ficara na retaguarda para se proteger e preparar um possível contra-ataque ou algum tipo de defesa. Só que meu medo revelou-se verdadeiro. Ele não estava na aldeia, que parecia ter sido evacuada às pressas. Exatamente o contrário das minhas ordens e das do rei Haroldo. Aquele batalhão de guerreiros ligados a Sinfeld... eram eles os responsáveis. Sequestraram Gandalf e provavelmente saquearam os nossos suprimentos.
Numa das poucas cabanas que restaram de pé havia fumaça. Entrei com cuidado. Era o fim de uma fogueira que destruía diversos objetos. Em um canto achei uma espada de má qualidade e um escudo retorcido. Por hora serviriam.
Na cabana de Gandalf nada havia. Tudo destruído. Do lado de fora, mais temor. O colar de pedras de Stonehenge de nosso líder estava perto de um arbusto, como se tivesse sido arrancado. As marcas no solo denunciam algum tipo de movimentação, prtovavelmente luta. Não havia sangue, mas Gandalf não poderia resistir muito tempo, já que tinha mais de 70 anos.
Sem comida, com armas ruins e sem cavalo. Só me restava caminhar até Londres depois da feroz batalha de Hastings. Era o que me restava diante da derrota. Já começo a admitir que seria interessante encontrar uma coluna de normandos pelo caminho e lutar até a morte. Eu me recuso a ver o fim do reino, não poderia suportar a entrada triunfante de William em Londres. Pior, não suportaria as boas vindas que o Conselho lhe daria, com certeza.
Ainda havia uma chance: eu tinha de chegar até Cundrum para alcançar os lanceiros de Sussex, que ficaram encarregados de criar uma segunda linha de defesa no caminho para Londres. Talvez fosse possível construir algum tipo de resistência, já que muito provavelmente a notícia da derrota já corria pelo reino. O problema: resistência sem Gandalf... impossível de se imaginar. Eu preciso encontrá-lo, mas é vital que eu chegue a Cundrum.
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Foram dois dias de caminhada até que eu pusesse um alimento em meu estômago. Parei à beira de um riacho, com uma queda d'água para tentar descansar. Acabei desmaiando e acordei horas depois. Aquele me parecia o rio Rostil. Se eu seguisse para o norte, beirado o rio, talvez contornasse a planície de Murdon e chegasse a Cundrum mais rápido, ao anoitecer do dia seguinte.
Saí ileso da batalha, mas meu cansaço era enorme. Caminhei com muita dificuldade por uma espécie de trilha natural na beira do rio. Ultrapassei algumas elevações e alguns montes pedregosos. O que deveria durar mais um dia de viagem durou dois.
Cundrum também estava deserta. O acampamento dos lanceiros estava vazio, com as tendas abandonadas e alguns sinaisn de lta. Esranhamente, não havia cadáveres. Ou tinham sido recolhidos, ou queimados. Entretanto, eram poucos os pedaços de espada, lança e escudo. Se houve luta, ela foi bastante rápida. Vasculhando o campo, não havia vestígio de sangue. Não posso crer que os lanceiros tenham nos traído.
Os rastros dos cavalos em debandada apontavam para a face norte de Cundrum, na estrada que levava a Wickermouth. Eu teria de caminhar novamente e por muito tempo. NUnca pensei que isso aconteceria comigo, mas comecei a achar que era hora de desistir.
Porque odeio São Caetano
Fez sucesso na revista Placar de duas semanas atrás um texto de um fotógrafo a respeito da badalação em torno do time do São Caetano. O texto era intitulado "São Caetano é um saco!". Apesar dos argumentos frágeis, o texto ganhou a admiração de muita gente. Para quem vive no ABC, a questão é um pouco mais profunda. Quem mora na cidade adora-a, que não mora lá a detesta.
Quanto ao time de futebol da cidade não há o que reclamar. Está jogando um futebol melhor do que o da maioria dos grandes times do país, o que não quer dizer que seja bom. Não é.
É um timinho, com jogadores fracassados e encostados por outros times. São bem treinados, é verdade, mas nada de espetacular. No entanto, a badalação se justifica, o time fez a melhor campanha e merece estar na final do Campeonato Brasileiro, apesar do farto subvencionamento com dinheiro público, já que o prefeito Luiz Olinto Tortorello (PTB) fundou a equipe em 1989 (ela é quase sua propriedade).
Eu odeio São Caetano porque o provincianismo atinge níveis estratosféricos lá. A cidade apresenta índices sociais elogiáveis, tem uma população rica e endinheirada, só que isso nunca se reverteu em educação. A grande maioria dos sãocaetanenses é mal-educada, ignorante e preconceituosa, além de extremamente brega (ok, essa eu até relevo, pois é uma questão de gosto).
