terça-feira, fevereiro 12, 2002

A versão brasileira de "Live at Leeds", do Who





E o impensável aconteceu. A gravadora brasileira Universal, contra todos os prognósticos, resolveu lançar no Brasil a edição dupla de "Live at Leeds", clássico do grupo inglês The Who gravado em 1970. Essa edição foi lançada nos Estados Unidos e na Inglaterra no ano passado, fato que comentei aqui.
A atitude da Universal é mais do que louvável, mesmo que a edição brasileira não seja a de luxo lançada no resto do mundo (que vem com embalagem de papelão, fotos exclusivas na contracapa e livreto com 32 páginas. No Brasil a edição de luxo custa R$ 85,00, importada, na Galeria do Rock. A edição brasileira, em CD duplo, custa R$ 45,00 em média e pode ser achada em qualquer boa loja de discos do país.
"Live at Leeds" frequenta as listas de dez melhores discos ao vivo de todos os tempos. É um item indispensável para quem gosta de rock. Ali é o auge da banda, com Roger Daltrey cantando como nunca e Keith Moon mostrando que foi o melhor baterista da história do rock ao lado de John Bonham (Led Zeppelin). Pete Townshend mostra ser um estupendo guitarrista no CD 1 e fica mais comedido no CD 2, que é a parte da apresentação da ópera-rock "Tommy" ao vivo. Nesse CD ele deixa Moon e o baixista John Entwistle brilharem, sendo que este transforma seu baixo numa autêntica guitarra-base.
Por questões de custos, a Polydor inglesa editou "Live at Leeds" apenas com seis músicas e pouco mais de 30 minutos em 1970, sendo que ali existem uma versão maravilhosa de "Magic Bus" (a melhor versão desta música, com mais de sete minutos), e uma viagem em "My Generation" (ao final da música os quatro fazem uma jam que dura 14 minutos).


Somente em 1999 é que Pete Townshend, o líder do Who, autorizou o lançamento de toda a discografia da banda com faixas adiconais (ao vivo ou inéditas). "Live at Leeds" ganhou assim outras oito músicas que faziam parte da lista original de músicas da primeira parte do show. Apesar dos pedidos da gravadora, Townshend relutava em permitir o lançamento da segunda parte do show - "Tommy"ao vivo - por dois motivos: achava que a performance deles não fora boa (um absurdo completo) e a sua falta de tempo para supervisionar pessoalmente a mixagem e a remastrização. O guitarrista foi convencido pela gravadora somente em 2001.
Ao contrário do que as reportagens da imprensa brasileira fazem crer, o Who não tocou "Tommy" na íntegra pela primeira vez em "Live at Leeds". Na verdade, a íntegra só foi regsitrada ao vivo de fato na turnê de 1989. Desde o começo da turnê de "Tommy", que começou no fesdtival de Woodstock, em agosto de 1969, a banda tocava apenas parte da ópera-rock.
Em Leeds, o concerto de 14 de fevereiro registrou uma versão rara de "Tommy" ao vivo porque continha mais músicas daquele álbum do que o normal. Entretanto, faltam em "Live at Leeds" músicas-chave para que a obra fosse entendida, como "Cousin Kevin", "Sensation" e "Welcome", enquanto que coutras viraram apenas vinhetas.
Mas isso é apenas um detalhe. Compre já!

A campanha sórdida contra a Kiss FM


A mensagem postada logo abaixo é uma das maiores nojeiras da história do rádio brasileiro. A Kiss FM, umda das melhores FMs de São Paulo, foi retirada do ar entre os dias 5 e 8 de fevereiro últimos pela Anatel, que alegou irregularidades em sua operação. a rádio tem licença de Arujá (Grande São Paulo), mas opera com estúdios e antena em São Paulo. Para legalizar a situação, teria de ter uma autorização especial da Anatel.
A denúncia contra a Kiss partiu da 89 FM, que tem licença de Osasco mas opera com estúdios e antena em São Paulo, sendo que ficou quase dez anos sem a tal "autorização especial" da Anatel. Após um rápido contra-ataque na Justiça, a Kiss voltou a funcionar amparada em liminar. O caso, na verdade, envolve uma disputa comercial entre a rede CBS (dona da Kiss e da Tupi FM, também lacrada pela Anatel) e o proprietário da 89 FM e da Nativa FM (que atua na mesma faixa de público da Tupi). Leia mais detalhes do caso aqui.
A Kiss FM, apostando no segmento classic rock (clássicos das principais bandas da história do rock, respeitando um período que vai de 1960 a 1985, com exceções, chegando até 1990), caiu em cheio no gosto do público roqueiro, maciçamente localizado no estratos A e B da sociedade e com nível mais alto de escolaridade. Esse público fugiu da 89 FM, da Mix (pop rock) e da Brasil 2000 (pop rock caindo mais para o lado alternativo).
A emissora que mais sofreu com isso foi a 89 FM, que já vinha perdendo público para a Mix, que cresceu demais, e para a Brasil 2000, a maior rival em termos de conceito. A chegada da Kiss, segundo especialistas, pode ser o golpe que faltava para a combalida "rádio rock".
O problema da 89 FM é simples. Há alguns anos ela começou a apostar mais no pop rock de péssima qualidade e nos jabás (quando gravadoras e artistas pagam para que tal música toque milhões de vezes por dia) na tentativa de ampliar o seu público. Por algum tempo, essa estratégia suicida deu certo, já que ela começou a brigar pela liderança com emissoras de péssimo nível como Transamérica, Cidade (hoje chamada Sucesso) e Jovem Pan, sem falar na porcaria pagodeira da Transcontinental.
Entretanto, ao abandonar a segmentação de um público mais qualificado em busca do aumento indiscriminado da audiência, deu um tiro no pé. O ouvinte da 89 FM é menos qualificado do que antes no sentido financeiro e de escolaridade, e desqualificado no sentido de fidelidade, já que é o mesmo cara que sintoniza a 89 e em seguida troca para ouvir as porcarias da Jovem Pan e da Transamérica. O ouvinte qualificado fugiu para a Kiss. Desesperada, a 89 apelou para a calhordice e para a sordidez para estancar a sangria e virou a metralhadora contra a Kiss. Pena que não deu certo. Tomara que a 89 suma do dial.
O comunicado oficial da Kiss FM


"Caros ouvintes e amigos da KISS-FM,

Antes de mais nada, pedimos desculpas por vir até vocês com uma mensagem desta natureza. Nunca foi nosso objetivo transferir para os ouvintes da KISS-FM questões de ordem técnica, estratégica, legal ou burocrática. Mas, devido à situação que acabamos de enfrentar, não nos resta alternativa que não esclarecer o que vem acontecendo – até por uma questão de respeito, com o qual nossos ouvintes sabem que nunca faltamos.
Das 17 horas de terça-feira, dia 05, até as 21 horas e 20 minutos de sexta-feira, dia 08 de fevereiro de 2002, a KISS-FM permaneceu fora do ar. Nossos transmissores foram lacrados pela ANATEL, a Agencia Nacional de Telecomunicações, atendendo a uma denúncia da Rede Autonomista de Radiodifusão, proprietária da 89-fm, “a rádio rock”. A 89-fm apresentou à ANATEL uma denúncia contra a KISS-FM, e com base nessa denúncia, a gerência regional da ANATEL em São Paulo entendeu que deveria tirar do ar a KISS-FM.
Vale ressaltar que a denúncia da 89-fm contra a KISS-fm não foi um fato isolado. Ao tirar do ar a KISS-FM, a ANATEL fez o mesmo com a Tupi-fm, outra emissora do grupo CBS. A Tupi-fm é concorrente direta da Nativa FM, emissora pertencente aos mesmos donos da 89-fm. Assim como a denúncia contra a KISS-FM veio da 89-fm, a denúncia contra a Tupi FM foi feita pela Nativa-fm.
Tentamos explicar aos cinco fiscais da ANATEL que visitaram a KISS-FM e a Tupi-fm na última terça-feira, que não havia fundamento para a medida extrema que pretendiam tomar. Mas ficou evidente que a equipe de fiscalização não estava aberta a qualquer ponderação. Foram acionados, então, representantes legais em Brasília da KISS-FM e da Tupi-fm, que primeiro, elaboraram uma contra-argumentação e a submeteram à ANATEL. Mesmo acolhendo esses argumentos, a ANATEL preferiu não recuar de sua decisão de tirar do ar a KISS-FM e a Tupi-fm.
Sendo essa a situação, os representantes das emissoras prejudicadas por esse ato arbitrário deram entrada nesta sexta-feira, na Justiça Federal em Brasília, em pedidos de medida cautelar com liminar – um referente a cada emissora. O pedido referente à KISS-FM foi acolhido, e por força dessa decisão, a KISS-FM voltou a transmitir nos 102,1 MHz no início da noite de hoje. Enquanto esteve fora do ar, a KISS-FM transmitiu sua programação normalmente pela Internet, e para os 600 mil assinantes da Tecsat em todo o Brasil.
Estes acontecimentos representam uma ironia fantástica. A 89-fm, cuja licença é de Osasco, foi uma das primeiras emissoras de São Paulo a transferir seu sistema de transmissão para o centro da capital, de forma a conseguir um sinal de melhor qualidade e penetração em toda a região metropolitana. Antes de regularizar essa transferência, a 89-fm passou vários anos funcionando irregularmente. Agora, a 89-fm age como se não fosse admissível que a KISS-FM, cuja licença é de Arujá, persiga exatamente os mesmos objetivos que ela própria achou tão importantes – objetivos que, no caso da KISS-FM, estão sendo encaminhados adequadamente e dentro da lei por representantes da emissora junto à ANATEL em Brasília. O caso da TUPI-FM é similar: a licença da emissora denunciante, a Nativa-fm, é de Diadema, e a da TUPI-FM, de Guarulhos.
O importante agora é frisar que a KISS-FM está de volta, em sua freqüência habitual, e com a posição reforçada contra futuras tentativas similares a essa que acaba de ocorrer. Que não reste qualquer dúvida: A KISS-FM, primeira e única Classic Rock do Brasil, vai continuar oferecendo o melhor rock de todos os tempos. A KISS-FM é um fato consolidado, sustentado por uma audiência que cresce a cada mês, como acaba de mostrar o último relatório do IBOPE, divulgado hoje: a audiência da KISS-FM aumentou, de 25 mil para 28 mil ouvintes minuto a minuto, enquanto a audiência da 89-fm caiu em 17 mil ouvintes, segundo esse mesmo relatório.
O projeto da KISS-FM não é algo descartável, que possa ser varrido do mapa de acordo com a vontade de quem quer que seja. Trata-se, isto sim, de um projeto detalhado e estratégico, que recebeu pesados investimentos. Não há a menor chance de a KISS-FM desaparecer. O mercado publicitário e o público fazem questão de ter a KISS-FM, e nós fazemos absoluta questão de fazê-la – essa é a realidade que ninguém vai obrigar ninguém a desconsiderar.
Continuamos à disposição para prestar esclarecimentos adicionais via internet, através de nosso site: http://www.kissfm.com.br - utilize a seção Fale Conosco. Pedimos, aliás, desculpas pela demora em responder os milhares de e-mails com perguntas sobre a paralisação de nossas transmissões – optamos por aguardar uma definição, para então responder com todos os detalhes.
Para encerrar, um pedido a nossos ouvintes: se você tem amigos e conhecidos, ou participa de listas onde há pessoas que também ouvem a KISS-FM, por favor, repasse esta mensagem para eles – é importante que o maior o número possível de ouvintes da KISS-FM tome conhecimento do que se passou essa semana.
Muito obrigado pela colaboração.
Atenciosamente,
Adhemar Altieri
Diretor Geral - KISS-FM"

Pérolas do ABC


Duas pérolas recolhidas da edição de hoje, terça de carnaval, da coluna de política do Diário do Grande ABC:

1 - Uma universitária que estuda no 4. ano de direito da Faculdade de Direito de São Bernardo fez um discurso na Câmara da cidade na semana passada acusando a sua faculdade de "práticas mercantilistas". Só que o que ela entende por práticas mercantilistas? Ela deve R$ 5 mil à entidade e teve recusada a sua matrícula para este ano por causa do débito. A dívida equivale a um período que pode ir de 10 meses a um ano e meio de calote (não sei o valor da mensalidade da faculdade, que é particular, nem o jornal dá essa informação). O que ela queria? Formar-se em uma entidade de graça, zombando da cara dos diretores da entidade e dos colegas que pagam em dia? O pior é que ela já havia renegociado a dívida no ano passado e não cumpriu o acordo. É gente sem-vergonha, que não vale nada. Ela nem sequer tentou uma segunda renegociação (não custava nada tentar). Ela preferiu ir à tribuna da Câmara "denunciar" a faculdade. A burrice humana não tem limites e é contagiosa, já que dois vereadores imbecis da esquerdalha se dispuseram a pagar o mico e acompanhá-la a uma reunião de emergência com a faculdade. Lá ficaram sabendo que a faculdade está agindo dentro da legalidade e admitiram isso ao jornal. A aluna vai continuar fora das aulas até pagar o débito.

