Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
segunda-feira, janeiro 19, 2004
O Iron Maiden fez a pior de suas seis apresentações no Brasil. NO palco até que deram conta, fizeram o que tinham de fazer, mas o som estava muito baixo, oscilante e embolado. As guitarras sumiam com frequência e o baixo de Steve Harris, normalmente um trovão, ficava por baixo das guitarras emboladas. Bruce Dickinson falou demais durante o show, que durou apenas uma hora e cinquenta minutos - em Santiago, no Chile, foram duas horas e no Rio, duas horas e quinze minutos. Decepcionante.
A banda Iron Maiden começou o show às 21h35, com um público de 45 mil pessoas que lotou o estádio do Pacaembu. O grupo de heavy metal inglês não precisou de muito tempo para ver a platéia incendiar. O que se via eram muitos braços estendidos e fãs cantando em coro, com o cantor Bruce Dicknson, um repertório de sucessos.
A agitação era muita e, às vezes, passava dos limites de segurança. Foi quando Dicknson, logo após a canção “Can I Play With Madness”, deu uma bronca no público, sem falar uma palavra em português, pedindo para que parassem com o empurra-empurra na frente do palco.
Antes de entrar na segunda parte do show, o vocalista revelou que, nos bastidores, a banda fora avisada que havia ganhado disco de ouro pelo novo álbum, Dance of Death. (Estado de S. Paulo)
sexta-feira, janeiro 16, 2004
O baixista e vocalista Glenn Hughes realizou uma apresentação intimista e especial em Los Angeles, no dia 11 deste mês, para a gravação de seu primeiro DVD solo, ainda sem título - o lançamento acontecerá no segundo trimestre, via Frontiers Records, e ganhará versão em CD com uma faixa bônus.
Na banda que acompanhou estavam o fiel escudeiro JJ Marsch e George Nastos nas guitarras, Ed Roth nos teclados e Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) na bateria. Como convidados especias em alguns backing vocals estavam Alex Ligertwood (Santana) e Kevin Dubrow (ex-Quiet Riot).
O set list incluiu músicas da carreira solo de Hughes e clássicos do Deep Purple e Trapeze. Algumas das canções foram In My Blood, First Step of Love, Medusa, Seafull, Higher Places, Written All Over Your Face, Can't Stop the Flood, Coast to Coast, Wherever You Go, Mistreated, Blue Jade, Getting Tighter e You Keep On Moving.
O soci?logo franc?s Alain Touraine, profundo conhecedor do Brasil, mais uma vez foi certeiro sobre os principais problemas econ?micos e sociais do Brasil, em entrevista ? revista Carta Capital:
CC-- Por qu?? (sobre a preocupa??o do entrevistado com a declara??o do ministro Tarso Genro, de Cidades, com o MST):
AT-- O Brasil ?, h? muito tempo, um pa?s urbano, 80% da popula??o vive nas cidades. A mis?ria, quantitativamente, n?o est? mais no Piau?, mas em S?o Paulo. O grande projeto social urgente ? reconstruir as metr?poles, Rio e S?o Paulo. Prioritariamente S?o Paulo, pelos milh?es de habitantes que vivem l? e n?o t?m nem habita??o, nem sa?de, nem educa??o.
CC-- Isso ? mais importante que a reforma agr?ria?
AT-- Dez vezes mais importante! Atinge dez vezes mais gente. Se o governo quer agir nesse n?vel, isto ?, reestruturar, no Rio e em S?o Paulo, a vida de 10 milh?es de pessoas, precisa de enormes recursos. Esses recursos podem vir do crescimento econ?mico, mas isso pode demorar.
CC-- Qual seria a outra fonte?
AT-- Num pa?s como o Brasil, as pessoas ricas pagam impostos, mas as muito ricas n?o pagam. Os 5% ou 10% mais ricos representam a evas?o de impostos. N?o se pode fazer transforma??o social, reestruturar as grandes cidades, sem distribui??o de riqueza, isto ?, pegar o dinheiro aqui para investir l?. E n?o se pode fazer essas coisas, mantendo plenamente a democracia, sem mobiliza??o popular. O objetivo social urgente ? a reestrutura??o das metr?poles, que sup?e ir em busca do dinheiro da evas?o dos capitais, com uma forte mobiliza??o popular. E n?o estou vendo nada disso. Acho que isso deveria ser definido em pouqu?ssimo tempo. N?o sou sect?rio, sei que h? dificuldades, sou totalmente pela defesa da democracia, mas n?o se pode governar o Brasil sem um grande projeto social, com mobiliza??o humana e de recursos.