A maioria dos sãocaetanenses é grosseira, não respeita os forasteiros e age como se fosse o povo mais civilizado do mundo, ignorando os demais. São Caetano não passa de um subúrbio paulistano que sobrevive graças à fábrica da General Motors. Sem a fábrica a cidade jamais existiria.
Todos os jornalistas que passaram pelas extintas Folha ABCD (caderno reginal da Folha de S. Paulo que durou de 1990 a 1995) e sucursais do Estadão e do Diário Popular no ABC reclamaram da atenção dispensada pelas autoridades e empresários da cidade. Eles nunca se deram ao trabalho de retornar ligações e pedidos de entrevistas (isso ocorreu diversas, embora em menor número, com jornalistas do próprio Diário do Grande ABC). O desprezo à informação para outros veículos era ultrajante. Prefeitos ignoravam a imprensa, a mesma coisa ocorria com vereadores (exceto os do PT, que adoram aparecer).
Políticamente, é uma cidade retrógrada e reacionária, dominada por uma elite ultraconservadora ligada ao PTB, elite essa que domina o município há elo menos 20 anos. A administração pública de São Caetano é um acinte: vive alardeando que é a cidade mais rica do Brasil e que o dinheiro sobra.
Pois bem, os prefeitos que por lá passam preferem investir em esporte contratando os atletas mais importantes do país, mas não é capaz de manter um serviço público decente de saúde na cidade. Ruas inteiras permanecem na escuridão ou com iluminação pública deficiente, vários bairros sofrem ano após ano com enchentes devastadoras. A cidade não tem favelas? Não, mas tem os cortiços, que continuam sendo o maior problema social.
Por fim, a juventude endinheirada e sem limites. Retrógrados, conservadores e totalmente alienados, desprezam tudo o que passa dos limites da cidade e agem com se São Caetano fosse o centro do mundo. Pior, agem como se a cidade fosse deles: não respeitam leis de trânsito, dirigem de forma perigosa pela cidade e perturbam qualquer pessoa nas ruas por qualquer motivo. Isso acontece em outras cidades do Estado? Acontece, e bastante, mas não no nível preocupante com que os incidentes, brigas e outros delitos ocorrem entre os jovens sãocaetanenses. Para estes não há limites, a impunidade é total.
Ainda bem que não moro em São Caetano.
Fez sucesso na revista Placar de duas semanas atrás um texto de um fotógrafo a respeito da badalação em torno do time do São Caetano. O texto era intitulado "São Caetano é um saco!". Apesar dos argumentos frágeis, o texto ganhou a admiração de muita gente. Para quem vive no ABC, a questão é um pouco mais profunda. Quem mora na cidade adora-a, que não mora lá a detesta.
Quanto ao time de futebol da cidade não há o que reclamar. Está jogando um futebol melhor do que o da maioria dos grandes times do país, o que não quer dizer que seja bom. Não é.
É um timinho, com jogadores fracassados e encostados por outros times. São bem treinados, é verdade, mas nada de espetacular. No entanto, a badalação se justifica, o time fez a melhor campanha e merece estar na final do Campeonato Brasileiro, apesar do farto subvencionamento com dinheiro público, já que o prefeito Luiz Olinto Tortorello (PTB) fundou a equipe em 1989 (ela é quase sua propriedade).
Eu odeio São Caetano porque o provincianismo atinge níveis estratosféricos lá. A cidade apresenta índices sociais elogiáveis, tem uma população rica e endinheirada, só que isso nunca se reverteu em educação. A grande maioria dos sãocaetanenses é mal-educada, ignorante e preconceituosa, além de extremamente brega (ok, essa eu até relevo, pois é uma questão de gosto).
A maioria dos sãocaetanenses é grosseira, não respeita os forasteiros e age como se fosse o povo mais civilizado do mundo, ignorando os demais. São Caetano não passa de um subúrbio paulistano que sobrevive graças à fábrica da General Motors. Sem a fábrica a cidade jamais existiria.
Todos os jornalistas que passaram pelas extintas Folha ABCD (caderno reginal da Folha de S. Paulo que durou de 1990 a 1995) e sucursais do Estadão e do Diário Popular no ABC reclamaram da atenção dispensada pelas autoridades e empresários da cidade. Eles nunca se deram ao trabalho de retornar ligações e pedidos de entrevistas (isso ocorreu diversas, embora em menor número, com jornalistas do próprio Diário do Grande ABC). O desprezo à informação para outros veículos era ultrajante. Prefeitos ignoravam a imprensa, a mesma coisa ocorria com vereadores (exceto os do PT, que adoram aparecer).
Políticamente, é uma cidade retrógrada e reacionária, dominada por uma elite ultraconservadora ligada ao PTB, elite essa que domina o município há elo menos 20 anos. A administração pública de São Caetano é um acinte: vive alardeando que é a cidade mais rica do Brasil e que o dinheiro sobra.