2 - Um dos vereadores imbecis citados acima, que vou omitir o nome por respeito, deu uma entrevista na mesma coluna acerca de assuntos variados e encerrou assim a matéria: "Neste ano não vou me candidatar, vou apenas continuar o meu trabalho, que é o objetivo de todo trabalhador, ou seja, destruir o capitalismo." Destruir o capitalismo... a burrice humana não tem limites e é contagiosa...
Carnaval heavy metal


O Carnaval é uma coisa maravilhosa somente pelo fato de proporcionar quatro dias de feriado e animação. Mas tudo o que envolve a festa é insuportável, desde os desfiles de escola de samba (intragáveis) até as "modas" musicais, com coisas de qualidade péssima, sem falar nos idiotas (a grande maioria dos "foliões") que bebe e acha que pode fazer tudo.
Como odeio o Carnaval, tinha o hábito de, quando solteiro e quando ficava em casa, fazer os chamados carnavais temáticos. O último que fiz foi dedicado ao hardcore. Foram quatro dias ouvindo Biohazard, Madball, Black Flag, Agent Orange, Agnostic Front, Exploited e outras coisinhas leves para incomodar os vizinhos padodeiros.
Neste ano fiquei apenas um dia em casa e dediquei esse dia ao thrash metal dos 80, também em homenagem a Paul Balloff, vocalista do Exodus que morreu na semana passada. Foi uma dose cavalar de Exodus, Testament, Metallica, Megadeth, Jag Panzer, Artillery, Sodom, Picture e outras coisas bem levinhas... os vizinhos não gostaram...
Pílulas metálicas


  • O Manowar sai da hibernação e lança em 27 de maio "Warriors Of The World", o sucessor de "Louder than Hell", de 1998. Mas os fãs já terão em abril uma prévia do trabalho, através do single "Warriors Of The World", com lançamento previsto para o dia 15 de abril.


  • Os suecos do Hammerfall finalizaram a produção do DVD/VHS "The Templar Renegade Crusades", com lançamento para o dia 13 de maio pela Nuclear Blast, que trará trechos da apresentação do grupo no Wacken Festival em 2001 além de outros shows e cenas dos bastidores.


  • Exodus no Brasil? Pode ser. A banda está em negociações para tocar em um festival em São Paulo, com Judas Priest. O vocalista será Steve Zero. Paul Balloff, o vocalista original, morreu na seman semana passada.




  • sexta-feira, fevereiro 08, 2002

    Morre Zizinho


    Zizinho, um dos maiores jogadores de todos os tempos. Apenas isso. R.I.P.

    Os shows do primeiro semestre


    Ótimos shows internacionais ocorrem neste primeiro semestre no Brasil. Confira aqui.

    quinta-feira, fevereiro 07, 2002

    Rush em DVD


    A Atlantic Records finalmente preparou um grande presente para os fãs do Rush. Está colocando o mercado norte-americano em primeiro lugar os vídeos "Show Of Hands" (1988), "Exit Stage Left" (1981) e "Grace Under Pressure" (1984) em formato DVD. São apresentações antológicas do trio canadense. Ainda não há previsão para a chegada dos três produtos no Brasil.
    Pelo menos um dos vídeos, "Show of Hands", tem qualidade de som e de imagem impecáveis, melhorados ainda mais com as modernas técnicas de mixagem proporcionadas pela tecnologia do DVD. Um dos grandes destaques é o maravilhoso solo de bateria de Neil Peart em "The Rhythm Method", uma verdadeira aula.
    "Exit Stage Left" é o vídeo do álbum duplo homônimo lançado erm 1981. É considerado o melhor dos quatro álbuns ao vivo da carreira do Rush, contendo os hits "Red Barchetta", "Spirit of Radio", "Passage to Bangcok" e "The Trees". É o melhor da fase progressiva da banda.
    Pílulas roqueiras


  • O HUGHES TURNER PROJECT, dos veteranos Glenn Hughes e Joe Lynn Turner, terá o álbum "HTP" lançado na Europa pela gravadora MTM Music, no dia 18 de março. O CD conta com as participações especiais dos guitarristas Paul Gilbert (Racer X e MR. BIG) e John Sykes (Thin Lizzy, ex-Whitesnake). No site Melodic Rock pode-se fazer o download de trechos de todas as faixas do "HTP". Esse deve ser um dos mais importantes lançamentos deste ano.


  • A formação original do grupo Girlschool - Kim AcAuliffe, Denise Dufort, Kelly Johnson e Enid Williams - lançou um novo álbum na Europa para comemorar os 21 anos de carreira. O CD se chama "21st Anniversary - Not So Innocent" e traz as seguintes músicas: "Coming Your Way", "Mad Mad Sister", "A Love Too Far", "Stay Wild", "Knife", "London", "I Told You So", "Have A Nice Day", 'Born To Be", "Hooked", "Little Green Men", "Innocent" e "Everybody Does It". A formação original estava separada havia pelo menos 17 anos, mas nenhuma delas conseguiu ir muito longe em carreiras solo ou em outras bandas.

  • O Marillion lança seu quarto álbum ao vivo no próximo mês. "Anorak In The UK Live” foi gravado no ao passado e traz basicamente músicas gravadas nos quatro últimos álbuns.





  • Paraíso dos bandidos


    Os bandidos estrangeiros estão vindo sequestrar no Brasil pelas inúmeras facilidades que estão encontrando no Brasil: muita gente rica sem proteção, impunidade, leis frágeis e polícia idem. Quem diz isso são os próprios bandidos chilenos, gente lixo, escória da sociedade como todo bandido. Leia mais aqui.

    quarta-feira, fevereiro 06, 2002

    Talking Heads de volta


    O bom grupo pop Talking Heads faz uma apresentação de reunião após dez anos de separação em 18 de março, quando a banda será incluída no Hall of Fame fo Rock and Roll. O quarteto norte-americano surgiu por volta de 1974 e se tornou um ícone do pós- punk por volta de 1980. Muita gente enxerga nessa reunião uma coisa mais duradoura, com a possibilidade de uma turnê e um novo álbum. Se isso ocorrer, será uma oxigenada no pop atual, que nada mais faz do que reciclar os anos 80 e chafurdar na falta de criatividade. Leia mais sobre assunto.
    Os bandidos chilenos


    A irmã do tal comandante Ferdinando, o chileno que sequestrou o Washington Olivetto, desembarcou agora em São Paulo afirmando que o irmão é "um revolucionário internacional" e teme pela segurança dele no Brasil. Engraçado. O irmão dessa cidadã sequestra, espanca e até mata, mas a desginação dele é "revolucionário".
    Esse vagabundo, assim como os outros que faziam parte de seu bando, não passa de um criminoso comum, um bandidinho que merece ficar trancafiado por anos, isolado da sociedade. Além de sequestrador, é assassinado. Tem três sentenças de prisão perpétua nas costas no Chile. Não merece qualquer consideração ou respeito, apenas e tão somente ser tratado como bandido.
    "Anna Júlia" em inglês com George Harrison chega ao Brasil


    Um dos momentos mais constrangedores da história da música pop deve chegar em breve ao Brasil. A versão em inglês de "Anna Júlia", péssima música do péssimo Los Hermanos, deve começar a ser tocada maciçamente nesta semana nas emissoras de rádio.
    Quem cometeu o sacrilégio foi Jim Capaldi, excelente baterista inglês que tocou com mnaravilhoso Traffic nos anos 60 e 70. Apaixonado por uma brasileira, mudou-se para o Brasil em 1975 logo após ter lançado seu primeiro álbum solo. Morou no Rio de Janeiro e em São Paulo e fez muitos amigos por aqui. Dizem até que ele foi o responsável pelo casamento de Steve Hackett (ex-Genesis) com uma brasileira (será?). Em meados dos anos 80 voltou para a Inglaterra mas manteve a sua casa do Rio, onde passa férias regulares.
    Pois bem, esse distinto baterista que está com o nome na história do rock (e que cometeu discos solo ruins) resolveu descer fundo e gravar uma versão da péssima "Anna Júlia". E o pior é que contou com amigos de peso nesse "projeto": George Harrison, Steve Winwood (ex-companheiro do Traffic), Jon Lord e Ian Paice (Deep Purple), Paul Weller (ex-Jam e Style Council) e outros.
    A coisa ganha mais dramaticidade porque provavelmente deve ter sido a última participação de Harrison em uma gravação, ele que morreu no final de novembro passado. Harrison não merecia isso.
    Leia aqui a boa entrevista que Capaldi deu à Agência Estado e escute aqui a versão dele para "Anna Júlia".

    terça-feira, fevereiro 05, 2002

    Ingressos promocionais para Roger Waters até 1º de março



    Começa amanhã a venda de ingressos para os shows de Roger Waters, ex-baixista do grupo inglês Pink Floyd. A cervejaria Kaiser, que patrocina o show, anunciou preços promocionais até o dia 1.º de março,
    O Kaiser Music começa com a turnê já anunciada de Roger Waters, que traz In the Flash ao Rio de Janeiro (Praça da Apoteose, 9 de março), Porto Alegre (Estádio Olímpico, 12 de março) e São Paulo (Pacaembu, dia 14 de março). Além de São Paulo, Porto Alegre e Rio, o Kaiser Music prevê shows também em Curitiba, Belo Horizonte e a cidade paulista de Jaguariúna.
    As apresentações de Roger Waters têm duração prevista de três horas e o repertório inclui grandes clássicos do Pink Floyd, banda de space rock que Waters ajudou a fundar em 1965 com Syd Barrett, Richard Wright e Nick Mason. Ele brigou com os parceiros e saiu em 1984. Seu primeiro disco solo foi The Pros and Cons of Hitchhicking. Seu álbum mais recente, o duplo In the Flash, foi lançado em 2000. O som, a cenografia e a iluminação do show que Waters traz ao Brasil são os mesmos dos shows realizados pelo mundo há 4 anos.
    Rio de Janeiro - Data: 09/03
    Horário: 21h
    Local: Praça da Apoteose
    Ingressos : Pista: R$ 70,00 (até 01/03, preço promocional de R$ 50,00) Ingressos para estudantes : R$ 35,00 Pontos de venda : Lojas Redley ( Rio Sul, Barra Shopping, Fashion Mall e Iguatemi). Ou pela Internet em www.ingressofacil.com.br

    Porto Alegre -
    Data: 12/03
    Horário: 21h
    Local : Estádio Olímpico
    Ingressos : Pista: R$ 50,00 (estudantes, R$ 25,00) Social: R$ 60,00 (estudantes, R$ 30,00) Geral/Arquibancada: R$ 40,00 (estudantes, R$ 20,00) Pontos de venda : Estádio Olímpico Pela Internet em www.ingressofacil.com.br

    São Paulo - Data : 14/03
    Horário : 21h30
    Local : Estádio do Pacaembu
    Ingressos : Camarote (pista): R$ 250,00 Cadeira especial (pista): R$ 100,00 Cadeira azul: R$ 80,00 (preço promocional até 01/03, R$ 60,00; estudantes, R$ 40,00) Arquibancada especial (laranja): R$ 80,00 (preço promocional até 01/03, R$ 60,00; estudantes, R$ 40,00) Arquibancadas (amarela e verde): R$ 40,00 (preço promocional até 01/03, R$ 30,00; estudantes, R$ 20,00) Pontos de venda : Estádio do Pacaembu e Estádio do Morumbi Pela Internet em www.ingressofacil.com.br
    O ocaso da Hicks & Muse no futebol brasileiro


