Fora Nike na coluna Papo de Esporte
Uma grata surpresa entre os colunistas de esporte da nova geração é Alec Duarte, ex-editor de esportes do Diário do Grande ABC, ex-chefe de redação da extinta Gazeta Esportiva e atual colaborador da Folha Online. Sua coluna, a Papo de Esporte, está na internet no site Diário Online. A coluna tem cerca de dois emses já coleciona furos (notícias exclusivas, no jargão de jornalista) atrás de futos. Na coluna de hoje ele narra a força que a Nike está fazendo para sair da CBF e da seleção brasileira. O valor do contrato já foi reduzido em 25%.
Pessoalmente, sou favorável à saída da Nike. O contrato assinado em 1996 é um absurdo em todos os sentidos e dava um poder desproporcional à empresa. Além do mais, a imagem da Nike é ruim no mundo e nunca combinou com a seleção brasileira. Americano não entende nada de futebol e mostra isso cada vez mais. A Nike não fará falta, embora a culpa de tudo isso tenha sido mesmo da CBF.
Espaço coordenado pelo jornalista paulistano Marcelo Moreira para trocas de idéias, de preferência estapafúrdias, e preferencialmente sobre música, esportes, política e economia, com muita pretensão e indignação.
segunda-feira, fevereiro 04, 2002
Jardel choraminga e diz que pára se não for à Copa
Uma das notícias mais constrangedoras foi divulgada hoje. O atacante brasileiro Jardel, do Sporting, de Portugal, anunciou que pensa em abandonar a carreira caso não seja convocado para a Copa 2002 por Luís Felipe Scolari. Ele tem 28 anos, mas não se conforma por estar permanentemente esquecido por Felipão, que foi seu técnico no Grêmio supercampeão de 1994-1996.
Essa notícia é nojenta, ultrajante e totalmente absurda. Que Jardel pare já de jogar, é um favor que ele faz à humanidade. A presença dele em seleções anteriores foi uma das excrescências e excentricidades cometidas por técnicos delirantes, entre eles o próprio Felipão. Jardel foi um dos piores jogadores a vestir a camsia da seleção em todos os tempos. Se ele alega que faz muitos gols em Portugal, a resposta é óbvia: também, em Portugal qualquer zémané marca tantos gols como ele. Essa forma de pressão sme nenhuma sutileza, à la Romário, só queima o jogador. Tomara que ele cumpra a promessa de parar mesmo de jogar.
Uma das notícias mais constrangedoras foi divulgada hoje. O atacante brasileiro Jardel, do Sporting, de Portugal, anunciou que pensa em abandonar a carreira caso não seja convocado para a Copa 2002 por Luís Felipe Scolari. Ele tem 28 anos, mas não se conforma por estar permanentemente esquecido por Felipão, que foi seu técnico no Grêmio supercampeão de 1994-1996.
Essa notícia é nojenta, ultrajante e totalmente absurda. Que Jardel pare já de jogar, é um favor que ele faz à humanidade. A presença dele em seleções anteriores foi uma das excrescências e excentricidades cometidas por técnicos delirantes, entre eles o próprio Felipão. Jardel foi um dos piores jogadores a vestir a camsia da seleção em todos os tempos. Se ele alega que faz muitos gols em Portugal, a resposta é óbvia: também, em Portugal qualquer zémané marca tantos gols como ele. Essa forma de pressão sme nenhuma sutileza, à la Romário, só queima o jogador. Tomara que ele cumpra a promessa de parar mesmo de jogar.
Jovem Pan lesa ouvintes e desiste da Copa
A rádio Jovem Pan de São Paulo decidiu não comprar os direitos de transmissão da Copa 2002. Será a primeira vez na história que a emissora deixará de transmitir os jogos da seleção em uma Copa do Mundo. É bastante provável que mande apenas um repórter para a Coréia e para o Japão apenas para dizer que foi.
Isso mostra a crise de credibilidade do futebol brasileiro e também a miopia pelos responsáveis pela área comercial da rádio. A desculpa de que o faturamento publicitário seria bem menor por a copa ser disputada na madrugada para os brasileiros não cola. Todo mundo vai assistir aos jogos da seleção brasileira e é provável que outros jogos a serem transmitidos pela TV Globo tenham até um bom público. Ainda se a desculpa fosse que a TV Globo estaria vendendo os direitos a preços exorbitantes...
A decisão da Jovem Pan é uma das mais burras da história do radiojornalismo.
A rádio Jovem Pan de São Paulo decidiu não comprar os direitos de transmissão da Copa 2002. Será a primeira vez na história que a emissora deixará de transmitir os jogos da seleção em uma Copa do Mundo. É bastante provável que mande apenas um repórter para a Coréia e para o Japão apenas para dizer que foi.
Isso mostra a crise de credibilidade do futebol brasileiro e também a miopia pelos responsáveis pela área comercial da rádio. A desculpa de que o faturamento publicitário seria bem menor por a copa ser disputada na madrugada para os brasileiros não cola. Todo mundo vai assistir aos jogos da seleção brasileira e é provável que outros jogos a serem transmitidos pela TV Globo tenham até um bom público. Ainda se a desculpa fosse que a TV Globo estaria vendendo os direitos a preços exorbitantes...
A decisão da Jovem Pan é uma das mais burras da história do radiojornalismo.
Morre Paul Balloff, do Exodus
Morreu na manhã do último sábado, dia 2 de fevereiro, Paul Balloff, 41 anos, vocalista do legendário grupo thrash metal Exodus. Baloff estava internado desde o dia 31 de janeiro em um hospital de Oakland, Califórnia, depois de sofrer um derrame cerebral fulminante que o deixou em coma profundo.
Como havia perdido o contato com sua família há muito tempo, — ele chegou a se tornar um andarilho por alguns anos —, todas as decisões cruciais tomadas no hospital foram feitas pelos outros músicos do Exodus, segundo o bom site da Rock Brigade.
Baloff foi um dos fundadores da banda, em 1981, e sua voz esganiçada era uma das marcas registradas da banda, especialmente no clássico dos clássicos, "Bonded By Blood". O guitarrista Gary Holt divulgou um comunicado oficial lamentando muito a morte do amigo, onde afirma que "palavras não podem descrever a dor que sinto com a premature perda de Paul. Ele era meu irmão, meu espírito, minha alma (...), ele era o Exodus."
Ao lado de Testament e Metallica, o Exodus formava a "santíssima trindade" do thrash metal de Bay Area, de San Francisco, e transformou o subgênero ao qual se encaixavam em música respeitada dentro do rock.
Morreu na manhã do último sábado, dia 2 de fevereiro, Paul Balloff, 41 anos, vocalista do legendário grupo thrash metal Exodus. Baloff estava internado desde o dia 31 de janeiro em um hospital de Oakland, Califórnia, depois de sofrer um derrame cerebral fulminante que o deixou em coma profundo.
Como havia perdido o contato com sua família há muito tempo, — ele chegou a se tornar um andarilho por alguns anos —, todas as decisões cruciais tomadas no hospital foram feitas pelos outros músicos do Exodus, segundo o bom site da Rock Brigade.
Baloff foi um dos fundadores da banda, em 1981, e sua voz esganiçada era uma das marcas registradas da banda, especialmente no clássico dos clássicos, "Bonded By Blood". O guitarrista Gary Holt divulgou um comunicado oficial lamentando muito a morte do amigo, onde afirma que "palavras não podem descrever a dor que sinto com a premature perda de Paul. Ele era meu irmão, meu espírito, minha alma (...), ele era o Exodus."
Ao lado de Testament e Metallica, o Exodus formava a "santíssima trindade" do thrash metal de Bay Area, de San Francisco, e transformou o subgênero ao qual se encaixavam em música respeitada dentro do rock.
quarta-feira, janeiro 30, 2002
Fora Romário
Tenho restrições à convocaão de Romário para a seleção. Se ele era imprescindível em 1994 e 1998, hoje já não o é. Quanto mais velho fica, mais arrogante e pedante se torna, mais mal-educado e transgressor ele fica. Numa Copa do Mundo uma seleção tem de contar com os 23 jogadores 100%. Não dá para levar alguém que assume não correr ou não ter condição de jogar 90 minutos.
Também é injusto fazer alguém correr por ele e por outro por 90 minutos. É muito desgastante. Romário joga para ele, não para o time. Se antes ele corria e se mostrava mais participativo, hoje ele não é mais assim. Romário não coopera, não colaboram, então não serve para a seleção.
Isso sem falar no constante desrespeito a todos que o cercam. ela acha que é Deus, e não é, acha que pode fazer o que quiser, e não pode.É mau caráter e indolente. Até 1998 dava para tolerar, mas agora não mais. Foi só ele pegar uma defesa um pouquinho melhor e mais violenta nas Eliminatórias (Uruguai, em Montevidéu) que ele desaparece.
Se Romário jogar o dobro do que jogou no passado, merece a convocação. Caso contrário, que fique enfurnado no bairro da Penha, no Rio, ao lado do lixo Eurico Miranda.
Tenho restrições à convocaão de Romário para a seleção. Se ele era imprescindível em 1994 e 1998, hoje já não o é. Quanto mais velho fica, mais arrogante e pedante se torna, mais mal-educado e transgressor ele fica. Numa Copa do Mundo uma seleção tem de contar com os 23 jogadores 100%. Não dá para levar alguém que assume não correr ou não ter condição de jogar 90 minutos.
Também é injusto fazer alguém correr por ele e por outro por 90 minutos. É muito desgastante. Romário joga para ele, não para o time. Se antes ele corria e se mostrava mais participativo, hoje ele não é mais assim. Romário não coopera, não colaboram, então não serve para a seleção.
Isso sem falar no constante desrespeito a todos que o cercam. ela acha que é Deus, e não é, acha que pode fazer o que quiser, e não pode.É mau caráter e indolente. Até 1998 dava para tolerar, mas agora não mais. Foi só ele pegar uma defesa um pouquinho melhor e mais violenta nas Eliminatórias (Uruguai, em Montevidéu) que ele desaparece.
Se Romário jogar o dobro do que jogou no passado, merece a convocação. Caso contrário, que fique enfurnado no bairro da Penha, no Rio, ao lado do lixo Eurico Miranda.
Torcida tem que ser proibida de ir a treinos de times de futebol
É fato que o técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, está novamente tendo dificuldades para lidar com a pressão da torcida por conta de jogadores não-convocados. Mas não precisava agredir um torcedor na porta do hotel em Goiânia (se é que a agressão realmente ocorreu). Não resta dúvida de que o torcedor, profundamente mal-educado, merecia apanhar, mas não DEVIA apanhar, ainda mais do técnico da seleção...
De qualquer forma, desde 1993 defendo que treino não tem que ter torcida. Devido a atitudes demagógicas, interesseiras e outros interesses inconfessáveis, os treinos da seleção brasileira são abertos a torcedores aqui e no exterior. E aí aparecem situações constrangedoras como as que estamos vendo desde 2000, com as arquibancadas cheias de gente sem o que fazer, desocupados e vagabundos em geral, que se portam como torcedores ruidosos pedindo Romário.
Essa praga de torcida em treino se alastrou pelos clubes e culminou com a agressão a Edílson no Parque São Jorge, em 2000, fato que provocou a saída dele do Cortinthians. Treino é treino, jogo é jogo. A torcida acha que tem o direito de fazer o que quer. Não tem. Se quer protestar, que proteste nas ruas e nos jogos oficiais. Nos treinos a torcida tem que ficar fora, deixar os jogadores trabalharem em paz.
Ao que me consta, não existe público em ensaio de banda de rock, de peça de teatro, em capítulo de novela. Seria ridículo os Rolling Stones estarem ensaiando e um bando desocupados e vagabundos ficar gritando na platéia por "Satisfaction", "Let it Bleed", "Street Fighting Man" ou músicas obscuras como "No Expectations", "Worried About You", "Winter" e outras.
É fato que o técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, está novamente tendo dificuldades para lidar com a pressão da torcida por conta de jogadores não-convocados. Mas não precisava agredir um torcedor na porta do hotel em Goiânia (se é que a agressão realmente ocorreu). Não resta dúvida de que o torcedor, profundamente mal-educado, merecia apanhar, mas não DEVIA apanhar, ainda mais do técnico da seleção...
De qualquer forma, desde 1993 defendo que treino não tem que ter torcida. Devido a atitudes demagógicas, interesseiras e outros interesses inconfessáveis, os treinos da seleção brasileira são abertos a torcedores aqui e no exterior. E aí aparecem situações constrangedoras como as que estamos vendo desde 2000, com as arquibancadas cheias de gente sem o que fazer, desocupados e vagabundos em geral, que se portam como torcedores ruidosos pedindo Romário.
Essa praga de torcida em treino se alastrou pelos clubes e culminou com a agressão a Edílson no Parque São Jorge, em 2000, fato que provocou a saída dele do Cortinthians. Treino é treino, jogo é jogo. A torcida acha que tem o direito de fazer o que quer. Não tem. Se quer protestar, que proteste nas ruas e nos jogos oficiais. Nos treinos a torcida tem que ficar fora, deixar os jogadores trabalharem em paz.
Ao que me consta, não existe público em ensaio de banda de rock, de peça de teatro, em capítulo de novela. Seria ridículo os Rolling Stones estarem ensaiando e um bando desocupados e vagabundos ficar gritando na platéia por "Satisfaction", "Let it Bleed", "Street Fighting Man" ou músicas obscuras como "No Expectations", "Worried About You", "Winter" e outras.
Audiência qualificada
Audiência qualificada é isso... meu amigo e parceiro Maurício Gaia, o líder do blog Mauricéia Desvairada, fez alusão à polêmica a respeito dos textos/opiniões do jornalista de Santo André Célio Franco, que "desejou" em dezembro que Celso Daniel, prefeito de Santo André assassinado, fosse para o inferno. Mesmo com Daniel morto, o ultraconservador e ultradireitista (e também mal-educado) Franco continuou destilando seu ódio contra o PT e contra o prefeito assassinado emn textos para a imprensa do ABC. A repercussão de tais barbaridades foi enorme, e mais aimplificada com a remissão que o Maurício colocou no Mauricéia Desvairada.
Audiência qualificada é isso... meu amigo e parceiro Maurício Gaia, o líder do blog Mauricéia Desvairada, fez alusão à polêmica a respeito dos textos/opiniões do jornalista de Santo André Célio Franco, que "desejou" em dezembro que Celso Daniel, prefeito de Santo André assassinado, fosse para o inferno. Mesmo com Daniel morto, o ultraconservador e ultradireitista (e também mal-educado) Franco continuou destilando seu ódio contra o PT e contra o prefeito assassinado emn textos para a imprensa do ABC. A repercussão de tais barbaridades foi enorme, e mais aimplificada com a remissão que o Maurício colocou no Mauricéia Desvairada.
Jethro Tull vai regravar músicas com formação original
Uma notícia interessante vem de Los Angeles. A veterana banda inglesa de rock progressivo Jethro Tull está produzindo um DVD sobre a trajetória do grupo e vai conter uma grande surpresa: a regravação de clássicos do começo da carreira do grupo com a primeira formação que teve, datada de 1968. De acordo com informações de sites ingleses, Ian Anderson, o vocalista e flautista que lidera a banda, convidou Mick Abrahams (guitarra), Clive Bunker (bateria) e Glen Cornick (baixo). Entre as músicas cotadas para serem regravadas estão "My Sunday Feeling" e "Song for Jeffrey", entre outras.
Dos músicos da formação original, excetuando-se Anderson, apenas Mick Abrahams chegou a ter trabalhos com alguma repercussão após a sua saída da banda, em 1969. Chegou a tocar em uma banda que fez algum sucesso entre 1971 e 1973 na Inglaterra chamada Bloodwin Pigs. Desapareceu do cenário musical até meados dos anos 80, quando ressurgiu com três albuns solo .
Atualmente o Jethro Tull tem como membros fixos Ian Anderson, Martin Barre (guitarrista que substituiu Abrahams em 1969) e o tecladista Andy Giddings. A bateria é frequentemente ocupada por Doane Perry, que atua como convidado. Já o baixo é revezado por uma série de músicos contratados. O último trabalho oficial da banda é "J-Tull.com", lançado em 2000.
Uma notícia interessante vem de Los Angeles. A veterana banda inglesa de rock progressivo Jethro Tull está produzindo um DVD sobre a trajetória do grupo e vai conter uma grande surpresa: a regravação de clássicos do começo da carreira do grupo com a primeira formação que teve, datada de 1968. De acordo com informações de sites ingleses, Ian Anderson, o vocalista e flautista que lidera a banda, convidou Mick Abrahams (guitarra), Clive Bunker (bateria) e Glen Cornick (baixo). Entre as músicas cotadas para serem regravadas estão "My Sunday Feeling" e "Song for Jeffrey", entre outras.
Dos músicos da formação original, excetuando-se Anderson, apenas Mick Abrahams chegou a ter trabalhos com alguma repercussão após a sua saída da banda, em 1969. Chegou a tocar em uma banda que fez algum sucesso entre 1971 e 1973 na Inglaterra chamada Bloodwin Pigs. Desapareceu do cenário musical até meados dos anos 80, quando ressurgiu com três albuns solo .
Atualmente o Jethro Tull tem como membros fixos Ian Anderson, Martin Barre (guitarrista que substituiu Abrahams em 1969) e o tecladista Andy Giddings. A bateria é frequentemente ocupada por Doane Perry, que atua como convidado. Já o baixo é revezado por uma série de músicos contratados. O último trabalho oficial da banda é "J-Tull.com", lançado em 2000.
segunda-feira, janeiro 28, 2002
Round final - a resposta da Prefeitura de Santo André
O sr. Célio Franco, do alto de sua arrogancia e incompetencia, se julga no direito de julgar o trabalho do prefeito Celso Daniel e tecer comentarios pessoais sobre ele, que não apenas passam longe da verdade como distorce a realidade, como distorcido é o cerebro deste que se diz jornalista, mas defende causas que contrariam os preceitos da formaçaõ humanista dos que militam no jornalismo.
Sr. Célio Franco, você não tem o direito e capacidade para qualquer julgamento sério sobre Celso Daniel. Apenas por uma razão: Celso Daniel está a anos-luz de distância de sua mediocridade. Infelizmente perdemos nosso prefeito - o melhor prefeito que Santo André ja viu e um dos mais talentosos politicos que o Brasil começava a conhecer.
Mandaria o senhor estudar, como já o fizeram antes. Mas seria uma ofensa aos grandes mestres que nos ensinam a lutar por um mundo mais justo. As páginas da boa literatura - técnica ou ficcional - não merecem que dedos imundos as toquem.
Sr. Celio Franco, Celso entra para a memória do País como símbolo de que é possível um mundo melhor e que vale a pena lutar pelas causas justas. Agora o senhor segue para o seu devido lugar - a lata de lixo da mediocridade absoluta e do mau-caratismo rasteiro. Volte ao convívio dos ratos que o cercam, e dos quais o sr. come os restos em doses humilhantes de bajulação e serventia.
Eduardo Luiz Correia
Secretário de Comunicação da PMSA
O sr. Célio Franco, do alto de sua arrogancia e incompetencia, se julga no direito de julgar o trabalho do prefeito Celso Daniel e tecer comentarios pessoais sobre ele, que não apenas passam longe da verdade como distorce a realidade, como distorcido é o cerebro deste que se diz jornalista, mas defende causas que contrariam os preceitos da formaçaõ humanista dos que militam no jornalismo.
Sr. Célio Franco, você não tem o direito e capacidade para qualquer julgamento sério sobre Celso Daniel. Apenas por uma razão: Celso Daniel está a anos-luz de distância de sua mediocridade. Infelizmente perdemos nosso prefeito - o melhor prefeito que Santo André ja viu e um dos mais talentosos politicos que o Brasil começava a conhecer.
Mandaria o senhor estudar, como já o fizeram antes. Mas seria uma ofensa aos grandes mestres que nos ensinam a lutar por um mundo mais justo. As páginas da boa literatura - técnica ou ficcional - não merecem que dedos imundos as toquem.
Sr. Celio Franco, Celso entra para a memória do País como símbolo de que é possível um mundo melhor e que vale a pena lutar pelas causas justas. Agora o senhor segue para o seu devido lugar - a lata de lixo da mediocridade absoluta e do mau-caratismo rasteiro. Volte ao convívio dos ratos que o cercam, e dos quais o sr. come os restos em doses humilhantes de bajulação e serventia.
Eduardo Luiz Correia
Secretário de Comunicação da PMSA
Célio Franco x Daniel Lima (Livre Mercado) - parte 2
"7) Celso Daniel foi contra o Hospital Regional de Clínicas. O hospital só saiu do papel graças à pressão do jornal Diário do Grande ABC (e fui eu, graças a Deus, quem fiz, como editor executivo de Política, juntamente com o jornalista João Paulo Soares, a entrevista pingue-pongue em que o governador garantiu que concluiria o hospital). Mas, mesmo sendo contra a obra no discurso, o prefeito não deixou de tentar capitalizar o hospital para sua administração durante o evento de inauguração.
Meus comentários -- Salvo erro de interpretação, Celso Daniel não foi propriamente contrário à obra, mas reunia informações de seu secretariado sobre a maior relevância de descentralizar o investimento em várias unidades espalhadas pelo município, em vez de concentrá-la num único endereço. Poderia estar até enganado, e isso só o tempo dirá, embora já se tenham estudos que recomendem a pulverização geográfica de unidades. Agora, quanto à capitalização da obra do ponto de vista político, trata-se
de ritual ao qual todo administrador público, em situação semelhante, se lança de forma inescapável, sob pena de ser rotulado de estúpido pelo comportamento padrão dos políticos brasileiros -- seriamente impulsionados pela mídia política brasileira.
8) Assim como também tentou capitalizar politicamente a inauguração das obras do Rio Tamanduateí e da Avenida dos Estados, financiadas com dinheiro do governo do Estado (Mário Covas de novo).
Meus comentários -- O Semasa, ligado ao Paço de Santo André, também participou das obras com recursos dos contribuintes.
9) Celso Daniel foi responsável pelos maiores precatórios (dívidas decorrentes de sentença judicial) da história de Santo André.
> Lembra-se da desapropriação do terreno da Alzira Franco e do Parque Guaraciaba?
Meus comentários -- Esse erro histórico do prefeito em sua primeira gestão, e tudo que fez na sequência para tentar livrar-se do
abacaxi, só mostram o quanto ele evoluiu. Contrariamente a muitos gestores públicos que praticam erros novos e cada vez mais graves a cada gestão.
10) Lembra-se ainda do Parque Central, que seria, segundo a Prefeitura, o maior parque da cidade, semelhante ao Central Park, de Nova York? E que virou um enorme lixão?
Meus comentários -- O que é o Parque Central perto do legado regional que ele deixou? O que outros prefeitos fizeram pelo mesmo espaço?