Pois bem, os prefeitos que por lá passam preferem investir em esporte contratando os atletas mais importantes do país, mas não é capaz de manter um serviço público decente de saúde na cidade. Ruas inteiras permanecem na escuridão ou com iluminação pública deficiente, vários bairros sofrem ano após ano com enchentes devastadoras. A cidade não tem favelas? Não, mas tem os cortiços, que continuam sendo o maior problema social.
Por fim, a juventude endinheirada e sem limites. Retrógrados, conservadores e totalmente alienados, desprezam tudo o que passa dos limites da cidade e agem com se São Caetano fosse o centro do mundo. Pior, agem como se a cidade fosse deles: não respeitam leis de trânsito, dirigem de forma perigosa pela cidade e perturbam qualquer pessoa nas ruas por qualquer motivo. Isso acontece em outras cidades do Estado? Acontece, e bastante, mas não no nível preocupante com que os incidentes, brigas e outros delitos ocorrem entre os jovens sãocaetanenses. Para estes não há limites, a impunidade é total.
Ainda bem que não moro em São Caetano.
domingo, dezembro 16, 2001
Morre Chuck Shuldiner, do Death
Mais uma baixa no rock. Chuck Shuldiner, o grande guitarrista das bandas Death e Control Denied (a primeira de death metal e a segunda de thrash metal), morreu no dia 13 de dezembro na Flórida aos 33 anos. Ele estava com câncer no cérebro, diagnosticado em 1999 e chegou a apresentar alguma melhora neste ano. Shuldiner foi um dos maiores divulgadores do metal extremo nos Estados Unidos na década de 90 e era muito respeitado no meio musical daquele país. R.I.P., man...
P.S.: George Harrison, John Lee Hooker, Chuck Shuldiner, André Boragina (Fates Prophecy), Donald (Gritando HC)... que 2001 passe logo...
Mais uma baixa no rock. Chuck Shuldiner, o grande guitarrista das bandas Death e Control Denied (a primeira de death metal e a segunda de thrash metal), morreu no dia 13 de dezembro na Flórida aos 33 anos. Ele estava com câncer no cérebro, diagnosticado em 1999 e chegou a apresentar alguma melhora neste ano. Shuldiner foi um dos maiores divulgadores do metal extremo nos Estados Unidos na década de 90 e era muito respeitado no meio musical daquele país. R.I.P., man...
P.S.: George Harrison, John Lee Hooker, Chuck Shuldiner, André Boragina (Fates Prophecy), Donald (Gritando HC)... que 2001 passe logo...
quarta-feira, dezembro 12, 2001
Hastings - Por uma Segunda Chance - Capítulo 3
Esse era o clima que Cedric encontrou para defender a batalha contra os noruegueses. Ele afirmava que era impossível manter duas frentes de batalha ao mesmo tempo, já que era dada como certa a ação militar de William contra as ilhas britânicas. Sveyn tinha de ser impedido ainda antes de desembarcar.
Para Sinfeld, não importava se as informações de iminente invasão escandinava fossem verdadeiras ou falsas. O que importava naquele momento era fazer oposição, qualquer oposição, para marcar a posição de seu grupo no Conselho contra a crescente ascensão do "conselho saxão informal", liderado por Gandalf e Cedric, que estava influindo demais nos negócios do reino.
A questão política acabou com todas as reservas morais que ele pudesse ter. Sinfeld sempre esteve perto poder e gostava demais daquilo. Quando ficou sabendo das primeiras conversas de conselheiros sob sua influência a respeito de alguma possibilidade de simpatia a William explodiu em ira e fúria, falando inclusive em traição.
Com o tempo, o apetite pelo poder e o seu aguçado institinto de autopreservação falaram mais alto, e passou a adotar uma visão mais pragmática. Ele não tinha simpatia com William e pelos normandos, na verdade ele tinha é pavor deles, com uma possível mudança total de status quo em um futuro reino normando.
Entretanto, o ódio ao "conselho saxão informal" transformou sua visão política e passou a incentivar as conversas a respeito de um eventual apoio a um hipotético governo normando. Esse "incentivo" passou a ser um estímulo e acabou dando seu aval para que se elaborasse um discurso e uma proposta para ser apresentada secretamente a William.
Mas os argumentos de Cedric foram mais fortes e Haroldo, depois de três horas de reflexão depois de uma reunião extaordinária do Conselho, decidiu pela batalha contra Sveyn, o norueguês, já que confiava demais em Cedric, um erudito e letrado nobre de origem celta e anglo-saxônica. Além do mais, tremia só de pensar na hipótese de perder a Mércia para os invasores escandinavos. Isso cortaria a comunicação com os recentes aliados escotos e escoceses, ao norte, e dividiria a ilha britânica ao meio.