    Matéria interessante na edição de hoje do Jornal da Tarde a respeito de uma reunião do conselho deliberativo do Corinthians ocorrida recentemente. O texto informa que o presidente do clube, Alberto Dualib, relatou as dificuldades para renovar o contrato com a Pepsi e que a Hicks & Muse está prestes a deixar o clube e o futebol brasileiro. É um retrato dramático da crise do futebol brasileiro.
    No caso do Corinthians, a coisa é mais preocupante porque a empresa fez tudo errado. Meteu-se com dirigentes incompetentes e amadores (ninguém se salva no Corinthians e no Cruzeiro) e em um negócio do qual nada entende (futebol). Junte-se a isso a mais pura incompetência administrativa, na figura do esquisito Dick Law, e temos um caldeirão onde tudo poderia dar errado.
    O modelo de parceria proposto pela Hicks desde o começo foi criticado por especialistas, que previram o fracasso a médio prazo da empreitada (embora desde 1999 o Corinthians tenha conseguido títulos importantes, sendo que os méritos são muito mais dos jogadores do que da parceira e da diretoria).
    Talvez o único clube brasileiro que pudesse evitar o naufrágio da Hicks no Brasil fosse o São Paulo, justamente por uma questão de cultura empresarial-admnistrativa que ali existe que remonta os áureos tempos de Telê Santana. A Hicks fracassaria com certeza no Palmeiras, no Corinthians, no Flamengo, no Vasco, no Grêmio e em todos os outros times brasileiros.
    É fato que a lei Pelé atrapalhou os planos da empresa (proibição de parceria com mais de um clube), assim como as dificuldades de entrar no mercado de TV (com a falida PSN). Mas também é fato que a empresa é incompetente e se envolveu com quem não devia.

    segunda-feira, fevereiro 04, 2002

    Fora Nike na coluna Papo de Esporte



    Uma grata surpresa entre os colunistas de esporte da nova geração é Alec Duarte, ex-editor de esportes do Diário do Grande ABC, ex-chefe de redação da extinta Gazeta Esportiva e atual colaborador da Folha Online. Sua coluna, a Papo de Esporte, está na internet no site Diário Online. A coluna tem cerca de dois emses já coleciona furos (notícias exclusivas, no jargão de jornalista) atrás de futos. Na coluna de hoje ele narra a força que a Nike está fazendo para sair da CBF e da seleção brasileira. O valor do contrato já foi reduzido em 25%.
    Pessoalmente, sou favorável à saída da Nike. O contrato assinado em 1996 é um absurdo em todos os sentidos e dava um poder desproporcional à empresa. Além do mais, a imagem da Nike é ruim no mundo e nunca combinou com a seleção brasileira. Americano não entende nada de futebol e mostra isso cada vez mais. A Nike não fará falta, embora a culpa de tudo isso tenha sido mesmo da CBF.
    Jardel choraminga e diz que pára se não for à Copa


    Uma das notícias mais constrangedoras foi divulgada hoje. O atacante brasileiro Jardel, do Sporting, de Portugal, anunciou que pensa em abandonar a carreira caso não seja convocado para a Copa 2002 por Luís Felipe Scolari. Ele tem 28 anos, mas não se conforma por estar permanentemente esquecido por Felipão, que foi seu técnico no Grêmio supercampeão de 1994-1996.
    Essa notícia é nojenta, ultrajante e totalmente absurda. Que Jardel pare já de jogar, é um favor que ele faz à humanidade. A presença dele em seleções anteriores foi uma das excrescências e excentricidades cometidas por técnicos delirantes, entre eles o próprio Felipão. Jardel foi um dos piores jogadores a vestir a camsia da seleção em todos os tempos. Se ele alega que faz muitos gols em Portugal, a resposta é óbvia: também, em Portugal qualquer zémané marca tantos gols como ele. Essa forma de pressão sme nenhuma sutileza, à la Romário, só queima o jogador. Tomara que ele cumpra a promessa de parar mesmo de jogar.
    Jovem Pan lesa ouvintes e desiste da Copa


    A rádio Jovem Pan de São Paulo decidiu não comprar os direitos de transmissão da Copa 2002. Será a primeira vez na história que a emissora deixará de transmitir os jogos da seleção em uma Copa do Mundo. É bastante provável que mande apenas um repórter para a Coréia e para o Japão apenas para dizer que foi.
    Isso mostra a crise de credibilidade do futebol brasileiro e também a miopia pelos responsáveis pela área comercial da rádio. A desculpa de que o faturamento publicitário seria bem menor por a copa ser disputada na madrugada para os brasileiros não cola. Todo mundo vai assistir aos jogos da seleção brasileira e é provável que outros jogos a serem transmitidos pela TV Globo tenham até um bom público. Ainda se a desculpa fosse que a TV Globo estaria vendendo os direitos a preços exorbitantes...
    A decisão da Jovem Pan é uma das mais burras da história do radiojornalismo.
    Morre Paul Balloff, do Exodus


    Morreu na manhã do último sábado, dia 2 de fevereiro, Paul Balloff, 41 anos, vocalista do legendário grupo thrash metal Exodus. Baloff estava internado desde o dia 31 de janeiro em um hospital de Oakland, Califórnia, depois de sofrer um derrame cerebral fulminante que o deixou em coma profundo.
    Como havia perdido o contato com sua família há muito tempo, — ele chegou a se tornar um andarilho por alguns anos —, todas as decisões cruciais tomadas no hospital foram feitas pelos outros músicos do Exodus, segundo o bom site da Rock Brigade.
    Baloff foi um dos fundadores da banda, em 1981, e sua voz esganiçada era uma das marcas registradas da banda, especialmente no clássico dos clássicos, "Bonded By Blood". O guitarrista Gary Holt divulgou um comunicado oficial lamentando muito a morte do amigo, onde afirma que "palavras não podem descrever a dor que sinto com a premature perda de Paul. Ele era meu irmão, meu espírito, minha alma (...), ele era o Exodus."
    Ao lado de Testament e Metallica, o Exodus formava a "santíssima trindade" do thrash metal de Bay Area, de San Francisco, e transformou o subgênero ao qual se encaixavam em música respeitada dentro do rock.

    quarta-feira, janeiro 30, 2002

    Fora Romário

    Tenho restrições à convocaão de Romário para a seleção. Se ele era imprescindível em 1994 e 1998, hoje já não o é. Quanto mais velho fica, mais arrogante e pedante se torna, mais mal-educado e transgressor ele fica. Numa Copa do Mundo uma seleção tem de contar com os 23 jogadores 100%. Não dá para levar alguém que assume não correr ou não ter condição de jogar 90 minutos.
    Também é injusto fazer alguém correr por ele e por outro por 90 minutos. É muito desgastante. Romário joga para ele, não para o time. Se antes ele corria e se mostrava mais participativo, hoje ele não é mais assim. Romário não coopera, não colaboram, então não serve para a seleção.
    Isso sem falar no constante desrespeito a todos que o cercam. ela acha que é Deus, e não é, acha que pode fazer o que quiser, e não pode.É mau caráter e indolente. Até 1998 dava para tolerar, mas agora não mais. Foi só ele pegar uma defesa um pouquinho melhor e mais violenta nas Eliminatórias (Uruguai, em Montevidéu) que ele desaparece.
    Se Romário jogar o dobro do que jogou no passado, merece a convocação. Caso contrário, que fique enfurnado no bairro da Penha, no Rio, ao lado do lixo Eurico Miranda.
    Torcida tem que ser proibida de ir a treinos de times de futebol


    É fato que o técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, está novamente tendo dificuldades para lidar com a pressão da torcida por conta de jogadores não-convocados. Mas não precisava agredir um torcedor na porta do hotel em Goiânia (se é que a agressão realmente ocorreu). Não resta dúvida de que o torcedor, profundamente mal-educado, merecia apanhar, mas não DEVIA apanhar, ainda mais do técnico da seleção...
    De qualquer forma, desde 1993 defendo que treino não tem que ter torcida. Devido a atitudes demagógicas, interesseiras e outros interesses inconfessáveis, os treinos da seleção brasileira são abertos a torcedores aqui e no exterior. E aí aparecem situações constrangedoras como as que estamos vendo desde 2000, com as arquibancadas cheias de gente sem o que fazer, desocupados e vagabundos em geral, que se portam como torcedores ruidosos pedindo Romário.
    Essa praga de torcida em treino se alastrou pelos clubes e culminou com a agressão a Edílson no Parque São Jorge, em 2000, fato que provocou a saída dele do Cortinthians. Treino é treino, jogo é jogo. A torcida acha que tem o direito de fazer o que quer. Não tem. Se quer protestar, que proteste nas ruas e nos jogos oficiais. Nos treinos a torcida tem que ficar fora, deixar os jogadores trabalharem em paz.
    Ao que me consta, não existe público em ensaio de banda de rock, de peça de teatro, em capítulo de novela. Seria ridículo os Rolling Stones estarem ensaiando e um bando desocupados e vagabundos ficar gritando na platéia por "Satisfaction", "Let it Bleed", "Street Fighting Man" ou músicas obscuras como "No Expectations", "Worried About You", "Winter" e outras.
    Audiência qualificada


    Audiência qualificada é isso... meu amigo e parceiro Maurício Gaia, o líder do blog Mauricéia Desvairada, fez alusão à polêmica a respeito dos textos/opiniões do jornalista de Santo André Célio Franco, que "desejou" em dezembro que Celso Daniel, prefeito de Santo André assassinado, fosse para o inferno. Mesmo com Daniel morto, o ultraconservador e ultradireitista (e também mal-educado) Franco continuou destilando seu ódio contra o PT e contra o prefeito assassinado emn textos para a imprensa do ABC. A repercussão de tais barbaridades foi enorme, e mais aimplificada com a remissão que o Maurício colocou no Mauricéia Desvairada.
    Jethro Tull vai regravar músicas com formação original




    Uma notícia interessante vem de Los Angeles. A veterana banda inglesa de rock progressivo Jethro Tull está produzindo um DVD sobre a trajetória do grupo e vai conter uma grande surpresa: a regravação de clássicos do começo da carreira do grupo com a primeira formação que teve, datada de 1968. De acordo com informações de sites ingleses, Ian Anderson, o vocalista e flautista que lidera a banda, convidou Mick Abrahams (guitarra), Clive Bunker (bateria) e Glen Cornick (baixo). Entre as músicas cotadas para serem regravadas estão "My Sunday Feeling" e "Song for Jeffrey", entre outras.
    Dos músicos da formação original, excetuando-se Anderson, apenas Mick Abrahams chegou a ter trabalhos com alguma repercussão após a sua saída da banda, em 1969. Chegou a tocar em uma banda que fez algum sucesso entre 1971 e 1973 na Inglaterra chamada Bloodwin Pigs. Desapareceu do cenário musical até meados dos anos 80, quando ressurgiu com três albuns solo .
    Atualmente o Jethro Tull tem como membros fixos Ian Anderson, Martin Barre (guitarrista que substituiu Abrahams em 1969) e o tecladista Andy Giddings. A bateria é frequentemente ocupada por Doane Perry, que atua como convidado. Já o baixo é revezado por uma série de músicos contratados. O último trabalho oficial da banda é "J-Tull.com", lançado em 2000.

    segunda-feira, janeiro 28, 2002

    Round final - a resposta da Prefeitura de Santo André

    O sr. Célio Franco, do alto de sua arrogancia e incompetencia, se julga no direito de julgar o trabalho do prefeito Celso Daniel e tecer comentarios pessoais sobre ele, que não apenas passam longe da verdade como distorce a realidade, como distorcido é o cerebro deste que se diz jornalista, mas defende causas que contrariam os preceitos da formaçaõ humanista dos que militam no jornalismo.
    Sr. Célio Franco, você não tem o direito e capacidade para qualquer julgamento sério sobre Celso Daniel. Apenas por uma razão: Celso Daniel está a anos-luz de distância de sua mediocridade. Infelizmente perdemos nosso prefeito - o melhor prefeito que Santo André ja viu e um dos mais talentosos politicos que o Brasil começava a conhecer.
    Mandaria o senhor estudar, como já o fizeram antes. Mas seria uma ofensa aos grandes mestres que nos ensinam a lutar por um mundo mais justo. As páginas da boa literatura - técnica ou ficcional - não merecem que dedos imundos as toquem.
    Sr. Celio Franco, Celso entra para a memória do País como símbolo de que é possível um mundo melhor e que vale a pena lutar pelas causas justas. Agora o senhor segue para o seu devido lugar - a lata de lixo da mediocridade absoluta e do mau-caratismo rasteiro. Volte ao convívio dos ratos que o cercam, e dos quais o sr. come os restos em doses humilhantes de bajulação e serventia.

    Eduardo Luiz Correia
    Secretário de Comunicação da PMSA
    Célio Franco x Daniel Lima (Livre Mercado) - parte 2


    "7) Celso Daniel foi contra o Hospital Regional de Clínicas. O hospital só saiu do papel graças à pressão do jornal Diário do Grande ABC (e fui eu, graças a Deus, quem fiz, como editor executivo de Política, juntamente com o jornalista João Paulo Soares, a entrevista pingue-pongue em que o governador garantiu que concluiria o hospital). Mas, mesmo sendo contra a obra no discurso, o prefeito não deixou de tentar capitalizar o hospital para sua administração durante o evento de inauguração.