11) Celso Daniel não tinha nada de democrático. Era um homem arrogante e que não admitia espaço para o contraditório. Muitos colegas jornalistas sempre reclamaram da dificuldade para entrevistá-lo, principalmente quando se tratava de assunto contrário a sua administração.
Meus comentários -- Tive alguns arranca-rabos com o Celso Daniel, mas jamais o canal democrático de interlocução foi interrompido. Uma certa arrogância todos nós, administradores públicos e jornalistas, acabamos por carregar em doses maiores ou menores, e também apenas por interpretações distorcidas. Nada que uma conversa em dia mais propício não
resolva. Pelo menos para quem tem bom senso. Com o Celso Daniel, a reciprocidade de bom senso sempre prevaleceu nos contatos que tivemos.
12) Por fim, Celso Daniel cultivava amizades estranhas. Apesar de se dizer que era um homem inteligente, acabou deixando a chave do cofre da Prefeitura em mãos muitas vezes pouco confiáveis. As suas ligações com o "amigo" Sérgio Sombra, que estava no carro no momento do rapto do prefeito, ainda merecem melhor investigação, que com certeza a Polícia fará. Por que não começar com uma quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico para descobrir o que há por trás de toda essa tragédia?
Meus comentários -- Estamos de novo invadindo o terreno das especulações, sobre o qual, insisto, não trafego. Nada que eventualmente venha a pretender manchar a biografia pessoal de Celso Daniel atingirá sua história político-administrativa em proporção minimamente capaz de abalar sua herança de mentor público da regionalidade jamais construída
pelos seus antecessores, pela comunidade e que, também é, um dogma deste jornalista que, ao fundar LIVRE MERCADO em 1999 (antes, portanto, do Consórcio Intermunicipal de Prefeitos), tinha em seu horizonte um Grande ABC que honrasse a própria denominação."
"7) Celso Daniel foi contra o Hospital Regional de Clínicas. O hospital só saiu do papel graças à pressão do jornal Diário do Grande ABC (e fui eu, graças a Deus, quem fiz, como editor executivo de Política, juntamente com o jornalista João Paulo Soares, a entrevista pingue-pongue em que o governador garantiu que concluiria o hospital). Mas, mesmo sendo contra a obra no discurso, o prefeito não deixou de tentar capitalizar o hospital para sua administração durante o evento de inauguração.
Meus comentários -- Salvo erro de interpretação, Celso Daniel não foi propriamente contrário à obra, mas reunia informações de seu secretariado sobre a maior relevância de descentralizar o investimento em várias unidades espalhadas pelo município, em vez de concentrá-la num único endereço. Poderia estar até enganado, e isso só o tempo dirá, embora já se tenham estudos que recomendem a pulverização geográfica de unidades. Agora, quanto à capitalização da obra do ponto de vista político, trata-se
de ritual ao qual todo administrador público, em situação semelhante, se lança de forma inescapável, sob pena de ser rotulado de estúpido pelo comportamento padrão dos políticos brasileiros -- seriamente impulsionados pela mídia política brasileira.
8) Assim como também tentou capitalizar politicamente a inauguração das obras do Rio Tamanduateí e da Avenida dos Estados, financiadas com dinheiro do governo do Estado (Mário Covas de novo).
Meus comentários -- O Semasa, ligado ao Paço de Santo André, também participou das obras com recursos dos contribuintes.
9) Celso Daniel foi responsável pelos maiores precatórios (dívidas decorrentes de sentença judicial) da história de Santo André.
> Lembra-se da desapropriação do terreno da Alzira Franco e do Parque Guaraciaba?
Meus comentários -- Esse erro histórico do prefeito em sua primeira gestão, e tudo que fez na sequência para tentar livrar-se do
abacaxi, só mostram o quanto ele evoluiu. Contrariamente a muitos gestores públicos que praticam erros novos e cada vez mais graves a cada gestão.
10) Lembra-se ainda do Parque Central, que seria, segundo a Prefeitura, o maior parque da cidade, semelhante ao Central Park, de Nova York? E que virou um enorme lixão?
Meus comentários -- O que é o Parque Central perto do legado regional que ele deixou? O que outros prefeitos fizeram pelo mesmo espaço?
11) Celso Daniel não tinha nada de democrático. Era um homem arrogante e que não admitia espaço para o contraditório. Muitos colegas jornalistas sempre reclamaram da dificuldade para entrevistá-lo, principalmente quando se tratava de assunto contrário a sua administração.
Meus comentários -- Tive alguns arranca-rabos com o Celso Daniel, mas jamais o canal democrático de interlocução foi interrompido. Uma certa arrogância todos nós, administradores públicos e jornalistas, acabamos por carregar em doses maiores ou menores, e também apenas por interpretações distorcidas. Nada que uma conversa em dia mais propício não
resolva. Pelo menos para quem tem bom senso. Com o Celso Daniel, a reciprocidade de bom senso sempre prevaleceu nos contatos que tivemos.
12) Por fim, Celso Daniel cultivava amizades estranhas. Apesar de se dizer que era um homem inteligente, acabou deixando a chave do cofre da Prefeitura em mãos muitas vezes pouco confiáveis. As suas ligações com o "amigo" Sérgio Sombra, que estava no carro no momento do rapto do prefeito, ainda merecem melhor investigação, que com certeza a Polícia fará. Por que não começar com uma quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico para descobrir o que há por trás de toda essa tragédia?
Meus comentários -- Estamos de novo invadindo o terreno das especulações, sobre o qual, insisto, não trafego. Nada que eventualmente venha a pretender manchar a biografia pessoal de Celso Daniel atingirá sua história político-administrativa em proporção minimamente capaz de abalar sua herança de mentor público da regionalidade jamais construída
pelos seus antecessores, pela comunidade e que, também é, um dogma deste jornalista que, ao fundar LIVRE MERCADO em 1999 (antes, portanto, do Consórcio Intermunicipal de Prefeitos), tinha em seu horizonte um Grande ABC que honrasse a própria denominação."
Célio Franco x Daniel Lima (Livre Mercado) - parte 1
Esse é o texto que Célio Franco enviou à revista Livre Mercado e que foi enviada pelo resumo diário eletrônico da revista aos seus leitores/assinantes. Essa carta foi escrita e enviada após a morte de Celso Daniel, na semana passada, é e uma autêntica compilação de atrocidades verbais. A cada ataque de Franco, destaco em negrito o comentário de Daniel Lima, editor e proprietário da Livre Mercado::
"Caro Daniel Lima, entendo toda sua dor e o respeito pelo ser humano e pelo homem público Celso Daniel, assassinado brutalmente no último fim de semana. Mas, mesmo sentindo a dor pela tragédia humana e correndo o risco de ser antipático (para dizer o menos) ao criticar o prefeito de Santo André, gostaria, a bem da verdade, de dizer algumas palavras sobre Celso
Daniel:
1) Não entendo que ele tenha sido um bom administrador público, mesmo porque foi um dos principais responsáveis pela evasão industrial ao aumentar impostos (como o IPTU), taxas de água e de lixo a índices muito acima da inflação.
Meus comentários -- Embora reconheça que Celso Daniel -- e sempre escrevi isso -- não tenha tido o faro fino de desenvolvimento econômico que os empreendedores gostariam e a comunidade necessita, a realidade é que, mesmo assim, Celso Daniel esteve muito acima da média histórica de seus antecessores, absolutamente omissos na matéria. Alçá-lo, por isso, à condição de um dos maiores responsáveis pela evasão industrial, ao aumentar impostos em índice acima da inflação, é distorcer os fatos. Celso Daniel tem responsabilidade subsidiária. Até porque o perfil das perdas econômicas de Santo André foi atenuado nos últimos anos. Sua atuação à frente do Consórcio de Prefeitos e da Agência de Desenvolvimento Econômico ajudou a moldar uma arquitetura de personalidade regional especialíssima no espectro público do Grande ABC. Bastaria isso, somente isso, para destacá-lo de todos os demais, que, verdade seja dita, tiveram dificuldades de entender sua vocação metropolitana. Mesmo sem ter
pavimentado os caminhos econômicos de Santo André com o ímpeto desejado e necessário, atribuir-lhe preferencialmente o esburacamento da desindustrialização é exagerar na dose.
2) Na gestão de Celso Daniel, Santo André se transformou numa das cidades mais complicadas para se abrir uma empresa, tantos os entraves burocráticos. Basta consultar os escritórios de contabilidade para saber do que estou falando.
Meus comentários -- A revolução que Celso Daniel fez no atendimento ao contribuinte no chamado Térreo 1 do Paço Municipal de Santo André, informatizando todos os procedimentos e eliminando filas de espera, mereceu premiações diversas. Já o atendimento aos empreendedores não conseguiu atingir o mesmo nível, embora superasse largamente as realidades anteriores, de prefeitos pouco afeitos ao assunto. Já que me convidou a ouvir alguém, o Humberto Batella, um dos contabilistas mais antigos
da região, afirma com todas as letras -- resultado da participação efetiva como colaborador da gestão de Celso Daniel: os procedimentos durante o período de comando do prefeito que se foi são incomparavelmente melhor que os anteriores.
3) Grandes empreendedores (que, por dever de ofício e garantia constitucional, não posso revelar) sempre reclamaram das
dificuldades colocadas pelos secretários e demais burocratas da Prefeitura de Santo André (será que para vender facilidades?) para aprovar projetos. Muitos chegaram a desistir de investir em Santo André, preferindo outras cidades do Grande ABC e do Interior do Estado. Basta uma consulta atenta a matérias do Diário do Grande ABC para descobrir quais são esses empreendimentos.
Meus comentários -- Esse suposto varejismo de jogo de influência é um terreno movediço sobre o qual, por razões éticas, só trato com absoluta segurança de provas documentais. Fora isso, excluo qualquer ilação.O enredo ao qual você se refere é generalizado na literatura da administração pública brasileira a ponto de se confundir realidade com mistificação. Daí a razão de só trabalhar com provas ou com evidências que não se escondam no anonimato irresponsável ou covarde.
4) Celso Daniel não foi um intelectual tão brilhante como se afirma. Foi, isso sim, um intelectual ultrapassado, equivocado e apegado a idéias estatizantes e de coloração comunista, que se mostraram ineficazes para atenuar as diferenças sociais no mundo todo. Tanto é que o mundo civilizado e contemporâneo abandonou definitivamente essas velharias para adotar as idéias liberais do livre mercado.
Meus comentários -- Celso Daniel ainda estava distante do que, como jornalista, defendo como liberalismo social ou como socialismo liberal expresso nas linhas gerais das obras de Anthony Giddens, o mentor intelectual de Tony Blair. Entretanto, também está a léguas da contaminação comunista a que você se refere. Tenho o texto bruto do programa do PT que ele apresentou recentemente em Recife e anotei os pontos sobre os quais discordo, mas isso não significa que ele fosse um
vanguardista do atraso. Na definição pragmática do exercício de sua administração, não tem o peso preponderante porque Celso Daniel foi mais pragmático, considerando as realidades locais para suas propostas. A evolução teórica do Celso Daniel comunista dos primeiros tempos e o Celso Daniel defensor do Estado forte destes últimos tempos foi muito mais significativa, por exemplo, que outros exemplares (inclusive locais) de comunistas que se tornaram dinossauros populistas. Celso Daniel acabaria, como eu, se aproximando mais e mais da Terceira Via. Ele, saído da extrema-esquerda. Eu, de centro-direita.
5) Celso Daniel foi bom, isso sim, para ajudar a criar somente no papel instrumentos como a Agência de Desenvolvimento e o Consórcio Intermunicipal. Mas só para ajudar a criar, visto que esses organismos nunca deram resultados concretos, como demonstram à farta as matérias da própria revista Livre Mercado e do jornal Diário do Grande ABC. Celso Daniel não gostava de governar, tanto que viajava o tempo inteiro. Celso Daniel era bom de populismo e de demagogia, mas péssimo implementador e executivo de idéias.
Meus comentários -- A Câmara Regional não era e não é uma instância de poder sobre a qual se deva julgar a competência ou a incompetência individual de qualquer agente público do Grande ABC porque é uma instituição em que o coletivo prevalece na sistematização de propostas e nas deliberações práticas e, acima disso, como você mesmo expressa, embora com outro sentido, marcada profundamente pelo viés político-partidário quando chega a hora de a onça beber água -- isto é, quando se vai decidir
aonde vai-se aplicar o dinheiro público do Estado."
Esse é o texto que Célio Franco enviou à revista Livre Mercado e que foi enviada pelo resumo diário eletrônico da revista aos seus leitores/assinantes. Essa carta foi escrita e enviada após a morte de Celso Daniel, na semana passada, é e uma autêntica compilação de atrocidades verbais. A cada ataque de Franco, destaco em negrito o comentário de Daniel Lima, editor e proprietário da Livre Mercado::
"Caro Daniel Lima, entendo toda sua dor e o respeito pelo ser humano e pelo homem público Celso Daniel, assassinado brutalmente no último fim de semana. Mas, mesmo sentindo a dor pela tragédia humana e correndo o risco de ser antipático (para dizer o menos) ao criticar o prefeito de Santo André, gostaria, a bem da verdade, de dizer algumas palavras sobre Celso
Daniel:
1) Não entendo que ele tenha sido um bom administrador público, mesmo porque foi um dos principais responsáveis pela evasão industrial ao aumentar impostos (como o IPTU), taxas de água e de lixo a índices muito acima da inflação.
Meus comentários -- Embora reconheça que Celso Daniel -- e sempre escrevi isso -- não tenha tido o faro fino de desenvolvimento econômico que os empreendedores gostariam e a comunidade necessita, a realidade é que, mesmo assim, Celso Daniel esteve muito acima da média histórica de seus antecessores, absolutamente omissos na matéria. Alçá-lo, por isso, à condição de um dos maiores responsáveis pela evasão industrial, ao aumentar impostos em índice acima da inflação, é distorcer os fatos. Celso Daniel tem responsabilidade subsidiária. Até porque o perfil das perdas econômicas de Santo André foi atenuado nos últimos anos. Sua atuação à frente do Consórcio de Prefeitos e da Agência de Desenvolvimento Econômico ajudou a moldar uma arquitetura de personalidade regional especialíssima no espectro público do Grande ABC. Bastaria isso, somente isso, para destacá-lo de todos os demais, que, verdade seja dita, tiveram dificuldades de entender sua vocação metropolitana. Mesmo sem ter
pavimentado os caminhos econômicos de Santo André com o ímpeto desejado e necessário, atribuir-lhe preferencialmente o esburacamento da desindustrialização é exagerar na dose.
2) Na gestão de Celso Daniel, Santo André se transformou numa das cidades mais complicadas para se abrir uma empresa, tantos os entraves burocráticos. Basta consultar os escritórios de contabilidade para saber do que estou falando.
Meus comentários -- A revolução que Celso Daniel fez no atendimento ao contribuinte no chamado Térreo 1 do Paço Municipal de Santo André, informatizando todos os procedimentos e eliminando filas de espera, mereceu premiações diversas. Já o atendimento aos empreendedores não conseguiu atingir o mesmo nível, embora superasse largamente as realidades anteriores, de prefeitos pouco afeitos ao assunto. Já que me convidou a ouvir alguém, o Humberto Batella, um dos contabilistas mais antigos
da região, afirma com todas as letras -- resultado da participação efetiva como colaborador da gestão de Celso Daniel: os procedimentos durante o período de comando do prefeito que se foi são incomparavelmente melhor que os anteriores.
3) Grandes empreendedores (que, por dever de ofício e garantia constitucional, não posso revelar) sempre reclamaram das
dificuldades colocadas pelos secretários e demais burocratas da Prefeitura de Santo André (será que para vender facilidades?) para aprovar projetos. Muitos chegaram a desistir de investir em Santo André, preferindo outras cidades do Grande ABC e do Interior do Estado. Basta uma consulta atenta a matérias do Diário do Grande ABC para descobrir quais são esses empreendimentos.
Meus comentários -- Esse suposto varejismo de jogo de influência é um terreno movediço sobre o qual, por razões éticas, só trato com absoluta segurança de provas documentais. Fora isso, excluo qualquer ilação.O enredo ao qual você se refere é generalizado na literatura da administração pública brasileira a ponto de se confundir realidade com mistificação. Daí a razão de só trabalhar com provas ou com evidências que não se escondam no anonimato irresponsável ou covarde.
4) Celso Daniel não foi um intelectual tão brilhante como se afirma. Foi, isso sim, um intelectual ultrapassado, equivocado e apegado a idéias estatizantes e de coloração comunista, que se mostraram ineficazes para atenuar as diferenças sociais no mundo todo. Tanto é que o mundo civilizado e contemporâneo abandonou definitivamente essas velharias para adotar as idéias liberais do livre mercado.
Meus comentários -- Celso Daniel ainda estava distante do que, como jornalista, defendo como liberalismo social ou como socialismo liberal expresso nas linhas gerais das obras de Anthony Giddens, o mentor intelectual de Tony Blair. Entretanto, também está a léguas da contaminação comunista a que você se refere. Tenho o texto bruto do programa do PT que ele apresentou recentemente em Recife e anotei os pontos sobre os quais discordo, mas isso não significa que ele fosse um
vanguardista do atraso. Na definição pragmática do exercício de sua administração, não tem o peso preponderante porque Celso Daniel foi mais pragmático, considerando as realidades locais para suas propostas. A evolução teórica do Celso Daniel comunista dos primeiros tempos e o Celso Daniel defensor do Estado forte destes últimos tempos foi muito mais significativa, por exemplo, que outros exemplares (inclusive locais) de comunistas que se tornaram dinossauros populistas. Celso Daniel acabaria, como eu, se aproximando mais e mais da Terceira Via. Ele, saído da extrema-esquerda. Eu, de centro-direita.
5) Celso Daniel foi bom, isso sim, para ajudar a criar somente no papel instrumentos como a Agência de Desenvolvimento e o Consórcio Intermunicipal. Mas só para ajudar a criar, visto que esses organismos nunca deram resultados concretos, como demonstram à farta as matérias da própria revista Livre Mercado e do jornal Diário do Grande ABC. Celso Daniel não gostava de governar, tanto que viajava o tempo inteiro. Celso Daniel era bom de populismo e de demagogia, mas péssimo implementador e executivo de idéias.
Meus comentários -- A Câmara Regional não era e não é uma instância de poder sobre a qual se deva julgar a competência ou a incompetência individual de qualquer agente público do Grande ABC porque é uma instituição em que o coletivo prevalece na sistematização de propostas e nas deliberações práticas e, acima disso, como você mesmo expressa, embora com outro sentido, marcada profundamente pelo viés político-partidário quando chega a hora de a onça beber água -- isto é, quando se vai decidir
aonde vai-se aplicar o dinheiro público do Estado."
Os desejos de Célio Franco - O início da polêmica
Esse é o texto original de Célio Franco, publicado em dezembro passado no site Cliqueabc.
10 desejos de Natal
* Célio Franco
Com a proximidade do Natal e do Ano Novo, nada melhor do que pensar no futuro e nos nossos desejos e sonhos. Proponho ao amigo, e colunista mais bem informado do Grande ABC, que faça uma enquete entre os seus internautas para saber quais são os sonhos dos cidadãos do Grande ABC para 2002. Podemos anunciar os desejos mais fortes, polêmicos e criativos do Ano Novo, com divulgação logo após a volta das festas no dia 7 de janeiro.
Aí vão os meus desejos:
1) Que o Celso Danielo, prefeito de Santo André, viaje menos e trabalhe mais. Que o Celso Danielo, toda a petelhada e os vendidos da base aliada do PT vão para o inferno. Ou melhor, para outro lugar, pois nem o Diabo merece gente tão ruim como alguns políticos que só denigrem nossa região. Como toda regra, há raras e boas exceções. E, como não sou radical, tenho bons amigos petistas também, que, repito, só estão no partido errado.
2) Que o PT seja definitivamente enterrado politicamente e eleitoralmente com o IPTU progressivo e o aumento das alíquotas dos prefeitos petelhos, como a Marta Suplício, prefeita de minha querida terra natal São Paulo, do Celso Danielo, prefeito da minha terra do coração, Santo André, do José Filippeta Jr., prefeito da sofrida Diadema de tantos anos de burrice petista, do mineirinho Oswaldo Contador de Causos Dias, prefeito da também sofrida Mauá (que, devo admitir, está muito melhor hoje do que quando governada pelos incompetentes que estão atualmente escondidos no PSDB local) e da Maria Turista Inês Soares, prefeita da linda estância turística de Ribeirão Pires, cidade que muito admiro, mas que, infelizmente, nunca será estância turística de verdade enquanto o PT estiver no poder.
3) Que o Lulalau, presidente de honra do PT e pré-candidato (quiçá derrotado, com a ajuda de Deus, pelo Eduardo Suplicy, nas prévias do partido) vá ser presidente em Cuba e junte toda sua fortuna à do comunista mais rico do mundo, Fidel Castro, e toda a calhordice comunista. E que os intelectuais ilusionistas, como o bêbado e equilibrista Chico Buarque, e outros ingênuos ou mal-informados parem de mistificar Cuba e outros defuntos comunistas.
4) Que alguns políticos de São Bernardo, a começar pelo prefeito Maurício Duende Soares, parem de enganar o povo e só viajem a Cuba para se divertir mesmo, deixando de lado essas idéias idiotas de importar soluções que nunca funcionaram naquela Ilha da Fantasia. Eles já nos enganaram uma vez, nos vendendo vacinas vencidas. Que o prefeito e sua comitiva visitem os postos de saúde daquele país e vejam que nossas UBSs dão de 10 a 0 naquele lixo comunista. Como pode querer ensinar ao resto do mundo alguma coisa sobre medicina um país que não tem alimento, papel higiênico e sabonete para limpar as partes pudendas e onde os médicos têm de fugir de um salário de US$ 25 (R$ 62,00).
5) Que o presidente honorário da França, FHC, concorde com a redução da maioridade penal no Brasil para 14 anos (afinal, um adolescente com 14 anos sabe muito bem o que é certo e o que é errado) e permita que os bandidos brutamontes e covardes, que se escondem nas asas do malfadado Estatuto da Criança e do Adolescente, paguem por seus erros, como nos países do Primeiro Mundo.
6) Que os defensores dos Direitos Humanos, a exemplo do Dom Paulo Falso Manso Evaristo Arns, cuidem mais das almas das vítimas dos meliantes do que dos interesses dos bandidos, estupradores e assassinos.