Haroldo decidiu liderar pessoalmente a expedição ao norte da ilha, apesar de delegar o comando das tropas a Cedric. Este espalhou informantes e soldados por toda a costa norte e conseguiu saber de antemão onde os noruegueses desembarcariam. E o local não poderia ser melhor: o estuário de Stamford Bridge.
Os invasores foram atacados e surpreendidos no meio do desembarque. A batalha durou mais de seis horas e mais da metade dos noruegueses foi morta. O restante conseguiu voltar aos barcos que não foram incendiados e fugiram. Sveyn foi dado como desaparecido, já que seu corpo não foi achado e ele não retornou à Noruega.
Aliviados, apesar das pesadas baixas, os homens de Haroldo comemoraram muito em dois dias. No entanto, ainda no primeiro dia do longo retorno ao sul, o exército foi alcançado por um mensageiro. William estava iniciando os preparativos para sua campanha militar.
Cedric gelou. Não haveria tempo suficiente para chegar a Londres e organizar uma defesa decente, que incluía o recrutamento de novos soldados. Pior, não haveria tempo de surpreender o invasor na praia, como ocorreu contra os noruegueses. A carta confidencial que Gandalf lhe enviara era apocalíptica: se não voltassem em duas semanas, o reino deixaria de existir em breve.
Esse era o clima que Cedric encontrou para defender a batalha contra os noruegueses. Ele afirmava que era impossível manter duas frentes de batalha ao mesmo tempo, já que era dada como certa a ação militar de William contra as ilhas britânicas. Sveyn tinha de ser impedido ainda antes de desembarcar.
Para Sinfeld, não importava se as informações de iminente invasão escandinava fossem verdadeiras ou falsas. O que importava naquele momento era fazer oposição, qualquer oposição, para marcar a posição de seu grupo no Conselho contra a crescente ascensão do "conselho saxão informal", liderado por Gandalf e Cedric, que estava influindo demais nos negócios do reino.
A questão política acabou com todas as reservas morais que ele pudesse ter. Sinfeld sempre esteve perto poder e gostava demais daquilo. Quando ficou sabendo das primeiras conversas de conselheiros sob sua influência a respeito de alguma possibilidade de simpatia a William explodiu em ira e fúria, falando inclusive em traição.
Com o tempo, o apetite pelo poder e o seu aguçado institinto de autopreservação falaram mais alto, e passou a adotar uma visão mais pragmática. Ele não tinha simpatia com William e pelos normandos, na verdade ele tinha é pavor deles, com uma possível mudança total de status quo em um futuro reino normando.
Entretanto, o ódio ao "conselho saxão informal" transformou sua visão política e passou a incentivar as conversas a respeito de um eventual apoio a um hipotético governo normando. Esse "incentivo" passou a ser um estímulo e acabou dando seu aval para que se elaborasse um discurso e uma proposta para ser apresentada secretamente a William.
Mas os argumentos de Cedric foram mais fortes e Haroldo, depois de três horas de reflexão depois de uma reunião extaordinária do Conselho, decidiu pela batalha contra Sveyn, o norueguês, já que confiava demais em Cedric, um erudito e letrado nobre de origem celta e anglo-saxônica. Além do mais, tremia só de pensar na hipótese de perder a Mércia para os invasores escandinavos. Isso cortaria a comunicação com os recentes aliados escotos e escoceses, ao norte, e dividiria a ilha britânica ao meio.
Haroldo decidiu liderar pessoalmente a expedição ao norte da ilha, apesar de delegar o comando das tropas a Cedric. Este espalhou informantes e soldados por toda a costa norte e conseguiu saber de antemão onde os noruegueses desembarcariam. E o local não poderia ser melhor: o estuário de Stamford Bridge.
Os invasores foram atacados e surpreendidos no meio do desembarque. A batalha durou mais de seis horas e mais da metade dos noruegueses foi morta. O restante conseguiu voltar aos barcos que não foram incendiados e fugiram. Sveyn foi dado como desaparecido, já que seu corpo não foi achado e ele não retornou à Noruega.
Aliviados, apesar das pesadas baixas, os homens de Haroldo comemoraram muito em dois dias. No entanto, ainda no primeiro dia do longo retorno ao sul, o exército foi alcançado por um mensageiro. William estava iniciando os preparativos para sua campanha militar.
Cedric gelou. Não haveria tempo suficiente para chegar a Londres e organizar uma defesa decente, que incluía o recrutamento de novos soldados. Pior, não haveria tempo de surpreender o invasor na praia, como ocorreu contra os noruegueses. A carta confidencial que Gandalf lhe enviara era apocalíptica: se não voltassem em duas semanas, o reino deixaria de existir em breve.
terça-feira, dezembro 11, 2001
Hastings - Por uma Segunda Chance - Capítulo 2
Cedric havia sido fundamental para a vitória do rei Haroldo contra o exército do norueguês Sveyn em Stamford Bridge, no norte da ilha. Informantes davam conta de que a armada escandinava era composta por 20 galeras, com cerca de mil soldados. A tentativa do invasor era conquistar uma longa faixa litgorânea das ilhas britânicas e ralizar os costumeiros saques.