    Meus comentários -- Salvo erro de interpretação, Celso Daniel não foi propriamente contrário à obra, mas reunia informações de seu secretariado sobre a maior relevância de descentralizar o investimento em várias unidades espalhadas pelo município, em vez de concentrá-la num único endereço. Poderia estar até enganado, e isso só o tempo dirá, embora já se tenham estudos que recomendem a pulverização geográfica de unidades. Agora, quanto à capitalização da obra do ponto de vista político, trata-se
    de ritual ao qual todo administrador público, em situação semelhante, se lança de forma inescapável, sob pena de ser rotulado de estúpido pelo comportamento padrão dos políticos brasileiros -- seriamente impulsionados pela mídia política brasileira.


    8) Assim como também tentou capitalizar politicamente a inauguração das obras do Rio Tamanduateí e da Avenida dos Estados, financiadas com dinheiro do governo do Estado (Mário Covas de novo).

    Meus comentários -- O Semasa, ligado ao Paço de Santo André, também participou das obras com recursos dos contribuintes.

    9) Celso Daniel foi responsável pelos maiores precatórios (dívidas decorrentes de sentença judicial) da história de Santo André.
    > Lembra-se da desapropriação do terreno da Alzira Franco e do Parque Guaraciaba?

    Meus comentários -- Esse erro histórico do prefeito em sua primeira gestão, e tudo que fez na sequência para tentar livrar-se do
    abacaxi, só mostram o quanto ele evoluiu. Contrariamente a muitos gestores públicos que praticam erros novos e cada vez mais graves a cada gestão.


    10) Lembra-se ainda do Parque Central, que seria, segundo a Prefeitura, o maior parque da cidade, semelhante ao Central Park, de Nova York? E que virou um enorme lixão?

    Meus comentários -- O que é o Parque Central perto do legado regional que ele deixou? O que outros prefeitos fizeram pelo mesmo espaço?

    11) Celso Daniel não tinha nada de democrático. Era um homem arrogante e que não admitia espaço para o contraditório. Muitos colegas jornalistas sempre reclamaram da dificuldade para entrevistá-lo, principalmente quando se tratava de assunto contrário a sua administração.

    Meus comentários -- Tive alguns arranca-rabos com o Celso Daniel, mas jamais o canal democrático de interlocução foi interrompido. Uma certa arrogância todos nós, administradores públicos e jornalistas, acabamos por carregar em doses maiores ou menores, e também apenas por interpretações distorcidas. Nada que uma conversa em dia mais propício não
    resolva. Pelo menos para quem tem bom senso. Com o Celso Daniel, a reciprocidade de bom senso sempre prevaleceu nos contatos que tivemos.


    12) Por fim, Celso Daniel cultivava amizades estranhas. Apesar de se dizer que era um homem inteligente, acabou deixando a chave do cofre da Prefeitura em mãos muitas vezes pouco confiáveis. As suas ligações com o "amigo" Sérgio Sombra, que estava no carro no momento do rapto do prefeito, ainda merecem melhor investigação, que com certeza a Polícia fará. Por que não começar com uma quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico para descobrir o que há por trás de toda essa tragédia?

    Meus comentários -- Estamos de novo invadindo o terreno das especulações, sobre o qual, insisto, não trafego. Nada que eventualmente venha a pretender manchar a biografia pessoal de Celso Daniel atingirá sua história político-administrativa em proporção minimamente capaz de abalar sua herança de mentor público da regionalidade jamais construída
    pelos seus antecessores, pela comunidade e que, também é, um dogma deste jornalista que, ao fundar LIVRE MERCADO em 1999 (antes, portanto, do Consórcio Intermunicipal de Prefeitos), tinha em seu horizonte um Grande ABC que honrasse a própria denominação.
    "
    Célio Franco x Daniel Lima (Livre Mercado) - parte 1


    Esse é o texto que Célio Franco enviou à revista Livre Mercado e que foi enviada pelo resumo diário eletrônico da revista aos seus leitores/assinantes. Essa carta foi escrita e enviada após a morte de Celso Daniel, na semana passada, é e uma autêntica compilação de atrocidades verbais. A cada ataque de Franco, destaco em negrito o comentário de Daniel Lima, editor e proprietário da Livre Mercado::

    "Caro Daniel Lima, entendo toda sua dor e o respeito pelo ser humano e pelo homem público Celso Daniel, assassinado brutalmente no último fim de semana. Mas, mesmo sentindo a dor pela tragédia humana e correndo o risco de ser antipático (para dizer o menos) ao criticar o prefeito de Santo André, gostaria, a bem da verdade, de dizer algumas palavras sobre Celso
    Daniel:
    1) Não entendo que ele tenha sido um bom administrador público, mesmo porque foi um dos principais responsáveis pela evasão industrial ao aumentar impostos (como o IPTU), taxas de água e de lixo a índices muito acima da inflação.

    Meus comentários -- Embora reconheça que Celso Daniel -- e sempre escrevi isso -- não tenha tido o faro fino de desenvolvimento econômico que os empreendedores gostariam e a comunidade necessita, a realidade é que, mesmo assim, Celso Daniel esteve muito acima da média histórica de seus antecessores, absolutamente omissos na matéria. Alçá-lo, por isso, à condição de um dos maiores responsáveis pela evasão industrial, ao aumentar impostos em índice acima da inflação, é distorcer os fatos. Celso Daniel tem responsabilidade subsidiária. Até porque o perfil das perdas econômicas de Santo André foi atenuado nos últimos anos. Sua atuação à frente do Consórcio de Prefeitos e da Agência de Desenvolvimento Econômico ajudou a moldar uma arquitetura de personalidade regional especialíssima no espectro público do Grande ABC. Bastaria isso, somente isso, para destacá-lo de todos os demais, que, verdade seja dita, tiveram dificuldades de entender sua vocação metropolitana. Mesmo sem ter
    pavimentado os caminhos econômicos de Santo André com o ímpeto desejado e necessário, atribuir-lhe preferencialmente o esburacamento da desindustrialização é exagerar na dose.


    2) Na gestão de Celso Daniel, Santo André se transformou numa das cidades mais complicadas para se abrir uma empresa, tantos os entraves burocráticos. Basta consultar os escritórios de contabilidade para saber do que estou falando.
    Meus comentários -- A revolução que Celso Daniel fez no atendimento ao contribuinte no chamado Térreo 1 do Paço Municipal de Santo André, informatizando todos os procedimentos e eliminando filas de espera, mereceu premiações diversas. Já o atendimento aos empreendedores não conseguiu atingir o mesmo nível, embora superasse largamente as realidades anteriores, de prefeitos pouco afeitos ao assunto. Já que me convidou a ouvir alguém, o Humberto Batella, um dos contabilistas mais antigos
    da região, afirma com todas as letras -- resultado da participação efetiva como colaborador da gestão de Celso Daniel: os procedimentos durante o período de comando do prefeito que se foi são incomparavelmente melhor que os anteriores.


    3) Grandes empreendedores (que, por dever de ofício e garantia constitucional, não posso revelar) sempre reclamaram das
    dificuldades colocadas pelos secretários e demais burocratas da Prefeitura de Santo André (será que para vender facilidades?) para aprovar projetos. Muitos chegaram a desistir de investir em Santo André, preferindo outras cidades do Grande ABC e do Interior do Estado. Basta uma consulta atenta a matérias do Diário do Grande ABC para descobrir quais são esses empreendimentos.

    Meus comentários -- Esse suposto varejismo de jogo de influência é um terreno movediço sobre o qual, por razões éticas, só trato com absoluta segurança de provas documentais. Fora isso, excluo qualquer ilação.O enredo ao qual você se refere é generalizado na literatura da administração pública brasileira a ponto de se confundir realidade com mistificação. Daí a razão de só trabalhar com provas ou com evidências que não se escondam no anonimato irresponsável ou covarde.

    4) Celso Daniel não foi um intelectual tão brilhante como se afirma. Foi, isso sim, um intelectual ultrapassado, equivocado e apegado a idéias estatizantes e de coloração comunista, que se mostraram ineficazes para atenuar as diferenças sociais no mundo todo. Tanto é que o mundo civilizado e contemporâneo abandonou definitivamente essas velharias para adotar as idéias liberais do livre mercado.

    Meus comentários -- Celso Daniel ainda estava distante do que, como jornalista, defendo como liberalismo social ou como socialismo liberal expresso nas linhas gerais das obras de Anthony Giddens, o mentor intelectual de Tony Blair. Entretanto, também está a léguas da contaminação comunista a que você se refere. Tenho o texto bruto do programa do PT que ele apresentou recentemente em Recife e anotei os pontos sobre os quais discordo, mas isso não significa que ele fosse um
    vanguardista do atraso. Na definição pragmática do exercício de sua administração, não tem o peso preponderante porque Celso Daniel foi mais pragmático, considerando as realidades locais para suas propostas. A evolução teórica do Celso Daniel comunista dos primeiros tempos e o Celso Daniel defensor do Estado forte destes últimos tempos foi muito mais significativa, por exemplo, que outros exemplares (inclusive locais) de comunistas que se tornaram dinossauros populistas. Celso Daniel acabaria, como eu, se aproximando mais e mais da Terceira Via. Ele, saído da extrema-esquerda. Eu, de centro-direita.


    5) Celso Daniel foi bom, isso sim, para ajudar a criar somente no papel instrumentos como a Agência de Desenvolvimento e o Consórcio Intermunicipal. Mas só para ajudar a criar, visto que esses organismos nunca deram resultados concretos, como demonstram à farta as matérias da própria revista Livre Mercado e do jornal Diário do Grande ABC. Celso Daniel não gostava de governar, tanto que viajava o tempo inteiro. Celso Daniel era bom de populismo e de demagogia, mas péssimo implementador e executivo de idéias.

    Meus comentários -- A Câmara Regional não era e não é uma instância de poder sobre a qual se deva julgar a competência ou a incompetência individual de qualquer agente público do Grande ABC porque é uma instituição em que o coletivo prevalece na sistematização de propostas e nas deliberações práticas e, acima disso, como você mesmo expressa, embora com outro sentido, marcada profundamente pelo viés político-partidário quando chega a hora de a onça beber água -- isto é, quando se vai decidir
    aonde vai-se aplicar o dinheiro público do Estado.
    "
    Os desejos de Célio Franco - O início da polêmica


    Esse é o texto original de Célio Franco, publicado em dezembro passado no site Cliqueabc.


    10 desejos de Natal

    * Célio Franco

    Com a proximidade do Natal e do Ano Novo, nada melhor do que pensar no futuro e nos nossos desejos e sonhos. Proponho ao amigo, e colunista mais bem informado do Grande ABC, que faça uma enquete entre os seus internautas para saber quais são os sonhos dos cidadãos do Grande ABC para 2002. Podemos anunciar os desejos mais fortes, polêmicos e criativos do Ano Novo, com divulgação logo após a volta das festas no dia 7 de janeiro.

    Aí vão os meus desejos:

    1) Que o Celso Danielo, prefeito de Santo André, viaje menos e trabalhe mais. Que o Celso Danielo, toda a petelhada e os vendidos da base aliada do PT vão para o inferno. Ou melhor, para outro lugar, pois nem o Diabo merece gente tão ruim como alguns políticos que só denigrem nossa região. Como toda regra, há raras e boas exceções. E, como não sou radical, tenho bons amigos petistas também, que, repito, só estão no partido errado.

    2) Que o PT seja definitivamente enterrado politicamente e eleitoralmente com o IPTU progressivo e o aumento das alíquotas dos prefeitos petelhos, como a Marta Suplício, prefeita de minha querida terra natal São Paulo, do Celso Danielo, prefeito da minha terra do coração, Santo André, do José Filippeta Jr., prefeito da sofrida Diadema de tantos anos de burrice petista, do mineirinho Oswaldo Contador de Causos Dias, prefeito da também sofrida Mauá (que, devo admitir, está muito melhor hoje do que quando governada pelos incompetentes que estão atualmente escondidos no PSDB local) e da Maria Turista Inês Soares, prefeita da linda estância turística de Ribeirão Pires, cidade que muito admiro, mas que, infelizmente, nunca será estância turística de verdade enquanto o PT estiver no poder.

    3) Que o Lulalau, presidente de honra do PT e pré-candidato (quiçá derrotado, com a ajuda de Deus, pelo Eduardo Suplicy, nas prévias do partido) vá ser presidente em Cuba e junte toda sua fortuna à do comunista mais rico do mundo, Fidel Castro, e toda a calhordice comunista. E que os intelectuais ilusionistas, como o bêbado e equilibrista Chico Buarque, e outros ingênuos ou mal-informados parem de mistificar Cuba e outros defuntos comunistas.