CC-- Para um estrangeiro, qual ? o lado mais chocante da desigualdade no Brasil: a grande dist?ncia entre ricos e pobres ou a resigna??o das massas populares?
AT-- O que choca, porque ? o mais vis?vel, ? a dist?ncia entre os ricos e os pobres. E nisso o Brasil ? um dos campe?es do mundo. Mas o que me preocupa, e isso ? profundamente latino-americano, ? a incapacidade de agir, de protestar. S?o pa?ses sem base pol?tica, sem sindicato. Ao mesmo tempo, o grande problema da Am?rica Latina n?o ? que haja muita gente embaixo, n?o ? esse o problema. O problema ? que h? muita gente fora. Quando voc? est? embaixo, reclama e esperneia contra os de cima, cria um sindicato, toma um pal?cio. Quando voc? est? fora, est? exclu?do. Estamos numa ?poca em que o fen?meno mais importante n?o ? a desigualdade, mas a exclus?o. O que est? abaixo protesta, mas o exclu?do perdeu a consci?ncia coletiva, ele n?o tem mais refer?ncias.
?
A rádio britânica BBC vai executar hoje a peça "4'33", de John Cage, uma obra com quatro minutos e trinta e três segundos de silêncio absoluto. A rara transmissão faz parte do concerto da BBC Symphony Orchestra, dedicado ao compositor americano de vanguarda.
Roger Wright, controlador da estação de música clássica da BBC, disse que o trabalho é um clássico americano que é "mais falado do que executado". Para a transmissão da peça foi necessário o desligamento de um sistema de emergência criado para encobrir grandes espaços de silêncio na programação da rádio.
A composição de Cage levou o público a abandonar a sala quando foi executada pela primeira vez, em 1952, e tem dividido a audiência por mais de meio século. Ele morreu em 1992, aos 79 anos de idade. (AFP)
Meu comentário: será mesmo que necessita de um conentário? A partir de agora eu também sou compositor, dentro de meu silêncio total e irrestrito. E tem gente que ainda leva John Cage a sério.
O músico americano Lou Reed deve lançar em março um disco ao vivo com canções de toda sua carreira. "Animal Serenade" foi gravado no Wiltern Theatre, em Los Angeles (EUA), como parte da turnê mundial do compositor no ano passado.
As músicas incluídas no disco vão de clássicos do Velvet Underground, como "Heroin", "All Tomorrow's Parties" e "Venus In Furs", até faixas do disco "The Raven", lançado em 2003. O álbum, mixado por Nick Launay, está sendo considerado como uma espécie de continuação do aclamado "Rock 'n' Roll Animal" (1974). A turnê mundial de Lou Reed teve mais de 60 shows por América, Europa, Canadá, Austrália e Japão. )do site Ananova).
Enquanto se discute se o Titanic deve ou não ser içado do fundo do mar, os uruguaios já tomaram uma decisão: vão resgatar o navio de guerra alemão Graf von Spee, que afundou ao largo de Montevidéu no início da Segunda Guerra Mundial. Leia mais aqui, no Deustche Welle.
quinta-feira, janeiro 15, 2004
Essa é preocupante: degundo levantamento feito pela revista esportiva alemã "Kicker", a situação financeira dos clubes profissionais da Europa está em péssimas condições. Juntos, acumulam uma dívida de 7 bilhões de euros (R$ 25,9 bilhões). Para o presidente da Liga Profissional Italiana, Adriano Galliani, "todo o sistema está podre".
A Folha de S. Paulo me surpreendeu ao fazer uma cobertura razoável da chegada do Iron Maiden ao Brasil na manhã de hoje. Uma exclusiva com o vocalista Bruce Dickinson por telefone foi um gol contra a concorrência. A primeira parte pode ser lida aqui.. A segunda parte, no formato pingue-pongue, aqui. O terceiro txto é um relato da entrevista coletiva no Rio, Leia aqui.
quarta-feira, janeiro 14, 2004
E o Disconnected também faz um grande favor aos amantes do Iron Maiden, que toca no Rio e em São Paulo nos dias 16 e 17 de janeiro próximos: resenhas detalhadas de toda a discografia do grupo, desde o longínquo "Soundhouse Tapes", de 1979. Para quem conhece pouco sobre o sexteto inglês, não há nada melhor do que isso. Leia mais aqui.