7) Que a inteligência do José Serra (PSDB) e a beleza e simpatia da Roseana Sarney possibilitem uma transição de poder democrática, pacífica e ordeira no Brasil, em 2002, e permitam que o país continue no rumo do desenvolvimento sustentado, graças a gênios com Pedro Malan, Armínio Fraga e outros discípulos do grande mestre Roberto Campos, que não deixaram que nos tornássemos a Argentina do Cavallo e da Rua. (aliás, que esse país prepotente e incompetente chamado Argentina seja definitivamente anexado ao Brasil). Se Lulalau ganhar e instalar de novo a balbúrdia no Brasil, como já aconteceu em 1964, que os bons militares que ainda sobraram da Rendetora salvem de novo a pátria. Porque ninguém duvide de que o povo sairá às ruas de novo se ganhar a eleição o barbudo que nunca trabalhou na vida e que prega sandices como saques e outros atos inconstitucionais. Na verdade, Lulalau só está tirando a pele de cordeiro e mostrando realmente o lobo que sempre foi.
8) Que os políticos de bem do Grande ABC, pelo bem da região, unam-se contra a hegemonia petelha, os corruptos em geral e expulsem os estrangeiros oportunistas do PT (que infestam as Prefeituras do Grande ABC e estão aqui apenas para ganhar dinheiro em consultorias e outros estudos furados apenas para inglês ver).
9) Que o grande estadista Paulo Maluf (PPB) continue roubando - como acusam alguns bandidos do PT (aliás, algum corrupto petelho vai ter competência para provar que ele rouba mesmo?) e FAZENDO, porque tem gente que só sabe roubar, fazer comissões de estudos, reuniões intermináveis, empregar os apaniguados, roubar o povo por meio de aumentos de água, tarifas de limpeza e IPTU.
10) Que o Erasmo Dias reassuma a Segurança de São Paulo e mate (junto com a
brava Rota) todos os bandidos que praticam crimes hediondos (estupro, latrocínio e seqüestro), coisa que o nobre deputado Luiz Fleury (PTB), quando governador, em 1992, fez pela metade no Carandiru, eliminando apenas 111 malditos assassinos do Pavilhão 9.
E, de quebra, que a Marta Suplício seja bem corneada, pois o francesinho (mon dieu!) do Favre já mostrou a que veio. Vamos todos elencar os nossos dez desejos para 2002. E que o site CliqueABC (opinião@cliqueabc.com.br) faça a tabulação e escolha os desejos mais fortes e originais dos internautas. É isso aí, guerreiro Léo, os ladrões e oportunistas passam, mas o Grande ABC fica. Vamos lutar!
* Célio Franco é jornalista e morador de Santo André
Esse é o texto original de Célio Franco, publicado em dezembro passado no site Cliqueabc.
10 desejos de Natal
* Célio Franco
Com a proximidade do Natal e do Ano Novo, nada melhor do que pensar no futuro e nos nossos desejos e sonhos. Proponho ao amigo, e colunista mais bem informado do Grande ABC, que faça uma enquete entre os seus internautas para saber quais são os sonhos dos cidadãos do Grande ABC para 2002. Podemos anunciar os desejos mais fortes, polêmicos e criativos do Ano Novo, com divulgação logo após a volta das festas no dia 7 de janeiro.
Aí vão os meus desejos:
1) Que o Celso Danielo, prefeito de Santo André, viaje menos e trabalhe mais. Que o Celso Danielo, toda a petelhada e os vendidos da base aliada do PT vão para o inferno. Ou melhor, para outro lugar, pois nem o Diabo merece gente tão ruim como alguns políticos que só denigrem nossa região. Como toda regra, há raras e boas exceções. E, como não sou radical, tenho bons amigos petistas também, que, repito, só estão no partido errado.
2) Que o PT seja definitivamente enterrado politicamente e eleitoralmente com o IPTU progressivo e o aumento das alíquotas dos prefeitos petelhos, como a Marta Suplício, prefeita de minha querida terra natal São Paulo, do Celso Danielo, prefeito da minha terra do coração, Santo André, do José Filippeta Jr., prefeito da sofrida Diadema de tantos anos de burrice petista, do mineirinho Oswaldo Contador de Causos Dias, prefeito da também sofrida Mauá (que, devo admitir, está muito melhor hoje do que quando governada pelos incompetentes que estão atualmente escondidos no PSDB local) e da Maria Turista Inês Soares, prefeita da linda estância turística de Ribeirão Pires, cidade que muito admiro, mas que, infelizmente, nunca será estância turística de verdade enquanto o PT estiver no poder.
3) Que o Lulalau, presidente de honra do PT e pré-candidato (quiçá derrotado, com a ajuda de Deus, pelo Eduardo Suplicy, nas prévias do partido) vá ser presidente em Cuba e junte toda sua fortuna à do comunista mais rico do mundo, Fidel Castro, e toda a calhordice comunista. E que os intelectuais ilusionistas, como o bêbado e equilibrista Chico Buarque, e outros ingênuos ou mal-informados parem de mistificar Cuba e outros defuntos comunistas.
4) Que alguns políticos de São Bernardo, a começar pelo prefeito Maurício Duende Soares, parem de enganar o povo e só viajem a Cuba para se divertir mesmo, deixando de lado essas idéias idiotas de importar soluções que nunca funcionaram naquela Ilha da Fantasia. Eles já nos enganaram uma vez, nos vendendo vacinas vencidas. Que o prefeito e sua comitiva visitem os postos de saúde daquele país e vejam que nossas UBSs dão de 10 a 0 naquele lixo comunista. Como pode querer ensinar ao resto do mundo alguma coisa sobre medicina um país que não tem alimento, papel higiênico e sabonete para limpar as partes pudendas e onde os médicos têm de fugir de um salário de US$ 25 (R$ 62,00).
5) Que o presidente honorário da França, FHC, concorde com a redução da maioridade penal no Brasil para 14 anos (afinal, um adolescente com 14 anos sabe muito bem o que é certo e o que é errado) e permita que os bandidos brutamontes e covardes, que se escondem nas asas do malfadado Estatuto da Criança e do Adolescente, paguem por seus erros, como nos países do Primeiro Mundo.
6) Que os defensores dos Direitos Humanos, a exemplo do Dom Paulo Falso Manso Evaristo Arns, cuidem mais das almas das vítimas dos meliantes do que dos interesses dos bandidos, estupradores e assassinos.
7) Que a inteligência do José Serra (PSDB) e a beleza e simpatia da Roseana Sarney possibilitem uma transição de poder democrática, pacífica e ordeira no Brasil, em 2002, e permitam que o país continue no rumo do desenvolvimento sustentado, graças a gênios com Pedro Malan, Armínio Fraga e outros discípulos do grande mestre Roberto Campos, que não deixaram que nos tornássemos a Argentina do Cavallo e da Rua. (aliás, que esse país prepotente e incompetente chamado Argentina seja definitivamente anexado ao Brasil). Se Lulalau ganhar e instalar de novo a balbúrdia no Brasil, como já aconteceu em 1964, que os bons militares que ainda sobraram da Rendetora salvem de novo a pátria. Porque ninguém duvide de que o povo sairá às ruas de novo se ganhar a eleição o barbudo que nunca trabalhou na vida e que prega sandices como saques e outros atos inconstitucionais. Na verdade, Lulalau só está tirando a pele de cordeiro e mostrando realmente o lobo que sempre foi.
8) Que os políticos de bem do Grande ABC, pelo bem da região, unam-se contra a hegemonia petelha, os corruptos em geral e expulsem os estrangeiros oportunistas do PT (que infestam as Prefeituras do Grande ABC e estão aqui apenas para ganhar dinheiro em consultorias e outros estudos furados apenas para inglês ver).
9) Que o grande estadista Paulo Maluf (PPB) continue roubando - como acusam alguns bandidos do PT (aliás, algum corrupto petelho vai ter competência para provar que ele rouba mesmo?) e FAZENDO, porque tem gente que só sabe roubar, fazer comissões de estudos, reuniões intermináveis, empregar os apaniguados, roubar o povo por meio de aumentos de água, tarifas de limpeza e IPTU.
10) Que o Erasmo Dias reassuma a Segurança de São Paulo e mate (junto com a
brava Rota) todos os bandidos que praticam crimes hediondos (estupro, latrocínio e seqüestro), coisa que o nobre deputado Luiz Fleury (PTB), quando governador, em 1992, fez pela metade no Carandiru, eliminando apenas 111 malditos assassinos do Pavilhão 9.
E, de quebra, que a Marta Suplício seja bem corneada, pois o francesinho (mon dieu!) do Favre já mostrou a que veio. Vamos todos elencar os nossos dez desejos para 2002. E que o site CliqueABC (opinião@cliqueabc.com.br) faça a tabulação e escolha os desejos mais fortes e originais dos internautas. É isso aí, guerreiro Léo, os ladrões e oportunistas passam, mas o Grande ABC fica. Vamos lutar!
* Célio Franco é jornalista e morador de Santo André
A polêmica ultraconservadora no ABC - Pancadas contra Célio Franco
Meu amigos, peço a gentileza aqui de usar esse espaço para mostrar um debate a respeito da boçalidade e da total falta de discernimento político-intelectual a respeito da morte do prefeito Celso Daniel, de Santo André, que era do PT. Já falei a respeito do cidadão assassinado. Ele não só era um dos melhores prefeitos do país como também um dos mais lúcidos políticos da atualidade, além de muito bem preparado para o cargo.
A questão toda aqui é a seguinte: um cidadão ultraconservador, chamado Célio Franco, que foi um dos chefes de redação do Diário do Grande ABC por anos, escreveu uma pérola "humorística" em dezembro passado no site Cliqueabc sob o seguinte título: "Meus 10 desejos para 2002".
O texto é uma compilação do que há de mais cafajeste, reacionário, deformado, desinformado e de mau gosto já publicado na Internet nos últimso anos. Tudo isso coroado com um "desejo que Celso Daniel e seus petelhos vão para o inferno"...
Numa espécie de premonição, o distinto Célio Franco parece que teve seu desejo atendido. Será que ele ficou feliz?
Os próximos três posts (matérias públicadas no blog/site) mostrarão a polêmica que se instaurou na rede a partir do momento em que o texto ficou público. Foi formado um grande grupo de discussão, formado basicamente por moradores do ABC e muitos jornalistas que passaram pelo Diário do Grande ABC, onde Célio Franco foi devidamente achincalhado e detonado, apesar de ter reconhecido o seu direito de opinião.
O primeiro post é texto original de Célio Franco publicado em dezembro no site Cliqueabc, um primor de cafajestagem.
O segundo post é um texto do mesmo Célio Franco, enviado após a morte de Celso Daniel para a revista Livre Mercado, do ABC, onde Célio Franco não dá o braço a torcer, mantendo os mesmos ataques grosseiros ao prefeito morto.
O terceiro post é a resposta a Célio Franco de autoria de Eduardo Luiz Correa, secretário de Comunicação de Santo André. É uma resposta à carta enviada e publicada no Livre Mercado.
Divirtam-se.
Meu amigos, peço a gentileza aqui de usar esse espaço para mostrar um debate a respeito da boçalidade e da total falta de discernimento político-intelectual a respeito da morte do prefeito Celso Daniel, de Santo André, que era do PT. Já falei a respeito do cidadão assassinado. Ele não só era um dos melhores prefeitos do país como também um dos mais lúcidos políticos da atualidade, além de muito bem preparado para o cargo.
A questão toda aqui é a seguinte: um cidadão ultraconservador, chamado Célio Franco, que foi um dos chefes de redação do Diário do Grande ABC por anos, escreveu uma pérola "humorística" em dezembro passado no site Cliqueabc sob o seguinte título: "Meus 10 desejos para 2002".
O texto é uma compilação do que há de mais cafajeste, reacionário, deformado, desinformado e de mau gosto já publicado na Internet nos últimso anos. Tudo isso coroado com um "desejo que Celso Daniel e seus petelhos vão para o inferno"...
Numa espécie de premonição, o distinto Célio Franco parece que teve seu desejo atendido. Será que ele ficou feliz?
Os próximos três posts (matérias públicadas no blog/site) mostrarão a polêmica que se instaurou na rede a partir do momento em que o texto ficou público. Foi formado um grande grupo de discussão, formado basicamente por moradores do ABC e muitos jornalistas que passaram pelo Diário do Grande ABC, onde Célio Franco foi devidamente achincalhado e detonado, apesar de ter reconhecido o seu direito de opinião.
O primeiro post é texto original de Célio Franco publicado em dezembro no site Cliqueabc, um primor de cafajestagem.
O segundo post é um texto do mesmo Célio Franco, enviado após a morte de Celso Daniel para a revista Livre Mercado, do ABC, onde Célio Franco não dá o braço a torcer, mantendo os mesmos ataques grosseiros ao prefeito morto.
O terceiro post é a resposta a Célio Franco de autoria de Eduardo Luiz Correa, secretário de Comunicação de Santo André. É uma resposta à carta enviada e publicada no Livre Mercado.
Divirtam-se.
CDs de Ozzy com faixas adicionais
A febre das faixas-bônus chega aos CDs de Ozzy Osbourne, depois de enlouquecer os fãs do Judas Priest no final do ano passado e começo deste ano. Quatro álbuns de Ozzy serão relançados em versão expandida em 26 de março próximo: "Blizzard Of Ozz", "Tribute", "Diary Of A Madman" e "No More Tears".
Todos serão remasterizados a partir das masters originais, e virão com a arte gráfica original restaurada na íntegra, ficha técnica completa, fotos e textos inéditos. Veja quais são os álbuns que serão reeditados com faixas adicionais e qais são elas:
Blizzard Of Ozz:
You Lookin' At Me Lookin' At You (faixa editada na versão inglesa do álbum)
You Said It All (versão ao vivo, editada lado B da edição inglesa do single "Mr.Crowley")
Diary Of A Madman:
I Don't Know (versão ao vivo, editada como lado B do single "Flying High Again")
Tribute:
No Bone Movies (versão single inédita)
No More Tears:
Don't Blame Me (lado B, nunca antes editada em CD, seja compilação ou de inéditas)
Party With The Animals (lado B, nunca antes editada em CD, seja compilação ou de inéditas)
As nivas versões chegam ao mercado em um momento em que o cantor saboreia o bom desempenho de "Down to Earth", seu mais recente trabalho solo, editado no ano passado. As vendas estão boas, embora seu público mais fiel nos Estados Unidos tenha estranhado que o trabalho tenha vindo menos pesado do que o anterior, "Ozzmosis", de 1995. Mesmo assim, a volta de Zakk Wylde nas guitarras agradou em cheio, deixando clara a possibilidade de uma futura colaboração em outro CD.
Nos bastidores da turnê de Ozzy pelos Estados Unidos para a divulgação de "Down to Earth", circulou a informação de que o cantgor não tem mais interesse em tocar com a formação original do Black Sabbath - ele mais Tony Iommi (guitarras), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria), que estavam separados desde 1979 mas se reuniram novamente em 1997 para três bem-sucedidas turnês mundiais.
No começo do ano passado, Ozzy havia dito que possivelmente a formação original do lendário grupo inglês poderia se reunir pára gravar um CD totalmente inédito ainda em 2001. Em outubro o cantor jogava água fria na iniciativa, afirmando que os encontros entre os quatro para compor e gravar material novo "não havia dado muito certo". Nova turnê do Black Sabbath original também parece descartada.
A febre das faixas-bônus chega aos CDs de Ozzy Osbourne, depois de enlouquecer os fãs do Judas Priest no final do ano passado e começo deste ano. Quatro álbuns de Ozzy serão relançados em versão expandida em 26 de março próximo: "Blizzard Of Ozz", "Tribute", "Diary Of A Madman" e "No More Tears".
Todos serão remasterizados a partir das masters originais, e virão com a arte gráfica original restaurada na íntegra, ficha técnica completa, fotos e textos inéditos. Veja quais são os álbuns que serão reeditados com faixas adicionais e qais são elas:
Blizzard Of Ozz:
You Lookin' At Me Lookin' At You (faixa editada na versão inglesa do álbum)
You Said It All (versão ao vivo, editada lado B da edição inglesa do single "Mr.Crowley")
Diary Of A Madman:
I Don't Know (versão ao vivo, editada como lado B do single "Flying High Again")
Tribute:
No Bone Movies (versão single inédita)
No More Tears:
Don't Blame Me (lado B, nunca antes editada em CD, seja compilação ou de inéditas)
Party With The Animals (lado B, nunca antes editada em CD, seja compilação ou de inéditas)
As nivas versões chegam ao mercado em um momento em que o cantor saboreia o bom desempenho de "Down to Earth", seu mais recente trabalho solo, editado no ano passado. As vendas estão boas, embora seu público mais fiel nos Estados Unidos tenha estranhado que o trabalho tenha vindo menos pesado do que o anterior, "Ozzmosis", de 1995. Mesmo assim, a volta de Zakk Wylde nas guitarras agradou em cheio, deixando clara a possibilidade de uma futura colaboração em outro CD.
Nos bastidores da turnê de Ozzy pelos Estados Unidos para a divulgação de "Down to Earth", circulou a informação de que o cantgor não tem mais interesse em tocar com a formação original do Black Sabbath - ele mais Tony Iommi (guitarras), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria), que estavam separados desde 1979 mas se reuniram novamente em 1997 para três bem-sucedidas turnês mundiais.
No começo do ano passado, Ozzy havia dito que possivelmente a formação original do lendário grupo inglês poderia se reunir pára gravar um CD totalmente inédito ainda em 2001. Em outubro o cantor jogava água fria na iniciativa, afirmando que os encontros entre os quatro para compor e gravar material novo "não havia dado muito certo". Nova turnê do Black Sabbath original também parece descartada.
sábado, janeiro 26, 2002
O novo trabalho do Iron Maiden
O novo trabalho do Iron Maiden será um CD duplo ao vivo, chamado "Rock in Rio". Obviamente, foi gravado durante o Rock in Rio 3 no ano passado e trará as seguintes músicas: The Wicker Man, Ghost Of The Navigator, Brave New World, Wrathchild, Two Minutes To Midnight, Blood Brothers, Sign Of The Cross, The Mercenary, The Trooper, Dream Of Mirrors, The Clansman, The Evil That Men Do, Fear Of The Dark, Iron Maiden, Number Of The Beast , Hallowed Be Thy Name, Sanctuary e Run To The Hills.
Pena que no Brasil já rolem CDs duplos piratas da apresentação desde fevereiro de 2001, com som tirado da transmissão da DirecTV . Ficaram bem interessahtes, mas com certeza esse lançamento virá bem caprichado.
O novo trabalho do Iron Maiden será um CD duplo ao vivo, chamado "Rock in Rio". Obviamente, foi gravado durante o Rock in Rio 3 no ano passado e trará as seguintes músicas: The Wicker Man, Ghost Of The Navigator, Brave New World, Wrathchild, Two Minutes To Midnight, Blood Brothers, Sign Of The Cross, The Mercenary, The Trooper, Dream Of Mirrors, The Clansman, The Evil That Men Do, Fear Of The Dark, Iron Maiden, Number Of The Beast , Hallowed Be Thy Name, Sanctuary e Run To The Hills.
Pena que no Brasil já rolem CDs duplos piratas da apresentação desde fevereiro de 2001, com som tirado da transmissão da DirecTV . Ficaram bem interessahtes, mas com certeza esse lançamento virá bem caprichado.
sexta-feira, janeiro 25, 2002
Pílulas futebolísticas
Figueirense - A equipe tem a torcida mais burra do Brasil. Pela terceira vez em sua história invade o campo quando o time estava em vantagem para ganhar título/classificação. Um timinho ridículo com uma torcida vagabunda. Merece ser extinto.
Seleção - Kléber do Corinthians, Daniel do São Caetano e outras preciosidades (Esquerdinha...). A Seleção Brasileira jamais foi tão pouco séria e vilipendiada como agora.
Romário na Seleção Chega desse papo de Romário na seleção. Está em fim de carreira e não está merecendo ir para a Seleção. Foi artilheiro de um Campeonato Brasileiro medíocre (o de 2001). Joga quando quer e quando tem vontade. Nâo tem condições físicas (nem se esforça para ter) de jogar 90 minutos. Um jogador desse tipo não pode estar em uma Copa do Mundo. além do mais, ele se acha gênio (não é) e é mau caráter. Chega de Romário na seleção.
Christian no Palmeiras - O centroavante Christian foi uma das piores contratações da história do Palmeiras. É vagabundo, safado, sem-vergonha, que não honra a sua própria palavra. Esnobou o cluve verde de São Paulo. Não poderia jamais pisar dentro do Parque Antártica. Deveria ter falado desde o começo da negociação que não tinha interesse em jogar no Palmeiras. É um nojento escroto que vai ser escorraçado em breve de São Paulo.
Ronaldinho bichado - Ronaldo, que nunca foi fenômeno, está se revelando o pior investimento futebolístico dos últimos dez anos no futebol mundial. É um bibelô, não pode ser tocado e é tratado como se fosse uma porcelana chinesa. Há dois anos não joga futebol e ganha milhões de dólares para ficar na enfermaria. Tratam a volta dele na Internazionale como se fosse uma coisa de alto risco: o cara não pode se cansar, não pode fazer força, não pode andar de avião, não pode isso, não pode aquilo... é um cara bichado e mimado, não merece mais respeito por isso.
Eurico x Dinamite - Existem pessoas burras nesse mundo, mas Eurico Miranda se supera cada vez mais. Além de ser um dos maiores lixos que já pisaram na Terra, ele demonstra total falta de discernimento ao expulsar Roberto Dinamite da tribuna de honra. Se ele ainda tinha algum tipo de apoio dentro do Vasco, agora não tem mais.
A Polícia Civil paulista é péssima
A performance da Polícia Civil nas investigações da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, é lamentável. É uma das piores polícias que já existiram em São Paulo. O governo Geraldo Alckmin é nojento, asqueroso e permite que a violência atinja níveis nunca antes igualados. Leia aqui, em coluna de Ricardo A. Setti no No.com, porque a Polícia Civil paulista e o governo Alckmin são imcompetentes ao extremo.
A performance da Polícia Civil nas investigações da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, é lamentável. É uma das piores polícias que já existiram em São Paulo. O governo Geraldo Alckmin é nojento, asqueroso e permite que a violência atinja níveis nunca antes igualados. Leia aqui, em coluna de Ricardo A. Setti no No.com, porque a Polícia Civil paulista e o governo Alckmin são imcompetentes ao extremo.
quinta-feira, janeiro 24, 2002
Saxon no Brasil
Uma grande notícia: Saxon volta pela terceira vez ao Brasil para uma série de shows. SErá a primeira turnê da banda por aqui, já que na primeira vez, em 1997, foram só dois shows (São Paulo e Santos) e na segunda, apenas uma apresentação no Monsters of Rock de 1998, em São Paulo. O quinteto inglês, veterano da NWBOHM (New Wave of British Heavy Metal), vem parea divulgar o seu último trabalho, "Killing Ground", que teve uma primeira edição mundial dupla, com um CD bônus trazendo regravações de músicas antigas da banda. Veja as datas da turnê:
15/05 - Porto Alegre (Bar Opinião)
16/05 - São Paulo (Directv Music Hall)
17/05 - Curitiba (Studio 1250)
18/05 - Belo Horizonte (Lapa Multishow)
19/05 - Recife (a confirmar).