    4) Que alguns políticos de São Bernardo, a começar pelo prefeito Maurício Duende Soares, parem de enganar o povo e só viajem a Cuba para se divertir mesmo, deixando de lado essas idéias idiotas de importar soluções que nunca funcionaram naquela Ilha da Fantasia. Eles já nos enganaram uma vez, nos vendendo vacinas vencidas. Que o prefeito e sua comitiva visitem os postos de saúde daquele país e vejam que nossas UBSs dão de 10 a 0 naquele lixo comunista. Como pode querer ensinar ao resto do mundo alguma coisa sobre medicina um país que não tem alimento, papel higiênico e sabonete para limpar as partes pudendas e onde os médicos têm de fugir de um salário de US$ 25 (R$ 62,00).

    5) Que o presidente honorário da França, FHC, concorde com a redução da maioridade penal no Brasil para 14 anos (afinal, um adolescente com 14 anos sabe muito bem o que é certo e o que é errado) e permita que os bandidos brutamontes e covardes, que se escondem nas asas do malfadado Estatuto da Criança e do Adolescente, paguem por seus erros, como nos países do Primeiro Mundo.

    6) Que os defensores dos Direitos Humanos, a exemplo do Dom Paulo Falso Manso Evaristo Arns, cuidem mais das almas das vítimas dos meliantes do que dos interesses dos bandidos, estupradores e assassinos.

    7) Que a inteligência do José Serra (PSDB) e a beleza e simpatia da Roseana Sarney possibilitem uma transição de poder democrática, pacífica e ordeira no Brasil, em 2002, e permitam que o país continue no rumo do desenvolvimento sustentado, graças a gênios com Pedro Malan, Armínio Fraga e outros discípulos do grande mestre Roberto Campos, que não deixaram que nos tornássemos a Argentina do Cavallo e da Rua. (aliás, que esse país prepotente e incompetente chamado Argentina seja definitivamente anexado ao Brasil). Se Lulalau ganhar e instalar de novo a balbúrdia no Brasil, como já aconteceu em 1964, que os bons militares que ainda sobraram da Rendetora salvem de novo a pátria. Porque ninguém duvide de que o povo sairá às ruas de novo se ganhar a eleição o barbudo que nunca trabalhou na vida e que prega sandices como saques e outros atos inconstitucionais. Na verdade, Lulalau só está tirando a pele de cordeiro e mostrando realmente o lobo que sempre foi.

    8) Que os políticos de bem do Grande ABC, pelo bem da região, unam-se contra a hegemonia petelha, os corruptos em geral e expulsem os estrangeiros oportunistas do PT (que infestam as Prefeituras do Grande ABC e estão aqui apenas para ganhar dinheiro em consultorias e outros estudos furados apenas para inglês ver).

    9) Que o grande estadista Paulo Maluf (PPB) continue roubando - como acusam alguns bandidos do PT (aliás, algum corrupto petelho vai ter competência para provar que ele rouba mesmo?) e FAZENDO, porque tem gente que só sabe roubar, fazer comissões de estudos, reuniões intermináveis, empregar os apaniguados, roubar o povo por meio de aumentos de água, tarifas de limpeza e IPTU.

    10) Que o Erasmo Dias reassuma a Segurança de São Paulo e mate (junto com a

    brava Rota) todos os bandidos que praticam crimes hediondos (estupro, latrocínio e seqüestro), coisa que o nobre deputado Luiz Fleury (PTB), quando governador, em 1992, fez pela metade no Carandiru, eliminando apenas 111 malditos assassinos do Pavilhão 9.

    E, de quebra, que a Marta Suplício seja bem corneada, pois o francesinho (mon dieu!) do Favre já mostrou a que veio. Vamos todos elencar os nossos dez desejos para 2002. E que o site CliqueABC (opinião@cliqueabc.com.br) faça a tabulação e escolha os desejos mais fortes e originais dos internautas. É isso aí, guerreiro Léo, os ladrões e oportunistas passam, mas o Grande ABC fica. Vamos lutar!

    * Célio Franco é jornalista e morador de Santo André
    A polêmica ultraconservadora no ABC - Pancadas contra Célio Franco


    Meu amigos, peço a gentileza aqui de usar esse espaço para mostrar um debate a respeito da boçalidade e da total falta de discernimento político-intelectual a respeito da morte do prefeito Celso Daniel, de Santo André, que era do PT. Já falei a respeito do cidadão assassinado. Ele não só era um dos melhores prefeitos do país como também um dos mais lúcidos políticos da atualidade, além de muito bem preparado para o cargo.
    A questão toda aqui é a seguinte: um cidadão ultraconservador, chamado Célio Franco, que foi um dos chefes de redação do Diário do Grande ABC por anos, escreveu uma pérola "humorística" em dezembro passado no site Cliqueabc sob o seguinte título: "Meus 10 desejos para 2002".
    O texto é uma compilação do que há de mais cafajeste, reacionário, deformado, desinformado e de mau gosto já publicado na Internet nos últimso anos. Tudo isso coroado com um "desejo que Celso Daniel e seus petelhos vão para o inferno"...
    Numa espécie de premonição, o distinto Célio Franco parece que teve seu desejo atendido. Será que ele ficou feliz?
    Os próximos três posts (matérias públicadas no blog/site) mostrarão a polêmica que se instaurou na rede a partir do momento em que o texto ficou público. Foi formado um grande grupo de discussão, formado basicamente por moradores do ABC e muitos jornalistas que passaram pelo Diário do Grande ABC, onde Célio Franco foi devidamente achincalhado e detonado, apesar de ter reconhecido o seu direito de opinião.
    O primeiro post é texto original de Célio Franco publicado em dezembro no site Cliqueabc, um primor de cafajestagem.
    O segundo post é um texto do mesmo Célio Franco, enviado após a morte de Celso Daniel para a revista Livre Mercado, do ABC, onde Célio Franco não dá o braço a torcer, mantendo os mesmos ataques grosseiros ao prefeito morto.
    O terceiro post é a resposta a Célio Franco de autoria de Eduardo Luiz Correa, secretário de Comunicação de Santo André. É uma resposta à carta enviada e publicada no Livre Mercado.
    Divirtam-se.
    CDs de Ozzy com faixas adicionais


    A febre das faixas-bônus chega aos CDs de Ozzy Osbourne, depois de enlouquecer os fãs do Judas Priest no final do ano passado e começo deste ano. Quatro álbuns de Ozzy serão relançados em versão expandida em 26 de março próximo: "Blizzard Of Ozz", "Tribute", "Diary Of A Madman" e "No More Tears".
    Todos serão remasterizados a partir das masters originais, e virão com a arte gráfica original restaurada na íntegra, ficha técnica completa, fotos e textos inéditos. Veja quais são os álbuns que serão reeditados com faixas adicionais e qais são elas:
    Blizzard Of Ozz:
    You Lookin' At Me Lookin' At You (faixa editada na versão inglesa do álbum)
    You Said It All (versão ao vivo, editada lado B da edição inglesa do single "Mr.Crowley")
    Diary Of A Madman:
    I Don't Know (versão ao vivo, editada como lado B do single "Flying High Again")
    Tribute:
    No Bone Movies (versão single inédita)
    No More Tears:
    Don't Blame Me (lado B, nunca antes editada em CD, seja compilação ou de inéditas)
    Party With The Animals (lado B, nunca antes editada em CD, seja compilação ou de inéditas)

    As nivas versões chegam ao mercado em um momento em que o cantor saboreia o bom desempenho de "Down to Earth", seu mais recente trabalho solo, editado no ano passado. As vendas estão boas, embora seu público mais fiel nos Estados Unidos tenha estranhado que o trabalho tenha vindo menos pesado do que o anterior, "Ozzmosis", de 1995. Mesmo assim, a volta de Zakk Wylde nas guitarras agradou em cheio, deixando clara a possibilidade de uma futura colaboração em outro CD.
    Nos bastidores da turnê de Ozzy pelos Estados Unidos para a divulgação de "Down to Earth", circulou a informação de que o cantgor não tem mais interesse em tocar com a formação original do Black Sabbath - ele mais Tony Iommi (guitarras), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria), que estavam separados desde 1979 mas se reuniram novamente em 1997 para três bem-sucedidas turnês mundiais.
    No começo do ano passado, Ozzy havia dito que possivelmente a formação original do lendário grupo inglês poderia se reunir pára gravar um CD totalmente inédito ainda em 2001. Em outubro o cantor jogava água fria na iniciativa, afirmando que os encontros entre os quatro para compor e gravar material novo "não havia dado muito certo". Nova turnê do Black Sabbath original também parece descartada.

    sábado, janeiro 26, 2002

    O novo trabalho do Iron Maiden




    O novo trabalho do Iron Maiden será um CD duplo ao vivo, chamado "Rock in Rio". Obviamente, foi gravado durante o Rock in Rio 3 no ano passado e trará as seguintes músicas: The Wicker Man, Ghost Of The Navigator, Brave New World, Wrathchild, Two Minutes To Midnight, Blood Brothers, Sign Of The Cross, The Mercenary, The Trooper, Dream Of Mirrors, The Clansman, The Evil That Men Do, Fear Of The Dark, Iron Maiden, Number Of The Beast , Hallowed Be Thy Name, Sanctuary e Run To The Hills.
    Pena que no Brasil já rolem CDs duplos piratas da apresentação desde fevereiro de 2001, com som tirado da transmissão da DirecTV . Ficaram bem interessahtes, mas com certeza esse lançamento virá bem caprichado.

    sexta-feira, janeiro 25, 2002

    Pílulas futebolísticas


  • Figueirense
  • - A equipe tem a torcida mais burra do Brasil. Pela terceira vez em sua história invade o campo quando o time estava em vantagem para ganhar título/classificação. Um timinho ridículo com uma torcida vagabunda. Merece ser extinto.

  • Seleção
  • - Kléber do Corinthians, Daniel do São Caetano e outras preciosidades (Esquerdinha...). A Seleção Brasileira jamais foi tão pouco séria e vilipendiada como agora.

  • Romário na Seleção
  • Chega desse papo de Romário na seleção. Está em fim de carreira e não está merecendo ir para a Seleção. Foi artilheiro de um Campeonato Brasileiro medíocre (o de 2001). Joga quando quer e quando tem vontade. Nâo tem condições físicas (nem se esforça para ter) de jogar 90 minutos. Um jogador desse tipo não pode estar em uma Copa do Mundo. além do mais, ele se acha gênio (não é) e é mau caráter. Chega de Romário na seleção.

  • Christian no Palmeiras
  • - O centroavante Christian foi uma das piores contratações da história do Palmeiras. É vagabundo, safado, sem-vergonha, que não honra a sua própria palavra. Esnobou o cluve verde de São Paulo. Não poderia jamais pisar dentro do Parque Antártica. Deveria ter falado desde o começo da negociação que não tinha interesse em jogar no Palmeiras. É um nojento escroto que vai ser escorraçado em breve de São Paulo.

  • Ronaldinho bichado
  • - Ronaldo, que nunca foi fenômeno, está se revelando o pior investimento futebolístico dos últimos dez anos no futebol mundial. É um bibelô, não pode ser tocado e é tratado como se fosse uma porcelana chinesa. Há dois anos não joga futebol e ganha milhões de dólares para ficar na enfermaria. Tratam a volta dele na Internazionale como se fosse uma coisa de alto risco: o cara não pode se cansar, não pode fazer força, não pode andar de avião, não pode isso, não pode aquilo... é um cara bichado e mimado, não merece mais respeito por isso.

  • Eurico x Dinamite
  • - Existem pessoas burras nesse mundo, mas Eurico Miranda se supera cada vez mais. Além de ser um dos maiores lixos que já pisaram na Terra, ele demonstra total falta de discernimento ao expulsar Roberto Dinamite da tribuna de honra. Se ele ainda tinha algum tipo de apoio dentro do Vasco, agora não tem mais.