Um dos mais interessantes sites de música da atualidade, o Disconnected, publicou recentemente um artigo sobre o novo álbum de Glenn Hughes, o mestre do baixo e da voz, texto esse muito bom e claro, direto e objetivo. Foi a melhor resenha que eu já li a respeito do trabalho citado, "Songs of the Key of Rock". O texto , na verdade, foi publicado originalmente pela revista carioca International Magazine. Leia o texto aqui.
Revoltante a reportagem publicada hoje no site Estadão.com a respeito da influência das torcidas uniformizadas/organizadas nos grandes clubes de São Paulo. O texto aborda apenas os eventos ocorridos nas recentes apresentações de reforços do São Paulo e do Corinthians, mas o mesmo ocorre no Palmeiras e no Santos. Os dirigentes são tão amadores que permitem que os bandidos que integram essas quadrilhas participem das administrações dos clubes. No Corinthians ainda é pior, pois os mesmo vagabundos que causam arruaças em festas do clube - jogaram ovos no vice-presidente na festa de aniversário do clube - têm acesso liberado às dependências e aos jogadores. Simplesmente nojento. Leia o texto completo aqui.
terça-feira, janeiro 13, 2004
Ainda sobre a questão da identificação de americanos nas alfândegas brasileiras. Quando ficamos à mercê de um juizinho de primeira instância do Mato Grosso que manda tratar mal os norte-americanos e o chanceler brasileiro simplesmentenada diz, é sinal que muita coisa está mal na diplomacia brasileira. Esse tal "princípio" da reciprocidade é muito amplo e cabem nele vários tipos de arbitrariedades e idiotices. Enquanto imbecis da esquerdalha continuarem a achar que deixar americanos na fila da alfândega é uma questão de "soberania", teremos uma diplomacia de segundo escalão. O governo Lula é muito mais do que isso e não pode se prestar a esse papel ridículo.
segunda-feira, janeiro 12, 2004
A questão indígena continua sendo tratada no Brasil como se fosse um caso de zootecnia ou de saúde pública. A Funai (Fundação Nacional do Índio) nunca funcionou e nem vai funcionar enquanto os sucessivos governos tratarem a questão com assistencialismo e desinformação, bem ao gosto das nojentas ONGs que campeiam pelo mundo.
Parece ser extremamente conveniente tratar índio como ser humano de segunda classe. Até mesmo imimputável um índio é. Essa postura escondce interesses excusos e corrupção das mais execráveis, já que muita gente se aproveita deste estado "leniente" de coisas para ganhar dinheiro.
Índio é um ser humano normal e tem de ser tratado como tal. Assim como é um ser humano, precisa também ser tratado como cidadão. Precisa ter os mesmos direitos que o restante da população tem, como educação, saúde, documentos e emprego.
Hoje índio no Brasil é um animal que fica enclausurado em uma reserva e é tratado como ser dependente e que precisa ser amparado pelo assistencialismo do Estado. Isso é um aburdo. Índio tem de ser incluído na sociedade. Existem índios hoje que são empresários prósperos no comércio de madeira e em outros ramos. Então, por que esse assistencialismo?
É simplesmente asqueroso que meia dúzia de índios fiquem passeando em terrirtórios do tamanho de países somente porque achou que esses indiozinhos tinham de ter uma reserva. O país perde com as riquezas que deixa de explorar nos imensos territórios destinados às reservas.
As reservas precisam ser extintas e os índios tratados como cidadãos, e não como animais reclusos a uma reserva, como um zoológico. Querer preservar o modo de vida de índios que ainda vivem na pré-história é uma cinte à inteligência humana.
Quando ao argumento de que "espécies e povos podem desaparecer", faz parte do jogo. Aconteceu no passado e vai continuar acontecendo, faz parte do processo histórico. Nunca vi ninguém querer preservar astecas, maoris e outros povos. As reservas indígenas que existem nos EUA, Austrália e Nova Zelândia têm finalidade cultural e histórica, mas desde que nunca prejudique o desenvolvimento econômico. Que assim seja no Brasil.
O baixista Trevor Bolder (URIAH HEEP, DAVID BOWIE, WISHBONE ASH), é o novo endorser dos baixos brasileiros D'Alegria. Trevor tocou na banda Spiders From Mars, que acompanhava David Bowie no início dos anos 70, época na qual gravaram discos clássicos tais como "Hunky Dory", "Ziggy Stardust & The Spiders From Mars", e "Aladdin Sane".