Dois anos anos antes Cedric esteve na região com sua brigada de elite e viu o que os dinamarqueses do rei Knut haviam feito: crianças e mulheres assassinadas, aldeias saqueadas e destruição total de toda e qualquer plantação. ele chegara atrasado a Kalstar e não conseguiu nem sequer vestígios dos invasores. Ele jurou que se vingaria dos escandinavos.
A chance surgira no final de agosto, com a informação de chegada de Sveyn. O norueguês, que já havia destruído portos e aldeias na região dos escotos, ao norte da antiga Caledônia, vinha agora não apenas para saquear, mas para conquistar e forçar o rei Haroldo a negociar o pagamento de vultoso resgate para devolução das terras.
Os informantes de Cedric estavam na corte do rei dinamarquês Knut, antigo aliado de Sveyn. Quando os noruegueses zarparam do fiorde de Ostlund, um grande contingente de homens já os esperavam na região de Newcastle. Mesmo assim, o surpreendido Sveyn vendeu caro a derrota no estuário de Stamford Bridge e ainda conseguiu escapar com boa parte de sua frota intacta.
Mesmo com todas as informações à disposição, Cedric, um dos comandantes mais respeitados de Haroldo, teve de lutar contra todos os seus inimigos dentro do Conselho dos Nobres para convencê-los da necessidade de evitar a invasão ao norte.
Os boatos de uma possível invasão de William da Normandia cresciam assustadoramente e o Conselho temia desguarnecer Londres e a Mércia. Pior, influenciados por Sinfeld, notório inimigo de Cedric, colocavam em dúvida as informações coletadas na Dinamarca. Na verdade, era mais uma briga nos bastidores para minar as forças de Cedric.
William, o duque da Normandia, reivindicava a coroa dos reinos unidos britânicos de Essex, Mércia e Northumbria após a morte de Edward Confessor em 1066. Segundo William, a coroa lhe havia sido prometida por Edward seis anos antes, já que esse não tinha herdeiros. Como parente da mulher de Edward, William considerava-se o legítimo aspirante ao trono. No entanto, as tradições anglo-saxônicas nem sempre reconheciam os direitos de nascimento para a entrega da coroa. Um grupo de nobres não reconheceu o acordo entre Edward e William de Normandia e apoiaram imediatamente Haroldo, filho do nobre Godwin, como chefe supremo.
Com isso, o Conselho dos Nobres se dividiu, mas acabou apoiando a posse do novo rei, mesmo sabendo que a guerra contra os normandos de William seria inevitável. Haroldo Godwinson era um bom soldado, mas completamente inexperiente em política. O resultado é que muita gente começou a lutar arduamente nos bastidores de Londres para influenciar o novo governo. Consequentemente, houve vários rachas dentro do Conselho, que se dividiram em diversos grupos que se engalfinhavam na disputa pelo poder.
Haroldo rangia os dentes para essa movimentação e fingia manter-se alheio a essa briga de foice no escuro. Apesar da inexperiência, percebeu logo que não podia confiar no Conselho, onde as alianças eram frágeis e sempre movidas a interesses particulares. Resumindo, percebeu que não estava governando um país, mas sim um grupo torpe de nobres dispostos a conseguir cada vez mais poder, independente do ocupante do trono.
Assim sendo, cercou-se dos mais diletos e leais companheiros de luta nos tempos em que repeliam invasores em Essex. Era um grupo que o acompanhava havia muito tempo, muitos deles serviram seu pai. Esse grupo era execrado pelo Conselho, que o considerava um poder paralelo dentro do reino. Haroldo sempre pendia para o "seu conselho" e ignorava sempre que podia os norbres.
Ao mesmo tempo que os isolava na tentativa de neutralizar sua influência, Haroldo provocava a ira deles e lentamente os empurrava para uma oposição ferrenha, que fatalmente levaria a uma traição. Aos poucos, alguns membros começaram a trabalhar com a hipótese de uma possível composição com normandos, caso esses viessem realmente a conquistar a Inglaterra. Esse sentimento lentamente evoluiu para a conspiração pura e simples. Com o ódio crescente ao grupo saxão leal a Haroldo, membros mais radicais do Conselho consideravam abertamente entre seus grupos o apoio à retirada de Haroldo do trono em favor de William da Normandia. E isso significou o envio secreto de emissários à corte de William para iniciar as negociações.