    A Polícia Civil paulista é péssima


    A performance da Polícia Civil nas investigações da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, é lamentável. É uma das piores polícias que já existiram em São Paulo. O governo Geraldo Alckmin é nojento, asqueroso e permite que a violência atinja níveis nunca antes igualados. Leia aqui, em coluna de Ricardo A. Setti no No.com, porque a Polícia Civil paulista e o governo Alckmin são imcompetentes ao extremo.

    quinta-feira, janeiro 24, 2002

    Saxon no Brasil




    Uma grande notícia: Saxon volta pela terceira vez ao Brasil para uma série de shows. SErá a primeira turnê da banda por aqui, já que na primeira vez, em 1997, foram só dois shows (São Paulo e Santos) e na segunda, apenas uma apresentação no Monsters of Rock de 1998, em São Paulo. O quinteto inglês, veterano da NWBOHM (New Wave of British Heavy Metal), vem parea divulgar o seu último trabalho, "Killing Ground", que teve uma primeira edição mundial dupla, com um CD bônus trazendo regravações de músicas antigas da banda. Veja as datas da turnê:
    15/05 - Porto Alegre (Bar Opinião)
    16/05 - São Paulo (Directv Music Hall)
    17/05 - Curitiba (Studio 1250)
    18/05 - Belo Horizonte (Lapa Multishow)
    19/05 - Recife (a confirmar).

    O novo Blind Guardian





    De acordo com a revista alemã Rock Hard, a ilustração ao lado é a capa do novo álbum do BLIND GUARDIAN, "A Night at the Opera", que tem lançamento previsto para março de 2002. Escute aqui trechos de três músicas que estarão no CD:
    Battlefield
    Precious Jerusalem
    Punisment Divine

    terça-feira, janeiro 22, 2002

    O punk faz 25 anos: estilo musical ou movimento social? - parte 4 (final)



    Com o punk verdadeiro, aquele dos ideais da turma de 77, cada vez mais underground, sobrou para o hardcore novaiorquino e californiano tentar levar adiante o ritmo acelerado e pesado da música punk, notadamente com gente como Bad Religion, Black Flag, Madball, All, Agnostic Front e Biohazard. Entretanto, embora descendente direto do punk, o hardcore atual praticado pelas bandas citadas está cada vez mais distante dos "áureo ano de 1977".
    A música punk foi importante, mas a sua qualidade é e sempre foi baixa. Um punk criticar os roqueiros progressivos é uma afronta ao bom gosto e à música bem tocada. Musicalmente, os punks sempre estiveram em desvantagem.
    E no Brasil? Bem diferente do que ocorreu em Londres em 1977, os punks de São Paulo já nasceram sob o signo do hardcore, mais ou menos parecido com aquele que é praticado hoje. As bandas-símbolo do gênero no Brasil - Ratos de Porão, Garotos Podres, Cólera e Olho Seco - semrpe estiveram musicalmente longe da estética londrina e muito mais longe ainda do estilo Ramones. Isso sem contar que tais bandas eram formadas por músicos acima da média para o gênero, o que explica a longevidade do Ratos e dos Garotos Podres.
    O punk faz 25 anos em 2002 e sua importância é reconhecida por todos, mas musicalmente o movimento tem de ser colocado em seu devido lugar.
    O punk faz 25 anos: estilo musical ou movimento social? - parte 3


    Assim sendo, enquanto movimento social o punk mostrou poder e vigor, no varejo as coisas começaram a ruir. E isso ficou evidente em sua principal manifestação, a música. Não saber tocar era a tônica, e gritar letras de protesto era o requisito básico. Entretanto, a fórmula era tosca, vulnerável e frágil demais. O principal ícone, os Sex Pistols, eram musicalmente péssimos e não duraram dois anos. Entretanto, foram importantes por simbolizarem a estética punk.
    Outras bandas também não foram muito longe seguindo esse preceito do punk 77, como Buzzcocks, Lurkers, Varukers e outros. Bandas desse tipo ou acabaram ou ficaram relegadas a um underground bem escondido (recentemente as três citadas, mais GBH, tocaram no Brasil para pouco mais de 300 fãs no Hangar 110, templo punk do Bom Retiro, em São Paulo; as bandas já acabaram e ressuscitaram várias vezes e infelizmente continuaram relegadas à insignificância em que estão).
    Resumindo, a música punk é uma música de baixa qualidade, que não resistiu muito ao tempo. Graças a bandas como Clash e The Jam é que a música punk não se tornou irrelevante totalmente. Essas bandas, por exemplo, eram formadas por músicos de verdade, e muito criativos, tanto é que conseguiram romper as amarras do punk rock evoluíram musicalmente em todos os sentidos. Masa foram poucos os conseguiram isso.
    Por mais que se fale que o estabilishment e que o sistema engoliram o punk, o fato é que, musicalmente, faltou qualidade ao estilo para sobreviver com dignidade. A comparação com o heavy metal é cruel. Esse estilo praticamente foi criado do jeito que conhecemos hoje com o Judas Priest no final dos ano 70 e ganhou fôlego com a NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal) em 1980 com o surgimento de Iron Maiden, Saxon, Def Leppard e Tygers of Pan Tang.
    Mesmo passando por altos e baixos e sendo vítimas de modismos que reinam na indpustria fonográfica norte-americana, o heavy metal está mais forte do que nunca, com mais consistência e prestígio do que no final dos anos 80, que foi o auge do gênero.
    Já o punk tentou sobreviver com arremedos musicais, como o grunge (novamente músicos que não sabiam tocar, compondo músicas de péssima qualidade) e o poppy punk de Offspring e Green Day, sem falar em Millencolin e No Fun at All, entre outras "preciosidades".
    O punk faz 25 anos: estilo musical ou movimento social? - parte 2


    Em um primeiro momento a estética punk em todos os seus aspectos foi interessante, mas aos poucos houve um esgotamento total, basicamente por falta de conteúdo. Em termos globais, como movimento social, foi muito importante, tanto que seus reflexos estão aí até hoje. O punk mudou o comportamento da juventude ocidental.
    Entretanto, no varejo, o movimento foi lentamente perdendo a consistência. A literatura nunca foi relevante e a indumentária acabou sendo absorvida pelo sistema, que criou a "moda punk".
    O estilo de vida, na base dos excessos e das manifestações crônicas contra o sistema, acabou ficando anacrônico, mesmo quando os punks ficaram (e muitos ainda contiuam ficando) pendurados no generosos seguro-desemprego. Ser punk era ser livre total, mas também era não ter perspectivas de futuro algum, já que os próprios ideais punks não previam qualquer futuro. Ser punk foi legal por um tempo, na época, mas depois a realidade bateu na porta e o anacronismo ficou evidente: até quando os punks de 77 iriam ficar sem fazer nada e bebendo o dia inteiro em squats imundos abarrotados de "vagabundos"? Seria interessante envelhecer daquele jeito?
    O punk faz 25 anos: estilo musical ou movimento social?


    São 25 anos de barulho ensurdecedor (em boa parte dos casos, literalmente barulho mesmo, passando longe da música) e contestação social. Embora os norte-americanos reivindiquem a paternidade do movimento punk, que teria tomado forma em Nova York lá pelos idos de 1974, foi na Inglaterra que a coisa pegou fogo mesmo em 1976 e explodiu definitiva e mundialmente em 1977.
    É inegável que o punk é mais importante como movimento e atitude do que como estilo musical. A importância de seu surgimento é tão grande que a juventude nunca mais foi a mesma. A preocupação social e a contestação contra o sistema (desde as manifestações pertinentes até as estapafúrdias) dos jovens ingleses provocaram mudanças importantes no cotidiano do mundo ocidental.
    E o grande veículo para a difusão dos ideais do movimento punk foi o rock. Incorporando elementos já presentes em músicas de grupos como Troggs, MC5, New York Dolls e Stooges, sem falar na influência definitiva de Ramones, Television e Talking Heads, os jovens ingleses de 1976 partiram para o tudo ou nada: rock é diversão e simplicidade, é a cara do povo: "se os Ramones podem, nós também podemos."
    Estava inaugurada a era dos músicos que não sabiam tocar. Bastava uma guitarra distorcida e desafinada, um baixo idem, um cantor péssimo e um baterista chamador de chuva para que se criasse uma banda punk. Essa proposta era extremamente inovadora e democrática, em contraposição ao pop da época e ao rock progressivo, considerados "elitistas, burgueses e em desacordo com os anseios do povo". Gente com Pink Floyd, Yes, Queen, Rolling Stones e David Bowie, entre outros passou a ser execrada.
    Ser punk então era se vestir de forma podre e tocar em uma banda que não sabia tocar. E protestar contra tudo e contra todos: família, sistema, governo, bandas grandes do rock... A música em si? Essa vinha em segundo plano...
    A "legalização" do PCC


    O advogado do PCC (Primeiro Comando da Capital), a mais temida organização criminosa de São Paulo, Anselmo Neves Maia, pretende se candidatar a deputado federal neste ano. Caso seja eleito, será o primeiro passo para a legalização do crime organizado no Brasil. Leia aqui..
    O novo Blind Guardian





    De acordo com a revista alemã Rock Hard, a ilustração ao lado é a capa do novo álbum do BLIND GUARDIAN, "A Night at the Opera", que tem lançamento previsto para março de 2002.
    Placar morre pela segunda vez


    Existem alguns fenômenos inexplicáveis que só ocorrem no Brasil. O país do futebol tinha apenas uma revista especializada dedicada ao assunto. Tinha, pois a Editora Abril confirmou, através do diretor da revista Placar, Sérgio Xavier, que a mesma deixa de ser semanal na semana que vem. Na verdade, deixa de ser revista, pois em 2002 ela só vai reaparecer em "edições especiais, sem periodicidade".
    A revista Placar morre pela segunda vez. Ela deixara de ser semanal para virar mensal no começo dos ano 90. Morreu de vez e ficou vagando pelas bancas em esporádicas "edições especiais". Por volta de 1997 a Editora Abril retomou o projeto de edição mensal, sendo que dois anos depois voltou a ser semanal, para morrer novcamente na semana que vem.
    É inaceitável que o país do futebol não tenha uma revista ou duas revistas dedicadas ao tema. É absurdo que a Editora Abril, com sua potência, não consiga viabilzar um projeto desses. Se a empresa age assim com um título pra lá de rentável, é de se perguntar: como a Abril chegou aonde chegou com atitudes míopes empresariais como essa? Seus executivos são da pior qualidade.
    Bancos querem fugir do Código do Consumidor


    Algumas campanhas pela internet são irritantes e entopem nossas caixas postais. Entretanto, uma delas é muito interessante e merece a nossa atenção. Trata-se da ação que os bancos do Brasil, liderados por sua associação, a Febraban, impetraram no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo para que o Código do Consumidor não seja aplicado a eles, que estariam, assim, sujeitos apenas à fiscalização do Banco Centra.
    A argumentação para tal absurdo é puramente jurídica e se atém a filigranas, brechas de normas do Banco Central e escorregadelas do texto constitucional. Se os bancos obtiverem sucesso, o consumidro terá enormes dificuldades para resolver problemas prosaicos como o sumiço de dinheiro nas contas bancárias ou cobranças indevidas, por exemplo. Uma entidade chamada Relatótio Alfa está fazendo uma interessante campanha sobre o assunto. Leia aqui.

    domingo, janeiro 20, 2002

    A polícia é corrupta; o governo Alckmin acabou


    A polícia brasileira é corrupta? Temo que a resposta seja sim. No Estado de São Paulo, o mais rico e poderoso da federação, as cúpulas das polícias civil e militar estão podres, corroídas pelo crime organizado e deliberadamente inopertantes para que o Estado seja destroçado.
    A entrevista do tal sequestrador Andinho não deixa dúvidas: ele tem sócios dentro da polícia civil de Campinas e em todas as esferas. O secretário de Segurança Petreluzzi é de uma incompetência incomparável, o que desperta desconfianças de que essa incompetência é deliberada.
    O governo tucano de Geraldo Alckmin é um fracasso. Ele destruiu em meses o que Mário Covas demorou sete anos para construir (Covas construiu pouco, deixe-se claro). Em breve sua gestão desastrada poderá ser comparada à de Celso Pitta na prefeitura de São Paulo, mas Pitta destriu a cidade em quartro anos; Alckmin destruiu o Estado em menos de um ano.
    A maneira de governar tucana é a pior pçossível e não resiste mais a uma superficial análise. O governo do estado de são Paulo não existe mais, o governo brasileiro de Fernando Henrique Cardoso não existe mais.
    A guerra civil começou


    Era difícil imaginar que o sequestro do prefeito de Santo André, Celso Daniel, terminaria em um bárbaro assassinato. O que poderia ter sido um simples sequestro em troca dinheiro ou então uma ação política contra o PT, ou até mesmo uma vingança pessoal contra o prefeito, agora entra nas águas turvas do crime político. Não há outra hipótese.
    A coisa entra por um caminho que não tem mais volta. Ano de eleição, os principais cabeças dos partidos de esquerda são ameaçados e assassinados, com a criminalidade em alta e completamente impune. Assim o Brasil chega a 2002 à beira da convulsão social e em plena guerra civil (só falta declará-la).
    É fato quue os militantes do PT vão se armar daquin para frente. A tensão política vai se somar à guerra civil urbana. E será cada um por si neste novo milênio. A Colômbia é aqui.
    Relembrando a banda Cheap Trick