Em 1977, Trevor se juntou ao Uriah Heep, substituindo John Wetton. Com eles, gravou discos inesquecíveis como "Firefly", "Innocent Victim", "Fallen Angel" e "Conquest", dentre os 18 discos oficiais da banda que contaram com sua presença até hoje.
No início dos anos 80, Trevor se juntou ao Wishbone Ash brevemente para a gravação do disco "Twin Barrels Burning" e sua conseqüente turnê, retornando em seguida ao Uriah Heep, com quem está até hoje.
Trevor utiliza baixos D'Alegria Defender JB de 4 cordas, passivos, como pode ser ouvido e visto em "Magic Night", novo CD/DVD do Uriah Heep, lançamento da Classic Rock Productions agora em janeiro de 2004.
Os baixos D'Alegria são instrumentos customizados, totalmente feitos à mão no Brasil, com madeiras brasileiras certificadas e hardware de primeira categoria.
Havia anos que eu não lia uma crítica tão contundente à mania de fazer listas e mais listas com os "melhores" de qualquer coisa. O guitarrista Zakk Wylde (Ozzy Osbourne) coloca as coisas nos seus devidos lugares na entrevista reproduzida abaixo, que por sua vez teve o registro em português feito pelo ótimo site roqueiro Disconnected. Geralmente essas listas são feitas por imbecis, e a coisa piora quando os "leitores" resolvem votar. Os resultados são geralmente catastróficos.
Com o respaldo de ser considerado por muita gente o melhor guitarrista do heavy metal na atualidade, Zakk Wylde (Ozzy Osbourne e Black Label Society) criticou a lista elaborada por críticos da Rolling Stone que apontou os 100 melhores do instrumento em todos os tempos.
Em entrevista ao site Sleazegrinder.com, Wylde foi direto ao ponto. Considerou Hendrix hors-concours e enalteceu Eddie Van Halen e Randy Rhoads. "Quando Eddie Van Halen fica em 70º e Randy Rhoads em 85º... O que quero dizer é que tenho de tocar material do Randy toda noite. Eu o idolatro, ainda tenho pôsteres dele em minha garagem, na sala de ginástica, eu os levo no ônibus [de turnê]. Eu amo Randy Rhoads e o negócio é o seguinte: da última vez que conferi, Joan Jett não conseguia tocar Mr. Crowley, entende o que quero dizer?".
N. do E.: Joan Jett ficou na 87ª colocação e Mr. Crowley tem dois dos solos mais maravilhosos da música. A história conta que Rhoads gravou tudo de improviso no primeiro take, ambos ficaram perfeitos e a banda - Ozzy, Lee Kerslake (bateria) e Bob Daisley (baixo) - e o produtor Max Norman não permitiram que o saudoso guitarrista fizesse novas tentativas. Wylde resumiu bem o sentimento de quem leva o assunto a sério e viu Kurt Cobain em 12º e John Frusciante em 18º, na frente de gente como Tom Morello (26º), John McLaughlin (49º), Ritchie Blackmore (55º), Vernon Reid (66º), David Gilmour (82º), Tony Iommi (86º) e Angus Young (96º).
"Você tem de rir de um coisa como essa. Joe Satriani, Steve Vai, Yngwie Malmsteen e Slash não estão lá. Eles são alguns dos melhores guitarristas que já andaram neste planeta. Eu sou guitarrista. Você sabe quão bom é Yngwie? Está além do imaginável. O fato de ele não estar lá é loucura para mim. As pessoas podem dizer o que quiserem a seu respeito, mas é como eleger os dez melhores cantores de todos os tempos e não incluir o Pavarotti. Yngwie é um virtuoso. (...) Para mim, Eddie deveria ser o primeiro colocado e Randy teria de estar entre os três ou cinco melhores".
Com informações dos sites Whiplash, Rock Brigade e Disconnected.
quinta-feira, janeiro 08, 2004
terça-feira, janeiro 06, 2004
Embora compreensível - e, em certo momento, até mesmo desejada -, as dificuldades que estão sendo impostas aos cidadãos norte-americanos que entram no Brasil podem ser prejudiciais ao País e surtir o efeito contrário.