Uma grande notícia: Saxon volta pela terceira vez ao Brasil para uma série de shows. SErá a primeira turnê da banda por aqui, já que na primeira vez, em 1997, foram só dois shows (São Paulo e Santos) e na segunda, apenas uma apresentação no Monsters of Rock de 1998, em São Paulo. O quinteto inglês, veterano da NWBOHM (New Wave of British Heavy Metal), vem parea divulgar o seu último trabalho, "Killing Ground", que teve uma primeira edição mundial dupla, com um CD bônus trazendo regravações de músicas antigas da banda. Veja as datas da turnê:
15/05 - Porto Alegre (Bar Opinião)
16/05 - São Paulo (Directv Music Hall)
17/05 - Curitiba (Studio 1250)
18/05 - Belo Horizonte (Lapa Multishow)
19/05 - Recife (a confirmar).
O novo Blind Guardian
De acordo com a revista alemã Rock Hard, a ilustração ao lado é a capa do novo álbum do BLIND GUARDIAN, "A Night at the Opera", que tem lançamento previsto para março de 2002. Escute aqui trechos de três músicas que estarão no CD:
Battlefield
Precious Jerusalem
Punisment Divine
De acordo com a revista alemã Rock Hard, a ilustração ao lado é a capa do novo álbum do BLIND GUARDIAN, "A Night at the Opera", que tem lançamento previsto para março de 2002. Escute aqui trechos de três músicas que estarão no CD:
Battlefield
Precious Jerusalem
Punisment Divine
terça-feira, janeiro 22, 2002
O punk faz 25 anos: estilo musical ou movimento social? - parte 4 (final)
Com o punk verdadeiro, aquele dos ideais da turma de 77, cada vez mais underground, sobrou para o hardcore novaiorquino e californiano tentar levar adiante o ritmo acelerado e pesado da música punk, notadamente com gente como Bad Religion, Black Flag, Madball, All, Agnostic Front e Biohazard. Entretanto, embora descendente direto do punk, o hardcore atual praticado pelas bandas citadas está cada vez mais distante dos "áureo ano de 1977".
A música punk foi importante, mas a sua qualidade é e sempre foi baixa. Um punk criticar os roqueiros progressivos é uma afronta ao bom gosto e à música bem tocada. Musicalmente, os punks sempre estiveram em desvantagem.
E no Brasil? Bem diferente do que ocorreu em Londres em 1977, os punks de São Paulo já nasceram sob o signo do hardcore, mais ou menos parecido com aquele que é praticado hoje. As bandas-símbolo do gênero no Brasil - Ratos de Porão, Garotos Podres, Cólera e Olho Seco - semrpe estiveram musicalmente longe da estética londrina e muito mais longe ainda do estilo Ramones. Isso sem contar que tais bandas eram formadas por músicos acima da média para o gênero, o que explica a longevidade do Ratos e dos Garotos Podres.
O punk faz 25 anos em 2002 e sua importância é reconhecida por todos, mas musicalmente o movimento tem de ser colocado em seu devido lugar.
Com o punk verdadeiro, aquele dos ideais da turma de 77, cada vez mais underground, sobrou para o hardcore novaiorquino e californiano tentar levar adiante o ritmo acelerado e pesado da música punk, notadamente com gente como Bad Religion, Black Flag, Madball, All, Agnostic Front e Biohazard. Entretanto, embora descendente direto do punk, o hardcore atual praticado pelas bandas citadas está cada vez mais distante dos "áureo ano de 1977".
A música punk foi importante, mas a sua qualidade é e sempre foi baixa. Um punk criticar os roqueiros progressivos é uma afronta ao bom gosto e à música bem tocada. Musicalmente, os punks sempre estiveram em desvantagem.
E no Brasil? Bem diferente do que ocorreu em Londres em 1977, os punks de São Paulo já nasceram sob o signo do hardcore, mais ou menos parecido com aquele que é praticado hoje. As bandas-símbolo do gênero no Brasil - Ratos de Porão, Garotos Podres, Cólera e Olho Seco - semrpe estiveram musicalmente longe da estética londrina e muito mais longe ainda do estilo Ramones. Isso sem contar que tais bandas eram formadas por músicos acima da média para o gênero, o que explica a longevidade do Ratos e dos Garotos Podres.
O punk faz 25 anos em 2002 e sua importância é reconhecida por todos, mas musicalmente o movimento tem de ser colocado em seu devido lugar.
O punk faz 25 anos: estilo musical ou movimento social? - parte 3
Assim sendo, enquanto movimento social o punk mostrou poder e vigor, no varejo as coisas começaram a ruir. E isso ficou evidente em sua principal manifestação, a música. Não saber tocar era a tônica, e gritar letras de protesto era o requisito básico. Entretanto, a fórmula era tosca, vulnerável e frágil demais. O principal ícone, os Sex Pistols, eram musicalmente péssimos e não duraram dois anos. Entretanto, foram importantes por simbolizarem a estética punk.
Outras bandas também não foram muito longe seguindo esse preceito do punk 77, como Buzzcocks, Lurkers, Varukers e outros. Bandas desse tipo ou acabaram ou ficaram relegadas a um underground bem escondido (recentemente as três citadas, mais GBH, tocaram no Brasil para pouco mais de 300 fãs no Hangar 110, templo punk do Bom Retiro, em São Paulo; as bandas já acabaram e ressuscitaram várias vezes e infelizmente continuaram relegadas à insignificância em que estão).
Resumindo, a música punk é uma música de baixa qualidade, que não resistiu muito ao tempo. Graças a bandas como Clash e The Jam é que a música punk não se tornou irrelevante totalmente. Essas bandas, por exemplo, eram formadas por músicos de verdade, e muito criativos, tanto é que conseguiram romper as amarras do punk rock evoluíram musicalmente em todos os sentidos. Masa foram poucos os conseguiram isso.
Por mais que se fale que o estabilishment e que o sistema engoliram o punk, o fato é que, musicalmente, faltou qualidade ao estilo para sobreviver com dignidade. A comparação com o heavy metal é cruel. Esse estilo praticamente foi criado do jeito que conhecemos hoje com o Judas Priest no final dos ano 70 e ganhou fôlego com a NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal) em 1980 com o surgimento de Iron Maiden, Saxon, Def Leppard e Tygers of Pan Tang.
Mesmo passando por altos e baixos e sendo vítimas de modismos que reinam na indpustria fonográfica norte-americana, o heavy metal está mais forte do que nunca, com mais consistência e prestígio do que no final dos anos 80, que foi o auge do gênero.
Já o punk tentou sobreviver com arremedos musicais, como o grunge (novamente músicos que não sabiam tocar, compondo músicas de péssima qualidade) e o poppy punk de Offspring e Green Day, sem falar em Millencolin e No Fun at All, entre outras "preciosidades".
Assim sendo, enquanto movimento social o punk mostrou poder e vigor, no varejo as coisas começaram a ruir. E isso ficou evidente em sua principal manifestação, a música. Não saber tocar era a tônica, e gritar letras de protesto era o requisito básico. Entretanto, a fórmula era tosca, vulnerável e frágil demais. O principal ícone, os Sex Pistols, eram musicalmente péssimos e não duraram dois anos. Entretanto, foram importantes por simbolizarem a estética punk.
Outras bandas também não foram muito longe seguindo esse preceito do punk 77, como Buzzcocks, Lurkers, Varukers e outros. Bandas desse tipo ou acabaram ou ficaram relegadas a um underground bem escondido (recentemente as três citadas, mais GBH, tocaram no Brasil para pouco mais de 300 fãs no Hangar 110, templo punk do Bom Retiro, em São Paulo; as bandas já acabaram e ressuscitaram várias vezes e infelizmente continuaram relegadas à insignificância em que estão).
Resumindo, a música punk é uma música de baixa qualidade, que não resistiu muito ao tempo. Graças a bandas como Clash e The Jam é que a música punk não se tornou irrelevante totalmente. Essas bandas, por exemplo, eram formadas por músicos de verdade, e muito criativos, tanto é que conseguiram romper as amarras do punk rock evoluíram musicalmente em todos os sentidos. Masa foram poucos os conseguiram isso.
Por mais que se fale que o estabilishment e que o sistema engoliram o punk, o fato é que, musicalmente, faltou qualidade ao estilo para sobreviver com dignidade. A comparação com o heavy metal é cruel. Esse estilo praticamente foi criado do jeito que conhecemos hoje com o Judas Priest no final dos ano 70 e ganhou fôlego com a NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal) em 1980 com o surgimento de Iron Maiden, Saxon, Def Leppard e Tygers of Pan Tang.
Mesmo passando por altos e baixos e sendo vítimas de modismos que reinam na indpustria fonográfica norte-americana, o heavy metal está mais forte do que nunca, com mais consistência e prestígio do que no final dos anos 80, que foi o auge do gênero.
Já o punk tentou sobreviver com arremedos musicais, como o grunge (novamente músicos que não sabiam tocar, compondo músicas de péssima qualidade) e o poppy punk de Offspring e Green Day, sem falar em Millencolin e No Fun at All, entre outras "preciosidades".
O punk faz 25 anos: estilo musical ou movimento social? - parte 2
Em um primeiro momento a estética punk em todos os seus aspectos foi interessante, mas aos poucos houve um esgotamento total, basicamente por falta de conteúdo. Em termos globais, como movimento social, foi muito importante, tanto que seus reflexos estão aí até hoje. O punk mudou o comportamento da juventude ocidental.
Entretanto, no varejo, o movimento foi lentamente perdendo a consistência. A literatura nunca foi relevante e a indumentária acabou sendo absorvida pelo sistema, que criou a "moda punk".
O estilo de vida, na base dos excessos e das manifestações crônicas contra o sistema, acabou ficando anacrônico, mesmo quando os punks ficaram (e muitos ainda contiuam ficando) pendurados no generosos seguro-desemprego. Ser punk era ser livre total, mas também era não ter perspectivas de futuro algum, já que os próprios ideais punks não previam qualquer futuro. Ser punk foi legal por um tempo, na época, mas depois a realidade bateu na porta e o anacronismo ficou evidente: até quando os punks de 77 iriam ficar sem fazer nada e bebendo o dia inteiro em squats imundos abarrotados de "vagabundos"? Seria interessante envelhecer daquele jeito?
Em um primeiro momento a estética punk em todos os seus aspectos foi interessante, mas aos poucos houve um esgotamento total, basicamente por falta de conteúdo. Em termos globais, como movimento social, foi muito importante, tanto que seus reflexos estão aí até hoje. O punk mudou o comportamento da juventude ocidental.
Entretanto, no varejo, o movimento foi lentamente perdendo a consistência. A literatura nunca foi relevante e a indumentária acabou sendo absorvida pelo sistema, que criou a "moda punk".
O estilo de vida, na base dos excessos e das manifestações crônicas contra o sistema, acabou ficando anacrônico, mesmo quando os punks ficaram (e muitos ainda contiuam ficando) pendurados no generosos seguro-desemprego. Ser punk era ser livre total, mas também era não ter perspectivas de futuro algum, já que os próprios ideais punks não previam qualquer futuro. Ser punk foi legal por um tempo, na época, mas depois a realidade bateu na porta e o anacronismo ficou evidente: até quando os punks de 77 iriam ficar sem fazer nada e bebendo o dia inteiro em squats imundos abarrotados de "vagabundos"? Seria interessante envelhecer daquele jeito?
O punk faz 25 anos: estilo musical ou movimento social?
São 25 anos de barulho ensurdecedor (em boa parte dos casos, literalmente barulho mesmo, passando longe da música) e contestação social. Embora os norte-americanos reivindiquem a paternidade do movimento punk, que teria tomado forma em Nova York lá pelos idos de 1974, foi na Inglaterra que a coisa pegou fogo mesmo em 1976 e explodiu definitiva e mundialmente em 1977.
É inegável que o punk é mais importante como movimento e atitude do que como estilo musical. A importância de seu surgimento é tão grande que a juventude nunca mais foi a mesma. A preocupação social e a contestação contra o sistema (desde as manifestações pertinentes até as estapafúrdias) dos jovens ingleses provocaram mudanças importantes no cotidiano do mundo ocidental.
E o grande veículo para a difusão dos ideais do movimento punk foi o rock. Incorporando elementos já presentes em músicas de grupos como Troggs, MC5, New York Dolls e Stooges, sem falar na influência definitiva de Ramones, Television e Talking Heads, os jovens ingleses de 1976 partiram para o tudo ou nada: rock é diversão e simplicidade, é a cara do povo: "se os Ramones podem, nós também podemos."
Estava inaugurada a era dos músicos que não sabiam tocar. Bastava uma guitarra distorcida e desafinada, um baixo idem, um cantor péssimo e um baterista chamador de chuva para que se criasse uma banda punk. Essa proposta era extremamente inovadora e democrática, em contraposição ao pop da época e ao rock progressivo, considerados "elitistas, burgueses e em desacordo com os anseios do povo". Gente com Pink Floyd, Yes, Queen, Rolling Stones e David Bowie, entre outros passou a ser execrada.
Ser punk então era se vestir de forma podre e tocar em uma banda que não sabia tocar. E protestar contra tudo e contra todos: família, sistema, governo, bandas grandes do rock... A música em si? Essa vinha em segundo plano...
São 25 anos de barulho ensurdecedor (em boa parte dos casos, literalmente barulho mesmo, passando longe da música) e contestação social. Embora os norte-americanos reivindiquem a paternidade do movimento punk, que teria tomado forma em Nova York lá pelos idos de 1974, foi na Inglaterra que a coisa pegou fogo mesmo em 1976 e explodiu definitiva e mundialmente em 1977.
É inegável que o punk é mais importante como movimento e atitude do que como estilo musical. A importância de seu surgimento é tão grande que a juventude nunca mais foi a mesma. A preocupação social e a contestação contra o sistema (desde as manifestações pertinentes até as estapafúrdias) dos jovens ingleses provocaram mudanças importantes no cotidiano do mundo ocidental.
E o grande veículo para a difusão dos ideais do movimento punk foi o rock. Incorporando elementos já presentes em músicas de grupos como Troggs, MC5, New York Dolls e Stooges, sem falar na influência definitiva de Ramones, Television e Talking Heads, os jovens ingleses de 1976 partiram para o tudo ou nada: rock é diversão e simplicidade, é a cara do povo: "se os Ramones podem, nós também podemos."
Estava inaugurada a era dos músicos que não sabiam tocar. Bastava uma guitarra distorcida e desafinada, um baixo idem, um cantor péssimo e um baterista chamador de chuva para que se criasse uma banda punk. Essa proposta era extremamente inovadora e democrática, em contraposição ao pop da época e ao rock progressivo, considerados "elitistas, burgueses e em desacordo com os anseios do povo". Gente com Pink Floyd, Yes, Queen, Rolling Stones e David Bowie, entre outros passou a ser execrada.
Ser punk então era se vestir de forma podre e tocar em uma banda que não sabia tocar. E protestar contra tudo e contra todos: família, sistema, governo, bandas grandes do rock... A música em si? Essa vinha em segundo plano...
A "legalização" do PCC
O advogado do PCC (Primeiro Comando da Capital), a mais temida organização criminosa de São Paulo, Anselmo Neves Maia, pretende se candidatar a deputado federal neste ano. Caso seja eleito, será o primeiro passo para a legalização do crime organizado no Brasil. Leia aqui..
O advogado do PCC (Primeiro Comando da Capital), a mais temida organização criminosa de São Paulo, Anselmo Neves Maia, pretende se candidatar a deputado federal neste ano. Caso seja eleito, será o primeiro passo para a legalização do crime organizado no Brasil. Leia aqui..
Placar morre pela segunda vez
Existem alguns fenômenos inexplicáveis que só ocorrem no Brasil. O país do futebol tinha apenas uma revista especializada dedicada ao assunto. Tinha, pois a Editora Abril confirmou, através do diretor da revista Placar, Sérgio Xavier, que a mesma deixa de ser semanal na semana que vem. Na verdade, deixa de ser revista, pois em 2002 ela só vai reaparecer em "edições especiais, sem periodicidade".
A revista Placar morre pela segunda vez. Ela deixara de ser semanal para virar mensal no começo dos ano 90. Morreu de vez e ficou vagando pelas bancas em esporádicas "edições especiais". Por volta de 1997 a Editora Abril retomou o projeto de edição mensal, sendo que dois anos depois voltou a ser semanal, para morrer novcamente na semana que vem.
É inaceitável que o país do futebol não tenha uma revista ou duas revistas dedicadas ao tema. É absurdo que a Editora Abril, com sua potência, não consiga viabilzar um projeto desses. Se a empresa age assim com um título pra lá de rentável, é de se perguntar: como a Abril chegou aonde chegou com atitudes míopes empresariais como essa? Seus executivos são da pior qualidade.
Existem alguns fenômenos inexplicáveis que só ocorrem no Brasil. O país do futebol tinha apenas uma revista especializada dedicada ao assunto. Tinha, pois a Editora Abril confirmou, através do diretor da revista Placar, Sérgio Xavier, que a mesma deixa de ser semanal na semana que vem. Na verdade, deixa de ser revista, pois em 2002 ela só vai reaparecer em "edições especiais, sem periodicidade".
A revista Placar morre pela segunda vez. Ela deixara de ser semanal para virar mensal no começo dos ano 90. Morreu de vez e ficou vagando pelas bancas em esporádicas "edições especiais". Por volta de 1997 a Editora Abril retomou o projeto de edição mensal, sendo que dois anos depois voltou a ser semanal, para morrer novcamente na semana que vem.
É inaceitável que o país do futebol não tenha uma revista ou duas revistas dedicadas ao tema. É absurdo que a Editora Abril, com sua potência, não consiga viabilzar um projeto desses. Se a empresa age assim com um título pra lá de rentável, é de se perguntar: como a Abril chegou aonde chegou com atitudes míopes empresariais como essa? Seus executivos são da pior qualidade.
Bancos querem fugir do Código do Consumidor
Algumas campanhas pela internet são irritantes e entopem nossas caixas postais. Entretanto, uma delas é muito interessante e merece a nossa atenção. Trata-se da ação que os bancos do Brasil, liderados por sua associação, a Febraban, impetraram no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo para que o Código do Consumidor não seja aplicado a eles, que estariam, assim, sujeitos apenas à fiscalização do Banco Centra.
A argumentação para tal absurdo é puramente jurídica e se atém a filigranas, brechas de normas do Banco Central e escorregadelas do texto constitucional. Se os bancos obtiverem sucesso, o consumidro terá enormes dificuldades para resolver problemas prosaicos como o sumiço de dinheiro nas contas bancárias ou cobranças indevidas, por exemplo. Uma entidade chamada Relatótio Alfa está fazendo uma interessante campanha sobre o assunto. Leia aqui.
Algumas campanhas pela internet são irritantes e entopem nossas caixas postais. Entretanto, uma delas é muito interessante e merece a nossa atenção. Trata-se da ação que os bancos do Brasil, liderados por sua associação, a Febraban, impetraram no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo para que o Código do Consumidor não seja aplicado a eles, que estariam, assim, sujeitos apenas à fiscalização do Banco Centra.
A argumentação para tal absurdo é puramente jurídica e se atém a filigranas, brechas de normas do Banco Central e escorregadelas do texto constitucional. Se os bancos obtiverem sucesso, o consumidro terá enormes dificuldades para resolver problemas prosaicos como o sumiço de dinheiro nas contas bancárias ou cobranças indevidas, por exemplo. Uma entidade chamada Relatótio Alfa está fazendo uma interessante campanha sobre o assunto. Leia aqui.
domingo, janeiro 20, 2002
A polícia é corrupta; o governo Alckmin acabou
A polícia brasileira é corrupta? Temo que a resposta seja sim. No Estado de São Paulo, o mais rico e poderoso da federação, as cúpulas das polícias civil e militar estão podres, corroídas pelo crime organizado e deliberadamente inopertantes para que o Estado seja destroçado.
A entrevista do tal sequestrador Andinho não deixa dúvidas: ele tem sócios dentro da polícia civil de Campinas e em todas as esferas. O secretário de Segurança Petreluzzi é de uma incompetência incomparável, o que desperta desconfianças de que essa incompetência é deliberada.
O governo tucano de Geraldo Alckmin é um fracasso. Ele destruiu em meses o que Mário Covas demorou sete anos para construir (Covas construiu pouco, deixe-se claro). Em breve sua gestão desastrada poderá ser comparada à de Celso Pitta na prefeitura de São Paulo, mas Pitta destriu a cidade em quartro anos; Alckmin destruiu o Estado em menos de um ano.
A maneira de governar tucana é a pior pçossível e não resiste mais a uma superficial análise. O governo do estado de são Paulo não existe mais, o governo brasileiro de Fernando Henrique Cardoso não existe mais.
A polícia brasileira é corrupta? Temo que a resposta seja sim. No Estado de São Paulo, o mais rico e poderoso da federação, as cúpulas das polícias civil e militar estão podres, corroídas pelo crime organizado e deliberadamente inopertantes para que o Estado seja destroçado.
A entrevista do tal sequestrador Andinho não deixa dúvidas: ele tem sócios dentro da polícia civil de Campinas e em todas as esferas. O secretário de Segurança Petreluzzi é de uma incompetência incomparável, o que desperta desconfianças de que essa incompetência é deliberada.
O governo tucano de Geraldo Alckmin é um fracasso. Ele destruiu em meses o que Mário Covas demorou sete anos para construir (Covas construiu pouco, deixe-se claro). Em breve sua gestão desastrada poderá ser comparada à de Celso Pitta na prefeitura de São Paulo, mas Pitta destriu a cidade em quartro anos; Alckmin destruiu o Estado em menos de um ano.
A maneira de governar tucana é a pior pçossível e não resiste mais a uma superficial análise. O governo do estado de são Paulo não existe mais, o governo brasileiro de Fernando Henrique Cardoso não existe mais.
A guerra civil começou
Era difícil imaginar que o sequestro do prefeito de Santo André, Celso Daniel, terminaria em um bárbaro assassinato. O que poderia ter sido um simples sequestro em troca dinheiro ou então uma ação política contra o PT, ou até mesmo uma vingança pessoal contra o prefeito, agora entra nas águas turvas do crime político. Não há outra hipótese.
A coisa entra por um caminho que não tem mais volta. Ano de eleição, os principais cabeças dos partidos de esquerda são ameaçados e assassinados, com a criminalidade em alta e completamente impune. Assim o Brasil chega a 2002 à beira da convulsão social e em plena guerra civil (só falta declará-la).
É fato quue os militantes do PT vão se armar daquin para frente. A tensão política vai se somar à guerra civil urbana. E será cada um por si neste novo milênio. A Colômbia é aqui.