    Foi grata a surpresa que tive ao ler na semana que passou no site No.com a coluna do jornalista carioca Arthur Dapieve a respeito da banda norte-americana de hard rock dos anos 70 Cheap Trick. Dapieve escreve há muitos anos no jornal O Globo é um dos mais respeitados críticos musicais do país. Ele realmente conhece música e história da música como um todo. Gosta bastante de rock (é uma verdadeira enciclopédia), só que tem um gosto bastante duvidoso em relação à música brasileira e ao pop internacional (outro dia achou fantástico um CD obscuro com gravações obscuras da islandesa Bjork, umas das piores artistas já surgidas na música ocidental).
    Assim sendo, eu me surpreendi ao ler uma coluna sua a respeito do Cheap Trick e do lançamento em CD e DVD de um show completo da banda no Japão em 1978. Leia aqui a coluna citada.
    O Cheap Trick semrpe foi uma banda legal, uma mistura de Kiss e AC/DC, só que mais escrachado. O guitarrista, Rick Nielsen, era um dos virtuoses do instrumento nos anos 70, mas preferia o apelo do pop fácil e as micagens no palco durante os shows em vez de realmente tocar. O resultado é que acabou não ganhando o respeito que lhe era devido.
    O maior hit do Cheap Trick é "Surrender", uma bem-humorada crítica ao american way of life, mas nada muito contundente. "Live at Budokan", o CD ao vivo lançado em 1979, é o ponto alto da carreira do quarteto, que desandou a partir de 1981, quando foi engolido pelo punk rock e pela nova onda do heavy metal britânico. A banda se tornou irrelevante, apesar de existir até hoje, mas sem um pingo da criatividade e do prestígio que teve entre 1976 e 1980.
    Ouça um trecho de "Ain't That a Shame" ao vivo.
    Imbecis cariocas brincam de black metal

    Existe uma banda de black metal no Rio de Janeiro chamada Nocturnal Worshipper que é uma das coisas mais hilárias do heavy metal nacional. Até hoje só ouvi uma música deles em uma loja de CDs da Galeria do Rock e a música é péssima (é verdade que a produção, registrada em fita demo, ajudou a destruir o trabalho). Entretanto, a banda (banda?) concede entrevistas engraçadíssimasa revistas especializadas.
    Neste mês falaram à Roadie Crew e à Valhalla. O conteúdo das entrevistas é basicamente o memso nas duas revistas. É um amontoado de asneiras sobre satanismo (que eles adoram), sobre o cristianismo (que eles detestam), sobre paganismo (que eles ignoram completamente), entre outros assuntos. Os integrantes, entre eles uma mulher, acreditam que são os melhores músicos que já pisaram no planeta. Acham que são os únicos seres humanos que estão certos e desprezam qualquer pessoa que não compactue com seus "ideais".
    Por fim, apóiam integralmente as ações terroristas que músicos de black metal praticaram na Noruega nos anos 90 (quando formaram uma associação, o Inner Circle, cuja diversão era incendiar igrejas de qualquer credo e assassinar pessoas que não seguiam o seu "satanismo").
    Esses idiotas são hilários, e provavelmente continuarão a ser relegados ao ostracidmo a que estão confinados hoje. É gente lixo, que não merece a menor consideração.
    Celso Daniel é mais uma vítima da guerra civil


    O sequestro do prefeito de Santo André, o petista Celso Daniel, é mais um lance da guerra civil urbana que vive o Brasil. O Estado (tanto o governo federal como o governo estadual) está sem comando. O crime organizado trabalha intimamente ligado com as cúpulas das polícias, que são corruptas. Agora essas máfias, associadas com as polícias, estão se interessando pela política e estão tratando de intimidar gente que pode lhes causar problemas.
    Se um prefeito importante de uma cidade grande como Santo André pode ser sequestrado, qualquer um pode, ninguém está a salvo. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tucano, é inepto e incompetente. Sua administração precisa ser investigada até os mínimos detalhes. Ele e sua camarilha precisam ser julgados e condenados pela gestão desastrosa da segurança pública do Estado de São Paulo. O presidente Fernando Hentique Cardoso também é culpado e precisa ser punido. O Estado está desmoronando em todo pa[is.
    Quanto a Celso Daniel, nada muito a acrescentar. É um administrador competente, homem inteligente e é um dos políticos mais bem preparados do país. Pena que tenha sido vítima de um crime tão cruel. Crime político ou apenas mais um sequestro? Muito cedo para dizer, mas que o caso comporta ingredientes muito estranhos, nisso não há dúvidas. E a tal de Farb (Frente de Ação Revolucionária Brasileira), suposta organização esquerdista que ameaça por carta prefeitos e políticos petistas que se "aproximam" de partidos de centro-direita? Não passa de uma bobagem, uma brincadeira de alguém querendo assustar as claques petistas.
    Nova música de Blaze Bayley


    Blaze Bayley, ex-vocalista do Iron Maiden (injustiçado ao ser demitido por Steve Harris), disponibilizou no site da gravadora alemã SPV a sua nova música, que deverá estar no CD "Tenth Dimension". A música chama-se "Leap of Faith". Ouça-a aqui.

    sexta-feira, janeiro 18, 2002

    Saudações ao Hapax Legomenon

    Gostaria de saudar aqui mais um grande amigo que se aventura pelo mundo dos blogs. Leandro Woyakoski é uma daquelas figuras impagáveis dentro do meio jornalístico e intelectual de São Paulo, apesar de o distinto ser gaúcho. Colega de faculdade na gloriosa Faculdade Cásper Líbero entre os anos de 1987 e 1990, Leandro sempre teve um dos melhores textos daquela turma, mas acabou não tendo paciência para encarar as sacanagens e patifarias da grande imprensa. Sendo assim, não pôde destilar o seu humor ferino e o seu cinismo pelas páginas hoje marcadas pela burocracia e falta de imaginação da imprensa atual. Seus pensamentos imperfeitos poderão ser conferidos no blog Hapax Legomenon, onde ela assina como Leãdro Wojak.

    quinta-feira, janeiro 17, 2002

    Você mora em São Bernardo?


    Recebi esse texto pela Internet da amiga jornalista Patrícia Galindo que, assim como eu, habita a cidade abecediana de São Bernardo do Campo. Achei-o bastante pertinente...

    51 motivos que tornam SBC uma boa idéia e que nos fazem sentir orgulho da cidade
    Se Você já fez ou ainda faz coisas como estas abaixo, você com certeza é um são-bernardense.


    1 - Ter Estudado em Cursinhos do Tipo "Profitec"
    2 - Ter feito vestibulinhos para ETE Lauro Gomes ou SENAI.
    3 - Quando vai ao Centro da Cidade diz que vai para "São Bernardo"
    4 - Ter ido pelo menos 550 vezes com a sua mãe e sozinho fazer compras na
    Marechal ou no Shoppinho do Coração.
    5 - Não Conhecer porra nenhuma da história da cidade, a não ser que o
    aniversário dela é no 20 de agosto.
    6 - Sempre andar de Tróleibus.
    7 - Zuar muito quem mora em Diadema.
    8 - Conhecer os onibus por números.
    9 - Achar comum ser chamado de "Batateiro" e ainda por cima ter orgulho
    disso. E falar que quem mora em Sto. André é "Ceboleiro"..
    10 - Fazer baladas na Avenida Kennedy.
    11 - Achar o povo de São Caetano arrogante, o de Santo André inferior e
    o de
    Diadema subdesenvolvido.
    12 - Saber que um dia provavelmente vai acabar estudando em lugares como
    "Metodista", Direito São Bernardo", "Mauá", "FEI", "Fundação SA", etc.
    13 - Ficar puto quando os outros perguntam se você mora no interior. E
    justificar que pelo menos você mora pertinho da praia e de São Paulo ao
    mesmo tempo.
    14 - Achar um charme o seu erre puxado.
    15 - Achar que o Metrópole é um bom shopping. E lembrar que ele já foi
    Morita e chamá-lo de Shoppão.
    16 - Falar maravilhas da cidade para quem não a conhece e meter o pau nela
    entre seus colegas. Referir-se a ela como "Bernô".
    17 - Ter o maior orgulho de dizer que o PT foi fundado na cidade, que o
    Lula
    mora nela, que você conhece o filho dele, mas não votar em nenhum dos dois
    por nada no mundo.
    18 - Dizer coisas como "Capital do Automóvel" ou "Capital do Móvel"
    19 - Ir sempre ao Estoril e achar normal nadar e pescar na Represa Billings

    20 - Tratar a Anchieta como uma avenida e sempre reclamar do transito do
    Km
    18.
    21 - Já ter ficado preso na enchente do Centro da cidade e achar isso comum.

    22 - Ter muito orgulho da Serra do Mar preservada, apesar de nunca ter ido
    lá.
    23 - Ir almoçar sempre na Rota do Frango com Polenta.
    24 - Ter ido 500 vezes na "Cidade da Criança" na infancia.
    25 - Achar bonito nomes de bairros como Alvarenga, Batistini, Jordanópolis,
    Parque Espacial, Assunção, Nova Petrópolis...
    26 - Ter frequentado alguma vez os shows do Paço Municipal. Ou então passar
    por lá e reclamar da zona que eles provocam.
    27 - Ter enfiado a mão na agua dos lagos do Paço quando criança algumas
    vezes.
    28 - Mostar o bilhete do tróleibus para quem não seja da cidade
    Principalmente da Capital) e dizer que o sistema de transportes aqui é muito
    moderno.
    29 - Visitar a feirinha dos domingos no Riacho Grande.
    30 - Achar que tudo que vem do Paraguai foi comprado na Praça Lauro Gomes.

    31 - Ser sócio, obrigatoriamente, de um desses clubes: Associação, MESC,
    Clube da Ford ou da Volks;
    32 - Ter medo do Capitão Buganza te pegar pro Tiro;
    33 - Frequentar os bailes de carnaval da Associação ou lembrar com nostalgia
    das Festas Juninas da "Associa";
    34 - Explicar pros não-moradores da cidade o que é a "Faixa", do exame da
    Auto-Escola;
    35 - Ter patinado na pista de patinação no gelo do Golden, e lamentado o
    fechamento dela;
    36 - Ter assistido a rachas na frente do Best, na Robert Kennedy ou na Av.
    São Paulo .
    37 - Fazer cooper ou caminhada na Av. Barão de Mauá (do Best);
    38 - Orgulhar-se da cidade possuir o mais tradicional ponto de turismo
    sexual do ABC, o famosíssimo Baco's For Men;
    39 - Falar pra todo mundo que SBC tem um Poupa-tempo e que no semáforo à
    frente do Poupa tempo tem umas luzinhas encravadas no chão que lembrar pista
    de avião.
    40 - Ter frequentado a Feira da Amizade no Pavilhão Vera Cruz
    41- Esperar a Quermesse da Santíssima Virgem ou da Matriz do Rudge.
    42 - Não saber onde fica o Pico do Bonilha apesar dele ser um ponto
    turístico.
    43- Falar pra todo mundo do Zelão, o Rei do Caldo de Mocotó e levar os
    não-saobernardenses para experimentar a "Faísca".
    44 - Espalhar que não existe nada melhor do que o "Pão com Bolinho" ao lado
    do João Ramalho.
    45- Ter orgulho de aparecer na coluna social do "Diário do Grande ABC".

    46- Contar pras pessoas mais novas que você frequentava a pista de skate
    que
    era a melhor do Brasil.
    47 - Esperar todo ano pra ver a decoração do Paço Municipal.
    48 - Ser tachado de metalúrgico.
    49 - Conhecer os garçons do Liverpool, da Galeteria e do Vera Cruz pelo nome e eles você.