O "rigoroso" controle de entrada de estrangeiros nos Estados Unidos é ultrajante, expondo cidadãos do mundo inteiro a humilhações desnecessárias por um povo acuado e assustado, mas consciente dos problemas causados por seu governo no restante do planeta. Passar por uma alfândega ou imigração em qualquer aeroporto norte-americano é um tormento e um suplício, diante do comportamento vergonhoso dos funcionários.
Entretanto, repetir o procedimento aqui no Brasil - e somente contra cidadãos dos Estados Unidos - não é uma medida inteligente, já que atrapalha o turismo, sem falar na questão discrminatória evidente. Essas medidas nos aeroportos soam cxomo retaliação e isso não fará bem para as relações entre os dois país. Só piorará as condições dos brasileiros que vão aos Estados Unidos.
Nova Orleans - O cantor e compositor do The Kinks, Ray Davies, levou um tiro na perna ao perseguir dois ladrões que roubaram a bolsa da mulher com quem ele estava em Nova Orleans. Davies, que tem hoje 59 anos, e a mulher estavam andando na manhã de domingo quando foram assaltados. O ferimento não foi grave, e Davies foi liberado do hospital ontem mesmo. Um suspeito foi preso horas depois do roubo e outro está sendo procurado.
São Paulo, 06/01/2004 (Agência Estado) - Um site que trata os pagodeiros, em geral, como "malditos que influenciam no futuro maldito do país" e que "não sabem cantar", "não sabem dançar", "não sabem tocar" e "não sabem compor" vem ganhando cadastrados num ritmo perigosamente acelerado. O "Morte aos Pagodeiros", criado por roqueiros que se identificam apenas por pseudônimos, conta com mais de 150 associados e existe para esculhambar com uma música que consideram "maldita". Mas pelo teor dos ataques, o site pode cair na mira polícia. Leia mais aqui.
A iniciativa é muito legal, desde que não haja incitação à violência. O pagode é um lixo, assim como os vermes que cantam essa porcaria. Entretanto, acho que o site deve ter um caráter eminentemente humorístico; não deve servir de estímulo para delinquentes e imbecis destilarem ódio, violência e preconceito (este, só contra a música em si, que é péssima). A polícia precisa fiscalizar bem para evitar abusos.
segunda-feira, janeiro 05, 2004
A notícia já é velha, o lançamento de "Birdland", o primeiro álbum dos Yardbirds em 35 anos. O CD foi lançado no começo de 2003 no exterior e chegou em novembro ao Brasil pela Hellion Records, loja da Galeria do Rock. O legal é que a Folha de S. Paulo entrevistou o guitarrista Chris Dreja, um dos dois integrantes originais que estão na banda. Leia mais aqui.
domingo, janeiro 04, 2004
A prefeita de São Paulo, Marta Maluf Suplicy, vai cavoucar cidade neste ano para uma série de obras, em iniciativa para "marcar" sua gestão e, de quebra, dar uma "ajudazinha" na sua reeeição, e, outubro. É evidente que Marta é zilhões melhor e mais honesta que Maluf, mas é uma decepção total ao se utilizar das mesmas táticas e práticas daquele péssimo político que destruiu a cidade entre 1992 e 2000. Infelizmente, Marta merece a reeleição, muito mais em função da ruindade de seus adversários.
O jornal Naples Daily News informou que Alex Lifeson, guitarrista da banda RUSH, foi preso e sofreu cinco acusações após uma confusão no Ritz-Carlton, em Naples, Florida, na festa de Reveillon. O filho de Lifeson, Justin Zivojinovich, de 33 anos, bem como sua esposa, Michelle, também foram presos.
Os representantes da polícia informaram que Lifeson estava bêbado ou sobre efeito de drogas, e foi preso após ser atordoado com uma arma de choques, pouco após ter empurrado uma xerife pelas escadas do hotel, e ter cuspido sangue na cara de um outro xerife.
Segundo o filho de Lifeson, o pai teve o nariz quebrado pelos xerifes, e não cuspiu sangue sobre um xerife intencionalmente, nem mesmo empurrou uma outra xerife pelas escadas do hotel. A xerife teria caido pela escada ao tentar empurrar Alex.
A confusão teria começado quando o filho de Alex tentou subir ao palco do hotel aonde uma banda se apresentava. "Eu cantava Happy New Year, assim como todos cantavam. De repente alguém começou a gritar para os seguranças para que nos tirassem do palco. Não houve violência de nossa parte. Me pediram para sair e eu concordei. Pedi apenas para ir até minha esposa para levá-la para longe dali. Mas eles decidiram me agredir. Eles nos atordoaram, a mim e a meu pai, com uma arma de choque."