Era difícil imaginar que o sequestro do prefeito de Santo André, Celso Daniel, terminaria em um bárbaro assassinato. O que poderia ter sido um simples sequestro em troca dinheiro ou então uma ação política contra o PT, ou até mesmo uma vingança pessoal contra o prefeito, agora entra nas águas turvas do crime político. Não há outra hipótese.
A coisa entra por um caminho que não tem mais volta. Ano de eleição, os principais cabeças dos partidos de esquerda são ameaçados e assassinados, com a criminalidade em alta e completamente impune. Assim o Brasil chega a 2002 à beira da convulsão social e em plena guerra civil (só falta declará-la).
É fato quue os militantes do PT vão se armar daquin para frente. A tensão política vai se somar à guerra civil urbana. E será cada um por si neste novo milênio. A Colômbia é aqui.
Relembrando a banda Cheap Trick
Foi grata a surpresa que tive ao ler na semana que passou no site No.com a coluna do jornalista carioca Arthur Dapieve a respeito da banda norte-americana de hard rock dos anos 70 Cheap Trick. Dapieve escreve há muitos anos no jornal O Globo é um dos mais respeitados críticos musicais do país. Ele realmente conhece música e história da música como um todo. Gosta bastante de rock (é uma verdadeira enciclopédia), só que tem um gosto bastante duvidoso em relação à música brasileira e ao pop internacional (outro dia achou fantástico um CD obscuro com gravações obscuras da islandesa Bjork, umas das piores artistas já surgidas na música ocidental).
Assim sendo, eu me surpreendi ao ler uma coluna sua a respeito do Cheap Trick e do lançamento em CD e DVD de um show completo da banda no Japão em 1978. Leia aqui a coluna citada.
O Cheap Trick semrpe foi uma banda legal, uma mistura de Kiss e AC/DC, só que mais escrachado. O guitarrista, Rick Nielsen, era um dos virtuoses do instrumento nos anos 70, mas preferia o apelo do pop fácil e as micagens no palco durante os shows em vez de realmente tocar. O resultado é que acabou não ganhando o respeito que lhe era devido.
O maior hit do Cheap Trick é "Surrender", uma bem-humorada crítica ao american way of life, mas nada muito contundente. "Live at Budokan", o CD ao vivo lançado em 1979, é o ponto alto da carreira do quarteto, que desandou a partir de 1981, quando foi engolido pelo punk rock e pela nova onda do heavy metal britânico. A banda se tornou irrelevante, apesar de existir até hoje, mas sem um pingo da criatividade e do prestígio que teve entre 1976 e 1980.
Ouça um trecho de "Ain't That a Shame" ao vivo.
Foi grata a surpresa que tive ao ler na semana que passou no site No.com a coluna do jornalista carioca Arthur Dapieve a respeito da banda norte-americana de hard rock dos anos 70 Cheap Trick. Dapieve escreve há muitos anos no jornal O Globo é um dos mais respeitados críticos musicais do país. Ele realmente conhece música e história da música como um todo. Gosta bastante de rock (é uma verdadeira enciclopédia), só que tem um gosto bastante duvidoso em relação à música brasileira e ao pop internacional (outro dia achou fantástico um CD obscuro com gravações obscuras da islandesa Bjork, umas das piores artistas já surgidas na música ocidental).
Assim sendo, eu me surpreendi ao ler uma coluna sua a respeito do Cheap Trick e do lançamento em CD e DVD de um show completo da banda no Japão em 1978. Leia aqui a coluna citada.
O Cheap Trick semrpe foi uma banda legal, uma mistura de Kiss e AC/DC, só que mais escrachado. O guitarrista, Rick Nielsen, era um dos virtuoses do instrumento nos anos 70, mas preferia o apelo do pop fácil e as micagens no palco durante os shows em vez de realmente tocar. O resultado é que acabou não ganhando o respeito que lhe era devido.
O maior hit do Cheap Trick é "Surrender", uma bem-humorada crítica ao american way of life, mas nada muito contundente. "Live at Budokan", o CD ao vivo lançado em 1979, é o ponto alto da carreira do quarteto, que desandou a partir de 1981, quando foi engolido pelo punk rock e pela nova onda do heavy metal britânico. A banda se tornou irrelevante, apesar de existir até hoje, mas sem um pingo da criatividade e do prestígio que teve entre 1976 e 1980.
Ouça um trecho de "Ain't That a Shame" ao vivo.
Imbecis cariocas brincam de black metal
Existe uma banda de black metal no Rio de Janeiro chamada Nocturnal Worshipper que é uma das coisas mais hilárias do heavy metal nacional. Até hoje só ouvi uma música deles em uma loja de CDs da Galeria do Rock e a música é péssima (é verdade que a produção, registrada em fita demo, ajudou a destruir o trabalho). Entretanto, a banda (banda?) concede entrevistas engraçadíssimasa revistas especializadas.
Neste mês falaram à Roadie Crew e à Valhalla. O conteúdo das entrevistas é basicamente o memso nas duas revistas. É um amontoado de asneiras sobre satanismo (que eles adoram), sobre o cristianismo (que eles detestam), sobre paganismo (que eles ignoram completamente), entre outros assuntos. Os integrantes, entre eles uma mulher, acreditam que são os melhores músicos que já pisaram no planeta. Acham que são os únicos seres humanos que estão certos e desprezam qualquer pessoa que não compactue com seus "ideais".
Por fim, apóiam integralmente as ações terroristas que músicos de black metal praticaram na Noruega nos anos 90 (quando formaram uma associação, o Inner Circle, cuja diversão era incendiar igrejas de qualquer credo e assassinar pessoas que não seguiam o seu "satanismo").
Esses idiotas são hilários, e provavelmente continuarão a ser relegados ao ostracidmo a que estão confinados hoje. É gente lixo, que não merece a menor consideração.
Existe uma banda de black metal no Rio de Janeiro chamada Nocturnal Worshipper que é uma das coisas mais hilárias do heavy metal nacional. Até hoje só ouvi uma música deles em uma loja de CDs da Galeria do Rock e a música é péssima (é verdade que a produção, registrada em fita demo, ajudou a destruir o trabalho). Entretanto, a banda (banda?) concede entrevistas engraçadíssimasa revistas especializadas.
Neste mês falaram à Roadie Crew e à Valhalla. O conteúdo das entrevistas é basicamente o memso nas duas revistas. É um amontoado de asneiras sobre satanismo (que eles adoram), sobre o cristianismo (que eles detestam), sobre paganismo (que eles ignoram completamente), entre outros assuntos. Os integrantes, entre eles uma mulher, acreditam que são os melhores músicos que já pisaram no planeta. Acham que são os únicos seres humanos que estão certos e desprezam qualquer pessoa que não compactue com seus "ideais".
Por fim, apóiam integralmente as ações terroristas que músicos de black metal praticaram na Noruega nos anos 90 (quando formaram uma associação, o Inner Circle, cuja diversão era incendiar igrejas de qualquer credo e assassinar pessoas que não seguiam o seu "satanismo").
Esses idiotas são hilários, e provavelmente continuarão a ser relegados ao ostracidmo a que estão confinados hoje. É gente lixo, que não merece a menor consideração.
Celso Daniel é mais uma vítima da guerra civil
O sequestro do prefeito de Santo André, o petista Celso Daniel, é mais um lance da guerra civil urbana que vive o Brasil. O Estado (tanto o governo federal como o governo estadual) está sem comando. O crime organizado trabalha intimamente ligado com as cúpulas das polícias, que são corruptas. Agora essas máfias, associadas com as polícias, estão se interessando pela política e estão tratando de intimidar gente que pode lhes causar problemas.
Se um prefeito importante de uma cidade grande como Santo André pode ser sequestrado, qualquer um pode, ninguém está a salvo. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tucano, é inepto e incompetente. Sua administração precisa ser investigada até os mínimos detalhes. Ele e sua camarilha precisam ser julgados e condenados pela gestão desastrosa da segurança pública do Estado de São Paulo. O presidente Fernando Hentique Cardoso também é culpado e precisa ser punido. O Estado está desmoronando em todo pa[is.
Quanto a Celso Daniel, nada muito a acrescentar. É um administrador competente, homem inteligente e é um dos políticos mais bem preparados do país. Pena que tenha sido vítima de um crime tão cruel. Crime político ou apenas mais um sequestro? Muito cedo para dizer, mas que o caso comporta ingredientes muito estranhos, nisso não há dúvidas. E a tal de Farb (Frente de Ação Revolucionária Brasileira), suposta organização esquerdista que ameaça por carta prefeitos e políticos petistas que se "aproximam" de partidos de centro-direita? Não passa de uma bobagem, uma brincadeira de alguém querendo assustar as claques petistas.
O sequestro do prefeito de Santo André, o petista Celso Daniel, é mais um lance da guerra civil urbana que vive o Brasil. O Estado (tanto o governo federal como o governo estadual) está sem comando. O crime organizado trabalha intimamente ligado com as cúpulas das polícias, que são corruptas. Agora essas máfias, associadas com as polícias, estão se interessando pela política e estão tratando de intimidar gente que pode lhes causar problemas.
Se um prefeito importante de uma cidade grande como Santo André pode ser sequestrado, qualquer um pode, ninguém está a salvo. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tucano, é inepto e incompetente. Sua administração precisa ser investigada até os mínimos detalhes. Ele e sua camarilha precisam ser julgados e condenados pela gestão desastrosa da segurança pública do Estado de São Paulo. O presidente Fernando Hentique Cardoso também é culpado e precisa ser punido. O Estado está desmoronando em todo pa[is.
Quanto a Celso Daniel, nada muito a acrescentar. É um administrador competente, homem inteligente e é um dos políticos mais bem preparados do país. Pena que tenha sido vítima de um crime tão cruel. Crime político ou apenas mais um sequestro? Muito cedo para dizer, mas que o caso comporta ingredientes muito estranhos, nisso não há dúvidas. E a tal de Farb (Frente de Ação Revolucionária Brasileira), suposta organização esquerdista que ameaça por carta prefeitos e políticos petistas que se "aproximam" de partidos de centro-direita? Não passa de uma bobagem, uma brincadeira de alguém querendo assustar as claques petistas.
Nova música de Blaze Bayley
Blaze Bayley, ex-vocalista do Iron Maiden (injustiçado ao ser demitido por Steve Harris), disponibilizou no site da gravadora alemã SPV a sua nova música, que deverá estar no CD "Tenth Dimension". A música chama-se "Leap of Faith". Ouça-a aqui.
Blaze Bayley, ex-vocalista do Iron Maiden (injustiçado ao ser demitido por Steve Harris), disponibilizou no site da gravadora alemã SPV a sua nova música, que deverá estar no CD "Tenth Dimension". A música chama-se "Leap of Faith". Ouça-a aqui.
sexta-feira, janeiro 18, 2002
Saudações ao Hapax Legomenon
Gostaria de saudar aqui mais um grande amigo que se aventura pelo mundo dos blogs. Leandro Woyakoski é uma daquelas figuras impagáveis dentro do meio jornalístico e intelectual de São Paulo, apesar de o distinto ser gaúcho. Colega de faculdade na gloriosa Faculdade Cásper Líbero entre os anos de 1987 e 1990, Leandro sempre teve um dos melhores textos daquela turma, mas acabou não tendo paciência para encarar as sacanagens e patifarias da grande imprensa. Sendo assim, não pôde destilar o seu humor ferino e o seu cinismo pelas páginas hoje marcadas pela burocracia e falta de imaginação da imprensa atual. Seus pensamentos imperfeitos poderão ser conferidos no blog Hapax Legomenon, onde ela assina como Leãdro Wojak.
Gostaria de saudar aqui mais um grande amigo que se aventura pelo mundo dos blogs. Leandro Woyakoski é uma daquelas figuras impagáveis dentro do meio jornalístico e intelectual de São Paulo, apesar de o distinto ser gaúcho. Colega de faculdade na gloriosa Faculdade Cásper Líbero entre os anos de 1987 e 1990, Leandro sempre teve um dos melhores textos daquela turma, mas acabou não tendo paciência para encarar as sacanagens e patifarias da grande imprensa. Sendo assim, não pôde destilar o seu humor ferino e o seu cinismo pelas páginas hoje marcadas pela burocracia e falta de imaginação da imprensa atual. Seus pensamentos imperfeitos poderão ser conferidos no blog Hapax Legomenon, onde ela assina como Leãdro Wojak.
quinta-feira, janeiro 17, 2002
Você mora em São Bernardo?
Recebi esse texto pela Internet da amiga jornalista Patrícia Galindo que, assim como eu, habita a cidade abecediana de São Bernardo do Campo. Achei-o bastante pertinente...
51 motivos que tornam SBC uma boa idéia e que nos fazem sentir orgulho da cidade
Se Você já fez ou ainda faz coisas como estas abaixo, você com certeza é um são-bernardense.
1 - Ter Estudado em Cursinhos do Tipo "Profitec"
2 - Ter feito vestibulinhos para ETE Lauro Gomes ou SENAI.
3 - Quando vai ao Centro da Cidade diz que vai para "São Bernardo"
4 - Ter ido pelo menos 550 vezes com a sua mãe e sozinho fazer compras na
Marechal ou no Shoppinho do Coração.
5 - Não Conhecer porra nenhuma da história da cidade, a não ser que o
aniversário dela é no 20 de agosto.
6 - Sempre andar de Tróleibus.
7 - Zuar muito quem mora em Diadema.
8 - Conhecer os onibus por números.
9 - Achar comum ser chamado de "Batateiro" e ainda por cima ter orgulho
disso. E falar que quem mora em Sto. André é "Ceboleiro"..
10 - Fazer baladas na Avenida Kennedy.
11 - Achar o povo de São Caetano arrogante, o de Santo André inferior e
o de
Diadema subdesenvolvido.
12 - Saber que um dia provavelmente vai acabar estudando em lugares como
"Metodista", Direito São Bernardo", "Mauá", "FEI", "Fundação SA", etc.
13 - Ficar puto quando os outros perguntam se você mora no interior. E
justificar que pelo menos você mora pertinho da praia e de São Paulo ao
mesmo tempo.
14 - Achar um charme o seu erre puxado.
15 - Achar que o Metrópole é um bom shopping. E lembrar que ele já foi
Morita e chamá-lo de Shoppão.
16 - Falar maravilhas da cidade para quem não a conhece e meter o pau nela
entre seus colegas. Referir-se a ela como "Bernô".
17 - Ter o maior orgulho de dizer que o PT foi fundado na cidade, que o
Lula
mora nela, que você conhece o filho dele, mas não votar em nenhum dos dois
por nada no mundo.
18 - Dizer coisas como "Capital do Automóvel" ou "Capital do Móvel"
19 - Ir sempre ao Estoril e achar normal nadar e pescar na Represa Billings
20 - Tratar a Anchieta como uma avenida e sempre reclamar do transito do
Km
18.
21 - Já ter ficado preso na enchente do Centro da cidade e achar isso comum.
22 - Ter muito orgulho da Serra do Mar preservada, apesar de nunca ter ido
lá.
23 - Ir almoçar sempre na Rota do Frango com Polenta.
24 - Ter ido 500 vezes na "Cidade da Criança" na infancia.
25 - Achar bonito nomes de bairros como Alvarenga, Batistini, Jordanópolis,
Parque Espacial, Assunção, Nova Petrópolis...
26 - Ter frequentado alguma vez os shows do Paço Municipal. Ou então passar
por lá e reclamar da zona que eles provocam.
27 - Ter enfiado a mão na agua dos lagos do Paço quando criança algumas
vezes.
28 - Mostar o bilhete do tróleibus para quem não seja da cidade
Principalmente da Capital) e dizer que o sistema de transportes aqui é muito
moderno.
29 - Visitar a feirinha dos domingos no Riacho Grande.
30 - Achar que tudo que vem do Paraguai foi comprado na Praça Lauro Gomes.
31 - Ser sócio, obrigatoriamente, de um desses clubes: Associação, MESC,
Clube da Ford ou da Volks;
32 - Ter medo do Capitão Buganza te pegar pro Tiro;
33 - Frequentar os bailes de carnaval da Associação ou lembrar com nostalgia
das Festas Juninas da "Associa";
34 - Explicar pros não-moradores da cidade o que é a "Faixa", do exame da
Auto-Escola;
35 - Ter patinado na pista de patinação no gelo do Golden, e lamentado o
fechamento dela;
36 - Ter assistido a rachas na frente do Best, na Robert Kennedy ou na Av.
São Paulo .
37 - Fazer cooper ou caminhada na Av. Barão de Mauá (do Best);
38 - Orgulhar-se da cidade possuir o mais tradicional ponto de turismo
sexual do ABC, o famosíssimo Baco's For Men;
39 - Falar pra todo mundo que SBC tem um Poupa-tempo e que no semáforo à
frente do Poupa tempo tem umas luzinhas encravadas no chão que lembrar pista
de avião.
40 - Ter frequentado a Feira da Amizade no Pavilhão Vera Cruz
41- Esperar a Quermesse da Santíssima Virgem ou da Matriz do Rudge.
42 - Não saber onde fica o Pico do Bonilha apesar dele ser um ponto
turístico.
43- Falar pra todo mundo do Zelão, o Rei do Caldo de Mocotó e levar os
não-saobernardenses para experimentar a "Faísca".
44 - Espalhar que não existe nada melhor do que o "Pão com Bolinho" ao lado
do João Ramalho.
45- Ter orgulho de aparecer na coluna social do "Diário do Grande ABC".
46- Contar pras pessoas mais novas que você frequentava a pista de skate
que
era a melhor do Brasil.
47 - Esperar todo ano pra ver a decoração do Paço Municipal.
48 - Ser tachado de metalúrgico.
49 - Conhecer os garçons do Liverpool, da Galeteria e do Vera Cruz pelo nome e eles você.
50 - Orgulhar-se do Estância Alto da Serra
51 - Encher o peito ao dizer que nasceu em São Bernardo no Hospital São
Bernardo.
Recebi esse texto pela Internet da amiga jornalista Patrícia Galindo que, assim como eu, habita a cidade abecediana de São Bernardo do Campo. Achei-o bastante pertinente...
51 motivos que tornam SBC uma boa idéia e que nos fazem sentir orgulho da cidade
Se Você já fez ou ainda faz coisas como estas abaixo, você com certeza é um são-bernardense.
1 - Ter Estudado em Cursinhos do Tipo "Profitec"
2 - Ter feito vestibulinhos para ETE Lauro Gomes ou SENAI.
3 - Quando vai ao Centro da Cidade diz que vai para "São Bernardo"
4 - Ter ido pelo menos 550 vezes com a sua mãe e sozinho fazer compras na
Marechal ou no Shoppinho do Coração.
5 - Não Conhecer porra nenhuma da história da cidade, a não ser que o
aniversário dela é no 20 de agosto.
6 - Sempre andar de Tróleibus.
7 - Zuar muito quem mora em Diadema.
8 - Conhecer os onibus por números.
9 - Achar comum ser chamado de "Batateiro" e ainda por cima ter orgulho
disso. E falar que quem mora em Sto. André é "Ceboleiro"..
10 - Fazer baladas na Avenida Kennedy.
11 - Achar o povo de São Caetano arrogante, o de Santo André inferior e
o de
Diadema subdesenvolvido.
12 - Saber que um dia provavelmente vai acabar estudando em lugares como
"Metodista", Direito São Bernardo", "Mauá", "FEI", "Fundação SA", etc.
13 - Ficar puto quando os outros perguntam se você mora no interior. E
justificar que pelo menos você mora pertinho da praia e de São Paulo ao
mesmo tempo.
14 - Achar um charme o seu erre puxado.
15 - Achar que o Metrópole é um bom shopping. E lembrar que ele já foi
Morita e chamá-lo de Shoppão.
16 - Falar maravilhas da cidade para quem não a conhece e meter o pau nela
entre seus colegas. Referir-se a ela como "Bernô".
17 - Ter o maior orgulho de dizer que o PT foi fundado na cidade, que o
Lula
mora nela, que você conhece o filho dele, mas não votar em nenhum dos dois
por nada no mundo.
18 - Dizer coisas como "Capital do Automóvel" ou "Capital do Móvel"
19 - Ir sempre ao Estoril e achar normal nadar e pescar na Represa Billings
20 - Tratar a Anchieta como uma avenida e sempre reclamar do transito do
Km
18.
21 - Já ter ficado preso na enchente do Centro da cidade e achar isso comum.
22 - Ter muito orgulho da Serra do Mar preservada, apesar de nunca ter ido
lá.
23 - Ir almoçar sempre na Rota do Frango com Polenta.
24 - Ter ido 500 vezes na "Cidade da Criança" na infancia.
25 - Achar bonito nomes de bairros como Alvarenga, Batistini, Jordanópolis,
Parque Espacial, Assunção, Nova Petrópolis...
26 - Ter frequentado alguma vez os shows do Paço Municipal. Ou então passar
por lá e reclamar da zona que eles provocam.
27 - Ter enfiado a mão na agua dos lagos do Paço quando criança algumas
vezes.
28 - Mostar o bilhete do tróleibus para quem não seja da cidade
Principalmente da Capital) e dizer que o sistema de transportes aqui é muito
moderno.
29 - Visitar a feirinha dos domingos no Riacho Grande.
30 - Achar que tudo que vem do Paraguai foi comprado na Praça Lauro Gomes.
31 - Ser sócio, obrigatoriamente, de um desses clubes: Associação, MESC,
Clube da Ford ou da Volks;
32 - Ter medo do Capitão Buganza te pegar pro Tiro;
33 - Frequentar os bailes de carnaval da Associação ou lembrar com nostalgia
das Festas Juninas da "Associa";
34 - Explicar pros não-moradores da cidade o que é a "Faixa", do exame da
Auto-Escola;
35 - Ter patinado na pista de patinação no gelo do Golden, e lamentado o
fechamento dela;
36 - Ter assistido a rachas na frente do Best, na Robert Kennedy ou na Av.
São Paulo .
37 - Fazer cooper ou caminhada na Av. Barão de Mauá (do Best);
38 - Orgulhar-se da cidade possuir o mais tradicional ponto de turismo
sexual do ABC, o famosíssimo Baco's For Men;
39 - Falar pra todo mundo que SBC tem um Poupa-tempo e que no semáforo à
frente do Poupa tempo tem umas luzinhas encravadas no chão que lembrar pista
de avião.
40 - Ter frequentado a Feira da Amizade no Pavilhão Vera Cruz
41- Esperar a Quermesse da Santíssima Virgem ou da Matriz do Rudge.
42 - Não saber onde fica o Pico do Bonilha apesar dele ser um ponto
turístico.
43- Falar pra todo mundo do Zelão, o Rei do Caldo de Mocotó e levar os
não-saobernardenses para experimentar a "Faísca".
44 - Espalhar que não existe nada melhor do que o "Pão com Bolinho" ao lado
do João Ramalho.