Cedric havia sido fundamental para a vitória do rei Haroldo contra o exército do norueguês Sveyn em Stamford Bridge, no norte da ilha. Informantes davam conta de que a armada escandinava era composta por 20 galeras, com cerca de mil soldados. A tentativa do invasor era conquistar uma longa faixa litgorânea das ilhas britânicas e ralizar os costumeiros saques.
Dois anos anos antes Cedric esteve na região com sua brigada de elite e viu o que os dinamarqueses do rei Knut haviam feito: crianças e mulheres assassinadas, aldeias saqueadas e destruição total de toda e qualquer plantação. ele chegara atrasado a Kalstar e não conseguiu nem sequer vestígios dos invasores. Ele jurou que se vingaria dos escandinavos.
A chance surgira no final de agosto, com a informação de chegada de Sveyn. O norueguês, que já havia destruído portos e aldeias na região dos escotos, ao norte da antiga Caledônia, vinha agora não apenas para saquear, mas para conquistar e forçar o rei Haroldo a negociar o pagamento de vultoso resgate para devolução das terras.
Os informantes de Cedric estavam na corte do rei dinamarquês Knut, antigo aliado de Sveyn. Quando os noruegueses zarparam do fiorde de Ostlund, um grande contingente de homens já os esperavam na região de Newcastle. Mesmo assim, o surpreendido Sveyn vendeu caro a derrota no estuário de Stamford Bridge e ainda conseguiu escapar com boa parte de sua frota intacta.
Mesmo com todas as informações à disposição, Cedric, um dos comandantes mais respeitados de Haroldo, teve de lutar contra todos os seus inimigos dentro do Conselho dos Nobres para convencê-los da necessidade de evitar a invasão ao norte.
Os boatos de uma possível invasão de William da Normandia cresciam assustadoramente e o Conselho temia desguarnecer Londres e a Mércia. Pior, influenciados por Sinfeld, notório inimigo de Cedric, colocavam em dúvida as informações coletadas na Dinamarca. Na verdade, era mais uma briga nos bastidores para minar as forças de Cedric.
William, o duque da Normandia, reivindicava a coroa dos reinos unidos britânicos de Essex, Mércia e Northumbria após a morte de Edward Confessor em 1066. Segundo William, a coroa lhe havia sido prometida por Edward seis anos antes, já que esse não tinha herdeiros. Como parente da mulher de Edward, William considerava-se o legítimo aspirante ao trono. No entanto, as tradições anglo-saxônicas nem sempre reconheciam os direitos de nascimento para a entrega da coroa. Um grupo de nobres não reconheceu o acordo entre Edward e William de Normandia e apoiaram imediatamente Haroldo, filho do nobre Godwin, como chefe supremo.
Com isso, o Conselho dos Nobres se dividiu, mas acabou apoiando a posse do novo rei, mesmo sabendo que a guerra contra os normandos de William seria inevitável. Haroldo Godwinson era um bom soldado, mas completamente inexperiente em política. O resultado é que muita gente começou a lutar arduamente nos bastidores de Londres para influenciar o novo governo. Consequentemente, houve vários rachas dentro do Conselho, que se dividiram em diversos grupos que se engalfinhavam na disputa pelo poder.
Haroldo rangia os dentes para essa movimentação e fingia manter-se alheio a essa briga de foice no escuro. Apesar da inexperiência, percebeu logo que não podia confiar no Conselho, onde as alianças eram frágeis e sempre movidas a interesses particulares. Resumindo, percebeu que não estava governando um país, mas sim um grupo torpe de nobres dispostos a conseguir cada vez mais poder, independente do ocupante do trono.
Assim sendo, cercou-se dos mais diletos e leais companheiros de luta nos tempos em que repeliam invasores em Essex. Era um grupo que o acompanhava havia muito tempo, muitos deles serviram seu pai. Esse grupo era execrado pelo Conselho, que o considerava um poder paralelo dentro do reino. Haroldo sempre pendia para o "seu conselho" e ignorava sempre que podia os norbres.
Ao mesmo tempo que os isolava na tentativa de neutralizar sua influência, Haroldo provocava a ira deles e lentamente os empurrava para uma oposição ferrenha, que fatalmente levaria a uma traição. Aos poucos, alguns membros começaram a trabalhar com a hipótese de uma possível composição com normandos, caso esses viessem realmente a conquistar a Inglaterra. Esse sentimento lentamente evoluiu para a conspiração pura e simples. Com o ódio crescente ao grupo saxão leal a Haroldo, membros mais radicais do Conselho consideravam abertamente entre seus grupos o apoio à retirada de Haroldo do trono em favor de William da Normandia. E isso significou o envio secreto de emissários à corte de William para iniciar as negociações.