Já segundo a polícia, ao ser intimado a descer do palco pelos seguranças do local, Justin teria respondido com um sonoro "Fuck Off! Eu vou cantar uma música para minha esposa." Neste ponto Alex, pai de Justin, haveria também iniciado agressões verbais contra os seguranças, dizendo que o filho não seria retirado do local. Os seguranças chamaram a polícia para retirá-los à força.
Enquanto Justin era levado para fora do hotel em uma chave-de-braço, Alex teria começado a empurrar o filho e policiais na direção inversa. Neste ponto, como Justin resistia em ser algemado, foi nocauteado com uma arma de choques. Alex teria então se apossado do rádio da xerife para evitar que reforços fossem chamados logo depois a enpurrando pelas escadas da entrada do hotel.
Entre as acusações perpretadas contra Lifeson estão agressão grave contra representantes da lei, resistência violenta a prisão e desordem por motivo de intoxicação. (Do site Whiplash).
segunda-feira, dezembro 29, 2003
Todas as publicações e cadernos de cultura costumam publicar os melhores do ano em dezembro. Do alto de minha suprema arrogância, farei o mesmo.
CDs:
1 - "Dance of Death" - Iron Maiden
2 - "The Deepest End" - Gov't Mule
3 - "Live at the Royal Albert Hall" - The Who
4 - "Rush in Rio" - Rush
5 - "Songs of Key of the Life" - Glenn Hughes
6 - "Bananas" - Deep Purple
7 - "Alive IV - Symphony" - Kiss
8 - "Birdland" - Yardbirds
9 - "How the West We Won" - Led Zeppelin
10 - "Music Machine" - Erik Norlander
DVDs:
1 - "Live at Pompeii" - Pink Floyd
2 - "Farewell Concert" - Cream
3 - "Rush in Rio" - Rush
4 - "Led Zeppelin - DVD" - Led Zeppelin
5 - "Go Home" - U2
6 - "Four Flicks" - Rolling Stones
Livros:
1 - "A Bíblia Inglesa e as Revoluções no Século XVII", Christofer Hill
2 - "A Alemanha de Hitler", de Roderick Stackelberg
3 - "A Ditadura Derrotada", de Elio Gaspari
4 - "A Morte Chega à Noite", de Jack Higgins
5 - "O Vôo da Vespa", de Ken Follet
Com informações dos sites Whiplash, Road Crew, Rock Brigade e Disconnected.
quinta-feira, dezembro 25, 2003
O guitarrista/vocalista Zakk Wylde já está em pleno processo de produção do novo álbum do Black Label Society, na Califórnia. Intitulado Hangover Music Vol. 1, o disco vai ter basicamente piano e violões, mas também contará com guitarras elétricas. O lançamento está previsto para março, pela Spitfire Records.
domingo, dezembro 21, 2003
A banda de rock britânica The Who, uma referência musical dos anos 60 e 70, voltará a se apresentar no festival da ilha de Wight (sul da Inglaterra), três décadas após seu último e escandaloso show no local.
Também confirmaram participação no festial David Bowie, que acaba de lançar um novo disco, e os Stereophonics.
O show do The Who será no dia 12 de junho, 34 anos depois do que seria a última edição desse famoso festival da época hippy, recuperado em 2002. Em 1970, se apresentaram em Wight Jimi Hendrix, The Doors e o The Who, que, após mais de três horas tocando músicas de sua ópera-rock Tommy, quebraram seu equipamento no palco.
Agora, voltarão ao festival os dois fundadores do The Who que continuam vivos, o cantor Roger Daltrey e Pete Townshend, guitarrista e autor de quase todas as músicas do grupo que no início deste ano teve problemas com a polícia por consultar sites de pornografia infantil na Internet. Os outros dois fundadores do grupo foram o baterista Keith Moon, que morreu em 1978, e o baixista John Entwistle, falecido no ano passado. (Agência EFE)
Com informações dos sites Whiplash, Rock Brigade e Disconnected,
"Live At BB King Blues Club" é o recém-lançado trabalho ao vivo do lendário guitarrista JEFF BECK, trazendo uma apresentação realizada em 10 e 11 de setembro de 2003 no clube homônimo em Nova Iorque, quando dois colaboradores de longa data, o baterista Terry Bozzio e o tecladista Tony Hymas, subiram ao palco para uma participação especial. O CD só pode ser adquirido online, através do link www.jeffbeckbootlegs.com, onde estão disponíveis para serem conferidos alguns trechos das faixas.