45- Ter orgulho de aparecer na coluna social do "Diário do Grande ABC".
46- Contar pras pessoas mais novas que você frequentava a pista de skate
que
era a melhor do Brasil.
47 - Esperar todo ano pra ver a decoração do Paço Municipal.
48 - Ser tachado de metalúrgico.
49 - Conhecer os garçons do Liverpool, da Galeteria e do Vera Cruz pelo nome e eles você.
50 - Orgulhar-se do Estância Alto da Serra
51 - Encher o peito ao dizer que nasceu em São Bernardo no Hospital São
Bernardo.
Rush sai da hibernação
Após meses de hibernação, o trio canadense Rush anunciou nesta semana que deve lançar em março o seu novo trabalho, ainda sem título definido. O grupo está sem gravar um CD com material inédito desde 1996, com "Test for Echo" (que foi uma tentativa não muito bem-sucedida de misturar experimentaismo instrumental com o som das raízes do grupo).
Segundo um comunicado divulgado pelos empresários da banda, os integrantes do Rush se recolheram ao "anonimato" para poderem tocar projetos pessoais e se julgam agora aptos para retomar a carreira com o novo lançamento. A idéia do trio é realizar uma turnê pelos Estados Unidos ainda neste ano.
Enquanto isso, o empresário brasileiro Roberto Medina está anunciando o Rush para quiser ouvir como a grande atração do Rock in Rio 4, programado para janeiro de 2003, ao lado do U2. É claro que a banda canadense não confirma. Não há nenhuma menção a isso no site oficial do grupo.
A possibilidade do Rush tocar no festival de Medina é quase nula. Geddy Lee (baixo, teclados e vocal), Neil Peart (bateria) e Alex Lifeson (guitarra) se recusam a tocar em festivais e em locais abertos. Fazem questão de se apresentar em ginásios fechados para que seus efeitos especiais e a qualidade impecável de seu som possam ser apreciados de forma completa. Isso sem falar no cachê da banda, que gira entre US$ 250 mil a US$ 500 mil por apresentação. Medida não tem esse cacife, se realmente quiser ter ao lado do Rush o U2, que chega a cobrar US$ 1 milhão livres por show.
Portanto, o sonho dos brasileiros de ver o Rush ao vivo continua tão distante quanto sempre esteve. A próxima turnê mundial da banda deverá passar bem longe daqui.
Após meses de hibernação, o trio canadense Rush anunciou nesta semana que deve lançar em março o seu novo trabalho, ainda sem título definido. O grupo está sem gravar um CD com material inédito desde 1996, com "Test for Echo" (que foi uma tentativa não muito bem-sucedida de misturar experimentaismo instrumental com o som das raízes do grupo).
Segundo um comunicado divulgado pelos empresários da banda, os integrantes do Rush se recolheram ao "anonimato" para poderem tocar projetos pessoais e se julgam agora aptos para retomar a carreira com o novo lançamento. A idéia do trio é realizar uma turnê pelos Estados Unidos ainda neste ano.
Enquanto isso, o empresário brasileiro Roberto Medina está anunciando o Rush para quiser ouvir como a grande atração do Rock in Rio 4, programado para janeiro de 2003, ao lado do U2. É claro que a banda canadense não confirma. Não há nenhuma menção a isso no site oficial do grupo.
A possibilidade do Rush tocar no festival de Medina é quase nula. Geddy Lee (baixo, teclados e vocal), Neil Peart (bateria) e Alex Lifeson (guitarra) se recusam a tocar em festivais e em locais abertos. Fazem questão de se apresentar em ginásios fechados para que seus efeitos especiais e a qualidade impecável de seu som possam ser apreciados de forma completa. Isso sem falar no cachê da banda, que gira entre US$ 250 mil a US$ 500 mil por apresentação. Medida não tem esse cacife, se realmente quiser ter ao lado do Rush o U2, que chega a cobrar US$ 1 milhão livres por show.
Portanto, o sonho dos brasileiros de ver o Rush ao vivo continua tão distante quanto sempre esteve. A próxima turnê mundial da banda deverá passar bem longe daqui.
terça-feira, janeiro 15, 2002
O futebol cai cada vez mais
Começo a acreditar que o futebol brasileiro não tem mais jeito mesmo. O Bragantino, que está na série A-2 do Campeonato Paulista (que hoje não passa de uma terceira divisão, na prática), foi convidado para jogar a Copa do Brasil (é o time do vice-presidente da CBF Nabi Abi Chedid). Absurdo isso, lamentável sob todos os aspectos. Enquanto isso o Jundiaí (ex-Etti) está no Rio-SP por força econômica da Parmalat, por obra e graça de Farah, o presidente da Federação Paulista. O Jundiaí subiu no ano passado para a A-1 do Paulistão. Antes dele estão na fila os times que já estavam naquela divisão, sem falar no vice-campeão paulista, o Botafogo, alijado de forma nojenta da competição. É o fim...
Começo a acreditar que o futebol brasileiro não tem mais jeito mesmo. O Bragantino, que está na série A-2 do Campeonato Paulista (que hoje não passa de uma terceira divisão, na prática), foi convidado para jogar a Copa do Brasil (é o time do vice-presidente da CBF Nabi Abi Chedid). Absurdo isso, lamentável sob todos os aspectos. Enquanto isso o Jundiaí (ex-Etti) está no Rio-SP por força econômica da Parmalat, por obra e graça de Farah, o presidente da Federação Paulista. O Jundiaí subiu no ano passado para a A-1 do Paulistão. Antes dele estão na fila os times que já estavam naquela divisão, sem falar no vice-campeão paulista, o Botafogo, alijado de forma nojenta da competição. É o fim...
segunda-feira, janeiro 14, 2002
Copa do Mundo sem seleções?
Um tema até há pouco tempo esquecido no meio futebolístico volta à tona. Será que o futuro do futebol internacional é o fim da Copa de Mundo de Seleções, substituída por um grande Campeonato MUndial de Clubes? Essa tese foi levantada em 1990 pelo empresário Sílvio Berlusconi, atual primeiro-ministro da Itália. Ele achava que o formato de Copa do Mundo de Seleções era anticapitalista e antieconômico, já que jogadores importantes acabavam ficando pelo caminho com suas seleções, que "prejudicava" o mercado.
Sendo assim, ele preconizava uma grande competição com os principais clubes do mundo, "apenas uns poucos", para viabilizar o futebol mundial. Na verdade, Berlusconi, que é um bandido de marca maior, estava reclamando porque seu bolso tinah sido afetado. Sua equipe, o Milan, de sua propriedade, tinha quatro jogadores na seleção holandesa desclassificada em 1990 na segunda fase. Além disso, tinha três titulares da seleção italiana, que ficou em 3º lugar. Para ele, esses resultados foram péssimos, pois desvalorizaram seus jogadores.
Sua opinião não ressoou e a idéia exótica foi descartada. Agora, 12 anos depois, o jornalista Juca Kfouri volta com o tema, acreditando que a Copa de Seleções vai acabar.
A Copa do Mundo não vai acabar. Prova disso é o fracasso retumbante do Mundial de Clubes da Fifa, que não emplacou (basicamente por ter sido criado já com deformidades, com a política casuística definindo seus participantes, entre outras coisas). A Copa de seleções é atraente porque mexe com a nacionalidade dos povos e das torcidas e permite a verdadeira formação de seleções sem custos econômicos adicionais. Uma Copa de clubes sempre vai ter a marca da impessoalidade, já que uma equipe como a Juventus, da Itália, poderá atuar sem ter um italiano sequer em sua equipe.
A Copa do Mundo é o mais importante evento esportivo do mundo, o que mais fatura e o que mais rende lucros, justamente por ser a celebração do profissionalismo e do capitalismo, ao contrário dos deficitários Jogos Olímpicos. Uma Copa do Mundo sem seleções não tem sentido.
Um tema até há pouco tempo esquecido no meio futebolístico volta à tona. Será que o futuro do futebol internacional é o fim da Copa de Mundo de Seleções, substituída por um grande Campeonato MUndial de Clubes? Essa tese foi levantada em 1990 pelo empresário Sílvio Berlusconi, atual primeiro-ministro da Itália. Ele achava que o formato de Copa do Mundo de Seleções era anticapitalista e antieconômico, já que jogadores importantes acabavam ficando pelo caminho com suas seleções, que "prejudicava" o mercado.
Sendo assim, ele preconizava uma grande competição com os principais clubes do mundo, "apenas uns poucos", para viabilizar o futebol mundial. Na verdade, Berlusconi, que é um bandido de marca maior, estava reclamando porque seu bolso tinah sido afetado. Sua equipe, o Milan, de sua propriedade, tinha quatro jogadores na seleção holandesa desclassificada em 1990 na segunda fase. Além disso, tinha três titulares da seleção italiana, que ficou em 3º lugar. Para ele, esses resultados foram péssimos, pois desvalorizaram seus jogadores.
Sua opinião não ressoou e a idéia exótica foi descartada. Agora, 12 anos depois, o jornalista Juca Kfouri volta com o tema, acreditando que a Copa de Seleções vai acabar.
A Copa do Mundo não vai acabar. Prova disso é o fracasso retumbante do Mundial de Clubes da Fifa, que não emplacou (basicamente por ter sido criado já com deformidades, com a política casuística definindo seus participantes, entre outras coisas). A Copa de seleções é atraente porque mexe com a nacionalidade dos povos e das torcidas e permite a verdadeira formação de seleções sem custos econômicos adicionais. Uma Copa de clubes sempre vai ter a marca da impessoalidade, já que uma equipe como a Juventus, da Itália, poderá atuar sem ter um italiano sequer em sua equipe.
A Copa do Mundo é o mais importante evento esportivo do mundo, o que mais fatura e o que mais rende lucros, justamente por ser a celebração do profissionalismo e do capitalismo, ao contrário dos deficitários Jogos Olímpicos. Uma Copa do Mundo sem seleções não tem sentido.
Médico derruba tese de Kajuru sobre Ronaldinho
O jornalista Jorge Kajuru, um dos mais falastrões e bravateadores da crônica esportiva da atualidade, publicou matéria importante no último domingo na revista do Lance a respeito do tema que ainda paira sobre o nosso futebol: o que Ronaldinho teve antes da final da Copa de 1998?
Esse assunto não acaba nunca. Kajuru pretendeu encerrar de uma vez por todas a questão dizendo que Ronaldo teve uma convulsão em razão de uma infiltração de xilocaína em seus joelhos. Essa infiltração teria seido malfeita, o que ocasionou o mal que o afligiu no dia da final. Segundo compêndios médicos, os sintomas de convulsão de Ronaldo são compatíveis com aqueles causados por problemas derivados da xilocaína, fato corroborado por especialistas.
Entretanto, Ronaldo nega que tenha tomado infiltrações, o médico Lídio Toledo nega que as tenha realizado. Kajuru garante que sua fonte é seríissima e que ouviu da boca do Ronaldo o que ralmente lhe aconteceu.
No entanto, o médico Lídio Toledo, que eu considero um incompetente, ao vivo no programa Bola Na Rede de domingo, jogou por terra a tese de Kajuru. Ele nega que tenha feito as infiltrações em Ronaldo e disse ainda: "A infiltração nos joelhos, no futebol, só têm sentido se feitas algum tempo antes da partida. Não haveria o menor sentido em se fazer uma infiltração no Ronaldo SEIS horas antes da partida final, isso é ridículo." E agora? O assunto ainda não acabou...
O jornalista Jorge Kajuru, um dos mais falastrões e bravateadores da crônica esportiva da atualidade, publicou matéria importante no último domingo na revista do Lance a respeito do tema que ainda paira sobre o nosso futebol: o que Ronaldinho teve antes da final da Copa de 1998?
Esse assunto não acaba nunca. Kajuru pretendeu encerrar de uma vez por todas a questão dizendo que Ronaldo teve uma convulsão em razão de uma infiltração de xilocaína em seus joelhos. Essa infiltração teria seido malfeita, o que ocasionou o mal que o afligiu no dia da final. Segundo compêndios médicos, os sintomas de convulsão de Ronaldo são compatíveis com aqueles causados por problemas derivados da xilocaína, fato corroborado por especialistas.
Entretanto, Ronaldo nega que tenha tomado infiltrações, o médico Lídio Toledo nega que as tenha realizado. Kajuru garante que sua fonte é seríissima e que ouviu da boca do Ronaldo o que ralmente lhe aconteceu.
No entanto, o médico Lídio Toledo, que eu considero um incompetente, ao vivo no programa Bola Na Rede de domingo, jogou por terra a tese de Kajuru. Ele nega que tenha feito as infiltrações em Ronaldo e disse ainda: "A infiltração nos joelhos, no futebol, só têm sentido se feitas algum tempo antes da partida. Não haveria o menor sentido em se fazer uma infiltração no Ronaldo SEIS horas antes da partida final, isso é ridículo." E agora? O assunto ainda não acabou...
Popó já se acha Deus
O pugilista brasileiro Acelino "Popó" Freitas realmente é um atleta em sua modalidade, dizem os especialistas. Ele venceu o cubano Joel Casamayor ontem em Las Vegas pela unificação dos títulos das OMB e AMB, um feito importante, sem dúvida. Só que o pugilista baiano parece que bebeu demais após a comemoração do feito. Desembarcou em São Paulo vociferando barbaridades e exigindo ser tratado como ídolo, do mesmo porte de Guga e de Ayrton Senna. Aí já é demais. Hoje ele ainda não nada, precisa de mais arroz e feijão para ser um ídolo que ele acha que é. Humildade é bom e preserva carreiras.
O pugilista brasileiro Acelino "Popó" Freitas realmente é um atleta em sua modalidade, dizem os especialistas. Ele venceu o cubano Joel Casamayor ontem em Las Vegas pela unificação dos títulos das OMB e AMB, um feito importante, sem dúvida. Só que o pugilista baiano parece que bebeu demais após a comemoração do feito. Desembarcou em São Paulo vociferando barbaridades e exigindo ser tratado como ídolo, do mesmo porte de Guga e de Ayrton Senna. Aí já é demais. Hoje ele ainda não nada, precisa de mais arroz e feijão para ser um ídolo que ele acha que é. Humildade é bom e preserva carreiras.
As gravadoras e a pirataria
A edição deste mês da revista Rock Brigade traz uma entrevista interessante com o vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson. Entre outras coisas, ele faz uma crítica ao mercado fonográfico brasileiro, afirmando que ele não lança mais CDs aqui porque a pirataria inviabiliza o negócio. Ele atira no que viu e acerta no que não viu.
No caso dele a pirataria-clonagem de CDs que estão no mercado não o atinge. No centro de São Paulo há no máximo cinco camelôs que vendem CDs piratas de rock ou heavy metal. Quem mais sofre com isso são as gravadoras e artistas nacionais de ritmos mais populares. Dickinson não está lançando mais seus CDs solo no Brasil devido a problemas contratuais que teve com seus distribuidores por aqui, que não lhe pagaram o que era devido.
No entanto, até mesmo um artista de primeira linha, mas que está distante de nosso mercado, percebeu um enorme problema que vice a indústria fonográfica brasileira. A pirataria cresceu demais, se disseminou por todo o país e as empresas e artistas estão de mãos atadas. O governo não fiscaliza e nem se preocupa com isso. A tendência é que a coisa se agrave.
Entretanto, especificamente no caso dos CDs, não dá para condenar a pirataria-clonagem de lançamentos e obras que estão em catálogo. As gravadoras passaram 40 anos ganhando dinheiro a rodo no Brasil com preços abusivos de seus produtos, sem contar que ludibriavam seus contratados. Agora é a hora da vingança.
Um CD nacional custar acima de R$ 25,00 é um escândalo. Não adianta as gravadoras espernearem afirmando que seus custos são enormes. Esse preço é abusivo e ponto. O camelô vende a R$ 5,00 ou a R$ 10,00, no máximo. O consumidor há muito tempo sabe que está sendo lesado e finalmente agora tem uma alternativa a isso, mesmo que de menor qualidade. As gravadoras parecem que ainda não entenderam o recado e querem manter o status quo atual: punição à pirataria, fim da concorrência "desleal" e manutenção dos preços absurdos, sem falar no investimento em porcarias modistas reconhecidas, como axé music, sertanejos, pagodeiros e quetais.
Se o preço para que o consumidor seja menos lesado em termos de valor do CD e em termos culturais for o fim da indústria brasileira do segmento, que assim seja. Que a pirataria triunfe e empurre essa máfia nojenta para o fundo do poço. Quem sabe assim surja uma nova indústria do setor mais antenada e adequada ao nosso mercado.
A edição deste mês da revista Rock Brigade traz uma entrevista interessante com o vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson. Entre outras coisas, ele faz uma crítica ao mercado fonográfico brasileiro, afirmando que ele não lança mais CDs aqui porque a pirataria inviabiliza o negócio. Ele atira no que viu e acerta no que não viu.
No caso dele a pirataria-clonagem de CDs que estão no mercado não o atinge. No centro de São Paulo há no máximo cinco camelôs que vendem CDs piratas de rock ou heavy metal. Quem mais sofre com isso são as gravadoras e artistas nacionais de ritmos mais populares. Dickinson não está lançando mais seus CDs solo no Brasil devido a problemas contratuais que teve com seus distribuidores por aqui, que não lhe pagaram o que era devido.
No entanto, até mesmo um artista de primeira linha, mas que está distante de nosso mercado, percebeu um enorme problema que vice a indústria fonográfica brasileira. A pirataria cresceu demais, se disseminou por todo o país e as empresas e artistas estão de mãos atadas. O governo não fiscaliza e nem se preocupa com isso. A tendência é que a coisa se agrave.
Entretanto, especificamente no caso dos CDs, não dá para condenar a pirataria-clonagem de lançamentos e obras que estão em catálogo. As gravadoras passaram 40 anos ganhando dinheiro a rodo no Brasil com preços abusivos de seus produtos, sem contar que ludibriavam seus contratados. Agora é a hora da vingança.
Um CD nacional custar acima de R$ 25,00 é um escândalo. Não adianta as gravadoras espernearem afirmando que seus custos são enormes. Esse preço é abusivo e ponto. O camelô vende a R$ 5,00 ou a R$ 10,00, no máximo. O consumidor há muito tempo sabe que está sendo lesado e finalmente agora tem uma alternativa a isso, mesmo que de menor qualidade. As gravadoras parecem que ainda não entenderam o recado e querem manter o status quo atual: punição à pirataria, fim da concorrência "desleal" e manutenção dos preços absurdos, sem falar no investimento em porcarias modistas reconhecidas, como axé music, sertanejos, pagodeiros e quetais.
Se o preço para que o consumidor seja menos lesado em termos de valor do CD e em termos culturais for o fim da indústria brasileira do segmento, que assim seja. Que a pirataria triunfe e empurre essa máfia nojenta para o fundo do poço. Quem sabe assim surja uma nova indústria do setor mais antenada e adequada ao nosso mercado.
Rock in Rio 4 e as especulações
Já se fala em Rock in Rio 4 para janeiro de 2003. As especulações sobre as atrações já começaram e a fonte principal dos boatos nada mais é do que Roberto Medina, o promotor do evento. Segundo ele, em matéria publicada no Globo de ontem, domingo, U2 e Rush já estão certos para tocar, enquanto que Peter Gabriel, Santana e The Who ainda estão em negociações (leia aqui).
Que seja bem-vindo o evento em 2003, mas que cessem as especulações. Que o U2 possa vir é factível, mas não o Rush. O trio canadense só toca em locais fechados e se recusa a participar de festivais. The Who dificilmente se reunirá em 2003 para vir ao Brasil, já que farão uma extensa turnê por Estados Unidos e Inglaterra neste ano. Peter Gabriel e Santana são arroz-de-festa e estarão sempre à disposição. Pelo menos Medina já desistiu de sonhar com o PInk Floyd, já que o guitarrista da banda, David Gilmour, vem dando entrevistas praticamente afirmando que a banda não existe mais.
Já se fala em Rock in Rio 4 para janeiro de 2003. As especulações sobre as atrações já começaram e a fonte principal dos boatos nada mais é do que Roberto Medina, o promotor do evento. Segundo ele, em matéria publicada no Globo de ontem, domingo, U2 e Rush já estão certos para tocar, enquanto que Peter Gabriel, Santana e The Who ainda estão em negociações (leia aqui).
Que seja bem-vindo o evento em 2003, mas que cessem as especulações. Que o U2 possa vir é factível, mas não o Rush. O trio canadense só toca em locais fechados e se recusa a participar de festivais. The Who dificilmente se reunirá em 2003 para vir ao Brasil, já que farão uma extensa turnê por Estados Unidos e Inglaterra neste ano. Peter Gabriel e Santana são arroz-de-festa e estarão sempre à disposição. Pelo menos Medina já desistiu de sonhar com o PInk Floyd, já que o guitarrista da banda, David Gilmour, vem dando entrevistas praticamente afirmando que a banda não existe mais.
A incompetência da Veja
A revista Veja voltou à carga novamente contra o heavy metal. Na edição desta semana o jornalista Sérgio Martins, que acha ser especializado em música e qe é fanático por reggae (aaaaaaargh), destila uma série de informações incorretas e vários preconceitos acerca do subestilo do rock.
Em primeiro lugar a pauta foi "chupada" de uma reportagem da Folha de S. Paulo publicada há uma semana. O que era a pauta da Folha? A reda das bilheterias de shows de artistas nacionais de vários gêneros caiu vertiginosamente a partir do segundo semestre de 2001. Espantosamente, segundo a Folha, as casas de shows que investiram em shows de rock, principalmente no rock pesado, se deram bem, tendo lucros e mais lucros, como o Via Funchal.
A Veja resolveu fazer a mesma matéria, só que espalhando sua incompetência para lidar com o assunto. Chamou o ritmo de "barulhento", o Sepultura de "decadente", os membros do Angra de "até que eles são limpinhos" e chamou os caras do Krisiun de "sujos". Por fim, o dito jornalista não entende como é que o heavy metal consegue manter o público fiel e grande no Brasil, já que é "um gênero decadente".
Francamente a Veja se superou nesse texto. Os preconceitos estãoi todos lá, assim como a falta de informação. Cada vez mais governista e com textos ruins e editorializados, a maior revista do país hoje é um lixo. Nunca tanta gente incompetente escreveu aio mesmo tempo lá como agora.
A revista Veja voltou à carga novamente contra o heavy metal. Na edição desta semana o jornalista Sérgio Martins, que acha ser especializado em música e qe é fanático por reggae (aaaaaaargh), destila uma série de informações incorretas e vários preconceitos acerca do subestilo do rock.
Em primeiro lugar a pauta foi "chupada" de uma reportagem da Folha de S. Paulo publicada há uma semana. O que era a pauta da Folha? A reda das bilheterias de shows de artistas nacionais de vários gêneros caiu vertiginosamente a partir do segundo semestre de 2001. Espantosamente, segundo a Folha, as casas de shows que investiram em shows de rock, principalmente no rock pesado, se deram bem, tendo lucros e mais lucros, como o Via Funchal.