Hastings - Por uma Segunda Chance - Capítulo 1
Consegui correr para a floresta quando a avalanche de normandos destruiu o nosso fanco esquerdo. A minha preocupação era com a brigada que tentava proteger o rei Haroldo, mas ela havia desaparecido. Em meio a toda a gritaria, pude escutar Mordred gritar paa que eu caísse para a esquerda, por trás do pequeno cume que se elevava bem no meio do campo de batalha. Lutando contra dois adversários e ferido no ombro esquerdo, Mordred procurava deter a penetração dos lanceiros.
A mim restava apenas seguir a ordem dele para tentar reorganizar as nossas defesas, mas foi impossível. Nem me dei conta de que havia matado três normandos quando tentava alcançar o meio do campo, à procura do rei.
Agora eu fazia parte do bando de soldados em frangalhos que tentava se refugiar no bosque de Dartmoor. Muitos de nós foram perseguidos como cães e assassinados sem piedade pelos mercenários sanguinários de William.
Ao longe, podia ouvir o clamor da corneta de Gandalf insistindo no avanço contra a bem postada infantaria dos normandos. POuco tempo depois veio o esperado toque de retirada. Na verdade, fuga, pois não havia mais o que fazer, não havia mais o que esperar daquele bando desorganizados de soldados derrotados naquele morticínio em que se transformou a planície de Hastings.
Meu coração estava dlacerado pela culpa. Mal consegui contornar o cume e os adversários caíram como águias sobre mim. Fui empurrado para perto do pântano acossado por uma coluna de normandos. Um a um meus companheiros de brigada caíam mortos, ora atingidos pelas flechas certeiras dos arqueiros, ora com as gargantas cortadas pelas pesadas espadas.
Cristand salvou minha vida ao saltar por cima de uma vegetação e empurrar dois inimigos prestes a cravar suas espadas em minhas costas, enquanto eu tentava golpear dois cavaleiros com meu machado. Mal tive tempo de me virar para ajudá-lo e ele estava caído, com um sabre enfiado no estômago, mas segurando firmemente a cabeça de um dos agressores. Um leve sorriso permanecia em seu rosto sem vida. O outro que atentava contra mim jazia com a cabeça enterrada em uma poça de água barrenta do pântano. O corpulento merciano Cristand salvara minha vida e nem ao menos pude olhá-lo nos olhos para agradecer.
Com a mesma rapidez que me virei para socorrer Cristand desviei-me de uma bola de aço lançada contra mim por dos cavaleiros, mas fui atingido por uma flecha no braço direito. Orin e Surgrath conseguiram bons resultados ao derrubar cavaleiros na entrada do bosque, mas foram abatidos logo em seguida por flechas. Toda a nossa linha de defesa fora quebrada e colunas de cavaleiros e lanceiros estavam prestes a nos cercar. Era o fim. Só me restava agora ir para a floresta.
E ali eu estava agora, atrás de uma pedra, escutando ao longe a selvageria da batalha que chegava ao fim. Exausto, Mondragon caiu ao meu lado, ao deslizar ferido por uma ribanceira. Já não tinha uma parte do rosto, arrancada por uma machadada.
- Acabou, meu amigo, acabou. Haroldo está morto.
- Como assim? Onde ele tombou?
- Na charneca perto da trilha de Ingram. Os lanceiros que o protegiam foram esmagados por uma das colunas que rompeu nossa linha à direita. Não tiveram chance.
Deixe-o recostado a uma relva e consegui atingir uma das árvores do lado norte da floresta. Mesmo ferido no braço, consegui subir e tentar vislumbrar algo do campo de batalha, a esta altura muito longe, lá embaixo na planície. O movimento estava cessando. Na parte alta da charneca, vi o que parecia ser simplesmente um massacre, com uma série de execuções sumárias.
Por mais que eu resistisse, não pude conter algumas poucas lágrimas. Nosso reino estava destruído por usurpadores. Anos de luta para consolidar a unificaão dos reinos de Mércia, Wessex e Northumbria destruídos por um exército de mercenários.
Quando voltei para ajudar Mondragon, algum tempo depois, apenas encontrei seu corpo sem a cabeça. Minha espada e meu machado haviam sumido. Eu só tinha agora uma saída: alcançar a aldeia de Warthingam antes dos normandos.
Consegui correr para a floresta quando a avalanche de normandos destruiu o nosso fanco esquerdo. A minha preocupação era com a brigada que tentava proteger o rei Haroldo, mas ela havia desaparecido. Em meio a toda a gritaria, pude escutar Mordred gritar paa que eu caísse para a esquerda, por trás do pequeno cume que se elevava bem no meio do campo de batalha. Lutando contra dois adversários e ferido no ombro esquerdo, Mordred procurava deter a penetração dos lanceiros.
A mim restava apenas seguir a ordem dele para tentar reorganizar as nossas defesas, mas foi impossível. Nem me dei conta de que havia matado três normandos quando tentava alcançar o meio do campo, à procura do rei.