O guitarrista original do Hanoi Rocks, Nasty Suicide, vai subir ao palco com a banda para uma jam no show da virada do Ano Novo, em Turku, Finlândia. Vai ser a primeira vez que ele toca com a banda desde que deixou o conjunto, em 1984. Em janeiro, sai nos EUA o álbum que marca a volta da banda, Twelve Shots On The Rocks, que já saiu no mercado europeu em 2002. A versão norte-americana vem com 5 faixas bônus e faixa multimídia com um vídeo.
O Anthrax grava em janeiro o vídeo para a música What Doesn't Die, primeira faixa de seu último álbum, We've Come For You All. O roteiro do vídeo foi escrito e concebido por Brian Posehn, roteirista de quadrinhos que também escreve para séries de TV, como Just Shoot Me (que passa no Brasil pela Sony, TV por assinatura). A banda também gravou seu show do último dia 5 de dezembro em Chicago para o próximo DVD do conjunto, que sai em 2004.
A banda Blaze, liderada pelo ex-vocalista do Iron Maiden, Blaze Bayley, disponibilizou em seu site oficial vídeos de 3 minutos (precisa do Windows Media Player) atualizados periodicamente contando como está sendo feita a gravação do novo álbum da banda, que sai em março via SPV Records. O disco vai marcar a estréia de dois novos integrantes no conjunto, o baterista Jason Bowld (ex-Pitchsifter) e o baixista Wayne Banks (ex-Sabbat, primeira encarnação do Skyclad).
terça-feira, dezembro 16, 2003
Os Beatles separaram-se em 1970, antes do lançamento do álbum Let It Be e nunca mais voltaram a se reunir, certo? Não, de acordo com um rumor que vem circulando há muito tempo: em 1976, John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison voltaram a gravar, em um estúdio em Los Angeles.
A prova da misteriosa tentativa de retorno acaba de aparecer: uma fita apagada com créditos na caixa informando até o nome das cinco canções que haviam sido gravadas.
Os músicos teriam se reunido em novembro daquele ano no Devlen Studios, em Los Angeles, com o produtor George Martin e vários engenheiros de som. As faixas gravadas ganharam nomes como Happy Feeling, Back Home, Rockin' Once Again, People of the 3rd World e Little Girl (as quatro primeiras seriam inéditas, enquanto a última seria uma versão).
Nenhuma delas pode ser ouvida na fita, restando a etiqueta com as informações como prova de que a sessão de gravações realmente aconteceu.
O período em que o encontro teria ocorrido até que faz sentido: em 1976, McCartney era o único beatle que estava fazendo sucesso. Ele havia acabado de encerrar uma turnê mundial do Wings, na esteira do sucesso do disco At the Speed of Sound.
Leia o texto integral da agência Planet Pop aqui, em reprodução no site Terra.
Marcelinho Carioca dizia que estava muito bem na Arábia Saudita, que era ídolo no time do Al-Nasser e que adorava a vida no deserto, em meio a camelos. Na semana passada, ligou para o Brasil desesperado porque uma bomba teria explodido na sua cidade, em um atentado. Estava com "medinho", urinando nas calças.
Agora notícias publicadas hoje em jornais brasileiros dizem que ele virou "refém" na Arábia, já que teria brigado com os xeiques que são donos do time dele, e teria tido seu passaporte apreendido ilegalmente. Marcelinho quis rescindir o contrato unilateralmente e os árabes não toparam.
Esse cidadão de quinta categoria arruma confusão onde passa. Mesmo alegando que está com salários atrasados, que eu duvido, ele está errado, porque sempre estará errado, já que é um lixo humano. Não sei se os árabes têm razão, mas para mim eles estão certos.
"Um punk nada mais é do que um jovem fracassado e incompetente que transfere suas frustrações contra a sociedade."
Frederick Forsythe, escritor inglês
Musicalmente, o punk foi um movimento bastante interessante e, de certa forma, criativo. Socialmente, é (foi) irrelevante, sem direção, sem rumo e com ideologias nebulosas e sem pé nem cabeça. Pensam que anarquia é bagunça, vandalismo e vadiagem.