    50 - Orgulhar-se do Estância Alto da Serra
    51 - Encher o peito ao dizer que nasceu em São Bernardo no Hospital São
    Bernardo.
    Rush sai da hibernação



    Após meses de hibernação, o trio canadense Rush anunciou nesta semana que deve lançar em março o seu novo trabalho, ainda sem título definido. O grupo está sem gravar um CD com material inédito desde 1996, com "Test for Echo" (que foi uma tentativa não muito bem-sucedida de misturar experimentaismo instrumental com o som das raízes do grupo).
    Segundo um comunicado divulgado pelos empresários da banda, os integrantes do Rush se recolheram ao "anonimato" para poderem tocar projetos pessoais e se julgam agora aptos para retomar a carreira com o novo lançamento. A idéia do trio é realizar uma turnê pelos Estados Unidos ainda neste ano.
    Enquanto isso, o empresário brasileiro Roberto Medina está anunciando o Rush para quiser ouvir como a grande atração do Rock in Rio 4, programado para janeiro de 2003, ao lado do U2. É claro que a banda canadense não confirma. Não há nenhuma menção a isso no site oficial do grupo.
    A possibilidade do Rush tocar no festival de Medina é quase nula. Geddy Lee (baixo, teclados e vocal), Neil Peart (bateria) e Alex Lifeson (guitarra) se recusam a tocar em festivais e em locais abertos. Fazem questão de se apresentar em ginásios fechados para que seus efeitos especiais e a qualidade impecável de seu som possam ser apreciados de forma completa. Isso sem falar no cachê da banda, que gira entre US$ 250 mil a US$ 500 mil por apresentação. Medida não tem esse cacife, se realmente quiser ter ao lado do Rush o U2, que chega a cobrar US$ 1 milhão livres por show.
    Portanto, o sonho dos brasileiros de ver o Rush ao vivo continua tão distante quanto sempre esteve. A próxima turnê mundial da banda deverá passar bem longe daqui.

    terça-feira, janeiro 15, 2002

    O futebol cai cada vez mais


    Começo a acreditar que o futebol brasileiro não tem mais jeito mesmo. O Bragantino, que está na série A-2 do Campeonato Paulista (que hoje não passa de uma terceira divisão, na prática), foi convidado para jogar a Copa do Brasil (é o time do vice-presidente da CBF Nabi Abi Chedid). Absurdo isso, lamentável sob todos os aspectos. Enquanto isso o Jundiaí (ex-Etti) está no Rio-SP por força econômica da Parmalat, por obra e graça de Farah, o presidente da Federação Paulista. O Jundiaí subiu no ano passado para a A-1 do Paulistão. Antes dele estão na fila os times que já estavam naquela divisão, sem falar no vice-campeão paulista, o Botafogo, alijado de forma nojenta da competição. É o fim...

    segunda-feira, janeiro 14, 2002

    Copa do Mundo sem seleções?


    Um tema até há pouco tempo esquecido no meio futebolístico volta à tona. Será que o futuro do futebol internacional é o fim da Copa de Mundo de Seleções, substituída por um grande Campeonato MUndial de Clubes? Essa tese foi levantada em 1990 pelo empresário Sílvio Berlusconi, atual primeiro-ministro da Itália. Ele achava que o formato de Copa do Mundo de Seleções era anticapitalista e antieconômico, já que jogadores importantes acabavam ficando pelo caminho com suas seleções, que "prejudicava" o mercado.
    Sendo assim, ele preconizava uma grande competição com os principais clubes do mundo, "apenas uns poucos", para viabilizar o futebol mundial. Na verdade, Berlusconi, que é um bandido de marca maior, estava reclamando porque seu bolso tinah sido afetado. Sua equipe, o Milan, de sua propriedade, tinha quatro jogadores na seleção holandesa desclassificada em 1990 na segunda fase. Além disso, tinha três titulares da seleção italiana, que ficou em 3º lugar. Para ele, esses resultados foram péssimos, pois desvalorizaram seus jogadores.
    Sua opinião não ressoou e a idéia exótica foi descartada. Agora, 12 anos depois, o jornalista Juca Kfouri volta com o tema, acreditando que a Copa de Seleções vai acabar.
    A Copa do Mundo não vai acabar. Prova disso é o fracasso retumbante do Mundial de Clubes da Fifa, que não emplacou (basicamente por ter sido criado já com deformidades, com a política casuística definindo seus participantes, entre outras coisas). A Copa de seleções é atraente porque mexe com a nacionalidade dos povos e das torcidas e permite a verdadeira formação de seleções sem custos econômicos adicionais. Uma Copa de clubes sempre vai ter a marca da impessoalidade, já que uma equipe como a Juventus, da Itália, poderá atuar sem ter um italiano sequer em sua equipe.
    A Copa do Mundo é o mais importante evento esportivo do mundo, o que mais fatura e o que mais rende lucros, justamente por ser a celebração do profissionalismo e do capitalismo, ao contrário dos deficitários Jogos Olímpicos. Uma Copa do Mundo sem seleções não tem sentido.
    Médico derruba tese de Kajuru sobre Ronaldinho

    O jornalista Jorge Kajuru, um dos mais falastrões e bravateadores da crônica esportiva da atualidade, publicou matéria importante no último domingo na revista do Lance a respeito do tema que ainda paira sobre o nosso futebol: o que Ronaldinho teve antes da final da Copa de 1998?
    Esse assunto não acaba nunca. Kajuru pretendeu encerrar de uma vez por todas a questão dizendo que Ronaldo teve uma convulsão em razão de uma infiltração de xilocaína em seus joelhos. Essa infiltração teria seido malfeita, o que ocasionou o mal que o afligiu no dia da final. Segundo compêndios médicos, os sintomas de convulsão de Ronaldo são compatíveis com aqueles causados por problemas derivados da xilocaína, fato corroborado por especialistas.
    Entretanto, Ronaldo nega que tenha tomado infiltrações, o médico Lídio Toledo nega que as tenha realizado. Kajuru garante que sua fonte é seríissima e que ouviu da boca do Ronaldo o que ralmente lhe aconteceu.
    No entanto, o médico Lídio Toledo, que eu considero um incompetente, ao vivo no programa Bola Na Rede de domingo, jogou por terra a tese de Kajuru. Ele nega que tenha feito as infiltrações em Ronaldo e disse ainda: "A infiltração nos joelhos, no futebol, só têm sentido se feitas algum tempo antes da partida. Não haveria o menor sentido em se fazer uma infiltração no Ronaldo SEIS horas antes da partida final, isso é ridículo." E agora? O assunto ainda não acabou...
    Popó já se acha Deus


    O pugilista brasileiro Acelino "Popó" Freitas realmente é um atleta em sua modalidade, dizem os especialistas. Ele venceu o cubano Joel Casamayor ontem em Las Vegas pela unificação dos títulos das OMB e AMB, um feito importante, sem dúvida. Só que o pugilista baiano parece que bebeu demais após a comemoração do feito. Desembarcou em São Paulo vociferando barbaridades e exigindo ser tratado como ídolo, do mesmo porte de Guga e de Ayrton Senna. Aí já é demais. Hoje ele ainda não nada, precisa de mais arroz e feijão para ser um ídolo que ele acha que é. Humildade é bom e preserva carreiras.
    As gravadoras e a pirataria


    A edição deste mês da revista Rock Brigade traz uma entrevista interessante com o vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson. Entre outras coisas, ele faz uma crítica ao mercado fonográfico brasileiro, afirmando que ele não lança mais CDs aqui porque a pirataria inviabiliza o negócio. Ele atira no que viu e acerta no que não viu.
    No caso dele a pirataria-clonagem de CDs que estão no mercado não o atinge. No centro de São Paulo há no máximo cinco camelôs que vendem CDs piratas de rock ou heavy metal. Quem mais sofre com isso são as gravadoras e artistas nacionais de ritmos mais populares. Dickinson não está lançando mais seus CDs solo no Brasil devido a problemas contratuais que teve com seus distribuidores por aqui, que não lhe pagaram o que era devido.
    No entanto, até mesmo um artista de primeira linha, mas que está distante de nosso mercado, percebeu um enorme problema que vice a indústria fonográfica brasileira. A pirataria cresceu demais, se disseminou por todo o país e as empresas e artistas estão de mãos atadas. O governo não fiscaliza e nem se preocupa com isso. A tendência é que a coisa se agrave.
    Entretanto, especificamente no caso dos CDs, não dá para condenar a pirataria-clonagem de lançamentos e obras que estão em catálogo. As gravadoras passaram 40 anos ganhando dinheiro a rodo no Brasil com preços abusivos de seus produtos, sem contar que ludibriavam seus contratados. Agora é a hora da vingança.
    Um CD nacional custar acima de R$ 25,00 é um escândalo. Não adianta as gravadoras espernearem afirmando que seus custos são enormes. Esse preço é abusivo e ponto. O camelô vende a R$ 5,00 ou a R$ 10,00, no máximo. O consumidor há muito tempo sabe que está sendo lesado e finalmente agora tem uma alternativa a isso, mesmo que de menor qualidade. As gravadoras parecem que ainda não entenderam o recado e querem manter o status quo atual: punição à pirataria, fim da concorrência "desleal" e manutenção dos preços absurdos, sem falar no investimento em porcarias modistas reconhecidas, como axé music, sertanejos, pagodeiros e quetais.
    Se o preço para que o consumidor seja menos lesado em termos de valor do CD e em termos culturais for o fim da indústria brasileira do segmento, que assim seja. Que a pirataria triunfe e empurre essa máfia nojenta para o fundo do poço. Quem sabe assim surja uma nova indústria do setor mais antenada e adequada ao nosso mercado.
    Rock in Rio 4 e as especulações


    Já se fala em Rock in Rio 4 para janeiro de 2003. As especulações sobre as atrações já começaram e a fonte principal dos boatos nada mais é do que Roberto Medina, o promotor do evento. Segundo ele, em matéria publicada no Globo de ontem, domingo, U2 e Rush já estão certos para tocar, enquanto que Peter Gabriel, Santana e The Who ainda estão em negociações (leia aqui).
    Que seja bem-vindo o evento em 2003, mas que cessem as especulações. Que o U2 possa vir é factível, mas não o Rush. O trio canadense só toca em locais fechados e se recusa a participar de festivais. The Who dificilmente se reunirá em 2003 para vir ao Brasil, já que farão uma extensa turnê por Estados Unidos e Inglaterra neste ano. Peter Gabriel e Santana são arroz-de-festa e estarão sempre à disposição. Pelo menos Medina já desistiu de sonhar com o PInk Floyd, já que o guitarrista da banda, David Gilmour, vem dando entrevistas praticamente afirmando que a banda não existe mais.
    A incompetência da Veja


    A revista Veja voltou à carga novamente contra o heavy metal. Na edição desta semana o jornalista Sérgio Martins, que acha ser especializado em música e qe é fanático por reggae (aaaaaaargh), destila uma série de informações incorretas e vários preconceitos acerca do subestilo do rock.
    Em primeiro lugar a pauta foi "chupada" de uma reportagem da Folha de S. Paulo publicada há uma semana. O que era a pauta da Folha? A reda das bilheterias de shows de artistas nacionais de vários gêneros caiu vertiginosamente a partir do segundo semestre de 2001. Espantosamente, segundo a Folha, as casas de shows que investiram em shows de rock, principalmente no rock pesado, se deram bem, tendo lucros e mais lucros, como o Via Funchal.
    A Veja resolveu fazer a mesma matéria, só que espalhando sua incompetência para lidar com o assunto. Chamou o ritmo de "barulhento", o Sepultura de "decadente", os membros do Angra de "até que eles são limpinhos" e chamou os caras do Krisiun de "sujos". Por fim, o dito jornalista não entende como é que o heavy metal consegue manter o público fiel e grande no Brasil, já que é "um gênero decadente".
    Francamente a Veja se superou nesse texto. Os preconceitos estãoi todos lá, assim como a falta de informação. Cada vez mais governista e com textos ruins e editorializados, a maior revista do país hoje é um lixo. Nunca tanta gente incompetente escreveu aio mesmo tempo lá como agora.
    Bandidos nos programas esportivos


    A profusão de programas esportivos nos domingos à noite em São Paulo é grande. Cinco dos sete canais abertos mantêm programas do tipo. O pior deles é, paradozalmente, o que tem mais audiência: Mesa Redonda Futebol Debate, da TV Gazeta (canal 11), comandado pelos caricatos Chico Lang e Roberto Avallone.
    O programa é péssimo, não tem análise, não tem informação confiável (só chute e especulação) e faz do circo e da palhaçada o seu trunfo. Desde o ano retrasado tem o lamentável hábito de dar voz para os representantes das torcidas organizadas dos times de Sã Paulo.
    Esses seres geralmente são bandidos, membros de quadrilhas que afugentam o verdadeiro torcedor do estádio. Estão mais preocupados em brigar e amedrontar jogadores e dirigentes do que realmente torcer. Esses seres nojentos têm de ser banidos da TV.
    Mike Stern toca no Bourbon

    Show imperdível nesta semana: Mike Stern, magnífico guitarrista norte-americano de jazz, estará na quinta, dia 17 de janeiro, no Bourbon, na zona sul de São Paulo, com preços variando de R$ 45,00 a R$ 75,00.