Público gaúcho estraga apresentação de Malmsteen
Nota zero para o comportamento do público portoalegrense durante o show do guitarrista sueco Yngwie Malmsteen no bar Opinião no dia 3 de outubro. O guitarrista tocou na segunda parte do show um trecho do hino nacional norte-americano ao final de uma música, evidente homenagem aos mortos do atentado ao World Trade Center, em Nova York (apesar de sueco, Malmsteen mora desde 1983 em Los Angeles).
O público gaúcho não se conformou e começou a gritar "Brasil" em protesto contra a execução do hino ianque. Os músicos, evidentemente, não gostaram. Malmsteen é reconhecidamente arrogante, pedante e egocêntrico e não tolea vaias ou contestações. Ele se acha um Deus (é um esxcelente guitarrista, um dos melhores da história, mas humildade faz bem a qualquer pessoa). Irritado com a manifestação do público, ele repetiu trechos do hino ao final de mais cinco músicas e encerrou o show com o hino inteiro. O público, irado, começou a gritar "Osama", "Bin Laden" e outros impropérios contra os Estados Unidos. Os músicos ficaram horrizados.
Veja um relato anônimo de um espectador do show:
O show do guitarrista sueco Yngwie Malmsteen acabou em um incidente preocupante ontem à noite no Bar Opinião, em Porto Alegre. Faltando seis músicas para o final do que previa o roteiro da apresentação, o músico encerrou um solo com um trecho de "Star Spangled Banner", o hino nacional norte-americano. A citação era parte habitual dos shows do guitarrista, mas foi saudada aos gritos de "Brasil! Brasil!". Incomodado com a reação, Malmsteen, que mora nos EUA, insistiu em repetir frases do hino nas músicas que se seguiram. "Você sabe como o Malmsteen é... Ele não gostou e fez questão de tocar de novo", conta o guitarrista gaúcho Frank Solari, que estava na platéia.
No bis, Yngwie voltou sozinho e avisou que a platéia teria de ouvir o hino mais uma vez. Tocou a música "Black Star" e emendou com o "Star Spangled Banner" novamente, dessa vez na íntegra. Várias pessoas começaram a gritar "Bin Laden! Bin Laden!" e, ao fim da música, Yngwie vociferou contra a platéia: "Açougueiros, assassinos!" Antes de sair, arrematou: "God bless America and fuck you all!"
O trecho a seguir está publicado no site www.dereksherinian.com. É o relato do tecladista Derek Sherinian (ex-Alice Cooper, Dream Theater, enre outros) sobre o acontecimento, ditado ao seu webmaster para publicação em seu site:
"Atualmente sou o único americano na banda de Yngwie Malmsteen. O que aconteceu no show passado em Porto Alegre foi chocante. Lá pelo meio do set, Yngwie terminou seu solo com "Star Spangled Banner".O público presente, cerca de 1.500 pessoas, começou imediatamente a vaiar muito ruidosamente e jogando porcarias no palco.
A multidão começou a cantar "Osama! Osama!" Então, depois do solo de Yngwie, tínhamos cinco outras músicas para tocar ainda. Todo o meu espírito tinha se ido. Terminei o set com desgosto e sem sequer olhar para a platéia durante todo o restante do tempo. Depois da última música, a banda foi para o camarim e eu disse para Yngwie: "Eu me recuso a voltar para o bis sob quaisquer circunstâncias. Foda-se essa gente!" Yngwie voltou ao palco e tocou "Star Spangled Banner" de novo, diante de um coro de vaias. Ele então disse no microfone "God Bless America, and FUCK YOU ALL" e saiu. A platéia começou uma confusão e começou a jogar porcarias no palco. Nós imediatamente voltamos às pressas para o hotel.
Eu gostaria de agradecer Yngwie por nos defender, e por defender os EUA. Para o pessoal de Porto Alegre, vocês deveriam estar envergonhados de si mesmos. Não estou nem aí se nunca mais tocar nessa cidade de terceiro mundo infestada de mendigos! Deus abençoe a América."
Malmsteen ainda toca com sua banda no Rio e em São Paulo. Na capital paulista o show ocorrew dia 5 de outubro no via Funchal. Apenas um adendo para fechar. O comportamento dos metaleiros gaúchos foi deplorável, sem a menor justificativa. A banda tem o direito de tocar o hino de quem quiser e ninguém pode reclamar da reação dos músicos.
Malmsteen sempre declarou que adora o público brasileiro (tanto que gravou seu segundo CD ao vivo em São Paulo, em 1998). A banda merece a solidariedade, mas que Sherinian pegou pesado ao final de sua carta, pegou. Ele que suma do Brasil e nunca mais volte aqui. Não precisamos de um tecladista meia-boca, que foi despedido por incompetência do Dream Theater, tocando por aqui. ele que n unca mais toque em cidades de terceiro mundo cheia de mendigos...