Infelizmente, esses punks "anárquicos, bagunceiros e vadios" também possuem uma facção de energúmenos e descerebrados chamados skinheads, imbecis que se dizem nacionalistas e radicalmente anti-semitas, antinegros e anti-homossexuais - no Brasil, além de tudo isso, antinordestinos.
Geralmente esses palhaços são semi-analfabetos, acometidos da pior espécie de burrice. São pobres e revoltados contra tudo, justamente por não conseguir ter o discernimento necessário sobre a realidade que os cerca. Transferem para alvos que nada têm a ver com seus "problemas" as suas frustrações e seus recalques.
O episódio de Mogi das Cruzes, três desses seres subumanos obrigaram dois garotos a pular de um trem em movimento - um deles morreu - mostra claramente que precvisam ser extirpados da sociedade, precisam ser eliminados do convívio da sociedade.
segunda-feira, dezembro 15, 2003
Outros cotados a participar do álbum são Steve Morse (DIXIE DREGS, DEEP PURPLE) e Joe Satriani.
O medíocre gilberto Gil, que levou sua mediocridade da música para o ministério do presidente Lula, afirma que em breve será produzido um CD que será mais barato do que o pirata, incluindo aí marketing, publicidade e cachê do artista. Será?
Confira aqui.
Jogadores da Ponte Preta, que escapou ontem da segunda divisão ao vencer o Fortaleza por 2 a 0, chamaram os colegas que abandonaram o time por conta de OITO meses de salários atrasados de covardes.
É para rir diante da total inversão de valores que existe no Brasil atualmente. Jogadores passam fome, mas são obrigados a jogar e a ter "raça, brio e respeito" por uim timeco caindo pelas tabelas que não paga ninguém.
A Ponte merecia a terceira divisão, assim como os times cariocas, que não pagam salários. Piá, um dos jorgadores da Ponte. Acha que é um herói por ter ficado trabalhando sem ganhar e ter ajudado o time a ficar na série A. É um idiota, uma besta, salafrário que ousa chamar os que saíram de covardes. Ele e o técnico Abel Braga deram um péssimo exemplo para o futebol. Tinham de ter abandonado o time faz tempo. Gente como eles abrem o precedente para que os times continuem não pagando enquanto os otários trabalham.
quinta-feira, dezembro 11, 2003
A agonia da Gazeta Mercantil, um dos principais jornais do Brasil, não tem fim. Seu antigo proprietário, um dos mais nojentos seres que pisaram neste planeta, roubou a empresa e quebrou-a (será que deliberadamente), sem que fosse molestado por isso, seja pela polícia, seja pela leniente e odiosa Justiça brasileira. O novo proprietário, um capitalista predador que também é dono do JB, é asqueroso sob todos os aspectos e está repetindo o comportamento do antigo dono, atrasando salários e partindo para o confronto aberto com os funcionários. O site Observatório da Imprensa conseguiu resumir bem em três artigos a absurda e surreal sitação da Gazeta Mercantil.
Este é o artigo de Luciano Martins Costa. Já este aqui é de Alberto Dines. Por último, uma nota de Fred Ghedini, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
quarta-feira, dezembro 10, 2003
São Paulo - (Estadão.com) - Futebol é para o povão, é a única diversão do pobre. Para o torcedor que pensa assim, um alerta: prepare-se, pois tudo indica que a realidade vai mudar bastante nos próximos anos.
Tanto alguns dirigentes de clubes como executivos que participam direta e indiretamente do negócio futebol brasileiro empunham bandeira que, uma vez adotada, mudará radicalmente o perfil do freqüentador de estádios no País.
Sai a camada mais pobre para dar lugar à classe média, principal alvo dos especialistas em marketing esportivo. Em outras palavras, uma espécie de elitização.
A argumentação dos defensores de tal mudança é simples e objetiva. Começa pela necessidade de aumentar a receita dos clubes. Para isso, querem atrair para os estádios a parcela da população que dispõe de recursos para consumir mais do que um simples ingresso.
"Veja o exemplo da Inglaterra e de boa parte da Europa. Lá, o torcedor gasta três, quatro vezes o preço pago na entrada com outros tipos de produto vendidos dentro do estádio, como refeição e souvenirs", explicou o diretor da agência de marketing esportivo Traffic, J. Hawilla.
segunda-feira, dezembro 08, 2003
O ex-vocalista do Iron Maiden/ Wolfsbane, irá entrar em estúdio na próxima semana para a gravação de seu terceiro álbum, a ser lançado em 2004 pela SPV Records.