Agora eu fazia parte do bando de soldados em frangalhos que tentava se refugiar no bosque de Dartmoor. Muitos de nós foram perseguidos como cães e assassinados sem piedade pelos mercenários sanguinários de William.
Ao longe, podia ouvir o clamor da corneta de Gandalf insistindo no avanço contra a bem postada infantaria dos normandos. POuco tempo depois veio o esperado toque de retirada. Na verdade, fuga, pois não havia mais o que fazer, não havia mais o que esperar daquele bando desorganizados de soldados derrotados naquele morticínio em que se transformou a planície de Hastings.
Meu coração estava dlacerado pela culpa. Mal consegui contornar o cume e os adversários caíram como águias sobre mim. Fui empurrado para perto do pântano acossado por uma coluna de normandos. Um a um meus companheiros de brigada caíam mortos, ora atingidos pelas flechas certeiras dos arqueiros, ora com as gargantas cortadas pelas pesadas espadas.
Cristand salvou minha vida ao saltar por cima de uma vegetação e empurrar dois inimigos prestes a cravar suas espadas em minhas costas, enquanto eu tentava golpear dois cavaleiros com meu machado. Mal tive tempo de me virar para ajudá-lo e ele estava caído, com um sabre enfiado no estômago, mas segurando firmemente a cabeça de um dos agressores. Um leve sorriso permanecia em seu rosto sem vida. O outro que atentava contra mim jazia com a cabeça enterrada em uma poça de água barrenta do pântano. O corpulento merciano Cristand salvara minha vida e nem ao menos pude olhá-lo nos olhos para agradecer.
Com a mesma rapidez que me virei para socorrer Cristand desviei-me de uma bola de aço lançada contra mim por dos cavaleiros, mas fui atingido por uma flecha no braço direito. Orin e Surgrath conseguiram bons resultados ao derrubar cavaleiros na entrada do bosque, mas foram abatidos logo em seguida por flechas. Toda a nossa linha de defesa fora quebrada e colunas de cavaleiros e lanceiros estavam prestes a nos cercar. Era o fim. Só me restava agora ir para a floresta.
E ali eu estava agora, atrás de uma pedra, escutando ao longe a selvageria da batalha que chegava ao fim. Exausto, Mondragon caiu ao meu lado, ao deslizar ferido por uma ribanceira. Já não tinha uma parte do rosto, arrancada por uma machadada.
- Acabou, meu amigo, acabou. Haroldo está morto.
- Como assim? Onde ele tombou?
- Na charneca perto da trilha de Ingram. Os lanceiros que o protegiam foram esmagados por uma das colunas que rompeu nossa linha à direita. Não tiveram chance.
Deixe-o recostado a uma relva e consegui atingir uma das árvores do lado norte da floresta. Mesmo ferido no braço, consegui subir e tentar vislumbrar algo do campo de batalha, a esta altura muito longe, lá embaixo na planície. O movimento estava cessando. Na parte alta da charneca, vi o que parecia ser simplesmente um massacre, com uma série de execuções sumárias.
Por mais que eu resistisse, não pude conter algumas poucas lágrimas. Nosso reino estava destruído por usurpadores. Anos de luta para consolidar a unificaão dos reinos de Mércia, Wessex e Northumbria destruídos por um exército de mercenários.
Quando voltei para ajudar Mondragon, algum tempo depois, apenas encontrei seu corpo sem a cabeça. Minha espada e meu machado haviam sumido. Eu só tinha agora uma saída: alcançar a aldeia de Warthingam antes dos normandos.
Poço sem fundo
O futebol de hoje mudou muito. Primeiro um jogador badalado na imprensa chora ao receber uma falta durante um jogo decisivo de Campeonato Brasileiro (Kaká, do São Paulo, contra o Atlético Paranaense). Depois, parte da torcida do São Caetano decide ir para casa no intervalo do jogo por causa da forte chuva no jogo semifinal contra o Atlético Mineiro no ridículo estádio Anacleto Campanella. Torcida que vai embora por causa da chuva... Esse é o retrato do futebol brasileiro em 2001, que "merece" a final de Campeonato Brasileiro que vai ter... Uma lástima.
O futebol de hoje mudou muito. Primeiro um jogador badalado na imprensa chora ao receber uma falta durante um jogo decisivo de Campeonato Brasileiro (Kaká, do São Paulo, contra o Atlético Paranaense). Depois, parte da torcida do São Caetano decide ir para casa no intervalo do jogo por causa da forte chuva no jogo semifinal contra o Atlético Mineiro no ridículo estádio Anacleto Campanella. Torcida que vai embora por causa da chuva... Esse é o retrato do futebol brasileiro em 2001, que "merece" a final de Campeonato Brasileiro que vai ter... Uma lástima.