A Veja resolveu fazer a mesma matéria, só que espalhando sua incompetência para lidar com o assunto. Chamou o ritmo de "barulhento", o Sepultura de "decadente", os membros do Angra de "até que eles são limpinhos" e chamou os caras do Krisiun de "sujos". Por fim, o dito jornalista não entende como é que o heavy metal consegue manter o público fiel e grande no Brasil, já que é "um gênero decadente".
Francamente a Veja se superou nesse texto. Os preconceitos estãoi todos lá, assim como a falta de informação. Cada vez mais governista e com textos ruins e editorializados, a maior revista do país hoje é um lixo. Nunca tanta gente incompetente escreveu aio mesmo tempo lá como agora.
Bandidos nos programas esportivos
A profusão de programas esportivos nos domingos à noite em São Paulo é grande. Cinco dos sete canais abertos mantêm programas do tipo. O pior deles é, paradozalmente, o que tem mais audiência: Mesa Redonda Futebol Debate, da TV Gazeta (canal 11), comandado pelos caricatos Chico Lang e Roberto Avallone.
O programa é péssimo, não tem análise, não tem informação confiável (só chute e especulação) e faz do circo e da palhaçada o seu trunfo. Desde o ano retrasado tem o lamentável hábito de dar voz para os representantes das torcidas organizadas dos times de Sã Paulo.
Esses seres geralmente são bandidos, membros de quadrilhas que afugentam o verdadeiro torcedor do estádio. Estão mais preocupados em brigar e amedrontar jogadores e dirigentes do que realmente torcer. Esses seres nojentos têm de ser banidos da TV.
A profusão de programas esportivos nos domingos à noite em São Paulo é grande. Cinco dos sete canais abertos mantêm programas do tipo. O pior deles é, paradozalmente, o que tem mais audiência: Mesa Redonda Futebol Debate, da TV Gazeta (canal 11), comandado pelos caricatos Chico Lang e Roberto Avallone.
O programa é péssimo, não tem análise, não tem informação confiável (só chute e especulação) e faz do circo e da palhaçada o seu trunfo. Desde o ano retrasado tem o lamentável hábito de dar voz para os representantes das torcidas organizadas dos times de Sã Paulo.
Esses seres geralmente são bandidos, membros de quadrilhas que afugentam o verdadeiro torcedor do estádio. Estão mais preocupados em brigar e amedrontar jogadores e dirigentes do que realmente torcer. Esses seres nojentos têm de ser banidos da TV.
sexta-feira, janeiro 11, 2002
Guerra civil nas cidades brasileiras
A guerra civil está decretada no Brasil. As classes sociais não escondem mais a situação de caos urbano, social e moral que vivem no Brasil. Está no site do camarada Maurício Gaia, o blog Mauricéia Desvairada: a dona de uma ótica da rua Moreira e Costa, no Ipiranga, zona sul de São Paulo, foi sequestrada ontem. A ótica fica na mesma quadra da casa do Maurício.
É o fim de todos os mundos, o fim da linha para a civilização. Hoje os ricos e milionários estão com um aparato de segurança gigantesco, o que dificulta os sequestros. A classe média alta se vira como pode e consegue se safar. Sobra o resto da população, ond eu me incluo e onde a maioria de vocês está incluída.
Pelo jeito, hoje basta ter um carro, qualquer carro, ou sair de um condomínio, qualquer condomínio, para ser alvo de um sequestro. Antes o medo era de sequestro-relâmpago para saques em caixas eletrônicos. Agora a coisa mudou. Qualquer cidadão que possa aparentar ter algum dinheiro é vítima de um sequestro clássico, mesmo aquele que anda de ônibus, ou mesmo aquele que possui um microcomércio, que lhe custa um aluguel alto e que lhe rende, no máximo, um salário igual ao de seu único empregado.
A pena de morte não é a solução nem nunca será, mas é óbvio que o sequestro tem de ser tratado pela lei e pelo Estado como um crime a ser punido com um rigor muito maior do que normal. Não basta classificá-lo como crime hediondo, tem de tornar a punição hedionda.
Quem sequestra hoje sabe exatamente o que está fazendo, sabe bem a gravidade do que está praticando. Esse tipo de crime não pode ter nenhum tipo de condescendência, quem sequestra não está passando fome, é porque escolheu deliberadamente esse caminho. Como esse crime é de uma covardia enorme, é o caso de não se lamentar muito quando os criminosos dessa prática morrem.
Por sua vez, os governos em todas as esferas precisam dar um basta nessa situação de guerra civil, sob pena de convulsão social pior que aquela que aconteceu na Argentina.
A guerra civil está decretada no Brasil. As classes sociais não escondem mais a situação de caos urbano, social e moral que vivem no Brasil. Está no site do camarada Maurício Gaia, o blog Mauricéia Desvairada: a dona de uma ótica da rua Moreira e Costa, no Ipiranga, zona sul de São Paulo, foi sequestrada ontem. A ótica fica na mesma quadra da casa do Maurício.
É o fim de todos os mundos, o fim da linha para a civilização. Hoje os ricos e milionários estão com um aparato de segurança gigantesco, o que dificulta os sequestros. A classe média alta se vira como pode e consegue se safar. Sobra o resto da população, ond eu me incluo e onde a maioria de vocês está incluída.
Pelo jeito, hoje basta ter um carro, qualquer carro, ou sair de um condomínio, qualquer condomínio, para ser alvo de um sequestro. Antes o medo era de sequestro-relâmpago para saques em caixas eletrônicos. Agora a coisa mudou. Qualquer cidadão que possa aparentar ter algum dinheiro é vítima de um sequestro clássico, mesmo aquele que anda de ônibus, ou mesmo aquele que possui um microcomércio, que lhe custa um aluguel alto e que lhe rende, no máximo, um salário igual ao de seu único empregado.
A pena de morte não é a solução nem nunca será, mas é óbvio que o sequestro tem de ser tratado pela lei e pelo Estado como um crime a ser punido com um rigor muito maior do que normal. Não basta classificá-lo como crime hediondo, tem de tornar a punição hedionda.
Quem sequestra hoje sabe exatamente o que está fazendo, sabe bem a gravidade do que está praticando. Esse tipo de crime não pode ter nenhum tipo de condescendência, quem sequestra não está passando fome, é porque escolheu deliberadamente esse caminho. Como esse crime é de uma covardia enorme, é o caso de não se lamentar muito quando os criminosos dessa prática morrem.
Por sua vez, os governos em todas as esferas precisam dar um basta nessa situação de guerra civil, sob pena de convulsão social pior que aquela que aconteceu na Argentina.
Judas Priest com faixas-bônus
O fã brasileiro do Judas Priest só tem a comemorar. Além da visita da banda ao país em setembro de 2001 durante a turnê de divulgação do CD “Demolition”, chegam ao nosso mercado nada menos do que oito álbuns remasterizados e com faixas-bônus do quinteto inglês.
Esse sistema de relançamento é uma das formas mais cruéis de ganhar dinheiro em cima do fã fervoroso. Geralmente esses produtos são destinados apreciadores que possuem grande parte da obra do artista e acaba forçando-os a uma troca, já que as novas edições são acrescidas de novas músicas, normalmente inéditas.
Por outro lado, é muito interessante que gravações inéditas e material raro venha a público, mostrando de forma mais completa o processo de composição e edição dos álbuns à época de seus lançamentos.
Os álbuns relançados e suas músicas adiconais são os seguintes:
British Steel (1980) – Red, White and Blue (música inédita), Grinder (versão ao vivo)
Point of Entry (1981) – Thunder Road (música inédita ) e Desert Plains (versão ao vivo)
Screaming for Vengeance (1982) – Prisoner of Your Eyes (música inédita) e Devil’s Child (versão ao vivo)
Defender of the Faith (1984) – Turn on Your Light (música inédita) e Heavy Duty/Defenders of the Faith (versão ao vivo)
Sin After Sin (1977) - Race With The Devil e Jawbreaker (versões ao vivo)
Stained Class (1978) - Fire Burns Below e Better By You, Better Than Me (versões ao vivo)
Killing Machine - Fight For Your Life e Riding On The Wind (versões ao vivo)
Unleashed int the East (1979) - Rock Forever, Delivering The Goods, Hell Bent For Leather e Starbreaker (versões ao vivo).
Pela obviedade, o destaque é o ao vivo “Unleashed in the East”, gravado ao vivo no Japão em 1978 e lançado no ano seguinte. É o álbuns com mais bônus. São versões gravadas na época e não aproveitadas. Delas, três são músicas pouco tocadas em shows da banda, como “Delivering the Goods”, “Starbreaker” e “Rock Forever”.
Também merecem destaque os quatro CDs iniciais citados, já que trazem ao menos uma música inédita. “Point of Entry” ainda traz uma excelente versão ao vivo de “Desert Plains”, uma das melhores composições da banda. Um pacote digno do prestígio da banda e um excelente presente de início de ano para os roqueiros brasileiros.
O fã brasileiro do Judas Priest só tem a comemorar. Além da visita da banda ao país em setembro de 2001 durante a turnê de divulgação do CD “Demolition”, chegam ao nosso mercado nada menos do que oito álbuns remasterizados e com faixas-bônus do quinteto inglês.
Esse sistema de relançamento é uma das formas mais cruéis de ganhar dinheiro em cima do fã fervoroso. Geralmente esses produtos são destinados apreciadores que possuem grande parte da obra do artista e acaba forçando-os a uma troca, já que as novas edições são acrescidas de novas músicas, normalmente inéditas.
Por outro lado, é muito interessante que gravações inéditas e material raro venha a público, mostrando de forma mais completa o processo de composição e edição dos álbuns à época de seus lançamentos.
Os álbuns relançados e suas músicas adiconais são os seguintes:
British Steel (1980) – Red, White and Blue (música inédita), Grinder (versão ao vivo)
Point of Entry (1981) – Thunder Road (música inédita ) e Desert Plains (versão ao vivo)
Screaming for Vengeance (1982) – Prisoner of Your Eyes (música inédita) e Devil’s Child (versão ao vivo)
Defender of the Faith (1984) – Turn on Your Light (música inédita) e Heavy Duty/Defenders of the Faith (versão ao vivo)
Sin After Sin (1977) - Race With The Devil e Jawbreaker (versões ao vivo)
Stained Class (1978) - Fire Burns Below e Better By You, Better Than Me (versões ao vivo)
Killing Machine - Fight For Your Life e Riding On The Wind (versões ao vivo)
Unleashed int the East (1979) - Rock Forever, Delivering The Goods, Hell Bent For Leather e Starbreaker (versões ao vivo).
Pela obviedade, o destaque é o ao vivo “Unleashed in the East”, gravado ao vivo no Japão em 1978 e lançado no ano seguinte. É o álbuns com mais bônus. São versões gravadas na época e não aproveitadas. Delas, três são músicas pouco tocadas em shows da banda, como “Delivering the Goods”, “Starbreaker” e “Rock Forever”.
Também merecem destaque os quatro CDs iniciais citados, já que trazem ao menos uma música inédita. “Point of Entry” ainda traz uma excelente versão ao vivo de “Desert Plains”, uma das melhores composições da banda. Um pacote digno do prestígio da banda e um excelente presente de início de ano para os roqueiros brasileiros.
"Lifehouse" sai em vídeo e DVD
Sai em vídeo e DVD erm fevereiro "Pete Townshend Music from Lifehouse", um show do guitarrista do Who gravado em Londres em 2000 somente com as músicas do fracassado projeto de ópera-rock de 1971. Essa apresentação recuperou parte do material esquecido naquela época e também músicas nunca tocadas ao vivo do ãlbum "Who's Next", também de 1971.
Na verdade, o álbum é uma consequência do abortado "Lifehouse". Esse projeto pretendia suceder o maravilhoso "Tommy", de 1969, que foi um estrondoso sucesso. A idéia básica era fazer uma ópera-rock baseada na história de um maníaco por computadores que trabalhava para o governo em um mundo futurístico, onde o totalitarismo prevalecia em uma ditadura mundial. O governo é que regulava totalmente a vida dos cidadãos, inclusive dizendo o que ele devia ouvir.
O maníaco se rebela contra isso e cria músicas próprias em seu computador e escolhe um grupo para executar sua obra, no caso, The Who. Apesar da aparente simplicidade da história, a coisa se complicou na hora de transpor o roteiro criado por Townshend para a parte musical. Ele se perdeu e a história ia ficando cada vez enrolada, fazendo menos sentido. Frustrado, o guitarrista abandonou o projeto.
Entretanto, o produtor Glyn Johns percebeu que as músicas, isoladamente, eram excelentes e covencenu o grupo a reuni-las em um álbum comum, sem conceito nem história. O resultado é que "Who's Next" é considerado o melhor álbum da banda e frequenta as listas de dez mais do rock de todos os tempos.
Em 1999 Townshend resgatou o material que foi engavetado e que não entrou em "Who's Next" e editou-o em um especial para a BBC Radio 1. A partir daí ele criou uma caixa com seis CDs com todo o material arquivado de "Lifehouse" (vendido apenas pelo site do guitarrista) e montou um show solo baseado no material, gravado em meados de 2000 e lançado em CD duplo no final daquele ano (também vendido aoenas no site dele, Pete Townshend.com).
Esse é mais um daqueles produtos obrigatórios para quem gosta de música e de rock.
Sai em vídeo e DVD erm fevereiro "Pete Townshend Music from Lifehouse", um show do guitarrista do Who gravado em Londres em 2000 somente com as músicas do fracassado projeto de ópera-rock de 1971. Essa apresentação recuperou parte do material esquecido naquela época e também músicas nunca tocadas ao vivo do ãlbum "Who's Next", também de 1971.
Na verdade, o álbum é uma consequência do abortado "Lifehouse". Esse projeto pretendia suceder o maravilhoso "Tommy", de 1969, que foi um estrondoso sucesso. A idéia básica era fazer uma ópera-rock baseada na história de um maníaco por computadores que trabalhava para o governo em um mundo futurístico, onde o totalitarismo prevalecia em uma ditadura mundial. O governo é que regulava totalmente a vida dos cidadãos, inclusive dizendo o que ele devia ouvir.
O maníaco se rebela contra isso e cria músicas próprias em seu computador e escolhe um grupo para executar sua obra, no caso, The Who. Apesar da aparente simplicidade da história, a coisa se complicou na hora de transpor o roteiro criado por Townshend para a parte musical. Ele se perdeu e a história ia ficando cada vez enrolada, fazendo menos sentido. Frustrado, o guitarrista abandonou o projeto.
Entretanto, o produtor Glyn Johns percebeu que as músicas, isoladamente, eram excelentes e covencenu o grupo a reuni-las em um álbum comum, sem conceito nem história. O resultado é que "Who's Next" é considerado o melhor álbum da banda e frequenta as listas de dez mais do rock de todos os tempos.
Em 1999 Townshend resgatou o material que foi engavetado e que não entrou em "Who's Next" e editou-o em um especial para a BBC Radio 1. A partir daí ele criou uma caixa com seis CDs com todo o material arquivado de "Lifehouse" (vendido apenas pelo site do guitarrista) e montou um show solo baseado no material, gravado em meados de 2000 e lançado em CD duplo no final daquele ano (também vendido aoenas no site dele, Pete Townshend.com).
Esse é mais um daqueles produtos obrigatórios para quem gosta de música e de rock.
O fim do Black Crowes?
Surgiu a notícia após o anúncio da saída do baterista Steve Gorman: o Black Crowes estaria paralisando suas atividades por tempo indeterminado. As especulações começaram e entupiram a internet. As últimas dão conta de que a banda acabou depois que os irmãos Chris e Rich Robinson, os donos do grupo, brigaram. A gota d'água teria sido as constantes intromissões da atriz Kate Hudson, mulher de Chris, nos assuntos da banda. Outras fontes informam que a bandaz não esava se entendendo há tempos e que ninguém aceitou o fato de que Chris Robinson estaria gravando um álbum solo.
Se a notícia se confirmar, será uma enorme perda para o rock verdadeiro, aquele de bom gosto. O Black Crowes é uma das poucas bandas boas surgidas nos anos 90 dentro da música rock-pop, ao lado do Pearl Jam e do Soundgarden. Misturava de forma pesada e contagiante, com muita competência, influências de Led Zeppelin, Faces e Rolling Stones.
Seus integrantes também eram músicos acima da média, como o vocalista Chris Robinson (ótimo cantor, mesmo quando abusava dos tons lamurientos e dos berros), e os guitarristas Rich Robinson e Marc Ford (esse era excelente, um dos grandes nomes do instrumento, mas acabou sendo expulso da banda há quatro anos por abuso nas drogas).
Por conta disso, as melhores bandas acabam e teremos de aguentar lixos como Strokes, Radiohead e porcarias semelhantes.
Surgiu a notícia após o anúncio da saída do baterista Steve Gorman: o Black Crowes estaria paralisando suas atividades por tempo indeterminado. As especulações começaram e entupiram a internet. As últimas dão conta de que a banda acabou depois que os irmãos Chris e Rich Robinson, os donos do grupo, brigaram. A gota d'água teria sido as constantes intromissões da atriz Kate Hudson, mulher de Chris, nos assuntos da banda. Outras fontes informam que a bandaz não esava se entendendo há tempos e que ninguém aceitou o fato de que Chris Robinson estaria gravando um álbum solo.
Se a notícia se confirmar, será uma enorme perda para o rock verdadeiro, aquele de bom gosto. O Black Crowes é uma das poucas bandas boas surgidas nos anos 90 dentro da música rock-pop, ao lado do Pearl Jam e do Soundgarden. Misturava de forma pesada e contagiante, com muita competência, influências de Led Zeppelin, Faces e Rolling Stones.
Seus integrantes também eram músicos acima da média, como o vocalista Chris Robinson (ótimo cantor, mesmo quando abusava dos tons lamurientos e dos berros), e os guitarristas Rich Robinson e Marc Ford (esse era excelente, um dos grandes nomes do instrumento, mas acabou sendo expulso da banda há quatro anos por abuso nas drogas).
Por conta disso, as melhores bandas acabam e teremos de aguentar lixos como Strokes, Radiohead e porcarias semelhantes.
sexta-feira, janeiro 04, 2002
Trechos de músicas e vídeos
A pedidos, coloco abaixo trechos de algumas músicas de artistas/bandas que cito no blog. Muita gente reclamou que ficou curiosa de saber como era o som dos artistas presentes nestas páginas. Pois bem, aí vão alguns trechos que para que as pessoas conheçam um pouco do maravilhoso mundo do rock:
Pain of Salvation – "Ashes"
Theatre of Tragedy - "Cassandra"
Within Temptation – "Ice Queen"
Tristania – "The Shining Path"
Stevie Ray Vaughan – "Pride and Joy"
Edguy – "Tears of a Mandrake"
Deep Purple – "Perfect Strangers"
Yes – "Roundabout"
Emerson, Lake and Palmer – "Hoedown"
Jethro Tull –"Aqualung"
Glenn Hughes – "Coast to Coast"
A pedidos, coloco abaixo trechos de algumas músicas de artistas/bandas que cito no blog. Muita gente reclamou que ficou curiosa de saber como era o som dos artistas presentes nestas páginas. Pois bem, aí vão alguns trechos que para que as pessoas conheçam um pouco do maravilhoso mundo do rock:
Pain of Salvation – "Ashes"
Theatre of Tragedy - "Cassandra"
Within Temptation – "Ice Queen"
Tristania – "The Shining Path"
Stevie Ray Vaughan – "Pride and Joy"
Edguy – "Tears of a Mandrake"
Deep Purple – "Perfect Strangers"
Yes – "Roundabout"
Emerson, Lake and Palmer – "Hoedown"
Jethro Tull –"Aqualung"
Glenn Hughes – "Coast to Coast"
Uma pitada de Glnenn Hughes e Joe Lynn Turner
Um dos projetos mais esperados de 2002 já pode ser ouvido na Internet. Os grandes vocalistas Joe Lynn Turner e Glenn Hughes disponibilizaram um trecho da música "Devil's Road", que deverá estar no CD da dupla "The Hughes Turner Project", a ser lançado em fevereiro no Japão. Escute aqui o trecho da música
Um dos projetos mais esperados de 2002 já pode ser ouvido na Internet. Os grandes vocalistas Joe Lynn Turner e Glenn Hughes disponibilizaram um trecho da música "Devil's Road", que deverá estar no CD da dupla "The Hughes Turner Project", a ser lançado em fevereiro no Japão. Escute aqui o trecho da música
quinta-feira, janeiro 03, 2002
Os Pássaros - Capítulo 2 (final)
Às 5h50 o garoto caminhava por uma trilha que levava ao penhasco. Estava quase na hora do retorno dos “heróis” . a revoada dos pássaros logo surgiria no horizonte, sete horas depois de duros e intensos combates.
Toda uma vida estava em xeque naquele penhasco. Ali estavam todas as angústias, apreensões e esperanças de um ser que só tinha olhos para um único aparelho. O garoto sentara em uma pedra como os olhos fizos no horizonte. A dúvida martelava a cabeça: ele voltaria desta vez?
Os primeiros do bando de pássaros começavam a aparecer, sob o brilho do sol ainda incipiente da manhã. Da massa compacta que partira sete horas antes, voltavam apenas pássaros sozinhos, debilitados, desgarrados e soltos. Os intervalos são longos. Quando um aparece, vem com os motores falhando e fazendo aterrissagens lamentáveis. Os bombeiros ficam a postos na pista, esperando pelo pior.
Foram duas horas de apreensão e estômago contraído de medo. Foram poucos os aviões que retornaram. De todas as vezes em que foi esperar o pai retornar, aquela mostrava que algo estava errado. Premonição?
Depois que o último avião pousou em condições péssimas, ele permanceu ainda por três horas naquele penhasco. Depois, levantou-se e seguiu de cabeça baixa pela trilha de volta à pequena aldeia onde morava. Na sua cabeça, apenas o desejo de ter um bom dia.
Ao entardecer o garoto passeava pela praia. Cabeça baixa, nem se incomodava com o vento frio do oceano. Estava bem próximo de uma pequena baía na ponta da enseada. Ali estavam os destroços de um avião trazidos pelo mar.
Com lágrimas no olhos, o garoto arrastou um pedaço grande de uma asa do aparelho destruído para perto do paredão do rochedo. Pacientemente, começou a enterrar pelas próximas três horas o pedaço de asa. Era apenas uma simplória cerimônia fúnebre. Seu pai não havia retornado. Agora havia mais um lugar vago no ninho.
Às 5h50 o garoto caminhava por uma trilha que levava ao penhasco. Estava quase na hora do retorno dos “heróis” . a revoada dos pássaros logo surgiria no horizonte, sete horas depois de duros e intensos combates.
Toda uma vida estava em xeque naquele penhasco. Ali estavam todas as angústias, apreensões e esperanças de um ser que só tinha olhos para um único aparelho. O garoto sentara em uma pedra como os olhos fizos no horizonte. A dúvida martelava a cabeça: ele voltaria desta vez?
Os primeiros do bando de pássaros começavam a aparecer, sob o brilho do sol ainda incipiente da manhã. Da massa compacta que partira sete horas antes, voltavam apenas pássaros sozinhos, debilitados, desgarrados e soltos. Os intervalos são longos. Quando um aparece, vem com os motores falhando e fazendo aterrissagens lamentáveis. Os bombeiros ficam a postos na pista, esperando pelo pior.
Foram duas horas de apreensão e estômago contraído de medo. Foram poucos os aviões que retornaram. De todas as vezes em que foi esperar o pai retornar, aquela mostrava que algo estava errado. Premonição?
Depois que o último avião pousou em condições péssimas, ele permanceu ainda por três horas naquele penhasco. Depois, levantou-se e seguiu de cabeça baixa pela trilha de volta à pequena aldeia onde morava. Na sua cabeça, apenas o desejo de ter um bom dia.
Ao entardecer o garoto passeava pela praia. Cabeça baixa, nem se incomodava com o vento frio do oceano. Estava bem próximo de uma pequena baía na ponta da enseada. Ali estavam os destroços de um avião trazidos pelo mar.
Com lágrimas no olhos, o garoto arrastou um pedaço grande de uma asa do aparelho destruído para perto do paredão do rochedo. Pacientemente, começou a enterrar pelas próximas três horas o pedaço de asa. Era apenas uma simplória cerimônia fúnebre. Seu pai não havia retornado. Agora havia mais um lugar vago no ninho.
Os Pássaros - Capítulo 1
“Daqui a duas horas sairemos novamente. Os ataques estão se intensificando. Dois, três dias. Não suporto mais isso. O céu já não existe mais, aquilo é apenas um enorme vazio. A noite é o fim de tudo. Ou o começo. Daqui a duas horas as hélices começarão a funcionar. Não dá mais. Ontemo esquadrão 18 não voltou. Dos 50 e tantos aviões que saíram, nenhum apontou novamente no horizonte para pousar. Meu irmão era um deles. Acho que estou ficando louco.”
**********************************************
O alarme soou exatamente às 23h30. Os aparelhos começaram o ronco dos motores imediatamente, que ecoaram por toda a região. Ele foram em direção ao mar. O farol da barra estava apagado (medidas de seguraça). Os caças partiram logo em seguida.
Euquanto os aparelhos cruzavam a noite rumo ao infinito, ao desconhecido, , alguém, lá embaixo, em um penhasco, observava atentamente o enxame de bombardeiros e caças. Foram mais de 50 minutos até que o último desaparecesse no horizonte escuro.
Eram os olhos de um garoto fascinado, que tentava em vão contar os pássaros do apocalipse. Os olhos estavam vidrados naquela que era mais uma missão de morte. Os olhos do garoto acompanhavam a morte voadora, seguindo a triste sina de toda uma geração calcinada entre ferros retorcidos de aviões destruídos. Os olhos de um garoto tentavam descobrir naquele enxame o avião do pai, na esperança de que voltasse mais uma vez.
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“O alvo não está longe. Pedi dispensa no último minuto, mas foi recusada. Estou nervoso. Depois de tanto tempo despejando morte, estou incomodado no banco de co-piloto, que ocupo há tanto tempo. Isso é mau sinal. Olho pela janela e vejo toda a esquadrilha em formação. Era um autêntico balé aéreo, pronto para entrar em ação. Em nosso avião bombardeiro, silêncio. O oficial de comunicações não tira os olhos do radar. O artilheiro da traseira está debruçado em sua metralhadora, concentrado. Dolorosa impaciência. Não suporto mais isso. Quero saltar agora...
O líder da esquadrilha comunica: dez minutos para o ataque. Os caças inimigos logo iriam aparecer. O comandante estava calado desde a partida. Ele também não estava bem. Vejo que será uma longa noite.”
“Daqui a duas horas sairemos novamente. Os ataques estão se intensificando. Dois, três dias. Não suporto mais isso. O céu já não existe mais, aquilo é apenas um enorme vazio. A noite é o fim de tudo. Ou o começo. Daqui a duas horas as hélices começarão a funcionar. Não dá mais. Ontemo esquadrão 18 não voltou. Dos 50 e tantos aviões que saíram, nenhum apontou novamente no horizonte para pousar. Meu irmão era um deles. Acho que estou ficando louco.”
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O alarme soou exatamente às 23h30. Os aparelhos começaram o ronco dos motores imediatamente, que ecoaram por toda a região. Ele foram em direção ao mar. O farol da barra estava apagado (medidas de seguraça). Os caças partiram logo em seguida.
Euquanto os aparelhos cruzavam a noite rumo ao infinito, ao desconhecido, , alguém, lá embaixo, em um penhasco, observava atentamente o enxame de bombardeiros e caças. Foram mais de 50 minutos até que o último desaparecesse no horizonte escuro.
Eram os olhos de um garoto fascinado, que tentava em vão contar os pássaros do apocalipse. Os olhos estavam vidrados naquela que era mais uma missão de morte. Os olhos do garoto acompanhavam a morte voadora, seguindo a triste sina de toda uma geração calcinada entre ferros retorcidos de aviões destruídos. Os olhos de um garoto tentavam descobrir naquele enxame o avião do pai, na esperança de que voltasse mais uma vez.
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“O alvo não está longe. Pedi dispensa no último minuto, mas foi recusada. Estou nervoso. Depois de tanto tempo despejando morte, estou incomodado no banco de co-piloto, que ocupo há tanto tempo. Isso é mau sinal. Olho pela janela e vejo toda a esquadrilha em formação. Era um autêntico balé aéreo, pronto para entrar em ação. Em nosso avião bombardeiro, silêncio. O oficial de comunicações não tira os olhos do radar. O artilheiro da traseira está debruçado em sua metralhadora, concentrado. Dolorosa impaciência. Não suporto mais isso. Quero saltar agora...
O líder da esquadrilha comunica: dez minutos para o ataque. Os caças inimigos logo iriam aparecer. O comandante estava calado desde a partida. Ele também não estava bem. Vejo que será uma longa noite.”
quarta-feira, janeiro 02, 2002
A democracia permite cada coisa...
A consolidação da democracia é uma necessidade em todos os lugares do mundo e está provado que a democracia é o pior dos regimes, só que ainda não inventaram nada melhor. Entretanto, a democracia, justamente por ser democrática, permite que qualquer um fale e/ou escreva o que quiser, mesmo que seja a maior bobagem (como a existência de gente que louva o nazismo e a pena de morte). Que assim seja para sempre.
E tem gente que abusa do direito de falar e escrever os maiores absurdos, como o jornalista Célio Franco, que até há pouco era um dos editores executivos do Diário do Grande ABC. Escrevendo para um site local, o Clique ABC, destila seu ódio contra o PT por causa do IPTU progressivo implantado pelas prefeituras do ABC e de São Paulo, acusa Lula de ser um "milionário fascinado por Cuba e que deve se mudar para lá", desanca sem elementos Cuba por todo e qualquer motivo e, para arrematar, suplica pela volta de Maluf ao governo do Estado de São Paulo ("ninguém provou que ele rouba") e de Erasmo Dias à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (para quem não se lembra, Dias foi secretrário de Segurança do Estado de São Paulo ao final dos anos 70 e início dos anos 80, bem na época da ditadura militar e abusava dos ideais e métodos fascistas).
Não dá para deixar de admitir: é uma das coisas mais hilárias que li nos últimos tempos. Para quem quiser rolar de rir, leia aqui.
A consolidação da democracia é uma necessidade em todos os lugares do mundo e está provado que a democracia é o pior dos regimes, só que ainda não inventaram nada melhor. Entretanto, a democracia, justamente por ser democrática, permite que qualquer um fale e/ou escreva o que quiser, mesmo que seja a maior bobagem (como a existência de gente que louva o nazismo e a pena de morte). Que assim seja para sempre.
E tem gente que abusa do direito de falar e escrever os maiores absurdos, como o jornalista Célio Franco, que até há pouco era um dos editores executivos do Diário do Grande ABC. Escrevendo para um site local, o Clique ABC, destila seu ódio contra o PT por causa do IPTU progressivo implantado pelas prefeituras do ABC e de São Paulo, acusa Lula de ser um "milionário fascinado por Cuba e que deve se mudar para lá", desanca sem elementos Cuba por todo e qualquer motivo e, para arrematar, suplica pela volta de Maluf ao governo do Estado de São Paulo ("ninguém provou que ele rouba") e de Erasmo Dias à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (para quem não se lembra, Dias foi secretrário de Segurança do Estado de São Paulo ao final dos anos 70 e início dos anos 80, bem na época da ditadura militar e abusava dos ideais e métodos fascistas).
Não dá para deixar de admitir: é uma das coisas mais hilárias que li nos últimos tempos. Para quem quiser rolar de rir, leia aqui.
Raridades ao vivo do Deep Purple
Mais classic rock. Um grande lançamento para os fanáticos pelo maravilhoso Deep Purple. "On the Road" é um CD duplo que reúne raridades ao vivo do conjunto. Na verdade, o grande lance desta coletânea é que ela junta em dois CDs versões interessantes de várias músicas e que estavam espalhadas por diversas outras coletâneas e discos ao vivo. Nada é inédito, tudo o que aparece neste novo lançamento já foi editado, mas tem o mérito de juntar tudo em um CD só. Veja a lista de música e mais informações aqui.
Mais classic rock. Um grande lançamento para os fanáticos pelo maravilhoso Deep Purple. "On the Road" é um CD duplo que reúne raridades ao vivo do conjunto. Na verdade, o grande lance desta coletânea é que ela junta em dois CDs versões interessantes de várias músicas e que estavam espalhadas por diversas outras coletâneas e discos ao vivo. Nada é inédito, tudo o que aparece neste novo lançamento já foi editado, mas tem o mérito de juntar tudo em um CD só. Veja a lista de música e mais informações aqui.
Brasil elege "Stairway to Heaven" como o melhor rock
Ouvintes brasileiros da Kiss FM, a única classic rock do Brasil, escolheram "Stairway to Heaven", do Led Zeppelin, como a mais importante música do rock em todos os tempos, dentro da votação das 500 mais segundo os ouvintes brasileiros. As 500 foram executadas por três vezes no final do ano passado. A rádio foi inaugurada em julho com a execução das 500 mais de todos os tempos segundo os ouvintes de 20 classic rocks radios dos Estados Unidos e da Inglaterra. Deu "Hey Jude", dos Beatles, na cabeça, enquanto "Stairway to Heaven" ficou entre as dez mais.
Ouvintes brasileiros da Kiss FM, a única classic rock do Brasil, escolheram "Stairway to Heaven", do Led Zeppelin, como a mais importante música do rock em todos os tempos, dentro da votação das 500 mais segundo os ouvintes brasileiros. As 500 foram executadas por três vezes no final do ano passado. A rádio foi inaugurada em julho com a execução das 500 mais de todos os tempos segundo os ouvintes de 20 classic rocks radios dos Estados Unidos e da Inglaterra. Deu "Hey Jude", dos Beatles, na cabeça, enquanto "Stairway to Heaven" ficou entre as dez mais.
Edguy e Tristania no Brasil
Boas novas para o mundo da música pesada. Janeiro traz duas interessantes atrações. Tristania é uma banda de metal gótico da Noruega (na foto a vocalista da banda) que alterna vocais líricos femininos com vocais masculinos de death metal, guturais. Nada de extraordinário, mas faz um heavy metal competente. O sexteto fará uma apresentação única em São Paulo no dia 19 no Via Funchal. Já no dia 31, na mesma casa, a sensação do metal de 2001 na Europa vem ao Brasil. Os alemães do Edguy lançam aqui o novo CD, "Mandrake". Eles fazem um heavy metal melódico que às vezes esbarra em um power metal. Nâo é tão pomposo quanto as bandas italianas Rhapsody ou Vision Divine, mas seus arranjos são eloquentes. A banda tem um leve acento comercial, o que deve ampliar seu público no Brasil. Mesmo assim, merece ser visto, pode ser a grande sensação do metal mundial no futuro.
Boas novas para o mundo da música pesada. Janeiro traz duas interessantes atrações. Tristania é uma banda de metal gótico da Noruega (na foto a vocalista da banda) que alterna vocais líricos femininos com vocais masculinos de death metal, guturais. Nada de extraordinário, mas faz um heavy metal competente. O sexteto fará uma apresentação única em São Paulo no dia 19 no Via Funchal. Já no dia 31, na mesma casa, a sensação do metal de 2001 na Europa vem ao Brasil. Os alemães do Edguy lançam aqui o novo CD, "Mandrake". Eles fazem um heavy metal melódico que às vezes esbarra em um power metal. Nâo é tão pomposo quanto as bandas italianas Rhapsody ou Vision Divine, mas seus arranjos são eloquentes. A banda tem um leve acento comercial, o que deve ampliar seu público no Brasil. Mesmo assim, merece ser visto, pode ser a grande sensação do metal mundial no futuro.
segunda-feira, dezembro 31, 2001
Arbitragem prejudicou, mas Palmeiras foi incompetente
Nas retrospectivas esportivas de fim-de-ano, todos os cronistas esportivos de São Paulo ressaltam, no tópico a respeito da Libertadores 2001, que o Palmeiras foi roubado pelo árbitro paraguaio Ubaldo Aquino na primeira partida das semifinais contra o Boca Juniors, em Buenos Aires (2 a 2). Com isso, fazem crer que a arbitragem tirou a equipe da competição.
Isso é um completo absurdo, uma falta de caráter tamanha. É bem verdade que Aquino roubou a equipe paulistana, mas a desclassificação ocorreu por pura incompetência verde, e pior, dentro do Parque Antártica, seu estádio.
Mesmo com o assalto em La Bombonera, o Palmeiras saiu de lá com um empate, quando rezava para perder de pouco antes de o jogo começar (se o árbitro não inventa o pênalti para os argentinos no final do primeiro tempo e marcasse o pênalti claro em Fernando no segundo tempo, o placar poderia ser 2 a 0 ou 3 a 1 para o Palmeiras).
Ou seja, um resultado nada desprezível. Como o Boca mostrou ser um time medíocre (apesar do craque Riquelme), o otimismo tomou conta do time verde, já bastava uma vitória por um gol para ir à final. Só que o time do Palmeiras tinha jogadores muito limitados, ruins mesmo tecnicamente, e que ainda por cima sentiram o peso da responsabilidade (sem falar que os "craques" sumiram, como Alex, Felipe e Lopes). Tremeram.
O resultado: Boca 2 a 0 em 20 minutos de jogo dentro do Parque Antártica... O lateral Felipe deu um carrinho criminoso em seu companheiro de equipe Leonardo, um péssimo zagueiro, e deu o gol para os argentinos aos 4 min. No segundo, o outro zagueiro ruim, Alexandre, apenas assistiu com Galeano ao avanço de Riquelme para a área palmeirense. 2 a 0.
Quando parecia que o time medíocre do Palmeiras iria reagir com o o primeiro gol ainda no primeiro tempo, logo em seguinda o imbecil zagueiro Alexandre agride um adversário na frente do juiz. Foi expulso. Era bom demais para os argentinos acreditarem.
O Palmeiras perdeu a classificação porque quis. Se o Boca fosse um time decente não teria permitido o empate no segundo tempo com um homem a mais. Falaram que Riquelme acabou com o Palmeiras. Se isso tivesse ocorrido realmente, o Boca teria vencido no tempo normal e nao nos pênaltis.
O Palmeiras perdeu porque era um time ruim e ainda por cima mal treinado, com "pseudo-craques" com altos salários que esconderam na partida. A equipe, apesar de enfrentar um Boca medíocre, não merecia ser campeão.
Após a classificação na primeira fase da Libertadores 2001, o Palmeiras jogou seis partidas até as semifinais: derrota por 1 0 e vitória por 1 a 0 contra o São Caetano (vitória nos pênaltis); 3 a 3 e 2 a 2 contra o Cruzeiro (vitória nos pênaltis); e dois empates em 2 a 2 contra o Boca (derrota nos pênaltis). Ou seja, uma vitória, quatro empates e uma derrota, com as vagas nas três fases sempre sendo decididas nos pênaltis. Marcou 10 gols e tomou 10 em seis partidas, sendo que a defesa tomou 9 gols em quatro jogos. Não era para classificar mesmo desse jeito.
Nas retrospectivas esportivas de fim-de-ano, todos os cronistas esportivos de São Paulo ressaltam, no tópico a respeito da Libertadores 2001, que o Palmeiras foi roubado pelo árbitro paraguaio Ubaldo Aquino na primeira partida das semifinais contra o Boca Juniors, em Buenos Aires (2 a 2). Com isso, fazem crer que a arbitragem tirou a equipe da competição.
Isso é um completo absurdo, uma falta de caráter tamanha. É bem verdade que Aquino roubou a equipe paulistana, mas a desclassificação ocorreu por pura incompetência verde, e pior, dentro do Parque Antártica, seu estádio.
Mesmo com o assalto em La Bombonera, o Palmeiras saiu de lá com um empate, quando rezava para perder de pouco antes de o jogo começar (se o árbitro não inventa o pênalti para os argentinos no final do primeiro tempo e marcasse o pênalti claro em Fernando no segundo tempo, o placar poderia ser 2 a 0 ou 3 a 1 para o Palmeiras).
Ou seja, um resultado nada desprezível. Como o Boca mostrou ser um time medíocre (apesar do craque Riquelme), o otimismo tomou conta do time verde, já bastava uma vitória por um gol para ir à final. Só que o time do Palmeiras tinha jogadores muito limitados, ruins mesmo tecnicamente, e que ainda por cima sentiram o peso da responsabilidade (sem falar que os "craques" sumiram, como Alex, Felipe e Lopes). Tremeram.
O resultado: Boca 2 a 0 em 20 minutos de jogo dentro do Parque Antártica... O lateral Felipe deu um carrinho criminoso em seu companheiro de equipe Leonardo, um péssimo zagueiro, e deu o gol para os argentinos aos 4 min. No segundo, o outro zagueiro ruim, Alexandre, apenas assistiu com Galeano ao avanço de Riquelme para a área palmeirense. 2 a 0.
Quando parecia que o time medíocre do Palmeiras iria reagir com o o primeiro gol ainda no primeiro tempo, logo em seguinda o imbecil zagueiro Alexandre agride um adversário na frente do juiz. Foi expulso. Era bom demais para os argentinos acreditarem.
O Palmeiras perdeu a classificação porque quis. Se o Boca fosse um time decente não teria permitido o empate no segundo tempo com um homem a mais. Falaram que Riquelme acabou com o Palmeiras. Se isso tivesse ocorrido realmente, o Boca teria vencido no tempo normal e nao nos pênaltis.
O Palmeiras perdeu porque era um time ruim e ainda por cima mal treinado, com "pseudo-craques" com altos salários que esconderam na partida. A equipe, apesar de enfrentar um Boca medíocre, não merecia ser campeão.
Após a classificação na primeira fase da Libertadores 2001, o Palmeiras jogou seis partidas até as semifinais: derrota por 1 0 e vitória por 1 a 0 contra o São Caetano (vitória nos pênaltis); 3 a 3 e 2 a 2 contra o Cruzeiro (vitória nos pênaltis); e dois empates em 2 a 2 contra o Boca (derrota nos pênaltis). Ou seja, uma vitória, quatro empates e uma derrota, com as vagas nas três fases sempre sendo decididas nos pênaltis. Marcou 10 gols e tomou 10 em seis partidas, sendo que a defesa tomou 9 gols em quatro jogos. Não era para classificar mesmo desse jeito.
Cássia Eller era um pouco acima da média, nada mais
Claro que é sempre uma coisa chata quando um artista morre, ainda mais jovem, como foi o caso de Cássia Eller no dia 29 de dezembro (e como foi Marcelo Fromer, dos Titãs, no meio do ano). E é natural que se exagere na importância dele, mesmo quando ela é apenas mediana.
Cássia Eller não era a melhor das cantoras da geração dos anos 90. Marisa Monte e Zélia Duncan têm mais voz e sabem cantar, no sentido de interpretação. Já a diva roqueira era exatamente isso, uma roqueira que descambou para a podreira punk-hard rock, com voz poderosa mas não-educada (justamente por isso abusava dos berros e da voz rasgada meio blues, meio Janis Joplin). E aproveitou justamente a carência de vozes femininas no rock brasileiro propriamente dito, já que não dava para competir com as duas já citadas mais Adriana Calcanhoto e Ana Carolina, mais próximas do público comercial.
Os críticos dos grandes jornais e outros bicões ressaltam a "atitude" como a grande característica a ser louvada em Cássia Eller. Fazem crer que apenas ela tinha a chamada "atitude" (como se declarar homossexualidade e mostrar seios em públicos fosse grande novidade...)
Apesar desses gêneros dispensáveis de comportamento, musicalmente ela era relevante dentro da atual música brasileira, mas nada de excepcional. Era versátil e dedicada, nada mais, mas não dá para deixar de reconhecer que ela era um símbolo de uma geração de cantoras dos ano 90 com um público fiel.
R.I.P., girl.
Claro que é sempre uma coisa chata quando um artista morre, ainda mais jovem, como foi o caso de Cássia Eller no dia 29 de dezembro (e como foi Marcelo Fromer, dos Titãs, no meio do ano). E é natural que se exagere na importância dele, mesmo quando ela é apenas mediana.
Cássia Eller não era a melhor das cantoras da geração dos anos 90. Marisa Monte e Zélia Duncan têm mais voz e sabem cantar, no sentido de interpretação. Já a diva roqueira era exatamente isso, uma roqueira que descambou para a podreira punk-hard rock, com voz poderosa mas não-educada (justamente por isso abusava dos berros e da voz rasgada meio blues, meio Janis Joplin). E aproveitou justamente a carência de vozes femininas no rock brasileiro propriamente dito, já que não dava para competir com as duas já citadas mais Adriana Calcanhoto e Ana Carolina, mais próximas do público comercial.
Os críticos dos grandes jornais e outros bicões ressaltam a "atitude" como a grande característica a ser louvada em Cássia Eller. Fazem crer que apenas ela tinha a chamada "atitude" (como se declarar homossexualidade e mostrar seios em públicos fosse grande novidade...)
Apesar desses gêneros dispensáveis de comportamento, musicalmente ela era relevante dentro da atual música brasileira, mas nada de excepcional. Era versátil e dedicada, nada mais, mas não dá para deixar de reconhecer que ela era um símbolo de uma geração de cantoras dos ano 90 com um público fiel.
R.I.P., girl.